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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This study analyzed the pedagogical intentionality expressed in the teacher’s walk in physical education classes. The data collection was carried out during seven months of direct observation of teachers with different past teaching experience (5 years, more than 10 years and more than 20 years), different genders, different schools and different class situations. In a descriptive and qualitative research, the Laban Movement Analysis was used to describe the walk of teachers in its expressive qualities, comprising the combination of four factors (fluency, space, weight and time) as well as the Pedagogy of Corporeality to analyze the creation of educational movement. During the identification of the three conditions during class (conducting, organizing and enforcing), it was observed that only in the vigorous way of walking to enforce the students, a greater variability in the combination of factors was present. The older group of teachers demonstrated the incorporation of knowledge experience in an integrative pedagogical intentionality.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[  <font face="Verdana" size="2">       <p align="right"><b>ARTIGO ORIGINAL</b></p>      <p>&nbsp;</p> </font>     <p><font size="4" face="Verdana"><b>Avaliação da   fluência, espaço, peso e tempo no andar do professor em aulas de Educação   Física</b></font></p> <font face="Verdana" size="2">     <p>&nbsp;</p> </font>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Analysis of   fluency, space, weight and time in the walking of the Physical Education   teacher during classes</b></font></p> <font face="Verdana" size="2">     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Sandra   Barbosa da Costa<sup>1</sup>; Pierre Normando Gomes-da-Silva<sup>1</sup>; Danielle Menezes de Oliveira Gonçalves<sup>2,</sup></b><b><sup><a href="#end">*</a></sup></b><a name="top"></a></p>     <p><sup>1</sup> <i>Departamento de Educação Física, Universidade Federal da Paraíba, João Pessoa, Brasil    <br> </i><sup>2</sup> <i>Prefeitura Municipal de João Pessoa.</i> </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> </font> <hr noshade size="1"> <font face="Verdana" size="2">     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>Este estudo   analisou a intencionalidade pedagógica expressa no andar do professor nas aulas   de educação física escolar. A coleta realizou-se durante sete meses de   observação direta de professores com diferentes tempos de atuação profissional   (até 5 anos, mais de 10 anos e mais de 20 anos), diferentes gêneros, em seis   escolas públicas e em diferentes situações de aula. Numa pesquisa descritiva,   de natureza qualitativa, utilizou-se da Análise Laban de Movimento (LMA) para   descrever o andar dos professores em suas qualidades expressivas, constituídas   pela combinação dos quatro fatores (fluxo, espaço, peso e tempo), bem como a   Pedagogia da Corporeidade para analisar a situação de movimentação educativa   criada. Na identificação das três situações do andar na aula (conduzir,   organizar, disciplinar), observou-se que apenas no andar enérgico para   disciplinar a turma induziu maior variabilidade de combinações de fatores. O   grupo dos professores mais veteranos evidenciou a incorporação do saber de experiência numa intencionalidade pedagógica integrativa.</p>     <p><b>Palavras-chave:</b> corporeidade, educação física, ensino.</p> </font> <hr noshade size="1"> <font face="Verdana" size="2">     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>This study   analyzed the pedagogical intentionality expressed in the teacher’s walk in   physical education classes. The data collection was carried out during seven   months of direct observation of teachers with different past teaching   experience (5 years, more than 10 years and more than 20 years), different   genders, different schools and different class situations. In a descriptive and   qualitative research, the Laban Movement Analysis was used to describe the walk   of teachers in its expressive qualities, comprising the combination of four   factors (fluency, space, weight and time) as well as the Pedagogy of   Corporeality to analyze the creation of educational movement. During the   identification of the three conditions during class (conducting, organizing and   enforcing), it was observed that only in the vigorous way of walking to enforce   the students, a greater variability in the combination of factors was present.   The older group of teachers demonstrated the incorporation of knowledge experience in an integrative pedagogical intentionality.</p>     <p><b>Keywords:</b> corporeality, physical education, teaching, Laban Movement Analysis, walking</p> </font> <hr noshade size="1"> <font face="Verdana" size="2">     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> </font>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana"><b>INTRODUÇÃO</b></font></p> <font face="Verdana" size="2">     <p>Ontologicamente, o andar é o gesto mais humano, na   nossa espécie. Desde os tempos mais remotos, as posturas básicas do ser humano   como deitar, sentar, ficar em pé e correr permanecem iguais. Mas, o caminhar   mudou radicalmente, não só andamos menos que nossos ancestrais, mas quase   eliminamos a necessidade de caminhar. Hoje, ficamos mais sentados do que de pé   (Hillman, 1983). A linguagem da cultura suprime, antes de mais nada, as pernas, seja na fotografia ou no cinema, como denuncia o semiólogo Barthes (2009).</p>     <p>Mauss (2003) foi um dos primeiros a vislumbrar o andar   em sua complexidade cultural a exemplo da maneira de andar da mulher “maori” da   Nova Zelândia, que adotava um balanceio articulado dos quadris para ele   desgracioso, mas que é extremamente admirado pelos membros desta sociedade. As   mães adestram suas filhas no “oniori”, e este modo de andar era uma maneira   adquirida. Assim, este antropólogo enfatiza que há uma educação do andar, pois   para além do funcional, o andar de cada grupo expressa a maneira prestigiada da sua cultura. </p>     <p>Por isso, o ato de andar não pode ser compreendido   apenas como um movimento cíclico que consiste nas fases biomecânicas de apoio e   de balanço (Hamill &amp; Knutzen, 2008), ele é complexo porque está constituído   de elementos histórico-sociais, afetivos e educativos, que necessitam ser investigados no contexto da realidade escolar.</p>     <p>Portanto, compreende-se que o andar possui qualidades   expressivas que podem ser desveladas no movimento com um vasto conteúdo   emocional, como por exemplo, a disciplina e altivez do andar soldadesco   (Gomes-da-Silva, 2011). O movimento do andar pode denotar leveza,   agressividade, bem como fadiga física que também é expressa pela linguagem do andar cansado dos indivíduos.</p>     <p>Um grande número de estudos referentes aos padrões da   marcha são medidos em laboratórios por meio de eletromiografia (Spirduso,   2005), análise cinemática, plataforma de força (Hamill &amp; Knutzen, 2008;   Magee, 2005) e pêndulo invertido (Winter, 1995). Entretanto, estes estudos não   auxiliam na análise da intencionalidade pedagógica do andar do professor de   Educação Física em situação docente. Dentro desta perspectiva de análises das   situações de movimento na educação física como ambientes educativos, zonas de   aprendizagens, temos investigado pela teoria da Pedagogia da Corporeidade, o   comportamento comunicativo do professor dado nos espaços pedagógicos (Antério   &amp; Gomes-da-Silva, 2013; Costa, Gomes-da-Silva, &amp; Schulze, 2012; Gomes-da-Silva, 2011, 2012; Oliveira &amp; Gomes-da-Silva, 2013). </p>     <p>Uma das metodologias que tem nos auxiliado nas   pesquisas das situações de movimento é o Método de Análise do Movimento de   Laban (LMA) ou Labanálise. Pois segundo Laban (1978), o observador de uma   pessoa em movimento fica imediatamente consciente, não apenas dos percursos e   ritmos de movimento, mas também das atitudes que os percursos carregam em si.   Nesse sentido, estudo de Costa(2010) buscou compreender no contexto de atuação   profissional, três situações docentes que foram desveladas nas interações do contexto escolar, por meio da observação do andar em sala de aula:</p>     <p>1.          Modo   de andar para conduzir: se inicia com os primeiros passos do professor em   direção aos alunos, a fim de conduzi-los até a quadra para iniciar a aula de Educação Física. </p>     <p>2.         Modo   de andar para organizar: caracteriza-se pela distribuição dos materiais   didáticos no espaço da aula, seguido da explicação e acompanhamento das atividades a serem desenvolvidas pelos alunos durante a aula.</p>     <p>3.         Modo   de andar para disciplinar: ocorre sempre que há conduta indisciplinar por parte   dos alunos, seguida de uma reação do professor para retomar o bom funcionamento da aula.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>A análise do andar na aula de educação física</b></p>     <p>Considerando que as situações de ensino-aprendizagem   em sala de aula não são unilaterais, mas contextuais, envolvendo zonas de   corporeidade (Gomes-da-Silva, 2012), como analisar a intencionalidade   pedagógica de andar numa realidade dinâmica e complexa como a sala de aula? Nos   questionamos se, ao longo da trajetória profissional, o modo de andar do   professor em sala de aula sofre alterações. Raramente o conhecimento pode ser   obtido por pesquisas estritamente quantitativas, pois certos controles não   podem ser aplicados a seres humanos vivos em situações sociais, tais como os   processos educacionais (Souza-Júnior, Melo, &amp; Santiago, 2010). Avaliações   de parâmetros espaço-temporais e de força do andar comumentemente são   resultados de estudos quantitativos (ex. uso de sensores de movimento e outros   equipamentos similares), mas estes métodos não são usados quando a postura é estudada em condições reais do quotidiano.(Zijlstra &amp; Hof, 2003).</p>     <p>Assim, é essencial estabelecer uma relação entre o   nível metodológico da análise do movimento do andar no campo das comunicações –   não verbais – (Mesquita, 1997)e o da análise da intencionalidade pedagógica do   professor de Educação Física. Nesse sentido, A Labanálise (Laban, 1978)   oferece-nos procedimentos que capturam a linguagem expressiva do movimento do   ser humano e permitem uma análise qualitativa da intencionalidade pedagógica do andar do professor de Educação Física.</p>     <p>Para a Labanálise, tanto as posturas como os gestos,   se originam de impulsos internos(Laban, 1978). Estes, por sua vez, possuem   qualidades reconhecíveis, sendo constituídos por quatro fatores: fluência,   espaço, peso e tempo. O fator fluência refere-se à tensão muscular usada para   deixar fluir o movimento, fluência livre, ou para restringi-lo, fluência   controlada. O fator espaço refere-se à atenção do indivíduo com seu ambiente ao   mover-se. Ele pode ter sua atenção concentrada em um único ponto, foco direto,   ou ter sua atenção expandida em vários pontos, foco indireto ou multifocado. O   fator peso refere-se a mudanças na força para empurrar, marchar ou tocar em   outro corpo, podendo ser forte ou leve. Por fim, o fator tempo indica uma   variação na velocidade do movimento, que se torna gradualmente mais rápido ou mais lento. por três grupos de profissionais, </p>     <p>O estudo de Mesquita (1997) sobre os conceitos   teóricos da Labanálise e suas aplicações em sua pesquisa sobre a percepção e a   análise da psicodinâmica do movimento do andar indicou que profissionais da   área de educação física, psicologia e medicina mesmo sendo iniciantes na   aplicação da labanálise, e sem treinamento na observação e análise do   movimento, obtiveram resultados que demonstraram coerência e concordâncias entre as suas percepções e a de especialistas no assunto.</p>     <p>Nesse sentido, o presente estudo propõe analisar a   intencionalidade pedagógica do professor de educação física por meio das   qualidades expressivas do andar. As pesquisas sobre a linguagem do andar no   campo da Educação Física ainda são escassas. Desse modo, é pertinente o estudo   sobre as qualidades expressivas do andar do professor. Partirmos do pressuposto   de que o andar é um movimento dotado de expressividade, e, no caso da prática   docente em Educação Física, é signo da intencionalidade pedagógica do   professor. A realização de uma investigação dessa natureza se torna relevante   por abordar competências comportamentais em zonas de aprendizagens que se revelam   na trajetória profissional do professor de Educação Física. Justifica-se,   ainda, no sentido de apresentar indícios sobre linguagens corporais docentes que afetam o interesse científico em torno do contexto escolar.</p>     <p>&nbsp;</p> </font>     <p><font face="Verdana"><b>MÉTODO</b></font></p> <font face="Verdana" size="2">     <p>Este estudo caracterizou-se como descritivo com abordagem qualitativa. </p>     <p><b>Participantes</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A partir dos critérios de gênero, tempo de atuação e   polo de escolas, os sujeitos selecionados foram seis professores da educação   física escolar, de gêneros distintos (três homens e três mulheres) e de   diferentes escolas. Para nomear os grupos distinguindo-os por tempo de atuação   profissional, resolvemos designá-lo com os nomes dos ossos dos pés. O primeiro   grupo foi formado por dois professores que estavam iniciando a trajetória profissional   e atuando há, no máximo, cinco anos, aqui denominados de Navicular (grupo dos   iniciantes); o segundo grupo, formado por dois professores que estavam atuando   há mais de dez anos, denominados de Tálus (grupo dos intermediários); o   terceiro grupo, formado por dois professores que estavam atuando há mais de   vinte anos, denominados de Calcâneo (grupo dos veteranos).Na pesquisa   qualitativa, não há preocupação com a generalização dos resultados para além   dos sujeitos investigados. Não é, portanto, uma pesquisa amostral. O estudo   atendeu aos aspetos éticos da pesquisa científica tanto na assinatura do termo   de consentimento livre e esclarecido, quanto à aprovação pelo comitê de ética   do Centro de Ciências da Saúde da Universidade Federal da Paraíba / Brasil, sob o número 0037.</p>     <p><b>Procedimentos</b></p>     <p>Foram observadas sete aulas de cada professor,   totalizando quarenta e duas observações em seis escolas de Ensino Fundamental   de polos diferentes da rede pública de ensino da cidade de João Pessoa, Paraíba   / Brasil, num período de sete meses. Foi criado um protocolo observacional   (<a href="#t1">Tabela 1</a>), por Costa et al.(2010) com a finalidade de registro das qualidades   e fatores do andar de cada professor. Para interpretá-lo, utilizamos a LMA   (Laban, 1978) a fim de interpretar as diferentes atitudes que porventura surgissem durante as observações. </p>     <p><a name="t1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/mot/v13nspe/13nspea04t1.jpg" width="359" height="284"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Observamos o andar na atuação do professor,   especificamente seus passos e passadas durante a condução da aula. Para   interpretá-lo, utilizamos a Labanálise (Laban, 1978) e a teoria da Pedagogia da   Corporeidade a fim de descrever as dinâmicas desse movimento com ênfase em como cada um desses modos de andar foi expresso em três situações docentes.</p>     <p>&nbsp;</p> </font>     <p><font face="Verdana"><b>RESULTADOS</b></font></p> <font face="Verdana" size="2">     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os dados do estudo foram organizados nos grupos: <i>Navicular,   Tálus</i> e <i>Calcâneo</i>. Estruturamos a Labanálise do Andar a partir de   três situações do trabalho docente, identificadas durante o período de observação das aulas conforme Costa(2010)e Costa et al. (2012): </p>     <p>O perfil dos sujeitos e a ênfase percebida nas qualidades e fatores do andar foram organizados nas <a href="/img/revistas/mot/v13nspe/13nspea04t2.jpg">Tabelas 2</a>, <a href="/img/revistas/mot/v13nspe/13nspea04t3.jpg">3</a>, <a href="/img/revistas/mot/v13nspe/13nspea04t4.jpg">4</a> e <a href="/img/revistas/mot/v13nspe/13nspea04t5.jpg">5</a>. </p>     
<p>A idade dos professores variava entre 21 e 54 anos. O   tempo em que cada professor andou em sala de aula (<a href="/img/revistas/mot/v13nspe/13nspea04t2.jpg">Tabela 2</a>) sofreu influência   do tempo total destinado às aulas de educação física nas escolas públicas e conforme as atividades desenvolvidas por cada professor. </p>     
<p>Das escolas em que atuaram os sujeitos pesquisados,   nenhuma possuía quadra de esporte coberta. De modo geral, os espaços utilizados   eram amplos, porém não apresentavam condições adequadas à prática docente da   Educação Física Escolar. Desse modo, a constatação da precariedade dos espaços   para as aulas de educação física, neste estudo, corrobora com os estudos de   Freire (1996). Ao considerar que o professor tem o dever de realizar sua tarefa   docente, porém, para isso, precisa de condições favoráveis para que a aula   aconteça num território pedagógico. Às vezes, as condições são de tal maneira   adversas, que nem professor nem alunos têm condições de mover-se. Estudos de   Daolio (2007) demostraram tais condições precárias, a exemplo de cinco professores de educação física que dividiam uma quadra para aulas simultâneas. </p>     <p>A dinâmica dos fatores e das qualidades do andar de cada professor nas três situações docentes, são apresentadas na <a href="/img/revistas/mot/v13nspe/13nspea04t3.jpg">Tabela 3</a>.</p>     
<p>Esta <a href="/img/revistas/mot/v13nspe/13nspea04t3.jpg">Tabela 3</a> expõe a combinação dos   fatores e suas qualidades na marcha dos professores. Na situação docente de <i>condução     da turma</i>, o andar do professor evidenciou passadas de fluência livre, de   espaço direto e de peso ativo leve para os três grupos. Ou seja, as passadas na   maioria das vezes foram ritmadas, em linha reta e sem empreender muita força.   No entanto, no fator tempo houve diferenças no modo de andar entre os   professores. A qualidade lenta nas passadas referente a esse fator só não foi   expressa em <i>Calcâneo </i>masculino. Este realizou a condução da turma   andando rapidamente. Para a condução da turma, <i>Tálus </i>feminino, alternou seus passos entre lentos e rápidos.</p>     
<p>Na situação docente para <i>organizar a   aula</i>, dos quatro fatores evidenciou-se as qualidades de fluência, livre e   controlada, e de peso leve para os três grupos. Entretanto, houve diferenças   entre os grupos nos fatores de espaço e tempo. Quanto às qualidades do fator   espaço, estas foram expressas através do andar dos professores de modo direto,   focada em direção ao aluno. Mas também multifocado, passadas dirigidas a várias   partes da sala. A exceção ficou o grupo <i>Navicular </i>masculino que   apresentou apenas a qualidade multifocada. E, no fator tempo a qualidade mais   enfatizada nas passadas dos professores foi a rápida, sendo lenta apenas nos professores <i>Calcâneo</i> feminino e no <i>Tálus </i>masculino.</p>     <p>A situação docente para <i>disciplinar a   turma</i> compreendeu a situação mais instigante, porque foi nesta que se   apresentou maior variabilidade de combinações de fatores. Talvez porque para   disciplinar seja exigido um andar dotado de uma energia mais notável, mais   enfático. Conforme Laban [(1978) p. 120] “o elemento ´firme´ do esforço   consiste de uma resistência forte ao peso e de uma sensação de movimento,   pesada, ou sensação de peso”. De modo que, nessa situação pedagógica, a   fluência foi controlada, com passadas pausadas nos professores: <i>Tálus </i>feminino,   <i>Calcâneo</i> feminino,<i> Navicular </i>masculino e<i> Calcâneo </i>masculino.   Porém, com qualidade livre e controlada, apenas em dois professores: <i>Navicular </i>feminino e <i>Tálus </i>masculino.</p>     <p>Os dados do fator espaço evidenciaram as   qualidades direta e multifocada durante o andar dos professores: <i>Tálus </i>(feminino   e masculino) e <i>Calcâneo </i>masculino. No fator peso, todos os três   professores do gênero masculino e apenas o <i>Calcâneo</i> feminino ao   disciplinar seus alunos realizaram passadas leves. O fator tempo foi de passos   rápidos, acelerados e firmes, para os grupos <i>Navicular</i> e <i>Talus</i> e   se apresentou com passos lentos no grupo <i>Calcâneo</i>. O repertório   individual do andar para cada professor pode ser melhor visualizado nas <a href="/img/revistas/mot/v13nspe/13nspea04t4.jpg">Tabelas 4</a> e <a href="/img/revistas/mot/v13nspe/13nspea04t5.jpg">5</a>. </p>     
<p>Nas três situações docentes, percebeu-se que as   qualidades constitutivas dos fatores não se apresentaram uniformes durante o   andar (<a href="/img/revistas/mot/v13nspe/13nspea04t4.jpg">Tabela 4</a>). O grupo <i>Navicular</i> evidenciou apenas uma qualidade:   livre (<i>Navicular</i> feminino) ou leve (<i>Navicular </i>masculino). O grupo   <i>Calcâneo</i> feminino e masculino evidenciou duas qualidades: direta e leve.   Já o grupo <i>Tálus</i> variou entre duas (<i>Tálus</i> feminino) e três (<i>Tálus</i>   masculino) qualidades expressivas. Quanto aos fatores principais para os diferentes grupos estes podem ser observado na <a href="/img/revistas/mot/v13nspe/13nspea04t5.jpg">Tabela 5</a>.</p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>Em síntese, o grupo <i>Navicular</i> evidenciou apenas   um fator, o grupo <i>Tálus</i> dois e três fatores e o grupo <i>Calcâneo</i>   dois fatores. No entanto, em todos eles, os principais fatores expressos no andar foram: espaço e peso. </p>     <p>&nbsp;</p> </font>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>DISCUSSÃO</b></font></p> <font face="Verdana" size="2">     <p>O presente estudo analisou a intencionalidade   pedagógica expressa no andar do professor nas aulas de educação física escolar.   Assim, nossos resultados desvelaram quanto o modo de andar em aulas de educação   física vai sendo alterado com o passar dos anos de docência, devido à   experiência pessoal, profissional e pedagógica na condução educativa dos alunos.</p>     <p>Para interpretarmos pela labanálise (Fernandes, 2006;   Laban, 1978) e pela Pedagogia da Corporeidade(Gomes-da-Silva, 2011, 2012) estas   situações de movimento antes descritas, é preciso destacarmos inicialmente duas   questões. Primeiro, a identificação das nuances nas qualidades permite   determinar, além do repertório individual do movimento, as possíveis   combinações de fatores, que espelham as atitudes internas do indivíduo.   Segundo, cada indivíduo possui um modo de andar que não exige empenho especial   para ser realizado, porque constitui patrimônio pessoal inato, combinado com os   fatores do movimento aprendidos culturalmente. No entanto, não são todos os   fatores do movimento que são sempre significativos, mas sim o modo de se   combinarem, produzindo gradações particulares de ação (Thibaud, Bonnet, Leroux, &amp; Thomas, 2008).</p>     <p><b>Intenção pedagógica do andar do professor de Educação Física Escolar</b></p>     <p>Percebeu-se grande variabilidade nas qualidades do   andar, entre os grupos e também entre os gêneros, especialmente na situação de   disciplinar a turma (<a href="/img/revistas/mot/v13nspe/13nspea04t3.jpg">Tabela 3</a>). No que diz respeito ao fator peso este   evidenciou qualidade forte nas passadas do grupo feminino <i>Navicular</i> e <i>Talus</i>   e passos leves nos três grupos masculinos. Ao andar, as mulheres realizaram os   passos com peso forte na direção dos alunos para corrigi-los, enquanto os   homens pisaram com leveza, usaram pouca força. Porém, destaca-se a professora <i>Calcâneo</i>,   que apresentou passos leves ao disciplinar a turma. De acordo com Rangel   (2006), cada ação realiza-se de acordo com um esforço desencadeado por uma   intencionalidade, sendo assim, percebemos o quanto a ação de disciplinar exige   mais esforço, requer mais firmeza, mais desprendimento de energia. Evidencia-se   que essa ação disciplinar foi mais facilitada para os professores do que para   as professoras, com exceção, daquela com mais tempo de atuação, portanto com um saber de experiência mais consolidado. </p>     
<p>Todo o grupo <i>Calcâneo</i>, portanto os professores   veteranos, não demonstraram alterações quanto à velocidade da marcha, ou seja,   o fator tempo ficou latente. Suspeitamos que a relação professor-aluno nessa   etapa da carreira profissional vivencia um estágio diferente dos demais grupos.   A experiência destes professores com mais de 20 anos de cultura escolar,   conhecimento da educação física e trato pedagógico com os alunos, aparece também em seu modo de andar menos ansioso para disciplinar a turma.   </p>     <p>A qualidade direta no fator espaço e a leve no fator   peso foram evidenciadas no andar do grupo <i>Calcâneo,</i> tanto no feminino   como no masculino, e também em <i>Tálus</i>masculino (<a href="/img/revistas/mot/v13nspe/13nspea04t4.jpg">Tabela 4</a>). Esse andar   cortando o espaço, empreendendo menos força e dirigindo-se a um determinado   ponto, corrobora com a pesquisa de Thibaudet al.(2008), ao referir-se a   experiência de melhor aproveitamento do tempo e espaço. Pela combinação destes   fatores labanianos e pela Pedagogia da Corporeidade (Gomes-da-Silva, 2011,   2012), compreende-se essa atitude do andar como evidência da melhor   interação-implicação-integração no espaço-tempo pedagógico. Experiência como   mediação entre o conhecimento acumulado e a existência cotidiana, entre as intenções pedagógicas e a dinâmica cotidiana da sala de aula. </p>     
<p>De modo que quem se relaciona melhor com o entorno   pedagógico é aquele que experiencia a si mesmo. Sabem o melhor modo de   disciplinar, não entrando na ansiedade do conflito, mantendo a calma, e faz   isso andando, sem perder a firmeza das passadas diretas. Estes professores, em   sua experiência docente, começam a se conhecerem, e por isso, não se veem   obstaculizar pela circunstância, mas tornam-se sujeitos que alcançam o que se propõem, ou seja, levam adiante sua intencionalidade pedagógica.  </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Esse andar com passadas livres, ritmadas, em linha   reta em direção aos alunos, mas de peso leve, revelam um modo de interagir num   ambiente pedagógico conflituoso. Essa ênfase nas qualidades do espaço e peso,   não foi encontrada no grupo <i>Navicular</i> (<a href="/img/revistas/mot/v13nspe/13nspea04t5.jpg">Tabela 5</a>). Ou seja, os   professores iniciantes mantiveram um andar multifocado, indireto e pesado, confirmando assim as observações das dificuldades de controle da turma. </p>     
<p>Houve concordância dos fatores espaço e peso nos   profissionais com atuação há mais de vinte anos, ou seja, o indivíduo que   aprendeu a relacionar-se com o espaço conforme Laban(1978) tem atenção aquele   que tem o domínio de sua relação com o fator peso, tem intenção confirmada. O   modo de andar dos professores, na combinação dos fatores espaço e tempo,   evidenciou sua atenção docente e sua intencionalidade pedagógica. Este achado de   pesquisa revela a importância do saber de experiência para o trabalho docente.   Tardif(2002) defendem o saber de experiência como um conjunto de saberes   resultantes do trabalho cotidiano, que surgem e são validados pela própria   experiência. Evidenciamos nesta pesquisa que para além das competências   docentes, esse saber da prática e sobre a prática foi encarnado, faz parte da   própria corporeidade dos professores, independente do gênero. Saber conduzir-se   na aula, com olhar focado, passos ritmados e leves, constitui-se de um saber   integrar-se ao tempo-espaço pedagógico de tal modo que este seja assimilado   pelo próprio corpo. Dizer da corporeidade desta intensão pedagógica significa   dizer do modo de habitar a situação de movimentação, criada nas muitas circunstâncias de aula (conduzir, organizar, disciplinar). </p>     <p>&nbsp;</p> </font>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>CONCLUS&Otilde;ES</b></font></p> <font face="Verdana" size="2">     <p>Analisamos qualitativamente a marcha dos diferentes   professores, com tempos de profissão distintos, em escolas diversas e em   situações docentes variadas para concluir o quanto todas as ações do professor   em sala de aula, como por exemplo o andar, se constituem em atos educativos. O   modo de andar do professor na aula, seja o apressado do grupo <i>Navicular</i>   ou tranquilo do grupo <i>Calcâneo</i>, anuncia o saber de experiência na intenção pedagógica.</p>     <p>Também o estudo tornou notório o quanto o modo de   andar vai sendo alterado com o passar dos anos de docência, devido à   experiência pessoal, profissional e pedagógica na condução educativa dos   alunos. Esse reconhecimento da corporeidade na ação educativa apresenta a   originalidade dessa pesquisa, deixando antever que para além das técnicas de   ensino ou competências pedagógicas a própria movimentação do professor já   direciona a educação. Que as próprias passadas são pedagógicas, porque são   intencionadas para educar. Ou seja, a intencionalidade das passadas é   constituída de sucessivas decisões, permeadas por interações e conflitos mil,   em meio a imprevisibilidade das situações, principalmente as de conflito. E   mais, o andar do professor para conduzir, organizar e disciplinar realiza-se a   partir dos ajustes dos esquemas de ação (conduta motora) disponíveis, que lança   mão para melhor interagir com o grupo, ver-se implicado com os alunos e integrado à situação.  </p>     <p>Por fim, apontamos que para além das limitações do   estudo (tamanho do grupo, determinada classe social), este desvela um horizonte   de pesquisas sobre a movimentação educativa do professor, que está apenas   descortinando. Esta pesquisa, ao delimitar que a movimentação dos professores,   analisada pela combinação dos fatores de movimento do andar e pela pedagogia da   corporeidade, inaugura uma categoria do saber de experiência, intenção   pedagógica do andar, a ser conscientizada pelo professor. Este é o principal   desdobramento da pesquisa, o diagnóstico do quanto a intencionalidade   pedagógica evidencia-se na corporeidade do professor, é apenas o primeiro   passo. É necessário transformar esse saber corporal da experiência, que ainda é   um conjunto de saberes tácitos e pouco articulados, para transformar-se no   “conhecimento prático”, no dizer de Pérez-Goméz (1995). É necessário que essa   experiência motora de ensinar, até então escondida, não só venha a tornar-se   conhecida, como também entre num processo reflexivo, num nível de elaboração e   articulação, que entendemos ser necessário para uma intencionalidade pedagógica integrativa.</p>     <p>&nbsp;</p> </font>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>REFERÊNCIAS</b></font></p> <font face="Verdana" size="2">     <!-- ref --><p>Antério, D.,   &amp; Gomes-da-Silva, P. N. (2013). Corpo comunicativo: analisando a   comunicação corporal por meio da exploração espacial do educador. <i>Motrivivência, </i>(41), 206-222. doi:<a href="http://dx.doi.org/10.5007/2175-8042.2013v25n41p206" target="_blank">http://dx.doi.org/10.5007/2175-8042.2013v25n41p206</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=364067&pid=S1646-107X201700020000400001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Barthes, R. (2009). <i>Mitologias</i> (4ª ed.). Rio de Janeiro: Difel.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=364068&pid=S1646-107X201700020000400002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Costa, S. B.   (2010). <i>O andar como expressão da atitude pedagógica do professor de     educação física </i>(dissertação de mestrado)<i>.</i> Universidade de Pernambuco, Recife.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=364070&pid=S1646-107X201700020000400003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Costa, S. B.,   Gomes-da-Silva, P. N., &amp; Schulze, G. B. (2012). O tempo pedagógico do   professor de educação física escolar. In M. T. Cattuzzo &amp; I. O. Caminha   (Eds.), <i>Fazer e pensar ciência em educação física.</i> (pp. 219-238). João Pessoa: Editora Universitária UFPB.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=364072&pid=S1646-107X201700020000400004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Daolio, J. (2007). <i>Da cultura do corpo</i> (12ª ed.). São Paulo: Papirus.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=364074&pid=S1646-107X201700020000400005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Fernandes, C.   (2006). <i>O corpo em movimento: o sistema Laban / Bartenieff formação e pesquisa em artes cênicas</i> (2ª ed.). São Paulo: Annalume.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=364076&pid=S1646-107X201700020000400006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Freire, P.   (1996). <i>Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa</i> (34ª ed.). São Paulo: Paz e Terra.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=364078&pid=S1646-107X201700020000400007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Gomes-da-Silva,   P. N. (2011). <i>O jogo da cultura e a cultura do jogo: por uma semiótica da corporeidade</i>. João Pessoa: Editora Universitária UFPB.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=364080&pid=S1646-107X201700020000400008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Gomes-da-Silva,   P. N. (2012). A corporeidade do movimento. In J. F. Hermida (Ed.), <i>Corporeidade e educação</i> (pp. 139-174). João Pessoa: Editora Universitária.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=364082&pid=S1646-107X201700020000400009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Hamill, J., &amp;   Knutzen, K. M. (2008). <i>Bases biomecânicas do movimento humano</i> (2ª ed.). São Paulo: Manole.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=364084&pid=S1646-107X201700020000400010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Hillman, J. (1983). <i>Cidade &amp; alma</i>. São Paulo: Studio Nobel.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=364086&pid=S1646-107X201700020000400011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Laban, R. (1978). <i>Domínio do movimento</i> (5ª ed.). São Paulo: Summuns.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=364088&pid=S1646-107X201700020000400012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Magee, D. J. (2005). <i>Avaliação musculoesquelética </i>(4ª ed.). Barueri (SP): Manole.</p>     <!-- ref --><p>Mauss, M. (2003). <i>Sociologia e Antropologia</i>. São Paulo: Cosac Naifay.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=364091&pid=S1646-107X201700020000400014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Mesquita, R. M.   (1997). <i>Comunicação não-verbal: atuação profissional e percepção da     psicodinâmica do movimento expressivo </i>(Tese de Doutorado)<i>.</i> Universidade de São Paulo, São Paulo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=364093&pid=S1646-107X201700020000400015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->   </p>     <!-- ref --><p>Oliveira, D. M.,   &amp; Gomes-da-Silva, P. N. (2013). O brincar do bebê: notas winnicottianas   para uma prática pedagógica. In J. F. Hermida (Ed.), <i>Educação infantil: temas em debate</i> (pp. 75-99). João Pessoa: Editora Universitária.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=364095&pid=S1646-107X201700020000400016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Pérez-Goméz, P.   O. (1995). O pensamento prático do professor - a formação do professor como   profissional reflexivo. In A. Nóvoa (Ed.), <i>Os professores e sua formação</i>. Lisboa: Dom Quixote.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=364097&pid=S1646-107X201700020000400017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Rangel, L.   (2006). Fundamentos para análise do movimento expressivo. In M. Mommensohn   &amp; P. Petrela (Eds.), <i>Reflexões sobre Laban, o mestre do movimento.</i> (pp. 121-130). São Paulo: Summus.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=364099&pid=S1646-107X201700020000400018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Souza-Júnior, M.   B. M., Melo, M. S. T., &amp; Santiago, M. E. (2010). A análise de conteúdo como   forma de tratamento dos dados numa pesquisa qualitativa em educação física escolar. <i>Movimento, 16</i>(3), 29-47.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=364101&pid=S1646-107X201700020000400019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <p>Spirduso, W. W. (2005). <i>Dimensões físicas do envelhecimento</i>. Barueri (SP): Manole.</p>     <!-- ref --><p>Tardif, M.   (2002). <i>Saberes docentes e formação profissional</i> (2ª ed.). Petropolis: Vozes.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=364104&pid=S1646-107X201700020000400021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Thibaud, J. J.,   Bonnet, A., Leroux, M., &amp; Thomas, R. (2008). <i>Les compositions de la marche en ville</i>. Université de Lyon: ENS-LSH.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=364106&pid=S1646-107X201700020000400022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Winter, D. A.   (1995). Human balance and posture control during standing and walking. <i>Gait and Posture, 3</i>(4), 193-214.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=364108&pid=S1646-107X201700020000400023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Zijlstra, W.,   &amp; Hof, A. L. (2003). Assessment of spatio-temporal gait parameters from trunk accelerations during human walking. <i>Gait and Posture, 18</i>(2), 1-10.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=364110&pid=S1646-107X201700020000400024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Agradecimentos:    <br> </b>Nada a declarar    <br> <b>Conflito de Interesses:    <br> </b>Nada a declarar.    <br> <b>Financiamento:    ]]></body>
<body><![CDATA[<br> </b>Nada a declarar</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <a href="#top">*</a><i><a name="end"></a></i> <i>Autor correspondente</i>: Escola   Municipal Prof. Dumerval Trigueiro Mendes, João Pessoa, Brasil <i>Email:</i>   <a href="mailto:dmo.danimenezes@gmail.com">dmo.danimenezes@gmail.com</a></font>      ]]></body><back>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Corpo comunicativo: analisando a comunicação corporal por meio da exploração espacial do educador]]></article-title>
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