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<journal-title><![CDATA[Revista Portuguesa de Ortopedia e Traumatologia]]></journal-title>
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<publisher-name><![CDATA[Sociedade Portuguesa de Ortopedia e Traumatologia]]></publisher-name>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Fracture of the lateral process of the talus is rare and may be confused with lateral ankle sprain. Because this injury is frequent among snowboarders it is known as “snowboarder´s fracture”. Operative treatment has revealed better results of an injury when not diagnosed or late treated can produce lasting morbidity. The authors present a case report after a running over. With surgery the patient has recovered total function of the subtalar joint. The present case shows that the mechanism responsible for this fracture isn´t exclusive of snowboard. An high level of suspicion is necessary for a precocious diagnosis and proper treatment it´s central for good outcomes.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b><font face="Verdana" size="2">CASO CLÍNICO</font></b></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="4">Fratura do snowboarder</font></b></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana" size="2"><b>Pedro Serrano<sup>I</sup></b>; <b>Francisco Mercier<sup>I</sup></b>; <b>Edgar Rebelo<sup>I</sup></b>; <b>Carlos Pina<sup>I</sup></b>; <b>João Mariano<sup>I</sup></b></font></p>    <p><font face="Verdana" size="2">I. Serviço de Ortopedia. Hospitais da Universidade de Coimbra. Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra. Coimbra. Portugal.<br /></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana" size="2"><a name="topc"></a><a href="#c">Endereço para correspondência</a></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">RESUMO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A fratura do processo lateral do talus (PLT) &eacute; rara e confunde-se com a cl&iacute;nica do entorse lateral do tornozelo. Por ser frequente entre snowboarders &eacute; conhecida como a &ldquo;fratura do snowboarder&rdquo;. O tratamento cir&uacute;rgico tem revelado melhores resultados nesta patologia que n&atilde;o sendo diagnosticada, ou com tratamento tardio, conduz a morbilidade prolongada. Os autores apresentam um caso de fratura do PLT na sequ&ecirc;ncia de atropelamento. Ap&oacute;s tratamento cir&uacute;rgico o doente retomou a fun&ccedil;&atilde;o completa da articula&ccedil;&atilde;o subtalar pr&eacute;via ao acidente. Este caso cl&iacute;nico demonstra que o mecanismo de les&atilde;o n&atilde;o &eacute; exclusivo do snowboard. O &iacute;ndice de suspei&ccedil;&atilde;o elevado para o diagn&oacute;stico e o tratamento adequado &eacute; fulcral para a obten&ccedil;&atilde;o de bons resultados funcionais.</p></font>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Palavras chave</b>: Fratura do snowboarder, processo lateral do talus, entorse do tornozelo. </font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">ABSTRACT</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Fracture of the lateral process of the talus is rare and may be confused with lateral ankle sprain. Because this injury is frequent among snowboarders it is known as &ldquo;snowboarder&acute;s fracture&rdquo;. Operative treatment has revealed better results of an injury when not diagnosed or late treated can produce lasting morbidity. The authors present a case report after a running over. With surgery the patient has recovered total function of the subtalar joint. The present case shows that the mechanism responsible for this fracture isn&acute;t exclusive of snowboard. An high level of suspicion is necessary for a precocious diagnosis and proper treatment it&acute;s central for good outcomes.</p></font>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Key words</b>: Snowboarder fracture, lateral process of the talus, ankle sprain. </font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">INTRODUÇÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>O processo lateral do talus (PLT) &eacute; uma proemin&ecirc;ncia triangular com base medial que articula a n&iacute;vel dorsolateral com a f&iacute;bula e inferomedial com o calc&acirc;neo, formando a regi&atilde;o lateral da articula&ccedil;&atilde;o subtalar [1, 2]. As fraturas do PLT s&atilde;o raras. At&eacute; final da d&eacute;cada de 80 as refer&ecirc;ncias na literatura eram dispersas e com s&eacute;ries de casos curtas. O mecanismo usual de les&atilde;o era um traumatismo de alta energia [3]. Estima-se que na popula&ccedil;&atilde;o global a incid&ecirc;ncia desta fratura seja &lt;1% de todos os traumatismos do tornozelo. Com a pr&aacute;tica crescente do snowboard e alguns estudos epidemiol&oacute;gicos [4] observou-se uma incid&ecirc;ncia aumentada desta fratura ocupando 15% de todos os traumatismos do tornozelo e 32% das fraturas do tornozelo nesta modalidade [4], sendo 15 vezes mais frequente que na popula&ccedil;&atilde;o geral [3]. Por estes motivos denominou-se esta fratura rara como a &ldquo;fratura do snowboarder&rdquo;. Clinicamente confunde-se com um entorse do tornozelo [5, 6]. &Eacute; necess&aacute;rio n&iacute;vel alto de suspei&ccedil;&atilde;o que se eleva quando a dor &eacute; referida 1 cm &acirc;ntero-inferior da extremidade do mal&eacute;olo lateral ou com a presen&ccedil;a de equimose posterior &agrave; articula&ccedil;&atilde;o subtalar [6]. O diagn&oacute;stico imagiol&oacute;gico &eacute;&nbsp; realizado atrav&eacute;s de telerradiografia do tornozelo com incid&ecirc;ncia para a mortalha e perfil do tornozelo. Nesta &uacute;ltima incid&ecirc;ncia Knoch et al descreveram o &ldquo;sinal &ldquo;V&rdquo; positivo quando h&aacute; uma interrup&ccedil;&atilde;o da simetria do formato em &ldquo;V&rdquo; do talus (<a href="#f1">Figura 1</a>) [1]. Apesar de este exame poder ser suficiente para o diagn&oacute;stico, a Tomografia Computorizada (TC) &eacute; importante para uma melhor caracteriza&ccedil;&atilde;o do tipo de fratura, fraturas associadas [5], decis&atilde;o terap&ecirc;utica e &eacute; o gold standard na avalia&ccedil;&atilde;o de queixas arrastadas ap&oacute;s traumatismo do tornozelo [6]. Os autores consideram que o mecanismo de les&atilde;o, apesar de ainda n&atilde;o ser consensual na comunidade cient&iacute;fica, ser&aacute; a evers&atilde;o e rota&ccedil;&atilde;o externa do p&eacute; em carga e dorsiflex&atilde;o. O aspeto mais controverso tem sido a import&acirc;ncia da evers&atilde;o vs invers&atilde;o na les&atilde;o. Os trabalhos recentes de Funk et al [3] e Valderrabano et al [5]demostraram como o mecanismo acima citado &eacute; o mais prov&aacute;vel. A les&atilde;o entre os praticantes de snowboard acontecer&aacute; quando ocorre uma queda para a frente paralela &agrave; prancha. As botas est&atilde;o fixas &agrave; prancha que est&aacute; perpendicular aos p&eacute;s. Durante a queda a prancha funcionar&aacute; como alavanca provocando uma evers&atilde;o extrema do p&eacute; da frente que se encontra em carga e dorsiflex&atilde;o (<a href="#f2">Figura 2</a>). A les&atilde;o no p&eacute; dianteiro &eacute; superior a 2:1 em rela&ccedil;&atilde;o ao p&eacute; da retaguarda [3] n&atilde;o havendo rela&ccedil;&atilde;o da fratura com o tipo de bota usado [1]. As fraturas do PLT foram classificadas por Hawkins [7] em 3 padr&otilde;es (<a href="/img/revistas/rpot/v20n4/20n4a12f3.jpg">Figura 3</a>): Tipo I &ndash; Simples, Tipo IICominutiva e Tipo III &ndash;&nbsp; &ldquo;Lasca&rdquo; (chip). Perera et al [6] realizaram um estudo retrospetivo sobre o tratamento e resultados deste tipo de fratura e baseado na classifica&ccedil;&atilde;o proposta por Hawkins, considerando o desvio do fragmento no padr&atilde;o tipo I e propuseram uma conduta terap&ecirc;utica. (<a href="/img/revistas/rpot/v20n4/20n4a12q1.jpg">Quadro I</a>). O tipo I ser&aacute; tratado melhor com redu&ccedil;&atilde;o aberta e fixa&ccedil;&atilde;o interna (RAFI) o tipo II com excis&atilde;o do fragmento e o tipo III com tratamento conservador. Na avalia&ccedil;&atilde;o p&oacute;s operat&oacute;ria ou em casos de suspeita de fratura n&atilde;o diagnosticada o teste de &ldquo;stress para o PLT&rdquo; [5] causa dor em casos de sequelas (<a href="#f4">Figura 4</a>). Nos casos de atraso de consolida&ccedil;&atilde;o, se o fragmento for grande deve ser fixado e excisado se for pequeno [6]. Nos v&aacute;rios estudos foi evidente que o atraso de diagn&oacute;stico e as les&otilde;es n&atilde;o diagnosticadas conduziram a piores resultados [6] e morbilidade prolongada devido a atraso de consolida&ccedil;&atilde;o, pseudartrose e les&otilde;es degenerativas da subtalar [3].</p>    
<p>&nbsp;</p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>    <center><a name="f1"></a><img src="/img/revistas/rpot/v20n4/20n4a12f1.jpg"></center></p>    
<p>&nbsp;</p>    <p>    <center><a name="f2"></a><img src="/img/revistas/rpot/v20n4/20n4a12f2.jpg"></center></p>    
<p>&nbsp;</p>    <p>    <center><a href="/img/revistas/rpot/v20n4/20n4a12f3.jpg">Figura 3</a></center></p>    
<p>&nbsp;</p>    <p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<center><a href="/img/revistas/rpot/v20n4/20n4a12q1.jpg">Quadro I</a></center></p>    
<p>&nbsp;</p>    <p>    <center><a name="f4"></a><img src="/img/revistas/rpot/v20n4/20n4a12f4.jpg"></center></p>    
<p>&nbsp;</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">CASO CLÍNICO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Doente do sexo masculino, 36 anos de idade, v&iacute;tima de atropelamento (a baixa velocidade) com proje&ccedil;&atilde;o aproximadamente de 3 metros. Foi transportado para o Servi&ccedil;o de Urg&ecirc;ncia ap&oacute;s estabiliza&ccedil;&atilde;o. &Agrave; entrada encontrava-se consciente queixando-se de dor no tornozelo direito, n&atilde;o sabendo especificar o movimento de les&atilde;o, sem outras queixas. Sem traumatismo cr&acirc;neo-encef&aacute;lico ou toraco abdominal. Foi encaminhado para Ortopedia para avalia&ccedil;&atilde;o do traumatismo do membro. Apresentava dor e edema do tornozelo direito, palpa&ccedil;&atilde;o dolorosa do mal&eacute;olo lateral e regi&atilde;o infra-maleolar. Sem instabilidade da tibiot&aacute;rsica ou altera&ccedil;&otilde;es do antep&eacute;. Realizadas radiografias do tornozelo de face e perfil (<a name="topf5"></a><a href="#f5">Figura 5</a>) que revelaram imagem sugestiva de prov&aacute;vel fratura do processo lateral do talus. Para melhor caracteriza&ccedil;&atilde;o foi realizada TC articular com reconstru&ccedil;&atilde;o tridimensional (3D) (<a href="/img/revistas/rpot/v20n4/20n4a12f6.jpg">Figura 6</a>) que confirmou a fratura do processo lateral do talo com desvio &ndash; Hawkins tipo I. O doente foi imobilizado com tala gessada e ap&oacute;s melhoria do edema local ao fim de 10 dias, foi submetido a cirurgia. Atrav&eacute;s de uma abordagem lateral direta da articula&ccedil;&atilde;o subtalar, foi realizado desbridamento e limpeza do hematoma. Constatou-se fragmento &oacute;sseo volumoso e les&atilde;o correspondente a n&iacute;vel da cartilagem do calc&acirc;neo tipo &ldquo;kissing lesion&rdquo;. Foi realizada osteoss&iacute;ntese com fixa&ccedil;&atilde;o in situ do fragmento &oacute;sseo com parafuso autocompressivo (EOS&reg; 20mm). Encerramento sem drenagem, com sutura descont&iacute;nua. Imobiliza&ccedil;&atilde;o com tala posterior genupod&aacute;lica. Na radiografia de controlo p&oacute;s-operat&oacute;rio (PO) imediato confirmou-se uma redu&ccedil;&atilde;o do fragmento (<a name="topf7"></a><a href="#f7">Figura 7</a>). Alta ao 2&ordm; dia mantendo a tala e descarga total do membro. Ao 20&ordm; dia mantinha edema do p&eacute; com boa evolu&ccedil;&atilde;o cicatricial e atrofia significativa dos gastrocn&eacute;mios. Foi retirada a tala com indica&ccedil;&atilde;o para manter descarga e realizar conten&ccedil;&atilde;o el&aacute;stica. &Agrave;s 6 semanas apresentava edema residual, melhoria da atrofia muscular e limita&ccedil;&atilde;o na invers&atilde;o/evers&atilde;o do p&eacute;. Na radiografia a fratura apresentava-se consolidada iniciando neste momento carga progressiva no membro. Na consulta aos 6 meses caminhava sem limita&ccedil;&otilde;es, satisfeito com a cirurgia. Referindo ligeiro desconforto ap&oacute;s cargas mais elevadas. Sem edema local, mobilidades sim&eacute;tricas, sem dor. Controlo radiol&oacute;gico com consolida&ccedil;&atilde;o da fractura sem altera&ccedil;&otilde;es degenerativas na subtalar. Na consulta aos 18 meses negava queixas &aacute;lgicas. Sem altera&ccedil;&otilde;es na marcha ou cal&ccedil;ado. Retomou pr&aacute;tica desportiva ligeira (caminhada e corrida) sem limita&ccedil;&otilde;es. Clinicamente com mobilidades normais e indolores do tornozelo e p&eacute; (<a href="#f8">Figura 8</a>), recupera&ccedil;&atilde;o da atrofia muscular da perna. &ldquo;Stress teste&rdquo; negativo. Palpa&ccedil;&atilde;o indolor. Obteve 100 pontos na escala AOFAS. Na radiografia de controlo (<a href="#f9">Figura 9</a>) apresentava consolida&ccedil;&atilde;o da fratura sem altera&ccedil;&otilde;es degenerativas das articula&ccedil;&otilde;es adjacentes.</p>    
<p>&nbsp;</p><a name="f5"></a>     <p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<center><img src="/img/revistas/rpot/v20n4/20n4a12f5.jpg" width="495" height="393" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p>    <p>    <center><a href="/img/revistas/rpot/v20n4/20n4a12f6.jpg">Figura 6</a></center></p>    
<p>&nbsp;</p><a name="f7"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v20n4/20n4a12f7.jpg" width="493" height="378" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p>    <p>    <center><a name="f8"></a><img src="/img/revistas/rpot/v20n4/20n4a12f8.jpg"></center></p>    
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>    <p>    <center><a name="f9"></a><img src="/img/revistas/rpot/v20n4/20n4a12f9.jpg"></center></p>    
<p>&nbsp;</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">DISCUSSÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Os autores consideram que foi importante para o bom resultado funcional o diagn&oacute;stico imediato. A fratura ocorreu na sequ&ecirc;ncia de um acidente de via&ccedil;&atilde;o o que suporta a evid&ecirc;ncia que o mecanismo de les&atilde;o sobre o tornozelo ser&aacute; o mais importante para esta fratura. Apesar de um seguimento p&oacute;s-operat&oacute;rio curto a condutaterap&ecirc;utica revela-se&nbsp; adequada com um resultado funcional &oacute;timo.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">CONCLUSÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>A fratura do PLT &eacute; uma fratura rara cujo diagn&oacute;stico &eacute; poss&iacute;vel com um &iacute;ndice de suspei&ccedil;&atilde;o elevado, baseado na hist&oacute;ria e exame cl&iacute;nico. A crescente pr&aacute;tica do snowboard aumentar&aacute; a frequ&ecirc;ncia desta fratura n&atilde;o sendo esta modalidade exclusiva do mecanismo de les&atilde;o. O tratamento precoce &eacute; fundamental para evitar a morbilidade e sequelas a longo prazo.</p></font>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</font></b></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">1. von Knoch F, Reckord U, von Knock M, Sommer C. Fracture of the lateral process of the talus in snowboarders. J Bone Joint Surg(Br). 2007; 89-B (6): 772-777</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000065&pid=S1646-2122201200040001300001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font face="verdana" size="2">2. Sander RW, Lindvall E. Fractures of the lateral process. In Coughlin MJ, Mann RA, Saltzman CL, editors. Surgery of the Foot and Ankle. Philadelphia: Mosby; 2007. p. : 2129-2136.</font></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">3. Funk JR, Srinivasan SCM, Crandall JR. Snowboarder´s Talus Fractures Experimentally Produced by Eversion and Dorsiflexion. The American Journal of Sports Medicine. 2003; 31 (6): 921-928</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000067&pid=S1646-2122201200040001300003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">4. Langer P, Nickisch F, Spenciner D, Fleming B, DiGiovanni CW. In vitro Evaluation of the Effect Lateral Process Talar Excision on Ankle and Subtalar Joint Stability. Foot and Ankle International. 2007; 28 (11): 78-83</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000068&pid=S1646-2122201200040001300004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">5. Valderrabano V, Perren T, Ryf C, Rillmann P, Hintermann B. Snowboarder´s Talus Fracture - Treatment Outcome of 20 Cases After 3.5 Years. The American Journal of Sports Medicine. 2005; 33 (6): 871-880</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000069&pid=S1646-2122201200040001300005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">6. Perera A, Baker JF, Lui DF, Stephens MM. The management and outcome of lateral process fracture of the talus. Foot and Ankle Surgery. 2010; 16: 15-20</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000070&pid=S1646-2122201200040001300006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">7. Hawkins LG. Fracture of the lateral process of the talus: A review of thirteen cases. J Bone JointSurgery. 1965; 47-A: 1170-1175</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000071&pid=S1646-2122201200040001300007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font face="verdana" size="2">8. Sander RW, Lindvall E, Sanders DW. Fractures of the talus. In Bucholz RW, Heckman JD, Court-Brown C, editors. Rockwood and Green´s - Fractures in Adults. Philadelphia: LWW; 2006. p. : 2277-2278.</font></p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Conflito de interesse: </font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Nada a declarar.</p></font>    <p>&nbsp;</p><a name="c"></a>    <p><b><font face="Verdana" size="2"><a href="#topc">Endereço para correspondência</a></font></b></p>    <p><font face="Verdana" size="2">Pedro Serrano    <br>Rua Paul Harris, Lote 19.2, 2ºH    <br>3030 481 Coimbra    <br>Portugal    <br><a href="mailto:pedroruasserrano@gmail.com">pedroruasserrano@gmail.com</a></font></p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Submissão: </b> 2012-06-25</font></p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Revisão: </b> 2012-07-29</font></p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Aceitação: </b> 2012-08-28</font></p>     ]]></body><back>
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