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<journal-title><![CDATA[Revista Portuguesa de Ortopedia e Traumatologia]]></journal-title>
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<institution><![CDATA[,Hospital São João Serviço de Ortopedia ]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Regional Migratory Osteoporosis (RMO) is a rare clinical syndrome characterized by severe pain on one or more joints. With migratory and sequential nature, predominantly affects load joints in middle-aged men and women in the third trimester of pregnancy. Physical examination may reveal a moderately swollen joint, synovial effusion associated with fl ushing. Limited range of movement is also detected. Load on the joint causes pain, making it diffi cult or even impossible to march. Spontaneous remission of symptoms occurs in about six to nine months, with the maximum reported pain usually around the second month. Recurrence can occur in the same or another joint. The etiology of RMO is unknown. Radiology and bone densitometry typically show transient osteopenia. Changes in MRI imaging include the RMO in the Syndrome of Bone Marrow Edema (SBME). The relationship between the RMO with Transient Osteoporosis of the Hip (TOH), Transient Bone Marrow Edema (TBME) and Osteonecrosis (ON) has been enthusiastically debated. There are several reported cases of Transient Osteoporosis (TO) and RMO. It is believed that the fact that names of RMO, TOH or SBME be assigned to describe the same entity, the true number of reported cases is unknown. A case of a patient that had clinical and imaging features of RMO over a period of two years is reported. It was affected, in a migratory pattern, the two knee joints, with intercondilian migration in both, and a hip joint. For the review was conducted in Pubmed, a systematic search of articles published in Portuguese, English, Spanish and Italian. With the keywords: Regional Osteoporosis, Transient Osteoporosis, Regional Transient Osteoporosis were obtained. 51 articles, of which 29 publications were included, 10 of them systematic reviews. Were included those articles that discuss the diagnosis and treatment of disease, the possible etiologies and pathophysiologic mechanisms involved and correlate the clinical importance of additional diagnostic in orientation and follow-up of this syndrome.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Osteoporose regional]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b><font face="Verdana" size="2">CASO CLÍNICO</font></b></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="4">Osteoporose migratória regional</font></b></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana" size="2"><b>Mariana Ferreira<sup>I</sup></b>; <b>António Serdoura<sup>I</sup></b></font></p>    <p><font face="Verdana" size="2">I. Serviço de Ortopedia. Hospital São João. Porto. Portugal.<br /></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana" size="2"><a name="topc"></a><a href="#c">Endereço para correspondência</a></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">RESUMO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Osteoporose Migrat&oacute;ria Regional (OMR) &eacute; uma s&iacute;ndrome cl&iacute;nica rara, caracterizada por dor severa em uma ou mais articula&ccedil;&otilde;es. Com car&aacute;cter migrat&oacute;rio e sequencial, afecta predominantemente articula&ccedil;&otilde;es de carga em homens de meia-idade e mulheres no terceiro trimestre de gravidez. O exame f&iacute;sico pode revelar uma articula&ccedil;&atilde;o moderadamente edemaciada, ruborizada, com efus&atilde;o sinovial associada. Limita&ccedil;&atilde;o da amplitude do movimento tamb&eacute;m &eacute; constatada. Carga sobre a articula&ccedil;&atilde;o provoca dor, o que dificulta ou at&eacute; impossibilita a marcha. A remiss&atilde;o espont&acirc;nea dos sintomas ocorre em cerca de seis a nove meses, com o m&aacute;ximo da dor relatada normalmente por volta do segundo m&ecirc;s. Pode recorrer na mesma ou noutra articula&ccedil;&atilde;o. A etiologia da OMR &eacute; desconhecida. Radiologia e densitometria &oacute;ssea demonstram tipicamente osteopenia transit&oacute;ria. Altera&ccedil;&otilde;es imagiol&oacute;gicas na RMN enquadram a OMR na S&iacute;ndrome de Edema da Medula &Oacute;ssea (SEMO).</p>     <p>A rela&ccedil;&atilde;o da OMR com Osteoporose Transit&oacute;ria da Anca (OTA), Edema da Medula &Oacute;ssea Transit&oacute;ria (EMOT) e Osteonecrose (ON) tem sido entusiasticamente debatida. Existem v&aacute;rios casos relatados de Osteoporose Transit&oacute;ria (OT) e OMR. Acredita-se que pelo facto de denomina&ccedil;&otilde;es de OMR, OTA ou SEMO serem atribu&iacute;dos para descrever a mesma entidade, o verdadeiro n&uacute;mero de casos descritos seja desconhecido.</p>     <p>Neste artigo &eacute; descrito um caso de um paciente que num per&iacute;odo de dois anos, apresentou cl&iacute;nica e imagiologia de OMR. Foram afectadas, de forma migrat&oacute;ria, as duas articula&ccedil;&otilde;es do joelho, com migra&ccedil;&atilde;o inter-condiliana em ambos, e uma articula&ccedil;&atilde;o da anca.</p>     <p>Para a revis&atilde;o da literatura foi realizada, na Pubmed, uma pesquisa sistem&aacute;tica de artigos publicados nas l&iacute;nguas portuguesa, inglesa, espanhola e italiana. Com o uso das palavras-chave: Regional Osteoporosis, Transient Osteoporosis, Regional Transient Osteoporosis obtiveram-se 51 artigos, dos quais foram inclu&iacute;das 29 publica&ccedil;&otilde;es, sendo 10 delas revis&otilde;es sistem&aacute;ticas do tema. Assim, foram inclu&iacute;dos aqueles artigos que abordavam o diagn&oacute;stico e tratamento da doen&ccedil;a, discutiam as poss&iacute;veis etiologias e mecanismos patofisiol&oacute;gicos implicados e correlacionavam a import&acirc;ncia da cl&iacute;nica com os meios complementares de diagn&oacute;stico na orienta&ccedil;&atilde;o e follow-up desta s&iacute;ndrome.</p></font>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Palavras chave</b>: Osteoporose regional, osteoporose transitória, osteoporose transitória regional. </font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">ABSTRACT</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Regional Migratory Osteoporosis (RMO) is a rare clinical syndrome characterized by severe pain on one or more joints. With migratory and sequential nature, predominantly affects load joints in middle-aged men and women in the third trimester of pregnancy. Physical examination may reveal a moderately swollen joint, synovial effusion associated with fl ushing. Limited range of movement is also detected. Load on the joint causes pain, making it diffi cult or even impossible to march. Spontaneous remission of symptoms occurs in about six to nine months, with the maximum reported pain usually around the second month. Recurrence can occur in the same or another joint. The etiology of RMO is unknown. Radiology and bone densitometry typically show transient osteopenia. Changes in MRI imaging include the RMO in the Syndrome of Bone Marrow Edema (SBME). The relationship between the RMO with Transient Osteoporosis of the Hip (TOH), Transient Bone Marrow Edema (TBME) and Osteonecrosis (ON) has been enthusiastically debated. There are several reported cases of Transient Osteoporosis (TO) and RMO. It is believed that the fact that names of RMO, TOH or SBME be assigned to describe the same entity, the true number of reported cases is unknown. A case of a patient that had clinical and imaging features of RMO over a period of two years is reported. It was affected, in a migratory pattern, the two knee joints, with intercondilian migration in both, and a hip joint. For the review was conducted in Pubmed, a systematic search of articles published in Portuguese, English, Spanish and Italian. With the keywords: Regional Osteoporosis, Transient Osteoporosis, Regional Transient Osteoporosis were obtained.</p>     <p>51 articles, of which 29 publications were included, 10 of them systematic reviews. Were included those articles that discuss the diagnosis and treatment of disease, the possible etiologies and pathophysiologic mechanisms involved and correlate the clinical importance of additional diagnostic in orientation and follow-up of this syndrome.</p></font>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Key words</b>: Regional osteoporosis, transient osteoporosis, regional transient osteoporosis. </font></p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">INTRODUÇÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Osteoporose migrat&oacute;ria regional (OMR), primeiramente descrita por Duncan et al[1], &eacute; uma s&iacute;ndrome rara, de etiologia desconhecida, caracterizada por artralgias que afectam sobretudo articula&ccedil;&otilde;es de carga dos membros inferiores, sem hist&oacute;ria pr&eacute;via de trauma ou outros factores predisponentes[1-5]. Atinge preferencialmente homens de meia-idade, sendo tamb&eacute;m tipicamente descrita em mulheres no terceiro trimestre de gravidez[6-7]. O inicio dos sintomas pode ser agudo ou insidioso. A dor aumenta progressivamente, com o pico de intensidade normalmente relatado por volta do segundo m&ecirc;s. O exame f&iacute;sico revela uma articula&ccedil;&atilde;o edemaciada, ruborizada, com restri&ccedil;&atilde;o da amplitude do movimento. Atrofia muscular pode ser evidente[1-2,4-5,8-11]. Apesar de os sintomas serem frequentemente atribu&iacute;dos na literatura &agrave;s artralgias, o processo implicado na OMR ocorre primariamente no osso justa-articular[3].</p>
    <p>An&aacute;lises laboratoriais de rotina n&atilde;o apresentam normalmente par&acirc;metros anormais. Na maioria dos casos, a radiologia convencional e a densitometria &oacute;ssea revelam desmineraliza&ccedil;&atilde;o justa-articular localizada, ap&oacute;s cerca de 3-6 semanas do in&iacute;cio da sintomatologia[4,12-14]. Na cintigrafia &oacute;ssea &eacute; vis&iacute;vel um padr&atilde;o de capta&ccedil;&atilde;o aumentada de radionucleot&iacute;deos[10]. Comparativamente com o que ocorre com a radiologia convencional, estas anormalidades surgem mais precocemente, podendo inclusive antecipar o inicio cl&iacute;nico noutras articula&ccedil;&otilde;es[9,11]. A RMN mostra edema da medula &oacute;ssea nos locais sintom&aacute;ticos[12].</p>
    <p>Esta desordem tipicamente resolve-se de forma espont&acirc;nea, podendo recorrer noutra articula&ccedil;&atilde;o, do mesmo lado ou contralateralmente. O padr&atilde;o de migra&ccedil;&atilde;o dos sintomas foi relatado como sequencial por alguns autores, com uma migra&ccedil;&atilde;o t&iacute;pica de proximal para distal, com intervalos que usualmente variam entre seis meses a um ano[5,13]. Existem poucos casos relatados de envolvimento do esqueleto axial[3-4].</p>
    <p>Devido a natureza auto-limitada da OMR, as diferentes modalidades terap&ecirc;uticas e efic&aacute;cias inerentes s&atilde;o dif&iacute;ceis de estabelecer[4]. V&aacute;rios estudos demonstram o efeito favor&aacute;vel do uso de anti-inflamat&oacute;rios n&atilde;oester&oacute;ides (AINE&rsquo;s) e da descarga da articula&ccedil;&atilde;o, atitudes que promovem o al&iacute;vio sintom&aacute;tico[14].</p>
    <p>Existem v&aacute;rios casos relatados de Osteoporose Transit&oacute;ria (OT) e OMR. Acredita-se no entanto que pelo facto de denomina&ccedil;&otilde;es de OMR, Osteoporose Transit&oacute;ria da Anca (OTA) ou S&iacute;ndrome do Edema da Medula &Oacute;ssea (SEMO) serem atribu&iacute;dos para descrever a mesma entidade, o verdadeiro n&uacute;mero de casos descritos seja desconhecido. Existem poucos doentes descritos com OMR afectando diferentes regi&otilde;es da mesma articula&ccedil;&atilde;o[3-4,12,15-16]. Wambeek et al reportaram doentes com OMR que apresentavam um padr&atilde;o de edema &oacute;sseo na RMN migrat&oacute;rio entre os c&ocirc;ndilos da mesma articula&ccedil;&atilde;o do joelho[13].</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">CASO CLÍNICO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Doente do sexo masculino, 51 anos, com hist&oacute;ria de dislipidemia diagnosticada h&aacute; cerca de dez anos medicado com ZocorR, sem outras comorbilidades.</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Iniciou de forma s&uacute;bita no inicio de Setembro de 2008, artralgia no joelho direito, continua, com agravamento nocturno e com a carga. Negou hist&oacute;ria pr&eacute;via de trauma. Durante cerca de tr&ecirc;s semanas a dor foi aumentando progressivamente, altura em que atinge o m&aacute;ximo de intensidade, pelo que recorreu ao seu m&eacute;dico assistente. Ao exame f&iacute;sico apresentava uma articula&ccedil;&atilde;o dolorosa em repouso e em carga, sem instabilidade demonstrada. A articula&ccedil;&atilde;o em causa apresentava-se edemaciada, com derrame sinovial associado e com alguma limita&ccedil;&atilde;o da amplitude dos movimentos. Com o diagn&oacute;stico de tendinite, iniciou terap&ecirc;utica com um AINE&rsquo;s. Sem melhoria da sintomatologia, no final do mesmo m&ecirc;s foi examinado por um ortopedista. Perante uma radiografia simples e TC que n&atilde;o demonstraram quaisquer altera&ccedil;&otilde;es, manteve a terap&ecirc;utica analg&eacute;sica previamente institu&iacute;da. Por persist&ecirc;ncia das queixas, em Outubro recorreu novamente a ortopedista. Realizou uma RMN para melhor avalia&ccedil;&atilde;o do quadro. As imagens demonstraram extensa altera&ccedil;&atilde;o do sinal envolvendo o osso medular do c&ocirc;ndilo femoral interno em praticamente toda a sua extens&atilde;o. Apresentava diminui&ccedil;&atilde;o global do sinal nas sequ&ecirc;ncias ponderadas em T1 e hipersinal em T2 e STIR traduzindo acentuado Edema Medula &Oacute;ssea (EMO) assim como edema nos tecidos moles adjacentes. Ligeira irregularidade do contorno da cartilagem articular desse c&ocirc;ndilo tamb&eacute;m foi relatada assim como derrame articular e quisto de Baker (<a href="/img/revistas/rpot/v20n3/20n3a12f1.jpg">Figura 1</a>). O doente foi tratado com analgesia, repouso e descarga. Uma segunda RMN foi realizada cerca de tr&ecirc;s meses ap&oacute;s instala&ccedil;&atilde;o do quadro. A mesma t&eacute;cnica foi executada, tendo-se visualizado no c&ocirc;ndilo femoral externo uma altera&ccedil;&atilde;o linear da intensidade do osso subcondral, a que se associava extenso EMO. Ocorreu dessa forma migra&ccedil;&atilde;o intercondiliana. Vest&iacute;gios de les&atilde;o do ligamento lateral interno e rotura do quisto de Baker tamb&eacute;m foram relatados (<a href="/img/revistas/rpot/v20n3/20n3a12f2.jpg">Figura 2</a>). Em Janeiro de 2009, cerca de quatro meses ap&oacute;s in&iacute;cio do quadro cl&iacute;nico, o doente referiu remiss&atilde;o espont&acirc;nea da sintomatologia. Uma RMN de controlo n&atilde;o foi efectuada.</p>    
<p>&nbsp;</p>    <p>    <center><a href="/img/revistas/rpot/v20n3/20n3a12f1.jpg">Figura 1</a></center></p>    
<p>&nbsp;</p>    <p>    <center><a href="/img/revistas/rpot/v20n3/20n3a12f2.jpg">Figura 2</a></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    <p>Em Abril de 2010, o doente apresentou-se novamente com os mesmos sintomas e sinais previamente relatados. No entanto, nesta avalia&ccedil;&atilde;o as queixas tinham lugar no joelho esquerdo, com predom&iacute;nio interno na articula&ccedil;&atilde;o. Recorreu novamente a ortopedista sendo efectuado uma nova RMN. Esta esbo&ccedil;ou imagem linear hipointensa subcondral nas pondera&ccedil;&otilde;es em T1, sugestiva de edema medular, associando-se ainda hipersinal difuso do corno posterior do menisco interno. Vestigial derrame articular foi relatado (<a href="/img/revistas/rpot/v20n3/20n3a12f3.jpg">Figura 3</a>). Dois meses depois do inicio do quadro (Junho 2010), sem remiss&atilde;o completa das queixas &aacute;lgicas realizou nova RMN. As imagens demonstraram completa resolu&ccedil;&atilde;o das altera&ccedil;&otilde;es no c&ocirc;ndilo femoral interno, no entanto evidenciavam marcado envolvimento da medula &oacute;ssea no c&ocirc;ndilo femoral externo com diminui&ccedil;&atilde;o global do sinal nas sequ&ecirc;ncias ponderadas em T1 e hipersinal em T2 e STIR (<a href="/img/revistas/rpot/v20n3/20n3a12f4.jpg">Figura 4</a>). O doente foi mantido com a mesma terap&ecirc;utica conservadora, com melhoria progressiva das queixas tornando-se assintom&aacute;tico em Agosto do mesmo ano.</p>    
<p>&nbsp;</p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>    <center><a href="/img/revistas/rpot/v20n3/20n3a12f3.jpg">Figura 3</a></center></p>    
<p>&nbsp;</p>    <p>    <center><a href="/img/revistas/rpot/v20n3/20n3a12f4.jpg">Figura 4</a></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    <p>Em Novembro de 2010 iniciou novamente quadro &aacute;lgico semelhante, mas com artralgia agora referida &agrave; anca esquerda bem como ao joelho homolateral. A radiografia simples n&atilde;o demonstrou qualquer altera&ccedil;&atilde;o. Devido a dor referida tamb&eacute;m no joelho homolateral, foi efectuada um RMN deste pelo que nesta altura foi poss&iacute;vel constatar completa resolu&ccedil;&atilde;o dos edemas &oacute;sseos pr&eacute;vios, sem anormalidades residuais dos epis&oacute;dios anteriores. A RMN da anca registou hipersinal nas sequ&ecirc;ncias sens&iacute;veis ao l&iacute;quido, com caracter&iacute;sticas compat&iacute;veis com manifesta&ccedil;&atilde;o de algodistrofia. Sinais de fractura de insufici&ecirc;ncia ou de necrose avascular n&atilde;o foram identificadas, assim como irregularidades das superf&iacute;cies articulares femuroacetabulares. Discreto edema articular era vis&iacute;vel (<a href="/img/revistas/rpot/v20n3/20n3a12f5.jpg">Figura 5</a>). Neste contexto cl&iacute;nico, foi efectuado em Dezembro de 2010 um estudo anal&iacute;tico que incluiu hemograma, bioqu&iacute;mica, PCR e electroforese das prote&iacute;nas plasm&aacute;ticas. Esta avalia&ccedil;&atilde;o mostrou ligeiro aumento da velocidade de sedimenta&ccedil;&atilde;o (VS) (31mm/h), discreta trombocitose (450x109/L), assim como leucocitose com neutrofilia (<a name="topq1"></a><a href="#q1">Quadro I</a>). O paciente n&atilde;o possu&iacute;a estudos anteriores para compara&ccedil;&atilde;o. O diagn&oacute;stico de OMR foi assim assumido e iniciou: descarga da articula&ccedil;&atilde;o envolvida e terap&ecirc;utica com AINE&rsquo;s, calcitonina nasal e bifosfonato oral mensal. A dor na anca resolveu-se em finais de Dezembro, pelo que a calcitonina foi descontinuada e a carga gradualmente permitida. Em Janeiro de 2011, j&aacute; n&atilde;o apresentava quaisquer queixas.</p>    
<p>&nbsp;</p>    <p>    <center><a href="/img/revistas/rpot/v20n3/20n3a12f5.jpg">Figura 5</a></center></p>    
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p><a name="q1"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v20n3/20n3a12q1.jpg" width="490" height="1009" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    <p>Outros epis&oacute;dios n&atilde;o foram relatados at&eacute; &agrave; data. Carga total &eacute; bem tolerada sem dor, com completa resolu&ccedil;&atilde;o da limita&ccedil;&atilde;o da amplitude dos movimentos em todas as articula&ccedil;&otilde;es envolvidas. A atrofia muscular moderada em ambos os membros inferiores, com predom&iacute;nio esquerdo, &eacute; o &uacute;nico sinal cl&iacute;nico detect&aacute;vel actualmente.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">DISCUSSÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>OMR &eacute; uma doen&ccedil;a rara, auto-limitada, de etiologia desconhecida, descrita pela primeira vez em 1967 por Duncan et al[1]. &Eacute; uma patologia que atinge predominantemente homens de meia-idade, caracterizada por artralgias migrat&oacute;rias de inicio s&uacute;bito das articula&ccedil;&otilde;es de carga dos membros inferiores, tipicamente sem hist&oacute;ria pr&eacute;via de trauma ou factor predisponente para ON ou enfarte da medula &oacute;ssea. Esta entidade encontrase associada a osteoporose focal com caracter&iacute;sticas que a enquadram no grupo das s&iacute;ndromes de algodistrofia[1,4-5,8,17-18].</p>
    <p>A articula&ccedil;&atilde;o da anca &eacute; a mais vezes envolvida, seguida pelas articula&ccedil;&otilde;es do joelho, p&eacute; e tornozelo[2,15]. N&atilde;o existe relatos de OMR atingindo o membro superior15, no entanto osteoporose vertebral foi recentemente associada a OMR.2-5 A migra&ccedil;&atilde;o &eacute; vari&aacute;vel e imprevis&iacute;vel, no entanto existem relatos de um padr&atilde;o de migra&ccedil;&atilde;o dos sintomas tipicamente sequencial de proximal para distal, com intervalo de at&eacute; nove meses[2,4,8].</p>
    <p>OTA &eacute; uma desordem similar que ocorre mais frequentemente em mulheres gr&aacute;vidas, por volta do terceiro trimestre. Radiologicamente s&atilde;o indistingu&iacute;veis, pelo que as duas entidades provavelmente fazem parte do mesmo espectro de doen&ccedil;a[6-8,10,19-21]. No entanto alguns autores separam estas entidades devido ao car&aacute;cter migrat&oacute;rio caracter&iacute;stico da OMR[2,10] H&aacute; no entanto numerosos casos descritos de OTA com natureza migrat&oacute;ria[1,3,8,14], pelo que Duncan et al consideram OMR e OTA a mesma entidade cl&iacute;nica onde de forma isolada atinge preferencialmente mulheres gr&aacute;vidas e uma forma mais multifocal mostra prefer&ecirc;ncia para homens de meia-idade[1].</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A revis&atilde;o da literatura revela variada terminologia para descrever desordens caracterizadas primariamente por osteoporose e edema da medula &oacute;ssea. EMO refere-se ao padr&atilde;o caracter&iacute;stico encontrado nas RMN dos doentes, que reflecte um conte&uacute;do anormal de &aacute;gua no interst&iacute;cio. Por sua vez a designa&ccedil;&atilde;o de EMOT, descrito pela primeira vez em 1988 por Wilson et al, &eacute; atribu&iacute;da a doentes em que se encontra EMO no entanto sem evid&ecirc;ncia de osteopenia. Osteoporose migrat&oacute;ria (OM) &eacute; uma entidade de etiologia desconhecida com car&aacute;cter revers&iacute;vel e benigno, ocorrendo no osso subcondral, sendo a OTA uma das variantes anat&oacute;micas[5,22].</p>
    <p>Clinicamente nestas desordens o quadro inicia-se com dor aguda e gradual da articula&ccedil;&atilde;o. Esta pode encontrarse moderadamente edemaciada e ruborizada. Eritema, calor e efus&atilde;o sinovial s&atilde;o menos comuns. A diminui&ccedil;&atilde;o da amplitude do movimento encontra-se presente e a dor associada dificulta a marcha que pode at&eacute; mesmo ser imposs&iacute;vel. A atrofia muscular &eacute; comum[7-14]. Desta forma h&aacute; uma not&aacute;vel discrep&acirc;ncia entre os achados cl&iacute;nicos e funcionais[2,7]. A sintomatologia atinge o pico m&aacute;ximo de dor por volta dos dois meses, ocorrendo remiss&atilde;o do quadro em cerca de seis a nove meses. O quadro pode recorrer na mesma articula&ccedil;&atilde;o ou noutra pr&oacute;xima. V&aacute;rios estudos sugerem que o envolvimento de uma nova articula&ccedil;&atilde;o ocorre tipicamente em um ano[23]. Esta entidade &eacute; assim distinguida pela sua natureza migrat&oacute;ria epis&oacute;dica. A evolu&ccedil;&atilde;o sequencial n&atilde;o &eacute; exclusiva, podendo na sua apresenta&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica estar envolvidas mais do que uma articula&ccedil;&atilde;o. Quando tal ocorre o diagn&oacute;stico precoce &eacute; mais f&aacute;cil[2,4,7].</p>
    <p>O estudo laboratorial encontra-se tipicamente normal, com contagens celulares, marcadores inflamat&oacute;rios e factor reumat&oacute;ide (FR) dentro dos par&acirc;metros, apesar de recentemente ter sido associado &agrave; OMR um estado de hipercalciuria[4,7,13]. Osteoporose sist&eacute;mica foi assim descrita, apesar de esta associa&ccedil;&atilde;o ser provavelmente subvalorizada, o que tem implica&ccedil;&otilde;es na patofisiologia e tratamento da doen&ccedil;a[2,14].</p>
    <p>Osteoporose localizada desenvolve-se na &aacute;rea envolvida. Evidencia-se como osteoporose periarticular, com o c&oacute;rtex sub-condral atenuado e espa&ccedil;o articular preservado. Em doentes com severa osteoporose de outra etiologia, o c&oacute;rtex sub-condral encontra-se preservado e frequentemente aparece acentuado[23]. N&atilde;o &eacute; incomum na apresenta&ccedil;&atilde;o n&atilde;o serem evidenciadas altera&ccedil;&otilde;es na radiologia convencional[12]. A biopsia &oacute;ssea comprova esta osteoporose focal e o exame histol&oacute;gico da sinovial nos remete para uma resposta inflamat&oacute;ria cr&oacute;nica e inespec&iacute;fica[2,4-5], sendo por defini&ccedil;&atilde;o o liquido sinovial est&eacute;ril[13]. Estes dois &uacute;ltimos exames s&atilde;o habitualmente desnecess&aacute;rios. A cintigrafia &oacute;ssea pode ser &uacute;til, demonstrando capta&ccedil;&atilde;o intensa focal de radionucleot&iacute;deos nas tr&ecirc;s fases, antes mesmo do surgimento das altera&ccedil;&otilde;es na radiologia convencional, que normalmente n&atilde;o apresenta altera&ccedil;&otilde;es em est&aacute;dios iniciais[9,24]. A capta&ccedil;&atilde;o &eacute; centrada em um local da articula&ccedil;&atilde;o contrariamente ao aumento do turnover induzido por artrites inflamat&oacute;rias ou infecciosas. &Eacute; claro que uma les&atilde;o unifocal e n&atilde;o espec&iacute;fica tamb&eacute;m pode estar presente em necrose vascular, infec&ccedil;&atilde;o ou neoplasias, pelo que a cl&iacute;nica e restantes exames complementares de diagn&oacute;stico assumem grande import&acirc;ncia[10-11,17,23-25].</p>
    <p>A resolu&ccedil;&atilde;o da doen&ccedil;a pode resultar em esclerose que apesar de benigna pode necessitar da RMN para a distinguir de necrose avascular[14,26]. Na RMN &eacute; encontrado um padr&atilde;o de alto sinal em T2 e baixo sinal em T1, consistente com edema da medula &oacute;ssea. Altera&ccedil;&otilde;es focais n&atilde;o s&atilde;o encontradas e efus&atilde;o sinovial est&aacute; normalmente presente[13,15]. Assim OMR enquadra-se no SEMO, que descreve um padr&atilde;o inespec&iacute;fico de reac&ccedil;&atilde;o do tecido &oacute;sseo, que tem sido descrito em associa&ccedil;&atilde;o com trauma, infec&ccedil;&atilde;o, fracturas de stress, fracturas ocultas intra-&oacute;sseas, tumores e biomec&acirc;nica alterada. Este padr&atilde;o pode tamb&eacute;m ser encontrado em osteoartroses por outras anormalidades histol&oacute;gicas como necrose, fibrose ou hemorragia. No entanto, pela cl&iacute;nica ou caracter&iacute;sticas radiol&oacute;gicas como aus&ecirc;ncia de uma zona de demarca&ccedil;&atilde;o estas condi&ccedil;&otilde;es podem ser diferenciadas[2, 4,14-16].</p>
    <p>Apesar de ainda sem etiologia conhecida, v&aacute;rias hip&oacute;teses foram sugeridas, apesar de ainda n&atilde;o provadas. OMR e Distrofia Simp&aacute;tica Reflexa (DSR) parecem ser o continuum de um espectro de altera&ccedil;&otilde;es de hiperemia[17] Rosen, Arnsteinn e Bray et al sugeriram assim hiperemia local e altera&ccedil;&otilde;es vasculares venosas como hip&oacute;tese, esta apoiada por Hofmann et al, que demonstrou nos seus doentes edema da medula &oacute;ssea e aumento da press&atilde;o intramedular[2]. As cintigrafias &oacute;sseas seriadas din&acirc;micas tamb&eacute;m sugerem que o aumento do fluxo sangu&iacute;neo &eacute; o respons&aacute;vel pela &aacute;vida radioactividade nas &aacute;reas afectadas[4]. Outros autores acreditam, que a osteoporose transit&oacute;ria com topografia n&atilde;o traum&aacute;tica de algodistrofia &eacute; causada por perturba&ccedil;&atilde;o no sistema simp&aacute;tico, implicando dist&uacute;rbios vasomotores[2,9,17]. Lequesne prop&ocirc;s que DSR n&atilde;o traum&aacute;tica fosse a causa da osteoporose transit&oacute;ria[15]. No entanto v&aacute;rias discrep&acirc;ncias sugerem que apesar de relacionadas, s&atilde;o entidades diferentes[3-5,16]. DSR &eacute; normalmente precedida de trauma, sem car&aacute;cter migrat&oacute;rio, envolvendo as extremidades superiores e raramente o joelho ou a anca. Atrofia da pele, contracturas e extremidades frias s&atilde;o comuns e a recupera&ccedil;&atilde;o &eacute; rara[4,5]. Mc Cord et al especulam eventos isqu&eacute;micos em pequenos vasos proximamente a ra&iacute;zes nervosas, associados &agrave; atrofia muscular usualmente presente[1,4]. Estudos com electromiografia documentam em alguns estudos padr&otilde;es de desnerva&ccedil;&atilde;o coincidente anat&oacute;mica e temporalmente com cl&iacute;nica de OMR. Desta forma o tempo de recupera&ccedil;&atilde;o habitual de v&aacute;rios meses pode representar o restabelecimento do fluxo sangu&iacute;neo ou regenera&ccedil;&atilde;o nervosa, o que apoia Curtiss e Kincaid na hip&oacute;tese de compress&atilde;o neurog&eacute;nica[2-4].</p>
    <p>Traumatismo tamb&eacute;m foi documentado como factor predisponente de OMR[22]. Les&atilde;o microvascular causando les&atilde;o isqu&eacute;mica da medula &oacute;ssea, resultando na morte de adip&oacute;citos e c&eacute;lulas hematopoi&eacute;ticas foi proposto. ON foi descrita em casos de OMR ou OTA, existindo tamb&eacute;m relatos de EMO em cabe&ccedil;as do f&eacute;mur em doentes assintom&aacute;ticos com alto risco de osteonecrose[5,14,23,26]. No entanto os achados histol&oacute;gicos s&atilde;o inespec&iacute;ficos. Kopecky e at al descreveram altera&ccedil;&otilde;es de necrose avascular, em ancas de doentes transplantados renais, que subsequentemente voltaram ao normal sugerindo assim que h&aacute; um espectro de patologia de edema &oacute;sseo transit&oacute;ria at&eacute; um ponto a partir de qual a necrose vascular irrevers&iacute;vel se instala[13].</p>
    <p>Mais recentemente, um poss&iacute;vel papel foi sugerido para a paratormona (PTH) em mulheres gr&aacute;vidas, e aumentos de &ecirc;mbolos gordurosos subperi&oacute;sseos e subcondrais foram tamb&eacute;m implicados na patog&eacute;nese da osteopenia e ON[2].</p>
    <p>Actualmente, um fen&oacute;meno de acelera&ccedil;&atilde;o regional (FAR) tem sido proposto como implicado na etiologia da OMR. Reguladores locais do metabolismo &oacute;sseo foram identificados. Fost e outros autores propuseram teorias para explicar como factores locais e sist&eacute;micos poderiam influenciar c&eacute;lulas &oacute;sseas como causa e remiss&atilde;o da osteoporose[1-3,5]. Desta forma, sob est&iacute;mulo an&oacute;xico, processos biol&oacute;gicos regionais como fluxo sangu&iacute;neo, metabolismo celular e turnover assim como modelamento e remodelamento tecidulares, podem estar acentuadamente aumentados. FAR normalmente ocorre ap&oacute;s fractura, artrodese ou osteotomia, aumentando a velocidade de recupera&ccedil;&atilde;o e segundo Fost quando prolongado ou exagerado este turnover pode conduzir a osteoporose transit&oacute;ria. Les&otilde;es com altera&ccedil;&atilde;o microsc&oacute;pia do tecido &oacute;sseo s&atilde;o provavelmente o mecanismo mais frequentemente implicado e a microfractura a sua principal consequ&ecirc;ncia[1,22].</p>
    <p>O diagn&oacute;stico de OMR &eacute; habitualmente atrasado porque os sintomas e sinais precoces s&atilde;o pouco espec&iacute;ficos.5 OMR &eacute; um diagn&oacute;stico de exclus&atilde;o pelo que outras hip&oacute;teses devem ser ponderadas como poss&iacute;veis diagn&oacute;sticos diferenciais. Gota, artrites degenerativas, quadros inflamat&oacute;rios podem atrasar o diagn&oacute;stico precoce[25]. Necrose avascular pode ter imagiologia precoce semelhante, no entanto factores de risco t&iacute;picos como ester&oacute;ides, consumo de &aacute;lcool, doen&ccedil;a renal e quimioterapia habitualmente est&atilde;o associados a esta. Neoplasias prim&aacute;rias ou secund&aacute;rias, tuberculose, osteomielite, mieloma e desordens do c&aacute;lcio tamb&eacute;m devem ser exclu&iacute;dos. No entanto a evolu&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica arrastada e revers&iacute;vel, com car&aacute;cter migrat&oacute;rio e ocorr&ecirc;ncia preferencial em homens de meia-idade, associadamente a achados laboratoriais normais, culturas negativas e imagiologia com caracter&iacute;sticas de algodistrofia permitem o diagn&oacute;stico desta entidade[4]. O diagn&oacute;stico diferencial precoce com outras entidades agressivas e com sequelas &eacute; desta forma fundamental para evitar tratamentos desnecess&aacute;rios e agressivos[5].</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A efic&aacute;cia de diferentes tratamentos &eacute; dif&iacute;cil de estabelecer, tendo em conta o car&aacute;cter auto-limitado desta patologia. Estudos comparativos s&atilde;o desta forma dif&iacute;ceis de estabelecer nesta patologia rara. As op&ccedil;&otilde;es de tratamento s&atilde;o paralelas para OTA[27]. O tratamento &eacute; habitualmente expectante, instituindo-se terap&ecirc;utica conservativa com analgesia oral associada a descarga da articula&ccedil;&atilde;o que promovem al&iacute;vio sintom&aacute;tico[4,5]. Proteger a articula&ccedil;&atilde;o com descarga teoricamente previne fracturas trabeculares microsc&oacute;picas com colapso das superf&iacute;cies articulares, apesar de tal facto ainda n&atilde;o ter sido provado[14]. A densitometria &oacute;ssea pode ter um papel importante na decis&atilde;o de prolongar a descarga. Os cortic&oacute;ides n&atilde;o mostraram benef&iacute;cio relativamente aos AINE&rsquo;s[1,4,16]. IloprostR, um an&aacute;logo de prostaciclina que causa vasodilata&ccedil;&atilde;o com redu&ccedil;&atilde;o da permeabilidade capilar e inibi&ccedil;&atilde;o da agrega&ccedil;&atilde;o plaquet&aacute;ria, foi relatado como causando resolu&ccedil;&atilde;o dos sintomas entre 3 dias a 3 meses, acompanhado da resolu&ccedil;&atilde;o do edema da medula &oacute;ssea detectado na RMN em 6 semanas[17]. Bifosfonatos orais ou intravenosos tamb&eacute;m foram implicados na resolu&ccedil;&atilde;o dos sintomas no primeiro m&ecirc;s, com resolu&ccedil;&atilde;o das altera&ccedil;&otilde;es da medula &oacute;ssea em 3 meses[13,23,28]. O uso de calcitonina em alguns estudos demonstrou melhoria cl&iacute;nica e radiol&oacute;gica, apesar de ainda n&atilde;o universalmente aceite[4]. Tratamentos cir&uacute;rgicos como descompress&atilde;o medular &eacute; uma op&ccedil;&atilde;o incomum. Este tratamento tem como principio a hip&oacute;tese de que a dor da OT &eacute; parcialmente devida ao aumento das press&otilde;es intra-medulares. A patofisiologia deste mecanismo ainda n&atilde;o foi comprovada mas existem evid&ecirc;ncias que sugerem que a descompress&atilde;o &eacute; efectiva, apesar de ter como desvantagem um poss&iacute;vel enfraquecimento de um osso j&aacute; osteopor&oacute;tico induzindo fractura[15].</p>
    <p>Factores de risco para OMR foram implicados como dieta pobre em c&aacute;lcio e hist&oacute;ria de h&aacute;bitos tab&aacute;gicos, pelo que estes se devem evitar[21]. Osteoporose sist&eacute;mica pode estar presente, necessitando de tratamento, pelo que a densitometria &oacute;ssea &eacute; recomendada para todos os doentes com OMR, segundo alguns autores[29].</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</font></b></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">1. Duncan H, Frame B, Frost H, Arnstein AR. Regional migratory osteoporosis. South Med J. 1969; 62: 41-44</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000077&pid=S1646-2122201200030001200001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">2. 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Arthritis Rheum. 1978; 21: 834-838</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000092&pid=S1646-2122201200030001200016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">17. Kartal E, Sahin E, Dilek B, Baydar M, Manisali M, Kosay C. Regional migratory osteoporosis: case report of a patient with neuropathic pain. Rheumatology international. 2009;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000093&pid=S1646-2122201200030001200017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">18. Massara A, Orzincolo C, Prandini N, Trotta F. 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Aust N Z J Obstet Gynaecol. 1997; 37: 261-266</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000097&pid=S1646-2122201200030001200020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">21. Schapira D. Transient osteoporosis of the hip. Seminars in arthritis and rheumatism. 1992; 22: 98-105</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000098&pid=S1646-2122201200030001200021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">22. Regional I, Hospital R. Migrating bone marrow edema syndrome : a cause of recurring knee pain. Acta Orthopaedica et Traumatologica Turcica. 2010; 7-10</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000099&pid=S1646-2122201200030001200022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">23. Trevisan C, Ortolani S. International Original Article Bone Loss and Recovery in Regional Migratory Osteoporosis. Bone. 2002; 13: 901-906</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000100&pid=S1646-2122201200030001200023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">24. Helfgott S, Tannenbaum H, Rosenthall L. Radiophosphate imaging of regional migratory osteoporosis. Clinical nuclear medicine. 1979; 4: 330-332</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000101&pid=S1646-2122201200030001200024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">25. Kim SM, Desai AG, Krakovitz M, Intenzo CM, Park CH. Scintigraphic evaluation of regional migratory osteoporosis. Clinical nuclear medicine. 1989; 14: 36-39</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000102&pid=S1646-2122201200030001200025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">26. Moosikasuwan JB, Miller TT, Math K, Schultz E. Shiffting bone marrow edema. Skeletal Radiol. 2004; 33: 380-385</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000103&pid=S1646-2122201200030001200026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">27. Major GAC. Regional migratory osteoporosis. Postgrad Med J. 1984; 60: 420-423</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000104&pid=S1646-2122201200030001200027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">28. Schapira D, Gutierrez G, Mor M, Nahira M. Successful pamidronate treatment of severe and refractory regional migratory osteoporosis. Journal of clinical rheumatology : practical reports on rheumatic & musculoskeletal diseases. 2001; 7: 188-190</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000105&pid=S1646-2122201200030001200028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">29. Crespo E, Sala D, Crespo R, Silvestre A. Transiente osteoporosis. Acta Orthop Belg. 2001; 67: 330-337</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000106&pid=S1646-2122201200030001200029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Conflito de interesse: </font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Nada a declarar.</p></font>    <p>&nbsp;</p><a name="c"></a>    <p><b><font face="Verdana" size="2"><a href="#topc">Endereço para correspondência</a></font></b></p>    <p><font face="Verdana" size="2">Mariana Ferreira    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>Rua Manuel Rodrigues de Sousa    <br>Edifício Portas do Mar, Bloco 24, 8ºesq.    <br>4450 181 Matosinhos    <br>Portugal    <br><a href="mailto:marianacunha21@gmail.com">marianacunha21@gmail.com</a></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Submissão: </b> 2012-02-10</font></p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Revisão: </b> 2012-05-07</font></p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Aceitação: </b> 2012-07-03</font></p>     ]]></body><back>
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