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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The acetabular bone defects increase the complexity of the hip revision surgery by limiting the position of the acetabular components. Also, they may decrease the host bone contact área, compromising the primary stability of the implant. There is a growing body of information that suggests the usefulness of porous tantalum implants in situations where there is an acetabular bone defect, since this material has characteristics that increase primary stability and enhance osteointegration. The primary objective of this work is to evaluate, using standardized radiographic measures and validated clinical scores, a series of patients submitted to a revision hip surgery using porous tantalum implants. Between November 2005 and March 2011, 27 revision hip surgeries were performed by a single surgeon, (PD), using the porous tantalum implants. Twenty two percent (6 cases) were type IIIa of the Paprosky acetabular classification, and 4% (1 case) type IIIb. Mean follow up was 32 months. In the radiographic evaluation we found that in all the cases the center of rotation was moved to a more favorable position after the surgery. There was no implant loosening during the follow up. The Harris Hip Score went from a preoperative mean of 29,1 (min 2,8 - max 81,8) to a mean of 77,9 (min 33 - max 100) at the latest follow up visit (p<0,001). In this series of selected patients, the use of porous tantalum implants, pre-operative planning and meticulous surgical technique led to a good clinical and radiological result that was maintained during follow up.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b><font face="Verdana" size="2">ARTIGO ORIGINAL</font></b></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="4">Resultados da utilização de implantes de tântalo poroso em cirurgia de revisão acetabular</font></b></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana" size="2"><b>António Camacho<sup>I</sup></b>; <b>Francisco Pinto<sup>I</sup></b>; <b>Ricardo Almeida<sup>I</sup></b>; <b>Pedro Dantas<sup>I</sup></b>; <b>Luis Amaral<sup>I</sup></b></font></p>    <p><font face="Verdana" size="2">I. Serviço de Ortopedia. Hospital Curry Cabral. Lisboa. Portugal.<br /></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana" size="2"><a name="topc"></a><a href="#c">Endereço para correspondência</a></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">RESUMO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Introdu&ccedil;&atilde;o: Os defeitos &oacute;sseos a n&iacute;vel do acet&aacute;bulo tornam a cirurgia de revis&atilde;o da anca mais complexa pois podem comprometer a estabilidade prim&aacute;ria e posicionamento correcto dos implantes. Actualmente, acredita-se que os implantes acetabulares de t&acirc;ntalo poroso, apresentem vantagens na capacidade de reconstruir defeitos acetabulares e na sobrevida do implante, quando comparados com os implantes habitualmente utilizados. O objectivo prim&aacute;rio deste trabalho &eacute; avaliar cl&iacute;nica e radiologicamente um grupo de doentes submetidos a revis&atilde;o de artroplastia da anca, em que foram utilizados implantes de t&acirc;ntalo poroso, de modo a determinar a fun&ccedil;&atilde;o e osteointegra&ccedil;&atilde;o dos implantes.<br />Material e m&eacute;todos: Estudo longitudinal prospectivo, em que foram recolhidos os dados de todos os doentes submetidos a revis&atilde;o do componente acetabular da artroplastia da anca utilizando implantes de t&acirc;ntalo poroso.<br />Resultados: Entre Novembro de 2005 e Mar&ccedil;o de 2011 foram efectuadas 27 artroplastias de revis&atilde;o utilizando implantes de t&acirc;ntalo poroso. Todos os doentes foram operados pelo mesmo cirurgi&atilde;o (PD) . Nesta s&eacute;rie 6 casos (22%) correspondiam ao tipo IIIa da classifica&ccedil;&atilde;o acetabular de Paprosky e 1 caso (4%) ao tipo IIIb . O follow up m&eacute;dio foi de 32 meses. Radiograficamente observamos que foi poss&iacute;vel reposicionar correctamente o centro de rota&ccedil;&atilde;o da artroplastia e que durante o seguimento n&atilde;o foi observado descolamento dos componentes. Clinicamente o Harris Hip Score passou de um valor m&eacute;dio pr&eacute; operat&oacute;rio de 29,1 (m&iacute;n.2,8- max.81,8) para um valor m&eacute;dio de 77,9 (min.33- max.100) na avalia&ccedil;&atilde;o mais recente (p&lt;0,001).<br />Conclus&otilde;es: Nesta s&eacute;rie de doentes seleccionados, utilizando implantes de t&acirc;ntalo poroso, juntamente com um planeamento pr&eacute; operat&oacute;rio e t&eacute;cnica cir&uacute;rgica cuidada, foi poss&iacute;vel restaurar o correcto posicionamento dos componentes e obter uma melhoria significativa da capacidade funcional dos doentes.</p></font>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Palavras chave</b>: Anca, humano, adulto, artroplastia de revisão, acetábulo, tântalo poroso, tratamento. </font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">ABSTRACT</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>The acetabular bone defects increase the complexity of the hip revision surgery by limiting the position of the acetabular components. Also, they may decrease the host bone contact &aacute;rea, compromising the primary stability of the implant.</p>     <p>There is a growing body of information that suggests the usefulness of porous tantalum implants in situations where there is an acetabular bone defect, since this material has characteristics that increase primary stability and enhance osteointegration.</p>     <p>The primary objective of this work is to evaluate, using standardized radiographic measures and validated clinical scores, a series of patients submitted to a revision hip surgery using porous tantalum implants.</p>     <p>Between November 2005 and March 2011, 27 revision hip surgeries were performed by a single surgeon, (PD), using the porous tantalum implants. Twenty two percent (6 cases) were type IIIa of the Paprosky acetabular classification, and 4% (1 case) type IIIb. Mean follow up was 32 months. In the radiographic evaluation we found that in all the cases the center of rotation was moved to a more favorable position after the surgery. There was no implant loosening during the follow up. The Harris Hip Score went from a preoperative mean of 29,1 (min 2,8 &ndash; max 81,8) to a mean of 77,9 (min 33 &ndash; max 100) at the latest follow up visit (p&lt;0,001).</p>     <p>In this series of selected patients, the use of porous tantalum implants, pre-operative planning and meticulous surgical technique led to a good clinical and radiological result that was maintained during follow up.</p></font>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Key words</b>: Hip, acetabulum, prosthesis, prosthesis failure, adult, Human, treatment outcome, arthroplasty. </font></p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">INTRODUÇÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>A cirurgia de revis&atilde;o da artroplastia da anca tem como princ&iacute;pios base a remo&ccedil;&atilde;o dos componentes n&atilde;o funcionantes, o preenchimento dos defeitos &oacute;sseos e a coloca&ccedil;&atilde;o de implantes est&aacute;veis numa posi&ccedil;&atilde;o que recrie a anatomia original. Actualmente os defeitos &oacute;sseos acetabulares s&atilde;o um dos principais problemas com que o cirurgi&atilde;o se defronta e a sua extens&atilde;o pode comprometer a estabilidade prim&aacute;ria e posicionamento do componente acetabular. <br />&Eacute; de grande import&acirc;ncia o modo como se aborda a perda &oacute;ssea acetabular pois para obter um bom resultado a longo prazo os implantes necessitam de um correcto posicionamento e tem que haver osteointegra&ccedil;&atilde;o destes [1,2]. Para que ocorra a osteointegra&ccedil;&atilde;o o implante tem que ter uma boa estabilidade prim&aacute;ria e estar em contacto com osso vi&aacute;vel[3].<br />Actualmente ainda n&atilde;o se chegou a um consenso em rela&ccedil;&atilde;o ao modo de obter uma fixa&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria est&aacute;vel e subsequente osteointegra&ccedil;&atilde;o[4].<br />Os implantes em t&acirc;ntalo poroso apresentam uma elasticidade, coeficiente de fric&ccedil;&atilde;o[5] e porosidade[6] que favorecem a estabilidade prim&aacute;ria, levando a uma extensa e r&aacute;pida osteointegra&ccedil;&atilde;o[7]. Os implantes deste material desenhados para a artroplastia da anca t&ecirc;m ent&atilde;o estas vantagens te&oacute;ricas e apresentam-se como uma solu&ccedil;&atilde;o polivalente, sendo utilizados com bons resultados em casos com um stock &oacute;sseo diminu&iacute;do[8, 9]. O objectivo deste estudo &eacute; relatar a experi&ecirc;ncia do nosso centro na utiliza&ccedil;&atilde;o de implantes acetabulares de t&acirc;ntalo poroso, no tratamento de doentes com fal&ecirc;ncia de artroplastia total da anca.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">MATERIAL E MÉTODOS</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Os dados deste estudo foram colhidos de modo prospectivo, durante as consultas de seguimento e durante o procedimento cir&uacute;rgico. Foram avaliados os registos cl&iacute;nicos e radiografias de 27 doentes consecutivos submetidos a cirurgia revis&atilde;o acetabular. Todos os doentes foram operados pelo mesmo cirurgi&atilde;o (PD). Os doentes foram observados aos 1, 3, 6 e 12 meses p&oacute;s operat&oacute;rios depois anualmente caso n&atilde;o surgissem complica&ccedil;&otilde;es. A avalia&ccedil;&atilde;o radiogr&aacute;fica da anca do doente foi efectuada com base nas radiografias AP da bacia pr&eacute; operat&oacute;ria, p&oacute;s-operat&oacute;ria imediata e na radiografia mais recente dispon&iacute;vel. Toda a avalia&ccedil;&atilde;o radiogr&aacute;fica foi efectuada pelo mesmo autor utilizando o software OsiriX (Pixmeo Sarl, Sui&ccedil;a). As radiografias pr&eacute; operat&oacute;rias anteroposteriores da bacia foram classificadas de acordo com a classifica&ccedil;&atilde;o de defeitos acetabulares de Paprosky[10]. Foi medida a dist&acirc;ncia horizontal do centro de rota&ccedil;&atilde;o de ambas as ancas &agrave; linha de Kohler e a dist&acirc;ncia vertical &agrave; linha de Hilgenreiner (<a href="/img/revistas/rpot/v21n1/21n1a02f1.jpg">Figura 1</a>). Estes mesmos par&acirc;metros foram avaliados na radiografia p&oacute;s-operat&oacute;ria imediata e actual. Estes par&acirc;metros foram ainda comparados com o lado contralateral nos casos em que esta anca n&atilde;o estava afectada. Consideramos como fal&ecirc;ncia radiogr&aacute;fica uma migra&ccedil;&atilde;o do componente superior a 5 mm horizontal ou vertical, linha radiotransparente maior que 2mm em todas as zonas, fal&ecirc;ncia de parafusos ou varia&ccedil;&atilde;o do &acirc;ngulo de inclina&ccedil;&atilde;o acetabular em mais de 5&ordm; [11]. &nbsp;O resultado funcional foi avaliado com o Harris Hip Score (HHS)[8] que foi medido na consulta pr&eacute; operat&oacute;ria e na consulta de seguimento mais recente. Para an&aacute;lise estat&iacute;stica foi utilizado o software R vers&atilde;o 2.15.0 (The R Foundation for Statistical Computing). Foi utilizado o teste n&atilde;o param&eacute;trico de Wilcoxon para amostras emparelhadas para testar a exist&ecirc;ncia de diferen&ccedil;as entre grupos.</p>    
<p>&nbsp;</p>    <p>    <center><a href="/img/revistas/rpot/v21n1/21n1a02f1.jpg">Figura 1</a></center></p>    
<p>&nbsp;</p></font>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">TÉCNICA CIRÚRGICA</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Em todos os doentes foi efectuado um planeamento pr&eacute;-operat&oacute;rio para decidir o melhor posicionamento do implante, tendo em conta o capital &oacute;sseo existente e o objectivo de restaurar o centro de rota&ccedil;&atilde;o da anca. Todos os doentes foram operados por via postero-externa, em dec&uacute;bito lateral. O defeito &oacute;sseo acetabular foi confirmado ap&oacute;s a extrac&ccedil;&atilde;o do componente acetabular pr&eacute;vio. Procedeu-se a fresagem progressiva de modo a obter o melhor press-fit entre a parede anterior e posterior. Os componentes de teste eram utilizados para avaliar a extens&atilde;o do defeito, avaliar a estabilidade inicial do implante e a necessidade da utiliza&ccedil;&atilde;o de aumentos. Em 9 casos decidiu-se que havia necessidade de utilizar aumentos de t&acirc;ntalo poroso de modo a colocar os componentes de um modo est&aacute;vel na posi&ccedil;&atilde;o pretendida. A fixa&ccedil;&atilde;o do componente acetabular foi sempre suplementada com um m&iacute;nimo de 2 parafusos. No p&oacute;s-operat&oacute;rio todos os doentes fizeram carga parcial ligeira durante um per&iacute;odo de 6 a 12 semanas consoante a estabilidade prim&aacute;ria conseguida e a &aacute;rea de contacto implante-osso hospedeiro.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">RESULTADOS</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Entre Novembro de 2005 e Mar&ccedil;o de 2011 foram efectuadas 27 artroplastias de revis&atilde;o utilizando implantes de t&acirc;ntalo poroso. As caracter&iacute;sticas dos doentes encontram-se resumidas no <a href="/img/revistas/rpot/v21n1/21n1a02q1.jpg">Quadro I</a>. Nesta s&eacute;rie, 10 doentes (37%) eram do sexo masculino e 17 doentes (63%) do sexo feminino, a idade m&eacute;dia &agrave; data da artroplastia era 70 anos (entre 50 e 85). Uma doente foi perdida para o follow up por &oacute;bito no p&oacute;s operat&oacute;rio, 6 doentes n&atilde;o se encontravam dispon&iacute;veis para a avalia&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica completa com o HHS e em 4 casos n&atilde;o foi poss&iacute;vel obter o seguimento radiogr&aacute;fico completo. As indica&ccedil;&otilde;es para a revis&atilde;o do componente acetabular foram descolamento ass&eacute;ptico em 21 casos (78%), infec&ccedil;&atilde;o em 2 casos (7%), protus&atilde;o acetabular de hemiartoplastia em 1 caso , luxa&ccedil;&atilde;o do liner de polietileno em 1 caso, fractura do componente acetabular em 1 caso e desgaste do polietileno em 1 caso. O componente femoral foi revisto no mesmo tempo operat&oacute;rio em 9 casos (33%). Foram aplicados aumentos de t&acirc;ntalo poroso em 9 casos (33%). Houve necessidade de suplementa&ccedil;&atilde;o de defeitos &oacute;sseos com enxerto fragmentado de osso de cad&aacute;ver em 8 casos (30%). A classifica&ccedil;&atilde;o dos casos de acordo com Paprosky foi a seguinte, tipos I e II(a,b,c) 20 casos (74%), , tipo IIIa 6 casos (22%) (<a href="/img/revistas/rpot/v21n1/21n1a02f2.jpg">Figura 2</a>) e tipo IIIb 1 caso (4%) (<a href="/img/revistas/rpot/v21n1/21n1a02f3.jpg">Figura 3</a>). Houve um &oacute;bito no per&iacute;odo p&oacute;s-operat&oacute;rio por isqu&eacute;mia mesent&eacute;rica. As principais complica&ccedil;&otilde;es observadas incluem 2 casos de infec&ccedil;&atilde;o da ferida operat&oacute;ria que responderam bem a antibioterapia dirigida, 1 caso de calcifica&ccedil;&otilde;es heterot&oacute;picas e 1 caso de avuls&atilde;o do grande troc&acirc;nter.<br />    
<p>&nbsp;</p>    <p>    <center><a href="/img/revistas/rpot/v21n1/21n1a02q1.jpg">Quadro I</a></center></p>    
<p>&nbsp;</p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>    <center><a href="/img/revistas/rpot/v21n1/21n1a02f2.jpg">Figura 2</a></center></p>    
<p>&nbsp;</p>    <p>    <center><a href="/img/revistas/rpot/v21n1/21n1a02f3.jpg">Figura 3</a></center></p>    
<p>&nbsp;</p>N&atilde;o houve nenhum caso de descolamento ass&eacute;ptico ou de luxa&ccedil;&atilde;o p&oacute;s operat&oacute;ria da artroplastia, n&atilde;o se observaram luxa&ccedil;&otilde;es ou fracturas do &ldquo;liner&rdquo;.<br />Em m&eacute;dia o centro de rota&ccedil;&atilde;o da anca passou de uma posi&ccedil;&atilde;o de 20,31mm acima do contra-lateral para uma posi&ccedil;&atilde;o de 3,79mm acima do contra-lateral (<a href="/img/revistas/rpot/v21n1/21n1a02q2.jpg">Quadro II</a>). Na &uacute;ltima avalia&ccedil;&atilde;o radiogr&aacute;fica, o centro de rota&ccedil;&atilde;o da anca operada, encontrava-se em m&eacute;dia a 5 mm acima do contralateral. Relativamente &agrave; dist&acirc;ncia horizontal o centro de rota&ccedil;&atilde;o passou de uma m&eacute;dia de 3,5mm mais externo para um valor de 0.66mm, sendo que na &uacute;ltima avalia&ccedil;&atilde;o estava em m&eacute;dia 2,18mm mais externo quando comparado com o contra-lateral.<br />    
<p>    <center><a href="/img/revistas/rpot/v21n1/21n1a02q2.jpg">Quadro II</a></center></p>    
<p>&nbsp;</p>Na parte funcional o HHS passou de um valor m&eacute;dio pr&eacute; operat&oacute;rio de 29,1 (2,8-81,8) para um valor m&eacute;dio de 77,9 (33-100) na &uacute;ltima avalia&ccedil;&atilde;o (p&lt;0,001), em 50% dos casos o HHS era superior a 80 pontos e em 2 casos inferior a 60 pontos.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b><font face="Verdana" size="2">DISCUSSÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>A perda &oacute;ssea acetabular apresenta-se como o principal problema na cirurgia de revis&atilde;o acetabular. Actualmente acredita-se que a oste&oacute;lise deriva de uma reac&ccedil;&atilde;o inflamat&oacute;ria, &agrave;s part&iacute;culas de desgaste produzidas nas diferentes superf&iacute;cies de contacto da artroplastia [12]. Esta mesma oste&oacute;lise e remo&ccedil;&atilde;o dos componentes predisp&otilde;em &agrave; exist&ecirc;ncia de defeitos &oacute;sseos que podem ser classificados de m&uacute;ltiplas maneiras. Em todas elas se depreende a inter-rela&ccedil;&atilde;o entre as caracter&iacute;sticas do defeito (local, dimens&otilde;es) e a estabilidade. A cl&aacute;ssica designa&ccedil;&atilde;o de defeito cavit&aacute;rio ou segmentar ajuda no racioc&iacute;nio sobre o tipo de suporte estrutural poss&iacute;vel, mas n&atilde;o &eacute; conclusivo sobre o tipo de implante necess&aacute;rio para uma estabilidade apropriada. J&aacute; Paprosky, na sua classifica&ccedil;&atilde;o amplamente utilizada[13], procura avaliar qual a probabilidade de obtermos, com uma c&uacute;pula hemisf&eacute;rica n&atilde;o cimentada, uma estabilidade prim&aacute;ria que permita a osteo-integra&ccedil;&atilde;o do implante. A import&acirc;ncia da estabilidade prim&aacute;ria &eacute; explicada pelos requisitos para a osteointegra&ccedil;&atilde;o dos implantes. Nos casos em que as superf&iacute;cies de contacto distem mais de 50 micrometros e a amplitude dos micromovimentos seja superior a 100 micrometros existe uma grande probabilidade de se formar uma membrana fibrosa entre o implante e o osso hospedeiro impedindo assim uma verdadeira osteointegra&ccedil;&atilde;o[14]. Segundo a literatura, a maioria dos casos de revis&atilde;o acetabular apresenta defeitos &oacute;sseos que n&atilde;o impedem a utiliza&ccedil;&atilde;o de acet&aacute;bulos hemisf&eacute;ricos n&atilde;o cimentados, sendo os resultados a longo prazo bons[4, 15]. Por vezes n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel obter uma boa estabilidade prim&aacute;ria com o componente na posi&ccedil;&atilde;o normal, nestes casos o cirurgi&atilde;o tem que optar entre tentar obter estabilidade com o componente numa posi&ccedil;&atilde;o mais proximal, elevando o centro de rota&ccedil;&atilde;o da anca, ou utilizar enxerto &oacute;sseo ou aumentos de material sint&eacute;tico, para conseguir obter estabilidade na posi&ccedil;&atilde;o desejada. Uma vez que n&atilde;o existem medidas absolutas, a posi&ccedil;&atilde;o do centro de rota&ccedil;&atilde;o &eacute; avaliada em fun&ccedil;&atilde;o da sua dist&acirc;ncia horizontal &agrave; linha de Kohler e da dist&acirc;ncia vertical &aacute; linha de Hilgenreiner. <br />Neste estudo, 20 casos (74%) apresentavam defeitos Paprosky tipo 1 ou 2 em que classicamente &eacute; poss&iacute;vel obter estabilidade prim&aacute;ria e uma osteointegra&ccedil;&atilde;o adequada com uma c&uacute;pula hemisf&eacute;rica com parafusos. No entanto os implantes met&aacute;licos habitualmente utilizados apresentam uma elevada rigidez e m&aacute; transmiss&atilde;o das cargas para o osso, levando a uma redu&ccedil;&atilde;o da densidade &oacute;ssea a n&iacute;vel do acet&aacute;bulo, este fen&oacute;meno, designado por "stress-shielding" acontece em menor grau com os implantes em t&acirc;ntalo poroso[16].<br />Os restantes 7 casos (36%), tinham defeitos &oacute;sseos Paprosky tipo 3, em que a estabilidade inicial do implante de teste &eacute; insatisfat&oacute;ria. Nestes casos, em que habitualmente a &aacute;rea do implante que contacta com o osso &eacute; menor que 50%, a osteointegra&ccedil;&atilde;o do implante &eacute; incerta. Os componentes hemisf&eacute;ricos n&atilde;o cimentados apresentam taxas de fal&ecirc;ncia at&eacute; 70% aos 5 anos[13]. Ent&atilde;o para conseguir uma maior &aacute;rea de contacto entre o osso e o implante, este pode ser colocado numa posi&ccedil;&atilde;o mais cef&aacute;lica[17], utilizar um implante de grande di&acirc;metro[18] ou com uma forma n&atilde;o hemisf&eacute;rica [19, 20]. O problema destas t&eacute;cnicas &eacute; que falham em reproduzir a posi&ccedil;&atilde;o do centro de rota&ccedil;&atilde;o da anca ou ent&atilde;o apresentam taxas de descolamento elevadas&nbsp;[20].<br />Neste estudo, a utiliza&ccedil;&atilde;o de implantes acetabulares em t&acirc;ntalo poroso conjugados com aumentos em t&acirc;ntalo poroso e, em certos casos, com aloenxerto n&atilde;o estrutural, possibilitou uma correc&ccedil;&atilde;o dos defeitos &oacute;sseos, permitindo um adequado posicionamento do centro de rota&ccedil;&atilde;o da anca em todos os casos. Para al&eacute;m disso n&atilde;o foi observada migra&ccedil;&atilde;o clinicamente significativa dos componentes durante o per&iacute;odo do estudo. Pensamos que o alto coeficiente de fric&ccedil;&atilde;o do t&acirc;ntalo poroso ajudou a obter um boa estabilidade prim&aacute;ria e a e elevada porosidade e grande superf&iacute;cie de contacto facilitaram a osteointegra&ccedil;&atilde;o.<br />Em metade dos casos o resultado funcional foi bom ou excelente (HHS&gt; 80) [21] e em apenas 2 casos o resultado funcional foi mau. Atribu&iacute;mos estes resultados positivos ao correcto posicionamento do centro de rota&ccedil;&atilde;o da anca, que permite um funcionamento eficaz dos abdutores da anca, facilitanto a marcha e n&atilde;o comprometendo a sobrevida do implante[22, 23]. Podemos apontar como limita&ccedil;&otilde;es deste estudo o facto de se tratar de uma s&eacute;rie pequena de casos n&atilde;o randomizados e de se tratar de um seguimento a curto/m&eacute;dio prazo, no entanto os resultados obtidos s&atilde;o compar&aacute;veis com o descrito na literatura[8, 9].<br />Com base na nossa experi&ecirc;ncia recomendamos a utiliza&ccedil;&atilde;o de implantes em t&acirc;ntalo poroso em casos de cirurgia de revis&atilde;o acetabular, uma vez que estes implantes n&atilde;o cimentados possibilitam a reconstru&ccedil;&atilde;o de uma grande variedade de defeitos &oacute;sseos, sem a utiliza&ccedil;&atilde;o de aloenxertos estruturais, com bons resultados funcionais, que se mant&ecirc;m ao longo do tempo.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</font></b></p>    <p><font face="verdana" size="2">1. Templeton JE, Callaghan JJ, Goetz DD, Sullivan PM, Johnston RC. 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