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<journal-title><![CDATA[Revista Portuguesa de Ortopedia e Traumatologia]]></journal-title>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Procedimento de Latarjet artroscópico: Indicações, técnica e resultados]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The open Latarjet procedure has shown great results in the treatment of recurrent instability. However, only with arthroscopy it becomes possible to diagnose and treat several bony and soft tissue lesions associated with instability. Since the procedure started being done arthroscopically, the indications have become clearer, the technique as evolved, and the results have improved, with the association of this procedure to the advantages of minimally invasive surgery.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b><font face="Verdana" size="2">ARTIGO ESTRANGEIRO</font></b></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="4">Procedimento de Latarjet artroscópico. Indicações, técnica e resultados</font></b></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana" size="2"><b>Laurent Lafosse<sup>I</sup></b>; <b>João Torres<sup>II</sup></b></font></p>    <p><font face="Verdana" size="2">I. Serviço de Ortopedia e Traumatologia. Hospital de S. João. Porto. Portugal.<br />II. Clinique Générale d'Annecy. France.<br /></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana" size="2"><a name="topc"></a><a href="#c">Endereço para correspondência</a></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">RESUMO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O procedimento de Latarjet aberto tem demonstrado excelentes resultados no tratamento da instabilidade recorrente do ombro. No entanto, somente com a artroscopia se torna poss&iacute;vel diagnosticar e tratar v&aacute;rias les&otilde;es do tecido &oacute;sseo e tecidos moles associadas com a instabilidade. A partir do momento em que o procedimento come&ccedil;ou a ser realizado artroscopicamente, as indica&ccedil;&otilde;es tornaram-se mais claras, a t&eacute;cnica evoluiu, e os resultados t&ecirc;m melhorado, com a associa&ccedil;&atilde;o deste procedimento &agrave;s vantagens da cirurgia minimamente invasiva.</p></font>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Palavras chave</b>: instabilidade, Latarjet, artroscopia, ombro. </font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">ABSTRACT</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>The open Latarjet procedure has shown great results in the treatment of recurrent instability. However, only with arthroscopy it becomes possible to diagnose and treat several bony and soft tissue lesions associated with instability. Since the procedure started being done arthroscopically, the indications have become clearer, the technique&nbsp; as evolved, and the results have improved, with the association of this procedure to the advantages of minimally invasive surgery.</p></font>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Key words</b>: Instability, Latarjet, arthroscopy, shoulder. </font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">INTRODUÇÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>A estabilidade do ombro &eacute; o resultado de uma intera&ccedil;&atilde;o complexa entre restri&ccedil;&otilde;es est&aacute;ticas (predominantemente capsuloligamentares, &oacute;sseas e labral) e din&acirc;micas (neuromusculares) do ombro. Les&otilde;es destas estruturas manifestam-se como um espectro de patologias cl&iacute;nicas que v&atilde;o desde instabilidade/subluxa&ccedil;&atilde;o subtil &agrave; luxa&ccedil;&atilde;o glenoumeral. Estas patologias ocorrem com frequ&ecirc;ncia em atletas, com picos nas segunda e sexta d&eacute;cadas de vida [1].A maioria (98%) das luxa&ccedil;&otilde;es traum&aacute;ticas s&atilde;o anteriores, sendo frequente a recorr&ecirc;ncia, principalmente na popula&ccedil;&atilde;o adolescente [2,3,4].</p>
    <p>Os dois pilares no tratamento cir&uacute;rgico da instabilidade recorrente anterior do ombro t&ecirc;m sido:</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&bull; O procedimento de Latarjet por via aberta</p>
    <p>&bull; A repara&ccedil;&atilde;o de Bankart por via artrosc&oacute;pica O uso da artroscopia tem permitido o diagn&oacute;stico de muitas les&otilde;es dos tecidos moles e les&otilde;es &oacute;sseas (da glenoide e cabe&ccedil;a do &uacute;mero) [5,6] subjacentes a muitos casos de instabilidade do ombro. A repara&ccedil;&atilde;o de Bankart por via artrosc&oacute;pica tem demonstrado &oacute;timos resultados, quando usada no tratamento de les&otilde;es isoladas de Bankart, sem atingimento &oacute;sseo[7,8]. No entanto, apesar da evolu&ccedil;&atilde;o da t&eacute;cnica e dos instrumentos cir&uacute;rgicos, existe ainda uma taxa n&atilde;o desprez&iacute;vel de recorr&ecirc;ncia de luxa&ccedil;&atilde;o associada a esta t&eacute;cnica, geralmente quando n&atilde;o &eacute; tratada a causa subjacente &agrave; instabilidade patol&oacute;gica [9]. Os casos mais comuns est&atilde;o associados a les&otilde;es mais extensas, tais como:</p>
    <p>1) Les&atilde;o de Bankart &Oacute;ssea (fratura da por&ccedil;&atilde;o antero-inferior da glenoide) [10,11,12]</p>
    <p>2) Les&atilde;o de Hill Sachs (les&atilde;o osteocondral na regi&atilde;o p&oacute;stero-superior da cabe&ccedil;a do &uacute;mero,secund&aacute;ria a impacta&ccedil;&atilde;o no rebordo glenoideu, presente em 80% das luxa&ccedil;&otilde;es traum&aacute;ticas)</p>
    <p>3) Humeral avulsion of the glenohumeral ligament (HAGL) [13]</p>
    <p>4) Glenoid labral articular defect (GLAD - les&atilde;o de uma por&ccedil;&atilde;o de cartilagem articular, juntamente com o labrum) [14]</p>
    <p>5) Anterior labral periosteal sleeve avulsion (ALPSA)</p>
    <p>A taxa de recorr&ecirc;ncia ap&oacute;s a cirurgia &eacute; maior nestes casos, especialmente quando se tratam de pacientes jovens (&lt;20 anos) ou envolvidos em desportos de contato ou de arremesso [15,16,17]. Os fatores de risco mais importantes, associados a at&eacute; 75% de instabilidade recorrente, ap&oacute;s a cirurgia de Bankart, s&atilde;o tr&ecirc;s: perda &oacute;ssea na glenoide, perda &oacute;ssea na cabe&ccedil;a do &uacute;mero e hiperlaxidez ligamentar inferior. Nestes casos, uma abordagem diferente, que aborda a causa subjacente da instabilidade, deve ser considerada.</p>
    <p>Por outro lado, o procedimento de Latarjet aberto tem demonstrado boa reprodutibilidade dos resultados[18,19,20,21,22]. Como seria de esperar, o pr&oacute;ximo passo seria encontrar um modo de combinar os bons resultados do procedimento de Latarjet aberto, com as vantagens diagn&oacute;sticas e terap&ecirc;uticas de um procedimento minimamente invasivo, como &eacute; a artroscopia.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b><font face="Verdana" size="2">PROCEDIMENTO DE LATARJET</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Latarjet descreveu [23], em 1954, um procedimento em que a parte horizontal da ap&oacute;fise coracoide era transferida para a margem antero-inferior da glenoide, para a posi&ccedil;&atilde;o entre as 2 e 6 horas (<a name="topf1"></a><a href="#f1">Figura 1</a>). Neste procedimento, a parte superior do subescapular era desinserida. Com o tempo, o procedimento foi modificado de modo a colocar o enxerto atrav&eacute;s de uma divis&atilde;o horizontal no subescapular, fixando-o com 2 parafusos.</p>    <p>&nbsp;</p><a name="f1"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v20n1/20n1a02f1.jpg" width="366" height="389" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    <p>Os bons resultados do procedimento de Lataret t&ecirc;m sido associados com o chamado efeito de triplobloqueio [24]. Este efeito &eacute; obtido atrav&eacute;s: (i) da reconstru&ccedil;&atilde;o &oacute;ssea da glenoide anterior (aumento do arco articular da glenoide, o que impede o contacto de uma les&atilde;o de Hill-Sachs com a borda &acirc;ntero-inferior da glenoide), (ii) da nova posi&ccedil;&atilde;o do tend&atilde;o conjunto, atrav&eacute;s da divis&atilde;o do subescapular, tensionando este m&uacute;sculo em abdu&ccedil;&atilde;o e rota&ccedil;&atilde;o externa, proporcionando estabilidade din&acirc;mica, (iii) da c&aacute;psula poder ser suturada ao ligamento coracoacromial restante na coracoide. A vantagem de um procedimento de Latarjet sobre um bloco &oacute;sseo livre &eacute; dada pelo efeito de banda el&aacute;stica do tend&atilde;o conjunto sobre o m&uacute;sculo subescapular [25]. Este efeito estabilizador &eacute; din&acirc;mico, j&aacute; que aumenta em rota&ccedil;&atilde;o externa, &agrave; medida que a tens&atilde;o aumenta na parte inferior do subescapular. O procedimento inicial de Bristow consistia simplesmente na sutura da extremidade da ap&oacute;fise coracoide ao ventre muscular do subescapular [26]. Mais tarde evoluiu para a fixa&ccedil;&atilde;o com um &uacute;nico parafuso da ap&oacute;fise coracoide, na posi&ccedil;&atilde;o de p&eacute;, &agrave; glenoide. No procedimento de Latarjet, a ap&oacute;fise coracoide &eacute; fixa numa posi&ccedil;&atilde;o deitada, de modo que a forma natural da ap&oacute;fi se coracoide acompanha a forma curva da glenoide. Al&eacute;m disso, a fixa&ccedil;&atilde;o com dois parafusos permite uma maior &aacute;rea de contato &oacute;sseo e estabilidade rotacional, promovendo a cicatriza&ccedil;&atilde;o &oacute;ssea. Outra vantagem do procedimento de Latarjet &eacute; a de permitir uma reabilita&ccedil;&atilde;o p&oacute;s-operat&oacute;ria acelerada.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">VANTAGENS DO PROCEDIMENTO DE LATARJET ARTROSCÓPICO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Como descrito anteriormente, a evolu&ccedil;&atilde;o natural do tratamento cir&uacute;rgico da instabilidade anterior recidivante do ombro seria combinar os bons resultados do procedimento de Latarjet, com as vantagens da cirurgia artrosc&oacute;pica. As principais vantagens do procedimento de Latarjet artrosc&oacute;pico s&atilde;o:</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>1. Posicionamento mais preciso do enxerto &oacute;sseo - v&aacute;rios pontos de vista artrosc&oacute;picos permitem uma melhor coloca&ccedil;&atilde;o do enxerto, controlando o poss&iacute;vel impingement.</p>
    <p>2. Tratamento das les&otilde;es associadas - a presen&ccedil;a de outras les&otilde;es (como les&otilde;es SLAP), &eacute; tratada de melhor forma artroscopicamente.</p>
    <p>3. Presen&ccedil;a de Instabilidade Posterior - o uso de blocos &oacute;sseos para tratar a instabilidade posterior pode ser feito durante o mesmo procedimento artrosc&oacute;pico, evitando o uso de uma abordagem diferente.</p>
    <p>4. Ader&ecirc;ncias e rigidez articular &ndash; a frequ&ecirc;ncia destas complica&ccedil;&otilde;es diminui nos procedimentos artrosc&oacute;picos.</p>
    <p>5. Manuten&ccedil;&atilde;o do procedimento por via artrosc&oacute;pica - Se durante a artroscopia a qualidade dos tecidos moles n&atilde;o permitir a realiza&ccedil;&atilde;o de uma repara&ccedil;&atilde;o de Bankart, a mudan&ccedil;a para o procedimento de Latarjet pode ser realizada, sem ser necess&aacute;rio converter para cirurgia aberta.</p>
    <p>6. Cirurgia minimamente invasiva &ndash; procedimentos artrosc&oacute;picos t&ecirc;m menos dor p&oacute;s-operat&oacute;ria, mobilidade mais precoce, reabilita&ccedil;&atilde;o e regresso mais r&aacute;pido &agrave; pr&aacute;tica desportiva.</p>
    <p>7. Est&eacute;tica - com procedimentos artrosc&oacute;picos o resultado est&eacute;tico final &eacute; melhor.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">INDICAÇÕES</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Como discutido anteriormente, as indica&ccedil;&otilde;es para um procedimento de Latarjet artrosc&oacute;pico, nos casos de instabilidade recorrente anterior do ombro, tornaram-se mais claros com o tempo. &Eacute; essencial a realiza&ccedil;&atilde;o de uma hist&oacute;ria cl&iacute;nica e exame f&iacute;sico adequados, de modo a caracterizar o tipo de instabilidade. Al&eacute;m disso, um estudo radiogr&aacute;fico e com Artro CT/RMN deve ser sempre realizado, para melhor compreens&atilde;o da les&atilde;o anat&oacute;mica subjacente[27,28] . As indica&ccedil;&otilde;es s&atilde;o:</p></font>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b><font face="Verdana" size="2">Perda óssea</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Glenoide - Nesta situa&ccedil;&atilde;o, uma de duas les&otilde;es est&aacute;tipicamente presente: uma avuls&atilde;o &oacute;ssea de Bankart ou uma fratura do bordo anteroinferior da glenoide. As les&otilde;es caracter&iacute;sticas no raios-x anteroposterior padr&atilde;o s&atilde;o: fratura ou perda do contorno/densidade diminu&iacute;da do rebordo da glenoide entre a posi&ccedil;&atilde;o das 3 e 6h. Este tipo de les&atilde;o pode tamb&eacute;m ser avaliada com uma incid&ecirc;ncia axilar/Bernageau. O TAC &eacute; essencial para avaliar a perda &oacute;ssea [29], especialmente com a reconstru&ccedil;&atilde;o 3D. A quantidade de perda &oacute;ssea da glenoide tamb&eacute;m pode ser avaliada artroscopicamente [30], medindo a dist&acirc;ncia entre o bare spot e o rebordo glen&oacute;ideu. O potencial de cicatriza&ccedil;&atilde;o de um fragmento de osso necr&oacute;tico ap&oacute;s a redu&ccedil;&atilde;o pode ser diminuto[31], assim como a taxa de fal&ecirc;ncia de um procedimento de tecidos moles isolado &eacute; elevada, quando h&aacute; perda &oacute;ssea signifi cativa. Nestes casos, uma reconstru&ccedil;&atilde;o &oacute;ssea pode ter melhores resultados, restaurando o arco articular corretamente. &Uacute;mero - &Eacute; essencial a avalia&ccedil;&atilde;o artrosc&oacute;pica da presen&ccedil;a, localiza&ccedil;&atilde;o e tamanho de uma les&atilde;o de Hill-Sachs, capaz de reduzir o arco articular e promover o encravamento da les&atilde;o na glenoide.Dois procedimentos cir&uacute;rgicos est&atilde;o dispon&iacute;veis, para o tratamento desta les&atilde;o. A remplissage [32], realizada com c&aacute;psula posterior e infraespinhoso, pode promover o aumento das for&ccedil;as de contato na articula&ccedil;&atilde;o durante a rota&ccedil;&atilde;o externa, bem como limitar este movimento. A utiliza&ccedil;&atilde;o de um bloco &oacute;sseo aumenta o arco glenoideu anterior, permitindo uma melhor rota&ccedil;&atilde;o externa antes do encravamento da les&atilde;o e, portanto, n&atilde;o aumenta a press&atilde;o de contato articular.Glenoide e &Uacute;mero - &Eacute; comum a exist&ecirc;ncia destas duas les&otilde;es simultaneamente. A avalia&ccedil;&atilde;o din&acirc;mica artrosc&oacute;pica &eacute; essencial para determinar as consequ&ecirc;ncias da sua presen&ccedil;a. Normalmente, um procedimento com bloco &oacute;sseo &eacute; a melhor solu&ccedil;&atilde;o.</p></font>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Lesões de Tecidos Moles Major/Combinadas</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Uma les&atilde;o por vezes presente na instabilidade anterior recidivante do ombro &eacute; a les&atilde;o HAGL. O diagn&oacute;stico &eacute; frequentemente realizado artroscopicamente. A maioria das s&eacute;ries de repara&ccedil;&atilde;o artrosc&oacute;pica direta s&atilde;o pequenas e t&ecirc;m curtos per&iacute;odo de seguimento. A rigidez &eacute; uma complica&ccedil;&atilde;o comum ap&oacute;s estes procedimentos, e mesmo se&nbsp; macroscopicamente o ligamento glenoumeral parece n&atilde;o ter mudan&ccedil;as significativas, em casos de instabilidade recorrente, a qualidade do tecido &eacute; geralmente m&aacute;, assim como os resultados da repara&ccedil;&atilde;o. Portanto, um procedimento com bloco &oacute;sseo apresenta melhores resultados.</p></font>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Cirurgia de revisão</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Quando uma repara&ccedil;&atilde;o de Bankart falhou, devem ser investigadas as raz&otilde;es anat&oacute;micas relacionadas com esta falha, j&aacute; anteriormente discutidas. No entanto, muitas s&eacute;ries t&ecirc;m mostrado bons resultados a m&eacute;dio prazo, em pacientes que mudaram para um estilo de vida menos ativo ap&oacute;s o procedimento. Nestes casos, a taxa de recorr&ecirc;ncia aumenta ap&oacute;s 5-7 anos, provavelmente porque a les&atilde;o anat&oacute;mica subjacente ao problema n&atilde;o foi corrigida no primeiro procedimento. Normalmente, les&otilde;es associadas a stock &oacute;sseo diminu&iacute;do podem ser reparadas com um procedimento com bloco &oacute;sseo.</p></font>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Estilo de vida</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Pacientes com estilos de vida ativos, especialmente os envolvidos em trabalhos manuais ou desportos de contacto/arremesso, t&ecirc;m melhores resultados quando tratados com um procedimento com bloco &oacute;sseo, devido &agrave; alta exig&ecirc;ncia f&iacute;sica a que submetem o ombro, muitas vezes em posi&ccedil;&otilde;es n&atilde;o-fisiol&oacute;gicos da articula&ccedil;&atilde;o gleno -umeral. A baixa taxa de recorr&ecirc;ncia e um r&aacute;pido regresso &agrave; atividade s&atilde;o as principais vantagens deste procedimento.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">TÉCNICA CIRÚRGICA</font></b></p><font face="verdana" size="2">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Desde 2003, ano em que foi realizado pela primeira vez, o procedimento de Latarjet artrosc&oacute;pico j&aacute; percorreu um longo caminho. O que demorava quase quatro horas no in&iacute;cio, n&atilde;o demora mais de 45 minutos atualmente, com o desenvolvimento de um kit especial de ferramentas, que tornou esta t&eacute;cnica sistem&aacute;tica e reprodut&iacute;vel. A convers&atilde;o para um procedimento aberto pode ser facilmente realizada em qualquer momento, utilizando os mesmos instrumentos. O procedimento foi dividido em 5 etapas principais, conforme apresentado a seguir[33,34].</p></font>    <p><b><font face="Verdana" size="2">1. Avaliação da articulação e exposição</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>A abordagem intra-articular come&ccedil;a atrav&eacute;s do soft spot posterior habitual (portal A). Atrav&eacute;s do portal E, estabelecido com a t&eacute;cnica outside-in, uma sonda &eacute; introduzida pelo intervalo dos rotadores. Os portais anteriores podem ser visualizados na <a name="topf2"></a><a href="#f2">Figura 2</a>. &Eacute; realizada a avalia&ccedil;&atilde;o da estabilidade din&acirc;mica, e as estruturas internas (pesquisa de defeitos da glenoide/&uacute;mero, HAGL, etc) s&atilde;o avaliados com a sonda.</p>    <p>&nbsp;</p><a name="f2"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v20n1/20n1a02f2.jpg" width="365" height="411" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    <p>Abertura do intervalo dos rotadores e exposi&ccedil;&atilde;o de ambos os lados do subescapular.</p>
    <p>A articula&ccedil;&atilde;o glenoumeral &eacute; aberta na borda superior do subescapular (<a name="topf3"></a><a href="#f3">Figura 3</a>), e o eletrocaut&eacute;rio &eacute; utilizado para ressecar o labrum &acirc;ntero-inferior e o ligamento glenoumeral m&eacute;dio entre as 2-5h, de modo a expor o colo da glenoide. O local pretendido para a coloca&ccedil;&atilde;o do enxerto &eacute; marcado, e a c&aacute;psula entre o colo da glenoide e o subescapular &eacute; aberta. De modo a permitir um leito prop&iacute;cio &agrave; cicatriza&ccedil;&atilde;o do enxerto, o colo da glenoide &eacute; cruentado com o shaver. Ambos os lados do tend&atilde;o do subescapular s&atilde;o ent&atilde;o expostos, com particular aten&ccedil;&atilde;o para o lado articular do subescapular. Estas liberta&ccedil;&otilde;es s&atilde;o necess&aacute;rias para facilitar a transfer&ecirc;ncia do enxerto coracoide. Qualquer outra patologia intra-articular pode ser tratada nesta fase, como por exemplo a repara&ccedil;&atilde;o de uma les&atilde;o tipo SLAP. Se o ligamento glenoumeral inferior ou labrum posterior est&atilde;o danifi cados, poder&atilde;o ser reparados com &acirc;ncoras de sutura. A prepara&ccedil;&atilde;o intra-articular est&aacute; ent&atilde;o conclu&iacute;da, podendo passar-se para a prepara&ccedil;&atilde;o extra-articular.</p>    <p>&nbsp;</p><a name="f3"></a>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v20n1/20n1a02f3.jpg" width="367" height="391" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p></font>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Preparação dos tecidos moles da coracoide</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>O ligamento coracoacromial &eacute; localizado e seguido at&eacute; &agrave; coracoide, onde &eacute; destacado. A por&ccedil;&atilde;o anterior do tend&atilde;o conjunto &eacute; libertada da f&aacute;scia, na face profunda do deltoide; a face lateral do tend&atilde;o conjunto &eacute; libertada, sendo o limite inferior o tend&atilde;o do peitoral maior. Atr&aacute;s do tend&atilde;o conjunto existe uma barreira medial de tecido que separa o plexo braquial da&nbsp;bursa subcorac&oacute;ide. Esta barreira &eacute; aberta, de modo a revelar os nervos para o subescapular; prosseguindo a disse&ccedil;&atilde;o em sentido inferior &eacute; exposto o nervo axilar. A visualiza&ccedil;&atilde;o destas estruturas nervosas &eacute; relevante, no sentido de programar alguns portais futuros. Os restantes tecidos moles ligados &agrave; coracoide e &agrave; bursa s&atilde;o dissecados, libertando a coracoide para a sua transfer&ecirc;ncia posterior. O artrosc&oacute;pio &eacute; movido do portal posterior A para o portal anterolateral D, permitindo uma melhor visualiza&ccedil;&atilde;o das estruturas anteriores. Este portal &eacute; 1 cm inferior e lateral &agrave; extremidade antero-lateral do acr&oacute;mio e, novamente,&nbsp;&eacute; estabelecido atrav&eacute;s de uma t&eacute;cnica de outside-in.</p></font>    <p><b><font face="Verdana" size="2">2. Divisão do subescapular</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Estabelecer o portal I no &aacute;pice da prega axilar.</p>
    <p>Este portal d&aacute; acesso &agrave; face anterior do colo da glenoide, na dire&ccedil;&atilde;o correta para coloca&ccedil;&atilde;o dos parafusos com o enxerto. &Eacute; introduzida uma agulha no &aacute;pice da prega axilar anterior e, sob vis&atilde;o direta,a agulha &eacute; passada lateralmente ao tend&atilde;o conjunto e&nbsp; superiormente ao subescapular. A agulha &eacute; colocada no colo da glenoide, no local do enxerto, sendo ent&atilde;o feita uma incis&atilde;o de 2 cm na pele para o portal I.</p></font>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Determinar o nível da divisão do subescapular</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>O switching stick &eacute; inserido atrav&eacute;s do portal A e passado atrav&eacute;s da articula&ccedil;&atilde;o glenoumeral ao n&iacute;vel do defeito na glenoide. Em seguida, &eacute; avan&ccedil;ado atrav&eacute;s do subescapular, estabelecendo o n&iacute;vel da divis&atilde;o. O tend&atilde;o conjunto e o plexo s&atilde;o retra&iacute;dos medialmente, de modo a prevenir les&otilde;es neurol&oacute;gicas. O switching stick afasta o tend&atilde;o conjunto e o plexo medialmente, &agrave; medida que penetra o subescapular.</p></font>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b><font face="Verdana" size="2">Estabelecer o portal J</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Este portal &eacute; colocado sensivelmente a meio de um arco entre os portais I e D, usando uma t&eacute;cnica outside-in. Permite uma vis&atilde;o direta sobre a coracoide, enquanto o portal D d&aacute; uma melhor vis&atilde;o lateral. Estes dois portais permitem uma visualiza&ccedil;&atilde;o em planos perpendiculares da coracoide, sendo necess&aacute;rios para uma prepara&ccedil;&atilde;o ideal desta estrutura.</p></font>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Divisão do subescapular</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>O subescapular &eacute; elevado com o switching stick, o eletrocaut&eacute;rio &eacute; introduzdo atrav&eacute;s do portal J, iniciando-se a divis&atilde;o (<a name="topf4"></a><a href="#f4">Figura 4</a>). O artrosc&oacute;pio &eacute; mudado para o portal J e o eletrocaut&eacute;rio para o portal I, para completar a divis&atilde;o. A divis&atilde;o &eacute; completada at&eacute; ao colo da glenoide, na dire&ccedil;&atilde;o das fibras do subescapular, estendendo-se a partir da inser&ccedil;&atilde;o lateral do subescapular na tuberosidade menor, passando medialmente perto do nervo axilar. Neste ponto, pode ser colocado um enxerto de crista il&iacute;aca, no caso de se tratar de uma cirurgia de revis&atilde;o, uma vez que a divis&atilde;o do subescapular foi realizada e o colo da glenoide est&aacute; exposto.</p>    <p>&nbsp;</p><a name="f4"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v20n1/20n1a02f4.jpg" width="365" height="366" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p></font>    <p><b><font face="Verdana" size="2">3. Colheita do enxerto de coracoide</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Neste ponto, o artrosc&oacute;pio &eacute; introduzido no portal J e o eletrocaut&eacute;rio no portal I. &Eacute; colocado um trocar no portal D e elevado o espa&ccedil;o acima da coracoide, de modo semelhante &agrave; utiliza&ccedil;&atilde;o de um afastador na cirurgia aberta.</p></font>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b><font face="Verdana" size="2">Definir o portal H</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>O portal H &eacute; necess&aacute;ria para permitir o acesso de instrumentos &agrave; por&ccedil;&atilde;o superior da coracoide. Duas agulhas s&atilde;o colocadas para localizar a extremidade e a por&ccedil;&atilde;o m&eacute;dia da coracoide (<a name="topf5"></a><a href="#f5">Figura 5</a>). Em seguida, o artrosc&oacute;pio &eacute; rodado, de modo a dar uma vis&atilde;o perpendicular da coracoide e garantir o alinhamento correto das agulhas; ser&aacute; assim poss&iacute;vel orientar a posi&ccedil;&atilde;o do guia de brocas para a coracoide. Realiza-se ent&atilde;o uma incis&atilde;o superior para o portal H. O tend&atilde;o do peitoral menor, no bordo medial da coracoide, &eacute; agora desinserido, tendo o cuidado de permanecer junto ao osso ao n&iacute;vel da coracoide (<a name="topf6"></a><a href="#f6">Figura 6</a>).Inferiormente, o tend&atilde;o conjunto pode ser libertado medialmente usando dissec&ccedil;&atilde;o romba, tendo especial cuidado para evitar les&otilde;es do nervo musculocut&acirc;neo e do plexo. Ap&oacute;s esta dissec&ccedil;&atilde;o e visualiza&ccedil;&atilde;o da posi&ccedil;&atilde;o das estruturas nervosas, &eacute; poss&iacute;vel considerarque a regi&atilde;o lateral ao tend&atilde;o conjunto &eacute; "segura".</p>    <p>&nbsp;</p><a name="f5"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v20n1/20n1a02f5.jpg" width="364" height="388" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p><a name="f6"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v20n1/20n1a02f6.jpg" width="365" height="387" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p></font>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Perfuração do coracoide</font></b></p><font face="verdana" size="2">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&Eacute; importante alterar regularmente o &acirc;ngulo de vis&atilde;o do artrosc&oacute;pio, atrav&eacute;s da rota&ccedil;&atilde;o deste, de modo a garantir o alinhamento latero-medial do guia de brocas para a coracoide. O guia &eacute; colocado na jun&ccedil;&atilde;o dos dois ter&ccedil;os laterais com o ter&ccedil;o medial da coracoide; &eacute; efetuado um furo (inferior e distal) com um fio de Kirschner (K). &Eacute; importante manter a visualiza&ccedil;&atilde;o sob a coracoide, de modo a verificar se a dire&ccedil;&atilde;o dos fios K &eacute; perpendicular &agrave; superf&iacute;cie superior da coracoide e evitar penetrar muito profundamente o subescapular. O guia de furagem da coracoide &eacute; alinhado rotacionalmente, em redor do fio &alpha;, e o fio de K &eacute; inserido no orif&iacute;cio &beta;?(proximal) (<a name="topf7"></a><a href="#f7">Figura 7</a>). &Eacute; removido o guia de furagem e verificadas as posi&ccedil;&otilde;esdos fios com o artrosc&oacute;pio nos portais D e J. Realiza-se ent&atilde;o a brocagem de ambos os orif&iacute;cios e removem-se os fios de K.</p>    <p>&nbsp;</p><a name="f7"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v20n1/20n1a02f7.jpg" width="565" height="339" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p></font>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Inserção dos top hats</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Os furos s&atilde;o tradados para preparar a coracoide para os top hats e parafusos da glenoide (5.0/3.5 mm). Os trados s&atilde;o canulados e permitem a introdu&ccedil;&atilde;o do fio Chia flex&iacute;vel. Este fio &eacute; passado atrav&eacute;s de furos roscados na coracoide e exteriormente atrav&eacute;s do portal H. Permite a introdu&ccedil;&atilde;o dos top hats e tamb&eacute;m, posteriormente, controlar a transfer&ecirc;ncia da coracoide entre portais. Os top hats s&atilde;o ent&atilde;o inseridos ao longo do fi o Chia (Depuy Mitek), e um plug &eacute; colocado no portal H para evitar a sa&iacute;da de soro (<a name="topf8"></a><a href="#f8">Figura 8</a>). O channeler subescapular (Depuy Mitek) &eacute;, nesta fase, introduzido no portal I, atrav&eacute;s dosubescapular, em dire&ccedil;&atilde;o ao colo da glenoide, no local pretendido para o enxerto. Deste modo &eacute; avaliado se a recess&atilde;o de tecidos moles foi adequada para permitir a transfer&ecirc;ncia da coracoide para o colo de glenoide.</p>    <p>&nbsp;</p><a name="f8"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v20n1/20n1a02f8.jpg" width="365" height="370" border="0" /></center></p>    
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p></font>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Recuperação dos fios Chia através do portal I</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>A coracoide acabar&aacute; por ser transferida a partir do portal I e, como tal, os fios Chia devem ser transferidos para esse portal. S&atilde;o utilizados ganchos crochet atrav&eacute;s da c&acirc;nula de posicionamento da coracoide (Depuy Mitek), na portal I axilar, para recuperar os fios Chia (<a name="topf9"></a><a href="#f9">Figura 9</a>). Uma vez recuperados, s&atilde;o colocados slotted pegs canulados sobre os dois fios Chia, de modo a evitar a sa&iacute;da de soro atrav&eacute;s da c&acirc;nula.</p>    <p>&nbsp;</p><a name="f9"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v20n1/20n1a02f9.jpg" width="368" height="371" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p></font>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Osteotomia da Coracoide</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Estando a coracoide preparada, &eacute; poss&iacute;vel realizar a osteotomia. A broca &eacute; utilizada na face superior, inferior e lateral da coracoide, proximalmente ao orif&iacute;cio &beta;. A face medial do local da osteotomia pode ser completada atrav&eacute;s do portal H. O oste&oacute;tomo &eacute; ent&atilde;o colocado no portal H, e uma osteotomia controlada &eacute; realizada (<a name="topf10"></a><a href="#f10">Figura 10</a>).</p>    <p>&nbsp;</p><a name="f10"></a>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v20n1/20n1a02f10.jpg" width="367" height="365" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p></font>    <p><b><font face="Verdana" size="2">4. Transferência da Coracoide</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>A posi&ccedil;&atilde;o do enxerto deve ser controlada, atrav&eacute;s do seu posicionamento na c&acirc;nula coracoide. Isto &eacute; conseguido atrav&eacute;s da coloca&ccedil;&atilde;o de tra&ccedil;&atilde;o suave em ambos os membros do fio Chia (<a name="topf11"></a><a href="#f11">Figura 11</a>) passando depois o parafuso 3,5 sobre os fios Chia. Os parafusos avan&ccedil;am atrav&eacute;s dos top hats e da coracoide. Nesta fase a coracoide est&aacute; segura na c&acirc;nula.</p>    <p>&nbsp;</p><a name="f11"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v20n1/20n1a02f11.jpg" width="556" height="294" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p></font>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Regularização do Enxerto</font></b></p><font face="verdana" size="2">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O enxerto rec&eacute;m-colhido est&aacute; mobilizado, e todas as ader&ecirc;ncias restantes do peitoral menor a f&aacute;scia medial s&atilde;o removidos. Uma aten&ccedil;&atilde;o especial deve ser dada de modo a evitar les&otilde;es do nervo musculocut&acirc;neo, durante esta fase do procedimento. O enxerto de coracoide geralmente tem um spike medial (origin&aacute;rio da sua base) que deve ser cortado para permitir o contacto com a glenoide. O assistente segura o artrosc&oacute;pio e o cirurgi&atilde;o, usando uma t&eacute;cnica de duas m&atilde;os, orienta o enxerto com a c&acirc;nula com uma m&atilde;o e regulariza-o com o shaver com a outra m&atilde;o. Idealmente, o shaver &eacute; mantido fixo, enquanto a coracoide &eacute; manipulada em torno do shaver ,minimizando os riscos de les&atilde;o do plexo braquial. O enxerto est&aacute; ent&atilde;o pronto para a transfer&ecirc;ncia e fixa&ccedil;&atilde;o &agrave; glenoide. A coracoide &eacute; transferida com a c&acirc;nula (portal I) para o colo da glenoide. Esta manobra &eacute; facilitada pela eleva&ccedil;&atilde;o da divis&atilde;o do subescapular com o switching stick.</p></font>    <p><b><font face="Verdana" size="2">5. Fixação da Coracoide</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Uma vez colocado o enxerto no colo da glenoide, na posi&ccedil;&atilde;o desejada, a fixa&ccedil;&atilde;o &eacute; realizada (<a name="topf12"></a><a href="#f12">Figura 12</a>). Dois fios longos K s&atilde;o inseridos atrav&eacute;s da c&acirc;nula de posicionamento da coracoide, passando pelo enxerto e pela glenoide, de modo a ganhar fixa&ccedil;&atilde;o tempor&aacute;ria. A omoplata deve ser puxada posteriormente pelo assistente, utilizando uma gaveta posterior sobre o bra&ccedil;o, para diminuir a antevers&atilde;o relativa da glenoide. A c&acirc;nula deve ser empurrada medialmente para garantir a angula&ccedil;&atilde;o m&iacute;nima entre os fios K e a superf&iacute;cie da glenoide. Estes fios v&atilde;o perfurar a pele posterior do ombro, sendo colocado um clip sobre eles. A posi&ccedil;&atilde;o do enxerto &eacute; verifi cada a partir de portais diferentes para garantir a melhor orienta&ccedil;&atilde;o vertical e horizontal, sendo o ideal entre as 3-5h, nivelado com a glenoide.</p>    <p>&nbsp;</p><a name="f12"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v20n1/20n1a02f12.jpg" width="544" height="322" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p></font>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Brocagem e fixação com parafusos do enxerto</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>O parafuso de 3,5 (inferior) &eacute; removido, e a broca 3,2 &eacute; passada ao longo do fio K. O comprimento definitivo do parafuso pode ser lido a partir do medidor de profundidade na broca. &Eacute; retirada a broca (o fio K permanece) e colocado o parafuso no buraco &alpha; (<a name="topf13"></a><a href="#f13">Figura 13</a>). A mesma a&ccedil;&atilde;o &eacute; repetida para o buraco &beta;, ap&oacute;s o que os parafusos inseridos s&atilde;o apertados alternadamente para comprimir o enxerto contra o colo da glenoide. Os fios de K pode ent&atilde;o ser removido por via posterior.</p>    <p>&nbsp;</p><a name="f13"></a>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v20n1/20n1a02f13.jpg" width="367" height="392" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p></font>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Verificações finais</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>A posi&ccedil;&atilde;o do enxerto e dos parafusos &eacute; verificada atrav&eacute;s dos portais D, J e A (<a name="topf14"></a><a href="#f14">Figura 14</a>), e qualquer ajuste final pode ser realizado nesta fase com o shaver.</p>    <p>&nbsp;</p><a name="f14"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v20n1/20n1a02f14.jpg" width="459" height="530" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p></font>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Pós-operatório</font></b></p><font face="verdana" size="2">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>No p&oacute;s-operat&oacute;rio, os pacientes n&atilde;o necessitam de imobiliza&ccedil;&atilde;o, sendo permitidos movimentos ativos imediatamente. Podem regressar ao trabalho logo que a dor o permita, e aos desportos de baixo risco &agrave;s 3 semanas. Para desportos de alto risco (contacto/ arremesso), &eacute; recomend&aacute;vel aguardar 6 semanas (<a name="topf15"></a><a href="#f15">Figuras 15</a> e <a name="topf16"></a><a href="#f16">16</a>).</p>    <p>&nbsp;</p><a name="f15"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v20n1/20n1a02f15.jpg" width="253" height="544" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p><a name="f16"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v20n1/20n1a02f16.jpg" width="364" height="334" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">RESULTADOS</font></b></p><font face="verdana" size="2">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os resultados de 100 procedimentos de Latarjet artrosc&oacute;pico foram publicados em 2010 [34]. Os procedimentos foram realizados entre dezembro de 2003 e maio de 2008, sendo os dados colhidos prospectivamente. A coorte tinha 98 pacientes (46 ombros direitos e 54 ombros esquerdos). O r&aacute;cio entre homens e mulheres foi de 4:3, e a m&eacute;dia de idades dos pacientes foi de 27,5 anos (varia&ccedil;&atilde;o, 17-54 anos).88% dos pacientes praticavam desporto (55% de alto risco, 15% desportos de contato e 11% desportos de arremesso), 38% destes a um n&iacute;vel competitivo.</p>
    <p>Todos os pacientes tinham sofrido luxa&ccedil;&otilde;es anteriores do ombro (1-3 epis&oacute;dios em 40%, 4-10 em 50% e mais de 10 em 10%); 97% das luxa&ccedil;&otilde;es foram traum&aacute;ticas. Tinham sido realizadas anteriormente repara&ccedil;&otilde;es de Bankart em 15% dos pacientes. O tempo m&eacute;dio desde a luxa&ccedil;&atilde;o inicial at&eacute; ao procedimento de Latarjet foi de 54 meses (varia&ccedil;&atilde;o de 1 m&ecirc;s-20 anos). A avalia&ccedil;&atilde;o radiogr&aacute;fica revelou les&otilde;es de Hill Sachs em 89% dos ombros e 25% tinham evid&ecirc;ncia de uma fratura da glenoide.</p>
    <p>Todos os procedimentos foram realizados pelo mesmo cirurgi&atilde;o (Laurent Lafosse). O tempo operat&oacute;rio diminuiu de 4 horas nos primeiros procedimentos para uma m&eacute;dia de 45 a 50 minutos. Na avalia&ccedil;&atilde;o artrosc&oacute;pica, 7% dos pacientes tinham les&otilde;es intra-articulares associadas (6 SLAP, 1 les&atilde;o de Bankart posterior) que foram tratadas no mesmo procedimento. Dois parafusos foram necess&aacute;rios para a fixa&ccedil;&atilde;o da coracoide em 93% dos ombros e um parafuso foi utilizado em 7%.</p>
    <p>Aos 18 meses, 62 pacientes estavam dispon&iacute;veis para revis&atilde;o cl&iacute;nica, dos quais 27 foram entrevistados atrav&eacute;s de contacto por telefone, sendo realizado um question&aacute;rio estruturado; 11 pacientes foram perdidos para follow-up. No follow-up cl&iacute;nico aos 18 meses, 80% dos pacientes descreveram o seu resultado como excelente e 18% como bom; 2% ficaram desapontados com o resultado. Todos os pacientes retomaram a sua atividade laboral em m&eacute;dia aos dois meses ap&oacute;s a interven&ccedil;&atilde;o (intervalo de 7 dias-4 meses), retomando a atividade desportiva em m&eacute;dia &agrave;s 10 semanas (intervalo de 21 dias-6 meses).</p>
    <p>Aos 26 meses, os resultados relatados pelos pacientes revelaram 91% de pontua&ccedil;&otilde;es excelentes e 9% boas, em 35 pacientes dispon&iacute;veis para avalia&ccedil;&atilde;o. A amplitude de movimento demonstrou uma perda m&eacute;dia de rota&ccedil;&atilde;o externa de 18 &ordm;, quando o lado oposto (64 &ordm;) foi comparada com o ombro operado (46 &ordm;).</p>
    <p>Foram avaliadas evid&ecirc;ncias radiogr&aacute;ficas de artrose, sendo efetuada uma compara&ccedil;&atilde;o com exames pr&eacute;-operat&oacute;rios, de acordo com crit&eacute;rios estabelecidos por Samilson e Prieto [35]. 11% dos pacientes tinham progredido um grau no estadiamento: 24 pacientes (69%) estavam no estadio 0; 9 (26%) no estadio 1; 2 (6%) estavam no estadio 2.</p>
    <p>A posi&ccedil;&atilde;o do enxerto de coracoide foi avaliada atrav&eacute;s de tomografia computorizada. O enxertoencontrava-se nivelado com a glenoide em 80% dos casos, foi colocado medialmente em 8%, e houve desvio lateral em 12%. O posicionamento vertical era perfeito em 78% dos casos (3 a 5 horas), muito alto em 7%, e muito baixo em 5%. O &acirc;ngulo dos parafusos em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; face da glenoide foi em m&eacute;dia de 29 &ordm; (variando de 2&ordm;-50&ordm;). As complica&ccedil;&otilde;es perioperat&oacute;rias incluiram 2 hematomas, uma fratura intraoperat&oacute;ria do enxerto, e uma paralisia do nervo musculocut&acirc;neo transit&oacute;ria, que recuperou totalmente.</p>
    <p>As complica&ccedil;&otilde;es tardias incluiram 4 casos de n&atilde;o uni&atilde;o do enxerto &agrave; glenoide e, destes quatro casos, dois tinham sido fixados com apenas um parafuso. Tr&ecirc;s ombros&nbsp; apresentaram lise em torno dos parafusos, levando a proemin&ecirc;ncia do enxerto. Quatro pacientes necessitaram de remo&ccedil;&atilde;o artrosc&oacute;pica do parafuso. N&atilde;o houve casos de luxa&ccedil;&atilde;o recidivante.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">CONCLUSÕES</font></b></p><font face="verdana" size="2">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A Cirurgia do Ombro tem evolu&iacute;do muito nos &uacute;ltimos 20 anos. O que inicialmente era considerado por alguns como uma cirurgia com resultado muito pouco satisfat&oacute;rio para o paciente, tornou se agora um campo sofi sticado e complexo em ortopedia, que proporciona excelentes resultados para o paciente, nas patologias do ombro mais comuns.</p>
    <p>Com o advento da artroscopia na cirurgia do ombro, com todas as suas vantagens, surgiu uma tend&ecirc;ncia inicial de tratar a maioria dos casos de instabilidade anterior recorrente com repara&ccedil;&otilde;es de Bankart por via artrosc&oacute;pica. Isto significou que procedimentos como o Latarjet foram deixados de lado temporariamente por alguns cirurgi&otilde;es do ombro. No entanto, com o seguimento cuidado dos pacientes, foi poss&iacute;vel constatar que em muitos casos onde existia perda &oacute;ssea (da glenoide e/ou &uacute;mero), les&otilde;es complexas de tecidos moles (por exemplo, HAGL), ou atividade intensa do paciente, os resultados da repara&ccedil;&atilde;o de Bankart n&atilde;o se revelaram t&atilde;o bons quanto se poderia desejar. O pr&oacute;ximo passo foi tentar unir as vantagens da cirurgia artrosc&oacute;pica com um procedimento como o de Latarjet, que tinha provado no passado ter bons resultados nos casos acima mencionados.</p>
    <p>O Procedimento de Latarjet Artrosc&oacute;pico tem demonstrado excelentes resultados. No entanto, &eacute; um procedimento complexo, tecnicamente exigente, com uma curva de aprendizagem &iacute;ngreme e longa.Isso deve ser levado em considera&ccedil;&atilde;o, ao escolher o tratamento adequado para o paciente.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</font></b></p>    <p><font face="verdana" size="2">1. Burra G, Andrews JR. Acute shoulder and elbow dislocations in the athlete. Orthop Clin North Am. 2002 Jul; 33 (3): 479-495</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">2. Hayes K, Callanan M, Walton J, Paxinos A, Murrell GA. Shoulder instability: management and rehabilitation. J Orthop Sports Phys Ther. 2002 Oct; 32 (10): 497-509</font></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">3. Arciero RA, Wheeler JH, Ryan JB, McBride JT. Arthroscopic Bankart repair versus nonoperative treatment for acute, initial anterior shoulder dislocations. Am J Sports Med. 1994; 22 (5): 589-594</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000180&pid=S1646-2122201200010000200003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font face="verdana" size="2">4. Hovelius L, Olofsson A, Sandström B, Augustini BG, Krantz L, Fredin H, et al. Nonoperative treatment of primary anterior shoulder dislocation in patients forty years of age and younger. a prospective twenty-fi ve-year follow-up. J Bone Joint Surg Am. 2008 May; 90 (5): 945-952</font></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">5. Hintermann B, Gachter A. Arthroscopic findings after shoulder dislocation. 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Arthroscopic treatment of anterior-inferior glenohumeral instability. Two to five-year followup. J Bone Joint Surg Am. 2000; 82: 991-1003</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000184&pid=S1646-2122201200010000200007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">8. Kim SH, Ha KI, Cho YB, Ryu BD, Oh I. Arthroscopic anterior tabilization of the shoulder: two to six-year follow-up. 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Traumatic glenohumeral bone defects and their relationship to failure of arthroscopic Bankart repairs: significance of the inverted-pear glenoid and the humeral engaging Hill-Sachs lesion. Arthroscopy. 2000; 16: 677-694</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000187&pid=S1646-2122201200010000200010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font face="verdana" size="2">11. Beran MC, Donaldson CT, Bishop JY. Treatment of chronic glenoid defects in the setting of recurrent anterior shoulder instability: a systematic review. J Shoulder Elbow Surg. 2010 Jul; 19 (5): 769-780</font></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">12. Lynch JR, Clinton JM, Dewing WJ, Warme WJ, Matsen FA 3rd. Treatment of osseous defects associated with anterior shoulder instability. J Shoulder Elbow Surg. 2009; 18 (2): 317-328</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000189&pid=S1646-2122201200010000200012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font face="verdana" size="2">13. Wolf EM, Cheng JC, Dickson K. Humeral avulsion of glenohumeral ligaments as a cause of anterior shoulder instability. Arthroscopy. 1995 Oct; 11 (5): 600-607</font></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">14. Neviaser TJ.  The GLAD lesion: Another cause of anterior shoulder pain. 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Risk factors for recurrence of shoulder instability after arthroscopic Bankart repair.  J Bone Joint Surg Am. 2006; 88: 1755-1763</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000193&pid=S1646-2122201200010000200016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">17. Kralinger FS, Golser K, Wischatta R, Wambacher M, Sperner G. Predicting recurrence after primary anterior shoulder dislocation. Am J Sports Med. 2002; 30 (1): 116-120</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000194&pid=S1646-2122201200010000200017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">18. Allain J, Goutallier D, Glorion C. Long-term results of the Latarjet procedure for the treatment of anterior instability of the shoulder. J Bone Joint Surg Am. 1998; 80: 841-851</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000195&pid=S1646-2122201200010000200018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">19. Collin P, Rochcongar P, Thomazeau H.  [Treatment of chronic anterior shoulder instability using a coracoid bone block (Latarjet procedure):74 cases]. Rev Chir Orthop Reparatrice Appar Mot. 2007; 93: 126-132</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000196&pid=S1646-2122201200010000200019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">20. Hovelius L, Sandstrom B, Sundgren K, Saebo M. One hundred eighteen Bristow-Latarjet repairs for recurrent anterior dislocation of the shoulder prospectively followed for fifteen years: study Idclinical results. J Shoulder Elbow Surg . 2004; 13: 509-516</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000197&pid=S1646-2122201200010000200020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">21. Hovelius LK, Sandstrom BC, Rosmark DL, Saebo M, Sundgren KH, Malmqvist BG. Long-term results with the Bankart and Bristow-Latarjet procedures: recurrent shoulder instability and arthropathy. J Shoulder Elbow Surg. 2001; 10: 445-452</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000198&pid=S1646-2122201200010000200021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">22. Spoor AB, de Waal Malefijt J. Long-term results and arthropathy following the modified Bristow-Latarjet procedure. Int Orthop. 2005; 29: 265-267</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000199&pid=S1646-2122201200010000200022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">23. Latarjet M. [Treatment of recurrent dislocation of the shoulder.]. Lyon Chir. 1954; 49: 994-997</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000200&pid=S1646-2122201200010000200023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">24. Patte D, Bernageau J, Bancel P. The anteroinferior vulnerable point of the glenoid rim. New York: Marcel Dekker; 1985.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000201&pid=S1646-2122201200010000200024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">25. Wellmann M, Petersen W, Zantop T. Open shoulder repair of osseous glenoid defects: biomechanical effectiveness of the Latarjet procedure versus a contoured structural bone graft. Am J Sports Med. 2009; 37: 87-94</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000203&pid=S1646-2122201200010000200025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">26. Helfet AJ. Coracoid transplantation for recurring dislocation of the shoulder. J Bone Joint Surg Br. 1958; 40: 198-202</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000204&pid=S1646-2122201200010000200026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font face="verdana" size="2">27. Edwards TB, Boulahia A, Walch G. Radiographic analysis of bone defects in chronic anterior shoulder instability. Arthroscopy. 2003 Sep; 19 (7): 732-739</font></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">28. Sanders TG, Morrison WB, Miller MD. Imaging techniques for the evaluation of glenohumeral instability. Am J Sports Med . 2000; 28: 414-434</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000206&pid=S1646-2122201200010000200028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">29. Sugaya H, Moriishi J, Dohi M, Kon Y, Tsuchiya A. Glenoid rim morphology in recurrent anterior glenohumeral instability. J Bone Joint Surg Am. 2003; 85: 878-884</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000207&pid=S1646-2122201200010000200029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">30. Burkhart SS, Debeer JF, Tehrany AM. Quantifying glenoid bone loss arthroscopically in shoulder instability. Arthroscopy. 2002; 18: 488-491</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000208&pid=S1646-2122201200010000200030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">31. Roberts CP, Huysmans P, Cresswell T. The histopathology of glenoid bone lesions and its relevance to surgery for glenohumeral instability. J Bone Joint Surg Br. 2005; 90: 213</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000209&pid=S1646-2122201200010000200031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">32. Purchase RJ, Wolf EM, Hobgood ER, Pollock ME, Smalley CC. Hill-Sachs ??remplissage??: an arthroscopic solution for the engaging Hill-Sachs lesion. Arthroscopy. 2008; 24: 723-726</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000210&pid=S1646-2122201200010000200032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">33. Lafosse L, Lejeune E, Bouchard A, Kakuda C, Gobezie R, Kochhar T. The arthroscopic Latarjet procedure for the treatment of anterior shoulder instability. Arthroscopy. 2007; 23: 1-5</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000211&pid=S1646-2122201200010000200033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font face="verdana" size="2">34. Lafosse L, Boyle S. Arthroscopic Latarjet procedure. J Shoulder Elbow Surg. 2010 Mar; 19 (2): 2-12</font></p>    ]]></body>
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    <p>&nbsp;</p><a name="c"></a>    <p><b><font face="Verdana" size="2"><a href="#topc">Endereço para correspondência</a></font></b></p>    <p><font face="Verdana" size="2">João  Torres    <br>Serviço de Ortopedia e Traumatologia    <br>Centro Hospitalar S. João    <br>Alameda Prof. Hernâni Monteiro    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>4200 319 Porto</font></p>
    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Aceitação: </b> 2011-12-19</font></p>     ]]></body><back>
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