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<journal-title><![CDATA[Revista Portuguesa de Ortopedia e Traumatologia]]></journal-title>
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<publisher-name><![CDATA[Sociedade Portuguesa de Ortopedia e Traumatologia]]></publisher-name>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Fratura de Hoffa: Dificuldades de diagnóstico e opções de tratamento]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Centro Hospitalar de Entre o Douro e Vouga. Serviço de Ortopedia e Traumatologia ]]></institution>
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<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1646-21222012000200007&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S1646-21222012000200007&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S1646-21222012000200007&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[As fraturas coronais do côndilo femoral (fraturas de Hoffa) são raras e por vezes associadas a outras lesões. O tratamento conservador pode ser considerado nas fraturas sem desvio mas, o tratamento de eleição é cirúrgico. Os autores apresentam uma série de 9 pacientes com fratura de Hoffa tratados cirurgicamente entre 2004 e 2009 na nossa instituição. O follow up médio foi de 29 meses. Em todos os doentes a fratura resultou de acidente de alta energia e em um caso a fratura era exposta. O tratamento protocolado foi a redução aberta e fixação com parafusos canulados. Obteve-se um caso de pseudartrose e um caso de limitação funcional marcada (flexão menor que 90º). Os resultados obtidos foram significativamente afetados pelas lesões associadas. A maioria dos doentes estava satisfeita com o resultado obtido.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Coronal fratures of the femoral condyle (Hoffa fratures) are rare and often are associated with other injuries. Conservative treatment may be considered, although surgery is the ideal option. The authors report a series of 9 Hoffa fratures surgically treated between 2004 and 2009 in our institution. The mean follow-up was 29 months. In all patients the frature resulted from a high energy trauma and in one case there was an open frature. The treatment protocol was open reduction and internal fixation with canulated screws. There was a case of nonunion and one case of limited range of motion (fl exion less than 900). The functional outcome was significantly affected by associated injuries. The majority of patients were satisfi ed with the final result.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Hoffa]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b><font face="Verdana" size="2">ARTIGO ORIGINAL</font></b></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="4">Fratura de Hoffa. Dificuldades de diagnóstico e opções de tratamento</font></b></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana" size="2"><b>Marta Gomes<sup>I</sup></b>; <b>Nuno Tavares<sup>I</sup></b>; <b>Fernando Leal<sup>I</sup></b>; <b>Vera Resende<sup>I</sup></b>; <b>Manuel Mendonça<sup>II</sup></b>; <b>Alberto Monteiro<sup>II</sup></b></font></p>    <p><font face="Verdana" size="2">I. Hospital de São Sebastião. Santa Maria da Feira. Santa Maria da Feira. Portugal.<br />II. Serviço de Ortopedia e Traumatologia. Centro Hospitalar de Entre o Douro e Vouga. Santa Maria da Feira. Portugal.<br /></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana" size="2"><a name="topc"></a><a href="#c">Endereço para correspondência</a></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">RESUMO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>As fraturas coronais do c&ocirc;ndilo femoral (fraturas de Hoffa) s&atilde;o raras e por vezes associadas a outras les&otilde;es. O tratamento conservador pode ser considerado nas fraturas sem desvio mas, o tratamento de elei&ccedil;&atilde;o &eacute; cir&uacute;rgico.</p>     <p>Os autores apresentam uma s&eacute;rie de 9 pacientes com fratura de Hoffa tratados cirurgicamente entre 2004 e 2009 na nossa institui&ccedil;&atilde;o. O follow up m&eacute;dio foi de 29 meses.</p>     <p>Em todos os doentes a fratura resultou de acidente de alta energia e em um caso a fratura era exposta. O tratamento protocolado foi a redu&ccedil;&atilde;o aberta e fixa&ccedil;&atilde;o com parafusos canulados. Obteve-se um caso de pseudartrose e um caso de limita&ccedil;&atilde;o funcional marcada (flex&atilde;o menor que 90&ordm;). Os resultados obtidos foram significativamente afetados pelas les&otilde;es associadas. A maioria dos doentes estava satisfeita com o resultado obtido.</p></font>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Palavras chave</b>: Hoffa, côndilo femoral, fratura articular, coronal. </font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">ABSTRACT</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Coronal fratures of the femoral condyle (Hoffa fratures) are rare and often are associated with other injuries. Conservative treatment may be considered, although surgery is the ideal option.</p>     <p>The authors report a series of 9 Hoffa fratures surgically treated between 2004 and 2009 in our institution. The mean follow-up was 29 months.</p>     <p>In all patients the frature resulted from a high energy trauma and in one case there was an open frature. The treatment protocol was open reduction and internal fixation with canulated screws. There was a case of nonunion and one case of limited range of motion (fl exion less than 900). The functional outcome was significantly affected by associated injuries. The majority of patients were satisfi ed with the final result.</p></font>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Key words</b>: Hoffa, femoral condyle, articular frature, coronal. </font></p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">INTRODUÇÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>As fraturas coronais do c&ocirc;ndilo femoral, descritas por Hoffa em 1904, s&atilde;o les&otilde;es raras e mais frequentes no c&ocirc;ndilo externo[1,2,3,4,5].</p>
    <p>Estas fraturas resultam habitualmente de traumatismos de alta energia, implicando uma pesquisa sistem&aacute;tica de outras les&otilde;es associadas como fraturas do f&eacute;mur, pratos tibiais, coluna, calc&acirc;neo e pelve[2,6,7]. No entanto, as fraturas de Hoffa est&atilde;o tamb&eacute;m descritas em doentes com osteoporose[8]. O mecanismo de les&atilde;o inclui o trauma direto e a compress&atilde;o axial num joelho em flex&atilde;o, concentrando as for&ccedil;as na metade posterior do c&ocirc;ndilo[3,9].</p>
    <p>O seu diagn&oacute;stico implica um elevado &iacute;ndice de suspei&ccedil;&atilde;o uma vez que o tra&ccedil;o de fratura pode ser muito subtil no exame radiogr&aacute;fico. Nestes casos&nbsp; deve realizar-se uma tomografia computorizada (TC) Por serem intra-articulares o seu tratamento implica redu&ccedil;&atilde;o anat&oacute;mica e est&aacute;vel para permitir reabilita&ccedil;&atilde;o funcional precoce[1,4,6].</p>
    <p>Mesmo em fraturas sem desvio, recomendase o tratamento cir&uacute;rgico uma vez que o per&iacute;odo de imobiliza&ccedil;&atilde;o &eacute; longo e o risco de perda de redu&ccedil;&atilde;o &eacute; elevado quando se opta pela abordagem conservadora[11,13].</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">MATERIAL E MÉTODOS</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Nove doentes com fratura de Hoffa foram tratados no nosso hospital entre 2004 e 2009. O tratamento de elei&ccedil;&atilde;o em todos os doentes foi a redu&ccedil;&atilde;o aberta e fixa&ccedil;&atilde;o com parafuso canulados. Seis fraturas ocorreram em homens e tr&ecirc;s em mulheres, com idade m&eacute;dia de 43 anos (variando de 17-89). Em todos os doentes a fratura resultou de traumatismo de alta energia (quatro casos de acidente de via&ccedil;&atilde;o, quatro casos de queda de altura e um atropelamento). Seis fraturas ocorreram no c&ocirc;ndilo femoral externo e tr&ecirc;s no c&ocirc;ndilo femoral interno. Em seis doentes a fratura foi fechada e em um caso foi exposta grau II (classifica&ccedil;&atilde;o de Gustillo-Mendoza-Williams).</p>
    <p>Todos os doentes foram submetidos a um question&aacute;rio (incluindo o grau de satisfa&ccedil;&atilde;o), exame cl&iacute;nico e radiogr&aacute;fico (<a href="/img/revistas/rpot/v20n2/20n2a07q1.jpg">Quadro I</a>).</p>    
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>    <p>    <center><a href="/img/revistas/rpot/v20n2/20n2a07q1.jpg">Quadro I</a></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    <p>O follow up m&eacute;dio foi de 29 meses.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">RESULTADOS</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Na escala anal&oacute;gica da dor a m&eacute;dia obtida foi de 3,4 (variando de 1 e 6).</p>
    <p>Em rela&ccedil;&atilde;o ao arco de mobilidade, tr&ecirc;s doentes apresentavam um arco de mobilidade entre 0-1200, cinco doentes entre 0-900/1200 e um doente com flex&atilde;o &lt;900. Em 4 doentes estavam presentes les&otilde;es associadas: dois casos de les&atilde;o do ligamento lateral externo (LLE), um caso de fraturas do f&eacute;mur e t&iacute;bia ipsilaterais e um caso de fratura do prato tibial ipsilateral.</p>
    <p>Do total de nove casos, sete referiram estar satisfeitos com o resultado final obtido. Dos dois casos em que os doentes estavam insatisfeitos, um apresentou fratura de t&iacute;bia e f&eacute;mur concomitantes e o outro teve infe&ccedil;&atilde;o p&oacute;s-operat&oacute;ria tendo sido submetido a v&aacute;rias limpezas cir&uacute;rgicas (resultando em limita&ccedil;&atilde;o franca da mobilidade).</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Quanto a complica&ccedil;&otilde;es agudas, refere-se um caso de infe&ccedil;&atilde;o profunda. No grupo das complica&ccedil;&otilde;es tardias obteve-se um caso de instabilidade, um caso de pseudartrose e quatro casos de artrose p&oacute;s-traum&aacute;tica.</p>
    <p>Quatro doentes foram submetidos a extra&ccedil;&atilde;o do material de osteoss&iacute;ntese. Nas <a name="topf1"></a><a href="#f1">figuras 1</a> e <a name="topf2"></a><a href="#f2">2</a> apresentamos um caso de fratura do c&ocirc;ndilo externo, cujo tratamento resultou em excelente resultado cl&iacute;nico e radiol&oacute;gico.</p>    <p>&nbsp;</p><a name="f1"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v20n2/20n2a07f1.jpg" width="369" height="219" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p><a name="f2"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v20n2/20n2a07f2.jpg" width="370" height="348" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p></font>    <p>&nbsp;</p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b><font face="Verdana" size="2">DISCUSSÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>As fraturas de Hoffa s&atilde;o raras e apenas pequenas s&eacute;ries est&atilde;o descritas na literatura.</p>
    <p>Clinicamente s&atilde;o mais frequentes no c&ocirc;ndilo externo devido ao valgo fisiol&oacute;gico do joelho, que torna este c&ocirc;ndilo mais suscet&iacute;vel ao stress biomec&acirc;nico gerado no mecanismo de les&atilde;o[10]</p>
    <p>O tratamento conservador em fraturas sem desvio pode ser uma alternativa v&aacute;lida. No entanto, devido &agrave; sua instabilidade inerente e ao facto de serem intraarticulares, esta op&ccedil;&atilde;o implica um risco elevado de desvio do fragmento e requer um longo per&iacute;odo de imobiliza&ccedil;&atilde;o[9,6,10] Assim, a redu&ccedil;&atilde;o aberta e osteoss&iacute;ntese &eacute; o gold standard para o tratamento destas les&otilde;es[4,15].</p>
    <p>Outro fator a ter em&nbsp; conta nestas fraturas &eacute; a sua localiza&ccedil;&atilde;o peculiar, tornando-se fundamental um planeamento pr&eacute;-operat&oacute;rio cuidadoso: escolher a via de abordagem (consoante o local de fratura e a presen&ccedil;a ou n&atilde;o de fraturas associadas) e o tipo de implante mais indicados[2].</p>
    <p>A abordagem cir&uacute;rgica pode ser parapatelar interna, parapatelar externa ou&nbsp; lateral (entre o trato iliotibial e o bic&iacute;pite femoral). Quando se opta pela abordagem lateral as principais estruturas vasculonervosas em risco s&atilde;o o nervo peronial comum e a art&eacute;ria geniculada lateral superior, que devem ser preservadas[5].</p>
    <p>Tipicamente, os parafusos s&atilde;o colocados na orienta&ccedil;&atilde;o de anterior para posterior. No entanto, Jarit et al, num estudo biomec&acirc;nico realizado em cad&aacute;ver, refere maior estabilidade com os parafusos postero-anteriores[5]. Tecnicamente, os parafusos com esta orienta&ccedil;&atilde;o s&atilde;o mais dif&iacute;ceis de colocar, exigindo uma via de abordagem que coloca em risco estruturas vasculonervosas e parafusos sem cabe&ccedil;a. Borse et al relata um caso cl&iacute;nico de fratura de Hoffa tratada com 2 parafusos sem cabe&ccedil;a e em dire&ccedil;&atilde;o postero-anterior, obtendo excelente cl&iacute;nico e radiogr&aacute;fico[16].</p>
    <p>Na nossa s&eacute;rie, os&nbsp; parafusos canulados foram os implantes de elei&ccedil;&atilde;o em todos os casos. Est&aacute; indicado o uso de pelo menos 2 parafusos de forma a controlarse a instabilidade rotacional.</p>
    <p>&Agrave; semelhan&ccedil;a do que vem descrito na literatura, o p&oacute;s-operat&oacute;rio incluiu o uso de imobiliza&ccedil;&atilde;o gessada durante 4 a 6 semanas, seguido de um per&iacute;odo vari&aacute;vel de reabilita&ccedil;&atilde;o. A carga parcial est&aacute; permitida a partir das 8 semanas ap&oacute;s a cirurgia.</p>
    <p>Embora classicamente estejam descritas como fraturas isoladas, t&ecirc;m surgido v&aacute;rias publica&ccedil;&otilde;es na literatura que relatam les&otilde;es ipsilaterais associadas no membro inferior. Miyamoto et al reporta um caso de fratura da di&aacute;fise do f&eacute;mur associada a fratura de Hoffa[2] Nork et al num artigo em que avalia 202 fraturas supraintercondilianas do f&eacute;mur, refere uma associa&ccedil;&atilde;o com fratura coronal do c&ocirc;ndilo em 38,1% dos casos[13].</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Neste trabalho quatro doentes apresentavam les&otilde;es associadas (<a name="topf3"></a><a href="#f3">Figuras 3</a>, <a name="topf4"></a><a href="#f4">4</a> e <a name="topf5"></a><a href="#f5">5</a>). De facto, a presen&ccedil;a destas les&otilde;es num membro inferior com fratura de Hoffa pode comprometer os resultados funcionais obtidos devendo, por isso, ser diagnosticadas e tratadas (de prefer&ecirc;ncia, no mesmo tempo cir&uacute;rgico da osteoss&iacute;ntese do fragmento coronal). Durante a cirurgia, &eacute; fundamental avaliar-se a estabilidade do joelho, pesquisando les&otilde;es ligamentares ou mensicais[11]. Nesta s&eacute;rie identifi caram-se dois casos de les&atilde;o do LLE.</p>    <p>&nbsp;</p><a name="f3"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v20n2/20n2a07f3.jpg" width="355" height="379" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p><a name="f4"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v20n2/20n2a07f4.jpg" width="339" height="365" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p><a name="f5"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v20n2/20n2a07f5.jpg" width="369" height="359" border="0" /></center></p>    
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
    <p>A fratura de Hoffa &eacute; uma fratura articular, sendo imperativo a sua redu&ccedil;&atilde;o anat&oacute;mica para preven&ccedil;&atilde;o de consolida&ccedil;&atilde;o viciosa, pseudartrose, necrose avascular ou osteoartrose p&oacute;s-traum&aacute;tica[11,14]. Na nossa s&eacute;rie constatou-se artrose p&oacute;s-traum&aacute;tica em 4 casos. Num doente a gonartrose desenvolveu-se no contexto de pseudartrose, no segundo doente existia fratura ipsilateral do f&eacute;mur e t&iacute;bia, o terceiro doente teve infe&ccedil;&atilde;o profunda do joelho e o &uacute;ltimo o doente&nbsp; tinha les&atilde;o do LLE e sinais de desgaste cartilag&iacute;neo pr&eacute;vios &agrave; fratura.</p>
    <p>Dentro das compila&ccedil;&otilde;es obtidas salienta-se um caso de pseudartrose (<a name="topf6"></a><a href="#f6">Figuras 6</a>, <a name="topf7"></a><a href="#f7">7</a>, <a name="topf8"></a><a href="#f8">8</a> e <a name="topf9"></a><a href="#f9">9</a>). O diagn&oacute;stico inicial n&atilde;o foi efetuado, e 7 semanas mais tarde, o doente recorre novamente ao servi&ccedil;o de urg&ecirc;ncia por persist&ecirc;ncia da dor e derrame articular, j&aacute; com o fragmento desviado e sinais iniciais de consolida&ccedil;&atilde;o. Apesar de ter sido submetido a tratamento cir&uacute;rgico, a fratura n&atilde;o foi corretamente reduzida, resultando em pseudartrose.</p>    <p>&nbsp;</p><a name="f6"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v20n2/20n2a07f6.jpg" width="369" height="293" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p><a name="f7"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v20n2/20n2a07f7.jpg" width="341" height="285" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p><a name="f8"></a>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v20n2/20n2a07f8.jpg" width="284" height="295" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p><a name="f9"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v20n2/20n2a07f9.jpg" width="366" height="283" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    <p>Este caso &eacute; paradigm&aacute;tico da dificuldade de diagn&oacute;stico radiogr&aacute;fi co destas fraturas, em especial se o fragmento n&atilde;o tiver desvio. Quando existe suspeita cl&iacute;nica mas o Rx (AP e perfil) n&atilde;o evidencia tra&ccedil;o de fratura torna-se necess&aacute;rio a realiza&ccedil;&atilde;o de incid&ecirc;ncias obl&iacute;quas ou de tomografi a computorizada[1,9,10,11,12].</p>
    <p>McCarthy et al e Wallenbock et al reportam a sua experi&ecirc;ncia na redu&ccedil;&atilde;o e osteoss&iacute;ntese de fraturas de Hoffa assistidas por via artrosc&oacute;pica. Apesar de obterem bons resultados, com melhor recupera&ccedil;&atilde;o no p&oacute;s-operat&oacute;rio, esta &eacute; uma t&eacute;cnica exigente[17,18]. Mais estudos s&atilde;o necess&aacute;rios para se evidenciar uma clara vantagem da redu&ccedil;&atilde;o assistida por artroscopia versus redu&ccedil;&atilde;o aberta.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">CONCLUSÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os autores apresentam uma s&eacute;rie de 9 casos de fratura de Hoffa, todas tratadas cirurgicamente. Embora estas fraturas sejam pouco frequentes, existemalguns aspetos chave no seu diagn&oacute;stico e tratamento de forma a evitarem-se complica&ccedil;&otilde;es importantes, como a instabilidade, a osteoartrose, a consolida&ccedil;&atilde;o viciosa e a pseudartrose.</p>
    <p>Salienta-se a necessidade de um elevado &iacute;ndice de suspei&ccedil;&atilde;o para o seu diagn&oacute;stico e a import&acirc;ncia de um planeamento pr&eacute;-operat&oacute;rio cuidadoso e reabilita&ccedil;&atilde;o precoce.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</font></b></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">1. Holmes MH, Bombsck D, Bsumgsertner MR. Coronal fratures of the femoral condyle. J Orthop Trauma. 2004; 18 (5): 316-319</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000097&pid=S1646-2122201200020000700001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">2. Miyamoto R, Fornari E, Tejwani N. Hoffa frature associated with a femoral shaft frature. J Bone Joint Surg Am. 2006; 88 (10): 2270-2274</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000098&pid=S1646-2122201200020000700002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">3. Annamalai SKM, Berstock JR, Shannon MN. The Hoffa frature: a case report. British Journal of Medical practitioners. 2008; 1 (2): 36-37</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000099&pid=S1646-2122201200020000700003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">4. Papadopoulos AX, Panagopoulos A, Karageorgos A, Tyllianakis M. Operative treatment of unilateral bicondylar Hoffa fratures. J Orthop Trauma. 2004; 18 (2): 119-122</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000100&pid=S1646-2122201200020000700004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">5. Jarit GJ, Kummer FJ, Gibber MJ, Egol KA. A Mechanical evaluation of two fixation methods using cancellous screws for coronal fratures of the lateral condyle of the distal femur (OTA type 33B). J Orthop Trauma. 2006; 20 (4): 273-276</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000101&pid=S1646-2122201200020000700005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">6. Cheng PL, Choi SH, Hsu YC. Hoffa frature: should precautions be taken during fixation and rehabilitation?. Hong Kong Med J. 2009; 15 (5): 385-387</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000102&pid=S1646-2122201200020000700006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">7. Thakar C. The Hoffa frature - a frature not to miss. Emerg Med J. 2010; 27 (5): 391-392</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000103&pid=S1646-2122201200020000700007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">8. Tse Chang JJH, Ho Fan JC, Yan Lam H, Yin Cheung K, Shan Chu VW, Yau Fung K. Treatment of an osteoporotic Hoffa frature. Knee Surg Sports Traumatol Arthrosc. 2010; 18: 784-786</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000104&pid=S1646-2122201200020000700008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">9. Walter M, Hunter J, Escobedo E. Hoffa frature of the femoral condyle. Radiology Case Reports. 2008; 3 (4): 1-5</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000105&pid=S1646-2122201200020000700009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">10. Tempra A, De Cicco A, Guiñazú G, Valbuena S, Giaccio E. Fractura de Hoffa: lésion infrecuente. Revista del Hospital Privado de Comunidad. 2003; 6 (2)</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000106&pid=S1646-2122201200020000700010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">11. Ostermann PAW, Neumann K, Ekkernkamp A, Muhr G. Long term results of unicondylar fratures of the femur. J Orthop Trauma. 1994; 8 (2): 142-146</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000107&pid=S1646-2122201200020000700011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">12. Rivera OMP, Domínguez LEP. Tratamiento quirúrgico de la fratura posterior del condilo femoral. Revista Cubana de Ortopedia y Traumatología. 2009; 23 (1)</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000108&pid=S1646-2122201200020000700012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font face="verdana" size="2">13. Nork SE, Segina DN, Aflatoon K, Barein DP, Henley MB, Holt S, et al. The association between supracondylarintercondylar distal femoral fratures and coronal plane fratures. J Bone Joint Surg Am. 2005; 88 (3): 564-569</font></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">14. Lewis SL, Pozo JL, Muirhead-Allwood WFG. Coronal fratures of the lateral femoral condyle. J Bone Joint Surg Br. 1989; 71 (1): 118-120</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000110&pid=S1646-2122201200020000700014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">15. Kumar R, Malhotra R. The Hoffa frature: three case reports. J Orthop Surg. 2001; 9 (2): 47-51</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000111&pid=S1646-2122201200020000700015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">16. Borse V, Hahnel J, Cohen A. Hoffa frature: fixation using headless compression screws. Eur J Trauma Emerg Surg. 2010; 36: 477-479</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000112&pid=S1646-2122201200020000700016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">17. Wallenbock E, Ledinski C. Indications and limits of arthroscopic management of intraarticular fratures of the knee joint. Aktuelle Traumatol. 1993; 23: 97-101</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000113&pid=S1646-2122201200020000700017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">18. McCarthy JJ, Parker RD. Arthroscopic reduction and internal fi xation of a displaced intraarticular lateral femoral condyle frature of the Knee. Arthroscopy. 1996; 12: 224-227</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000114&pid=S1646-2122201200020000700018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>    <p>&nbsp;</p><a name="c"></a>    <p><b><font face="Verdana" size="2"><a href="#topc">Endereço para correspondência</a></font></b></p>    <p><font face="Verdana" size="2">Marta Gomes    <br>Rua José Gomes Ferreira nº286 Hab 3.5    <br>4150 Porto    <br>Portugal    <br><a href="mailto:martapintogomes@hotmail.com">martapintogomes@hotmail.com</a></font></p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Aceitação: </b> 2011-12-14</font></p>     ]]></body><back>
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