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<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1646-21222012000100003&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S1646-21222012000100003&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S1646-21222012000100003&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[O osteoma osteoide é uma patologia relativamente comum em que, muitas vezes, é necessário recorrer a outras opções para além do tratamento médico. A ressecção cirúrgica e as técnicas percutâneas permitem a destruição do ninho, proporcionando maior alívio sintomático. Estas técnicas surgiram como alternativa à cirurgia, utilizando menos recursos, provocando menos efeitos laterais e permitindo uma recuperação mais rápida. O objetivo desta revisão é obter uma perspetiva geral sobre o osteoma osteoide, particularmente o seu tratamento e em especial a ablação por radiofrequência, por ser uma alternativa consistente à ressecção cirúrgica. Deste modo, pretende-se obter uma melhor compreensão dos benefícios, indicações e limitações da ablação por radiofrequência no tratamento do osteoma osteoide. Apesar de não existirem estudos controlados comparando os diversos procedimentos disponíveis, a radiofrequência já demonstrou ser uma técnica segura e eficaz, permitindo normalmente a completa ablação do osteoma osteoide, adequada à maioria dos pacientes, possível de efetuar na maioria dos centros, de rápida execução e de baixo custo. Apresenta significativas vantagens em relação aos demais procedimentos, sendo atualmente o procedimento de destruição percutânea do ninho mais aceite. Em comparação com a cirurgia, a ablação por radiofrequência tem a mesma taxa de sucesso, recidiva e persistência, tem menos complicações, possibilita uma recuperação mais rápida e tem menor custo.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Osteoid osteoma is a relatively common condition. In its treatment several invasive options have to be considered. Surgical resection and percutaneous techniques allow the nidus destruction, providing greater symptomatic relief. These techniques have emerged as an alternative to surgery, using fewer resources, resulting in fewer side effects and allowing a faster recovery. The purpose of this paper is to obtain an overview of the osteoid osteoma and its treatment, especially the radiofrequency ablation as a consistent lternative to surgical resection. Thus, the objetive is to obtain a better understanding of the benefits, indications and limitations of radiofrequency ablation in the treatment of osteoid osteoma. Despite the lack of controlled studies comparing the various available procedures, radiofrequency has proven to be a safe and effective technique, allowing the complete ablation of osteoid osteoma, suitable for most patients, possible to perform in most centers, fast and cheap, it has significant advantages over other procedures and it is the most accepted method of nidus destruction. Compared with surgery, radiofrequency ablation has the same rate of success, recurrence and persistence, but fewer complications, faster recovery and lower cost.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b><font face="Verdana" size="2">ARTIGO DE REVISÃO</font></b></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="4">Radiofrequência. Técnica de eleição no tratamento do osteoma osteoide</font></b></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana" size="2"><b>Maribel Gomes<sup>I</sup></b>; <b>Pedro Cardoso<sup>II</sup></b></font></p>    <p><font face="Verdana" size="2">I. Serviço de Ortopedia. Hospital Geral de Santo António. Centro Hospitalar do Porto. Porto. Portugal.<br />II. Instituto de Ciências Biomédicas de Abel Salazar Universidade do Porto. Porto. Portugal.<br /></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana" size="2"><a name="topc"></a><a href="#c">Endereço para correspondência</a></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">RESUMO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O osteoma osteoide &eacute; uma patologia relativamente comum em que, muitas vezes, &eacute; necess&aacute;rio recorrer a outras op&ccedil;&otilde;es para al&eacute;m do tratamento m&eacute;dico. A ressec&ccedil;&atilde;o cir&uacute;rgica e as t&eacute;cnicas percut&acirc;neas permitem a destrui&ccedil;&atilde;o do ninho, proporcionando maior al&iacute;vio sintom&aacute;tico. Estas t&eacute;cnicas surgiram como alternativa &agrave; cirurgia, utilizando menos recursos, provocando menos efeitos laterais e permitindo uma recupera&ccedil;&atilde;o mais r&aacute;pida. O objetivo desta revis&atilde;o &eacute; obter uma perspetiva geral sobre o osteoma osteoide, particularmente o seu tratamento e em especial a abla&ccedil;&atilde;o por radiofrequ&ecirc;ncia, por ser uma alternativa consistente &agrave; ressec&ccedil;&atilde;o cir&uacute;rgica. Deste modo, pretende-se obter uma melhor compreens&atilde;o dos benef&iacute;cios, indica&ccedil;&otilde;es e limita&ccedil;&otilde;es da abla&ccedil;&atilde;o por radiofrequ&ecirc;ncia no tratamento do osteoma osteoide.</p>     <p>Apesar de n&atilde;o existirem estudos controlados comparando os diversos procedimentos dispon&iacute;veis, a radiofrequ&ecirc;ncia j&aacute; demonstrou ser uma t&eacute;cnica segura e eficaz, permitindo normalmente a completa abla&ccedil;&atilde;o do osteoma osteoide, adequada &agrave; maioria dos pacientes, poss&iacute;vel de efetuar na maioria dos centros, de r&aacute;pida execu&ccedil;&atilde;o e de baixo custo. Apresenta significativas vantagens em rela&ccedil;&atilde;o aos demais procedimentos, sendo atualmente o procedimento de destrui&ccedil;&atilde;o percut&acirc;nea do ninho mais aceite. Em compara&ccedil;&atilde;o com a cirurgia, a abla&ccedil;&atilde;o por radiofrequ&ecirc;ncia tem a mesma taxa de sucesso, recidiva e persist&ecirc;ncia, tem menos complica&ccedil;&otilde;es, possibilita uma recupera&ccedil;&atilde;o mais r&aacute;pida e tem menor custo.</p></font>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Palavras chave</b>: osteoma osteoide, ablação, radiofrequência. </font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">ABSTRACT</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Osteoid osteoma is a relatively common condition. In its treatment several invasive options have to be considered. Surgical resection and percutaneous techniques allow the nidus destruction, providing greater symptomatic relief. These techniques have emerged as an alternative to surgery, using fewer resources, resulting in fewer side effects and allowing a faster recovery. The purpose of this paper is to obtain an overview of the osteoid osteoma and its treatment, especially the radiofrequency ablation as a consistent lternative to surgical resection. Thus, the objetive is to obtain a better understanding of the benefits, indications and limitations of radiofrequency ablation in the treatment of osteoid osteoma.</p>     <p>Despite the lack of controlled studies comparing the various available procedures, radiofrequency has proven to be a safe and effective technique, allowing the complete ablation of osteoid osteoma, suitable for most patients, possible to perform in most centers, fast and cheap, it has significant advantages over other procedures and it is the most accepted method of nidus destruction. Compared with surgery, radiofrequency ablation has the same rate of success, recurrence and persistence, but fewer complications, faster recovery and lower cost.</p></font>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Key words</b>: Osteoid osteoma, ablation, radiofrequency. </font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">INTRODUÇÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O osteoma osteoide (O.O.) &eacute; o tumor &oacute;sseo benigno mais comum, sendo constitu&iacute;do por um &ldquo;ninho&rdquo; circundado por esclerose reativa. &Eacute; comum existir dor local intensa com agravamento noturno e al&iacute;vio com aspirina e outros anti-inflamat&oacute;rios n&atilde;o esteroides (AINEs). O diagn&oacute;stico pode ser histol&oacute;gico, mas &eacute; essencialmente cl&iacute;nico e imagiol&oacute;gico. A les&atilde;o &eacute; autolimitada, podendo regredir espontaneamente ou requerer interven&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica. O tratamento m&eacute;dico a longo prazo nem sempre &eacute; bem tolerado ou eficaz, sendo necess&aacute;rio recorrer &agrave; remo&ccedil;&atilde;o ou destrui&ccedil;&atilde;o do ninho para obter al&iacute;vio sintom&aacute;tico. Apesar da ressec&ccedil;&atilde;o cir&uacute;rgica ser utilizada h&aacute; v&aacute;rios anos com resultados satisfat&oacute;rios, algumas das suas limita&ccedil;&otilde;es levou ao desenvolvimento de t&eacute;cnicas menos invasivas e dispendiosas, igualmente eficazes e que possibilitam uma recupera&ccedil;&atilde;o mais r&aacute;pida.</p>
    <p>Entre as t&eacute;cnicas percut&acirc;neas, a que mais se destaca &eacute; a abla&ccedil;&atilde;o por radiofrequ&ecirc;ncia. Atrav&eacute;s de uma agulha-el&eacute;trodo adequadamente posicionada no ninho, &eacute; transmitida corrente alternada de radiofrequ&ecirc;ncia, dissipando a energia sob a forma de calor, que provoca dano celular irrevers&iacute;vel por a&ccedil;&atilde;o t&eacute;rmica. A falta de diagn&oacute;stico histol&oacute;gico &eacute; um dos principais desafios no uso da abla&ccedil;&atilde;o por radiofrequ&ecirc;ncia e de outras t&eacute;cnicas percut&acirc;neas. No entanto, o diagn&oacute;stico desta patologia sempre foi cl&iacute;nico e imagiol&oacute;gico.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">DEFINIÇÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Descrito pela primeira vez em 1930 por Bergstrand[1], o O.O. foi identificado como uma entidade patol&oacute;gica e cl&iacute;nica distinta apenas em 1935 por Jaffe[2]. &Eacute; um tumor benigno, osteobl&aacute;stico, autolimitado e quase exclusivamente solit&aacute;rio[3,4,5]. Raramente excede 1 cm de di&acirc;metro, mas por defini&ccedil;&atilde;o pode atingir at&eacute; 2 cm[4-6].</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">EPIDEMIOLOGIA</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>&Eacute; o mais comum dos tumores &oacute;sseos benignos, respons&aacute;vel por 11% destes, 5% de todos os tumores &oacute;sseos e 3% de todos os tumores &oacute;sseos prim&aacute;rios[3,5,7].<br />Apesar de ter um pico de incid&ecirc;ncia entre os 11 e os 20 anos de idade e de 90% dos casos ocorrerem entre os 5 e os 30 anos, pode afetar indiv&iacute;duos de praticamente todas as idades[5]. Apresenta predomin&acirc;ncia pelo sexo masculino, com raz&otilde;es que variam entre 1.6:1 e 4:1[8].</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">LOCALIZAÇÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O O.O. pode ocorrer em quase todos os ossos do corpo humano, contudo &eacute; mais comum nos ossos longos[4,6,8]. Nestes, a les&atilde;o envolve maioritariamente o c&oacute;rtex (47-80%), seguido pelo subperi&oacute;steo (15- 47%) e osso esponjoso (5%)[8]. A di&aacute;fise &eacute; a regi&atilde;o mais atingida, seguida pela met&aacute;fi se e, em 5% dos casos, a ep&iacute;fi se[5,6]. Nos ossos curtos das m&atilde;os e p&eacute;s, &eacute; mais comum o atingimento do osso esponjoso[8]. A les&atilde;o envolve, por ordem decrescente de frequ&ecirc;ncia: f&eacute;mur, t&iacute;bia, p&eacute;s e m&atilde;os, &uacute;mero, v&eacute;rtebras, il&iacute;aco, sacro, r&aacute;dio e c&uacute;bito[3,8]. Os ossos planos quase nunca s&atilde;o afetados[3]. Em 13% dos casos a localiza&ccedil;&atilde;o &eacute; justa ou intra-articular (anca, cotovelo e tornozelo)&nbsp; [5,6,8]. As v&eacute;rtebras s&atilde;o atingidas em 7 a 25% dos casos, predominantemente nos elementos posteriores[3,5-8].<br /><br /></p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">CLÍNICA</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>A dura&ccedil;&atilde;o dos sintomas antes do diagn&oacute;stico normalmente varia de semanas a v&aacute;rios anos[3,5,8]. A queixa de apresenta&ccedil;&atilde;o t&iacute;pica, em 70 a 80% dos casos[4,6,8] &eacute; a dor localizada, agravada durante a noite e aliviada pela aspirina e outros AINEs[3-6,8]. Se a localiza&ccedil;&atilde;o for intra ou peri-articular, a dor pode acompanhar-se de derrame articular, sinovite proliferativa, limita&ccedil;&atilde;o da amplitude dos movimentos e claudica&ccedil;&atilde;o[3,4,8]. Quando localizado na regi&atilde;o periepifis&aacute;ria dos ossos longos, pode ocorrer aumento do comprimento &oacute;sseo, atrofia muscular e diminui&ccedil;&atilde;o dos reflexos osteotendinosos[5,6,8]. Na coluna dorsal &eacute; comum a escoliose dolorosa por espasmo muscular e mesmo sintomas neurol&oacute;gicos por compress&atilde;o radicular ou medular[3-5]. Quando localizado nas m&atilde;os ou p&eacute;s, pode ocorrer edema dos tecidos moles, macrodactilia, hipocratismo digital e artrite monoarticular[4,9].<br /><br /></p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">FISIOPATOLOGIA DA DOR</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>A dor do O.O. est&aacute; relacionada com os altos n&iacute;veis de prostaglandinas E2, F, I2 e a no interior da les&atilde;o, o que explica o al&iacute;vio da dor pelos AINEs[8,10]. As prostaglandinas podem causar dor por v&aacute;rios mecanismos: efeitos vasodilatadores e vasoproliferativos locais, efeitos mediados pela bradicinina, diminui&ccedil;&atilde;o do limiar de sensibilidade das termina&ccedil;&otilde;es nociceptivas e sensibiliza&ccedil;&atilde;o para outros agentes infl amat&oacute;rios[5,8,10]. Foi ainda demonstrada a exist&ecirc;ncia de fibras nervosas desmielinizadas dentro do ninho o que tamb&eacute;m pode estar na origem da dor[8,10]. Esta hip&oacute;tese pode estar relacionada com a anterior, visto que a vasodilata&ccedil;&atilde;o e o edema&nbsp;provocam aumento da press&atilde;o no ninho, estimulando assim estas termina&ccedil;&otilde;es nervosas[8,10]. Foi descrito o agravamento da dor com a ingest&atilde;o de &aacute;lcool, mas o mecanismo desta a&ccedil;&atilde;o permanece desconhecido[3].</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">ETIOLOGIA</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Alguns estudos citogen&eacute;ticos revelaram altera&ccedil;&otilde;es cromoss&oacute;micas envolvendo dele&ccedil;&otilde;es no 22q[4,11], contudo a etiologia desta doen&ccedil;a permanece desconhecida.</p></font>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">HISTOPATOLOGIA</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>O ninho &eacute; constitu&iacute;do por trab&eacute;culas entrela&ccedil;adas de osteoide e osso reticular em remodela&ccedil;&atilde;o, apresentando um grau vari&aacute;vel de mineraliza&ccedil;&atilde;o e grandes quantidades de osteoblastos e osteoclastos num tecido fibroso altamente vascularizado[3,4,6,8]. Raramente h&aacute; forma&ccedil;&atilde;o de cartilagem[4]. O osso escler&oacute;tico que circunda o ninho pode ter uma configura&ccedil;&atilde;o lamelar ou reticular e o limite entre este e o ninho &eacute; bem definido, o que fornece uma evid&ecirc;ncia bastante forte de comportamento local indolente[4,8]. As rea&ccedil;&otilde;es escler&oacute;tica e do peri&oacute;steo s&atilde;o mais marcadas nas les&otilde;es localizadas no c&oacute;rtex do que nas situadas no sub-peri&oacute;steo e no osso esponjoso. As les&otilde;es intra-articulares n&atilde;o t&ecirc;m rea&ccedil;&atilde;o do peri&oacute;steo[4,8].</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">DIAGNÓSTICO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>A radiografia convencional &eacute; geralmente o primeiro exame a ser pedido na suspeita de O.O., embora no in&iacute;cio dos sintomas a les&atilde;o normalmente n&atilde;o tenha tradu&ccedil;&atilde;o radiogr&aacute;fica[7]. Outra limita&ccedil;&atilde;o deste exame &eacute; a identifica&ccedil;&atilde;o de les&otilde;es intra-articulares, bem como as localizadas no sub-peri&oacute;steo, osso esponjoso, ep&iacute;fise ou met&aacute;fise[3,4,6]. O ninho &eacute; radiotransparente com esclerose reativa circundante radiopaca; por vezes a esclerose &eacute; t&atilde;o pronunciada e mal defi nida, que oculta o ninho[4,5,7] (<a href="/img/revistas/rpot/v20n1/20n1a03f1.jpg">Figura 1</a>). Podem ainda existir sinais radiogr&aacute;ficos secund&aacute;rios como osteoporose regional ou deformidades &oacute;sseas[3].</p>    
<p>&nbsp;</p>    <p>    <center><a href="/img/revistas/rpot/v20n1/20n1a03f1.jpg">Figura 1</a></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Por ser um excelente exame na identifica&ccedil;&atilde;o precisa da localiza&ccedil;&atilde;o do ninho, da extens&atilde;o do envolvimento &oacute;sseo (especialmente em les&otilde;es intraarticulares) e na avalia&ccedil;&atilde;o de recidivas, a Tomografia Axial Computorizada (TAC) deve ser realizada quando a radiografia n&atilde;o for conclusiva (<a href="/img/revistas/rpot/v20n1/20n1a03f1.jpg">Figura 1</a>), quando existir tumor residual ou recidivado, quando o tumor atingir &aacute;reas delicadas como a coluna, e para programa&ccedil;&atilde;o cir&uacute;rgica[3,5,6,8]. Particularmente a TAC com cortes finos, direcionada para um local espec&iacute;fico pelos achados da radiografia ou da Cintigrafi a &Oacute;ssea, pode revelar-se essencial na identifica&ccedil;&atilde;o de uma les&atilde;o muito pequena ou de um ninho ocultado pela esclerose reativa circundante; contudo, a TAC pode falhar o diagn&oacute;stico de les&otilde;es localizadas no osso esponjoso[3-5,7].</p>
    
<p>A Cintigrafia &Oacute;ssea com 99mTc, por ser muito sens&iacute;vel, &eacute; &uacute;til quando n&atilde;o se identifica o tumor na radiografia, principalmente nos estadios precoces[3-5,7,12]. Est&aacute; descrita uma sensibilidade de 100% no diagn&oacute;stico do O.O., sendo atualmente o exame que deteta com maior exatid&atilde;o a sua localiza&ccedil;&atilde;o[7]. Este exame tamb&eacute;m &eacute; &uacute;til no diagn&oacute;stico de les&otilde;es intra-articulares, na exclus&atilde;o de processos multic&ecirc;ntricos, na localiza&ccedil;&atilde;o da les&atilde;o (pr&eacute; ou intraoperat&oacute;ria, ou para an&aacute;lise histol&oacute;gica) e na confirma&ccedil;&atilde;o p&oacute;s-cir&uacute;rgica da ressec&ccedil;&atilde;o do tumor[3,12]. O ninho &eacute; uma les&atilde;o &ldquo;quente&rdquo; durante as fases precoce e tardia, com capta&ccedil;&atilde;o aumentada e bem definida dos is&oacute;topos radioativos que pode ser explicada pela vasculariza&ccedil;&atilde;o e mineraliza&ccedil;&atilde;o aumentadas[5,6]. Circundando o ninho, h&aacute; uma zona maior de radioatividade, que corresponde &agrave; esclerose &oacute;ssea reativa - sinal de dupla densidade[5,8].</p>
    <p>A Resson&acirc;ncia Magn&eacute;tica (RM) tem aplica&ccedil;&atilde;o limitada no diagn&oacute;stico do O.O. e a taxa de diagn&oacute;sticos errados ronda os 35%[4,5,13]. Contudo, a RM com gadol&iacute;nio pode ser mais sens&iacute;vel do que a TAC nas les&otilde;es n&atilde;o corticais e intra-articulares[3,13]. Normalmente, o ninho &eacute; iso ou hipointenso em T1 e varia de hipo a hiperintenso em T2. A esclerose circundante &eacute; hiperintensa em T2. Pode tamb&eacute;m haver intensifica&ccedil;&atilde;o do sinal da medula &oacute;ssea e dos tecidos moles adjacentes inflamados[8,13].</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>O diagn&oacute;stico diferencial do O.O. &eacute; feito essencialmente com o osteoblastoma. Este &eacute; morfol&oacute;gica e histologicamente id&ecirc;ntico, mas n&atilde;o &eacute; autolimitado e &eacute; maior que 2 cm[4,6-8]. O osteoblastoma atinge preferencialmente o esqueleto axial, apresenta frequentemente altera&ccedil;&otilde;es c&iacute;sticas ou cartilagem, pode estender-se aos tecidos moles adjacentes, e raramente produz esclerose &oacute;ssea reativa ou apresenta a cl&iacute;nica t&iacute;pica do O.O.[6,7,8]. Outros diagn&oacute;sticos diferenciais a ter em conta s&atilde;o a enostose, a Artrite Reumatoide ou artrite s&eacute;ptica, as fraturas de stress, os abcessos intracorticais e o osteossarcoma[4-7].</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">PROGNÓSTICO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>O progn&oacute;stico do O.O. &eacute; excelente e, apesar de ter cursos cl&iacute;nicos vari&aacute;veis e imprevis&iacute;veis, o crescimento &eacute; limitado e as recidivas s&atilde;o raras[4]. As les&otilde;es podem persistir sintom&aacute;ticas durante anos ou involuir espontaneamente, sofrendo mineraliza&ccedil;&atilde;o e fundindo-se com a zona de esclerose[3-6,8]. As les&otilde;es intra-articulares est&atilde;o associadas a resposta inflamat&oacute;ria sinovial linfofolicular que pode lesar a cartilagem articular e resultar em artrose[3].</p></font>    <p>&nbsp;</p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b><font face="Verdana" size="2">TRATAMENTO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Para alguns pacientes (30 a 90%), o tratamento m&eacute;dico &eacute; sufi ciente para o al&iacute;vio da dor a longo prazo, podendo ser t&atilde;o eficaz como a remo&ccedil;&atilde;o da les&atilde;o[5,14,15]. Devido &agrave; natureza autolimitada do O.O. e ao seu potencial de resolver espontaneamente, entre 2 a 15 anos, o tratamento inicial &eacute; m&eacute;dico[14].</p>
    <p>O tratamento m&eacute;dico baseia-se no &aacute;cido acetilsalic&iacute;lico e outros AINEs. Alguns autores demonstraram haver melhor resposta da dor aos inibidores seletivos da COX-2 do que aos AINEs convencionais[16]. Quando o tratamento m&eacute;dico &eacute; institu&iacute;do, deve-se realizar controlo radiogr&aacute;fico em intervalos de 3 a 6 meses, para avaliar se existem altera&ccedil;&otilde;es sugestivas da cura da les&atilde;o (ossifi ca&ccedil;&atilde;o do ninho e aumento da forma&ccedil;&atilde;o de osso &agrave; volta do mesmo). Os principais motivos de fal&ecirc;ncia do tratamento s&atilde;o o al&iacute;vio inefi caz da dor, a diminui&ccedil;&atilde;o do efeito analg&eacute;sico com o passar do tempo e a intoler&acirc;ncia &agrave; administra&ccedil;&atilde;o a longo prazo de AINEs devido aos seus efeitos laterais[3,14,17].</p>
    <p>O tratamento cir&uacute;rgico convencional consiste na ressec&ccedil;&atilde;o cir&uacute;rgica ou curetagem, sendo aconselhado fazer uma radiografia da pe&ccedil;a operat&oacute;ria para confirmar que o ninho foi totalmente excisado[18,19]. Contudo, podem existir difi culdades na localiza&ccedil;&atilde;o per-operat&oacute;ria da les&atilde;o. Foi descrita a identifica&ccedil;&atilde;o das les&otilde;es com luz ultravioleta ap&oacute;s a administra&ccedil;&atilde;o e tetraciclina 1 a 2 dias antes do procedimento[20] mas esta t&eacute;cnica parece ultrapassada pelo uso peroperat&oacute;rio de radioscopia e TAC.</p>
    <p>A ressec&ccedil;&atilde;o do ninho, em bloco com o osso adjacente, tem maior efic&aacute;cia relativamente &agrave; curetagem. Mas esta, por n&atilde;o ser t&atilde;o agressiva, &eacute; prefer&iacute;vel quando a localiza&ccedil;&atilde;o da les&atilde;o &eacute; superficial ou n&atilde;o permite uma ressec&ccedil;&atilde;o muito alargada[19-21]. Al&eacute;m disso, proporciona uma recupera&ccedil;&atilde;o mais r&aacute;pida e menos complica&ccedil;&otilde;es; contudo a taxa de recidiva e persist&ecirc;ncia dos sintomas &eacute; maior[19-21]. Normalmente a dor alivia completamente ap&oacute;s a remo&ccedil;&atilde;o ou a destrui&ccedil;&atilde;o do ninho. Se tal n&atilde;o acontecer, ou se a dor<br />recorrer alguns meses ou anos depois, &eacute; indicativo da remo&ccedil;&atilde;o ou destrui&ccedil;&atilde;o incompleta do ninho ou da exist&ecirc;ncia de les&otilde;es multifocais[3,8].</p>
    <p>Estes procedimentos s&atilde;o dispendiosos, requerem anestesia geral e internamento, a recupera&ccedil;&atilde;o &eacute; lenta, a morbilidade &eacute; significativa e, particularmente a ressec&ccedil;&atilde;o em bloco, coloca em risco mec&acirc;nico o osso atingido, podendo ser necess&aacute;rio recorrer a enxertos &oacute;sseos ou fixa&ccedil;&atilde;o interna para prevenir fraturas[18,22]. Estas t&eacute;cnicas est&atilde;o contraindicadas quando a les&atilde;o se localiza numa &aacute;rea de dif&iacute;cil acesso ou quando a sua remo&ccedil;&atilde;o resulte em maior morbilidade do que a j&aacute; existente.</p>
    <p>As t&eacute;cnicas &ldquo;minimamente invasivas&rdquo; s&atilde;o seguras, pouco dispendiosas, podem ser feitas com anestesia local, regional ou seda&ccedil;&atilde;o, permitem a destrui&ccedil;&atilde;o do ninho sem excis&atilde;o significativa do osso adjacente, s&atilde;o realizadas em ambulat&oacute;rio ou em internamentos de curta dura&ccedil;&atilde;o, a recupera&ccedil;&atilde;o &eacute; r&aacute;pida e tanto as complica&ccedil;&otilde;es como as recidivas s&atilde;o raras, constituindo assim uma alternativa &agrave;s t&eacute;cnicas convencionais[19,23]. Contudo, estas t&eacute;cnicas normalmente t&ecirc;m aplica&ccedil;&atilde;o limitada em O.O. recidivantes, da coluna, pr&oacute;ximos a estruturas nervosas ou em ossos muito pequenos[5,19,24]. A incapacidade de realizar um exame histol&oacute;gico da les&atilde;o constitui uma desvantagem na maioria dos casos; todavia, alguns dos procedimentos permitem a realiza&ccedil;&atilde;o pr&eacute;via de uma bi&oacute;psia[24,25]. Estas t&eacute;cnicas t&ecirc;m-se tornado o tratamento de escolha do O.O. com taxas de sucesso entre os 80 e os 100%, incluindo a excis&atilde;o&nbsp; percut&acirc;nea do ninho e a destrui&ccedil;&atilde;o do mesmo por inje&ccedil;&atilde;o de etanol, crioabla&ccedil;&atilde;o, abla&ccedil;&atilde;o a laser ou radiofrequ&ecirc;ncia[19].</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">TÉCNICAS MINIMAMENTE INVASIVAS</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Excis&atilde;o percut&acirc;nea do ninho guiada por TAC. &Eacute; feita uma pequena incis&atilde;o para permitir a introdu&ccedil;&atilde;o de uma broca canulada ou cureta, que remove completamente a les&atilde;o, permitindo o exame histol&oacute;gico[18,23]. A taxa de sucesso ronda os 77 a 100%[5,18,19]. O al&iacute;vio dos sintomas n&atilde;o &eacute; t&atilde;o imediato como o das t&eacute;cnicas convencionais, a dura&ccedil;&atilde;o do procedimento &eacute; maior do que com as restantes t&eacute;cnicas minimamente invasivas e &eacute; mais agressivo[18,26]. As complica&ccedil;&otilde;es podem atingir os 24% e incluem queimadura dos tecidos durante o procedimento, hematomas, paresia transit&oacute;ria, osteomielite e fraturas[23,26,27].</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Existem v&aacute;rias t&eacute;cnicas de destrui&ccedil;&atilde;o do ninho, mas o procedimento &eacute; relativamente comum a todas elas: uma agulha guiada por imagem (normalmente a TAC) &eacute; inserida at&eacute; ao centro do ninho, sendo posteriormente destru&iacute;do por energia qu&iacute;mica (etanol) ou t&eacute;rmica (crioterapia, laser, radiofrequ&ecirc;ncia).</p>
    <p>A inje&ccedil;&atilde;o de etanol &eacute; normalmente combinada com outras t&eacute;cnicas como a excis&atilde;o percut&acirc;nea ou a radiofrequ&ecirc;ncia, consistindo na inje&ccedil;&atilde;o de etanol em alta concentra&ccedil;&atilde;o que causa desidrata&ccedil;&atilde;o celular[18,28]. O uso desta t&eacute;cnica &eacute; raro no O.O. A sua principal limita&ccedil;&atilde;o &eacute; a aleatoriedade da difus&atilde;o do etanol, que pode resultar em fal&ecirc;ncia do tratamento ou outras complica&ccedil;&otilde;es. Para al&eacute;m disso, ainda existem d&uacute;vidas se a inje&ccedil;&atilde;o de etanol consegue aumentar significativamente a efic&aacute;cia dos procedimentos a que est&aacute; associada que, s&oacute; por si, j&aacute; t&ecirc;m elevada efic&aacute;cia[28].</p>
    <p>Os ciclos de congelamento e descongelamento do ninho (crioabla&ccedil;&atilde;o) provocam a morte celular por desnatura&ccedil;&atilde;o proteica e rotura das membranas celulares[18]. A principal vantagem desta t&eacute;cnica &eacute; a possibilidade de visualizar por RM e em tempo real o tecido congelado (que corresponder&aacute; &agrave; &aacute;rea de necrose). &Eacute; um procedimento demorado, dispendioso e muito pouco utilizado[18].</p>
    <p>A energia proveniente do feixe de Laser provoca necrose por coagula&ccedil;&atilde;o do ninho, controlada e bem delimitada, e a sua dimens&atilde;o &eacute; proporcional &agrave; quantidade de energia aplicada[18,29]. Esta t&eacute;cnica &eacute; compat&iacute;vel com a RM, pode ser utilizada nos O.O. da coluna, o tempo de execu&ccedil;&atilde;o &eacute; curto, o al&iacute;vio sintom&aacute;tico &eacute; bastante r&aacute;pido e a taxade sucesso varia entre os 87 e os 100%[5,18,29]. &Eacute;,&nbsp; por&eacute;m, uma t&eacute;cnica ainda em desenvolvimento, requer pessoal especializado, n&atilde;o permite resultados confi&aacute;veis no exame histol&oacute;gico e tanto o custo como a taxa de complica&ccedil;&otilde;es &eacute; maior do que com a radiofrequ&ecirc;ncia[5,18].</p>
    <p>Quando a corrente de radiofrequ&ecirc;ncia atravessa um determinado campo, ocorrem movimentos oscilat&oacute;rios dos i&otilde;es e das mol&eacute;culas de &aacute;gua, que, ao provocarem fric&ccedil;&atilde;o, libertam energia sob a forma de calor, provocando morte celular por necrose de coagula&ccedil;&atilde;o[30]. Esta t&eacute;cnica consiste em colocar um el&eacute;trodo, ligado a um gerador de radiofrequ&ecirc;ncia, no centro do ninho, elevando-se a temperatura local por alguns minutos de modo a destru&iacute;-lo. Pode ser usada seda&ccedil;&atilde;o consciente e raquianestesia, ontudo, a anestesia geral &eacute; mais defendida visto que muitos pacientes n&atilde;o toleram permanecer acordados durante o procedimento[18,27,31]. Um dos aspetos mais importantes &eacute; planear o acesso &agrave; les&atilde;o: geralmente &eacute; escolhido o trajeto de menor dist&acirc;ncia atrav&eacute;s do osso at&eacute; ao tumor que evite dano a estruturas importantes, mas se o acesso direto for inseguro ou de dif&iacute;cil execu&ccedil;&atilde;o, pode ser utilizada uma abordagem trans&oacute;ssea, perfurando toda a espessura do osso a partir do lado contralateral[18,27,31,32]. Se for necess&aacute;rio penetrar atrav&eacute;s de osso cortical muito denso, podem ser usadas brocas ou trepinas (orientadas por um fio guia) at&eacute; atingir o centro do ninho (<a name="topf2"></a><a href="#f2">Figura 2</a>). Pode ent&atilde;o proceder-se &agrave; biopsia ou passar-se diretamente &agrave; termoabla&ccedil;&atilde;o[27,31].</p>    <p>&nbsp;</p><a name="f2"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v20n1/20n1a03f2.jpg" width="364" height="364" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    <p>A taxa de complica&ccedil;&otilde;es da radiofrequ&ecirc;ncia &eacute; baixa (1,8%), podendo verificar-se hemorragia, edema, inflama&ccedil;&atilde;o ou queimaduras e altera&ccedil;&otilde;es neurovasculares[18,27,31]. Estas duas &uacute;ltimas complica&ccedil;&otilde;es obrigam a alguma pondera&ccedil;&atilde;o nas les&otilde;es da m&atilde;o e da coluna vertebral[27,33]. O sucesso desta t&eacute;cnica ronda os 86,5%[7].</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Apesar do osso cortical poder ser uma barreira relativa &agrave; transmiss&atilde;o de calor, diversos resultados laboratoriais e cl&iacute;nicos indicam que este pode n&atilde;o ser um isolador fidedigno. Assim, o tratamento dos O.O. da coluna e da m&atilde;o com a radiofrequ&ecirc;ncia tem sido feito (<a name="topf3"></a><a href="#f3">Figura 3</a>) mas ainda n&atilde;o &eacute; consensual, pelo risco de les&atilde;o de estruturas nervosas[27,33].</p>    <p>&nbsp;</p><a name="f3"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v20n1/20n1a03f3.jpg" width="366" height="279" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">DISCUSSÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>A radiofrequ&ecirc;ncia tem vantagens significativas quando comparada com as restantes t&eacute;cnicas minimamente invasivas e tamb&eacute;m as convencionais. Apesar de os resultados obtidos com algumas dessas t&eacute;cnicas parecerem promissores, os dados dispon&iacute;veis ainda s&atilde;o bastante limitados[18,30].</p>
    <p>Um estudo comparativo do tratamento do O.O. com cirurgia convencional e abla&ccedil;&atilde;o por radiofrequ&ecirc;ncia n&atilde;o encontrou diferen&ccedil;as estatisticamente significativas entre a incid&ecirc;ncia de recidivas; todavia, o tempo m&eacute;dio de estadia no hospital foi de 4,7 e de 0,18 dias, respetivamente[22]. Quando se comparam estes dois procedimentos, a radiofrequ&ecirc;ncia tem a mesma taxa de sucesso, taxa de recidiva compar&aacute;vel, menos complica&ccedil;&otilde;es, recupera&ccedil;&atilde;o mais r&aacute;pida e custo significativamente menor[18,31]. Contudo, seria desej&aacute;vel que se realizassem estudos controlados com per&iacute;odos de follow-up prolongados, para comparar a radiofrequ&ecirc;ncia com as t&eacute;cnicas convencionais e tamb&eacute;m com as outras t&eacute;cnicas atuais.</p>
    <p>As pequenas dimens&otilde;es do O.O. permitem normalmente a completa abla&ccedil;&atilde;o por&nbsp; radiofrequ&ecirc;ncia, sendo esta uma t&eacute;cnica segura, eficaz no al&iacute;vio sintom&aacute;tico, adequada &agrave; maioria dos pacientes, poss&iacute;vel de efetuar na maioria dos centros, de r&aacute;pida execu&ccedil;&atilde;o e de custo relativamente baixo[5,32]. A taxa de sucesso &eacute; alta, a taxa de complica&ccedil;&otilde;es &eacute; bastante baixa e a recupera&ccedil;&atilde;o &eacute; r&aacute;pida, geralmente n&atilde;o sendo necess&aacute;rio internamento[32].</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A radiofrequ&ecirc;ncia &eacute; uma t&eacute;cnica largamente usada, com resultados consistentes em diversos estudos, sendo atualmente o procedimento de destrui&ccedil;&atilde;o percut&acirc;nea do ninho mais aceite, mesmo em algumas les&otilde;es vertebrais.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</font></b></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">1. Bergstrand H. Uber eine eigenartige, warscheinlich bisher icht beschriebene osteoblastische Krankheit in den langen Knochen in der Hand und des Fusses. Ata Radiol. 1930; 11: 596-613</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000096&pid=S1646-2122201200010000300001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font face="verdana" size="2">2. Jaffe HL. ?Osteoid-osteoma? a benign osteoblastic tumor composed of osteoid and atypical bone. Arch Surg. 1935 Nov; 31 (5): 709-728</font></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">3. Kitsoulis P, Mantellos G, Vlychou M. Osteoid Osteoma. Ata Orthop Belg. 2006; 72 (2): 119-125</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000098&pid=S1646-2122201200010000300003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font face="verdana" size="2">4. Klein MJ, Parisien MV, Stock RS. Osteoid Osteoma. In Fletcher CDM, Unni KK, Mertens F, editors. Pathology and genetics of tumours of soft tissue and bone. Lyon: IARC Press; 2002. p. 260-261.</font></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">5. Lee EH, Shafi M, Hui JH. Osteoid osteoma: a current review. J Pediatr Orthop. 2006; 26 (5): 695-700</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000100&pid=S1646-2122201200010000300005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">6. Greenspan A. Benign bone-forming lesions: osteoma, osteoid osteoma, and osteoblastoma.  Skeletal Radiol. 1993; 22: 485-500</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000101&pid=S1646-2122201200010000300006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font face="verdana" size="2">7. Rankine JJ. The diagnosis and percutaneous treatment of osteoid osteomas. Current Orthopaedics. 2007 Dec; 21 (6): 464-470</font></p>    ]]></body>
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<body><![CDATA[<p><b><font face="Verdana" size="2"><a href="#topc">Endereço para correspondência</a></font></b></p>    <p><font face="Verdana" size="2">Pedro Cardoso    <br>Hospital de Santo António    <br>Serviço de Ortopedia    <br>Largo Professor Abel Salazar    <br>4099-001 Porto    <br>Portugal    <br><a href="mailto:maribelgomes@gmail.com">maribelgomes@gmail.com</a></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Aceitação: </b> 2011-08-17</font></p>    ]]></body>
<body><![CDATA[ ]]></body><back>
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<label>1</label><nlm-citation citation-type="journal">
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<surname><![CDATA[Bergstrand]]></surname>
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<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Uber eine eigenartige, warscheinlich bisher icht beschriebene osteoblastische Krankheit in den langen Knochen in der Hand und des Fusses]]></article-title>
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