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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The aim of this study was to analyze the effect of the type of tapering on anaerobic capacity in male young basketball players. This was an experimental research with 12 weeks, developed with 47 basketball players, randomly divided into three groups: linear tapering (LG), tapering by step (SG) and control group (CG). All groups participated of the same planning training until the last three weeks of periodization (the tapering phase). Only the CG did not perform tapering. Anaerobic Running Speed Test was carried in the last week of each mesocycle to assess the anaerobic capacity. The findings revealed that anaerobic capacity attenuated from the competitive to tapering phase in LG (p= .01) and SG (p= .01), which was not verified for the CG (p= .29). Significant difference of anaerobic capacity was found between LG and CG (p= .01), SG and CG (p= .01) and between LG and SG (p= .04) in the tapering phase. It was concluded that the tapering strategies were efficient to maximize anaerobic capacity in young basketball players, although linear tapering strategy has been revealed the best strategy for improvement the anaerobic capacity.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[  <font face="Verdana" size="2">       <p align="right"><b>ARTIGO ORIGINAL</b></p>      <p>&nbsp;</p> </font>     <p><font size="4" face="Verdana"><b>Efeitos do tipo de polimento na   resistência anaeróbia de jovens atletas de basquetebol</b></font></p> <font face="Verdana" size="2">     <p>&nbsp;</p> </font>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Effects of type of tapering on   anaerobic capacity in young basketball players</b></font></p> <font face="Verdana" size="2">     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Hugo Augusto Alvares da Silva Lira<sup>1</sup>; Geraldo José Santos Oliveira<sup>2</sup>; Lilyan Carla Mendonça Vaz<sup>2</sup>; Henrique Novais Mansur<sup>3</sup>; Pedro Pinheiro Paes Neto<sup>1</sup>; Leonardo de Sousa Fortes<sup>1<a href="#end">,*</a></sup><a name="topo"></a></b></p>     <p><sup>1</sup><i>Programa de Pós-Graduação em Educação   Física, Universidade Federal de Pernambuco, Recife/PE, Brasil.    ]]></body>
<body><![CDATA[<br> <sup>2</sup>Departamento de Educação   Física e Ciências do Esporte, Centro Acadêmico de Vitória, Universidade Federal   de Pernambuco, Vitória de Santo Antão/PE, Brasil.    <br>   <sup>3</sup>Instituto Federal do Sudeste de Minas Gerais, Rio Pomba/MG, Brasil.</i></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> </font> <hr noshade size="1"> <font face="Verdana" size="2">     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>O objetivo da investigação foi   analisar o efeito do tipo de polimento sobre a resistência anaeróbia em jovens   atletas de basquetebol do sexo masculino. Trata-se de uma investigação com   duração de 12 semanas, desenvolvida com 47 basquetebolistas, divididos   randomicamente  em três grupos: polimento   linear (GL), polimento por etapa (GE) e grupo de controle (GC). Todos os grupos   fizeram a mesma planificação de treinamento até às últimas três semanas da   periodização (fase do polimento). Somente o GC não realizou polimento.   Utilizou-se o <i>Running Anaerobic Speed Test</i> na última semana de cada   mesociclo a fim de avaliar a resistência anaeróbia. Os achados revelaram que a   resistência anaeróbia atenuou do período competitivo para o polimento no GL (<i>p</i>=   .01) e GE (<i>p</i>= .01), fato não verificado para o GC (<i>p</i>= .29).   Identificou-se diferença significativa da resistência anaeróbia entre GL e GC (<i>p</i>=   .01), GE e GC (<i>p</i>= .01) e entre GL e GE (<i>p</i>= .04) na etapa do   polimento. Concluiu-se que as estratégias de polimento foram eficientes para   maximizar a resistência anaeróbia de jovens atletas de basquetebol, embora a   estratégia de polimento linear tenha revelado uma maior melhora na resistência anaeróbia quando comparada a estratégia de polimento por etapa.</p>     <p><b>Palavras-chave:</b> desempenho, esporte, basquetebol.</p> </font> <hr noshade size="1"> <font face="Verdana" size="2">     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>The aim of this study was to analyze   the effect of the type of tapering on anaerobic capacity in male young   basketball players. This was an experimental research with 12 weeks, developed   with 47 basketball players, randomly divided into three groups: linear tapering   (LG), tapering by step (SG) and control group (CG). All groups participated of   the same planning training until the last three weeks of periodization (the   tapering phase). Only the CG did not perform tapering. Anaerobic Running Speed   Test was carried in the last week of each mesocycle to assess the anaerobic   capacity. The findings revealed that anaerobic capacity attenuated from the   competitive to tapering phase in LG (<i>p</i>= .01) and SG (<i>p</i>= .01),   which was not verified for the CG (<i>p</i>= .29). Significant difference of   anaerobic capacity was found between LG and CG (<i>p</i>= .01), SG and CG (<i>p</i>=   .01) and between LG and SG (<i>p</i>= .04) in the tapering phase. It was   concluded that the tapering strategies were efficient to maximize anaerobic   capacity in young basketball players, although linear tapering strategy has been revealed the best strategy for improvement the anaerobic capacity.</p>     <p><b>Keywords: </b>performance, sport, basketball.</p> </font> <hr noshade size="1"> <font face="Verdana" size="2">     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> </font>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>INTRODUÇÃO</b></font></p> <font face="Verdana" size="2">     <p>O basquetebol é   um esporte coletivo, caracterizado por ações de alta intensidade e curta   duração, intercaladas por momentos de baixa intensidade (Berdejo-del-Fresno   &amp; González-Ravé, 2014). Atletas bem sucedidos no basquetebol geralmente   demonstram superioridade em alguns indicadores de desempenho, incluindo tomada   de decisão, conhecimento tático processual, agilidade, força explosiva e resistência anaeróbia (Berdejo-del-Fresno &amp; González-Ravé, 2014).</p>     <p>Resistência   anaeróbia refere-se à capacidade de realizar esforços de alta intensidade   repetidas vezes, com perdas mínimas do desempenho (Asano et al., 2013). A   maximização da resistência anaeróbia depende da distribuição das cargas de   treinamento físico e da recuperação fisiológica proporcionada aos atletas (Ronnestad &amp; Ellefsen, 2014).</p>     <p>De maneira geral,   atletas de basquetebol são submetidos a rotinas diárias de treinamento físico,   técnico, tático e mental com a premissa de otimizar o desempenho esportivo e,   por consequência, conquistar vitórias e títulos. Neste sentido, aconselha-se   que os treinadores de basquetebol planejem de forma detalhada a temporada   competitiva de seus atletas, o que é denominado periodização do treinamento esportivo (Fortes, Almeida, &amp; Ferreira, 2014).</p>     <p>Treinadores de   basquetebol costumam utilizar a periodização linear ou ondulatória (Nunes,   Crewther, Viveiros, De Rose, &amp; Aoki, 2011). Na periodização linear simples   o treinador busca planejar as cargas de treinamento com o intuito de que seus   atletas atinjam o melhor desempenho em uma única competição ao final do   macrociclo. Este tipo de periodização é composta por três etapas: preparatória,   competitiva e polimento. A primeira fase é utilizada para se aumentar   progressivamente volume e intensidade do treinamento. No período competitivo é   aumentado a frequência de realização de sessões de alta intensidade ao mesmo   tempo que o volume de treinamento é reduzido e/ou mantido. O polimento, por sua   vez, é considerado uma técnica de prescrição da periodização que visa reduzir a   fadiga imposta pelo treinamento sem que o atleta perca as adaptações   psicofisiológicas (Le Meur, Hausswirth, &amp; Mujika, 2012). Assim, o polimento   é utilizado para se reduzir o volume de todos os componentes das sessões de   treino, embora a intensidade seja mantida (Mujika, 2010). Para Bosquet,   Montpetit, Arvisais e Mujika (2007), existem dois tipos de polimento:   linear/progressivo e por etapa. O primeiro diz respeito a diminuição   sistemática e gradual da carga de treino, ao passo que o polimento por etapa se   refere à atenuação repentina da carga de treino em uma quantidade constante. De   acordo com Mujika (2010), o polimento deve ter duração de duas a quatro semanas.</p>     <p>Estudos têm   indicado aumento do desempenho de atletas após a etapa do polimento (Hellard et   al., 2013; Pyne, Mujika, &amp; Reilly, 2009), embora tais investigações tenham   sido conduzidas com atletas de esportes cíclicos. É de salientar que ainda não   há consenso na literatura científica no que diz respeito a qual estratégia de   polimento é mais eficaz para maximizar o desempenho de atletas de esportes   intermitentes. Destaca-se, ainda, que a prescrição do polimento parece não ser   unanime para muitos treinadores (Le Meur et al., 2012). Ainda paira uma   subcultura de que nas semanas antecedentes a competição-alvo tanto volume quanto intensidade devem ser aumentados.</p>     <p>Do ponto de vista   prático, este tipo de investigação poderá apontar o efeito de diferentes tipos   de polimento sobre a resistência anaeróbia, considerada um indicador de   desempenho essencial para os atletas de basquetebol. Logo, os achados poderão   ser de extrema importância para os treinadores desta modalidade esportiva.   Considerando os apontamentos citados acima, o objetivo da investigação foi   analisar o efeito do tipo de polimento sobre a resistência anaeróbia em jovens atletas de basquetebol.</p>     <p>Por conseguinte,   algumas hipóteses foram formuladas em virtude das considerações de duas   revisões sistemáticas (Bosquet et al., 2007; Le Meur et al., 2012): a) as duas   estratégias de polimento geram melhora na resistência anaeróbia em atletas de   basquetebol e; b) o polimento linear maximiza mais a resistência anaeróbia em atletas de basquetebol do que o polimento por etapa.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> </font>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>MÉTODO</b></font></p> <font face="Verdana" size="2">     <p><b>Participantes</b></p>     <p>Trata-se de uma   investigação longitudinal, com duração de 12 semanas, desenvolvida com jovens   atletas de basquetebol do sexo masculino. A amostra foi selecionada por   conveniência, sendo composta por 51 voluntários com idade entre 15 e 19 anos,   participantes do campeonato mineiro de basquetebol das categorias sub-15 (n=   20), sub-17 (n= 17) e sub-19 (n= 14). Os participantes foram divididos   aleatoriamente em três grupos: polimento linear (GL, n= 17), polimento por etapa (GE, n= 17) e grupo controle (GC, n= 17). </p>     <p>Os atletas   treinavam em média 2 h por dia, com frequência de cinco vezes por semana. Para   serem incluídos na pesquisa, os atletas deveriam: a) ser atleta de basquetebol   há pelo menos dois anos; b) treinar sistematicamente basquetebol por pelo menos   8h por semana; e c) estar inscrito no Campeonato Estadual de Basquetebol, organizado pela Federação Mineira de Basquetebol.</p>     <p>Contudo, 4   atletas foram excluídos em razão de faltarem mais do que 5% das sessões de   treinamento no decorrer da investigação (12 semanas). Logo, a investigação contou com uma amostra final de 47 atletas (GL= 15, GE= 15 e GC= 17). </p>     <p>Após receber   informação sobre os procedimentos aos quais seriam submetidos, os participantes   assinaram um termo de assentimento. Os treinadores dos atletas assinaram o   termo de consentimento livre e esclarecido (TCLE), concordando com os   procedimentos metodológicos da investigação. Os procedimentos adotados neste   estudo atenderam às normas da Resolução 466/12 do Conselho Nacional de Saúde   para pesquisas em seres humanos. O projeto obteve aprovação do Comitê de Ética   e Pesquisa em Seres Humanos da Universidade Federal de Pernambuco (CAE – 46978515.6.0000.5208).</p>     <p><b>Desenho experimental</b></p>     <p>Os Todos os   grupos fizeram a mesma planificação de treinamento (e.g., 4 semanas para a fase   preparatória e 5 semanas para a fase competitiva) até as últimas três semanas   da periodização (fase do polimento). O GL realizou polimento linear, ao passo   que o GE utilizou o método de polimento por etapa, conforme recomendações de   Bosquet et al. (2007). Somente o GC não realizou polimento. O polimento teve   duração de 3 semanas. Para o GL, foi reduzido somente o volume de treinamento   em: 80% para a primeira semana, 60% para a segunda e 40% na terceira semana   (<a href="/img/revistas/mot/v13n2/13n2a02t1.jpg">Tabela 1</a>), seguindo indicações de Mujika, Chaouachi e Chamari (2010). Para o   GE, o volume de treinamento foi atenuado para 50% no decorrer das 3 semanas de   polimento (<a href="/img/revistas/mot/v13n2/13n2a02t2.jpg">Tabela 2</a>), de acordo com os apontamentos de Mujika, Chaouachi e   Chamari (2010). O GC prolongou o mesociclo competitivo até a data do início do campeonato estadual de basquetebol (<a href="/img/revistas/mot/v13n2/13n2a02t3.jpg">Tabela 3</a>).</p>     
<p>A soma do tempo   de duração de cada sessão foi utilizada para determinar o volume de treinamento   de cada microciclo. A intensidade de cada microciclo foi calculada a partir da   média da Perceção Subjetiva de Esforço (PSE) de cada sessão, conforme método já   utilizado em outras investigações científicas (Freitas, Miloski, &amp; Bara Filho, 2015; Nogueira et al., 2014). </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O <i>Running   Anaerobic Speed Test</i> (RAST) foi realizado pelos atletas antes do início da   temporada, o que foi denominado como pre-teste, e na última semana de cada mesociclo [Preparatório, Competitivo e Polimento (somente para GL e GE)].</p>     <p><b>Instrumentos</b></p>     <p>O RAST consiste na realização de seis corridas máximas   de 35 m, intercaladas por um período de recuperação passivo de 10 segundos. O   registro do tempo foi realizado a cada esforço (Timex, modelo 85103).   Utilizou-se o índice de fadiga obtido pelo RAST como indicador para a   resistência anaeróbia (Kalva-Filho et al., 2013). Quanto menor o índice de   fadiga (IF), maior a resistência anaeróbia. A potência absoluta (Pabs) foi   determinada em cada corrida por intermédio da mensuração do tempo (t), distância (D) e massa corporal (MC) do indivíduo:</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/mot/v13n2/13n2a02e1.jpg" width="336" height="68"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Por conseguinte, foram determinadas as potências pico   (PP) e mínima (Pmín). Por fim, o IF de cada atleta foi calculado </p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/mot/v13n2/13n2a02e2.jpg" width="345" height="71"></p>     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Ressalta-se que todos os atletas eram familiarizados com o RAST antes do início da investigação.</p>     <p>Em razão de achados científicos apontarem influência   da maturação biológica sobre variáveis de aptidão física (Matta, Figueiredo,   Garcia, &amp; Seabra, 2014), decidiu-se controlar (técnicas estatísticas) a   idade de pico de velocidade de crescimento em estatura na presente pesquisa. A   maturação biológica foi avaliada por intermédio da maturação somática. Assim,   foram aferidos massa corporal, estatura e altura tronco-cefálica. O comprimento   de pernas foi obtido pela diferença entre estatura e altura tronco-cefálica.   Estas medidas, juntamente com a idade cronológica foram utilizadas em uma   equação estabelecida por Mirwald, Baxter-Jones, Bailey e Beunen (2002), que estima a idade do pico de velocidade de crescimento em estatura.</p>     <p>A densidade corporal foi determinada por meio de um   adipômetro (Lange, Beta Technology, California, EUA), tendo sido medidas as   dobras cutâneas triciptal e subescapular, adotando o protocolo de Slaughter et   al. (1988), que leva em consideração a etnia (branca ou negra) e a etapa   maturacional em função da idade cronológica (púbere - 12 a 14 anos; e   pós-púbere - 15 a 17 anos) do avaliado. Neste sentido, a etnia foi determinada   por meio de autoavaliação. Para as aferições das dobras cutâneas, utilizaram-se   as padronizações da <i>Internacional Society for Advancement for     Kineanthropometry </i>(2013). O percentual de gordura corporal (%G) foi determinado por meio da equação de Siri (1956).</p>     <p>Dados demográficos (idade, etnia, frequência semanal   de treino e horas de treino diária) foram avaliados por intermédio de um questionário construído pelos próprios pesquisadores.</p>     <p><b>Procedimentos</b></p>     <p>Como etapa inicial, os pesquisadores responsáveis   entraram em contato com o diretor das categorias de base de basquetebol de um   clube do estado de Minas Gerais/Brasil. Os procedimentos, bem como os objetivos   do estudo foram devidamente explicados e foi solicitada a autorização para desenvolver a investigação com os atletas. </p>     <p>Em seguida, foi realizada uma reunião com os atletas   com o intuito de esclarecer sobre todos os procedimentos éticos da   investigação. Neste encontro também foi entregue o TCLE ao seu respetivo   treinador para consentimento da participação de seus atletas. Todos os atletas   assinaram o termo de consentimento, concordando com a sua participação voluntária na investigação.</p>     <p>As coletas dos dados foram realizadas no local de   treinamento (quadra de basquetebol) antes do primeiro microciclo e ao final de   cada mesociclo (último microciclo de cada mesociclo). Foram aferidas a massa   corporal, estatura e dobras cutâneas e em seguida os atletas realizaram o RAST.   Realizou-se um breve aquecimento (corrida em baixa intensidade seguida de   sprints com duração de 3 segundos) com duração de 3 minutos antes da realização   do RAST. Os atletas receberam a mesma orientação para a realização do teste e   eventuais dúvidas foram esclarecidas. Foi solicitado aos atletas que não   realizassem exercícios físicos nas 24 horas antecedentes ao teste, conforme indicado por alguns especialistas da área científica (Pyne et al., 2009).</p>     <p><b>Análise dos dados</b></p>     <p>Conduziu-se o teste Shapiro Wilk para avaliar a   distribuição dos dados. O teste de Levene foi utilizado para testar a   homocedasticidade, ao passo que a esfericidade dos dados foi verificada   mediante o teste de Mauchly. Quando esse último pressuposto foi violado, a   correção de Greenhouse-Geisser foi adotada. Em razão da não violação   paramétrica nos três grupos (GL, GE e GC), optou-se pela utilização de técnicas   paramétricas. Conduziu-se a análise univariada de covariância (ANCOVA) de   medidas repetidas para comparar o IF entre os grupos (GL, GE e GC) em função do   mesociclo (preparatório, competitivo e polimento). O teste <i>post hoc</i> de   Bonferroni foi utilizado para identificar a localização das diferenças   estatísticas. Ademais, utilizou-se o tamanho do efeito de Cohen, representado   pela sigla “<i>d</i>”, para revelar diferenças do ponto de vista prático. Foram   adotados os seguintes critérios, de acordo com os apontamentos de Thalheimer e   Cook (2002): (pequeno se 0&#8804; |d|&#8804; .5, médio se .5 &lt;|d| &#8804;.8   e grande se |d|&gt; .8). Todos os dados foram tratados no software SPSS 21.0, adotando-se nível de significância de 5%.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> </font>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>RESULTADOS</b></font></p> <font face="Verdana" size="2">     <p>Os dados   descritivos relativos ao IF, %G, idade e regime de treinamento semanal   (frequência semanal de treino x horas de treino diária) podem ser visualizados   na <a href="#t4">Tabela 4</a>. Salienta-se que não se identificaram diferenças estatísticas para   idade (<i>F</i><sub>(3, 48)</sub>= 2,70, <i>p</i>= 0,21), percentual de gordura   (<i>F</i><sub>(3, 48)</sub> = 2.06, <i>p</i>= .24) e IF (<i>F</i><sub>(3, 48)</sub>= 1.83, <i>p</i>= .19) entre os grupos antes do início da investigação.</p>     <p><a name="T4"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/mot/v13n2/13n2a02t4.jpg" width="363" height="191"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>É importante referir que não foi identificada   diferença da PSE de cada microciclo entre os três grupos até o final do nono   microciclo (<i>F</i><sub>(3, 44)</sub>= 3.01, <i>p</i>= .16). Em relação ao IF,   os resultados apresentaram efeitos de tempo (<i>F</i><sub>(4, 43)</sub>= 34.71,   <i>p=</i> .01) e grupo (<i>F</i><sub>(3, 43)</sub>= 37.84, <i>p= </i>.01) que   merecem destaque: a) os achados revelaram que o IF reduziu da pré-temporada até   o final da etapa preparatória no GL (&#8710; = 7%, <i>F</i><sub>(2, 13)</sub>=   21.03, <i>p= </i>.01, <i>d</i> = .8), GE (&#8710;= 6%, <i>F</i><sub>(2, 13)</sub>=   23.25, <i>p= </i>.01, <i>d</i>= .8) e GC (&#8710;= 7%, <i>F</i><sub>(2, 15)</sub>=   24.54, <i>p= </i>.01, <i>d</i>= .7), não sendo identificada diferença   significativa entre os grupos (<i>F</i><sub>(3, 44)</sub>= 2.33, <i>p=</i> .18,   <i>d</i>= .1); b) a ANCOVA não revelou efeito de tempo (<i>F</i><sub>(2, 45)</sub>=   3.49, <i>p=</i> .16) e grupo (<i>F</i><sub>(3, 44)</sub>= 1.83, <i>p=</i> .22, <i>d</i>=   .1) para o IF quando comparadas as etapas preparatória e competitiva e; c) o IF   atenuou do período competitivo para o polimento no GL (&#8710;= 8%, <i>F</i><sub>(2,     13)</sub>= 49.66, <i>p=</i> .01, <i>d</i>= .9) e GE (&#8710;= 10%, <i>F</i><sub>(2,       13)</sub>= 43.83, <i>p=</i> .01, <i>d</i>= .7), fato não verificado para o GC (&#8710;=   1%, <i>F</i><sub>(2, 15)</sub>= 2.03, <i>p=</i> .29, <i>d</i>= .2). Além disso,   foi identificada uma diferença significativa do IF entre GL e GC (<i>F</i><sub>(2,     30)</sub>= 36.55, <i>p=</i> .01,<i> d</i>= .5), GE e GC (<i>F</i><sub>(2, 30)</sub>=   31.28, <i>p=</i> .01,<i> d</i>= .5) e entre GL e GE (<i>F</i><sub>(2, 28)</sub>= 14.32, <i>p=</i> .04,<i> d</i>= .4) na etapa do polimento, conforme a <a href="/img/revistas/mot/v13n2/13n2a02t5.jpg">Tabela 5</a> indica. </p>     
<p>Destaca-se ainda que os resultados indicaram relação   da maturação somática com o IF em razão do grupo e etapa da investigação:   Pré-Temporada [GL= 1,69±0,18 anos (<i>F</i><sub>(1, 14)</sub>= 54.13, <i>p</i>=   .001), GE= 1,74±0,19 anos (<i>F</i><sub>(1, 14)</sub>= 59.87, <i>p</i>= .001),   GC=1,70 ±0,23 anos (<i>F</i><sub>(1, 16)</sub>= 62.33, <i>p</i>= .001),   Preparatório [GL= 1,71±0,16 anos (<i>F</i><sub>(1, 14)</sub>= 68.36, <i>p</i>=   .001), GE= 1,73±0,15 anos (<i>F</i><sub>(1, 14)</sub>= 72.64, <i>p</i>= .001),   GC= 1,73±0,22 anos (<i>F</i><sub>(1, 16)</sub>= 66.30, <i>p</i>= .001),   Competitivo [GL= 1,72±0,19 anos (<i>F</i><sub>(1, 14)</sub>= 63.05, <i>p</i>=   .001), GE= 1,78±0,21 anos (<i>F</i><sub>(1, 14)</sub>= 76.32, <i>p</i>= .001),   GC =1,75±0,20 anos (<i>F</i><sub>(1, 16)</sub>= 69.41, <i>p</i>= .001) e   Polimento [GL= 1,76±0,22 anos (<i>F</i><sub>(1, 14)</sub>= 70.98, <i>p</i>=   .001), GE= 1,77±0,18 anos (<i>F</i><sub>(1, 14)</sub>= 61.76, <i>p</i>= .001), GC= 1,74±0,24 anos (<i>F</i><sub>(1, 16)</sub>= 63.55, <i>p</i>= .001).</p>     <p>&nbsp;</p> </font>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana"><b>DISCUSSÃO</b></font></p> <font face="Verdana" size="2">     <p>O estudo teve como objetivo analisar o efeito do tipo   de polimento sobre a resistência anaeróbia em jovens atletas de basquetebol do   sexo masculino. De maneira geral, os achados revelaram efeitos positivos do   polimento sobre a resistência anaeróbia, salientando o maior aumento para o   grupo que realizou o polimento linear, o que corrobora as hipóteses formuladas   para este estudo. Cabe destacar a inexistência de estudos que buscaram avaliar   o efeito do polimento sobre capacidades físicas em atletas de basquetebol, o   que dificulta comparar os achados da presente investigação com os da literatura científica.</p>     <p>Os resultados indicaram que a resistência anaeróbia   aumentou da pré-temporada até o final da fase preparatória nos três grupos, sem   se identificar diferença entre os grupos. Estudos têm demonstrado que a   resistência anaeróbia de atletas pode aumentar logo no início da temporada   competitiva (Bosquet et al., 2013; Ramírez-Campillo et al., 2016). Este fato   pode ser explicado em razão da redução do desempenho físico após o período   transitório entre duas temporadas competitivas, também conhecido como efeito   destreinamento (Bosquet et al., 2013). Por conseguinte, os atletas retornam a   sua rotina de treinamento, o que acarreta aumento progressivo de habilidades   motoras (Loturco et al., 2015), por exemplo a resistência anaeróbia, o que, de   certo modo, pode explicar o aumento desta variável ao final do período   preparatório no presente estudo. De fato, duas a três semanas de treinamento   físico (força, resistência aeróbia e velocidade/agilidade) são suficientes para   maximizar a resistência anaeróbia em atletas (Ramírez-Campillo et al., 2016), o que corrobora os achados da presente investigação.</p>     <p>Considerando o período competitivo, a resistência   anaeróbia não demonstrou alteração em comparação ao período preparatório nos   três grupos. Segundo Mujika (2010), potência/resistência anaeróbia, potência   aeróbia, velocidade/agilidade e/ou força muscular costumam não melhorar após   fases de intensificação do treinamento. Do mesmo modo, Le Meur et al. (2012)   ressaltam que também o desempenho físico pode não se alterar após períodos de   aumento das cargas de treinamento, corroborando os achados da presente   pesquisa. Fortes, Vianna, Silva, Gouvêa e Cyrino (2016) analisaram o efeito de   12 semanas de treinamento físico/técnico na potência aeróbia máxima (VO<sub>2máx</sub>)   de jovens atletas de futsal e também não revelaram alteração significativa após   a fase competitiva (&#8710;= 1%), a qual a carga de treinamento foi   intensificada. Hellard et al. (2013) também demonstram em sua investigação que   a fase de intensificação da carga de treinamento não alterou a resistência   anaeróbia de nadadores. Embora os atletas suportem cargas maiores de   treinamento durante a fase competitiva, convém destacar que repetidas sessões   de alta intensidade geram aumento de danos musculares, o que pode acarretar redução e/ou estagnação do desempenho (Freitas et al., 2015).</p>     <p>A respeito da etapa do polimento, os grupos   experimentais (GL e GE) maximizaram a resistência anaeróbia ao final desta   fase, fato não verificado para o GC. Parece que a manutenção da intensidade   conjugado com a redução do volume das sessões de treino durante duas a quatro   semanas pode potencializar o desempenho físico de atletas (Hellard et al.,   2013), explicando assim, os achados para o GL e GE. Fortes et al. (2016)   revelaram aumento do VO<sub>2máx </sub>em jovens atletas de futsal após três   semanas de polimento do tipo linear (&#8710;= 4%). Mujika et al. (2002), por   sua vez, demonstraram melhora no desempenho de nadadores australianos após três   semanas de polimento do tipo linear (&#8710;= ~2%), corroborando, em partes, os   achados da presente investigação. Todavia, a literatura científica ainda não   entrou em consenso no que diz respeito à melhor estratégia de prescrição do   polimento para atletas de esportes intermitentes. Por um lado, pesquisadores   indicam o polimento linear (Mujika, Padilla, &amp; Pyne, 2002; Mujika, 2010).   Por outro, recomenda-se adotar o polimento por etapa (Le Meur et al., 2012).   Considerando os resultados da presente investigação, ambas as estratégias de   polimento foram eficazes para otimizar a resistência anaeróbia, embora o GL   tenha melhorado mais do que o GE, sendo revelado moderado tamanho do efeito, o   que indica razoável probabilidade deste fato ser verdadeiro para jovens atletas   com características semelhantes à do presente estudo. Cabe salientar,   sobretudo, que a manutenção de cargas elevadas de treinamento pode não ser uma   estratégia adequada de periodização (Hellard et al., 2013), fato revelado para   o GC, pois estes atletas não potencializaram a resistência anaeróbia após a etapa competitiva.</p>     <p>No que diz respeito ao pico de velocidade de   crescimento em estatura, os achados indicaram a existência de uma relação com a   resistência anaeróbia em todas as etapas da investigação. Fortes et al. (2016)   identificaram relação estatisticamente significativa entre o desempenho físico   e a maturação biológica em jovens atletas de futsal do sexo masculino,   corroborando os resultados do presente estudo. De fato, a maturação biológica exerce   influência em alguns parâmetros de desempenho físico (Matta et al., 2014).   Logo, atletas mais avançados biologicamente normalmente demonstram melhor desempenho em habilidades que exigem força e velocidade.</p>     <p>O presente estudo possui limitações que devem ser   mencionadas. A alimentação dos atletas não foi controlada, o que pode ter   afetado os resultados do estudo. Aponta-se também o uso de método duplamente   indireto (dobras cutâneas) para se avaliar o percentual de gordura como limitação. Assim, os achados devem ser tratados com cautela.</p>     <p>Do ponto de vista prático, o presente estudo revelou   que ambas as estratégias de polimento (linear e por etapa) podem ser capazes de   potencializar a resistência anaeróbia em jovens atletas de basquetebol. Vale   destacar, sobretudo, que na dúvida, recomenda-se que o treinador adote o   polimento do tipo linear em razão dos achados terem demonstrado maior magnitude   de melhora na resistência anaeróbia após a fase de polimento. Por fim,   considerando os resultados para o GC, não se recomenda manter a carga de   treinamento intensificada antes de jogos considerados importantes no calendário competitivo.</p>     <p>&nbsp;</p> </font>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>CONCLUS&Atilde;O</b></font></p> <font face="Verdana" size="2">     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Baseado nos   achados da pesquisa, concluiu-se que ambas as estratégias de polimento foram   eficazes em maximizar a resistência anaeróbia de jovens atletas de basquetebol.   No entanto, vale ressaltar que a estratégia de polimento linear revelou maior   melhora na resistência anaeróbia quando comparada a estratégia de polimento por   etapa. Concluiu-se ainda que a manutenção de elevadas cargas de treinamento   pode não ser eficiente para potencializar a resistência anaeróbia de jovens do sexo masculino praticantes de basquetebol.</p>     <p>&nbsp;</p> </font>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>REFERÊNCIAS</b></font></p> <font face="Verdana" size="2">     <!-- ref --><p>Asano, R. Y., Sales, M. M., Moraes, J.   F., Coelho, J. M., Botelho Neto, W., Bartholomeu Neto, J., Campbell, C. S.,   &amp; Simões, H. G. (2013). Comparação da potência e capacidade anaeróbia em   jogadores de diferentes categorias de futebol. <i>Motricidade, 9</i>(1), 5-12. doi: 10.6063/motricidade.9(1).2458&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=365992&pid=S1646-107X201700030000200001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Bosquet, L., Berryman, N., Dupuy, O.,   Mekary, S., Arvisais, D., Bherer, L., &amp; Mujika I. (2013). Effect of   training cessation on muscular performance: A meta-analysis. <i>Scandinavian     Journal of Medicine &amp; Science in Sports, 23</i>(1), 1-10. doi: 10.1111/sms.12047&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=365993&pid=S1646-107X201700030000200002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Bosquet, L., Montpetit, J., Arvisais,   D., &amp; Mujika, I. (2007). Effects of tapering on performance: a   meta-analysis. <i>Medicine Science and Sports Exercise, 31</i>(8), 1358-1365. doi: 10.1249/mss.0b013e31806010e0&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=365994&pid=S1646-107X201700030000200003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Fortes, L. S., Almeida, S. S., &amp;   Ferreira, M. E. C. (2014). Influência da periodização do treinamento sobre os   comportamentos de risco para os transtornos alimentares em nadadoras. <i>Revista da Educação Física/UEM, 25</i>(1), 127-134. doi: 10.4025/reveducfis.v25i1.21640&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=365995&pid=S1646-107X201700030000200004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Fortes, L. S., Lira, H. A. A. S.,   Lima, R. C. P., Almeida, S. S., &amp; Ferreira, M. E. C. (2016). Mental   training generates positive effect on competitive anxiety of young swimmers? <i>Revista     Brasileira de Cineantropometria e Desempenho Humano, 18</i>(3), 353-361. doi: 10.5007/1980-0037.2016v18n3p353&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=365996&pid=S1646-107X201700030000200005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Freitas, V. H., Miloski, B., &amp;   Bara-Filho, M. G. (2015). Monitoramento da carga interna de um período de   treinamento em jogadores de voleibol. <i>Revista Brasileira de Educação Física e Esporte, 29</i>(1), 5-12. doi: 10.1590/1807-55092015000100005&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=365997&pid=S1646-107X201700030000200006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Hellard, P., Avalos, M., Hausswirth,   C., Pyne, D., Toussaint, J., &amp; Mujika I. (2013). Identifying optimal   overload and taper in elite swimmers over time. <i>Journal of Sports Science and Medicine, 12</i>, 668-678.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=365998&pid=S1646-107X201700030000200007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Kalva-Filho, C. A., Loures J. P.,   Franco, V. H., Kaminagakura, E. I., Zagatto, A. M., &amp; Papoti, M. (2013).   Comparação da potência anaeróbia mensurada pelo teste de Rast em diferentes   condições de calçado e superfícies. <i>Revista Brasileira de Medicina do Esporte, 19</i>(2), 139-142. doi: 10.1590/S1517-86922013000200014&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=366000&pid=S1646-107X201700030000200008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Le Meur, Y., Hausswirth, C., &amp;   Mujika, I. (2012). Tapering for competition: a review. <i>Science &amp; Sports, 27</i>(1), 77-87. doi: 10.1016/j.scispo.2011.06.013&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=366001&pid=S1646-107X201700030000200009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Loturco, I., Nakamura, F. Y., Kobal,   R., Gil, S., Abad, C. C. C., Cuniochi, R., Pereira, L. A., &amp; Roschel, H.   (2015). Training for power and speed: Effects of increasing or decreasing jump   squat velocity in elite Young soccer players. <i>Journal of Strength Condictioning Research, 29</i>(1), 2771-2779. doi: 10.1519/JSC.0000000000000951&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=366002&pid=S1646-107X201700030000200010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Matta, M. O., Figueiredo, J. F. B.,   Garcia, E. S., &amp; Seabra, A. F. T. (2014). Morphological, maturational,   functional and technical profile of young Brazilian soccer players. <i>Revista     Brasileira de Cineantropometria &amp; Desempenho Humano, 16</i>(3), 277-286. doi: 10.5007/1980-0037.2014v16n3p277&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=366003&pid=S1646-107X201700030000200011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Mirwald, R. L., Baxter-Jones, A. D.   G., Bailey, D. A., &amp; Beunen, G. P. (2002). 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Precompetition taper and nutritional strategies: special reference to   training during Ramadan intermittent fast. <i>British Journal of Sports Medicine, 44</i>, 495-501. doi: 0.1136/bjsm.2009.071274&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=366007&pid=S1646-107X201700030000200014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Mujika, I., Padilla, S., &amp; Pyne,   D. (2002). 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Block periodization of high-intensity aerobic intervals provides   superior training effects in trained cyclists. <i>Scandinavian Journal of     Medicine &amp; Science in Sports, 24</i>(1), 34-42. doi: 10.1111/j.1600-0838.2012.01485.x&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=366015&pid=S1646-107X201700030000200020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Siri, W.E. (1956) The gross   composition of the body. In: Tobias CA, Lawrence JH, editors. <i>Advances in biological and medical physics</i>. New York: Academic Press, 239-80.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=366016&pid=S1646-107X201700030000200021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Slaughter, M. H., Lohman, T. G.,   Boileau, R., Hoswill, C. A., Stillman, R. J., &amp; Yanloan, M. D. (1988).   Skinfold equations for estimation of body fatness in children and youth. <i>Human Biology, 60</i>(3), 709-723.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=366018&pid=S1646-107X201700030000200022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Thalheimer W., &amp; Cook S. (2002).   How to calculate effect sizes from published research articles: A simplified methodology. Retrieved November 25, 2014 from <a href="http://work-learning.com/effect_sizes.htm" target="_blank">http://work-learning.com/effect_sizes.htm</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=366020&pid=S1646-107X201700030000200023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>The Internacional Society for   Advancement for Kineanthropometry (2013). Australia: National Library of Australia.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=366022&pid=S1646-107X201700030000200024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Agradecimentos:    <br> </b>Nada a declarar    <br> <b>Conflito de Interesses:    <br> </b>Nada a declarar.    ]]></body>
<body><![CDATA[<br> <b>Financiamento:    <br> </b>Nada a declarar</p>     <p>Artigo recebido a 23.11.2015; Aceite a 07.03.2017</p> </font>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2"><a name="end"></a><a href="#topo">*</a><i>Autor correspondente</i>:   Rua Clóvis   Beviláqua, 163/1003, bairro Madalena, Recife/PE, 50710-330, Brasil. <i>E-mail</i>:   <a href="mailto:leodesousafortes@hotmail.com">leodesousafortes@hotmail.com</a></font></p>      ]]></body><back>
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