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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A constituição dos saberes escolares da saúde no contexto da prática pedagógica em Educação Física escolar]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[In this study, we aimed to analyze how scientific production characterizes school related to health knowledge, mostly based in pedagogical practice studies of Brazilian Physical Education periodicals. Methodologically, this study is characterized as a systematic review of a qualitative approach. In the process of data analysis, we used Categorical Content Analysis by themes, choosing the categories selection, organization and systematization as reference, both for the analytical and the review data. The analysis of the studies evidenced measures of health centered on preventive approaches, as well as to an expanded health dimension, referenced as collective health, presenting great emphasis to the knowledge of physical activity. In the organization, it was possible to perceive health as the main object, cross-theme and underlying content, in a frame of predominance, or alternation between one or another interpretation about the type of knowledge to be discussed in each segment of education. In systematization, different forms of methodological procedures became evident. However, only among the studies that explicitly demonstrated how the systematization process took place, it was clear the approach to theoretical frameworks of the developed action.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[  <font face="Verdana" size="2">       <p align="right"><b>ARTIGO DE REVISÃO</b></p>      <p>&nbsp;</p> </font>     <p><font size="4" face="Verdana"><b>A constituição   dos saberes escolares da saúde no contexto da prática pedagógica em Educação   Física escolar</b></font></p> <font face="Verdana" size="2">     <p>&nbsp;</p> </font>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>The   constitution of school health knowledge in the context of pedagogical practice   in School Physical Education</b></font></p> <font face="Verdana" size="2">     <p>&nbsp;</p>     <p><b>João Paulo Oliveira<sup>1,2</sup>; Kadja Michele Ramos Tenório<sup>2,3</sup>; Andréa Carla de Paiva<sup>2,4</sup>; Sérgio Luiz Cahu Rodrigues<sup>2,4</sup>; Rodrigo Falcão Cabral de Oliveira<sup>2</sup>; Marcilio Souza Júnior<sup>2,</sup></b><b><sup><a href="#end">*</a></sup></b><a name="top"></a></p>     <p><b> </b><i><sup>1</sup></i> <i>Instituto Federal de   Educação, Ciência e Tecnologia de Pernambuco, IFPE, Garanhuns, Brasil.    <br>   <sup>2 </sup>Universidade de Pernambuco. Escola   Superior de Educação Física, ESEF, Recife, Brasil.    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   <sup>3 </sup>Secretaria de Educação de   Pernambuco, SEDUC-PE, Recife, Brasil.    <br>   <sup>4 </sup>Universidade Federal Rural de Pernambuco. Recife, Brasil</i></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> </font> <hr noshade size="1"> <font face="Verdana" size="2">     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>Neste estudo,   objetivamos analisar como se caracteriza a produção científica acerca da   constituição dos saberes escolares relacionados à saúde, tomando por campo   investigativo, estudos vinculados ao contexto da prática pedagógica, em   periódicos brasileiros da Educação Física. Metodologicamente este estudo   caracteriza-se como uma revisão sistemática de abordagem qualitativa. No   processo de análise dos dados, recorremos à Análise de Conteúdo categorial por   temáticas, elegendo as categorias seleção, organização e sistematização como   referenciais, tanto para os dados analíticos quanto para os da revisão. A   análise dos estudos evidenciou na seleção, aproximações a abordagens da saúde   centradas em abordagens preventivas, assim como à uma dimensão ampliada de   saúde, referenciada na saúde coletiva, apresentando grande destaque para a os   saberes da atividade física. Na organização, pôde-se perceber a apresentação da   saúde enquanto objeto principal, tema transversal e conteúdo subjacente, em   quadros ora de predominância, ora de alternância entre uma ou outra   interpretação acerca da tipologia do saber a ser tratado em cada segmento de   ensino. Na sistematização, ficaram evidentes diferentes formas de procedimentos   metodológicos. No entanto, apenas entre os estudos que evidenciaram   explicitamente como se deu o processo de sistematização, ficou clara a aproximação a referenciais teóricos para a linha de ação desenvolvida.</p>     <p><b>Palavras-chave:</b> Educação Física – Saúde - Escola</p> </font> <hr noshade size="1"> <font face="Verdana" size="2">     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>In this study, we   aimed to analyze how scientific production characterizes school related to   health knowledge, mostly based in pedagogical practice studies of Brazilian   Physical Education periodicals. Methodologically, this study is characterized   as a systematic review of a qualitative approach. In the process of data   analysis, we used Categorical Content Analysis by themes, choosing the   categories selection, organization and systematization as reference, both for   the analytical and the review data. The analysis of the studies evidenced   measures of health centered on preventive approaches, as well as to an expanded   health dimension, referenced as collective health, presenting great emphasis to   the knowledge of physical activity. In the organization, it was possible to   perceive health as the main object, cross-theme and underlying content, in a   frame of predominance, or alternation between one or another interpretation   about the type of knowledge to be discussed in each segment of education. In   systematization, different forms of methodological procedures became evident.   However, only among the studies that explicitly demonstrated how the   systematization process took place, it was clear the approach to theoretical frameworks of the developed action.</p>     <p><b>Keywords:</b> Physical Education, Health, School</p> </font> <hr noshade size="1">     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2"> </font></p>      <p><font size="3" face="Verdana"><b>INTRODUÇÃO</b></font></p> <font face="Verdana" size="2">     <p>Em sua dinâmica como objeto de reflexão, os modelos   explicativos acerca da saúde expressam-se concatenados entre contextos sociais   de ordem econômica, política, filosófica e cultural em diferentes momentos da   humanidade, situando-se do ponto de vista histórico, mas não necessariamente   obedecendo ao critério estanque do determinismo cronológico (Barros, 2002; Restrepo, 2001; Scliar, 2007)</p>     <p>Em estudos da historiografia da saúde (Barros, 2002;   Scliar, 2007) pode-se perceber que a percepção da humanidade acerca do processo   saúde-doença, enquanto fenômeno, aponta indícios de que os saberes que lhe   dizem respeito não são apenas acumulados e sistematizados historicamente. Seu   uso perpassa pela reapropriação, quando não do uso integral, de determinados   métodos e formas de lidar com o aspecto do cuidado individual e coletivo. Um   exemplo disso é a concepção mágico-religiosa, originada no período pré-histórico   e persistente até os dias atuais entre as comunidades indígenas mais afastadas   nas quais a figura do pajé ou xamã é a autoridade no estabelecimento da relação   entre os planos terrestre e astral na busca pela saúde e/ou reestabelecimento diante das enfermidades, tanto individuais quanto coletivas. </p>     <p>Ao analisar o que caracteriza a especificidade da   Educação Física como esfera do conhecimento articulada historicamente ao campo   da saúde, reconhecemos a pertinência da discussão acerca da constituição dos saberes escolares em seu contexto. </p>     <p>Tal conformidade se evidencia, à medida que a análise   de estudos sobre a história da Educação Física brasileira aponta que, em   diferentes momentos e contextos, a saúde, como objeto de conhecimento,   especificamente a partir dos referenciais oriundos dos campos médico, militar   (Almeida, Oliveira, &amp; Bracht, 2016; Soares, 2004) e esportivo (Castellani Filho, 2010) marcou, e ainda marca, a identidade da disciplina no Brasil.</p>     <p>Em meados do século XIX abordar a saúde nas aulas   Educação Física, tinha como um dos principais objetivos o cultivo de corpos   belos, fortes, ativos e higiênicos, pelo uso dos horários escolares para o   aprimoramento físico, através da Ginástica (Bezerra, 2011; Soares, 2004; Vago,   1999). No início dos anos 40 do século seguinte a ênfase se deu no ensino do   Esporte como via de aquisição de saúde através da aptidão atlética (Almeida,   Oliveira, &amp; Bracht, 2016). No cenário de redemocratização do país, ao final   dos anos 80 do século XX, observou-se uma série de críticas em busca da ruptura   com tais paradigmas, baseando-se na análise da função social da Educação Física   e da Escola como um todo. Instaurou-se um cenário de crise epistemológica   (Bracht, 2007) consolidada nos anos 90 desse século e que se ampliou nos anos   2000, a partir da disseminação de estudos voltados à busca por alternativas metodológicas para o ensino da Educação Física.</p>     <p>Neste contexto, merecem destaque algumas abordagens   que, embora convergissem na ruptura com o aspecto predominantemente   biologicista da disciplina, compreendiam explícita ou implicitamente sua   relação e objetivos para com o ensino sobre a saúde sob diferentes concepções:   como elemento relacionado à aptidão física (Guedes &amp; Guedes, 1994; Nahas   &amp; Corbin, 1992) ou como um conteúdo de caráter sociopolítico (Farinatti,   1994; Ferreira, 2001; Soares et al, 2014). A partir de então, alguns estudos,   tais como os de Darido, Rodrigues, e Sanches Neto (2007) e Martins, Pereira, e   Amaral (2007) buscaram analisar como tem se caracterizado a produção de conhecimento   no tocante à temática da saúde como conteúdo a ser tratado nas aulas de Educação Física.</p>     <p>Tais estudos revelaram a necessidade de reflexões mais   aprofundadas acerca dos rumos da produção acerca do tema, sobretudo, no que diz   respeito à superação do caráter epidemiológico/descritivo das pesquisas que discutem a saúde no contexto da Educação Física escolar.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Passados quase dez anos da produção de tais estudos,   vemos como interessante mapear a atualidade da discussão sobre o tema, no   sentido de compreender seus rumos e as possíveis mudanças geradas desde então.   Sendo assim, objetivamos analisar como tem se caracterizado a produção   científica acerca da constituição dos saberes escolares relacionados à saúde na   Educação Física escolar, tomando por campo investigativo, estudos vinculados ao contexto da prática pedagógica, em periódicos brasileiros da Educação Física.</p>     <p>&nbsp;</p> </font>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>MÉTODO</b></font></p> <font face="Verdana" size="2">     <p>Este estudo se caracterizou como uma revisão   sistemática. Ferramenta de pesquisa que, mediante uma problemática de   investigação, utiliza-se da reunião de dados da literatura, através da   aplicação de métodos explícitos e sistematizados de busca, os submete ao   minucioso processo de apreciação crítica de seu conteúdo, e posteriormente   disponibiliza uma síntese dos achados com indicação para realização de estudos   futuros acerca da temática selecionada (Bento, 2014; Cordeiro et al, 2007; Gomes &amp; Caminha, 2014).</p>     <p>A problemática que orientou nossa revisão pautou-se na   configuração das pesquisas realizadas acerca do tema, nos referenciais teóricos   norteadores, bem como no processo de constituição dos saberes escolares em   questão. As questões problemas que orientaram nossa revisão foram: qual a   configuração dos artigos realizados acerca da constituição dos saberes   escolares relacionados à saúde? Quais os referenciais teóricos norteadores? Como se dá o processo de constituição desses saberes escolares?</p>     <p>Utilizamos como base de dados, os periódicos da   Educação Física, a partir do sistema <i>WebQualis</i> da Coordenação de   Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), tomando como critérios de   inclusão: estar classificado nos estratos A1, A2, B1, B2, B3 e B4; ser   periódico brasileiro e disponível em Língua Portuguesa; e apresentar em seu   escopo, afinidade com temáticas inerentes aos debates pedagógicos da Educação Física. A partir destes critérios, identificamos um total de 23 periódicos.</p>     <p>No entanto, observou-se que da totalidade dos   periódicos escolhidos, 9 foram excluídos (<a href="/img/revistas/mot/v13nspe/13nspea11t1.jpg">Tabela 1</a>) pelos seguintes motivos:   endereços fora do ar, links que redirecionavam a outros endereços, periódicos   que não permitiam a busca a partir dos descritores indexados, e mesmo quando   permitiam, não apresentavam artigos que atendessem aos critérios de inclusão propostos neste estudo.</p>     
<p>Com isso, chegamos a um total de 14 periódicos passíveis de servir enquanto base de dados para o nosso estudo (<a href="/img/revistas/mot/v13nspe/13nspea11t2.jpg">Tabela 2</a>).</p>     
<p>Para a seleção dos artigos, a busca foi realizada de   maneira independente por 2 pesquisadores, entre os meses de fevereiro e março   de 2015, considerando-se como critérios de inclusão: disponibilidade dos textos   em versão digital, completa e gratuita em língua portuguesa; ter como eixo de   discussão a abordagem da saúde no contexto da Educação Física escolar. Foi   critério de exclusão: resumos de teses, ou dissertações e ter sido publicado entre 2008-2014.</p>     <p>No processo de busca pelos artigos, utilizamos as   seguintes combinações de descritores por meio do operador booleano AND:   Educação Física AND Saúde AND Escola; Saúde AND Escola; e Educação Física AND   Saúde. Utilizamos também o símbolo de truncamento (*), recurso de busca que   teve por função localizar artigos iniciados em Saúd*, no sentido de refinar   ainda mais o processo de busca pelos textos. Nesta busca inicial identificamos um total de 99 artigos.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Em seguida, procedemos com a leitura de seus títulos e   resumos, em caso de dúvidas recorremos à leitura completa do texto. Assim dos 99 artigos, um total de 8 atenderam a todos os nossos critérios (<a href="/img/revistas/mot/v13nspe/13nspea11t3.jpg">Tabela 3</a>).</p>     
<p>Dentre os critérios que motivaram a   exclusão dos outros artigos, merecem destaque: a) publicação fora do intervalo   de tempo estimado (30); b) ser revisão/ensaio/resenha/editorial (30); c)   configurar-se como estudo de natureza epidemiológica ou descritiva para além da   escola (23); d)Abordar pontos de vista de estudantes sobre a Saúde na Educação   Física (6); e) fuga ao tema em questão (1); f)resumo de tese ou dissertação (1).</p>     <p>No momento da escolha pelos periódicos,   tomamos por referência as suas posições no estrato do sistema de avaliação <i>Qualis</i>   da CAPES , bem como seus títulos e escopos. No caso dos artigos, procedemos com   a leitura de seus títulos, palavras-chave, resumos e, em persistindo a dúvida,   na leitura completa do texto acompanhada por mais um terceiro ou quarto revisores. </p>     <p>Neste estudo a análise das evidências   apresentadas pelos artigos selecionados se deu a partir de uma abordagem   qualitativa, que segundo Minayo (2010), busca a explicação dos fenômenos   apresentados em suas relações, trabalhando com “[...] o universo de   significados, motivos, aspirações, crenças, valores e atitudes,” (p. 21) apresentados pelos dados de uma pesquisa.</p>     <p>Para tal, nos subsidiamos da análise de   conteúdo categorial por temáticas, a qual constitui uma ação de desmembramento   de textos ou mensagens, para posterior reagrupamento em categorias analíticas e   empíricas (Bardin, 2011; Minayo, 2010, Souza Junior, Tavares, &amp; Santiago,   2010). No contexto deste estudo, os processos de seleção, organização e   sistematização dos saberes escolares a partir de Souza Junior (2001; 2009) foram tratados como categorias de análise. </p>     <p>&nbsp;</p> </font>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>RESULTADOS E DISCUSSÃO</b></font></p> <font face="Verdana" size="2">     <p>A análise dos estudos que atenderam aos   critérios de nossa pesquisa permitiu a constatação de algumas diferenças, na   forma e no conteúdo dos estudos presentes nas pesquisas de Darido, Rodrigues, e   Sanches Neto (2007) e de Martins, Pereira, e Amaral (2007). Estas   características possibilitaram a observação de diferentes objetos/objetivos de   pesquisa acerca do tema. No contexto das pesquisas selecionadas pelos autores   supracitados, pôde-se perceber a presença majoritária de estudos de natureza   epidemiológica, revisões e intervenções, que compreendiam a relação entre saúde e Educação Física escolar predominantemente a partir de sua dimensão biológica.</p>     <p>A análise dos estudos que atenderam aos   critérios de nossa pesquisa permitiu subdividi-los, no que diz respeito aos   tipos de estudos desenvolvidos, em investigações sobre a prática, intervenções   e relatos de experiências. Entre os estudos de investigações sobre a prática,   estamos considerando aqueles que se utilizaram de entrevistas com professores, no sentido de compreender   a sua relação com a temática (Ferreira, Oliveira, &amp; Sampaio, 2013; Zancha   et al, 2013); os de intervenção foram aqueles que trabalharam com ideia de   estudos experimentais e desenvolveram trabalho na lógica de grupos controlados   em relação às características dos participantes, com fins experimentais e   elaborado por sujeitos não pertencentes à realidade na qual se desenvolveu o   estudo (Ribeiro &amp; Florindo, 2010; Silva, 2011; Spohr et al, 2014); os   relatos de experiências, por sua vez, disseram respeito àqueles que expuseram   experiências sistematizadas no contexto da prática pedagógica, por professores pertencentes a redes de ensino (Maldonado &amp; Bocchini, 2014; Pina, 2008)</p>     <p>No que tange às diferenças observadas a partir da leitura   dos textos como um todo, descrevemos abaixo as particularidades expressas por   cada estudo na sua relação com a temática. A partir do referencial teórico   adotado, apresentamos como os estudos selecionados evidenciam o processo de   constituição dos saberes escolares em saúde enquanto processo de seleção, organização e sistematização.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Segundo Souza   Junior (2001; 2009) no contexto da constituição dos saberes escolares, a   seleção se materializa através da busca em diferentes fontes, onde são feitas   as opções referentes a quais conhecimentos da cultura geral que dizem respeito   a determinado tema são passíveis ou não de serem tratados na escola   evidenciando o estabelecimento de relevâncias para a escolha de um saber em   detrimento de outro. Tais relevâncias, por sua vez, possibilitam a evidência de   aproximações e distanciamentos em torno de que tipo de saberes o professor elege para abordar no chão da escola.</p>     <p>No que concerne à relevância atribuída para a   abordagem da saúde (<a href="/img/revistas/mot/v13nspe/13nspea11t4.jpg">Tabela 4</a>), a análise desenvolvida possibilitou o   reconhecimento de estudos nos quais se evidenciou a escolha por uma relação com   a saúde de ordem individual e natureza preventiva, amparada na mudança de   comportamento frente às instâncias de risco como elemento fomentador à saúde   (Ribeiro &amp; Florindo, 2010; Spohr et al, 2014). Em contrapartida, outros estudos evidenciaram   aproximações com outro modelo de abordagem acerca da saúde. Modelo este que,   mesmo reconhecendo a importância dos comportamentos ligados aos aspectos individuais   na relação saúde-doença, leva em consideração que esse também faz parte de   um processo de determinações sociais, estabelecidas pelo contexto   socioeconômico nos âmbitos coletivo e público (Ferreira, Oliveira, &amp;   Sampaio, 2013; Maldonado &amp; Bocchini, 2014; Pina, 2008; Rufino &amp; Darido, 2013; Silva, 2011).</p> </font>     
<p><font size="2" face="Verdana">(<a href="/img/revistas/mot/v13nspe/13nspea11t5.jpg">Tabela 5)</a></font></p> <font face="Verdana" size="2">    
<p>No que diz respeito à frequência dos saberes   selecionados, a análise do todo possibilitou a constatação da primazia daqueles relacionados ao exercício físico/atividade física frente aos demais.</p>     <p>Dentre os estudos   selecionados para esta revisão, a seleção de saberes voltados à atividade   física e exercícios físicos foi o elemento mais evidente entre todos os   estudos, apresentando diferenças quanto à relação estabelecida com o objeto da   saúde, não apenas em virtude da metodologia da pesquisa, mas, como fruto da   articulação entre o referencial teórico e o grau de relevância expresso para a   seleção em cada contexto, de forma mais específica em alguns em relação a outros. </p>     <p>Em tais estudos,   a especificidade da seleção da Atividade/Aptidão Física disse respeito à   abordagem sobre o benefício de sua prática, tanto como elemento determinante   para a saúde (Ribeiro &amp; Florindo, 2010; Spohr et al, 2014), quanto como   conhecimento imerso em múltiplas determinações – científica, sociológica,   política, ideológica, filosófica - relacionadas ao processo saúde-doença, do qual a prática da Atividade Física faz parte (Pina, 2008).</p>     <p>Embora evidenciando outras perspectivas de   saúde no contexto da seleção dos saberes escolares, nossos achados corroboram   com os resultados trazidos pelos estudos de revisão de Darido, Rodrigues, e   Sanches Neto (2007) e Martins, Pereira, e Amaral (2007), entre os quais se   evidenciou que a discussão científica acerca da saúde no contexto da Educação   Física escolar ainda guarda forte relação com abordagens pautadas maioritariamente nas dimensões biológicas da aptidão física. </p>     <p>Martins, Pereira, e Amaral (2007) observaram   que, como principal consequência da centralização do debate sobre a saúde na   Educação Física nas dimensões da aptidão física, de natureza individual e   biológica, em detrimento de outros aspectos como o social, a Educação Física   descaracteriza-se frente à função social da escola como instância formativa, de cunho reflexivo, configurando-se como um fazer unicamente prático. </p>     <p>Estas mesmas autoras observaram que, apesar   dos temas relacionados à saúde, aptidão física e qualidade de vida serem   centrais nestes estudos, paradoxalmente, “os autores não realizam nenhuma   discussão, reflexão ou diálogo com essas categorias. Os estudos e análises   partem de categorias dadas <i>a priori</i>, seja por meio de tabelas e   definições de órgãos governamentais, ou por dados levantados em estudos precedentes” (Martins, Pereira, &amp; Amaral, p. 6).</p>     <p>Embora reconheçamos a importância e inerência acerca   das instâncias biológicas que constituem a saúde, neste trabalho, procuramos   entendê-la conforme o que Almeida, Oliveira, e Bracht (2016) denominam   de deslocamento de uma perspectiva meramente biológica, centrada na aptidão   fisico-fisiológica, rumo ao reconhecimento da complexidade das tramas que circunscrevem a vida.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Acompanhando a reflexão dos autores, compreendemos que   esta ‘ampliação’ reconhece tais saberes como todo o arcabouço de conhecimentos   que a humanidade mobiliza, usa, produz e reproduz na e para a realização de   suas práticas cotidianas, no sentido de instrumentalizar-se para melhor se relacionar com o processo saúde-doença. Neste sentido, a saúde evidencia</p> </font>     <blockquote>       <p><font face="Verdana" size="2">a     expressão da capacidade de um coletivo de criar e lutar por seus projetos de vida     em direção ao tensionamento e à produção     de normas que aumentem o poder de agir dos sujeitos para lidarem     com as adversidades, desafios e riscos que o viver,     inevitavelmente, nos impõe (Almeida, Oliveira, e Bracht,     2016 p.99).</font></p> </blockquote> <font face="Verdana" size="2">     <p>Assim, a partir desta perspectiva, acreditamos que   cabe à Educação Física em sua particularidade, articular tais saberes pela via   da conexão entre os conhecimentos inerentes aos campos da saúde ampliada e da   educação. Sob a forma manifesta das práticas corporais, a Educação Física   pedagogiza tais saberes a partir do reconhecimento do currículo como recorte e   produção específicos no interior da cultura geral. E isto implica no   reconhecimento de que no contexto da saúde, os saberes transitam entre   instâncias de ordem individual/biológica, mas também coletiva e pública, que se entrelaçam e se complementam mutuamente.</p>     <p>No   que diz respeito à organização vemos em Souza Junior (2001; 2009) que, enquanto   processo inerente à constituição dos saberes escolares, sua principal   característica corresponde a atribuir aos saberes selecionados diferentes graus   de tipologias, delimitações e quantidades, em virtude tanto das condições   escolares, quando da intencionalidade do professor em tornar os saberes passíveis de compreensão e assimilação por parte dos estudantes.</p>     <p>No que concerne à   tipologia dos saberes selecionados a análise realizada neste estudo permitiu   que observássemos a evidência de três manifestações da saúde. Majoritariamente,   pôde-se perceber concepções de saúde tanto como objeto principal, quanto como um tema transversal; e em menor quantidade, de forma subjacente. </p>     <p>Quando tratados enquanto objeto principal nas aulas de   Educação Física, os conteúdos inseridos nos programas referem-se a   determinantes predominantemente biológicos da saúde e do exercício,   transpondo-se às aulas como justificativas de prevenção de determinados   comportamentos considerados não-saudáveis (Souza Junior, 2001) como   o sedentarismo e os hábitos alimentares inadequados, cuja prevalência entre o   público jovem indica correlação com determinados grupos de doenças na idade   adulta, especificamente doenças crônicas não transmissíveis, como a obesidade, o diabetes e as cardiopatias.</p>     <p>Nesta abordagem, com base nas proposições de Nahas e   Corbin (1992) e Guedes e Guedes (1994) é possível perceber o incentivo à   prática da atividade física com fins voltados à aptidão física para a saúde   durante, e após o período de escolarização, como sendo o objetivo principal da Educação Física escolar. </p>     <p>Já como tema transversal, a saúde apresenta-se como   corpo de conhecimentos paralelos aos conteúdos tratados na escola, propondo   conteúdos que sugerem o debate sobre a saúde em prol do desenvolvimento de   atitudes saudáveis. No contexto destas atitudes, segundo os PCN (Brasil, 1998)   podemos destacar a construção da autoestima e da identidade pessoal, o cuidado com o corpo, a nutrição e a valorização dos vínculos afetivos.</p>     <p>Neste contexto, na abordagem da saúde como tema   transversal observa-se uma articulação entre as atividades corporais em   instâncias como a recuperação, manutenção e promoção da saúde, considerando   elementos como: benefícios, riscos, indicações e contraindicações para a   prática do exercício e outras relacionadas à cultura corporal. Nestas   considerações, um conjunto de conteúdos a serem sistematizados deve considerar elementos como o</p> </font>     ]]></body>
<body><![CDATA[<blockquote>       <p><font face="Verdana" size="2">[...]     cotidiano postural, o tipo de trabalho físico exercido, os hábitos de     alimentação, sono, lazer e interação social, o histórico pessoal de relação com     as atividades corporais constituem um sujeito real que deve ser considerado na     formulação de qualquer programa de saúde que envolva atividade física. (Brasil,     1998 p. 39)</font></p> </blockquote> <font face="Verdana" size="2">     <p>A expressão da Saúde como conteúdo subjacente aos   temas da Educação Física implica o seu reconhecimento como parte de um conjunto   de conteúdos de natureza sociopolítica. Esta natureza segundo Soares et al   (2014) se faz presente nos conteúdos abordados nas aulas à medida que tomamos   como eixo da reflexão pedagógica a discussão contextualizada dos principais problemas emergentes em nossa sociedade, pois</p> </font>     <blockquote>       <p><font face="Verdana" size="2">[...] os     temas da cultura corporal, tratados na escola, expressam um sentido significado     onde se interpenetram, dialeticamente, a intencionalidade/objetivos do homem e     as intenções/objetivos da sociedade. Tratar desse sentido/significado abrange a     compreensão das relações de interdependência que jogo, esporte, ginástica e     dança, ou outros temas que venham a compor um programa de Educação Física, têm     com os grandes problemas sociopolíticos atuais como: ecologia, papéis sexuais,     saúde pública, relações sociais do trabalho, preconceitos sociais, raciais, da     deficiência, da velhice, distribuição do solo urbano, distribuição da renda,     dívida externa e outros (Soares et al, 2014 p. 62).</font></p> </blockquote> <font face="Verdana" size="2">     <p>Assim, a inclusão da saúde, enquanto conteúdo de   natureza subjacente num programa de ensino em Educação Física, necessita que   articulemos os conhecimentos da cultura corporal e da saúde, num sentido amplo,   que não desconsiderando os elementos relacionados aos aspectos biológicos,   mantenham relações com a dimensão social da saúde enquanto objeto de conhecimento (Carvalho, 2012)</p>     <p>No contexto de nossos achados, tais relações não se   deram de forma determinista. O que se apresentou foram quadros, ora de   predominância, ora de alternância, entre uma ou outra interpretação acerca da   tipologia do saber a ser tratado na especificidade de cada segmento, conforme observado abaixo (<a href="/img/revistas/mot/v13nspe/13nspea11t6.jpg">Tabela 6</a>).</p>     
<p>No que tange à delimitação, constatamos   que entre os estudos incluídos nesta pesquisa, apenas um apresentou proposições   de tratamento de conteúdos para o Ensino Fundamental e Ensino Médio (Spohr et   al, 2014) (12,5%), enquanto outros apresentaram conteúdos a serem abordados   exclusivamente no ensino fundamental (Ferreira, Oliveira, &amp; Sampaio, 2013;   Maldonado &amp; Bocchini, 2014; Ribeiro &amp; Florindo, 2010; Zancha et al,   2013) (37,5%), apenas no ensino médio (Silva, 2011)   (12,5%) e na Educação de Jovens e Adultos (Pina, 2008) (12,5%). Em apenas um   dos estudos, o critério de organização não obedeceu a inserção da disciplina em   séries ou modalidades de ensino, e sim, a idade dos estudantes (Rufino &amp; Darido, 2010) (12,5%).</p>     <p>A análise dos textos também permitiu   constatar que apenas três estudos (Pina, 2008; Rufino &amp; Darido, 2013; Spohr   et al, 2014) evidenciaram elementos indicadores acerca de como se daria o processo de organização ou delimitação dos saberes da saúde.</p>     <p>Em Spohr et al (2014) não houve   explicitação de como os saberes da saúde deveriam ser articulados aos temas   inerentes à Educação Física, cabendo ao professor, a partir de sua realidade a   tarefa de “‘somar’   ao seu planejamento (e não substituir) o trato pedagógico de conteúdos relacionados à prática de atividade física e saúde” (Spohr et al, 2014 p. 301).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Aqui, cabe o reconhecimento de que o   objetivo de possibilitar ao professor o papel de escolha acerca de qual tema da   Educação Física deve articular-se aos saberes da saúde se constitui como um   avanço, à medida que a relação ensino-aprendizagem acerca dos elementos da   saúde implica o reconhecimento da territorialidade, inerente aos espaços nos quais estão situados os sujeitos da aprendizagem.</p>     <p>Ainda no que concerne à delimitação,   percebemos que o texto de Ribeiro e Florindo (2010) apresenta limitações, à   medida que, impossibilita a consecução dos objetivos traçados para a ação   pretendida, pois “modificar   comportamentos negativos associados ao aumento da obesidade em crianças e   adolescentes” (Ribeiro &amp; Florindo, 2010 p. 29) apenas em um conjunto de 14   aulas, implica em atribuir à Educação Física um papel complexo por demais. À   medida que a mudança de determinados comportamentos, sobretudo no contexto de   vida de determinados grupos em situação de risco social não tem como elemento determinante   do processo de produção da saúde-doença apenas o interesse dos sujeitos, a   saúde e passa a tomar como referência o acesso a informações, alimentação de   qualidade, conquistas de direitos e condições para desfrutar do tempo livre,   para o lazer e condições dignas de vida e trabalho (Brasil, 2008; Breilh, 1989).</p>     <p>Portanto, em virtude dos aspectos   apresentados, o texto de Spohr et al. (2014) apresenta avanços na   proposição de saberes a serem organizados. Contudo, contraditoriamente, à   medida que imputa o papel de aumentar nível de atividades físicas e mudanças   nos padrões alimentares dos estudantes - elementos circunstanciados pelos   aspectos socioeconômicos, logo, determinados socialmente - a tal organização,   incorre na mesma limitação apresentada por Ribeiro e Florindo (2010) implicando na possibilidade da não-efetivação dos objetivos almejados em sua proposição.</p>     <p>Neste ponto, o relato de experiência de   Pina (2008) apresenta avanços, diante da evidência de uma organização que teve   como pontos cruciais a articulação dos conhecimentos tratados com a prática   social, enquanto pontos de partida e chegada e visando propiciar ao estudante a   compreensão dos múltiplos determinantes que interferem na aquisição da saúde pela via do exercício físico.</p>     <p>Reconhecendo   o que, segundo Souza Junior (2001; 2009) expressa o processo de sistematização, analisamos como   os saberes selecionados e organizados passam a criar coerência com uma linha de   ação, relacionada a princípios e procedimentos para o tratamento metodológico   dos saberes na articulação professor - aluno no processo de socialização do   conhecimento em aula. Para tal, apresentamos um   panorama dos procedimentos metodológicos mais empregados na totalidade dos   estudos selecionados (<a href="/img/revistas/mot/v13nspe/13nspea11t7.jpg">Tabela 7</a>), seguida de uma análise em torno da coerência   entre os objetivos, o processo de avaliação e o referencial que norteou cada abordagem (<a href="/img/revistas/mot/v13nspe/13nspea11t8.jpg">Tabela 8</a>).</p>     
<p>No que concerne à   linha de ação apresentada, pudemos perceber que, dentre alguns estudos   (Rufino &amp; Darido, 2013; Zancha et al, 2013) não houve menção evidente sobre   teorias ou abordagens pedagógicas para o ensino da saúde na Educação Física.   Ainda assim, nestes estudos, foi possível observar procedimentos metodológicos   voltados à abordagem do tema por meio de aulas expositivas, elaboração de   pesquisas, criação de grupos de estudo em sala e fomento ao debate e   experimentações corporais, como aquecimentos, exercícios aeróbicos localizados e caminhadas.</p>     <p>Dentre todos os textos selecionados,   apenas o de Spohr et al (2014) não evidenciou como se deu a sistematização do   ensino dos saberes da saúde nas aulas, situação que, embora não tenha aparecido   de forma detalhada no estudo de Rufino e Darido   (2013), permitiu a constatação do uso de leituras e resolução de exercícios   presentes em um livro didático, enquanto com Silva (2011), utilizaram-se   procedimentos tais como debates, pesquisas, tempestade de ideias e produção de   material mediático audiovisual relacionado à uma abordagem crítica sobre a prática de atividade física e sua real relação com a saúde.</p>     <p>Na abordagem de   Ribeiro e Florindo (2010) pôde-se perceber a busca pela abordagem   dos saberes a partir das dimensões conceitual, procedimental e atitudinal dos   conteúdos, condizente com sua aproximação aos PCN (Brasil, 1998). Como expressão da primeira dimensão, os autores   relatam o incentivo à pesquisa sobre os locais apropriados para a prática de   exercícios nas localidades e sobre a relação do exercício com e saúde e hábitos alimentares saudáveis, discussões que também aconteciam nas salas de aula. </p>     <p>Já a segunda dimensão materializava-se nos encontros,   divididos em parte introdutória, que continha dinâmica de grupo e brincadeiras   relacionadas ao conteúdo; parte principal, que consistia em discussões e   debates; e parte final, que continha a realização de jogos, voltados a   apreensão do conteúdo, e o estabelecimento de tarefas a serem realizadas em   casa, voltadas à monitoração das atitudes em relação ao exercício e alimentação.</p>     <p>No contexto das atitudes, a terceira dimensão, os   estudantes foram orientados a elaborar planos de ação, revisar e caso necessário, modificar seus hábitos diários,</p> </font>     ]]></body>
<body><![CDATA[<blockquote>       <p><font face="Verdana" size="2">[...]     como caminhar até a escola ou preferir pratos coloridos, incluindo em suas     refeições legumes e verduras e reduzir o tempo diário destinado a televisão,     computador ou videogame [...] a revisar suas atividades diárias e seus hábitos     alimentares, definindo metas e estratégias que os auxiliariam na adoção de um     estilo de vida fisicamente ativo e uma alimentação saudável (Ribeiro &amp;     Florindo, 2010 p. 30-31).</font></p> </blockquote> <font face="Verdana" size="2">     <p>Ao   analisar a intervenção desenvolvida por Ribeiro e Florindo (2010) percebemos um   confronto de lógicas na articulação entre objetivo e avaliação. Confronto este   que, em nossa análise, se evidencia mediante a assunção dos PCN (1998) como   referência para selecionar e organizar os saberes da saúde sob a lógica   transversal, mas que, na sua sistematização recai numa ênfase comportamental,   na qual as estratégias utilizadas concorrem para a   memorização, assimilação descontextualizada e a reprodução de modelos, segundo Farias et al (2014).</p>     <p>Apenas   considerando este dado, poderíamos compreender como equivocada a interpretação   do documento por parte dos autores da intervenção. Contudo, a análise da   abordagem da saúde trazida pelos PCN (Brasil, 1997; 1998; 2000) permite a   constatação de que, embora o documento se paute numa   compreensão de saúde em uma dimensão coletiva, aborda-a sob o viés   comportamental, muitas vezes relegando ao indivíduo a responsabilidade sobre   sua saúde e vendo o uso das instâncias públicas como fruto dos desleixos do cidadão,   conforme apresentado no trecho abaixo, extraído do documento que versa acerca da saúde como tema transversal.</p> </font>     <blockquote>       <p><font face="Verdana" size="2">Interferir sobre o processo saúde/doença     está ao alcance de todos e não é uma tarefa a ser delegada, deixando ao cidadão     ou à sociedade o papel de objeto da intervenção “da natureza”, do poder     público, dos profissionais de saúde ou, eventualmente, de vítima do resultado     de suas ações (Brasil, 2000 p. 65)</font></p> </blockquote> <font face="Verdana" size="2">     <p>Esta   situação foi, inclusive, objeto de crítica no estudo de Cooper e Sayd (2006)   por configurar-se como uma das principais fragilidades dos PCN ao abordar a   saúde. Uma incoerência interna, na leitura dos autores, que se materializa à   medida que o documento imputaria a cada indivíduo a responsabilização por suas   condições de vida e saúde, omitindo o papel do estado neste processo,   permitindo apropriações divergentes do conceito de saúde numa dimensão coletiva, elemento anunciado, mas não materializado na proposta.</p>     <p>No   entanto entre os estudos que evidenciaram de forma mais explícita o processo de   sistematização dos saberes escolares em saúde, pôde-se observar que houve   aproximações entre os referenciais teóricos adotados aos objetivos e práticas desenvolvidos em cada ação pedagógica. </p>     <p>Dentre   estes trabalhos, pudemos perceber em Pina (2008) que a sistematização dos   saberes da saúde durante a unidade didática partiu da identificação do que os   alunos já sabiam ou gostariam de aprender sobre o tema, a partir de perguntas   tais como “o que vocês já sabem sobre exercício físico?   Ele tem alguma relação com a saúde?” (Pina, 2008 p. 160) e de trabalhos em grupo, que serviriam de base para as aulas seguintes. </p>     <p>As   ações didáticas desenvolvidas se destacaram diante do foco no diálogo   professor-aluno durante toda a unidade, confrontando aquilo que os estudantes   sabiam e o que aprenderam entre o início e o fim da unidade, a partir de   trabalhos escritos e pesquisas. Nas aulas posteriores buscou-se, de maneira   reflexiva, evidenciar principalmente os aspectos contraditórios/controversos   inerentes à saúde, possibilitando a descortinação de dimensões não exploradas anteriormente.</p> </font>     ]]></body>
<body><![CDATA[<blockquote>       <p><font face="Verdana" size="2">Dimensão     conceitual/científica: O que é atividade física? Por que devemos fazer     atividade física? Quais os principais benefícios da prática correta e adequada     de exercícios físicos? Dimensão econômica: Todas as pessoas possuem a mesma     oportunidade de realizar atividade física? [...] Dimensão social: Todas as     pessoas têm tempo para realizar atividade física? Quais são os principais     problemas da comunidade que comprometem nossa saúde? (Pina, 2008 p.     163)</font></p> </blockquote> <font face="Verdana" size="2">     <p>Outro   elemento importante, foi a evidência da articulação entre os objetivos traçados   e a avaliação sob a forma de intenções e propostas de ação, manifestas a partir   de posturas práticas diante da relação com a saúde, como “Manifestar   uma atitude favorável à prática de atividade física e à obtenção de saúde   (intenção); Realizar atividade física nos momentos de lazer e reivindicar das   autoridades competentes a erradicação dos fatores que comprometem a saúde da comunidade (proposta de ação)” (Pina, 2008 p. 166)</p>     <p>Em Maldonado e Bocchini (2013), a Saúde foi abordada a   partir de uma dimensão crítica das práticas corporais. Contudo, isso se deu de   forma pontual na abordagem do tema Esporte, utilizando-se de procedimentos como debates e aulas expositivas</p> </font>     <blockquote>       <p><font face="Verdana" size="2">[...]     assistimos um documentário do canal <i>Sportv</i> que discutia sobre dor e     lesão no esporte. Esse material trazia diversas entrevistas com atletas que     ainda atuam no cenário nacional e internacional e alguns esportistas que já se     aposentaram, discutindo principalmente como o esporte de alto nível causou     dores, lesões e muitos machucados pelo corpo, mostrando que esse esporte     competitivo não pode ser considerado saúde. [...] Em contrapartida, discutimos     sobre a recomendação de atividade física para a saúde com os discentes,     mencionando que as crianças devem realizar ao menos 60 minutos de atividades     físicas, por pelo menos cinco dias na semana e os adultos devem praticar ao     menos 30 minutos de atividades físicas, por pelo menos cinco dias na semana, com     intensidade moderada. Explicamos aos alunos que praticar esporte pelo tempo     correto e com intensidade moderada faz muito bem para a saúde (Maldonado &amp; Bocchini, 2013 p. 153)</font></p> </blockquote> <font face="Verdana" size="2">     <p>Embora fundamentados em abordagens   metodológicas diferentes, a Crítico Superadora (Soares et al, 2014) e a Crítico   Emancipatória (Kunz, 2004) fica clara, nos trabalhos de Pina (2008)   e Maldonado e Bochinni (2013), uma abordagem crítica de saúde, à medida que, em   suas ações pedagógicas, os autores buscaram, em maior ou menor grau, propiciar   o exercício da problematização, análise, e posições e intervir de forma crítica   e criativa sobre a realidade em discussão (Cooper &amp; Sayd, 2006), de forma   coerente com os referenciais teóricos que assumiram para a seleção e organização dos saberes escolares<sup>.</sup></p>     <p>&nbsp;</p> </font>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>CONCLUSÕES</b></font></p> <font face="Verdana" size="2">     <p>A partir da análise do processo de constituição dos   saberes da saúde nos textos selecionados, constatamos que, muito mais que sua   tipologia ou natureza, foram os usos e atribuições que o professor imprimiu aos   saberes da saúde que definiram os rumos das ações pedagógicas. Esta análise se   reforça, à medida que a materialização da constituição dos saberes escolares em   saúde ratificou a presença de interfaces ora mais utilitárias, ora mais problematizadoras acerca do mesmo conteúdo, como a atividade física.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Outro elemento importante, disse respeito ao ainda   elevado número de pesquisas de intervenção controlada, selecionando sujeitos de   acordo com características etárias, de gênero ou outras. Não que   desconsideremos sua necessidade e possibilidade de realização de intervenções.   Contudo, considerando o ambiente dinâmico e heterogêneo que circunscreve a   prática pedagógica em um ambiente como a Escola, a reprodutibilidade dos resultados de estudos com excessivo controle pode ser comprometida.</p>     <p>No que concerne aos avanços, percebemos o aumento de   ações didáticas propositivas de um trato ampliado acerca da saúde, considerando   elementos como sua relação com a mídia, os esportes de alto rendimento e sua   interface com os determinantes socioeconômicos que circunscrevem a nossa existência.</p>     <p>Por fim, ressaltamos a necessidade de mais relatos de   experiência oriundos da prática pedagógica, sobretudo em uma dimensão ampliada   de saúde e Educação Física que abarque outras possibilidades de compreensão do fenômeno. </p>     <p>Tal necessidade se explica pela possibilidade de   análises e contribuições para a prática de professores que, por dificuldades no   contexto de sua formação, ou pela falta de aproximação com a discussão a   respeito da saúde, possam vir a se sentir inseguros a abordar o tema de modo a superar o determinismo biológico historicamente imputado ao conceito de saúde.</p>     <p>&nbsp;</p> </font>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>REFERÊNCIAS</b></font></p> <font face="Verdana" size="2">     <p>Almeira, U. R.,   Oliveira, V. J. M., &amp; Bracht, V. (2001). Educação Física escolar e o trato   didático-pedagógico da saúde. Em F. Wachs, U. R. Almeida, &amp; F. F. F.   Brandão (Eds.), <i>Educação Física e saúde coletiva: cenários, experiências e     artefatos culturais</i> (1<sup>a </sup>ed, pp. 87–112). Porto Alegre, RS: Rede Unida.</p>     <!-- ref --><p>Bardin, L. (2011).<i> Análise de conteúdo </i>(6ª ed.) Lisboa: Edições 70.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=365522&pid=S1646-107X201700020001100002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Barros, J. A. C.   (2002). Pensando o processo saúde doença: a que responde o modelo biomédico? <i>Saúde e Sociedade, 11</i>(1), 67-84.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=365524&pid=S1646-107X201700020001100003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Bento, T. (2014).   Revisões sistemáticas em desporto e saúde: Orientações para o planeamento, elaboração, redação e avaliação. <i>Motricidade</i>, <i>10</i>(2), 107–123. <a href="https://doi.org/10.6063/motricidade.10(2).3699" target="_blank">https://doi.org/10.6063/motricidade.10(2).3699</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=365526&pid=S1646-107X201700020001100004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Bezerra, F. M.   (2011). <i>Educação Física no Jardim-de-Infância: concepções e práticas     corporais infantis na Revista de Educação Física do Exército (1932-1942)</i>   (Dissertação de Mestrado). Centro de Educação, Universidade Federal de Pernambuco, Recife. </p>     <p>Bracht, V. (2007)   <i>Educação Física &amp; Ciência: cenas de um casamento (in)feliz</i> (3<sup>a</sup> ed). Ijuí-RS: Editora Unijuí.</p>     <p>Breilh, J. (1989) Produ                                    ção e distribuição da saúde-doença como fato   coletivo. In: Granda, E; Breilh, J (Eds.). <i>Saúde na Sociedade</i> (1a ed. pp. 35-52). São Paulo, SP: Cortez. </p>     <p>Carvalho, N. A.   (2012). <i>Abordagem pedagógica de temáticas da saúde nas aulas de Educação     física escolar</i> (Dissertação de Mestrado). Programa associado de pós-graduação em Educação Física UPE/UFPB. Recife/João Pessoa</p>     <p>Castellani Filho,   L. (2010). <i>Educação Física no Brasil: a História que não se conta.</i> Campinas, SP: Papirus. </p>     <!-- ref --><p>Soares. C. L.,   Taffarel, C. N. Z., Varjal, E., Castellani Filho, L., Escobar, M. O., &amp;   Bracht, V. (2014). <i>Metodologia do ensino de educação física</i>. São Paulo: Cortez Editora.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=365532&pid=S1646-107X201700020001100010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Cordeiro, A. M.,   Oliveira, G. M., Renteria, J. M., &amp; Guimarães, C. A. (2007). Revisão   sistemática: uma revisão narrativa. <i>Revista do Colégio Brasileiro de Cirurgiões, 34</i> (6), 428-431.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=365534&pid=S1646-107X201700020001100011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Cooper, C. L. F.,   &amp; Sayd, J. D. (2006). Concepções de saúde nos Parâmetros Curriculares   Nacionais. In: Bagrichevsky, M., Palma, P., Estevão, A., &amp; Da Ros, M.   (Eds.). <i>A Saúde em Debate na Educação Física </i>(pp 179-200). Blumenau, SC: Nova Letra. </p>     <!-- ref --><p>Darido, S. C., Rodrigues, A. C., &amp; Sanches Neto,   L. (2007). Saúde, Educação Física escolar e a produção de conhecimento no   Brasil. In: <i>XV Congresso Brasileiro de Ciências do Esporte/II Congresso Internacional de Ciências do Esporte</i>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=365537&pid=S1646-107X201700020001100013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> Recife.</p>     <p>Fantin,   M. (2006). <i>Mídia-educação: conceitos, experiências e diálogos Brasil-Itália. </i>Florianópolis, SC: Cidade Futura.</p>     <p>Farias, I. M. S.   (2014). <i>Didática e docência: Aprendendo a profissão</i>. Brasília, DF: Liber Livro. </p>     <!-- ref --><p>Farinatti, P. T.   V. (1994). Educação Física escolar: um ensaio sob o prisma da Promoção da   Saúde. <i>Revista brasileira de Ciências do Esporte,</i> <i>16</i>(1), 42-47.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=365541&pid=S1646-107X201700020001100016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Ferreira, M. S.   (2001). Aptidão física e saúde na educação física escolar: ampliando o enfoque. <i>Revista brasileira de Ciências do Esporte,</i> <i>22</i>(2): 41-54.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=365543&pid=S1646-107X201700020001100017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Ferreira H. S.,   Oliveira B. N, &amp; Sampaio J. C. (2013). Análise da percepção dos professores   de educação física acerca da interface entre a saúde e a educação física   escolar: Conceitos e metodologias. <i>Revista Brasileira de Ciências do Esporte,</i> <i>35</i>(3), 673-685.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=365545&pid=S1646-107X201700020001100018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Gomes, I. M.   (2009). E se Ivan Ilich fizesse atividade física?: Reflexões sobre tormentos modernos<i>. Pensar a Prática,</i> <i>01</i>(12), 1-11.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=365547&pid=S1646-107X201700020001100019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Gomes, I. S.,   &amp; Caminha, I. O. (2014). Guia para estudos de revisão sistemática: Uma   opção metodológica para as ciências do movimento humano. <i>Movimento,</i> <i>20</i>(1), 395-411.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=365549&pid=S1646-107X201700020001100020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Guedes, D. P.,   &amp; Guedes, J. E. R. P. (1994). Sugestões de conteúdo programático para   programas de Educação Física escolar direcionados à promoção da saúde. <i>Revista     da associação dos professores de Educação Física de Londrina</i>, <i>9</i>(16), 3-14.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=365551&pid=S1646-107X201700020001100021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Kunz, E. (2004). <i>Transformação didático-pedagógica do esporte</i>. Ijuí: Ed. Unijuí.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=365553&pid=S1646-107X201700020001100022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Maldonado D. T.,   &amp; Bocchini, D. (2014). Educação Física escolar e as três dimensões do   conteúdo: Tematizando os esportes na escola pública. <i>Conexões: revista da     Faculdade de Educação Física da Universidade Estadual de Campinas,</i> <i>12</i>(2), 147-165.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=365555&pid=S1646-107X201700020001100023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Martins, N. R., Pereira, S. F., &amp; Amaral, G.   A.  (2007). Contribuições da produção de   conhecimento sobre saúde e qualidade de vida para a Educação Física escolar. In<i>:     XV Congresso Brasileiro de Ciências do Esporte/II Congresso Internacional de Ciências do Esporte;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=365557&pid=S1646-107X201700020001100024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </i>Recife.</p>     <!-- ref --><p>Minayo, M. C. S.   (2010). <i>O desafio do conhecimento: pesquisa qualitativa em saúde</i> (12ª ed.). São Paulo: Hucitec.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=365559&pid=S1646-107X201700020001100025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Nahas, M. V.,   &amp; Corbin, C. B. (1992). Educação para a aptidão física e saúde:   justificativa e Sugestões para implementação nos programas de educação física. <i>Revista Brasileira de Ciência e Movimento</i>, <i>6</i>(3), 14-24.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=365561&pid=S1646-107X201700020001100026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Nahas, M. V. (1997).   Educação Física no Ensino Médio: Educação para um Estilo de Vida Ativo no   terceiro milênio. <i>In: IV Seminário de Educação Física Escolar,    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=365563&pid=S1646-107X201700020001100027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> 1997, São Paulo</i>. São Paulo.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Nahas, M. V., De Barros, M. V., De Assis, M. A.,   Hallal, P. C., Florindo, A. A., &amp; Konrad, L. (2009). Methods and participant characteristics of a randomized intervention to promote physical activity and healthy eating among Brazilian high school students: the   <i>saúde   na boa</i> project. Journal   of Physical Activity and Health, <i>6</i>(2), 153-162.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=365565&pid=S1646-107X201700020001100028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Nahas,   M. V. (2001). <i>Atividade física, saúde e qualidade de vida: conceitos e sugestões para um estilo de vida ativo.</i> Londrina. PR: Midiograf.</p>     <!-- ref --><p>Parâmetros Curriculares Nacionais (1998). <i>Educação Física</i>. MEC/SEF. Rio de Janeiro.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=365568&pid=S1646-107X201700020001100030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Parâmetros   Curriculares Nacionais (1998). <i>Terceiro e Quarto Ciclos do Ensino Fundamental: Apresentação dos Temas Transversais</i>. MEC/SEF. Brasilia.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=365570&pid=S1646-107X201700020001100031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Pina, L. D.   (2008). Atividade Física e Saúde: Uma experiência Pedagógica orientada pela Pedagogia histórico Crítica. <i>Motrivivência,</i> (30), 158-168.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=365572&pid=S1646-107X201700020001100032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Relatório da   Comissão sobre Determinantes Sociais da Saúde (2008). <i>As causas sociais das iniqüidades em saúde no Brasil</i>. Ministério da Saúde.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=365574&pid=S1646-107X201700020001100033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Restrepo, H. (2001). <i>Promoción de la salud: Como construir vida saludable. </i>Bogotá: Editorial Medica Internacional.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=365576&pid=S1646-107X201700020001100034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Ribeiro E. H.,   &amp; Florindo A. A. (2010). Efeitos de um programa de intervenção no nível de   atividade física de adolescentes de escolas públicas de uma região de baixo   nível socioeconômico: descrição dos métodos utilizados. <i>Revista Brasileira de Atividade Física e Saúde,</i> <i>15</i>(1), 27–34.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=365578&pid=S1646-107X201700020001100035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Rufino, L. G. B.,   &amp; Darido, S. C. (2013). Educação física escolar, tema transversal, saúde e   livro didático: possíveis relações durante a prática pedagógica. <i>Revista Brasileira de Ciência e Movimento</i>, <i>21</i>(3), 21–34. <a href="https://doi.org/10.18511/rbcm.v21i3.3641" target="_blank">https://doi.org/10.18511/rbcm.v21i3.3641</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=365580&pid=S1646-107X201700020001100036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Saviani, D.   (2006). <i>Pedagogia Histórico-Critica: primeiras aproximações.</i> Campinas, SP: Autores Associados.</p>     <!-- ref --><p>Scliar, M.   (2007). História do Conceito de Saúde. <i>Physis: Revista de Saúde Coletiva, 17</i>(1), 29–41&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=365582&pid=S1646-107X201700020001100038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Silva, A. C.   (2011). Tematizando o discurso da mídia sobre saúde com alunos do ensino médio. <i>Motrivivência, </i>(37), 115-122.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=365583&pid=S1646-107X201700020001100039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Soares, C. L. (2004).   <i>Educação Física: raízes europeias e Brasil.</i> Campinas, SP: Autores Associados.</p>     <!-- ref --><p>Souza Junior, M.,   Tavares, M., &amp; Santiago, M. E. (2010). A análise de conteúdo como forma de   tratamento dos dados numa pesquisa qualitativa em Educação Física escolar. <i>Movimento,</i> <i>16</i>(03), 31-49.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=365586&pid=S1646-107X201700020001100041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Souza Junior, M.   (2009). Saberes escolares e educação física: o currículo como teoria e prática   pedagógicas. In: Hermida, J. F. (Org.), <i>Educação Física: Conhecimento e     Saber escolar </i>(pp. 73–102). João Pessoa - PB: Editora Universitária da UFPB.</p>     <p>Souza Junior, M.   (2001). O saber e o fazer pedagógicos da educação física na cultura escolar: o   que é um componente curricular? In: Caparroz, F. E. (Org.) <i>Educação Física     Escolar: Política, Investigação e Intervenção </i>(pp. 81–92)<i>.</i> Vitória, ES: Proteoria.</p>     <!-- ref --><p>Spohr, C.,   Fortes, M., Rombaldi, A., Hallal, P., &amp; Azevedo, M. (2014). Atividade   física e saúde na Educação Física escolar: efetividade de um ano do projeto   “Educação Física +”. <i>Revista Brasileira de Atividade Física &amp; Saúde</i>, <i>19</i>(3), 300–313. <a href="https://doi.org/10.12820/rbafs.v.19n3p300" target="_blank">https://doi.org/10.12820/rbafs.v.19n3p300</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=365590&pid=S1646-107X201700020001100044&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Vago, T. M.   (1999). Inicio e fim do século XX: maneiras de fazer educação física na escola. <i>Cadernos Cedes, </i>(48), 30-51.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=365591&pid=S1646-107X201700020001100045&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Zancha, D., Magalhães, G. B. S., Martins, J., Da Silva, T. A., &amp;   Abrahão, T. B. (2013). Conhecimento dos professores de educação física   escolar sobre a abordagem saúde renovada e a temática saúde. <i>Conexões:     revista da Faculdade de Educação Física da Universidade Estadual de Campinas,</i> <i>11</i>(1), 204-217.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=365593&pid=S1646-107X201700020001100046&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>Agradecimentos:    <br> </b>Nada a declarar    <br> <b>Conflito de Interesses:    <br> </b>Nada a declarar.    <br> <b>Financiamento:    <br> </b>Texto   resultante da análise de dados coletados na pesquisa matricial “Recortes,   influências e perspectivas do campo curricular na educação física escolar:   revelações dos cenários estaduais brasileiros”, financiada pelo Edital   Universal n. 14/2013 do Ministério da Ciência e Tecnologia e Inovação (MCTI) –   Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), com   subprojetos vinculados e financiados em Iniciação Científica pelo Programa de   Fortalecimento Acadêmico da Universidade de Pernambuco (PFA/UPE); com bolsa   stricto-sensu pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior   (CAPES) e bolsa de Pós-Doutorado na Faculdade de Educação da Universidade de   São Paulo (FEUSP) pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <a href="#top">*</a><i><a name="end"></a></i> <i>Autor correspondente</i>: Universidade de Pernambuco, Rua Arnóbio Marques, 310,   Santo Amaro. CEP: 50100-130. Recife, Pernambuco, Brasil. <i>E-mail:</i>   <a href="mailto:marciliosouzajr@hotmail.com">marciliosouzajr@hotmail.com</a></font>      ]]></body><back>
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