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<journal-title><![CDATA[Revista Portuguesa de Ortopedia e Traumatologia]]></journal-title>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Fraturas da tacícula radial nas crianças tratadas cirurgicamente com encavilhamento elástico centromedular - Técnica de Metaizeau: Avaliação a médio e longo prazo]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Displaced radial head fratures in children are rare and when they occur can be difficult to treat and be the cause of complications such as stiffness of the elbow, avascular necrosis or radial head overgrowth. The closed intramedullary pinning - Métaizeau technique allows indirect reduction and fixation of the frature with soft tissue preservation. We evaluated patients with displaced radial head fratures treated by means of closed intramedullary pinning at our institution between 1997 and 2009. A total of 11 patients, 7 boys and 4 girls, with a mean age of 11 years old (minimum of 6 years old and maximum 16 years old). According to Judet classification, 6 fratures were type III and 5 type IV. In functional assessment, with a mean follow-up of 6.5 years, and using the score of Metaizeau we obtained 91% excellent and good results. Using the score of Steinberg and Rodriguez-Merchán: 91% good and moderate results. Radiographically all fratures consolidated, without loss of reduction compared to that achieved intraoperatively. As for complications, we found only a bursitis at the insertion site of the Kirschner wire. No avascular necrosis or infections. We consider this to be the method of choice in radial head fratures with angulation greater than 30 degrees, because it is not technically very demanding, preserving the soft tissues and leading to very good functional results with few complications.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[fraturas tacícula radial]]></kwd>
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<kwd lng="en"><![CDATA[Metaizeau technique]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b><font face="Verdana" size="2">ARTIGO ORIGINAL</font></b></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="4">Fraturas da tacícula radial nas crianças tratadas cirurgicamente com encavilhamento elástico centromedular - Técnica de Metaizeau. Avaliação a médio e longo prazo</font></b></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana" size="2"><b>Luís Pinheiro<sup>I</sup></b>; <b>Pedro Amaral<sup>I</sup></b>; <b>Thiago Aguiar<sup>I</sup></b>; <b>Luís Soares<sup>I</sup></b>; <b>Renato Soares<sup>I</sup></b>; <b>Virgílio Paz Ferreira<sup>I</sup></b>; <b>Fernando Carneiro<sup>I</sup></b>; <b>Carvalho Simões<sup>I</sup></b></font></p>    <p><font face="Verdana" size="2">I. Serviço de Ortotraumatologia. Hospital do Divino Espírito Santo. Ponta Delgada, Açores. Portugal.<br /></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana" size="2"><a name="topc"></a><a href="#c">Endereço para correspondência</a></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">RESUMO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>As fratura desviadas da tac&iacute;cula radial s&atilde;o raras e quando ocorrem podem ser dif&iacute;ceis de tratar e ser causa de complica&ccedil;&otilde;es como rigidez do cotovelo, necrose avascular e sobrecrescimento da cabe&ccedil;a do r&aacute;dio.</p>     <p>A t&eacute;cnica de encavilhamento el&aacute;stico centromedular de Metaizeau, permite redu&ccedil;&atilde;o indireta e fixa&ccedil;&atilde;o da fratura com preserva&ccedil;&atilde;o dos tecidos moles.</p>     <p>Foram avaliados os doentes com fraturas da tac&iacute;cula radial desviadas tratadas pelo m&eacute;todo de encavilhamento el&aacute;stico centromedular (Metaizeau) na nossa Institui&ccedil;&atilde;o entre 1997 e 2009. Um total de 11 doentes, 7 rapazes e 4 raparigas, com idade m&eacute;dia de 11 anos (m&iacute;nimo de 6 anos e m&aacute;ximo de 16 anos). Segundo a classifi ca&ccedil;&atilde;o de Judet, 6 fraturas eram tipo III e 5 tipo IV.</p>     <p>Na avalia&ccedil;&atilde;o funcional, com follow-up m&eacute;dio de 6,5 anos, e utilizando o score de Metaizeau obtivemos 7 resultados&nbsp; excelentes, 3 bons e 1 razo&aacute;vel. Utilizando o score de Steinberg e Rodriguez- Merch&aacute;n: 7 bons, 3 moderados e 1 mau. Radiografi camente todas as fraturas consolidaram, sem perda de redu&ccedil;&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;quela conseguida intraoperatoriamente. Quanto a complica&ccedil;&otilde;es, encontr&aacute;mos apenas uma bursite no local de inser&ccedil;&atilde;o do fio Kirschner. Sem necroses avasculares ou infe&ccedil;&otilde;es.</p>     <p>Consideramos ser este o m&eacute;todo de elei&ccedil;&atilde;o em fraturas do colo e tac&iacute;cula radial com angula&ccedil;&atilde;o superior a 30&ordm;, por n&atilde;o ser tecnicamente&nbsp; muito exigente, preservar os tecidos moles, levar a resultados funcionais muito bons e com poucas complica&ccedil;&otilde;es.</p></font>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Palavras chave</b>: fraturas tacícula radial, crianças, Metaizeau. </font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">ABSTRACT</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Displaced radial head fratures in children are rare and when they occur can be difficult to treat and be the cause of complications such as stiffness of the elbow, avascular necrosis or radial head overgrowth.</p>     <p>The closed intramedullary pinning - M&eacute;taizeau technique allows indirect reduction and fixation of the frature with soft tissue preservation.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>We evaluated patients with displaced radial head fratures treated by means of closed intramedullary pinning at our institution between 1997 and 2009. A total of 11 patients, 7 boys and 4 girls, with a mean age of 11 years old (minimum of 6 years old and maximum 16 years old). According to Judet classification, 6 fratures were type III and 5 type IV.</p>     <p>In functional assessment, with a mean follow-up of 6.5 years, and using the score of Metaizeau we obtained 91% excellent and good results. Using the score of Steinberg and Rodriguez-Merch&aacute;n: 91% good and moderate results. Radiographically all fratures consolidated, without loss of reduction compared to that achieved intraoperatively. As for complications, we found only a bursitis at the insertion site of the Kirschner wire. No avascular necrosis or infections.</p>     <p>We consider this to be the method of choice in radial head fratures with angulation greater than 30 degrees, because it is not technically very demanding, preserving the soft tissues and leading to very good functional results with few complications.</p></font>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Key words</b>: Displaced radial head frature, children, Metaizeau technique. </font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">INTRODUÇÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>As fraturas da tac&iacute;cula radial constituem 5% a 10% das fraturas do cotovelo e 1 % de todas as fraturas nas crian&ccedil;as[1,2].</p>
    <p>O mecanismo de les&atilde;o mais frequente, conforme descrito por Jeffery em 1950[3,4] &eacute; a queda sobre um membro superior em extens&atilde;o, o que leva a fratura com deformidade angular da tac&iacute;cula radial.</p>
    <p>As fratura desviadas da tac&iacute;cula radial s&atilde;o raras e quando ocorrem podem ser dif&iacute;ceis de tratar e ser causa de complica&ccedil;&otilde;es como rigidez do cotovelo, necrose avascular e sobrecrescimento da cabe&ccedil;a do r&aacute;dio[2,5,6].</p>
    <p>A t&eacute;cnica de encavilhamento el&aacute;stico centromedular, descrita por Metaizeau et al[2,6] em 1980, permite redu&ccedil;&atilde;o indireta e fixa&ccedil;&atilde;o da fratura com preserva&ccedil;&atilde;o dos tecidos moles.</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Que seja do nosso conhecimento, s&atilde;o raras e relativamente pequenas as s&eacute;ries publicadas de avalia&ccedil;&atilde;o de doentes com fraturas da tac&iacute;cula radial desviadas tratadas por este m&eacute;todo[2,5,6,7].&nbsp;</p></font>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Objectivo</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Avalia&ccedil;&atilde;o a m&eacute;dio e longo prazo de doentes com fraturas da tac&iacute;cula radial desviadas tratadas pelo m&eacute;todo de&nbsp; encavilhamento el&aacute;stico centromedular (Metaizeau).</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">MATERIAL E MÉTODOS</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Foi desenhado um estudo retrospetivo de avalia&ccedil;&atilde;o de todos os doentes com fraturas da tac&iacute;cula radial desviadas (Judet tipos III e IV), (<a name="topf1"></a><a href="#f1">Figura 1</a>) tratadas pelo m&eacute;todo de encavilhamento el&aacute;stico centromedular (Metaizeau) na nossa Institui&ccedil;&atilde;o entre 1997 e 2009.</p>    <p>&nbsp;</p><a name="f1"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v20n2/20n2a05f1.jpg" width="365" height="464" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Foi feita revis&atilde;o dos processos cl&iacute;nicos com levantamento dos dados epidemiol&oacute;gicos dos doentes: idade, sexo, lateralidade, mecanismo de les&atilde;o. Foram registados o tempo decorrido entre o traumatismo e a cirurgia, e os tempos de cirurgia, de internamento e de imobiliza&ccedil;&atilde;o. Verificou-se ainda a ocorr&ecirc;ncia de complica&ccedil;&otilde;es.</p>
    <p>Os pacientes foram avaliados com tempo de seguimento m&eacute;dio de 6,5 anos (m&iacute;nimo 12 meses e m&aacute;ximo 12 anos). Foram utilizados os scores de Metaizeau e de Steinberg e Rodriguez-Merch&aacute;n para avalia&ccedil;&atilde;o funcional dos doentes.</p>
    <p>Foi feita ainda uma avalia&ccedil;&atilde;o radiogr&aacute;fica, com&nbsp; radiografia simples do cotovelo em face e perfil.</p></font>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Análise estatística</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Os dados foram tratados estat&iacute;sticamente: estat&iacute;stica&nbsp;descritiva, testes t-student para amostras independentes&nbsp;para compara&ccedil;&atilde;o de vari&aacute;veis quantitativas e teste Quiquadrado&nbsp;para vari&aacute;veis qualitativas</p></font>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Técnica Cirúrgica[2,5,6,7]</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>O doente &eacute; colocado em dec&uacute;bito dorsal, com membro superior esterilizado sobre mesa de m&atilde;o radiotransparente.</p>
    <p>O intensificador de imagem &eacute; colocado perpendicular ao membro superior.</p>
    <p>&Eacute; realizada uma incis&atilde;o na pele de 2-3 cm na face radial do punho de modo a entrar no canal medular do r&aacute;dio atrav&eacute;s de seu bordo externo, 1 a 2 cm proximal &agrave; fise distal. Deve ser feita uma cuidada dissec&ccedil;&atilde;o dos tecidos moles para evitar les&atilde;o do ramo sensitivo do nervo radial.</p>
    <p>A cortical &eacute; perfurada com uma broca. Um fio de Kirschner (10-18 mm) dobrado na ponta (20-30&ordm;) e pr&eacute;-moldado &eacute; introduzido no canal medular do r&aacute;dio, progredindo at&eacute; encravar na ep&iacute;fi se radial proximal desviada. O fio &eacute; ent&atilde;o rodado sobre o seu eixo 180&ordm; de modo &agrave; ponta fi car voltada para o lado interno (isto origina uma transla&ccedil;&atilde;o da cabe&ccedil;a radial medialmente, reduzindo-a).</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Quando a inclina&ccedil;&atilde;o da tac&iacute;cula &eacute; superior a 80&ordm; pode n&atilde;o ser conseguida a introdu&ccedil;&atilde;o do fio de Kirschner na ep&iacute;fise. Nestes casos &eacute; necess&aacute;ria uma redu&ccedil;&atilde;o parcial pr&eacute;via por manipula&ccedil;&atilde;o externa ou com o aux&iacute;lio de um segundo fio de Kirschner percut&acirc;neo a servir de alavanca. Se a redu&ccedil;&atilde;o n&atilde;o ficar perfeita, pode ser introduzido um segundo fio de Kirschner pelo mesmo trajeto do primeiro e fixado na ep&iacute;fise. O primeiro fio &eacute; ent&atilde;o removido e o segundo rodado sobre o seu eixo.</p>
    <p>&Eacute; mantida uma imobiliza&ccedil;&atilde;o gessada 2-3 semanas. Ap&oacute;s este per&iacute;odo &eacute; iniciada mobiliza&ccedil;&atilde;o ativa do cotovelo.</p>
    <p>O fio pode ser removido a partir das 8 semanas, com a fratura consolidada (<a name="topf2"></a><a href="#f2">Figura 2</a>).</p>    <p>&nbsp;</p><a name="f2"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v20n2/20n2a05f2.jpg" width="366" height="342" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">RESULTADOS</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Foram operados no nosso Hospital, entre 1997 e 2009, 11 doentes com fraturas desviadas (Judet III e IV) da tac&iacute;cula radial. A idade m&eacute;dia foi de 11 anos (m&iacute;nimo 6 anos, m&aacute;ximo 16 anos), 7 eram do sexo masculino e 7 das fraturas foram &aacute; esquerda. Em todos os casos a causa da fratura foi queda sobre o membro superior.</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Segundo a classifica&ccedil;&atilde;o de Judet, 6 fraturas eram tipo III e 5 tipo IV.</p>
    <p>8 doentes foram operados no dia do traumatismo, 1 doente foi operado no dia seguinte e 2 doentes 2 dias ap&oacute;s a fratura. O tempo de cirurgia foi em m&eacute;dia 41 minutos (m&iacute;nimo de 15 minutos e m&aacute;ximo de 70 minutos).</p>
    <p>O tempo de internamento m&eacute;dio foi de 3 dias (2 a 4 dias).</p>
    <p>Foi colocada imobiliza&ccedil;&atilde;o gessada braquipalmar em todos os doentes em m&eacute;dia 29 dias (14 a 42 dias).</p>
    <p>Verificou-se consolida&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica e radiol&oacute;gica em m&eacute;dia &agrave;s 6 semanas (4 a 8 semanas).</p>
    <p>Os fios de Kirschner foram removidos em m&eacute;dia aos 7 meses (3 a 13 meses).</p>
    <p>No que se refere &agrave; avalia&ccedil;&atilde;o funcional, utilizando o score de Metaizeau obtivemos 7 resultados excelentes, 3 bons e 1 razo&aacute;vel. Utilizando o score de Steinberg e Rodriguez-Merch&aacute;n : 7 bons, 3 moderados e 1 mau. O mau resultado refere-se a um doente com fratura tipo IV. Radiograficamente, aquando da reavalia&ccedil;&atilde;o, este doente apresentava uma deformidade residual da tac&iacute;cula radial, com um &acirc;ngulo de carga anormal (cubitus valgus, 20&ordm;) com tradu&ccedil;&atilde;o funcional numa limita&ccedil;&atilde;o de 20&ordm; na extens&atilde;o e 15&ordm; na prona&ccedil;&atilde;o.</p>
    <p>Quando comparadas as avalia&ccedil;&otilde;es funcionais das crian&ccedil;as com fraturas Judet tipo III, com aquelas com fraturas tipo IV encontr&aacute;mos diferen&ccedil;as estatisticamente significativa (p=0,023) com resultados piores nas segundas. Radiograficamente todas as fraturas encontravam-se consolidadas, sem perda de redu&ccedil;&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;quela conseguida intraoperatoriamente (<a name="topf3"></a><a href="#f3">Figura 3</a>). N&atilde;o se encontraram sinais de sobrecrescimento da tac&iacute;cula radial ou ossifica&ccedil;&otilde;es peri-articulares em nenhum dos casos.</p>    <p>&nbsp;</p><a name="f3"></a>     <p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<center><img src="/img/revistas/rpot/v20n2/20n2a05f3.jpg" width="368" height="611" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    <p>Quanto &agrave;s complica&ccedil;&otilde;es, encontr&aacute;mos apenas uma bursite no local de inser&ccedil;&atilde;o do fio Kirschner, resolvida rapidamente com a remo&ccedil;&atilde;o do fio.</p>
    <p>Sem registo de necrose avascular ou infe&ccedil;&atilde;o em nenhum dos casos.&nbsp;</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">DISCUSSÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>A redu&ccedil;&atilde;o aberta das fraturas desviadas da tac&iacute;cula radial pode comprometer a vasculariza&ccedil;&atilde;o periostal. Isto pode ser respons&aacute;vel por complica&ccedil;&otilde;es como necrose da cabe&ccedil;a radial e calcifica&ccedil;&otilde;es intra-articulares. A manifesta&ccedil;&atilde;o funcional usual destas complica&ccedil;&otilde;es &eacute; a limita&ccedil;&atilde;o da pronosupina&ccedil;&atilde;o[2,5,6,7,8,9].</p>
    <p>Devido &agrave; frequ&ecirc;ncia relativamente elevada destas complica&ccedil;&otilde;es, um grande n&uacute;mero de autores advoga a redu&ccedil;&atilde;o fechada e estabiliza&ccedil;&atilde;o da fratura sempre que poss&iacute;vel[2,5,6,7], posi&ccedil;&atilde;o que &eacute; seguida no nosso Servi&ccedil;o.</p>
    <p>As fraturas da tac&iacute;cula radial Judet tipo I e tipo II s&atilde;o por n&oacute;s tratadas conservadoramente. Est&atilde;o comprovados bons e &oacute;timos resultados a longo prazo na grande maioria dos doentes tratados deste modo[2,5,8,9]. No entanto, com o tratamento conservador, nas fraturas com maior desvio inicial, a redu&ccedil;&atilde;o nem sempre &eacute; satisfat&oacute;ria e/ou a imobiliza&ccedil;&atilde;o gessada n&atilde;o confere estabilidade sufi ciente, levando a perda de redu&ccedil;&atilde;o secund&aacute;ria com consolida&ccedil;&atilde;o viciosa[2,5,7]. Nestes casos optamos pela t&eacute;cnica de encavilhamento el&aacute;stico de Metaizeau, sempre que poss&iacute;vel, pois uma angula&ccedil;&atilde;o residual &gt; 10-15&ordm; aos 10- 12 anos de idade ou 20-30&ordm; em crian&ccedil;as mais pequenas n&atilde;o remodela com o crescimento[2,5,7].</p>
    <p>A t&eacute;cnica de encavilhamento el&aacute;stico de Metaizeau j&aacute; revelou ter muito bons resultados nas fraturas da tac&iacute;cula desviadas[2,5,6,7]. Oferece a principal vantagem de obten&ccedil;&atilde;o de uma redu&ccedil;&atilde;o indireta aceit&aacute;vel e uma fi xa&ccedil;&atilde;o sufi ciente, sem compromisso da vasculariza&ccedil;&atilde;o. Na nossa s&eacute;rie, tal como em todas as s&eacute;ries publicadas, os resultados s&atilde;o na sua grande maioria bons e &oacute;timos, e em nenhum dos doentes se verificou perda de redu&ccedil;&atilde;o ou necrose avascular.</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Artigos que comparam o tratamento por redu&ccedil;&atilde;o aberta com o encavilhamento centromedular el&aacute;stico[2] t&ecirc;m demostrado percentagens significativamente superiores de &oacute;timos e bons resultados no segundo tipo de tratamento, tanto nas fraturas grau III como nas grau IV.</p>
    <p>Dois fatores explicam o mau progn&oacute;stico nas fraturas da tac&iacute;cula radial: a severidade da angula&ccedil;&atilde;o inicial, que dificulta o tratamento; e as les&otilde;es associadas do cotovelo originadas pelos traumatismos de mais alta energia do cotovelo. Fowles e Kassab reportaram que todos os maus resultados tinham les&otilde;es associadas[10]. Tamb&eacute;m na nossa s&eacute;rie as crian&ccedil;as com desvio grau IV obtiveram resultados significativamente inferiores &agrave;quelas com desvios grau III.</p>
    <p>Os pontos a ressalvar nosso estudo incluem uma s&eacute;rie significativa de casos de fraturas tipo III e IV de Judet (les&otilde;es raras) tratadas por uma mesma equipe cir&uacute;rgica e um tempo de follow-up grande (mais de 6 anos), permitindo aferir resultados a longo prazo.</p>
    <p>Pontos menos conseguidos s&atilde;o o facto de ser um estudo retrospetivo, com o vi&eacute;s de informa&ccedil;&atilde;o que da&iacute; pode advir, e n&atilde;o incluir um grupo de controlo de doentes submetidos a tratamento conservador, o que acontece na maioria das outras s&eacute;ries da bibliografia. Al&eacute;m disso, no &uacute;nico estudo consultado em que &eacute; feita refer&ecirc;ncia a esta compara&ccedil;&atilde;o[2] ressalva-se que os doentes submetidos ao tratamento conservador apresentam fraturas menos graves do que aqueles submetidos a tratamento cir&uacute;rgico.</p>
    <p>Consideramos ser este o m&eacute;todo de elei&ccedil;&atilde;o em fraturas do colo e tac&iacute;cula radial com angula&ccedil;&atilde;o superior a 30&ordm;, por ser uma t&eacute;cnica relativamente f&aacute;cil, apesar de implicar alguma curva de aprendizagem. As manipula&ccedil;&otilde;es s&atilde;o extra-articulares e pouco agressivas. A mobiliza&ccedil;&atilde;o pode ser retomada ap&oacute;s um curto per&iacute;odo de imobiliza&ccedil;&atilde;o. A remo&ccedil;&atilde;o do implante &eacute; f&aacute;cil e sem complica&ccedil;&otilde;es de maior. Os resultados funcionais s&atilde;o bons e excelentes na maioria dos casos.&nbsp;&nbsp;</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</font></b></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">1. O'Brien PI. Injuries involving radial head apiphysis. Clin Orthop. 1965; 41: 51-58</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000090&pid=S1646-2122201200020000500001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">2. Metaizeau JP, Lascombes P, Lemelle JL, Finlayson D, Prevot J. Redution and fixation of displaced radial neck fratures by closed intramedullary pinning. J Pediatr Orthop. 1993; 13: 355-360</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000091&pid=S1646-2122201200020000500002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">3. Jeffery CC. Fratures of the head of the radius in children. J Bone Joint Surg (Br). 1950; 32: 314-324</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000092&pid=S1646-2122201200020000500003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">4. Jeffery CC. Fratures of the neck of the radius in children: mechanism of causation. J Bone Joint Surg (Br). 1972; 53: 717-719</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000093&pid=S1646-2122201200020000500004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">5. González-Herranz P, Alavrez-Romera A, Burgos J, Rapariz JM, Hevia E. Displaced radial neck fratures in children treated by closed intramedullary pinning (Métaizeau technique). J Pediatr Orthop. 1997; 17: 325-331</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000094&pid=S1646-2122201200020000500005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">6. Metaizeau JP, Prevot J, Schmitt M. Redution et fixation des fratures et decollements épiphyssaire de la tête radial par broche centromedullaire. Rev Chir Ortop. 1980; 66: 47-49</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000095&pid=S1646-2122201200020000500006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">7. Prathapkumar KR, Garg NK, Bruce CE. Elastic stable intramedullary nail fixation for severely displaced fratures of the neck of radius in children. J Bone Joint Surg (Br). 2006; 88-B: 358-361</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000096&pid=S1646-2122201200020000500007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">8. Schmittenbecher PP, Havernick B, Harold A, Knorr P, Schmid E. Treatment decision, method of osteosynthesis and outcome in radial neck fratures in children. J Pediatr Orthop. 2005; 25: 45-50</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000097&pid=S1646-2122201200020000500008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">9. Vahvanen V, Gripenbergh L. Frature of the radial neck in children: a long term follow-up study of 43 cases. Ata Orthop Scand. 1978; 49: 32-38</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000098&pid=S1646-2122201200020000500009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">10. Fowles JV, Kassab MT. Observations concerning radial neck fratures in children. J Pediatr Orthop. 1986; 6: 51-57</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000099&pid=S1646-2122201200020000500010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Conflito de interesse: </font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Nada a declarar.</p></font>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p><a name="c"></a>    <p><b><font face="Verdana" size="2"><a href="#topc">Endereço para correspondência</a></font></b></p>    <p><font face="Verdana" size="2">Luís Pinheiro    <br>Serviço de Ortopedia    <br>Hospital do Divino Espírito Santo, EPE    <br>Avenida D. Manuel I    <br>9500 Ponta Delgada    <br>Açores    <br>Portugal    <br><a href="mailto:lppfp@hotmail.com">lppfp@hotmail.com</a></font></p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Aceitação: </b> 2012-01-24</font></p>     ]]></body><back>
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