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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Relação entre a prevalência do valgismo dinâmico e a mobilidade de tornozelo entre praticantes de CrossFit]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This study aimed to analyze the prevalence of dynamic valgus and ankle mobility in Crossfit practitioners in the city of Fortaleza / CE. This was a cross-sectional, field-based and descriptive study with a quantitative-qualitative data collection and analysis strategy. The present work was carried out in 3 crossfit boxes located in the city of Fortaleza-CE. The study was carried out from January to June 2017. The study population consisted of 43 practitioners, consisting of practitioners of both genders, aged between 20 and 35 years (27.6 ± 5.21 years) and time minimum of 6 months. The evaluation of the dynamic valgus was performed through the step down test. Mobility assessment was done through manual goniometry. Of the 43 practitioners in the sample, 62.79% (27 practitioners) were eligible to participate in the study, since they met all the inclusion criteria. Of the total sample, about 88.89% presented dynamic valgus and only 11.11% of the participants did not present dynamic valgus. It is observed that in the step down test 100% of the individuals of the feminine gender gave positive whereas in the masculine gender 80% obtained a positive result. For the ankle joint, the movements of plantar flexion and inversion presented values below normal, while the dorsiflexion and eversion movements presented values ??above normal. It is necessary that more studies involving a larger sample are carried out in order to verify possible new relations between dynamic valgism and causal factors.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b><font face="Verdana" size="2">ARTIGO ORIGINAL&nbsp;&nbsp; |&nbsp;&nbsp; ORIGINAL ARTICLE</font></b></p>     <p><font size="4" face="Verdana"><b>Rela&ccedil;&atilde;o entre a preval&ecirc;ncia do valgismo din&acirc;mico e a mobilidade de tornozelo entre praticantes de CrossFit</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Relation between the prevalence of dynamic valgism and ankle mobility among CrossFit practitioners</b></font></p> <font face="Verdana" size="2">     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Elenira de Oliveira Ferreira<sup>1</sup>, Giselle Notini Arcanjo<sup>2</sup>, <a name="top"></a>Prodamy da Silva Pacheco Neto<sup>2</sup>, Larissa Barbosa de Azevedo<sup>2</sup>, Edylane Andrade Monteiro dos Santos<sup>2</sup>, S&eacute;rgio Franco Moreira de Souza<sup>2</sup></b></p>     <p><sup>1</sup> Universidade Estadual do Cear&aacute;, Fortaleza, Brasil</p>     <p><sup>2</sup> Centro Universit&aacute;rio Est&aacute;cio do Cear&aacute;, Fortaleza, Brasil</p>     <p>&nbsp;</p> </font>     <p><a href="#end">Correspond&ecirc;ncia para</a></p> <hr/>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <font face="Verdana" size="2">     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>O Esse estudo teve como objetivo analisar a preval&ecirc;ncia do valgismo din&acirc;micoe a mobilidade do tornozelo em praticantes de Crossfit na cidade de Fortaleza/CE. Tratou-se de um estudo transversal, de campo e descritivo com estrat&eacute;gia de coleta e an&aacute;lise de dados de forma quanti-qualitativa. O presente trabalho foi realizado em 3 <i>boxes</i> de crossfit localizados na cidade de Fortaleza-CE. O estudo aconteceu no per&iacute;odo de janeiro a junho de 2017. A popula&ccedil;&atilde;o do estudo foi de 43 praticantes, sendo essa composta por praticantes de ambos os g&ecirc;neros, com idade entre 20 a 35 anos (27,6 &plusmn; 5,21 anos) e tempo de pr&aacute;tica m&iacute;nimo de 6 meses. A avalia&ccedil;&atilde;o do valgismo din&acirc;mico foi realizada atrav&eacute;s do teste de <i>step down. </i>A avalia&ccedil;&atilde;o da mobilidade foi feita atrav&eacute;s da goniometria manual. Dos 43 praticantes da amostra, 62,79% (27 praticantes) foram aptos para participar da pesquisa, pois atenderam a todos os crit&eacute;rios de inclus&atilde;o. Do total da amostra, cerca de 88,89% apresentaram valgo din&acirc;mico e somente 11,11% dos praticantes n&atilde;o apresentaram valgo din&acirc;mico. Observa-se que no teste de step down 100% dos indiv&iacute;duos do g&ecirc;nero feminino deram positivo enquanto que no g&ecirc;nero masculino 80% obtiveram resultado positivo. Para a articula&ccedil;&atilde;o do tornozelo, os movimentos de flex&atilde;o plantar e invers&atilde;o apresentaram valores abaixo da normalidade enquanto que os movimentos de dorsiflex&atilde;o e evers&atilde;o apresentaram valores acima da normalidade. &Eacute; necess&aacute;rio que mais estudos envolvendo uma maior amostra sejam realizados no intuito de se verificar poss&iacute;veis novas rela&ccedil;&otilde;es entre o valgismo din&acirc;mico e fatores causais.<b></b></p>     <p><i>Palavras-chave</i>: valgo din&acirc;mico, les&atilde;o, step down.</p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>This study aimed to analyze the prevalence of dynamic valgus and ankle mobility in Crossfit practitioners in the city of Fortaleza / CE. This was a cross-sectional, field-based and descriptive study with a quantitative-qualitative data collection and analysis strategy. The present work was carried out in 3 crossfit boxes located in the city of Fortaleza-CE. The study was carried out from January to June 2017. The study population consisted of 43 practitioners, consisting of practitioners of both genders, aged between 20 and 35 years (27.6 &plusmn; 5.21 years) and time minimum of 6 months. The evaluation of the dynamic valgus was performed through the step down test. Mobility assessment was done through manual goniometry. Of the 43 practitioners in the sample, 62.79% (27 practitioners) were eligible to participate in the study, since they met all the inclusion criteria. Of the total sample, about 88.89% presented dynamic valgus and only 11.11% of the participants did not present dynamic valgus. It is observed that in the step down test 100% of the individuals of the feminine gender gave positive whereas in the masculine gender 80% obtained a positive result. For the ankle joint, the movements of plantar flexion and inversion presented values below normal, while the dorsiflexion and eversion movements presented values &#8203;&#8203;above normal. It is necessary that more studies involving a larger sample are carried out in order to verify possible new relations between dynamic valgism and causal factors.<b></b></p>     <p><i>Keywords</i>: dynamic valgo, lesion, step down.</p> <hr/>     <p>&nbsp;</p> <b>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</b>     <p>O Crossfit &eacute; um programa de treinamento de for&ccedil;a e condicionamento f&iacute;sico geral, caracterizado por alta intensidade e constante varia&ccedil;&atilde;o de movimentos (Tafuri et al., 2016). Movimentos estes que se enquadram em tr&ecirc;s modalidades: levantamento de peso ol&iacute;mpico, gin&aacute;stica ol&iacute;mpica e condicionamento metab&oacute;lico. No Crossfit o dom&iacute;nio do peso corporal nos diferentes movimentos est&aacute; associado a equipamentos para sua pr&aacute;tica, tais como: caixas, cordas, bolas, kettlebells, argolas, el&aacute;sticos, barras e anilhas ol&iacute;mpicas, entre outros (Tibana, Almeida, &amp; Prestes, 2015)</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Nessa modalidade, umas das principais val&ecirc;ncias exigidas &eacute; a mobilidade, ou seja, a capacidade das articula&ccedil;&otilde;es em permitirem amplitudes suficientes de movimento para sua execu&ccedil;&atilde;o plena (Wyndow et al., 2016). O Crossfit &eacute; considerado como o esporte mais completo da atualidade (Manske et al., 2015), onde os praticantes s&atilde;o estimulados a realizarem movimentos e repeti&ccedil;&otilde;es de diferentes modalidades em um mesmo trabalho f&iacute;sico. Sendo assim, a mobilidade articular exigida dos praticantes deve ser em n&iacute;veis adequados para que os mesmos possam suportar cargas e executar os movimentos com efici&ecirc;ncia e seguran&ccedil;a (Alencar &amp; Matias, 2010).</p>     <p>Devido a crescente popularidade, o Crossfit desperta muito interesse de profissionais da sa&uacute;de e dos pr&oacute;prios praticantes a respeito das les&otilde;es decorrentes de sua pr&aacute;tica. O que ocorre &eacute; que alguns praticantes e/ou treinadores est&atilde;o mais focados em colocar cargas altas e/ou realizarem grandes n&uacute;meros de repeti&ccedil;&otilde;es do que focarem na qualidade do movimento, o que facilita o aparecimento dos desequil&iacute;brios articulares e/ou les&otilde;es (Bellar et al., 2015). </p>     <p>Dentre as estruturas mais acometidas est&aacute; a articula&ccedil;&atilde;o do joelho. Um dos fatores que podem contribuir para as les&otilde;es na articula&ccedil;&atilde;o do joelho &eacute; a incapacidade do praticante em manter um bom alinhamento din&acirc;mico entre os segmentos corporais dos membros inferiores (MMII) nos planos frontal e transverso durante a pr&aacute;tica esportiva, favorecendo um desequil&iacute;brio din&acirc;mico entre as articula&ccedil;&otilde;es do tornozelo, joelho e quadril dos MMII. O valgismo din&acirc;mico &eacute; um importante preditor para les&otilde;es dos MMII e se caracteriza, principalmente, pela rota&ccedil;&atilde;o interna e adu&ccedil;&atilde;o do f&ecirc;mur (Schmitz, Shultz, &amp; Nguyen, 2009)</p>     <p>As causas do joelho valgo din&acirc;mico variam do p&eacute; plano &agrave; fraqueza muscular dos rotadores externos do quadril (Cashman, 2012), sendo esse &uacute;ltimo uma das principais causas do valgismo din&acirc;mico, pois a defici&ecirc;ncia desse grupo muscular medializa o joelho (Cabral et al., 2008) e facilita as entorses de tornozelo em evers&atilde;o e les&otilde;es ligamentares do joelho (Powers, 2003). </p>     <p>Portanto, altera&ccedil;&otilde;es din&acirc;micas da articula&ccedil;&atilde;o do joelho associadas &agrave; demanda complexa envolvida em esportes como o Crossfit podem aumentar a carga imposta sobre o sistema musculoesquel&eacute;tico do praticante, contribuindo para o desenvolvimento de v&aacute;rios tipos de les&otilde;es e disfun&ccedil;&otilde;es na articula&ccedil;&atilde;o do joelho (Maia et al., 2012). </p>     <p>Dessa forma, a relev&acirc;ncia desse estudo foi acrescentar aos praticantes, treinadores de Crossfit e profissionais da sa&uacute;de esportiva, maior conhecimento sobre a mobilidade articular e a preven&ccedil;&atilde;o de futuras les&otilde;es e/ou desequil&iacute;brios da articula&ccedil;&atilde;o do tonozelo durante a pr&aacute;tica esportiva. Assim, </p>     <p>Esse<b> </b>estudo teve como objetivo analisar a preval&ecirc;ncia do valgismo din&acirc;micoe a mobilidade do tornozelo em praticantes de Crossfit na cidade de Fortaleza/CE.</p> <b>M&Eacute;TODO</b>     <p>Tratou-se de um estudo transversal, de campo e descritivo com estrat&eacute;gia de coleta e an&aacute;lise de dados de forma quanti-qualitativa. O presente trabalho foi realizado em 3 <i>boxes</i> de Crossfit localizados na cidade de Fortaleza-CE, boxes esses localizados na: Av. Washington Soares, 909 – Edson Queiroz, Fortaleza-CE, 60810-165, Maraponga: R. Carlos Studart, 231 – Maraponga, Fortaleza-CE, 60711-180, Av. Godofredo Maciel, 597 - Maraponga, Fortaleza - CE, 60710-001. </p>     <p>O estudo aconteceu no per&iacute;odo de janeiro a junho de 2017, ap&oacute;s aprova&ccedil;&atilde;o do Comit&ecirc; de &Eacute;tica em pesquisa do Centro Universit&aacute;rio Est&aacute;cio do Cear&aacute; de acordo com a Resolu&ccedil;&atilde;o 466/2012 do Conselho Nacional de Sa&uacute;de (CNS) e n&uacute;mero CAAE 68921317.1.0000.5038.</p>     <p>A popula&ccedil;&atilde;o do estudo foi composta por todos os praticantes de Crossfit dos 3 <i>boxes </i>com uma amostra correspondente a 43 praticantes, sendo essa por praticantes de ambos os g&ecirc;neros, com idade entre 20 a 35 anos e tempo de pr&aacute;tica m&iacute;nimo de 6 meses, que assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) e realizaram todos os testes aplicados, autorizaram &agrave; grava&ccedil;&atilde;o das imagens, tendo o direito ao anonimato, sigilo e confidencialidade das informa&ccedil;&otilde;es obtidas bem como a liberdade de recusarem-se a participar da pesquisa proposta. Foram exclu&iacute;dos da amostra indiv&iacute;duos que praticavam outra modalidade al&eacute;m do Crossfit e com hist&oacute;rico pr&eacute;vio de les&atilde;o na articula&ccedil;&atilde;o do joelho.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A avalia&ccedil;&atilde;o do valgismo din&acirc;mico foi realizada atrav&eacute;s do teste de <i>step down</i>, onde foram posicionados sobre uma caixa e realizaram testes pr&eacute;vios para aprendizado do exerc&iacute;cio.&nbsp; Para testar a funcionalidade articular cinem&aacute;tica pelo teste de <i>Step Down</i>, que envolve a descida de um degrau, promovendo estresse com descarga de peso no membro inferior. As compensa&ccedil;&otilde;es a serem observadas durante o teste s&atilde;o: inclina&ccedil;&atilde;o de tronco, queda da pelve e valgo din&acirc;mico de joelho (Fonseca, Pereira &amp; Santos, 2016). </p>     <p>A avalia&ccedil;&atilde;o da mobilidade foi feita atrav&eacute;s da goniometria manual, que &eacute; um m&eacute;todo utilizado para a avalia&ccedil;&atilde;o da amplitude de movimento articulares (Sacco et al., 2007). Com isso, foi obtido os valores angulares das articula&ccedil;&otilde;es do tornozelo de cada praticante. </p>     <p>Os &acirc;ngulos foram mensurados por meio da goniometria manual por dois avaliadores, utilizando o goni&ocirc;metro universal. Para todas as medidas goniom&eacute;tricas, o indiv&iacute;duo encontrava-se em posi&ccedil;&atilde;o de dec&uacute;bito dorsal ou ventral, sobre uma maca, ultrapassando os p&eacute;s dos sujeitos posicionados. Para tal, o praticante foi posicionado inicialmente em dec&uacute;bito dorsal, a partir da&iacute;, foi posicionado o goni&ocirc;metro universal nas proximidades da articula&ccedil;&atilde;o t&iacute;bio t&aacute;rsica (invers&atilde;o e evers&atilde;o) e articula&ccedil;&atilde;o talocrural (flex&atilde;o plantar e dorsiflex&atilde;o). O praticante realizou todos os movimentos de forma ativa, enquanto um examinador acompanhava o movimento at&eacute; a ADM final de todas as articula&ccedil;&otilde;es avaliadas. A leitura da amplitude do movimento foi realizada no final da ADM e o segundo examinador foi respons&aacute;vel pelo registro dos dados. </p>     <p>Os resultados foram analisados e apresentados em gr&aacute;ficos e tabelas com c&aacute;lculo da m&eacute;dia e desvio padr&atilde;o.</p>     <p>Todos os participantes foram esclarecidos sobre os objetivos do estudo, sua import&acirc;ncia e relev&acirc;ncia, sobre o seu direito &agrave; confidencialidade da sua participa&ccedil;&atilde;o e dos resultados e que poderiam abandonar a pesquisa em qualquer momento. S&oacute; depois desse momento os TCLE foram assinados pelos mesmos seguindo os aspectos &eacute;ticos de pesquisa com seres humanos.</p> <b>RESULTADOS</b>     <p>Os indiv&iacute;duos pesquisados apresentaram idade m&eacute;dia de 27,6 &plusmn; 5,21 anos. Dos 43 praticantes da amostra, 62,79% (27 praticantes) foram aptos para participar da pesquisa, pois atenderam a todos os crit&eacute;rios de inclus&atilde;o. Foram exclu&iacute;dos 9,30% por praticarem outra modalidade (4 praticantes) e 27,91% por hist&oacute;rico de les&atilde;o (12 praticantes), conforme a <a href="#f1">figura 1</a>.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="f1"></a><img src="/img/revistas/mot/v14n1/14n1a65f1.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Entre os 62,79% aptos a participar do estudo, 44,4% s&atilde;o do g&ecirc;nero feminino (12 praticantes) e 55,6% do g&ecirc;nero masculino (15 praticantes). E com tempo de pr&aacute;tica m&eacute;dio de 1 ano e 3 meses e com frequ&ecirc;ncia semanal m&eacute;dia de 4,5 dias, conforme <a href="#t1">tabela 1</a>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="t1"></a><img src="/img/revistas/mot/v14n1/14n1a65t1.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>A <a href="#f2">figura 2</a> apresenta os resultados globais dos testes aplicados para a avalia&ccedil;&atilde;o de funcionalidade articular e estabilidade do quadril e joelho. Do total da amostra, cerca de 88,89% apresentaram valgo din&acirc;mico e somente 11,11% dos praticantes n&atilde;o apresentaram valgo din&acirc;mico. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="f2"></a><img src="/img/revistas/mot/v14n1/14n1a65f2.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Na <a href="#t2">tabela 2</a>, observa-se que no teste de step down 100% dos indiv&iacute;duos do g&ecirc;nero feminino deram positivo enquanto que no g&ecirc;nero masculino 80% obtiveram resultado positivo.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="t2"></a><img src="/img/revistas/mot/v14n1/14n1a65t2.jpg"/></p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>A <a href="#f3">figura 3</a> apresenta o n&uacute;mero de praticantes que relataram na coleta de dados sentir dor no joelho ao realizar atividades como agachar, subir e descer escadas e ajoelhar. Do total apenas 14,81% dos praticantes afirmou sentir dor no joelho e 85,18% afirmou n&atilde;o sentir dor. Na <a href="#t3">tabela 3</a>, observa-se a descri&ccedil;&atilde;o da m&eacute;dia da avalia&ccedil;&atilde;o da ADM dos MMII por g&ecirc;nero e por articula&ccedil;&atilde;o. Para a articula&ccedil;&atilde;o do joelho, apenas o movimento de extens&atilde;o apresentou valor m&eacute;dio de normalidade enquanto para a flex&atilde;o, al&eacute;m de terem obtido resultados abaixo dos valores de normalidade apresentaram assimetrias quando comparados os membros. Para a articula&ccedil;&atilde;o do tornozelo, os movimentos de flex&atilde;o plantar e invers&atilde;o apresentaram valores abaixo da normalidade enquanto que os movimentos de dorsiflex&atilde;o e evers&atilde;o apresentaram valores acima da normalidade.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="f3"></a><img src="/img/revistas/mot/v14n1/14n1a65f3.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="t3"></a><img src="/img/revistas/mot/v14n1/14n1a65t3.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Ao se relacionar os valores m&eacute;dios da goniometria obtidos pela amostra do g&ecirc;nero feminino com o alto &iacute;ndice de valgismo na mesma amostra, pode-se apontar para a flex&atilde;o plantar (36,4&deg; e 39,41&deg; para o membro direito e esquerdo respectivamente), para a flex&atilde;o de joelho (119,5&deg; e 120&deg; para o membro direito e esquerdo respectivamente) e para o movimento de invers&atilde;o (25,25&deg; e 24,75&deg; para o membro direito e esquerdo respectivamente) os valores obtidos abaixo da m&eacute;dia e as assimetrias verificadas entre os membros indicam forte correla&ccedil;&atilde;o entre a falta de mobilidade adequada e o valgismo din&acirc;mico.</p> <b>DISCUSS&Atilde;O e CONCLUS&Otilde;ES</b>     <p>No presente estudo encontramos um p&uacute;blico masculino maior, esses dados corroboram com o estudo de Spray et al. (2016), onde se verificou que 42,9% da amostra eram do g&ecirc;nero feminino e 57,1% do g&ecirc;nero masculino, demonstrando uma preval&ecirc;ncia de homens em rela&ccedil;&atilde;o as mulheres na pr&aacute;tica do Crossfit na amostra do estudo. Referente a idade, os dados se aproximam dos resultados encontrados por Weisenthal et al. (2014), quando se verificou que a maioria dos atletas, tanto do g&ecirc;nero feminino como do g&ecirc;nero masculino, ou seja, 42% apresentavam idade entre 18 e 29 anos. </p>     <p>A maioria dos indiv&iacute;duos estudados apresentaram valgo din&acirc;mico, esses resultados s&atilde;o semelhantes aos encontrados por Scholtes e Salsich (2017), onde se observou na amostra do estudo uma preval&ecirc;ncia de 100% positivo para o valgo din&acirc;mico variando apenas a estabilidade da pelve/quadril em uma base unipodal.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Encontramos valores maiores de valgo din&acirc;mico nas mulheres, esses resultados podem ser justificados por alguns fatores biomec&acirc;nicos e fisiol&oacute;gicos que diferem os dois g&ecirc;neros. No que diz respeito ao &acirc;ngulo Q, mulheres apresentam valores de &acirc;ngulos maiores (16&deg;) que os homens (12&deg;) impactando em uma maior instabilidade e poss&iacute;vel comprometimento de funcionalidade da articula&ccedil;&atilde;o do joelho nessa popula&ccedil;&atilde;o. Um outro fator, &eacute; o volume e a atividade neuromotora de m&uacute;sculos estabilizadores, como o grupamento dos gl&uacute;teos (m&aacute;ximo, m&eacute;dio e m&iacute;nimo), estabilizadores prim&aacute;rios do joelho e que, em bipedia, apresentam naturalmente menor atividade se n&atilde;o forem estimulados adequadamente e regularmente. Mas, os mesmos ind&iacute;cios biomec&acirc;nicos e fisiol&oacute;gicos podem n&atilde;o corroborar com estudos encontrados na literatura, como na pesquisa de Almeida et al. (2016), onde o &acirc;ngulo Q n&atilde;o apresentou rela&ccedil;&atilde;o com a capacidade funcional, proje&ccedil;&atilde;o do joelho no plano frontal e pico de torque dos abdutores em mulheres com s&iacute;ndrome da dor patelofemural.</p>     <p>Ao se analisar o valgismo din&acirc;mico, associa-se essa condi&ccedil;&atilde;o biomec&acirc;nica &agrave; falta de atividade mioel&eacute;trica adequada do m&uacute;sculo gl&uacute;teo m&eacute;dio, onde o mesmo em base unipodal n&atilde;o seria capaz de manter a estabilidade p&eacute;lvica no plano frontal e favoreceria &agrave; condi&ccedil;&atilde;o do valgismo. Por&eacute;m maiores estudos com esse p&uacute;blico deve ser feito afim de comprovar tal argumento.</p>     <p>Quando comparamos relatos de dores na pr&aacute;tica de exerc&iacute;cios com os resultados do teste Step Down, verificamos que a maioria n&atilde;o sente inc&ocirc;modos. Esses dados s&atilde;o importantes, pois demonstram que mesmo com uma preval&ecirc;ncia de 88,89% de valgismo din&acirc;mico (fator de risco para dor e les&atilde;o na articula&ccedil;&atilde;o do joelho) apenas 14,81% apresentaram dor ao realizar atividades funcionais que envolvem tal articula&ccedil;&atilde;o. Mesmo n&atilde;o tendo sido verificado a atividade el&eacute;trica muscular pode-se insinuar que a pr&aacute;tica do Crossfit mant&ecirc;m n&iacute;veis adequados de atividade muscular do grupamento dos gl&uacute;teos promovendo uma estabilidade din&acirc;mica da articula&ccedil;&atilde;o do joelho e promovendo autonomia em atividades funcionais do dia a dia. </p>     <p>Assim, conclui-se que o valgismo din&acirc;mico foi prevalente na amostra do estudo, sendo sua preval&ecirc;ncia maior entre as mulheres quando comparadas aos homens.</p>     <p>As assimetrias entre os membros e os valores para mobilidade joelho, tornozelo e p&eacute; para os movimentos de flex&atilde;o, flex&atilde;o plantar e invers&atilde;o foram abaixo da m&eacute;dia para ambos os g&ecirc;neros, sendo um forte indicativo para a preval&ecirc;ncia do valgismo din&acirc;mico.</p>     <p>Apesar da preval&ecirc;ncia do valgo din&acirc;mico, a aus&ecirc;ncia de dor em movimentos funcionais do dia a dia indica que a pr&aacute;tica do Crossfit pode ser uma ferramenta para o desenvolvimento da autonomia e funcionalidade dos MMII. Faz-se necess&aacute;rio que treinadores de Crossfit insiram em suas aulas atividades para o desenvolvimento da mobilidade articular das articula&ccedil;&otilde;es dos MMII tendo em vista que isso pode ser uma estrat&eacute;gia de preven&ccedil;&atilde;o de les&otilde;es na articula&ccedil;&atilde;o do joelho.</p>     <p>Por fim, &eacute; necess&aacute;rio que mais estudos envolvendo uma maior amostra sejam realizados no intuito de se verificar poss&iacute;veis novas rela&ccedil;&otilde;es entre o valgismo din&acirc;mico e fatores causais.</p> </font>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2"> <b>REFER&Ecirc;NCIAS</b> </font></p> <font face="Verdana" size="2">     <!-- ref --><p>Alencar, T. A. M. D. &amp; Matias, K. F. S. (2010). <i>Princ&iacute;pios fisiol&oacute;gicos do aquecimento e alongamento muscular na atividade esportiva.</i> <i>Revista Brasileira de Medicina do Esporte, 16</i>(3), 230-234.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=381293&pid=S1646-107X201800010006500001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Almeida, G. P. L. et al. (2016). Q-angle in patellofemoral pain: relationship with dynamic knee valgus, hip abductor torque, pain and function.<i> </i><i>Revista Brasileira de Ortopedia, </i>&nbsp;<i>51</i>(2), &nbsp;181-186.</p>     <p>Bellar, D. et al. (2015). The relationship of aerobic capacity, anaerobic peak power and experience to performance in CrossFit exercise. <i>Biology of sport, 32</i>(4), 315.</p>     <p>Cabral, C. M. N. et al. (2008). Fisioterapia em pacientes com s&iacute;ndrome f&ecirc;moropatelar:compara&ccedil;&atilde;o de exerc&iacute;cios em cadeia cin&eacute;tica aberta e fechada. <i>Acta Ortop&eacute;dica Brasileira, 16</i>(3) 180-185.</p>     <!-- ref --><p>Cashman, G. E. (2012). The effect of weak hip abductors or external rotators on knee valgus kinematics in healthy subjects: a systematic review. <i>Journal of Sport Rehabilitation, 21</i>(3), 273-284.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=381298&pid=S1646-107X201800010006500005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Fonseca, G., Pereira, H. L. &amp; Gomes S. L. H. (2016). Avalia&ccedil;&atilde;o comparativa do valgo din&acirc;mico do joelho e os fatores que influenciam na capacidade funcional em praticantes de atividade f&iacute;sica. <i>Revista Inspirar Movimento &amp; Sa&uacute;de, 11</i>(4).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=381300&pid=S1646-107X201800010006500006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Maia, M. S. et al. (2012). Associa&ccedil;&atilde;o do valgo din&acirc;mico do joelho no teste de descida de degrau com a amplitude de rota&ccedil;&atilde;o medial do quadril. <i>Revista Brasileira de Medicina do Esporte, 18</i>(3), 164-166.</p>     <!-- ref --><p>Manske, G. S. &amp; Romanio, F. (2015). Medicaliza&ccedil;&atilde;o, controle dos corpos e CrossFit: uma an&aacute;lise do site CrossFit Brasil. <i>TEXTURA-ULBRA, 17</i>(33).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=381303&pid=S1646-107X201800010006500008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Powers, C. M. (2003). The influence of altered lower-extremity kinematics on patellofemoral joint dysfunction: a theoretical perspective.<i> Journal of Orthopedic &amp; Sports Physical Therapy, 33</i>(11), 639-646.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=381305&pid=S1646-107X201800010006500009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Sacco, I. C. N. et al. (2007). Reliability of photogrammetry in relation to goniometry for postural lower limb assessment.<i> Brazilian Journal of Physical Therapy, 11</i>(5), 411-417.</p>     <!-- ref --><p>Schmitz, R. J., Shultz, S. J. &amp; Nguyen, A. D. (2009). Dynamic valgus alignment and functional strength in males and females during maturation. <i>Journal of athletic training, 44</i>(1), 26-32.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=381308&pid=S1646-107X201800010006500011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Sprey, J.&nbsp; W. C. et al. (2016). An Epidemiological Profile of CrossFit Athletes in Brazil. <i>Orthopedic Journal of Sports Medicine, 4</i>(8), 2325967116663706.</p>     <p>Tafuri, S. et al. (2016). CrossFit athletes exhibit high symmetry of fundamental movement patterns. A cross-sectional study. <i>Muscles, Ligaments and Tendons Journal, 6</i>(1), 157.</p>     <!-- ref --><p>Tibana, R. A., Almeida, L. A. &amp; Prestes, J. (2015). Crossfit&reg; risks or benefits? What do we know so far. <i>Revista Brasileira de </i><i>Ci&ecirc;ncia e Movimento, 23</i>, 182-185.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=381312&pid=S1646-107X201800010006500014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Weisenthal, B. M. et al. (2014). Injury rate and patterns among CrossFit athletes. <i>Orthopedic journal of sports medicine, 2</i>(4), 2325967114531177.</p>     <p>Wyndow, N. et al. (2016). The relationship of foot and ankle mobility to the frontal plane projection angle in asymptomatic adults. <i>Journal of foot and ankle research, 9</i>(1), 3.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Agradecimentos:</b></font></p> </font>     <p><font size="2" face="Verdana">Nada a declarar</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Conflito de Interesses:</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Nada a declarar.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Financiamento:</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Nada a declarar.</font></p>     <p>&nbsp;</p> <font face="Verdana" size="2"><i><a name="end"></a></i><a href="#top">Correspond&ecirc;ncia para:</a>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Centro Universit&aacute;rio Est&aacute;cio do Cear&aacute;. Rua Eliseu Uch&ocirc;a Beco, 600, &Aacute;gua Fria. CEP: 60810-270, Fortaleza, CE, Brasil. E-mail: <a href="mailto:prodamypn@hotmail.com">prodamypn@hotmail.com</a></p> </font>     ]]></body><back>
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