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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Avaliação das características antropométricas e capacidades físicas ao longo de uma época desportiva em futebol: comparação entre sub-15, sub-17 esub-19]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Evaluation of anthropometric characteristics and physical abilities in a soccer season: comparison between U-15, U-17 and U-19]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The aim of this study was to examine the development of anthropometric characteristics and physical capacities in a sports season, in young soccer players. A total of 50 players, U-15 (n= 16, 14.0±0.1 years), U-17 (n= 14, 15.6±0.5 years) and U-19 (n= 20, 17.2±0.7 years) were monitored in 3 different moments: after the preparation period (pre-season), after the 1st competitive phase (mid-season) and after the 2nd competitive phase (post-season). To the anthropometric analysis, the height, body mass, muscle mass, fat mass and body girths were evaluated. The aerobic resistance, the work developed by the lower limbs during a vertical jump, the power of the lower limbs during a sprint, the agility and the flexibility were evaluated for the physical capacity analysis. Along the season, there was an increase in body mass and a stabilization of the fat mass due to an increase of the muscle mass. In general, regardless the age group, physical abilities improved from pre-season to mid-season, and then stabilized till the post-season. Understanding the variations through a season, according to the competitive environment and their developmental age, may be a useful tool for control and evaluation of the training process.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[  <font face="Verdana" size="2">      <p align="right"><b>ARTIGO ORIGINAL</b></p>       <p>&nbsp;</p> </font>     <p><font size="4" face="Verdana"><b>Avaliação das   características antropométricas e capacidades físicas ao longo de uma época   desportiva em futebol: comparação entre sub-15, sub-17 esub-19</b></font></p> <font face="Verdana" size="2">     <p>&nbsp;</p> </font>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Evaluation   of anthropometric characteristics and physical abilities in a soccer season:   comparison between U-15, U-17 and U-19</b></font></p> <font face="Verdana" size="2">     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Rui Silva<sup>1</sup>; Pedro Morouço<sup>1,</sup><a href="#end"><sup>*</sup></a><a name="topo"></a></b></p>     <p><sup>1</sup><i> Centro para o Desenvolvimento Rápido e   Sustentado do Produto, Instituto Politécnico de Leiria, Marinha Grande, Portugal</i></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> </font> <hr noshade size="1"> <font face="Verdana" size="2">     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>O objetivo do   presente estudo foi analisar a evolução das características antropométricas e   capacidades físicas, ao longo de uma época desportiva, em jovens jogadores de   futebol. Um total de 50 jogadores sub-15 (n= 16, 14.0±0.1 anos), sub-17 (n= 14,   15.6±0.5 anos) e sub-19 (n= 20, 17.2±0.7 anos) foram controlados em 3 momentos   de avaliação: após o período de preparação geral (pré-época), após a 1ª fase   competitiva (meio-época) e após a 2ª fase competitiva (pós-época). Para a   análise antropométrica foi medida a altura, massa corporal, massa muscular,   massa gorda e perímetros corporais. Para a análise das capacidades físicas   foram avaliadas a resistência aeróbia, o trabalho dos membros inferiores   durante o salto vertical, a potência dos membros inferiores na corrida, a   agilidade e a flexibilidade. Verificou-se uma estabilização da percentagem de   massa gorda ao longo da época, associada a um aumento da massa corporal   explicado pelo aumento da massa muscular. De um modo geral, independentemente   do escalão, houve melhoria das capacidades físicas entre a pré-época e o   meio-época, existindo uma estagnação dessas capacidades até ao pós-época. A   caracterização das variações existentes ao longo da época desportiva, de acordo   com o quadro competitivo e as suas idades de desenvolvimento, poderão   contribuir como uma ferramenta de auxílio para o controlo e a avaliação do processo de treino.</p>     <p><b>Palavras-chaves:</b> controlo de treino, antropometria, capacidades físicas, futebol, jovens</p> </font> <hr noshade size="1"> <font face="Verdana" size="2">     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>The aim of this   study was to examine the development of anthropometric characteristics and   physical capacities in a sports season, in young soccer players. A total of 50   players, U-15 (n= 16, 14.0±0.1 years), U-17 (n= 14, 15.6±0.5 years) and U-19   (n= 20, 17.2±0.7 years) were monitored in 3 different moments: after the   preparation period (pre-season), after the 1<sup>st</sup> competitive phase   (mid-season) and after the 2<sup>nd</sup> competitive phase (post-season). To   the anthropometric analysis, the height, body mass, muscle mass, fat mass and   body girths were evaluated. The aerobic resistance, the work developed by the   lower limbs during a vertical jump, the power of the lower limbs during a   sprint, the agility and the flexibility were evaluated for the physical   capacity analysis. Along the season, there was an increase in body mass and a   stabilization of the fat mass due to an increase of the muscle mass. In   general, regardless the age group, physical abilities improved from pre-season   to mid-season, and then stabilized till the post-season. Understanding the   variations through a season, according to the competitive environment and their   developmental age, may be a useful tool for control and evaluation of the training process.</p>     <p><b>Keywords: </b>training control, anthropometry, physical capacities, football, young</p> </font> <hr noshade size="1"> <font face="Verdana" size="2">     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> </font>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>INTRODUÇÃO</b></font></p> <font face="Verdana" size="2">     <p>A preparação desportiva é de um processo complexo, levando a que o   sucesso só possa ser atingido com a sinergia de diversos fatores, cujo   entendimento não depende apenas dos domínios do conhecimento do conteúdo do   treino, mas também da arte e da intuição do treinador (Gomes, 2009). Desta   forma, esforços realizados por diversos especialistas, procurando aproximar a   teoria e a prática nas ciências do desporto, têm-se revelado cruciais para o   incremento da performance desportiva, independentemente da modalidade em causa.   Assim, vimos assistindo a um trabalho em campo cada vez mais suportado pela investigação científica.</p>     <p>Os primeiros estudos relativos à avaliação fisiológica no futebol foram   realizados em laboratório na década de 70 (Raven, Gettman, Pollock, &amp;   Cooper, 1976; Smodlaka, 1978). No entanto, recorrer ao laboratório limitava os   resultados obtidos, quer a nível técnico como a nível tático. Devido ao   interesse crescente em conseguir-se atingir uma performance ideal em cada   atleta, a aposta no desenvolvimento de novas tecnologias cresceu   exponencialmente, permitindo assim uma recolha de dados diretamente no terreno,   tanto em treinos como em competição (Bangsbo, 1993; Oliveira et al., 1998;   Rebelo &amp; Soares, 1992). Os estudos efetuados têm permitido aumentar o   entendimento sobre as exigências fisiológicas do jogo de futebol, assim como as   suas características metabólicas. No entanto, muito continua por perceber,   levando a que o futebol tenha sido considerado como um complicado dilema   fisiológico de difícil resolução (Shephard, 1990). O futebol trata-se de uma   atividade intermitente de alta intensidade e duração e que, como tal, recorre   aos 3 sistemas de produção de energia (anaeróbio lático, anaeróbio alático e   oxidativo); sendo que o sistema anaeróbio alático e o sistema oxidativo têm uma contribuição mais extensiva (Bangsbo, 1993; Chaouachi et al., 2010). </p>     <p>O controlo e avaliação do processo de treino são ferramentas   fundamentais para a prescrição do mesmo, independentemente da modalidade.   Apesar do futebol ser a modalidade com o maior número de praticantes em todo o   mundo (Giulianotti, 2012), e da investigação científica na modalidade ter vindo   a aumentar nos últimos anos, ainda são escassos os estudos com jovens e que   incidam sobre toda a época desportiva. Durante a pré-época os treinadores   colocam ênfase no desenvolvimento da aptidão física, enquanto que durante a   época dão maior ênfase aos aspetos técnico-táticos, procurando manter os   índices de aptidão física (Dupont, Akakpo, &amp; Berthoin, 2004). Tendo em   consideração as caraterísticas da modalidade, é compreensível que o sucesso   desportivo esteja dependente de vários fatores. Assim, os treinadores não   deverão incidir exclusivamente no treino do modelo de jogo, mas incluir também   a componente de condição física. Esta exposição é suportada pela exigência   física, decorrente de <i>sprint</i>s, mudanças de direção e velocidade, saltos,   e contato físico. Adicionalmente, uma elevada capacidade aeróbia é determinante   para uma adequada recuperação entre esforços (Helgerud, Engen, Wisløff, &amp; Hoff, 2001).</p>     <p>Uma forma comum de estimar a capacidade aeróbia em jogadores de futebol   é recorrendo aos testes de YO-YO intermitente nível 1 e nível 2 (Bangsbo, Iaia,   &amp; Krustrup, 2008). Nestes testes, os atletas devem repetir um percurso de   20m, em que a sua velocidade vai aumentando sendo controlada por um metrónomo   analógico ou digital (Chamari et al., 2008) e no qual a diferença entre níveis   está no tempo inicial disponível para percorrer os 20 metros e no incremento de   velocidades. A distância percorrida até à exaustão permite estimar o consumo   máximo de oxigénio (VO<sub>2</sub>max); a capacidade máxima do corpo de um   atleta em transportar e metabolizar oxigénio durante um exercício físico   incremental (Bangsbo et al. 2008). Os valores médios de VO<sub>2</sub>max de   atletas praticantes de futebol é aproximadamente de 60 ml/kg/min, sendo este   valor em média mais baixo que atletas praticantes de desportos de longa duração   (Bangsbo, 1994), e suscetível de sofrer alterações ao longo da época (Hammami et al., 2012). </p>     <p>Um jogador de futebol realiza ainda, ao longo do jogo, várias   manifestações de força (e.g. saltos verticais, mudanças de direção, etc.).   Desta forma, não só é relevante analisar a capacidade aeróbia, mas também   outras capacidades e características determinantes do sucesso desportivo. O   salto vertical pode ser avaliado recorrendo-se a diferentes protocolos, diretos   ou indiretos, nos quais são estimadas as forças de reação aplicadas ao solo. A   altura de salto pode ser medida através de diferentes instrumentos e   metodologias, sendo o tempo de voo um dos procedimentos mais comuns na   literatura (Chamari et al., 2008). Os vários tipos de salto máximos incluem o   squat jump, o counter-movement jump e Abalakov jump (ABKJ). Estes testes   diferem nos constrangimentos para a realização do salto, sendo por exemplo   permitido no ABKJ os membros superiores realizarem movimento de forma a   potenciar a altura do salto (mais semelhante ao praticado no futebol).   Adicionalmente, associar as diferentes capacidades físicas com as   características antropométricas dos jogadores, permite uma melhor interpretação   da avaliação do processo de treino, por exemplo, pela associação entre os   tempos da corrida alcançados no <i>sprint</i> com a massa corporal e altura de   um atleta (Wong, Chamari, Dellal, &amp; Wisløff, 2009). Comumente, recorre-se a   <i>sprints </i>máximos em diferentes distâncias para testar a velocidade, sendo   usadas células fotoelétricas para uma maior precisão na recolha dos valores (Chamari et al., 2008).</p>     <p> De forma a realizar-se uma   avaliação objetiva do potencial dos jogadores de futebol, os resultados   antropométricos e físicos são de extrema importância. Apesar da existência de   diferentes testes, pouca informação está atualmente disponível sobre o efeito   do treino nas questões antropométricas e de desempenho físico de jogadores de   futebol de nível amador jovem, e que englobem diferentes testes para uma mesma   amostra. Neste sentido, este estudo consistiu em descrever as variações das   características antropométricas e capacidades físicas ao longo de uma época desportiva nos escalões de sub-15, sub-17 e sub-19.</p>     <p>&nbsp;</p> </font>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>M&Eacute;TODO</b></font></p> <font face="Verdana" size="2">     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Amostra</b></p>     <p>Foi utilizada uma amostra final de 50 jovens jogadores (dezasseis   sub-15, catorze sub-17 e vinte sub-19) pertencentes a um mesmo clube de futebol   (<a href="#t1">Tabela 1</a>), num total de 63 jogadores disponíveis no início da época. Todos os   atletas envolvidos em lesões (n=7) e dispensas (n=6) não foram considerados   para este estudo, num total de 13 jogadores. No decorrer da época 2014/15, a   equipa de sub-15 participou no Campeonato Nacional de Juniores C da Federação   Portuguesa de Futebol realizando 4 treinos semanais (Segunda-feira,   Quarta-feira, Quinta-feira, Sexta-feira) com jogos ao Domingo. A equipa de   sub-17 participou no Campeonato Nacional de Juniores B da Federação Portuguesa   de Futebol realizando 4 treinos semanais (Terça-feira, Quarta-feira,   Quinta-feira, Sexta-feira) com jogos ao Domingo. A equipa de sub-19 participou   no Campeonato Nacional de Juniores A da Federação Portuguesa de Futebol   realizando 4 treinos semanais (Segunda-feira, Terça-feira, Quinta-feira,   Sexta-feira) com jogos ao Sábado. Foi obtido consentimento por parte do clube e   todos os procedimentos estiveram de acordo com a declaração de Helsínquia. O   comité de ética da instituição de investigação aprovou todos os procedimentos experimentais. </p>     <p><a name="t1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/mot/v13n1/13n1a05t1.jpg" width="367" height="153"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><b>Procedimentos</b></p>     <p>Cada elemento da amostra pertenceu, exclusivamente e por conveniência, a   um grupo e a recolha de dados foi dividida em 3 fases distintas da época   desportiva, uma no início (pré-época), outra a meio (meio-época) e outra no fim   (pós-época) (<a href="/img/revistas/mot/v13n1/13n1a05f1.jpg">Figura 1</a>). O estudo seguiu um desenho experimental de medidas   repetidas. Os sujeitos da amostra foram submetidos a uma análise antropométrica   e uma análise funcional; devido à pouca oscilação de valores antropométricos ao   longo da época desportiva, foram considerados somente os valores recolhidos na   pré-época e pós-época. Em todos os momentos da avaliação estiveram presentes os membros da equipa de investigação.</p>     
<p>A avaliação antropométrica consistiu na medição da altura, massa   corporal, massa muscular, massa gorda e perímetros do bicípite, tronco,   abdómen, coxa e perna usando-se as normas da International Society for the   Advancement of Kinanthropometry (Marfell-Jones, Stewart, &amp; Ridder, 2012). A   altura foi medida recorrendo a um estadiómetro (Seca®, Hamburgo, Alemanha) com   graduação de 1mm com os atletas na posição ereta, membros superiores ao longo   do corpo e o olhar dirigido para a frente. A medição da massa corporal, massa   muscular e percentagem de massa gorda (%MG) foi efetuada recorrendo-se uma   balança de bioimpedância (Tanita® BC 420S MA, Tóquio, Japão). Esta balança   utiliza um fluxo de corrente elétrica que trespassa o corpo do atleta através   de 4 elétrodos que entram em contacto com este na zona plantar para uma   estimativa precisa dos valores. Para não comprometer o resultado da análise da   composição corporal por bioimpedância, cuidados prévios foram levados em   consideração tais como: não comer ou beber 4 horas antes do teste; não fazer   exercícios físicos 12 horas antes do teste; urinar 30 minutos antes do teste;   não consumir álcool 24 horas antes do teste; não fazer uso de medicamentos diuréticos nos 7 dias antes do teste (Heyward &amp; Wagner, 2004).</p>     <p>Para a medição dos perímetros do bicípite, tronco, abdómen, coxa e   perna, foi usada uma fita antropométrica (Rosscraft® Anthropometric Tape, White   Rock, Canada). A medição do perímetro do bicípite foi realizado com o braço   relaxado ao longo do corpo e medido ao nível acromial-radial médio   perpendicular ao eixo longo do úmero. A medição do perímetro do tronco foi   efetuado ao nível do ponto meso esternal e realizado no final de uma inspiração   profunda com os braços relaxados ao lado do corpo. A medição do perímetro do   abdómen foi realizado com a fita antropométrica posicionada horizontalmente na   linha média entre a extremidade da última costela e a crista ilíaca. A medição   do perímetro da coxa foi realizado no nível médio entre a parte superior do   trocânter maior e o músculo tibial lateral. A medição do perímetro da perna foi realizado ao nível da circunferência máxima do tricípite sural.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A avaliação funcional consistiu num teste de resistência aeróbia   utilizando-se o teste do YO-YO Intermitente Nível 2 (IRTL2), num teste de   trabalho de salto usando-se um tapete ErgoJump (Globus®, Codognè, Itália) com o   salto ABKJ, 2 testes de velocidade usando-se o <i>sprint</i> de 10 e 30m, num   teste de agilidade usando-se o Teste T e num teste de flexibilidade usando-se o Sit and Reach.</p>     <p>O IRTL2 foi usado para estimar o consumo máximo de oxigénio (VO<sub>2</sub>max)   (Bangsbo et al., 2008). Este teste consistiu em repetir o número máximo de   percursos de 20m até à exaustão do atleta (viagens tipo vaivém). A velocidade   imposta em cada percurso aumentou progressivamente e foi controlada usando-se o   <i>software</i> Team Beep Test® (Bitworks Design™, Cheltenham, Reino Unido).   Quando um atleta falhava 2 vezes para alcançar a linha de chegada dentro do   tempo, ou decidia que não podia correr mais ao ritmo imposto, a distância   percorrida por este foi registada. Para o cálculo do VO<sub>2</sub>max   utilizou-se a fórmula  representando<i> d</i> a distância percorrida (m) (Bangsbo et al., 2008).</p>     <p>O teste de trabalho de salto (salto vertical) foi usado medindo-se o   tempo de voo durante um salto, recorrendo ao tapete de saltos. Este tapete,   também designado de tapete de Bosco, consiste num cronómetro digital com um   erro de 0.001s, ligado por um cabo a uma plataforma sensível. Cada atleta   realizou 2 saltos ABKJ com um intervalo de 3 minutos entre os mesmos. O salto   ABKJ consiste num salto vertical máximo, com recurso a um contra movimento   apelando à capacidade elástica do músculo. Partindo da posição bípede, com o   tronco direito, membros superiores livres, o atleta realizou a flexão dos   joelhos até sensivelmente 90º (entre a coxa e a perna) seguindo-se   imediatamente um salto vertical máximo (Komi &amp; Bosco, 1978). Para análise   foi selecionado o melhor salto dos 2 realizados em cada fase. O trabalho do   salto vertical (<i>W</i>) foi encontrado utilizando-se a fórmula  representando <i>m</i> a massa corporal (kg),   o <i>g</i> a aceleração gravitacional (m.s<sup>-2</sup>) e <i>&#916;h</i> a elevação do centro de gravidade (m).</p>     <p>Os testes de <i>sprint </i>10 e 30m serviram para avaliar a velocidade   máxima dos atletas e a potência muscular. Cada atleta realizou 2 <i>sprint</i>s   máximos em cada distância, no qual o melhor tempo foi escolhido para ser   analisado. Comumente, para avaliação de aceleração e velocidade máxima são   usadas estas duas distâncias como documentado pela literatura (Little &amp;   Williams, 2005; Wisløff, Castagna, Helgerud, Jones, &amp; Hoff, 2004; Wong et   al., 2009). Os atletas iniciaram o <i>sprint</i> quando se sentiam prontos e   percorreram 10 e 30m, respetivamente, à velocidade máxima, sendo medido o tempo   no final de cada percurso recorrendo-se a um sistema de células fotoelétricas   de infravermelhos ligadas a um cronómetro digital Speedtrap II Wireless Timing   System (Brower Timing System, Salt Lake City, Estados Unidos da América). O   período mínimo de recuperação entre cada <i>sprint</i> foi de 3 minutos no qual   cada atleta caminhou pelo relvado. O cálculo da potência (<i>P</i>) foi   realizado utilizando-se a fórmula  representando   <i>m</i> a massa corporal (kg), o <i>&#916;d</i> a distância percorrida   (m) e <i>&#916;t </i>o tempo de corrida (s).</p>     <p>Para a agilidade utilizou-se o Teste T no qual cada atleta teve de   percorrer um total de 27.42m em forma de T (Pauole, Madole, Garhammer,   Lacourse, &amp; Rozenek, 2000). Os atletas realizaram 2 percursos no qual o melhor   tempo de cada fase foi escolhido para a análise. Partindo de uma posição   estática, quando se sentiam prontos o atleta correu à velocidade máxima durante   9.14m tocando num cone com a sua mão direita. De seguida, correu até um cone à   sua esquerda, distanciado do primeiro cone em 4.57m tocando-lhe com a mão   esquerda. Correu até um cone à sua direita, distanciado do cone anterior em   9.14m tocando-lhe com a sua mão direita. Por fim, correu até ao 1º cone,   tocando-lhe com a mão direita e fez corrida à retaguarda até ao local de onde   partiu. O tempo foi obtido usando-se um sistema de células fotoelétricas de   infravermelhos ligadas a um cronómetro digital Speedtrap II Wireless Timing   System (Brower Timing System, Salt Lake City, Estados Unidos da América) e posicionadas no início / fim do percurso.</p>     <p>Para medição da flexibilidade foi utilizado o teste clássico do Sit and   Reach (Mayorga-Vega, Merino-Marban, &amp; Viciana, 2014). Cada atleta sentou-se   no chão com os membros inferiores em extensão e com a base plantar contra uma   caixa de medição. De seguida o atleta realizou uma extensão máxima ao longo da   caixa com as palmas das mãos viradas para baixo e com uma mão por cima da   outra, aguentando a posição por 3s para uma correta medição. Foi considerado a   posição 0 o nível da zona plantar, sendo os valores positivos quando o atleta   ultrapassava a sua base plantar e negativos quando não chegava à sua base plantar.</p>     <p><b>Análise estatística</b></p>     <p>O pressuposto de normalidade da amostra foi verificado pelo teste de   Shapiro-Wilk, e foi adotada a estatística paramétrica. A magnitude das   diferenças nas caraterísticas antropométricas foi avaliada pelo teste <i>t</i>   de medidas emparelhadas. Adicionalmente, foram calculados os tamanhos do efeito   (d). Foram utilizadas as categorias de Cohen (1988) para avaliar a magnitude   dos tamanhos do efeito (pequeno se 0 &#8804; |d| &#8804; 0.5, médio se 0.5 &lt;   |d| &#8804; 0.8 e grande se |d| &gt; 0.8). Foi efetuada uma análise de medidas   repetidas de acordo com o grupo (ANOVA), seguida de uma análise fatorial (ANOVA   a 2 fatores: tempo*grupo). Possíveis diferenças foram examinadas recorrendo ao   post-hoc de Bonferroni. Em todos os procedimentos foi adotado um nível de significância de 95% (p&#8804;0.05).</p>     <p>&nbsp;</p> </font>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>RESULTADOS</b></font></p> <font face="Verdana" size="2">     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Na <a href="/img/revistas/mot/v13n1/13n1a05t2.jpg">Tabela 2</a> são apresentados os valores médios, desvio-padrão, nível de   significância e tamanho do efeito dos resultados encontrados para as   características antropométricas nos 2 momentos avaliados, divididos por   escalão. Apenas na percentagem de massa gorda não se verificaram diferenças significativas   para nenhum dos grupos entre a pré-época e a pós-época. Para a altura, massa   corporal, massa muscular e perímetro do bicípite foram obtidas diferenças para   todos os grupos, com 7 variáveis a apresentar um efeito moderado e 5 um efeito grande.</p>     
<p>Na <a href="/img/revistas/mot/v13n1/13n1a05t3.jpg">Tabela 3</a> são apresentados os valores médios, desvio-padrão e nível de   significância dos resultados das capacidades físicas nos 3 momentos avaliados   divididos por escalão. Independentemente do escalão, foram verificadas   diferenças significativas para a resistência aeróbia, velocidade e agilidade.   Para as restantes capacidades, houve sempre pelo menos 2 grupos que obtiveram alterações significativas.</p>     
<p>&nbsp;</p> </font>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>DISCUSSÃO</b></font></p> <font face="Verdana" size="2">     <p><i>Alterações nas características antropométricas</i></p>     <p>Cada vez mais os treinadores de futebol selecionam os jovens jogadores   tendo por base as suas características antropométricas, relegando para segundo   plano as suas performances técnico-táticas (Helsen, Hodges, Winckel, &amp;   Starkes, 2000; Helsen, Winckel, &amp; Williams, 2005; Vaeyens et al., 2005). De   entre estas caraterísticas, a altura parece ser crucial para o treinador, não   só porque permitirá saltar mais alto, como também está associada a melhores   resultados no <i>sprint</i> de 10 e 30m, e também na distância alcançada no teste YO-YO (Wong et al., 2009). </p>     <p>Os valores de altura obtidos, comparativamente ao estudo de Malina et   al. (2000) com jogadores de clubes portugueses participantes nos campeonatos   nacionais, foram idênticos para o escalão de sub-17 (174±6 cm vs 176.2±6.2 cm)   mas superiores para o escalão de sub-15 (163±8 cm vs 170.1±6.6 cm).   Comparativamente aos encontrados por Matta, Figueiredo, Garcia, Werneck, e   Seabra (2014) com jovens jogadores brasileiros, os valores encontrados para os   escalões de Sub-15 foram idênticos (167.24±7.14 vs 170.1±6.6 cm) e superiores   para os Sub-17 (171.2±5.99 cm vs 176.2±6.2 cm). Para o escalão de Sub-19, os   valores são similares aos encontrados por Rebelo, Brito, Maia, Coelho-e-Silva,   Bangsbo, Malina, e Seabra (2013) com valores de média±dp de 178.1±4.6 cm. Uma   vez que a altura atinge o seu pico de crescimento desde a puberdade até se   atingir a fase adulta, obteve-se um aumento significativo entre o início e o   fim da época, independentemente do grupo estudado. Além disso, como expectável, foi nos jogadores mais novos que se verificou um crescimento mais acentuado.</p>     <p>No futebol, para além da vantagem ganha por parte do jogador em campo   derivada da estatura, também é de extrema importância a capacidade de aguentar   o contacto físico, sendo a massa corporal e a sua estrutura física fatores a   ter em conta. De uma forma geral, a massa corporal e os perímetros aumentaram   nos 3 escalões durante a temporada, principalmente nos escalões de sub-15 e   sub-17 que se encontram no seu pico máximo de desenvolvimento corporal. Os   valores de massa gorda para os 3 escalões são idênticos aos encontrados em   diferentes estudos na literatura. O escalão de sub-15 obteve valores idênticos   (12.6±2.5 %) ao estudo de le Gall, Carling, Williams, e Reilly (2010), os   sub-17 idênticos (11.9±0.5 %) ao estudo de Ruiz et al. (2005) e os sub-19   valores idênticos ao estudo de Mendez-Villanueva et al. (2011). No presente   estudo, verificou-se uma estabilização da percentagem de massa gorda ao longo   da época, bem como um aumento da massa corporal explicado pelo aumento da massa   muscular. Estes dados reforçam a ideia de que o controlo da massa corporal por   si só é insuficiente para uma análise completa às características morfológicas   de um sujeito. As alterações morfológicas são coerentes com as variações ao   nível dos perímetros mais evidentes nos sub-15 e sub-17, evidenciando que a   velocidade de crescimento nestas idades (Ford et al., 2011) é um fator que deve   ser tido em elevada consideração. De facto, nos sub-15 foi visível um   crescimento de todos os perímetros, à exceção da coxa, coerente com o aumento   de tamanho corporal caraterístico nestas idades. Por sua vez, os sub-17 só não   obtiveram diferenças ao nível do abdómen, evidenciando que nestas idades   continua o crescimento dos mesmos, com tendência a estagnar ao chegar às idades   mais avançadas. Poucos são os estudos que se debruçaram sobre uma análise dos   perímetros corporais ao longo da época em jovens, no entanto a caraterização   destes valores, associados à massa corporal, permite ao treinador uma melhor compreensão dos fenómenos de crescimento e maturação dos seus atletas. </p>     <p><i>Alterações nas capacidades físicas</i></p>     <p>O IRTL2 é comummente usado para determinar a capacidade de um jogador em   realizar exercícios de intensidade elevada de forma intermitente, avaliando a   aptidão de um jogador em executar repetidamente exercício com uma componente   aeróbia alta no final do teste, e pode avaliar mudanças sazonais na capacidade   física deste de uma maneira simples e eficaz (Bangsbo et al., 2008). Este teste   de terreno permite estimar o VO<sub>2</sub>max, i.e., o volume de oxigénio   máximo por unidade de tempo que um jogador consegue captar respirando ar   atmosférico durante o exercício. No presente estudo verificou-se uma melhoria   significativa com magnitude grande para este parâmetro entre o início e o meio   da época, mantendo-se sem diferenças até ao final da mesma. Já Haritonidis,   Koutlianos, Koudi, Haritonidou, e Deligiannis (2004), analisando 12 jogadores,   haviam referido que jogadores profissionais aumentam (~14%) a sua capacidade   física entre a pré-época e o meio da época, mantendo-se sem alterações   significativas (~-4%) até ao final da época. Num atleta, o aumento de valores   de VO<sub>2</sub>max deve-se à melhoria e aumento da capacidade de absorver,   transportar, entregar e utilizar oxigénio (Weineck, 2004), e permite a estes   atletas terem uma maior capacidade em participar em momentos decisivos durante   um jogo, assim como efetuar recuperações mais rápidas e maiores reservas de glicogénio muscular (Silva, Kaiss, Campos, e Ladwig, 1999). </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os valores de VO<sub>2</sub>max obtidos vão de encontro aos apresentados   por Hopkins, Hawley, e Burke (1999) nos quais referem que, em jogadores de   futebol, é normal uma amplitude entre os cinquenta e 55 e 65 ml.kg<sup>-1.</sup>min<sup>-1</sup>.   No entanto, o VO<sub>2</sub>max depende também da idade, sexo e composição   corporal (Bompa e Haff, 2009). As melhorias na capacidade de rendimento no   organismo dos atletas estão dependentes da duração e intensidade dos exercícios   em treino. Se estas forem as apropriadas para o momento-sujeito, conseguirão   provocar uma ativação positiva nos mecanismos energéticos, afetivos e   informacionais (Castelo et al., 1996). Ou seja, as adaptações que beneficiam a   atividade humana só se produzem quando respondem a tensões aplicadas a níveis   superiores aos limites, mas dentro dos limiares da tolerância. Os níveis abaixo   destas tensões aos quais o organismo se adaptou, não são suficientes para produzir   adaptação ao treino (Castelo et al., 1996). Assim, é possível que a   especificidade do processo de treino levado a cabo no presente estudo,   justifique os valores de VO<sub>2</sub>max superiores aos encontrados por   Mascarenhas, Stabelini, Bozza, Cezar, e Campos (2006) no qual para sub-15   (n=17) obtiveram valores de 54.35±4.30 ml.kg<sup>-1</sup>.min<sup>-1 </sup>e   para sub-17 (n=16) obtiveram valores de 52.27±5.42 ml.kg<sup>-1.</sup>min<sup>-1   </sup>e similares aos de 19 jogadores com média de idades de 16.61±0.31   (Jastrzebski, Rompa, Szutowicz, &amp; Radzimiski, 2013). Uma monitorização ao   longo da época permite identificar a variação intra individual, podendo alertar   o treinador para a necessidade de trabalho suplementar de condição física para determinado(s) jogador(es).</p>     <p>Uma das estratégias para avaliar a força e trabalho dos membros   inferiores é recorrendo ao desempenho no salto vertical (Cronin, Hing, &amp;   Mcnair, 2004). Estes autores referem que os valores encontrados para o salto   vertical dão informações relevantes para o controlo e avaliação do treino do   atleta, de forma a detetarem-se possíveis alterações no seu rendimento ao longo   da época. Desta forma, para avaliar o trabalho realizado pelos membros   inferiores foi utilizado o teste de saltos verticais ABKJ, por ser o que mais   se assemelha ao utilizado num jogo de futebol. Os valores encontrados para o   escalão de sub-15 são similares (42.8±5.8 cm vs 42.7±3.3 cm) aos encontrados   por Carling, Gall, Reilly, e Williams (2009), mas inferiores aos encontrados   por Wong et al. (2009) com valores de salto vertical de 53.5±8.1 cm. Já os   escalões de sub-17 obtiveram valores próximos aos encontrados por Sinovas et   al. (44.1±6.2 cm) para o mesmo tipo de protocolo de salto. O escalão de sub-19   obteve valores superiores aos encontrados por Alves, Rebelo, Abrantes, e Sampaio   (2010) que, no entanto, podem ser explicados pela diferença (utilização dos   braços) de protocolo de salto realizado (CMJ vs ABKJ). Acrescente-se ainda que,   apesar do trabalho de salto estar diretamente relacionado com a altura do   salto, este também está dependente da massa corporal do jogador. Logo, se não   for tida em consideração a massa corporal do atleta, é errado afirmar que, para   um atleta que salte o mesmo em 2 momentos, não existiram melhorias na potência   de salto. Isto porque, mesmo que esse valor se mantenha inalterado, se o atleta   tiver aumentado a sua massa corporal, obrigatoriamente teve de incrementar a   sua potência de salto. Desta forma, parece correto afirmar que recorrer ao   cálculo do trabalho mecânico poderá ser uma ferramenta suplementar para compreender oscilações intra individuais ao longo da época.</p>     <p>Durante um jogo de futebol, em média a cada noventa 90s, é realizado um   pico de velocidade com 2 a 4s de duração (Myiamura, Seto, &amp; Kobayashi,   1995), equivalentes a um <i>sprint</i> de 10 e 30m. Essas solicitações   demonstram a grande importância na prática do futebol que a força e a sua   componente potência têm (Hoff, 2005). Desta forma, a preparação física de um   atleta praticante de futebol deverá ter como aspeto preponderante o elemento   força, sendo mesmo considerado o principal responsável da estrutura mecânica do   movimento humano (Cometti, Maffiuletti, Pousson, Chatard, e Maffulli, 2001). A   velocidade de <i>sprint</i> é designada como a capacidade do sistema   neuromuscular vencer o maior espaço possível, através de um esforço máximo e   por uma frequência de movimentos correspondentes, e que depende do nível de   velocidade de aceleração e frequência e amplitude das passadas (Castelo et al.,   1996). Para Bangsbo (1993) e Hoff (2005) o treino para aumento da potência de   vários grupos musculares, principalmente nos membros inferiores, poderá   aumentar a aceleração e velocidades de gestos essenciais ao futebol, tais como   o saltar, <i>sprintar</i> e rematar. No <i>sprint</i> de 10m os valores obtidos   demonstram que os 3 escalões obtiveram um aumento de performance entre a   pré-época e meio-época e apenas o escalão de sub-15 piorou essa performance   para valores iniciais entre o meio-época e pós-época, havendo uma estagnação   para os outros 2 escalões. Este decréscimo de performance para o escalão   sub-15, sugere que a aceleração foi uma variável afetada pelo desgaste da época   desportiva. Os tempos da amostra para o <i>sprint</i> 30m foram diminuindo ao   longo de toda a época, para todos os grupos estudados. A potência desenvolvida   para o <i>sprint </i>de 30m aumentou significativamente, demonstrando-se uma   performance e eficiência mais elevada na propagação dos impulsos nervosos e dos   mecanismos bioquímicos, uma maior quantidade de fibras de contração rápida e   uma maior capacidade de alteração entre a contração e descontração muscular   (Castelo et al., 1996). Ao contrário deste aumento de performance para a   potência de <i>sprint </i>30m para todos os escalões, tal não aconteceu   para o <i>sprint </i>10m nos 3 escalões entre o meio-época e pós-época, podendo   sugerir alterações a nível da periodização no qual incidiu mais sobre a   velocidade máxima (velocidade) em relação à velocidade de arranque (aceleração).</p>     <p>Num jogo de futebol com 90 minutos cada atleta realiza em média 50   mudanças de direção com uma solicitação elevada de vários grupos musculares de   forma a manter o equilíbrio e controlo da bola sendo por isso de extrema   importância a força e potência destes grupos musculares (Withers, Maricic,   Wasilewski, &amp; Kelly, 1982). Desta forma, a medição da força e potência dos   membros inferiores representa uma importante ferramenta para a avaliação da   performance e acompanhamento do treino de jogadores de diversas modalidades   desportivas. É demonstrado que a agilidade é principalmente treinada e   melhorada durante a fase de pré-época e que se encontra diretamente ligada com   a idade dum jogador, i.e. desenvolve-se ao longo da puberdade. Não foram   encontrados na literatura valores de comparação com o Teste T devido às   diferenças de protocolo usadas relativamente à utilização de movimentos   laterais vs corrida. Foi escolhido um diferente tipo de protocolo, porque é   raro num jogo de futebol um jogador realizar muitos movimentos laterais, sendo que o importante é a capacidade de mudança rápida de direção. </p>     <p>Bertolla, Baroni, Junior, e Oltramari (2007) referem que a flexibilidade   sofre um decréscimo com a idade, i.e., durante a adolescência. Devido ao salto   pubertário, ocorre uma considerável perda dessa capacidade, que, no entanto,   pode ser “recuperada” até aos 17 anos, caso seja trabalhada durante os treinos;   referem que a flexibilidade atinge o mínimo aos 12 anos e depois aumenta até   aos 18 anos de idade. Malina e Bouchard (1991) referem ainda que este valor   mínimo encontrado aos 12 anos de idade coincide com o crescimento rápido do   comprimento do membro inferior. Adicionalmente, os valores encontrados neste   estudo confirmam a teoria de Bertolla et al. (2007) que dizem que é possível   recuperar a flexibilidade perdida aquando do salto pubertário. Neste sentido   todos os escalões ao longo da época treinaram a sua flexibilidade principalmente com alongamentos pós treino.</p>     <p>Como todos os estudos científicos, a presente investigação apresenta   algumas limitações que obrigam a alguma cautela na interpretação dos   resultados. A utilização de métodos indiretos (e.g. teste YO-YO), embora com   fácil aplicabilidade no terreno, apresentam menor fiabilidade do que a   utilização de métodos diretos. Adicionalmente, não foi possível garantir   equidade ao nível da carga de treino e calendário competitivo entre os diferentes   escalões. De qualquer forma, os resultados obtidos poderão servir de comparação para estudos futuros que analisem diferentes faixas etárias.</p>     <p>&nbsp;</p> </font>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>CONCLUS&Otilde;ES</b></font></p> <font face="Verdana" size="2">     <p>No presente estudo verificou-se um incremento substancial do VO<sub>2</sub>max   acompanhado por um aumento da massa corporal do jogador, mantendo-se, no   entanto, a sua massa gorda. Numa primeira fase, na pré-época, foram criadas   condições fundamentais ao desenvolvimento motor que condicionam toda a época   desportiva. Esta fase essencial para o desenvolvimento do jogador, não é   refletida logo no primeiro momento de avaliação, porque o corpo humano   encontra-se em fase de adaptação, mas sim para os momentos de avaliação   posteriores. Na segunda fase, i.e., a 1ª fase do período competitivo,   verificou-se o aperfeiçoamento destas condições fundamentais que   potencializaram os resultados alcançados no 2º momento de avaliação em todas as   variáveis da amostra. Na 3ª fase, i.e., a 2ª fase do período competitivo e   possivelmente devido ao desgaste acumulado existente, verificou-se uma   estagnação de quase todas as variáveis, sendo que a intensidade de treino   imposta nesta fase é essencial para que não se verifique um decréscimo dos valores.</p>     <p>Com os valores obtidos neste estudo longitudinal, procura-se contribuir   e ajudar profissionais da área do desporto e do futebol em particular, no   sentido de demonstrar resultados de diferentes testes e em diferentes escalões   que possam ser comparados para futura referência e que possam servir de auxílio no processo da preparação de uma época desportiva.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> </font>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>REFERÊNCIAS</b></font></p> <font face="Verdana" size="2">     <!-- ref --><p>Alves, J., Rebelo, A., Abrantes, C., &amp; Sampaio, J. (2010).   Short-term effects of complex and contrast training in soccer players' vertical   jump, sprint, and agility abilities.&nbsp;<i>The Journal of Strength &amp; Conditioning Research,&nbsp;24(</i>4), 936-941.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=362282&pid=S1646-107X201700010000500001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Bangsbo, J. (1993). Physiology of soccer - with special reference to intermittent exercise. <i>Acta Physiologica Scandinavica, 619</i>(1), 1-155.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=362284&pid=S1646-107X201700010000500002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Bangsbo, J. (1994). Energy demands in competitive soccer. <i>Journal of Sports Sciences, 12</i>(1), 5-12.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=362286&pid=S1646-107X201700010000500003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Bangsbo, J., Iaia, F., &amp; Krustrup, P. (2008). The Yo-Yo intermittent   recovery test: a useful tool for evaluation of physical performance in   intermittent sports. <i>Journal of Sports Medicine and Physical Fitness, 38</i>(1), 37-51.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=362288&pid=S1646-107X201700010000500004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Bertolla, F., Baroni, B., Junior, E., &amp; Oltramari, J. (2007).   Effects of a training program using the Pilates method in flexibility of sub-20   indoor soccer athletes. <i>Brazilian Journal of Sports Medicine, 13</i>(4), 222-226.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=362290&pid=S1646-107X201700010000500005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Bompa, T., &amp; Haff, G. (2009). <i>Periodization: Theory and   methodology of training </i>(5<sup>ª</sup> ed.)<i>. </i>Champaign: Human Kinetics.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=362292&pid=S1646-107X201700010000500006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Carling, C., Gall, F., Reilly T., &amp; Williams, A. (2009). Do   anthropometric and fitness characteristics vary according to birth date   distribution in elite youth academy soccer players?. <i>Scandinavian Journal of Medicine &amp; Science in Sports, 19</i>(1)<i>,</i> 3-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=362294&pid=S1646-107X201700010000500007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Castelo, J., Barreto, H., Alves, F., Mil-Homens, P., Carvalho, J., &amp;   Vieira, J. (1996). <i>Metodologia do Treino Desportivo.</i> Lisboa: Faculdade Motricidade Humana da Universidade de Lisboa.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=362296&pid=S1646-107X201700010000500008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Chamari, K., Chaouachi, A., Hambli, M., Kaouech, F., Wisløff, U., &amp;   Castagna, C. (2008). The five-jump test for distance as a field test to assess   lower limb explosive power in soccer players. <i>Journal of Strength and Conditioning Research, 22</i>(3), 944-950&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=362298&pid=S1646-107X201700010000500009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Chaouachi, A., Manzi, V., Wong, D. P., Chaalali, A., Laurencelle, L.,   Chamari, K., &amp; Castagna, C. (2010). Intermittent endurance and repeated   sprint ability in soccer players.&nbsp;<i>The Journal of Strength &amp; Conditioning Research,&nbsp;24</i>(10), 2663-2669.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=362299&pid=S1646-107X201700010000500010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Cohen, J. (1988). <i>Statistical Power Analysis for the Behavioural Sciences</i>. Hillsdale: Lawrence Erlbaum Associates.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=362301&pid=S1646-107X201700010000500011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Cometti, G., Maffiuletti, N., Pousson, M., Chatard, J., &amp; Maffulli,   N. (2001) Isokinetic strength and anaerobic power of elite, subelite and   amateur French soccer players. <i>International Journal of Sports Medicine, 22</i>(1), 45-51.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=362303&pid=S1646-107X201700010000500012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Cronin, J., Hing, R., &amp; Mcnair, P. (2004). Reliability and validity   of a linear position transducer for measuring jump performance. <i>Journal of Strength and Conditioning Research</i>, <i>18</i>(3), 590-593.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=362305&pid=S1646-107X201700010000500013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Dupont, G., Akakpo, K., &amp; Berthoin, S. (2004). The effect of   in-season, high-intensity interval training in soccer players.&nbsp;<i>The Journal of Strength &amp; Conditioning Research,&nbsp;18</i>(3), 584-589.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=362307&pid=S1646-107X201700010000500014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Gomes, A. (2009). <i>Treinamento Desportivo Estruturação e periodização </i>(2<sup>ª</sup> ed.)<i>. </i>São Paulo: Artmed Editora.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=362309&pid=S1646-107X201700010000500015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Ford, P., Croix, M., Lloyd, R., Meyers, R., Moosavi, M., Oliver, J.,   Till, K., &amp; Williams, C. (2011). The long-term athlete development model:   Physiological evidence and application. <i>Journal of Sports Sciences, 29</i>(4), 389-402.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=362311&pid=S1646-107X201700010000500016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Giulianotti, R. (2012).&nbsp;<i>Football</i>. New Jersey: John Wiley &amp;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=362313&pid=S1646-107X201700010000500017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> Sons.</p>     <!-- ref --><p>Hammami, M., Abderrahmane, A., Nebigh, A, Moal, E., Ounis, O, Tabka, Z.,   &amp; Zouhal, H. (2012). Effects of a soccer season on anthropometric   characteristics and physical fitness in elite young soccer players. <i>Journal of Sports Sciences</i>, <i>31</i>(6)<i>, </i>589-596.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=362315&pid=S1646-107X201700010000500018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Haritonidis, K., Koutlianos, N., Koudi, E., Haritonidou, M., &amp;   Deligiannis, A. (2004). Seasonal variation of aerobic capacity in elite soccer,   basketball and volleyball players. <i>Journal of Human Movement Studies,</i> <i>16</i>(3), 289-302.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=362317&pid=S1646-107X201700010000500019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Helgerud, J., Engen, C., Wisløff, U., &amp; Hoff, J. (2001). Aerobic   endurance training improves soccer performance.&nbsp;<i>Medicine and Science in Sports and Exercise,&nbsp;33</i>(11), 1925-1931.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=362319&pid=S1646-107X201700010000500020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Helsen, W., Hodges, N., Winckel, J., &amp; Starkes, J. (2000). The roles   of talent, physical precocity and practice in the development of soccer expertise. <i>Journal of Sports Sciences</i>, <i>18</i>(9), 727-736.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=362321&pid=S1646-107X201700010000500021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Helsen, W., Winckel, J., &amp; Williams, A. (2005). The relative age   effect in youth soccer across Europe. <i>Journal of Sports Sciences</i>, <i>23</i>(6), 629-636.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=362323&pid=S1646-107X201700010000500022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Heyward, V., &amp; Wagner, D. (2004). <i>Applied Body Composition Assessment. </i>Champaign: Human Kinetics.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=362325&pid=S1646-107X201700010000500023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Hoff, J. (2005). Training and testing physical capacities for elite soccer players. <i>Journal of Sports Sciences, 23</i>(6), 573-582.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=362327&pid=S1646-107X201700010000500024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Hopkins, W., Hawley, J., &amp; Burke, L. (1999) Design and analysis of   research on sport performance enhancement. <i>Medicine and Science in Sports and Exercise, 31</i>(3), 472-485.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=362329&pid=S1646-107X201700010000500025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Jastrzebski, Z., Rompa, P., Szutowicz, M., &amp; Radzimiski, L. (2013).   Effects of applied training loads on the aerobic capacity of young soccer   players during a soccer season. <i>Journal of Strength and Conditioning Research, 27</i>(4), 916-923.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=362331&pid=S1646-107X201700010000500026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Komi, P., &amp; Bosco, C. (1978). Utilization of stored elastic energy   in leg extensor muscles by men and women. <i>Medicine and Science in Sports and Exercise, 10</i>(1), 261-265.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=362333&pid=S1646-107X201700010000500027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>le Gall, F., Carling, C., Williams, M., &amp; Reilly, T. (2010).   Anthropometric and fitness characteristics of international, professional and   amateur male graduate soccer players from an elite youth academy.&nbsp;<i>Journal of Science and Medicine in Sport,&nbsp;13</i>(1), 90-95.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=362335&pid=S1646-107X201700010000500028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Little, T., &amp; Williams, A. (2005). Specificity of acceleration,   maximum speed, and agility in professional soccer players. <i>Journal of Strength &amp; Conditioning Research, 19</i>(1), 76-78.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=362337&pid=S1646-107X201700010000500029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Malina, R., &amp; Bouchard, C. (1991). <i>Growth, Maturation and Physical Activity.</i> Champaign: Human Kinetics.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=362339&pid=S1646-107X201700010000500030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Malina, R., Reyes, M., Eisenmann, J., Horta, L., Rodrigues, J., &amp;   Miller, R. (2000). Height, mass and skeletal maturity of elite Portuguese   soccer players aged 11–16 years.<i> Journal of Sports Sciences, 18</i>(9), 685-693.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=362341&pid=S1646-107X201700010000500031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Marfell-Jones, M., Stewart, A., &amp; Ridder, J. (2012). <i>International   standards for anthropometric assessment.</i> Wellington, New Zealand: International Society for the Advancement of Kinanthropometry (ISAK).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=362343&pid=S1646-107X201700010000500032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Mascarenhas, L., Stabelini, A., Bozza, R., Cezar, C., &amp; Campos, W.   (2006). Comportamento do consumo máximo de oxigênio e da composição corporal   durante o processo maturacional em adolescentes do sexo masculino participantes   de treinamento de futebol. <i>Revista Brasileira de Ciência e Movimento, 14</i>(2), 41-48.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=362345&pid=S1646-107X201700010000500033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Matta, M., Figueiredo, A., Garcia, E., Werneck, F., &amp; Seabra, A.   (2014). Morphological and maturational predictors of technical performance in   young soccer players. <i>Motriz: Revista de Educação Física, 20</i>(3)<i>,</i> 280-285.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=362347&pid=S1646-107X201700010000500034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Mayorga-Vega, D., Merino-Marban, R., &amp; Viciana, J. (2014).   Criterion-related validity of sit-and-reach tests for estimating hamstring and   lumbar extensibility: A meta-analysis. <i>Journal of Sports Science &amp; Medicine, 13</i>(1), 1-14.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=362349&pid=S1646-107X201700010000500035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Mendez-Villanueva, A., Buchheit, M., Kuitunen, S., Douglas, A., Peltola,   E., &amp; Bourdon, P. (2011). Age-related differences in acceleration, maximum   running speed, and repeated-sprint performance in young soccer players.&nbsp;<i>Journal of sports sciences,&nbsp;29</i>(5), 477-484.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=362351&pid=S1646-107X201700010000500036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Myiamura, S., Seto, S., &amp; Kobayashi, H. (1995). A time analysis of   men’s and women’s soccer. In: T. Reilly, J. Bangsbo, &amp; M. Hughes (Eds.),<i> Science and football </i>(3ªed., pp. 251-257). Cardiff: E. &amp; F. N. Spon.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=362353&pid=S1646-107X201700010000500037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Oliveira, J., Soares, J., Magalhães, J., Rebelo, A., Duarte, J., &amp;   Gonçalves, J. (1998). The endurance capacity of soccer players evaluated by the   yo-yo intermittent endurance test. In:<i> IV World Congress Notational Analysis of Sport.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=362355&pid=S1646-107X201700010000500038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </i>Porto: IV World Congress Notational Analysis of Sport. </p>     <!-- ref --><p>Pauole, K., Madole, K., Garhammer, J., Lacourse, M., &amp; Rozenek, R.   (2000). Reliability and validity of the T-test as a measure of agility, leg   power, and leg speed in college-aged men and women.&nbsp;<i>The Journal of Strength &amp; Conditioning Research,&nbsp;14</i>(4), 443-450.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=362357&pid=S1646-107X201700010000500039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Raven, P., Gettman, L., Pollock, M., &amp; Cooper, K. (1976). A   physiological evaluation of professional soccer players. <i>British Journal of Sports Medicine, 10</i>(4), 209-216.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=362359&pid=S1646-107X201700010000500040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Rebelo, A., &amp; Soares, J. (1992). A comparative study of time-motion   analysis during the two halves of a soccer game<i>. </i>In:<i> First World     Congress of Notational Analysis of Sport</i> (1ªed., pp. 68-70).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=362361&pid=S1646-107X201700010000500041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> Liverpool: First World Congress of Notational Analysis of Sport.</p>     <!-- ref --><p>Rebelo, A., Brito, J., Maia, J., Coelho-e-Silva, M., Figueiredo, A.,   Bangsbo, J., Malina, R., &amp; Seabra, A. (2013). Anthropometric   characteristics, physical fitness and technical performance of under-19 soccer   players by competitive level and field position.&nbsp;<i>International Journal of Sports Medicine,&nbsp;34</i>(04), 312-317.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=362363&pid=S1646-107X201700010000500042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Ruiz, F., Irazusta, A., Gil, S., Irazusta, J., Casis, L., &amp; Gil, J.   (2005). Nutritional intake in soccer players of different ages.&nbsp;<i>Journal of Sports Sciences,&nbsp;23</i>(3), 235-242.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=362365&pid=S1646-107X201700010000500043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Shephard, R. (1990). Meeting carbohydrate and fluid needs in soccer. <i>Canadian Journal of Sports Science, 15</i>(3), 165-171.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=362367&pid=S1646-107X201700010000500044&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Silva, S., Kaiss, L., Campos, V., &amp; Ladewig, I. (1999). Decrease   aerobic power and anaerobic threshold variables with age in Brazilian soccer   players. In:<i> IV World Congress of Science and Football</i> (1ª ed., pp. 56-57).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=362369&pid=S1646-107X201700010000500045&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> Sydney: IV World Congress of Science and Football.</p>     <!-- ref --><p>Sinovas, M., Pérez-López, A., Valverde, I., Cerezal, A., Ramos-Campo,   D., Rubio-Arias, J., &amp; Cerrato, D. (2015). Influence of body composition on   vertical jump performance according with the age and the playing position in football players.&nbsp;<i>Nutrición Hospitalaria,&nbsp;32</i>(1), 299-307.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=362371&pid=S1646-107X201700010000500046&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Smodlaka, V. (1978). Cardiovascular aspects of soccer. <i>Physiology and Sports Medicine, 18</i>(1), 66-70.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=362373&pid=S1646-107X201700010000500047&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Vaeyens, R., Malina, R., Janssens, M., Renterghem, B., Bourgois, J.,   Vrijens, J., &amp; Philippaerts, R. (2006). 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Relationship between anthropometric and physiological characteristics in youth   soccer players. <i>Journal of Strength &amp; Conditioning Research, 23</i>(4), 1204-1210.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=362381&pid=S1646-107X201700010000500051&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Agradecimentos:</b>    <br>   Nada a declarar<b>    <br>   Conflito de Interesses:</b>    <br>   Nada a declarar.<b>    <br>   Financiamento:    <br>   </b>Este trabalho &eacute; financiado por fundos   nacionais atrav&eacute;s da FCT &ndash; Funda&ccedil;&atilde;o para a Ci&ecirc;ncia e a Tecnologia, I.P., no &acirc;mbito do projeto&nbsp; UID/Multi/04044/2013</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Artigo   recebido a 27.12.2015; Aceite a 18.11.2016</p>      <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="end"></a><a href="#topo">*</a> <i>Autor correspondente</i>: Centro para o Desenvolvimento R&aacute;pido e Sustentado do Produto, Instituto Polit&eacute;cnico de Leiria, Rua de Portugal, 2430-028, Marinha Grande, Portugal. <i>E-mail</i>: <a href="mailto:pedro.morouco@ipleiria.pt">pedro.morouco@ipleiria.pt</a></font>      ]]></body><back>
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