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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Regeneração do menisco humano por engenharia de tecidos: Nova abordagem celular e acelular]]></article-title>
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Contudo, as suas indicações são ainda limitadas e, apesar de garantir melhores resultados funcionais e radiológicos a longo prazo, as técnicas de reparação apresentam ainda uma taxa muito elevada de falência e reintervenção. As lesões destas estruturas continuam a estar entre as mais frequentes patologias que motivam intervenção cirúrgica em Ortopedia e têm um importante impacto sócio-económico. Verificamos um interesse crescente da comunidade médica nos aspetos da biologia do menisco humano mas continuam a existir poucos estudos relacionados com este tema. Um dos objetivos desde grupo de investigação é acrescentar conhecimento relevante sobre este tecido com o objetivo de facilitar aplicações clínicas futuras, nomeadamente pelo conhecimento das propriedades biomecânicas do menisco a fresco (sem processo de congelamento) e da sua biologia celular. Da análise mecânica dinâmica (DMA) dos segmentos do menisco humano a fresco observamos a seguinte tendência decrescente de rigidez: segmento anterior MI (0,25 MPa a 1Hz) Efetuamos a primeira revisão sistemática da literatura sobre aplicações da Engenharia de Tecidos e Medicina Regenerativa aplicadas às lesões meniscais para aferir o estado da arte. Existem poucos biomateriais em aplicação clínica atualmente com esta finalidade. Diferentes opções têm sido testadas como estruturas tridimensionais porosas (scaffolds) viáveis (derivados do colagénio, poliuretano ou poliglicerol, enxertos de submucosa, hidrogéis acelulares) mas muitas questões permanecem por responder apesar de, nos ensaios pré-clínicos e poucos ensaios clínicos publicados, serem apresentadas perspetivas promissoras. Matrizes derivadas de colagénio e de poliuretano estão já comercialmente disponíveis para substituição parcial de menisco mas existem algumas preocupações relativas à sua estabilidade, taxa de degradação, e biocompatibilidade. Por outro lado, poucos estudos combinam estratégias de regeneração baseadas em abordagens acelulares e celulares existindo aí uma diferença marcada nas abordagens por estudos clínicos e pré-clínicos. Para cumprir o objetivo de regeneração deste tecido existe um longo caminho a percorrer na descoberta da melhor forma de aplicar a tríada da Engenharia de Tecidos (matrizes, células, fatores de crescimento ou substâncias bioativas) ou mesmo abordagens mais complexas por Medicina Regenerativa (manipulação de células estaminais, genética, nanotecnologia) para responder à recuperação deste tecido concreto e adequado aos vários mecanismos de lesão estabelecidos. Foi testada a viabilidade de um novo biomaterial derivado de solução aquosa de elevada concentração de fibroína de seda desenvolvida na nossa instituição, e que permite combinar propriedades mecânicas e biológicas promissoras para uso como estrutura tridimensional porosa em zonas articulares de carga. Esta nova scaffold apresenta vantagens por comparação aos materiais existentes considerando os dados adquiridos na nossa caracterização do menisco a fresco. A nossa hipótese é que estes biomateriais processados como scaffolds e combinados com células (isoladas do tecido nativo ou diferenciadas previamente de células estaminais, e.g. tecido adiposo abdominal ou bolsa de Hoffa), permitirão desenvolver estratégias regenerativas, capazes de ultrapassar algumas limitações e preocupações associadas às práticas que estão já em uso clínico. Um segundo objetivo será completar esta abordagem reconhecendo e controlando o processo de neovascularização/inervação adversa. A nossa hipótese será que é positivo incrementar a neovascularização na zona periférica (facilitando a adesão e integração) e inibi-la na área mais central do menisco aí preservando o fenótipo dos meniscócitos (responsáveis pela manutenção das propriedades biomecânicas) e inibindo desenvolvimento de nocireceptores em zonas de carga. Pelo uso de um outro biomaterial original do nosso grupo (Goma gelana metacrilada) foi conseguido, pelo ensaio de angiogénese na membrana corioalantóica do embrião de galinha demonstrar pela primeira vez a possibilidade de manipular a neovascularização em tecido de menisco humano. Com base nos resultados obtidos foi possível construir uma nova hipótese para abordagem por Medicina Regenerativa aos defeitos do menisco implicando o uso de células, fatores de crescimento e novos biomateriais desenvolvidos no nosso Grupo (fibroína de seda e goma gelana). Decorre ainda dos mesmos um modelo original de diferenciação para regeneração do menisco considerando a assimetria do tecido nativo, respeitando a distribuição determinada pelas áreas defi nidas pelo grau de vascularização do menisco humano adulto. Concluída a fase de estudo in vitro, está já em curso a subsequente análise in vivo incluindo modelo em ovelha pois tem sido largamente estudada como modelo de artrose do joelho humano por partilhar vários aspetos da biomecânica e biologia desta articulação.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b><font face="Verdana" size="2">INVESTIGAÇÃO</font></b></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="4">Regeneração do menisco humano por engenharia de tecidos. Nova abordagem celular e acelular</font></b></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana" size="2"><b>Hélder Pereira<sup>I, II, III, IV</sup></b>; <b>Joana Silva-Correia<sup>I, II</sup></b>; <b>Ana Margarida Frias<sup>I, II</sup></b>; <b>Joaquim Miguel Oliveira<sup>I, II</sup></b>; <b>José Mesquita Montes<sup>IV</sup></b>; <b>Rui Luis Reis<sup>I, II</sup></b>; <b>João Espregueira-Mendes<sup>I, II, III</sup></b></font></p>    <p><font face="Verdana" size="2">I. Clínica Espregueira-Mendes. Porto. Portugal.<br />II. Grupo de Investigação 3B's - Biomateriais, Biodegradáveis e Biomiméticos. Universidade do Minho - Sede do Instituto Europeu de Excelência em Engenharia de Tecidos e Medicina Regenerativa. Guimarães. Portugal.<br />III. Departamento de Ortopedia do Centro Hospitalar Póvoa de Varzim - Vila do Conde. Póvoa do Varzim. Portugal.<br />IV. Laboratório Associado ICVS/3B?s. Braga. Portugal.<br /></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana" size="2"><a name="topc"></a><a href="#c">Endereço para correspondência</a></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">RESUMO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A meniscectomia (total ou parcial) tem sido a abordagem cl&iacute;nica mais frequente no que respeita ao tratamento da maioria das les&otilde;es do menisco. A repara&ccedil;&atilde;o meniscal representa uma tend&ecirc;ncia recente, uma vez que a import&acirc;ncia funcional destas estruturas na articula&ccedil;&atilde;o do joelho e as consequ&ecirc;ncias a longo prazo da sua remo&ccedil;&atilde;o s&atilde;o agora melhor compreendidas. Contudo, as suas indica&ccedil;&otilde;es s&atilde;o ainda limitadas e, apesar de garantir melhores resultados funcionais e radiol&oacute;gicos a longo prazo, as t&eacute;cnicas de repara&ccedil;&atilde;o apresentam ainda uma taxa muito elevada de fal&ecirc;ncia e reinterven&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>As les&otilde;es destas estruturas continuam a estar entre as mais frequentes patologias que motivam interven&ccedil;&atilde;o cir&uacute;rgica em Ortopedia e t&ecirc;m um importante impacto s&oacute;cio-econ&oacute;mico.</p>     <p>Verificamos um interesse crescente da comunidade m&eacute;dica nos aspetos da biologia do menisco humano mas continuam a existir poucos estudos relacionados com este tema. Um dos objetivos desde grupo de investiga&ccedil;&atilde;o &eacute; acrescentar conhecimento relevante sobre este tecido com o objetivo de facilitar aplica&ccedil;&otilde;es cl&iacute;nicas futuras, nomeadamente pelo conhecimento das propriedades biomec&acirc;nicas do menisco a fresco (sem processo de congelamento) e da sua biologia celular. Da an&aacute;lise mec&acirc;nica din&acirc;mica (DMA) dos segmentos do menisco humano a fresco observamos a seguinte tend&ecirc;ncia decrescente de rigidez: segmento anterior MI (0,25 MPa a 1Hz)<br />Efetuamos a primeira revis&atilde;o sistem&aacute;tica da literatura sobre aplica&ccedil;&otilde;es da Engenharia de Tecidos e Medicina Regenerativa aplicadas &agrave;s les&otilde;es meniscais para aferir o estado da arte.</p>     <p>Existem poucos biomateriais em aplica&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica atualmente com esta finalidade. Diferentes op&ccedil;&otilde;es t&ecirc;m sido testadas como estruturas tridimensionais porosas (scaffolds) vi&aacute;veis (derivados do colag&eacute;nio, poliuretano ou poliglicerol, enxertos de submucosa, hidrog&eacute;is acelulares) mas muitas quest&otilde;es permanecem por responder apesar de, nos ensaios pr&eacute;-cl&iacute;nicos e poucos ensaios cl&iacute;nicos publicados, serem apresentadas perspetivas promissoras. Matrizes derivadas de colag&eacute;nio e de poliuretano est&atilde;o j&aacute; comercialmente dispon&iacute;veis para substitui&ccedil;&atilde;o parcial de menisco mas existem algumas preocupa&ccedil;&otilde;es relativas &agrave; sua estabilidade, taxa de degrada&ccedil;&atilde;o, e biocompatibilidade. 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Esta nova scaffold apresenta vantagens por compara&ccedil;&atilde;o aos materiais existentes considerando os dados adquiridos na nossa caracteriza&ccedil;&atilde;o do menisco a fresco.</p>     <p>A nossa hip&oacute;tese &eacute; que estes biomateriais processados como scaffolds e combinados com c&eacute;lulas (isoladas do tecido nativo ou diferenciadas previamente de c&eacute;lulas estaminais, e.g. tecido adiposo abdominal ou bolsa de Hoffa), permitir&atilde;o desenvolver estrat&eacute;gias regenerativas, capazes de ultrapassar algumas limita&ccedil;&otilde;es e preocupa&ccedil;&otilde;es associadas &agrave;s pr&aacute;ticas que est&atilde;o j&aacute; em uso cl&iacute;nico.</p>     <p>Um segundo objetivo ser&aacute; completar esta abordagem reconhecendo e controlando o processo de neovasculariza&ccedil;&atilde;o/inerva&ccedil;&atilde;o adversa. 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<body><![CDATA[<p><font face="verdana" size="2"><b>Palavras chave</b>: menisco, células, factores de crescimento, implantes, engenharia de tecidos, medicina regenerativa. </font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">1. INTRODUÇÃO DA DESCOBERTA DAS FUNÇÕES DO MENISCO À REPARAÇÃO E REGENERAÇÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>As les&otilde;es do menisco s&atilde;o das mais comuns da articula&ccedil;&atilde;o do joelho [1]. Mais de 450.000 meniscectomias artrosc&oacute;picas s&atilde;o realizadas a cada ano nos Estados Unidos[1], continuando a ser um dos procedimentos cir&uacute;rgicos ortop&eacute;dicos mais frequentes2. O resultado cl&iacute;nico correlaciona-se com o estado da cartilagem, estabilidade articular, altera&ccedil;&otilde;es degenerativas articulares e quantidade de tecido removido[3,4].</p>
    <p>A primeira descri&ccedil;&atilde;o de uma meniscectomia pertence a Broadhurst[5], em 1866, em Londres. A que se seguiu, curiosamente num curto espa&ccedil;o de tempo, a primeira descri&ccedil;&atilde;o de repara&ccedil;&atilde;o meniscal por Thomas Annandale[6] em 1883.</p>
    <p>Apesar dos relatos de King[7] em 1936 e Fairbanks[8] em 1948, que descreveram os efeitos delet&eacute;rios da meniscectomia total, at&eacute; aos anos setenta os meniscos foram consideradas como restos evolutivos, sem fun&ccedil;&atilde;o, dos m&uacute;sculos da perna que poderiam ser extirpados sem consequ&ecirc;ncias relevantes para a articula&ccedil;&atilde;o[9]. Ghormley[10] aconselhava mesmo a excis&atilde;o completa de qualquer menisco lesado afirmando que a meniscectomia parcial acarretava maior risco de danos na superf&iacute;cie articular. Nos anos cinquenta, Albert Trillat destacou o papel da preserva&ccedil;&atilde;o do muro meniscal e descreveu os benef&iacute;cios da meniscectomia intramural[11]. At&eacute; 1970, Smillie[9] ainda recomendava a excis&atilde;o total como tratamento de les&otilde;es meniscais, baseando-se na convic&ccedil;&atilde;o que este seria o caminho para a sua regenera&ccedil;&atilde;o - &ldquo;When the entire meniscus is excised a new one grows in from the parietal synovial membrane&rdquo;. McGinity em 1977[12] alertou sobre as poucas evid&ecirc;ncias cient&iacute;ficas que sustentavam estas alega&ccedil;&otilde;es uma vez que as descri&ccedil;&otilde;es de Smillie de regenera&ccedil;&atilde;o de um menisco similar ao original ap&oacute;s a excis&atilde;o total estavam em contradi&ccedil;&atilde;o direta com as observa&ccedil;&otilde;es de seu grupo de estudo. Em cerca de 800 artroscopias de second-look, nunca observaram regenera&ccedil;&atilde;o de muro meniscal superior a cinco mil&iacute;metros. Pela avalia&ccedil;&atilde;o retrospetiva de 136 joelhos com mais de cinco anos de seguimento concluiu que a meniscectomia parcial acarretaria um maior respeito pela anatomia, menor morbilidade p&oacute;s-operat&oacute;ria e mais r&aacute;pida reabilita&ccedil;&atilde;o funcional em compara&ccedil;&atilde;o com a excis&atilde;o total. Isto representou um virar de p&aacute;gina hist&oacute;rico ao ditar uma nova dire&ccedil;&atilde;o no tratamento das les&otilde;es meniscais: preserva&ccedil;&atilde;o.</p>
    <p>&Eacute; imposs&iacute;vel separar a cirurgia do menisco da hist&oacute;ria da Artroscopia. Em 1918, Kenji Takagi em T&oacute;quio, realizou o primeiro procedimento artrosc&oacute;pico pelo exame de joelhos de cad&aacute;ver com um citosc&oacute;pio em meio gasoso[13]. No entanto, a primeira meniscectomia parcial artrosc&oacute;pica &eacute; geralmente atribu&iacute;da a Masaki Watanabe (disc&iacute;pulo de Takagi) em 1962[14]. Seria ele o &ldquo;pai&rdquo; do primeiro artrosc&oacute;pio vi&aacute;vel, produzido em s&eacute;rie, capaz de realizar explora&ccedil;&atilde;o intra-articular eficaz: o artrosc&oacute;pio n&uacute;mero 21 de Watanabe. No entanto, a artroscopia come&ccedil;ou a assumir maior import&acirc;ncia na cirurgia do joelho, ap&oacute;s os relatos de Robert Jackson[15,16] a partir de Toronto, que reintroduziu o entusiasmo por esta t&eacute;cnica no mundo ocidental. Nos anos oitenta, m&uacute;ltiplos estudos e autores reportaram vantagens na cirurgia artrosc&oacute;pica em detrimento da meniscectomia parcial a &ldquo;c&eacute;u aberto&rdquo;[17-20].</p>
    <p>Estudos de biomec&acirc;nica confirmaram a import&acirc;ncia dos meniscos na transfer&ecirc;ncia de carga. Kurosawa et al[21] demonstraram que a meniscectomia total reduz a &aacute;rea total de contacto entre um ter&ccedil;o e metade no joelho totalmente estendido. Eles transmitem cerca de 50% do peso corporal em extens&atilde;o e cerca de 85% durante a flex&atilde;o em carga do joelho. Em ensaios in vitro foi demonstrado que a transmiss&atilde;o da carga atrav&eacute;s dos meniscos &eacute; de cerca de 70% no compartimento lateral e 50% no compartimento medial[22]. A descri&ccedil;&atilde;o da macro-anatomia dos meniscos est&aacute; fora dos prop&oacute;sitos deste trabalho mas temos de considerar que os meniscos n&atilde;o est&atilde;o firmemente ancorados na t&iacute;bia e acompanham, em alguma extens&atilde;o, a transla&ccedil;&atilde;o articular no sentido anteroposterior durante o movimento. Devido a raz&otilde;es anat&oacute;micas o menisco interno (MI) &eacute; menos m&oacute;vel. No joelho est&aacute;vel (pivot central &iacute;ntegro) o MI tem um papel pouco importante na oposi&ccedil;&atilde;o &agrave; transla&ccedil;&atilde;o anterior da t&iacute;bia pois o ligamento cruzado anterior (LCA) sust&eacute;m esse movimento antes de ocorrer um conflito significativo entre o corno posterior do MI e prato tibial com o c&ocirc;ndilo femoral interno. Contudo em movimentos extremos, ou perante les&atilde;o do LCA, funciona como restritor secund&aacute;rio &agrave; transla&ccedil;&atilde;o anterior da t&iacute;bia (o que est&aacute; associado a alguns mecanismos de les&atilde;o)[23]. Outro aspeto fundamental &eacute; a assimetria dos compartimentos femurotibiais. Podemos descrever, o prato tibial externo como convexo por oposi&ccedil;&atilde;o &agrave; forma mais c&ocirc;ncava do prato interno. Por este motivo, a perda do menisco externo (ME) tem uma implica&ccedil;&atilde;o comparativamente maior na perda de congru&ecirc;ncia femurotibial. Walker et al[24] conclu&iacute;ram que o ME transmite a maior parte da carga do compartimento externo enquanto no interno essa transmiss&atilde;o de for&ccedil;a &eacute; mais dividida entre as superf&iacute;cies cartilag&iacute;neas envolvidas e o respetivo menisco[25].</p>
    <p>Arnoczky et al[21] descreveram a anatomia microvascular do menisco humano[26] e os processos de resposta a les&atilde;o a partir de modelo de c&atilde;o[27] no in&iacute;cio dos anos oitenta. A periferia do menisco &eacute; vascularizada e preserva alguma capacidade de repara&ccedil;&atilde;o por oposi&ccedil;&atilde;o &agrave; parte central que &eacute; avascular e recebe nutri&ccedil;&atilde;o pelo l&iacute;quido sinovial. Com base nestes estudo continua a ser usada uma divis&atilde;o do menisco da periferia para o centro em 3 zonas de acordocom&nbsp; o n&iacute;vel de vasculariza&ccedil;&atilde;o (zonas: red-red; red-white e white-white (<a name="topf1"></a><a href="#f1">Figura 1</a>).</p>    <p>&nbsp;</p><a name="f1"></a>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v20n2/20n2a02f1.jpg" width="367" height="347" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    <p>A cirurgia aberta de repara&ccedil;&atilde;o meniscal teve DeHaven[28] como o seu principal impulsionador nos EUA, suportado na Europa por Beaufils e Cassard[29]. Tem havido um esfor&ccedil;o crescente no estabelecimento das indica&ccedil;&otilde;es, melhoria das t&eacute;cnicas e materiais de sutura at&eacute; aos dispositivos de sutura all-inside de &uacute;ltima gera&ccedil;&atilde;o[30]. Contudo, apesar de garantir melhores resultados funcionais e radiol&oacute;gicos a longo prazo a repara&ccedil;&atilde;o est&aacute; ainda limitada nas suas indica&ccedil;&otilde;es (maioria dos autores limita a repara&ccedil;&atilde;o a les&otilde;es em zona vascularizada, ruturas agudas/subagudas, excluindo ruturas radiais ou horizontais). Por outro lado, apesar das melhorias muito significativas introduzidas continua a estar associada a uma taxa de fal&ecirc;ncia e necessidade de revis&atilde;o cir&uacute;rgica elevadas[30].</p>
    <p>Kohn et al[31] e Milachowski et al[32] introduziram o transplante de menisco no algoritmo de tratamento do joelho com m&uacute;ltiplas les&otilde;es/les&otilde;es complexas reconhecendo o seu papel na estabilidade e prote&ccedil;&atilde;o da cartilagem como determinante na reabilita&ccedil;&atilde;o articular.</p>
    <p>Outros desenvolveram esta t&eacute;cnica at&eacute; ser considerada atualmente uma terapia fi&aacute;vel em doentes selecionados[33-35] com bons resultados, em alguns casos com mais de vinte e cinco anos de seguimento[36]. Contudo, existem limita&ccedil;&otilde;es importantes a considerar nomeadamente quanto &agrave; disponibilidade de dadores, investimento e problemas log&iacute;sticos do processo de recolha e armazenamento, transmiss&atilde;o de doen&ccedil;as, ou diminui&ccedil;&atilde;o da viabilidade do tecido causadas pela criopreserva&ccedil;&atilde;o ou congelamento a fresco.</p>
    <p>A aplica&ccedil;&atilde;o de scaffolds acelulares para substitui&ccedil;&atilde;o parcial de defeitos de menisco est&aacute; j&aacute; em fase embrion&aacute;ria de pr&aacute;tica cl&iacute;nica com resultados promissores mas limita&ccedil;&otilde;es igualmente reconhecidas entre os autores nomeadamente quanto &agrave; estabilidade, biomec&acirc;nica e biocompatibilidade.</p>
    <p>Citando Ren&eacute; Verdonk[37] - "Nothing has changed so much in knee treatment and surgery as meniscal treatment algorithms" &ndash; Esta afirma&ccedil;&atilde;o sumariza claramente a revolu&ccedil;&atilde;o que ocorreu recentemente na abordagem das les&otilde;es meniscais.</p>
    <p>Os novos desafios visam melhorar as t&eacute;cnicas de repara&ccedil;&atilde;o alargando a sua aplica&ccedil;&atilde;o, nomeadamente &agrave;s les&otilde;es em &aacute;rea avascular, e diminuir a sua taxa de fal&ecirc;ncia. Em rela&ccedil;&atilde;o aos casos de perda irrepar&aacute;vel de tecido, o objetivo maior seria o recurso a T&eacute;cnicas de Engenharia de Tecidos e Medicina Regenerativa para criar uma fonte virtualmente inesgot&aacute;vel de tecido cumprindo todas as exig&ecirc;ncias de seguran&ccedil;a capazes de reparar com qualidade o defeito ou mesmo ser usado como substitui&ccedil;&atilde;o total do menisco.</p>
    <p>Hoje &eacute; consensual assumir que o menisco humano (<a name="topf2"></a><a href="#f2">Figura 2</a>) tem um papel fundamental na homeostasia do joelho com fun&ccedil;&otilde;es na transmiss&atilde;o de carga, absor&ccedil;&atilde;o de impacto, nutri&ccedil;&atilde;o e lubrifica&ccedil;&atilde;o, aumento da congru&ecirc;ncia articular e propriocep&ccedil;&atilde;o.</p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p><a name="f2"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v20n2/20n2a02f2.jpg" width="367" height="273" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    <p>Este trabalho visa contribuir para a prossecu&ccedil;&atilde;o desse objetivo de preserva&ccedil;&atilde;o, repara&ccedil;&atilde;o e substitui&ccedil;&atilde;o, apresentando novas op&ccedil;&otilde;es de biomateriais e novas&nbsp; estrat&eacute;gias de Medicina Regenerativa com aplica&ccedil;&atilde;o&nbsp; ao tratamento do menisco.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">2. ESTADO ATUAL DAS APLICAÇÕES DE ENGENHARIA DE TECIDOS E MEDICINA REGENERATIVA: REVISÃO SISTEMÁTICA DA LITERATURA (INVESTIGAÇÃO ORIGINAL)</font></b></p><font face="verdana" size="2"></font>    <p><b><font face="Verdana" size="2">INTRODUÇÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>O advento da Engenharia de Tecidos (ET) promete revolucionar a Medicina proporcionando estrat&eacute;gias que mimetizam os mecanismos normais de repara&ccedil;&atilde;o e regenera&ccedil;&atilde;o que ocorrem na natureza</p>
    <p>Tal como descrito por Langer e Vacanti[38], a ET &eacute; o campo do conhecimento que recorre aos princ&iacute;pios quer da Engenharia quer das Ci&ecirc;ncias da Vida visando o desenvolvimento de substitutos biol&oacute;gicos para reparar, manter ou melhorar a fun&ccedil;&atilde;o dos tecidos.</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>As abordagens de ET, por defini&ccedil;&atilde;o, recorrem a tr&ecirc;s vari&aacute;veis principais (tr&iacute;ada da ET), i.e., matrizes (scaffolds), c&eacute;lulas (diferenciadas ou indiferenciadas) e agentes bioativos incluindo fatores de crescimento (FCs), que podem ser implantados no local da les&atilde;o de forma isolada ou combinada.</p>
    <p>Por outro lado a Medicina Regenerativa &eacute; um conceito mais abrangente e al&eacute;m de abranger o uso de mol&eacute;culas sol&uacute;veis e c&eacute;lulas estaminais ou duferenciadas, aplica igualmente estrat&eacute;gias terap&ecirc;uticas recorrendo a ET e terapia g&eacute;nica para estabelecer ou reparar o funcionamento normal de c&eacute;lulas/tecidos/&oacute;rg&atilde;os.</p>
    <p>Depois do reconhecimento da import&acirc;ncia dos meniscos em manter a homeostasia do joelho tem vindo a ser tentado o desenvolvimento de tratamentos regenerativos como alternativa ou complemento dos procedimentos tradicionais de repara&ccedil;&atilde;o ou meniscectomia.</p>
    <p>Esta necessidade de repara&ccedil;&atilde;o/regenera&ccedil;&atilde;o meniscal tem vindo a merecer interesse crescente dos cl&iacute;nicos com sucessivos apelos para a preserva&ccedil;&atilde;o do menisco - "Save the Meniscus"[39]. E quando a preserva&ccedil;&atilde;o ou repara&ccedil;&atilde;o deixam de ser vi&aacute;veis, o caminho que tem vindo a ser proposto como mais adequado &eacute; o da substitui&ccedil;&atilde;o<a style="background-color: #ffffff;" name="b40"></a>[40], com experi&ecirc;ncia e consenso crescentes relativos &agrave; transplanta&ccedil;&atilde;o meniscal com aloenxerto em casos selecionados.</p>
    <p>Se considerarmos o significativo impacto socioecon&oacute;mico desta les&atilde;o (pela sua frequ&ecirc;ncia e por atingir muitas vezes uma popula&ccedil;&atilde;o jovem no pico da sua capacidade produtiva), e atendermos &agrave; escassez de solu&ccedil;&otilde;es cl&iacute;nicas at&eacute; ao momento, parece evidente a necessidade de desenvolvimento de novas op&ccedil;&otilde;es[8] para responder &agrave;s necessidades e expectativas dos pacientes.</p>
    <p>A comunidade cl&iacute;nica em geral (incluindo ortopedistas) tem vindo a reconhecer a import&acirc;ncia crescente da investiga&ccedil;&atilde;o em ci&ecirc;ncias b&aacute;sicas, Engenharia de Tecidos e Medicina Regenerativa<a style="background-color: #ffffff;" name="b41"></a>[41] (ETMR) no aparecimento de uma nova linguagem e um novo mundo de op&ccedil;&otilde;es e perspetivas para lidar com problemas cl&iacute;nicos. O Multicenter Orthopedic Outcomes Network (MOON), de um cohort prospetivo de jovens submetidos a repara&ccedil;&atilde;o do ligamento cruzado anterior concluiu que existe um &ldquo;mercado&rdquo; potencial importante para aplica&ccedil;&otilde;es de ETMR &agrave;s&nbsp; les&otilde;es do menisco quer atrav&eacute;s do desenvolvimento de scaffolds, quer alargando a possibilidade de repara&ccedil;&atilde;o &agrave; zona avascular, quer desenvolvendo formas de repara&ccedil;&atilde;o inteiramente biol&oacute;gicas sem recurso a implantes<a style="background-color: #ffffff;" name="b42"></a>[42].</p>
    <p>Sendo a repara&ccedil;&atilde;o/regenera&ccedil;&atilde;o meniscal um tema quente em Ortopedia, e mais recentemente sendo-o tamb&eacute;m em ETMR reconhecemos a necessidade de reunir e organizar os avan&ccedil;os mais recentes nesta &aacute;rea.</p>
    <p>O prop&oacute;sito desta revis&atilde;o sistem&aacute;tica da literatura &eacute; sumariar e hierarquizar os estudos publicados de estrat&eacute;gias de ETMR aplicadas ao menisco, proporcionando igualmente uma narrativa sistem&aacute;tica que permita aos cl&iacute;nicos/especialistas familiarizaremse com os avan&ccedil;os mais recentes neste campo.</p>
    <p>Assim, &eacute; aqui organizada toda a informa&ccedil;&atilde;o relevante relacionada com: (i) aplica&ccedil;&otilde;es cl&iacute;nicas, indica&ccedil;&otilde;es, resultados e complica&ccedil;&otilde;es; e (ii) principais correntes de investiga&ccedil;&atilde;o no campo da repara&ccedil;&atilde;o/ regenera&ccedil;&atilde;o meniscal aferida pela an&aacute;lise dos estudos pr&eacute;-cl&iacute;nicos (in vivo) publicados.</p>
    <p>Al&eacute;m de estabelecer um estado da arte das aplica&ccedil;&otilde;es cl&iacute;nicas neste t&oacute;pico visamos igualmente apresentar a informa&ccedil;&atilde;o relevante perto da clinica para facilitar o passo fi nal de transi&ccedil;&atilde;o do conhecimento do laborat&oacute;rio para a cabeceira dos doentes num futuro pr&oacute;ximo, e ajudar o recentemente reconhecido "cl&iacute;nico ortopedista-cientista"<a style="background-color: #ffffff;" name="b43"></a>[43] a conceber e efetivar projetos v&aacute;lidos de investiga&ccedil;&atilde;o.</p></font>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b><font face="Verdana" size="2"> MATERIAL E MÉTODOS</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Tr&ecirc;s investigadores independentes realizaram uma pesquisa usando a base eletr&oacute;nica PubMed de todos os trabalhos originais publicados de 2006 a mar&ccedil;o de 2011 usando o termo "Meniscus" combinado com qualquer dos seguintes: "Scaffolds", "Constructs", "Cells", "Growth factors", "Implant", "Tissue engineering" e "Regenerative Medicine". Um segundo per&iacute;odo (2000 a 2005) foi considerado de forma a aferir a evolu&ccedil;&atilde;o do interesse neste t&oacute;pico refletido no n&uacute;mero de publica&ccedil;&otilde;es.</p>
    <p>Os crit&eacute;rios de inclus&atilde;o foram: artigos em l&iacute;ngua inglesa, ensaios cl&iacute;nicos originais (n&iacute;vel I a IV[44]), e estudos pr&eacute;-cl&iacute;nicos (in vivo) implicando estrat&eacute;gias TERM aplicadas &agrave;s les&otilde;es dos meniscos. O score Metodol&oacute;gico de Coleman Modificado[45] (MCM) foi usado para aferir qualitativamente os ensaios cl&iacute;nicos selecionados.</p>
    <p>Todos os artigos identificados foram analisados e discutidos entre os investigadores e tomada a decis&atilde;o final de inclus&atilde;o ou exclus&atilde;o. At&eacute; julho de 2011 (pr&eacute;-publica&ccedil;&atilde;o), al&eacute;m das refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas as bases eletr&oacute;nicas dos jornais identificados foram verificadas em busca de artigos relevantes n&atilde;o identificados na pesquisa original. Perante aus&ecirc;ncia de&nbsp;acordo a decis&atilde;o final foi tomada por um dos autores (R.L.R.).</p></font>    <p><b><font face="Verdana" size="2">RESULTADOS E DISCUSSÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Pelo m&eacute;todo descrito foram identificados no per&iacute;odo de 2000 a 2005, 161 artigos enquanto de 2006 a mar&ccedil;o de 2011 este n&uacute;mero aumentou para 285 (<a name="topq1"></a><a href="#q1">Quadro I</a>).</p>    <p>&nbsp;</p><a name="q1"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v20n2/20n2a02q1.jpg" width="555" height="458" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Destes (n=285), 102 foram exclu&iacute;dos por terem sido classificados como n&atilde;o relacionados com o t&oacute;pico, 9 por n&atilde;o estarem escritos em l&iacute;ngua inglesa e 19 por serem estudos de n&iacute;vel V.</p>
    <p>N&atilde;o foi encontrada nenhuma revis&atilde;o sistem&aacute;tica da literatura relativa a este tema.</p>
    <p>Foram ainda exclu&iacute;dos 118 estudos in vitro incluindo estudos de cultura celular, ensaios biomec&acirc;nicos ou de citotoxicidade de biomateriais.</p>
    <p>Uma (n=1) refer&ecirc;ncia foi identificada pela pesquisa da lista de refer&ecirc;ncias. Considerando os crit&eacute;rios definidos foram identificadas 38 refer&ecirc;ncias para an&aacute;lise[46-83]. Duas outras refer&ecirc;ncias (n=2) foram inclu&iacute;das pela pesquisa pr&eacute;-publica&ccedil;&atilde;o[84,85].&nbsp;</p></font>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Estudos clínicos de aplicações de Engenharia de Tecidos para regeneração meniscal</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Dos estudos cl&iacute;nicos um corresponde ao n&iacute;vel de evid&ecirc;ncia I68, dois ao n&iacute;vel II61,79 , e seis ao n&iacute;vel IV[48,52,22,78,83,84]. A <a href="/img/revistas/rpot/v20n2/20n2a02q2.jpg">Quadro II</a> sumariza a experi&ecirc;ncia cl&iacute;nica de estrat&eacute;gias de ET para tratamento do menisco lesado ou degenerado. A m&eacute;dia do score MCM de todos os estudos foi de 48,0 (S.D.=15,7).</p>    
<p>&nbsp;</p>    <p>    <center><a href="/img/revistas/rpot/v20n2/20n2a02q2.jpg">Quadro II</a></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Na sua maioria, 8/9 estudos referem-se a implanta&ccedil;&atilde;o de scaffold acelular para repara&ccedil;&atilde;o de defeitos parciais do menisco (sete referem-se a matrizes baseadas em colag&eacute;nio e em um estudo baseada em poliuretano). Apenas um estudo se refere &agrave; possibilidade de aplica&ccedil;&atilde;o de co&aacute;gulo de fibrina (abordagem por scaffold-fatores de crescimento) como potenciador da repara&ccedil;&atilde;o de ruturas horizontais na zona avascular.</p>
    <p>Os sete estudos publicados relacionados com aplica&ccedil;&atilde;o do Collagen Meniscus Implant (CMI, atualmente conhecido por Menaflex&reg;, ReGen Biologics, USA) envolveram 565 pacientes dos quais 487 foram avaliados e 304 receberam implantes CMI. Todos aplicados em defeitos do menisco interno. O score MCM m&eacute;dio dos ensaios com CMI foi 50,6 (S.D.=12,6). Um estudo comparou resultados&nbsp; de osteotomia tibial de valgiza&ccedil;&atilde;o isolada (OTV) com a combina&ccedil;&atilde;o de OTV e CMI61; dois usaram a meniscectomia parcial como grupo de controlo[68,79] e os restantes s&atilde;o s&eacute;ries de casos sem controlo. Os controlos inclu&iacute;ram 167 meniscectomias parciais e 16 OTV. A idade media reportada para aplica&ccedil;&atilde;o de CMI variou entre 29,2[68,84] e 41,8 anos[61]. Um dos estudos n&atilde;o fornece informa&ccedil;&atilde;o relativa ao g&eacute;nero[61] mas dos restantes 223 s&atilde;o homens e 61 mulheres. O seguimento m&eacute;dio variou de 24[61] at&eacute; 133 meses[79, 84]. Um estudo refere apenas seguimento at&eacute; 24 meses[52] as n&atilde;o fornece nenhum valor num&eacute;rico de medida de tend&ecirc;ncia central.</p>
    <p>As cirurgias concomitantes &agrave; aplica&ccedil;&atilde;o do CMI inclu&iacute;ram 96 repara&ccedil;&otilde;es do ligamento cruzado anterior (LCA)[48,52,68,79,82,84], 26 OTV[48,52,61], e 7 microfracturas[48,52,78,79,84] e 2 transplantes aut&oacute;logos de condr&oacute;citos[52] para tratamento de les&otilde;es condrais de grau III.</p>
    <p>Cinco ensaios dividiram os candidatos em dois grupos: (i) les&otilde;es meniscais agudas irrepar&aacute;veis e (ii) grupo de les&otilde;es cr&oacute;nicas com perda pr&eacute;via de tecido[48,52,68,78,79]. Apenas dois forneceram alguma informa&ccedil;&atilde;o sobre a classifica&ccedil;&atilde;o (tipo) de les&otilde;es meniscais[48,84]. Pouca informa&ccedil;&atilde;o &eacute; fornecida sobre o tipo e o tempo decorrido entre as cirurgias pr&eacute;vias e a cirurgia de implanta&ccedil;&atilde;o[68,78,84]. No estudo que considera a aplica&ccedil;&atilde;o do CMI em pacientes candidatos a OTV nenhuma informa&ccedil;&atilde;o sobre o alinhamento no plano frontal pr&eacute;- ou p&oacute;s-operat&oacute;rio foi fornecida nem para os casos nem para os controlos[61]. O intervalo do tempo decorrido desde a les&atilde;o, o in&iacute;cio dos sintomas ou a meniscetomia pr&eacute;via foi pobremente ou n&atilde;o definido de todo.</p>
    <p>V&aacute;rios scores cl&iacute;nicos diferentes foram usados. Em ordem decrescente de frequ&ecirc;ncia: Lysholm score (n=5) [48,61,68,79,84], escala subjetiva visual anal&oacute;gica (VAS) da dor (n=5)[61,68,78,79,84], Tegner activity level score (n=3) [48,68,79], International Knee Documentation Committee (IKDC) avalia&ccedil;&atilde;o objetiva (n=2)78,79 e subjetiva (n=1) [61], Cincinnati knee rating scale (CKRS; n=1)[78] e SF-36 score (n=1)[79]. O Tegner score pr&eacute;-operat&oacute;rio foi baseado na mem&oacute;ria dos pacientes em dois estudos[68,79]. Um estudo desenhado para avalia&ccedil;&atilde;o por resson&acirc;ncia magn&eacute;tica (RM) n&atilde;o apresenta resultados c&iacute;nicos[52]. Apesar desta diversidade, poucos dados num&eacute;ricos de estat&iacute;stica descritiva e resultados cl&iacute;nicos s&atilde;o apresentados (incluindo escassez ou mesmo aus&ecirc;ncia de medidas de dispers&atilde;o) limitando a an&aacute;lise global dos resultados fornecidos.</p>
    <p>Quatro estudos apresentam avalia&ccedil;&atilde;o radiol&oacute;gica independente[48,78,79,84]. Um usou o Kellgren-Lawrence score[48], e outro[79] comparou a diminui&ccedil;&atilde;o da interlinha articular entre o joelho operado e o contralateral (saud&aacute;vel), Monllau et al[84] usou a classifica&ccedil;&atilde;o de Ahlb&auml;ck e nenhum m&eacute;todo espec&iacute;fico &eacute; referido no quarto[78].</p>
    <p>A avalia&ccedil;&atilde;o por RM &eacute; apresentada em cinco estudos[48,52,78,79,84]. Genovese et al[52] descreveu um score de RM de 1 a 3 graus em que um score mais alto corresponde a uma maior aproxima&ccedil;&atilde;o ao menisco normal quanto a caracter&iacute;sticas morfol&oacute;gicas ou de sinal. Este m&eacute;todo foi usado em tr&ecirc;s estudos subsequentes[48,79,84]. Genovese et al[52] prop&ocirc;s avalia&ccedil;&atilde;o por artro-RM para melhor aferi&ccedil;&atilde;o das les&otilde;es condrais (em dois casos a RM convencional falhou na dete&ccedil;&atilde;o de les&otilde;es condrais que s&oacute; foram detetadas na artro-RM) o que foi tamb&eacute;m considerado pelo grupo de Bulgheroni[48].</p>
    <p>Quatro ensaios[48,52,61,78] apresentaram resultados de artroscopias subsequentes (second look arthroscopies) num total de 187 pacientes.</p>
    <p>O comprimento m&eacute;dio do CMI aplicado foi apresentado em tr&ecirc;s estudos[48,79,84] e variou entre 3,6 e 4,8 cm. Um aumento da &aacute;rea total de tecido considerando o muro meniscal existente na cirurgia de implanta&ccedil;&atilde;o e o novo tecido formado registado na artroscopia de second look foi tamb&eacute;m descrito[68]. Foram efetuadas bi&oacute;psias em 149 doentes de dois ensaios[48,68]. Nenhum m&eacute;todo espec&iacute;fi co de avalia&ccedil;&atilde;o ou classifica&ccedil;&atilde;o histol&oacute;gica objetiva reprodut&iacute;vel foi usado. Os resultados referidos baseiam-se em estimativas visuais ou descri&ccedil;&otilde;es histol&oacute;gicas gen&eacute;ricas.</p>
    <p>Considerando como fal&ecirc;ncia a impossibilidade de identificar o implante na RM, 7 casos foram descritos[52,78,79,84]. Um deles foi reoperado para remo&ccedil;&atilde;o de restos do implante, e a artroscopia de second-look confi rmou o diagn&oacute;stico[52]. Nenhuma outra considera&ccedil;&atilde;o foi referida para os restantes. Al&eacute;m deste, 6 outros foram removidos, num total de 7: um por desorganiza&ccedil;&atilde;o[84]; um por desorganiza&ccedil;&atilde;o e luxa&ccedil;&atilde;o[61]; dois por fal&ecirc;ncia precoce de fi xa&ccedil;&atilde;o[48,68] (um dos pacientes n&atilde;o cumpriu indica&ccedil;&otilde;es p&oacute;soperat&oacute;rias[48]); um por infe&ccedil;&atilde;o[68] e um outro por causa n&atilde;o especificada[68].</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Derrame e/ou dor, rigidez, bloqueio ou sensa&ccedil;&atilde;o de instabilidade determinaram necessidade de reopera&ccedil;&atilde;o em 8 doentes[68,79,84]. As reinterven&ccedil;&otilde;es relacionadas com o m&eacute;todo de implanta&ccedil;&atilde;o do CMI inclu&iacute;ram ainda um caso de compress&atilde;o de um ramo infrapatelar do nervo safeno que necessitou de neurolise[48] perfazendo um total de 15/282 pacientes reoperados por complica&ccedil;&otilde;es consideradas como possivelmente relacionados com o m&eacute;todo.</p>
    <p>Os procedimentos de reinterven&ccedil;&atilde;o inclu&iacute;ram desbridamento/lavagem artrosc&oacute;pica isolada ou combinada[48,52,61,68,78,79], OTV[68,79,84], reconstru&ccedil;&atilde;o do LCA[68], meniscectomia parcial[68] e transplante de menisco de cad&aacute;ver[84]. Uma redu&ccedil;&atilde;o na dimens&atilde;o do implante foi referida em todos os estudos, registada por RM ou second look. Contudo, a incid&ecirc;ncia exata desta ocorr&ecirc;ncia n&atilde;o pode ser apresentada uma vez que o problema n&atilde;o foi especificamente abordado e nem a sua magnitude nem a implica&ccedil;&atilde;o no resultado cl&iacute;nico foi estudada.</p>
    <p>N&atilde;o foi registado nenhum dado clinicamente relevante quanto a inflama&ccedil;&atilde;o ou resposta imune significativa ao CMI nas bi&oacute;psias efetuadas.</p>
    <p>Apenas um estudo multic&ecirc;ntrico de n&iacute;vel de&nbsp; evid&ecirc;ncia IV[83] com 52 pacientes se refere &agrave; experi&ecirc;ncia cl&iacute;nica com o implante baseado em poliuretano (Actifit&reg;, Orteq Ltd, London, United Kingdom). Destes, 39 s&atilde;o homens e 13 mulheres com idade m&eacute;dia de 30,8 (S.D. = 9,4) anos, 34 por les&atilde;o do menisco interno e 18 do externo com comprimento m&eacute;dio de 47,1 mm.</p>
    <p>N&atilde;o foram apresentados resultados cl&iacute;nicos, os autores propuseram-se aferir a seguran&ccedil;a e crescimento de novo tecido recorrendo a an&aacute;lise independente por RM (cega para dados cl&iacute;nicos) incluindo imagens de RM potenciada por inje&ccedil;&atilde;o din&acirc;mica de contraste (DCE-MRI; m&eacute;todo para aferir vasculariza&ccedil;&atilde;o do tecido). An&aacute;lise histol&oacute;gica qualitativa &eacute; apresentada para 44/52 casos. Foi registado um caso de n&atilde;o integra&ccedil;&atilde;o da scaffold ao menisco nativo aos 12 meses. As complica&ccedil;&otilde;es registadas aos 12 meses de seguimento incluem: um paciente que desenvolveu infe&ccedil;&atilde;o (1 semana ap&oacute;s cirurgia o implante foi removido); um paciente submetido a pr&oacute;tese total do joelho 4 meses ap&oacute;s implanta&ccedil;&atilde;o (considerado pelos autores um erro de inclus&atilde;o por artrose severa desde o in&iacute;cio); e um caso de enfarte do mioc&aacute;rdio. Todos estes casos foram considerados como n&atilde;o relacionados com o implante.</p>
    <p>Um &uacute;nico ensaio[56] prop&ocirc;s uma estrat&eacute;gia para expandir a indica&ccedil;&atilde;o de repara&ccedil;&atilde;o &agrave;s ruturas horizontais em zona avascular pelo recurso ao co&aacute;gulo de fibrina. O defeito &eacute; preenchido com co&aacute;gulo de fibrina antes de ajustar as suturas num efeito tipo &ldquo;sandwich&rdquo;. Esta s&eacute;rie inicialmente refere aplica&ccedil;&atilde;o em 3 meniscos internos e 6 externos. Conclus&otilde;es gen&eacute;ricas de melhoria nos scores funcionais s&atilde;o descritas mas apenas o score de Lysholm est&aacute; acess&iacute;vel e para um &uacute;nico doente.</p></font>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Estudos pré-clínicos de aplicações de Engenharia de Tecidos para regeneração meniscal</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Para sistematizar os dados desta an&aacute;lise os ensaios pr&eacute;-cl&iacute;nicos (n=31) foram agrupados de acordo com o modelo animal usado, i.e., pequenos ou grandes animais. As&nbsp; correntes de investiga&ccedil;&atilde;o apresentadas incluem: estrat&eacute;gias de pot&ecirc;ncias repara&ccedil;&atilde;o por sutura; substitui&ccedil;&atilde;o parcial ou total; e terapias percut&acirc;neas para aumentar repara&ccedil;&atilde;o tecidular ou diminuir a sua taxa de degrada&ccedil;&atilde;o. Dos trinta e ensaios pr&eacute;-cl&iacute;nicos onze usaram modelos de grandes animais incluindo porco, ovelha e cabra. Da an&aacute;lise conclu&iacute;mos que quatro se focam na aplica&ccedil;&atilde;o de scaffolds acelulares[49,62,82,85], seis estudos combinam scaffolds com c&eacute;lulas quer alog&eacute;nicas[73,74] quer aut&oacute;logas[59,63,73] ou combinam scaffolds com fatores de crescimento (VEGF)[60,66]. Uma abordagem por terapia g&eacute;nica &eacute; apresentada em um estudo pela combina&ccedil;&atilde;o de um gel de alginato injet&aacute;vel com c&eacute;lulas humanas da medula &oacute;ssea transfectadas com IGF-1[81].</p>
    <p>Vinte estudos usaram modelos de pequenos animais como camundongo, rato, coelho e c&atilde;o salientando-se que est&atilde;o centrados essencialmente no estudo de scaffolds acelulares ou combina&ccedil;&atilde;o de c&eacute;lulas com scaffolds (conhecidos por constructs).</p>
    <p>Na realidade, combinando todos os ensaios pr&eacute;cl&iacute;nicos constatamos que onze se focam em abordagens por scaffolds acelulares[49-51,53,62,67,71,72,76,82,85], nove testaram scaffolds semeadas com c&eacute;lulas[47,57,59,63,69,73-75,77], dois testaram a combina&ccedil;&atilde;o de c&eacute;lulas-scaffold-FCs[58,81] (FCs - fatores de crescimento) associada ainda a terapia g&eacute;nica num deles[81]. Adicionalmente um estudo comparou scaffold associada a c&eacute;lulas com scaffold associada a FCs[80] e um outro testou in vivo a imunocompatibilidade de uma scaffold (menisco de porco descelularizado) mas com inten&ccedil;&atilde;o de aplica&ccedil;&atilde;o numa abordagem por construct[70]. Tr&ecirc;s estudos testaram a combina&ccedil;&atilde;o scaffold-FCs[55,60,66], tr&ecirc;s apresentam terapia injet&aacute;vel com c&eacute;lulas estaminais (MSCs)[46,54,64] e um apresenta terapia g&eacute;nica isolada[65]. A <a name="topf3"></a><a href="#f3">figura 3</a> ilustra a heterogeneidade e frequ&ecirc;ncia das diferentes abordagens testadas em ensaios cl&iacute;nicos e pr&eacute;-cl&iacute;nicos.</p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p><a name="f3"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v20n2/20n2a02f3.jpg" width="368" height="358" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    <p>Enquanto a maioria dos ensaios cl&iacute;nicos reporta &agrave; implanta&ccedil;&atilde;o de scaffolds acelulares para substitui&ccedil;&atilde;o de um defeito irrepar&aacute;vel do menisco (8 de 9 estudos), a mesma tend&ecirc;ncia n&atilde;o se verifica na investiga&ccedil;&atilde;o em fase pr&eacute;-cl&iacute;nica. Nesta &uacute;ltima, a maioria dos estudos relacionados com o uso de scaffolds (n=27) favorecem o seu uso combinada com c&eacute;lulas (constructs) e/ou com fatores de crescimento (16/27).</p>
    <p>A maioria dos pacientes dos ensaios cl&iacute;nicos avaliados encontram-se na sua terceira a quinta d&eacute;cadas de vida. Considerando ainda que as les&otilde;es do menisco permanecem como a causa mais frequente de les&atilde;o dos joelhos que implicam tratamento cir&uacute;rgico[7], podemos extrapolar consequ&ecirc;ncias relevantes do absentismo laboral e impacto socioecon&oacute;mico decorrentes desta entidade patol&oacute;gica. Nesta popula&ccedil;&atilde;o jovem podemos esperar genericamente um razo&aacute;vel estado da cartilagem em joelhos est&aacute;veis (ou estabilizados) com les&otilde;es dos meniscos, constituindo o alvo ideal para defender a fun&ccedil;&atilde;o dos meniscos visando proteger a degenera&ccedil;&atilde;o articular precoce. Por todos estes factos sublinha-se a import&acirc;ncia cl&iacute;nica deste t&oacute;pico e o significativo impacto socioecon&oacute;mico do desenvolvimento de novas possibilidades terap&ecirc;uticas eficazes nesta &aacute;rea. Seguramente que a prossecu&ccedil;&atilde;o deste objetivo requer o dom&iacute;nio pelos cl&iacute;nicos desta nova &aacute;rea do conhecimento com a sua linguagem espec&iacute;fica e o esfor&ccedil;o combinado de v&aacute;rias &aacute;reas de ci&ecirc;ncia incluindo Ortopedia, Veterin&aacute;ria, Bioqu&iacute;mica, Biologia, Engenharia de Tecidos ou Medicina Regenerativa. Contudo o acesso a estudos de ci&ecirc;ncia b&aacute;sica nem sempre &eacute; f&aacute;cil para cl&iacute;nicos pelo que o papel do ortopedista cl&iacute;nico-cientista[43] ter&aacute; um papel fundamental no desenvolvimento de novos horizontes e no levantar de um novo tipo de solu&ccedil;&otilde;es para alguns "velhos" problemas cl&iacute;nicos.</p>
    <p>Nos oito estudos cl&iacute;nicos reportando ao uso de scaffolds encontramos consenso quanto &agrave;s suas indica&ccedil;&otilde;es independentemente do material aplicado que podemos resumir: (i) perda irrepar&aacute;vel traum&aacute;tica ou degenerativa de tecido meniscal preservando as inser&ccedil;&otilde;es anterior e posterior do menisco al&eacute;m de um muro meniscal residual; (ii) doentes biologicamente jovens; (iii) joelhos est&aacute;veis ou estabilizados cirurgicamente. Da mesma forma quanto aos crit&eacute;rios de exclus&atilde;o: (i) insufici&ecirc;ncia do pivot central; (ii) altera&ccedil;&otilde;es degenerativas marcadas do compartimento afetado ou global; (iii) desvio axial major no plano frontal n&atilde;o corrigido; (iv) artrite inflamat&oacute;ria ou patologia autoimune; (v) infe&ccedil;&atilde;o ativa ou patologia neurol&oacute;gica que impe&ccedil;am o cumprimento das indica&ccedil;&otilde;es p&oacute;s-operat&oacute;rias.</p>
    <p>Nos estudos comparativos[61,68,79] os controlos submetidos a meniscectomia parcial cumpriram um plano de reabilita&ccedil;&atilde;o diferente do dos doentes que receberam implantes e este facto n&atilde;o foi esclarecido para os doentes submetidos a osteotomia tibial de valgiza&ccedil;&atilde;o (OTV)[61]. Este facto pode influenciar os resultados a curto prazo mas temos de concordar que ser&aacute; provavelmente irrelevante para um tempo de seguimento mais longo[79]. Da nossa an&aacute;lise n&atilde;o foi poss&iacute;vel concluir qual o tipo de controlo mais adequado para avaliar estrat&eacute;gias de substitui&ccedil;&atilde;o parcial, i.e., meniscectomia parcial ou OTV.</p>
    <p>A variedade de scores cl&iacute;nicos usados e a escassez de dados num&eacute;ricos fornecidos limita a aferi&ccedil;&atilde;o global e conjugada dos resultados e este facto deve ser considerado em ensaios futuros.</p>
    <p>Todos os estudos que usaram o Menafllex&reg;/CMI apresentaram algum grau de melhoria cl&iacute;nica por compara&ccedil;&atilde;o ao estado pr&eacute;-operat&oacute;rio[48,52,61,68,78,79,84]. Comparando com OTV isolada, Linke et al[61] n&atilde;o encontrou diferen&ccedil;as significativas. Zaffagnini et al[79] e Rodkey et al[68]usando como controlos meniscectomia parciais n&atilde;o conseguiram estabelecer diferen&ccedil;as significativas no score de Lysholm. Considerando o par&acirc;metro dor para os casos com CMI, um n&atilde;o conseguiu encontrar diferen&ccedil;as[68] mas resultados signifi cativamente melhores foram descritos pelo outro[79].</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Uma nova ferramenta para aferir resultados foi proposta por Rodkey et al[68] (e usada num estudo subsequente[79]), o index Tegner (IT) que tenta avaliar a percentagem de n&iacute;vel de atividade perdida que foi recuperada como resultado do tratamento. &Eacute; calculada pela subtra&ccedil;&atilde;o do score Tegner pr&eacute;-operat&oacute;rio pelo score obtido na &uacute;ltima avalia&ccedil;&atilde;o e depois divide-se a diferen&ccedil;a obtida pelo resultado da subtra&ccedil;&atilde;o do score pr&eacute;vio &agrave; les&atilde;o pelo score obtido imediatamente antes da cirurgia.</p>
    <p>Na s&eacute;rie de Zaffagnini et al[79] e no ramo cr&oacute;nico da s&eacute;rie de Rodkey verificou-se uma melhoria significativa do IT que n&atilde;o se verificou no ramo das les&otilde;es agudas deste &uacute;ltimo[68]. Al&eacute;m destes dois[68,79] trabalhos n&atilde;o conseguimos identificar nenhum outro trabalho validando o IT como ferramenta de medi&ccedil;&atilde;o da quantidade de perda de atividade que &eacute; recuperada ap&oacute;s a cirurgia. Al&eacute;m disso, nestes trabalhos o score Tegner pr&eacute;-operat&oacute;rio foi calculado com base namem&oacute;ria dos pacientes pelo que se deve considerar a&nbsp; fonte de vi&eacute;s da&iacute; inerente.</p>
    <p>O score de RM descrito por Genovese et al[52] tem sido usado subsequentemente o que facilita a an&aacute;lise deste par&acirc;metro. Alguma matura&ccedil;&atilde;o de tecido parece ocorrer com o tempo, contudo caracter&iacute;sticas b&aacute;sicas da sua constitui&ccedil;&atilde;o e caracter&iacute;sticas volum&eacute;tricas constituem aspetos cr&iacute;ticos do sucesso e permanecem mal defi nidas.</p>
    <p>As biopsias t&ecirc;m sido descritas com base em estimativas gen&eacute;ricas. Seria &uacute;til a defini&ccedil;&atilde;o de par&acirc;metros histol&oacute;gicos objetivos a serem reproduzidos pelos v&aacute;rios ensaios. O novo tecido obtido tem sido descrito como sendo n&atilde;o fibrocartilagem pura mas um tecido h&iacute;brido com algumas semelhan&ccedil;as[68].</p>
    <p>Apesar de infrequentes t&ecirc;m sido descritas fal&ecirc;ncias precoces por desloca&ccedil;&atilde;o ou reabsor&ccedil;&atilde;o do implante. Uma diminui&ccedil;&atilde;o do tamanho do implante em alguma magnitude tem sido frequentemente descrito apesar de n&atilde;o ter sido ainda poss&iacute;vel estabelecer uma rela&ccedil;&atilde;o entre este facto e os resultados cl&iacute;nicos. Algumas preocupa&ccedil;&otilde;es quanto &agrave;s pobres propriedades biomec&acirc;nicas iniciais foi tamb&eacute;m referida[45].</p>
    <p>Um dado consistente em todos os estudos &eacute; a&nbsp; aus&ecirc;ncia de respostas inflamat&oacute;rias ou imunol&oacute;gicas espec&iacute;ficas do implante clinicamente relevantes.</p>
    <p>O &uacute;nico&nbsp; studo relativo &agrave; aplica&ccedil;&atilde;o do implante baseado em poliuretano (Actifit&reg;, Orteq Ltd, London, United Kingdom) foi desenhado para testar o perfil do implante quanto a ser biocompat&iacute;vel, biomim&eacute;tico e biodegrad&aacute;vel al&eacute;m do seu perfil de seguran&ccedil;a[83]. Decorrentes desse facto n&atilde;o foram fornecidos dados relativos aos resultados cl&iacute;nicos. As dimens&otilde;es e caracter&iacute;sticas dos defeitos tratados foram similares &agrave;s descritas nos estudos com CMI. A inclus&atilde;o da RM potenciada por inje&ccedil;&atilde;o din&acirc;mica de contraste (DCEMRI) permitiu a aquisi&ccedil;&atilde;o de dados importantes e poderia ser usada no futuro para compara&ccedil;&atilde;o com o CMI em termos de tempo e qualidade de integra&ccedil;&atilde;o. Foi apresentada an&aacute;lise histol&oacute;gica qualitativa para 84,6% dos casos com resultados descritivos relativamente a vasculariza&ccedil;&atilde;o, celularidade e matriz extracelular. Foi descrita uma distribui&ccedil;&atilde;o do neotecido que inclui uma c&aacute;psula fibrosa vascularizada e tr&ecirc;s camadas distintas. Este m&eacute;todo deve ser considerado em trabalhos futuros. Foi descrito um caso de fal&ecirc;ncia precoce mas, tal como para o CMI, n&atilde;o foi descrita nenhuma resposta inflamat&oacute;ria ou imunol&oacute;gica clinicamente relevante relacionada com o implante. Apesar dos resultados positivos na avalia&ccedil;&atilde;o por RM e histologia s&atilde;o necess&aacute;rios resultados cl&iacute;nicos de ensaios prospetivos controlados e "randomizados" antes de se poder concluir as vantagens da dissemina&ccedil;&atilde;o do m&eacute;todo.</p>
    <p>Al&eacute;m disto, existindo duas propostas de implantes t&atilde;o diferentes com os mesmos objetivos seria vantajosa a realiza&ccedil;&atilde;o de estudos cl&iacute;nicos comparativos entre ambos.</p>
    <p>Deve ainda ser considerado que estamos na fase inicial da experi&ecirc;ncia com uma nova tecnologia e a possibilidade de ocorrer um vi&eacute;s de publica&ccedil;&atilde;o[86,87] (tend&ecirc;ncia dos investigadores e editores de lidarem&nbsp; com os dados "positivos", i.e. significativos, obtidos na investiga&ccedil;&atilde;o de forma diferente da que lidam com os resultados "negativos", i.e., a favor da hip&oacute;tese nula, ou inconclusivos) deve ser considerada.</p>
    <p>Numa proposta completamente diferente, Kamimura et al[56] descreve experi&ecirc;ncia cl&iacute;nica com um m&eacute;todo que visa ampliar a possibilidade de repara&ccedil;&atilde;o meniscal &agrave;s les&otilde;es horizontais em zona avascular. Apesar da inerente inova&ccedil;&atilde;o do m&eacute;todo, de encontrar algum suporte nos estudos de ci&ecirc;ncia b&aacute;sica, e de ter sido inicialmente classificado como estudo de n&iacute;vel de evid&ecirc;ncia IV, a escassez de dados cl&iacute;nicos objetivos fornecidos (refletida no MCM score de 19) aconselharia a sua classifica&ccedil;&atilde;o como estudo com n&iacute;vel de evid&ecirc;ncia V.</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Relativamente aos ensaios pr&eacute;-cl&iacute;nicos verifica-se que existem propostas de novas abordagens por ETMR que ainda n&atilde;o passaram &agrave; fase de ensaios cl&iacute;nicos como terapia g&eacute;nica ou terapias percut&acirc;neas com c&eacute;lulas estaminais.</p>
    <p>Nos ensaios visando modelos de substitui&ccedil;&atilde;o parcial ou total do menisco a maioria dos autores favorece a amplifica&ccedil;&atilde;o de scaffolds por combina&ccedil;&atilde;o a fatores bioativos e/ou c&eacute;lulas por compara&ccedil;&atilde;o a abordagens acelulares.&nbsp;</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">CONCLUSÕES</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Conclu&iacute;mos deste estudo um interesse crescente nas aplica&ccedil;&otilde;es da Engenharia de Tecidos e Medicina Regenerativa aplicadas ao menisco mas esta &eacute; a primeira revis&atilde;o sistem&aacute;tica da literatura neste t&oacute;pico com inclus&atilde;o da experi&ecirc;ncia cl&iacute;nica e in vivo. A substitui&ccedil;&atilde;o parcial por scaffolds acelulares baseadas em colag&eacute;nio ou poliuretano em pacientes selecionados com les&otilde;es irrepar&aacute;veis do menisco pode ser considerada segura e apresenta resultados promissores. Contudo, devem ser assinaladas algumas preocupa&ccedil;&otilde;es relacionadas com a fixa&ccedil;&atilde;o inicial e estabilidade dos biomateriais.</p>
    <p>Deve ainda salientar-se que a maioria dos estudos pr&eacute;-cl&iacute;nicos aponta poss&iacute;veis vantagens das abordagens que combinem as scaffolds com c&eacute;lulas de origem diversa e/ou fatores de crescimento.</p>
    <p>Novas e diferentes abordagens por ETMR continuam a surgir visando melhorar os processos de repara&ccedil;&atilde;o, diminuir a taxa de degenera&ccedil;&atilde;o ou terapias de substitui&ccedil;&atilde;o dos tecidos e est&atilde;o em an&aacute;lise pr&eacute;cl&iacute;nica podendo, no futuro, abrir novos horizontes &agrave; pr&aacute;tica cl&iacute;nica.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">3. ULTRA-ESTRUTURA E BIOMECÂNICA: DESCOBRIR AS BASES PARA  A REGENERAÇÃO MENISCAL (INVESTIGAÇÃO ORIGINAL)</font></b></p><font face="verdana" size="2"></font>    <p>&nbsp;</p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b><font face="Verdana" size="2">INTRODUÇÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Existem muitos aspetos por explorar relativamente &agrave; caracteriza&ccedil;&atilde;o biol&oacute;gica do menisco humano (<a name="topf4"></a><a href="#f4">Figura 4</a>), mas o tema tem merecido um grande interesse nos &uacute;ltimos anos. Podemos afirmar que se tem prestado maior aten&ccedil;&atilde;o ao estudo das diferentes popula&ccedil;&otilde;es celulares que o constituem, &agrave; investiga&ccedil;&atilde;o da sua ultraestrutura[88], densidade celular e distribui&ccedil;&atilde;o da matriz extracelular, propriedades biomec&acirc;nicas, e intera&ccedil;&otilde;es biol&oacute;gicas ou mecanismos de resposta a uma les&atilde;o.</p>    <p>&nbsp;</p><a name="f4"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v20n2/20n2a02f4.jpg" width="294" height="372" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    <p>Devido essencialmente &agrave;s limita&ccedil;&otilde;es inerentes ao estudo de tecidos humanos, a maioria dos estudos da biologia do menisco tem sido efetuado a partir de modelos animais ou, em menor n&uacute;mero, a partir do tecido congelado de esp&eacute;cimes cadav&eacute;ricos.</p>
    <p>Apesar de algum poss&iacute;vel vi&eacute;s da caracteriza&ccedil;&atilde;o do menisco no joelho com algumas altera&ccedil;&otilde;es degenerativas quando comparado com o menisco do jovem saud&aacute;vel, podemos encontrar suporte na literatura de que, em meniscos morfologicamente intactos, as altera&ccedil;&otilde;es que se podem encontrar no que respeita &agrave; sua estrutura[89] ou &agrave;s popula&ccedil;&otilde;es celulares[90] ser&atilde;o pouco relevantes.</p>
    <p>Assim sendo, dada a maior possibilidade de acesso, e desde que estabelecidos crit&eacute;rios r&iacute;gidos de inclus&atilde;o, esta pode constituir uma fonte de tecido para estabelecer padr&otilde;es m&iacute;nimos das propriedades deste tecido[91,92] e ajudar a contribuir para o desenvolvimento de estrat&eacute;gias de engenharia de tecidos para aplica&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica futura[91,92].&nbsp;</p></font>    <p>&nbsp;</p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b><font face="Verdana" size="2">MATERIAL E MÉTODOS</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Amostras de tecido humano foram obtidas cirurgicamente nos hospitais locais, de acordo com as orienta&ccedil;&otilde;es &eacute;ticas das respetivas comiss&otilde;es. Usamos dadores vivos respeitando todos os crit&eacute;rios bio&eacute;ticos inerentes aos estudos de tecido humano conforme o Comit&eacute; de &Eacute;tica da Universidade do Minho. A popula&ccedil;&atilde;o principal &eacute; constitu&iacute;da por dadores entre os cinquenta e setenta anos de vida com gonartrose unicompartimental. Neste estudo foram avaliados 26 meniscos externos (ME) e 23 meniscos internos (MI) obtidos de 41 dadores (10 masculinos e 31 femininos). Apenas meniscos morfologicamente intactos, sem antecedentes cir&uacute;rgicos foram inclu&iacute;dos e foram exclu&iacute;dos meniscos de compartimentos classificados radiologicamente como grau IV de Kellgren-Lawrence[93,94]. Cada menisco foi dividido em segmentos anterior, m&eacute;dio e posterior antes da avalia&ccedil;&atilde;o mec&acirc;nica, biol&oacute;gica ou histol&oacute;gica. Foi usada uma amostra humana de paciente com dezoito anos de idade com rutura aguda irrepar&aacute;vel do menisco externo para controlo do fen&oacute;tipo dos menisc&oacute;citos (i.e. c&eacute;lulas de articula&ccedil;&atilde;o n&atilde;o artr&oacute;sica).</p></font>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Propriedades biomecânicas por segmentos do menisco humano em tecido fresco.</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>As propriedades viscoel&aacute;sticas do menisco foram determinadas recorrendo ao equipamento TRITEC8000B DMA (Triton Technology, Reino Unido, <a href="/img/revistas/rpot/v20n2/20n2a02f5.jpg">Figura 5</a>). Todas as an&aacute;lises foram realizadas a 37&ordm;C. Antes de cada an&aacute;lise, diferentes por&ccedil;&otilde;es do menisco foram obtidas como descrito na <a href="/img/revistas/rpot/v20n2/20n2a02f6.jpg">Figura 6</a>. Assim, o menisco foi seccionado em tr&ecirc;s regi&otilde;es: anterior, m&eacute;dio e posterior. Dentro da regi&atilde;o de interesse, as amostras foram cortadas de forma a obter por&ccedil;&otilde;es cil&iacute;ndricas com cerca de 4 mm de di&acirc;metro e 4 mm de espessura usando uma trefina de bi&oacute;psia. Procedeu-se &agrave; uniformiza&ccedil;&atilde;o do tamanho e geometria das amostras a serem testadas. De seguida, as amostras foram armazenadas em solu&ccedil;&atilde;o de PBS at&eacute; ao momento da an&aacute;lise. Todos os ensaios foram realizados com as por&ccedil;&otilde;es de menisco imersas em PBS, num reservat&oacute;rio deTeflon&reg;. Depois de atingir o equil&iacute;brio a 37&ordm;C, as an&aacute;lises foram realizadas a uma frequ&ecirc;ncia compreendida entre 0,1 e 10 Hz. Os ensaios foram tamb&eacute;m realizados sob amplitude de deforma&ccedil;&atilde;o constante (50 mm). Uma pequena pr&eacute;-carga foi aplicada em cada amostra para garantir que a superf&iacute;cie das por&ccedil;&otilde;es de menisco estavam em contacto com as placas de compress&atilde;o, antes do teste.&nbsp;</p>    
<p>&nbsp;</p>    <p>    <center><a href="/img/revistas/rpot/v20n2/20n2a02f5.jpg">Figura 5</a></center></p>    
<p>&nbsp;</p>    <p>    <center><a href="/img/revistas/rpot/v20n2/20n2a02f6.jpg">Figura 6</a></center></p>    
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p></font>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Isolamento de subpopulações, avaliação do potencial condrogénico e caracterização da distribuição celular em 2D e 3D (em curso)</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Diferentes popula&ccedil;&otilde;es celulares isoladas de meniscos humanos foram preparadas para an&aacute;lise por citometria de fluxo. As c&eacute;lulas, das diferentes popula&ccedil;&otilde;es, ap&oacute;s tripsiniza&ccedil;&atilde;o, foram marcadadas com anticorpos (CD31, CD34, CD44, CD45, CD73, CD90, CD105) ligados a diferentes fluorocromos (FITC - Isotiocianato de fluoresce&iacute;na, PE - ficoeritrina, e APC - aloficocianina). Em resumo, as c&eacute;lulas foram incubadas durante 15 minutos, protegidas da luz, e &agrave; temperatura ambiente. Ap&oacute;s este passo de incuba&ccedil;&atilde;o, as amostras foram lavadas, em PBS, por centrifuga&ccedil;&atilde;o e fixadas com formalde&iacute;do (1%). De seguida, os dados foram adquiridos num cit&oacute;metro FACSCalibur e analisados utilizando o software CellQuest.</p>
    <p>Tendo em conta a utiliza&ccedil;&atilde;o a que nos propomos, na regenera&ccedil;&atilde;o parcial ou total de menisco, estamos presentemente a avaliar celularidade e tamb&eacute;m o potencial condrog&eacute;nico das c&eacute;lulas isoladas, recorrendo a meios de cultura j&aacute; amplamente descritos na literatura, e dispon&iacute;veis comercialmente, o que nos permite a padroniza&ccedil;&atilde;o dos m&eacute;todos utilizados em cultura celular, tendo sempre em mente a aplicabilidade cl&iacute;nica. Ap&oacute;s 28 dias de cultura na presen&ccedil;a de suplementos condrog&eacute;nicos, e com a utiliza&ccedil;&atilde;o de cultura em micromassa, avaliaremos a extens&atilde;o da diferencia&ccedil;&atilde;o com recurso a t&eacute;cnicas histol&oacute;gicas, como colora&ccedil;&otilde;es (hematoxilina/eosina, safranina O, azul de toluidina) e t&eacute;cnicas de imunocitoqu&iacute;mica utilizando anticorpos anticolag&eacute;nio tipo I e II, e agrecano. Estes resultados ser&atilde;o complementados atrav&eacute;s da quantifica&ccedil;&atilde;o dos glucosaminoglicanos sulfatados, e recorrendo a t&eacute;cnicas de PCR para a express&atilde;o de genes espec&iacute;ficos de cartilagem (e.g., colag&eacute;nio, prote&iacute;na oligom&eacute;rica da matriz da cartilagem (COMP) e agrecano).</p>
    <p>Neste trabalho, temos tamb&eacute;m como objetivo (em curso) isolar c&eacute;lulas de tecido adiposo humano, tecido este obtido por liposuc&ccedil;&atilde;o em abdomenoplastias ou da bolsa de Hoffa, ap&oacute;s consentimento informado de acordo com a legisla&ccedil;&atilde;o em vigor referente &agrave; prote&ccedil;&atilde;o de dados. As c&eacute;lulas ser&atilde;o obtidas atrav&eacute;s de um processo de digest&atilde;o enzim&aacute;tica com colagenase, e centrifuga&ccedil;&atilde;o, e em seguida o sedimento ser&aacute; plaqueado, e por ades&atilde;o ao frasco de cultura, propriedade das c&eacute;lulas estaminais mesenquimais, como as presentes no tecido adiposo, obteremos a popula&ccedil;&atilde;o inicial para estudo. Diferentes sobpopula&ccedil;&otilde;es ser&atilde;o isoladas a partir da primeira fra&ccedil;&atilde;o recorrendo a m&eacute;todos de sele&ccedil;&atilde;o magn&eacute;tica. As c&eacute;lulas ser&atilde;o caracterizadas quanto &agrave; express&atilde;o de marcadores de superf&iacute;cie, referenciados para c&eacute;lulas estaminais mesenquimais. Ser&atilde;o efetuados ensaios de prolifera&ccedil;&atilde;o e viabilidade celular atrav&eacute;s da quantifica&ccedil;&atilde;o de ADN, e ATP.</p>
    <p>No final desta tarefa, os resultados esperados s&atilde;o: (i) caracteriza&ccedil;&atilde;o da celularidade das diferentes regi&otilde;es que constituem o menisco, (ii) isolamento de c&eacute;lulas estaminais mesenquimais derivadas de tecido adiposo colhido de abdomenoplastias ou da bolsa de Hoffa; (iii) Caracteriza&ccedil;&atilde;o das subpopula&ccedil;&otilde;es isoladas; (iv) Avalia&ccedil;&atilde;o do potencial condrog&eacute;nico das c&eacute;lulas mesenquimais derivadas do tecido adiposo.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">RESULTADOS E DISCUSSÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>O presente estudo tem como principal objetivo a caracteriza&ccedil;&atilde;o das propriedades mec&acirc;nicas e celularidade das diferentes regi&otilde;es que constituem o menisco, i.e. parte anterior, m&eacute;dia e posterior (<a href="/img/revistas/rpot/v20n2/20n2a02f7.jpg">Figura 7</a>). Estes resultados ser&atilde;o usados como padr&atilde;o para futura diferencia&ccedil;&atilde;o condrog&eacute;nica de c&eacute;lulas estaminais obtidas da gordura humana (abdominal ou gordura de Hoffa) para estabelecer duas poss&iacute;veis fontes celulares para uso terap&ecirc;utico (c&eacute;lulas de tecido nativo ou c&eacute;lulas estaminais aut&oacute;logas ap&oacute;s diferencia&ccedil;&atilde;o in vitro).</p>    
<p>&nbsp;</p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>    <center><a href="/img/revistas/rpot/v20n2/20n2a02f7.jpg">Figura 7</a></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    <p>Da an&aacute;lise mec&acirc;nica din&acirc;mica (DMA) dos diferentes segmentos do menisco humano a fresco observamos (<a href="/img/revistas/rpot/v20n2/20n2a02f8.jpg">Figura 8</a>) a seguinte tend&ecirc;ncia de crescente de rigidez: segmento anterior MI (0,25 MPa a 1Hz) &lt;anterior ME&lt; m&eacute;dio ME&lt;posterior MI&lt; posterior ME&lt; m&eacute;dio MI (0,9 MPa a 1 Hz).&nbsp;</p>    
<p>&nbsp;</p>    <p>    <center><a href="/img/revistas/rpot/v20n2/20n2a02f8.jpg">Figura 8</a></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    <p>A an&aacute;lise de micro-CT do menisco liofilizado revelou uma porosidade m&eacute;dia de 53%, espessura m&eacute;dia das trab&eacute;culas igual a 80 &micro;m e um tamanho de poros em m&eacute;dia de 85 &micro;m. A <a href="/img/revistas/rpot/v20n2/20n2a02f9.jpg">figura 9 </a>mostra as imagem 2D de raios X do menisco liofilizado e a distribui&ccedil;&atilde;o da espessura das trab&eacute;culas e tamanho de poros.</p>    
<p>&nbsp;</p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>    <center><a href="/img/revistas/rpot/v20n2/20n2a02f9.jpg">Figura 9</a></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    <p>As c&eacute;lulas isoladas (<a name="topf10"></a><a href="#f10">Figura 10</a>) das diferentes amostras incluem fibrocondr&oacute;citos (menisc&oacute;citos) e c&eacute;lulas estaminais mesenquimais.</p>    <p>&nbsp;</p><a name="f10"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v20n2/20n2a02f10.jpg" width="369" height="343" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    <p>Foram analisadas diferentes popula&ccedil;&otilde;es celulares utilizando citometria de fluxo. A an&aacute;lise indica que as c&eacute;lulas expressam de forma heterog&eacute;nea, i.e., intensidade de fluoresc&ecirc;ncia m&eacute;dia a alta, os seguintes marcadores: CD44, CD73, CD90, CD105. Quando analisada a percentagem de c&eacute;lulas positivas para os quatro marcadores referidos, os valores s&atilde;o superiores a 97,0%&plusmn;1,5% (m&eacute;dia &plusmn; erro padr&atilde;o da m&eacute;dia). As mesmas popula&ccedil;&otilde;es foram ainda analisadas para a express&atilde;o de CD31, CD34 e CD45, tendo os valores obtidos sido 1,8%&plusmn;0,8%, 3,2%&plusmn;1,0% e 0,2%&plusmn;0,1%, respetivamente. Em duas das popula&ccedil;&otilde;es isoladas, foram analisadas duas passagens diferentes (P2 e P7), tendo-se verificado a manuten&ccedil;&atilde;o dos marcadores analisados e respetivas percentagens de express&atilde;o. A <a href="/img/revistas/rpot/v20n2/20n2a02f11.jpg">figura 11</a> &eacute; uma representa&ccedil;&atilde;o dos resultados obtidos para as popula&ccedil;&otilde;es em estudo.</p>    
<p>&nbsp;</p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>    <center><a href="/img/revistas/rpot/v20n2/20n2a02f11.jpg">Figura 11</a></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    <p>Este ensaio foi repetido com uma amostra de c&eacute;lula obtidas de um dador vivo com 18 anos de idade que sofreu rutura traum&aacute;tica complexa e irrepar&aacute;vel do corpo e corno do menisco externo, operado 4 semanas ap&oacute;s a les&atilde;o. Neste caso a articula&ccedil;&atilde;o n&atilde;o apresentava qualquer altera&ccedil;&atilde;o artr&oacute;sica no plano cl&iacute;nico, radiol&oacute;gico, resson&acirc;ncia magn&eacute;tica ou avalia&ccedil;&atilde;o artrosc&oacute;pica intraoperat&oacute;ria. Os resultados obtidos at&eacute; nas an&aacute;lises efetuadas at&eacute; ao momento foram sobrepon&iacute;veis aos descritos para a popula&ccedil;&atilde;o em estudo.</p>
    <p>Por sua vez, a caracteriza&ccedil;&atilde;o da distribui&ccedil;&atilde;o celular em 2D e 3D, dos diferentes segmentos e regi&otilde;es que constituem o menisco est&aacute; neste momento a decorrer. Para tal, a celularidade (<a name="topf12"></a><a href="#f12">Figura 12</a>) &eacute; determinada usando um m&eacute;todo semiquantitaivo, e recorrendo a an&aacute;lise histol&oacute;gica do menisco (colora&ccedil;&atilde;o H&amp;E). Este estudo contempla um universo de 25 pacientes (18 meniscos externos e 7 meniscos internos). Sendo que destes uma parte foi avaliada apenas em 2D (n=15) e outra em 3D (n=10).</p>    <p>&nbsp;</p><a name="f12"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v20n2/20n2a02f12.jpg" width="554" height="320" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    <p>O uso de dadores com mais de cinquenta anos, com artrose em algum compartimento do joelho pode constituir uma fonte de vi&eacute;s. Contudo, existe suporte na literatura determinando que n&atilde;o existem altera&ccedil;&otilde;es relevantes quer no respeitante a c&eacute;lulas[90], quer relacionados com a estrutura[89] de meniscos morfologicamente intactos obtidos desta fonte.</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Alguma diminui&ccedil;&atilde;o da densidade celular &eacute; espect&aacute;vel com a idade[95] e n&atilde;o se exclui igualmente alguma altera&ccedil;&atilde;o da biomec&acirc;nica. Contudo, este estudo tem o m&eacute;rito de avaliar, pela primeira vez, as propriedades biomec&acirc;nicas em tecido humano fresco, obviando o vi&eacute;s inerente ao uso de material congelado[96,97] que altera significativamente as propriedades f&iacute;sicas do menisco[96-98].</p>
    <p>Foi poss&iacute;vel obter neste modelo, de forma repetida e consistente, c&eacute;lulas vi&aacute;veis e funcionantes com caracter&iacute;sticas de tecido meniscal normal semelhantes ao descrito na literatura[88,90]. As c&eacute;lulas de controlo obtidas de les&atilde;o aguda em paciente jovem confirmaram a preserva&ccedil;&atilde;o fenot&iacute;pica da popula&ccedil;&atilde;o principal tal como previamente descrito.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">CONCLUSÕES</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Este estudo contribuiu para um conhecimento mais profundo do menisco humano nomeadamente no que respeita &agrave;s propriedades biomec&acirc;nicas dos v&aacute;rios segmentos do menisco (sem processo de congelamento) e da sua biologia celular. Da an&aacute;lise mec&acirc;nica din&acirc;mica (DMA) dos diferentes segmentos do menisco humano observamos a seguinte tend&ecirc;ncia decrescente de rigidez: segmento anterior MI (0,25 MPa a 1Hz) &lt;anterior ME&lt; m&eacute;dio ME&lt;posterior MI&lt; posterior ME&lt; m&eacute;dio MI (0,9 MPa a 1 Hz). As c&eacute;lulas isoladas das diferentes amostras incluem fibrocondr&oacute;citos e c&eacute;lulas estaminais mesenquimais (positivas para CD105, CD73 e CD90; negativas para CD34 e CD45). A densidade celular decresce da periferia (R-R) para o centro (W-W). Observou-se uma assimetria na celularidade entre os diferentes segmentos avaliados.</p>
    <p>O modelo usado na manipula&ccedil;&atilde;o das popula&ccedil;&otilde;es celulares permitiu obter de forma fi&aacute;vel e reprodut&iacute;vel c&eacute;lulas vi&aacute;veis para aplica&ccedil;&otilde;es em engenharia de tecidos.</p>
    <p>Estes dados acrescentam desde j&aacute; conhecimento relevante sobre este tecido com o objetivo de desenvolver novas e mais eficazes abordagens visando a regenera&ccedil;&atilde;o parcial/total do menisco mas os trabalhos em curso neste cap&iacute;tulo poder&atilde;o abrir ainda novas perspetivas.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">4. NOVA MATRIZ TRIDIMENSIONAL POROSA PARA ABORDAGEM CELULAR E ACELULAR EM ENGENHARIA DE TECIDOS DO MENISCO: ENSAIO IN VITRO (INVESTIGAÇÃO ORIGINAL)</font></b></p><font face="verdana" size="2"></font>    <p>&nbsp;</p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b><font face="Verdana" size="2">INTRODUÇÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Reconhecendo algumas das limita&ccedil;&otilde;es descritas para as scaffolds em aplica&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica e mesmo pr&eacute;cl&iacute;nica com base na revis&atilde;o sistem&aacute;tica da literatura efetuada (fal&ecirc;ncia precoce de integra&ccedil;&atilde;o, diminui&ccedil;&atilde;o progressiva do volume, tecido final diferente de fibrocartilagem - cap&iacute;tulo 2), e considerando os par&acirc;metros m&iacute;nimos do ponto de vista biomec&acirc;nico e biol&oacute;gico resultantes do trabalho descrito no cap&iacute;tulo 3, avan&ccedil;amos no desenvolvimento de uma nova op&ccedil;&atilde;o com um novo biomaterial que pudesse estabelecer vantagens do ponto de vista da estabilidade, propriedades mec&acirc;nicas e biocompatibilidade.</p>
    <p>A fibro&iacute;na de seda obtida do bicho da seda tem vindo a ser explorada como biomaterial para a produ&ccedil;&atilde;o de scaffolds. A arquitetura e as propriedades mec&acirc;nicas de uma matriz tridimensional porosa s&atilde;o vari&aacute;veis determinantes no controlo da forma&ccedil;&atilde;o/regenera&ccedil;&atilde;o de tecido[99], tal como o s&atilde;o a disponibilidade de meio adequado (incluindo fatores de crescimento) e a press&atilde;o hidrost&aacute;tica[100,101] particularmente se estamos a lidar com cartilagem (o que justifica o papel dos bioreactores nos estudos in vitro)[102].</p>
    <p>Por esse motivo, considerando as caracter&iacute;sticas f&iacute;sicas do tecido humano previamente descritas e os resultados dos nossos estudos proposemo-nos testar scaffolds de fibro&iacute;na da seda (produzida pelo bicho da seda Bombyx mori) a 10 e 12% para aplica&ccedil;&atilde;o em abordagens de Engenharia de tecidos de menisco (<a name="topf13"></a><a href="#f13">Figura 13</a>).</p>    <p>&nbsp;</p><a name="f13"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v20n2/20n2a02f13.jpg" width="372" height="365" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">MATERIAL E MÉTODOS</font></b></p><font face="verdana" size="2"></font>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b><font face="Verdana" size="2">Produção e caracterização das estruturas tridimensional (3D) porosas baseada em seda para reparação parcial/total de defeitos meniscais</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>As estruturas 3D porosas (scaffolds) foram produzidas utilizando como mat&eacute;ria-prima a seda, com diferentes concentra&ccedil;&otilde;es. As estruturas tridimensionais porosas foram obtidas recorrendo ao m&eacute;todo de processamento atrav&eacute;s da mistura e lixivia&ccedil;&atilde;o de sais (cloreto de s&oacute;dio). A fibro&iacute;na de seda ser&aacute; preparada conforme descrito anteriormente por Leping Yan et al.103 A solu&ccedil;&atilde;o de fi bro&iacute;na de seda ser&aacute; dilu&iacute;da para obtermos as solu&ccedil;&otilde;es com as seguintes concentra&ccedil;&otilde;es: 10% e 12% (% em massa). As estruturas foram moldadas utilizando um tubo de silicone, e secas &agrave; temperatura ambiente durante 48 horas. Os tubos foram depois imersos em &aacute;gua destilada e o sais de cloreto de s&oacute;dio extra&iacute;dos por v&aacute;rios dias. As estruturas foram posteriormente congeladas a -80&deg;C e liofilizadas.</p>
    <p>A estabilidade das estruturas (% perda de massa) produzidas foi avaliada, in vitro. Este estudo foi realizado ao longo de trinta dias, por imers&atilde;o dos suportes em tamp&atilde;o salino (PBS), a pH fisiol&oacute;gico (7,4). A morfologia da superf&iacute;cie e propriedades mec&acirc;nicas das estruturas ap&oacute;s cada tempo de imers&atilde;o foram analisadas.</p>
    <p>As estruturas produzidas foram caracterizadas utilizando testes de compress&atilde;o din&acirc;mica (DMA) em condi&ccedil;&otilde;es h&uacute;midas (PBS, pH 7,4) e testes de compress&atilde;o em estado seco, utilizando para estes &uacute;ltimos ensaios uma m&aacute;quina de ensaios universal (Instron 4505) com c&eacute;lula de carga 1 kN &agrave; temperatura ambiente. Para al&eacute;m dos testes referidos, foram utilizadas outras t&eacute;cnicas de cracteriza&ccedil;&atilde;o complementares como seja a microtomografia de raios-X (micro-CT) e microscopia eletr&oacute;nica de varrimento (SEM).</p></font>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Avaliação da toxicidade e cultura de células de menisco humano na matriz tridimensional de seda (in vitro)</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Os estudos de biocompatibilidade correspondem a uma das etapas da caracteriza&ccedil;&atilde;o das estruturas porosas tridimensionais, independentemente da sua micro ou macro-porosidade, e consequentemente, determinar a adequa&ccedil;&atilde;o ao uso pretendido, ou seja, ir&aacute; determinar se as scaffolds devem seguir para as pr&oacute;ximas fases de teste (em ensaios in vivo, e pr&eacute;clinicos) ou se &eacute; necess&aacute;rio voltar atr&aacute;s e otimizar alguns par&acirc;metros. Procedeu-se &agrave; cultura e expans&atilde;o das c&eacute;lulas do menisco em frascos de cultura at&eacute; atingiram 70-80% de conflu&ecirc;ncia, e nessa altura foram ent&atilde;o transferidas para as estruturas 3D produzidas, e a cultura continuada, quer em condi&ccedil;&otilde;es de expans&atilde;o quer em condi&ccedil;&otilde;es de diferencia&ccedil;&atilde;o condrog&eacute;nica. A prolifera&ccedil;&atilde;o celular e vialibidade foram testadas recorrendo a testes padronizados. A caracteriza&ccedil;&atilde;o das estruturas h&iacute;bridas (scaffold com c&eacute;lulas) foi caracterizada recorrendo ao ensaio calce&iacute;na-AM e ser&aacute; tamb&eacute;m realizada utilizando espectroscopia (SEM). A diferencia&ccedil;&atilde;o condrog&eacute;nica (estudo a decorrer) ser&aacute; avaliada com a quantifica&ccedil;&atilde;o de glicosaminoglicanos (GAGs), t&eacute;cnicas histol&oacute;gicas para a imunolocaliza&ccedil;&atilde;o de colag&eacute;nio tipo I e II. Sendo a caracteriza&ccedil;&atilde;o complementada pela determina&ccedil;&atilde;o da express&atilde;o de genes espec&iacute;ficos para cartilagem como Sox9, colag&eacute;nio tipo I, II e X, COMP e agrecano utilizando t&eacute;cnicas de PCR.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">RESULTADOS E DISCUSSÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Foram avaliadas as propriedades mec&acirc;nicas, arquitetura e performance biol&oacute;gica das scaffolds de fibro&iacute;na de seda (<a name="topf14"></a><a href="#f14">Figura 14</a>) produzidas a partir de diferentes concentra&ccedil;&otilde;es iniciais de seda (10% e 12% em massa).</p>    <p>&nbsp;</p><a name="f14"></a>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v20n2/20n2a02f14.jpg" width="369" height="411" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    <p>Quanto &agrave; an&aacute;lise de DMA constatamos um aumento do m&oacute;dulo com o aumento da concentra&ccedil;&atilde;o de fibro&iacute;na de seda. Durante os testes, observou-se uma varia&ccedil;&atilde;o dos m&oacute;dulos de 37,6 &plusmn; 1,7-77,9 &plusmn; 4,4 kPa e 158,0 &plusmn; 16,8-264,1 &plusmn; 26,8 kPa, para silk-10 e silk-12, respetivamente (<a href="/img/revistas/rpot/v20n2/20n2a02f15.jpg">Figura 15</a>). Comparando os m&oacute;dulos do menisco humano 250-900 kPa, (cap&iacute;tulo 3) pode afirmar-se que as scaffolds s&atilde;o adequadas para aplica&ccedil;&atilde;o em abordagens de engenharia de tecidos de menisco.</p>    
<p>&nbsp;</p>    <p>    <center><a href="/img/revistas/rpot/v20n2/20n2a02f15.jpg">Figura 15</a></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    <p>As imagens de microscopia eletr&oacute;nica de varrimento revelaram que as estruturas desenvolvidas s&atilde;o altamente porosas e interconectivas (<a href="/img/revistas/rpot/v20n2/20n2a02f16.jpg">Figura 16</a>), apresentando tamb&eacute;m macro- e micro-poros.</p>    
<p>&nbsp;</p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>    <center><a href="/img/revistas/rpot/v20n2/20n2a02f16.jpg">Figura 16</a></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    <p>A porosidade total, interconectividade e tamanho de poros das scaffolds foram determinadas atrav&eacute;s da t&eacute;cnica micro-CT. Com o aumento da concentra&ccedil;&atilde;o fibro&iacute;na de seda de 10% para 12%, verificou-se uma diminui&ccedil;&atilde;o da porosidade m&eacute;dia de 89% para 87% (<a name="topf17"></a><a href="#f17">Figura 17</a>). Por outro lado verificou-se que a interconectividade tamb&eacute;m diminuiu de ~97% para 95%. No entanto, a espessura das trab&eacute;culas e tamanho de poros n&atilde;o variou significativamente, i.e., 60 &micro;m para silk-12 e 58 &micro;m para silk-10, sendo que o tamanho m&eacute;dio de poros est&aacute; compreendido entre 200 e 300 &micro;m, o que &eacute; favor&aacute;vel para a cultura e prolifera&ccedil;&atilde;o celular.104 </p>    <p>&nbsp;</p><a name="f17"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v20n2/20n2a02f17.jpg" width="575" height="397" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    <p>Os ensaios de degrada&ccedil;&atilde;o realizados numa solu&ccedil;&atilde;o tamp&atilde;o salina de fosfato (pH 7,4 e T=37&ordm;C) revelaram que as scaffolds apresentam uma estabilidade favor&aacute;vel, i.e., a sua estrutura, morfologia e propriedades mec&acirc;nicas foram mantidas ap&oacute;s 30 dias (<a name="topf18"></a><a href="#f18">Figura 18</a>).</p>    <p>&nbsp;</p><a name="f18"></a>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v20n2/20n2a02f18.jpg" width="370" height="240" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    <p>A avalia&ccedil;&atilde;o da performance biol&oacute;gica das scaffolds propostas para a engenharia de tecidos de menisco foi estudada in vitro. Fibroblastos de pulm&atilde;o de ratinho (c&eacute;lulas L929) foram cultivadas na presen&ccedil;a das subst&acirc;ncias lixivi&aacute;veis libertadas das scaffolds produzidas (10 e 12%). O ensaio MTS foi realizado ap&oacute;s 1, 3 e 7 dias de cultura (<a name="topf19"></a><a href="#f19">Figura 19</a>).</p>    <p>&nbsp;</p><a name="f19"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v20n2/20n2a02f19.jpg" width="369" height="348" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    <p>Os resultados mostraram que as scaffolds n&atilde;o apresentam qualquer efeito citot&oacute;xico.</p>
    <p>Por sua vez, a viabilidade celular foi investigadacultivando c&eacute;lulas isoladas do menisco humano na superficie das scaffolds e realizando um ensaio de calce&iacute;na-AM (<a href="/img/revistas/rpot/v20n2/20n2a02f20.jpg">Figura 20</a>).</p>    
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>    <p>    <center><a href="/img/revistas/rpot/v20n2/20n2a02f20.jpg">Figura 20</a></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    <p>O ensaio revelou um aumento de fluoresc&ecirc;ncia com o aumento do tempo de cultura, o que demonstra a capacidade das scaffolds em suportar a ades&atilde;o e prolifera&ccedil;&atilde;o das c&eacute;lulas do menisco.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">CONCLUSÕES</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>O presente estudo descreve a caracteriza&ccedil;&atilde;o f&iacute;sico-qu&iacute;mica das estruturas 3D de fibro&iacute;na de seda produzidas a partir de concentra&ccedil;&otilde;es elevadas de diferentes solu&ccedil;&otilde;es aquosas de fibro&iacute;na de seda. A macro- e micro-porosidade das estruturas foi obtida recorrendo aos m&eacute;todos de lixivia&ccedil;&atilde;o de sal e liofiliza&ccedil;&atilde;o. O estudo da arquitetura 3D das scaffolds de fibro&iacute;na de seda mostrou que estas estruturas possuem elevada porosidade e interconectividade, diminuindo a sua percentagem com o aumento da concentra&ccedil;&atilde;o de fibro&iacute;na de seda. Os ensaios de compress&atilde;o e an&aacute;lise de DMA revelaram que as propriedades mec&acirc;nicas das estruturas aumentaram drasticamente com o aumento da concentra&ccedil;&atilde;o de fibro&iacute;na de seda. Por outro lado, os ensaios de degrada&ccedil;&atilde;o in vitro tamb&eacute;m mostraram que as scaffolds mant&ecirc;m a sua estrutura e morfologia, bem como suas propriedades mec&acirc;nicas originais, ap&oacute;s 30 dias de imers&atilde;o. Os ensaios de caracteriza&ccedil;&atilde;o biol&oacute;gica provaram que as scaffolds n&atilde;o apresentam qualquer efeito citot&oacute;xico e suportam a ades&atilde;o e viabilidade de c&eacute;lulas do menisco, in vitro. &Eacute; poss&iacute;vel desenvolver estruturas com propriedades mec&acirc;nicas mais elevadas (m&oacute;dulo 399,2&plusmn;19,6-630,3&plusmn;49,8 kPa) usando solu&ccedil;&otilde;es de fibro&iacute;na de seda at&eacute; 16%. Portanto, as scaffolds de fibro&iacute;na de seda propostas s&atilde;o boas candidatas para encontrarem aplica&ccedil;&otilde;es em abordagens de engenharia de tecidos do menisco.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">5. IMPORTÂNCIA DA NEOVASCULARIZAÇÃO/INERVAÇÃO: APLICAÇÃO DO HIDROGEL DE GOMA GELANA METACRILADA NA MATRIZ DE FIBROÍNA DE SEDA COMO UMA NOVA ABORDAGEM PARA PREVENIR NEOVASCULARIZAÇÃO/INERVAÇÃO E DEFENDER AS PROPRIEDADES BIOMECÂNICAS PELA PRESERVAÇÃO DO FENÓTIPO DOS FIBROCONDRÓCITOS (INVESTIGAÇÃO ORIGINAL)</font></b></p><font face="verdana" size="2"></font>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">INTRODUÇÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Considerando a especificidade e caracter&iacute;sticas biol&oacute;gicas e fun&ccedil;&otilde;es do tecido em apre&ccedil;o, propusemos uma nova abordagem por Engenharia de Tecidos na substitui&ccedil;&atilde;o do menisco.</p>
    <p>Nos estudos publicados est&atilde;o registados casos de fal&ecirc;ncia precoce de integra&ccedil;&atilde;o, diminui&ccedil;&atilde;o do volume do tecido final ou desintegra&ccedil;&atilde;o. Al&eacute;m disso, o tecido obtido n&atilde;o &eacute; fibrocartilagem mas um h&iacute;brido com algumas semelhan&ccedil;as.</p>
    <p>Assim sendo a hip&oacute;tese &eacute; de que se pudermos,&nbsp; sem prejudicar a estabilidade do implante, favorecer a neovasculariza&ccedil;&atilde;o na zona perif&eacute;rica da scaffold de fibro&iacute;na de seda poderemos facilitar a ades&atilde;o e integra&ccedil;&atilde;o inicial do implante (<a href="/img/revistas/rpot/v20n2/20n2a02f21.jpg">Figura 21</a>). Na mesma perspetiva seria vantajoso inibi-la nas zonas mais centrais, onde se privilegia a preserva&ccedil;&atilde;o fenot&iacute;pica dos menisc&oacute;citos que produzem a matriz extracelular respons&aacute;vel pelas propriedades mec&acirc;nicas, eventualmente aproximando o tecido final &agrave; fibrocartilagem caracter&iacute;stica do menisco. Al&eacute;m disso, apesar de n&atilde;o estar cabalmente demonstrado &eacute; veros&iacute;mil que a invas&atilde;o vascular das zonas mais centrais possa ter efeito nocivo nas propriedades mec&acirc;nicas e que seja acompanhada por prolifera&ccedil;&atilde;o de nocireceptores.</p>    
<p>&nbsp;</p>    <p>    <center><a href="/img/revistas/rpot/v20n2/20n2a02f21.jpg">Figura 21</a></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    <p>Recentemente descrevemos um hidrogel &agrave; base de goma gelana com propriedades barreira e n&atilde;oangiog&eacute;nico, o qual permite inibir a infiltra&ccedil;&atilde;o de c&eacute;lulas endoteliais e de vasos sangu&iacute;neos. Na mesma perspetiva seria vantajoso combinar o hidrogel de goma gelana com a nossa scaffold, por forma a ser poss&iacute;vel prevenir a neovasculariza&ccedil;&atilde;o nas zonas mais centrais, e desta forma mimetizar o tecido final &agrave; estrutura do menisco. Considerando as propriedades mec&acirc;nicas das scaffolds desenvolvidas (cap&iacute;tulo 4), foi seleccionda a scaffolds de fi bro&iacute;na de seda 12% (silk- 12) como a mais promissora, e como tal a ser avaliada no presente estudo.</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Ao contr&aacute;rio de outros modelos desenvolvidos para o estudo da angiog&eacute;nese in vivo, o ensaio da membrana corio-alantoide (CAM) de ovos de galinha &eacute; um teste simples e vi&aacute;vel para testes envolvendo um grande n&uacute;mero de amostras. Al&eacute;m disso, n&atilde;o requer um biot&eacute;rio, e portanto, n&atilde;o &eacute; caro. Este m&eacute;todo tem sido tamb&eacute;m aplicado no estudo da resposta angiog&eacute;nica e infl amat&oacute;ria de biomateriais. Assim, o presente estudo consiste na avalia&ccedil;&atilde;o das propriedades de barreira do hidrogel de goma gelana quando combinada com a scaffold de fibro&iacute;na de seda 12%, recorrendo ao ensaio CAM.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">MATERIAL E MÉTODOS</font></b></p><font face="verdana" size="2"></font>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Ensaio da membrana corio-alantoide (CAM) de ovos de galinha</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Ovos f&eacute;rteis de galinha (n=90-120; Pintobar, Portugal) foram incubados a 37&ordm;C (Laboratory Incubator Series 8000; Termaks, Norway) durante 3 dias. Ap&oacute;s este per&iacute;odo foi criado uma pequena abertura na extremidade pontiaguda do ovo, com o objetivo de permitir a dissocia&ccedil;&atilde;o da CAM da membrana da casca do ovo. Foi igualmente cortada uma janela circular na casca (com um m&aacute;ximo de 15 mm de di&acirc;metro) a fim de avaliar a viabilidade do embri&atilde;o e permitir o acesso &agrave; CAM (<a href="/img/revistas/rpot/v20n2/20n2a02f22.jpg">Figura 22</a>). Este processo foi realizado numa c&acirc;mara de fluxo laminar para minimizar o risco de contamina&ccedil;&atilde;o. A abertura na casca foi selada com fita adesiva transparente (aproximadamente 50&times;30 mm; BTK, Portugal) para evitar a desidrata&ccedil;&atilde;o e os ovos foram novamente incubados a 37&ordm;C at&eacute; o dia 10 do desenvolvimento embrion&aacute;rio.</p>    
<p>&nbsp;</p>    <p>    <center><a href="/img/revistas/rpot/v20n2/20n2a02f22.jpg">Figura 22</a></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    <p>Discos est&eacute;reis (n=7) com um di&acirc;metro de 4 mm e altura de 3 mm foram implantados na CAM ao 10&ordm; dia de desenvolvimento embrion&aacute;rio em condi&ccedil;&otilde;es est&eacute;reis. Seis grupos experimentais foram testados: discos de 1) seda a 12% (S), 2) seda a 12%+iGGMA (SGG), 3) seda a 12%+iGG-MA+VEGF (SGG+VEGF), 4) seda a 12%+c&eacute;lulas do menisco (SCel), 5) seda a 12%+iGG-MA+c&eacute;lulas do menisco (SGGCel) e 6) seda a 12%+iGG-MA+c&eacute;lulas do menisco+VEGF (SGGCel+VEGF). Foram igualmente preparados discos de papel de filtro (PF) com um di&acirc;metro de 4 mm, esterilizados em autoclave e implantados na CAM ao 10&ordm; dia de desenvolvimento embrion&aacute;rio (n=7). O papel de filtro est&eacute;ril foi colocado diretamente sobre a CAM e serviu como controlo, com ou sem a adi&ccedil;&atilde;o de 100 ng de VEGF (PF+VEGF e PF). A abertura na casca foi protegida com fita adesiva transparente e os ovos novamente incubados a 37&ordm;C at&eacute; ao 14&ordm; dia de desenvolvimento embrion&aacute;rio. Ap&oacute;s dois dias foi adicionado 100 ng de VEGF ao grupo controlo PF+VEGF e aos restantes grupos experimentais contendo VEGF, emcondi&ccedil;&otilde;es est&eacute;reis. As imagens dos implantes na CAM foram obtidas in ovo no final do ensaio utilizando uma c&acirc;mara digital Olympus DP71 (Olympus, EUA) conectada ao software b&aacute;sico de imagem CellB (Olympus, EUA) acoplada a um microsc&oacute;pio estereosc&oacute;pico Olympus SZX16 (Olympus, EUA). Os embri&otilde;es e respetivas membranas foram ent&atilde;o fixados in ovo por adi&ccedil;&atilde;o de um pequeno volume de uma solu&ccedil;&atilde;o fresca de paraformalde&iacute;do (PFA; Merck, Alemanha) a 4% (v/v), seguida de incuba&ccedil;&atilde;o a -80&deg;C durante 10 minutos. Os materiais implantados e as por&ccedil;&otilde;es da CAM imediatamente subjacentes foram dissecadas e transferidas para placas de 12 po&ccedil;os contendo solu&ccedil;&atilde;o de PFA a 4% (v/v). As imagens ex ovo foram ent&atilde;o capturadas para cada implante na CAM. As membranas excisadas foram transferidas para cassetes histol&oacute;gicas, inclu&iacute;das em parafina e seccionadas (Rotary Microtome HM 325; Microm, Alemanha) para an&aacute;lise imuno-histoqu&iacute;mica.</p></font>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b><font face="Verdana" size="2">Quantificação de vasos sanguíneos convergentes</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>A avalia&ccedil;&atilde;o macrosc&oacute;pica da resposta angiog&eacute;nica foi efetuada utilizando um m&eacute;todo semiquantitativo, por an&aacute;lise da converg&ecirc;ncia de vasos sangu&iacute;neos para os discos implantados, in ovo e ex ovo, de acordo com o descrito por Ribatti et al[105] As imagens in ovo e ex ovo obtidas ao 14&ordm; dia de desenvolvimento embrion&aacute;rio foram processadas utilizando o software WCIF ImageJ (EUA National Institutes of Health, EUA) para facilitar a contagem do n&uacute;mero total de vasos sangu&iacute;neos que convergiam para o disco implantado. Para efeitos de quantifica&ccedil;&atilde;o, a amplia&ccedil;&atilde;o das imagens estereomicrosc&oacute;picas foi mantida constante (7x), bem como a &aacute;rea da imagem processada (1000 x 1000 pixels). O n&uacute;mero total de micro-vasos macrosc&oacute;picos que convergiam para o implante foi quantificado para cada ovo por tr&ecirc;s observadores independentes.</p></font>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Coloração de hematoxilina-eosina</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Sec&ccedil;&otilde;es da CAM com 3 &micro;m de espessura foram coradas com H&amp;E. Os cortes histol&oacute;gicos sagitais das amostras foram observados por microscopia atrav&eacute;s de um microsc&oacute;pio &oacute;tico Axio Imager.Z1m (Zeiss, Alemanha) associado a uma c&acirc;mara digital AxioCam MRC5 (Zeiss, Alemanha) conectada ao software de processamento de imagem AxioVision (Zeiss,Alemanha).</p></font>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Análise imuno-histoquímica</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>A an&aacute;lise imuno-histoqu&iacute;mica foi efetuada em sec&ccedil;&otilde;es representativas (de espessura 3 &micro;m) da CAM contendo o material implantado, com base no sistema estreptavidina-biotina-peroxidase (UltraVision Large Volume Detection System Anti-Polyvalent, HRP; LabVision Corporation, EUA). Resumidamente, a parafina foi removida dos cortes da CAM e as l&acirc;minas re-hidratadas foram submetidas ao calor para induzir a recupera&ccedil;&atilde;o antig&eacute;nica em tamp&atilde;o citrato 10 mM (pH 6,0; Merck, Alemanha) durante 20 minutos e a 98&ordm;C. De forma a inativar as peroxidases end&oacute;genas, as l&acirc;minas foram incubadas numa solu&ccedil;&atilde;o de per&oacute;xido de hidrog&eacute;nio a 3% (v/v) (PanreacQu&iacute;mica SAU, Espanha) durante 10 minutos, e seguidamente imersas em PBS. As sec&ccedil;&otilde;es da CAM foram ent&atilde;o submetidas a um per&iacute;odo de incuba&ccedil;&atilde;o em solu&ccedil;&atilde;o bloqueadora de prote&iacute;na por 10 minutos, seguido de incuba&ccedil;&atilde;o com o anticorpo prim&aacute;rio espec&iacute;fico para a lectina (SNA, EBL), durante 1 hora e &agrave; temperatura ambiente. Finalmente, os cortes foram lavados sequencialmente com PBS e incubadas com o complexo estreptavidinaperoxidase durante 10 minutos. A rea&ccedil;&atilde;o imunol&oacute;gica foi visualizada utilizando 3,3&rsquo;-Diaminobenzidina (DAB; Thermo Scientific, EUA) como crom&oacute;geno. A contracolora&ccedil;&atilde;o foi efetuado com solu&ccedil;&atilde;o de hematoxilina de Gill-2 (Merck, Alemanha) em todos os cortes. Para preparar o controlo negativo foi omitido o anticorpo prim&aacute;rio, enquanto que para o controlo positivo foi utilizada apenas a membrana corio-alantoide. As imagens das sec&ccedil;&otilde;es histol&oacute;gicas da CAM foram obtidas utilizando uma c&acirc;mara digital AxioCam MRc5 (Zeiss, Alemanha) conectada ao software de processamento de imagem AxioVision (Zeiss, Alemanha) acoplada a um microsc&oacute;pio &oacute;tico AxioImager.Z1m (Zeiss, Alemanha).</p></font>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Análise estatística</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>A an&aacute;lise estat&iacute;stica foi realizada aplicando uma an&aacute;lise de vari&acirc;ncia one-way seguida pelo teste de compara&ccedil;&atilde;o m&uacute;ltipla de Tukey (p&lt;0,05; n=7) usando o software GraphPadPrism (GraphPad Software Inc., EUA). O crit&eacute;rio de signific&acirc;ncia estat&iacute;stica utilizado foi um valor de p&lt;0,05 para um intervalo de confian&ccedil;a de 95% (*** p&lt;0,001; ** p&lt;0,01; * p&lt;0,05).</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">RESULTADOS E DISCUSSÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A <a href="/img/revistas/rpot/v20n2/20n2a02f23.jpg">figura 23</a> mostra as fotografias (in ovo) de estereomicroscopia da sec&ccedil;&atilde;o da CAM correspondente aos diferentes materiais implantados, ap&oacute;s 4 dias de implanta&ccedil;&atilde;o. A partir da figura &eacute; poss&iacute;vel observar que as scaffolds foram parcialmente encapsuladas. No entanto, n&atilde;o se observou qualquer ind&iacute;cio macrosc&oacute;pico de degrada&ccedil;&atilde;o ou absor&ccedil;&atilde;o do material. Tamb&eacute;m n&atilde;o foi observada a forma&ccedil;&atilde;o de tecido de granula&ccedil;&atilde;o, o que &eacute; uma indica&ccedil;&atilde;o de que os materiais n&atilde;o despoletaram uma rea&ccedil;&atilde;o inflamat&oacute;ria.</p>    
<p>&nbsp;</p>    <p>    <center><a href="/img/revistas/rpot/v20n2/20n2a02f23.jpg">Figura 23</a></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    <p>Por sua vez, a <a href="/img/revistas/rpot/v20n2/20n2a02f24.jpg">figura 24</a> mostra as fotografias (ex ovo) de estereomicroscopia da sec&ccedil;&atilde;o da CAM correspondente aos diferentes materiais implantados, ap&oacute;s 4 dias de implanta&ccedil;&atilde;o. Estas imagens foram processadas para determinar o n&uacute;mero de vasos sangu&iacute;neos macrosc&oacute;picos convergentes para os implantes.</p>    
<p>&nbsp;</p>    <p>    <center><a href="/img/revistas/rpot/v20n2/20n2a02f24.jpg">Figura 24</a></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A <a name="topf25"></a><a href="#f25">figura 25</a> mostra a quantifica&ccedil;&atilde;o de vasos sangu&iacute;neos (ex ovo) macrosc&oacute;picos. Tr&ecirc;s diferentes observadores procederam &aacute; an&aacute;lise das imagens. &Eacute; poss&iacute;vel observar que n&atilde;o h&aacute; diferen&ccedil;as significativas na forma&ccedil;&atilde;o de vasos sangu&iacute;neos macrosc&oacute;picos induzida pelos implantes quando comparado com o controlo positivo de angiog&eacute;nese (Papel filtro, PF).</p>    <p>&nbsp;</p><a name="f25"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v20n2/20n2a02f25.jpg" width="370" height="660" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    <p>A <a href="/img/revistas/rpot/v20n2/20n2a02f26.jpg">figura 26</a> mostra as imagens de microscopia &oacute;tica das sec&ccedil;&otilde;es sagitais da CAM excisada ap&oacute;s colora&ccedil;&atilde;o com hematoxilina e eosina (H&amp;E) correspondentes aos materiais implantados. A <a href="/img/revistas/rpot/v20n2/20n2a02f6.jpg">figura 6</a>.6A e D corresponde aos implantes de fibro&iacute;na de seda 12%, com e sem c&eacute;lulas do menisco. A partir das imagens &eacute; poss&iacute;vel observar uma infiltra&ccedil;&atilde;o celular massiva da CAM, ocupando os poros da scaffold, da periferia para o centro. Por sua vez, a <a href="/img/revistas/rpot/v20n2/20n2a02f6.jpg">figura 6</a>.6B, C, E e F corresponde aos implantes de seda (12%) modificados com o hidrogel goma gelana metacrilada (iGG-MA). As figuras mostram que o hidrogel inibiu a infiltra&ccedil;&atilde;o celular a partir da CAM.</p>    
<p>&nbsp;</p>    <p>    <center><a href="/img/revistas/rpot/v20n2/20n2a02f26.jpg">Figura 26</a></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A <a href="/img/revistas/rpot/v20n2/20n2a02f27.jpg">figura 27</a> corresponde &agrave;s imagens de microscopia &oacute;tica da colora&ccedil;&atilde;o imuno-histoqu&iacute;mica (Lectina- SNA, especifica para as c&eacute;lulas endoteliais), das sec&ccedil;&otilde;es sagitais da CAM excisada correspondentes aos materiais implantados. Foi poss&iacute;vel verificar que a adi&ccedil;&atilde;o de VEGF &agrave;s scaffolds promove quer a migra&ccedil;&atilde;o de c&eacute;lulas endoteliais (setas) para a CAM quer a forma&ccedil;&atilde;o do microcapilares. Por sua vez, estes resultados mostraram que a adi&ccedil;&atilde;o da goma gelana modificada (com e sem c&eacute;lulas do menisco humano) &agrave;s scaffolds de fi bro&iacute;na de seda inibiu a infiltra&ccedil;&atilde;o&nbsp; de c&eacute;lulas endoteliais e de vasos sangu&iacute;neos para o interior das scaffolds a partir da CAM.</p>    
<p>&nbsp;</p>    <p>    <center><a href="/img/revistas/rpot/v20n2/20n2a02f27.jpg">Figura 27</a></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    <p>Estes resultados demonstram que o hidrogel de goma gelana modificada &eacute; capaz de prevenir, pelo menos durante o per&iacute;odo de implanta&ccedil;&atilde;o, ambas infiltra&ccedil;&atilde;o celular e de vasos sangu&iacute;neos para o interior da scaffold. Esta abordagem na engenharia de tecidos do menisco &eacute; uma estrat&eacute;gia inovadora para o controlo da neovasculariza&ccedil;&atilde;o na scaffold, i.e., permite a neovasculariza&ccedil;&atilde;o na zona perif&eacute;rica da scaffold de fibro&iacute;na de seda e promove a sua inibi&ccedil;&atilde;o nas zonas mais centrais.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">CONCLUSÕES</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>O estudo in vivo, demonstro que o desenvolvimento de uma scaffold de fibro&iacute;na de seda combinada com um hidrogel de goma gelana modificada permite-nos controlar a neovasculariza&ccedil;&atilde;o na zona perif&eacute;rica da scaffold e promover a sua inibi&ccedil;&atilde;o nas zonas mais centrais. Apesar disso, ser&aacute; necess&aacute;rio a realiza&ccedil;&atilde;o de mais estudos, de forma a ser poss&iacute;vel avaliar a performance biol&oacute;gica destas scaffolds, no que respeita &agrave; manuten&ccedil;&atilde;o do fen&oacute;tipo dos menisc&oacute;citos, tanto in vitro como in vivo. Apesar disso, esta &eacute; uma abordagem pioneira e que nos possibilitar&aacute; desenvolver implantes &ldquo;inteligentes&rdquo; por forma a mimetizar o tecido final regenerado &agrave; fibrocartilagem caracter&iacute;stica do menisco.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b><font face="Verdana" size="2">6. ENSAIOS IN VIVO: TRABALHO FUTURO (DESENHO DE ESTUDO)</font></b></p><font face="verdana" size="2"></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">INTRODUÇÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Diferentes modelos animais t&ecirc;m sido propostos para avaliar o potencial de repara&ccedil;&atilde;o do tecido meniscal[106]. Estes compreendem abordagens que v&atilde;o desde a regenera&ccedil;&atilde;o de um defeito com perda m&iacute;nima de tecido (por exemplo, suturas, colas biol&oacute;gicas) ou ap&oacute;s perda de uma grande parte do tecido a integra&ccedil;&atilde;o de suportes concebidos para substitui&ccedil;&atilde;o de tecidos. Tais modelos devem reproduzir n&atilde;o s&oacute; o ambiente biol&oacute;gico em estudo, mas tamb&eacute;m a terap&ecirc;utica necess&aacute;ria e as condi&ccedil;&otilde;es cir&uacute;rgicas. A escolha do modelo animal para a situa&ccedil;&atilde;o em estudo depende de diversos fatores: (1) a biologia e anatomia do modelo animal, (2) a idade do modelo animal, o que afeta o seu metabolismo, e (3) o potencial de regenera&ccedil;&atilde;o espont&acirc;nea do modelo em estudo.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">MATERIAL E MÉTODOS</font></b></p><font face="verdana" size="2"></font>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Implantação subcutânea no rato Fischer 344</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Esta etapa do trabalho tem por objetivo a avalia&ccedil;&atilde;o da biocompatibilidade e biodegrada&ccedil;&atilde;o das diferentes scaffolds de fibro&iacute;na da seda num modelo de rato Fischer 344(implanta&ccedil;&atilde;o subcut&acirc;nea). Ap&oacute;s 1, 4 e 8 semanas, sec&ccedil;&otilde;es dos implantes ser&atilde;o preparadas para an&aacute;lise histol&oacute;gica (colora&ccedil;&atilde;o H&amp;E e imunohistoquimica) visando avaliar: (i) rea&ccedil;&atilde;o inflamat&oacute;ria (presen&ccedil;a de c&eacute;lulas polimorfonucleares, mononucleares e c&eacute;lulas multinucleadas ser&aacute; investigada atrav&eacute;s da t&eacute;cnica de imunofluoresc&ecirc;ncia: ED1; Serotec, Oxford, Reino Unido), (ii) forma&ccedil;&atilde;o de tecido de granula&ccedil;&atilde;o e fibrose, (iii) infiltra&ccedil;&atilde;o celular e forma&ccedil;&atilde;o de vasos sangu&iacute;neos. A caracteriza&ccedil;&atilde;o da microestrutura e evid&ecirc;ncias de degrada&ccedil;&atilde;o dos materiais ser&aacute; avaliada atrav&eacute;s da microscopia eletr&oacute;nica de varrimento (SEM). As propriedades mec&acirc;nicas das scaffolds ser&atilde;o determinadas recorrendo &agrave; an&aacute;lise mec&acirc;nica din&acirc;mica (DMA).</p></font>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Modelo de regeneração de defeito parcial em modelo de grande animal (ovelha)</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>H&aacute; evid&ecirc;ncias de que as principais caracter&iacute;sticas estruturais que influenciam a regenera&ccedil;&atilde;o do menisco humano s&atilde;o bem reproduzidas em animais da ra&ccedil;a bovina, lagom&oacute;rfica, ovina e caprina[49,106,107]. A ra&ccedil;a ovina/caprina permite a utiliza&ccedil;&atilde;o de t&eacute;cnicas de corre&ccedil;&atilde;o cir&uacute;rgica artrosc&oacute;pica semelhantes aos utilizados rotineiramente em humanos. Considerando todos os fatores optamos por um modelo utilizando ovinos adultos. Neste estudo, o defeito de menisco, em estudo, ser&aacute; artificialmente induzido com um procedimento cir&uacute;rgico que consiste na remo&ccedil;&atilde;o mec&acirc;nica, artrosc&oacute;pica, do menisco (deixando parte dos ligamentos do corno anterior e posterior). Uma compara&ccedil;&atilde;o lado-a-lado ser&aacute; usada para superar avalia&ccedil;&otilde;es condicionadas.</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Diferentes abordagens terap&ecirc;uticas ser&atilde;o aplicadas nos joelhos direitos traseiros de diferentes indiv&iacute;duos. Tr&ecirc;s condi&ccedil;&otilde;es ser&atilde;o estudadas: (i) defeito induzido (DI) sem qualquer interven&ccedil;&atilde;o no joelho, que serve de controlo como defeito vazio &agrave;s outras condi&ccedil;&otilde;es, e que pretende a avaliar a possibilidade remota de regenera&ccedil;&atilde;o espont&acirc;nea; (ii) repara&ccedil;&atilde;o do DI por substitui&ccedil;&atilde;o do menisco por uma estrutura acelular com suturas; (iii) a regenera&ccedil;&atilde;o do DI utilizando uma estrutura h&iacute;brida (c&eacute;lulas-scaffolds) para comparar com os scaffolds acelulares previamente implantados&nbsp; em ii). Apenas um dos joelhos &eacute; intervencionado para garantir o bem-estar dos animais e sucesso do modelo proposto. No final do estudo, e de acordo com a legisla&ccedil;&atilde;o em vigor, todos os animais ser&atilde;o eutanasiados. As diferentes abordagens ser&atilde;o avaliadas depois de 3, 6 e 12 meses da cirurgia:</p>
    <p>1. Defeito induzido (DI) (<a name="topf28"></a><a href="#f28">Figura 28</a>) sem qualquer outra atitude complementar no joelho direito &ndash; aferir possibilidade de regenera&ccedil;&atilde;o espont&acirc;nea e colher c&eacute;lulas de menisco para aplica&ccedil;&atilde;o na scaffold in vitro.</p>    <p>&nbsp;</p><a name="f28"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v20n2/20n2a02f28.jpg" width="369" height="381" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    <p>2. Compara&ccedil;&atilde;o entre evolu&ccedil;&atilde;o cr&oacute;nica (e.g., 3 meses) da repara&ccedil;&atilde;o do DI por scaffold acelular suturada in situ, e evolu&ccedil;&atilde;o no mesmo tempo do DI n&atilde;o reparado (<a name="topf29"></a><a href="#f29">Figura 29</a>).</p>    <p>&nbsp;</p><a name="f29"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v20n2/20n2a02f29.jpg" width="370" height="374" border="0" /></center></p>    
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
    <p>3. Compara&ccedil;&atilde;o entre os resultados obtidos com scaffolds acelulares e scaffolds associadas a c&eacute;lulas (estaminais e/ou menisc&oacute;citos)</p>
    <p>O comportamento de biocompatibilidade das estruturas 3D porosas com ou sem c&eacute;lulas ser&atilde;o avaliadas por radiografia, micro-CT, imagens de resson&acirc;ncia magn&eacute;tica e histologia. As estruturas implantadas, tanto a h&iacute;brida como a acelular, ser&atilde;o avaliadas utilizando procedimentos padr&atilde;o para colora&ccedil;&atilde;o histol&oacute;gica (hematoxilina/eosina, safranina-O, tricromo de Masson).</p>
    <p>Os membros da equipa realizar&atilde;o todos os ensaios de acordo com a legisla&ccedil;&atilde;o em vigor, no que se refere ao bem-estar animal, e s&atilde;o certificados pela Dire&ccedil;&atilde;o Geral de Veterin&aacute;ria para realizarem experimenta&ccedil;&atilde;o animal.</p>
    <p>No final desta tarefa, esperamos demonstrar o desempenho das estruturas 3D porosas, in vivo, quer numa abordagem celular quer numa abordagem acelular para a regenera&ccedil;&atilde;o parcial ou total de menisco e est&aacute; j&aacute; estabelecida a sua realiza&ccedil;&atilde;o em colabora&ccedil;&atilde;o com a Faculdade de Veterin&aacute;ria da Universidade de Tr&aacute;s-os-Montes e Alto Douro; Universidade Claude Bernard Lyon 1 (Fran&ccedil;a); e Universidade Autonoma de Barcelona (Espanha), durante o ano civil de 2012.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">CONCLUSÕES DO TRABALHO PRODUZIDO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Apesar dos resultados obtidos e dos avan&ccedil;os deles inerentes, o trabalho aqui apresentado, muito mais do que um objetivo alcan&ccedil;ado, representa o in&iacute;cio de um percurso.</p>
    <p>Do reconhecimento do problema cl&iacute;nico e das dificuldades di&aacute;rias no seu tratamento resultou uma necessidade de uma nova abordagem &agrave; luz da tr&iacute;ada b&aacute;sica da Engenharia de Tecidos (i.e., c&eacute;lulas, scaffolds e sinais moduladores da fun&ccedil;&atilde;o celular como fatores de crescimento ou agentes externos -&nbsp;<a name="topf30"></a><a href="#f30">Figura 30</a>).</p>    <p>&nbsp;</p><a name="f30"></a>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v20n2/20n2a02f30.jpg" width="369" height="342" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    <p>O investimento na investiga&ccedil;&atilde;o na &aacute;rea da Engenharia de Tecidos e Medicina Regenerativa (ETMR) aplicados ao modelo de repara&ccedil;&atilde;o do menisco humano obriga ao conhecimento do estado da arte (cap&iacute;tulo 2). Durante essa pesquisa ficou inequivocamente comprovado que existe um consenso crescente na comunidade cient&iacute;fica que apenas com a aproxima&ccedil;&atilde;o dos Ortopedistas a &aacute;reas do conhecimento geralmente descritas como Ci&ecirc;ncias B&aacute;sicas (sendo que o ep&iacute;teto de b&aacute;sico s&oacute; se aceita como &ldquo;fundamento&rdquo;) &eacute; leg&iacute;timo esperar a implementa&ccedil;&atilde;o futura de novas abordagens terap&ecirc;uticas v&aacute;lidas. Por outro lado estas novas &aacute;reas do conhecimento prometem influenciar decisivamente a forma de praticar Medicina no futuro.</p>
    <p>Ficou ainda estabelecido que os modelos de ETMR j&aacute; testados clinicamente no tratamento dos defeitos do menisco est&atilde;o desde j&aacute; em discrep&acirc;ncia com os modelos de investiga&ccedil;&atilde;o in vivo, em que se v&ecirc;m testando novas possibilidades. Apesar dos esfor&ccedil;os mais recentes existem ainda muitos aspetos da Biologia do menisco humano por esclarecer o que esteve na g&eacute;nese dos trabalhos efetuados (ou ainda em curso) apresentados no cap&iacute;tulo 3. Por outro lado, foi sentida a necessidade de testar a efetiva capacidade de, com os recursos dispon&iacute;veis, montar e testar um &ldquo;modelo&rdquo; reprodut&iacute;vel de recolha de c&eacute;lulas e induzir a sua prolifera&ccedil;&atilde;o numa nova matriz tridimensional porosa com caracter&iacute;sticas adequadas.</p>
    <p>Esse aspeto foi alcan&ccedil;ado como demonstram os resultados aqui reproduzidos. Conseguimos montar um modelo vi&aacute;vel e reprodut&iacute;vel com uma nova scaffold adaptada &agrave;s propriedades f&iacute;sicas do menisco e em que as c&eacute;lulas de menisco humano permanecem vi&aacute;veis.</p>
    <p>Neste processo as c&eacute;lulas t&ecirc;m de preservar a capacidade de produzir a matriz extracelular que confere as caracter&iacute;sticas mec&acirc;nicas essenciais do menisco e tamb&eacute;m esta capacidade tem de ser "afinada" e controlada.</p>
    <p>Por outro lado este tecido n&atilde;o &eacute; homog&eacute;neo, tem varia&ccedil;&otilde;es da periferia para o centro e entre os diferentes segmentos (como estabelecido na literatura e refor&ccedil;ado pelos resultados apresentados). Assim, dificilmente poder&aacute; ser eficazmente replicado com recurso a um processo de "simples" substitui&ccedil;&atilde;o por uma matriz homog&eacute;nea que n&atilde;o considera todas as vari&aacute;veis da ETMR.</p>
    <p>Este facto, conjugado com as descri&ccedil;&otilde;es de que o tecido final resultante dos efeitos do processo de regenera&ccedil;&atilde;o no ser humano sobre uma matriz acelular (colag&eacute;nio ou poliuretano) n&atilde;o segue os mesmos par&acirc;metros do tecido normal, levou-nos ao desenvolvimento da seguinte hip&oacute;tese: se formos capazes de influenciar a neovasculariza&ccedil;&atilde;o durante este processo podemos contribuir decisivamente para a melhoria do tecido final.</p>
    <p>Desde j&aacute; conseguimos demonstrar que &eacute; poss&iacute;vel controlar in vitro a separa&ccedil;&atilde;o no construct (scaffold com c&eacute;lulas) entre &aacute;reas em que a revasculariza&ccedil;&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel e facilitada, de outras em que &eacute; limitada ou impedida favorecendo a&iacute; a prolifera&ccedil;&atilde;o apenas dos menisc&oacute;citos. Decorre igualmente deste facto a poss&iacute;vel influ&ecirc;ncia no processo de ades&atilde;o e integra&ccedil;&atilde;o do construct &agrave; &aacute;rea do defeito. Estas novas hip&oacute;teses ser&atilde;o testadas nos ensaios in vivo.</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Considerando todos estes aspetos, podemos resumir este trabalho da seguinte forma: (i) reconhecemos a relev&acirc;ncia do problema; (ii) reunimos e hierarquizamos o conhecimento cient&iacute;fico existente e reconhecemos limita&ccedil;&otilde;es das estrat&eacute;gias em desenvolvimento; (iii) estudamos o tecido alvo para conhecermos as caracter&iacute;sticas a replicar e testar se ser&iacute;amos capazes de manipular as suas c&eacute;lulas; (iv) constru&iacute;mos, com base no conhecimento adquirido, um novo modelo (novos biomateriais e nova possibilidade de regenera&ccedil;&atilde;o heterog&eacute;nea do tecido controlando a neovasculariza&ccedil;&atilde;o); (v) reunimos conhecimento suficiente para testar a nossa hip&oacute;tese num modelo animal; (vi) algumas fases do estudo est&atilde;o ainda em curso e refletem as novas necessidades que emergem do trabalho efetuado e dos resultados entretanto obtidos.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</font></b></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">1. Hall MJ, Lawrence L. Ambulatory Surgery in the United States, 1996. Vital and Health Statistics of the Centers for Disease Control and Prevention/National Center for Health Statistics. 1998. p. 1-16.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000366&pid=S1646-2122201200020000200001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">2. Garrett WE Jr, Swiontkowski MF, Weinstein JN. American Board of Orthopaedic Surgery Practice of the Orthopaedic Surgeon: Part-II, certification examination case mix. J Bone Joint Surg Am. 2006; 88: 660-667</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000368&pid=S1646-2122201200020000200002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">3. Ait Si Selmi T, Fithian D, Neyret P. The evolution of osteoarthritis in 103 patients with ACL reconstruction at 17 years follow-up. Knee. 2006; 13: 353-358</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000369&pid=S1646-2122201200020000200003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">4. Fayard JM, Pereira H, Servien E, Lustig S, Neyret P. Meniscectomy Global results-Complications. Berlin, Heidelberg: Springer-Verlag; 2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000370&pid=S1646-2122201200020000200004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">5. Bolano LE, Grana WA. Isolated arthroscopic partial meniscectomy. Functional radiographic evaluation at five years. Am J Sports Med. 1993; 21: 432-437</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000372&pid=S1646-2122201200020000200005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">6. Annandale T. An Operation for Displaced Semilunar Cartilage. Br Med J. 1885; 1: 779</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000373&pid=S1646-2122201200020000200006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">7. King D. The function of semilunar cartilages. Journal of Bone and Joint Surgery American. 1936; 18: 1069-1076</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000374&pid=S1646-2122201200020000200007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">8. Fairbank TJ. Knee joint changes after meniscectomy. J Bone Joint Surg Br. 1948; 30B: 664-670</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000375&pid=S1646-2122201200020000200008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">9. Smillie IS. Injuries of the knee joint. 4th. Edinburgh: Churcill Livingstone; 1972.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000376&pid=S1646-2122201200020000200009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">10. Ghormley RK. Late joint changes as a result of internal derangements of the knee. Am J Surg. 1948; 76: 496-501</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000378&pid=S1646-2122201200020000200010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">11. Neyret P, Walch G, Dejour H. [Intramural internal meniscectomy using the Trillat technic. Long-term results of 258 operations]. Rev Chir Orthop Reparatrice Appar Mot. 1988; 74: 637-646</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000379&pid=S1646-2122201200020000200011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">12. McGinity JB, Geuss LF, Marvin RA. Partial or total meniscectomy: a comparative analysis. J Bone Joint Surg Am. 1977; 59: 763-766</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000380&pid=S1646-2122201200020000200012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">13. Takagi K. Practical experience using Takagi?s arthroscope. J Jpn Orthop Assoc. 1933; 8: 132</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000381&pid=S1646-2122201200020000200013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">14. Watanabe M. Arthroscopy: the present state. Orthop Clin North Am. 1979; 10: 505-522</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000382&pid=S1646-2122201200020000200014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">15. Jackson RW, Abe I. The role of arthroscopy in the management of disorders of the knee. An analysis of 200 consecutive examinations. J Bone Joint Surg Br. 1972; 54: 310-322</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000383&pid=S1646-2122201200020000200015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">16. Jackson RW, Rouse DW. The results of partial arthroscopic meniscectomy in patients over 40 years of age. J Bone Joint Surg Br. 1982; 64: 481-485</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000384&pid=S1646-2122201200020000200016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">17. Bergstrom R, Hamberg P, Lysholm J, Gillquist J. Comparison of open and endoscopic meniscectomy. Clin Orthop Relat Res. 1984; 133-136</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000385&pid=S1646-2122201200020000200017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">18. Northmore-Ball MD, Dandy DJ, Jackson RW. Arthroscopic, open partial, and total meniscectomy. A comparative study. J Bone Joint Surg Br. 1983; 65: 400-404</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000386&pid=S1646-2122201200020000200018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">19. Simpson DA, Thomas NP, Aichroth PM. Open and closed meniscectomy. A comparative analysis. J Bone Joint Surg Br. 1986; 68: 301-304</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000387&pid=S1646-2122201200020000200019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">20. Tregonning RJ. Closed partial meniscectomy. Early results for simple tears with mechanical symptoms. J Bone Joint Surg Br. 1983; 65: 378-382</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000388&pid=S1646-2122201200020000200020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">21. Kurosawa H, Fukubayashi T, Nakajima H. Load-bearing mode of the knee joint: physical behavior of the knee joint with or without menisci. Clin Orthop Relat Res. 1980; 283-290</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000389&pid=S1646-2122201200020000200021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">22. McDermott ID, Amis AA. The consequences of meniscectomy. J Bone Joint Surg Br. 2006; 88: 1549-1556</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000390&pid=S1646-2122201200020000200022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">23. Levy IM, Torzilli PA, Warren RF. The effect of medial meniscectomy on anterior-posterior motion of the knee. J Bone Joint Surg Am. 1982; 64: 883-888</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000391&pid=S1646-2122201200020000200023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">24. Walker PS, Hajek JV. The load-bearing area in the knee joint. J Biomech. 1972; 5: 581-589</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000392&pid=S1646-2122201200020000200024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">25. Bourne RB, Finlay JB, Papadopoulos P, Andreae P. The effect of medial meniscectomy on strain distribution in the proximal part of the tibia. J Bone Joint Surg Am. 1984; 66: 1431-1437</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000393&pid=S1646-2122201200020000200025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">26. Arnoczky SP, Warren RF. Microvasculature of the human meniscus. Am J Sports Med. 1982; 10: 90-95</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000394&pid=S1646-2122201200020000200026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">27. Arnoczky SP, Warren RF. The microvasculature of the meniscus and its response to injury. An experimental study in the dog. Am J Sports Med. 1983; 11: 131-141</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000395&pid=S1646-2122201200020000200027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">28. DeHaven KE, Black KP, Griffiths HJ. Open meniscus repair. Technique and two to nine year results. Am J Sports Med. 1989; 17: 788-795</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000396&pid=S1646-2122201200020000200028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">29. Cassard X, Verdonk R, Almqvist KF. [Meniscal repair]. Rev Chir Orthop Reparatrice Appar Mot. 2004; 90 (3): 49-75</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000397&pid=S1646-2122201200020000200029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">30. Paxton ES, Stock MV, Brophy RH. Meniscal repair versus partial meniscectomy: a systematic review comparing reoperation rates and clinical outcomes. Arthroscopy. 2011; 27: 1275-1288</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000398&pid=S1646-2122201200020000200030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">31. Kohn D, Milachowski K, C W. Meniskus-transplantation. Hefte Unfallheilkd. 1988; 199: 61-67</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000399&pid=S1646-2122201200020000200031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">32. Milachowski KA, Weismeier K, Wirth CJ. Homologous meniscus transplantation. Experimental and clinical results. Int Orthop. 1989; 13: 1-11</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000400&pid=S1646-2122201200020000200032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">33. Hergan D, Thut D, Sherman O, Day MS. Meniscal allograft transplantation. Arthroscopy. 2011; 27: 101-112</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000401&pid=S1646-2122201200020000200033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">34. Monllau JC, Gonzalez-Lucena G, Gelber P, Pelfort X. Allograft Meniscus Transplantation: A Current Review. Techniques in Knee Surgery. 2010; 9: 107-113</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000402&pid=S1646-2122201200020000200034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">35. Harris JD, Cavo M, Brophy R, Siston R, Flanigan D. Biological knee reconstruction: a systematic review of combined meniscal allograft transplantation and cartilage repair or restoration. Arthroscopy. 2011; 27: 409-418</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000403&pid=S1646-2122201200020000200035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">36. Verdonk PC, Demurie A, Almqvist KF, Veys EM, Verbruggen G, Verdonk R. Transplantation of viable meniscal allograft. Survivorship analysis and clinical outcome of one hundred cases. J Bone Joint Surg Am. 2005; 87: 715-724</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000404&pid=S1646-2122201200020000200036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">37. Verdonk R. The meniscus: past, present and future. Knee Surg Sports Traumatol Arthrosc. 2011; 19: 145-146</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000405&pid=S1646-2122201200020000200037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">38. Langer R, Vacanti J. Tissue Engineering. Science. 1993; 260: 920-926</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000406&pid=S1646-2122201200020000200038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">39. Lubowitz JH, Poehling GG. Save the meniscus. Arthroscopy. 2011; 27: 301-302</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000407&pid=S1646-2122201200020000200039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">40. Elattar M, Dhollander A, Verdonk R, Almqvist KF, Verdonk P. Twenty-six years of meniscal allograft transplantation: is it still experimental? A meta-analysis of 44 trials. Knee Surg Sports Traumatol Arthrosc. 2011; 19: 147-157</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000408&pid=S1646-2122201200020000200040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">41. Lubowitz JH, Poehling GG. Tissue Engineering: A Call for Manuscripts. Arthroscopy. 2008; 24: 623-624</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000409&pid=S1646-2122201200020000200041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">42. Fetzer GB, Spindler KP, Amendola A. Potential market for new meniscus repair strategies: evaluation of the MOON cohort. J Knee Surg. 2009; 22: 180-186</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000410&pid=S1646-2122201200020000200042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">43. Jackson DW. The orthopaedic clinician-scientist. J Bone Joint Surg Am. 2001; 83-A: 131-135</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000411&pid=S1646-2122201200020000200043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">44. Wright JG, Swiontkowski MF, Heckman JD. Introducing levels of evidence to the journal. J Bone Joint Surg Am. 2003; 85-A: 1-3</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000412&pid=S1646-2122201200020000200044&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">45. Kon E, Verdonk P, Condello V. Matrix-assisted autologous chondrocyte transplantation for the repair of cartilage defects of the knee: systematic clinical data review and study quality analysis. Am J Sports Med. 2009; 37 (1): 156-166</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000413&pid=S1646-2122201200020000200045&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">46. Agung M, Ochi M, Yanada S. Mobilization of bone marrow-derived mesenchymal stem cells into the injured tissues after intraarticular injection and their contribution to tissue regeneration. Knee Surg Sports Traumatol Arthrosc. 2006; 14: 1307-1314</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000414&pid=S1646-2122201200020000200046&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">47. Angele P, Johnstone B, Kujat R. Stem cell based tissue engineering for meniscus repair. J Biomed Mater Res. 2008; 85: 445-455</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000415&pid=S1646-2122201200020000200047&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">48. Bulgheroni P, Murena L, Ratti C, Bulgheroni E, Ronga M, Cherubino P. Follow-up of collagen meniscus implant patients: clinical, radiological, and magnetic resonance imaging results at 5 years. Knee. 2010; 17: 224-229</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000416&pid=S1646-2122201200020000200048&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">49. Chiari C, Koller U, Dorotka R. A tissue engineering approach to meniscus regeneration in a sheep model. Osteoarthritis Cartilage. 2006; 14: 1056-1065</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000417&pid=S1646-2122201200020000200049&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">50. Cook JL, Fox DB. A novel bioabsorbable conduit augments healing of avascular meniscal tears in a dog model. Am J Sports Med. 2007; 35: 1877-1887</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000418&pid=S1646-2122201200020000200050&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">51. Cook JL, Fox DB, Malaviya P. Long-term outcome for large meniscal defects treated with small intestinal submucosa in a dog model. Am J Sports Med. 2006; 34: 32-42</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000419&pid=S1646-2122201200020000200051&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">52. Genovese E, Angeretti MG, Ronga M. Followup of collagen meniscus implants by MRI. Radiol Med. 2007; 112: 1036-1048</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000420&pid=S1646-2122201200020000200052&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">53. Hannink G, van Tienen TG, Schouten AJ, Buma P. Changes in articular cartilage after meniscectomy and meniscus replacement using a biodegradable porous polymer implant. Knee Surg Sports Traumatol Arthrosc. 2011; 19: 441-451</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000421&pid=S1646-2122201200020000200053&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">54. Horie M, Sekiya I, Muneta T. Intra-articular Injected synovial stem cells differentiate into meniscal cells directly and promote meniscal regeneration without mobilization to distant organs in rat massive meniscal defect. Stem Cells. 2009; 27: 878-887</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000422&pid=S1646-2122201200020000200054&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">55. Ishida K, Kuroda R, Miwa M. The regenerative effects of platelet-rich plasma on meniscal cells in vitro and its in vivo application with biodegradable gelatin hydrogel. Tissue Eng. 2007; 13: 1103-1112</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000423&pid=S1646-2122201200020000200055&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">56. Kamimura T, Kimura M. Repair of horizontal meniscal cleavage tears with exogenous fibrin clots. Knee Surg Sports Traumatol Arthrosc. 2011;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000424&pid=S1646-2122201200020000200056&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">57. Kang SW, Son SM, Lee JS. Regeneration of whole meniscus using meniscal cells and polymer scaffolds in a rabbit total meniscectomy model. J Biomed Mater Res A. 2006; 78: 659-671</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000426&pid=S1646-2122201200020000200057&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">58. Kobayashi Y, Yasuda K, Kondo E. Implantation of autogenous meniscal fragments wrapped with a fascia sheath enhances fi brocartilage regeneration in vivo in a large harvest site defect. Am J Sports Med. 2010; 38: 740-748</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000427&pid=S1646-2122201200020000200058&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">59. Kon E, Chiari C, Marcacci  M. Tissue engineering for total meniscal substitution: animal study in sheep model. Tissue Eng Part A. 2008; 14: 1067-1080</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000428&pid=S1646-2122201200020000200059&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">60. Kopf S, Birkenfeld F, Becker R. Local treatment of meniscal lesions with vascular endothelial growth factor. J Bone Joint Surg Am. 2010; 92: 2682-2691</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000429&pid=S1646-2122201200020000200060&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">61. Linke RD, Ulmer M, Imhoff AB. [Replacement of the meniscus with a collagen implant (CMI)]. Oper Orthop Traumatol. 2006; 18: 453-462</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000430&pid=S1646-2122201200020000200061&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">62. Maher SA, Rodeo SA, Doty SB. Evaluation of a porous polyurethane scaffold in a partial meniscal defect ovine model. Arthroscopy. 2010; 26: 1510-1519</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000431&pid=S1646-2122201200020000200062&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">63. Martinek V, Ueblacker P, Braun K. Second generation of meniscus transplantation: in-vivo study with tissue engineered meniscus replacement. Arch Orthop Trauma Surg. 2006; 126: 228-234</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000432&pid=S1646-2122201200020000200063&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">64. Mizuno K, Muneta T, Morito T. Exogenous synovial stem cells adhere to defect of meniscus and differentiate into cartilage cells. J Med Dent Sci. 2008; 55: 101-111</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000433&pid=S1646-2122201200020000200064&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">65. Ochiai S, Mizuno T, Deie M, Igarashi K, Hamada Y, Ochi M. Oxidative stress reaction in the meniscus of Bach 1 defi cient mice: potential prevention of meniscal degeneration. J Orthop Res. 2008; 26: 894-898</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000434&pid=S1646-2122201200020000200065&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">66. Petersen W, Pufe T, Starke C. The effect of locally applied vascular endothelial growth factor on meniscus healing: gross and histological findings. Arch Orthop Trauma Surg. 2007; 127: 235-240</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000435&pid=S1646-2122201200020000200066&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">67. Reckers LJ, Fagundes DJ, Cohen M. The ineffectiveness of fibrin glue and cyanoacrylate on fixation of meniscus transplants in rabbits. 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Healing of meniscal tissue by cellular fi brin glue: an in vivo study. Knee Surg Sports Traumatol Arthrosc. 2009; 17: 645-651</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000438&pid=S1646-2122201200020000200069&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">70. Stapleton TW, Ingram J, Fisher J, Ingham E. Investigation of the regenerative capacity of an acellular porcine medial meniscus for tissue engineering applications. Tissue Eng Part A. 2011; 17: 231-242</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000439&pid=S1646-2122201200020000200070&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">71. Tienen TG, Heijkants RG, de Groot JH. Replacement of the knee meniscus by a porous polymer implant: a study in dogs. Am J Sports Med. 2006; 34: 64-71</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000440&pid=S1646-2122201200020000200071&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">72. Tienen TG, Heijkants RG, de Groot JH. Meniscal replacement in dogs. Tissue regeneration in two different materials with similar properties. J Biomed Mater Res B Appl Biomater. 2006; 76: 389-396</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000441&pid=S1646-2122201200020000200072&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">73. Weinand C, Peretti GM, Adams SB Jr, Bonassar LJ, Randolph MA, Gill TJ. An allogenic cell-based implant for meniscal lesions. Am J Sports Med. 2006; 34: 1779-1789</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000442&pid=S1646-2122201200020000200073&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">74. Weinand C, Peretti GM, Adams SB Jr, Randolph MA, Savvidis E, Gill TJ. Healing potential of transplanted allogeneic chondrocytes of three different sources in lesions of the avascular zone of the meniscus: a pilot study. Arch Orthop Trauma Surg. 2006; 126: 599-605</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000443&pid=S1646-2122201200020000200074&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">75. Weinand C, Xu JW, Peretti GM, Bonassar LJ, Gill TJ. Conditions affecting cell seeding onto three-dimensional scaffolds for cellular-based biodegradable implants. J Biomed Mater Res B Appl Biomater. 2009; 91: 80-87</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000444&pid=S1646-2122201200020000200075&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">76. Welsing RT, van Tienen TG, Ramrattan N. Effect on tissue differentiation and articular cartilage degradation of a polymer meniscus implant: A 2-year follow-up study in dogs. Am J Sports Med. 2006; 36: 1978-1989</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000445&pid=S1646-2122201200020000200076&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">77. Yamasaki T, Deie M, Shinomiya R, Yasunaga Y, Yanada S, Ochi M. Transplantation of meniscus regenerated by tissue engineering with a scaffold derived from a rat meniscus and mesenchymal stromal cells derived from rat bone marrow. Artif Organs. 2008; 32: 519-524</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000446&pid=S1646-2122201200020000200077&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">78. Zaffagnini  S, Giordano G, Vascellari A. Arthroscopic collagen meniscus implant results at 6 to 8 years follow up. Knee Surg Sports Traumatol Arthrosc. 2007; 15: 175-183</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000447&pid=S1646-2122201200020000200078&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">79. Zaffagnini  S, Muccioli GM Marcheggiani, Lopomo N. Prospective Long-Term Outcomes of the Medial Collagen Meniscus Implant Versus Partial Medial Meniscectomy: A Minimum 10-Year Follow-Up Study. Am J Sports Med. 2011;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000448&pid=S1646-2122201200020000200079&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">80. Zellner J, Mueller M, Berner A. Role of mesenchymal stem cells in tissue engineering of meniscus. J Biomed Mater Res A. 2010; 94: 1150-1161</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000450&pid=S1646-2122201200020000200080&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">81. Zhang H, Leng P, Zhang J. Enhanced meniscal repair by overexpression of hIGF-1 in a full-thickness model. Clin Orthop Relat Res. 2009; 467: 3165-3174</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000451&pid=S1646-2122201200020000200081&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">82. Zur G, Linder-Ganz E, Elsner JJ. Chondroprotective effects of a polycarbonate-urethane meniscal implant: histopathological results in a sheep model. Knee Surg Sports Traumatol Arthrosc. 2011; 19: 255-263</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000452&pid=S1646-2122201200020000200082&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">83. Verdonk R, Verdonk P, Huysse W, Forsyth R, Heinrichs EL. Tissue ingrowth after implantation of a novel, biodegradable polyurethane scaffold for treatment of partial meniscal lesions. Am J Sports Med. 2011; 39: 774-782</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000453&pid=S1646-2122201200020000200083&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">84. Monllau JC, Gelber PE, Abat F. Outcome After Partial Medial Meniscus Substitution With the Collagen Meniscal Implant at a Minimum of 10 Years' Follow-up. Arthroscopy. 2011; 27: 933-943</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000454&pid=S1646-2122201200020000200084&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">85. Galley NK, Gleghorn JP, Rodeo S, Warren RF, Maher SA, Bonassar LJ. Frictional Properties of the Meniscus Improve After Scaffold-augmented Repair of Partial Meniscectomy: A Pilot Study. Clin Orthop Relat Res. 2011;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000455&pid=S1646-2122201200020000200085&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">86. Song F, Parekh S, Hooper L. Dissemination and publication of research findings: an updated review of related biases. Health Technol Assess. 2010; 14: 1-193</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000457&pid=S1646-2122201200020000200086&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">87. Sridharan L, Greenland P. Editorial policies and publication bias: the importance of negative studies. Arch Intern Med. 2009; 169: 1022-1023</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000458&pid=S1646-2122201200020000200087&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">88. Verdonk PC, Forsyth RG, Wang J. Characterisation of human knee meniscus cell phenotype. Osteoarthritis Cartilage. 2005; 13: 548-560</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000459&pid=S1646-2122201200020000200088&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">89. Katsuragawa Y, Saitoh K, Tanaka N. Changes of human menisci in osteoarthritic knee joints. Osteoarthritis Cartilage. 2010; 18: 1133-1143</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000460&pid=S1646-2122201200020000200089&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">90. Baker BM, Nathan AS, Huffman GR, Mauck RL. Tissue engineering with meniscus cells derived from surgical debris. Osteoarthritis Cartilage. 2009; 17: 336-345</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000461&pid=S1646-2122201200020000200090&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">91. Pereira H, Frias AM, Caridade SG. Cellular and biomechanical segmental characterization of human meniscus. 2011 World Congress on Osteoarthritis - Osteoarthritis Research Society International OARSI. San Diego, CA, USA; 2011.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000462&pid=S1646-2122201200020000200091&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">92. Pereira H, Frias AM, Caridade SG. Building the basis for human meniscus regeneration. 4th Joint ESAO-IFAO Congress 2011 XXXVIII Congress of the European Society for Artificial Organs (ESAO 2011) and IV Biennial Congress of the International Federation on Artificial Organs (IFAO 2011); Porto, Portugal; 2011.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000464&pid=S1646-2122201200020000200092&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">93. Harada Y, Tokuda O, Fukuda K. Relationship between cartilage volume using MRI and Kellgren-Lawrence radiographic score in knee osteoarthritis with and without meniscal tears. AJR Am J Roentgenol. 2011; 196: 298-304</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000466&pid=S1646-2122201200020000200093&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">94. Schiphof D, Boers M, Bierma-Zeinstra  SM. Differences in descriptions of Kellgren and Lawrence grades of knee osteoarthritis. Ann Rheum Dis. 2008; 67: 1034-1036</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000467&pid=S1646-2122201200020000200094&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">95. Mesiha M, Zurakowski D, Soriano J, Nielson JH, Zarins B, Murray MM. Pathologic characteristics of the torn human meniscus. Am J Sports Med. 2007; 35: 103-112</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000468&pid=S1646-2122201200020000200095&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">96. Sweigart MA, Zhu CF, Burt DM. Intraspecies and interspecies comparison of the compressive properties of the medial meniscus. Ann Biomed Eng. 2004; 32: 1569-1579</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000469&pid=S1646-2122201200020000200096&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">97. Gelber PE, Gonzalez G, Lloreta JL, Reina F, Caceres E, Monllau JC. Freezing causes changes in the meniscus collagen net: a new ultrastructural meniscus disarray scale. Knee Surg Sports Traumatol Arthrosc. 2008; 16: 353-359</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000470&pid=S1646-2122201200020000200097&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">98. Bursac P, Arnoczky S, York A. Dynamic compressive behavior of human meniscus correlates with its extra-cellular matrix composition. Biorheology. 2009; 46: 227-237</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000471&pid=S1646-2122201200020000200098&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">99. Ifkovits JL, Wu K, Mauck RL, Burdick JA. The infl uence of fibrous elastomer structure and porosity on matrix organization. PLoS One. 2010; 5</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000472&pid=S1646-2122201200020000200099&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">100. Gunja NJ, Athanasiou KA. Effects of hydrostatic pressure on leporine meniscus cell-seeded PLLA scaffolds. J Biomed Mater Res A. 2010; 92: 896-905</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000473&pid=S1646-2122201200020000200100&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">101. Gunja NJ, Uthamanthil RK, Athanasiou KA. Effects of TGF-beta1 and hydrostatic pressure on meniscus cell-seeded scaffolds. Biomaterials. 2009; 30: 565-573</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000474&pid=S1646-2122201200020000200101&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">102. Upton ML, Chen J, Guilak F, Setton LA. Differential effects of static and dynamic compression on meniscal cell gene expression. J Orthop Res. 2003; 21: 963-969</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000475&pid=S1646-2122201200020000200102&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">103. Leping Yan, Oliveira Joaquim M, Oliveira Ana L., Caridade Sofia G., Mano João F., Reis RL. Macro/micro porous silk fi broin scaffolds obtained via combined methodologies for articular cartilage and meniscus tissue engineering. Acta Biomaterialia. 2011;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000476&pid=S1646-2122201200020000200103&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">104. Bai Feng, Zhang Jinkang, Wang Zhen. The effect of pore size on tissue ingrowth and neovascularization in porous bioceramics of controlled architecture in vivo. Biomed Mater. 2011;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000478&pid=S1646-2122201200020000200104&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">105. Ribatti D, Nico B, Vacca A, Presta M. The gelatin sponge-chorioallantoic membrane assay. Nat Protoc. 2006; 1: 85-91</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000480&pid=S1646-2122201200020000200105&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">106. Chevrier A, Nelea M, Hurtig MB, Hoemann CD, Buschmann MD. Meniscus structure in human, sheep, and rabbit for animal models of meniscus repair. J Orthop Res. 2009; 27: 1197-1203</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000481&pid=S1646-2122201200020000200106&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">107. 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