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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Fixação posterior C1-2 com parafusos translaminares para os odontoideum com instabilidade atlanto-axial]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Objective: describe a surgical technique of C1-C2 arthrodesis in a patient with dystopic os odontoideum and atlantoaxial instability. Methods: a 63 - year - old woman without history of known trauma. Insidious onset of bilateral radiculopathy radiated to the upper limbs associated with posterior cervical pain. Conventional radiology demonstrated os odontoideum with atlanto-axial instability. MRI confirmed the diagnosis and showed the level of myelomalacia. The preoperative CT scan is mandatory to confirm the possibility of fixing screws. Arthrodesis was performed C1-C2 level with poly - axial screws. C1 screws were directed to lateral masses. For fixation of C2 the screws were place within the crossing laminas. Both structures were stabilized by two longitudinal bars. Results: the follow up period was 20 months. During surgery a correct implementation technique occurred without neuro - vascular complications. No hardware failure or instability was noted during the follow up period. The patient reported improvement of pain complaints in the immediate postoperative period andresolution of neurological symptoms at 3 months. Conclusions: atlantoaxial fixation with bilateral, crossing C-2 translaminar screws is a low-risk surgical option in patients with instability at this level and presents bone fusion rates of 97%.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Artrodese atlanto-axial]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b><font face="Verdana" size="2">CASO CLÍNICO</font></b></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="4">Fixação posterior C1-2 com parafusos translaminares para os odontoideum com instabilidade atlanto-axial</font></b></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana" size="2"><b>Diogo Ferraz<sup>I</sup></b>; <b>Bruno Carvalho<sup>I</sup></b>; <b>Pedro Silva<sup>I</sup></b>; <b>Rui Rocha<sup>I</sup></b>; <b>Luís Miragaia<sup>I</sup></b>; <b>Maia Gonçalves<sup>I</sup></b>; <b>Paulo Pereira<sup>I</sup></b>; <b>Rolando Freitas<sup>I</sup></b></font></p>    <p><font face="Verdana" size="2">I. Serviço de Ortopedia.Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/ Espinho. Vila Nova de Gaia. Portugal.<br /></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana" size="2"><a name="topc"></a><a href="#c">Endereço para correspondência</a></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">RESUMO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Objectivos: descrever uma t&eacute;cnica cir&uacute;rgica de artrodese C1-C2 numa doente com os odontoideum dist&oacute;pico com instabilidade atlanto-axial.<br />M&eacute;todos: doente de 63 anos, sexo feminino, sem antecedentes traum&aacute;ticos conhecidos. In&iacute;cio insidioso de radiculopatia bilateral irradiada aos membros superiores associada a dor cervical posterior. A radiologia convencional demonstrou os odontoideum com instabilidade atlanto-axial. A RMN confirmou o diagn&oacute;stico e evidenciou mielomal&aacute;cia pelo n&iacute;vel. A Tomografia Computorizada pr&eacute; operat&oacute;ria efetuou - se para confirmar a possibilidade da fixa&ccedil;&atilde;o aparafusada. Foi realizada a artrodese C1-C2 com parafusos poli-axiais em C1 &agrave;s massas laterais e translaminares em C2 sendo o n&iacute;vel estabilizado por 2 barras longitudinais.<br />Resultados: o recuo obtido foi de 20 meses. No acto cir&uacute;rgico verificou-se uma correcta execu&ccedil;&atilde;o t&eacute;cnica sem complica&ccedil;&otilde;es neuro-vasculares. N&atilde;o se registou fal&ecirc;ncia de material ou instabilidade no per&iacute;odo de seguimento estudado. A paciente referiu melhoria das queixas algicas no p&oacute;s operat&oacute;rio imediato e resolu&ccedil;&atilde;o da sintomatologia neurol&oacute;gica aos 3 meses. <br />Conclus&otilde;es: a fixa&ccedil;&atilde;o translaminar cruzada em C2 &eacute; uma op&ccedil;&atilde;o cir&uacute;rgica de baixo risco para fixa&ccedil;&atilde;o C1-C2 em doentes com instabilidade a esse n&iacute;vel e com taxas de fus&atilde;o &oacute;ssea da ordem dos 97%.</p></font>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Palavras chave</b>: Artrodese atlanto-axial, parafusos translaminares, os odontoideum. </font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">ABSTRACT</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Objective: describe a surgical technique of C1-C2 arthrodesis in a patient with dystopic os odontoideum and&nbsp;atlantoaxial instability.</p>     <p>Methods: a 63 &ndash; year &ndash; old woman without history of known trauma. Insidious onset of bilateral radiculopathy&nbsp;radiated to the upper limbs associated with posterior cervical pain. Conventional radiology demonstrated os&nbsp;odontoideum with atlanto-axial instability. MRI confirmed the diagnosis and showed the level of myelomalacia.&nbsp;The preoperative CT scan is mandatory to confirm the possibility of fixing screws. Arthrodesis was performed&nbsp;C1-C2 level with poly &ndash; axial screws. C1 screws were directed to lateral masses. For fixation of C2 the screws&nbsp;were place within the crossing laminas. Both structures were stabilized by two longitudinal bars.</p>     <p>Results: the follow up period was 20 months. During surgery a correct implementation technique occurred without neuro &ndash; vascular complications. No hardware failure or instability was noted during the follow up period. The patient reported improvement of pain complaints in the immediate postoperative period andresolution of neurological symptoms at 3 months. Conclusions: atlantoaxial fixation with bilateral, crossing C-2 translaminar screws is a low-risk surgical option in patients with instability at this level and presents bone fusion rates of 97%.</p></font>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Key words</b>: Atlantoaxial fixation, translaminar screw, os odontoideum. </font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">INTRODUÇÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O os odontoideum &eacute; uma estrutura &oacute;ssea individualizada com margens arredondadas de osso cortical cuja dimens&atilde;o aproximada &eacute; a metade da ap&oacute;fise odontoide.<br />A sua etiologia como processo idiop&aacute;tico ou p&oacute;s-traum&aacute;tico &eacute; ainda tema de debate&nbsp;[1]. Casos de preval&ecirc;ncia familiar apontam para uma natureza cong&eacute;nita; em doentes com patologia &oacute;ssea de base, como hipoplasia cervical, a hiperlaxidez ligamentar predisp&otilde;e &agrave; origem traum&aacute;tica do os odontoideum&nbsp;[2,3]. <br />A ap&oacute;fise odontoide inicia o seu processo de calcifica&ccedil;&atilde;o entre o primeiro e quinto m&ecirc;s de via intra &ndash; uterina tendo no seu &aacute;pex um centro de ossifica&ccedil;&atilde;o secund&aacute;rio &ndash; o ossiculum terminale[1]. <br />Esta estrutura mantem- se aproximadamente constante at&eacute; ao terceiro / sexto ano de vida sendo que a partir dessa idade desenvolve- se progressivamente acabando por se integrar no corpo da ap&oacute;fise odontoide aproximadamente aos doze anos.<br />De acordo com a sua localiza&ccedil;&atilde;o os odontoideum tem sido classificado em dois tipos anat&oacute;micos: ort&oacute;pico se&nbsp; apresenta mobilidade associada ao arco anterior do atlas isto &eacute; na sua posica&ccedil;&atilde;o anat&oacute;mica ou dist&oacute;pico no caso da sua localiza&ccedil;&atilde;o ser adjacente &agrave; goteira basilar[2]. Em casos de os odontoideum cong&eacute;nito dist&oacute;pico admitem &ndash; se duas possibilidades: primeira um anormal desenvolvimento dos ligamentos alares com consequente tra&ccedil;&atilde;o sobre centro de ossifica&ccedil;&atilde;o para a proximidade goteira basilar; segunda o os ondontoideum ter origem num escler&oacute;tomo occipital e n&atilde;o em esclerotomos cervicais, como acontece num desenvolvimento normal, manifestando &ndash; se assim como um elemento &oacute;sseo acess&oacute;rio[2]. O os odontoideum pode condicionar uma instabilidade atlanto-axial. Dependendo do grau de severidade tem como apresenta&ccedil;&atilde;o mais usual: dor cervical, limita&ccedil;&atilde;o do arco de movimento cervical, omalgias e parestesias irradiadas aos membros superiores. Em casos severos pode condicionar compress&atilde;o medular grave com aparecimento de tetrapas&eacute;sia ou morte&nbsp;[4]. N&atilde;o est&aacute; descrito nenhum m&eacute;todo conservador eficaz para a estabiliza&ccedil;&atilde;o da articula&ccedil;&atilde;o atlanto-axial, assim doentes com os odontoideum com dor, instabilidade C1-C2 ou deficits neurol&oacute;gicos devem submeter -se a redu&ccedil;&atilde;o cir&uacute;rgica e estabiliza&ccedil;&atilde;o posterior&nbsp;[5]. V&aacute;rias t&eacute;cnicas de fixa&ccedil;&atilde;o posterior e instrumenta&ccedil;&atilde;o a n&iacute;vel C1-C2 t&ecirc;m sido descritas na literatura. Desde Gallie que descreveu a artrodese&nbsp; atlanto-axial utilizando uma cerclage posterior associada a enxerto &oacute;sseo aut&oacute;logo, v&aacute;rios autores registaram altera&ccedil;&otilde;es neste procedimento utilizando t&eacute;cnicas de aramagem ou clamps interlaminares&nbsp;[6]. Mais recentemente a fixa&ccedil;&atilde;o aparafusada com parafusos trans-articulares C1-C2 ou C1 massas laterais &ndash; C2 fixa&ccedil;&atilde;o pedicular t&ecirc;m sido utilizadas na estabiliza&ccedil;&atilde;o da articula&ccedil;&atilde;o atlanto-axial.&nbsp; Estes procedimentos conferem uma maior rigidez do que a aramagem sublaminar[5]. No presente estudo foi testada a t&eacute;cnica de fixa&ccedil;&atilde;o C1 &ndash; C2 originalmente descrita por Leonard and Wright em 2004, atrav&eacute;s da utiliza&ccedil;&atilde;o de parafusos polaxiais cruzados &agrave;s laminas de C2 e paralelos &agrave;s massas laterais de C1 &agrave; qual est&atilde;o atribuidas vantagens significativas sobre as t&eacute;cnicas pr&eacute;vias no que refere &agrave; fixa&ccedil;&atilde;o atlanto-axial.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">MATERIAL E MÉTODOS</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>O instrumental utilizado foi constitu&iacute;do por 4 parafusos poli -axiais rosca total autotradantes com angula&ccedil;&atilde;o at&eacute; 45o : C1 - 2 parafusos 35 x 22 mm; C2 - 2 parafusos 4.0 x 30 mm sendo o n&iacute;vel C1-C2 estabilizado bilateralmente por duas barras longitudinais (Posterior fixation system Vertex Max &ndash; Medtronic, USA).</p></font>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Técnica cirúrgica</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>O procedimento requere a coloca&ccedil;&atilde;o do paciente em dec&uacute;bito ventral ap&oacute;s a indu&ccedil;&atilde;o anest&eacute;sica sendo a cabe&ccedil;a apoiada em suporte de Mayfield para manter a posi&ccedil;&atilde;o neutra. <br />Foi utilizada uma via de abordagem mediana posterior desde a extremidade inferior occipital ao n&iacute;vel do foramen magnum at&eacute; &agrave; por&ccedil;&atilde;o superior da ap&oacute;fise espinhosa de C3.<br />Procedeu &ndash; se &agrave; exposi&ccedil;&atilde;o do arco posterior de C1 at&eacute; &agrave; sua uni&atilde;o &agrave;s massas laterais. Posteriormente foram expostas a ap&oacute;fise espinhosa de C2 bem como as respectivas laminas e face medial das massas laterais a esse n&iacute;vel. <br />Para coloca&ccedil;&atilde;o dos parafusos em C1 inicialmente foi necess&aacute;ria a retra&ccedil;&atilde;o do g&acirc;nglio C2 para melhor exposi&ccedil;&atilde;o da uni&atilde;o do arco posterior com o bordo postero-interno das massas laterais. A dire&ccedil;&atilde;o utilizada foi em sentido ligeiramente convergente para o centro das massas laterais[7].<br />O passo seguinte consistiu em abrir uma janela &oacute;ssea na jun&ccedil;&atilde;o espinolaminar de C2. Realizou-se um canal intralaminar de 30mm. Ap&oacute;s verifica&ccedil;&atilde;o da integridade cortical do canal colocou.se um parafuso multi-axial 4.0 x 30 mm. A mesma t&eacute;cnica foi utilizada para a lamina contralateral.<br />Ap&oacute;s coloca&ccedil;&atilde;o dos quatro parafusos multiaxiais as superf&iacute;cies laminares nos dois n&iacute;veis foram descorticadas e colocado enxerto &oacute;sseo.<br />Os parafusos das massas laterais de C1 foram conectados aos parafusos laminares de C2 atrav&eacute;s de 2 barras posteriores.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">CASO CLÍNICO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Paciente sexo feminino de 63 anos com hist&oacute;ria arrastada de radiculopatia bilateral intermitente irradiada aos membros superiores associada a dor cervical posterior. Cl&iacute;nica agravada pelos esfor&ccedil;os infringidos aos membros superiores associada aos movimentos cervicais bruscos. Sem antecedentes traum&aacute;ticos conhecidos. <br />Referiu agravamento da sintomatologia nos dois anos pr&eacute;vios &agrave; cirurgia.<br />Estudo imagiol&oacute;gico inicial incluiu a radiologia convencional (<a href="/img/revistas/rpot/v20n4/20n4a05f1.jpg">Figura 1</a>) e a tomografia computorizada (<a href="#f2">Figura 2</a>) que revelaram a instabilidade C1-C2 e o os odontoideum.<br />    
<p>&nbsp;</p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>    <center><a href="/img/revistas/rpot/v20n4/20n4a05f1.jpg">Figura 1</a></center></p>    
<p>&nbsp;</p>    <p>    <center><a name="f2"></a><img src="/img/revistas/rpot/v20n4/20n4a05f2.jpg"></center></p>    
<p>&nbsp;</p>A Resson&acirc;ncia Magn&eacute;tica confirmou a exist&ecirc;ncia do os odontoideum com mielomal&aacute;cia pelo n&iacute;vel (<a href="/img/revistas/rpot/v20n4/20n4a05f3.jpg">Figura 3</a>).<br />    
<p>    <center><a href="/img/revistas/rpot/v20n4/20n4a05f3.jpg">Figura 3</a></center></p>    
<p>&nbsp;</p>O exame f&iacute;sico n&atilde;o demonstrou a presen&ccedil;a de altera&ccedil;&otilde;es sensitivas ou motoras com exce&ccedil;&atilde;o das parestesias dos membros superiores. Os reflexos osteotendinosos estavam preservados bilateralmente.<br />A paciente foi operada por uma via de abordagem posterior com fixa&ccedil;&atilde;o segmentar C1 &ndash; C2 atrav&eacute;s de parafusos poli &ndash; axiais, translaminares em C2, associados a barras laterais.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b><font face="Verdana" size="2">RESULTADOS</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>O procedimento cir&uacute;rgico decorreu sem intercorr&ecirc;ncias t&eacute;cnicas e n&atilde;o houve complica&ccedil;&otilde;es neuro-vasculares. No p&oacute;s-operat&oacute;rio imediato as queixas &aacute;lgicas cervicais melhoraram e resolveram por completo em aproximadamente tr&ecirc;s meses. Aos seis meses de p&oacute;s-operat&oacute;rio existia evid&ecirc;ncia imagiol&oacute;gica de fus&atilde;o &oacute;ssea consolidada (<a href="/img/revistas/rpot/v20n4/20n4a05f4.jpg">Figura 4</a>).O recuo m&aacute;ximo obtido atingiu os 20 meses sem desenvolvimento de fal&ecirc;ncia de material ou instabilidade.</p>    
<p>&nbsp;</p>    <p>    <center><a href="/img/revistas/rpot/v20n4/20n4a05f4.jpg">Figura 4</a></center></p>    
<p>&nbsp;</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">DISCUSSÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>As t&eacute;cnicas de fixa&ccedil;&atilde;o aparafusada da coluna cervical posterior tendencialmente atingem n&iacute;veis de fus&atilde;o mais elevados que os m&eacute;todos de aramagem posterior e n&atilde;o necessitam de imobiliza&ccedil;&atilde;o externa r&iacute;gida&nbsp;[7].<br />Em 1992, Jeanneret e Magerl descreveram a t&eacute;cnica de fixa&ccedil;&atilde;o aparafusada trans articular para fixa&ccedil;&atilde;o de fracturas da ap&oacute;fise odontoide com instabilidade atlanto-axial. Esta t&eacute;cnica imobiliza totalmente o movimento rotacional da articula&ccedil;&atilde;o atlanto-axial. Tem uma longa curva aprendizagem por possibilidade de les&atilde;o art&eacute;ria vertebral, nervo hipoglosso e a medula espinhal&nbsp;[8].Fatores tais como a obesidade e varia&ccedil;&otilde;es anat&oacute;micas da art&eacute;ria vertebral que podem atingir valores de 20 % muitas vezes impossibilitam a sua utiliza&ccedil;&atilde;o.<br />A fixa&ccedil;&atilde;o ao n&iacute;vel do pars interarticularis &eacute; t&eacute;cnicamente semelhante &agrave; fixa&ccedil;&atilde;o trans articular com um trajecto atrav&eacute;s do istmo embora com parafusos de tamanho inferior. Nesta t&eacute;cnica existe igualmente possibilidade de lesar a art&eacute;ria vertebral.<br />Em 1994, Goel e Laheri descreveram a instrumenta&ccedil;&atilde;o C1-C2 utilizando fixa&ccedil;&atilde;o aparafusada &agrave;s massas laterais de C1 e fixa&ccedil;&atilde;o aos ped&iacute;culos de C2 estabilizados por uma placa. Em 2001, Harms e Melcher modificaram a t&eacute;cnica atrav&eacute;s da uiliza&ccedil;&atilde;o de parafusos poliaxiais associados a barras laterais [8].<br />A an&aacute;lise biomec&acirc;nica desta estrutura revelou ser a mais robusta no que refere ao momento de tor&ccedil;&atilde;o de inser&ccedil;&atilde;o assim como &agrave; resist&ecirc;ncia &agrave; for&ccedil;a de extrac&ccedil;&atilde;o quando comparada com os parafusos trans laminares ou os parafusos &agrave; pars interarticulares.<br />Em 2004, Wright descreveu a coloca&ccedil;&atilde;o de parafusos &agrave;s massas laterais de C1 e trans laminares cruzados em C2 como procedimento de estabiliza&ccedil;&atilde;o do complexo C1-C2 minimizando o risco de les&atilde;o das art&eacute;rias vertebrais[8].<br />A sua utiliza&ccedil;&atilde;o tem se vindo a generalizar por menor risco de les&atilde;o vascular e por ser t&eacute;cnicamente menos exigente quando comparada com a coloca&ccedil;&atilde;o de parafusos pediculares ou trans articulares.<br />A sua indica&ccedil;&atilde;o &eacute; refor&ccedil;ada em pacientes com oclus&atilde;o da art&eacute;ria vertebral unilateral.<br />A fixa&ccedil;&atilde;o translaminar quando comparada com a fixa&ccedil;&atilde;o pedicular, admitindo uma exatid&atilde;o inicial da introdu&ccedil;&atilde;o dos parafusos laminares ou pediculares sem portanto viola&ccedil;&atilde;o das respectivas corticais, est&aacute; associada a m&eacute;dio prazo a resultados imagiol&oacute;gicos melhores na fixa&ccedil;&atilde;o trans laminar (1, 3 % de violoa&ccedil;&atilde;o canal vertebral ) relativamente aos resultados obtidos atrav&eacute;s da fixa&ccedil;&atilde;o pedicular ( 7 % viola&ccedil;&atilde;o canal vertebral)[9].<br />A taxa de fus&atilde;o atingida com a fixa&ccedil;&atilde;o trans laminar &eacute; tendencionalmente completa aos 19 meses de p&oacute;s operat&oacute;rio (97,6%)[&nbsp;9].Em termos comparativos biomec&acirc;nicos os parafusos intra laminares permitem a mais ampla rota&ccedil;&atilde;o axial, desde que integros os ligamentos antlanto axiais relativamente &agrave;s t&eacute;cnicas de fixa&ccedil;&atilde;o trans articulares e intra pediculares. No referente &agrave; estabilidade quando testada atrav&eacute;s da inclin&ccedil;&atilde;o cervical lateral a fixa&ccedil;&atilde;o pedicular garante maiores n&iacute;veis de redu&ccedil;&atilde;o em segmentos C1-C2 inst&aacute;veis&nbsp;[10].No caso cl&iacute;nico em estudo comprovou-se uma melhoria objectiva do arco rotacional atlanto-axial associado a uma diminui&ccedil;&atilde;o das cervicalgias.<br />O resultado apresentado vem confirmar a literatura no que respeita &agrave; utiliza&ccedil;&atilde;o de parafusos translaminares como uma t&eacute;cnica de baixo risco cir&uacute;rgico sendo o &uacute;nico procedimento em que extens&atilde;o total dos parafusos de C2 se encontram dentro do campo operat&oacute;rio e na qual se obt&ecirc;m elevadas taxas de fus&atilde;o C1-C2 como demonstrado em tomografias computorizadas de follow up p&oacute;s-cir&uacute;rgicas[8].</p></font>    <p>&nbsp;</p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b><font face="Verdana" size="2">CONCLUSÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>A sele&ccedil;&atilde;o do m&eacute;todo cir&uacute;rgico para a estabiliza&ccedil;&atilde;o C1-C2 requer a pondera&ccedil;&atilde;o de v&aacute;rios factores tais como: dimens&otilde;es anat&oacute;micas, caracter&iacute;sticas biomec&acirc;nicas, complexidade da t&eacute;cnica e risco de les&atilde;o das estruturas neurovasculares. <br />A instrumenta&ccedil;&atilde;o aparafusada trans laminar &eacute; um m&eacute;todo anat&oacute;micamente execu&iacute;vel na maioria dos pacientes com os odontoideum dist&oacute;pico sendo contudo sempre necess&aacute;ria a avalia&ccedil;&atilde;o laminar pr&eacute;-operat&oacute;ria atrav&eacute;s de tomografia computorizada.<br />Na an&aacute;lise biomec&acirc;nica os parafusos trans pediculares s&atilde;o o procedimnto mais robusto em termos de fal&ecirc;ncia de material mas esta t&eacute;cnica ter&aacute; sempre de ser comparada com as vantagens dos parafusos translaminares das quais se destacam: facilidade t&eacute;cnica, um arco de movimento axial p&oacute;s-operat&oacute;rio amplo, baixo risco de les&otilde;es neuro-vasculares e taxas de fus&atilde;o &oacute;ssea da ordem dos 97 %[9].</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</font></b></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">1. Wada E, Matsuoka T, Kawai H. Os odontoideum as a Consequence of a Posttraumatic displaced ossiculum Terminale – A case Report. J Bone Joint Surg Am. 2009; 91: 1750-1754</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000057&pid=S1646-2122201200040000600001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">2. Wang S, Wang C. Familial Dystopic os odontoideum – A Report of Three Cases. J Bone Joint Surg Am. 2011; 93: 44</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000058&pid=S1646-2122201200040000600002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">3. Leonard J, Wright N.M. Pediatric Atlantoaxial Fixation with Bilateral , Crossing C-2 Translaminar Screws – Technical Note.  J Neurosurgery (1 Suppl Pediatrics). 2006; 104: 59-63</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000059&pid=S1646-2122201200040000600003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">4. Spierings E, Braakman R. The Management of os odontoideum – Analysis of 37 cases. J Bone Joint Surg Br. 1982; 64 (4): 422-428</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000060&pid=S1646-2122201200040000600004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font face="verdana" size="2">5. Ni B, Zhou F, Xie N, Guo X, Yang L, Guo Q, et al. Transarticular Screw and C1 Hook Fixation for os odontoideum with Atlantoaxial Dislocation. World Neurosurgery. 2011; 75: 540-546</font></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">6. Jacobson M, Khan S, An H.  C1-C2 Posterior Fixation: Indications, Technique, and Results. Orthopaedic Cinics of North America. 2012; 43: 11-18</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000062&pid=S1646-2122201200040000600006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">7. Wright N. Posterior C2 Fixation Using Bilateral, Crossing C2 Laminar Screws – Case Series and Technical Note. Journal Spinal Disorders Techniques. 2004; 17: 158-162</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000063&pid=S1646-2122201200040000600007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">8. Yanni D, Perin N. Fixation of the Axis. Neurosurgery. 2010; 66: 147-152</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000064&pid=S1646-2122201200040000600008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">9. Dorward I, Wright N. Seven Years of Experience with C2 Translaminar screw Fixation: Clinical Series and Review of the Literature. Neurosurgery. 2011; 68: 1491-1499</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000065&pid=S1646-2122201200040000600009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">10. Dmitriev A, Lehman R, Helgeson M, Sasso R, Kuhns C, Riew D. Acute and Long-term Stability of Atlantoaxial Fixation Methods – A Biomchanical Comparison of Pars, Pedicle, and Intralaminar Fixation in an Intact and Odontoid Fracture Mode. Spine. 2009; 34: 265-370</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000066&pid=S1646-2122201200040000600010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Conflito de interesse: </font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Nada a declarar.</p></font>    <p>&nbsp;</p><a name="c"></a>    <p><b><font face="Verdana" size="2"><a href="#topc">Endereço para correspondência</a></font></b></p>    <p><font face="Verdana" size="2">Diogo Ferraz     ]]></body>
<body><![CDATA[<br>Centro Hospitalar de Gaia/ Espinho     <br>Rua Francisco Sá Carneiro Piso 4 / 5     <br>4400-129 Gaia     <br>Portugal    <br><a href="mailto:diogo_fcml@hotmail.com">diogo_fcml@hotmail.com</a></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Submissão: </b> 2010-08-29</font></p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Revisão: </b> 2012-10-28</font></p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Aceitação: </b> 2012-10-30</font></p>     ]]></body><back>
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