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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Adaptação Humana ao Stress em Contextos Desportivos: Teoria, Avaliação, Investigação e Intervenção]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Universidade do Minho Escola de Psicologia ]]></institution>
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</front><body><![CDATA[  <font face="Verdana" size="2">       <p align="right"><b>NOTA DE INVESTIGAÇÃO</b></p>      <p>&nbsp;</p> </font>     <p><font size="4" face="Verdana"><b>Adaptação   Humana ao <i>Stress</i> em Contextos Desportivos: Teoria, Avaliação,   Investigação e Intervenção</b></font></p> <font face="Verdana" size="2">     <p>&nbsp;</p> </font>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Human   Adaptation to Stress in Sport Contexts: Theory, Evaluation, Research and   Intervention</b></font></p> <font face="Verdana" size="2">     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>A. Rui Gomes<sup>1,</sup><a href="#end"><sup>*</sup></a><a name="topo"></a></b></p> <sup>1</sup><i>Escola de Psicologia da Universidade do Minho, Braga, Portugal </i>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>Não existem dúvidas acerca do facto dos fatores psicológicos   desempenharem um papel fundamental no modo como os atletas se adaptam ao   contexto desportivo bem como acerca da influência destes fatores no rendimento   desportivo que os atletas obtêm ao longo das suas carreiras (Cox, Shannon,   McGuire, &amp; McBride, 2010; Hatzigeorgiadis, Zourbanos, Galanis, &amp;   Theodorakis, 2011; MacNamara, Button, &amp; Collins, 2010). No entanto, existem   muitas dúvidas acerca do modo como o “lado mental” interfere nesta adaptação e   no sucesso desportivo final obtido em cada competição disputada. Uma das razões   que justifica este facto prende-se com a grande dificuldade em estudar, de um   modo integrado, os fatores que podem influenciar a adaptação dos atletas a   situações <i>stressantes</i> no desporto e que podem, no final, condicionar o rendimento desportivo.</p>     <p>Uma das propostas conceptuais que mais tem avançado neste esforço   integrado de compreender a adaptação humana em situações de <i>stress</i> é a   Teoria Cognitiva, Motivacional e Relacional de Lazarus (1991, 1999). De um modo   geral, a teoria propõe que a adaptação humana a situações exigentes implica que   analisemos, de um modo unificado, o<i> stress</i>, a avaliação cognitiva e   confronto (i.e., o confronto) e as emoções. Ou seja, para percebermos a razão   pela qual uma dada pessoa se adapta bem ao <i>stress</i>, implica considerar a   situação em que ela se encontra (e.g., fonte de <i>stress</i>), o modo como a   situação é percebida pela pessoa (e.g., processos de avaliação cognitiva ao   nível primário), o modo como a situação é enfrentada pela pessoa (e.g.,   processos de avaliação cognitiva ao nível secundário, ou confronto) e o modo   como a pessoa se sente antes, durante e após a situação de mudança (e.g., emoções).</p>     <p>Nesta linha de pensamento, Gomes (2014) propõe o Modelo Interativo de   Adaptação ao <i>Stress,</i> onde sugere que o entendimento da adaptação humana   em situações de <i>stress </i>implica considerar a interação entre os processos   de avaliação cognitiva e as respostas psicológicas, fisiológicas e   comportamentais que conduzem, no final, a um determinado resultado, positivo ou   negativo, no modo como cada pessoa lida com as exigências colocadas pelo <i>stress</i>.   Este processo interativo é condicionado por fatores antecedentes (ao nível das   características da situação e da pessoa em causa) bem como pela importância que   a pessoa atribui a essa mesma situação de <i>stress</i> (ver <a href="/img/revistas/mot/v13n1/13n1a02f1.jpg">Figura 1</a>). Esta   abordagem tem igualmente uma natureza transacional como a proposta de Lazarus   (1991, 1999), tendo a vantagem de incluir no processo de análise uma maior   complexidade nos processos de avaliação cognitiva (que podem ser de primeiro e   segundo níveis) e o facto de atribuir um papel mais relevante à perceção de   importância atribuída pela pessoa à situação <i>stressante</i>, representando a   “porta de entrada” do início da adaptação ao <i>stress</i>. Por outro lado, o   modelo fornece algumas indicações acerca do estatuto das variáveis nos planos   de investigação deste fenómeno, conferindo à avaliação cognitiva um papel   mediador na relação entre a situação de <i>stress</i> e o resultado final e   estabelece que os fatores antecedentes (e.g., características situacionais e   pessoais) podem moderar a mesma relação entre a situação de <i>stress</i> e o   resultado final. Esta distinção é importante, pois poderá ajudar perceber o   modo como podem ser analisadas as relações entre as variáveis envolvidas na   adaptação ao <i>stress</i>, estabelecendo o modo como devem ser conceptualizadas, avaliadas e testadas.</p>     
<p>Um dos aspetos comuns, e fundamentais, a ambas as abordagens é o facto   de proporem que a compreensão da adaptação ao <i>stress</i> implica perceber a   relação entre a situação de tensão e o indivíduo. Apesar de parecer óbvia esta   necessidade, a verdade é que conseguir integrar todas as dimensões envolvidas   nesta relação num único estudo é uma tarefa difícil e complexa. É, por isso,   que quando analisamos grande parte dos estudos efetuados sobre este tópico no   domínio desportivo e que têm por base a proposta transacional de Lazarus,   constatamos que tendem a estudar este fenómeno de um modo parcelar, ora   focando-se nos fatores de <i>stress</i> (Campbell &amp; Jones, 2002; Fletcher,   &amp; Hanton, 2003; McKay, Niven, Lavallee, &amp; White, 2008; Noblet &amp;   Gifford, 2002), nos processos de avaliação cognitiva (Balk, Adriaanse, de   Ridder, &amp; Evers, 2013; Nicholls, 2007; Nicholls, Polman, Morley, &amp;   Taylor, 2009) ou nas emoções resultantes (Nicholls, Levy, Jones, Rengamani,   &amp; Polman, 2011; Rathschlag &amp; Memmert, 2015), existindo menos estudos   centrados na relação interativa entre todos eles (Nicholls, Perry, &amp; Calmeiro, 2014).</p>     <p>Apesar destas dificuldades, a abordagem transacional de Lazarus continua   a suscitar o interesse dos investigadores e é, hoje em dia, a proposta mais   utilizada em contextos desportivos quando se trata de estudar o tema da   adaptação dos atletas a situações de <i>stress</i> (Nicholls &amp; Polman,   2007). Portanto, a questão que se coloca não é tanto acerca da aceitação do   processo transacional e interativo da relação entre <i>stress</i> e indivíduo   mas antes acerca do modo como poderemos estudar, de forma integrada e unitária, estes processos de adaptação.</p>     <p>É neste sentido que este trabalho é elaborado, propondo uma análise   integrada do fenómeno da adaptação humana em situações de <i>stress</i> no   desporto, procurando destacar não só os principais constructos psicológicos a   incluir nesta análise mas fornecendo igualmente indicações sobre duas   metodologias de avaliação deste fenómeno. Através de um entendimento conceptual   integrado sobre a adaptação ao <i>stress</i> no desporto e através do uso de   medidas que captem este fenómeno, poderemos avançar na procura de respostas   acerca dos fatores que justificam o facto dos atletas funcionarem de um modo mais positivo que outros quando se confrontam com as exigências desportivas.</p>     <p>Tendo por base estes aspetos, este trabalho organiza-se em seis partes.   Em primeiro lugar, analisamos as situações de <i>stress</i> e os seus fatores   antecedentes, salientando a importância das variáveis situacionais e pessoais   que podem ajudar a perceber melhor o porquê de uma dada situação de <i>stress</i>   ter captado o interesse da pessoa em causa. Em segundo lugar, destacamos os processos   de avaliação cognitiva, incluindo a importância atribuída à situação e a   avaliação cognitiva de primeiro e segundo níveis. Da relação entre estes   processos de primeiro e segundo níveis, descrevemos, em quarto lugar, as   respostas ocorridas ao nível psicológico, fisiológico e comportamental. Em   quinto lugar, damos enfase ao resultado final da adaptação ao <i>stress</i>,   salientando a sua potencialidade inerentemente positiva ou negativa para o   indivíduo. Finalmente, em sexto lugar, fornecemos um conjunto de indicações   finais para os estudos nesta área. Ao longo do artigo incluímos exemplos   concretos de duas metodologias de avaliação da adaptação ao <i>stress</i>, uma   de natureza qualitativa (Entrevista de Avaliação da Adaptação ao <i>Stress</i>)   e outra de natureza quantitativa (Questionário de Avaliação da Adaptação ao <i>Stress</i>).   Por questões de limite de espaço, não é possível incluir os dois instrumentos   em versão completa, mas ambos estão disponíveis através do contacto com o autor deste artigo.</p>     <p>&nbsp;</p> </font>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Situação de Stress e os Fatores Antecedentes</b></font></p> <font face="Verdana" size="2">     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A análise da adaptação ao <i>stress</i> inicia com uma compreensão das   contingências em que a pessoa se viu envolvida. Ou seja, o objetivo será   verificar como é que o atleta percecionou uma dada situação como <i>stressante</i>   (ex: disputar um jogo decisivo, sofrer uma lesão grave, falhar num momento   importante de um jogo, etc.). Repare-se que é sempre a partir de uma situação   específica de <i>stress</i> que é efetuada a análise do processo transacional e interativo estabelecido entre a pessoa e a circunstância em que se encontra.</p>     <p>Neste sentido, importa compreender a situação de <i>stress</i>. Neste   caso, nos dois instrumentos propostos é efetuada uma avaliação de uma situação   concreta de <i>stress</i> e, nesta sequência, todas as questões restantes   reportam sempre a este acontecimento restrito e delimitado num dado período   temporal (ver <a href="/img/revistas/mot/v13n1/13n1a02q1.jpg">Quadro 1</a>). Por exemplo, no guião de entrevista parte-se de uma   análise das fontes gerais de <i>stress</i> sentidas pelo atleta na sua   atividade desportiva para depois ser selecionada apenas uma delas (com maiores   níveis de <i>stress</i> e de importância) para ser analisada em termos do   processo de adaptação. No questionário, os atletas devem selecionar e descrever   a situação que lhes gerou maior <i>stress</i> na carreira desportiva e devem   depois responder a todo o questionário a partir dessa situação. Deste ponto de   vista, os dois instrumentos aproximam-se da lógica de análise de incidentes   críticos (Carver, Scheier, &amp; Weintraub, 1989; Folkman &amp; Lazarus, 1988),   onde se discute o modo como os atletas percecionaram e geriram uma situação   promotora de maior <i>stress</i> na carreira desportiva. Neste sentido, convém   esclarecer que os dois instrumentos propostos podem ser aplicados nesta lógica   da “maior fonte de <i>stress</i> na carreira desportiva” ou podem ser aplicados   fazendo referência a uma fonte de <i>stress</i> concreta (ex: disputar um jogo   decisivo) analisando-se de seguida todo o processo de adaptação. Neste último   caso, existe a vantagem de analisar como diferentes atletas avaliam e reagem perante a mesma situação <i>stressante</i>.</p>     
<p>Como forma de aferir se estamos perante uma situação geradora de <i>stress</i>   e, consequentemente de esforços de adaptação, são colocadas, em ambos os   instrumentos, duas questões relacionadas com o nível de <i>stress</i> e o nível   de importância da situação em causa. O nível de importância será retomado mais   à frente neste trabalho. No entanto, convém desde já esclarecer que estas duas   questões ajudarão o investigador a verificar se foi ou não selecionada uma   situação exemplificadora de <i>stress</i> e interesse para o atleta em causa.   Ambos os domínios são respondidos pelo atleta através de itens em formato   “likert” de cinco pontos. Por exemplo, no caso do <i>stress</i>, propõe-se uma   escala de 1 (“Nenhum <i>stress</i>”) a 4 (“Elevado <i>stress</i>”). Obviamente,   índices de baixo <i>stress</i> e de importância (valores até dois nas escalas   propostas) poderão não representar uma situação de elevada dificuldade para o   atleta, devendo-se questionar a existência de outras situações eventualmente geradoras de maior <i>stress </i>e importância para o atleta.</p>     <p>Após a descrição da situação de <i>stress</i>, importa analisar os   fatores que poderão condicionar a experiência de <i>stress</i>. Neste caso, é   relevante salientar o facto da situação de <i>stress</i> ser dinâmica e   alterar-se ao longo do tempo. Ou seja, não só as situações de <i>stress</i> vão   sendo distintas ao longo da vida das pessoas, como a mesma situação de <i>stress</i>   se vai alterando ao longo do processo interativo de adaptação ao <i>stress</i>.   Neste sentido, análises absolutistas e de “tudo ou nada” ajudam pouco a compreender este fenómeno.</p>     <p>Assim sendo, e considerando o modelo interativo, os fatores antecedentes   incluem variáveis situacionais e pessoais. As situacionais, referem-se a um   conjunto de propriedades ou características que podem ajudar a perceber o que   há exatamente na situação que a tornou <i>stressante</i> para pessoa. De facto,   e como referem Lazarus e Folkman (1984), importa descrever e perceber qual a   situação concreta de <i>stress</i> (ex: falhar em momentos decisivos de um   jogo, poder sofrer uma lesão grave, etc.), mas o mais importante é procurar   compreender os aspetos que tornaram a situação exigente, existindo menos   indicações sobre isto em contextos desportivos (Fletcher, Hanton, &amp;   Mellalieu, 2006; Thatcher &amp; Day, 2008). Neste caso, Lazarus e Folkman   (1984) formularam oito propriedades (ou características) que podem transformar   uma dada situação num momento potencialmente <i>stressante</i>: (1) novidade:   até que ponto a situação de <i>stress</i> foi ou não experienciada pela pessoa   anteriormente; (2) previsibilidade: até que ponto a situação de <i>stress</i>   está ou não de acordo com as expectativas de ocorrência por parte da pessoa;   (3) probabilidade de ocorrência: até que ponto a situação de <i>stress</i> é ou   não provável de acontecer; (4) iminência: até que ponto houve ou não a   possibilidade de antecipar a ocorrência da situação de <i>stress</i>; (5)   duração: até que ponto a situação de <i>stress</i> durou mais ou menos tempo;   (6) incerteza temporal: até que ponto se sabe o exato momento da ocorrência da   situação de <i>stress</i>; (7) ambiguidade: até que ponto existe informação   clara sobre as circunstâncias da ocorrência da situação de <i>stress</i>; e (8)   momento do evento: até que ponto estavam a acontecer outros acontecimentos <i>stressantes</i>   no momento da ocorrência da situação de <i>stress</i>. A título de exemplo,   consideremos o seguinte caso. Um atleta foi convidado a assinar um contrato com   uma equipa profissional, passando assim a competir no nível mais exigente da   sua modalidade. Este seria o nível competitivo mais elevado em que tinha   participado até aí. Antes de iniciar a época, o atleta questionou-se   constantemente se teria feito uma boa opção em assinar o contrato e estava cada   vez mais descrente acerca das suas capacidades para ser bem-sucedido a este nível.   Ainda antes da época começar, sentiu-se bastante tenso e frustrado por não   saber o que fazer e começou a ter pensamentos acerca da desistência da   atividade desportiva. Neste caso, pode dizer-se que a natureza contingencial se   alterou na vida do atleta e despoletou uma situação de <i>stress</i>,   essencialmente marcada pelo seu carácter de novidade bem como por alguma imprevisibilidade e ambiguidade.</p>     <p>Em suma, a análise das oito propriedades da situação de <i>stress</i>   permite-nos compreender em maior detalhe o <i>enredo</i> da contingência em que   uma dada pessoa se viu envolvida. Todos estes aspetos foram contemplados nos   dois instrumentos propostos, estando também incluídos nos fatores situacionais   antecedentes do modelo interativo (ver <a href="/img/revistas/mot/v13n1/13n1a02f1.jpg">Figura 1</a>). No <a href="/img/revistas/mot/v13n1/13n1a02q1.jpg">Quadro 1</a>, são incluídas questões que avaliam as oito propriedades da situação de maior <i>stress</i>.</p>     
<p>Do ponto de vista pessoal, são vários os fatores que podem condicionar a   adaptação ao <i>stress</i>. A título de exemplo, os objetivos, as crenças e os   valores da pessoa podem influenciar o modo como perceciona a situação de <i>stress</i>   (Lazarus, 1999). Por exemplo, se o atleta assumir a crença que “tem de fazer   sempre tudo bem feito” poderá ter uma maior dificuldade em lidar com os erros   durante o jogo e tornar os momentos decisivos ocorridos durante a competição   mais <i>stressantes</i>. Também os recursos pessoais que o atleta tem ao seu   dispor (ex: baixos ou altos níveis de apoio social, condições materiais ou   financeiras, etc.) e a sua própria personalidade (ex: tendência para a   depressão, <i>rigidez</i> de pensamento, etc.) poderão alterar o modo como a   situação é percecionada (Lazarus, 1995). De igual modo, aspetos demográficos   como o sexo, a idade, o estado civil, a experiência na situação de <i>stress</i>,   o nível de competência na atividade, entre outros, podem condicionar a análise   e adaptação à situação de <i>stress</i> (Calmeiro, Tenenbaum, &amp; Eccles,   2014; Kaiseler, Polman, &amp; Nicholls, 2013; Shirom, Gilboa, Fried, &amp; Cooper, 2008).</p>     <p>Estes fatores pessoais são englobados no Modelo Interativo de Adaptação   do <i>Stress </i>(ver <a href="/img/revistas/mot/v13n1/13n1a02f1.jpg">Figura 1</a>), mas não são avaliados nos dois instrumentos de   avaliação, uma vez que a sua natureza específica e multivariada não permite   antecipar todos as dimensões a incluir nas duas medidas. Neste sentido, caso o   investigador tenha interesse em analisar o papel destas variáveis na adaptação   ao <i>stress</i>, deverá incluir instrumentos específicos para tal (ex: medidas de personalidade, apoio social, etc.).</p>     
<p>&nbsp;</p> </font>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Processos de Avaliação Cognitiva</b></font></p> <font face="Verdana" size="2">     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os processos de avaliação cognitiva representam um elemento chave na   compreensão da adaptação ao <i>stress</i> (Lazarus &amp; Folkman, 1984). Ou   seja, o modo como as pessoas avaliam e se confrontam com as exigências   colocadas pela situação de <i>stress</i> pode fazer a diferença entre uma   adaptação positiva ou negativa ao acontecimento <i>stressante</i> (Wolf, Evans,   Laborde, &amp; Kleinert, 2015). Para o Modelo Interativo de Adaptação ao <i>Stress</i>,   a “porta de entrada” da avaliação e confronto com o <i>stress</i> é conferido   pela perceção de importância, ou seja, pelo valor e significado pessoal que a   pessoa atribui à situação de <i>stress </i>(ver <a href="/img/revistas/mot/v13n1/13n1a02f1.jpg">Figura 1</a>). Como foi referido   anteriormente, a perceção de importância e a avaliação dos níveis de <i>stress</i>   gerados pela situação servem para avaliar até que ponto o atleta selecionou uma   situação relevante, do ponto de vista pessoal e desportivo. Repare-se que   apenas situações importantes para o atleta poderão desencadear um esforço de   adaptação ao <i>stress</i>, sendo este um dos objetivos da utilização dos dois instrumentos propostos neste trabalho.</p>     
<p>&nbsp;</p> </font>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Primeiro Nível da Avaliação   Cognitiva</b></font></p> <font face="Verdana" size="2">     <p>A partir do momento em que estamos perante uma situação de <i>stress</i>   e importante para o atleta, passa-se à análise dos processos de avaliação   cognitiva, ao nível primário e secundário, designados no modelo interativo como   “primeiro nível” da avaliação cognitiva (ver <a href="/img/revistas/mot/v13n1/13n1a02f1.jpg">Figura 1</a>). No que se refere à   avaliação cognitiva primária, a pessoa analisa o que “está em causa nesta   situação”, aferindo o significado pessoal da situação para o seu bem-estar,   podendo daqui resultar quatro tipos de avaliações: (a) ameaça: significa que a   pessoa avaliou a situação como potencialmente negativa e geradora de dano; (b)   perda/prejuízo: significa que a pessoa avaliou a situação como tendo num dano   efetivo para si própria; (c) desafio: significa que a pessoa avaliou a situação   como podendo ter um potencial ganho, isto apesar de reconhecer o seu grau de   dificuldade; e (d) benefício: significa que a pessoa avaliou a situação como   podendo realmente gerar ganhos efetivos (Lazarus, 2000a,b). Mais à frente,   analisaremos as respostas que podem decorrer da exposição e confronto com a   situação de <i>stress</i>. No entanto, convém desde já referir que processos de   avaliação cognitiva mais negativos (e.g., ameaça e perda/prejuízo) estarão mais   associados a respostas negativas (ex: ansiedade, tristeza, culpa, etc.),   enquanto que processos de avaliação cognitiva mais positivos (e.g., desafio e   benefício) estarão mais associados a respostas positivas (ex: alegria,   excitação, orgulho, etc.) (Lazarus, 1991). Nos dois instrumentos propostos são   avaliados estes dois tipos de processos de avaliação cognitiva, nomeadamente a ameaça e o desafio (ver <a href="/img/revistas/mot/v13n1/13n1a02q1.jpg">Quadro 1</a>).</p>     
<p>No processo de adaptação, após a avaliação primária segue-se a avaliação   cognitiva secundária (ver <a href="/img/revistas/mot/v13n1/13n1a02f1.jpg">Figura 1</a>). Neste caso, analisa-se os esforços de   adaptação à situação de <i>stress</i>, caracterizando-se pelas estratégias de   confronto utilizadas para lidar com as dificuldades e exigências sentidas (Lazarus 1991, 1999). </p>     
<p>Assim sendo, ambos os instrumentos de avaliação analisam aquilo que o   atleta pensou e fez quando se confrontou com a situação de <i>stress </i>(ver   <a href="/img/revistas/mot/v13n1/13n1a02q1.jpg">Quadro 1</a>). As respostas obtidas a esta questão irão permitir a análise da(s)   estratégia(s) utilizadas pelo atleta na situação de <i>stress</i>, sendo   importante interpretá-las do ponto de vista conceptual. A este nível, é   habitual verificarmos uma divisão entre as estratégias de confronto centradas   na resolução de problema, sendo usadas quando a pessoa procura solucionar ou   alterar a situação de <i>stress</i>, e na regulação emocional, referindo-se aos   esforços da pessoa para reduzir ou gerir o mal-estar emocional e psicológico   que está associado à situação de <i>stress</i> (Folkman &amp; Lazarus, 1985).   Apesar da aceitação praticamente unânime desta diferenciação, a verdade é que   as tipologias de estratégias de confronto abundam na literatura. A título   meramente ilustrativo, Endler e Parker (1990) efetuaram uma distinção entre as   estratégias centradas na tarefa, na emoção e no evitamento da situação. Já os   estudos levados a cabo por Charles Carver no desenvolvimento do “COPE”   permitiram a discriminação de, pelo menos, catorze estratégias distintas de confronto (Carver &amp; Scheier, 1985; Scheier &amp; Carver, 1988).</p>     
<p>A tipologia de estratégias de confronto a adotar pelo investigador no   tratamento da informação recolhida com os instrumentos que propomos neste   trabalho pode ser algo diversa, consoante a sua orientação conceptual,   extravasando o âmbito deste trabalho analisar cada uma delas. No entanto, os   investigadores interessados neste tema devem estar sensibilizados para   interpretar as respostas do atleta em função de um determinado modelo de   análise. Assim sendo, os instrumentos propostos neste trabalho propõem uma   divisão entre quatro domínios de confronto: (a) as estratégias centradas na   resolução do problema (avaliando-se o confronto ativo e o aumento do esforço);   (b) as estratégias centradas na regulação da emoção, numa vertente mais ativa   (reavaliação positiva com aceitação da situação e autocontrole); (c) as   estratégias centradas na regulação da emoção, numa vertente mais passiva   (negação e auto-culpabilização); e (d) as estratégias centradas no apoio social   (emocional e instrumental). A escolha destas dimensões de confronto segue a   divisão central entre estratégias centradas no problema e na emoção (Folkman   &amp; Lazarus, 1985), dividindo-se também as estratégias de regulação emocional   em ativas (onde a pessoa procura lidar de forma positiva com as emoções   resultantes da situação de <i>stress</i>) e em passivas (onde a pessoa evita a   situação de <i>stress</i>). Esta divisão é fundamental, uma vez que existem   indicações da literatura que sugerem que o uso de estratégias mais passivas   traduzem-se em efeitos mais negativos para a pessoa, em termos da sua saúde e   bem-estar, bem como em pior ajustamento ao <i>stress</i> (Coyne &amp; Racioppo,   2000). A quarta área de confronto, relaciona-se com o uso do apoio social,   efetuando-se, neste caso, uma avaliação do seu uso por razões mais emocionais   (i.e., procurar a compreensão e empatia de pessoas importantes) e por razões   mais instrumentais (i.e., procurar o apoio de pessoas que possam ajudar a   resolver a situação de <i>stress</i>). Uma vez mais, estes domínios emergem   como fundamentais na avaliação do confronto (Carver &amp; Scheier, 1985;   Scheier &amp; Carver, 1988). De modo a obter-se uma ideia o mais alargada   possível da multiplicidade de estratégias de confronto, foram incluídas nos   instrumentos duas possibilidades de gestão da situação de <i>stress</i> em cada   dimensão avaliada, perfazendo as oito estratégias de confronto descritas acima.   Convém aqui esclarecer que esta avaliação específica das oito estratégias de   confronto está disponível no Questionário de Avaliação da Adaptação ao <i>Stress</i>   mas podem também ser usadas na entrevista de Avaliação da Adaptação ao <i>Stress</i>, quando o investigador opta pelo seu uso qualitativo e quantitativo.</p>     <p>&nbsp;</p> </font>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Fatores condicionadores do confronto.</b></font> </p> <font face="Verdana" size="2">     <p>A opção por uma determinada estratégia de confronto para lidar com a   situação de <i>stress </i>pode implicar vários fatores influenciadores. Não é   possível analisarmos todos em detalhe, nem tao pouco incluir o conjunto destes   fatores s nos instrumentos de avaliação. Tendo por base a abordagem   transacional e o modelo interativo que serviram de base à construção dos instrumentos, foram incluídos alguns destes fatores para uma avaliação mais detalhada.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Assim sendo, a escolha da possível estratégia de confronto implica que o   indivíduo analise quatro aspetos distintos: (a) responsabilidade: trata-se de   saber quem é o responsável pela situação em que a pessoa se encontra, podendo   esta ser atribuída ao próprio ou aos outros; (b) potencial de confronto:   trata-se de saber quais os recursos que a pessoa julga possuir para gerir as   exigências da situação; (c) perceção de controle: trata-se de saber qual o   nível de controle que a pessoa sente face à situação de <i>stress</i>; e (d)   expectativas futuras: trata-se de saber até que ponto as coisas podem mudar   para melhor ou para pior, tornando a situação mais ou menos congruente com os   objetivos pessoais (Gomes, 2011, 2014; Lazarus, 1991). Neste último caso, a   análise do comprometimento dos objetivos pode ser efetuada não apenas numa   perspetiva de médio e longo prazos (e.g., expectativas futuras) mas também numa   perspetiva de curto prazo, avaliando-se o comprometimento imediato dos   objetivos estabelecidos pelo atleta. Todos estes aspetos estão incluídos nas medidas de avaliação (ver <a href="/img/revistas/mot/v13n1/13n1a02q1.jpg">Quadro 1</a>).</p>     
<p>Tal como na avaliação cognitiva primária, a resposta a estas questões   pode ter um impacto emocional no indivíduo, tanto ao nível positivo como   negativo (Gomes, 2011, 2014; Lazarus, 1991). Destes quatro domínios, a análise   da perceção de controle e do potencial de confronto parecem-nos particularmente   relevantes, pois indicam-nos o que a pessoa poderá (ou não) fazer perante a   situação de <i>stress. </i>É neste sentido que estes dois fatores mereçam   particular destaque nas avaliações cognitivas secundárias e quaternárias do   Modelo Interativo de Adaptação ao <i>Stress</i> (ver <a href="/img/revistas/mot/v13n1/13n1a02f1.jpg">Figura 1</a>). Ou seja, estes   dois fatores implicam que o indivíduo analise o grau de controle pessoal face à   situação de <i>stress</i> e se possui recursos de confronto suficientes para   lidar com essa mesma situação, procurando responder à questão “existe alguma coisa que eu posso fazer para lidar com este problema?”.</p>     
<p>A resposta a esta questão é mais um indicador no processo de   interligação entre a situação de <i>stress</i>, a avaliação cognitiva primária   e as estratégias de confronto (dimensões centrais no modelo transacional e no   modelo interativo), permitindo aferir o modo como a pessoa procura adaptar-se a   essa situação. Uma das vantagens desta análise integrada, relaciona-se com a   possibilidade de verificarmos “de que modo” e “em que circunstâncias específicas” os atletas optam por determinada estratégia de confronto. </p>     <p>Ainda nos fatores condicionadores das estratégias de confronto, são   avaliadas mais duas facetas sobre a sua utilização (Dugdale, Eklund, &amp;   Gordon, 2002; Pensgaard &amp; Duda, 2002). Por um lado, até que ponto a(s)   estratégia(s) de confronto foram eficazes e produziram os resultados desejados   pelo atleta e até que ponto esta resposta foi automática ou implicou um esforço deliberado de resolução, por parte do atleta (ver <a href="/img/revistas/mot/v13n1/13n1a02q1.jpg">Quadro 1</a>).</p>     
<p>No que se refere à eficácia das estratégias de confronto, alguns aspetos   merecem particular reflexão. A este nível, durante muitos anos existiu uma   tendência na literatura para considerar as estratégias de resolução de problema   como mais adaptativas e funcionais do que as estratégias de regulação emocional   (Carver et al.,1989). No entanto, esta ideia não encontra evidência empírica,   existindo indicações de que as estratégias centradas na regulação emocional   (ex: ventilar emoções) podem, em determinadas situações, ser efetivas na gestão de <i>stress </i>(Pensgaard &amp; Duda, 2002).</p>     <p>Neste sentido, coloca-se a questão de saber como avaliar se uma   estratégia de confronto é ou não eficaz (ou adaptativa). Neste caso, o fator   chave prende-se com a capacidade de controle percebida pela pessoa   relativamente à situação de <i>stress</i>, parecendo que quanto mais baixa é   esta capacidade, menor será a possibilidade de utilizar estratégias de   confronto centradas na resolução do problema. Esta dimensão é avaliada em ambos   os instrumentos, referindo-se ao <i>controle pessoal</i> sobre a situação de <i>stress</i>.   Aplicando esta ideia aos contextos desportivos, podemos ter uma situação em que   o atleta é confrontado com um problema cujo grau controle é mínimo ou   inexistente (ex: não ser convocado para uma determinada competição importante).   Neste caso, pode ser mais importante e aconselhável para o atleta partilhar a   sua tristeza com outras pessoas (regulação emocional), do que procurar   imediatamente, e de forma pouco controlada, obter esclarecimentos por parte do   treinador (resolução do problema), uma vez que essa opção poderá ser   prejudicial no futuro. No entanto, um outro critério fundamental a considerar   na avaliação da eficácia das estratégias de confronto, prende-se com as   vantagens a curto prazo e a longo prazo na sua utilização podendo, neste caso,   utilizar-se como indicadores o comprometimento dos objetivos e as expectativas   futuras, também incluídas nos dois instrumentos de avaliação (ver <a href="/img/revistas/mot/v13n1/13n1a02q1.jpg">Quadro 1</a>).   Assim, voltando ao exemplo anterior, a curto prazo poderá ser mais adequado   para o atleta partilhar as emoções negativas com outras pessoas (regulação   emocional) e a <i>longo</i> prazo procurar perceber junto do treinador aquilo   que precisa de melhorar ou alterar, de modo a poder ser convocado em provas futuras (resolução do problema).</p>     
<p>&nbsp;</p> </font>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Segundo Nível da Avaliação   Cognitiva</b></font></p> <font face="Verdana" size="2">     <p>A possibilidade da situação de <i>stress</i> não representar um   acontecimento único, específico e restrito no tempo, levanta a necessidade de   considerarmos na análise do processo de adaptação o <i>segundo nível</i> da   avaliação cognitiva (ver <a href="/img/revistas/mot/v13n1/13n1a02f1.jpg">Figura 1</a>). Neste caso, os processos de avaliação   cognitiva e confronto ao nível terciário e quaternário visam obter uma análise   mais completa da adaptação a situações de <i>stress,</i> uma vez que não é   evidente que o confronto com o <i>stress</i> finalize após os processos de   avaliação cognitiva e confronto de primeiro nível. Isto significa que podem   existir circunstâncias onde exista a necessidade de desenvolver novos esforços   de confronto após a avaliação cognitiva secundária, nomeadamente quando a   situação final não é a mais ajustada ou desejável para a pessoa em causa. Dito   por outras palavras, quando a situação de <i>stress</i> não é resolvida de modo   aceitável pela pessoa (avaliação cognitiva secundária), podem ser gerados novos   processos de avaliação e confronto que possibilitem obter uma adaptação mais conveniente e desejável.</p>     
<p>Seguindo esta linha de pensamento, alguns autores propõem dois tipos de   avaliação cognitiva adicionais: a terciária e quaternária (Fletcher &amp;   Fletcher, 2005). Assim, no primeiro caso, importa analisar como é que a   situação está a ser avaliada pela pessoa e, no segundo caso, importa analisar   como é que está a ser confrontada pela pessoa (Gomes, 2014). Dito de um modo   mais simples, as avaliações cognitivas terciária e quaternária não retiram a   importância às avaliações cognitivas primária e secundária, procurando antes   complementar o processo de adaptação, analisando o modo como o atleta reage e   se comporta face à possibilidade dos <i>stressores</i> se manterem na situação   de adaptação. Repare-se que estes processos de segundo nível só fazem sentido   de ser analisados, caso a situação de <i>stress</i> não finalize após os   esforços cognitivos de primeiro nível e se a mesma se mantiver como relevante e   significativa para a pessoa. Isto significa, uma vez mais, que a perceção de   importância representa a “porta de entrada” dos processos de avaliação cognitiva de segundo nível (ver <a href="/img/revistas/mot/v13n1/13n1a02f1.jpg">Figura 1</a>).</p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>A título de exemplo, voltemos à situação do atleta que experiencia <i>stress</i>   devido ao facto do seu treinador não o ter convocado para os últimos jogos que   a sua equipa disputou. Seguindo o modelo interativo na sua totalidade (ver   <a href="/img/revistas/mot/v13n1/13n1a02f1.jpg">Figura 1</a>), o atleta avaliou a situação como relevante para si (“importância”),   sentindo-se algo ameaçado (“avaliação cognitiva primária”) pelo facto de estar   fora das opções de jogo do seu treinador. Quando verificou que voltou a não convocado   para o jogo seguinte, experienciou raiva face ao tratamento recebido (“resposta   psicológica”), diminuição do sono e do apetite (“respostas fisiológicas”) e   acabou por faltar a um dos treinos na semana seguinte (“resposta   comportamental”). Como forma de lidar com a situação, procurou desabafar com os   seus amigos e familiares (“avaliação cognitiva secundária, com confronto   centrado no apoio social, tipo emocional) e depois procurou esclarecer a   situação com o treinador (“avaliação cognitiva secundária, com confronto   centrado na resolução do problema”). O atleta achou por bem discutir este   assunto com o seu treinador, pois achou que poderia apresentar argumentos que   demonstrariam que merecia mais oportunidades de jogar (“potencial de confronto   e perceção de controle” da avaliação cognitiva secundária”). Durante a   conversa, o treinador comunicou-lhe que a decisão das convocatórias era da sua   responsabilidade e que o atleta não era chamado para competir pois não estava a   render tanto como os seus colegas. No final da conversa, o atleta continuou a   sentir-se injustiçado e, por isso, a raiva manteve-se como o estado emocional   mais prevalente. No entanto, sentiu que valeu a pena ter tido a conversa com o   seu treinador (“eficácia do confronto da avaliação cognitiva secundária”) pois   esclareceu um pouco mais o problema. Mas, na verdade, mantinha-se o problema: o   treinador não iria passar a convocá-lo para os jogos seguintes só porque eles tiveram esta conversa.</p>     
<p>Será que o processo de adaptação terminou aqui? Não necessariamente. De   facto, o atleta sentia que esta situação continuava a ser relevante para ele   (“importância”) e que necessitava de ser resolvida. Nos dias seguintes, o   atleta acentuou um pouco mais o seu sentimento de ameaça mas passou também a   sentir-se desafiado pela situação de <i>stress</i> (“avaliação cognitiva   terciária”) pois passou a considerar que poderia alterar o estado em que se   encontrava (“potencial de confronto e perceção de controle” da avaliação   cognitiva quaternária”). Com isso, o atleta passou a treinar mais e melhor, de   modo a provar ao seu treinador que era realmente uma injustiça não ser   convocado para os jogos (“avaliação cognitiva quaternária, com confronto   centrado na resolução do problema”). Após um certo período de tempo em que a   qualidade de treino melhorou, o treinador acabou por convocá-lo novamente para   os jogos e, inclusivamente, passou a ser utilizado durante estas situações (“resultado final com funcionamento humano positivo”).</p>     <p>Considerando este exemplo, pode dizer-se que existem vantagens em   incluir na análise da adaptação ao <i>stress</i> os processos de avaliação   cognitiva de segundo nível. De facto, ao continuarmos o processo de análise da   situação de ajustamento ao <i>stress,</i> após o atleta ter tido a primeira   conversa com o seu treinador (cujo resultado não foi o desejável para ele), foi   possível verificarmos que no final produziu-se um desfecho positivo, em termos   do funcionamento humano. Ao estendermos a análise do <i>stress</i> aos   processos terciário e quaternário da avaliação cognitiva, pode-se obter uma   melhor compreensão da adaptação ao <i>stress</i>, compreendendo-o na sua   natureza mais original: um processo dinâmico, volátil e frágil, cujo desfecho depende de um conjunto de fatores com natureza e relação complexas.</p>     <p>Em suma, a vantagem de incluirmos os processos de avaliação cognitiva   aos níveis terciário e quaternário, prende-se com a possibilidade de aferirmos   eventuais diferenças nos processos de reação e ajustamento às situações de <i>stress</i>,   captando-se assim verdadeiramente a natureza dinâmica do processo de adaptação.   Neste sentido, e apenas para o guião de entrevista, foram incluídas questões   para avaliar a importância da manutenção da situação de <i>stress</i>, a   ameaça, o desafio, o potencial de confronto, a perceção de controle, as   estratégias de confronto e a eficácia do confronto. No entanto, convém realçar   que efetivamente só faz sentido explorar o processo de adaptação nos níveis   terciário e quaternário, caso a situação se mantenha por resolver, após os   esforços de adaptação de primeiro nível. Dada a semelhança entre estas questões   e as anteriormente formuladas para o primeiro nível da avaliação cognitiva, não   estão descritas questões específicas no <a href="/img/revistas/mot/v13n1/13n1a02q1.jpg">Quadro 1</a>. Por outro lado, no   questionário proposto não é avaliado este segundo nível da avaliação cognitiva.   Esta opção não se deve à pouca importância destes fatores na adaptação humana a   situações de <i>stress</i> mas antes ao facto do instrumento ter sido   desenvolvido para avaliar o episódio de <i>stress</i> de um modo integrado e   único. Neste sentido, torna-se difícil explicar e justificar a inclusão dos   processos de avaliação cognitiva de segundo nível, que poderiam ser facilmente   confundidos com os de primeiro nível (ver <a href="/img/revistas/mot/v13n1/13n1a02f1.jpg">Figura 1</a>). Assim sendo, caso o   investigador esteja interessado em avaliar adaptações a situações de <i>stress</i>   que se mantêm ao longo do tempo, pode aplicar novamente o questionário,   referindo-se à mesma situação avaliada anteriormente. Isso permitir-lhe-á   compreender a evolução da situação de <i>stress</i> e o impacto final em termos do funcionamento humano.</p>     
<p>&nbsp;</p> </font>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Respostas na Adaptação ao <i>Stress</i></b></font></p> <font face="Verdana" size="2">     <p>Tal como referido anteriormente, a adaptação ao <i>stress</i> resulta de   uma análise integrada entre a situação <i>stressante</i>, a avaliação cognitiva   de primeiro e segundo níveis e as respostas ocorridas que, em conjunto, ditarão   um resultado final. Apesar de distinguirmos todos estes fatores por uma questão   de explicitação da sua importância no processo de adaptação, a verdade é que na   prática eles interagem de forma constante e influenciam-se mutuamente ao longo   deste processo. Seja como for, em termos de respostas à situação de <i>stress</i>,   o Modelo Interativo de Adaptação ao <i>Stress </i>propõe uma   diferenciação das respostas ao nível psicológico (ex: tristeza ou alegria,   motivação ou desmotivação, comprometimento ou desinvestimento, satisfação ou   insatisfação), ao nível fisiológico (respostas cardiovasculares, bioquímicas e   gastrointestinais) e ao nível comportamental (ex: sucesso ou insucesso a lidar com a situação de <i>stress</i>) (ver <a href="/img/revistas/mot/v13n1/13n1a02f1.jpg">Figura 1</a>).</p>     
<p>Convém não confundir as respostas dos atletas perante a situação de <i>stress</i>,   com o resultado final do processo de adaptação a essa mesma situação, que   abordaremos mais à frente neste artigo. Ou seja, no primeiro caso, estamos a   analisar o conjunto das respostas que emergem durante o confronto com a situação   de <i>stress,</i> que podem, no final, resultar numa adaptação mais ou menos   positiva. Como vimos anteriormente, um atleta pode começar por avaliar a   situação de <i>stress</i> como ameaçadora (resultando daí emoções negativas)   mas após verificar que foi eficaz a lidar com essa situação, pode acabar por   experienciar emoções positivas no final da situação de <i>stress</i>. Neste   sentido, torna-se importante questionar o atleta acerca do modo como se foi   sentindo ao longo do processo de adaptação às exigências enfrentadas,   resultando daqui a natureza eminentemente dinâmica e individualizada da   adaptação ao <i>stress</i>. Isto mesmo é reconhecido no modelo interativo, ao   propor-se a seta de duplo sentido entre os processos de avaliação cognitiva e as respostas à situação de <i>stress</i> (ver <a href="/img/revistas/mot/v13n1/13n1a02f1.jpg">Figura 1</a>).</p>     
<p>Em suma, o interesse em analisar de forma diferenciada as respostas dos   atletas face à situação de <i>stress</i> prende-se com o facto do significado   atribuído a esta situação ter uma influência nas suas respostas emocionais,   cognitivas e comportamentais (Folkman &amp; Lazarus, 1980; Lazarus &amp;   Folkman, 1984). Por exemplo, Rotella e Lerner (1993) sugerem que a avaliação   cognitiva afeta não apenas a perceção sobre o quanto uma determinada situação é   <i>stressante</i>, mas também altera as respostas emocionais e comportamentais.   Por isso, Lazarus (2000a) afirma que tanto o confronto como a avaliação   cognitiva, que está subjacente ao processo de confronto, medeiam o modo como a pessoa reage emocionalmente às situações de <i>stress</i>.</p>     <p>Assim sendo, para a avaliação das respostas à situação de <i>stress</i>   são colocadas em ambos os instrumentos questões relacionadas com as reações   psicológicas, físicas (e não <i>fisiológicas</i> devido à maior complexidade da   avaliação dos vários indicadores aqui envolvidos), comportamentais e emocionais.   Esta última questão, procura discriminar melhor as reações emocionais face à   situação de <i>stress</i>, podendo ajudar a compreender, de um modo mais exato,   se estaremos perante um processo de adaptação em sentido positivo (onde   predominam emoções como o alívio, a esperança, o orgulho e a alegria) ou em   sentido negativo (onde predominam emoções como a ansiedade, a raiva, a   tristeza, o medo, a culpa e a vergonha). A definição destas emoções a avaliar   nos dois instrumentos, seguiu indicações gerais fornecidas por Lazarus (2000b),   acerca das emoções gerais e específicas ao desporto, bem como adaptações de   instrumentos de avaliação das emoções em contextos de rendimento desportivo   (Jones, Lane, Bray, Uphill, &amp; Catlin, 2005). Tal como na avaliação das   estratégias de confronto, convém esclarecer que a avaliação das emoções é   efetuada no Questionário de Avaliação da Adaptação ao <i>Stress</i> mas pode   também ser avaliada na entrevista de Avaliação da Adaptação ao <i>Stress</i> se o investigador optar pelo seu uso qualitativo e quantitativo.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> </font>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Resultado Final da Adaptação ao <i>Stress</i></b></font></p> <font face="Verdana" size="2">     <p>A análise do processo de adaptação ao <i>stress</i> termina com uma   abordagem aos efeitos da situação enfrentada pela pessoa, procurando-se   recolher indicadores que sugiram estarmos perante uma adaptação positiva (onde   predominam consequências benéficas) ou uma adaptação negativa (onde predominam   consequências prejudiciais). Esta avaliação foca-se em três domínios distintos:   (a) nas emoções resultantes, que são avaliadas de forma semelhante à avaliação   das emoções nas respostas à situação de <i>stress</i>; (b) na satisfação da   pessoa com a situação final, após todos os esforços efetuados para lidar com o   episódio de <i>stress</i>; e (c) na influência da situação de <i>stress</i> no   rendimento desportivo final. Estes três domínios são avaliados nos dois instrumentos propostos (ver <a href="/img/revistas/mot/v13n1/13n1a02q1.jpg">Quadro 1</a>).</p>     
<p>Uma vez mais, convém salientar a diferenciação de consequências   ocorridas durante a situação de <i>stress</i> (avaliadas nas “respostas” do   modelo interativo) e as consequências finais ocorridas após a situação de <i>stress</i>   (avaliadas no “resultado final” do modelo interativo). De facto, pode acontecer   que as respostas durante a situação de <i>stress</i> assumam um carácter   eminentemente negativo (ex: ansiedade, tensão muscular, sentimento de insucesso   face à situação), mas após vários esforços para lidar com a situação (avaliação   cognitiva ao nível secundário e ao nível quaternário) pode inverter-se a   situação e levar a um resultado final com impacto positivo no funcionamento do   atleta. Neste sentido, convém diferenciar as respostas na situação de <i>stress</i>   e o resultado final da situação de <i>stress</i> para o funcionamento do atleta.</p>     <p>&nbsp;</p> </font>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Implicações para a Intervenção e   Investigação</b></font></p> <font face="Verdana" size="2">     <p>A compreensão dos processos de adaptação humana em situações de <i>stress</i>,   seja ou não em contextos desportivos, tem implicações para a intervenção e investigação psicológicas.</p>     <p>No que se refere à intervenção, um dos objetivos relaciona-se com a   promoção de processos mais ajustados de ajustamento ao <i>stress</i> e de   funcionamento ótimo nessas situações. Este aspeto é tanto mais relevante quando   pensamos no desporto, uma vez que se trata de um contexto potencialmente   promotor de elevada pressão e <i>stress</i> nos atletas (Balk et al., 2013;   Nicholls et al., 2011). Por isso, a questão que se coloca é como é que as   abordagens transacional e interativa expostas neste trabalho podem ajudar o   psicólogo do desporto a intervir nestes casos. A resposta tem tanto de óbvio   como de complexo. O óbvio prende-se com a possibilidade em admitirmos que   sempre que uma ou mais dimensões dos modelos discutidos anteriormente está   condicionada no atleta, poderá estar aí a razão pela qual respondeu mais   negativamente à fonte de <i>stress</i> e, com isso, existiu um pior ajustamento   à situação em causa. O complexo prende-se, uma vez mais, com o facto dos   fatores apresentados não funcionarem isoladamente mas antes de modo interativo, dinâmico e individualizado.</p>     <p>Independentemente destas questões conceptuais, do ponto de vista prático,   estas abordagens fornecem ao psicólogo do desporto informação relevante para a sua intervenção.</p>     <p>Ao nível dos fatores antecedentes, é importante compreender se alguns   aspetos pessoais ou situacionais estão a condicionar a experiência de <i>stress</i>.   Por exemplo, uma análise das crenças do atleta sobre a sua atividade desportiva   ajuda frequentemente a perceber a sua reação negativa ao <i>stress</i>.   Pensamentos absolutistas, do tipo “tudo ou nada”, promovem leituras distorcidas   da situação, fazendo o atleta acreditar que se tem sucesso num dado jogo é um   excelente atleta (e pessoa) e se o inverso suceder isso fará dele um atleta (e   pessoa) débil e incompetente. Do ponto de vista situacional, a análise das oito   propriedades do <i>stress</i> podem ser muito úteis para ajudar o atleta a   lidar melhor com o <i>stress</i>. Neste caso, ao sabermos que um dado problema   pode estar relacionado com a imprevisibilidade e ambiguidade da situação,   pode-se procurar estabelecer melhor com o atleta o que é esperado que aconteça   na situação em causa e o que é esperado exatamente que ele faça, antecipando,   se possível, mais do que um curso de ação, para o caso da primeira solução não funcionar.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Quanto à perceção de importância, deve-se analisar de que modo a   situação em causa é relevante para o atleta e se não existirá um desajustamento   de expectativas que a torna exageradamente decisiva. Por vezes, usar uma   estratégia como a formulação de objetivos (Latham &amp; Locke, 2007) representa   uma boa solução para promover padrões de avaliação da atividade desportiva mais   realistas e ajustados, diminuindo a tensão subsequente da exposição à situação de <i>stress</i>.</p>     <p>No caso dos processos de avaliação cognitiva, a informação obtida pode   também ser muito relevante e decisiva para ajudar o atleta. Desde logo, ao   nível primário (e eventualmente terciário), o psicólogo analisará se a situação   de <i>stress</i> está a assumir um curso negativo (onde predominam a ameaça ou   mesmo o prejuízo) ou positivo (onde predominam o desafio e o benefício). Além   disso, nesta etapa, importa também que o psicólogo avalie as razões da situação   estar a ser avaliada mais positivamente ou negativamente, uma vez que intervir   sobre estas causas pode ajudar a resolver/controlar o problema. Ao nível   secundário (e eventualmente quaternário), o psicólogo deverá treinar ou ajustar   o melhor possível as estratégias de confronto do atleta para lidar o mais   eficazmente possível com a fonte de <i>stress</i>. Neste caso, importa   considerar até que ponto o atleta se sente capaz de lidar com o problema   (potencial de confronto) e até que ponto sente que depende de si a resolução da   situação (controle pessoal). No caso do potencial de confronto, a intervenção   recairá essencialmente sobre o ajuste ou treino das melhores estratégias de   confronto para lidar com a situação em causa. No caso do controle pessoal, a   intervenção procurará essencialmente restabelecer a perceção de competência do   atleta, analisando-se exatamente o quê na situação que pode ser concretizado atendendo às reais capacidades do atleta.</p>     <p>No que se refere às respostas à situação de <i>stress</i>,   frequentemente é por aqui que o problema é apresentado pelo atleta ao   psicólogo. Quando os processos de adaptação ao <i>stress</i> não decorrem   favoravelmente, é comum os atletas abordarem o psicólogo com queixas de   ansiedade, tensão física e até desmotivação face à atividade desportiva. E,   também de modo algo frequente, a intervenção tende a recair sobre os sintomas e   não tanto sobre as causas do problema. No entanto, com uma abordagem conceptual   da que é apresentada neste trabalho, torna-se óbvia a relevância de compreender   todo o processo de adaptação ao <i>stress</i> e abordar com o atleta o fator ou   fatores que poderão estar na origem das respostas indesejáveis ao <i>stress</i> desportivo.</p>     <p>Finalmente, o grande objetivo da intervenção psicológica passa pela   promoção do funcionamento humano positivo. A intervenção nos domínios que   acabamos de apresentar poderá ser uma das melhores soluções para tornar a   atividade desportiva numa experiência positiva, desafiadora e recompensadora para o atleta.</p>     <p>No que se refere à investigação, o maior desafio é captar a natureza   transacional e interativa da adaptação ao <i>stress</i>, incluindo nas análises   as variáveis descritas anteriormente. Desde logo, uma das premissas principais   passa pela aceitação do papel mediador da avaliação cognitiva na relação   estabelecida entre a situação de <i>stress</i> (i.e., fonte de <i>stress</i>) e   o resultado final da adaptação (avaliada tanto do ponto de vista negativo como   positivo). Um mediador dá-nos indicações acerca de como e porquê se dá uma   relação causal entre duas variáveis, agindo como interveniente na relação entre   uma variável independente (ex: <i>stress</i>) e uma variável dependente (ex:   satisfação), recebendo assim a influência da primeira e influenciado a segunda   (Baron &amp; Kenny, 1986). Existem múltiplas formas de organizar os modelos de   análise, incluindo-se um ou mais mediadores (Hayes, 2009), pelo que os   investigadores poderão partir de modelos mais simples (considerando “apenas” o   papel mediador da avaliação cognitiva) até modelos mais complexos inserindo as respostas à situação de <i>stress</i> (ver <a href="/img/revistas/mot/v13n1/13n1a02f2.jpg">Figura 2</a>).</p>     
<p>Adicionalmente, e tendo também em consideração o Modelo Interativo de   Adaptação ao <i>Stress</i>, os investigadores poderão estar interessados em   analisar o papel moderador de algumas variáveis situacionais e pessoais na   relação entre a situação de <i>stress</i> e o resultado final da adaptação.   Neste caso, entende-se por variável moderadora variáveis quantitativas, do tipo   contínuo (ex: idade), ou qualitativas, do tipo nominal (ex: sexo), que podem   influenciar a direção e/ou força da relação entre a variável independente e a   variável dependente (Baron &amp; Kenny, 1986). Por exemplo, podemos aceitar que   o processo de adaptação ao <i>stress</i> tem como variável central os processos   de avaliação cognitiva, mas podemos assumir como hipótese que esta relação será   mais forte consoante a experiência, medidas em anos, das pessoas na situação em causa.</p>     <p>Finalmente, e   como refere Lazarus (2000c), a organização do estudo destas variáveis carece de   planos de investigação longitudinais, efetuados com as mesmas pessoas sujeitas   a uma ou mais situações de <i>stress</i>, de modo a conseguir-se identificar   estruturas psicológicas (ex: traços de personalidade) e processos psicológicos   (ex: avaliação cognitiva) inerentes à adaptação humana a situações de tensão e mudança.</p>     <p>&nbsp;</p> </font>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Notas Finais</b></font></p> <font face="Verdana" size="2">     <p>Tal como referimos no início deste trabalho, é certo que os fatores   psicológicos assumem um papel fundamental no modo como os atletas se adaptam às   situações de <i>stress</i> no desporto e também é certo que estes mesmos   fatores influenciem o rendimento final obtido nas competições. No entanto, é   muito menos óbvio o modo como este processo de adaptação decorre e o modo como   os diferentes fatores implicados nesta adaptação interagem e se influenciam mutuamente.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>No entanto, a adaptação ocorre conduzindo no, final, a um resultado   positivo ou negativo. Por isso, cabe à investigação desconstruir estes   processos de adaptação mas não a um ponto que conduza a um entendimento   parcelar e estanque dos fatores que influenciam a adaptação dos atletas aos   seus contextos desportivos. Este foi o principal desafio deste trabalho:   explorar, do ponto de vista conceptual, o modo como ocorre o processo de   adaptação ao <i>stress</i> e propor, do ponto de vista metodológico,   instrumentos que possam ajudar a este entendimento integrado e interativo do   processo transacional estabelecido entre o indivíduo e a situação de <i>stress</i>.   Apesar de temos efetuado esta reflexão a propósito do contexto desportivo,   existem razões para crer que esta mesma análise possa ser aplicada a situações   de exposição ao <i>stress</i> noutras atividades e situações. Aliás, esta troca   de conhecimentos entre diferentes áreas de adaptação humana só poderá conduzir   a um melhor conhecimento acerca dos fatores que influenciam a adaptação ao <i>stress</i>,   explicando um dos grandes desafios do funcionamento humano: “máximo rendimento sob máxima pressão”.</p>     <p>&nbsp;</p> </font>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>REFERÊNCIAS</b></font></p> <font face="Verdana" size="2">     <!-- ref --><p>Balk, Y. A., Adriaanse, M. A., de Ridder, D. T. D., &amp; Evers, C.   (2013). Coping under pressure: Employing emotion regulation strategies to   enhance performance under pressure. <i>Journal of Sport &amp; Exercise Psychology, 35,</i> 408–418.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=361736&pid=S1646-107X201700010000200001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Baron, R. M., &amp; Kenny, D. A. (1986). The moderator-mediator variable   distinction in social psychological research: Conceptual, strategic, and   statistical considerations. <i>Journal of Personality and Social Psychology, 51</i>(6), 1173-1182.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=361738&pid=S1646-107X201700010000200002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Calmeiro, L., Tenenbaum, G., &amp; Eccles, D. W. (2014). Managing   pressure: Patterns of appraisals and coping strategies of non-elite and elite   athletes during competition. <i>Journal of Sports Sciences, 32</i>(19), 1813-1820<i>.</i> doi:10.1080/02640414.2014.922692.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=361740&pid=S1646-107X201700010000200003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Campbell, E., &amp; Jones, G. (2002). Sources of stress experienced by   elite male wheelchair basketball players. <i>Adapted Physical Activity Quarterly</i>, <i>19</i>, 82-99.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=361742&pid=S1646-107X201700010000200004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Carver, C. S., &amp; Scheier, M. F. (1985). Self-consciousness,   expectancies, and the coping process. In T. Field, P. M. McCabe, &amp; N.   Schneiderman (Org.), <i>Stress and coping </i>(pp. 305-330). Hillsdale, NJ: Erlbaum.</p>     <!-- ref --><p>Carver, C. S., Scheier, M. F., &amp; Weintraub, J. K. (1989). Assessing   coping strategies: A theoretically based approach. <i>Journal of Personality and Social Psychology, 56</i>(2), 267-283.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=361745&pid=S1646-107X201700010000200006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Cox, R. H., Shannon, J. K., McGuire, R. T., &amp; McBride, A. (2010).   Predicting subjective athletic performance from psychological skills after   controlling for sex and sport. <i>Journal of Sport Behavior, 33</i>(2), 129-145.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=361747&pid=S1646-107X201700010000200007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Coyne, J. C., &amp; Racioppo, M. W. (2000). Never the twain shall meet?   Closing the gap between coping research and clinical intervention research. <i>American Psychologist, 55, </i>655-664.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=361749&pid=S1646-107X201700010000200008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Dugdale, J. R., Eklund, R. C., &amp; Gordon, S. (2002). Expected and   unexpected stressors in major international competition: Appraisal, coping, and performance. <i>The Sport Psychologist, 16, </i>20-33.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=361751&pid=S1646-107X201700010000200009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Endler, N. S., &amp; Parker, D. A. (1990). Multidimensional assessment   of coping: A critical evaluation. <i>Journal of Personality and Social Psychology</i>, <i>58,</i> 844-854.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=361753&pid=S1646-107X201700010000200010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Fletcher, D., &amp; Fletcher, J. (2005). A meta-model of stress,   emotions and performance: Conceptual foundations, theoretical framework, and   research directions [Abstract]. <i>Journal of Sports Sciences</i>, <i>23</i>, 157-158.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=361755&pid=S1646-107X201700010000200011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Fletcher, D., &amp; Hanton, S. (2003). Sources of organizational stress   in elite sports performers. <i>The Sport</i> <i>Psychologist</i>, <i>17</i>(2), 175-195.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=361757&pid=S1646-107X201700010000200012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Fletcher, D., Hanton, S., &amp; Mellalieu, S. D. (2006). An   organizational stress review: Conceptual and theoretical issues in competitive   sport. In S. Hanton &amp; S. D. Mellalieu (Org.), <i>Literature reviews in sport psychology</i> (pp. 321-374). Hauppauge NY: Nova Science.</p>     <!-- ref --><p>Folkman, S., &amp; Lazarus, R. S. (1980). An analysis of coping in a   middle-aged community sample. <i>Journal of Health and Social Behavior</i>, <i>21,</i> 219-239.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=361760&pid=S1646-107X201700010000200014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Folkman, S., &amp; Lazarus, R. S. (1985). If it changes it must be a   process: A study of emotion and coping during three stages of a college   examination. <i>Journal of Personality and Social Psychology</i>, <i>48,</i> 150-170.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=361762&pid=S1646-107X201700010000200015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Folkman, S., &amp; Lazarus, R. S. (1988). <i>Ways of Coping   Questionnaire: Sampler set, manual, test booklet, scoring key. </i>Redwood City, California: Consulting Psychologists Press.</p>     <!-- ref --><p>Gomes, A. R. (2011). Adaptação humana em contextos desportivos:   Contributos da teoria para a avaliação psicológica. <i>Avaliação Psicológica, 10</i>(1), 13-24.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=361765&pid=S1646-107X201700010000200017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Gomes, A. R. (2014). Positive human functioning in stress situations: An   interactive proposal. In A. R. Gomes, R. Resende, &amp; A. Albuquerque (eds.), <i>Positive     human functioning from a multidimensional perspective: Promoting stress adaptation</i> (Vol. 1, pp. 165-194). New York: Nova Science.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=361767&pid=S1646-107X201700010000200018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Hatzigeorgiadis, A., Zourbanos, N., Galanis, E., &amp; Theodorakis, Y.   (2011). Self-talk and sports performance: A meta-analysis. <i>Perspectives on Psychological Science, 6</i>, 348-356. doi.org/10.1177/1745691611413136.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=361769&pid=S1646-107X201700010000200019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Hayes, A. F. (2009). Beyond Baron and Kenny: Statistical mediation   analysis in the New Millennium. <i>Communication Monographs, 76</i>(4), 408-420.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=361771&pid=S1646-107X201700010000200020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Jones, M. V., Lane, A. M., Bray, S. R., Uphill, M., &amp; Catlin, J.   (2005). Development and validation of the Sport Emotion Questionnaire<i>. Journal of Sport &amp; Exercise Psychology, 27</i>(4), 407-431.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=361773&pid=S1646-107X201700010000200021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Kaiseler, M., Polman, R. C. J., &amp; Nicholls, A. R. (2013). Gender   differences in stress, appraisal, and coping during golf putting. <i>International Journal of Sport and Exercise Psychology, 11</i>(3), 258-272. doi: 10.1080/1612197X.2013.749004.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=361775&pid=S1646-107X201700010000200022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Latham, G. P., &amp; Locke, E. A. (2007). New developments in and   directions for goal-setting research. <i>European Psychologist, 12</i>(4), 290-300.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=361777&pid=S1646-107X201700010000200023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Lazarus, R. S. (1991). <i>Emotion and adaptation</i>. New York: Oxford University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=361779&pid=S1646-107X201700010000200024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Lazarus, R. S. (1995). Psychological stress in the workplace. In R.   Crandall &amp; P. L. Perrewé (Eds.), <i>Occupational stress: A handbook </i>(pp. 3-14). Washington, DC: Taylor &amp; Francis.</p>     <!-- ref --><p>Lazarus, R. S. (1999). <i>Stress and emotion: A new synthesis</i>. New York: Springer.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=361782&pid=S1646-107X201700010000200026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Lazarus, R. S. (2000a). Cognitive motivational relational theory of   emotion. In Y. L. Hanin (Org.), <i>Emotions in sport </i>(pp. 39-64). Champaign, IL: Human Kinetics.</p>     <!-- ref --><p>Lazarus, R. S. (2000b). How emotions influence performance in competitive sports. <i>The Sport Psychologist, 14,</i> 229-252.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=361785&pid=S1646-107X201700010000200028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Lazarus, R. S. (2000c). Toward better research on stress and coping. <i>American Psychologist, 55</i>(6), 665-673.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=361787&pid=S1646-107X201700010000200029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Lazarus, R. S., &amp; Folkman, S. (1984). <i>Stress, appraisal, and coping</i>. New York: Springer.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=361789&pid=S1646-107X201700010000200030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>MacNamara, A., Button, A., &amp; Collins, D. (2010). The role of   psychological characteristics in facilitating the pathway to elite performance.   Part 1: Identifying mental skills and behaviors. <i>The Sport Psychologist, 24,</i> 52–73.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=361791&pid=S1646-107X201700010000200031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>McKay, J., Niven, A. G., Lavallee, D., &amp; White, A. (2008). Sources of strain among UK elite athletes. <i>The Sport Psychologist, 22,</i> 143–163.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=361793&pid=S1646-107X201700010000200032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Nicholls, A. R. (2007). A longitudinal phenomenological analysis of   coping effectiveness among Scottish international adolescent golfers. <i>European Journal of Sport Science, 7</i>(3), 169–178.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=361795&pid=S1646-107X201700010000200033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Nicholls, A. R., Levy, A. R., Jones, L., Rengamani, M., &amp; Polman, R.   C. J. (2011). An exploration of the two-factor schematization of relational   meaning and emotions among professional rugby union players. <i>International     Journal of Sport and Exercise Psychology, 9,</i> 78–91. doi:10.1080/1612197X.2011.563128.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=361797&pid=S1646-107X201700010000200034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Nicholls, A. R., Perry, J. L., &amp; Calmeiro, L. (2014). Precompetitive   achievement goals, stress appraisals, emotions, and coping among athletes. <i>Journal of Sport and Exercise Psychology, 36,</i> 433-445.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=361799&pid=S1646-107X201700010000200035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Nicholls, A. R., &amp; Polman, R. C. J. (2007). Coping in sport: A systematic review. <i>Journal of Sport Sciences, 25</i>(1), 11–31.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=361801&pid=S1646-107X201700010000200036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Nicholls, A. R., Polman, R. C. J., Morley, D., &amp; Taylor, N. J.   (2009). Coping and coping effectiveness in relation to a competitive sport   event: Pubertal status, chronological age, and gender among adolescent athletes. <i>Journal of Sport and Exercise Psychology, 31</i>(3), 299-317.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=361803&pid=S1646-107X201700010000200037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Noblet, A. J., &amp; Gifford, S. M. (2002). The sources of stress   experienced by professional Australian footballers. <i>Journal of Applied Sport Psychology</i>, <i>14</i>, 1-13.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=361805&pid=S1646-107X201700010000200038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Pensgaard, A. M., &amp; Duda, J. L. (2002). “If we work hard we can do   it!” A tale from an Olympic (gold) medallist. <i>Journal of Applied Sport Psychology</i>, <i>14</i>(3), 219-236.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=361807&pid=S1646-107X201700010000200039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Rathschlag, M., &amp; Memmert, D. (2015). Self-generated emotions and   their influence on sprint performance: An investigation of happiness and   anxiety. <i>Journal of Applied Sport Psychology, 27</i>(2), 186-199. doi: 10.1080/10413200.2014.974783.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=361809&pid=S1646-107X201700010000200040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Rotella, R. J., &amp; Lerner, J .D. (1993). Responding to competitive   pressure. In R. N. Singer, M. Murphey, &amp; L. K. Tennant (Org.), <i>Handbook of research on sport psychology </i>(528-541). New York: Macmillan.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=361811&pid=S1646-107X201700010000200041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Scheier, M. F., &amp; Carver, C. S. (1988). A model of behavioural   self-regulation: Translating intention into action. In L. Berkowitz (Org.), <i>Advances     in experimental social psychology </i>(Vol. 21, pp. 303-346). New York: Academic Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=361813&pid=S1646-107X201700010000200042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Shirom, A., Gilboa, S., Fried, Y., &amp; Cooper, C. L. (2008). Gender,   age and tenure as moderators of work-related stressors' relationships with job performance: A meta-analysis. <i>Human Relations, 61</i>(10), 1371-1398.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=361815&pid=S1646-107X201700010000200043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Thatcher, J., &amp; Day, M. C. (2008). Re-appraising stress appraisals:   The underlying properties of stress in sport. <i>Psychology of Sport and Exercise, 9,</i> 318-335.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=361817&pid=S1646-107X201700010000200044&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Wolf, S. A., Evans, M. B., Laborde, S., &amp; Kleinert, J. (2015).   Assessing what generates precompetitive emotions: Development of the   precompetitive appraisal measure. <i>Journal of Sports Sciences, 33</i>(6), 579-587. doi: 10.1080/02640414.2014.951873.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=361819&pid=S1646-107X201700010000200045&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> </font>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Agradecimentos:</b>    ]]></body>
<body><![CDATA[<br> Nada a declarar<b>    <br> Conflito de Interesses:</b>    <br> Nada a declarar.<b>    <br> Financiamento:    <br> </b></font><font size="2" face="Verdana">Este trabalho foi realizado no Centro de   Investiga&ccedil;&atilde;o em Psicologia (UID/PSI/01662/2013), Universidade do Minho, e foi   financeiramente suportado pela Funda&ccedil;&atilde;o para a Ci&ecirc;ncia e Tecnologia e pelo   Minist&eacute;rios da Ci&ecirc;ncia, Tecnologia e Ensino Superior, atrav&eacute;s de fundos   nacionais, e co-financiado pelo FEDER, atrav&eacute;s do COMPETE2020, no &acirc;mbito do acordo Portugal 2020 (POCI-01-0145-FEDER-007653).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Nota de investiga&ccedil;&atilde;o   recebida a 28.11.2015; Aceite a 18.12.2016 </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2"><a name="end"></a><a href="#topo">*</a> <i>Autor correspondente</i>:   Universidade do Minho, Escola de Psicologia, Campus de Gualtar, 4710-057-Braga,   Portugal. <i>E-mail</i>: <a href="mailto:rgomes@psi.uminho.pt">rgomes@psi.uminho.pt</a></font></p>      ]]></body><back>
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