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<journal-title><![CDATA[Revista Portuguesa de Ortopedia e Traumatologia]]></journal-title>
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<publisher-name><![CDATA[Sociedade Portuguesa de Ortopedia e Traumatologia]]></publisher-name>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Variante sólida do quisto ósseo aneurismático da 5ª vértebra lombar]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Hospital de São João Serviço de Ortopedia Grupo de Coluna]]></institution>
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<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1646-21222012000400007&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S1646-21222012000400007&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S1646-21222012000400007&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[Há poucos casos descritos da variante sólida do quisto ósseo aneurismático (ABC) envolvendo coluna vertebral e, ainda menos, localizados no corpo vertebral lombar. Esta entidade clínica deve ser considerada, mesmo quando há um envolvimento predominante do corpo vertebral. Os autores descrevem um caso de um homem de 23 anos de idade que apresentou lombalgia de instalação insidiosa e dor radicular direita trajecto de L5, com resposta parcial aos AINEs. A tomografia computadorizada e ressonância magnética revelaram uma lesão lítica expansiva envolvendo o corpo e pedículos da vértebra L5. O tratamento consistiu na fixação percutânea posterior (L4-S1) e biópsia com agulha seguida em 2ª tempo de abordagem anterior com corporectomia L5 e colocação de espaçador preenchido com enxerto ósseo autólogo. O exame histopatológico do material ressecado foi consistente com a variante sólida do ABC, confirmando o resultado da biópsia por agulha. Com três anos de acompanhamento não há sinais de recidiva local na ressonância magnética. A variante de sólido do ABC deve ser considerada no diagnóstico diferencial das lesões líticas expansíveis, incluindo aquelas que envolvem o corpo vertebral. A ressonância magnética e tomografia computadorizada fornecem informações úteis, mas somente a biópsia permite o diagnóstico definitivo. Excisões radicais proporcionam um bom resultado clínico, e minimizam o risco de recorrência local]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[There are few reported cases of solid variant of aneurysmal bone cyst (ABC) involving the spine and even less located in the lumbar vertebral body. However, this clinical entity must be considered, even when there is predominantly affects the vertebral body. The authors describe a case of a man 23 years of age who had low back pain of insidious onset and right leg L5 with partial response to NSAIDs. Computed tomography and magnetic resonance imaging revealed a lytic lesion involving the body and pedicles of the L5 vertebra. The treatment consisted of percutaneous fixation back (L4-S1) and needle biopsy followed on 2nd time anterior approach with corporectomy L5 and spacer filled with autologous bone graft Histopathological examination of the resected material was consistent with the solid variant of ABC, confirming the results of the biopsy needle. With three years of follow-up no signs of local recurrence on MRI. The solid variant of ABC should be considered in the differential diagnosis of lytic lesions expanding, including those involving the vertebral body. Magnetic resonance imaging and computed tomography provide useful information, but only a biopsy allows a definitive diagnosis. Radical excisions provide a good clinical outcome, and minimize the risk of local recurrence]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Variante sólida]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b><font face="Verdana" size="2">CASO CLÍNICO</font></b></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="4">Variante sólida do quisto ósseo aneurismático da 5ª vértebra lombar</font></b></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana" size="2"><b>André Pinho<sup>I</sup></b>; <b>Vitorino Veludo<sup>I</sup></b>; <b>Francisco Serdoura<sup>I</sup></b>; <b>Joana Freitas<sup>I</sup></b>; <b>Manuel Carvalho<sup>I</sup></b>; <b>Rui Pinto<sup>I</sup></b></font></p>    <p><font face="Verdana" size="2">I. Grupo de Coluna. Serviço de Ortopedia. Hospital de São João. Porto. Portugal.<br /></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana" size="2"><a name="topc"></a><a href="#c">Endereço para correspondência</a></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">RESUMO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>H&aacute; poucos casos descritos da variante s&oacute;lida do quisto &oacute;sseo aneurism&aacute;tico (ABC) envolvendo coluna vertebral e, ainda menos, localizados no corpo vertebral lombar. Esta entidade cl&iacute;nica deve ser considerada, mesmo quando h&aacute; um envolvimento predominante do corpo vertebral. Os autores descrevem um caso de um homem de 23 anos de idade que apresentou lombalgia de instala&ccedil;&atilde;o insidiosa e dor radicular direita trajecto de L5, com resposta parcial aos AINEs. A tomografia computadorizada e resson&acirc;ncia magn&eacute;tica revelaram uma les&atilde;o l&iacute;tica expansiva envolvendo o corpo e ped&iacute;culos da v&eacute;rtebra L5. O tratamento consistiu na fixa&ccedil;&atilde;o percut&acirc;nea posterior (L4-S1) e bi&oacute;psia com agulha seguida em 2&ordf; tempo de abordagem anterior com corporectomia L5 e coloca&ccedil;&atilde;o de espa&ccedil;ador preenchido com enxerto &oacute;sseo aut&oacute;logo. O exame histopatol&oacute;gico do material ressecado foi consistente com a variante s&oacute;lida do ABC, confirmando o resultado da bi&oacute;psia por agulha. Com tr&ecirc;s anos de acompanhamento n&atilde;o h&aacute; sinais de recidiva local na resson&acirc;ncia magn&eacute;tica. A variante de s&oacute;lido do ABC deve ser considerada no diagn&oacute;stico diferencial das les&otilde;es l&iacute;ticas expans&iacute;veis, incluindo aquelas que envolvem o corpo vertebral. A resson&acirc;ncia magn&eacute;tica e tomografia computadorizada fornecem informa&ccedil;&otilde;es &uacute;teis, mas somente a bi&oacute;psia permite o diagn&oacute;stico definitivo. Excis&otilde;es radicais proporcionam um bom resultado cl&iacute;nico, e minimizam o risco de recorr&ecirc;ncia local</p></font>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Palavras chave</b>: Variante sólida, quisto ósseo aneurismático, fixação percutânea posterior, corporectomia, espaçador. </font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">ABSTRACT</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>There are few reported cases of solid variant of aneurysmal bone cyst (ABC) involving the spine and even less located in the lumbar vertebral body. However, this clinical entity must be considered, even when there is predominantly affects the vertebral body.</p>     <p>The authors describe a case of a man 23 years of age who had low back pain of insidious onset and right leg L5 with partial response to NSAIDs. Computed tomography and magnetic resonance imaging revealed a lytic lesion involving the body and pedicles of the L5 vertebra.</p>     <p>The treatment consisted of percutaneous fixation back (L4-S1) and needle biopsy followed on 2nd time anterior approach with corporectomy L5 and spacer filled with autologous bone graft Histopathological examination of the resected material was consistent with the solid variant of ABC, confirming the results of the biopsy needle.</p>     <p>With three years of follow-up no signs of local recurrence on MRI. The solid variant of ABC should be considered in the differential diagnosis of lytic lesions expanding, including those involving the vertebral body. Magnetic resonance imaging and computed tomography provide useful information, but only a biopsy allows a definitive diagnosis. Radical excisions provide a good clinical outcome, and minimize the risk of local recurrence<strong></strong></p></font>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Key words</b>: Solid variant, aneurismal bone cyst, posterior percutaneous fixation, corporectomy, spacer. </font></p>    <p>&nbsp;</p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b><font face="Verdana" size="2">INTRODUÇÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>A incid&ecirc;ncia de cl&aacute;ssico ABC na coluna &eacute; de 3,4 a 20%[1-5]. A variante s&oacute;lida do ABC &eacute; uma identidade rara com apenas 12 casos localizados na coluna vertebral, descritos na literatura at&eacute; 2004[6]. Eles envolvem predominantemente o arco neural[1,2,4,6]. Neste doente o tumor est&aacute; localizado principalmente no corpo vertebral lombar.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">CASO CLÍNICO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Homem de 23 anos de idade, iniciou um quadro cl&iacute;nico de instala&ccedil;&atilde;o insidiosa de dor lombar baixa e radicular L5 direita acompanhado de dorm&ecirc;ncia, sem altera&ccedil;&otilde;es na marcha. Ao exame f&iacute;sico n&atilde;o havia rigidez significativa da coluna lombar. Sem d&eacute;fices neurol&oacute;gicos. Os achados laboratoriais apresentavam de positivo uma anemia (9,9 Hgb) e uma VS de 70 mm. A radiografia simples revelou uma les&atilde;o osteol&iacute;tica envolvendo o corpo de L5 sem reac&ccedil;&atilde;o periosteal (<a href="/img/revistas/rpot/v20n4/20n4a06f1.jpg">Figura 1</a>). A TC mostrou (<a href="#f2">Figura 2</a>) uma estrutura qu&iacute;stica multilocular do corpo vertebral. A RMN (<a href="#f3">Figura 3</a>) evidencia uma severa mudan&ccedil;a da arquitectura do corpo L5, com comprometimento da parede posterior vertebral e invas&atilde;o intra-canalar no entanto sem invas&atilde;o dural, com a presen&ccedil;a de l&iacute;quido no quisto multiloculada, apontando para ABC. A cintigrafia &oacute;ssea revelou fixa&ccedil;&atilde;o electiva do difosfonato no corpo vertebral L5. Os autores decidiram realizar uma fixa&ccedil;&atilde;o posterior transpedicular percut&acirc;nea e uma bi&oacute;psia com agulha. O exame histopatol&oacute;gico foi consistente com a presen&ccedil;a da variante s&oacute;lida do ABC. Duas semanas depois, realizaram uma abordagem anterior retroperitoneal esquerda, com corporectomia L5 e curetagem dos ped&iacute;culos ( excis&atilde;o alargada com margens livres ). Foi colocado um espa&ccedil;ador preenchido com enxerto aut&oacute;logo de il&iacute;aco entre L4 e S1 (<a href="#f4">Figura 4</a>) . O exame histol&oacute;gico confirmou os achados da bi&oacute;psia com evid&ecirc;ncia de fragmentos de osteoclastos, com c&eacute;lulas gigantes, algumas cavidades de sangue cercado por osteoclastos e &aacute;reas s&oacute;lidas, com baixos &iacute;ndices de mitose e sem sinais de malignidade. N&atilde;o houve complica&ccedil;&otilde;es cir&uacute;rgicas, e n&atilde;o existem sinais de recidiva local na resson&acirc;ncia magn&eacute;tica realizada em 3 anos ap&oacute;s a cirurgia (<a href="/img/revistas/rpot/v20n4/20n4a06f5.jpg">Figura 5</a>). Clinicamente, o doente apresenta lombalgia mec&acirc;nica ocasional, sem qualquer dor radicular, tendo retornado a sua actividade laboral.</p>    
<p>&nbsp;</p>    <p>    <center><a href="/img/revistas/rpot/v20n4/20n4a06f1.jpg">Figura 1</a></center></p>    
<p>&nbsp;</p>    <p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<center><a name="f2"></a><img src="/img/revistas/rpot/v20n4/20n4a06f2.jpg"></center></p>    
<p>&nbsp;</p>    <p>    <center><a name="f3"></a><img src="/img/revistas/rpot/v20n4/20n4a06f3.jpg"></center></p>    
<p>&nbsp;</p>    <p>    <center><a name="f4"></a><img src="/img/revistas/rpot/v20n4/20n4a06f4.jpg"></center></p>    
<p>&nbsp;</p>    <p>    <center><a href="/img/revistas/rpot/v20n4/20n4a06f5.jpg">Figura 5</a></center></p>    
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p></font>    <p>&nbsp;</p>     <p><b><font face="Verdana" size="2">DISCUSSÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">     <p>ABC s&atilde;o tumores benignos que podem envolver a coluna vertebral. Eles mostram prefer&ecirc;ncia pelo f&ecirc;mur distal e t&iacute;bia  proximal. Pensa-se que a variante s&oacute;lida do ABC &eacute; uma resposta reactiva &agrave; hemorragia intra-&oacute;ssea e &eacute;  tamb&eacute;m chamada de granuloma reparativo de c&eacute;lulas gigantes ou reac&ccedil;&atilde;o de c&eacute;lulas gigantes. Quando acometem a  coluna vertebral envolvem principalmente o arco neural posterior[4,8]. Na revis&atilde;o de 12 casos apresentados por Michihiro Suzuki apenas um  deles envolveu predominantemente o corpo vertebral. Os estudos imagiol&oacute;gicos simples e a tomografia computadorizada mostram que esses  tumores, apresentam-se como les&otilde;es expansivas com um fino anel de calcifica&ccedil;&atilde;o. O osso trabecular e os septos d&atilde;o ao  quisto uma apar&ecirc;ncia de bolha de sab&atilde;o. A resson&acirc;ncia magn&eacute;tica, muitas vezes mostra v&aacute;rios n&iacute;veis  l&iacute;quidol&iacute;quido, um anel intacto de osso e m&uacute;ltiplos septos internos[6]. A variante s&oacute;lida do ABC foi descrito por  Sanerkin et al, como uma les&atilde;o intra-&oacute;ssea incomum fibrobl&aacute;stica, com elementos osteocl&aacute;sticas, osteobl&aacute;stica e  fibromix&oacute;ide, com um componente predominante de canais cavernosos. N&atilde;o h&aacute; diferen&ccedil;as entre apresenta&ccedil;&atilde;o  cl&iacute;nica e radiogr&aacute;fica[7]. Apenas a resson&acirc;ncia magn&eacute;tica e a histologia permite a diferencia&ccedil;&atilde;o entre a  variante cl&aacute;ssica do ABC, a variante s&oacute;lida, e alguns tumores benignos ou les&otilde;es da coluna vertebral &ldquo; tumorlike &ldquo;. A falta de anaplasia ao exame histol&oacute;gico sugere fortemente que este n&atilde;o &eacute; um tumor maligno, tal como osteossarcoma ou  fibrossarcoma. Outras entidades, como o osteoblastoma ou o tumor de c&eacute;lulas gigantes deve ser exclu&iacute;do[2,6]. Uma vez que o  diagn&oacute;stico &eacute; estabelecido, o tratamento da variante s&oacute;lido de ABC &eacute; cir&uacute;rgico, com alguma brevidade, dado  a possibilidade de complica&ccedil;&otilde;es neurol&oacute;gicas e mec&acirc;nicas[2,5]. Usando o novo sistema de classifica&ccedil;&atilde;o a  les&atilde;o &eacute; classificada como intracompartimental dado que envolve o corpo e ped&iacute;culo sem envolvimento da l&acirc;mina e  ap&oacute;fise espinhosa[8]. Em alguns casos os estudos de imagem isolados permitem estadiar o tumor. O melhor sistema para o estadiamento dos  tumores da coluna foi proposto por Boriani em 1997. De acordo com este sistema, o tumor envolve sectores 3 a 11 e as camadas de B &agrave; D (tumor extra dural e extra &oacute;sseo)[&nbsp;9]. A radioterapia &eacute; uma op&ccedil;&atilde;o para situa&ccedil;&otilde;es inoper&aacute;veis ou em doentes com risco cir&uacute;rgico elevado[3,4]. Nesses casos, e em associa&ccedil;&atilde;o com a emboliza&ccedil;&atilde;o, a radioterapia pode permitir o controlo da doen&ccedil;a. Est&aacute; descrito um caso de uma menina de 9 anos de idade, com variante s&oacute;lida do ABC na 3 &ordf; v&eacute;rtebra lombar com boa resposta a baixas doses de radioterapia, mas esta situa&ccedil;&atilde;o n&atilde;o &eacute; a regra[4,7]. ABC da coluna mostram uma taxa de recorr&ecirc;ncia bastante elevada, nos primeiros 6 meses, ap&oacute;s a ressec&ccedil;&atilde;o incompleta ou radioterapia. (2,4) A recorr&ecirc;ncia depende do tratamento e equipa cir&uacute;rgica, variando entre 0- 25%[9]. No entanto, 8 casos anteriores da variante s&oacute;lida do ABC da coluna n&atilde;o recidivaram ap&oacute;s um per&iacute;odo de seguimento m&eacute;dio de 45 meses. Este comportamento, distinto do ABC convencional, particularmente na coluna vertebral, sugere que a variante s&oacute;lida deve ser reconhecida antes da cirurgia. Apesar da descri&ccedil;&atilde;o que o ABC cura com a radioterapia existe um risco de degenera&ccedil;&atilde;o maligna[3,5]. A possibilidade de cura com a ressec&ccedil;&atilde;o completa do tumor justifica a op&ccedil;&atilde;o pela ressec&ccedil;&atilde;o ampla com margens livres de tumor[2,4,8,10]. No presente caso, o primeiro procedimento, a fixa&ccedil;&atilde;o percut&acirc;nea e a bi&oacute;psia com agulha, permitiu o diagn&oacute;stico e desde logo a estabiliza&ccedil;&atilde;o da coluna vertebral, uma vez que estava iminente, dado que a ocorr&ecirc;ncia de um colapso parcial ou mesmo total vertebral est&aacute; descrito nestas les&otilde;es. O segundo procedimento, a corporectomia L5, com curetagem dos ped&iacute;culos e fus&atilde;o L4/S1 anterior com espa&ccedil;ador com enxerto &oacute;sseo aut&oacute;logo, permitiu a realiza&ccedil;&atilde;o o mais alargada e radical poss&iacute;vel da les&atilde;o, a fim de evitar uma das suas complica&ccedil;&otilde;es mais tem&iacute;veis: a recorr&ecirc;ncia local. A op&ccedil;&atilde;o de tratamento agressivo justifica-se para diminuir o risco de recidiva e morbilidade / mortalidade de outro procedimento[4].&nbsp; radioterapia adjuvante n&atilde;o &eacute; geralmente recomendado para o ABC, quer pelo risco de&nbsp; desenvolvimento sarcoma p&oacute;s-radioterapia e quer pelos bons resultados obtidos com a excis&atilde;o alargada do tumor[1, 3].</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">CONCLUSÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>A variante s&oacute;lida do ABC deve ser considerada no diagn&oacute;stico diferencial de tumores mesmo quandoenvolvendo principalmente o corpo da v&eacute;rtebra. O diagn&oacute;stico &eacute; poss&iacute;velcom base em imagens de resson&acirc;nciamagn&eacute;tica e histopatologia. O tratamento dever&aacute; consistir na excis&atilde;o radical e estabiliza&ccedil;&atilde;o para evitar arecorr&ecirc;ncia local e colapso.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</font></b></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">1. Capanna R., Albisinni U., Picci P.. Aneurysmal bone cyst of the spine. JBJS Am. 1995; 67: 527-531</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000052&pid=S1646-2122201200040000700001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font face="verdana" size="2">2. Franco Carvalho M., Lynn L, Rubens J. Surgical treatment of aneurismal bone cysts of the spine. Coluna / Columna. 2007; 6 (1): 1-6</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">3. de Kleuver Marinus, van der Heul Roy O., Veraart Ben. Aneurysmal Bone Cyst of the Spine: 31 Cases and the Importance of the Surgical Approach.  Journal Pediatrics Orthopaedics Part B. 1998; 7 (4): 286-292</font></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">4. Papagelopoulos PJ, Currier B, Shaughnessy W.  Aneurysmal Bone Cyst of the spine. Spine. 1998; 23: 621-628</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000055&pid=S1646-2122201200040000700004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">5. Turker RJ, Mardjetko S, Lubicky J. Aneurysmal bone cysts of the spine: excision 100 and stabilization. J. Pediatr Orthop. 1998; 18 (2): 209-213</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000056&pid=S1646-2122201200040000700005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font face="verdana" size="2">6. Suzuki M., Takashi S, Jun N. Solid variant of aneurismal bone cyst of the cervical spine. Spine. 2004 Sep 1; 29 (17): 376-381</font></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">7. Sanerkin NG, Mott MG, Roylance J. An unusual intraosseous lesion with fibroblastic, osteoclastic, osteoblastic, aneurismal and fibromyxoid elements: "solid" variant of aneurismal bone cyst. Cancer. 1983; 51: 2278-2286</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000058&pid=S1646-2122201200040000700007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">8. Tomita K, Kawahara N, Baba H.  Total en bloc spondylectomy. A new surgical tecnhique for primary malignant vertebral tumours. Spine. 1997; 22 (3): 324-333</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000059&pid=S1646-2122201200040000700008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">9. Cottalorda Jérôme, Bourelle Sophie. Current treatments of primary aneurismal bone cysts. Journal Pediatric Orthopaedics B. 2006; 15 (3): 155-167</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000060&pid=S1646-2122201200040000700009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font face="verdana" size="2">10. Boriani S, De Iure F, Campanacci L. Aneurysmal bone cysts of the mobile spine: report 41 cases. Spine. 2001; 26 (1): 27-35</font></p>    <p>&nbsp;</p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b><font face="Verdana" size="2">Conflito de interesse: </font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Nada a declarar.</p></font>    <p>&nbsp;</p><a name="c"></a>    <p><b><font face="Verdana" size="2"><a href="#topc">Endereço para correspondência</a></font></b></p>    <p><font face="Verdana" size="2">André Pinho     <br>Alameda Professor Hernâni Monteiro     <br>Serviço Ortopedia e Traumatologia     <br>Centro Hospitalar S. João     <br>4200 Porto    <br>Portugal    ]]></body>
<body><![CDATA[<br><a href="mailto:arpcinco@hotmail.com">arpcinco@hotmail.com</a></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Submissão: </b> 2012-08-02</font></p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Revisão: </b> 2012-09-28</font></p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Aceitação: </b> 2012-10-30</font></p>     ]]></body><back>
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