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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[O corpo na Performance Musical: Perceções, Saberes e Convicções]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The present study is part of a process of reflection on the relation, relevance and intervention of the body in the musical performance. Considering that the entire performative process demands a unified participation of the instrument, mind and body, it is necessary to deepen the reflection about the perceptions, knowledge and convictions of the faculty, student and professional in the field of music. Given the complementarity between body and performative dimension, it is fundamental to consider the quality that this relationship assumes in the learning processes. Given the objectives of the study, we opted for a methodological conception that allows the articulation of qualitative and quantitative approaches, fundamental to understand, describe and interpret the different representations / perceptions of the participants. In this way, the questionnaire survey (Questionnaire I and II) was directed to the faculty and students of the area of music of the Federal University of Rio de Janeiro and researchers of the Brazilian Association of Musical Performance. The obtained results show that the differentiated coordination and the body movements assume an essential condition for the musician and his performance.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[  <font face="Verdana" size="2">      <p align=right><b>ARTIGO ORIGINAL</b></p>      <p>&nbsp;</p> </font>     <p><font size="4" face="Verdana"><b>O corpo na Performance Musical: Perceções, Saberes e Convicções</b></font></p> <font face="Verdana" size="2">     <p>&nbsp;</p> </font>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>The Body in   Musical Performance: Perceptions, knowledge and beliefs</b></font></p> <font face="Verdana" size="2">     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Levi Leonido <sup>1,2,3,</sup><a href="#end"><sup>*</sup></a><a name="topo"></a>; Beatriz Licursi<sup>4</sup>; Mário Cardoso<sup>5</sup>; Elsa Morgado<sup>1,3,6</sup></b></p>     <p><sup>1</sup><i> Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, Vila Real, Portugal </i>    ]]></body>
<body><![CDATA[<br> <sup>2</sup><i> Centro de Investigação em   Ciência e Tecnologia das Artes, CITAR, Universidade Católica Portuguesa, Escola das Artes, Porto, Portugal    <br> </i><sup>3 </sup><i>Centro de Estudos em   Letras, CEL, Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, Vila Real, Portugal. Universidade de Évora, Évora, Portugal    <br> </i><sup>4</sup><i> Universidade Federal do Rio de Janeiro, UFRJ, Rio de Janeiro, Brasil    <br> </i><sup>5 </sup><i>Instituto Politécnico de Bragança, Bragança, Portugal    <br> </i><sup>6</sup><i> Centro de Estudos   Filosóficos e Humanísticos, CEFH, Universidade Católica Portuguesa, Braga, Portugal. </i></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> </font> <hr noshade size="1"> <font face="Verdana" size="2">     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>O estudo que se   apresenta inscreve-se no processo de reflexão sobre a relação, relevância e   intervenção do corpo na performance musical. Considerando que todo o processo   performativo exige e reclama uma participação unificada do instrumento, mente e   do corpo, revela-se a necessidade de aprofundar a reflexão acerca dos   percepções, saberes e convicções do corpo docente, discente e profissional da   área da música. Dada a acção de complementaridade existente entre a dimensão   corporal e performativa é fundamental considerar a qualidade que essa relação   assume nos processos de aprendizagem. Face aos objetivos do estudo, optámos,   assim, por uma concepção metodológica que possibilita uma articulação de   abordagens qualitativas e quantitativas, fundamentais para compreender,   descrever e interpretar as diferentes representações/percepções dos   participantes. Deste modo, foi utilizado como instrumento de recolha de dados a   inquirição por questionário (Questionário I e II), dirigido ao corpo docente e   discente da área da música da Universidade Federal do Rio de Janeiro e   investigadores da Associação Brasileira de Performance Musical. Os resultados   obtidos evidenciam que a coordenação diferenciada e os movimentos corporais assumem condição essencial para o músico e respetiva performance. </p>     <p><b>Palavras-chave:</b> Corpo, Coordenação Motora, Movimento Corporal, Performance Musical</p> </font> <hr noshade size="1"> <font face="Verdana" size="2">     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>The present study   is part of a process of reflection on the relation, relevance and intervention   of the body in the musical performance. Considering that the entire   performative process demands a unified participation of the instrument, mind   and body, it is necessary to deepen the reflection about the perceptions,   knowledge and convictions of the faculty, student and professional in the field   of music. Given the complementarity between body and performative dimension, it   is fundamental to consider the quality that this relationship assumes in the   learning processes. Given the objectives of the study, we opted for a   methodological conception that allows the articulation of qualitative and   quantitative approaches, fundamental to understand, describe and interpret the   different representations / perceptions of the participants. In this way, the   questionnaire survey (Questionnaire I and II) was directed to the faculty and   students of the area of music of the Federal University of Rio de Janeiro and   researchers of the Brazilian Association of Musical Performance. The obtained   results show that the differentiated coordination and the body movements assume an essential condition for the musician and his performance.</p>     <p><b>Keywords: </b>Body, Motor Coordination, Body Movement, Musical Performance</p> </font> <hr noshade size="1"> <font face="Verdana" size="2">     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> </font>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>INTRODUÇÃO</b></font></p> <font face="Verdana" size="2">     <p>A performance musical exige processos físicos e mentais do   instrumentista (Domeneci, 2013). Estas demandas são postas em prática, tanto a   curto como a longo prazo. Objetivando atingir o nível de <i>expert</i>, o   músico vê-se obrigado a manter um alto nível de foco mental e físico ao longo   dos anos. A execução de uma obra musical reclama a participação unificada do   corpo, instrumento e mente, ligando intimamente a perceção corporal à perceção   musical. Neste particular, Gardner (1994) refere a existência de uma   inteligência corporal que abrange o controlo dos movimentos e a capacidade de   manusear objetos (instrumento musical) com habilidade. Em propósitos funcionais   ou expressivos, a habilidade de utilização do corpo existe integrada à   habilidade de manipulação de objetos. Contudo, o corpo não é apenas essencial   para esta manipulação física do instrumento musical, mas também se mostra vital   na germinação de ideias expressivas (Davidson &amp; Correia, 2002). Como   recipiente do senso do <i>Eu</i> do indivíduo, onde carrega sentimentos,   aspirações e a entidade humana, este corpo especial, que se modifica   perpetuamente, influencia pensamentos, comportamentos e relações humanas   (Licursi, 2016). A aquisição desta consciência corporal, essencial à prática   instrumental necessita uma profunda reflexão e observação cuidada do corpo e   seus movimentos durante o ato performativo (Gainza, 1988). O corpo assume-se   como um agente que reage, movimenta e faz movimentar. Este entendimento do papel do corpo é essencial à expressão artística (Pinto, 2001). </p>     <p>Kuehn (2012) apresenta uma interessante visão sobre esta relação   corpo-performance. Para o autor a performance já existe na elaboração dos   elementos extramusicais da reprodução musical, da qual fazem parte a   gestualidade, a mímica e a destreza técnica, ou seja, o virtuosismo. Esta perspetiva   coloca todos estes elementos pertencentes à corporalidade, ou seja, ao ato de fazer musica. </p>     <p>Ao reconhecermos a relevância da integração corpo-mente-instrumento à   performance musical estaremos destacando que movimentos geram som através do   qual o virtuosismo e a técnica apurada se manifestarão artisticamente. A música   estimula sensorialmente o artista para uma resposta corporal e podemos então   observar que os gestos corporais são reconhecidamente uma importante base do fazer musical. </p>     <p>Diante dessa constatação está claro o quanto o corpo do artista   requisita intensamente a coordenação motora diferenciada, a expressão facial e   a respiração que estão intimamente conectados à imaginação criativa do   intérprete gerando toda essa partitura corporal e orgânica. Gestos físicos na   performance artística comunicam a expressão musical que afeta tanto o músico   quanto o público em geral pois são ativadas as inteligências interpessoais, intrapessoais e corporal-cinestésica.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Nos últimos anos, os gestos musicais e movimento do corpo em música têm   sido objeto de uma extensa pesquisa interdisciplinar. Contribuições de vários   campos, como musicologia, psicologia cognitiva, neurologia e ciência da   computação têm trazido novas ideias e perspetivas, dando origem a novos paradigmas   para a compreensão do gesto e da música. Em particular, os novos <i>insights</i>   de pesquisa na cognição da música inspiraram novos pontos de vista e exigiu um   repensar da relação entre o ser humano corpo e experiência musical. Dentro   desse quadro teórico, perceção musical é consubstanciado estreitamente com a   experiência corporal e multimodal (Peretz &amp; Zatorre, 2005). O gesto pode   ser potencialmente uma ponte entre o movimento e significado ignorando o limite   entre o mundo físico e experiências vivenciadas (Honing, Cate, Peretz, &amp;   Threhub, 2015). Em geral, na cognição incorporada pela música, poderíamos dizer   que gestos são um veículo para a construção de um significado musical. Este   significa não só que a perceção da música é incorporada, mas que isso é também   multimodal no sentido de que nós a percebemos usando vários sentidos através do som, mas também com a ajuda de imagens visuais e sensações de movimento.</p>     <p>Storolli (2011) em seus estudos sobre o corpo na prática musical,   valoriza o conceito de mente incorporada a filosofia, a educação e a   sociologia, através do qual pode-se reconhecer o corpo como um sistema contínuo   de construção do conhecimento, onde não há hierarquia nem ruturas entre mente,   espírito e corpo. Para a autora, a cognição encontra-se interligada aos   processos corporais, onde o movimento do corpo é concebido como um dos fatores   fundamentais para os processos mentais (Storolli, 2011). Complementando sua   reflexão, declara que a experiência através da música não se restringe à   audição, mas atinge e causa reações por todo o corpo. A performance musical   depende em grande parte da atuação do corpo. De acordo com Levitin (2010),   Jauset (2013) e Domenici (2013) a performance no ideal do <i>Werktreue </i>é   concebida como um ato que parte do abstrato em direção ao concreto. Assenta-se   na separação entre mente e corpo e encerra uma relação conflituosa entre o   corpo idealizado, concebido como um canal livre para a transmissão de um ideal   abstrato, e o corpo real, o qual precisa ser disciplinado de acordo com o ideal   dessa prática. Buscando a negação da corporeidade, esse processo implica na   ocultação da associação entre som e movimento. A corporeidade é vista como um   subproduto da ação performática, onde tudo o que extrapola o absolutamente   necessário à realização da obra deve ser evitado, ocultado ou desconsiderado,   fazendo com que o <i>performer</i> solape a sua própria presença física na   condição de mediador imperfeito. A negação da corporeidade na performance   desloca a autoridade para fora do corpo, buscando coibir a ameaça que este representa à autoridade do compositor/obra.</p>     <p>O presente estudo aborda questões sobre a integração corpo-mente   instrumento na arte musical investigando as ações, representações e   pensamentos, valorizado o depoimento dos variados intérpretes, professores e   alunos, que nos permitam distintas alumiações sobre o tema da pesquisa além de possivelmente trazer novas formas de percepção sobre o assunto. </p>     <p>Face a todos estes indicadores, temos como objetivo aprofundar a   reflexão acerca dos percepções, saberes e convicções do corpo docente, discente   e profissional da área da música sobre o papel do corpo (coordenação motora   diferenciada e os movimentos corporais) no processo de execução musical. Deste   modo, o presente estudo considerou as seguintes hipóteses: (1) uma coordenação   motora diferenciada é condição essencial para músicos; (2) os movimentos corporais são componentes importantes para a performance musical.</p>     <p>&nbsp;</p> </font>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>M&Eacute;TODO</b></font></p> <font face="Verdana" size="2">     <p><b>Amostra</b></p>     <p>Foi utilizada uma amostra de conveniência constituída por discentes da   Escola de Música da Universidade Federal do Rio de Janeiro (n=500), com idades   compreendidas entre ao 18 e 25 anos, pertencentes aos cursos de   graduação-bacharelato e licenciatura. Docentes (n=92) que ministram disciplinas   da área da Música da mesma instituição de Ensino Superior e artistas e   investigadores vinculados à Associação Brasileira de Performance Musical –   ABRAPEM (n=147). A amplitude e diversidade dos participantes, justifica-se pela   convicção da obtenção de dados úteis e pertinentes para a compreensão dos modos de entendimento das ações e formação. </p>     <p>O presente estudo foi aprovado pelo Conselho de Ética em Pesquisa da Universidade Federal do Rio de Janeiro – Brasil. </p>     <p><b>Instrumentos</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O tipo de instrumento utilizado na recolha de dados foi um inquérito por   questionário (Questionário I e II). No primeiro caso (Questionário I), este é   composto por trinta questões fechadas (afirmações), tendo sido selecionado o   modelo de escala de graduação de<i> Likert</i> (Freixo, 2011; Tuckman, 2000),   com campos de marcação organizados a partir de cinco opções graduadas. O   coeficiente de consistência interna foi calculado utilizando o valor do <i>Alpha     de Cronbach, </i>tendo-se obtido o valor de 0,742, o que revela uma boa   consistência interna (Tabachnick &amp; Fidell, 1996; Truckman, 2000). O   Questionário II (de opinião) é constituído por dez questões abertas. O   procedimento de análise teve por base o Discurso do Sujeito Coletivo (Lefèvre   &amp; Lefèvre, 2005). Ambos os questionários foram aplicados à totalidade dos participantes deste estudo. </p>     <p><b>Procedimento</b></p>     <p>Inicialmente foi contactado os responsáveis da Universidade Federal do   Rio de Janeiro (Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho) e a Associação   Brasileira de Performance Musical com o intuito de os informar e solicitar   autorização para a realização do estudo. Após informados de todos os objetivos   do estudo, foi obtido o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido e Documento   Comprobatório do Consentimento da Instituição Coparticipante, sendo garantido a   todos os participantes o princípio de confidencialidade. Os questionários (I e   II) foram aplicados de forma individual e validados pelo investigador responsável.</p>     <p><b>Análise estatística</b></p>     <p>Para o tratamento estatístico dos dados foi utilizado o<i> software</i>   SPSS (<i>Statistical Package for the Social Sciences</i>), especificamente a   versão 22.0. Para o cálculo da consistência interna recorremos ao <i>Alpha de Cronbach</i>. O nível de significância (<i>p</i>) foi de 5% <i>(p &lt; 0.05).</i></p>     <p>&nbsp;</p> </font>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>RESULTADOS</b></font></p> <font face="Verdana" size="2">     <p>A <a href="/img/revistas/mot/v13n1/13n1a09t1.jpg">Tabela 1</a> e <a href="/img/revistas/mot/v13n1/13n1a09t2.jpg">2</a> apresentam a análise descritiva referente às hipóteses 1   e 2 que norteiam este estudo. Pela sua leitura é visível uma concordância de   todos os participantes de que a coordenação diferenciada e os movimentos corporais assumem condição fundamental para o músico e respetiva performance.</p>     
<p>Na <a href="/img/revistas/mot/v13n1/13n1a09t2.jpg">Tabela 2</a> são apresentados os valores de p   referentes à análise intergrupo. Os resultados revelam que não existem   diferenças significativas intergrupo para a hipótese 2. Entretanto, existiram   algumas diferenças significativas entre os alunos e os docentes/profissionais na hipótese 1. </p>     
<p><b>Quanto à coordenação motora diferenciada</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O estudo de opinião (Questionário II) permitiu constatar que para a além   da importância que a coordenação motora pode assumir no ato performativo (DSC 1   e 2), levanta questões sobre a relação (músico – instrumento) e experiência musical corporificada (DSC 3). </p>     <p>Discurso Sujeito Coletivo (DSC) 1. Ideia central (IC): o desenvolvimento da coordenação motora é muito importante para a performance musical. </p>     <p>O desenvolvimento da coordenação motora é muito   importante para os músicos para a perceção das expressões musicais, corporais,   bem como das habilidades de tocar um instrumento. Requisita sim uma habilidade especial adquirida após muito treinamento.</p>     <p>Discurso Sujeito Coletivo (DSC) 2. Ideia central (IC): a coordenação   motora como fator de ajuda no processo de execução da música em sua forma definida e específica. </p>     <p>A música, porém, não se limita a partituras e   composições, há de se considerar canções e até mesmo improvisos - que são tanto   qualquer música quanto nenhuma. Diferentes recursos exigem diferentes níveis de coordenação.</p>     <p>Discurso Sujeito Coletivo (DSC) 3. Ideia central (IC): a experiência musical corporificada envolve a consideração do corpo e da mente. </p>     <p>No caso de nós pianistas, temos a vantagem de estar   sempre trabalhando esta questão em nossas obras musicais, que requerem (de   maneira geral) habilidades por vezes opostas das duas mãos, e pés. O mesmo   acontece com bateristas, percussionistas, organistas e outros instrumentos que   se lida com mais de uma voz, ou seja, talvez os instrumentos melódicos e cantores   devessem se ater a essa questão, observar se há alguma lacuna nesse lado do seu preparo técnico/artístico e buscar soluções compensatórias (se for o caso).</p>     <p><b>Quanto aos movimentos corporais</b></p>     <p>Em relação à importância dos movimentos corporais no ato performativo musical, os resultados exibem os seguintes indicadores:</p>     <p>Discurso Sujeito Coletivo (DSC) 4. Ideia central (IC): a performance musical é alicerçada por movimentos corporais integrados à Música. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O alicerce da performance musical não são somente movimentos   corporais integrados, é a capacidade de dominá-los e domá-los ao formato que se   deseja para cada tipo de situação ou movimento de uma música. Além de se levar em conta a técnica o conhecimento e a prática.</p>     <p>Discurso Sujeito Coletivo (DSC) 5. Ideia central (IC): os movimentos corporais e as representações mentais. </p>     <p>Tomemos como exemplo um músico multi-instrumentista:   ele pode tocar uma mesma peça em diferentes instrumentos. Cada instrumento   exigirá dele uma atividade corporal peculiar, específica. Por outro lado, o   referido artista pode realizar alguns movimentos corporais de forma universal   naquela peça, não importando o instrumento musical que ele esteja tocando. Mas   o importante é que todos os movimentos que o artista realiza decorrem da representação mental que ele criou para si mesmo da obra em questão</p>     <p>&nbsp;</p> </font>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>DISCUSSÃO</b></font></p> <font face="Verdana" size="2">     <p>Verifica-se entre os grupos uma certa oscilação quanto a ideia de que   não existe performance musical sem uma coordenação motora diferenciada. Ocorre   uma discrepância importante entre as perceções dos alunos e dos profissionais   (taxa mais elevada). Uma vez que um sistema motor refinado se afigura como   imprescindível para a performance musical, causa estranheza esta perceção dos   alunos em relação ao virtuosismo gestual (Kuehn 2012), posto que a performance   não se limita à audição, mas atinge e causa reação em todo corpo que através de   gestos e expressões faciais estabelece um processo comunicacional. A afirmação   de que uma coordenação motora apropriada à performance musical pode ser produto de outras atividades motoras. </p>     <p>Como observado a maioria dos respondentes apontaram o desenvolvimento da   coordenação motora como muito importante para a performance musical (ver DSC   1). Contudo existem escolas que pregam o trabalho da coordenação motora separada   do trabalho artístico. Outras escolas pregam a necessidade de nunca se separar   a questão motora do musical. Existem ainda outras que tentam conciliar estas   duas escolas antagônicas. Acreditamos que não pode haver um alto grau de   excelência musical sem uma coordenação muito bem trabalhada, da mesma forma que   apenas a questão motora trabalhada, sem um aporte mais abrangente em outras questões também apresentará resultados inferiores.</p>     <p>O DSC 2 revela que a coordenação motora ajuda no processo da execução da   música em sua forma definida e específica. A música como arte temporária   envolve um movimento no espaço e no tempo. Ela está ligada à forma como a   experiência é constituída. A dinâmica implícita em todo tipo de experiência   está ligada com a realidade como ela é apresentada para nós: não podemos   esquecer que somos corpos e nós interagimos com outros corpos em movimento. É   por isso que para um estudo da experiência do músico deve considerar seu corpo no contexto da prática da música que ele executa.</p>     <p>A caracterização do corpo de um músico está ligada ao conceito de   instrumento musical como prática musical que envolve um fluxo sonoro que ocorre   através do movimento. Desta forma, “fazer” música não escapa à ideia de corpo   porque a energia envolvida no movimento requer um organismo (Ramos, 2010). Seja   qual for o caso, a caracterização da música, a prática contempla em seguida, um   ou mais músicos e seus instrumentos. A relação entre o músico e seu instrumento   será o núcleo do estudo, como determina a sua experiência para o ambiente no   espaço e no tempo, como é evidenciado pelo DSC 3. A experiência musical   corporificada envolve a consideração do corpo e mente. Do mesmo modo, uma   pessoa, muitas vezes considera de uma forma integrada, um corpo e uma mente (PINTO, 2001).</p>     <p>Todos estes indicadores ratificam a hipótese 1 - uma coordenação motora diferenciada é condição essencial para músicos. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os movimentos e as expressões também geram processos comunicacionais   inter e intrapessoais, pois a inteligência corporal-cinestésica faz uso de todo   o corpo para expressar ideias e sentimentos (Armstrong, 2001). Neste   particular, a nossa amostra revelou ainda que os movimentos exagerados são   prejudiciais à performance musical. Esta concordância parece derivar do fato de   existir um entendimento tácito de que a música é um processo comunicacional e   que o sentido da mensagem pode ser comprometido se não houver precisão nos   toques, gerando a necessidade de movimentos corporais refinados (Cross, 2006), independentemente da intensidade e caracter da obra musical. </p>     <p>Movimentos corporais observados em toques expressivos são peculiares às   distintas representações musicais. Menuhin (1990) menciona que “a música tem a   particularidade de gerar emoções e representações mentais incompreensíveis em   linguagem verbal”. Nesta direção Damásio (2011) defende que na arte musical a   conduta mental para a interpretação da obra apresenta sempre algo novo   resultante da transformação da partitura musical em representações sonoras   inteiramente novas, algo nunca ouvido, pois cada performance traz em si a   recriação da obra de arte. Este ponto de vista é ratificado por pesquisas como   a de Madeira e Scarduelli (2014), segundo a qual a formação musical de   crianças, iniciadas em idade jovem, resulta em melhor desempenho cognitivo e,   possivelmente, o desenvolvimento de habilidades musicais excecionais, tais como   ouvido absoluto. Sloboda (1986) acompanha este raciocínio inferindo que a   compreensão e o domínio de exercícios específicos aliados à competência   cognitiva resultarão num melhor discernimento e organização do pensamento   musical quando da aquisição das habilidades musicais. Perante os atuais   resultados, parece ser lícito afirmar que a coordenação motora é necessária ao músico e desenvolve-se de modo mais eficiente no próprio processo de formação. </p>     <p>A DSC 4 revela que a performance musical é alicerçada por movimentos   corporais integrados à Música. Neste particular, Sloboda (1986), refere que a   performance pode ser entendida a partir de vários sentidos com um conceito mais   abrangente, considerando performance todo tipo de execução musical em qualquer   contexto. O importante é que a performance seja uma execução consciente do músico. </p>     <p>Corpo, mente e instrumento trabalham inseparavelmente para uma beleza   única e sublime, a beleza da arte. Na cultura musical não prescindimos da   poesia nem do gesto que demandam à mente e ao corpo requintes de expressão   corporal e sonora como a apresentação de mágicas invisíveis e refinadas que   tanto nos atingem e nos provocam reações sensíveis e belas. A   interdisciplinaridade se faz presente desde a gênese da obra artística, ainda   que de maneira inconsciente. Desta forma, a reconhecemos significativamente   indispensável à criação e suas representações através das quais se perpetuam no Universo (ver DSC 5). </p>     <p>&nbsp;</p> </font>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>CONCLUS&Otilde;ES</b></font></p> <font face="Verdana" size="2">     <p>O presente estudo revelou que durante o ato performativo o corpo precisa   estar ajustado para produzir o efeito musical desejado, isto é, precisa estar   coordenado para executar com precisão o movimento pretendido. Esta conceção de   que a integração corpo-mente-instrumento possibilita uma performance musical na   qual o consciente desenvolvimento da coordenação motora em interface com o   desenvolvimento musical é o respaldo essencial para a transmissão artística. Se   considerarmos que essa aprendizagem depende da integração de vários processos   cerebrais, então as expressões corporais associadas à aprendizagem e à   performance musical afetam favoravelmente as demandas da atenção e memória que   se dão em função do aprimoramento da coordenação e da capacidade de alternar as   diferentes tarefas que estão envolvidas no ato performativo desde o período de aprendizagem de um instrumento musical. </p>     <p>O desempenho corporal na representação musical é mais do que uma    <br>   implementação física. Fazer música coloca o corpo em um campo musical, e como o   corpo faz movimentos de música e orienta-se no campo musical é fundamental para uma apreciação completa dessa experiência.</p>     <p>&nbsp;</p> </font>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana"><b>REFERÊNCIAS</b></font></p> <font face="Verdana" size="2">     <!-- ref --><p>Armstrong, T. (2001). <i>Inteligências Múltiplas na sala de aula</i> (2ª ed.). Porto Alegre: Artes Médicas.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=363157&pid=S1646-107X201700010000900001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Cross, I. (2006). Música, mente e evolução.<i> Revista da Associação Brasileira de Cognição e Artes Musicais</i>, <i>1</i>(1), 22-29.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=363159&pid=S1646-107X201700010000900002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Damásio, A. (2011). <i>E o cérebro criou o Homem</i>. São Paulo: Cia das Letras.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=363161&pid=S1646-107X201700010000900003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Davidson, J. W., &amp; Correia, J. S. (2002). Body Movement. In G.   McPherson &amp; A. Gabrielson (Eds), <i>The science &amp; psychology of music performance </i>(pp. 237-252). New York, NY: Oxford University Press.</p>     <!-- ref --><p>Domenici, C. L. (2013). A performance musical e a crise da autoridade: corpo e gênero. <i>Revista interfaces</i>, <i>18</i>(1), 82.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=363164&pid=S1646-107X201700010000900005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Freixo, M. J. (2011). <i>Metodologia Científica: Fundamentos, Métodos e Técnicas</i> (3.ª ed.). Lisboa: Instituto Piaget&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=363166&pid=S1646-107X201700010000900006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Gainza, V. (1988). <i>Estudos de pedagogia musical</i> (3.ª ed.). São Paulo: Summus Editorial.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=363167&pid=S1646-107X201700010000900007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Gardner, H. (1994). <i>Estruturas da Mente. A teoria das Inteligências Múltiplas</i>. Porto Alegre: Artes Médicas.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=363169&pid=S1646-107X201700010000900008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Honing, H., Cate, C., Peretz, I., &amp; Threhub, S. E. (2015). Without   it no music: cognition, biology and evolution of musicality. <i>Philosophical Transaction of the Royal Society B</i>, 2-8. doi: 10.1098/rstb.2014.0088&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=363171&pid=S1646-107X201700010000900009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Jauset<b>,</b> J. (2013a). <i>Cerebro y musica, una pareja saludable. Las claves de la neurociencia musical</i>. Espanha: Círculo Rojo Editorial.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=363172&pid=S1646-107X201700010000900010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Kuehn, F. (2012). Interpretação – reprodução musical – teoria da performance. <i>Per Musi</i>, 26, 7-20. doi: 10.1590/S1517-75992012000200002&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=363174&pid=S1646-107X201700010000900011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Lefèvre, F., &amp; Lefèvre, A. M. C. (2005). <i>O discurso do sujeito   coletivo: um novo enfoque em pesquisa qualitativa (desdobramentos)</i> (2.ª ed.). Caxias do Sul, RS: Educs.&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Levitin, D.  (2010). <i>A música   no seu cérebro: A ciência de uma obsessão humana</i>. Civilização Brasileira: Rio de Janeiro.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=363176&pid=S1646-107X201700010000900013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Madeira, B., &amp; Scarduelli, F. (2014). O gesto corporal na performance musical. <i>Opus</i>, <i>20</i>(2), 11-38.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=363178&pid=S1646-107X201700010000900014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Menuhin, Y. (1990). <i>A música do homem</i>. São Paulo: Martins Fontes.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=363180&pid=S1646-107X201700010000900015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Peretz, I., &amp; Zatorre, R. (2005). Brain Organization for Music   Processing. <i>Annual Review of Psychology,</i> Canadá, 56, 89-114. doi: 10.1146/annurev.psych.56.091103.070225&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=363182&pid=S1646-107X201700010000900016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Pinto, T. (2001). Som e música. Questões de uma Antropologia Sonora. <i>Revista de Antropologia, 44</i>(1), 221-286. doi: 10.1590/S0034-77012001000100007&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=363183&pid=S1646-107X201700010000900017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Sloboda, J. (1986). <i>The musical mind: the cognitive psychology of musi</i>c. Oxford: University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=363184&pid=S1646-107X201700010000900018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Storolli, W. M. (2011). O corpo em ação: a experiência incorporada na prática musical. <i>Revista da ABEM</i>, <i>19</i>(25),131-140.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=363186&pid=S1646-107X201700010000900019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Tabachnick, B. G., &amp; Fidell, L. S. (1996). <i>Using multivariate statistics </i>(3rd ed.). New York: HarperCollins.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=363188&pid=S1646-107X201700010000900020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Tuckman, B. W. (2000). <i>Manual de investigação em educação: como   conceber e realizar o processo de investigação em educação. </i>Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=363190&pid=S1646-107X201700010000900021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Agradecimentos:</b>    <br>   Nada a declarar<b>    <br>   Conflito de Interesses:</b>    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   Nada a declarar.<b>    <br>   Financiamento:    <br> </b>Nada a declarar</p> </font>     <p><font size="2" face="Verdana">Artigo recebido a 20.12.2015; Aceite a 18.08.2016</font></p> <font face="Verdana" size="2">     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="end"></a><a href="#topo">*</a> <i>Autor correspondente</i>: Departamento de Letras, Artes e Comunica&ccedil;&atilde;o, Polo I da Escola de Ci&ecirc;ncias Humanas e Sociais da UTAD, Quinta de Prados 5001-801 Vila Real. <i>E-mail</i>: <a href="mailto:levileon@utad.pt">levileon@utad.pt</a></font>      ]]></body><back>
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