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<journal-title><![CDATA[Revista Portuguesa de Ortopedia e Traumatologia]]></journal-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Objetive: To report a case series of women with dyspareunia who had no gynecological or emotional causes and had pubalgia as differential diagnosis. Methods: 15 women were evaluated with ages between 20 and 64 years, mean 33,1 years, that presented as main complain dyspareunia. Historic and physical examination were conducted, radiographs of the pelvis and magnetic resonance imaging in the cases with normal radiographs . After diagnosis, treatment given was with anti-inflammatory (cox 2), physiotherapy and corticosteroid infiltration in refractory cases. After 60 days, pacients were evaluated for treatment adherence and clinical results. Results: At baseline was found that 66,7% of the patients were sedentary, 26,6% presented previous gynecological surgery, 46,7% had previous pregnancy history and 66,7% presented radiographic changes pubic symphysis. After 60 days it was founded that 73,3% underwent the treatment, from which 36,3% required infiltration with corticosteroid. As for the evaluation of the dyspareunia, 80% reported to be cured or had a partial improvement.When comparing the results obtained after 60 days and the variables in question on Fisher's study, it appears that the only variable that is significantly associated to the result after 60 days is: Physiotherapy. For this variable it is observed that all cured patients (100%) had physiotherapy and those who remained the same, all (100%) did not undergo physiotherapy. (p=0,009). Conclusion: Pubalgia must be considered by the health professional as one of the dyspareunia's causes, avoiding lack of diagnosis and delay on treatment. Conservative treatment, dispite of the reduced sample, shows satisfatory results when there is adherence to treatment.]]></p></abstract>
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<kwd lng="en"><![CDATA[osteitis pubis]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b><font face="Verdana" size="2">ARTIGO ORIGINAL</font></b></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="4">Pubalgia como uma das causas de dispareunia</font></b></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana" size="2"><b>Ademir Schuroff<sup>I</sup></b>; <b>Marco Pedroni<sup>I</sup></b>; <b>Mark Deeke<sup>I</sup></b>; <b>Josieano Valério<sup>I</sup></b>; <b>Maria Vargas<sup>I</sup></b>; <b>Renato Locks<sup>I</sup></b>; <b>Raphael Brandão<sup>I</sup></b></font></p>    <p><font face="Verdana" size="2">I. Grupo de Cirurgia do Quadril. Hospital Universitário de Cajuru e Clínica Privada. Brasil.<br /></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana" size="2"><a name="topc"></a><a href="#c">Endereço para correspondência</a></font></p>    <p>&nbsp;</p>
    <p><b><font face="Verdana" size="2">RESUMO</font></b></p><font face="verdana" size="2">
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Objetivo: Relatar uma s&eacute;rie de casos de mulheres portadoras de dispareunia, que n&atilde;o apresentavam causas ginecol&oacute;gicas ou 
emocionais e tiveram como diagn&oacute;stico diferencial a pubalgia. M&eacute;todos: Foram avaliadas 15 mulheres com idade entre 20 e 64 anos, 
m&eacute;dia 33,1anos, estas apresentavam como queixa principal a dispareunia. Realizou-se hist&oacute;ria e exame f&iacute;sico, radiografias de 
pelve e resson&acirc;ncia nuclear magn&eacute;tica nos casos com radiografias normais. Ap&oacute;s o diagn&oacute;stico foi indicado tratamento 
com antiinflamat&oacute;rio (cox 2), fisioterapia e infiltra&ccedil;&atilde;o com corticoester&oacute;ide nos casos refrat&aacute;rios. Ap&oacute;s 
60 dias, avaliou-se as pacientes quanto a ades&atilde;o ao tratamento e resultado cl&iacute;nico. Resultados: Na avalia&ccedil;&atilde;o inicial 
constatou-se que 66,7% das pacientes eram sedent&aacute;rias, 26,6% apresentavam cirurgia ginecol&oacute;gica pr&eacute;via, 46,7% tinham 
hist&oacute;ria gestacional pr&eacute;via e 66,7% apresentavam altera&ccedil;&otilde;es radiogr&aacute;ficas na s&iacute;nfise p&uacute;bica. 
Ap&oacute;s 60 dias verificou-se que 73,3% realizaram o tratamento proposto, destas, 36,3% necessitaram infiltra&ccedil;&atilde;o com 
corticoester&oacute;ide. Na avalia&ccedil;&atilde;o quanto &agrave; dispareunia, 80% se disseram curadas ou com melhora parcial. Na 
compara&ccedil;&atilde;o entre os resultados obtidos ap&oacute;s 60 dias e as vari&aacute;veis em quest&atilde;o no estudo Fisher, verifica-se que a 
&uacute;nica vari&aacute;vel que est&aacute; significativamente associada com o resultado ap&oacute;s 60 dias &eacute;: fisioterapia. Observa-se, 
para esta vari&aacute;vel, que os pacientes Curados todos (100%) fizeram fisioterapia e os que permaneceram Igual, todos (100%) n&atilde;o 
realizaram fisioterapia (p=0,009). Conclus&atilde;o: A pubalgia deve ser lembrada pelo profissional de sa&uacute;de com uma das causas de dispareunia, evitando o n&atilde;o diagn&oacute;stico e retardo no tratamento. O tratamento conservador, apesar da amostra reduzida, apresentou resultados satisfat&oacute;rios quando as pacientes aderiram ao tratamento.</p></font>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Palavras chave</b>: pubalgia, dispareunia, mulheres, osteíte púbica. </font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">ABSTRACT</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Objetive: To report a case series of women with dyspareunia who had no gynecological or emotional causes and had pubalgia as differential diagnosis. Methods: 15 women were evaluated with ages between 20 and 64 years, mean 33,1 years, that presented as main complain dyspareunia. Historic and physical examination were conducted, radiographs of the pelvis and magnetic resonance imaging in the cases with normal radiographs . After diagnosis, treatment given was with anti-inflammatory (cox 2), physiotherapy and corticosteroid infiltration in refractory cases. After 60 days, pacients were evaluated for treatment adherence and clinical results. Results: At baseline was found that 66,7% of the patients were sedentary, 26,6% presented previous gynecological surgery, 46,7% had previous pregnancy history and 66,7% presented radiographic changes pubic symphysis. After 60 days it was founded that 73,3% underwent the treatment, from which 36,3% required infiltration with corticosteroid. As for the evaluation of the dyspareunia, 80% reported to be cured or had a partial improvement.When comparing the results obtained after 60 days and the variables in question on Fisher's study, it appears that the only variable that is significantly associated to the result after 60 days is: Physiotherapy. For this variable it is observed that all cured patients (100%) had physiotherapy and those who remained the same, all (100%) did not undergo physiotherapy. (p=0,009). Conclusion: Pubalgia must be considered by the health professional as one of the dyspareunia's causes, avoiding lack of diagnosis and delay on treatment. Conservative treatment, dispite of the reduced sample, shows satisfatory results when there is adherence to treatment.</p></font>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Key words</b>: Pubalgia, dyspareunia, women, osteitis pubis. </font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">INTRODUÇÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>A pubalgia &eacute; uma doen&ccedil;a inflamat&oacute;ria dolorosa que envolve os ossos p&uacute;bicos, a s&iacute;nfise p&uacute;bica e as estruturas adjacentes[1]. A incid&ecirc;ncia em atletas varia de 0,5 a 7% e na popula&ccedil;&atilde;o em geral n&atilde;o tem sido relatada[2].</p>
    <p>A patog&ecirc;nese da pubalgia n&atilde;o &eacute; clara, microtraumas periostais na s&iacute;nfise como nas inser&ccedil;&otilde;es musculares, s&atilde;o um dos fatores etiol&oacute;gicos comuns, assim como desequil&iacute;brios da musculatura da regi&atilde;o adutores, retos abdominais, e dos m&uacute;sculos dos quadril, coxa e coluna. Alem disso fatores mec&acirc;nicos como artrose de quadril e impacto femoro acetabulares, podem tamb&eacute;m estar associados a g&ecirc;nese dos sintomas da pubalgia[1,3].</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os sintomas incluem dor localizada na s&iacute;nfise p&uacute;bica ou irradiada para baixo ventre, costas, per&iacute;neo ou parte interna da coxa ao caminhar, correr, subir escadas, espirrar ou durante o ato sexual (Dispareunia) [4,5].</p>
    <p>A Dispareunia &eacute; um sintoma com amplo diagn&oacute;stico diferencial e exige anamnese e exame f&iacute;sico detalhados. Do ponto de vista musculoesquel&eacute;tico, a pubalgia, miopatias do assoalho p&eacute;lvico e a fibromialgia, tem recebido relatos como causa deste sintoma[5].</p>
    <p>Os exames de imagem que auxiliam no diagn&oacute;stico de modo complementar s&atilde;o radiografias anteroposterior da bacia com apoio bi-pod&aacute;lico ou monopod&aacute;lico, radiografias em incid&ecirc;ncia Inlet e Outlet, ultrassonografia, cintilografia &oacute;ssea e resson&acirc;ncia magn&eacute;tica[6].</p>
    <p>O objetivo deste estudo &eacute; relatar uma s&eacute;rie de casos de mulheres portadoras de dispareunia, que n&atilde;o apresentavam causas ginecol&oacute;gicas ou emocionais, diagnosticadas pelo medico ginecologista, mas que foram avaliadas pelo ortopedista, tiveram como diagn&oacute;stico diferencial a pubalgia.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">MÉTODOS</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Foram inclu&iacute;das no estudo inicialmente 18 mulheres, destas, tr&ecirc;s perderam segmento e foram exclu&iacute;das. Faixa et&aacute;ria do grupo ficou distribu&iacute;da entre 20 e 64 anos, m&eacute;dia 33,1 (DP 12,2), as mesmas procuraram atendimento em consult&oacute;rio especializado em ginecologia com queixa de dispareunia.</p>
    <p>Durante o exame, realizado pelo m&eacute;dico ginecologista, notou-se que as pacientes apresentavam exame ginecol&oacute;gico e emocional normal. Queixavam dor &agrave; palpa&ccedil;&atilde;o, durante o exame de toque vaginal, da s&iacute;nfise p&uacute;bica e estruturas circundantes. Todas as pacientes foram examinadas pela mesma profissional, que subsequentemente encaminhou-as &agrave; avalia&ccedil;&atilde;o ortop&eacute;dica no per&iacute;odo de dezembro de 2005 &agrave; julho de 2010.</p>
    <p>A avalia&ccedil;&atilde;o ortop&eacute;dica tamb&eacute;m foi realizada pelo mesmo profissional em sua totalidade, as pacientes eram questionadas quanto a idade, profiss&atilde;o, pr&aacute;tica de atividade f&iacute;sica, presen&ccedil;a de dor durante a atividade f&iacute;sica nas praticantes, hist&oacute;ria patol&oacute;gica pregressa e gestacional (parto normal ou ces&aacute;rio) .</p>
    <p>No exame f&iacute;sico realizou-se a palpa&ccedil;&atilde;o superficial do p&uacute;bis e estruturas circundantes, manobra de adu&ccedil;&atilde;o contra resist&ecirc;ncia de membros inferiores e flex&atilde;o abdominal com adu&ccedil;&atilde;o simult&acirc;nea de membros inferiores (Manobra de Grava)[7] e manobras cl&aacute;ssicas de exame f&iacute;sico do quadril.</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Todas as pacientes foram submetidas a exame radiol&oacute;gico de pelve na incid&ecirc;ncia antero-posterior sem apoio e inlet e outlet. Algumas pacientes com dores mais exacerbadas ao exame clinico, foram solicitadas exame de Resson&acirc;ncia Nuclear Magn&eacute;tica (RNM) da Pelve nas pacientes com radiografias sem altera&ccedil;&otilde;es.</p>
    <p>Realizada o diagn&oacute;stico de pubalgia atrav&eacute;s dos achados cl&iacute;nicos e de imagem, as mesmas receberam prescri&ccedil;&atilde;o de antiinflamat&oacute;rio n&atilde;o esteroide (Cox 2) durante 10 dias e fisioterapia (10 sess&otilde;es, inicialmente) com &ecirc;nfase na corre&ccedil;&atilde;o dos desequil&iacute;brios de partes moles e reeduca&ccedil;&atilde;o do equil&iacute;brio propriocetivo muscular e postural de coluna/ quadril. As pacientes que ap&oacute;s o t&eacute;rmino das 10 primeiras sess&otilde;es, n&atilde;o apresentavam melhora dos sintomas eram submetidas a infiltra&ccedil;&atilde;o com corticoester&oacute;ide na s&iacute;nfise p&uacute;bica e reencaminhadas a fisioterapia.</p>
    <p>Ap&oacute;s 60 dias da primeira consulta, as pacientes foram reavaliadas e questionadas quanto a ades&atilde;o ao tratamento fisioter&aacute;pico, postural proposto e quanto a evolu&ccedil;&atilde;o do quadro cl&iacute;nico em rela&ccedil;&atilde;o ao inicio do tratamento, dividido da seguinte forma:<br />- Pior ( Aumento da intensidade da dispareunia)<br />- Igual (mesma intensidade)<br />- Melhora parcial (Dispareunia eventual)<br />- Cura</p></font>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Análise Estatística</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Os dados foram analisados atrav&eacute;s de tabelas, gr&aacute;ficos, estat&iacute;sticas descritivas. O seguinte teste estat&iacute;stico foi realizado:</p>
    <p>- Teste Exato de Fisher para a verifica&ccedil;&atilde;o de associa&ccedil;&atilde;o entre as vari&aacute;veis qualitativas;</p>
    <p>Para o teste acima citado o n&iacute;vel de signific&acirc;ncia m&aacute;ximo assumido foi de 5% (p&lt;=0,05) e o software utilizado para a an&aacute;lise estat&iacute;stica foi o SPSS vers&atilde;o 10.0.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">RESULTADOS</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>As pacientes foram divididas em 2 faixas et&aacute;rias, abaixo e acima de 30 anos, onde foi&nbsp; observada uma distribui&ccedil;&atilde;o quase sim&eacute;trica da amostra. Com rela&ccedil;&atilde;o as atividades&nbsp; profissionais foi observada uma distribui&ccedil;&atilde;o heterog&ecirc;nea entre as mais variadas profiss&otilde;es (<a name="topq1"></a><a href="#q1">Quadro I</a>).</p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p><a name="q1"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v20n1/20n1a07q1.jpg" width="365" height="403" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    <p>Na avalia&ccedil;&atilde;o das vari&aacute;veis relacionadas ao estudo, 26,6% possu&iacute;am cirurgia ginecol&oacute;gica pr&eacute;via, 66,7% n&atilde;o praticavam nenhum tipo de atividade f&iacute;sica e entre as praticantes somente uma apresentava dor durante o exerc&iacute;cio. Na avalia&ccedil;&atilde;o radiol&oacute;gica 66,7% apresentavam algum tipo de altera&ccedil;&atilde;o (<a name="topf1"></a><a href="#f1">Figura 1</a>), cinco pacientes que apresentavam radiografias sem altera&ccedil;&otilde;es realizaram RNM, em tr&ecirc;s, o exame era normal e duas apresentavam edema &oacute;sseo. A hist&oacute;ria gestacional foi positiva em 46,7% (sete) das mulheres (quatro tiveram partos ces&aacute;rios e tr&ecirc;s normais). 73,3% (11) realizaram a fisioterapia prescrita e 36,3% (quatro) destas necessitaram infiltra&ccedil;&atilde;o com corticoester&oacute;ide. Obteve-se um n&uacute;mero m&eacute;dio de 20 (10-40) sess&otilde;es de fisioterapia realizadas (<a name="topq2"></a><a href="#q2">Quadro II</a>).</p>    <p>&nbsp;</p><a name="f1"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v20n1/20n1a07f1.jpg" width="371" height="426" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p><a name="q2"></a>     <p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<center><img src="/img/revistas/rpot/v20n1/20n1a07q2.jpg" width="373" height="654" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    <p>O resultado cl&iacute;nico obtido ap&oacute;s 60 dias do in&iacute;cio do tratamento &eacute; exposto na <a name="topf2"></a><a href="#f2">Figura 2</a>. Realizou-se compara&ccedil;&atilde;o entre os resultados obtidos ap&oacute;s 60 dias e as vari&aacute;veis em quest&atilde;o no estudo. Atrav&eacute;s dos resultados do teste Exato de Fisher verifica-se que a &uacute;nica vari&aacute;vel que est&aacute; significativamente associada com o resultado ap&oacute;s 60 dias &eacute;: Fisioterapia. Observase, para esta vari&aacute;vel, que os pacientes Curados todos (100%) fizeram fisioterapia e os que permaneceram Igual, todos (100%) n&atilde;o realizaram fisioterapia. (p=0,009) 
(<a href="/img/revistas/rpot/v20n1/20n1a07q3.jpg">Quadro III</a>).</p>
    
<p>&nbsp;</p><a name="f2"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v20n1/20n1a07f2.jpg" width="371" height="291" border="0" /></center></p>
    
<p>&nbsp;</p>
    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">DISCUSSÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>A dispareunia &eacute; motivo freq&uuml;ente de procura por consult&oacute;rio ginecol&oacute;gico e envolve uma s&eacute;rie de cren&ccedil;as e tabus em torno desta tema e afeta a qualidade de vida da mulher e do parceiro[8]. Existe um grande n&uacute;mero de poss&iacute;veis etiologias para este sintoma, dentre elas a pubalgia, n&atilde;o t&atilde;o rotineira, dificultando a elucida&ccedil;&atilde;o do fator causal e o tratamento, fato que leva a rotula&ccedil;&atilde;o de muitas pacientes como portadoras de dist&uacute;rbios psicol&oacute;gicos.</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A pubalgia apresenta-se de forma mais comum em homens e mulheres com faixa et&aacute;ria de 30 a 40 anos[9], dado que vai de encontro ao encontrado no estudo, onde a m&eacute;dia de idade foi de 33,1 anos. A maioria dos casos relatados na literatura ocorre em atletas, os quais referem dor durante a pr&aacute;tica das atividades esportivas[9]. As 15 mulheres estudadas exerciam as mais diversas profiss&otilde;es e nenhuma exigia esfor&ccedil;os excessivos, 66,7% eram sedent&aacute;rias e entre as praticantes de atividade f&iacute;sica somente uma referiu dor durante o exerc&iacute;cio.</p>
    <p>A pubalgia cr&ocirc;nica em mulheres, frequentemente associa-se a condi&ccedil;&otilde;es patol&oacute;gicas obst&eacute;tricas, ginecol&oacute;gicas e urol&oacute;gicas[10,11]. Dentre as mulheres estudadas, observou-se que 26,6% haviam realizado cirurgia ginecol&oacute;gica pr&eacute;via e 46,7% possu&iacute;am hist&oacute;ria gestacional positiva, por&eacute;m estes fatores n&atilde;o estiveram relacionados com piores resultados ao fim do tratamento.</p>
    <p>Na avalia&ccedil;&atilde;o radiogr&aacute;fica dos pacientes com dist&uacute;rbios da s&iacute;nfise p&uacute;bica, s&atilde;o comuns os achados de rarefa&ccedil;&atilde;o &oacute;ssea com separa&ccedil;&atilde;o da s&iacute;nfise, sinais de artrose com cistos, oste&oacute;fitos e esclerose, reparo &oacute;sseo a partir do peri&oacute;steo e deslocamento vertical entre os ossos p&uacute;bicos[6,12]. Na casu&iacute;stica em quest&atilde;o, 66,7% apresentaram altera&ccedil;&otilde;es radiogr&aacute;ficas, sendo a presen&ccedil;a de oste&oacute;fitos a altera&ccedil;&atilde;o mais comum, presente em 40%, fato que pode denotar um processo de evolu&ccedil;&atilde;o mais alongado.</p>
    <p>A resson&acirc;ncia nuclear magn&eacute;tica &eacute; o exame de escolha para o diagn&oacute;stico destas les&otilde;es. Os achados de edema &oacute;sseo na s&iacute;nfise p&uacute;bica, altera&ccedil;&otilde;es degenerativas, l&iacute;quido intra-articular ou les&atilde;o do m&uacute;sculo adutor e les&atilde;o do reto abdominal s&atilde;o comumente relacionados a esta patologia[13]. Em virtude do alto custo e de n&atilde;o ser um exame acess&iacute;vel a todas as pacientes, optou-se pela realiza&ccedil;&atilde;o da RNM somente nos casos com apresenta&ccedil;&atilde;o radiogr&aacute;fica dentro da normalidade.</p>
    <p>O tratamento n&atilde;o cir&uacute;rgico tem se tornado o tratamento de escolha para esta condi&ccedil;&atilde;o, envolvendo fisioterapia, antiinflamat&oacute;rios n&atilde;o esteroidais, inje&ccedil;&otilde;es de corticoester&oacute;ide e radioterapia[14]. Diversas t&eacute;cnicas de tratamento cir&uacute;rgico s&atilde;o relatadas, por&eacute;m seu emprego fica reservado aos casos de falhas do tratamento n&atilde;o cir&uacute;rgico[15].</p>
    <p>Na avalia&ccedil;&atilde;o ap&oacute;s 60 dias observou-se que 73,3% das pacientes realizaram as sess&otilde;es de fisioterapia prescritas e os melhores resultados estiveram relacionados a esta parcela da amostra com signific&acirc;ncia estat&iacute;stica. Isto refor&ccedil;a o diagn&oacute;stico de pubalgia, visto que o mesmo &eacute; basicamente cl&iacute;nico e deve ser lembrado pelo profissional de sa&uacute;de como uma das poss&iacute;veis causas de dispareunia.</p>
    <p>As disfun&ccedil;&otilde;es da s&iacute;nfise p&uacute;bica tem sido discutidas na literatura utilizando m&uacute;ltiplas nomenclaturas tais como pubalgia, pube&iacute;te, instabilidade articular p&eacute;lvica, s&iacute;ndrome do relaxamento p&eacute;lvico, artropatia pubosacroil&iacute;aca, oste&iacute;te p&uacute;bica e sinfisite p&uacute;bica[16]. Esta diverg&ecirc;ncia de defini&ccedil;&otilde;es, a escassez de trabalhos e as amostras reduzidas, como a do presente estudo, dificultam a busca e a compara&ccedil;&atilde;o de resultados.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">CONCLUSÕES</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>A pubalgia deve ser lembrada pelo profissional de sa&uacute;de como uma das poss&iacute;veis causadoras de dispareunia, evitando o n&atilde;o diagn&oacute;stico e o retardo no tratamento. O tratamento conservador, apesar da amostra reduzida, apresentou resultados satisfat&oacute;rios quando ocorre ades&atilde;o ao tratamento.</p></font>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</font></b></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">1. Shin AY, Gillingham BL. Fatigue Fratures of the femoral head in athletes. J Am Acad Orthop Surg. 1997; 5: 293-302</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000075&pid=S1646-2122201200010000700001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">2. Rodriguez C, Miguel A, Lima H. Osteitis Pubis Syndrome in professional Soccer athlete: A Case Report. J Athel Train. 2001; 2001 (36): 437-440</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000076&pid=S1646-2122201200010000700002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">3. Johnson R. Osteitis pubis. Curr Sports Med Rep. 2003; 2 (2): 98-102</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000077&pid=S1646-2122201200010000700003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">4. Cunningham PM, Brennan D, O'Connell M, Macmahon P, O'Neill P, Eustace S. Patterns of bone And soft-tissue injury at the symphysis pubis in soccer players: observations at MRI. AJR Am J Roentgenol. 2007; 188 (3): 291-296</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000078&pid=S1646-2122201200010000700004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">5. Kahan S, Smith EG. In a page sign and symptoms. Oxford: Blackwell Publishing; 2004.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000079&pid=S1646-2122201200010000700005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>    <p><font face="verdana" size="2">6. Queiroz RD, Pires OGN. Lesões do Quadril no esporte. In Gomes LSM, editors. O Quadril. 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Clin Obst and Gynecol. 2009; 52 (4): 682-690</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000083&pid=S1646-2122201200010000700008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">9. Haider NR, Syed RA, Demardy D. Osteitis pubis - An important pain generator in women with lower pelvic or abdominal pain: A case report and literature review. Pain Physician. 2005; 8: 145-147</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000084&pid=S1646-2122201200010000700009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">10. Batt ME, McShane JM, Dillingham MF. Osteitis pubis in collegiate football players. Med Sci Sports Exerc. 1995; 27: 629-633</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000085&pid=S1646-2122201200010000700010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">11. Lentz SS. Osteitis pubis: A review. Obstet Gynecol Surv. Obstet Gynecol Surv. 1995; 50: 310-315</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000086&pid=S1646-2122201200010000700011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">12. Coventry MB, Mitchell WC. Osteitis pubis: Observations based on a study of 45 patients. J Am Med Assoc. 1961; 178: 898-905</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000087&pid=S1646-2122201200010000700012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">13. Paajanen H, Hermunen H, Karonen J. Pubic magnetic resonance imaging findings in surgically and conservative treated athletes with osteitis pubis compared to asymptomatic athletes during heavy treaning. Am J Sports Med. 2008; 36 (1): 117-121</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000088&pid=S1646-2122201200010000700013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">14. Milddleton RG, Carlile RG. The Spectrum of Osteitis Pubis. Comprehensive Therapy. 1993; 19 (3): 99-102</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000089&pid=S1646-2122201200010000700014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">15. Choi H, McCartney M, Best TM. Treatment of osteitis pubis and osteomyelitis of the pubic symphysis in athletes: A systematic review. Br J Sports Med. 2008; 28 (3): 350-355</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000090&pid=S1646-2122201200010000700015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">16. Leadbetter RE, Mawer D, Lindow W. Symphysis pubis dysfunction: A review of the literature. J of maternal-fetal and Neonatal Med. 2004; 16: 349-354</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000091&pid=S1646-2122201200010000700016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b><font face="Verdana" size="2">Conflito de interesse: </font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Nada a declarar.</p></font>    <p>&nbsp;</p><a name="c"></a>    <p><b><font face="Verdana" size="2"><a href="#topc">Endereço para correspondência</a></font></b></p>    <p><font face="Verdana" size="2">Renato Locks    <br>Rua Luiz Fagundes, 245, apto 201    <br>Praia Comprida ? São José ? SC    <br>Cep: 88103-500    <br>Brasil    <br><a href="mailto:renatolocks@yahoo.com.br">renatolocks@yahoo.com.br</a></font></p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Aceitação: </b> 2011-09-27</font></p>     ]]></body><back>
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