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<journal-title><![CDATA[Revista Portuguesa de Ortopedia e Traumatologia]]></journal-title>
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<publisher-name><![CDATA[Sociedade Portuguesa de Ortopedia e Traumatologia]]></publisher-name>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Artropatia de Charcot do pé e tornozelo]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Hospitais da Universidade de Coimbra Serviço de Ortopedia ]]></institution>
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<country>Portugal</country>
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<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1646-21222012000200012&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S1646-21222012000200012&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S1646-21222012000200012&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[A neuroartropatia de Charcot do pé e tornozelo é uma doença crónica não infeciosa, progressiva e agressiva com destruição dos ossos e articulações e deformidade subsequente, em pessoas com neuropatia sensorial, associada a um elevado risco de amputação. A prevenção da progressão da doença continua a ser o pilar do tratamento, estando a cirurgia reservada apenas para os casos refratários. Os autores descrevem o caso clínico de um homem de 42 anos, não diabético, cujo diagnóstico de neuroartropatia de Charcot do pé foi tardio. Apresentam o seu tratamento, com um follow-up de 22 meses após o diagnóstico inicial, submetido inicialmente a tratamento conservador que se provou ineficaz e motivou o tratamento cirúrgico posterior para salvamento do membro, por instabilidade, ulceração recorrente e osteomielite.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Foot and ankle Charcot neuroarthropathy is a chronic, progressive and aggressive non-infectious disease that evolves with bone and cartilage erosion resulting in severe deformity in patients with sensorial neuropathy, carrying a high risk for amputation. Preventing the progression of the illness is still the mainstay of treatment but surgery has to be considered in refractory cases. The authors describe the case of a non-diabetic 42 year-old male with a late diagnosis of Charcot foot. , They present his treatement, with a 22 months follow-up after the initial diagnosis. The patient was initially submitted to conservative treatment that was ineffective, followed by a limb salvage surgery for ankle instability, recurrent ulceration and osteomyelitis.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Neuropatia]]></kwd>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Charcot]]></kwd>
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<kwd lng="en"><![CDATA[arthrodesis]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b><font face="Verdana" size="2">CASO CLÍNICO</font></b></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="4">Artropatia de Charcot do pé e tornozelo</font></b></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana" size="2"><b>Carolina Batista<sup>I</sup></b>; <b>João Cura Mariano<sup>I</sup></b></font></p>    <p><font face="Verdana" size="2">I. Serviço de Ortopedia.Hospitais da Universidade de Coimbra. Coimbra. Portugal.<br /></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana" size="2"><a name="topc"></a><a href="#c">Endereço para correspondência</a></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">RESUMO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A neuroartropatia de Charcot do p&eacute; e tornozelo &eacute; uma doen&ccedil;a cr&oacute;nica n&atilde;o infeciosa, progressiva e agressiva com destrui&ccedil;&atilde;o dos ossos e articula&ccedil;&otilde;es e deformidade subsequente, em pessoas com neuropatia sensorial, associada a um elevado risco de amputa&ccedil;&atilde;o. A preven&ccedil;&atilde;o da progress&atilde;o da doen&ccedil;a continua a ser o pilar do tratamento, estando a cirurgia reservada apenas para os casos refrat&aacute;rios.</p>     <p>Os autores descrevem o caso cl&iacute;nico de um homem de 42 anos, n&atilde;o diab&eacute;tico, cujo diagn&oacute;stico de neuroartropatia de Charcot do p&eacute; foi tardio. Apresentam o seu tratamento, com um follow-up de 22 meses ap&oacute;s o diagn&oacute;stico inicial, submetido inicialmente a tratamento conservador que se provou ineficaz e motivou o tratamento cir&uacute;rgico posterior para salvamento do membro, por instabilidade, ulcera&ccedil;&atilde;o recorrente e osteomielite.</p></font>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Palavras chave</b>: Neuropatia, neuroartropatia, Charcot, osteomielite, artrodese. </font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">ABSTRACT</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Foot and ankle Charcot neuroarthropathy is a chronic, progressive and aggressive non-infectious disease that evolves with bone and cartilage erosion resulting in severe deformity in patients with sensorial neuropathy, carrying a high risk for amputation. Preventing the progression of the illness is still the mainstay of treatment but surgery has to be considered in refractory cases.</p>     <p>The authors describe the case of a non-diabetic 42 year-old male with a late diagnosis of Charcot foot. , They present his treatement, with a 22 months follow-up after the initial diagnosis. The patient was initially submitted to conservative treatment that was ineffective, followed by a limb salvage surgery for ankle instability, recurrent ulceration and osteomyelitis.</p></font>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Key words</b>: Neuropathy, neuroarthropathy, Charcot, osteomyelitis, arthrodesis. </font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">INTRODUÇÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Nos pa&iacute;ses desenvolvidos, a neuropatia diab&eacute;tica &eacute; a causa mais frequente da neuroartropatia de Charcot, sendo o p&eacute; e tornozelo os locais mais frequentemente afetados, com uma incid&ecirc;ncia estimada espec&iacute;fica para a popula&ccedil;&atilde;o diab&eacute;tica de 1,4% [1]. Outras condi&ccedil;&otilde;es tamb&eacute;m relacionadas com esta patologia incluem o alcoolismo, a lepra, tabes dorsalis, s&iacute;filis terci&aacute;ria, mielomeningocelo, a insensibilidade cong&eacute;nita &agrave; dor e recetores de &oacute;rg&atilde;os s&oacute;lidos transplantados [2,3].</p>
    <p>A sua patog&eacute;nese n&atilde;o est&aacute; ainda compreendida e uma teoria unifi cadora do seu processo patol&oacute;gico ainda n&atilde;o foi encontrada. A teoria neurotraum&aacute;tica sugere que a neuroartropatia de Charcot &eacute; uma les&atilde;o de sobrecarga exagerada, em que articula&ccedil;&otilde;es insens&iacute;veis &agrave; dor e sem propriocep&ccedil;&atilde;o s&atilde;o submetidas quer a microtraumas de repeti&ccedil;&atilde;o, quer a um evento traum&aacute;tico &uacute;nico, que originam as altera&ccedil;&otilde;es t&iacute;picas de Charcot. Esta teoria &eacute; apoiada por v&aacute;rios estudos com animais experimentais com membros insens&iacute;veis. Por outro lado, a teoria neurovascular (sustentada por estudos que comprovam o aumento dos marcadores da atividade osteocl&aacute;stica nestes pacientes), aponta a disfun&ccedil;&atilde;o do sistema nervoso aut&oacute;nomo como a respons&aacute;vel pelo aumento do aporte sangu&iacute;neo atrav&eacute;s de shunts arteriovenosos, aumentando a reabsor&ccedil;&atilde;o &oacute;ssea. Teorias recentes acrescentam o papel das citocinas inflamat&oacute;rias (TNF-a, IL-1) na patog&eacute;nese da destrui&ccedil;&atilde;o neurop&aacute;tica de articula&ccedil;&otilde;es [3].</p>
    <p>A classifica&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica de Eichenholtz modificada, continua a ser o guia para a orienta&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica da neuroartropatia de Charcot (<a href="/img/revistas/rpot/v20n2/20n2a12q1.jpg">Quadro I</a>) [4]. Brodsky identificou padr&otilde;es espec&iacute;ficos de colapso do p&eacute; e tornozelo, criando uma classifica&ccedil;&atilde;o anat&oacute;mica (<a name="topf1"></a><a href="#f1">Figura 1</a>) [5] e Sammarco e Conti distinguiram padr&otilde;es espec&iacute;ficos de deformidade &oacute;ssea no mediop&eacute; (<a name="topf2"></a><a href="#f2">Figura 2</a>) [11]. A progress&atilde;o cl&iacute;nica desta doen&ccedil;a segue padr&otilde;es previs&iacute;veis que podem evoluir para a deformidade do p&eacute; em &ldquo;mata borr&atilde;o&rdquo; e ulcera&ccedil;&otilde;es cr&oacute;nicas, tal como ocorre no caso cl&iacute;nico apresentado pelos autores.</p>    
<p>&nbsp;</p>    <p>    <center><a href="/img/revistas/rpot/v20n2/20n2a12q1.jpg">Quadro I</a></center></p>    
<p>&nbsp;</p><a name="f1"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v20n2/20n2a12f1.jpg" width="370" height="357" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p><a name="f2"></a>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v20n2/20n2a12f2.jpg" width="371" height="524" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">CASO CLÍNICO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Um homem de 42 anos de idade &eacute; observado em consulta de Ortopedia de patologia do p&eacute; em dezembro de 2009, por apresentar um quadro com v&aacute;rios meses de evolu&ccedil;&atilde;o caracterizado por &uacute;lceras plantares cr&oacute;nicas na base do primeiro e quinto raios do p&eacute;, exsudato purulento f&eacute;tido, edema do p&eacute;, diminui&ccedil;&atilde;o da for&ccedil;a muscular e hipostesia bilateral dos membros inferiores at&eacute; ao n&iacute;vel dos joelhos. Radiologicamente apresentava fratura do ter&ccedil;o m&eacute;dio da di&aacute;fise do quinto metat&aacute;rsico (<a name="topf3"></a><a href="#f3">Figura 3</a>).</p>    <p>&nbsp;</p><a name="f3"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v20n2/20n2a12f3.jpg" width="365" height="428" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Trata-se de um doente com hist&oacute;ria de polineuropatia amiloid&oacute;tica familiar, submetido a transplante hep&aacute;tico em 2001, com diagn&oacute;stico de paludismo por Plasmodium Falciparum em maio de 2008 (viveu 3 meses em Angola, medicado com micofenolato mofetil 500mg 12/12h, Tacrolimus 2mg 12/12h e Oxazepam 15mg id). Da sua hist&oacute;ria pregressa constam tamb&eacute;m 3 epis&oacute;dios de celulite/ erisipela do membro inferior com &uacute;lcera neurop&aacute;tica na base do 1&ordm; e 5&ordm; raios do p&eacute;, que motivaram m&uacute;ltiplos internamentos no Servi&ccedil;o de Dermatologia entre 2006 e 2008, onde foi submetido a cuidados de penso e antibioterapia endovenosa. Foi ent&atilde;o encaminhado para a consulta de Ortopedia de patologia do p&eacute;, tendo realizado radiografi a do p&eacute; que n&atilde;o evidenciava altera&ccedil;&otilde;es (<a name="topf4"></a><a href="#f4">Figura 4</a>).</p>    <p>&nbsp;</p><a name="f4"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v20n2/20n2a12f4.jpg" width="370" height="403" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    <p>Inicialmente tratado conservadoramente com bota gessada para neuroartropatia de Charcot diagnosticada, foi reavaliado cl&iacute;nica e radiologicamente semanalmente, sob cuidados de penso regulares. Constatou-se exterioriza&ccedil;&atilde;o do fragmento distal do quinto metat&aacute;rsico pela &uacute;lcera externa, mantendo exsudato purulento. Em mar&ccedil;o de 2011, ap&oacute;s reavalia&ccedil;&otilde;es semanais, constata-se radiologicamente uma destrui&ccedil;&atilde;o mediot&aacute;rsica, com desvio dorsal e medial do p&eacute; (<a name="topf5"></a><a href="#f5">Figura 5</a>).</p>    <p>&nbsp;</p><a name="f5"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v20n2/20n2a12f5.jpg" width="374" height="683" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Dada a deformidade inst&aacute;vel de mediop&eacute; com &uacute;lceras recorrentes, foi submetido em mar&ccedil;o de 2010 &agrave; ressec&ccedil;&atilde;o dos fragmentos &oacute;sseos, com redu&ccedil;&atilde;o e fixa&ccedil;&atilde;o interna do primeiro raio (parafuso Bolt&reg;) e imobiliza&ccedil;&atilde;o gessada (<a name="topf6"></a><a href="#f6">Figura 6</a>). O doente n&atilde;o cumpriu a descarga prescrita e houve fal&ecirc;ncia do material ao n&iacute;vel do colo do astr&aacute;galo, com migra&ccedil;&atilde;o distal do parafuso (<a name="topf7"></a><a href="#f7">Figura 7</a>)<a name="topf7"></a><a href="#f7">.</a> Num segundo tempo cir&uacute;rgico em abril de 2010 foi feita limpeza do osso necr&oacute;tico do quinto raio, da articula&ccedil;&atilde;o subastragalina e da mediot&aacute;rsica, artrodese subastragalina com parafusos, interposi&ccedil;&atilde;o de enxerto &oacute;sseo aut&oacute;geno tricortical e imobiliza&ccedil;&atilde;o com bota gessada (<a name="topf8"></a><a href="#f8">Figura 8</a>). Por manter per&iacute;odos de fistuliza&ccedil;&atilde;o produtiva lateral e medial, intercalados com per&iacute;odos de encerramento espont&acirc;neo das &uacute;lceras, (deambulava com bota Walker &reg;) e a estabilidade cl&iacute;nica e radiol&oacute;gica n&atilde;o ser evidente, em outubro de 2010 &eacute; reoperado, submetido a ex&eacute;rese de sequestros &oacute;sseos do mediop&eacute;, limpeza cir&uacute;rgica, estabiliza&ccedil;&atilde;o calc&acirc;neo-metat&aacute;rsica com parafusos, interposi&ccedil;&atilde;o de enxerto &oacute;sseo aut&oacute;geno e imobiliza&ccedil;&atilde;o com bota gessada (<a name="topf9"></a><a href="#f9">Figura 9</a>).</p>    <p>&nbsp;</p><a name="f6"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v20n2/20n2a12f6.jpg" width="369" height="629" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p><a name="f7"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v20n2/20n2a12f7.jpg" width="369" height="281" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p><a name="f8"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v20n2/20n2a12f8.jpg" width="369" height="356" border="0" /></center></p>    
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p><a name="f9"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v20n2/20n2a12f9.jpg" width="370" height="378" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    <p>Esteve submetido a antibioterapia dirigida a Proteus vulgaris e Staphilococcus aureus isolados assepticamente do exsudato descrito, com Trimetoprim e Sulfametoxazol per os por 6 meses. Realizou TAC do p&eacute; afetado que evidenciava "&hellip;oste&iacute;te cr&oacute;nica, sem sinais de maligniza&ccedil;&atilde;o&hellip;", assim como RMN que confirmava o "&hellip;infiltrado inflamat&oacute;rio&hellip;sem altera&ccedil;&otilde;es secund&aacute;rias&hellip;".</p>
    <p>De outubro de 2010 a outubro de 2011 manteve o p&eacute; plant&iacute;grado e seco, deambulando inicialmente com bota Walker&reg; que abandonou em julho de 2011, usando desde ent&atilde;o botas de sola rija, mantendo a profiss&atilde;o de mec&acirc;nico autom&oacute;vel. Seguiu-se um internamento de 3 semanas no Setor de Infe&ccedil;&atilde;o &Oacute;ssea do Servi&ccedil;o de Ortopedia por tumefa&ccedil;&atilde;o posterior do tornozelo, tendo sido submetido a drenagem e antibioterpia endovenosa dirigida a Staphilococcus aureus e Morganella morganii (Meropenem). Analiticamente apresentava anemia (Hemoglobina 10,7 g/dl; Eritr&oacute;citos 3,49x1012/L; Hemat&oacute;crito 31,6 %), Leuc&oacute;citos 8,6x109/L; VS 113mm/1&ordf;h; PCR 12,94mg/dl. Os &uacute;ltimos exames radiogr&aacute;ficos revelam manuten&ccedil;&atilde;o da montagem realizada 1 ano antes, semevid&ecirc;ncia de fus&atilde;o da articula&ccedil;&atilde;o m&eacute;diot&aacute;rsica, halo de oste&oacute;lise ao&nbsp; &iacute;vel dos parafusos nos metat&aacute;rsicos (<a name="topf10"></a><a href="#f10">Figura 10</a>).</p>    <p>&nbsp;</p><a name="f10"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v20n2/20n2a12f10.jpg" width="370" height="500" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>No caso de fal&ecirc;ncia do tratamento, est&aacute; indicada a amputa&ccedil;&atilde;o pela coxa, dada a anestesia manifestada ao n&iacute;vel do joelho.&nbsp;&nbsp;</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">DISCUSSÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>A imobiliza&ccedil;&atilde;o &eacute; o pilar do tratamento das fases de instabilidade da neuroartropatia de Charcot, sendo o gesso a forma mais acess&iacute;vel de manter a estabilidade e diminuir o edema do membro [2, 3, 4, 7, 8, 9, 10, 11]. O per&iacute;odo m&eacute;dio de imobiliza&ccedil;&atilde;o gessada &eacute; de 6 semanas, com a progress&atilde;o para cal&ccedil;ado terap&ecirc;utico &agrave;s 12 semanas [3]. O tempo de imobiliza&ccedil;&atilde;o recomendado &eacute; maior, quando as articula&ccedil;&otilde;es do retrop&eacute; e tornozelo est&atilde;o afetadas. A decis&atilde;o pelo tratamento cir&uacute;rgico &eacute; influenciada pelas comorbilidades do doente, localiza&ccedil;&atilde;o e severidade da deformidade, presen&ccedil;a de infe&ccedil;&atilde;o, dor e instabilidade [3, 7, 8, 9, 10, 11].</p>
    <p>A exostosectomia das proemin&ecirc;ncias &oacute;sseas que incitam &uacute;lceras cut&acirc;neas deve ser considerada. Nas deformidades severas, a artrodese de uma ou v&aacute;rias articula&ccedil;&otilde;es do p&eacute; com fixa&ccedil;&atilde;o interna ou externa tem demonstrado resultados promissores [3, 7, 8, 9, 10, 11], restaurando o alinhamento e a estabilidade do p&eacute; e tornozelo. A amputa&ccedil;&atilde;o do membro est&aacute; tipicamente reservada aos casos de insucesso do tratamento cir&uacute;rgico pr&eacute;vio com artrodeses inst&aacute;veis, ulcera&ccedil;&otilde;es recalcitrantes ou infe&ccedil;&atilde;o resistente [3, 7, 8, 9, 10, 11]. A terap&ecirc;utica m&eacute;dica com bifosfonatos e calcitonina n&atilde;o&eacute; ainda suportada por evid&ecirc;ncia cient&iacute;fica [3].</p>
    <p>Na literatura revista, a percentagem de artrodeses bem sucedidas em doentes com neuroartropatia de Charcot, utilizando t&eacute;cnicas de fixa&ccedil;&atilde;o interna &eacute; de aproximadamente 65 % a 70% [2, 5, 12]. O risco deamputa&ccedil;&atilde;o major &eacute; de cerca de 15% a 20% [5, 8, 12, 13].&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">CONCLUSÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Esta patologia continua a desafiar os cl&iacute;nicos pela dificuldade no seu diagn&oacute;stico precoce e complexidade de tratamento. A sua gest&atilde;o fundamenta-se em v&aacute;rios fatores, nomeadamente a localiza&ccedil;&atilde;o, estadio da doen&ccedil;a, exist&ecirc;ncia de infe&ccedil;&atilde;o, deformidade ou comorbilidades. O atraso no seu tratamento pode originar instabilidade, deformidade severa e proemin&ecirc;ncias &oacute;sseas secund&aacute;rias. Ulcera&ccedil;&otilde;es recalcitrantes podem advir, levando a infe&ccedil;&otilde;es de tecidos moles e osteomielite, culminando possivelmente em amputa&ccedil;&atilde;o. O maior objetivo do tratamento da neuroartropatia de Charcot do p&eacute; e tornozelo &eacute; a corre&ccedil;&atilde;o da deformidade, de forma a promover a correta distribui&ccedil;&atilde;o de press&otilde;es para a cicatriza&ccedil;&atilde;o e preven&ccedil;&atilde;o das ulcera&ccedil;&otilde;es cut&acirc;neas. Um elevado &iacute;ndice de suspeita &eacute; requerido em doentes com neuropatia perif&eacute;rica com o aparecimento s&uacute;bito de um membro quente e edemaciado, particularmente quando as radiografias s&atilde;o inocentes.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b><font face="Verdana" size="2">REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</font></b></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">1. Smith DG, Barnes BC, Sands AK, Boyko EJ, Ahroni JH. Prevalence of radiographic foot abnormalities in patients with diabetes. Foot Ankle Int. 1997; 18: 342-346</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000084&pid=S1646-2122201200020001200001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">2. Schon LC, Easley ME, Weinfeld SB. Charcot neuroarthropathy of the foot and ankle. Clin Orthop Relat Res. 1998; 349: 116-131</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000085&pid=S1646-2122201200020001200002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">3. Van der Ven, Chapman CB, Bowker JH. Charcot neuroarthropathy of the foot and ankle. J Am Acad Orthop Surg. 2009; 17: 562-571</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000086&pid=S1646-2122201200020001200003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">4. Eichenholtz SN. Charcot joints. 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Intramedullary compression nail fi xation for the treatment of severe Charcot deformity of the ankle and rear foot. J Foot Ankle Surg. 2006; 45: 20-24</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000092&pid=S1646-2122201200020001200008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">9. Papa J, Myerson M, Girard P. Salvage, with arthrodesis, in intractable diabetic neuropathy of the foot and ankle. J Bone Joint Surg Am. 1993; 75: 1056-1066</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000093&pid=S1646-2122201200020001200009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">10. Cooper PS. Application of external fixators for management of Charcot deformities of the foot and ankle. Foot Ankle Clin. 2002; 7: 207-252</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000094&pid=S1646-2122201200020001200010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">11. Sammarco VJ, Sammarco GJ, Walker EW, Guiao RP. Midtarsal arthrodesis in the treatment of Charcot midfoot arthropathy. J Bone Joint Surg Am. 2009; 91: 80-91</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000095&pid=S1646-2122201200020001200011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">12. Paola LD, Volpe A. Use of a retrograde nail for ankle arthrodesis in Charcot neuroarthropathy: a limb salvage procedure. Foot Ankle Int. 2007; 28 (9): 967-970</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000096&pid=S1646-2122201200020001200012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">13. 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<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Carolina Baptista    <br>Rua João de Deus Ramos, 114-9E    <br>3030-328 Coimbra    <br><a href="mailto:carolinamoraisbaptista@gmail.com">carolinamoraisbaptista@gmail.com</a></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Aceitação: </b> 2011-12-12</font></p>     ]]></body><back>
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