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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Cerebral paralysis (PC) is a pathology that may compromise several organic functions, among them, the motor development and, consequently the equilibrium. The aim of the present study was to assess the effects of an intervention of virtual reality in the motor control of a child with PC. This was a longitudinal, quantitative case study with a 8 year old male patient from a private clinic in Ceará. Firstly, the child was familiarized with the site of the experiment, then underwent a EEG record with 10/20 system, both with open eyes and closed. Data was obtained from the EEG records, with software Bio-Explorer TQ-7 system. Equilibrium changes were assessed with a stabilometry evaluation. Evaluations were performed pre- and post- an experiment, which consisted of virtual reality gaming using a Nintendo Wii, console. The games that were chosen involved motor control and equilibrium. Data showed a reduction in slow waves and an increase in rapid waves post-experiment. Frequency of median and rapid waves also increased concomitantly. Moreover, a high stability in motor control was observed post-experiment. Therefore, gaming with virtual reality games has the potential to influence positively cerebral waves and motor control in children with cerebral paralysis.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b><font face="Verdana" size="2"> ARTIGO ORIGINAL&nbsp;&nbsp; |&nbsp;&nbsp; ORIGINAL ARTICLE </font></b><b></b></p> <font face="Verdana" size="2">     <p>&nbsp;</p> </font>     <p><font size="4" face="Verdana"><b>Efeitos de uma intervenção com realidade virtual no controle motor de uma criança   com paralisia cerebral: um relato de caso</b></font></p> <font face="Verdana" size="2">     <p>&nbsp;</p> </font>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Effects   of a virtual reality intervention on the motor control of a child with cerebral   palsy: a case report</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font face="Verdana" size="2"><a name="top"></a>Francisco Fleury Uchoa Santos Júnior<sup>1,2,3</sup>; Prodamy da Sila Pacheco Neto<sup>1</sup>; Erika Samantha Freitas Cavalcante<sup>1</sup>; Jefferson Pacheco Amaral Fortes<sup>2</sup>; Paulo Cezar do Nascimento Filho<sup>2</sup>; José Rogério Santana<sup>3</sup> </font></b></p>     <p><font face="Verdana"><font size="2" face="Verdana"><sup>1</sup></font></font><font size="2" face="Verdana"><i>Centro Universit&aacute;rio Est&aacute;cio do Cear&aacute;</i>    <br> </font><font face="Verdana"><font size="2"><sup>2</sup></font></font><font size="2" face="Verdana"><i>Instituto Le Sant&eacute; do Cear&aacute; </i>    ]]></body>
<body><![CDATA[<br> </font><font face="Verdana"><font size="2"><sup>3</sup></font></font><font size="2" face="Verdana"><i>Universidade Federal do Cear&aacute; </i></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a href="#end">Correspond&ecirc;ncia para</a> </font></p> <font face="Verdana" size="2">     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> </font> <hr noshade size="1"> <font face="Verdana" size="2">     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>A paralisia cerebral   (PC) é uma patologia que pode acometer diversas funções orgânicas, dentre elas   o aprendizado motor e, consequentemente, o equilíbrio. O objetivo do presente   estudo foi Avaliar os efeitos de uma intervenção com realidade virtual no   controle motor de uma criança com PC. Trata-se de um estudo de caso   intervencionista, quantitativo e longitudinal realizado com uma criança de 8   anos de idade, do sexo masculino com PC, em uma clínica de fisioterapia privada   do estado do Ceará. A criança primeiramente foi ambientada ao local, em   seguida, submetida a uma avaliação composta por eletroencefalografia   quantitativa pelo sistema 10/20 com olhos abertos e olhos fechados por um   profissional habilitado. Os dados foram coletados pelo eletroencefalograma   juntamente com o software Bio-Explorer e o sistema TQ-7 para quantificação de   dados. Para uma análise mais aprofundada das alterações de equilíbrio, foi   realizada uma avaliação inicial e outra final por estabilometria. Após as   avaliações o paciente realizou treinamento de uma hora com Jogos de realidade   virtual no videogame Nintendo Wii (R) com jogos que envolviam coordenação   motora e equilíbrio. Os dados evidenciaram uma redução de ondas lentas e aumento   de ondas rápidas após a realização da intervenção com realidade virtual. Este   fato foi observado juntamente com um aumento das frequências de ondas médias e   rápidas, todas elas no cérebro em geral. Além disso, foi observada uma maior   estabilidade no controle motor da criança, por meio de um maior equilíbrio na   plataforma de baropodometria. Portanto, a prática de jogos com realidade   virtual influencia no comportamento das ondas cerebrais e no controle motor de uma criança com paralisia cerebral. </p>     <p><b>Palavras-chave:</b> eequilíbrio, neurologia, fisioterapia.</p> </font> <hr noshade size="1"> <font face="Verdana" size="2">     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>Cerebral paralysis (PC) is a pathology that may   compromise several organic functions, among them, the motor development and,   consequently the equilibrium. The aim of the present study was to assess the   effects of an intervention of virtual reality in the motor control of a child   with PC. This was a longitudinal, quantitative case study with a 8 year old   male patient from a private clinic in Ceará. Firstly, the child was   familiarized with the site of the experiment, then underwent a EEG record with   10/20 system, both with open eyes and closed. Data was obtained from the EEG   records, with software Bio-Explorer TQ-7 system. Equilibrium changes were   assessed with a stabilometry evaluation. Evaluations were performed pre- and   post- an experiment, which consisted of virtual reality gaming using a Nintendo   Wii, console. The games that were chosen involved motor control and   equilibrium. Data showed a reduction in slow waves and an increase in rapid   waves post-experiment. Frequency of median and rapid waves also increased   concomitantly. Moreover, a high stability in motor control was observed   post-experiment. Therefore, gaming with virtual reality games has the potential   to influence positively cerebral waves and motor control in children with cerebral paralysis.</p>     <p><b>Keywords:</b> equilibrium, neurology, physiotherapy.</p> </font> <hr noshade size="1">     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>INTRODUÇÃO</b></font></p> <font face="Verdana" size="2">     <p>A paralisia cerebral ocasiona   desordens posturais, déficit de coordenação neurocognitivos que ocorrem no cérebro, podendo   causar alterações na comunicação e no comportamento (Riquelme   et al., 2014; Rosenbaum et al., 2007). A consequência desta   patologia pode interferir no desenvolvimento da marcha da criança e no   desenvolvimento neuropsicomotor como um todo, especialmente no controle motor (do Nascimento Filho et al., 2017).</p>     <p>Uma das formas de atuar com crianças   é por meio de ferramentas que envolvam o componente lúdico, como os jogos de   realidade virtual. A tecnologia está integrada nas atividades realizadas   habitualmente o que leva a criança a aprender rapidamente a encarar com   naturalidade o mundo virtual. A fisioterapia por tem buscado amparo nessas   possibilidades para a recuperação funcional de diversos pacientes, inclusive   pacientes com alterações neurológicas que envolvem força, equilíbrio e controle   motor (Lopes et al., 2017).</p>     <p>Assim, avaliar os efeitos de uma   intervenção com realidade virtual no controle motor de uma criança com paralisia cerebral foi o objetivo deste estudo.</p> </font>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>MÉTODO</b></font></p> <font face="Verdana" size="2">     <p>Trata-se de um estudo de caso   intervencionista, quantitativo e longitudinal realizado com uma criança de 8   anos de idade, do sexo masculino com paralisia cerebral, em uma clínica de   fisioterapia privada do estado do Ceará. A criança primeiramente foi ambientada   ao local, em seguida, submetida a uma avaliação composta por   eletroencefalografia quantitativa pelo sistema 10/20 com olhos abertos e olhos   fechados por um profissional habilitado. Consiste em um sistema de coordenadas   onde os números ímpares representam os pontos no hemisfério esquerdo e os pares   no direito, enquanto as letras se referem aos lobos ou regiões específicas,   sendo F (frontal), Fp (polo frontal), T (temporal), O (occipital), P   (parietal), C (central ou córtex sensório motor), Z (linha central que separa   os dois hemisférios ou fissura inter-hemisférica). Assim, o site Fpz representa   o ponto anterior ventral medial do lobo pré-frontal, enquanto P3 representa o   ponto posterior dorsal lateral esquerdo do lobo parietal. Após cada avaliação   foram coletados os dados de cada um dos pontos do sistema 10/20 e realizada a   média de cada onda cerebral, considerando todos os pontos mensurados. Portanto,   os valores de cada onda cerebral corresponderam a uma média do cérebro e não de   uma área isolada. Os dados foram coletados pelo eletroencefalograma   amplificador Pocket Neurobics modelo Q-wiz juntamente com o software   Bio-Explorer para coleta de dados eletro encefálicas e utilização do sistema   TQ-7 para quantificação de dados. No processo de quantificação dos dados   elétricos foi usado filtro de interferências do sistema TQ7, sem alterações na impedância. </p>     <p>Para uma análise mais aprofundada das   alterações de equilíbrio, foi realizada uma avaliação inicial e outra final   (pós intervenção) por Estabilometria, por meio do equipamento T-Plate da   Medicapteurs® (França), no qual foram coletados dados de oscilações no tempo de   30 segundos, na posição bípede com a paciente sobre a plataforma após pequena   adaptação. Na estabilometria foram mensuradas a largura dos deslocamentos (mm) e a velocidade (mm/s) tanto antero-posterior como latero-lateral.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Após as avaliações o paciente   realizou treinamento de uma hora com Jogos de realidade virtual no videogame Nintendo Wii ® com jogos que envolviam coordenação motora e equilíbrio. </p>     <p>O estudo foi aprovado pelo comitê de   Ética do Centro Universitário Estácio do Ceará, com parecer de número   2.352.010. Os dados obtidos no início e final da pesquisa foram organizados e   analisados no Microsoft Office Excel 2007 e no Software Graphpad Prism 7. Os dados foram apresentados como média ± erro padrão da média, com p &lt; 0,05.</p> </font>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>RESULTADOS</b></font></p> <font face="Verdana" size="2">     <p>Nossos resultados evidenciam mudanças em todo o padrão das ondas   cerebrais da criança avaliada após a realização da intervenção com realidade   virtual, diminuindo ondas lentas e aumentando ondas cerebrais rápidas e médias   (<a href="/img/revistas/mot/v14n1/14n1a54t1.jpg">Tabela 1</a>). Observamos ainda que imediatamente após a realização da intervenção   com realidade virtual o controle motor da criança aumentou, evidenciado na   <a href="/img/revistas/mot/v14n1/14n1a54t2.jpg">Tabela 2</a> pela redução da amplitude dos desvios antero-posterior e latero-lateral na estabilometria.</p>     
<p>&nbsp;</p> </font>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>DISCUSSÃO e CONCLUSÕES</b></font></p> <font face="Verdana" size="2">     <p>Identificamos que houve uma redução   maior nas ondas lentas com olhos fechados e um pouco menor com olhos abertos,   assim como um aumento nas frequências de ondas médias e rápidas, tanto de olhos   abertos quanto de olhos fechados. Foi observado ainda um maior controle motor   após a intervenção, pois a oscilação antero-posterior e latero-lateral reduziu os valores absolutos. </p>     <p>Os resultados apresentados descrevem   que o treinamento com Realidade Virtual tem a capacidade de alterar as ondas   cerebrais no sistema nervoso central e, consequentemente, as funções ligadas a   elas, por meio de condicionamento operante (Ribas et al., 2016). Os resultados   do presente estudo corroboram com o resultado de um estudo prévio com uma   criança com ataxia cerebelar e intervenção com condicionamento operante por   neurofeedback (de Melo et al., 2017). Nosso estudo demonstrou redução de ondas   lentas, o que foi positivo, já que o aumento dessas ondas é descrito na   literatura como um padrão disfuncional, inclusive em crianças (Gonçalves &amp;   Boggio, 2016). Em outro estudo com uma criança com PC, o uso de ferramentas de   realidade virtual por meio de neurofedback proporcionou redução de ondas   cerebrais lentas (delta e theta) e aumento de ondas tidas como ondas de   trabalho, ou ondas médias (alpha e beta), reduzindo o nível de espasticidade da   criança (do Nascimento Filho et al., 2017).</p>     <p>A redução de ondas lentas associada   ao aumento das ondas médias e rápidas está associada a um melhor processo   cognitivo e melhor aprendizado e controle motor (Gonçalves &amp; Boggio, 2016).   Este ponto pode ser identificado no presente estudo, pois o paciente aumentou o   controle motor e o nível de equilíbrio após a intervenção com realidade virtual.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Portanto, a prática de jogos com   realidade virtual influencia no comportamento das ondas cerebrais e no controle   motor de uma criança com paralisia cerebral, o que pode aumentar as   possibilidades terapêuticas na recuperação funcional de crianças com disfunções neuropsicomotoras.</p>     <p>&nbsp;</p> </font><font size="3" face="Verdana"><b>REFERÊNCIAS</b></font><font face="Verdana" size="2">      <!-- ref --><p>De Melo, V.,   Coelho, G., Costa da Silva, G., Fortes, J. P. A., do Nascimento Filho, P. C.   &amp;  Santos Júnior, F. F. U. (2017). Equilíbrio   estático por baropodometria em paciente com ataxia cerebelar após tratamento   com neurofeedback. <i>Fisioterapia Brasil, 18</i>(2), 249-256.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=379986&pid=S1646-107X201800010005400001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Do Nascimento   Filho, P. C., Duarte, F. T., Fortes, J. P. A., &amp; Santos Júnior, F. F. U.   Alterações no comportamento elétrico cerebral de uma criança com paralisia cerebral   após atendimento com neurofeedback. <i>Fisioterapia Brasil, 18</i>(3), 369-373.</p>     <!-- ref --><p>Gonçalves, O. F., &amp; Boggio, P. S. (2016). <i>Neuromodulação autorregulatória princípios e prática.</i> São Paulo: Casa do Psicólogo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=379989&pid=S1646-107X201800010005400003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Lopes, P. C.,   Carvalho, J. P., Neto, H. B. S., ..., &amp; Santos Junior, F. F. U. (2017).   Realidade virtual em uma estratégia de reabilitação neurofuncional: revisão sistemática.<i> Varia Scientia Ciências da Saúde, 3</i>(1), 86-98.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=379991&pid=S1646-107X201800010005400004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Ribas, V. R., Ribas, R. M. G., de Oliveira, D. C. L.,   Regis, C. L . S.,  do  Nascimento    Filho, P. C., Sales, T. S. R., Martins, H. A . L.,   &amp; Deusen, P. V. (2016). The functioning of the brain trained through   neurofeedback with behavioral techniques from a learning curve perspective. <i>Journal of Psychology and Psychotherapy Research, 3</i>, 12-19.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=379993&pid=S1646-107X201800010005400005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Riquelme, I., Padrón, I., Cifre, I., González-Roldán,   A. M., &amp; Montoya, P. (2014). Differences in somatosensory processing due to dominant hemispheric motor impairment in cerebral palsy. <i>BMC Neuroscience, 15</i>(1), 10.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=379995&pid=S1646-107X201800010005400006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Rosenbaum, P., Paneth, N., Leviton, A., Goldstein, M.,   Bax, M., Damiano, D., &amp; Jacobsson, B. (2007). A report: the definition and   classification of cerebral palsy April 2006. <i>Developmental Medicine and Child Neurololy Supplement</i>, <i>109</i>, 8-14.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=379997&pid=S1646-107X201800010005400007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <p>&nbsp;</p> </font>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Agradecimentos:</b>    <br>   Nada a declarar<b>    <br>   Conflito de Interesses:</b>    <br>   Nada a declarar.<b>    ]]></body>
<body><![CDATA[<br> Financiamento:    <br> </b></font><font size="2" face="Verdana">Nada a declarar.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <font face="Verdana" size="2"><i><a name="end"></a></i><a href="#top">Correspond&ecirc;ncia para:</a></font> <font size="2" face="Verdana">Centro Universit&aacute;rio Est&aacute;cio do Cear&aacute;. Rua Eliseu  Uch&ocirc;a Beco, 600, &Aacute;gua Fria. CEP: 60810-270, Fortaleza, CE, Brasil. <i>E-mail</i>: <a href="mailto:prodamypn@hotmail.com">prodamypn@hotmail.com</a></font>      ]]></body><back>
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