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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Caracterização do comportamento alimentar e estado nutricional de adultos]]></article-title>
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<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1646-107X2018000100036&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S1646-107X2018000100036&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S1646-107X2018000100036&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[O comportamento alimentar é conceituado a partir das reações frente ao alimento, envolvendo todas as ações ao ato de se alimentar (com quem comer, onde comer, o que comer e como comer), que são influenciadas por fatores emocionais, sociais e ambientais. Logo, o objetivo deste estudo foi caracterizar o comportamento alimentar e o estado nutricional de adultos docentes de um Centro Universitário. Estudo quantitativo e descritivo, transversal, realizado no município de Fortaleza, no Estado do Ceará, em um Centro Universitário com 50 docentes no período de abril de 2017. A amostra foi selecionada aleatoriamente por conveniência. O comportamento alimentar de restrição foi o que obteve a maior pontuação no sexo feminino, representando média de 31,3 (±8,0), já no sexo masculino, foi o comportamento de ingestão externa, representando média de 30,9 (±5,2). As mulheres mostraram menores valores de peso e IMC, além de menor risco para complicações metabólicas de acordo com a média. O estado nutricional do sexo feminino apresentou melhores condições do que o do sexo masculino, no entanto não foi possível afirmar que um tipo de comportamento alimentar definiu o estado nutricional.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Food behavior is conceptualized from the reactions to food, involving all actions to the act of feeding (with whom to eat, where to eat, what to eat and how to eat), which are influenced by emotional, social and environmental factors. Therefore, the objective of this study was to characterize the eating behavior and nutritional status of adult teachers at a University Center. A quantitative and descriptive cross-sectional study carried out in the city of Fortaleza, State of Ceará, in a University Center with 50 teachers in the period of April 2017. The sample was randomly selected for convenience. The restriction feeding behavior was the one that obtained the highest score in the female sex, representing an average of 31.3 (± 8.0), whereas in the male sex, it was the behavior of external ingestion, representing an average of 30.9 (± 5 ,2). The women showed lower values of weight and BMI, besides lower risk for metabolic complications according to the average. The nutritional status of the female presented better conditions than the male sex, however it was not possible to affirm that a type of feeding behavior defined the nutritional status.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[comportamento alimentar]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b><font face="Verdana" size="2"> ARTIGO ORIGINAL&nbsp;&nbsp; |&nbsp;&nbsp; ORIGINAL ARTICLE </font></b></p> <font face="Verdana" size="2">     <p>&nbsp;</p> </font>     <p><font size="4" face="Verdana"><b>Caracterização do   comportamento alimentar e estado nutricional de adultos</b></font></p> <font face="Verdana" size="2">     <p>&nbsp;</p> </font>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Characterization   of food behavior and nutritional status of adults</b></font></p> <font face="Verdana" size="2">     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><a name="top"></a>Paula Daianny Alves Araújo Ferreira<sup>1</sup>; Rafaella Maria Monteiro Sampaio<sup>1,2</sup>; Ana Carolina Montenegro Cavalcante<sup>1</sup>; Thamyres Fortaleza Monteiro<sup>1</sup>; Francisco José Maia Pinto<sup>3</sup>; Soraia Pinheiro Machado Arruda<sup>1,3</sup></b></p> </font>     <p><font face="Verdana" size="2"><sup>1</sup><i>Centro Universit&aacute;rio Est&aacute;cio do Cear&aacute;,  Fortaleza, Brasil </i>    <br>       <sup>2</sup><i>Universidade de Fortaleza, Fortaleza,  Brasil</i>    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>       <sup>3</sup><i>Universidade Estadual do Cear&aacute;, Fortaleza, Brasil</i></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><a href="#end">Correspond&ecirc;ncia para</a> </font></p> <font face="Verdana" size="2">     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> </font> <hr noshade size="1"> <font face="Verdana" size="2">     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>O comportamento   alimentar é conceituado a partir das reações frente ao alimento, envolvendo   todas as ações ao ato de se alimentar (com quem comer, onde comer, o que comer   e como comer), que são influenciadas por fatores emocionais, sociais e   ambientais. Logo, o objetivo deste estudo foi caracterizar o comportamento   alimentar e o estado nutricional de adultos docentes de um Centro   Universitário. Estudo quantitativo e descritivo, transversal, realizado no   município de Fortaleza, no Estado do Ceará, em um Centro Universitário com 50   docentes no período de abril de 2017. A amostra foi selecionada aleatoriamente   por conveniência. O comportamento alimentar de restrição foi o que obteve a   maior pontuação no sexo feminino, representando média de 31,3 (<i>±</i>8,0), já no sexo masculino, foi o   comportamento de ingestão externa, representando média de 30,9 (<i>±</i>5,2). As mulheres mostraram menores   valores de peso e IMC, além de menor risco para complicações metabólicas de   acordo com a média. O estado nutricional do sexo feminino apresentou melhores   condições do que o do sexo masculino, no entanto não foi possível afirmar que um tipo de comportamento alimentar definiu o estado nutricional.</p>     <p><b>Palavras-chave:</b> comportamento alimentar, estado nutricional, ingestão alimentar, docentes.</p> </font> <hr noshade size="1"> <font face="Verdana" size="2">     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>Food behavior is conceptualized from the   reactions to food, involving all actions to the act of feeding (with whom to   eat, where to eat, what to eat and how to eat), which are influenced by   emotional, social and environmental factors. Therefore, the objective of this   study was to characterize the eating behavior and nutritional status of adult   teachers at a University Center. A quantitative and descriptive cross-sectional   study carried out in the city of Fortaleza, State of Ceará, in a University   Center with 50 teachers in the period of April 2017. The sample was randomly   selected for convenience. The restriction feeding behavior was the one that   obtained the highest score in the female sex, representing an average of 31.3   (± 8.0), whereas in the male sex, it was the behavior of external ingestion,   representing an average of 30.9 (± 5 ,2). The women showed lower values of   weight and BMI, besides lower risk for metabolic complications according to the   average. The nutritional status of the female presented better conditions than   the male sex, however it was not possible to affirm that a type of feeding behavior defined the nutritional status.</p>     <p><b>Keywords:</b> food behavior, nutritional status, food intake, teachers.</p> </font> <hr noshade size="1">     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>INTRODUÇÃO</b></font></p> <font face="Verdana" size="2">     <p>O comportamento alimentar é   conceituado a partir das reações frente ao alimento, envolvendo todas as ações   relacionadas ao ato de se alimentar (com quem comer, onde comer, o que comer e   como comer), antes e na hora da ingestão dos alimentos. As atitudes alimentares   que definem o comportamento alimentar são influenciadas   por diversos fatores, como psicológicos, emocionais, sociais, religião, e todos   os outros fatores ambientais e internos (Alvarenga, Figueiredo, Timerman, &amp; Antonaccio, 2015).</p>     <p>Apesar da disseminação de informações   sobre alimentação e nutrição atualmente, ainda existem falta de conhecimento e   entendimento por parte da população, resultando no surgimento de carências nutricionais, obesidade e doenças crônicas (Magalhães, 2011).</p>     <p>A insatisfação corporal é um fator de   predisposição para um comportamento alimentar inadequado (Sousa, Almeida, &amp;   Ferreira, 2012), que na maioria das vezes ocorre na busca por um padrão de   beleza imposto pela sociedade, pela mídia, por influências de familiares e amigos,   levando a comportamentos de restrição, compensação, purgativos e/ou compulsivos.</p>     <p>Estudos recentes abordam que o início   desses distúrbios relacionados à insatisfação corporal e consequentemente   alteração nociva do comportamento alimentar ocorre na adolescência, mas que   predomina também na fase adulta devido à preocupação na redução do peso   associada ao padrão de magreza. A insatisfação corporal é maior prevalência no   sexo feminino e possui associação com o estado nutricional, pois quanto maior o   peso e valor de IMC, maior a insatisfação corporal (Poll, Assmann, &amp; Molz, 2016; Toral, Gubert, Spaniol, &amp; Monteiro, 2016).</p>     <p>Distúrbios no comportamento alimentar   provenientes de alterações psicológicas como ansiedade, estresse e atitudes   alimentares a fim de reduzir tensões, podem ocasionar o consumo excessivo de alimentos resultando em obesidade (Mota, 2012).</p>     <p>Além do estilo de vida e fatores   genéticos serem fatores para o excesso de peso, a influência do ambiente também   exerce sua função. Ambientes de trabalho com condições desfavoráveis associadas   a longas jornadas de trabalho exercem influência no aparecimento de obesidade (Freitas, Assunção, Bassi, &amp; Lopes, 2016).</p>     <p>Um estudo realizado com docentes de   uma universidade de São Paulo, concluiu que os professores apresentavam hábitos   alimentares inadequados devido à falta de tempo e a jornada de trabalho, onde   não havia fracionamento adequado e consumo excessivo de açucares e gorduras,   atitudes alimentares que predispõe ao excesso de peso (Braga &amp; Paternez, 2011).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Atualmente, o excesso de peso   representa um problema de saúde pública. Dados obtidos por meio de uma   pesquisa, aponta que 52,5% dos brasileiros encontram-se acima do peso, o que é   um fator de risco para doenças crônicas que são causas de 72% de óbitos do   Brasil. Dentro dessa porcentagem, encontra-se em grande proporção indivíduos com idade superior a 18 anos (Brasil, 2015).</p>     <p>Enfatiza-se, desta forma, a   importância da realização desta pesquisa para reconhecimento de quais   comportamentos alimentares mais encontrados na fase adulta que necessitam de   intervenção e planejamento para prevenção dos problemas associados. Logo, o   objetivo deste estudo foi caracterizar o comportamento alimentar e o estado nutricional de adultos docentes de um Centro Universitário. </p> </font>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>MÉTODO</b></font></p> <font face="Verdana" size="2">     <p>Trata-se de um estudo quantitativo e   descritivo, de corte transversal, realizado no município de Fortaleza, capital do Estado do Ceará, em uma Universidade privada. </p>     <p>A coleta de dados ocorreu no período   de abril de 2017 com 50 docentes da Universidade. Os critérios de inclusão   foram: docentes com vínculo empregatício na instituição que aceitaram   participar da pesquisa; com idade superior a 20 anos; que assinaram o termo de   consentimento livre e esclarecido como aceitação na participação da pesquisa. A   amostra foi selecionada por conveniência, sendo os critérios de exclusão:   docentes inativos, ou seja, afastados do trabalho, seja por motivo de saúde ou   de qualificação profissional, além disso, foram excluídas as mulheres que se encontravam gestantes.</p>     <p>Para análise do comportamento   alimentar foi aplicado o Questionário Holandês do Comportamento Alimentar   (QHCA) (Van,   Frijters, Bergers, &amp; Defares, 1986; Wardle, 1987;   Almeida, Loureiro, &amp; Santos, 2011) que é composto por 33 itens   subdivididos em três sub-escalas: ingestão emocional composta por 13 itens que   avalia as emoções envolvidas no consumo alimentar; restrição alimentar composta   por 10 itens que verifica o estilo alimentar referente ao conhecimento dos   hábitos alimentares adequados e o de ingestão externa que possui 10 itens,   abordando a influência no estilo alimentar a partir da visão, cheiro e   situações sociais (Mota, 2012). O entrevistado teve como opção de resposta uma   escala de 5 pontos (nunca / raramente / às vezes / frequentemente / muito   frequentemente) (Viana &amp; Sinde, 2003), onde o resultado elevado em uma das   sub-escalas resulta em uma tendência de reação aos alimentos, resultando no estilo alimentar.</p>     <p>Para a avaliação do estado   nutricional dos participantes foi utilizado o cálculo do Índice de Massa Corporal   (IMC) após a aferição do peso e altura, onde os indivíduos foram agrupados de   acordo com a classificação estabelecida pela Organização Mundial da Saúde - OMS   (Oms, 1995)– IMC &lt;18,49kg/m<sup>2</sup> (baixo peso); IMC   18,5-24,99kg/m<sup>2</sup> (eutrofia); IMC &#8805;25kg/m<sup>2</sup> (excesso   de peso). O peso foi aferido em uma balança antropométrica digital, com   capacidade para até 150kg. A estatura foi aferida com uso de estadiômetro   móvel. Para aferição do perímetro abdominal foi utilizada uma fita métrica da   marca <i>Sanny</i> com 2m de comprimento,   onde foram seguidos os parâmetros estabelecidos pela Organização Mundial da   Saúde – OMS (Oms, 1998) que indicam para mulheres &#8805;80cm e para homens   &#8805;94cm risco aumentado para complicações metabólicas, respectivamente.   Todas as medidas seguiram os procedimentos recomendados pelo Ministério da Saúde (Brasil, 2013; Brasil, 2011).</p>     <p>Para análise do QHCA, foram   considerados os escores parciais de cada sub-escala, sendo que, o resultado   elevado em uma das sub-escalas implicou em uma tendência a reagir aos alimentos   (atitude) traduzindo o estilo alimentar (Almeida, Loureiro, &amp; Santos, 2011).</p>     <p>Os dados obtidos foram digitados no   programa <i>Microsoft Excel<sup>®</sup></i>, 2013, e posteriormente exportados para o programa SPSS (<i>Software     Statistical Package for the Social Sciences</i>) versão 21.0, para   processamento dos dados. Inicialmente   foi realizada a análise descritiva das variáveis em estudo: antropométricas e   estilo alimentar. As variáveis numéricas foram descritas em médias e medidas de   dispersão, e as categóricas, em frequências simples e percentuais. A   normalidade das variáveis quantitativas foi testada pelo Teste de <i>Shapiro-Wilk. </i>Para comparação das médias   entre os grupos masculino e feminino foi utilizado o teste t de <i>Student</i>. Para todos os testes, foi adotado um nível de significância de 5% (p&lt;0,05).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O estudo foi desenvolvido após   aprovação pelo Comitê de Ética em Pesquisa do Centro Universitário Estácio do   Ceará – Estácio/FIC (Parecer nº 1.609.141). Todos os participantes foram   orientados sobre os objetivos da pesquisa e concordaram com a participação,   assinando o termo de consentimento livre e esclarecido, os quais receberam uma   cópia do termo. Portanto, todos os procedimentos utilizados nesse estudo estão   em acordo com determinações institucionais e resolução de outubro 466/12 do Conselho Nacional de Saúde.</p> </font>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>RESULTADOS</b></font></p> <font face="Verdana" size="2">     <p>A pesquisa se consolidou com amostra de 50 docentes, a maioria era do sexo feminino 64% (n=32) e o sexo masculino representou 36% (n=18) da amostra.</p>     <p>A <a href="/img/revistas/mot/v14n1/14n1a36t1.jpg">tabela 1</a> apresenta os valores de média e desvio padrão da avaliação   antropométrica e do questionário holandês do comportamento alimentar. Quanto ao   questionário holandês, no sexo feminino o comportamento alimentar de restrição   foi o que obteve a maior pontuação, representando média de 31,3 (<i>±</i>8,0). Já no sexo masculino, o   comportamento de maior resultado foi a de ingestão externa, representando média de 30,9 (<i>±</i>5,2).</p>     
<p>Na <a href="/img/revistas/mot/v14n1/14n1a36t2.jpg">Tabela 2</a>, apresenta-se a classificação do IMC e da circunferência da   cintura. Na classificação do IMC 78,1% (n=25) dos avaliados do sexo feminino   encontram-se eutróficos. Destacou-se também uma relevante prevalência de   excesso de peso (n=7; 21,9%). Por outro lado, no sexo masculino ocorreu um predomínio   de excesso de peso (n=16; 88,9%). Do total dos indivíduos pesquisados, apresentaram eutrofia (n=27; 54,0%) e excesso de peso (n=23; 46,0%).</p>     
<p>De acordo com a classificação da circunferência da cintura, de todas as   pessoas entrevistadas, representaram na categoria sem risco (n=30; 60,0%); risco   aumentado (n=20; 40,0%). Sendo, o sexo feminino na categoria sem risco (n=21;   65,6%), risco aumentado (n=11; 34,4%). O sexo masculino representou na categoria sem risco (n=9; 50,0%), risco aumentado (n=9; 50,0%).</p> </font>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>DISCUSSÃO e CONCLUSÕES</b></font></p> <font face="Verdana" size="2">     <p>Ao se caracterizar o comportamento   alimentar e o estado nutricional de adultos docentes de um Centro Universitário   foi observado que na avaliação do comportamento alimentar pelo QHCA (Almeida,   Loureiro, &amp; Santos, 2011; Van, Frijters, Bergers, &amp; Defares, 1986; Wardle, 1987), apontou que as mulheres possuem maior tendência para restrição   alimentar do que os homens, mostrando relação com menores valores de peso e   IMC, quando comparado aos mesmos valores dos homens. Além disso, as mulheres   apresentaram menor risco para complicações metabólicas do que os homens de acordo   com a média. Foi possível identificar maior comportamento alimentar de ingestão   externa nos homens segundo a média, o que pode evidenciar os maiores valores de   peso, IMC e risco para complicações metabólicas, como demonstra outro estudo   (Freitas, Assunção, Bassi, &amp; Lopes, 2016) que além do estilo de vida e   fatores genéticos serem fatores para o excesso de peso, a influência do ambiente também exerce sua função.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Apesar das mulheres terem apresentado   maior comportamento alimentar de restrição, a diferença do resultado para o   comportamento de ingestão externa foi mínima, tornando esse comportamento   representativo, como também a ingestão emocional. No sexo masculino da mesma   forma, mesmo que a escala de ingestão externa tenha sido predominante, os   resultados da escala de restrição alimentar e ingestão emocional também foram   representativos. Dados semelhantes foram evidenciados em outra pesquisa (Poll,   Assmann, &amp; Molz, 2016) que apontou nos dois sexos a predominância da   ingestão determinada por fatores externos, como também, tendência crescente à ingestão restritiva, bem como a emocional.</p>     <p>Percebe-se, que a prevalência de   insatisfação corporal é maior no sexo feminino e possui associação com o estado   nutricional, pois quanto maior o peso e valor de IMC, maior a insatisfação   corporal (Poll, Assmann, &amp; Molz, 2016; Toral, Gubert, Spaniol, &amp;   Monteiro, 2016), fator este que gera a autocrítica e o desejo de aprovação   social, onde para atingir esse objetivo pode haver tendência a comportamentos   de restrição alimentar (Alvarenga, Figueiredo, Timerman, &amp; Antonaccio,   2015) devido as mulheres serem mais influenciáveis (Vale, Kerr, &amp; Bosi, 2011), esse comportamento foi predominante nas mulheres desta pesquisa.</p>     <p>Outro estudo realizado sobre   comportamento alimentar, mostrou que a escala de ingestão externa apresentou   resultado inverso com os resultados dessa pesquisa, em que pontuou maior   controle alimentar quanto aos atrativos de aroma e sabor dos alimentos,   alimentação associada a situações sociais. Este fato pode ser explicado pelas particularidades dos indivíduos avaliados (Mota, 2012).</p>     <p>O QHCA foi aplicado em outra pesquisa   envolvendo mulheres obesas e não obesas, onde verificou-se que as mulheres com   peso normal apresentaram maiores escores na escala de restrição alimentar e as   obesas maiores escores na escala de ingestão emocional. Não foi observado   diferença do estado nutricional quanto a escala de ingestão externa, porém, o   estilo alimentar por fatores externos foi predominante no grupo das pacientes   obesas. Estes dados parecem concordantes com esse estudo, visto que, o grupo   avaliado com maior excesso de peso foram mais responsivos a ingestão externa (Almeida, Loureiro, &amp; Santos, 2011).</p>     <p>Nesse presente estudo, maior parte do   sexo masculino foi identificado com excesso de peso, mostrando-se semelhante a   outro estudo nacional, onde aponta que 52,5% dos brasileiros encontram-se acima   do peso, o que é um fator de risco para doenças crônicas que são causas de 72%   de óbitos no Brasil. Dentro da porcentagem desses brasileiros, encontram-se em   maior proporção os homens, indivíduos com menor nível de escolaridade e com   idade superior a 18 anos (Brasil, 2015), onde engloba a idade dos homens avaliados nessa pesquisa, que eram acima de 20 anos.</p>     <p>Diante das diversas jornadas de   trabalho do professor, os horários irregulares e a falta de rotina podem   interferir na sua alimentação, gerando hábitos alimentares inadequados, como a   falta de fracionamento correto das refeições ao longo do dia, predispondo o   consumo de maior volume na seguinte refeição (Braga &amp; Paternez, 2011). Como   mostra um estudo que constatou que o excesso de peso de servidores está   associado não somente as condições de saúde e alimentação, como também a   privação de pausa durante a jornada de trabalho (Freitas, Assunção, Bassi,   &amp; Lopes, 2016). Portanto, pode ser sugestivo tais condições de trabalho com   o grupo avaliado nessa pesquisa, podendo ser realizado outra pesquisa para essa   verificação, dado que, os números de excesso de peso na população estudada foram expressivos.</p>     <p>Sobre o risco de complicações   metabólicas, os dois sexos apresentavam valores significativos de acordo com a   média, que apontam esses riscos. Existem evidencias de que o comportamento   alimentar possui impacto no surgimento dessas doenças, que dentre elas encontra-se   a obesidade que é uma epidemia responsável pelo aumento de mortalidade por   doenças cardiovasculares e redução da expectativa de vida (Santos, Stuchi, Sena, &amp; Pinto, 2012).</p>     <p>Embora, os escores do QHCA tenham   resultado em diferenças de predominância nas escalas de restrição alimentar, de   ingestão emocional e ingestão externa entre o sexo feminino e masculino, os   valores de diferença entre uma escala e outra foram mínimos e de difícil   comparação com o estado nutricional, visto que, foram encontrados poucos   estudos na literatura com essa correlação, dificultando a compilação dos dados dessa pesquisa.</p>     <p>O estado nutricional do sexo feminino   apresentou melhores condições do que o do sexo masculino, no entanto não foi   possível afirmar que um tipo de comportamento alimentar definiu o estado   nutricional, em razão de que, a diferença nos resultados dos comportamentos   alimentares de cada sexo foi mínima. Portanto, sugere-se futuras investigações afim de sanar essas lacunas existentes na presente investigação.</p>     <p>&nbsp;</p> </font><font size="3" face="Verdana"><b>REFERÊNCIAS</b></font><font face="Verdana" size="2">      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Alvarenga, M., Figueiredo, M., Timerman, F., &amp;   Antonaccio, C. M. A (2015). <i>Nutrição Comportamental</i>. São Paulo: Manole.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=378032&pid=S1646-107X201800010003600001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Almeida, G., Aparecida, N., Loureiro, S. R., &amp; Santos,   J. E. (2001). Obesidade mórbida em mulheres-estilos alimentares e qualidade de vida. <i>Archivos Latinoamericanos de Nutrición, 51</i>(4), 359-365.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=378034&pid=S1646-107X201800010003600002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Braga, M. M., &amp; Paternez, A. C. A. C. (2011). Avaliação   do consumo alimentar de professores de uma universidade particular da cidade de São Paulo (SP).<i> Revista Simbio-Logias, 4</i>(6), 84-97.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=378036&pid=S1646-107X201800010003600003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Brasil, Ministério da Saúde (2015). <i>Vigitel Brasil 2014 Saúde Suplementar:</i> <i>Vigilância de fatores de risco e proteção   para doenças crônicas por inquérito telefônico</i>. Agência Nacional de Saúde Suplementar, Brasília. Disponível em: <a href="http://portalsaude.saude.gov.br/index.php/cidadao/principal/agencia-saude/17445-obesidade-estabiliza-no-brasil-mas-excesso-de-peso-aumenta" target="_blank">http://portalsaude.saude.gov.br/index.php/cidadao/principal/agencia-saude/17445-obesidade-estabiliza-no-brasil-mas-excesso-de-peso-aumenta</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=378038&pid=S1646-107X201800010003600004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Brasil, Ministério da Saúde (2013). <i>Manual de Antropometria</i>. Ministério da Saúde, Rio de Janeiro. Disponível em: <a href="http://www.pns.icict.fiocruz.br/arquivos/Novos/Manual%20de%20Antropometria%20PDF.pdf" target="_blank">http://www.pns.icict.fiocruz.br/arquivos/Novos/Manual%20de%20Antropometria%20PDF.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=378039&pid=S1646-107X201800010003600005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Brasil, Ministério da Saúde (2011). <i>Orientações para a coleta e análise de dados   antropométricos em serviços de saúde.</i> Norma Técnica do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional-SISVAN, Brasília.</p>     <!-- ref --><p>Fortes, L. S., Almeida, S. S. &amp; Ferreira, M. E. C   (2012). 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Excesso de peso e ambiente de trabalho no setor público municipal. <i>Revista de Nutrição, 29</i>(4), 519-527. doi: 10.1590/1678-98652016000400007&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=378042&pid=S1646-107X201800010003600008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Magalhães, P. (2011). <i>Comportamento alimentar, estado   nutricional e Imagem Corporal de Estudantes de Nutrição: Aspectos Psicossociais   e Percurso Pedagógico</i> (Tese   de Doutorado em Ciências Farmacêuticas). Universidade Estadual Paulista, São Paulo. Disponível em: <a href="https://repositorio.unesp.br/handle/11449/100970" target="_blank">https://repositorio.unesp.br/handle/11449/100970</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=378043&pid=S1646-107X201800010003600009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Mota, D. C. L (2012). <i>Comportamento Alimentar, Ansiedade, Depressão, e Imagem Corporal em   Mulheres Submetidas à Cirurgia Bariátrica</i> (Dissertação de Mestrado em Psicobiologia). Universidade de São Paulo, São Paulo. Disponível em: <a href="http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/59/59134/tde-11062012-165343/pt-br.php" target="_blank">http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/59/59134/tde-11062012-165343/pt-br.php</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=378044&pid=S1646-107X201800010003600010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Santos, C. C. P., Fabiana, A. &amp; Molz, P. (2016).   Relação entre o estado nutricional, comportamento alimentar e satisfação   corporal de escolares adolescentes de Santa Cruz do Sul, RS. <i>Cinergis, 17</i>(4), 1-6. doi: 10.17058/cinergis.v17i4.8066&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=378045&pid=S1646-107X201800010003600011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Santos, C. C., Stuchi, R. A. G., Sena, C. A. &amp;   Pinto, N. A. V. D (2012). A influência da televisão nos hábitos, costumes e comportamento alimentar. <i>Cogitare Enfermagem, 17</i>(1), 65-71.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=378046&pid=S1646-107X201800010003600012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Toral, N., Gubert, M. B., Spaniol, A. M. &amp;   Monteiro, R. A. (2016). Eating disorders and body image satisfaction among   Brazilian undergraduate nutrition students and dietitians. <i>Archivo Latinoamericano de Nuticion, 66</i>(2), 129-134.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=378048&pid=S1646-107X201800010003600013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Vale, A. M. O., Kerr, L. R. S. &amp; Bosi, M. L. M   (2011). 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The Dutch Eating Behavior Questionnaire (DEBQ) for assessment of   restrained, emotional, and external eating behavior. <i>International Journal of Eating Disorders, 5</i>(2), 295-315.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=378051&pid=S1646-107X201800010003600015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Viana, V. &amp; Sinde, S. (2003). Estilo alimentar:   Adaptação e validação do questionário holandês do comportamento alimentar. <i>Psicologia Teoria, Investigação e Prática, 8</i>(1-2), 59-71.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=378053&pid=S1646-107X201800010003600016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Wardle, J. (1987). 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<body><![CDATA[<br>   Conflito de     Interesses:</b>    <br>     Nada a declarar.<b>    <br> Financiamento:    <br> </b></font><font size="2" face="Verdana">Nada a declarar.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <font face="Verdana" size="2"><i><a name="end"></a></i><a href="#top">Correspond&ecirc;ncia para:</a> Centro Universit&aacute;rio Est&aacute;cio do Cear&aacute;. Rua Eliseu  Uch&ocirc;a Beco, 600, &Aacute;gua Fria. CEP: 60810-270, Fortaleza, CE, Brasil. <i>E-mail</i>: <a href="mailto:rafaellasampaio@yahoo.com.br">rafaellasampaio@yahoo.com.br</a></font>      ]]></body><back>
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