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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Atividade física e câncer: intervenções nutricionais para um melhor prognóstico]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This work presents a review of the literature concerning the interaction of physical activity and cancer, as well as with nutritional interventions designed to promote a better prognosis. It was evident in the literature that physical activity is a factor that is associated with lifestyle and with prevention and treatment of cancer, mainly because of its anti-inflammatory and immuno-stimulating effects. Aerobic exercise with average intensity performed regularly is related with improvement of functional capacity as well as with increases in the population and in the activity of immune cells fighting cancer. The literature suggests that exercise can be performed safely post-chemotherapy to prevent the loss f physical ability, to favor maintenance of muscle mass and, subsequently, to improve general prognosis. All these effects can be potentially enhanced by nutritional interventions including, adding of D vitamin, BCAA, HMB and resveratrol; in order to supply muscles with appropriate nutrients to their function and to improve the capacity to tolerate the treatment.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><strong><font face="Verdana" size="2"> ARTIGO ORIGINAL&nbsp;&nbsp; |&nbsp;&nbsp; ORIGINAL ARTICLE</font></strong></p>     <p>&nbsp;</p>      <p><font size="4"><strong><font face="Verdana">Atividade física e câncer: intervenções nutricionais para um melhor prognóstico</font></strong></font></p> <font face="Verdana" size="2">     <p>&nbsp;</p> </font>     <p><font size="3" face="Verdana"><strong>Physical activity and cancer: nutritional interventions for   better prognosis</strong></font></p> <font face="Verdana" size="2">     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><strong><a name="top"></a>Daniel Cordeiro Gurgel<sup>1</sup>; Valden Luis   Matos Capistrano Junior<sup>2</sup>; Ingrid Correia Nogueira<sup>3</sup>; Prodamy Pacheco Neto<sup>1</sup></strong></p> </font>     <p><font face="Verdana" size="2"><sup>1</sup><em>Centro Universit&aacute;rio Est&aacute;cio do Cear&aacute; </em></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><a href="#end">Correspond&ecirc;ncia para</a> </font></p> <font face="Verdana" size="2">     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> </font> <hr noshade size="1"> <font face="Verdana" size="2">     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>Neste trabalho foi efetuada uma revisão da   literatura no que respeita à interação da atividade física com o Câncer, bem   como com intervenções nutricionais passiveis de promoverem um melhor   prognóstico da doença. Ficou evidente na literatura que a atividade física é um   fator associado ao estilo de vida que se relaciona com a prevenção   e o tratamento do câncer, principalmente por exercer efeitos anti-inflamatórios   e imunoestimuladores. O exercício aeróbio regular de intensidade moderada está   relacionado com a melhora da capacidade funcional bem como ao aumento da   população e atividade de células imunológicas envolvidas no combate aos   tumores. A literatura sugere que os exercícios podem ser realizados com   segurança após a quimioterapia para prevenir perda de desempenho físico,   favorecer a manutenção da massa muscular e, consequentemente, contribuir com o   prognóstico. Seus efeitos podem ser potencializados quando associados à   prescrição nutricional, com a adição de vitamina D, BCAA, HMB e resveratrol,   para fornecer ao corpo e aos músculos substratos adequados para o seu funcionamento e para a sua melhor capacidade em responder ao tratamento.</p>     <p><strong>Palavras-chave:</strong> câncer, atividade física, nutrição.</p> </font> <hr noshade size="1"> <font face="Verdana" size="2">     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>This work presents a review of the literature   concerning the interaction of physical activity and cancer, as well as with   nutritional interventions designed to promote a better prognosis. It was   evident in the literature that physical activity is a factor that is associated   with lifestyle and with prevention and treatment of cancer, mainly because of   its anti-inflammatory and immuno-stimulating effects. Aerobic exercise with   average intensity performed regularly is related with improvement of functional   capacity as well as with increases in the population and in the activity of   immune cells fighting cancer. The literature suggests that exercise can be   performed safely post-chemotherapy to prevent the loss f physical ability, to   favor maintenance of muscle mass and, subsequently, to improve general   prognosis. All these effects can be potentially enhanced by nutritional   interventions including, adding of D vitamin, BCAA, HMB and resveratrol; in   order to supply muscles with appropriate nutrients to their function and to improve the capacity to tolerate the treatment.</p>     <p><strong>Keywords:</strong> cancer, physical activity, nutrition.</p> </font> <hr noshade size="1">     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana"><b>INTRODUÇÃO</b></font></p> <font face="Verdana" size="2">     <p>A   Organização Mundial de Saúde considera inquestionável que o câncer é um   problema de saúde pública mundial, especialmente entre os países em   desenvolvimento, sendo estimados 20 milhões de casos novos para 2025. Há cinco   anos a estimativa foi de uma incidência de 14 milhões de casos e 60% ocorreram   em países em desenvolvimento. Para a mortalidade, dos 8 milhões de óbitos previstos,   70% ocorreram nesses mesmos países.  O   Brasil segue a tendência mundial e estima para 2017 que aproximadamente 596 mil   brasileiros receberão o diagnóstico de câncer. Vale destacar o crescente   aumento do número de casos no gênero feminino, estando praticamente igual ao   gênero masculino. O grande número de pessoas acometidas por esta doença é   reflexo da exposição aumentada a diversos fatores de risco que contribuem,   direta e indiretamente, com o aumento do risco global para o desenvolvimento de câncer, independente da localização anatômica.</p>     <p>Apesar   de ser crescente o número de indivíduos diagnosticados, acredita-se que 1/3 dos   casos são evitáveis. Para tanto, há a necessidade da incorporação de novos   hábitos ao estilo de vida para que as defesas orgânicas possam estar aptas para   o combate contra as células mutadas e capazes de desenvolver uma massa tumoral   (Gray, Rasanayagam, Engel, &amp;   Rizzo, 2017).  Alguns fatores de risco são clássicos e   conhecidos, pelo menos em parte, pelos profissionais de saúde e pela população   em geral, como a obesidade, a exposição indevida à radiação solar e nuclear, o   uso de agentes químicos industriais ou mesmo tintura para cabelo, o etilismo, o   tabagismo e a dieta inadequada (Maresso, Tsai, Brown, Szabo, Lippman, &amp; Hawk,   2015).   Entretanto, mais recentemente, dois outros fatores estão sendo cada vez mais   investigados e tendem a compor definitivamente a lista dos fatores de risco em   oncologia, como a microbiota intestinal e a inatividade física. Este último,   vem ganhando crescente número de referências científicas pelo seu grande   potencial terapêutico quando da doença já instalada, mas também pelas   alterações metabólicas, especialmente as pró-inflamatórias, geradas pela inatividade física (Brenner, Brockton, Kotsopoulos, Cotterchio,  Boucher, &amp; Courneya, 2016).</p> </font>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>ATIVIDADE FÍSICA E CÂNCER</b></font></p> <font face="Verdana" size="2">     <p>O   comportamento sedentário aparece como gerador de risco e pode ser   independentemente associado com a elevação na incidência de câncer endometrial,   colorretal, pulmonar e mamário (Shen, Mao, Liu, Lin, Lu, Wang, et al., 2014). Especificamente em   relação ao câncer de mama, a incidência em mulheres mais jovens, e as taxas de   recorrência pós tratamento, vem aumentando consideravelmente nas últimas   décadas e tais fatos podem ser modificados a partir da adoção de hábitos que   gerem um estilo de vida mais saudável, principalmente por exercer um efeito   menos inflamatório no organismo (Brenner, Brockton,   Kotsopoulos, Cotterchio, Boucher, &amp; Courneya, 2016). Por bastante tempo, a prática de exercícios   físicos pelos pacientes diagnosticados com câncer, ou em tratamento da doença,   foi visto como um paradigma, pois acreditava-se que o paciente já debilitado   não seria capaz de realizar esforços, que os exercícios poderiam piorar os   efeitos adversos da quimioterapia ou que, ainda, o paciente oncológico deveria   permanecer sob descanso absoluto para poder se recuperar e prosseguir no   tratamento (Brown, Winters-Stone, Lee &amp; Schmitz, 2012).</p>     <p>O   primeiro estudo publicado na literatura internacional sobre a relação do   exercício físico com o câncer foi realizado em 45 mulheres recebendo   quimioterapia para câncer de mama e avaliou por 10 semanas o efeito do   exercício aeróbico, realizado 3 vezes por semana, sobre a capacidade funcional   (VO<sub>2</sub>Lmax). À época, os autores encontraram melhora significativa no   VO<sub>2</sub>Lmax, bem como na carga de trabalho e no tempo de teste quando   comparadas tanto ao grupo placebo, que fazia apenas alongamentos, quanto ao   grupo controle que não desempenhava nenhuma atividade física orientada, relatando   uma melhora de 40% na capacidade funcional (Mac Vicar, Winningham,   &amp; Nickel, 1989). Posteriormente, os estudos buscaram associar a prática de exercícios,   durante e após o tratamento oncológico convencional, com variáveis relacionadas   ao prognóstico e à sobrevida. Neste sentido, Dimeo e colaboradores (1997)   avaliaram os efeitos do exercício aeróbico sobre o desempenho físico com a   incidência de complicações relacionadas ao tratamento após quimioterapia de   alta dose e verificaram que, quando comparados ao grupo controle, o grupo   treinado apresentou menos dor, diarreia, neutropenia, plaquetopenia e,   consequentemente, menor tempo de internação hospitalar. Segundo os autores, o   exercício aeróbico pode ser realizado com segurança imediatamente após a quimioterapia em altas doses e pode prevenir a perda de desempenho físico.</p>     <p>Além   dos estudos feitos por pesquisadores em centros de pesquisa de universidades,   existem também documentos internacionais de dados multicêntricos que tentam   associar a inatividade física com o risco de desenvolvimento de cânceres em   diferentes localizações anatômicas, como as publicações do Instituto Americano   para a Pesquisa do Câncer sobre câncer mamário, hepático e gástrico em 2014,   2015 e 2016, respetivamente. De forma cautelosa, estas referências apontam para   a necessidade de mais pesquisas na área destacando haver evidência limitada de   que a atividade física possa reduzir o risco destes tipos de câncer,   diferentemente do mostrado pelo mesmo painel, em 2017, para o câncer colorretal   (<i>WCRF, 2014; 2015; 2016; 2017</i>).   Por outro lado, existem varias evidências e modelos conceituais que colocam o   exercício físico em papel de destaque no controle do câncer, ou seja, como uma   importante ferramenta desde a prevenção, atuando também sobre o tratamento e a   sobrevida. Neste sentido, são vastas as possibilidades de atuação e os efeitos   benéficos gerados pela maior mobilidade física, como a modulação de hormônios   que atuam diretamente no metabolismo, bem como modulação da inflamação e da   resposta imunológica. Para exemplificar, o exercício aeróbio de intensidade   moderada (45 minutos / 5 dias / semana), realizado por 12 meses, foi capaz de   aumentar a população e a atividade de neutrófilos, células <i>Natural Killers</i> e linfócitos T de modo transitório no exercício   agudo e produzir efeito cumulativo quando do treinamento repetido (Brown et al.,   2012). Adicionalmente, levando em consideração a intensidade e a frequência,   foi lançada na literatura a hipótese do “J” invertido que remete a ideia de que   o reforço do sistema imunológico e a redução no combate ao câncer ocorre com o   exercício moderado regular. De modo inverso, episódios pontuais de exercícios   exaustivos podem conduzir a imunossupressão e até, possivelmente, associado a   um ambiente permissivo, estimular a carcinogênese (Fairey, Courneya, Field, &amp; Mackey, 2002).</p>     <p>A   modulação do sistema imunológico vem sendo exaustivamente estudada a fim de   gerar estratégias terapêuticas potencialmente capazes de auxiliar na eliminação   de tumores, a exemplo de alguns fármacos que já fazem parte de protocolos   terapêuticos reconhecidos pelos melhores desfechos clínicos apresentados em   vários ensaios, quando comparados aos protocolos convencionais. Neste sentido,   a prática de exercícios físicos seria também capaz de modular o eixo   inflamação-imunidade em pacientes oncológicos conforme é mostrado no importante   trabalho publicado por Koelwyn e colaboradores (2015). Os autores destacam que   as várias etapas da cascata da carcinogênese podem ser moduladas pela prática   de exercícios físicos na medida em que este atuaria no controle da inflamação   crônica, necessária para os passos iniciais da carcinogênese. Além disso, os   pesquisadores acrescentam que o exercício é uma estratégia pleiotrópica e pode   ser considerado uma terapia promissora em oncologia por apresentar efeitos   imunomoduladores que modificam as etapas de iniciação e progressão tumoral,   isso se deve principalmente à sua capacidade de estimular tanto a imunidade   inata quanto a adquirida, desencadeando uma resposta imunológica capaz de   potencializar os efeitos da quimioterapia e radioterapia e, por fim, conduzir á regressão da massa tumoral. </p>     <p>Embora   os exercícios aeróbio e anaeróbio sejam recomendados antes, durante e após o   tratamento antineoplásico para auxiliar no controle do desenvolvimento do   câncer, a associação com os resultados benéficos é devida aos componentes da   massa muscular que exercem efeitos metabólicos sistêmicos quando estimulados,   como as miocinas. Este grupo de proteínas é representado, por exemplo, pela   irisina, oncostatina M, IL-6 e IL-10 que, em conjunto, reduzem os níveis de   TNF-&#945; bem como modulam a expressão gênica e proteica de mediadores   moleculares envolvidos na vigilância imunológica e no reconhecimento de células   mutadas. Os autores finalizam descrevendo que a falha no sistema imunológico é   capaz de estimular um microambiente propício para a progressão do câncer, entretanto sua eficácia pode ser modulada com o treinamento físico aeróbio (Goh, Niksirat, &amp; Campbell, 2014).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O   músculo como um tecido metabolicamente ativo passa a assumir um papel de   destaque na saúde, bem como na prevenção e tratamento de doenças, podendo ser   considerado um tecido durante o crescimento e desenvolvimento do ser humano,   mas passando a ganhar <i>status</i> de órgão   quando do envelhecimento e na vigência de doenças, por interferir diretamente   no metabolismo. Adicionalmente, a sua relação com o tecido adiposo torna-se   estreita na medida em que compreendemos que ambos os tecidos participam da   síntese de diversas substâncias que interferem diretamente no metabolismo e   podem direcionar a resposta do tratamento oncológico. Se considerarmos a massa   muscular como um preditor de sobrevida e qualidade de vida passamos a entender   a grande importância terapêutica exercida pela prática de exercícios físicos   antes, durante e após o tratamento oncológico (Yip, Dinkel, Mahajan, Siddique, Cook, &amp; Goh, 2015).</p>     <p>Rock   e colaboradores (2015) desenvolveram um estudo multicêntrico em 692 mulheres   com sobrepeso ou obesidade que foram acompanhadas por dois anos desde o   tratamento primário para câncer de mama inicial. O grupo controle (n=348) foi   aconselhado a reduzir o consumo energético e a praticar 30 minutos de   exercícios avulsos diariamente. Já o grupo intervenção (n=344) foi submetido a   um déficit energético de 500 a 1000 kcal e estimulado a praticar 60 minutos por   dia de exercício supervisionado de moderado a intenso. Durante o seguimento,   houve uma perda ponderal de 4% a 6% que resultou em melhora dos níveis   pressóricos, principalmente nas mulheres com mais de 55 anos, e reduziu   substancialmente os níveis séricos de estrogênio e citocinas, ambos associados a maiores taxas de recidivas. </p>     <p>Frequentemente   a literatura destaca os aspetos negativos associados ao excesso ponderal,   principalmente no contexto de doenças crônicas, e em oncologia os níveis mais   elevados de adiposidade corporal estão associados às maiores taxas de recidiva   e pior prognóstico, especialmente para tumores dependentes de hormônios, como o   de ovário, mama e próstata (Nieman et al., 2013). A relação mais aproximada   entre adiposidade corporal e metabolismo tumoral vem se intensificando nos   últimos anos na medida em que a heterogeneidade características dos cânceres   vem permitindo enxergar a utilização de outros substratos energéticos, como os   lipídeos, para a progressão, além do já conhecido uso da glicose e dos   aminoácidos. Neste sentido, indivíduos obesos com diagnóstico oncológico   potencialmente se beneficiam da perda ponderal induzida por exercícios, pois as   células neoplásicas destes sujeitos podem ter a habilidade de recrutar os   adipócitos do microambiente em que se encontram e utilizar seus lipídeos para   acelerar o crescimento tumoral e promover metástases. O exercício físico é   capaz de reduzir a gordura corporal, diminuir a inflamação sistêmica e, ao   reduzir a gordura corporal, possivelmente minimizar o recrutamento de   adipócitos para o microambiente tumoral, evitando assim a progressão tumoral (Nieman, Romero, Houten, &amp; Lengyel, 2013). </p>     <p>Vale   destacar que, assim como a nutrição deve ser individualizada para gerar os   melhores resultados na saúde e na doença, a prática de exercícios físicos deve   ser monitorada e prescrita adequadamente para se extrair seus potenciais   benefícios. Para tanto, esta deve seguir premissas fundamentais, como ser   segura, para não prejudicar o tratamento e não provocar sequelas, deve ser   tolerável, ao se verificar se o paciente é capaz de executar o que lhe é   proposto, e também eficaz para que os objetivos terapêuticos sejam alcançados (Brown et al., 2012).</p> </font>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>POSSÍVEIS INTERVENÇÕES   NUTRICIONAIS</b></font></p> <font face="Verdana" size="2">     <p>Para que o efeito dos   exercícios seja potencializado e contribua com o prognóstico do paciente com   câncer é importante que algumas estratégias nutricionais possam ser adotadas,   visando a oferta de substratos que otimizem o funcionamento muscular. Por   exemplo, a vitamina D desempenha papéis importantes no tecido muscular e,   possivelmente, este tecido converte 25 em 1,25 dihidroxivitamina D. Sua   importância assume maior relevância na sua deficiência, pois há associação   direta com mialgias, astenia, redução no desempenho de velocidade bem como atrofia   muscular, principalmente das fibras tipo II (Lou, Molnár, Peräkylä,   Qiao, Kalueff &amp; St-Arnaud, 2010; Ceglia,   &amp; Harris, 2013). A associação desta vitamina também já foi feita com prognóstico,   conforme mostra a revisão sistemática feita por Toriola e colaboradores (2013).   Ao avaliar trabalhos publicados em tumores de diversas localizações anatômicas,   os autores encontraram que níveis adequados de vitamina D no pré e durante o   tratamento se correlacionam com melhora significativa na sobrevida geral, sobrevida   livre de doença e de recorrência para cânceres de mama, colorretal e pulmão. Ao   abordarmos o tratamento em oncologia rapidamente imaginamos a quimioterapia e a   radioterapia, todavia a cirurgia é grande preditor de boa resposta ao   tratamento. Foi neste sentido que a coorte desenvolvida por Mezawa e   colaboradores (2010) no Japão avaliou os níveis séricos de 257 pacientes no   momento da cirurgia para câncer colorretal e associaram com a sobrevida   pós-tratamento. Os pesquisadores identificaram que níveis mais elevados dessa vitamina no momento da cirurgia foram associados com melhor sobrevida geral.</p>     <p>Na clínica, a suplementação   com vitamina D3 em doses maiores que 1,943 UI/dia podem aumentar a concentração   sérica de calcidiol em pacientes com câncer, pois a suplementação de doses   menores que 1000 UI D3/dia pode não ser suficiente para evitar a diminuição de   calcidiol. (Teleni, Baker, Koczwara, Kimlin, Walpole, Tsai et al., 2013). Além da vitamina D,   outros compostos atuam sobre a massa muscular modulando suas funções, como o &#946;-hidroxi-&#946;-metilbutirato (HMB). O HMB   exerce efeito inibitório sobre as vias responsáveis pela proteólise em células   musculares esqueléticas regulando a cascata de degradação proteica ao atenuar o   fator indutor de proteólise secretado pelas células neoplásicas e isto resulta   em menor estímulo do sistema ubiquitina-proteassoma, consequentemente reduz a   depleção de proteínas, estimula a síntese proteica e o reparo muscular. Além   disso, seu efeito também ocorre junto ao aumento da biossíntese de colesterol   que favorece a reconstituição da membrana sarcoplasmática (Nunes, &amp;   Fernandes, 2008).   Mais recentemente, a revisão sistemática de Mochamat e colaboradores (2017)   ressalta que o HMB na dosagem de 3 g/dia mostrou um aumento da massa corporal   magra e menor astenia após quatro semanas em pacientes caquéticos com tumores sólidos avançados.</p>     <p>O treinamento aeróbico na   forma de três sessões semanais de ergometria (55% a 100% do VO<sub>2</sub>max)   por 12 semanas, em pacientes com câncer de mama que recebem quimioterapia   neoadjuvante com doxorrubicina e ciclofosfamida, foi capaz de ativar os genes   que estimulam a biogênese ribossomal e inibem a síntese de citocinas   pró-inflamatórias e de uma das principais vias responsáveis pela metástase   (Wnt-&#946;-catenina) (Jones,   Fels, West, Allen, Broadwater, &amp; Barry, 2013). De modo interessante, existem compostos bioativos de   alimentos, como o resveratrol, que atuam sobre a inibição destes mesmos genes,   desempenhando ação sinérgica na modulação da expressão gênica anti-tumoral (Pistollato, Giampieri &amp; Battino, 2015). A suplementação de 0,5 a 1 g/dia de resveratrol   resultou em diminuição da proliferação celular, avaliada pelo índice de   proliferação Ki67, em pacientes com câncer colorretal (Patel, Brown, Jones, Britton, Hemingway, Miller, et al., 2010).</p>     <p>Estes compostos constituem   estratégias que podem auxiliar no tratamento de pacientes com câncer,   especialmente combinados com a prática de exercícios físicos. Adicionalmente, o   uso de aminoácidos de cadeia ramificada (BCAA) também possui aplicabilidade   clínica em oncologia, conforme mostrou o estudo de Ishihara e colaboradores   (2014) que investigaram a utilidade destes aminoácidos administrados duas   semanas antes da intervenção terapêutica com quimioembolização ou ablação em   270 pacientes com carcinoma hepatocelular. O BCAA foi ofertado por via oral na   dose de 12,45 g/dia dividido em três tomadas após as principais refeições. Os   autores encontraram uma supressão significativa da hipoalbuminemia, menores   níveis de proteína C reativa e atribuíram um efeito anti-inflamatório ao BCAA   após a intervenção de ambos os procedimentos, quando comparados ao grupo controle. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Por fim, é possível que a   utilização dietética dos compostos mencionados, associada à prática orientada   de exercícios físicos, são fatores que atuam de maneira sinérgica na melhora de marcadores clínicos compatíveis com melhor prognóstico e oncologia.</p> </font>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>CONCLUSÂO</b></font></p> <font face="Verdana" size="2">     <p>A   atividade física é um fator associado ao estilo de vida que se relaciona à   prevenção e ao tratamento do câncer, principalmente por exercer efeitos   anti-inflamatórios e imunoestimuladores. O exercício aeróbio regular de   intensidade moderada está relacionado com a melhora da capacidade funcional bem   como ao aumento da população e atividade de células imunológicas envolvidas no combate aos tumores.</p>     <p>Os   exercícios podem ser realizados com segurança após a quimioterapia para   prevenir perda de desempenho físico, favorecer a manutenção da massa muscular   e, consequentemente, contribuir com o prognóstico. Seus efeitos podem ser   potencializados quando associados à prescrição nutricional, com a adição de   vitamina D, BCAA, HMB e resveratrol, para fornecer ao corpo e aos músculos   substratos adequados para o seu funcionamento e para a sua melhor capacidade em responder ao tratamento.</p>     <p>&nbsp;</p> </font><font size="3" face="Verdana"><b>REFERÊNCIAS</b></font><font face="Verdana" size="2">      <!-- ref --><p>Brenner, D. R., Brockton, N. T., Kotsopoulos, J.,   Cotterchio, M., Boucher, B. A., &amp; Courneya, K. S. (2016). Breast cancer   survival among young women: a review of the role of modifiable lifestyle   factors. <i>Cancer Causes Control, 27</i>, 459-472.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=380926&pid=S1646-107X201800010006200001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Ceglia, L., &amp; Harris, S.   S. (2013). Vitamin D and its role in skeletal muscle. <i>Calcified Tissue International, 92</i>, 151-162.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=380928&pid=S1646-107X201800010006200002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Dimeo, F., Fetscher, S.,   Lange, W., Mertelsmann, R., &amp; Keul, J. (1997). Effects of aerobic exercise on the physical performance and incidence of treatment-related complications after high-dose chemotherapy. <i>Blood</i>, <i>90</i>(9), 3390-3394.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=380930&pid=S1646-107X201800010006200003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Fairey,   A. S., Courneya, K. S., Field, C. J., &amp; Mackey, J. R. (2002). Physical exercise and immune system function in cancer survivors: a comprehensive review and future directions. <i>Cancer, 94</i>(2), 539-551.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=380932&pid=S1646-107X201800010006200004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Goh, J., Niksirat, N., &amp;   Campbell, K. L. (2014). Exercise training and immune crosstalk in breast cancer   microenvironment: exploring the paradigms of exercise-induced immune modulation   and exercise-induced myokines. <i>American Journal of Translational Research, 6</i>(5), 422-438.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=380934&pid=S1646-107X201800010006200005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Gray, J. M., Rasanayagam, S.,   Engel, C., &amp; Rizzo, J. (2017). State of the evidence 2017: an update on the   connection between breast cancer and the environment. <i>Environmental Health, 16(</i>94), 1-61.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=380936&pid=S1646-107X201800010006200006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Jones, L. W., Fels, D. R.,   West, M., Allen, J. D., Broadwater, G., &amp; Barry, W. T. (2013). Modulation   of circulating angiogenic factors and tumor biology by aerobic training in   breast cancer patients receiving neoadjuvant chemotherapy. <i>Cancer Prevention Research, 6</i>(9), 925-937.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=380938&pid=S1646-107X201800010006200007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Koelwyn, G. J., Wennerberg,   E., Demaria, S., Jones, L. W. (2015). Exercise   in regulation of inflammation-immune axis function in cancer initiation and progression. <i>Oncology, 29</i>, 1-18.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=380940&pid=S1646-107X201800010006200008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Lou,   Y. R., Molnár, F., Peräkylä, M., Qiao, S.,  Kalueff. A. V., &amp; St-Arnaud, R. (2010).   25-Hydroxyvitamin D3 is an agonistic vitamin D receptor ligand. <i>Journal of Steroid Biochemistry &amp; Molecular Biology, 118</i>, 162-170.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=380942&pid=S1646-107X201800010006200009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Mac   Vicar, M. G., Winningham, M. L., &amp; Nickel, J. L. (1989). Effects of aerobic   interval training on cancer patient’s functional capacity. <i>Nursing Research, 38</i>(6), 348-351.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=380944&pid=S1646-107X201800010006200010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Maresso,   K. C, Tsai, K. Y, Brown, P. H, Szabo, E., Lippman, S., &amp; Hawk, E. (2015). Molecular cancer   prevention: current status &amp; future directions. <i>A Cancer Journal for Clinicians, 65</i>(5), 345-383.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=380946&pid=S1646-107X201800010006200011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Mezawa,   H., Sugiura, T., Watanabe, M., Norizoe, C., Takahashi, D., Shimojima, A.,   Tamez, S., Tsutsumi, Y., Yanaga, K., &amp; Urashima, M. (2010). Serum vitamin D   levels and survival of patients with colorectal cancer: post-hoc analysis of a prospective cohort study. <i>BMC Cancer, 10</i>, 347.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=380948&pid=S1646-107X201800010006200012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Mochamat, Cuhls, H., Marinova, M., Kaasa, S.,   Stieber, C., Conrad, S. Radbruch, L., &amp; Mucke, M. (2017). A systematic review   on the role of vitamins, minerals, proteins, and other supplements for the   treatment of cachexia in cancer: a European Palliative Care Research Centre cachexia Project. <i>Journal of Cachexia, Sarcopenia and Muscle, 8</i>, 25-39.</p>     <!-- ref --><p>Nieman,   K. M., Romero, I. L., Houten, B. V., &amp; Lengyel, E. (2013). Adipose tissue   and adipocytes support tumorigenesis and metastasis. <i>Biochimica et Biophysica Acta, 1831</i>, 1533-1541.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=380951&pid=S1646-107X201800010006200014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Nunes,   E. A., &amp; Fernandes, L. C. (2008). New findings on &#946;-hydroxy-&#946;-methylbutyirate: supplementation and effects on the protein catabolism. <i>Revista da Nutrição, 21</i>(2), 243-251.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=380953&pid=S1646-107X201800010006200015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Patel, K. R., Brown, V. A., Jones, D. J., Britton, R. G.,   Hemingway, D., Miller, A. S., West, K. P., Booth, T. D., Perloff, M., Crowell,   J. A., Brenner, D. E., Steward, W. P., Gescher, A. J., &amp; Brown, K. (2010).   Clinical pharmacology of resveratrol and its metabolites in colorectal cancer patients. <i>Cancer Research, 70</i>, 7392-7399.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=380955&pid=S1646-107X201800010006200016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Pistollato, F., Giampieri, F., &amp; Battino, M. (2015).   The use of plant-derived bioactive compounds to target cancer stem cells and   modulate tumor microenvironment. <i>Food and Chemical Toxicology, 75</i>, 58-70.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=380957&pid=S1646-107X201800010006200017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Rock,   C. L., Flatt, S. W., Byers, T. E., Colditz, G. A., Demark-Wahnefried, W., Ganz,   P. A., Wolin, K. Y., Elias, A., Krontiras, H., Liu, J., Naughton, M., Paki, B.,   Parker, B. A., Sedjo, R. L., &amp; Wyatt, H. (2015). Results of the exercise   and nutrition to enhance recovery and good health for you (energy) trial: a behavioral   weight loss intervention in overweight or obese breast cancer survivors. <i>Journal of Clinical Oncology, 33</i>, 3169-3176.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=380959&pid=S1646-107X201800010006200018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Shen,   D., Mao, W., Liu, T., Lin, Q., Lu, X., Wang, Q., Lin, F., Ekelund, U., &amp;   Wijndaele, K. (2014).  Sedentary behavior   and incident cancer: a metanalysis of prospective studies. <i>PLoS ONE, 9</i>(8), 1-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=380961&pid=S1646-107X201800010006200019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Teleni,   L., Baker, J., Koczwara, B., Kimlin, M. G., Walpole, E., Tsai, K., &amp;   Isenring, E. A. (2013). Clinical outcomes of vitamin D deficiency and supplementation in cancer patients. <i>Nutrition Reviews, 71</i>(9), 611-621.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=380963&pid=S1646-107X201800010006200020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Toriola,   A. T., Nguyen, N., Scheitler-Ring, K., &amp; Colditz, G. A. (2014). Circulating   25 hydroxyvitamin d levels and prognosis among cancer patients: a systematic   review. <i>Cancer Epidemiology Biomarkers Prevention, 23</i>(6), 917-933.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=380965&pid=S1646-107X201800010006200021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Yip,   C., Dinkel, C., Mahajan, A., Siddique, M., Cook, G. J. R., &amp; Goh, V. (2015).   Imaging body composition in cancer patients: visceral obesity, sarcopenia and   sarcopenic obesity may impact on clinical outcome. <i>Insights Imaging, 6,</i> 489-497.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=380967&pid=S1646-107X201800010006200022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>World   Cancer Research Fund International, American Institute for Cancer Research. <i>Continuous     Update Project Report: Diet, Nutrition, Physical Activity and Breast Cancer     Survivors (2014); Liver Cancer (2015); Stomach Cancer (2016) and Colon Cancer     (2017). </i>Washington DC: WCRF; 2014; 2015; 2016; 2017.  Available from: http://www.wcrf.org/int/research-we-fund/continuous-update-project-findings-reports</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> </font>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Agradecimentos:    <br> </b>Nada a declarar<b>    <br>   Conflito de   Interesses:</b>    <br>   Nada a declarar.<b>    <br> Financiamento:    <br> </b></font><font size="2" face="Verdana">Nada a declarar.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <font face="Verdana" size="2"><i><a name="end"></a></i><a href="#top">Correspond&ecirc;ncia para:</a> Centro Universit&aacute;rio Est&aacute;cio do Cear&aacute;. Rua Eliseu  Uch&ocirc;a Beco, 600, &Aacute;gua Fria. CEP: 60810-270, Fortaleza, CE, Brasil. <em>E-mail</em>:  <a href="mailto:prodamypn@hotmail.com">prodamypn@hotmail.com</a></font>      ]]></body><back>
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