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<journal-title><![CDATA[Revista Portuguesa de Ortopedia e Traumatologia]]></journal-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Aim: review the current literature on developmental spondylolisthesis and its treatment. Sources of Data: the information was searched using the PubMed database using the keywords: "developmental", "spondylolisthesis", "classification", "surgical" "treatment", "graft" and "fusion". The survey was restricted to articles in English, French and Portuguese. After selection, 34 articles and two books mentioned in the References were used. Summary of Data: currently there are two classification systems widely accepted, the classification system of Wiltse, Newman and MacNab and the one of Marchetti and Bartolozzi. The latter proposes a new spondylolisthesis subtype which is the developmental spondylolisthesis, however this classification system has not been established as a guide to surgical treatment and was not based on the spinopelvic sagittal balance which is considered by many authors as an important parameter in the pathogenesis and treatment of developmental spondylolisthesis, to address this Jean-Marc Mac-Thiong Hubert Labelle propose a new classification system of lumbossacral developmental spondylolisthesis in children and adolescents in order to serve as a basis to the creation of a surgical treatment algorithm for which there are various options. Conclusions: the future of the approach to this condition will be dependent upon studies that validate an algorithm for its treatment based on a classification of the disease that is practical to use in daily routine and globally accepted.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Espondilolistese]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b><font face="Verdana" size="2">ARTIGO DE REVISÃO</font></b></p>    <p>&nbsp;</p>     <p><b><font face="Verdana" size="4">Espondilolistese do desenvolvimento</font></b></p>    <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Miguel Freitas<sup>I</sup></b>; <b>Nuno Neves<sup>II</sup></b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">I. Serviço de Ortopedia. Centro Hospitalar São João. Porto. Portugal.<br />II. Faculdade de  Medicina da Universidade do Porto. Porto. Portugal.<br /></font></p>    <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2"><a name="topc"></a><a href="#c">Endereço para correspondência</a></font></p>    <p>&nbsp;</p>     <p><b><font face="Verdana" size="2">RESUMO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Objetivo: revis&atilde;o da literatura sobre a  espondilolistese do desenvolvimento e seu tratamento. Fontes de dados: a informa&ccedil;&atilde;o foi pesquisada com recurso &agrave; base de dados  Pubmed atrav&eacute;s das palavras-chave: &ldquo;developmental&rdquo;, &ldquo;spondylolisthesis&rdquo;, &ldquo;classification&rdquo;, &ldquo;surgical&rdquo;, &ldquo;treatment&rdquo;, &ldquo;graft&rdquo;, &ldquo;fusion&rdquo;. A pesquisa foi restringida a artigos em ingl&ecirc;s, franc&ecirc;s e portugu&ecirc;s. Ap&oacute;s sele&ccedil;&atilde;o foram consultados 34 artigos e dois livros indicados nas refer&ecirc;ncias. S&iacute;ntese de dados: atualmente existem dois sistemas de classifica&ccedil;&atilde;o com grande aceita&ccedil;&atilde;o global, o de Wiltse, Newman e MacNab e o de Marchetti e Bartolozzi. Este &uacute;ltimo prop&otilde;e um novo subtipo de espondilolistese que &eacute; a espondilolistese do desenvolvimento, no entanto este sistema de classifica&ccedil;&atilde;o n&atilde;o foi estabelecido como guia para o tratamento cir&uacute;rgico e n&atilde;o era baseado no equil&iacute;brio sagital espinhop&eacute;lvico que &eacute; considerado por diversos autores como um par&acirc;metro importante na patog&eacute;nese e tratamento da espondilolistese do desenvolvimento, pelo que Jean-Marc Mac-Thiong e Hubert Labelle propuseram uma nova classifica&ccedil;&atilde;o de espondilolistese do desenvolvimento lombossagrada em crian&ccedil;as e adolescentes com intuito de servir de base para a cria&ccedil;&atilde;o de um algoritmo de tratamento cir&uacute;rgico para o qual existem diversas op&ccedil;&otilde;es. Conclus&otilde;es: o futuro da abordagem a esta patologia passar&aacute; ent&atilde;o pela realiza&ccedil;&atilde;o de estudos que validem um algoritmo de tratamento da espondilolistese do desenvolvimento com base numa classifica&ccedil;&atilde;o da doen&ccedil;a que seja pr&aacute;tica de utilizar na rotina di&aacute;ria e globalmente aceite.</p></font>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Palavras chave</b>: Espondilolistese, desenvolvimento, classificação, fusão vertebral. </font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">ABSTRACT</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Aim: review the current literature on developmental spondylolisthesis and its treatment. Sources of Data: the information was searched using the PubMed database using the keywords: "developmental", "spondylolisthesis", "classification", "surgical" "treatment", "graft" and "fusion". The survey was restricted to articles in English, French and Portuguese. After selection, 34 articles and two books mentioned in the References were used.</p>     <p>Summary of Data: currently there are two classification systems widely accepted, the classification system of Wiltse, Newman and MacNab and the one of Marchetti and Bartolozzi. The latter proposes a new spondylolisthesis subtype which is the developmental spondylolisthesis, however this classification system has not been established as a guide to surgical treatment and was not based on the spinopelvic sagittal balance which is considered by many authors as an important parameter in the pathogenesis and treatment of developmental spondylolisthesis, to address this Jean-Marc Mac-Thiong Hubert Labelle propose a new classification system of lumbossacral developmental spondylolisthesis in children and adolescents in order to serve as a basis to the creation of a surgical treatment algorithm for which there are various options. Conclusions: the future of the approach to this condition will be dependent upon studies that validate an algorithm for its treatment based on a classification of the disease that is practical to use in daily routine and globally accepted.</p></font>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Key words</b>: Spondylolisthesis, developmental, classification, spinal fusion. </font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">INTRODUÇÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Espondilolistese &eacute; definida como um deslizamento ou deslocamento anterior ou posterior de uma v&eacute;rtebra sobre outra. A exist&ecirc;ncia de uma les&atilde;o uni- ou bilateral do istmo sem deslizamento da v&eacute;rtebra &eacute; denominada por espondil&oacute;lise&nbsp;[1].<br />Foi descrita pela primeira vez em 1782 pelo obstetra belga Herbiniaux como uma proemin&ecirc;ncia anterior do sacro que provocava o estreitamento do canal de parto, sendo esta obstru&ccedil;&atilde;o causada pela subluxa&ccedil;&atilde;o de L5 sobre S1. Em 1854 Killian prop&otilde;e o termo spondylolisthesis (a partir das palavras gregas spondylo que significa v&eacute;rtebra e olisthesis que significa deslizamento). A sua etiologia continua de certa maneira obscura sendo que se considera ser uma doen&ccedil;a com origem multifactorial, nomeadamente factores mec&acirc;nicos, hormonais e heredit&aacute;rios&nbsp;[2].&Eacute; uma doen&ccedil;a paradoxal, que se pode apresentar tanto com deslizamento vertebral m&iacute;nimo que produz sintomatologia exuberante como com deslizamento vertebral exuberante mas com sintomatologia m&iacute;nima ou inexistente sendo a condi&ccedil;&atilde;o descoberta acidentalmente em exames imagiol&oacute;gicos feitos com outro objetivo. &Eacute; relativamente comum na popula&ccedil;&atilde;o geral com uma incid&ecirc;ncia de 4-8%&nbsp;[3], sendo a incid&ecirc;ncia duas vezes superior em homens&nbsp;[4]. Os sintomas mais frequentes s&atilde;o lombalgias e em casos mais severos a sintomatologia pode ser de origem radicular, por compress&atilde;o/estiramento das ra&iacute;zes.<br />V&aacute;rios sistemas de classifica&ccedil;&atilde;o foram propostos, sendo o de Wiltse, Newman e MacNab aquele que foi universalmente aceite. Este divide a doen&ccedil;a em 5 subtipos: &iacute;stmica, displ&aacute;sica, traum&aacute;tica, degenerativa e patol&oacute;gica. Em 1997 Marchetti e Bartolozzi propuseram um novo sistema de classifica&ccedil;&atilde;o que &eacute; mais pr&aacute;tico no que diz respeito ao progn&oacute;stico e ao tratamento, incluindo a descri&ccedil;&atilde;o de espondilolistese do desenvolvimento de alto e baixo grau de displasia.<br />Este artigo pretende fazer uma revis&atilde;o sobre a espondilolistese e seu tratamento, nomeadamente no &acirc;mbito da espondilolistese de desenvolvimento.</p></font>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">CLASSIFICAÇÃO</font></b></p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Classificação de Wiltse, Newman e MacNab[1, 5]</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Esta classifica&ccedil;&atilde;o possui 5 categorias:<br />Espondilolistese displ&aacute;sica: resulta de displasia cong&eacute;nita da extremidade superior do sacro ou do arco neural de L5. Como resultado desta displasia n&atilde;o h&aacute; resist&ecirc;ncia suficiente &agrave; for&ccedil;a exercida pelo peso do corpo e como tal a &uacute;ltima v&eacute;rtebra lombar desliza anteriormente.<br />Espondilolistese &iacute;stmica: caracterizada por um defeito bilateral do istmo e pelo deslocamento anterior da v&eacute;rtebra. Altera&ccedil;&otilde;es na morfologia da extremidade superior do sacro e de L5 n&atilde;o est&atilde;o presentes neste tipo podendo no entanto existir altera&ccedil;&otilde;es secund&aacute;rias (e.g. altera&ccedil;&atilde;o da forma do corpo de L5). Existem 3 subtipos:<br />O subtipo l&iacute;tico que resulta da separa&ccedil;&atilde;o do istmo devido a uma fratura de stress.<br />O subtipo com istmo intacto mas alongado.<br />O subtipo traum&aacute;tico resulta sempre de um trauma severo.<br />Espondilolistese degenerativa: resulta de instabilidade intersegmentar de longa dura&ccedil;&atilde;o, com remodela&ccedil;&atilde;o das ap&oacute;fises articulares ao n&iacute;vel da les&atilde;o.<br />Espondilolistese traum&aacute;tica: &eacute; consequ&ecirc;ncia de uma fratura num local da v&eacute;rtebra que n&atilde;o seja o istmo e que permite que ocorra o deslizamento da mesma. <br />Espondilolistese patol&oacute;gica: resulta de uma doen&ccedil;a &oacute;ssea local ou geral em que o mecanismo de gancho &oacute;sseo (que consiste no ped&iacute;culo, istmo, ap&oacute;fises articulares superior e inferior) se torna incapaz de suportar o peso e ocorre o deslocamento anterior da v&eacute;rtebra. &Eacute; extremamente rara.</p></font>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Classificação de Marchetti e Bartolozzi[6]</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Esta classifica&ccedil;&atilde;o foi proposta com o intuito de facilitar a escolha de tratamento e defini&ccedil;&atilde;o de progn&oacute;stico da doen&ccedil;a. &Eacute; um sistema de classifica&ccedil;&atilde;o baseado na etiologia que diferencia os v&aacute;rios processos patol&oacute;gicos que conduzem &agrave; espondilolistese. Nesta classifica&ccedil;&atilde;o existem duas categorias principais: a espondilolistese adquirida e a espondilolistese do desenvolvimento.</p></font>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Espondilolistese Adquirida</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Como resultado de processos:<br />Traum&aacute;ticos: fratura aguda, devido a uma les&atilde;o &uacute;nica de alta energia sendo provavelmente melhor considerada como fratura-luxa&ccedil;&atilde;o. Fratura de stress, ao n&iacute;vel do istmo, normalmente aparece em adultos jovens e de meia-idade com queixas de dores lombares.<br />P&oacute;s-cir&uacute;rgica: direta, por descompress&atilde;o posterior ou cirurgia do disco no n&iacute;vel do deslizamento. Indireta, podendo ocorrer a um n&iacute;vel superior a uma cirurgia pr&eacute;via como fus&atilde;o lombossagrada curta, ou ent&atilde;o distal a uma fus&atilde;o toracolombar por escoliose.<br />Patol&oacute;gica: local, secund&aacute;ria a um processo focal ao n&iacute;vel da les&atilde;o. Sist&eacute;mico, como resultado de uma doen&ccedil;a generalizada &oacute;ssea ou do tecido conjuntivo tal como osteog&eacute;nese imperfeita, a doen&ccedil;a de Ehler-Danlos ou a s&iacute;ndrome de Marfan.<br />Degenerativa: prim&aacute;ria, prot&oacute;tipo t&iacute;pico observado na mulher de meia-idade. Secund&aacute;ria, encontrado em pacientes com factores que predisp&otilde;em a altera&ccedil;&otilde;es degenerativas tais como a fus&atilde;o cong&eacute;nita acima do n&iacute;vel afetado.</p></font>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Espondilolistese do desenvolvimento</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Identificada por defici&ecirc;ncias prim&aacute;rias do desenvolvimento na regi&atilde;o lombossagrada que resultam em v&aacute;rios graus de displasia. O termo espondilolistese &iacute;stmica (proposto na classifica&ccedil;&atilde;o de Wiltse, Newman e MacNab) deve ser evitado pois &eacute; uma refer&ecirc;ncia anat&oacute;mica inespec&iacute;fica e n&atilde;o diferencia entre as formas de espondilolistese do desenvolvimento e espondilolistese adquirida. Ambos os tipos podem ter defeitos no istmo, mas estes resultam de processos patol&oacute;gicos diferentes.<br />A espondilolistese do desenvolvimento pode ser de alto grau ou de baixo grau de displasia, dependendo esta distribui&ccedil;&atilde;o da presen&ccedil;a das altera&ccedil;&otilde;es displ&aacute;sicas de L5 e S1 que significam risco de maior deslizamento (cifose lombossagrada significativa, v&eacute;rtebra L5 trapezoide, elementos posteriores de L5 e S1 displ&aacute;sicos e plataforma superior de S1 em c&uacute;pula). <br />Esta classifica&ccedil;&atilde;o ganhou popularidade chegando a ser recomendada pela Scoliosis Research Society (SRS), no entanto n&atilde;o inclui crit&eacute;rios precisos sobre a diferencia&ccedil;&atilde;o entre espondilolistese do desenvolvimento de alto e de baixo grau[7].</p></font>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b><font face="Verdana" size="2">Classificação de Jean-Marc Mac-Thiong e Hubert Labelle (Classificação Spinal Deformity Study Group - SDSG)</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>A classifica&ccedil;&atilde;o original n&atilde;o foi estabelecida como guia para o tratamento cir&uacute;rgico e n&atilde;o era baseada no equil&iacute;brio sagital espinhop&eacute;lvico que &eacute; considerado por diversos autores como um par&acirc;metro importante na patog&eacute;nese e tratamento da espondilolistese do desenvolvimento&nbsp;[8, 9, 10, 11]. Por outro lado mesmo a variante de Herman e Pizzutillo[12] que combinava elementos das classifica&ccedil;&otilde;es anteriormente referidas, foi proposta com foco na escolha de tratamento conservador, sendo que n&atilde;o inclu&iacute;a pacientes com alongamento ou defeitos do istmo, n&atilde;o tinha em conta o grau de displasia, clarificando apenas as diferen&ccedil;as entre espondilolistese traum&aacute;tica e espondilolistese do desenvolvimento &iacute;stmica. Em virtude disto Jean-Marc Mac-Thiong e Hubert Labelle[7, 13] propuseram um novo sistema de classifica&ccedil;&atilde;o com intuito de fornecer um algoritmo para o tratamento cir&uacute;rgico da espondilolistese do desenvolvimento de L5-S1 em crian&ccedil;as e adolescentes.<br />Tendo em conta os factores de risco para progress&atilde;o da espondilolistese descritos na literatura (sexo feminino, apresenta&ccedil;&atilde;o da doen&ccedil;a em idade jovem, grau de severidade do deslizamento na apresenta&ccedil;&atilde;o, tipo n&atilde;o &iacute;stmico, &acirc;ngulo de deslizamento aumentado e um alto grau de displasia &oacute;ssea), os autores definem 6 subtipos de espondilolistese de desenvolvimento que s&atilde;o apresentados por ordem crescente de severidade, em rela&ccedil;&atilde;o com o risco de progress&atilde;o e o resultado cir&uacute;rgico esperado.<br />Os subtipos s&atilde;o definidos de acordo com:<br />Grau de deslizamento (&lt;50% e &gt;50%) (<a href="#f1">Figura 1</a>).<br />    <p>&nbsp;</p>    <p>    <center><a name="f1"></a><img src="/img/revistas/rpot/v20n4/20n4a01f1.jpg"></center></p>    
<p>&nbsp;</p>Equil&iacute;brio Sacrop&eacute;lvico: na espondilolistese com baixo grau de deslizamento (&lt;50%), os autores basearam-se nas sugest&otilde;es de Roussouly et al[14] em que indiv&iacute;duos com uma Incid&ecirc;ncia P&eacute;lvica (<a href="#f2">Figuras 2</a> e <a href="#f3">3</a>) elevada (PI&gt;60&deg;) associada a um Declive Sagrado (<a href="#f2">Figuras 2</a> e <a href="#f3">3</a>) elevado (SS&gt;40&deg;) possuem for&ccedil;as de cisalhamento sobre o disco de L5-S1 e de tens&atilde;o sobre o istmo de L5 maiores, enquanto em indiv&iacute;duos com uma Incid&ecirc;ncia P&eacute;lvica e um Declive Sagrado menores (PI&lt;60&deg;e SS&lt;40&deg;) o seu defeito ao n&iacute;vel do istmo poder&aacute; resultar de conflito repetitivo das facetas posteriores de L4 e S1 em L5 durante movimento de extens&atilde;o, chamado mecanismo quebra-nozes (nutcracker). Identificou-se ainda num estudo mais recente, um terceiro subgrupo com PI e SS com valores normais (PI 54 &plusmn; 4&deg; e SS 45 &plusmn; 4&deg;) &nbsp;[15]. Existem assim tr&ecirc;s popula&ccedil;&otilde;es de pacientes distintas e como tal existem tr&ecirc;s tipos distintos de pacientes com baixo grau de severidade: o tipo 1 (nutcracker type) com PI reduzido (PI&lt;45&ordm;) o tipo 2 com PI a rondar valores normais (PI &gt;45&ordm; e &lt;60&ordm;) e o tipo 3(shear type) com PI elevado (PI&gt;60&ordm;)[13].<br />    <p>&nbsp;</p>    <p>    <center><a name="f2"></a><img src="/img/revistas/rpot/v20n4/20n4a01f2.jpg"></center></p>    
<p>&nbsp;</p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>    <center><a name="f3"></a><img src="/img/revistas/rpot/v20n4/20n4a01f3.jpg"></center></p>    
<p>&nbsp;</p>Na espondilolistese de alto grau de deslizamento (&gt;50%) definiram duas popula&ccedil;&otilde;es distintas, um grupo com um equil&iacute;brio relativo do sacro/pelve (alto SS/baixa Vers&atilde;o P&eacute;lvica (PT) (<a href="#f2">Figuras 2</a> e <a href="#f3">3</a>) e outro grupo com cifose lombossagrada e desequil&iacute;brio lombossagrado, indicados por uma pelve retrovertida/verticaliza&ccedil;&atilde;o do sacro (baixo SS/alto PT)[7], tendo estes dois grupos sido confirmados posteriormente por Hresko et al&nbsp;[16].Equil&iacute;brio espinhop&eacute;lvico: &eacute; inclu&iacute;do na classifica&ccedil;&atilde;o pois a sua preserva&ccedil;&atilde;o e restauro tem import&acirc;ncia primordial no tratamento da deformidade da coluna. Foi demonstrado que este est&aacute; associado a melhor qualidade de vida relacionada com a sa&uacute;de em pacientes com deformidade da coluna[17]. &Eacute; determinado utilizando a linha de prumo de C7 (linha vertical que passa pelo centro do corpo de C7), se esta passar sobre ou atr&aacute;s das cabe&ccedil;as femorais, a coluna est&aacute; equilibrada, se ficar &agrave; frente das cabe&ccedil;as femorais a coluna est&aacute; desequilibrada&nbsp; &nbsp;[18]. Como segundo a experi&ecirc;ncia dos autores a coluna est&aacute; quase sempre equilibrada na espondilolistese de baixo grau e na de alto grau com equil&iacute;brio sacrop&eacute;lvico, s&oacute; se considera ent&atilde;o necess&aacute;rio medir o equil&iacute;brio global sagital espinhop&eacute;lvico em situa&ccedil;&otilde;es de espondilolistese de alto grau com desequil&iacute;brio sacrop&eacute;lvico. Na espondilolistese de alto grau existem assim novamente 3 subdivis&otilde;es, o tipo 4 com pelve equilibrada (alto SS/baixo PT), o tipo 5 (Coluna Equilibrada) com pelve retrovertida (baixo SS/alto PT) e manuten&ccedil;&atilde;o do equil&iacute;brio espinhop&eacute;lvico e o tipo 6 (coluna desequilibrada) com pelve retrovertida (baixo SS/alto PT) em que o equil&iacute;brio espinhop&eacute;lvico foi perdido.<br />A divis&atilde;o com base nestes padr&otilde;es de equil&iacute;brio sagital baseia-se no facto de as for&ccedil;as biomec&acirc;nicas serem diferentes de paciente para paciente e como tal cada padr&atilde;o espec&iacute;fico de equil&iacute;brio sagital tem influ&ecirc;ncia no risco de progress&atilde;o e resultado do tratamento.<br />Originalmente tamb&eacute;m inclu&iacute;am na sua classifica&ccedil;&atilde;o a avalia&ccedil;&atilde;o do grau de displasia, no entanto verificaram que a concord&acirc;ncia inter-individual na realiza&ccedil;&atilde;o da mesma era moderada, havendo alguma dificuldade em distinguir entre alto e baixo grau de displasia, pelo que optaram por excluir este par&acirc;metro e inclu&iacute;ram a avalia&ccedil;&atilde;o do equil&iacute;brio global sagital[17].<br />Foi realizado um estudo para confirmar a concord&acirc;ncia inter- e intra-observador na aplica&ccedil;&atilde;o desta classifica&ccedil;&atilde;o atrav&eacute;s de um software de computador e os resultados demonstraram que esta era substancial. No entanto os autores consideram que ser&aacute; necess&aacute;rio melhorar o software para aumentar ainda mais a efic&aacute;cia com que os pacientes s&atilde;o classificados, facilitando o uso cl&iacute;nico da classifica&ccedil;&atilde;o[ 19].</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">MORFOLOGIA E BIOMECÂNICA</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Qualquer que seja a etiologia, o aspeto radiogr&aacute;fico ser&aacute; sempre o mesmo, uma vez que a morfologia e as for&ccedil;as biomec&acirc;nicas aplicadas na jun&ccedil;&atilde;o lombossagrada s&atilde;o comuns &agrave;s diferentes condi&ccedil;&otilde;es patol&oacute;gicas&nbsp;[21].<br />A estabilidade da coluna &eacute; conferida pelo equil&iacute;brio geral coronal e sagital da coluna (isto &eacute;, a rela&ccedil;&atilde;o espacial entre os seus diversos componentes, nomeadamente as v&eacute;rtebras) e pela integridade do complexo osteo-disco-ligamentar. <br />Ao n&iacute;vel lombossagrado a estabilidade &eacute; dependente da orienta&ccedil;&atilde;o espacial de L5 em rela&ccedil;&atilde;o ao sacro, &acirc;ngulo lombossagrado, declive sagrado e incid&ecirc;ncia p&eacute;lvica, assim como um complexo osteo-disco-ligamentar intacto. A orienta&ccedil;&atilde;o do sacro est&aacute; interdependente da rota&ccedil;&atilde;o p&eacute;lvica, extens&atilde;o da coxa e lordose geral&nbsp;[22], estando a inclina&ccedil;&atilde;o sagrada normal (<a href="#f4">Figura 4</a>) entre 40-60&deg;[21].<br />    <p>&nbsp;</p>    <p>    <center><a name="f4"></a><img src="/img/revistas/rpot/v20n4/20n4a01f4.jpg"></center></p>    
<p>&nbsp;</p>A configura&ccedil;&atilde;o da anatomia lombossagrada na espondilolistese &eacute; vari&aacute;vel sendo que as mesmas for&ccedil;as que causam a espondilolistese tamb&eacute;m provocam deforma&ccedil;&atilde;o do sacro nas crian&ccedil;as em crescimento. As rela&ccedil;&otilde;es entre o declive sagrado, vers&atilde;o p&eacute;lvica e lordose lombar s&atilde;o dependentes da incid&ecirc;ncia p&eacute;lvica. Esta aumenta com a idade estabilizando ap&oacute;s a puberdade, sendo normalmente cerca de 53&ordm;. Apesar da ocorr&ecirc;ncia de espondilolistese e um grau de deslizamento maior estarem associados a um valor de incid&ecirc;ncia p&eacute;lvica mais elevado (resulta em elevadas for&ccedil;as de cisalhamento na jun&ccedil;&atilde;o lombossagrada), segundo os &uacute;ltimos estudos <br />realizados esta n&atilde;o tem qualquer valor progn&oacute;stico para a progress&atilde;o da espondilolistese, supondo-se que poder&aacute; apenas predispor a ocorr&ecirc;ncia da patologia[8, 13, 21, 23].Em virtude deste impasse no que toca &agrave; incid&ecirc;ncia p&eacute;lvica como fator de progn&oacute;stico, alguns autores estudaram a anatomia sagital do sacro, que tamb&eacute;m &eacute; independente da posi&ccedil;&atilde;o e &uacute;nica para cada indiv&iacute;duo. Zhi Wang et al[24] conclu&iacute;ram que indiv&iacute;duos com espondilolistese possu&iacute;am uma plataforma superior do sacro alargada (maior &iacute;ndex de plataforma sagrada (<a href="#f5">Figura 5</a>), um valor de cifose sagrada maior (&acirc;ngulo entre uma linha que passa pelos pontos m&eacute;dios das faces superior e inferior de S1 e outra linha que passa pelo ponto m&eacute;dio das faces inferiores de S2 e S4, o que apoiado pela an&aacute;lise de S1 e S2, suporta a tese de que estas altera&ccedil;&otilde;es &oacute;sseas sagitais s&atilde;o prim&aacute;rias e n&atilde;o secund&aacute;rias pois se o fossem limitar-se-iam a L5 e &agrave; plataforma superior do sacro) e que o &acirc;ngulo da plataforma sagrada (<a href="#f6">Figura 6</a>) diminu&iacute;a de acordo com o grau de severidade da espondilolistese.<br />    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>    <p>    <center><a name="f5"></a><img src="/img/revistas/rpot/v20n4/20n4a01f5.jpg"></center></p>    
<p>&nbsp;</p>    <p>    <center><a name="f6"></a><img src="/img/revistas/rpot/v20n4/20n4a01f6.jpg"></center></p>    
<p>&nbsp;</p>Isto apoia a teoria de que o &acirc;ngulo da plataforma sagrada estar&aacute; relacionado com a etiologia e progress&atilde;o da espondilolistese, uma vez que ao contr&aacute;rio da incid&ecirc;ncia p&eacute;lvica, esta propriedade anat&oacute;mica do sacro &eacute; est&aacute;vel e &eacute; pouco afetada pelas altera&ccedil;&otilde;es adaptativas do osso no processo de crescimento. Do ponto de vista biomec&acirc;nico um valor menor do &acirc;ngulo da plataforma sagrada traduz-se num aumento das for&ccedil;as de cisalhamento na jun&ccedil;&atilde;o lombossagrada&nbsp;[24].<br />Num paciente esqueleticamente imaturo o &acirc;ngulo de cifose/lordose lombossograda determina a probabilidade de progress&atilde;o do deslizamento. Valores de &acirc;ngulo de deslizamento (formado pelo prato inferior de L5 e uma linha perpendicular &agrave; face posterior de S1, &eacute; negativo (-) quando em lordose e positivo quando em cifose (+))&nbsp; maiores que 55&ordm; (normal: -10&ordm; a 0&ordm;) relacionam-se com maior probabilidade de progress&atilde;o[7]. Da mesma forma, Dubousset[25] (<a href="#f7">Figura 7</a>) define que um &acirc;ngulo lombossagrado menor que 100&ordm; (normal de 90&ordm; a 110&ordm;) invariavelmente leva &agrave; progress&atilde;o da espondilolistese.<br />    <p>&nbsp;</p>    <p>    <center><a name="f7"></a><img src="/img/revistas/rpot/v20n4/20n4a01f7.jpg"></center></p>    
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>Marchetti e Bartolozzi definem que na espondilolistese de alto grau o risco de progress&atilde;o &eacute; maior, podendo tamb&eacute;m influenciar o resultado da cirurgia[6]. Altera&ccedil;&otilde;es displ&aacute;sicas afetam a dire&ccedil;&atilde;o e a magnitude das for&ccedil;as de stress, a efic&aacute;cia das estruturas da coluna posterior e anterior assim como o processo de crescimento ao n&iacute;vel da jun&ccedil;&atilde;o lombossagrada, pelo que um indiv&iacute;duo diagnosticado aos 5 anos com espondilolistese do desenvolvimento de baixo grau poder&aacute; progredir para alto grau secundariamente ao crescimento e altera&ccedil;&otilde;es adaptativas e de remodela&ccedil;&atilde;o. De facto o crescimento anormal &eacute; tido como a maior influ&ecirc;ncia na progress&atilde;o do deslizamento[21].<br />O Spine Deformity Study Group (SDSG) recomenda a avalia&ccedil;&atilde;o da Incid&ecirc;ncia P&eacute;lvica, Declive Sagrado e Vers&atilde;o P&eacute;lvica para caracterizar a morfologia e orienta&ccedil;&atilde;o p&eacute;lvica. Diversos estudos[8, 9, 10, 26] demonstram que existem diferen&ccedil;as na morfologia sacrop&eacute;lvica entre uma popula&ccedil;&atilde;o normal e uma popula&ccedil;&atilde;o com espondilolistese, de facto a Incid&ecirc;ncia P&eacute;lvica aumenta linearmente em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; severidade da espondilolistese[8, 9, 26]. Defeitos regionais na charneira L5-S1 assim como na orienta&ccedil;&atilde;o sacrop&eacute;lvica e sua morfologia podem influenciar o equil&iacute;brio sagital global e a marcha, uma vez que a geometria sacrop&eacute;lvica, a coluna lombar e a coluna tor&aacute;cica est&atilde;o relacionadas[18, 27]. Com a progress&atilde;o da espondilolistese, pode ocorrer uma modifica&ccedil;&atilde;o da geometria da coluna de forma a compensar o desequil&iacute;brio em L5/sacrop&eacute;lvico. Normalmente h&aacute; um aumento da lordose lombar de forma a manter o centro de gravidade em cima/atr&aacute;s das ancas e para a manuten&ccedil;&atilde;o de uma postura equilibrada. Como primeiro mecanismo de compensa&ccedil;&atilde;o, a lordose pode ser aumentada atrav&eacute;s de um aumento intervertebral segmentar ou pela inclus&atilde;o de mais v&eacute;rtebras no&nbsp; segmento lord&oacute;tico. Quando o limite m&aacute;ximo de lordose &eacute; alcan&ccedil;ado, o paciente tenta manter o equil&iacute;brio atrav&eacute;s da retrovers&atilde;o p&eacute;lvica. A retrovers&atilde;o p&eacute;lvica por flex&atilde;o das ancas e retra&ccedil;&atilde;o dos m&uacute;sculos isquiotibiais tamb&eacute;m pode ser um mecanismo compensat&oacute;rio neurol&oacute;gico para aliviar a compress&atilde;o de ra&iacute;zes nervosas ou da cauda equina secund&aacute;ria &agrave; espondilolistese. Este segundo mecanismo de compensa&ccedil;&atilde;o corresponde ao grupo com retrovers&atilde;o p&eacute;lvica/sacro vertical (baixo SS/alto PT). Uma vez que o paciente tem uma PI fixa pois &eacute; um par&acirc;metro anat&oacute;mico, o SS diminui e o PT aumenta &agrave; medida que ocorre retrovers&atilde;o p&eacute;lvica e o sacro se torna vertical. Quando o limite destes dois mecanismos de compensa&ccedil;&atilde;o &eacute; alcan&ccedil;ado o paciente desenvolve um desequil&iacute;brio sagital, caracterizado por uma inclina&ccedil;&atilde;o para a frente do tronco.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">IMAGIOLOGIA</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>As radiografias simples s&atilde;o a melhor forma de diagnosticar a doen&ccedil;a[1]. Estas devem ser feitas com o paciente de p&eacute; pois caso esteja deitado poder&aacute; ser observada uma &ldquo;falsa&rdquo; espondilolise em casos com menor grau de deslizamento. O ideal para avaliar o equil&iacute;brio sagital global ser&aacute; uma radiografia lateral em que se observe a coluna vertebral completa, isto &eacute;, desde o cr&acirc;nio at&eacute; &agrave;s cabe&ccedil;as femorais. Defeitos no istmo s&atilde;o melhor identificados em radiografias obl&iacute;quas. Radiografias laterais em flex&atilde;o e extens&atilde;o permitem identificar a presen&ccedil;a de instabilidade, esta ser&aacute; melhor identificada com o paciente em dec&uacute;bito e n&atilde;o em posi&ccedil;&atilde;o ereta, sendo que o grau de dor lombar se relaciona com o grau de instabilidade e n&atilde;o com a quantidade de deslocamento est&aacute;tico na espondilolistese. <br />Cintigrafias &oacute;sseas s&atilde;o &uacute;teis na identifica&ccedil;&atilde;o de fraturas agudas e pseudartroses em &aacute;reas de fus&atilde;o antigas. <br />Tomografia computorizada (CT) &eacute; &uacute;til gra&ccedil;as aos cortes e reconstru&ccedil;&otilde;es que se poder&atilde;o fazer nos 3 planos. A visualiza&ccedil;&atilde;o coronal e sagital permite a identifica&ccedil;&atilde;o de compress&atilde;o de ra&iacute;zes nervosas por tecidos moles e a identifica&ccedil;&atilde;o de osso dentro e fora do canal vertebral. Para melhor observa&ccedil;&atilde;o da lise, os cortes dever&atilde;o ser realizados no eixo do istmo, isto &eacute;, dever&atilde;o fazer 60&ordm; com os cortes discais cl&aacute;ssicos. Este exame &eacute; particularmente interessante para analisar anomalias do arco posterior das formas displ&aacute;sicas&nbsp;[28].<br />&nbsp;A resson&acirc;ncia magn&eacute;tica permite a avalia&ccedil;&atilde;o da degenera&ccedil;&atilde;o do disco, que poder&aacute; ser &uacute;til para a determina&ccedil;&atilde;o dos limites superiores extremos de fus&atilde;o.</p></font>    <p>&nbsp;</p>     <p><b><font face="Verdana" size="2">TRATAMENTO</font></b></p><font face="verdana" size="2">     <p>Existem diversas op&ccedil;&otilde;es de tratamento na  espondilolistese: atitude expectante com vigil&acirc;ncia peri&oacute;dica do paciente, limita&ccedil;&atilde;o das atividades, exerc&iacute;cios  (fundamentalmente exerc&iacute;cios de flex&atilde;o), imobiliza&ccedil;&atilde;o (ort&oacute;teses e gesso), repara&ccedil;&atilde;o do  defeito &iacute;stmico, fus&atilde;o, descompress&atilde;o com/sem fus&atilde;o e, por &uacute;ltimo, redu&ccedil;&atilde;o parcial/total  e fus&atilde;o.<br />A maioria dos pacientes que se apresentam com espondilolistese s&atilde;o assintom&aacute;ticos, no entanto &eacute;  preciso ter em conta que a espondilolistese &eacute; a causa predominante de dor lombar e ci&aacute;tica na inf&acirc;ncia e adolesc&ecirc;ncia.  Mesmo assim o tratamento conservador deve ser sempre a primeira op&ccedil;&atilde;o estando a cirurgia reservada para aqueles cujos  sintomas s&atilde;o refrat&aacute;rios ao tratamento conservador. Este tipo de tratamento engloba medidas como anti-inflamat&oacute;rios n&atilde;o  ester&oacute;ides, bloqueio seletivo, terapia com ort&oacute;teses, restri&ccedil;&atilde;o das atividades atl&eacute;ticas e descanso na cama.  &Agrave; medida que o paciente melhora a sua sintomatologia a rigidez com que estas restri&ccedil;&otilde;es s&atilde;o aplicadas poder&aacute;  ser reduzida.<br />Os crit&eacute;rios gerais de indica&ccedil;&atilde;o para tratamento cir&uacute;rgico incluem a persist&ecirc;ncia de dor ou de  sintomas neurol&oacute;gicos apesar de um curso adequado de tratamento conservador[29], a progress&atilde;o do deslizamento maior que 30%, grau de  deslizamento na apresenta&ccedil;&atilde;o ser igual ou maior que grau 3 de Meyerding e a exist&ecirc;ncia de uma deformidade cosm&eacute;tica  associada a dificuldades posturais e da marcha[&nbsp;30]. &Eacute; preciso ter em aten&ccedil;&atilde;o que apesar das medidas conservadoras terem  bons resultados em crian&ccedil;as e adolescentes, &eacute; nessas idades que h&aacute; mais apresenta&ccedil;&otilde;es de espondilolistese do  desenvolvimento com alto grau de deslizamento ou com progress&atilde;o da les&atilde;o sendo portanto necess&aacute;ria uma  interven&ccedil;&atilde;o cir&uacute;rgica[1, 29]. Os factores de risco associados com a progress&atilde;o na popula&ccedil;&atilde;o mais jovem  s&atilde;o a idade inferior a 15 anos, presen&ccedil;a de deslizamento superior a 30%, laxidez ligamentar, sexo feminino e hipermobilidade  lombossagrada (presen&ccedil;a de arredondamento da plataforma superior de S1 (<a href="#f8">Figura 8</a>) e concavidade da superf&iacute;cie  inferior de L5)[1, 31]. Tem-se assim sempre em conta que quanto mais jovem &eacute; o paciente maior ser&aacute; a probabilidade de  indica&ccedil;&atilde;o para tratamento cir&uacute;rgico sendo que o sucesso deste tamb&eacute;m ser&aacute; maior quanto mais novo for o  paciente. No geral, apenas 20% dos pacientes com espondilolistese sintom&aacute;tica necessitam de tratamento cir&uacute;rgico[1].</p>     <p>&nbsp;</p>    <p>    <center><a name="f8"></a><img src="/img/revistas/rpot/v20n4/20n4a01f8.jpg"></center></p>    
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>A sele&ccedil;&atilde;o dos pacientes &eacute; extremamente importante na utiliza&ccedil;&atilde;o de t&eacute;cnicas cir&uacute;rgicas de      descompress&atilde;o ou de fus&atilde;o em adultos. Os resultados s&atilde;o menos favor&aacute;veis em pacientes com sintomas radiculares e em      fumadores[1].<br />As op&ccedil;&otilde;es cir&uacute;rgicas incluem a descompress&atilde;o, fus&atilde;o com/sem fixa&ccedil;&atilde;o e      redu&ccedil;&atilde;o.<br />A descompress&atilde;o, realizada atrav&eacute;s do procedimento de Gill, &eacute; utilizada fundamentalmente em adultos em que sintomas radiculares est&atilde;o presentes. Tem como principal desvantagem o risco de deslizamento adicional p&oacute;s-operat&oacute;rio[1, 29].<br />Nas crian&ccedil;as a descompress&atilde;o raramente &eacute; indicada, estando comprovado que a fus&atilde;o in situ &eacute; suficiente para resolver os sintomas neurol&oacute;gicos. A remo&ccedil;&atilde;o dos elementos posteriores sem fus&atilde;o acarreta um risco inaceit&aacute;vel de induzir instabilidade da coluna vertebral e como tal n&atilde;o dever&aacute; ser efetuada nas crian&ccedil;as[1].<br />Em pacientes com dor lombar persistente ou com progress&atilde;o da espondilolistese a fus&atilde;o dos segmentos envolvidos ser&aacute; &uacute;til. Existem diversos m&eacute;todos de fus&atilde;o, nomeadamente a fus&atilde;o intersom&aacute;tica por via anterior, posterior (PLIF ou TLIF) e posterolateral. A via posterior &eacute; preferida em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; anterior pois &eacute; uma t&eacute;cnica mais flex&iacute;vel, que permite a explora&ccedil;&atilde;o dos defeitos, das ra&iacute;zes nervosas e dos discos intervertebrais, por exemplo em pacientes com sintomas de compress&atilde;o das ra&iacute;zes nervosas, permite a inspe&ccedil;&atilde;o das ra&iacute;zes nervosas locais (normalmente de L5 e S1) e excis&atilde;o do tecido fibrocartilaginoso/disco intervertebral que tenha protrus&atilde;o antes de ser realizada a fus&atilde;o, prevenindo assim a persist&ecirc;ncia de dor com irradia ap&oacute;s a fus&atilde;o.<br />A massa de fus&atilde;o deve estender-se t&atilde;o proximal e distalmente quanto for necess&aacute;rio para estabilizar as v&eacute;rtebras e espa&ccedil;os intervertebrais afetados. Na aus&ecirc;ncia de ci&aacute;tica e com um disco e articula&ccedil;&atilde;o de L4 absolutamente normais, a fus&atilde;o entre L5 e S1 poder&aacute; ser suficiente. No entanto quando os elementos posteriores de L5 forem removidos ou ambos quarto e quinto interespa&ccedil;os forem explorados para aliviar a ci&aacute;tica, a fus&atilde;o deve-se estender de L4 at&eacute; S1 e para alguns autores na maioria das situa&ccedil;&otilde;es esta dever&aacute; ser a &aacute;rea utilizada para a fus&atilde;o[1, 29].<br />A fus&atilde;o tem como complica&ccedil;&atilde;o a ocorr&ecirc;ncia de pseudartrose[1, 29, 32, 33]. A taxa de ocorr&ecirc;ncia de pseudartroses <br />aumenta com a realiza&ccedil;&atilde;o de descompress&atilde;o posterior (&aacute;rea dispon&iacute;vel para fus&atilde;o pode ser insuficiente) e &agrave; medida que aumenta o n&uacute;mero de n&iacute;veis a serem fundidos. Al&eacute;m disto como esta t&eacute;cnica n&atilde;o corrige a anatomia local, for&ccedil;as anormais exercidas em virtude de um equil&iacute;brio sagital global patol&oacute;gico podem causar a progress&atilde;o da deformidade apesar de existirem massas de fus&atilde;o posterolaterais consolidadas. Compromisso neurol&oacute;gico foi tamb&eacute;m descrito como uma sequela tardia da fus&atilde;o in situ&nbsp;[32, 34].<br />Existem numerosos m&eacute;todos de fixa&ccedil;&atilde;o interna que s&atilde;o utilizados com intuito de aumentar a taxa de fus&atilde;o, reparar diretamente o defeito do istmo na espondilolise ou espondilolistese de grau I, ou ent&atilde;o para reduzir o deslocamento da v&eacute;rtebra na espondilolistese de alto grau. A instrumenta&ccedil;&atilde;o transpedicular foi demonstrada como mecanicamente superior a outros sistemas de estabiliza&ccedil;&atilde;o da coluna lombar, e comparada com outras formas de fixa&ccedil;&atilde;o permite a aplica&ccedil;&atilde;o segmentar seletiva de for&ccedil;a &agrave; coluna vertebral sem a necessidade de extens&atilde;o aos n&iacute;veis adjacentes.<br />Na popula&ccedil;&atilde;o pedi&aacute;trica a instrumenta&ccedil;&atilde;o da coluna &eacute; apenas utilizada para repara&ccedil;&atilde;o direta do defeito do istmo ou redu&ccedil;&atilde;o de um deslizamento de alto grau. Para uma les&atilde;o com grau I ou 0 de Meyerding a repara&ccedil;&atilde;o direta pode ser feita atrav&eacute;s da utiliza&ccedil;&atilde;o de um arame &agrave; volta das ap&oacute;fises transversas e espinhosa do segmento afetado ou pela coloca&ccedil;&atilde;o de um parafuso no ped&iacute;culo atrav&eacute;s da l&acirc;mina e do defeito do istmo. Enxertos &oacute;sseos s&atilde;o utilizados em conjun&ccedil;&atilde;o com a repara&ccedil;&atilde;o.<br />O benef&iacute;cio de um procedimento de repara&ccedil;&atilde;o direta &eacute; que ele preserva a mobilidade do segmento envolvido, diminuindo o stress aplicado nos n&iacute;veis adjacentes. Este procedimento deve no entanto ser apenas aplicado em grau 1 ou 0 de Meyerding e o defeito dever&aacute; ser menor que 4 mm. Os pacientes mais indicados ser&atilde;o aqueles com menos de 30 anos, lombalgia incapacitante apesar de tratamento conservador e um disco intervertebral com apar&ecirc;ncia normal em resson&acirc;ncia magn&eacute;tica[7].A redu&ccedil;&atilde;o da espondilolistese poder&aacute; diminuir a incid&ecirc;ncia de pseudartrose e tamb&eacute;m a taxa de progress&atilde;o da deformidade e resolve os problemas neurol&oacute;gicos pr&eacute;-operat&oacute;rios pela restaura&ccedil;&atilde;o do equil&iacute;brio sagital atrav&eacute;s da redu&ccedil;&atilde;o da cifose lombossagrada que permite a descompress&atilde;o neuronal direta, colocando a massa de fus&atilde;o sobre maior compress&atilde;o. Ao melhorar o equil&iacute;brio sagital global, melhora tamb&eacute;m a apar&ecirc;ncia cosm&eacute;tica por corre&ccedil;&atilde;o espont&acirc;nea da hipocifose tor&aacute;cica e hiperlordose lombar, e permite aos pacientes que se posicionem corretamente de p&eacute;[3, 35]. A redu&ccedil;&atilde;o continua a ser uma alternativa pol&eacute;mica uma vez que est&aacute; associada &agrave; ocorr&ecirc;ncia de les&atilde;o neurol&oacute;gica em at&eacute; 31% dos doentes[3].<br />Existem diversas t&eacute;cnicas para redu&ccedil;&atilde;o do deslizamento. No passado a redu&ccedil;&atilde;o por tra&ccedil;&atilde;o e por gessos sucessivos eram as t&eacute;cnicas mais populares, no entanto relacionavam-se com insucesso na redu&ccedil;&atilde;o, d&eacute;fices motores e tratamento prolongado. T&eacute;cnicas de redu&ccedil;&atilde;o por distra&ccedil;&atilde;o posterior foram tamb&eacute;m populares mas envolvem cirurgia mais extensa com fus&atilde;o da coluna lombar superior, causam hipolordose assim como t&ecirc;m maior risco de complica&ccedil;&otilde;es neuronais. A instrumenta&ccedil;&atilde;o da coluna com parafusos pediculares renovou o interesse na redu&ccedil;&atilde;o pois permite a realiza&ccedil;&atilde;o da cirurgia com uma reduzida taxa de complica&ccedil;&otilde;es, permitindo exercer for&ccedil;as de distra&ccedil;&atilde;o mais elevadas com menor incid&ecirc;ncia de compromiss    o neurol&oacute;gico do que com distra&ccedil;&atilde;o via ganchos laminares&nbsp;[11, 32, 35].<br />Claudio Lamartina et al prop&otilde;em uma nova t&eacute;cnica de rota&ccedil;&atilde;o/transla&ccedil;&atilde;o que permite a corre&ccedil;&atilde;o da deformidade nos planos coronal e sagital com o apoio da coluna anterior e altas taxas de fus&atilde;o mas sem a necessidade de retra&ccedil;&atilde;o excessiva do saco dural ou de p&ocirc;r em risco as estruturas neurol&oacute;gicas. Propuseram tamb&eacute;m que o cirurgi&atilde;o identificasse um indiv&iacute;duo com espondilolistese de desenvolvimento de alto grau atrav&eacute;s de um &iacute;ndice de severidade (<a href="#f9">Figura 9</a>) superior a 20% (indiv&iacute;duos com baixo grau e normais t&ecirc;m este &iacute;ndice inferior a 20%), sendo que nos indiv&iacute;duos com alto grau de displasia o tratamento ser&aacute; sempre cir&uacute;rgico. Devido &agrave; falta de consenso em que circunst&acirc;ncias se deveria incluir L4 na fus&atilde;o, sugeriram que se definisse uma zona de instabilidade (<a href="#f10">Figura 10</a>), que consiste num quadrado cuja base assenta na linha horizontal que passa pelo centro de S2 e os limites s&atilde;o definidos pelos pontos em que esta &eacute; cruzada pela linha vertical de gravidade (que passa pelo ponto m&eacute;dio da plataforma inferior de L5) e pela linha vertical de rea&ccedil;&atilde;o do solo (que passa pelo centro das cabe&ccedil;as femorais), sendo que todas as v&eacute;rtebras que estejam dentro desta zona de instabilidade dever&atilde;o ser inclu&iacute;das no procedimento de instrumenta&ccedil;&atilde;o e fus&atilde;o aquando da redu&ccedil;&atilde;o da espondilolistese de L5&nbsp;[35].<br />    <p>&nbsp;</p>    <p>    <center><a name="f9"></a><img src="/img/revistas/rpot/v20n4/20n4a01f9.jpg"></center></p>    
<p>&nbsp;</p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>    <center><a name="f10"></a><img src="/img/revistas/rpot/v20n4/20n4a01f10.jpg"></center></p>    
<p>&nbsp;</p>Apesar de usarem t&eacute;cnicas diferentes e de n&atilde;o darem as mesmas indica&ccedil;&otilde;es para a cirurgia de redu&ccedil;&atilde;o, os diversos autores concordam que o importante n&atilde;o &eacute; reduzir o grau de deslizamento mas sim a cifose lombossagrada de forma a restaurar o equil&iacute;brio sagital global e assim restaurar a qualidade de vida relacionada com a sa&uacute;de do paciente, sendo que a corre&ccedil;&atilde;o da cifose &eacute; recomendada sempre que &acirc;ngulo lombossagrado de Dubousset for &lt;100&ordm; ou o &acirc;ngulo de deslizamento &gt;10&ordm;[7, 32]. Assim, no atual estado da arte todos os pacientes que se apresentem com espondilolistese de alto grau com retrovers&atilde;o p&eacute;lvica beneficiam, e como tal t&ecirc;m indica&ccedil;&atilde;o para a realiza&ccedil;&atilde;o de cirurgia de redu&ccedil;&atilde;o (parcial) com fus&atilde;o do segmento[7, 11, 13, 32, 35].Novas t&eacute;cnicas t&ecirc;m sido propostas, todas com o intuito de permitir a realiza&ccedil;&atilde;o de uma redu&ccedil;&atilde;o do defeito com o m&iacute;nimo de risco de les&atilde;o neuronal. A realiza&ccedil;&atilde;o de um procedimento faseado de redu&ccedil;&atilde;o parcial com recurso a instrumenta&ccedil;&atilde;o e fus&atilde;o por aloenxerto de per&oacute;nio (sem diferen&ccedil;a na taxa de remodela&ccedil;&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o ao autoenxerto)[29, 33] foi defendida por diversos autores, sendo que estes referem que dever&aacute; ser realizada uma coloca&ccedil;&atilde;o de enxerto &oacute;sseo estrutural anterior em oposi&ccedil;&atilde;o &agrave; posterior, uma vez que esta permite uma maior taxa de fus&atilde;o s&oacute;lida do enxerto pois este est&aacute; sob a a&ccedil;&atilde;o de for&ccedil;as compressivas e n&atilde;o sobre tens&atilde;o, tendo por isso o benef&iacute;cio de fornecer uma interface &oacute;ssea s&oacute;lida para fus&atilde;o e de dar estabilidade estrutural imediata &agrave; coluna[3, 33]. Em alternativa &agrave; redu&ccedil;&atilde;o parcial, a realiza&ccedil;&atilde;o de fus&atilde;o circunferencial com enxerto peronial e instrumenta&ccedil;&atilde;o dos segmentos envolvidos na espondilolistese de alto grau de deslizamento permite obter resultados compar&aacute;veis &agrave; redu&ccedil;&atilde;o parcial, com menor risco de ocorr&ecirc;ncia de les&atilde;o neurol&oacute;gica&nbsp;[33].<br />Nos doentes com espondiloptose a melhor solu&ccedil;&atilde;o segundo Robert W. Gaines ser&aacute; a realiza&ccedil;&atilde;o de vertebrectomia de L5 com redu&ccedil;&atilde;o e fus&atilde;o de L4 com S1, sendo esta cirurgia conhecida como procedimento de Gaines. Ao longo de 25 anos Gaines reportou trinta casos em que recorreu a este procedimento, referindo que ocorreu neuropraxia de L5 em 21 dos 30 pacientes, sendo que s&oacute; 2 dos 30 &eacute; que ficaram com d&eacute;fices motores e sensitivos permanentes, e s&oacute; 1 destes 2 precisa de utilizar uma ort&oacute;tese tornozelo/p&eacute; para ter fun&ccedil;&atilde;o. N&atilde;o ocorreu disfun&ccedil;&atilde;o vesical, sexual e intestinal em virtude de este ser um procedimento que n&atilde;o implica o alongamento da coluna. Todos os pacientes tiveram resolu&ccedil;&atilde;o da lombociatalgia e reabilita&ccedil;&atilde;o funcional, em particular no que toca &agrave; postura e marcha inclinadas. Defende assim este procedimento como a melhor alternativa de tratamento em doentes cuja deformidade se encontre fixa no plano sagital. Quando a deformidade ainda tem alguma mobilidade, esta poder&aacute; ser tratada com redu&ccedil;&atilde;o parcial com fus&atilde;o circunferencial&nbsp;[30].</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">CONCLUSÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Apesar de ainda n&atilde;o haver consenso em rela&ccedil;&atilde;o a diversos par&acirc;metros da espondilolistese, como a sua classifica&ccedil;&atilde;o ou qual o tratamento cir&uacute;rgico mais adequado, novos dados vieram alterar a forma como a doen&ccedil;a &eacute; encarada. Existe um consenso que &eacute; mais importante corrigir o desequil&iacute;brio sagital global do que o defeito local, pois enquanto este equil&iacute;brio n&atilde;o for restabelecido, for&ccedil;as anormais continuar&atilde;o a exercer a sua influ&ecirc;ncia sobre os diversos segmentos da coluna dando origem &agrave;s diversas altera&ccedil;&otilde;es associadas &agrave; espondilolistese e progress&atilde;o da mesma.<br />Em virtude desta nova perspetiva em que a morfologia sagital espinhop&eacute;lvica e as diversas for&ccedil;as resultantes da mesma t&ecirc;m interesse para progn&oacute;stico e tratamento da doen&ccedil;a Jean-Marc Mac-Thiong e Hubert Labelle (SDSG) propuseram um novo sistema de classifica&ccedil;&atilde;o da espondilolistese do desenvolvimento de L5-S1 em crian&ccedil;as e adolescentes, baseado na classifica&ccedil;&atilde;o de Marchetti e Bartolozzi, com o intuito de desenvolver um algoritmo para o tratamento cir&uacute;rgico.<br />Com o desenvolvimento da t&eacute;cnica de instrumenta&ccedil;&atilde;o transpedicular, foram abertas novas perspectivas quanto &agrave; redu&ccedil;&atilde;o da espondilolistese e restauro do equil&iacute;brio sagital global com menor risco de les&atilde;o neuronal, no entanto os resultados estar&atilde;o mais relacionados com a familiaridade que o cirurgi&atilde;o tem com o procedimento do que com a t&eacute;cnica utilizada.<br />O futuro da abordagem a esta patologia passar&aacute; ent&atilde;o pela realiza&ccedil;&atilde;o de estudos que validem um algoritmo de tratamento da espondilolistese do desenvolvimento com base numa classifica&ccedil;&atilde;o da doen&ccedil;a que seja pr&aacute;tica de utilizar na rotina di&aacute;ria e globalmente aceite.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</font></b></p>    <p><font face="verdana" size="2">1. 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<body><![CDATA[<p><font face="verdana" size="2">12. Herman Martin J MD, Pizzutillo Peter D. Spondylolysis and Spondylolisthesis in the Child and Adolescent: A New Classification. Clinical Orthopaedics & Related Research. 2005 May; 434: 46-54</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">13. Labelle Hubert , Thiong Jean-Marc, Roussouly Pierre. Spino-pelvic sagittal balance of spondylolisthesis: a review and classification. European Spine Journal. 2011 Aug 2; 20: 641-646</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">14. Roussouly P, Gollogly S, Berthonnaud E, Labelle H, Weidenbaum M. Sagittal alignment of the spine and pelvis in the presence of L5-s1 isthmic lysis and low-grade spondylolisthesis. SPINE. 2011 Oct 1; 31: 2484-2490</font></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">15. Mac-Thiong Jean-Marc. The Importance of Sagittal Spino-Pelvic Alignment in Low-Grade Spondylolisthesis. SPINE. 2010; 35</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000106&pid=S1646-2122201200040000200015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font face="verdana" size="2">16. Hresko MT, Labelle H, Roussouly P, Berthonnaud E. Classification of High-Grade Spondylolistheses Based on Pelvic Version and Spine Balance: Possible Rationale for Reduction. SPINE. 2007 Sep 17; 32: 2208-2213</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">17. Mac-Thiong Jean-Marc, Labelle Hubert , Parent Stefan, Hresko Michael Timothy, Deviren Vedat, Weidenbaum Mark. Reliability and development of a new classification of lumbosacral spondylolisthesis. Scoliosis. 2008 Dec 10; 3 (19)</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">18. Mac-Thiong Jean-Marc, Wang Zhi, de Guise Jacques A, Labelle Hubert . Postural Model of Sagittal Spino-Pelvic Alignment and Its Relevance for Lumbosacral Developmental Spondylolisthesis. SPINE. 2008 Oct 1; 33: 2316-2325</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">19. Mac-Thiong JM, Duong L, Parent S, Hresko MT, Dimar JR, Weidenbaum M, et al. Reliability of the Spinal Deformity Study Group classification of lumbosacral spondylolisthesis. SPINE. 2012 Jan 15; 37: 95-102</font></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">20. Winter Robert B. Spondylolysis and spondylolisthesis in the adolescent: when to do what. The Iowa Orthopaedic Journal. 1986; 6: 36-43</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000111&pid=S1646-2122201200040000200020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font face="verdana" size="2">21. Hammerberg Kim W. New Concepts on the Pathogenesis and Classification of Spondylolisthesis. SPINE. 2005 Mar 15; 30: 4-11</font></p>    ]]></body>
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<body><![CDATA[<p><font face="verdana" size="2">32. Ruf Michael, Koch Hannjorg, Melcher Robert P., Harms Jurgen. Anatomic Reduction and Monosegmental Fusion in High-Grade Developmental Spondylolisthesis. SPINE. 2006 Fev 1; 31: 269-274</font></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">33. Hanson Darrel S., Bridwell Keith H., Rhee John M., Lenke Lawrence G.. Dowel Fibular Strut Grafts for High-Grade Dysplastic Isthmic Spondylolisthesis. SPINE. 2002; 27: 1982-1988</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000124&pid=S1646-2122201200040000200033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font face="verdana" size="2">34. Schoenecker PL, Cole HO, Herring JA, Capelli AM, Bradford DS. Cauda equina syndrome after in situ arthrodesis for severe spondylolisthesis at the lumbosacral junction. The Journal of bone and joint surgery. 1990 Mar; 72: 369-377</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">35. Lamartina Claudio, Zavatsky Joseph M., Petruzzi Maria, Specchia Nicola. Novel concepts in the  evaluation and treatment of high-dysplastic spondylolisthesis. Eur Spine J. 2009 Apr 28; 18: 133-142</font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Conflito de interesse: </font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Nada a declarar.</p></font>    <p>&nbsp;</p><a name="c"></a>    <p><b><font face="Verdana" size="2"><a href="#topc">Endereço para correspondência</a></font></b></p>    <p><font face="Verdana" size="2">Miguel Pinto de Freitas     ]]></body>
<body><![CDATA[<br>Rua da Quinta, 561, 5º Esq.     <br>4150-628 Porto    <br>Portugal    <br><a href="mailto:miguelpintodefreitas@hotmail.com">miguelpintodefreitas@hotmail.com</a></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Submissão: </b> 2012-08-14</font></p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Revisão: </b> 2012-10-28</font></p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Aceitação: </b> 2012-10-30</font></p>     ]]></body><back>
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