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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Objectives: This study aimed to evaluate the relevance of magnetic resonance imaging (MRI) of the knee to determine indicators of patellofemoral instability. Materials and Methods: The sample consisted in 200 measurements performed in images from 50 patients. Concerning the clinical indication only 4 patients reported problems in the extensor system or patellar cartilage. The images included in the sample were measured by two independent observers. In the measurement procedures were used images in T2*TRS WFS and PD SAG sequences. The parameters calculated were the Insall & Salvatti Index (ISI), angle of the trochlear groove, patellar tilt and displacement of the patella. Results: In 49 cases the ISI values obtained suggested being normal for the position of the patella (&#8804; 1.3 cm). The values for inclination patella’s angle indicated an external predisposition factor for trochlear dysplasia in 17 of 50 cases with opening and internal angles and tilt (&#8805; 11O). The angle of the trochlear groove is dysplastic in 24% of the sample with values > 150O. For the external displacement indicator, it was found that 39% of the cases the distance was negative above -20 mm (external displacement). Conclusions: It is possible, without additional costs, to develop an algorithm to determine the reference values to be used, for screening of instability of the patella from an MRI examination of the knee, even if the referral clinic admits different pathology. The MR open field or cylindrical type may be an efficacy method of screening for this pathology.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b><font face="Verdana" size="2">ARTIGO ORIGINAL</font></b></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="4">Critérios imagiológicos da instabilidade femoro-patelar por ressonância magnética</font></b></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana" size="2"><b>Maria Margarida Ribeiro<sup>I, II</sup></b>; <b>Fábio Nogueira<sup>I, III</sup></b>; <b>José Sardinha<sup>IV, V</sup></b>; <b>José Henrique Jones<sup>VI</sup></b></font></p>    <p><font face="Verdana" size="2">I. Clinica Ortopédica do Montijo. Montijo. Portugal.<br />II. REMAGNA. Portugal.<br />III. José de Mello Saúde. Hospitais Cuf Descobertas e Cuf Infante Santo.  Lisboa. Portugal.<br />IV. Serviço de Imagiologia do Centro Hospitalar Lisboa Norte. Hospital de Santa Maria. Lisboa. Portugal.<br />V. Departamento de Anatomia da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa. Lisboa. Portugal. <br />VI. Instituto Politécnico de Lisboa. Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Lisboa. Lisboa. Portugal.<br /></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana" size="2"><a name="topc"></a><a href="#c">Endereço para correspondência</a></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">RESUMO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Objetivo: Este estudo visou avaliar a adequa&ccedil;&atilde;o da Resson&acirc;ncia Magn&eacute;tica (RM) na determina&ccedil;&atilde;o de indicadores da instabilidade femoro-patelar em exames de RM do joelho.<br />Material e M&eacute;todos: A amostra foi constitu&iacute;da por 200 imagens adquiridas a partir de 50 RM(s) do joelho e sobre as quais incidiram os procedimentos de medida. Apenas 4 pacientes vinham referidos por altera&ccedil;&otilde;es do<br />aparelho extensor ou da cartilagem rotuliana. Foram calculados os valores do &Iacute;ndice Insall &amp; Salvatti (ISI), &acirc;ngulo do sulco troclear, &acirc;ngulo de inclina&ccedil;&atilde;o da r&oacute;tula e o deslocamento da r&oacute;tula, por dois observadores em<br />condi&ccedil;&otilde;es de independ&ecirc;ncia. Nos procedimentos de medida utilizaram-se imagens das pondera&ccedil;&otilde;es WFS T2*TRS e DP SAG.<br />Resultados: Os valores obtidos de ISI em 49 dos casos sugeriram ser normais para a posi&ccedil;&atilde;o da r&oacute;tula (&le;1,3cm). Os valores do &acirc;ngulo de inclina&ccedil;&atilde;o externa da r&oacute;tula indicaram haver fatores predisponentes para a displasia<br />troclear em 17 dos 50 casos com &acirc;ngulos de abertura interna e inclina&ccedil;&atilde;o (&ge; 11&ordm;). O &acirc;ngulo do sulco troclear apresentou-se displ&aacute;sico em 24% da amostra com valores (&gt; 150&ordm;). Para o deslocamento externo da r&oacute;tula,<br />verificou-se que em 39% dos casos a dist&acirc;ncia assumiu valores negativos (deslocamento externo) superiores a -20mm.<br />Conclus&otilde;es: Pensa-se ser poss&iacute;vel, sem custos acrescidos, desenvolver um algoritmo que determine os valores de refer&ecirc;ncia e m&eacute;todos standardizados aplic&aacute;veis ao despiste de instabilidade da r&oacute;tula, sempre que &eacute; solicitado um exame RM do joelho, mesmo que a referencia&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica admita diferente causa. Os equipamentos de campo aberto ou de configura&ccedil;&atilde;o cil&iacute;ndrica podem contribuir como um recurso eficaz no rastreio desta patologia.</p></font>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Palavras chave</b>: Ressonância Magnética, instabilidade femoro-patelar, indicadores de medida. </font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">ABSTRACT</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Objectives: This study aimed to evaluate the relevance of magnetic resonance imaging (MRI) of the knee to determine indicators of patellofemoral instability.</p>     <p>Materials and Methods: The sample consisted in 200 measurements performed in images from 50 patients. Concerning the clinical indication only 4 patients reported problems in the extensor system or patellar cartilage. The images included in the sample were measured by two independent observers. In the measurement procedures were used images in T2*TRS WFS and PD SAG sequences. The parameters calculated were the Insall &amp; Salvatti Index (ISI), angle of the trochlear groove, patellar tilt and displacement of the patella.</p>     <p>Results: In 49 cases the ISI values obtained suggested being normal for the position of the patella (&le; 1.3 cm). The values for inclination patella&rsquo;s angle indicated an external predisposition factor for trochlear dysplasia in 17 of 50 cases with opening and internal angles and tilt (&ge; 11O). The angle of the trochlear groove is dysplastic in 24% of the sample with values &gt; 150O. For the external displacement indicator, it was found that 39% of the cases the distance was negative above -20 mm (external displacement).</p>     <p>Conclusions: It is possible, without additional costs, to develop an algorithm to determine the reference values to be used, for screening of instability of the patella from an MRI examination of the knee, even if the referral clinic admits different pathology. The MR open field or cylindrical type may be an efficacy method of screening for this pathology.</p></font>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Key words</b>: Magnetic resonance imaging, patellofemoral instability, measurement indicators. </font></p>    <p>&nbsp;</p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b><font face="Verdana" size="2">INTRODUÇÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>A r&oacute;tula &eacute; o sesamoide envolvido na biomec&acirc;nica da articula&ccedil;&atilde;o do joelho e faz parte integrante do mecanismo do quadric&iacute;pite. Tem as fun&ccedil;&otilde;es de incrementar o poder mec&acirc;nico do aparelho extensor e proteger a articula&ccedil;&atilde;o do joelho[1-2].<br />A dor da regi&atilde;o anterior do joelho foi desde o in&iacute;cio do s&eacute;c. XX at&eacute; cerca dos anos 60 atribu&iacute;da a les&otilde;es condrais. Nos anos 70 este conceito modificou-se, passando a relacionar-se a dor da regi&atilde;o anterior do joelho com o desalinhamento da r&oacute;tula. Devido &agrave; vasta evid&ecirc;ncia produzida, sabe-se hoje, que num elevado subgrupo de doentes com esta patologia, a dor &eacute; justificada pela enerva&ccedil;&atilde;o da interface do osso subcondral[1, 2].<br />Devido ao desenvolvimento das t&eacute;cnicas cir&uacute;rgicas, hoje o n&uacute;mero de cirurgias quase triplicou e n&atilde;o &eacute; consensual que o desalinhamento que causa instabilidade da r&oacute;tula possa estar diretamente associado a dor no compartimento anterior do joelho[1].<br />Pela sua complexidade, &eacute; confusa a identifica&ccedil;&atilde;o dos padr&otilde;es que remetem para os s&iacute;ndromes associados, criando alguma ambiguidade de designa&ccedil;&otilde;es e podendo as mesmas serem adotadas indistintamente pelos diferentes autores. A terminologia usada para descrever a instabilidade pode ser incorretamente apresentada como desalinhamento, luxa&ccedil;&atilde;o e subluxa&ccedil;&atilde;o ou s&iacute;ndrome de hiperpress&atilde;o externa da r&oacute;tula[1, 6, 7, 10, 12].<br />Os movimentos da r&oacute;tula s&atilde;o complexos e a articula&ccedil;&atilde;o &eacute; provida de elevada vulnerabilidade, sendo suscet&iacute;vel de apresentar v&aacute;rios tipos e graus de instabilidade[1].<br />O desalinhamento patelar &eacute; definido como um deslizamento anormal da r&oacute;tula no sentido externo, uma angula&ccedil;&atilde;o externa excessiva ou a coexist&ecirc;ncia de ambas as situa&ccedil;&otilde;es[1]. &Eacute; atribu&iacute;do ao deslocamento anormal da r&oacute;tula durante o movimento de flex&atilde;o do joelho e &eacute; uma consequ&ecirc;ncia, entre outros fatores, da instabilidade femoro-patelar[8]. Os fatores anat&oacute;micos predisponentes s&atilde;o o aumento do valor do &acirc;ngulo Q, antevers&atilde;o do colo femoral, joelho valgo, t&iacute;bia vara ou em excessiva rota&ccedil;&atilde;o externa, displasia troclear, patela alta, e displasia patelar, sendo a incompet&ecirc;ncia do ligamento rotuliano interno o fator major[1, 3, 12].<br />A patela alta &eacute; uma altera&ccedil;&atilde;o em que a r&oacute;tula se encontra na sua posi&ccedil;&atilde;o quase normal em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; tr&oacute;clea e &eacute; acompanhada de altera&ccedil;&otilde;es anat&oacute;micas. A patela baixa &eacute; um deslocamento inferior da r&oacute;tula em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;tr&oacute;clea e est&aacute; habitualmente associada a s&iacute;ndromes p&oacute;s-cir&uacute;rgicos, altera&ccedil;&otilde;es neurol&oacute;gicas ou s&iacute;ndromes p&oacute;straum&aacute;ticos[4].<br />Na luxa&ccedil;&atilde;o, o deslocamento externo &eacute; bastante mais frequente do que o interno, que quando ocorre &eacute; tipicamente de natureza iatrog&eacute;nica. A &aacute;rea de contacto da r&oacute;tula com a superf&iacute;cie articular femoral n&atilde;o excede 1/3, nunca atinge a t&iacute;bia e o contacto &eacute; mais acentuado na flex&atilde;o a 45&ordm;[1]. Para esta situa&ccedil;&atilde;o concorrem altera&ccedil;&otilde;es na bolsa de Hoffa, s&iacute;ndrome de Osgood Shlatter, s&iacute;ndrome de Sinding Larsen Johanson e altera&ccedil;&otilde;es aos valores normais do &acirc;ngulo Q (at&eacute; 10&ordm; para os homens e at&eacute; 15&ordm; para as mulheres) [12] e r&oacute;tula em posi&ccedil;&atilde;o alta.<br />Altera&ccedil;&otilde;es das inser&ccedil;&otilde;es dos m&uacute;sculos vasto interno, m&eacute;dio, quadric&iacute;pite, tend&atilde;o rotuliano, retinaculum e ligamento femoro-patelar, bem como joelho vago ou recurvatum s&atilde;o outros fatores que podem contribuir para a instabilidade da r&oacute;tula. A laxid&atilde;o ligamentar associada &agrave;s s&iacute;ndromes de Ehlers-Danlos ou Marfan s&atilde;o tamb&eacute;m fatores predisponentes[5]. Estudos efetuados com cad&aacute;veres revelam que o ligamento femoro-patelar interno suporta 50 a 60% da for&ccedil;a de resist&ecirc;ncia est&aacute;tica interna necess&aacute;ria para provocar um deslocamento significativo da r&oacute;tula. Tem a forma de uma ampulheta e mede cerca de 13 cm[1, 5, 12].<br />A instabilidade femoro-patelar pode ser classificada como aguda ou cr&oacute;nica. A aguda refere-se a um epis&oacute;dio traum&aacute;tico inicial no qual a r&oacute;tula se desloca lateralmente, enquanto a instabilidade cr&oacute;nica pressup&otilde;e desloca&ccedil;&otilde;es recorrentes. Integra um conjunto de s&iacute;ndromes que assumem diferentes classifica&ccedil;&otilde;es de acordo com os diferentes autores. Neste estudo foi considerada a classifica&ccedil;&atilde;o proposta por Insall[6].<br />A luxa&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria consequente &agrave; instabilidade da r&oacute;tula ocorre normalmente com os movimentos bruscos de tor&ccedil;&atilde;o do joelho, durante os quais pode ocorrer a rutura dos ligamentos estabilizadores e o contacto da r&oacute;tula com o c&ocirc;ndilo femoral externo. A partir desta fase, com a perda de fun&ccedil;&atilde;o dos ligamentos, a luxa&ccedil;&atilde;o recidivante torna-se muito prov&aacute;vel[5].<br />O quadro cl&iacute;nico t&iacute;pico &eacute; caracterizado por dor retropatelar mais frequentemente do lado interno, exacerbada por certos movimentos associados &agrave; flex&atilde;o/extens&atilde;o do membro e &agrave; dura&ccedil;&atilde;o de altern&acirc;ncia destas posi&ccedil;&otilde;es (sinal do cinema, c&oacute;coras ou subir e descer escadas)[6]. Quando ocorre luxa&ccedil;&atilde;o cr&oacute;nica associada ao quadro de instabilidade, existe destrui&ccedil;&atilde;o progressiva da cartilagem articular e eros&atilde;o do &aacute;pex e da vertente interna do c&ocirc;ndilo externo, podendo ainda ocorrer a les&atilde;o t&iacute;pica em forma de l&aacute;grima no ligamento femoro-patelar interno. Outros sintomas podem estar associados tais como crepita&ccedil;&atilde;o, bloqueios, ressaltos, e edemas peri-patelares. Quando a eros&atilde;o condiliana atinge propor&ccedil;&otilde;es mais elevadas pode evoluir para osteoartroses da faceta articular externa[5, 6].<br />A s&iacute;ndrome de press&atilde;o externa pode ocorrer a partir de um desalinhamento com comprometimento do mecanismo femoro-patelar, por&eacute;m, para muitos autores o desalinhamento n&atilde;o &eacute; mais do que um incorreto posicionamento da r&oacute;tula, assumindo uma deficiente rela&ccedil;&atilde;o est&aacute;tica entre esta, as     partes moles peri-patelares e os eixos femorais e tibiais[2, 12].<br />As op&ccedil;&otilde;es de tratamento conservador da Instabilidade da r&oacute;tula, com luxa&ccedil;&atilde;o, passam por um refor&ccedil;o muscular sobretudo dos m&uacute;sculos vastos interno e externo, do reto anterior e do quadric&iacute;pite. Podem ser adotadas as t&eacute;cnicas de fisioterapia, utiliza&ccedil;&atilde;o de fixadores, imobilizadores ou aplica&ccedil;&atilde;o de ort&oacute;teses. No caso de corre&ccedil;&atilde;o cir&uacute;rgica, as t&eacute;cnicas incluem o refor&ccedil;o da por&ccedil;&atilde;o interna da r&oacute;tula, reconstru&ccedil;&atilde;o vs. fixa&ccedil;&atilde;o do ligamento femoro-patelar, trocleoplastia, medializa&ccedil;&atilde;o da tuberosidade anterior da t&iacute;bia ou remo&ccedil;&atilde;o da plica da c&aacute;psula interna[6, , 12].<br />As altera&ccedil;&otilde;es femoro-patelares representam 20-40% de todas as patologias desta articula&ccedil;&atilde;o, s&atilde;o mais frequentes no g&eacute;nero feminino e podem ser uma das queixas mais comuns na popula&ccedil;&atilde;o ativa, levando ao absentismo[3, 5].<br />Entre as altera&ccedil;&otilde;es femoro-patelares a instabilidade &eacute; uma das mais frequentes s&iacute;ndromes cl&iacute;nicas.<br />A compreens&atilde;o desta problem&aacute;tica requer um bom conhecimento da anatomia e biomec&acirc;nica da articula&ccedil;&atilde;o femoro-patelar uma consistente hist&oacute;ria cl&iacute;nica, um exame f&iacute;sico completo e rigoroso, exames complementares de diagn&oacute;stico conclusivos, bem como um conhecimento dos princ&iacute;pios e indica&ccedil;&otilde;es de tratamento[1].</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">EXAMES RADIOLÓGICOS</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Os estudos de imagem por Radiologia Convencional (RC) apresentam limita&ccedil;&otilde;es pela fraca sensibilidade do m&eacute;todo para as estruturas de tecidos moles. Ainda assim, t&ecirc;m sido usados frequentemente o perfil do joelho ortost&aacute;tico com flex&atilde;o a 30&ordm; para determina&ccedil;&atilde;o da altura da r&oacute;tula ou em alternativa a determina&ccedil;&atilde;o dos &iacute;ndices de Insall &amp; Salvati ou Canton-D&eacute;schamps utilizando a mesma incid&ecirc;ncia[12]. A incid&ecirc;ncia em perfil estrito permite avaliar &ndash; segundo D&eacute;jour &ndash; a geometria da tr&oacute;clea, o sinal do cruzamento e a profundidade do sulco.<br />Para avalia&ccedil;&atilde;o das suas facetas e caracteriza&ccedil;&atilde;o dos 6 tipos de configura&ccedil;&otilde;es das r&oacute;tulas propostos por Winber e Baumgartl, este m&eacute;todo torna-se insuficiente por apresentar apenas uma representa&ccedil;&atilde;o biplanar da r&oacute;tula.<br />A avalia&ccedil;&atilde;o da r&oacute;tula em proje&ccedil;&atilde;o axial permite avaliar o &acirc;ngulo de congru&ecirc;ncia do sulco, a posi&ccedil;&atilde;o rotuliana relativa ao sulco, a altura da entrelinha articular, altera&ccedil;&otilde;es &oacute;sseas e a forma da r&oacute;tula[12]. A sua abordagem pode seguir a avalia&ccedil;&atilde;o do m&eacute;todo de Merchant ou o m&eacute;todo proposto por Laurin, considerados como os mais fi&aacute;veis, em alternativa &agrave; incid&ecirc;ncia axial. A avalia&ccedil;&atilde;o do &acirc;ngulo de congru&ecirc;ncia de Merchant requer uma abordagem axial da r&oacute;tula em que o raio incidente (supero-inferior) &eacute; perpendicular &agrave; posi&ccedil;&atilde;o do detetor e a perna faz um &acirc;ngulo de 45&ordm; com a coxa. Para a realiza&ccedil;&atilde;o desta incid&ecirc;ncia &eacute; necess&aacute;rio um suporte complexo e n&atilde;o dispon&iacute;vel no mercado. Muitos T&eacute;cnicos de Radiologia optam por efetuar a incid&ecirc;ncia em abordagem infero-superior em que o paciente sustenta, a meio da coxa, o detetor com as pr&oacute;prias m&atilde;os e com um grau de flex&atilde;o de 45&ordm; (aproximadamente) da articula&ccedil;&atilde;o do joelho. <br />A desvantagem desta t&eacute;cnica &eacute; que a posi&ccedil;&atilde;o do doente &eacute; inst&aacute;vel, caso n&atilde;o seja apoiada por um suporte adequado, e o detetor tamb&eacute;m fica numa posi&ccedil;&atilde;o inst&aacute;vel por ser fixado pelo pr&oacute;prio doente. Para al&eacute;m destas desvantagens acresce a incid&ecirc;ncia do feixe principal de Rx (Radia&ccedil;&atilde;o Ionizante) a qual se projeta na dire&ccedil;&atilde;o do tronco do doente[6, 12, 13].<br />A determina&ccedil;&atilde;o do valor TA-GT por Tomografia Computorizada (TC) para avalia&ccedil;&atilde;o do deslizamento rotuliano, para ser fi&aacute;vel deve, pelo menos, incluir 3 conjuntos de exposi&ccedil;&otilde;es a diferentes graus de flex&atilde;o do joelho ou com diferentes graus de contra&ccedil;&atilde;o do quadric&iacute;pite. Surgiram algumas variantes do m&eacute;todo o qual se tornou banal a partir dos anos 80. Sendo que a instabilidade femoro-patelar tem uma elevada incid&ecirc;ncia em indiv&iacute;duos jovens a partir os 10-15 anos de idade onde a probabilidade da divis&atilde;o e crescimento celular &eacute; consider&aacute;vel, alerta-se para o envolvimento de uma quantidade significativa de radia&ccedil;&otilde;es ionizantes com a aplica&ccedil;&atilde;o desta t&eacute;cnica[1-5, 12].<br />Alguns autores consideram indispens&aacute;vel a avalia&ccedil;&atilde;o m&eacute;trica dos membros inferiores em pangonograma ortost&aacute;tico com apoio bipedal para avalia&ccedil;&atilde;o do alinhamento femoro-tibial[6]. Como alternativa aos m&eacute;todos e t&eacute;cnicas anteriormente abordados surge a Resson&acirc;ncia Magn&eacute;tica (RM) como um m&eacute;todo fi&aacute;vel no diagn&oacute;stico e na identifica&ccedil;&atilde;o de fatores de risco para a instabilidade patelar cr&oacute;nica e na avalia&ccedil;&atilde;o de les&otilde;es articulares do joelho associadas &agrave; luxa&ccedil;&atilde;o da patela, podendo assim, fornecer informa&ccedil;&otilde;es importantes para o tratamento personalizado e de rigor desta patologia[5].<br />Uma abordagem da correla&ccedil;&atilde;o entre a avalia&ccedil;&atilde;o electromiogr&aacute;fica e as medidas obtidas por RM revelou que os valores mais elevados da atividade el&eacute;trica do reto anterior e o deslocamento lateral externo da r&oacute;tula constituem indicadores de instabilidade[7]. Outro estudo determinou o intervalo de comprimento do tend&atilde;o patelar em rela&ccedil;&atilde;o ao comprimento da patela, atrav&eacute;s da Resson&acirc;ncia Magn&eacute;tica do Joelho, a fim de auxiliar no estabelecimento de crit&eacute;rios para o diagn&oacute;stico de patela alta e baixa[4]. O estudo de Carrilon provou haver reprodutibilidade na avalia&ccedil;&atilde;o por RM da displasia troclear[8].<br />A RM, para al&eacute;m da determina&ccedil;&atilde;o dos par&acirc;metros da instabilidade da r&oacute;tula tem sido tamb&eacute;m considerada muito &uacute;til na avalia&ccedil;&atilde;o da cartilagem articular femoro-patelar e no estudo din&acirc;mico para despiste das altera&ccedil;&otilde;es femoro-patelares[5, 10].<br />Este estudo teve como objetivo especular a adequa&ccedil;&atilde;o da utiliza&ccedil;&atilde;o do exame de RM do joelho para a quantifica&ccedil;&atilde;o de medidas que sirvam de indicadores da instabilidade femoro-patelar. Pensa-se ser poss&iacute;vel calcular valores de refer&ecirc;ncia a partir das imagens obtidas num exame de RM que segue um protocolo standard mesmo que a hip&oacute;tese cl&iacute;nica a esclarecer, a qual justificou o exame, apresente causa diferente.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">METODOLOGIA</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Tratou-se de um estudo explorat&oacute;rio e anal&iacute;tico com recolha retrospetiva de dados.<br />Foram selecionados sequencialmente todos os exames (N=50) de RM de joelho do sistema PACS (Picture Archiving and Communication System) realizados entre dezembro de 2010 e fevereiro de 2011 numa cl&iacute;nica privada da regi&atilde;o de sa&uacute;de de Lisboa e Vale do Tejo.<br />Tratou-se duma amostra n&atilde;o probabil&iacute;stica dirigida por tipicidade. Foram observadas as condi&ccedil;&otilde;es &eacute;ticodeontol&oacute;gicas tendo-se obtido a autoriza&ccedil;&atilde;o do respons&aacute;vel cl&iacute;nico da institui&ccedil;&atilde;o ao abrigo do artigo 7&ordm; da Lei n&ordm; 67/98, atendidas as orienta&ccedil;&otilde;es da Comiss&atilde;o Nacional de Prote&ccedil;&atilde;o de Dados e dos artigos 3&ordm; n&ordm; 1 e 4 da lei 12/2005.<br />Foram observados o anonimato identit&aacute;rio dos indiv&iacute;duos e respeitados os princ&iacute;pios da n&atilde;o discrimina&ccedil;&atilde;o, proporcionalidade e conserva&ccedil;&atilde;o da informa&ccedil;&atilde;o.<br />A referencia&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica constante nas fichas dos doentes assumia diferentes hip&oacute;teses de diagn&oacute;stico sendo que a grande maioria se referia a: sequelas traum&aacute;ticas, patologia inflamat&oacute;ria, meniscoligamentar e uma pequena percentagem por algias ou altera&ccedil;&otilde;es inespec&iacute;ficas. Dos 50 casos apenas em 4 requisi&ccedil;&otilde;es eram referidas altera&ccedil;&otilde;es do aparelho extensor ou les&otilde;es condrais.<br />Os exames foram obtidos num equipamento da marca Hitachi modelo ARIS &reg; Elite, com um magneto permanente de campo aberto e 0,3 T de intensidade de campo magn&eacute;tico.<br />A amplitude dos gradientes &eacute; de 21mT/m com um Slew rate de 55 V&mu;s. A abertura anterior &eacute; de 210º panor&acirc;micos com 2 pilares laterais para a sustenta&ccedil;&atilde;o da componente superior do magneto. Em todos os exames foi usada uma bobina dedicada, de dete&ccedil;&atilde;o em volume com 17cm de di&acirc;metro. Os pacientes ficaram imobilizados e deitados em dec&uacute;bito dorsal em orienta&ccedil;&atilde;o feet-first quanto ao isocentro do magneto, a posi&ccedil;&atilde;o do membro inferior n&atilde;o teve qualquer rota&ccedil;&atilde;o do eixo tibial e ficou em extens&atilde;o, o que n&atilde;o &eacute; indiferente uma vez que a r&oacute;tula se pode mover at&eacute; cerca de 6 cm no sentido longitudinal ao longo da tr&oacute;clea, com a flex&atilde;o do joelho.<br />As 200 imagens inclu&iacute;das na amostra foram medidas por dois observadores com experi&ecirc;ncia em exames de RM osteoarticular, em condi&ccedil;&otilde;es de independ&ecirc;ncia. Cada exame foi gravado num CD-ROM e para os procedimentos de medida foi usada a aplica&ccedil;&atilde;o Hitachi Dicom Viewer&trade;. O tratamento dos dados foi feito com recurso &agrave; aplica&ccedil;&atilde;o SPSS&reg;(Statistic Package for Social Sciences) - vers&atilde;o 15.0 para Windows. Todos os protocolos, depois de efetuada a sequ&ecirc;ncia localizadora, inclu&iacute;ram as seguintes sequ&ecirc;ncias de pulso, pondera&ccedil;&otilde;es e orienta&ccedil;&otilde;es espaciais: DP SAG (Densidade Prot&oacute;nica Sagital); DP COR (Densidade Prot&oacute;nica Coronal) com satura&ccedil;&atilde;o de gordura, STIR COR (Short Taw Inversion Recovery), DP SAG com cortes de 1,5mm dirigido aos ligamentos cruzados, T2 SAG, WFS T2* SAG (Water Fat Separation T2* Sagital) e WFS T2* TRS (Water Fat Separation T2* Transversal). Apenas nos doentes com refer&ecirc;ncia a les&otilde;es condrais se aplicou uma sequ&ecirc;ncia 3D com cortes de 0,5mm para aprecia&ccedil;&atilde;o pormenorizada da cartilagem e ligamentos rotulianos. Para efetuar os procedimentos de medida utilizaram-se as imagens das sequ&ecirc;ncias WFS T2*TRS (plano axial) e DP SAG (orienta&ccedil;&atilde;o sagital), com os par&acirc;metros de aquisi&ccedil;&atilde;o apresentados nas tabelas 1 e 2 respetivamente.<br />A escolha das duas sequ&ecirc;ncias deveu-se ao facto de nas imagens obtidas em DP SAG ser evidenciado o tend&atilde;o rotuliano e a r&oacute;tula em perfil. As imagens obtidas em WFS T2* foram escolhidas por permitirem o estudo do sulco troclear, o deslocamento e a inclina&ccedil;&atilde;o da r&oacute;tula.<br />A t&eacute;cnica WFS T2* &eacute; uma sequ&ecirc;ncia em Gradiente Eco que obt&eacute;m as imagens da &aacute;gua e da gordura em diferentes frequ&ecirc;ncias de resson&acirc;ncia visto que a magnetiza&ccedil;&atilde;o transversal da &aacute;gua decai mais rapidamente que a da gordura. Nesta sequ&ecirc;ncia existe um TE (tempo de eco) efetivo e um segundo valor de TE. H&aacute; portanto, duas recolhas de sinal, uma no tempo em que os prot&otilde;es da &aacute;gua e da gordura se encontram em fase e outra no segundo tempo, separado do primeiro de 3,4 ppm, estando os prot&otilde;es da &aacute;gua e da gordura desfasados. As imagens resultantes, ap&oacute;s processadas est&atilde;o no mesmo plano espacial, uma com realce das estruturas l&iacute;quidas e cartilag&iacute;neas e outra com realce da gordura e tecidos. Desta sequ&ecirc;ncia foram selecionadas, para as medidas necess&aacute;rias, as imagens com realce da &aacute;gua e apagamento da gordura[14].<br />De acordo com a classifica&ccedil;&atilde;o da escola Lyonnaises s&atilde;o quatro os principais fatores para determinar a instabilidade patelar:<br />a) displasia troclear,<br />b) valor do &iacute;ndice TA-TG,<br />c) &acirc;ngulo de inclina&ccedil;&atilde;o da r&oacute;tula<br />d) posi&ccedil;&atilde;o da r&oacute;tula[10].<br />Neste estudo foram obtidos os valores do &Iacute;ndice Insall-Salvatti para avalia&ccedil;&atilde;o da posi&ccedil;&atilde;o da r&oacute;tula (<a href="#f1">Figura 1</a>), &acirc;ngulo do sulco troclear para avaliar a displasia troclear (<a href="#f2">Figura 2</a>), o deslocamento da r&oacute;tula (<a href="#f3">Figura 3</a>) e o &acirc;ngulo de inclina&ccedil;&atilde;o da r&oacute;tula (<a href="#f4">Figura 4</a>). Para os procedimentos de medida foi seguido o m&eacute;todo usado por Ribeiro A. et al [7].</p>    <p>&nbsp;</p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>    <center><a href="/img/revistas/rpot/v20n4/20n4a03q1.jpg">Quadro I</a></center></p>    
<p>&nbsp;</p>    <p>    <center><a href="/img/revistas/rpot/v20n4/20n4a03q2.jpg">Quadro II</a></center></p>    
<p>&nbsp;</p>    <p>    <center><a name="f1"></a><img src="/img/revistas/rpot/v20n4/20n4a03f1.jpg"></center></p>    
<p>&nbsp;</p>    <p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<center><a name="f2"></a><img src="/img/revistas/rpot/v20n4/20n4a03f2.jpg"></center></p>    
<p>&nbsp;</p>    <p>    <center><a name="f3"></a><img src="/img/revistas/rpot/v20n4/20n4a03f3.jpg"></center></p>    
<p>&nbsp;</p>    <p>    <center><a name="f4"></a><img src="/img/revistas/rpot/v20n4/20n4a03f4.jpg"></center></p>    
<p>&nbsp;</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">RESULTADOS</font></b></p><font face="verdana" size="2">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Foram inclu&iacute;dos e analisados todos os casos (N=50) e feitas medi&ccedil;&otilde;es em 200 imagens. A normalidade da distribui&ccedil;&atilde;o dos sujeitos foi calculada pelo teste de ajustamento K-S com corre&ccedil;&atilde;o de lilliefors tendo-se aceitado a hip&oacute;tese da normalidade da amostra. Os resultados descritivos da amostra foram obtidos a partir da m&eacute;dia de valores medidos pelos dois observadores em condi&ccedil;&otilde;es de independ&ecirc;ncia. A m&eacute;dia de idades foi 43,6 anos com um m&iacute;nimo de 15 e um m&aacute;ximo de 79 anos e um desvio padr&atilde;o de &plusmn;16,28. O comprimento m&eacute;dio da r&oacute;tula foi de 43,52 mm e o comprimento do tend&atilde;o rotuliano 43,98 mm. O desvio padr&atilde;o foi &plusmn;4,54 e &plusmn;5,47mm respetivamente.<br />O &Iacute;ndice Insall &amp; Salvati variou entre 0,75 e 1,38 cm com uma m&eacute;dia de 1,02 cm e um desvio padr&atilde;o de &plusmn;0,13789. Este indicador em 49 casos apresentou valores &le; a 1,3 cm considerados dentro da normalidade. O &acirc;ngulo de inclina&ccedil;&atilde;o rotuliano teve uma varia&ccedil;&atilde;o entre o valor m&aacute;ximo e m&iacute;nimo de 20,4º e o seu valor m&eacute;dio foi 9,74º. Apresentou valores inferiores a 11º para 33 casos (66%) e 17 casos com valores &ge; a 11º (34%). O &acirc;ngulo do sulco da tr&oacute;clea obteve tamb&eacute;m uma varia&ccedil;&atilde;o consider&aacute;vel (33,3º) e um valor m&eacute;dio de 146,6º.<br />Apresentou, para 38 casos (73%), valores &le; a 150º e para os restantes 24% valores superiores a 150º.<br />Para o indicador deslocamento externo da r&oacute;tula, verificou-se que em 39% dos casos a dist&acirc;ncia assumiu valores negativos (deslocamento externo) acima de -20mm.<br />Os valores de cut off considerados foram descritos por Diederichs G. et al em 2010.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">DISCUSSÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Foram avaliados 4 indicadores de medida para a instabilidade da r&oacute;tula sendo que 3 deles pertencem aos 4 par&acirc;metros sugeridos por Berruto M. et al em 2010, nomeadamente &acirc;ngulo de inclina&ccedil;&atilde;o da r&oacute;tula, &acirc;ngulo do sulco troclear e posi&ccedil;&atilde;o da r&oacute;tula pelo &iacute;ndice de Insall &amp; Salvati (ISI) [10]. O quarto indicador sugerido por este autor, o valor do TA-GT n&atilde;o foi calculado pela necessidade de sobrepor duas imagens em planos diferentes e haver limita&ccedil;&otilde;es quanto &agrave; aplica&ccedil;&atilde;o Dicom Viewer utilizada.<br />Adotando a refer&ecirc;ncia de Diederichs G. et al [5], dos valores obtidos para o &iacute;ndice ISI, (&plusmn;2SD) verificou-se que, com uma sensibilidade de 78% e uma especificidade de 68%, em 49 dos casos os valores obtidos sugeriram ser normais para a posi&ccedil;&atilde;o da r&oacute;tula (&le;1,3 mm). Outros estudos consideram valores de refer&ecirc;ncia diferentes nomeadamente Shabsshin N. et al [4]. Para estes autores a r&oacute;tula estar&aacute; em posi&ccedil;&atilde;o alta com um ISI acima de 1,5 mm e baixa, abaixo de 0,74 mm. Existem diferentes valores propostos por outros autores para a determina&ccedil;&atilde;o de r&oacute;tula alta/baixa [6, 11]. Evidencia-se, no entanto, que os valores s&atilde;o determinados por diferentes m&eacute;todos como por exemplo o de Canton-D&eacute;champs ou, mesmo que sejam pelo ISI, os valores s&atilde;o obtidos por Radiografia Convencional podendo sofrer varia&ccedil;&otilde;es devido ao m&eacute;todo de aquisi&ccedil;&atilde;o de imagem por RM, utilizado neste estudo, ter uma maior precis&atilde;o. Para al&eacute;m disso, existe alguma controv&eacute;rsia sobre a influ&ecirc;ncia da posi&ccedil;&atilde;o do joelho sobre o ISI quando este &eacute; calculado num radiograma (flex&atilde;o do joelho a 30&ordm;) ou por RM (membro inferior em extens&atilde;o)[4, 15].<br />Para os valores do &acirc;ngulo de inclina&ccedil;&atilde;o externa da r&oacute;tula, para uma sensibilidade de 93% e especificidade de 87%, os valores obtidos neste estudo indicam haver fatores predisponentes para a displasia troclear em 17 dos 50 casos com &acirc;ngulos abertos para o lado interno e inclina&ccedil;&atilde;o superior a 11º. Nas medi&ccedil;&otilde;es por TC estes valores s&atilde;o muito d&iacute;spares. Gamela J. padronizou o valor de 20,8º com o joelho em extens&atilde;o como sendo o valor normal[5, 6, 10].<br />Alguns autores fazem, contudo, refer&ecirc;ncia ao facto de, caso se utilize o m&eacute;todo de Laurin o doente deve fazer uma flex&atilde;o de 20º[6], o que na RM n&atilde;o acontece devido ao quadric&iacute;pite estar relaxado. Existe controv&eacute;rsia quanto &agrave; fiabilidade deste crit&eacute;rio havendo mesmo a assun&ccedil;&atilde;o de que um moderado &acirc;ngulo de inclina&ccedil;&atilde;o da r&oacute;tula pode ser normal com a flex&atilde;o do joelho ou na presen&ccedil;a de edema da bolsa de Hoffa[7]. Havendo presen&ccedil;a de edema intra-articular notar-se-&aacute; um aumento da entrelinha femoro-patelar que em condi&ccedil;&otilde;es normais varia entre 6 e 7 mm[1, 5].<br />O &acirc;ngulo do sulco troclear apresentou-se displ&aacute;sico em 24% da amostra com valores superiores a 150º indicando aplanamento da superf&iacute;cie articular do joelho em proje&ccedil;&otilde;es axiais. Note-se, por&eacute;m, que este valor foi transposto da TC e que para alguns autores este m&eacute;todo n&atilde;o &eacute; reprodut&iacute;vel para al&eacute;m de subestimar o valor do &acirc;ngulo[5, ].<br />Os valores obtidos para o deslocamento externo da r&oacute;tula relativamente &agrave; tr&oacute;clea mostraram que em 39% dos casos a dist&acirc;ncia assumiu valores negativos superiores a -2,0 cm (deslocamento externo). Em 6% dos casos os valores do deslocamento da r&oacute;tula foi pr&oacute;ximo de zero [-1,02cm; 0,31cm] e apenas em 5% os valores foram positivos entre [1,003cm; 2,1cm] indicando desvio da r&oacute;tula no sentido interno. Este indicador est&aacute; relacionado com o &acirc;ngulo de inclina&ccedil;&atilde;o da r&oacute;tula e com as diferen&ccedil;as no comprimento das vertentes da tr&oacute;clea. Verificou-se, neste estudo, que num grupo de doentes referidos para RM para despiste de causas associadas a patologia maioritariamente articular, que n&atilde;o instabilidade femoro-patelar, se encontraram 12 casos com 2 crit&eacute;rios sugestivos de instabilidade da r&oacute;tula. Pensamos que estes resultados poderiam ter maior fiabilidade se na amostra o n&uacute;mero de casos em g&eacute;nero fosse equilibrado visto esta patologia ser mais frequente no g&eacute;nero feminino. Na amostra o n&uacute;mero de homens foi 41 e de mulheres 19.<br />Os valores obtidos s&atilde;o consonantes com outros estudos realizados para a determina&ccedil;&atilde;o dos valores do par&acirc;metros de instabilidade por RM [1, 4, 5, 8, 10].<br />Constata-se que os valores de refer&ecirc;ncia previamente propostos para os indicadores de instabilidade da r&oacute;tula se baseiam nos incidentes &oacute;sseos anat&oacute;micos, calculados atrav&eacute;s das imagens de RC ou TC, os quais foram transpostos diretamente para a RM[5]. Pensa-se que, devido a este &uacute;ltimo m&eacute;todo ser mais sens&iacute;vel e especifico para estruturas ligamentares, tendinosas e representa&ccedil;&atilde;o tridimensional, &eacute; necess&aacute;rio desenvolver novos estudos para um ajuste/determina&ccedil;&atilde;o de novos valores de refer&ecirc;ncia adaptados &agrave; RM.<br />Reconhece-se como grande limita&ccedil;&atilde;o da RM para estudo da articula&ccedil;&atilde;o do joelho o facto de n&atilde;o permitir efetuar estudos em carga.<br />Verificou-se que todos os indicadores podem ser calculados por RM com uma maior precis&atilde;o por haver, com as sequ&ecirc;ncias de supress&atilde;o da gordura uma clara visualiza&ccedil;&atilde;o da cartilagem articular e das refer&ecirc;ncias anat&oacute;micas musculo-tendinosas[4, 10]. A RM &eacute; um m&eacute;todo fi&aacute;vel e reprodut&iacute;vel [8] embora tenha vindo, at&eacute; agora, a ser utilizada para outros fins, mais do que para a determina&ccedil;&atilde;o dos par&acirc;metros da instabilidade f&eacute;moro-patelar [10] por ser considerado por alguns autores um m&eacute;todo menos acess&iacute;vel e mais dispendioso[6].<br />H&aacute; ainda a considerar outras vantagens da RM tal como a aus&ecirc;ncia de radia&ccedil;&atilde;o ionizante, proporcionar informa&ccedil;&atilde;o &oacute;ssea e cartilag&iacute;nea, avaliar a articula&ccedil;&atilde;o do joelho em extens&atilde;o tal como na TC, fornecer, com elevada sensibilidade e especificidade, informa&ccedil;&atilde;o acerca das estruturas tecidulares para a dete&ccedil;&atilde;o de les&otilde;es associadas e ter a possibilidade de apresentar estudos din&acirc;micos nos equipamentos de campo aberto[10]. Esta &uacute;ltima particularidad    e permite, &agrave; posteriori, um processamento em 3D ao qual se associa anima&ccedil;&atilde;o com a fun&ccedil;&atilde;o cine para melhor aprecia&ccedil;&atilde;o da biomec&acirc;nica da articula&ccedil;&atilde;o[1, 6, 10].<br />Como limita&ccedil;&otilde;es do estudo consider&aacute;mos n&atilde;o terem sido avaliados os restantes indicadores tais como o &acirc;ngulo de congru&ecirc;ncia ou os diferentes tipos de r&oacute;tula, o facto de n&atilde;o ter sido poss&iacute;vel efetuar uma correla&ccedil;&atilde;o com a cl&iacute;nica, visto o estudo ser retrospetivo e os doentes terem sido referidos por hip&oacute;teses de diagn&oacute;stico que n&atilde;o instabilidade femoro-patelar e a amostra ter sido predominantemente masculina.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">CONCLUSÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Tal como estudos anteriormente efetuados conclu&iacute;mos que a RM pela sua sensibilidade e especificidade para a patologia articular e refer&ecirc;ncias anat&oacute;micas &eacute; um m&eacute;todo fi&aacute;vel para avaliar os indicadores de instabilidade da r&oacute;tula. Neste estudo em que, de 50 doentes, apenas 4 referiam patologia que indiciava instabilidade femoral, foram encontrados 12 doentes que inclu&iacute;am, pelo menos, 2 crit&eacute;rios positivos para essa altera&ccedil;&atilde;o. Se a amostra fosse aleatorizada os valores poderiam ser superiores. Tendo a patologia femoro-patelar uma incid&ecirc;ncia de 20- 40% pensamos que a RM poder&aacute; constituir um m&eacute;todo de rastreio nos pacientes com fatores de risco conhecidos para esta s&iacute;ndrome. Para tal, sugere-se o desenvolvimento de crit&eacute;rios metodol&oacute;gicos, standards e orienta&ccedil;&otilde;es para esta s&iacute;ndrome, por Resson&acirc;ncia Magn&eacute;tica, sobretudo dirigidos aos equipamentos de campo aberto ou cil&iacute;ndricos por serem os que t&ecirc;m maior versatilidade e permitirem exames a um menor custo.<br />Os valores de refer&ecirc;ncia utilizados para determina&ccedil;&atilde;o da instabilidade femoro-patelar n&atilde;o poder&atilde;o ser os utilizados na RM ou na TC.<br />Adequado &agrave;s vantagens da RM nesta patologia, de acordo com o objetivo proposto, pensa-se ser poss&iacute;vel desenvolver um algoritmo baseado no c&aacute;lculo de valores de refer&ecirc;ncia a ser aplicado no despiste de instabilidade da r&oacute;tula sempre que &eacute; solicitado um exame de RM do joelho e mesmo que a referencia&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica admita diferente causa.<br />Este procedimento n&atilde;o implicar&aacute; acr&eacute;scimo de custos visto serem utilizadas as sequ&ecirc;ncias standard para estudo do joelho por RM, n&atilde;o sendo necess&aacute;rio obter mais sequ&ecirc;ncias por exame.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</font></b></p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">1. White B, Sherman O. Patellofemoral Instability. Bulletin of the NYU Hospital for Joint Diseases. 2009; 67 (1): 22-29</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000063&pid=S1646-2122201200040000400001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font face="verdana" size="2">2. Sanchis-Alfonso V. Pathophysiology of Anterior Knee Pain. In Zaffagnini S, Dejour D, Arendt E, editors. Patellofemoral Pain, Instability, and Arthritis. Springer; 2010. p. : 1-11.</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">3. Zaffagnini  S, Giordano G, Bruni D. Pathophysiology of Lateral Patellar Dislocation. In Zaffagnini S, Dejour D, Arendt E, editors. Patellofemoral pain, instability and arthritis. Springer; 2010. p. : 17-29.</font></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">4. Shabsshin N, Schweitzer M, Morrison W, Parker L. MRI criteria for Patela Alta and Baja. Skeletal Radiol. 2004; 33: 445-450</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000066&pid=S1646-2122201200040000400004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">5. Diederichs G, Issever A, Scheffler S. MR Imaging of Patellar Instability: Injury Patterns and Assessment of Risk Factors. Radiographics. 2010; 30: 961-981</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000067&pid=S1646-2122201200040000400005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font face="verdana" size="2">6. Gamelas J. Lesões da articulação patelo-femoral e aparelho extensor. In Mendes E, Pessoa P, editors. O Joelho. LIDEL; 2006. p. : 199-213.</font></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">7. Ribeiro A, Grossi D, Foerster B. Electromyographic and Magnetic Resonance imaging evaluations of individuals with patellofemoral pain syndrome. Rev Bras Fisioter. 2010; 14 (3): 221-228</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000069&pid=S1646-2122201200040000400007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">8. Carrilon  Y, Abidi H, Dejour D, Fantino O, Moyen B, Tran-Minh V. Pattelar instability: Assessment on MR Images by Measuring the Lateral Trochlear Inclination – Initial Experience. Radiology. 2000; 216: 582-585</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000070&pid=S1646-2122201200040000400008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font face="verdana" size="2">9. Bruderer J, Servien E, Neyret P.  Patellar Height: Which Index?. In Zaffagnini S, Dejour D, Arendt E, editors. Patellofemoral pain, instability and arthritis. Springer; 2010. p. : 61-76.</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">10. Berruto M, Marinoni E, Vanzulli A, Usellini E, Marelli B. MRI Analysis of Patellla Instability Factors. In Zaffagnini S, Dejour D, Arendt E, editors.  Patellofemoral pain, instability and arthritis. Springer; 2010. p. : 79-89.</font></p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="verdana" size="2">11. Ribeiro C, Jones H. Roturas dos tendões Rotuliano e Quadricipital. In  Mendes E, Pessoa P, editors. O Joelho. LIDEL; 2006. </font></p>    <p><font face="verdana" size="2">12. Varatojo R. Instabilidades Rotulianas. In Mendes E, Pessoa P, editors. O Joelho. LIDEL; 2006. p. : 214-222.</font></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">13. Bontrager K. Textbook of Radiographic Positioning and Related Anatomy. 5th. Philadelphia: Mosby;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000075&pid=S1646-2122201200040000400013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">14. Hitachi Medical Corporation – Techniques for better image. Manual for users from 93/42/EEC Medical Devices Directive.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000077&pid=S1646-2122201200040000400014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> . </font></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">15. Miller T, Staron R, Feldman F. Patellar height on sagital MR imaging of the knee. AJR. 1996; 167: 339-341</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000079&pid=S1646-2122201200040000400015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">16. Salzmann GM, Weber TS, Spang JT, Imhoff AB, Schöttle PB. Comparison of native axial radiographs with axial MR imaging for determination of the trochlear morphology in patients with trochlear dysplasia. Arch Orthop Trauma Surg. 2010; 130 (3): 335-340</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000080&pid=S1646-2122201200040000400016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Conflito de interesse: </font></b></p><font face="verdana" size="2">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Nada a declarar.</p></font>    <p>&nbsp;</p><a name="c"></a>    <p><b><font face="Verdana" size="2"><a href="#topc">Endereço para correspondência</a></font></b></p>    <p><font face="Verdana" size="2">Maria Margarida Ribeiro    <br>Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Lisboa    <br>Av. D. João II, Lote 4.69.01    <br>1990-096 Lisboa    <br>Portugal    <br><a href="mailto:margarida.ribeiro@estesl.ipl.pt">margarida.ribeiro@estesl.ipl.pt</a></font></p>    <p>&nbsp;</p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Submissão: </b> 2012-04-12</font></p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Revisão: </b> 2012-07-17</font></p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Aceitação: </b> 2012-07-18</font></p>     ]]></body><back>
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<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Comparison of native axial radiographs with axial MR imaging for determination of the trochlear morphology in patients with trochlear dysplasia]]></article-title>
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