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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Prevenção de quedas em idosas institucionalizadas]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Centro Universitário Estácio do Ceará  ]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The present study aimed to investigate the equilibrium and walking ability in institutionalized elderly females. This was a cross-sectional quantitative study performed within an institution and due approved by the local ethics committee. Sociodemographic profile was assessed through a questionnaire an Tinetti scale a used to assess equilibrium and walking. Nineteen aged women comprised the sample, 44.8% above 71 years of age, 64.9% single, 70.3% with less than 5 years at school, 94.7% were officially retired and received minimum wage. Equilibrium of the sample averaged 10.68 points (±3.6) and the majority of the participants showed unbalance when blindfolded or when spinning. Walking was rated with 6.37 points (±2.06), with some asymmetric steps and walking deviation sin most cases. It was concluded that equilibrium and walking were impaired in this sample and that institutionalized aged women present an increased fall risk.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b><font face="Verdana" size="2"> ARTIGO ORIGINAL&nbsp;&nbsp; |&nbsp;&nbsp; ORIGINAL ARTICLE</font></b></p>     <p>&nbsp;</p>      <p><font size="4" face="Verdana"><b>Prevenção de quedas em idosas institucionalizadas</b></font></p> <font face="Verdana" size="2">     <p>&nbsp;</p> </font>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Prevention of falls in institutionalized elderly women</b></font></p> <font face="Verdana" size="2">     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><strong><a name="top"></a>Fernanda Jacaúna   Barbosa<sup>1</sup>; Alice Gabrielle de Sousa<sup>1</sup>; Maiara Araújo Pereira<sup>2</sup>; Bruna Michelle Belém Leite Brasil<sup>2</sup>; Samila Torquato Araújo<sup>2</sup>; Carla Daniele Mota Rego Viana<sup>2</sup></strong></p> </font>     <p><font face="Verdana" size="2"><sup>1</sup><em>Secretaria de Sa&uacute;de de Fortaleza,  Cear&aacute; </em>    <br>       <sup>2</sup><em>Centro Universit&aacute;rio Est&aacute;cio do Cear&aacute; </em></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2"><a href="#end">Correspond&ecirc;ncia para</a> </font></p> <font face="Verdana" size="2">     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> </font> <hr noshade size="1"> <font face="Verdana" size="2">     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>Com o presente estudo objetivou-se avaliar o   equilíbrio e a marcha em idosas institucionalizadas. Estudo transversal e   quantitativo, realizado em uma instituição de longa permanência e aprovado por   comitê de ética. Foi aplicado um instrumento para identificar perfil   sociodemográfico e escala de Tinetti para avaliar o equilíbrio e marcha. Os   dados foram organizados em Excel e analisados descritivamente. A amostra foi   composta por 19 idosas, com 44.8% acima de 71 anos de idade, 64.9% solteiras,   70.3% com menos do que 5 anos de estudo ou analfabetos, 94.7% aposentadas e   recebendo um salário mínimo. Quanto à análise do equilíbrio, obteve-se uma   média de 10.68 pontos (±3.6), sendo que a maioria das participantes se   desequilibrou quando os olhos eram fechados ou girando. Em relação à marcha, a   média foi de 6.37 pontos (±2.06), registando passos assimétricos e desvio na   marcha na maioria das idosas. Através dos resultados, conclui-se que os   problemas de equilíbrio e marcha foram significativos e as idosas institucionalizadas   tinham risco aumentado para quedas, que por sua vez são passíveis de cuidados preventivos.</p>     <p><strong>Palavras-chave:</strong> saúde do idoso, instituição de longa permanência para idosos, acidentes por quedas.</p> </font> <hr noshade size="1"> <font face="Verdana" size="2">     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>The present study aimed to investigate the   equilibrium and walking ability in institutionalized elderly females. This was   a cross-sectional quantitative study performed within an institution and due   approved by the local ethics committee. Sociodemographic profile was assessed   through a questionnaire an Tinetti scale a used to assess equilibrium and   walking. Nineteen aged women comprised the sample, 44.8% above 71 years of age,   64.9% single, 70.3% with less than 5 years at school, 94.7% were officially retired   and received minimum wage. Equilibrium of the sample averaged 10.68 points   (±3.6) and the majority of the participants showed unbalance when blindfolded   or when spinning. Walking was rated with 6.37 points (±2.06), with some   asymmetric steps and walking deviation sin most cases. It was concluded that   equilibrium and walking were impaired in this sample and that institutionalized aged women present an increased fall risk.</p>     <p><strong>Keywords:</strong> health of the elderly, institution of long stay for the elderly, accidents by falls.</p> </font> <hr noshade size="1">     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>INTRODUÇÃO</b></font></p> <font face="Verdana" size="2">     <p>O aumento da proporção de idosos é um   fenômeno global, em que, à exceção de alguns países africanos, todo o mundo   encontra-se em algum estágio deste processo.    Este aumento também não é um fenômeno repentino ou inesperado. Faz parte   das transformações demográficas ocorridas nas décadas precedentes (Chaimowicz, 2013).</p>     <p>Em   2010, o Brasil já contava com 14 milhões de idosos com 65 anos. Com a   diminuição da taxa de mortalidade e a queda da fecundidade, está previsto um   aumento expressivo da percentagem de idosos para 2050, ano em que existirão 38   milhões de brasileiros, ou 18% da população, com mais de 65 anos (IBGE, 2012).   No Ceará, o processo de envelhecimento da população não é diferente do resto do Brasil. A população Cearense é de 8671 milhões de pessoas e 12% são idosos,   segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicilio (Pnad) (IBGE,   2011). Tratando-se de uma parcela considerável da população, é de salutar   considerar as peculiaridades desse grupo para que se possa atuar de forma mais   eficaz. Assim, devemos destacar as alterações físicas resultantes do processo   de envelhecimento e que contribuem para a ocorrência de quedas, com   consequências muito graves nesses indivíduos. O risco de quedas pode-se configurar   um problema ainda maior quando consideramos os idosos institucionalizados, em   que o equilíbrio prejudicado, dificuldades na marcha e a dependência, são   problemas habitualmente encontrados e estão diretamente relacionados ao aumento das chances de queda (Morais et al., 2012).</p>     <p>Por se tratar de um risco, fenômeno   passível de prevenção, é extremamente importante avaliar e agir antes que a   queda aconteça. Torna-se necessário assim conhecer as necessidades dos idosos   de cada instituição, com vista a traçar um plano de intervenção mais eficaz,   voltado a fatores específicos e passíveis de mudança. Dessa forma, procurou-se avaliar o equilíbrio e a marcha em   idosos institucionalizados, por forma a identificar quais aspectos estariam   mais comprometidos. Ao conhecer o perfil da população é possível a elaboração   de atividades físicas apropriadas, ou o estímulo à adesão de comportamentos preventivos às quedas. </p> </font>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>MÉTODO</b></font></p> <font face="Verdana" size="2">     <p>Trata-se de uma pesquisa do tipo   descritiva com abordagem quantitativa e   delineamento transversal. Foi realizado em uma instituição de longa   permanência na cidade de Fortaleza, no mês de outubro e novembro de 2014. A   instituição assiste atualmente a 37 residentes, muitas abandonadas pelos   familiares ou em situação de rua. O instrumento para a identificação do perfil   epidemiológico dos idosos e a escala de Tinneti foram utilizados para avaliação   do equilíbrio e da marcha. A escala de Tinetti é amplamente utilizada na   população idosa e corresponde a nove itens e total de 17 pontos para   equilíbrio, e sete itens e total de 11 para marcha. Com relação à pontuação   obtida nos dois aspectos da escala, quando o mesmo for inferior a 19 pontos, isso indica risco cinco vezes maior para quedas (Tinetti, 1986).</p>     <p>Foram incluídos no estudo   participantes com condições físicas para que se pudesse avaliar o equilíbrio e   marcha como ficar em pé sozinho. Foram excluídas as idosas incapazes de se   comunicar ou com problemas cognitivos caracterizados pela não compreensão de um comando verbal. </p>     <p>A coleta de dados era feita em lugar silencioso   e amplo, por dois acadêmicos de enfermagem, devidamente treinados por uma   enfermeira especialista em saúde do idoso. Os dados recolhidos foram   organizados recorrendo ao programa Excel e analisados por frequências absolutas e percentuais. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Ademais, foram obedecidos todos os   princípios éticos e legais regidos pela pesquisa em seres humanos, preconizados   na Resolução do Conselho Nacional de Saúde Nº 466/2012 (CNS, 2012). O estudo   foi apreciado e aprovado por Comitê de Ética em Pesquisa sob o protocolo número   788.693. As participantes tiveram explicação acerca dos objetivos da pesquisa,   e em seguida foi solicitada a autorização da coleta dos dados por meio da assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido de cada participante.</p> </font>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>RESULTADOS</b></font></p> <font face="Verdana" size="2">     <p>A idade média das 19   participantes do estudo foi de 79.1 anos, com variação de 60 a 111 anos. Apenas   uma das idosas não era aposentada, enquanto as demais recebiam uma renda mensal média de um salário-mínimo. </p>     <p>Na Tabela 2 a seguir, são apresentadas as variáveis relacionadas às condições que permearam a institucionalização das idosas.</p>     <p>Tabela 1</p>     <p><i>Perfil Sociodemográfico das idosas entrevistadas em uma Instituição de Longa Permanência</i></p>     <p>Tabela 2</p>     <p><i>Distribuição das idosas conforme avaliação da área equilíbrio da escala de equilíbrio e marcha de Tinetti</i></p>     <p>A média da pontuação quanto ao equilíbrio foi de 10.68 pontos (±3.6),   com máximo de 16 pontos e mínimos seis pontos. Foi possível perceber momentos   de desequilíbrio em inúmeros itens, principalmente nos primeiros segundos após as   idosas se levantarem e quando era solicitado que girassem 360º. No teste   dos três campos (o examinador empurra levemente o externo da pessoa idosa que   deve ficar com os pés juntos), em que   se demonstra a capacidade de resistir ao deslocamento, 12 participantes   (63.2%) demostraram que em qualquer sinal de instabilidade necessitam se   segurar em algum objeto e balançam os braços para manter o equilíbrio. Já   quanto ao desempenho da marcha, também se percebeu hesitação e instabilidade   nas idosas ao desempenhar alguns itens da escala. As variáveis seguem apresentadas na Tabela 3 a seguir.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Tabela 3</p>     <p><i>Distribuição das idosas conforme avaliação da área marcha da escala de equilíbrio e marcha</i></p>     <p>A pontuação média quanto às variáveis   da marcha foi de 6.37 (±2.06), com nota mínima de 2 pontos e máxima de 10   pontos. Foi possível perceber que as idosas demonstraram dificuldades para   realizar a maioria das ações. Ao   iniciar a marcha, contudo, quando a idosa é solicitada a começar a andar num   determinado trajeto, elas começaram a andar sem hesitação visível, o movimento de iniciação da marcha foi uniforme.</p>     <p>Na avaliação do comprimento e altura   dos passos, primeiro foi avaliada a altura do passo, observando-se primeiro um pé, depois o outro e de perfil.   Para além disso, foi mais difícil para as participantes conseguir movimentar e   ultrapassar com o pé esquerdo do que com o direito, com passos mais assimétricos e descontínuos. </p>     <p>Por fim, a pontuação obtida com a aplicação da etapa   de equilíbrio da escala de Tinetti na referida população de idosas obteve média   de aproximadamente 17 pontos, o que significa risco cinco vezes maior para   quedas. Tal risco suscita a necessidade de uma maior atenção a essas idosas e o   estímulo a atividades preventivas tanto por parte das idosas como por parte da   instituição, que deve adequar suas dependências, oferecendo mais mecanismos de apoio durante a deambulação das residentes.</p> </font>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>DISCUSSÃO e CONCLUSÕES</b></font></p> <font face="Verdana" size="2">     <p>Na população idosa, as mulheres são   ainda maioria, e inúmeros autores apresentam um perfil sociodemográfico   semelhante ao da pesquisa em questão. Tratam-se de idosas com baixa   escolaridade, com média de até cinco anos de estudo, renda individual de um   salário mínimo, com a maioria aposentada ou recebendo benefícios governamentais   (Costa et al., 2010; Morais et al., 2012). O baixo nível educacional   relaciona-se com um menor acesso à informação e a dificuldade económica, por   outro lado, impossibilita a adoção de práticas preventivas, como a aquisição de   mecanismos de suporte para a marcha ou adaptação estrutural do domicílio   (Oliveira et al., 2011). Assim, a pouca escolaridade e condição financeira   limitada, podem contribuir para a ocorrência de quedas, configurando-se como   fatores que devem ser investigados no intuito de focar maiores cuidados nesses casos.</p>     <p>Um estudo prévio que investigou a   percepção dos idosos quanto ao principal fator que contribuiu para a última   queda identificou que a maioria dos participantes afirmou uma falta de   equilíbrio (Oliveira et al., 2011). Para se avaliar aspectos como a marcha e o   equilíbrio na população idosa, é importante a utilização de um instrumento que   possa ser aplicado de forma uniforme com vista a possibilitar a monitorização   regular e válida dos idosos. Assim, a utilização de escalas configura-se de   salutar importância, pois possibilita, por exemplo, a detecção precoce do risco   de quedas, além de indicar os aspectos que merecem maior atenção ao se elaborar   um plano de cuidados preventivos (Costa et al., 2011). Assim, a escala de   Tinetti é capaz de identificar se há mobilidade física prejudicada. Neste   contexto, vale realçar que o estudo ora elaborado identificou, por meio dessa   escala, pontuação que indica risco aumentado para quedas nesta população   específica. Essa pontuação foi ainda mais baixa do que encontrado por outros   autores que pesquisaram em indivíduos com perfil semelhante, mas que identificaram uma média de 19.4 pontos (±6.78) (Morais et al., 2012). </p>     <p>Um estudo realizado no município de   Bebedouro São Paulo, com 585 idosas também avaliou o equilíbrio verificou que   quando sentadas, a maioria (89%) mostra-se estável o que corrobora com os   achados desse estudo (Silveira, 2013). Silveira (2013) em seu estudo relata que   (37%) dos idosos já apresentam um desequilíbrio considerável, sem reação de   compensação em um evento inesperado, como no teste dos três campos que também   se assemelha com as evidências científicas do teste com os olhos fechados,   pessoa idosa em pé, com os pés juntos 11 (57.9%) instável com os pés juntos, só conseguia a estabilidade com os pés separados.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Importa   também realçar as limitações do estudo, como o pequeno número de elementos da   amostral, que acaba por dificultar a generalização dos resultados. A amostra   ser composta apenas por mulheres pode ser outro fator que limita a compreensão   do fenômeno das quedas nos indivíduos institucionalizados como um todo, pois   não compreendem as variáveis relativas aos homens. Nesse contexto, realça-se   que a osteoporose, por exemplo, é uma patologia mais presente nas mulheres do   que nos homens idosos, fator que pode aumentar o risco para quedas e acarretar,   por usa vez, um viés quando da análise dos dados. Por fim, a análise dos dados   de forma descritiva dificulta uma avaliação e percepção mais profunda dos achados.</p>     <p>Conclui-se   que os deficits de equilíbrio e marcha são evidenciados em idosos   institucionalizados, contribuindo diretamente para a ocorrência de quedas nos   mesmo. Detectar os idosos com maiores dificuldades de equilíbrio e marcha é uma   medida importante para prevenção de quedas. A aplicação da escala de Tinetti   nesta população parece ser um instrumento eficiente para avaliar deficiência no   equilíbrio e na marcha nessas idosas. O evento da queda tornou-se um fator   comum do envelhecimento. Por ser este um fator negativo e impactante na   qualidade de vidas dos idosos, acreditamos ser indispensável reforçar os   estudos que se debrucem sobre a prevenção de quedas. Torna-se indispensável a   elaboração de programas específicos na atenção básica de saúde, visando evitar   e primeira ocorrência de queda em idosos institucionalizados ou prevenção de   quedas em idosos na sua globalidade. Para além disso, deve-se ter em atenção o   treino dos enfermeiros da atenção básica para avaliar problemas de equilíbrio e   marcha no início para a realização de exames rápidos, incluindo a avaliação do   estado visual e auditivo dos idosos, investigação da quantidade e necessidade do uso de muitos medicamentos em idosos. </p>     <p>O   presente trabalho demonstrou que a avaliação funcional do idoso poderá ser   relevante e fazer parte dos cuidados de enfermagem. Devemos assim considerar a   importância da enfermagem inserida numa equipa multidisciplinar, focalizada na   assistência ao idoso institucionalizado de maneira individualizada, levando em   consideração as suas limitações físicas, psíquicas e ambientais e promovendo uma melhor qualidade de vida para esses idosos.</p>     <p>&nbsp;</p> <b>REFERÊNCIAS</b>      <!-- ref --><p>BRASIL, Conselho   Nacional de Saúde (2012). <i>Resolução n. 466, de 12 de dezembro de 2012.</i> Disponível em: <a href="http://www.conselho.saude.gov.br/web_comissoes/conep/index.html" target="_blank">http://www.conselho.saude.gov.br/web_comissoes/conep/index.html</a> &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=380701&pid=S1646-107X201800010006000001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Chaimowicz, F. (2013).   <i>Saúde do Idoso. </i>Belo Horizonte: Nescon.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=380702&pid=S1646-107X201800010006000002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Costa A. G. S.,   Oliveira, A. R. S., Sousa, V. E. C., Araujo, T. L., Cardoso, M. V. L., &amp; Silva,   V. M. (2011). Instrumentos utilizados no Brasil para avaliação da mobilidade física como fator preditor de quedas em adultos. <i>Ciência em Cuidados de Saúde, 10</i>(2), 401-407.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=380704&pid=S1646-107X201800010006000003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Costa, A. G.   S., Oliveira, A. R. S., Moreira, R. P., Cavalcante, T. F., &amp; Araujo, T. L. (2010). Identificação do risco de quedas em idosos após acidente vascular encefálico. <i>Escola Anna Nery, 14</i>(4), 684-89.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=380706&pid=S1646-107X201800010006000004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>IBGE. (2011). <i>Dados do Instituto Brasileiro De Geografia e Estatística 2011.</i> Disponível em: <a href="http://www.ibge.gov.br" target="_blank">http://www.ibge.gov.br</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=380708&pid=S1646-107X201800010006000005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>IBGE. (2012). <i>Dados do Instituto Brasileiro De Geografia e Estatística 2012</i>. Disponível em: <a href="http://www.ibge.gov.br" target="_blank">http://www.ibge.gov.br</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=380709&pid=S1646-107X201800010006000006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Morais, H. C. C., Holanda, G. F., Oliveira, A. R. S.,   Costa, A. G. S., Ximenes, C. M. B., &amp; Araújo, T. L. (2012). Identificação   do diagnóstico de enfermagem “risco de quedas em idosos com acidente vascular   cerebral. <i>Revista Gaúcha de Enfermagem, 33</i>(2), 117-124.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=380710&pid=S1646-107X201800010006000007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Oliveira, A. R.   S., Costa, A. G. S., Sousa, V. E. C., Moreira, R. P., Araújo, T. L., Lopes, M.   V. O., &amp; Galvão, M. T. G. (2011). Condutas para a prevenção de quedas de   pacientes com acidente vascular encefálico. <i>Revista da Enfermagem, 19</i>(1), 107-13.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=380712&pid=S1646-107X201800010006000008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Tinetti, M. E. (1986). Performance-oriented assessment   of mobility problems in elderly patients. <i>Journal of American Geriatry Society, 34</i>(2), 119-126.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=380714&pid=S1646-107X201800010006000009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p></font>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Agradecimentos:</b>    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   Nada a declarar<b>    <br>   Conflito de   Interesses:</b>    <br>   Nada a declarar.<b>    <br> Financiamento:    <br> </b></font><font size="2" face="Verdana">Nada a declarar.</font>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <font face="Verdana" size="2"><i><a name="end"></a></i><a href="#top">Correspond&ecirc;ncia para:</a> Centro Universit&aacute;rio Est&aacute;cio do Cear&aacute;. Rua Eliseu  Uch&ocirc;a Beco, 600, &Aacute;gua Fria. CEP: 60810-270, Fortaleza, CE, Brasil.</font>      ]]></body><back>
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