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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Avaliação da qualidade de vida associada à obesidade em indivíduos submetidos à cirurgia bariátrica]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The aim of the present study was o assess the quality of life of patients undergoing bariatric surgery. A cross-sectional quantitative analysis was applied on a public hospital at Fortaleza/CE, with 112 participants that underwent bariatric surgery. Two questionnaires were applied: BAROS and a series of socioeconomical questions. 83% of the sample were females, 53,3% did not completed high-school, with a minimum wage up- to 3 base salaries and a mean age of 43,84 years. Mean BMI pre-surgery was 51,02Kg/m² and it was 33,4 Kg/m² post-surgery. Among the sample, 46,4% underwent surgery for more than 5 years and 69,4& reported a better quality of life post-surgery. BMI and financial income seemed to influence the quality of life of patients, showing significant differences. It was concluded that bariatric surgery might promote a positive impact on the quality of life of patients.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b><font face="Verdana" size="2"> ARTIGO ORIGINAL&nbsp;&nbsp; |&nbsp;&nbsp; ORIGINAL ARTICLE</font></b></p>     <p>&nbsp;</p>      <p><font size="4" face="Verdana"><b>Avaliação da qualidade de vida associada à obesidade em indivíduos submetidos à cirurgia bariátrica</b></font></p> <font face="Verdana" size="2">     <p>&nbsp;</p> </font>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Evaluation of quality of life   associated with obesity in individuals undergoing bariatric surgery</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b><a name="top"></a>Prodamy Pacheco   Neto<sup>1</sup>; Antônio Anderson   Ramos de Oliveira<sup>1</sup>; Carlos Antônio Bruno da Silva<sup>1</sup> </b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"> <sup>1</sup><i>Centro Universitario Estacio do Cear&aacute; </i></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><a href="#end">Correspondência para</a> </font></p> <font face="Verdana" size="2">     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> </font> <hr noshade size="1"> <font face="Verdana" size="2">     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>O objetivo do presente estudo foi avaliar a   qualidade de vida de pacientes submetidos à cirurgia bariátrica. Tratou-se de   uma pesquisa do tipo transversal, analítica e de caráter quantitativo, que foi   realizada em um hospital público localizado na cidade de Fortaleza/CE, , tendo   como amostra 112 pacientes submetidos à cirurgia bariátrica. Como instrumento   para coleta dos dados foi utilizado o questionário BAROS e um questionário para   determinação de fatores socioeconômicos. Com 83% da amostra composta de   mulheres, 53,3% não haviam concluído o ensino médio, a renda média foi de até   três salários mínimos e a média de idade foi de 43,84 anos. O IMC médio foi de   51,02Kg/m² antes da cirurgia bariátrica e após a cirurgia de 33,4 Kg/m². Entre   os pacientes, 46,4% haviam realizado cirurgia há mais de cinco anos e quanto á   qualidade de vida, 69,4% referiram se sentirem muito melhor após a cirurgia   bariátrica. O IMC e a renda familiar apresentaram influência sobre a qualidade   de vida dos pacientes demonstrando diferenças estatisticamente significativas.   Concluiu-se que a cirurgia bariátrica pode promover um impacto positivo no   combate à obesidade, sendo a condição pós-cirurgia bariátrica e seus efeitos os   responsáveis por uma condição de melhor qualidade de vida em diferentes dimensões da mesma.</p>     <p><b>Palavras-chave: </b>obesidade, qualidade de vida, cirurgia bariátrica.</p> </font> <hr noshade size="1"> <font face="Verdana" size="2">     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>The aim of the present study was o assess the   quality of life of patients undergoing bariatric surgery. A cross-sectional   quantitative analysis was applied on a public hospital at Fortaleza/CE, with   112 participants that underwent bariatric surgery. Two questionnaires were   applied: BAROS and a series of socioeconomical questions. 83% of the sample   were females, 53,3% did not completed high-school, with a minimum wage up- to 3   base salaries and a mean age of 43,84 years. Mean BMI pre-surgery was   51,02Kg/m² and it was 33,4 Kg/m² post-surgery. Among the sample, 46,4%   underwent surgery for more than 5 years and 69,4&amp; reported a better quality   of life post-surgery. BMI and financial income seemed to influence the quality   of life of patients, showing significant differences. It was concluded that   bariatric surgery might promote a positive impact on the quality of life of patients.</p>     <p><b>Keywords:</b> obesity, quality of life, bariatric surgery.</p> </font> <hr noshade size="1"> <font face="Verdana" size="2">     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> </font><font size="3" face="Verdana"><b>INTRODUÇÃO</b></font><font face="Verdana" size="2">      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Segundo   o relatório da Organização Mundial da Saúde, OMS, (2012), a obesidade leva a   óbito 2,8 milhões de pessoas por ano. O relatório ainda mostra que no   continente americano 26% dos adultos são obesos, sendo a região do planeta com maior incidência do problema.</p>     <p>Estima-se   que as condições relacionadas à obesidade são responsáveis por,   aproximadamente, 7% dos custos totais de assistência de saúde nos Estados   Unidos e que custos diretos e indiretos relacionados à obesidade ultrapassam os   117 bilhões de dólares por ano (ACSM, 2010). Ainda segundo o ACSM (2010), 2/3   da população americana estão com sobrepeso e 50% da população já está classificada como obesa.</p>     <p>A   prevalência da obesidade vem crescendo acentuadamente nos últimos anos. De   acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), 1,6 bilhão de pessoas   acima de 15 anos foram classificadas em sobrepeso e 400 milhões estavam obesas   em 2005. As projeções para 2015 são de aproximadamente 2,3 bilhões de pessoas   acima do peso e mais de 700 milhões de obesas. (Tavares, Nunes &amp; Santos, 2012).</p>     <p>Segundo   as informações da Organização Pan-Americana da Saúde, os índices de sobrepeso e   obesidade têm crescido de forma assustadora em diversos países industrializados   e em desenvolvimento, o que tem tornado o controle da quantidade de massa gorda   uma das principais preocupações de vários órgãos de saúde pública (Santos et al., 2012).</p>     <p>Trata-se   de uma epidemia com consequências sociais e psicológicas graves (Costa et al., 2009).</p>     <p>De   acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mais da   metade da população adulta brasileira está acima do peso. Pesquisas indicam que   o excesso de peso já atinge também uma em cada três crianças entre cinco e nove anos de idade e um quinto dos adolescentes no país (Abeso, 2012).</p>     <p>A   cirurgia bariátrica é uma técnica de emagrecimento bastante eficaz no   tratamento da obesidade mórbida, combate e controle de co-morbidades   associadas, além de contribuir na melhora da qualidade de vida (Leal &amp; Baldin, 2007, Toledo et al., 2010).</p>     <p>Segundo   a resolução Nº 1.766/05 do Conselho Federal de Medicina, são candidatos para o   tratamento cirúrgico (cirurgia bariátrica): os pacientes com IMC maior que 40   kg/m² ou com IMC maior que 35 kg/m² associado a comorbidades (hipertensão   arterial, dislipidemia, diabetes tipo 2, apneia do sono, entre outras). A   cirurgia seria contraindicada em pacientes com pneumopatias graves,   insuficiência renal, lesão acentuada do miocárdio e cirrose hepática. Alguns   autores citam ainda contraindicações psiquiátricas (Cunha, Neto &amp; Júnior, 2006).</p>     <p>Sendo   a obesidade considerada um problema de abrangência mundial, ela apresenta   significativo impacto na saúde, bem-estar psicológico, longevidade e na   qualidade de vida (QV). A obesidade torna mais numerosa as chances para   mortalidade e agrava os indicadores de QV, quando comparado grupo de indivíduos obesos com grupo não obesos (Tavares, Nunes &amp; Santos, 2012).</p>     <p>Assim,   o objetivo do presente estudo foi avaliar a qualidade de vida de pacientes   submetidos à cirurgia bariátrica, utilizando dados clínicos e socioeconômicos para traçar um perfil de resposta ao procedimento.</p> </font>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>MÉTODO</b></font></p> <font face="Verdana" size="2">     <p>O   presente estudo tratou-se de uma pesquisa do tipo transversal, analítica e de   caráter quantitativo. A pesquisa foi realizada em um hospital público localizado na cidade de Fortaleza/CE.</p>     <p>O   universo foi representado por todos os pacientes cadastrados no hospital César   Cals, os quais realizaram tratamento para a obesidade, sendo submetidos à   cirurgia bariátrica. A amostra foi composta por 112 pacientes selecionados segundo critérios de inclusão.</p>     <p>A   seleção da amostra aconteceu entre os pacientes que realizaram a cirurgia   bariátrica há pelo menos 12 meses e aceitaram participar do estudo. Foram   excluídos da pesquisa todos os pacientes que apresentaram alguma incapacidade física e/ou doença neurológicas.</p>     <p>A   coleta dos dados foi dividida em dois momentos distintos. No primeiro momento   foi realizada a seleção da amostra por meio dos prontuários do hospital César   Cals. Após seleção, o pesquisador entrou em contato com o paciente para convidá-lo   a participar da pesquisa. Foram esclarecidos os procedimentos, objetivos e que   o indivíduo não teria nenhum vínculo financeiro, assim como teria liberdade para abandonar a pesquisa em qualquer momento que necessário.</p>     <p>Utilizou-se   um questionário para a avaliação da qualidade de vida e um questionário para avaliação socioeconômica.</p> </font>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>RESULTADOS</b></font></p> <font face="Verdana" size="2">     <p>Inicialmente, o estudo   concentrou-se na análise descritiva de variáveis sociodemográficas dos   pacientes participantes. Observam-se as seguintes variáveis: sexo, faixa etária, estado civil, escolaridade, renda familiar e atividade física.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><i>Distribuição da amostra de pacientes estudada, de acordo com   as características socioeconômicas: </i>A análise descritiva segundo o gênero destacou que 83%   dos pacientes eram do sexo feminino. Já quanto à faixa etária dos pacientes   participantes do estudo, notou-se que a média de idade entre os participantes da pesquisa foi de 43,84 ± 6,73 anos. </p>     <p>Em sua grande maioria   (53,6%), os participantes da pesquisa eram casados. Observa-se que a maioria dos pacientes possuíam o ensino médio incompleto (53,6%).</p>     <p>Quanto a renda familiar,   observou-se uma média de R$ 2.046,50, equivalente a 3 salários mínimos,   aproximadamente, e que 40,2% da amostra não apresentavam a prática de atividade física alguma como parte integrante de sua rotina diária.</p>     <p>Após a identificação   sociodemográfica dos pacientes do espaço amostral relacionado à pesquisa,   identificou-se as características clínicas dos pacientes, assim, notou-se que   79,5% apresentavam classificação de obesidade grau III e que, após cirurgia   bariátrica, esse mesmo quantitativo de pacientes, com classificação de obesidade grau III, passou para 11,6%. </p>     <p>Além disso, destacou-se o   maior número de pacientes pós-cirurgia bariátrica classificados com sobrepeso (34,8%),   e já não mais como obesos, diferenciando-os da classificação pré-cirúrgica   bariátrica, onde a totalidade dos pacientes apresentou algum grau de obesidade, segundo classificação da OMS, 2003.</p>     <p><i>Distribuição da amostra de pacientes internados, de acordo   com o estado nutricional, pelo índice de massa corporal antes e após a cirurgia:   </i>Ao   categorizar a variável tempo de cirurgia por mês, observou-se que 46,4% dos   pacientes haviam realizado a cirurgia há, pelo menos, sessenta meses (5 anos).   Notou-se que a média de tempo de ocorrência da cirurgia foi de 62,14 ± 8,64 meses.</p>     <p>A média de peso máximo antes   da cirurgia foi de 125,62 ± 24,56Kg, enquanto que a média do peso mínimo após a   cirurgia foi de 76,34 ± 14,98Kg, destacando-se que um paciente participante da pesquisa não informou seu peso mínimo pós-cirúrgico.</p>     <p>O menor peso máximo antes da   cirurgia foi de 91,5Kg e o menor peso mínimo após a cirurgia foi de 45Kg,   enquanto que o maior peso máximo antes da cirurgia foi de 208Kg e o maior peso   mínimo após a cirurgia foi de 128Kg. Além disso, destacou-se a diminuição   brusca da mediana da amostra, responsável por dividi-la em duas partes iguais, de acordo com os seus dados, indo de 120Kg à 75Kg. </p>     <p>Ainda analisando obtidos,   vemos que 25% dos pacientes atingiram até 111Kg antes do procedimento cirúrgico   e chegaram até a 65Kg na situação pós-cirurgia. Já 50% da amostra atingiram até   120Kg antes da cirurgia e 75Kg após o procedimento cirúrgico. Ainda, outros 75%   atingiram até 136Kg e 84,5Kg nos momentos antes e pós cirurgia, respectivamente.</p>     <p>Quanto ao IMC antes da   cirurgia, verificou-se uma média de 51,02 ± 7,73Kg/m². Já na condição   pós-cirurgia bariátrica verificou-se uma média de IMC de 33,41 ± 6,03Kg/m². O   intervalo com maior concentração de pacientes foi o de 41,54 a 50,00Kg/m² com   45,4% dos pacientes no período pré-cirurgia bariátrica, enquanto que no momento   pós-cirurgia bariátrica o intervalo com maior número de pacientes foi de 23,88Kg/m² a 30,64Kg/m², totalizando 46,9% da amostra.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Ao realizar análise   descritiva do IMC, segundo sexo e idade, verificou-se que, no sexo feminino, a   média de idade foi de 41 ± 12 anos; o IMC pré-cirurgia bariátrica foi de 46,59 ± 6,62Kg/m² e na condição pós-cirurgia bariátrica foi de 31,83 ± 5,75Kg/m2. </p>     <p>Já no sexo masculino,   observou-se que a média de idade foi de 47 ± 9 anos, com IMC pré-cirurgia   bariátrica foi de 55,46 ± 10,55Kg/m² e na condição pós-cirurgia bariátrica foi de 34,99 ± 7,49Kg/m².</p>     <p>A redução do IMC da condição   pré-cirurgia para a pós-cirurgia foi maior entre os homens, os quais   apresentaram redução média de 36,09%. As mulheres apresentaram redução média de 31,48% quando comparado às condições pré e pós-cirurgia. </p>     <p>A avaliação da qualidade de   vida foi realizada a partir da apresentação dos resultados socioeconômicos e   clínicos, alocados segundo suas categorias específicas, as quais: como se sente   pós-cirurgia, apto a participar de atividade física, envolvimento social, apto   a trabalhar e interesse em sexo; e em cada categoria os pacientes respondiam   dentre as seguintes subcategorias: Muito Pior, Pior, o mesmo, melhor ou muito melhor.</p>     <p>Entre os pacientes, 65,2%   relataram se sentirem muito melhores após a cirurgia, 39,3% relataram estarem   prontos para a prática de atividade física, 49,1% relataram se sentirem muito   melhor quanto ao envolvimento social, 54,5% relataram estarem muito melhor para   o trabalho e 27,7% relataram estarem muito mais interessados em sexo, ou seja,   em cada categoria, estes percentuais estão alocados na subcategoria “muito melhor”.</p>     <p>Ao se analisar o IMC após   cirurgia bariátrica e sua influência sobre as categorias (como se sente após   cirurgia, apto a participar de atividade física, envolvimento social, apto a   trabalhar e interesse em sexo), referentes à qualidade de vida, observou-se que quanto menor o IMC, maior a satisfação pessoal e qualidade de vida.</p>     <p>Já, ao se comparar o IMC   após cirurgia bariátrica com a disposição à prática de atividade física,   observou-se que os indivíduos que apresentaram maiores índices de massa   corporal (IMC), foram os que responderam pior ou muito pior e entre os   pacientes com maior redução do IMC, a resposta prevalente foi a de mesma disposição à atividade física que na condição anterior a cirurgia.</p>     <p>Indivíduos que apresentaram   maiores reduções de IMC (IMC médio de 31,40 ± 5.06Kg/m²) foram os que demonstraram melhor envolvimento social.</p>     <p>Pacientes com IMC de 31,05 ±   4,61Kg/m² e 33,51 ± 7,93Kg/m² responderam se sentirem muito melhores e melhores, respectivamente, à disposição ao trabalho.</p>     <p>Quando questionados sobre o   interesse por sexo, aqueles pacientes com menores reduções do IMC após cirurgia   foram os que responderam terem menor interesse por sexo, correspondendo ao IMC   médio de 36,50 ±7,75Kg/m². Sendo, da mesma forma, a influência do IMC diretamente proporcional ao interesse por sexo.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Quanto à variável   quantitativa tempo de cirurgia e sua influência sobre as categorias de   qualidade de vida, verificou-se que os pacientes com maior tempo de cirurgia   foram os que demonstraram maior satisfação pessoal, onde o tempo médio de   cirurgia foi de 4,7 anos, e a prevalência nas respostas foram de se sentirem melhores e muito melhores.</p>     <p>Não se observou uma lógica   nos dados, pois pacientes com tempo médio de 4,80 ± 3,11 anos de procedimento   cirúrgico responderam se sentirem muito melhor quanto à disposição à prática de   atividade física. Mas também, pacientes com tempo médio de 4,73 ± 2,25 anos responderam se sentirem muito pior à disposição à prática de atividade física.</p>     <p>Quando comparado a variável   tempo de cirurgia e envolvimento social, nota-se que àqueles com tempo médio de   5,91 ± 2,63 anos não demonstraram nenhuma mudança quando comparados ao período   antes da cirurgia. Mas, àqueles com tempo médio de 4,83 ± 3,12 anos responderam se sentirem muito melhores ao envolvimento social.</p>     <p>Indivíduos com maior tempo médio   de cirurgia, 6,69 ± 2,66 anos, não apresentaram nenhuma mudança na categoria apta ao trabalho e consequente influência na qualidade de vida.</p>     <p>A média de tempo de cirurgia   quando analisada com a categoria interesse por sexo foi de 5,04 anos.</p>     <p>Quando analisamos a   influência da variável quantitativa renda familiar e a categoria qualidade de   vida, verificamos uma relação direta entre a satisfação pessoal e a renda   familiar. Quando analisamos a influência da variável quantitativa renda   familiar e a categoria qualidade de vida, verificamos uma relação direta entre a satisfação pessoal e a renda familiar.</p>     <p>Da mesma maneira, quanto   maior a renda familiar, maior a disposição à prática de atividade física, sendo   as maiores rendas dos participantes que mais responderam se sentirem melhores e muito melhores.</p>     <p>Quanto à categoria   envolvimento social, os resultados demonstraram que pacientes com maiores   médias de renda familiar foram os que apresentaram piores resultados para essa categoria.</p>     <p>A relação da renda familiar   com a aptidão ao trabalho, demonstrou-se que os pacientes que apresentaram   maior média de renda familiar são os que responderam se sentirem mais aptos ao trabalho.</p>     <p>No que diz respeito ao   interesse por sexo e renda familiar, os pacientes com médias de renda familiar   maiores responderam se sentirem melhores ou muito melhores quanto ao interesse por sexo.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Quando se buscou verificar   uma diferença significativa da média dos resultados encontrados entre as   variáveis quantitativas IMC após cirurgia bariátrica, tempo de cirurgia e renda   familiar, relacionando-os às categorias componentes da qualidade de vida,   verificou-se que o IMC após cirurgia bariátrica só influenciou estatisticamente   na categoria envolvimento social, sendo possível afirmar apenas que quanto menor for o IMC pós-cirurgia dos pacientes, melhor seu envolvimento social.</p>     <p>Quanto ao tempo de cirurgia   bariátrica, essa variável não influenciou estatisticamente sobre nenhuma categoria da qualidade de vida dos pacientes.</p>     <p>Já a variável quantitativa   renda familiar foi a que apresentou maior influência na análise estatística,   quando relacionada à qualidade de vida. Assim, tanto na categoria envolvimento   social quanto interesse por sexo, essa variável apresentou diferença estatística sobre a média dessas categorias de qualidade de vida.</p>     <p>Ao analisar a relação entre   o nível de escolaridade e qualidade de vida, verificou-se que 56,25% dos   pacientes que haviam frequentado até o ensino fundamental se sentiam muito   melhores; 70,69% dos pacientes que haviam frequentado até o ensino médio se   sentiam muito melhores e que 75% dos pacientes, frequentadores do ensino   superior, se sentiam muito melhores quanto ao nível de satisfação com a cirurgia bariátrica.</p>     <p>Entre os pacientes que   haviam frequentado até o ensino fundamental, 25% e 31,25% dos pacientes   relataram se sentirem muito piores e muito melhores, respectivamente, quanto à   disposição a prática de atividade física após cirurgia. Quanto aos   frequentadores do ensino médio, 39,66% relataram se sentirem melhores quanto à   disposição a prática de atividade física e, finalmente, entre os pacientes que frequentaram o ensino superior, 58,33% relataram se sentirem muito melhores.</p>     <p>Quanto ao envolvimento   social e nível de escolaridade, 56,25% dos pacientes que frequentaram até o   ensino fundamental relataram se sentirem muito melhores, 56,90% dos pacientes   que frequentaram até o ensino médio relataram se sentirem muito melhores e   41,67% dos pacientes que frequentaram o ensino superior relataram se sentirem muito melhores.</p>     <p>Quanto à disposição ao   trabalho e nível de escolaridade, 56,25% dos pacientes que frequentaram até o   ensino fundamental relataram se sentirem muito melhores, 62,07% dos pacientes   que frequentaram até o ensino médio relataram se sentirem muito melhores e   54,17% dos pacientes que frequentaram o ensino superior relataram se sentirem muito melhores.</p>     <p>Quanto ao interesse por sexo   e nível de escolaridade, 31,25% dos pacientes que frequentaram até o ensino   fundamental relataram se sentirem o mesmo ou melhores, 32,76% dos pacientes que   frequentaram até o ensino médio relataram se sentirem muito melhores e 37,50%   dos pacientes que frequentaram o ensino superior relataram se sentirem melhores.</p>     <p>Quando comparadas as   categorias de qualidade de vida e o IMC após cirurgia bariátrica, verificou-se   que os pacientes que relataram se sentirem muito melhores após a cirurgia apresentaram média de IMC de 31,52Kg/m² ± 5,10Kg/m².</p>     <p>Os pacientes que relataram   se sentirem muito melhores quanto à disposição para prática de atividade física apresentaram média de IMC de 31,13Kg/m² ± 3,96Kg/m².</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os pacientes que relataram   se sentirem muito melhores quanto ao envolvimento social apresentaram média de IMC de 31,40Kg/m² ± 5,06Kg/m².</p>     <p>Os pacientes que relataram   se sentirem muito melhores quanto à disposição ao trabalho apresentaram média de IMC de 31,05Kg/m² ± 4,61Kg/m².</p>     <p>Os pacientes que relataram   se sentirem muito melhores quanto ao interesse por sexo apresentaram média de IMC de 31,25Kg/m² ± 5,23Kg/m².</p>     <p>Quando se comparou as   categorias de qualidade de vida e o tempo de cirurgia, verificou-se que os   pacientes que relataram se sentirem muito melhores após a cirurgia apresentaram média de tempo de 4,90 anos ± 3,02 anos.</p>     <p>Os pacientes que relataram   se sentirem muito melhores quanto à disposição para prática de atividade física apresentaram média de tempo de cirurgia de 4,80 anos ± 3,11 anos.</p>     <p>Os pacientes que relataram   se sentirem muito melhores quanto ao envolvimento social apresentaram média de tempo de cirurgia de 4,83 anos ± 3,12 anos.</p>     <p>Os pacientes que relataram   se sentirem muito melhores quanto à disposição ao trabalho apresentaram média de tempo de cirurgia de 4,53 anos ± 3,02 anos.</p>     <p>Os pacientes que relataram   se sentirem muito melhores quanto ao interesse por sexo apresentaram média de tempo de cirurgia de 5,13 anos ± 3,16 anos.</p> </font>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>DISCUSSÃO e CONCLUSÕES</b></font></p> <font face="Verdana" size="2">     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Em relação as atividades da via diária, os resultados   observados demonstraram que a redução do peso corporal promoveu melhora da   autonomia e funcionalidade dos pacientes mediante aspectos do dia a dia, necessários para a manutenção da saúde.</p>     <p>Segundo Ávila et al. (2013), todas as condições associadas a   avaliação da qualidade de vida, segundo questionário BAROS, apresentaram   melhoria após cirurgia havendo uma prevalência de 24% para melhor e 66% para   muito melhor. Moraes et al. (2014), observaram em seu estudo que todos os   aspectos associados à qualidade de vida demonstraram melhorias, sendo   prevalentes os resultados de melhor e muito melhor, com valores referentes de somatório de 62,5% do total.</p>     <p>Na realidade, esses aspectos apresentam inter-relações que   podem promover uma melhoria do bem-estar, da qualidade de vida, autonomia e   independência. Melhor desempenho para o trabalho permite maior convívio social,   assim como maior disposição para a prática de atividade física; sendo essas   categorias as que mais prevaleceram como muito melhor entre os pacientes, quando questionados sobre a qualidade de vida (Moraes et al., 2014).</p>     <p>Os dados verificados demonstraram que a massa corporal   influencia a qualidade de vida e que a sua redução pode contribuir para a   autoestima do paciente e consequente controle no (re)ganho de peso após cirurgia (Carvalho et al., 2013).</p>     <p>Esta relação mostrou-se diretamente proporcional no presente   estudo. Quando comparado o total de pacientes, os que apresentaram IMC de 34,47   ± 8,10Kg/m² responderam segundo categorização de respostas para as dimensões do   questionário BAROS se sentirem melhores e os que apresentaram IMC de 31,52 ±   5,10Kg/m² responderam se sentirem muito melhores após a cirurgia, com a redução   do IMC, demonstrando resposta positiva da relação do IMC sobre a qualidade de vida.</p>     <p>Esses dados corroboram os de Moraes et al. (2013), que no   seu trabalho ao comparar o IMC antes e após cirurgia bariátrica de pacientes   obesos também achou esta relação positiva entre IMC e a categorização de resposta se sentir melhor em 56,25% dos obesos operados.</p>     <p>Os resultados demonstraram que a relação da categoria do   questionário de qualidade de vida, satisfação pessoal e o IMC afetam   diretamente a disposição à prática de atividade física, sendo um veículo de motivação e tratamento à obesidade.</p>     <p>Quando observamos a influência do IMC sobre a categoria do   questionário de qualidade de vida, envolvimento social, temos resultados semelhantes aos observados à prática de atividade física.</p>     <p>Tendo em vista que 40,2% não tinham à prática da atividade   física em sua rotina e que a redução do IMC melhorou à disposição à prática de   atividade física e envolvimento social, podemos determinar que a experimentação   de uma menor massa corporal trouxe aos pacientes maior interesse pelo cuidado   ao corpo, assim como da prática de atividade física como veículo de inclusão e desenvolvimento social (Matsudo &amp; Matsudo, 2006).</p>     <p>Esses resultados encontrados demonstraram influência direta   da variável quantitativa IMC após cirurgia bariátrica, influenciando   diretamente as dimensões do questionário de qualidade de vida, sendo   fundamental a compreensão da redução da massa corporal como veículo de promoção   de qualidade de vida e combate e controle à obesidade entre os pacientes da   pesquisa. Esses dados corroboram com os achados de Viudes (2010), que   demonstrou em seu trabalho uma relação direta entre as categorias do questionário de qualidade de vida e o IMC.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Assim, os níveis das categorias do questionário de qualidade   de vida, satisfação pessoal, disposição à prática de atividade física,   envolvimento social e interesse por sexo demonstraram relação direta com a   redução do IMC, sendo a autoimagem uma condição fundamental e necessária para o   desenvolvimento desses aspectos da qualidade de vida, que apresentaram relação direta com a autoconfiança e autoestima.</p>     <p>Já quanto à categoria do questionário de qualidade de vida   apto ao trabalho, a melhor disposição a essa condição promovida pela redução do   IMC parece ser em resposta a melhor disposição fisiológica do indivíduo, onde a   aptidão e participação na prática de atividade física é um potente veículo de   estímulo a essa categoria da qualidade de vida. Esses dados são equivalentes   aos do trabalho de Viudes (2010), que também demonstrou maior aptidão ao trabalho entre os pacientes submetidos à cirurgia após redução do IMC.</p>     <p>Os resultados referentes ao envolvimento social e tempo de   cirurgia apresentaram correlação lógica apenas quando se compara menor tempo de   cirurgia com a resposta pior e muito pior, sendo essa correlação direta. Esses   resultados corroboram com os do estudo de Ávila et al. (2013), que verificou   que a categorização de resposta pior e muito pior do questionário de qualidade de vida era maior entre os pacientes com menor tempo de cirurgia.</p>     <p>Os resultados da presente pesquisa demonstraram que o tempo   de cirurgia não influencia na disposição ao trabalho.</p>     <p>Um dos pontos primordiais em relação à qualidade de vida,   obesidade e interesse por sexo mostrou resultado inesperado para o pesquisador.   Em nossa pesquisa não foi evidenciada relação tempo de cirurgia, perda ponderal   e interesse pelo sexo, ou seja, pacientes com tempo médio de 6,02 ± 3,87 anos   de pós-operatório responderam se sentirem pior quanto ao interesse por sexo   enquanto pacientes com tempo médio de 5,13 ± 3,16 anos responderam se sentirem   muito melhor quanto ao interesse por sexo. Esses resultados são negados no   trabalho de Ávila et al. (2013), que demonstraram relação direta entre tempo de cirurgia, perda ponderal e interesse por sexo.</p>     <p>Quanto a renda familiar, não apresentou influência positiva   sobre a categoria envolvimento social do questionário de qualidade de vida. Os   pacientes que apresentaram maior média de renda familiar são os que responderam   na categorização de respostas do questionário de qualidade de vida se sentirem   mais aptos ao trabalho. Esses resultados podem se justificar pelo tempo de   ocupação e consequente disposição ao trabalho. Esses dados corroboram com os   dados de Toledo et al. (2010), que em seu trabalho demonstrou relação direta da renda familiar com a disposição ao trabalho respondida pelos pacientes.</p>     <p>No que diz respeito à categoria do questionário de qualidade   de vida interesse por sexo e renda familiar, os resultados encontrados   apresentaram relação direta, pois pacientes com médias de renda familiar   maiores responderam segundo categorização de respostas do questionário de   qualidade de vida se sentirem melhores ou muito melhores. Esses dados   corroboram com os dados de Ávila et al. (2013), que demonstraram relação direta na categoria interesse por sexo e renda familiar.</p>     <p>Ao analisarmos a influência do nível de escolaridade e as   categorias da qualidade de vida e, especificamente, a influência do mesmo no   nível da categoria satisfação pessoal, verificou-se que independentemente do   nível de escolaridade, a maioria dos pacientes referiram se sentirem muito   melhores de acordo com a categorização de respostas do questionário de   qualidade de vida, apesar de se observar que quanto maior o nível de   escolaridade maior o quantitativo de pacientes que referiram se sentirem muito   melhores. Esses dados corroboram com os dados de Moraes et al. (2014), onde   após cirurgia bariátrica 62,5% dos pacientes operados que responderam se sentirem   melhores e muito melhores quanto as categorias da qualidade de vida apresentavam maiores níveis de escolaridade. </p>     <p>Quanto à relação nível de escolaridade e disposição à   prática de atividade física, observou-se uma relação direta, ou seja, quanto   maior o nível de escolaridade maior a disposição à prática de atividade física.   Onde os pacientes com maiores níveis de escolaridade apresentaram maior   quantitativo de resposta melhor e muito melhor segundo categorização de   respostas do questionário de qualidade de vida. Esses resultados indicam que o   nível de escolaridade determina a disposição à prática de atividade física,   sendo o conhecimento um componente importante para a compreensão e adesão à   prática de atividade física, onde a mesma exerce papel fundamental no controle   do (re)ganho do peso corporal. Esses resultados são semelhantes aos do estudo   de Ávila et al. (2013), que encontrou que os pacientes com maiores níveis de   escolaridade foram os que apresentaram maior adesão à prática de atividade física.</p>     <p>Quando se relacionou nível de escolaridade e a categoria do   questionário de qualidade de vida envolvimento social, notou-se que   independente do nível de escolaridade, a maioria dos pacientes responderam se   sentirem muito melhores. Esses resultados são semelhantes aos achados de Viudes   (2010), onde a relação nível de escolaridade e a categoria qualidade de vida foi direta.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Quando se analisa a influência do nível de escolaridade e a   categoria do questionário de qualidade de vida interesse por sexo, verificou-se   que os resultados não apresentaram uma razão lógica, demonstrando nos pacientes   da pesquisa não haver relação entre o nível de escolaridade e essa categoria da   qualidade de vida.  Esses resultados se   diferenciam do estudo de Boscatto et al. (2011), onde 50% dos pacientes   apresentaram ter apenas o ensino fundamental incompleto e, desses, 82,2%   apresentaram para categoria da qualidade de vida interesse por sexo respostas   melhor e muito melhor segundo categorização do questionário de qualidade de   vida. A relação entre o IMC após cirurgia bariátrica e as categorias da qualidade de vida não demonstraram razão lógica em suas respostas.</p>     <p>Quando se correlaciona a categoria satisfação pessoal e IMC,   a categorização de respostas segundo questionário de qualidade de vida de maior   prevalência é se sentirem melhores e muito melhores isso entre aqueles com   maiores perdas de massa corporal. Esse resultado é semelhante aos achados de   Murara et al. (2008), que demonstraram uma relação direta entre o IMC e a categoria satisfação pessoal do questionário de qualidade de vida.</p>     <p>Já na relação entre redução do IMC com as categorias da   qualidade de vida aptidão à prática de atividade física e o envolvimento   social, os resultados são semelhantes para todas as categorias de respostas, a redução da massa corporal.</p>     <p>Da mesma forma, as categorias da qualidade de vida aptidão   ao trabalho e o interesse por sexo apresentaram resultados semelhantes para   todas as categorias de respostas, não demonstrando serem um componente influente o IMC nas categorias da qualidade de vida.</p>     <p>Esses resultados diferem dos encontrados por Murara et al.   (2008) em seu trabalho, onde se verificou que os pacientes que apresentaram   maiores reduções de IMC também apresentaram melhores respostas na categorização   segundo questionário de qualidade de vida para todas as categorias da qualidade de vida. </p>     <p>Ao se comparar o tempo de cirurgia e as categorias de   qualidade de vida, observou-se que os indivíduos com maior tempo de cirurgia   foram os que relataram se sentirem melhores e muito melhores segundo   categorização de respostas do questionário de qualidade de vida, sendo esses   resultados diferentes dos achados de Murara et al. (2008), onde indivíduos com   tempo médio de dois anos de cirurgia apresentam maiores níveis de qualidade de vida em todas as suas categorias.</p>     <p>Esses resultados também diferem do esperado pelo pesquisador   quanto aos fatores socioeconômicos e hábitos de vida, já que se acreditava ser   o tempo de cirurgia um fator inversamente proporcional à qualidade de vida, onde quanto maior o tempo de cirurgia menor seria a qualidade de vida dos pacientes.</p>     <p>Quanto às categorias do questionário de qualidade de vida   aptidão à prática de atividade física e envolvimento social, o tempo de   cirurgia não apresentou uma lógica nos resultados, não sendo um fator influente   entre os pacientes na determinação da categorização das respostas do questionário de qualidade de vida.</p>     <p>Da mesma forma, quanto às categorias do questionário de   qualidade de vida aptidão ao trabalho e interesse por sexo os resultados também   não demonstraram uma lógica, não sendo possível determinar se o tempo de   cirurgia é um fator influente segundo categorização de respostas do questionário de qualidade de vida.</p>     <p>De acordo   com os resultados encontrados na pesquisa e também com os a literatura atual sobre   cirurgia bariátrica e qualidade de vida, conclui-se que: A qualidade de vida   dos pacientes, independentemente do sexo, apresentou melhoras em suas   categorias, segundo o questionário BAROS; o IMC foi um indicador fundamental na   melhoria da qualidade de vida dos pacientes, já que sua redução na condição   pós-cirurgia bariátrica demonstrou resultados positivos para as categorias da   qualidade de vida; o tempo de cirurgia não foi um indicador na melhoria da   qualidade de vida dos pacientes, pois não houve razão lógica entre o tempo de   cirurgia e as categorias da qualidade de vida; a renda familiar foi um   indicador fundamental na melhoria da qualidade de vida dos pacientes, porque   existe uma razão lógica entre o valor da renda familiar e as categorias da   qualidade de vida; o nível de escolaridade não foi um indicador na melhoria da   qualidade de vida dos pacientes, não havendo razão lógica entre o este e as categorias da qualidade de vida.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> </font>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>REFERÊNCIAS</b></font></p> <font face="Verdana" size="2">     <p>American   College of Sports Medicine (2010). <i>Manual de pesquisa das diretrizes do ACSM para testes de esforço e sua prescrição</i> (8ª Ed.)<i>.</i>Guanabara Koogan, Rio de Janeiro.</p>     <p>Associação   brasileira para o estudo da obesidade e síndrome metabólica. (2009). <i>Diretrizes brasileiras para o estudo da obesidade e da síndrome metabólica</i> (3ª Ed.)<i>. </i>AC farmacêutica, São Paulo.</p>     <!-- ref --><p>Ávila, R. I., Santos,   R. R. S., Garrote, C. F. D., &amp; Ribeiro, E. F. (2013). Qualidade de vida de   pacientes do estado de Goiás submetidos a cirurgia bariátrica utilizando o   método BAROS. <i>Revista de biotecnologia e ciência, 1</i>(2), 13-17.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=375547&pid=S1646-107X201800010001600003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Boscatto, E. C.,   Duarte, M. F. S., &amp; Gomes, M. A. (2011). Estágios de mudança de   comportamento e barreiras para a atividade física em obesos mórbidos. <i>Revista brasileira de cineantropometria e desempenho humano, 13</i>(5), 329-334.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=375549&pid=S1646-107X201800010001600004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Carvalho, L. A.,   Pires, R. C. C. P., Rebelo, T. J., &amp; Silva, L. (2013). Qualidade de vida de   pacientes submetidos à cirurgia bariátrica no hospital santa casa de   misericórdia de belo horizonte/MG. <i>Revista     da universidade Vale do Rio Verde, 11</i>(1)<i>,</i> 195-205.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=375551&pid=S1646-107X201800010001600005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Costa, A. C. C.,   Ivo, M. L., Cantero, W. B., &amp; Tognini, J. R. F. (2009). Obesidade em   pacientes candidatos á cirurgia bariátrica. <i>Acta Paulista Enfermagem, 22</i>(1), 55-59.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=375553&pid=S1646-107X201800010001600006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Cunha, A. C. P.   T., Neto, C. S. P., &amp; Júnior, A. T. C. (2006). Indicadores de obesidade e   estilo de vida de dois grupos de mulheres submetidas à cirurgia bariátrica. <i>Fitness &amp; Performance Journal, 5</i>(3), 146-154.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=375555&pid=S1646-107X201800010001600007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Leal, C. W., &amp;   Baldin, N. (2007). O impacto emocional da cirurgia bariátrica em pacientes com   obesidade mórbida. <i>Revista de psiquiatria do Rio Grande do Sul, 29</i>(3), 324-327.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=375557&pid=S1646-107X201800010001600008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Matsudo, V. K. R.,   &amp; Matsudo, S. M. M. (2006). Atividade física no tratamento da obesidade –   aspecto clínico. <i>Revista Einstein, S1</i>, S29-S43.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=375559&pid=S1646-107X201800010001600009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Moraes, J. M.,   Caregnato, R. C. A., &amp; Schneider, D. S. Qualidade de vida antes e após   cirurgia bariátrica. <i>Acta Paulista Enfermagem, 27</i>(2), 157-164.</p>     <!-- ref --><p>Murara, J. R.,   Macedo, L. L. B., &amp; Liberalli, R. (2008). Análise da eficácia da cirurgia   bariátrica na redução do peso corporal e no combate à obesidade mórbida. <i>Revista brasileira de obesidade, nutrição e emagrecimento, 2</i>(7), 87-99.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=375562&pid=S1646-107X201800010001600011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Santos, A. A.,   Carvalho, C. C., Chaves, E. C. L., &amp; Goyatá, S. L. T. (2012). Qualidade de   vida de pessoas com obesidade grau III: um desafio comportamental. <i>Revista Brasileira Clinica Medica de São Paulo, 10</i>(5), 384-389.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=375564&pid=S1646-107X201800010001600012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Toledo, C. C.,   Camilo, G. B., &amp; Guimarães, R. L. (2010). Qualidade de vida no pós-operatório tardio de pacientes submetidos à cirurgia bariátrica. <i>Revista APS, 13</i>(2), 202-209.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=375566&pid=S1646-107X201800010001600013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Viudes, D. R. (2010).   <i>Avaliação da qualidade de vida e da     alimentação de pacientes adultos em diferentes períodos pós-operatórios de cirurgia bariátrica</i> (Trabalho de Conclusão de Curso), Universidade estadual do Centro-Oeste, São Paulo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=375568&pid=S1646-107X201800010001600014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p> </font>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Agradecimentos:    <br> </b></font><font size="2" face="Verdana">Nada a declarar<b>    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>      Conflito de   Interesses:</b>    <br>   Nada a declarar.    <br> <b>Financiamento:    <br> </b></font><font size="2" face="Verdana">Nada a declarar</font></p> <font face="Verdana" size="2">     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <i><a name="end"></a></i><a href="#top">Correspondência para:</a> Centro Universit&aacute;rio Est&aacute;cio do Cear&aacute;. Rua Eliseu  Uchoa Beco, 600, &Aacute;gua Fria. CEP: 60810-270, Fortaleza, CE, Brasil. <i>E-mail</i>: <a href="mailto:prodamypn@hotmail.com">prodamypn@hotmail.com</a></font>      ]]></body><back>
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