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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Subaxial cervical spine injuries are common and range from minor sprains to highly complex injuries predisposing to progressive deformity and catastrophic neurologic sequelae. Improvement in pre hospital care, with emergency teams trained in the management of the politraumatized, have led to earlier admittance to trauma centers, in better condition and higher possibility for recovery. A thorough clinical history, careful physical examination and appropriate imaging exams are crucial to establish the correct management for each case. Treatment should be individualized and based on the assessment of the mechanical instability of the injury, neurological status, and intrinsic patient factors. Independently of being surgical or conservative, the aims of treatment are: (1) alignment and (2) stabilization of the spine, (3) prevention of loss of neurological function, (4) optimization of neurological and (5) psychological recovery, and (6) functional rehabilitation. There are many possible complications, the most frequent being failure to initially recognize the injury, so a high index of suspicion should always be present.]]></p></abstract>
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<kwd lng="en"><![CDATA[cervical fusion]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b><font face="Verdana" size="2">ARTIGO DE REVISÃO</font></b></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="4">Lesões da coluna cervical subaxial</font></b></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana" size="2"><b>Nuno Neves<sup>I, II, III</sup></b></font></p>    <p><font face="Verdana" size="2">I. Faculdade de Medicina da Universidade do Porto. Porto. Portugal.<br />II. Grupo da Coluna. Serviço de Ortopedia. Centro Hospitalar São João. Porto. Portugal.<br />III. Secção de Coluna da Sociedade Portuguesa de Ortopedia e Traumatologia.<br /></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana" size="2"><a name="topc"></a><a href="#c">Endereço para correspondência</a></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">RESUMO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>As les&otilde;es da coluna cervical subaxial s&atilde;o comuns e representam um espectro de patologias que variam de simples entorses at&eacute; les&otilde;es altamente complexas predispondo a deformidade progressiva e consequ&ecirc;ncias neurol&oacute;gicas catastr&oacute;ficas. A melhoria nos cuidados pr&eacute;-hospitalares, com equipas de emerg&ecirc;ncia treinadas na assist&ecirc;ncia a politraumatizados e o cumprimento de normas estandardizadas na avalia&ccedil;&atilde;o, estabiliza&ccedil;&atilde;o e transporte, levaram a que os doentes cheguem cada vez mais cedo aos centros de trauma, nas melhores condi&ccedil;&otilde;es e com maior possibilidade de recupera&ccedil;&atilde;o. Uma hist&oacute;ria cl&iacute;nica completa, com exame f&iacute;sico cuidado e estudo imagiol&oacute;gico apropriado s&atilde;o fundamentais para garantir a mais correta orienta&ccedil;&atilde;o de cada caso. O tratamento deve ser individualizado, tendo em considera&ccedil;&atilde;o a estabilidade mec&acirc;nica da les&atilde;o, o estado neurol&oacute;gico e fatores intr&iacute;nsecos ao pr&oacute;prio acidentado. Os objetivos fi nais do tratamento, independentemente de ser cir&uacute;rgico ou conservador, s&atilde;o: (1) alinhamento e (2) estabiliza&ccedil;&atilde;o da coluna vertebral, (3) preven&ccedil;&atilde;o da perda de fun&ccedil;&atilde;o neurol&oacute;gica, (4) otimiza&ccedil;&atilde;o da recupera&ccedil;&atilde;o neurol&oacute;gica e (5) psicol&oacute;gica, e (6) reabilita&ccedil;&atilde;o funcional. S&atilde;o muitas as complica&ccedil;&otilde;es poss&iacute;veis, mas a mais frequente &eacute; falhar a identifica&ccedil;&atilde;o correta da les&atilde;o na avalia&ccedil;&atilde;o inicial, pelo que devemos manter um alto &iacute;ndice de suspeita.</p></font>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Palavras chave</b>: Coluna cervical, fratura, luxação, fusão cervical. </font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">ABSTRACT</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Subaxial cervical spine injuries are common and range from minor sprains to highly complex injuries&nbsp;predisposing to progressive deformity and catastrophic neurologic sequelae. Improvement in pre hospital&nbsp;care, with emergency teams trained in the management of the politraumatized, have led to earlier admittance&nbsp;to trauma centers, in better condition and higher possibility for recovery. A thorough clinical history, careful&nbsp;physical examination and appropriate imaging exams are crucial to establish the correct management for&nbsp;each case. Treatment should be individualized and based on the assessment of the mechanical instability of the&nbsp;injury, neurological status, and intrinsic patient factors. Independently of being surgical or conservative, the&nbsp;aims of treatment are: (1) alignment and (2) stabilization of the spine, (3) prevention of loss of neurological&nbsp;function, (4) optimization of neurological and (5) psychological recovery, and (6) functional rehabilitation.&nbsp;There are many possible complications, the most frequent being failure to initially recognize the injury, so a&nbsp;high index of suspicion should always be present.</p></font>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Key words</b>: Cervical spine, frature, dislocation, cervical fusion. </font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">INTRODUÇÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>As les&otilde;es da coluna cervical s&atilde;o comuns, representando cerca de um ter&ccedil;o de todas os traumatismos vertebrais[1,2]. A gravidade &eacute; vari&aacute;vel, desde simples distens&otilde;es ligamentares ou fracturas das ap&oacute;fises espinhosas, at&eacute; fracturas-luxa&ccedil;&atilde;o, resultando em grave compromisso neurol&oacute;gico que pode ocorrer em at&eacute; 40% dos casos[1].</p>
    <p>Acidentes de via&ccedil;&atilde;o, acidentes desportivos e quedas s&atilde;o as causas mais comummente encontradas, e os indiv&iacute;duos jovens do sexo masculino s&atilde;o a popula&ccedil;&atilde;o mais frequentemente atingida, se excluirmos a patologia tumoral e a osteoporose como factores de risco[2].</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Em 2-3% dos traumatismos fechados podemos encontrar fracturas cervicais[2]. Contudo, o potencial de les&otilde;es catastr&oacute;ficas torna fundamental a sua correcta e pronta identifica&ccedil;&atilde;o. A presen&ccedil;a de um d&eacute;fice neurol&oacute;gico focal indica a ocorr&ecirc;ncia de uma les&atilde;o cervical em quase 20% dos acidentados, e qualquer traumatismo craniano aumenta esta possibilidade, que ser&aacute; tanto maior quanto mais grave for o traumatismo e suas consequ&ecirc;ncias[3].</p>
    <p>A melhoria nos cuidados pr&eacute;-hospitalares, com equipas de emerg&ecirc;ncia treinadas na assist&ecirc;ncia a politraumatizados e o cumprimento de normas estandardizadas na avalia&ccedil;&atilde;o, estabiliza&ccedil;&atilde;o e transporte, como preconizado nos protocolos ATLS[4], levaram a que os doentes cheguem cada vez mais cedo aos centros de trauma, nas melhores condi&ccedil;&otilde;es e com maior possibilidade de recupera&ccedil;&atilde;o. &Eacute; por isso fundamental estabelecer protocolos que permitam identificar correcta e rapidamente uma les&atilde;o cervical, particularmente se inst&aacute;vel, e instituir prontamente o tratamento mais adequado.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">AVALIAÇÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>A hist&oacute;ria e os relatos do acidente poder&atilde;o apontar no sentido de uma eventual les&atilde;o cervical. O estado do traumatizado no local do acidente, nomeadamente a presen&ccedil;a de d&eacute;fices neurol&oacute;gicos focais, mesmo que transit&oacute;rios, dever&atilde;o aumentar o grau de suspeita. Para al&eacute;m do traumatismo, determinados factores do acidentado podem facilitar a determina&ccedil;&atilde;o do tipo de les&atilde;o e influenciar o seu tratamento. S&atilde;o exemplos a exist&ecirc;ncia de doen&ccedil;as como Espondilite Anquilosante, DISH, mielopatia cervical espondil&oacute;tica ou fracturas pr&eacute;vias.</p>
    <p>O exame de um doente com uma potencial les&atilde;o cervical deve seguir os protocolos ATLS, centrando-se primariamente no ABC, vias a&eacute;reas, respira&ccedil;&atilde;o e circula&ccedil;&atilde;o 4. O colar deve ser retirado cuidadosamente e a coluna palpada ao longo da linha m&eacute;dia e da regi&atilde;o paravertebral. O acidentado deve ser lateralizado em bloco e toda a coluna inspeccionada. Dever&atilde;o ser registadas feridas da face e couro cabeludo que poder&atilde;o apontar para um TCE e tamb&eacute;m sugerir trauma directo ou indirecto da coluna cervical. O exame neurol&oacute;gico &eacute; fundamental e deve ser feito de forma estandardizada e registado periodicamente, existindo escalas, como ASIA ou Frankel, especificamente desenhadas para este fim.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">ESTUDOS IMAGIOLÓGICOS</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>O RX &eacute; ainda hoje o exame mais utilizado na avalia&ccedil;&atilde;o de um traumatizado cervical. Deve incluir 3 incid&ecirc;ncias (s&eacute;rie trauma): face, perfil e transoral, no sentido de avaliar toda a coluna de C0 a T1. Incid&ecirc;ncias especiais como obl&iacute;quas ou nadador est&atilde;o hoje abandonadas em favor de m&eacute;todos avan&ccedil;ados de imagem. A utiliza&ccedil;&atilde;o de estudos din&acirc;micos est&aacute; contra-indicada na fase aguda, n&atilde;o s&oacute; pelo risco associado, mas tamb&eacute;m porque em caso de les&atilde;o, a dor impede a realiza&ccedil;&atilde;o das manobras de flex&atilde;o-extens&atilde;o na excurs&atilde;o necess&aacute;ria[5,6]. At&eacute; 10-15% dos doentes apresentam les&otilde;es n&atilde;o cont&iacute;guas pelo que a presen&ccedil;a de uma fractura cervical n&atilde;o deve impedir a correcta avalia&ccedil;&atilde;o de toda a coluna[7].</p>
    <p>A TAC tem vindo a ganhar espa&ccedil;o na avalia&ccedil;&atilde;o do trauma cervical, havendo mesmo autores que prop&otilde;em o abandono da radiografia convencional[8]. Particularmente, a utiliza&ccedil;&atilde;o da TAC helicoidal permite uma r&aacute;pida aquisi&ccedil;&atilde;o de imagens, em corte axial e reconstru&ccedil;&otilde;es sagital e coronal, garantindo uma &oacute;ptima visualiza&ccedil;&atilde;o das transi&ccedil;&otilde;es occipitocervical e cervicotor&aacute;cica, e dos elementos vertebrais posteriores, muitas vezes mal definidos na radiografia convencional. Contudo n&atilde;o &eacute; consensual que a TAC deva substituir o RX em todos os casos, seja por motivos econ&oacute;micos seja por quest&otilde;es m&eacute;dicas e medico-legais. Um dos problemas que tem sido levantado prende-se com os altos n&iacute;veis de radia&ccedil;&atilde;o a que s&atilde;o sujeitos a pele e a gl&acirc;ndula tir&oacute;ide e as implica&ccedil;&otilde;es futuras de tal exposi&ccedil;&atilde;o[9].</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A RMN tem uma capacidade acrescida de identificar les&otilde;es de partes moles, incluindo discos intervertebrais, ligamentos e estruturas nervosas. Classicamente tem sido indicada em casos de d&eacute;fices neurol&oacute;gicos sem tradu&ccedil;&atilde;o imagiol&oacute;gica ou discrep&acirc;ncia entre a imagem e o n&iacute;vel da les&atilde;o. As classifica&ccedil;&otilde;es das les&otilde;es da coluna cervical mais recentes dependem de uma avalia&ccedil;&atilde;o pela RMN, da&iacute; o interesse que tem vindo a obter. Contudo a RMN tende a hipervalorizar mesmo as les&otilde;es mais subtis que muitas vezes n&atilde;o t&ecirc;m significado cl&iacute;nico[10], pelo que o seu lugar na avalia&ccedil;&atilde;o do trauma cervical ainda n&atilde;o &eacute; consensual[11].</p>
    <p>Perante qualquer acidentado o objectivo ser&aacute; excluir a presen&ccedil;a de uma les&atilde;o cervical. H&aacute; protocolos definidos, mas persistem d&uacute;vidas quanto &agrave; melhor conduta para pacientes n&atilde;o colaborantes[12]. Assim, num paciente colaborante e assintom&aacute;tico um exame f&iacute;sico negativo &eacute; suficiente para excluir a les&atilde;o e dispensa a realiza&ccedil;&atilde;o de estudos imagiol&oacute;gicos, tal como est&aacute; defendido nos protocolos NEXUS e Canadian C-Spine Rule. Em caso de paciente assintom&aacute;tico, temporariamente n&atilde;o colaborante (drogas, &aacute;lcool, etc.), mas em que se prev&ecirc; que em 24- 48 h esteja dispon&iacute;vel para avalia&ccedil;&atilde;o, dever&aacute; ser mantida a imobiliza&ccedil;&atilde;o at&eacute; um exame f&iacute;sico definitivo. Para pacientes sintom&aacute;ticos dever&aacute; estar estabelecido um protocolo de estudo imagiol&oacute;gico, incluindo RX, TAC e/ou RMN consoante as prefer&ecirc;ncias de cada equipa. Para pacientes n&atilde;o colaborantes as opini&otilde;es s&atilde;o d&iacute;spares. Manter o colar at&eacute; ser poss&iacute;vel uma avalia&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica &eacute; uma atitude muitas vezes defendida, mas a partir das 48h de imobiliza&ccedil;&atilde;o num doente inconsciente a probabilidade de complica&ccedil;&otilde;es, nomeadamente &uacute;lceras de press&atilde;o, aumenta exponencialmente. A alternativa ser&aacute; avaliar estes acidentados com TAC com reconstru&ccedil;&atilde;o sagital e/ou RMN, e em caso de aus&ecirc;ncia de les&atilde;o retirar a imobiliza&ccedil;&atilde;o. Os estudos realizados at&eacute; ao momento mostram que a probabilidade de deixar passar les&otilde;es com import&acirc;ncia cl&iacute;nica &eacute; praticamente nula. Contudo, face aos dados actuais, ser&aacute; aconselh&aacute;vel ter uma atitude o mais prudente poss&iacute;vel e decidir caso a caso a conduta a seguir.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">CLASSIFICAÇÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>H&aacute; v&aacute;rios sistemas de classifica&ccedil;&atilde;o das les&otilde;es traum&aacute;ticas da coluna cervical, apresentando diferentes vantagens e inconvenientes[13]. At&eacute; h&aacute; poucos anos o sistema de Allen e Ferguson[14], desenvolvido a partir dos achados em 165 les&otilde;es, foi o mais utilizado. &Eacute; baseado em radiografias est&aacute;ticas e classifica as les&otilde;es em 6 tipos segundo o prov&aacute;vel mecanismo de les&atilde;o: flex&atilde;o-compress&atilde;o, compress&atilde;o vertical, flex&atilde;o-distrac&ccedil;&atilde;o, extens&atilde;o-compress&atilde;o, extens&atilde;o-distrac&ccedil;&atilde;o e flex&atilde;o lateral. Dentro de cada tipo h&aacute; uma s&eacute;rie de graus de severidade de les&atilde;o anat&oacute;mica.</p>
    <p>Ultimamente dois sistemas de classifica&ccedil;&atilde;o t&ecirc;m despertado um interesse crescente.</p>
    <p>O SLIC (Subaxial Cervical Spine Injury Classification) analisa 3 par&acirc;metros: morfologia da les&atilde;o, integridade do complexo disco-ligamentar e estado neurol&oacute;gico, atribuindo uma pontua&ccedil;&atilde;o a cada um destes elementos[15]. A soma das pontua&ccedil;&otilde;es define um score que indica a recomenda&ccedil;&atilde;o ou n&atilde;o de cirurgia, consoante seja acima ou abaixo de 4. Caso a soma seja igual a 4 a indica&ccedil;&atilde;o vai depender de uma s&eacute;rie de factores (morfologia, crit&eacute;rio do cirurgi&atilde;o, condi&ccedil;&otilde;es do paciente, ...).</p>
    <p>O CSISS (Cervical Spine Injury Severity Score) define a coluna em 4 pilares (anterior, posterior e laterais esquerdo e direito) e as les&otilde;es s&atilde;o classificadas como simples ou complexas consoante envolvam 1 ou mais pilares, respectivamente[16]. A cada pilar &eacute; atribu&iacute;da uma pontua&ccedil;&atilde;o de 0 a 5, baseada no grau de desvio &oacute;sseo e les&atilde;o ligamentar. O resultado varia entre 0 (sem les&atilde;o) a 20 (les&atilde;o mais grave). Scores acima de 7 s&atilde;o habitualmente tratados cirurgicamente, abaixo de 5 conservadoramente.</p>
    <p>A valida&ccedil;&atilde;o destes sistemas tem sido publicada sistematicamente. A &oacute;bvia vantagem reside na indica&ccedil;&atilde;o que prestam quanto &agrave; necessidade ou n&atilde;o de cirurgia. Contudo t&ecirc;m sido apontadas algumas cr&iacute;ticas. Desde logo a exist&ecirc;ncia de um n&iacute;vel interm&eacute;dio em que a indica&ccedil;&atilde;o fica maioritariamente ao crit&eacute;rio do cirurgi&atilde;o. Por outro lado, a necessidade de realiza&ccedil;&atilde;o de RMN a todos os pacientes, com implica&ccedil;&otilde;es log&iacute;sticas e de custo. Para al&eacute;m disso, como referido previamente, a presen&ccedil;a de altera&ccedil;&otilde;es na RMN n&atilde;o significa a exist&ecirc;ncia de les&otilde;es ligamentares estruturais. Por estes motivos a aceita&ccedil;&atilde;o e utiliza&ccedil;&atilde;o destes novos sistemas de classifica&ccedil;&atilde;o n&atilde;o &eacute; ainda universal.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b><font face="Verdana" size="2">TRATAMENTO INICIAL</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Em qualquer traumatizado, a coluna cervical deve ser imobilizada com colar r&iacute;gido at&eacute; que se exclua uma les&atilde;o. Em caso de les&atilde;o neurol&oacute;gica devem ser institu&iacute;das medidas de suporte no sentido de elevar e manter a press&atilde;o arterial m&eacute;dia entre 80 e 85 mm Hg e evitar a hipoxemia com administra&ccedil;&atilde;o de oxig&eacute;nio suplementar e eventualmente suporte ventilat&oacute;rio.</p>
    <p>Segundo os estudos NASCIS (National Acute Spinal Cord Injury)[17] a administra&ccedil;&atilde;o de um bolus de metilprednisolona (30 mg/Kg) seguido de infus&atilde;o cont&iacute;nua (5,4 Mg/Kg), particularmente se iniciada nas primeiras 8 horas, poder&aacute; potenciar a recupera&ccedil;&atilde;o neurol&oacute;gica. Contudo estes resultados t&ecirc;m sido criticados e os riscos destas altas doses (como aumento da incid&ecirc;ncia de pneumonia e les&otilde;es gastrointestinais) progressivamente reconhecidos, pelo que v&aacute;rias institui&ccedil;&otilde;es abandonaram a sua pr&aacute;tica[18]. De momento, apenas o receio de quest&otilde;es medico-legais e o facto de ainda constar nos manuais ATLS, justificam a persist&ecirc;ncia da administra&ccedil;&atilde;o sistem&aacute;tica de neuroprotectores.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">REDUÇÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Uma vez institu&iacute;das as manobras e medidas de suporte prim&aacute;rio a aten&ccedil;&atilde;o deve centrar-se sobre a redu&ccedil;&atilde;o e estabiliza&ccedil;&atilde;o tempor&aacute;ria da coluna cervical, o que &eacute; conseguido com a coloca&ccedil;&atilde;o de umcompasso e trac&ccedil;&atilde;o craniana. As indica&ccedil;&otilde;es habituais incluem luxa&ccedil;&otilde;es e sub-luxa&ccedil;&otilde;es de facetas e fracturas com padr&otilde;es inst&aacute;veis tipo burst ou tear drop. Fracturas cranianas, les&otilde;es de partes moles locais ou distrac&ccedil;&atilde;o com separa&ccedil;&atilde;o marcada s&atilde;o contra-indica&ccedil;&otilde;es para esta manobra. A redu&ccedil;&atilde;o deve ser efectuada preferencialmente nas primeiras 2 horas, com o paciente consciente, sob anestesia local, monitoriza&ccedil;&atilde;o neurol&oacute;gica e fluorosc&oacute;pica cont&iacute;nua. O peso inicial colocado &eacute; de 5 Kg acrescidos de 2 Kg por n&iacute;vel contado desde o cr&acirc;nio. S&atilde;o feitos incrementos de 2-4 Kg cada 10 minutos at&eacute; &agrave; redu&ccedil;&atilde;o e um m&aacute;ximo de 60 Kg. A manobra deve ser imediatamente suspensa em caso de desenvolvimento de d&eacute;fice neurol&oacute;gico de novo (que deve ser activamente procurado, pois pode ter manifesta&ccedil;&otilde;es subtis como nistagmo), bloqueio mec&acirc;nico ou mais de 1 cm de separa&ccedil;&atilde;o. O risco de um fragmento herni&aacute;rio ser impelido contra a medula no decurso desta manobra levou muitos autores a exigir a realiza&ccedil;&atilde;o de uma RMN pr&eacute;via[19]. No entanto, em pacientes conscientes, n&atilde;o h&aacute; registo de nenhuma les&atilde;o neurol&oacute;gica permanente em resultado da manobra de redu&ccedil;&atilde;o, pelo que a RMN s&oacute; ser&aacute; indispens&aacute;vel em doentes inconscientes[20,21].&nbsp;&nbsp;</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">TRATAMENTO DEFINITIVO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Os objectivos finais do tratamento, independentemente de ser cir&uacute;rgico ou conservador, s&atilde;o:</p>
    <p>1) alinhamento;</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>2) estabiliza&ccedil;&atilde;o da coluna vertebral;</p>
    <p>3) preven&ccedil;&atilde;o da perda de fun&ccedil;&atilde;o neurol&oacute;gica;</p>
    <p>4) optimiza&ccedil;&atilde;o da recupera&ccedil;&atilde;o neurol&oacute;gica;</p>
    <p>5) psicol&oacute;gica;</p>
    <p>6) reabilita&ccedil;&atilde;o funcional.</p>
    <p>Os crit&eacute;rios de decis&atilde;o incluem:</p>
    <p>1) estabilidade mec&acirc;nica;</p>
    <p>2) compromisso neurol&oacute;gico;</p>
    <p>3) factores intr&iacute;nsecos ao paciente[22].</p>
    <p>A utiliza&ccedil;&atilde;o das novas classifica&ccedil;&otilde;es das les&otilde;es da coluna vertebral pode auxiliar nesta tomada de decis&atilde;o.</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Muito se tem escrito sobre estabilidade mec&acirc;nica da coluna vertebral, e se a defini&ccedil;&atilde;o &eacute; aparentemente simples, "capacidade de prevenir dano neurol&oacute;gico adicional, deformidades incapacitantes ou dor estrutural", na pr&aacute;tica tem-se revelado muito dif&iacute;cil de identificar. Os crit&eacute;rios de White e Panjabi[23] s&atilde;o um sistema de classifica&ccedil;&atilde;o que pretende determinar a presen&ccedil;a de instabilidade. Um deslizamento superior a 3,5 mm e angula&ccedil;&atilde;o superior a 11&ordm; s&atilde;o elementos habitualmente incorporados na pr&aacute;tica cl&iacute;nica, mas na maioria dos centros este sistema n&atilde;o &eacute; utilizado sistematicamente dada a baixa reprodutibilidade e correla&ccedil;&atilde;o com a op&ccedil;&atilde;o de tratamento.</p>
    <p>O tratamento conservador, com imobiliza&ccedil;&atilde;o em ort&oacute;teses de rigidez vari&aacute;vel pode ser institu&iacute;do na maioria das les&otilde;es est&aacute;veis da coluna cervical. Les&otilde;es ligamentares estruturais t&ecirc;m um baixo potencial de cicatriza&ccedil;&atilde;o pelo que o tratamento cir&uacute;rgico ser&aacute; prefer&iacute;vel. O halo, muito utilizado em les&otilde;es da coluna cervical alta, est&aacute; reservado para padr&otilde;es mais inst&aacute;veis que podem, com vantagem, ser submetidos a tratamento cir&uacute;rgico.</p>
    <p>Uma vez decidido um tratamento cir&uacute;rgico algumas quest&otilde;es devem ser esclarecidas.</p>
    <p>Antes de mais, qual a melhor altura para se proceder a uma descompress&atilde;o? A cirurgia realizada nas primeiras 24 horas pode reduzir os tempos de internamento[24] e v&aacute;rios estudos em modelos animais mostraram o benef&iacute;cio de descompress&otilde;es muito precoces[25]. Contudo, em ensaios cl&iacute;nicos raramente se verifica o mesmo benef&iacute;cio em termos de recupera&ccedil;&atilde;o neurol&oacute;gica[24,26]. Um estudo multi-c&ecirc;ntrico em curso poder&aacute; vir a responder a esta quest&atilde;o[27].</p>
    <p>Quanto &agrave; via de abordagem a utilizar ela deve ser adaptada a cada situa&ccedil;&atilde;o em particular e o cirurgi&atilde;o de coluna deve estar familiarizado com diferentes acessos. No entanto, a via anterior, pela versatilidade, efic&aacute;cia e conforto &eacute; habitualmente preferida[28,29], reservando-se a via posterior para descompress&otilde;es e estabiliza&ccedil;&otilde;es obrigatoriamente abordadas por esta via, les&otilde;es inst&aacute;veis em crian&ccedil;as e como complemento &agrave; via anterior.</p>
    <p>A escolha do lado de acesso, e a orienta&ccedil;&atilde;o da incis&atilde;o &eacute; feita segundo as prefer&ecirc;ncias do cirurgi&atilde;o, lembrando que, embora a anatomia seja mais previs&iacute;vel &agrave; esquerda, os estudos cl&iacute;nicos n&atilde;o revelam diferen&ccedil;as nas taxa de complica&ccedil;&otilde;es[30].</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">TRATAMENTO DAS LESÕES ESPECÍFICAS</font></b></p><font face="verdana" size="2"></font>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Lesões do Pilar Anterior</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>As les&otilde;es do pilar anterior incluem fracturas em compress&atilde;o, fracturas tipo burst e fracturas tipo tear drop.</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>As fracturas em compress&atilde;o resultam de cargas axiais associadas a flex&atilde;o anterior, levando a acunhamento e fal&ecirc;ncia da plataforma vertebral superior. Se houver um componente de hiperflex&atilde;o pode associar-se les&atilde;o do complexo ligamentar posterior. &Agrave; excep&ccedil;&atilde;o deste &uacute;ltimo caso e das situa&ccedil;&otilde;es em que o acunhamento &eacute; significativo, que poder&atilde;o necessitar de estabiliza&ccedil;&atilde;o cir&uacute;rgica, podem ser tratadas com imobiliza&ccedil;&atilde;o em ort&oacute;tese r&iacute;gida por per&iacute;odo de tempo vari&aacute;vel, consoante a gravidade da les&atilde;o.</p>
    <p>As fracturas tipo burst correspondem a cerca de 10-15% de todas as les&otilde;es cervicais e afectam predominantemente os n&iacute;veis C6 e C7. Resultam de uma carga exercida axialmente (como num acidente de mergulho ou impacto directo na cabe&ccedil;a), com fal&ecirc;ncia do corpo vertebral que se apresenta com altura diminu&iacute;da, e eventual retropuls&atilde;o de um fragmento do muro posterior que poder&aacute; induzir les&atilde;o neurol&oacute;gica. Pode igualmente ocorrer les&atilde;o das estruturas ligamentares. Casos potencialmente est&aacute;veis, sem les&atilde;o neurol&oacute;gica poder&atilde;o ser tratados conservadoramente, mas numa percentagem significativa necessitam de corporectomia e estabiliza&ccedil;&atilde;o anterior.</p>
    <p>As fracturas tipo tear drop originam-se por uma carga axial exercida sobre uma coluna em flex&atilde;o. O aspecto radiogr&aacute;fico pode ser equivocamente benigno, apenas se visualizando um fragmento triangular anteroinferior (a tear drop), habitualmente em C4, C5 ou C6, numa coluna alinhada. Contudo s&atilde;o les&otilde;es altamente inst&aacute;veis resultando na mais alta taxa de d&eacute;fices neurol&oacute;gicos. A TAC mostra o padr&atilde;o t&iacute;pico com um tra&ccedil;o sagital estendendo-se desde a plataforma vertebral superior at&eacute; uma fractura obl&iacute;qua que destaca o fragmento anteroinferior e se prolonga ao longo do disco infradjacente at&eacute; aos elementos posteriores. Embora o halo possa ser usado em alguns casos menos graves, n&atilde;o acompanhados de les&atilde;o neurol&oacute;gica, na maioria das situa&ccedil;&otilde;es o tratamento passa por corporectomia e estabiliza&ccedil;&atilde;o anterior (<a href="/img/revistas/rpot/v20n3/20n3a02f1.jpg">Figura 1</a>), eventualmente complementada por fixa&ccedil;&atilde;o posterior em casos de instabilidade extrema.&nbsp;</p>    
<p>&nbsp;</p>    <p>    <center><a href="/img/revistas/rpot/v20n3/20n3a02f1.jpg">Figura 1</a></center></p>    
<p>&nbsp;</p></font>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Lesões do Pilar Posterior</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>As les&otilde;es isoladas do pilar posterior incluem entorses do complexo ligamentar posterior sem les&atilde;o das articulares e fracturas isoladas dos elementos posteriores (ap&oacute;fises espinhosas ou l&acirc;minas).</p>
    <p>As entorses do complexo ligamentar posterior sem les&atilde;o das articulares ocorrem por traumatismos em distrac&ccedil;&atilde;o e variam desde simples estiramentos de fibras at&eacute; rupturas ligamentares completas. Mesmo com a utiliza&ccedil;&atilde;o da RMN, em muitos casos &eacute; dif&iacute;cil ou mesmo imposs&iacute;vel determinar a extens&atilde;o da les&atilde;o. Para a maioria das situa&ccedil;&otilde;es a imobiliza&ccedil;&atilde;o em ort&oacute;teses semi-r&iacute;gidas &eacute; o tratamento de escolha. Contudo se houver d&uacute;vida quanto &agrave; integridade ligamentar, pode utilizar-se uma ort&oacute;tese r&iacute;gida e vigil&acirc;ncia peri&oacute;dica, com exames din&acirc;micos a posteriori, avan&ccedil;ando para uma fus&atilde;o posterior em caso de deformidade progressiva ou mobilidade excessiva.</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>As fracturas isoladas das l&acirc;minas ou ap&oacute;fise espinhosas, ocorrem habitualmente por um mecanismo de extens&atilde;o-compress&atilde;o e s&atilde;o, maioritariamente, les&otilde;es est&aacute;veis, pass&iacute;veis de tratamento conservador comort&oacute;tese. Contudo, les&otilde;es em distra&ccedil;&atilde;o, afectando igualmente os elementos disco-ligamentares dever&atilde;o ser activamente exclu&iacute;das pois necessitam de fixa&ccedil;&atilde;o cir&uacute;rgica.</p></font>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Lesões dos Pilares Laterais</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Estas les&otilde;es representam &plusmn; 6% de todas as les&otilde;es traum&aacute;ticas cervicais[31] e incluem diferentes situa&ccedil;&otilde;es incluindo fracturas de facetas associadas ou n&atilde;o a luxa&ccedil;&atilde;o ou sub-luxa&ccedil;&atilde;o facet&aacute;ria, e les&otilde;es ligamentares articulares uni e bilaterais (estas, por defini&ccedil;&atilde;o s&atilde;o consideradas les&otilde;es complexas por envolverem mais do que um pilar). Nas instabilidades as facetas podem estar subluxadas, encravadas ou luxadas.</p>
    <p>As fracturas de facetas n&atilde;o associadas a luxa&ccedil;&atilde;o ou sub-luxa&ccedil;&atilde;o t&ecirc;m sido classicamente tratadas conservadoramente com ort&oacute;tese cervical. Devem ser realizadas radiografias em carga para despistar desvio, subluxa&ccedil;&atilde;o ou cifose segmentar, que s&atilde;o repetidas periodicamente, dado a dificuldade de determinar aquelas que v&atilde;o desenvolver instabilidade e necessitar de fixa&ccedil;&atilde;o cir&uacute;rgica. Recentemente foi proposta uma atitude inicial mais agressiva com artrodese anterior, habitualmente envolvendo um n&iacute;vel, uma vez que, em termos de dor, os resultados a longo prazo s&atilde;o superiores[32].</p>
    <p>Uma fractura de um ped&iacute;culo e da l&acirc;mina ipsilateral cria uma massa lateral funcionalmente separada da restante v&eacute;rtebra, designando-se por fractura-luxa&ccedil;&atilde;o da massa lateral. &Eacute; uma les&atilde;o inst&aacute;vel, podendo ser tratada conservadoramente com ort&oacute;tese r&iacute;gida e vigil&acirc;ncia apertada no caso de n&atilde;o haver desvio. Contudo na maioria das situa&ccedil;&otilde;es ser&aacute; tratada cirurgicamente com artrodese anterior (eventualmente posterior) abrangendo os 2 n&iacute;veis envolvidos.</p>
    <p>A luxa&ccedil;&atilde;o unilateral de facetas resulta de um traumatismo em flex&atilde;o-distrac&ccedil;&atilde;o e rota&ccedil;&atilde;o. Tipicamente os pacientes apresentam dor ligeira e rota&ccedil;&atilde;o cervical. Dadas as discretas altera&ccedil;&otilde;es radiogr&aacute;ficas pode n&atilde;o ser reconhecida e erradamente diagnosticada como um vulgar torcicolo. Uma observa&ccedil;&atilde;o atenta poder&aacute; identificar anterolistese at&eacute; 25%, assimetria rotacional das ap&oacute;fises espinhosas adjacentes e afastamento interespinhoso. No caso de luxa&ccedil;&atilde;o bilateral de facetas o traumatismo &eacute; de alta energia e a radiografia mostra mais de 50% de anterolistese. At&eacute; 19% dos pacientes pode apresentar les&atilde;o da art&eacute;ria vertebral[33]. Em ambos os casos a TAC &eacute; importante para definir fracturas associadas e a RMN pode identificar les&otilde;es de partes moles, nomeadamente a presen&ccedil;a de h&eacute;rnia discal. A redu&ccedil;&atilde;o dever&aacute; ser executada o mais rapidamente poss&iacute;vel, tomando em considera&ccedil;&atilde;o as indica&ccedil;&otilde;es apontadas previamente. Em caso de impossibilidade de redu&ccedil;&atilde;o fechada deve-se avan&ccedil;ar para uma redu&ccedil;&atilde;o cir&uacute;rgica que poder&aacute; ser feita quer por via anterior quer posterior34. A redu&ccedil;&atilde;o anterior e artrodese tem a vantagem de se dirigir directamente ao disco intervertebral e por isso permitir a resolu&ccedil;&atilde;o da maioria das&nbsp; situa&ccedil;&otilde;es, inclusivamente casos em que h&aacute; uma h&eacute;rnia discal associada[35], e pode ser realizada at&eacute; 2-3 semanas ap&oacute;s a les&atilde;o. Em caso de irreductibilidade pode ser necess&aacute;ria uma facetectomia, e perante instabilidade franca uma artrodese combinada &eacute; prefer&iacute;vel.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">SITUAÇÕES ESPECIAIS</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>A espondilite anquilosante e a hiperostose esquel&eacute;tica idiop&aacute;tica difusa (DISH) apresentam problemas de diagn&oacute;stico e tratamento espec&iacute;ficos (<a href="/img/revistas/rpot/v20n3/20n3a02f2.jpg">Figura 2</a>). A osteopenia e a deformidade associadas podem dificultar o diagn&oacute;stico, mas em todos os casos de traumatismo uma fractura deve ser activamente procurada, dado que se tratam de les&otilde;es altamente inst&aacute;veis atingindo todas os pilares. As les&otilde;es neurol&oacute;gicas s&atilde;o frequentes e a morbilidade e mortalidade &eacute; elevada[36]. O tratamento &eacute; predominantemente cir&uacute;rgico, com fixa&ccedil;&atilde;o posterior envolvendo v&aacute;rios segmentos j&aacute; que estas les&otilde;es se comportam como fracturas de ossos longos. Est&aacute; contra-indicada a tentativa de correc&ccedil;&atilde;o da cifose pr&eacute;-existente e a via anterior fica reservada para os casos em que ap&oacute;s fixa&ccedil;&atilde;o persiste um vazio anterior significativo, uma vez que a pseudartrose &eacute; rara nestas doen&ccedil;as &oacute;sseas proliferativas.</p>    
<p>&nbsp;</p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>    <center><a href="/img/revistas/rpot/v20n3/20n3a02f2.jpg">Figura 2</a></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    <p>Doentes com um canal cervical estreito, especialmente se idosos, t&ecirc;m uma predisposi&ccedil;&atilde;o especial para o desenvolvimento de um s&iacute;ndrome medular central ap&oacute;s um traumatismo em extens&atilde;o. Os d&eacute;fices neurol&oacute;gicos s&atilde;o vari&aacute;veis mas afectam predominantemente os membros superiores. Este s&iacute;ndrome deve ser suspeitado na presen&ccedil;a de um d&eacute;fice neurol&oacute;gico na aus&ecirc;ncia de tradu&ccedil;&atilde;o radiogr&aacute;fica e uma RMN pode ajudar a estabelecer o diagn&oacute;stico, podendo identificar &aacute;reas de sofrimento medular. Na aus&ecirc;ncia de uma h&eacute;rnia traum&aacute;tica ou instabilidade o tratamento &eacute; controverso, variando desde observa&ccedil;&atilde;o at&eacute; descompress&atilde;o precoce ou tardia[37]. A evolu&ccedil;&atilde;o &eacute; vari&aacute;vel sendo menos favor&aacute;vel a recupera&ccedil;&atilde;o motora das m&atilde;os.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">CONCLUSÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>As les&otilde;es da coluna cervical subaxial representam um espectro de patologias que variam de simples entorses at&eacute; les&otilde;es altamente complexas predispondo a deformidade progressiva e consequ&ecirc;ncias neurol&oacute;gicas catastr&oacute;ficas.</p>
    <p>S&atilde;o muitas as complica&ccedil;&otilde;es poss&iacute;veis, mas a mais frequente &eacute; falhar a identifica&ccedil;&atilde;o correcta da les&atilde;o na avalia&ccedil;&atilde;o inicial, pelo que devemos manter um alto &iacute;ndice de suspeita.</p>
    <p>O tratamento deve ser individualizado, tendo em considera&ccedil;&atilde;o a estabilidade mec&acirc;nica da les&atilde;o, o estado neurol&oacute;gico e factores intr&iacute;nsecos ao pr&oacute;prio acidentado.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b><font face="Verdana" size="2">REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</font></b></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">1. Goldberg W, Mueller C, Panacek E, Tigges S, Hoffman JR, Mower WR. Distribution and patterns of blunt traumatic cervical spine injury. Ann Emerg Med. 2001; 38: 17-21</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000104&pid=S1646-2122201200030000200001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">2. Lowery DW, Wald MM, Browne BJ, Tigges S, Hoffman JR, Mower WR. Epidemiology of cervical spine injury victims. Ann Emerg Med. 2001; 38: 17-21</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000105&pid=S1646-2122201200030000200002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">3. Blackmore CC, Ramsey SD, Mann FA, Deyo RA. Cervical spine screening with CT in trauma patients: a cost-effectiveness analysis. Radiology. 1999; 212: 117-125</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000106&pid=S1646-2122201200030000200003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font face="verdana" size="2">4. American College of Surgeons. 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Cervical spine injury severity score. Assessment of reliability. J Bone Joint Surg Am. 2007; 89: 1057-1065</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000119&pid=S1646-2122201200030000200016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">17. Bracken MB, Shepard MJ, Holford TR. Administration of methylprednisolone for 24 or 48 hours or tirilazad mesylate for 48 hours in the treatment of acute spinal cord injury: results of the Third National Acute Spinal Cord Injury randomized controled trial. JAMA. 1997; 277: 1597-1604</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000120&pid=S1646-2122201200030000200017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">18. Kwon BK, Tetzlaff W, Grauer JN, Beiner J, Vaccaro AR. Pathophysiology and pharmacologic treatment of acute spinal cord injury. Spine J. 2004; 4: 451-464</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000121&pid=S1646-2122201200030000200018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">19. Eisemont FJ, Arena MJ, Green BA. Extrusion of an intervertebral disc associated with traumatic subluxation or dislocation of cervical facets: Case report. J Bone Joint Surg Am. 1991; 73: 1555-1560</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000122&pid=S1646-2122201200030000200019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">20. Vaccaro AR, Falatyn SP, Flanders AE, Balderston RA, Northrup BE, Cotler JM. Magnetic resonance evaluation of the intervertebral disc, spinal ligaments, and spinal cord before and after closed traction reduction of cervical spine dislocations. Spine. 1999; 24: 1210-1217</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000123&pid=S1646-2122201200030000200020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">21. Hart RA, Vaccaro AR, Nachwalter RS. Cervical facet dislocation: When is magnetic resonance imaging indicated?. Spine. 2002; 27: 116-117</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000124&pid=S1646-2122201200030000200021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">22. Kwon BK, Vaccaro AR, Grauer JN, Fisher CG, Dvorak MF. Subaxial cervical spine trauma. J Am Acad Orthop Surg. 2006; 14: 78-89</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000125&pid=S1646-2122201200030000200022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">23. White AA 3rd, Panjabi MM. Update on the evaluation of instability of the lower cervical spine. Instr Course Lect. 1987; 36: 513-520</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000126&pid=S1646-2122201200030000200023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">24. McKinley W, Meade MA, Kirshblum S, Barnard B. Outcomes of early surgical management versus late or no surgical intervention after acute spinal cord injury. Arch Phys Med Rehabil. 2004; 85: 1818-1825</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000127&pid=S1646-2122201200030000200024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">25. Rabinowitz RS, Eck JC, Harper CM Jr. Urgent surgical decompression compared to methylprednisolone for the treatment of acute spinal cord injury: a randomized prospective study in beagle dogs. Spine. 2008; 33: 2260-2268</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000128&pid=S1646-2122201200030000200025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">26. Pointillart V, Petitjean ME, Wiart L. Pharmacological therapy of spinal cord injury during the acute phase. Spinal Cord. 2000; 38: 71-76</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000129&pid=S1646-2122201200030000200026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">27. Kwon BK, Sekhon LH, Fehlings MG. Emerging repair, regeneration, and translational research advances for spinal cord injury. Spine. 2010; 35: 263-270</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000130&pid=S1646-2122201200030000200027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">28. Oliveira JC. Anterior plate fi xation of traumatic lesions of the lower cervical spine. Spine. 1987; 12: 324-329</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000131&pid=S1646-2122201200030000200028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">29. Oliveira JC, Pinto R, Costa G, Silva F. Análise histórica de 1500 cirurgias da coluna cervical. Revista Portuguesa de Ortopedia e Traumatologia. 1999; 7: 97-107</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000132&pid=S1646-2122201200030000200029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">30. Kilburg C, Sullivan HG, Mathiason MA. Effect of approach side during anterior cervical discectomy and fusion on the incidence of recurrent laryngeal nerve injury. J Neurosurg Spine. 2006; 4: 273-277</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000133&pid=S1646-2122201200030000200030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">31. Hadley MN, Fitzpatrick BC, Sonntag VK, Browner CM. Facet fracture-dislocation injuries of the cervical spine. Neurosurgery. 1992; 30: 661-666</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000134&pid=S1646-2122201200030000200031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">32. Dvorak MF, Fisher CG, Aarabi B. Clinical outcomes of 90 isolated unilateral facet fractures, subluxations, and dislocations treated surgically and nonoperativelly. Spine. 2007; 32: 3007-3013</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000135&pid=S1646-2122201200030000200032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">33. Giacobetti FB, Vaccaro AR, Bos-Giacobetti MA. Vertebral artery occlusion associated with cervical spine trauma: a prospective analysis. Spine. 1997; 22: 188-192</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000136&pid=S1646-2122201200030000200033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">34. Nassr A, Lee JY, Dvorak MF. Variations in surgical treatment of cervical facet dislocations. Spine. 2008; 33: 188-193</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000137&pid=S1646-2122201200030000200034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">35. Oliveira JC. Anterior reduction of interlocking facets in the lower cervical spine. Spine. 1979; 4: 195-202</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000138&pid=S1646-2122201200030000200035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">36. Vaccaro AR, Klein GR, Thaller JB, Rushton SA, Cotler JM, Albert TJ. Distraction extension injuries of the cervical spine. J Spinal Disord. 2001; 14: 193-200</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000139&pid=S1646-2122201200030000200036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">37. Lenehan B, Fisher CG, Vaccaro AR, Fehlings M, Aarabi B, Dvorak MF. The urgency of surgical decompression in acute central cord injuries with spondylosis and without instability. Spine. 2010; 35: 180-186</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000140&pid=S1646-2122201200030000200037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Conflito de interesse: </font></b></p><font face="verdana" size="2">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Trabalho apresentado no Congresso&nbsp;Nacional de Ortopedia e Traumatologia -&nbsp;Sec&ccedil;&atilde;o de Coluna</p></font>    <p>&nbsp;</p><a name="c"></a>    <p><b><font face="Verdana" size="2"><a href="#topc">Endereço para correspondência</a></font></b></p>    <p><font face="Verdana" size="2">Nuno Neves    <br>Serviço de Ortopedia e Traumatologia    <br>Hospital de São João    <br>Al. Prof. Hernâni Monteiro    <br>4200 Porto    <br><a href="mailto:nsmneves@gmail.com">nsmneves@gmail.com</a></font></p>    <p>&nbsp;</p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Submissão: </b> 2012-02-05</font></p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Revisão: </b> 2012-05-03</font></p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Aceitação: </b> 2012-05-03</font></p>     ]]></body><back>
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