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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Correlação da segurança alimentar com o estado nutricional de crianças escolares]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Food security represents a guarantee of access to quality food on a regular and permanent basis and does not compromise access to other essential needs. The objective of this study was to evaluate the correction of food safety with the nutritional status of children in two schools in Fortaleza-CE. The study was prepared in April 2017. The sample was composed of students from the 1st to 5th year of a private school and a public school in Fortaleza / CE, aged between 6 and 10 years. An anthropometric evaluation and questionnaires were used based on the Brazilian Food Safety Scale (EBIA) and Food Consumption. The prevalence of food security was 92% in the private school and 49% in the public school. An assessment of food consumption resulted in increased intake of beans, sweetened beverages and instant noodles by public school students. In addition, it was found that the consumption of fruit and filled biscuits was higher in the private school. It is concluded that the prevalence of food security as access to food is strongly influenced by socioeconomic conditions. The conditions of the process should be considered in the elaboration of actions promoting health, aiming at a healthier diet and accessible to all.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[segurança alimentar]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font face="Verdana" size="2"> <b>ARTIGO ORIGINAL&nbsp;&nbsp; |&nbsp;&nbsp; ORIGINAL ARTICLE</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>      <p><font size="4" face="Verdana"><b>Correlação da segurança alimentar com o estado nutricional de crianças escolares</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Correlation of food safety with the nutritional state of scholar children</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font face="Verdana" size="2"><a name="top"></a>Dryellen da Rocha   Alexandre<sup>1</sup>; Vanessa Duarte   de Morais<sup>1</sup>; Ana Angélica Queiroz Assunção Santos<sup>1</sup>; Iramaia Bruno Silva Lustosa<sup>1</sup>; Francisco Regis da Silva<sup>2</sup>; Débora Sâmara Guimarães Dantas<sup>2</sup></font></b></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><a href="#end">Correspond&ecirc;ncia para</a> </font></p>      <p><font size="2" face="Verdana"><sup>1</sup><i>Centro Universit&aacute;rio Est&aacute;cio do Cear&aacute;</i>    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>     <sup>2</sup><i>Universidade Estadual do Cear&aacute; </i>    <br> </font></p> <font face="Verdana" size="2">     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> </font> <hr noshade size="1"> <font face="Verdana" size="2">     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>O objetivo deste estudo foi avaliar a   correlação da segurança alimentar com o estado nutricional de crianças em duas   escolas de Fortaleza - CE. O estudo foi do tipo transversal realizado em abril   de 2017. A amostra foi composta por escolares do 1º ao 5º ano de uma escola   particular e uma pública de Fortaleza/CE, com idades entre 6 a 10 anos. Foi   realizada avaliação antropométrica e utilizados questionários baseados na   Escala Brasileira de Segurança Alimentar (EBIA) e do Consumo Alimentar. A   prevalência de segurança alimentar foi de 92% na escola particular e 49% na   escola pública. A avaliação do consumo alimentar resultou em uma maior ingestão   de feijão, bebidas adoçadas e macarrão instantâneo pelos alunos da escola   pública. Além disso, verificou-se que o consumo de frutas e biscoitos recheados   foi maior na escola particular. Conclui-se que a prevalência de segurança   alimentar assim como o acesso a alimentos é bastante influenciada pelas   condições socioeconômicas. Esses fatores devem ser considerados na elaboração   de ações promotoras de saúde, visando uma alimentação mais saudável e acessível a todos. </p>     <p><b>Palavras-chave:</b> segurança alimentar, crianças, consumo alimentar.</p> </font> <hr noshade size="1"> <font face="Verdana" size="2">     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>Food security represents a guarantee of access to quality food on a   regular and permanent basis and does not compromise access to other essential   needs. The objective of this study was to evaluate the correction of food   safety with the nutritional status of children in two schools in Fortaleza-CE.   The study was prepared in April 2017. The sample was composed of students from   the 1st to 5th year of a private school and a public school in Fortaleza / CE,   aged between 6 and 10 years. An anthropometric evaluation and questionnaires   were used based on the Brazilian Food Safety Scale (EBIA) and Food Consumption.   The prevalence of food security was 92% in the private school and 49% in the   public school. An assessment of food consumption resulted in increased intake   of beans, sweetened beverages and instant noodles by public school students. In   addition, it was found that the consumption of fruit and filled biscuits was   higher in the private school. It is concluded that the prevalence of food   security as access to food is strongly influenced by socioeconomic conditions.   The conditions of the process should be considered in the elaboration of actions promoting health, aiming at a healthier diet and accessible to all.</p>     <p><b>Keywords: </b>food safety, children, food consumption.</p> </font> <hr noshade size="1">     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>INTRODUÇÃO</b></font></p> <font face="Verdana" size="2">     <p>A   incidência de obesidade na infância e adolescência é um relevante problema de   saúde pública (Pego-Fernandes, Bibas, &amp; Deboni, 2011). Os desvios   nutricionais, como o excesso de peso tem se manifestado em crianças a partir de   cinco anos, em idade escolar, em todas as classes sociais. Isso é preocupante,   pois estudos mostram que crianças com excesso de peso têm mais chance de se   tornarem adultos obesos e maior a chance do aparecimento de comorbidades (Cadamuro, Oliveira, Bennermann, Silva, &amp; Gonçalves, 2016).</p>     <p>A   Segurança Alimentar e Nutricional (SAN) significa o direito da população a ter   acesso regular e permanente a alimentos de qualidade, em quantidade suficiente   e que não comprometa o acesso a outras necessidades essenciais, como saúde e   educação, tendo como princípio práticas alimentares que são promotoras de saúde   e que respeitem as particularidades culturais de cada região (Brasil, 2006). A   Insegurança Alimentar (IA) acontece quando esse acesso é prejudicado, na   convivência com a fome ou com a ingestão de alimentos de baixa qualidade   nutricional, contemplando tanto a desnutrição quanto o excesso de peso, pois   ambas são consequências da alimentação inadequada, além de serem apontadas como   fatores de risco para a prevalência de obesidade em crianças (Morais, Dutra,   Franceschini, &amp; Priori, 2014; Vicenzi, Henn, Weber, Backes, Paniz, Donatti &amp; Olinto, 2015;).</p>     <p>Em   uma pesquisa realizada por Rocha, Lima, &amp; Almeida (2014) utilizando a   Escala Brasileira de Insegurança Alimentar (EBIA) com 370 famílias, foi   encontrado tanto na área rural quanto na área urbana de um município do Ceará,   alta prevalência de Insegurança Alimentar (58,1%), destes, 33,2 em IA leve,   17,8% em IA moderada e 7% em IA grave. Foi verificado um maior índice de   Segurança Alimentar (SA) na área urbana (46,4%), em comparação com 28,3% de SA   detectado na área rural, indicando que morar na zona rural aumenta duas vezes a chance de ter IA. </p>     <p>De   acordo com estudo realizado por Silva, Oliveira, Alves, Neves, Modesto &amp;   Vianna (2012) envolvendo 177 famílias, que responderam um questionário sobre o   consumo alimentar das crianças e também a escala de segurança alimentar. Após   coleta de dados e avaliação através da EBIA, 135 (76,27%) famílias apresentavam   IA leve, moderada ou grave, e apenas 42 (23,73%) estavam em situação de SA.   Houve um maior consumo de carne, leite, derivados do leite, frutas,   verduras/legumes, doces e refrigerantes nas famílias que apresentaram SA, diminuindo à medida que aumenta o nível de insegurança.</p>     <p>As   crianças são mais susceptíveis às mudanças no padrão da alimentação, pois esta   é bastante influenciada pelo ambiente escolar (Souza, Silveira, Pinto, Sodré,   &amp; Ghelman, 2013). As cantinas escolares como têm uma finalidade comercial,   oferecem em sua grande maioria alimentos industrializados, pouco saudáveis,   guloseimas e produtos com alto teor de gordura em sua composição (Mariano,   Lisbos, Coutinho, &amp; Menezes, 2014). A maior prevalência de excesso de peso   ocorre nas escolas particulares, isso pode ser explicado pelo nível   socioeconômico, pois as crianças têm mais acesso a alimentos de alto valor calórico (Pedersoli, Oliveira, Venturi, &amp; Santos, 2015).</p>     <p>Dessa   forma, a escola se torna um ambiente importante e adequado para a avaliação da   segurança do estado alimentar e nutricional das crianças, sendo o ambiente   escolar um dos principais locais de formação dos hábitos alimentares. Diante do   exposto, objetivou-se com o presente trabalho correlacionar a segurança   alimentar com o estado nutricional de crianças em duas escolas de diferentes aspectos socioeconômicos em Fortaleza-CE.</p> </font>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana"><b>MÉTODO</b></font></p> <font face="Verdana" size="2">     <p>Foi   realizado um estudo transversal com abordagem quantitativa com crianças do   Ensino Fundamental I em uma escola particular e também em uma escola pública,   ambas de Fortaleza - CE, no período do primeiro semestre de 2017. Foram   incluídas no estudo todas as crianças matriculadas no 1º ao 5º ano do Ensino   Fundamental I, totalizando 98 crianças da escola privada e 112 da escola   pública, o que corresponde a 210 crianças na faixa de idade entre 6 e 10 anos, de ambos os sexos.</p>     <p>O   critério de inclusão adotado foi a autorização do responsável por meio da   assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecidos (TCLE), assinatura do   aluno por meio do Termo de Assentimento Livre e Esclarecido (TALE) e   preenchimento dos formulários da EBIA e do Consumo Alimentar. Foram excluídas   as crianças que não estiveram em condições de realizar a avaliação   antropométrica, por motivo de falta ou doença. Foi garantido o anonimato de todos os participantes envolvidos na pesquisa.</p>     <p>Os   escolares foram submetidos a uma avaliação antropométrica, na qual foram   avaliados os parâmetros: P/I – peso para idade; IMC/I – IMC para idade; e E/I –   estatura para idade. E também foram submetidos ao questionário EBIA, composto   de 14 questões com respostas do tipo “sim ou não”, no qual foram avaliados o   índice de segurança alimentar, e também a um questionário de consumo alimentas,   composto de 9 questões com respostas “sim ou não”. Os dados antropométricos   foram classificados de acordo com os valores de referência para o estado   nutricional de crianças de 5 a 10 anos, segundo valores de referência da Organização Mundial de Saúde - OMS (Oms, 2006).</p>     <p>Os   dados referentes a escala EBIA (IBGE, 2016) foram classificados de acordo com a pontuação em segurança ou insegurança alimentar.</p> <ul style='margin-top:0cm' type=disc>   <li class=MsoNormal style='text-indent:-18.0pt;mso-list:l0 level1 lfo1'>Segurança alimentar     (SA), se apresenta como pontuação total das respostas dadas 0 pontos;</li>   <li class=MsoNormal style='text-indent:-18.0pt;mso-list:l0 level1 lfo1'>Insegurança leve (IA      leve), se apresentarem como pontuação total das respostas dadas 1 a 5      pontos;</li>   <li class=MsoNormal style='text-indent:-18.0pt;mso-list:l0 level1 lfo1'>Insegurança moderada      (IA moderada), se apresentarem como pontuação total das respostas dadas 6      a 9 pontos;</li>   <li class=MsoNormal style='text-indent:-18.0pt;mso-list:l0 level1 lfo1'>Insegurança grave (IA      grave), se apresentarem como pontuação total das respostas dadas 10 a 14      pontos.</li>     </ul>     <p>Esta   pesquisa cumpriu as normas da Resolução 466/2012 do Conselho Nacional de Saúde   – CNS (2016) e foi submetida na Plataforma Brasil (CAAE: <b> </b>66526417.2.0000.5038) e aprovada pelo   Comitê de Ética e Pesquisa. A coleta de dados se deu por meio da permissão dos diretores das escolas por meio do Termo de Anuência. </p>     <p>Foi   realizada análise estatística utilizando-se o banco de dados coletados da   segurança alimentar das duas escolas, por meio do <i>Software R (3.3.2)</i>.   Foram feitas adaptações para que o melhor teste fosse utilizado com base no   objetivo proposto, chegando a duas situações (escola particular e pública) cada   uma com elementos variando entre quatro categorias: SA, IA leve, IA moderada e   IA grave. Um novo reajuste foi necessário, passando a conter apenas duas   categorias, segurança e insegurança, sendo a última a soma das inseguranças   (categorias), em seguida foi realizado um teste de hipóteses. O teste de   hipóteses foi utilizado quando houve o interesse de verificar a veracidade de   alguma informação sobre a população em estudo, e o objetivo foi testar se há diferença entre a rede pública e privada no quesito SA. </p> </font>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>RESULTADOS</b></font></p> <font face="Verdana" size="2">     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A Em relação ao estado nutricional, de acordo com o IMC, na escola   pública, 8,93% (n=10) crianças estavam com magreza, 79,46% (n=89) com eutrofia   e 11,61% (n=13) com excesso de peso. Enquanto isso, na escola privada, 8,16%   das crianças (n=8) apresentaram magreza, 66,33% (n=65) eutrofia e 25,51% (n=25)   excesso de peso. Outro dado relevante foi a baixa estatura para idade (BEI).   1,82% (n=1) das crianças da escola pública que estavam em Segurança alimentar   apresentaram BEI, e 7,69% (n=3) das que estavam em IA leve também apresentaram   essa condição, resultando em 3,57% das crianças públicas com BEI. Esse parâmetro   é um importante meio de avaliar a desnutrição, pois a estatura baixa em   crianças significa uma desnutrição crônica. Nenhuma criança da escola particular apresentou BEI.</p>     <p>Após classificação feita   através da EBIA, avaliou-se o nível de SA, constatou-se que na escola pública,   quase a metade das crianças 49% (n=55), estavam em situação de SA; 35% (n=39)   de IA leve, 14% (n=16) de IA moderada e 2% (n=2) em IA grave. Na escola   particular, por outro lado, quase toda a amostra 92% (n=90) estava em situação   de SA, 8% (n=8) de IA leve e nenhuma das crianças apresentou IA moderada ou grave.</p>     <p>O número de crianças que   tinham o costume de assistir TV, mexer no celular ou computador durante a   refeição foi maior na escola particular com 67,35% (n=66), em comparação com a   escola pública que foi de 48,21% (n=54). Na escola particular verificou-se que   as crianças faziam as refeições em maior número do que as crianças da escola   pública, com exceção do jantar, no qual 99,11% (n=111) das crianças da escola   pública realizavam essa refeição, comparando com os 98,98% (n=97) da escola   particular. O café da manhã das crianças da escola particular, 70,41% (n=69),   lanche da manhã 89,8% (n=88), almoço 100% (n=98), lanche da tarde 66,33% (n=65)   e ceia 18,37% (n=18) foi maior em relação a frequência dessas refeições pelas   crianças da escola pública, com café da manhã 54,46% (n=72), lanche da manhã   87,5% (n=98), almoço 96,43% (n=108), lanche da tarde 34,82% (n=39) e ceia 13,39% (n=15). </p>     <p>Fazendo uma correlação com   as três variáveis (avaliação antropométrica, SA e consumo alimentar),   verificou-se que a segurança alimentar está diretamente relacionada com índices   de peso adequado para idade (PAI), eutrofia e consumo de alimentos considerados mais caros, como as frutas.</p>     <p>Nas duas escolas, observou-se   que quase todas as crianças que estavam em situação de SA, apresentavam PAI,   estavam eutróficas e tinham uma alimentação mais variada, mas o consumo de   alimentos considerados básicos da população brasileira, como feijão e verduras foi maior na escola pública.</p>     <p>Geralmente as famílias que   matriculam suas crianças em escolas particulares, tendem a ter um nível   socioeconômico mais alto, se comparadas com as famílias das escolas públicas.   Isso pode explicar os achados que mostram que as crianças da escola particular   consomem alimentos mais caros, como as frutas, mas também alguns que nem sempre   são nutritivos, a exemplo dos biscoitos recheados e guloseimas, pois as   cantinas destas escolas estão oferecendo cada vez mais alimentos de alto valor calórico, grande quantidade de açúcar e pobres nutricionalmente.</p> </font>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>DISCUSSÃO e CONCLUSÕES</b></font></p> <font face="Verdana" size="2">     <p>Pedersoli,   Oliveira, Venturi, e Santos (2015) avaliaram a prevalência de baixo peso,   eutrofia, sobrepeso e obesidade em crianças com idade de 7 a 10 anos (n=1.352)   de escolas públicas e particulares de Rondônia, e observou uma incidência maior   de BPI nas escolas públicas e o risco de sobrepeso e obesidade aumentou   proporcionalmente em relação ao nível socioeconômico das famílias. Dados estes   semelhantes aos encontrados nesse estudo, onde a prevalência de BPI foi maior   nas crianças da escola pública e o risco de sobrepeso e obesidade foi maior na escola particular.</p>     <p>Em   um estudo realizado por Souza, Silveira, Pinto, Sodré, e Ghelman (2013) com 265   crianças de uma escola na Paraíba, perceberam que 7,6% das crianças estavam com   déficit de estatura e 1,6% apresentaram déficit de peso. Em relação ao excesso   de peso, 6,4% das crianças estavam nessa situação. O déficit de estatura também   é um importante problema de saúde pública, pois há estudos que mostram que isso   pode trazer consequências prejudiciais para o crescimento e desenvolvimento da   criança. O presente estudo apresentou uma quantidade maior de crianças com   excesso de peso, principalmente na escola particular, e a BEI se manifestou em   apenas 3,57% das crianças da escola pública, um pouco menos da metade apresentava-se no estudo de Souza et al., (2013)<i>.</i></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Em estudo transversal, realizado por Travi, Bastos, e   Pontes (2011) em escolas públicas e privadas de Campo Grande-MS, com 728   escolares, a prevalência foi de eutrofia com 65,7% (n=478), mas também foram   encontradas crianças com sobrepeso 16,3% (n=119) e 14,4% (n=105) obesidade.   Assim como no presente estudo, no qual a prevalência maior foi de eutrofia nas duas escolas, mas também foram encontrados dados relevantes de excesso de peso.</p>     <p>Em   uma pesquisa realizada por Gomes, Couto, Barboza, Silva, e Martini (2015) no   município de Itaqui-RS, com 1875 crianças da rede municipal, encontrou 0,6%   (n=11) das crianças com magreza, 56,4% com eutrofia, prevalência de 21,3%   (n=400) com sobrepeso e 21,3% (n=407) com obesidade. Evidenciando que o excesso   de peso na infância é muito comum, independentemente do nível socioeconômico, fato   esse que preocupa, pois aumenta as complicações e o risco de aparecimento de   várias doenças, entre elas as Doenças Crônicas Não-Transmissíveis (DCNT) na   vida adulta. No presente estudo as crianças eutróficas tiveram um número maior   do que na referida pesquisa, além disso, o excesso de peso das crianças da escola particular foi similar.</p>     <p>Silva, Carmo, Horta, e Santos (2013) realizaram um   estudo envolvendo 177 famílias, que responderam um questionário sobre o consumo   alimentar das crianças e também a escala de SA. Após coleta de dados e   avaliação por meio da EBIA, 76,27% (n=135) famílias apresentavam IA leve,   moderada ou grave, e apenas 23,73% (n=42) estavam em situação de SA. Houve um   maior consumo de carne, leite, derivados do leite, frutas, verduras/legumes,   doces e refrigerantes nas famílias que apresentaram SA, diminuindo à medida que   aumenta o nível de IA. Dados estes que diferem um pouco do presente estudo,   pois a SA prevaleceu nas duas escolas, embora na escola particular tenha   representado quase a totalidade das crianças e na escola pública quase a metade, com 49%.</p>     <p>Em   uma pesquisa realizada por Amistá e Silva (2015) no ano de 2015, no município   de Guariba-SP, com 425 alunos da rede municipal, de ambos os sexos, mais da   metade das crianças, 50,12% estavam em situação de SA, mas a prevalência de IA   leve foi alta, abrangendo 37,17% das crianças, 9,18% em IA moderada e 3,53% em   IA grave. Resultados estes semelhantes com os do presente estudo na escola pública, mas na escola particular a SA chegou a 92%, com apenas 8% de IA leve.</p>     <p>Prado, Fortes, Lopes, e Guimarães (2016) fez um estudo   em uma escola pública de Cuiabá-MT, com 49 escolares de 8 a 14 anos e encontrou   13,3% de excesso de peso em crianças e um alto consumo de alimentos pobres   nutricionalmente, como doces, refrigerantes, que são vendidos em cantinas   próximas as escolas ou trazidos de casa. Estes dados foram bem parecidos com os   do excesso de peso na escola pública (11,61%) no presente estudo, mas na escola particular esse número duplicou (25,52%).</p>     <p>A   autonomia das crianças pode ser considerada um dos fatores que ocasionou uma   mudança no hábito alimentar infantil. Elas optam por lanches rápidos em vez das   refeições, que na maioria das vezes são industrializados, com elevada densidade   calórica e altas concentrações de açúcar, gordura e sódio. Isso faz com que   apareçam crianças com doenças classificadas como “de adultos”, a exemplo da   síndrome metabólica, ansiedade e obesidade (Dutra, 2015). A promoção de hábitos   alimentares considerados saudáveis é imprescindível durante a infância e a   adolescência. Uma vez que, os hábitos aprendidos nessa fase têm tendência a permanecerem na vida adulta (Camozzi, Monego, Menezes, &amp; Silva, 2015).</p>     <p>A   escola tem um importante papel na formação da autonomia das escolhas alimentares   e na formação de conhecimento do que é considerado saudável (Sbp, 2012). A   infância é um dos períodos críticos para o desenvolvimento dos distúrbios   nutricionais, sendo assim, é alarmante o aumento da prevalência de sobrepeso e   obesidade nessa fase em virtude da associação com complicações metabólicas.   Além disso, há um risco maior da criança obesa continuar nessa condição quando adulta, comparado às pessoas eutróficas (Ferreira, 2014).</p>     <p>A   prevalência de segurança alimentar assim como o acesso a alimentos é bastante   influenciada pelas condições socioeconômicas da população. Assim, o nível de SA   influencia bastante no estado nutricional, por meio do excesso de peso,   aumentando, à medida que aumenta o nível de segurança. Esses fatores devem ser   considerados na elaboração de ações promotoras de saúde, visando uma alimentação mais saudável e acessível a todos.</p>     <p>&nbsp;</p> </font><font size="3" face="Verdana"><b>REFERÊNCIAS</b></font><font face="Verdana" size="2">      <!-- ref --><p>Amistá, M. J.   M., &amp; Silva, M. V (2015). Estado nutricional de crianças e adolescentes de   um município do interior paulista e vínculo com programas de transferência de renda. <i>Revista Segurança Alimentar e Nutricional, 22</i>(2), 721-728.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=376251&pid=S1646-107X201800010002200001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Brasil (2006).   Ministério da Saúde. Lei nº 11.346, de 15 de setembro de 2006. <i>Cria o     Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional com vistas em assegurar o     direito humano à alimentação adequada e dá outras providências</i>. Diário oficial da União. 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Promoção da   Alimentação Saudável na Escola: realidade ou utopia?. <i>Cadernos Saúde Coletiva, 23</i>(1), 32-37. doi: 10.1590/1414-462X201500010006&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=376255&pid=S1646-107X201800010002200004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Dutra, R. C. A   (2015). Consumo alimentar infantil: quando a criança é convertida em sujeito. <i>Revista Sociedade Estudo, 30</i>(2), 451-469. doi: 10.1590/S0102-699220150002000009&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=376256&pid=S1646-107X201800010002200005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Ferreira, D. 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Disponível em: <a href="http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/populacao/seguranca_alimentar_2004_2009/" target="_blank">http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/populacao/seguranca_alimentar_2004_2009/</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=376260&pid=S1646-107X201800010002200008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Mariano, E. P.,   Lisboa, R. C., Coutinho, V. F. &amp; Menezes, E. V. A (2014). 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<body><![CDATA[<br>     Nada a declarar.<b>    <br> Financiamento:    <br> </b></font><font size="2" face="Verdana">Nada a declarar.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <font face="Verdana" size="2"><i><a name="end"></a></i><a href="#top">Correspond&ecirc;ncia para:</a> Centro Universit&aacute;rio Est&aacute;cio do Cear&aacute;. Rua Eliseu Uchoa Beco, 600,  &Aacute;gua Fria. CEP: 60810-270, Fortaleza, CE, Brasil. <i>E-mail</i>: <a href="mailto:vanessa.morais@estacio.br">vanessa.morais@estacio.br</a></font>      ]]></body><back>
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