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<journal-title><![CDATA[Revista Portuguesa de Ortopedia e Traumatologia]]></journal-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The orthopedic surgeon in his clinical practice is constantly encountered in the identification, description, interpretation and evaluation of temporary and permanent damage in victims of work accidents and occupational diseases. The realization of a brief physical examination, a history drafting inattentive and careless with an expert report may even put in question the value of forensic expertise. This article aims to sensitize the orthopedist for to recommendations of the INML in reporting under the labor law.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[acidentes de trabalho]]></kwd>
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<kwd lng="en"><![CDATA[legal medicine]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b><font face="Verdana" size="2">ARTIGO DE ENSINO</font></b></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="4">O papel do ortopedista nos acidentes de trabalho</font></b></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana" size="2"><b>Carlos Durão<sup>I</sup></b>; <b>Rui Pinto<sup>II</sup></b>; <b>Duarte Nuno<sup>III</sup></b></font></p>    <p><font face="Verdana" size="2">I. Instituto Nacional de Medicina Legal. Portugal.<br />II. Serviço de Ortopedia.Hospital de São João. Porto.<br />III. Comissão Permanente para Informações e Pareceres (CPIP). Direção de Saúde do Exército Português. Portugal.<br /></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana" size="2"><a name="topc"></a><a href="#c">Endereço para correspondência</a></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">RESUMO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O ortopedista em sua pr&aacute;tica cl&iacute;nica &eacute; constantemente confrontado com a identifica&ccedil;&atilde;o, descri&ccedil;&atilde;o, interpreta&ccedil;&atilde;o e valora&ccedil;&atilde;o dos danos tempor&aacute;rios e permanentes nas v&iacute;timas de acidentes de trabalho e doen&ccedil;as profissionais. A realiza&ccedil;&atilde;o de um exame f&iacute;sico sum&aacute;rio, uma anamnese desatenta e a elabora&ccedil;&atilde;o de um relat&oacute;rio pericial descuidado pode mesmo por em causa o valor m&eacute;dico legal da per&iacute;cia. Este artigo tem por objetivo sensibilizar o ortopedista para as recomenda&ccedil;&otilde;es do INML na elabora&ccedil;&atilde;o de relat&oacute;rios no &acirc;mbito do direito do trabalho.</p></font>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Palavras chave</b>: acidentes de trabalho, perícia médico legal, nexo de causalidade, simulação, dissimulação. </font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">ABSTRACT</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>The orthopedic surgeon in his clinical practice is constantly encountered in the identification, description, interpretation and evaluation of temporary and permanent damage in victims of work accidents and occupational diseases. The realization of a brief physical examination, a history drafting inattentive and careless with an expert report may even put in question the value of forensic expertise. This article aims to sensitize the orthopedist for to recommendations of the INML in reporting under the labor law.</p></font>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Key words</b>: Work accident, legal medicine. </font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">INTRODUÇÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Os principais acidentes de trabalho em Portugal s&atilde;o as quedas [1]. A maioria destes acidentes traduz-se em les&otilde;es do foro ortop&eacute;dico, que n&atilde;o raramente s&atilde;o subnotificadas, principalmente quando n&atilde;o obrigam a um afastamento do trabalho. A Doen&ccedil;a de Kienbock por exemplo, pode estar relacionada a um evento traum&aacute;tico pregresso[2], que se n&atilde;o estiver documentado pode ser dif&iacute;cil diferenci&aacute;-lo&nbsp; de outras etiologias isqu&eacute;micas que contribuem para a necrose do semilunar tornando um desafio o diagn&oacute;stico diferencial entre o que &eacute; Doen&ccedil;a Natural e o que &eacute; Acidente de Trabalho.</p>
    <p>O acidente de trabalho &eacute; definido na Lei 98/2009[3], de 4 de Setembro como aquele que se verifique no local e no tempo de trabalho e produza direta ou indiretamente les&atilde;o corporal, perturba&ccedil;&atilde;o funcional ou doen&ccedil;a de que resulte redu&ccedil;&atilde;o na capacidade de trabalho, de ganho ou na morte. Tamb&eacute;m &eacute; considerado acidente de trabalho o ocorrido:</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>1. no trajeto de ida para o local de trabalho ou de regresso deste;</p>
    <p>2. na execu&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os espontaneamente prestados e de que possa resultar proveito econ&oacute;mico para o empregador;</p>
    <p>3. no local de trabalho e fora deste, quando no exerc&iacute;cio do direito de reuni&atilde;o ou atividade de representante dos trabalhadores, nos termos previsto no C&oacute;digo do Trabalho;</p>
    <p>4. no local de trabalho, quando em frequ&ecirc;ncia de curso de forma&ccedil;&atilde;o profissional ou, fora do local de trabalho, quando exista autoriza&ccedil;&atilde;o expressa da entidade empregadora para tal frequ&ecirc;ncia;</p>
    <p>5. no local do pagamento da retribui&ccedil;&atilde;o, enquanto o trabalhador a&iacute; permanecer para tal efeito;</p>
    <p>6. no local onde o trabalhador deva receber qualquer forma de assist&ecirc;ncia ou tratamento em virtude de anterior acidente e enquanto a&iacute; permanecer para tal efeito;</p>
    <p>7. em atividade de procura de emprego durante o cr&eacute;dito de horas para tal concedido por lei aos trabalhadores com processo de cessa&ccedil;&atilde;o de contrato em curso;</p>
    <p>8. Fora do local ou do tempo de trabalho, quando verificado na execu&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os e determinados pelo empregador ou por ele consentidos.</p>
    <p>&nbsp;&Eacute; considerado local de trabalho todo o lugar em que o trabalhador se encontra ou deva dirigir-se em virtude do seu trabalho e em que esteja, direta ou indiretamente, sujeito ao controle do empregador. Tempo de trabalho, al&eacute;m do per&iacute;odo normal de trabalho &eacute; o que procede seu in&iacute;cio, em a&ccedil;&otilde;es de prepara&ccedil;&atilde;o ou relacionadas, o per&iacute;odo que lhe segue assim como as interrup&ccedil;&otilde;es habituais ou for&ccedil;adas.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b><font face="Verdana" size="2">AVALIAÇÃO DOS DANOS TEMPORÁRIOS E PERMANENTES EM DIREITO DO TRABALHO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Os acidentes de trabalho acabam por ter alguma repercuss&atilde;o na capacidade de ganho, pelo que a repara&ccedil;&atilde;o n&atilde;o pode deixar de traduzir-se numa compensa&ccedil;&atilde;o em dinheiro, por se tratar de danos nas pessoas em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s quais n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel, em regra, reconstitui&ccedil;&atilde;o natural e, por outro, a necessidade de conferir certo grau de certeza aos interesses em causa, torna indispens&aacute;vel uma defini&ccedil;&atilde;o normativa e criteriosa na avalia&ccedil;&atilde;o do dano[4].</p>
    <p>O acidente de trabalho pode determinar incapacidades tempor&aacute;rias ou permanentes para o trabalho. A incapacidade tempor&aacute;ria pode ser absoluta ou parcial, j&aacute; a incapacidade permanente pode ser: parcial, absoluta para o trabalho habitual ou absoluta para todo e qualquer tipo de trabalho. Portanto &eacute; importante o conhecimento<br />de algumas defini&ccedil;&otilde;es[5].</p></font>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Danos temporários</font></b></p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Incapacidade Temporária Profissional Absoluta (ITPA):</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>&Eacute; o per&iacute;odo no qual o sinistrado esteve totalmente impedido de realizar sua atividade profissional habitual. Faz parte o per&iacute;odo do internamento hospitalar, do repouso absoluto sem preju&iacute;zo dasespecificidades da profiss&atilde;o em causa. &Eacute; descrito em dias de incapacidade, tendo por base os registos hospitalares, ou se estes n&atilde;o existirem, pela estimativa com um quadro cl&iacute;nico semelhante. Lembrar que podem existir v&aacute;rios per&iacute;odos de ITPA, como nos casos de agravamentos, complica&ccedil;&otilde;es, reinternamentos para extra&ccedil;&atilde;o de material de osteoss&iacute;ntese.</p></font>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Incapacidade Temporária Profissional Parcial (ITPP):</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>&Eacute; o per&iacute;odo em que o sinistrado passa a ter pelo menos 50% da capacidade necess&aacute;ria para desenvolver sua atividade profissional habitual, mesmo com limita&ccedil;&otilde;es. &Eacute; descrito em n&uacute;mero de dias e taxas de incapacidade determinados mediante observa&ccedil;&atilde;o dos registos cl&iacute;nicos, do exame f&iacute;sico, da hist&oacute;ria e das exig&ecirc;ncias da sua profiss&atilde;o habitual. Existem v&aacute;rios per&iacute;odos de ITPP, devendo ser a primeira taxa fixada no decurso do primeiro exame m&eacute;dico pelo menos no dobro do coeficiente previs&iacute;vel numa futura situa&ccedil;&atilde;o de incapacidade permanente, sem ultrapassar o coeficiente 1, e sendo reduzida gradualmente, at&eacute; &agrave; alta definitiva com estabiliza&ccedil;&atilde;o da situa&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica.</p>
    <p>A incapacidade tempor&aacute;ria ser&aacute; convertida em permanente ap&oacute;s 18 meses consecutivos, cabendo recurso a um exame pericial para avalia&ccedil;&atilde;o do referido grau de incapacidade. Nos casos em que se verifique a continuidade dos tratamentos ao sinistrado, este per&iacute;odo pode ser prorrogado pelo Minist&eacute;rio P&uacute;blico, at&eacute; 30 meses a pedido da entidade respons&aacute;vel.</p></font>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Danos permanentes</font></b></p><font face="verdana" size="2">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A incapacidade permanente &eacute; a perda da capacidade de trabalho em resultado de uma ou mais disfun&ccedil;&otilde;es, como sequela final da les&atilde;o inicial, obtida ap&oacute;s a consolida&ccedil;&atilde;o do quadro cl&iacute;nico eportanto ser&atilde;o avaliadas as sequelas deixadas pelo acidente, sendo a disfun&ccedil;&atilde;o total designada por incapacidade permanente absoluta para todo e qualquer trabalho. Existem diferentes graus de incapacidade permanente:</p>
    <p>- Incapacidade permanente parcial (IPP)</p>
    <p>- Incapacidade permanente absoluta para o trabalho habitual (IPATH)</p>
    <p>- Incapacidade permanente absoluta para todo e qualquer trabalho (IPA)</p>
    <p>Estas incapacidades devem ser determinadas tendo em considera&ccedil;&atilde;o a globalidade das sequelas, de uma forma tridimensional, ou seja n&atilde;o apenas a les&atilde;o per si mas tamb&eacute;m a fun&ccedil;&atilde;o e a situa&ccedil;&atilde;o, portanto a intera&ccedil;&atilde;o do sinistrado com suas sequelas e o meio em que vive e suas repercuss&otilde;es nas atividades profissionais. A quantifica&ccedil;&atilde;o destas sequelas &eacute; expressa pela Tabela Nacional de Incapacidades por Acidentes de Trabalho ou Doen&ccedil;as Profissionais (TNI- Anexo 1 do Dec.Lei n&ordm; 352/2007, de 23 de Outubro).</p>
    <p>A TNI &eacute; meramente indicativa e n&atilde;o tem car&aacute;ter vinculatico, o que permite que o m&eacute;dico ao avaliar o sinistrado possa aumentar ou diminuir o valor da incapacidade global, desde que obviamente, justitique e fundamente as suas raz&otilde;es, indicando o sentido e a medida do desvio em rela&ccedil;&atilde;o ao coeficiente em princ&iacute;pio aplic&aacute;vel &agrave; situa&ccedil;&atilde;o em causa. Parafraseando o Professor Oliveira e S&aacute;, mais vale um bom perito e uma m&aacute; tabela do que uma boa tabela &eacute; um mau perito, essa afirma&ccedil;&atilde;o expressa o esfor&ccedil;o que o m&eacute;dico imbu&iacute;do em suas fun&ccedil;&otilde;es periciais deve realizar para ser o mais justo e ao mesmo tempo imparcial, na avalia&ccedil;&atilde;o de um sinistrado, n&atilde;o limitando-se apenas ao enquadramento num&eacute;rico das tabelas, que carecem sempre de atualiza&ccedil;&otilde;es. Para uma correta utiliza&ccedil;&atilde;o da TNI devem ser observadas algumas instru&ccedil;&otilde;es gerais:</p>
    <p>A cada sequela corresponde um coeficiente expresso em porcentagem, que pretende traduzir a propor&ccedil;&atilde;o da perda de capacidade de trabalho resultante da disfun&ccedil;&atilde;o. Os coeficientes ou intervalos de varia&ccedil;&atilde;o correspondem a percentagens de desvaloriza&ccedil;&atilde;o, que constituem o elemento de base para o c&aacute;lculo da incapacidade total.</p>
    <p>Na pontua&ccedil;&atilde;o a atribuir a cada sequela, segundo o crit&eacute;rio cl&iacute;nico, deve o m&eacute;dico enquanto perito ter em conta a sua intensidade e gravidade, do ponto de vista funcional, bem como a idade e a profiss&atilde;o habitual do sinistrado.</p>
    <p>Cada sequela deve ser valorada apenas uma vez, mesmo que a sua sintomatologia se encontre descrita em v&aacute;rios cap&iacute;tulos. N&atilde;o se valorar&atilde;o as sequelas que estejam inclu&iacute;das ou derivem de outra, ainda que descritas de forma independente.</p>
    <p>No caso de sequelas m&uacute;ltiplas recorre-se &agrave; utiliza&ccedil;&atilde;o da Regra da Capacidade Restante, tamb&eacute;m conhecida como Regra de Balthazard, para obten&ccedil;&atilde;o do coeficiente global de incapacidade: calculando-se o primeiro coeficiente por refer&ecirc;ncia &agrave; capacidade do indiv&iacute;duo anterior ao acidente ou doen&ccedil;a profissional e os demais &agrave; capacidade restante, fazendo-se a dedu&ccedil;&atilde;o sucessiva do coeficiente ou coeficientes j&aacute; tomados em conta no mesmo c&aacute;lculo.</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Em determinadas situa&ccedil;&otilde;es identificadas nas instru&ccedil;&otilde;es espec&iacute;ficas de alguns cap&iacute;tulos da TNI, a obten&ccedil;&atilde;o do coeficiente global de incapacidade relativo a tais situa&ccedil;&otilde;es resulta da adi&ccedil;&atilde;o aritm&eacute;tica dos valores parciais das&nbsp; incapacidades como por exemplo as anquiloses dos dedos das m&atilde;os.</p>
    <p>Na determina&ccedil;&atilde;o do valor final da incapacidade devem, ainda, ser consideradas as seguintes normas, para al&eacute;m e sem preju&iacute;zo das que s&atilde;o espec&iacute;ficas de cada cap&iacute;tulo e n&uacute;mero:</p>
    <p>Os coeficientes de incapacidade previstos s&atilde;o bonificados, at&eacute; ao limite da unidade, com a multiplica&ccedil;&atilde;o do fator 1.5, se o sinistrado n&atilde;o for reconvert&iacute;vel em rela&ccedil;&atilde;o ao posto de trabalho ou se tiver mais de 50 anos &agrave; data da consolida&ccedil;&atilde;o.</p>
    <p>A incapacidade ser&aacute; igualmente corrigida com a multiplica&ccedil;&atilde;o do fator 1,5 quando a les&atilde;o implicar altera&ccedil;&atilde;o vis&iacute;vel do aspecto f&iacute;sico, que afete de forma relevante o desempenho do posto de trabalho, n&atilde;o acumul&aacute;vel ao posto anterior.</p>
    <p>Quando a fun&ccedil;&atilde;o for substitu&iacute;da, no todo ou em parte, por &oacute;rtese, pr&oacute;tese ou outra interven&ccedil;&atilde;o conduzida no sentido dediminuir a incapacidade, deve promover-se a revis&atilde;o da mesma logo que atinja a estabilidade cl&iacute;nica.&nbsp;</p>
    <p>&Eacute; de notar que a TNI n&atilde;o prop&otilde;e redu&ccedil;&atilde;o da incapacidade permanente at&eacute; 15% no caso de aplica&ccedil;&atilde;o de pr&oacute;teses, podendo antes haver redu&ccedil;&atilde;o das taxas de acordo com as instru&ccedil;&otilde;es espec&iacute;ficas de cada cap&iacute;tulo. O coeficiente de bonifica&ccedil;&atilde;o aplica-se &agrave; incapacidade global ou final, segundo a f&oacute;rmula: IG+(Igx0,5).</p>
    <p>A tabela n&atilde;o contempla todas as patologias, e nem poderia conter pois assim perderia a sua praticidade. Para as disfun&ccedil;&otilde;es n&atilde;o descritas na TNI, estas devem ser avaliadas por outra disfun&ccedil;&atilde;o an&aacute;loga, o que justifica a aplica&ccedil;&atilde;o da TNI apenas por m&eacute;dicos.</p>
    <p>Nos casos onde se atribui a IPAH, deve se levar em considera&ccedil;&atilde;o a capacidade funcional residual para outra profiss&atilde;o compat&iacute;vel com esta incapacidade, de acordo com a idade, qualifica&ccedil;&otilde;es profissionais e escolares e a sua possibilidade de integra&ccedil;&atilde;o profissional. Devendo-se ainda avaliar a IPP para outra profiss&atilde;o compat&iacute;vel com esta incapacidade.&nbsp;</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">ESTADO ANTERIOR</font></b></p><font face="verdana" size="2">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O estado anterior n&atilde;o &eacute; apenas aquele se observa anos, meses ou dias anteriores ao acidente em causa, mas o que se observa imediatamente antes do acidente, ou seja no momento do evento. &Egrave; bem verdade que existem indiv&iacute;duos com maior predisposi&ccedil;&atilde;o para sofrerem determinados transtornos, o que merece aten&ccedil;&atilde;o para sua avalia&ccedil;&atilde;o no campo ps&iacute;quico durante a imputabilidade m&eacute;dico legal.</p>
    <p>Quando existe uma incapacidade por acidente de trabalho anterior, o c&aacute;lculo da incapacidade global relativa ao acidente em avalia&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o &eacute; feito relativamente &agrave; capacidade integral do sinistrado (100%) mas sim em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; capacidade restante tendo em conta a IPP anterior. No entanto se existir agravamento do estado anterior na sequ&ecirc;ncia do novo acidente, ou quando o estado anterior agravar as les&otilde;es ou sequelas devidas ao acidente em causa, a incapacidade ser&aacute; avaliada como se tudo resultasse deste &uacute;ltimo, a n&atilde;o ser que pela les&atilde;o ou doen&ccedil;a anterior o sinistrado j&aacute; esteja a receber pens&atilde;o ou tenha recebido indemniza&ccedil;&atilde;o em capital. No caso da incapacidade anterior resultar de outra etiologia que n&atilde;o acidente de trabalho, o c&aacute;lculo da incapacidade global &eacute; feito relativamente &agrave; capacidade integral do indiv&iacute;duo, ou seja os 100%.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">DEPENDÊNCIAS</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>As depend&ecirc;ncias podem ser tempor&aacute;rias, como o uso de muletas durante uma entorse com les&atilde;o ligamentar, ou permanentes, e variam entre ajudas medicamentosas, tratamentos m&eacute;dicos regulares, ajudas t&eacute;cnicas, adapta&ccedil;&atilde;o do domic&iacute;lio, at&eacute; a ajuda de terceira pessoa como nos casos dos grandes handicaps[5].</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">NEXO DE CAUSALIDADE</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Estabelecer o nexo de causalidade &eacute; um dos momemtos mais nobres e &aacute;rduos da per&iacute;cia m&eacute;dico legal que envolve v&aacute;rios elementos como o diagn&oacute;stico, a d&uacute;vida cient&iacute;fica, os m&uacute;ltiplos tratamentos, as complica&ccedil;&otilde;es, o estado anterior e at&eacute; mesmo o segredo m&eacute;dico. Muitas vezes, a a&ccedil;&atilde;o do m&eacute;dico ser&aacute; apenas provar a possibilidade de uma les&atilde;o ou doen&ccedil;a ser produzida pelo trabalho, aceitando a probabilidade de uma alega&ccedil;&atilde;o[6]. O estabelecimento da causalidade &eacute; de compet&ecirc;ncia do jurista. O estabelecimento da imputabilidade m&eacute;dica e a an&aacute;lise do nexo que a fundamenta &eacute; tarefa do m&eacute;dico enquanto perito.</p>
    <p>Segundo Muller e Cordonnier s&atilde;o sete os principais crit&eacute;rios para a afirma&ccedil;&atilde;o do nexo de causalidade[7]:</p>
    <p>1. Natureza adequada do traumatismo para produzir as les&otilde;es evidenciadas.</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>2. Certeza diagn&oacute;stica.</p>
    <p>3. Exclus&atilde;o da pr&eacute; exist&ecirc;ncia do dano.</p>
    <p>4, Adequa&ccedil;&atilde;o da regi&atilde;o atingida e a sede da les&atilde;o.</p>
    <p>5. Adequa&ccedil;&atilde;o temporal</p>
    <p>6. Encadeamento an&aacute;tomo-cl&iacute;nico ou seja a continuidade evolutiva.</p>
    <p>7. Exclus&atilde;o de causa estranha.</p>
    <p>Com base nestes sete princ&iacute;pios o m&eacute;dico poder&aacute; chegar a um nexo de causalidade que pode ser certo ou hipot&eacute;tico, direto ou indireto, exclusivo ou parcial. N&atilde;o &eacute; fun&ccedil;&atilde;o do m&eacute;dico perito julgar, muito menos especular, a d&uacute;vida &eacute; l&iacute;cita e deve ser exposta de forma clara e argumentada sempre que n&atilde;o for poss&iacute;vel afirmar o nexo inequivocamente[7].</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">SIMULAÇÃO E EXAGERO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>&Eacute; a luta desonesta pela vida que, em todos os tempos, faz concorr&ecirc;ncia &agrave; luta honesta, suplantando-a muitas vezes. &Eacute; faltar com a verdade, usar de fingimento de falsidade em sua acep&ccedil;&atilde;o jur&iacute;dica, &eacute; uma declara&ccedil;&atilde;o fict&iacute;cia da vontade de uma ou ambas as partes, visando fugir de determinado imperativo local.</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>S&atilde;o v&aacute;rias as classifica&ccedil;&otilde;es para as simula&ccedil;&otilde;es propostas por consagrados autores da medicina legal, como Gisbert Calabuig, Simonin, L&eacute;on Gallez entre outros, mas mais importante do que classificar, &eacute; observar, identificar e compreender as diversas formas de apresenta&ccedil;&atilde;o e os seus motivos e contextos[8].</p>
    <p>Nas doen&ccedil;as e les&otilde;es provocadas, o simulador apresenta-se ao exame com uma doen&ccedil;a ou les&atilde;o aut&ecirc;ntica provocada por meios extrinsecos. Na maioria dos casos, trata-se de les&otilde;es de pequena gravidade, mas suficientes para determinarem incapacidade tempor&aacute;ria para o trabalho, como uma lombalgia de esfor&ccedil;o ou cervicalgias em doentes com patologias discais. Noutros casos, n&atilde;o t&atilde;o frequentes, as les&otilde;es podem ser revestidas de sequelas com incapacidade permanentes, s&atilde;o exemplos aqueles indiv&iacute;duos que apresentam determinado segmento corporal coberto por seguro de acidentes pessoais e que motivados pelo volumoso pr&ecirc;mio, provocam les&otilde;es graves, por vezes, a pr&oacute;pria amputa&ccedil;&atilde;o.</p>
    <p>No Rio de Janeiro, por ocasi&atilde;o das festividades do Carnaval, o Comando do Corpo de Bombeiros daquele Estado brasileiro determinou que fossem internados no hospital da corpora&ccedil;&atilde;o os militares que necessitassem de baixas m&eacute;dicas, no sentido de controlar as licen&ccedil;as m&eacute;dicas, isto porque muitos bombeiros, que tamb&eacute;m desfilam em escolas de samba, ao saberem que estavam escalados para o servi&ccedil;o durante o carnaval, provocavam traumatismos nos dedos ou simulavam conjuntivite com recurso a l&iacute;quidos irritantes a conjuntiva a fim de obterem licen&ccedil;as fraudulentas[9,10].</p>
    <p>Na simula&ccedil;&atilde;o de estados m&oacute;rbidos, o simulador se apresenta referindo queixas fict&iacute;cias, ou imitando perturba&ccedil;&otilde;es objetivas com repercuss&atilde;o na sua vida pessoal e laboral. O simulador escolhe sintomas dif&iacute;ceis de controlar, mas f&aacute;ceis de imitar ou exagerar por tempo indeterminado. S&atilde;o exemplos as cervicalgias, tendinites e cefal&eacute;ias.</p>
    <p>Os motivos da simula&ccedil;&atilde;o s&atilde;o os mais variados, em direito do trabalho, a simula&ccedil;&atilde;o busca a obten&ccedil;&atilde;o de indemniza&ccedil;&otilde;es e outros benef&iacute;cios, como prolongamento do per&iacute;odo de incapacidade, pens&atilde;o de invalidez, reforma antecipada entre outros.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">DISSIMULAÇÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Na dissimula&ccedil;&atilde;o ao contr&aacute;rio do que acontece na simula&ccedil;&atilde;o, o indiv&iacute;duo oculta o estado m&oacute;rbido de que realmente sofre, com vista a obter determinado proveito, por exemplo o ingresso no Ex&eacute;rcito de um indiv&iacute;duo com volumosa h&eacute;rnia discal, ou situa&ccedil;&otilde;es patol&oacute;gicas que inviabilizariam um seguro de vida, como um indiv&iacute;duo com met&aacute;stases &oacute;sseas por cancro de pulm&atilde;o em estadio terminal.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">DIAGNÓSTICO DA SIMULAÇÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&Eacute; necess&aacute;rio ter em mente que ainda n&atilde;o existem processos de diagn&oacute;sticos nem t&atilde;o pouco nenhum elemento patognom&oacute;nico da simula&ccedil;&atilde;o. Para diagnosticar uma simula&ccedil;&atilde;o &eacute; preciso ter experi&ecirc;ncia, paci&ecirc;ncia, aten&ccedil;&atilde;o e observa&ccedil;&atilde;o. Segundo Chavigny, a simula&ccedil;&atilde;o n&atilde;o se advinha mas se identifica[6]. O perito deve se manter sempre imparcial, isento mesmo diante uma hist&oacute;ria puramente fict&iacute;cia, lembremos-nos que a simula&ccedil;&atilde;o pode ser sintoma de estado m&oacute;rbido mental, independente, por completo, da vontade do indiv&iacute;duo em exame.</p>
    <p>O exame pericial come&ccedil;a sempre por uma cuidada an&aacute;lise das pe&ccedil;as processuais, processos cl&iacute;nicos, exames complementares, de forma a contextualiza-lo.O exame direto deve ser minucioso, dando se aten&ccedil;&atilde;o para o motivo do exame, os antecedentes pessoais, a personalidade pr&eacute;via, as queixas, o exame f&iacute;sico atento, a repeti&ccedil;&atilde;o de manobras e o confronto dos v&aacute;rios resultados e rea&ccedil;&otilde;es do indiv&iacute;duo.</p>
    <p>Ficam no passado as manobras de pesquisa da dor[6,<a style="background-color: #ffffff;" name="b11"></a>11,<a style="background-color: #ffffff;" name="b12"></a>12], que citamos aqui apenas como registo hist&oacute;rico:&nbsp;</p>
    <p>Sinal de Mankoff: consiste em se deixar em repouso o sinistrado durante alguns minutos, depois de pr&eacute;via contagem do seu pulso radial. Em seguida, rapidamente, comprime-se a regi&atilde;o dolorosa ou alegada tal, e contase de novo a frequ&ecirc;ncia card&iacute;aca. Aumentada esta, presume-se pela exist&ecirc;ncia da dor. Observadas midr&iacute;ase ou miose pupilar com tal manobra, descreve-se o sinal de Levi.</p>
    <p>Sinal de Imbert: na hip&oacute;tese de estar a regi&atilde;o dolorosa numa perna ou num bra&ccedil;o, deixa-se o sinistrado em repouso, conta-se a frequ&ecirc;ncia card&iacute;aca e depois faz-se com que ele se apoie na perna ofendida, ou sustente o peso no bra&ccedil;o lesionado. O aumento da frequ&ecirc;ncia card&iacute;aca indicar&aacute; a realidade da dor.</p>
    <p>Basta reparar que um simples esfor&ccedil;o f&iacute;sico de subir as escadas ou mesmo a rea&ccedil;&atilde;o emocional ao exame, podem falsear estas manobras, que ilustram a incans&aacute;vel busca em quantificar e documentar fen&oacute;menos t&atilde;o subjetivos como a dor.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">EXAMES COMPLEMENTARES</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Os exames complementares de diagn&oacute;stico s&atilde;o importantes para documenta&ccedil;&atilde;o das les&otilde;es. Se por um lado a evolu&ccedil;&atilde;o das fraturas &eacute; bem documentada nas radiografias e TACs. Les&otilde;es tendinosas em IRM. Exames neurofisiol&oacute;gicos podem ser necess&aacute;rios para documentar queixas mais inespec&iacute;ficas como as compress&otilde;es nervosas observadas no t&uacute;nel c&aacute;rpico. Infelizmente determinadas patologias como tendinites ou fibromialgias n&atilde;o s&atilde;o bem documentadas nestes exames, incluindo as ecografias, carecendo ainda de um exame complementar de diagn&oacute;stico reconhecido.</p></font>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Método de termografia infravermelha</font></b></p><font face="verdana" size="2">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Tem ganhado express&atilde;o, a termografia cut&acirc;nea por termografia infravermelha. &Eacute; um m&eacute;todo relativamente novo em per&iacute;cia m&eacute;dica que tem contribuido na avalia&ccedil;&atilde;o neuromusculoesquel&eacute;tica de doentes com dores cr&oacute;nicas, &eacute; auxiliar valioso no estudo da dor, em rela&ccedil;&atilde;o a sua identifica&ccedil;&atilde;o etiol&oacute;gica e seguimento, especialmente em doen&ccedil;as dos tecidos moles onde o m&eacute;todo est&aacute; mais indicado[13].</p>
    <p>O exame &eacute; feito com o doente em p&eacute; e despido. Durante o exame o doente n&atilde;o deve tocar em nenhuma superf&iacute;cie. As imagens termogr&aacute;ficas s&atilde;o obtidas em diversas incid&ecirc;ncias. A temperatura da sala deve ser mantida constante em 20&ordm;C e umidade do ar em 55%, com o cuidado de ter a sala isolada e com controle da velocidade do ar por anem&ocirc;metro digital evitando a convec&ccedil;&atilde;o for&ccedil;ada[13,14].</p>
    <p>&Eacute; utilizada sensibilidade t&eacute;rmica de 0,1&ordm;C por tom de cor, utilizando se escala colorim&eacute;trica, onde as cores v&atilde;o da mais quente para a mais fria, segundo programa espec&iacute;fico. As cores indicam indiretamente o grau de distribui&ccedil;&atilde;o da perfus&atilde;o sangu&iacute;nea cut&acirc;nea local.</p>
    <p>Concorre para o diagn&oacute;stico termogr&aacute;fico das altera&ccedil;&otilde;es, a intensidade, tamanho, forma, distribui&ccedil;&atilde;o e margem, al&eacute;m da diferen&ccedil;a t&eacute;rmica entre os pontos dolorosos e presen&ccedil;a de assimetria t&eacute;rmica comparado com o lado oposto segundo crit&eacute;rios de Brioschi et al[15]. Uma diferen&ccedil;a de pelo menos 0,3&ordm;C entre a &aacute;rea de interesse e seu ponto sim&eacute;trico &eacute; considerada como assimetria t&eacute;rmica.</p>
    <p>Avaliam-se n&atilde;o s&oacute; os sinais inflamat&oacute;rios, mas tamb&eacute;m disfun&ccedil;&atilde;o do sistema neurovegetativo vasomotor relacionada &agrave;s neuropatias, vasculopatias e s&iacute;ndromes dolorosas miofasciais. A termografia cut&acirc;nea &eacute; um m&eacute;todo &uacute;til no apoio a avalia&ccedil;&atilde;o pericial (<a name="topf1"></a><a href="#f1">Figura 1</a>) [16]. Por se tratar de um m&eacute;todo n&atilde;o invasivo e com promissora e expressiva sensibilidade diagn&oacute;stica, merece mais aten&ccedil;&atilde;o e mais investimento para sua valida&ccedil;&atilde;o e aplica&ccedil;&atilde;o em Portugal.</p>    <p>&nbsp;</p><a name="f1"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v20n3/20n3a04f1.jpg" width="493" height="798" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p></font>    <p>&nbsp;</p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b><font face="Verdana" size="2">EXAMES DE REVISÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Estes exames t&ecirc;m lugar sempre que se verifique modifica&ccedil;&atilde;o da capacidade de ganho do sinistrado proveniente de altera&ccedil;&atilde;o das sequelas por uma qualquer circunst&acirc;ncia (melhoria, reca&iacute;da, recidiva, agravamento, interven&ccedil;&atilde;o cir&uacute;rgica ou aplica&ccedil;&atilde;o de pr&oacute;tese ou &oacute;rtese)[5]. A revis&atilde;o pode ser requerida uma vez em cada ano civil (n&ordm; 3 do artigo 70&ordm; da Lei 9872009).</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">JUNTAS MÉDICAS</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>S&atilde;o constituidas por tr&ecirc;s m&eacute;dicos peritos. Re&uacute;ne-se para dar parecer sobre a avalia&ccedil;&atilde;o efetuada ao sinistrado, quando requerida pela parte ou partes que n&atilde;o se conformam com o resultado da avalia&ccedil;&atilde;o m&eacute;dica do exame singular ou de revis&atilde;o[5].</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">CONCLUSÕES</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>A consciencializa&ccedil;&atilde;o e a forma&ccedil;&atilde;o dos trabalhadores &eacute; o melhor caminho para prevenir acidentes, al&eacute;m do uso dos equipamentos de seguran&ccedil;a coletiva e individual, que minimizam as les&otilde;es quando estes ocorrem. A ingest&atilde;o de bebidas alco&oacute;licas, a fadiga e o cansa&ccedil;o contribuem com o aumento dos acidentes. Os custos, quer para os trabalhadores quer para as empresas, s&atilde;o elevad&iacute;ssimos. O ortopedista &eacute; parte integrante neste processo, na medida que atende, que avalia e acompanha o sinistrado em sua recupera&ccedil;&atilde;o. O preenchimento correto dos relat&oacute;rios &eacute; mais do que um dever profissional, &eacute; sem d&uacute;vida um exerc&iacute;cio da cidadania.&nbsp;</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</font></b></p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">1. Prevenir acidentes de trabalho[homepage on the Internet]. Available from: <a href="http://www.min-saude.pt/portal/conteudos/enciclopedia+da+saude/ministeriosaude/prevencao/AcidentesTrabalho.htm" target="_blank">http://www.min-saude.pt/portal/conteudos/enciclopedia+da+saude/ministeriosaude/prevencao/AcidentesTrabalho.htm</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000123&pid=S1646-2122201200030000400001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">2. Beckenbaugh RD, Shives TC, Dobyns JH, Linscheid RL. Kienböck's disease: the natural history of Kienböck's disease and consideration of lunate fractures. Clin Orthop. 1980; 149: 98-106</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000125&pid=S1646-2122201200030000400002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font face="verdana" size="2">3. Lei n.º 98/2009. Diário da República. 2009 Sep 4; 1 (172)</font></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">4. Tabela Nacional de Incapacidades por Acidentes de Trabalho e Doenças Profissionais. Coimbra: Almedina; 2005.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000127&pid=S1646-2122201200030000400003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">5. Magalhães T, Antunes I. Recomendações para a realização de relatórios periciais de clínica forense no âmbito do direito do trabalho. INML; 2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000129&pid=S1646-2122201200030000400004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">6. Fávero Flamínio. Medicina Legal. 10ª. Belo Horizonte: Itatiaia; 1975.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000131&pid=S1646-2122201200030000400005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">7. Vieira DN, Corte Real F. Nexo de causalidade em Avaliação do Dano Corporal. Aspectos práticos da avaliação do dano corporal em Direito Civil. Biblioteca Seguros; 2008.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000133&pid=S1646-2122201200030000400006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">8. Santos JC. Simulação e Dissimulação em Clínica Forense. Aspectos práticos da avaliação do dano corporal em Direito Civil.  Biblioteca Seguros; 2008.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000135&pid=S1646-2122201200030000400007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">9. Durão CH. Infortunística e Perícia médico legal dos acidentes de serviço no HCAP. Rio de Janeiro; 2006.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000137&pid=S1646-2122201200030000400008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">10. Durão CH. LER- Lesões por esforços repetitivos, DORT- Distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho e AMERT- Afecções músculo esqueléticas relacionadas ao trabalho. Rio de Janeiro; 2006.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000139&pid=S1646-2122201200030000400009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">11. França GV. Medicina Legal. 9ª. Guanabara Koogan; 2011.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000141&pid=S1646-2122201200030000400010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">12. Trombetta ED. Manuali di Medicina Legale Militare. Milano; 1908.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000143&pid=S1646-2122201200030000400011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">13. Brioschi ML, Portela PC, Colman D. Infrared thermal imaging in patients with chronic pain in upper limbs. J Korean Med Therm. 2002; 2 (1): 73</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000145&pid=S1646-2122201200030000400012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">14. Brioschi ML, Yeng LT, Pastor EHP, Colman D, Silva FMRM, Teixeira MJ. Documentação da síndrome dolorosa miofascial por imagem infravermelha. Acta Fisiatr. 2007; 14 (11): 41-48</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000146&pid=S1646-2122201200030000400013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">15. Brioschi ML. Índice termográfico para síndrome fibromiálgica. São Paulo; 2008.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000147&pid=S1646-2122201200030000400014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>    <p><font face="verdana" size="2">16. Rosenblum J, Liebeskind M. Thermography and the legal field. In  Lee MHM, Cohen JM, editors. Rehabilitation Medicine and Thermography. 2008. </font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Conflito de interesse: </font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Nada a declarar.</p></font>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p><a name="c"></a>    <p><b><font face="Verdana" size="2"><a href="#topc">Endereço para correspondência</a></font></b></p>    <p><font face="Verdana" size="2">Carlos Durão    <br>Alameda dos Oceanos    <br>Rotunda das Oliveiras, 4 Bloco C, Apto    <br>5 Frente    <br>Parque das Nações    <br>Lisboa    <br>Portugal    <br><a href="mailto:drcarlosdurao@hotmail.com">drcarlosdurao@hotmail.com</a>    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>    <br></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Submissão: </b> 2012-03-06</font></p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Revisão: </b> 2012-05-03</font></p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Aceitação: </b> 2012-05-03</font></p>     ]]></body><back>
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<label>1</label><nlm-citation citation-type="">
<source><![CDATA[Prevenir acidentes de trabalho]]></source>
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<label>2</label><nlm-citation citation-type="journal">
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<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Kienböck's disease: the natural history of Kienböck's disease and consideration of lunate fractures]]></article-title>
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<label>4</label><nlm-citation citation-type="book">
<source><![CDATA[Tabela Nacional de Incapacidades por Acidentes de Trabalho e Doenças Profissionais]]></source>
<year>2005</year>
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<label>6</label><nlm-citation citation-type="book">
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Nexo de causalidade em Avaliação do Dano Corporal]]></article-title>
<source><![CDATA[Aspectos práticos da avaliação do dano corporal em Direito Civil]]></source>
<year>2008</year>
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