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<journal-title><![CDATA[Revista Portuguesa de Ortopedia e Traumatologia]]></journal-title>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Ligamentoplastia do ligamento cruzado anterior Do osso-tendão-osso para os isquiotibiais: melhorámos?]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Centro Hospitalar de Setúbal Hospital Ortopédico de Sant’iago do Outão ]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The graft choice for reconstruction of the ACL is still a matter of debate. Over the last years hamstring graft has been favored over the patellar tendon graft. The objective of this study was to determine whether the type of graft affects the clinical, functional and radiographic outcome of anterior cruciate ligament reconstruction. We also intended to demonstrate which patient and injury factors affected the outcomes. In this retrospective study we compared 17 patients submitted to ACL reconstruction using hamstringautograft with 31 patients submitted to ACL reconstruction using patellar tendon autograft, with a follow-up of 2.18 years. We compared patient, injury, surgical, clinical, functional and radiological factors as well as global patient satisfaction. IKDC and Tegner-Lysholm scores were applied. Both groups obtained good to excellent functional scores with no statistic difference amongst them. Tallerpatients obtained better functional scores, independently of any other factor (IKDC p<0,02, TL p<0,01). We found no difference between the two groups for the presence of clinical instability (p=0,42) but we could verify that female patients have more risk of having clinical signs of instability (p=0.01). We did not find any difference between groups for sports activity, competition or leisure kind. (p=0,59 e p=1). We did not find any difference between groups for the presence of radiographic evidence of osteoarthritis but an association was found between the presence of osteoarthritis and the time between lesion and surgery (p=0.014). We concluded that the graft used for reconstruction of the ACL did not affect the outcomes for this group of patients. We identified a direct relation between the good to excellent results and the factors male sex, high height and a diminished time from injury to surgery.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Ligamento cruzado anterior]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b><font face="Verdana" size="2">ARTIGO ORIGINAL</font></b></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b> <font face="Verdana" size="4">Ligamentoplastia do ligamento cruzado anterior Do osso-tendão-osso para os isquiotibiais: melhorámos?</font></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Teresa Silva<sup>I</sup></b>; <b>Manuel Virgolino<sup>I</sup></b>; <b>Pedro Pessoa<sup>I</sup></b>; <b>Carlos  Ribeiro<sup>I</sup></b></font></p>    <p><font face="Verdana" size="2">I. Hospital Ortopédico de Santiago do Outão. Centro Hospitalar de Setúbal. Setúbal. Portugal.<br /></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana" size="2"><a name="topc"></a><a href="#c">Endereço para correspondência</a></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">RESUMO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A escolha do tipo de enxerto para a reconstru&ccedil;&atilde;o do ligamento cruzado anterior mant&eacute;m-se alvo de discuss&atilde;o. Nos &uacute;ltimos anos favoreceu-se a utiliza&ccedil;&atilde;o de tend&otilde;es isquiotibiais sobre o enxerto rotuliano. O objectivo deste estudo foi determinar se tipo de enxerto influencia o resultado da ligamentoplastia. Pretendemos ainda avaliar a import&acirc;ncia das caracter&iacute;sticas do doente, da les&atilde;o, do timing de interven&ccedil;&atilde;o e da t&eacute;cnica de fixa&ccedil;&atilde;o nos resultados obtidos.<br />Neste estudo observacional retrospectivo foram comparados 17 doentes submetidos a ligamentoplastia osso-tend&atilde;o-osso com 31 doentes submetidos a ligamentoplastia com tend&otilde;es isquiotibiais, com um tempo m&eacute;dio de seguimento de 2.18 anos. Avaliaram-se par&acirc;metros biogr&aacute;ficos, temporais, lesionais, cir&uacute;rgicos, cl&iacute;nicos, radiol&oacute;gicos e satisfa&ccedil;&atilde;o global do doente. Aplicaram-se os scores funcionais IKDC e Tegner-Lysholm. <br />Ambos os grupos obtiveram scores funcionais m&eacute;dios bons a excelentes sem diferen&ccedil;a estatisticamente significativa entre si. Os doentes de estatura mais elevada apresentaram melhores scores funcionais, independentemente de qualquer outra vari&aacute;vel (IKDC p&lt;0,02, TL p&lt;0,01). N&atilde;o foi encontrada diferen&ccedil;a entre os dois grupos (p=0,42) para a presen&ccedil;a de sinais cl&iacute;nicos de instabilidade mas verificou-se que o sexo feminino tem maior probabilidade de apresentar instabilidade cl&iacute;nica (p=0.01). N&atilde;o encontr&aacute;mos diferen&ccedil;a entre os grupos em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; pr&aacute;tica desportiva recreativa ou de competi&ccedil;&atilde;o (p=0,59 e p=1). N&atilde;o se verificou diferen&ccedil;a entre os dois grupos para a presen&ccedil;a de sinais radiol&oacute;gicos de artrose mas encontr&aacute;mos associa&ccedil;&atilde;o entre sinais de artrose e tempo decorrido entre les&atilde;o e cirurgia (p=0.014)<br />Conclu&iacute;mos que o tipo de enxerto utilizado n&atilde;o influenciou os resultados obtidos nesta amostra. Identific&aacute;mos uma rela&ccedil;&atilde;o directa entre os bons a excelentes resultados e as vari&aacute;veis sexo masculino, estatura elevada e tempo reduzido entre les&atilde;o e cirurgia.</p></font>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Palavras chave</b>: Ligamento cruzado anterior, osso-tendão-osso, isquiotibiais, estatura, sexo feminino, artrose. </font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">ABSTRACT</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>The graft choice for reconstruction of the ACL is still a matter of debate. Over the last years hamstring graft has been favored over the patellar tendon graft. The objective of this study was to determine whether the type of graft affects the clinical, functional and radiographic outcome of anterior cruciate ligament reconstruction. We also intended to demonstrate which patient and injury factors affected the outcomes.</p>     <p>In this retrospective study we compared 17 patients submitted to ACL reconstruction using hamstringautograft with 31 patients submitted to ACL reconstruction using patellar tendon autograft, with a follow-up of 2.18 years.</p>     <p>We compared patient, injury, surgical, clinical, functional and radiological factors as well as global patient satisfaction. IKDC and Tegner-Lysholm scores were applied.</p>     <p>Both groups obtained good to excellent functional scores with no statistic difference amongst them. Tallerpatients obtained better functional scores, independently of any other factor (IKDC p&lt;0,02, TL p&lt;0,01). We found no difference between the two groups for the presence of clinical instability (p=0,42) but we could verify that female patients have more risk of having clinical signs of instability (p=0.01). We did not find any difference between groups for sports activity, competition or leisure kind. (p=0,59 e p=1). We did not find any difference between groups for the presence of radiographic evidence of osteoarthritis but an association was found between the presence of osteoarthritis and the time between lesion and surgery (p=0.014).</p>     <p>We concluded that the graft used for reconstruction of the ACL did not affect the outcomes for this group of patients. We identified a direct relation between the good to excellent results and the factors male sex, high height and a diminished time from injury to surgery.</p></font>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Key words</b>: Anterior cruciate ligament, bone-tendon-bone, hamstring, height, female, osteoarthritis. </font></p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">INTRODUÇÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>A reconstru&ccedil;&atilde;o do ligamento cruzado anterior (LCA) tem como objectivo restituir a estabilidade anterior e rotacional do joelho, devolver a funcionalidade e evitar a degenera&ccedil;&atilde;o precoce desta articula&ccedil;&atilde;o de carga.<br />A rotura completa do LCA &eacute; caracteristicamente uma les&atilde;o do jovem com h&aacute;bitos desportivos e nesse contexto o resultado pretendido n&atilde;o se limita &agrave; recupera&ccedil;&atilde;o de uma marcha assintom&aacute;tica mas prev&ecirc; igualmente o regresso &agrave; actividade desportiva, muitas vezes de alto rendimento.<br />A escolha do enxerto e da t&eacute;cnica cir&uacute;rgica para a reconstru&ccedil;&atilde;o ligamentar continuam a ser alvo de discuss&atilde;o. A t&eacute;cnica de ligamentoplastia com enxerto rotuliano tem resultados comprovadamente bons[2,5]e foi, at&eacute; recentemente, a t&eacute;cnica de elei&ccedil;&atilde;o. <br />Nos &uacute;ltimos anos verificou-se uma mudan&ccedil;a de atitude com a publica&ccedil;&atilde;o de m&uacute;ltiplos artigos que parecem favorecer a ligamentoplastia LCA com enxerto de tend&otilde;es isquiotibiais pela sua menor morbilidade local[18].<br />O objectivo do presente estudo foi comparar os dois m&eacute;todos de tratamento em termos cl&iacute;nicos, funcionais e radiol&oacute;gicos, de forma a compreender se a mudan&ccedil;a de atitude terap&ecirc;utica trouxe real benef&iacute;cio aos doentes tratados na nossa institui&ccedil;&atilde;o. <br />Pretendemos compreender tamb&eacute;m as caracter&iacute;sticas do doente, da les&atilde;o, do timing de interven&ccedil;&atilde;o e da t&eacute;cnica de fixa&ccedil;&atilde;o utilizada que pudessem ter sido determinantes para o sucesso terap&ecirc;utico na amostra estudada.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">MATERIAL E MÉTODOS</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Procedeu-se a um estudo observacional retrospectivo. <br />Foram seleccionados todos os doentes submetidos a ligamentoplastia LCA com enxerto aut&oacute;logo de tend&atilde;o rotuliano ou tend&otilde;es isquiotibiais (recto interno e semi-tendinoso) entre 2007 e 2010, per&iacute;odo que se refere &agrave; introdu&ccedil;&atilde;o da segunda t&eacute;cnica nesta institui&ccedil;&atilde;o. <br />Foram crit&eacute;rios de exclus&atilde;o a presen&ccedil;a de rotura parcial, presen&ccedil;a de rotura do ligamento cruzado posterior, cirurgia de revis&atilde;o e a t&eacute;cnica de ligamentoplastia LCA com duplo t&uacute;nel femoral. <br />Foram observados 48 doentes de um universo de 104 doentes submetidos a ligamentoplastia LCA que cumpriram os crit&eacute;rios de inclus&atilde;o. <br />Destes 48 doentes, 17 foram tratados pela t&eacute;cnica de ligamentoplastia LCA osso-tend&atilde;o-osso com enxerto de tend&atilde;o rotuliano (grupo 1- OTO) e 31 pela t&eacute;cnica de ligamentoplastia LCA com enxerto de dois tend&otilde;es isquiotibiais e t&uacute;nel &uacute;nico femoral transtibial (grupo 2-IT). <br />Avaliaram-se par&acirc;metros biogr&aacute;ficos, temporais, lesionais, cir&uacute;rgicos, cl&iacute;nicos e radiol&oacute;gicos, bem como a satisfa&ccedil;&atilde;o global do doente.<br />Os dados relativos &agrave; les&atilde;o inicial e t&eacute;cnica cir&uacute;rgica foram obtidos a partir da consulta dos processos cl&iacute;nicos em arquivo. <br />Os doentes foram convocados nominalmente para avalia&ccedil;&atilde;o em consulta onde foram observados os par&acirc;metros cl&iacute;nicos e aplicados os scores funcionais IKDC e Tegner-Lysholm. <br />Foi realizada avalia&ccedil;&atilde;o radiol&oacute;gica atrav&eacute;s de radiografia AP em carga e em perfil de ambos os joelhos e aplicada a escala de artrose de Kellgren-Lawrence. <br />Os resultados foram analisados estatisticamente com recurso ao programa JMP 8.0.2 tatistical Discovery Software, foram aplicados os testes T de Student, Chi-quadrado e teste exacto de Fisher.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">RESULTADOS</font></b></p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Dados demográficos, tempo de seguimento e lesões associadas</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Na amostra existe uma predomin&acirc;ncia do sexo masculino, 85%, e a idade m&eacute;dia no momento de cirurgia &eacute; de 27,9 anos. <br />O tempo decorrido entre a les&atilde;o e a cirurgia &eacute;, em m&eacute;dia, 24,7 meses. <br />O tempo m&eacute;dio de follow-up &eacute; de 2,18 anos e &eacute; 1,9 vezes superior para o grupo 1-OTO, com significado estat&iacute;stico (<a name="topt1"></a><a href="#q1">Quadro I</a>). <br />    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p><a name="q1"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v21n1/21n1a03q1.jpg" width="525" height="339" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p>No grupo 1-OTO, 6 doentes, 35%, apresentavam les&atilde;o meniscal e 2 doentes, 12%, les&atilde;o condral no momento da cirurgia. <br />No grupo 2-IT, 12 doentes, 39%, apresentavam les&atilde;o meniscal e 2 doentes, 6,5%, les&atilde;o condral no momento da cirurgia. <br />N&atilde;o foram encontradas diferen&ccedil;as estatisticamente significativas entre os dois grupos para p&lt;0,05 em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; idade, g&eacute;nero, tempo entre les&atilde;o e cirurgia e les&otilde;es associadas (<a name="topt1"></a><a href="#q1">Quadro I</a>).    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2"> Técnica cirúrgica e reabilitação</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Do ponto de vista de t&eacute;cnica cir&uacute;rgica, todos os doentes inclu&iacute;dos neste estudo foram operados por especialistas de igual n&iacute;vel de diferencia&ccedil;&atilde;o, dedicados &agrave; subespecialidade de joelho. Foi utilizada a t&eacute;cnica de t&uacute;nel &uacute;nico femoral realizado por via transtibial. Foi vari&aacute;vel o material escolhido para a fixa&ccedil;&atilde;o do enxerto (<a href="#q2">Quadro II</a>) <br />    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana" size="2">    <center><a name="q2"></a><img src="/img/revistas/rpot/v21n1/21n1a03q2.jpg"></center></font></p>    
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>A reabilita&ccedil;&atilde;o foi realizada segundo protocolo hospitalar em 56% dos casos, sendo os restantes submetidos a protocolos individuais das clinicas de fisioterapia onde receberam cuidados. <br />Foram registadas duas complica&ccedil;&otilde;es p&oacute;s-operat&oacute;rias imediatas, um caso de deisc&ecirc;ncia de ferida operat&oacute;ria do local de colheita de enxerto no grupo 1-OTO e um caso de tromboflebite da perna no grupo 2-IT.<br />Salientamos que 5 doentes (29%) no Grupo 1 &ndash; OTO e 8 doentes (26%) no Grupo 2 &ndash; IT tiveram pelo menos um epis&oacute;dio de entorse do joelho com derrame documentado ap&oacute;s a cirurgia. Estes doentes tiveram piores resultados cl&iacute;nicos, como se descrever&aacute; adiante.</p></font>    <p><b><font face="Verdana" size="2"> Score funcionais (IKDC e Tegner-Lysholm) e Satisfação global</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Do ponto de vista funcional o grupo 1-OTO apresenta um score IKDC m&eacute;dio de 79,33 e um score Tegner-Lysholm m&eacute;dio de 84,47. O grupo 2-IT, apresenta um score IKDC m&eacute;dio de 83,23 e um score Tegner-Lysholm m&eacute;dio de 91,80 (<a href="#q3">Quadro III</a>).<br />    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana" size="2">    <center><a name="q3"></a><img src="/img/revistas/rpot/v21n1/21n1a03q3.jpg"></center></font></p>    
<p>&nbsp;</p>Comparando os dois tipos de ligamentoplastia nos scores aplicados, n&atilde;o h&aacute; diferen&ccedil;a significativa para p&lt;0.05.&nbsp;&nbsp; &nbsp;<br />Analisando a amostra global, os doentes do sexo masculino apresentam valores mais elevados no score IKDC (p &lt; 0.01) e no score Tegner-Lysholm (p&lt;0.01). Os indiv&iacute;duos do sexo masculino t&ecirc;m tamb&eacute;m uma maior probabilidade de ter um n&iacute;vel de satisfa&ccedil;&atilde;o superior (p&lt;0,01).<br />Verificou-se na an&aacute;lise desta amostra que os doentes de estatura mais elevada apresentam melhores scores funcionais, independentemente de qualquer outra vari&aacute;vel demogr&aacute;fica ou cir&uacute;rgica (IKDC p&lt;0,02, TL p&lt;0,01) (<a href="/img/revistas/rpot/v21n1/21n1a03f1.jpg">Figura 1</a>).<br />    
<p>&nbsp;</p>    <p>    <center><a href="/img/revistas/rpot/v21n1/21n1a03f1.jpg">Figura 1</a></center></p>    
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>Na an&aacute;lise de subgrupos n&atilde;o se encontra rela&ccedil;&atilde;o significativa entre os scores funcionais IKDC e Tegner-Lysholm e a idade, o IMC, os diferentes cirurgi&otilde;es, o tipo de fixa&ccedil;&atilde;o utilizada, a presen&ccedil;a de les&otilde;es associadas, o programa de reabilita&ccedil;&atilde;o ou o tempo decorrido desde a cirurgia. <br />Existe uma tend&ecirc;ncia estat&iacute;stica que parece indicar a presen&ccedil;a de scores funcionais mais elevados para um intervalo de tempo les&atilde;o-cirurgia menor, mas sem real associa&ccedil;&atilde;o estat&iacute;stica (IKDC p =0.14; TL p=0.17)<br />A presen&ccedil;a de evento traum&aacute;tico ap&oacute;s a cirurgia &ndash; entorse com derrame documentado- est&aacute; associada a piores resultados funcionais no score Tegner-Lysholm (p&lt;0,03) mas sem significado no score IKDC.&nbsp;&nbsp; &nbsp; <br />Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; Satisfa&ccedil;&atilde;o global subjectiva, avaliada numa escala de 0 a 10, o n&iacute;vel de satisfa&ccedil;&atilde;o global m&eacute;dio do grupo 1-OTO situa-se em 8,0. Para o grupo 2- IT, o n&iacute;vel de satisfa&ccedil;&atilde;o global m&eacute;dio &eacute; de 8,55. A diferen&ccedil;a de satisfa&ccedil;&atilde;o n&atilde;o tem significado estat&iacute;stico.<br />Existe uma forte associa&ccedil;&atilde;o positiva entre elevados scores funcionais e a satisfa&ccedil;&atilde;o global. (p&lt;0.0001).</p></font>    <p><b><font face="Verdana" size="2"> Avaliação clinica objectiva</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; mobilidade articular, objectivou-se um arco de movimento passivo completo e sim&eacute;trico em 76,5% dos doentes do grupo 1- OTO e em 77,4% dos doentes do grupo 2-IT, sem diferen&ccedil;a estatisticamente significativa entre os dois tipos de enxerto.<br />Na amostra global, 20 dos 48 doentes estudados t&ecirc;m um ou mais sinais cl&iacute;nicos de instabilidade ligamentar (<a href="#q4">Quadro IV</a>).<br />    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana" size="2">    <center><a name="q4"></a><img src="/img/revistas/rpot/v21n1/21n1a03q4.jpg"></center></font></p>    
<p>&nbsp;</p>No grupo 1-OTO, o sinal de gaveta anterior est&aacute; presente em 52,9%, o sinal de Lachman em 47% e o sinal de pivot shift em 17,6% dos doentes.<br />No grupo 2- IT, o sinal de gaveta anterior foi objectivado em 38,7% dos casos e os sinais de Lachman e pivot shift em 39,3% e 9,7%, respectivamente.<br />Apesar de se verificarem valores percentuais mais altos para o grupo 1-OTO, n&atilde;o existe diferen&ccedil;a estat&iacute;stica significativa entre os dois grupos para a presen&ccedil;a de sinais de instabilidade cl&iacute;nica (p=0,42). O tipo de fixa&ccedil;&atilde;o do enxerto tamb&eacute;m n&atilde;o influencia os resultados. De igual forma, a presen&ccedil;a de instabilidade n&atilde;o se relaciona com o arco de movimento obtido nem com o tempo decorrido desde a cirurgia para nenhum dos grupos. <br />Existe a real&ccedil;ar uma diferen&ccedil;a significativa em rela&ccedil;&atilde;o ao sexo, as mulheres t&ecirc;m maior probabilidade de apresentar sinais objectivos de instabilidade (p=0.01). (<a href="/img/revistas/rpot/v21n1/21n1a03f2.jpg">Figura 2</a>)<br />    
<p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana" size="2">    <center></a><a href="/img/revistas/rpot/v21n1/21n1a03f2.jpg">Figura 2</a></center></font></p>    
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>A instabilidade ligamentar objectivada est&aacute; igualmente relacionada com a satisfa&ccedil;&atilde;o global do doente, sendo o teste com maior associa&ccedil;&atilde;o estat&iacute;stica o teste de gaveta anterior (p&lt; 0,0001) (Lachman e pivot-shift p&lt; 0,001). <br />Foi verificada associa&ccedil;&atilde;o estat&iacute;stica entre a presen&ccedil;a de sinais de instabilidade e o scores Tegner-Lysholm e IKDC, o que valida a observa&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica (TL p&lt;0,0001 IKDC p&lt; 0,0003)<br />Os doentes em que ocorreu entorse ap&oacute;s a cirurgia t&ecirc;m uma maior incid&ecirc;ncia de sinais actuais de instabilidade (p= 0.02).</p></font>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Sintomas patelofemorais</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>No grupo 1-OTO n&atilde;o se registou nenhum caso de dor patelofemoral. No grupo 2-IT houve descri&ccedil;&atilde;o de dor patelofemoral num doente com les&atilde;o do menisco interno associada e IMC actual de 34.</p></font>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Actividade física</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>A maioria dos doentes operados pratica actualmente actividade desportiva compensat&oacute;ria. No grupo 2-IT existe maior percentagem de doentes a praticar actividade desportiva regular. Contudo, n&atilde;o existe diferen&ccedil;a estatisticamente significativa entre o tipo de enxerto para a ocorr&ecirc;ncia de pr&aacute;tica desportiva recreativa ou de competi&ccedil;&atilde;o (<a href="#q5">Quadro V</a>).<br />    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana" size="2">    <center><a name="q5"></a><img src="/img/revistas/rpot/v21n1/21n1a03q5.jpg"></center></font></p>    
<p>&nbsp;</p>Na amostra global, os doentes sedent&aacute;rios apresentam ambos os scores funcionais inferiores aos dos doentes que praticam actividade desportiva 3 vezes ou mais por semana (p=0.01) e igualmente um n&iacute;vel de satisfa&ccedil;&atilde;o global inferior (p&lt;0.04)<br />Os doentes que praticam actualmente desporto de competi&ccedil;&atilde;o, embora com scores m&eacute;dios semelhantes &agrave; m&eacute;dia, mostram n&iacute;veis de satisfa&ccedil;&atilde;o inferiores aos dos doentes que praticam desporto mais do que 3 vezes por semana (p&lt;0.02), reflectindo provavelmente o seu elevado grau de exig&ecirc;ncia.</p></font>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Avaliação radiológica</font></b></p><font face="verdana" size="2">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Do ponto de vista radiol&oacute;gico, 56,3% dos doentes estudados apresentaram altera&ccedil;&otilde;es classific&aacute;veis como grau 1 ou 2 na escala de Kellgren-Lawrence. Nenhum doente apresentou sinais radiol&oacute;gicos de grau 3 ou 4.<br />No gupo 1-OTO, 17,6% evidenciavam altera&ccedil;&otilde;es radiol&oacute;gicas de grau 2 enquanto que apenas 9,7% dos doentes do grupo 2-IT tinham altera&ccedil;&otilde;es articulares  semelhantes (<a href="#q6">Quadro VI</a>)    <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2">    <center><a name="q6"></a><img src="/img/revistas/rpot/v21n1/21n1a03q6.jpg"></center></font></p>     
<p>&nbsp;</p>As diferen&ccedil;as n&atilde;o s&atilde;o estatisticamente significativas para a amostra considerada. <br />N&atilde;o existe correla&ccedil;&atilde;o entre o tempo decorrido ap&oacute;s a cirurgia e a presen&ccedil;a de sinais de artrose para nenhum dos grupos. <br />Analisando a amostra global, verificou-se contudo que a presen&ccedil;a de sinais de artrose est&aacute; associada ao tempo decorrido entre les&atilde;o e cirurgia (p=0.014), tempo esse que &eacute; semelhante em m&eacute;dia para os dois grupos (<a href="#f3">Figura 3</a>).<br />    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana" size="2">    <center><a name="f3"></a><img src="/img/revistas/rpot/v21n1/21n1a03f3.jpg"></center></font></p>    
<p>&nbsp;</p>N&atilde;o se verificou associa&ccedil;&atilde;o estat&iacute;stica entre a presen&ccedil;a de sinais de artrose e a t&eacute;cnica de fixa&ccedil;&atilde;o ou a presen&ccedil;a de sinais cl&iacute;nicos de instabilidade para este tempo de follow-up.<br />De igual forma, n&atilde;o foi encontrada associa&ccedil;&atilde;o estat&iacute;stica entre a presen&ccedil;a de les&atilde;o condral ou meniscal no momento da cirurgia e a ocorr&ecirc;ncia de sinais radiol&oacute;gicos actuais de artrose para nenhum dos grupos.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b><font face="Verdana" size="2">DISCUSSÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Este estudo suporta a hip&oacute;tese de que n&atilde;o existe diferen&ccedil;a funcional entre os doentes submetidos a ligamentoplastia LCA com tend&atilde;o rotuliano e os doentes em que a plastia foi realizada com 2 tend&otilde;es isquiotibiais.<br />Existem algumas limita&ccedil;&otilde;es a considerar. O estudo &eacute; retrospectivo e compareceram apenas 46% dos doentes eleg&iacute;veis, embora tal facto n&atilde;o seja incomum nos estudos que se centram em popula&ccedil;&otilde;es jovens[1]. <br />A amostra &eacute; constitu&iacute;da por doentes que foram operados por tr&ecirc;s cirurgi&otilde;es distintos e este estudo n&atilde;o isola vari&aacute;veis de t&eacute;cnica cir&uacute;rgica como prepara&ccedil;&atilde;o do enxerto ou posicionamento dos t&uacute;neis &oacute;sseos que poderiam influenciar os resultados funcionais. Contudo, os cirurgi&otilde;es em causa t&ecirc;m graus de diferencia&ccedil;&atilde;o semelhante e existe homogeneidade na pr&aacute;tica cir&uacute;rgica dentro do grupo de subespecialidade a que todos pertencem. Estatisticamente n&atilde;o houve diferen&ccedil;a entre os scores funcionais obtidos pelos v&aacute;rios cirurgi&otilde;es.<br />Real&ccedil;amos que todos os doentes foram cl&iacute;nica e radiologicamente avaliados pelo mesmo m&eacute;dico, n&atilde;o envolvido no acto cir&uacute;rgico. O tempo de seguimento m&eacute;dio foi superior a 2 anos e meio e foram aplicados scores funcionais validados. A instabilidade ligamentar foi avaliada apenas clinicamente, sem recurso a KT-1000, mas a forte correla&ccedil;&atilde;o obtida entre a observa&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica e o score Tegner-Lysholm, legitima a avalia&ccedil;&atilde;o.<br />Os resultados funcionais obtidos s&atilde;o compar&aacute;veis aos publicados na literatura internacional. Magnunsssen et al[2] na sua revis&atilde;o sistem&aacute;tica de estudos prospectivos de avalia&ccedil;&atilde;o dos resultados de ligamentoplastia LCA publicada em 2011 apresenta scores de Lysholm m&eacute;dios que variam entre 82 e 96 e scores IKDC m&eacute;dios que variam entre 70.3 e 80. <br />Nas s&eacute;ries mais extensas[3,4,5] publicadas nos &uacute;ltimos cinco anos a presen&ccedil;a de sinal de Lachman &eacute; verificada em 9 a 21% dos doentes e o sinal de pivot-shift ocorre em 17 a 32% dos casos. Na presente amostra a preval&ecirc;ncia de sinal de Lachman &eacute; superior e a ocorr&ecirc;ncia de sinal de gaveta anterior &eacute; consideravelmente elevada. Existem v&aacute;rios factores que podem explicar este resultado. Na verdade, o elevado intervalo de tempo entre a les&atilde;o e cirurgia favorece a progressiva fal&ecirc;ncia dos estabilizadores secund&aacute;rios do joelho que n&atilde;o &eacute; restitu&iacute;da pelo tratamento cir&uacute;rgico. Por outro lado, o elevado n&uacute;mero de eventos traum&aacute;ticos com entorse do joelho ap&oacute;s a cirurgia pode ser uma causa importante de instabilidade actual. Da mesma forma sugere uma insufici&ecirc;ncia da t&eacute;cnica na restitui&ccedil;&atilde;o da estabilidade rotat&oacute;ria do joelho.<br />Dado que n&atilde;o se verificou diferen&ccedil;a estat&iacute;stica entre os dois grupos para a presen&ccedil;a de sinais de instabilidade ou para a frequ&ecirc;ncia de entorse ap&oacute;s a cirurgia, os resultados sugerem que o tipo de enxerto n&atilde;o ser&aacute; o factor mais importante para alcan&ccedil;ar os objectivos terap&ecirc;uticos da reconstru&ccedil;&atilde;o do LCA. &Eacute; importante considerar que neste estudo, em todos os doentes o t&uacute;nel &oacute;sseo femoral foi realizado por via transtibial. Provavelmente o local de inser&ccedil;&atilde;o do enxerto e a consequente orienta&ccedil;&atilde;o das sua fibras ser&atilde;o os factores que justificam a elevada preval&ecirc;ncia de sinais de instabilidade, bem como a obten&ccedil;&atilde;o de resultados semelhantes nos dois bra&ccedil;os da nossa amostra.<br />O que verific&aacute;mos est&aacute; de acordo com o postulado por v&aacute;rios autores[6, 7, 8] e tem motivado a introdu&ccedil;&atilde;o de modifica&ccedil;&otilde;es t&eacute;cnicas que permitem a fixa&ccedil;&atilde;o do enxerto em posi&ccedil;&atilde;o anat&oacute;mica. Futuramente, prevemos encontrar melhores resultados nos doentes em que o t&uacute;nel femoral &eacute; realizado atrav&eacute;s do portal antero-medial, respeitando a orienta&ccedil;&atilde;o e inser&ccedil;&atilde;o do ligamento nativo, e que pensamos que n&atilde;o ser&atilde;o influenciados pela escolha do tipo de enxerto.<br />&Eacute; interessante constatar que nesta amostra existe uma associa&ccedil;&atilde;o fortemente positiva entre estatura elevada e resultados funcionais excelentes, independentemente de outros factores. &Eacute; conhecida a rela&ccedil;&atilde;o entre a estatura e as dimens&otilde;es do enxerto colhido,[9 ] bem como a associa&ccedil;&atilde;o entre os maiores di&acirc;metros e os melhores resultados[10]. Est&aacute; ainda por esclarecer a import&acirc;ncia das caracter&iacute;sticas antropom&eacute;tricas na recupera&ccedil;&atilde;o funcional e desempenho dos doentes ap&oacute;s reconstru&ccedil;&atilde;o do LCA. S&atilde;o necess&aacute;rios estudos biomec&acirc;nicos futuros que esclare&ccedil;am esta associa&ccedil;&atilde;o.<br />A vari&aacute;vel sexo masculino mostrou-se determinante na obten&ccedil;&atilde;o de melhores resultados. Neste estudo as mulheres apresentaram piores scores funcionais, maior frequ&ecirc;ncia de instabilidade e satisfa&ccedil;&atilde;o inferior, com significado estat&iacute;stico. A diferen&ccedil;a entre os g&eacute;neros tem sido progressivamente valorizada[11]. Coloca-se a hip&oacute;tese de capital &oacute;sseo inferior que prejudique a fixa&ccedil;&atilde;o do implante e integra&ccedil;&atilde;o do enxerto, e a hip&oacute;tese de diferen&ccedil;as no recrutamento muscular e na resposta &agrave; reabilita&ccedil;&atilde;o[12, 13]. Wahl et al publicou recentemente uma an&aacute;lise de 173 atletas em que identificou um padr&atilde;o geom&eacute;trico articular comum aos atletas de ambos os sexos que sofreram rotura do LCA e que &eacute; mais frequente no sexo feminino[14].<br />Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; actividade desportiva ap&oacute;s ligamentoplastia &eacute; encorajador verificar que os doentes em que foi utilizado enxerto de 2 tend&otilde;es isquiotibiais n&atilde;o t&ecirc;m &iacute;ndices de pr&aacute;tica desportiva inferiores aos dos doentes em que se utilizou enxerto de tend&atilde;o rotuliano. Este dado j&aacute; foi observado em estudos anteriores[15]. Existe contudo a percep&ccedil;&atilde;o de que uma parte importante dos doentes n&atilde;o retorna ao seu n&iacute;vel de actividade desportiva pr&eacute;vio, apesar da obten&ccedil;&atilde;o de elevados scores funcionais. Este estudo n&atilde;o testou este par&acirc;metro directamente mas obteve indicadores indirectos desta situa&ccedil;&atilde;o como a satisfa&ccedil;&atilde;o inferior dos     doentes que s&atilde;o actualmente sedent&aacute;rios e a satisfa&ccedil;&atilde;o inferior dos atletas de alta competi&ccedil;&atilde;o que t&ecirc;m scores funcionais de 100.<br />Por &uacute;ltimo, &eacute; not&aacute;vel que mais de metade da amostra estudada apresente sinais radiol&oacute;gicos de altera&ccedil;&otilde;es degenerativas do joelho. Este dado est&aacute; de acordo com o descrito nos estudos que incluem doentes com patologia meniscal e condral associada em propor&ccedil;&otilde;es semelhantes &agrave;s da nossa amostra[1, 5, 16, 17]. Neste estudo identific&aacute;mos como factor independente para a presen&ccedil;a de sinais degenerativos articulares, o tempo decorrido entre a les&atilde;o e a cirurgia. O tempo decorrido ap&oacute;s a cirurgia ou o tipo de enxerto utilizado n&atilde;o determinaram a presen&ccedil;a de artrose para o intervalo de seguimento considerado. As s&eacute;ries que apresentam menores &iacute;ndices de artrose ap&oacute;s ligamentoplastia t&ecirc;m consistentemente tempos de cronicidade reduzidos[1] o que nos faz reflectir sobre a necessidade de optimiza&ccedil;&atilde;o da acessibilidade ao tratamento para os doentes que sofrem rotura do ligamento cruzado anterior.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">CONCLUSÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>A escolha do enxerto utilizado na ligamentoplastia do ligamento cruzado anterior n&atilde;o influenciou os resultados funcionais, cl&iacute;nicos ou radiol&oacute;gicos.<br />Identific&aacute;mos uma rela&ccedil;&atilde;o directa entre os bons a excelentes resultados obtidos nesta amostra e os factores sexo masculino, estatura elevada e tempo reduzido entre les&atilde;o e cirurgia.<br />Futuramente s&atilde;o necess&aacute;rios estudos comparativos entre os dois tipos de enxerto em doentes submetidos a ligamentoplastia por t&eacute;cnica que utilize portal anteromedial e permita a localiza&ccedil;&atilde;o anat&oacute;mica do t&uacute;nel femoral.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</font></b></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">1. Ruiz AL, Kelly M, Nutton RW. Arthroscopic ACL reconstruction:a 5-9 year follow-up. Knee. 2002; 9: 197-200</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000091&pid=S1646-2122201300010000400001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">2. Magnunssen RA, Spindler K. The effect of patient and injury factors on long term outcome after anterior cruciate ligament reconstruction. Curr Ortho Pract. 2011; 22 (12): 90-103</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000092&pid=S1646-2122201300010000400002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">3. Shelbourne KD, Gray T. Minimum 10-year results after anterior cruciate ligament reconstruction: how the loss of normal knee motion compounds other factors related to the development of osteoarthritis after surgery. Am J Sports Med. 2009; 37: 471-480</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000093&pid=S1646-2122201300010000400003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">4. Roe J, Pinczewski LA, Russell VJ. A 7-year follow-up of patellar tendon and hamstring tendon grafts for arthroscopic anterior cruciate ligament reconstruction: differences and similarities. Am J Sports Med. 2005; 33: 1337-1345</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000094&pid=S1646-2122201300010000400004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">5. Lebel B, Hulet C, Galaud B. Arthroscopic reconstruction of the anterior cruciate ligament using bone-patellar tendonbone autograft: a minimum 10-year follow-up. Am J Sports Med. 2008; 36: 1275-1282</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000095&pid=S1646-2122201300010000400005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">6. Van Eck C, Lesniak B, Schreiber M, Fu F. Anatomic Single- and Double-Bundle Anterior Cruciate Ligament Reconstruction Flowchart. Arthroscopy. 2010; 26 (2): 258-268</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000096&pid=S1646-2122201300010000400006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font face="verdana" size="2">7. Silva A, Sampaio R, Pinto E. ACL reconstruction: comparison between transtibial and anteromedial portal techniques. Knee Surg Sports Traumatol Arthrosc. 2012 May; 20 (5): 896-903</font></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">8. Lee MC, Seong S, Lee S, Chang C. Vertical femoral tunnel placement results in rotational knee laxity after anterior cruciate ligament reconstruction. Arthroscopy. 2007; 23 (7): 771-778</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000098&pid=S1646-2122201300010000400008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font face="verdana" size="2">9. Tuman JM, Diduch DR, Rubino LJ, Baumfeld JA, Nguyen HS, Hart JM. Predictors for hamstring graft diameter in anterior cruciate ligament reconstruction. Am J Sports Med. 2007 Sep; 35 (11): 1945-1949</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">10. Magnunssen RA, Lawrence JT, West RL, Toth AP, Taylor DC, Garrett WE. Graft size and patient age are predictors of early revision after anterior cruciate ligament reconstruction with hamstring autograft. Arthroscopy. 2012 Apr; 28 (4): 526-531</font></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">11. Ageberg E, Forssblad M, Herbertsson P, Roos EM. Sex differences in patient-reported outcomes after anterior cruciate ligament reconstruction: data from the Swedish knee ligament register. Am J Sports Med. 2010; 38 (7): 1334-1342</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000101&pid=S1646-2122201300010000400011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">12. Salmon L, Refshauge K, Russell V, Roe J, Linklater J, Pinczewski L. Gender Differences in Outcome After Anterior Cruciate Ligament Reconstruction With Hamstring Tendon Autograft. Am J Sports Med. 2006; 34 (4): 621-629</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000102&pid=S1646-2122201300010000400012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">13. Lindström M, Strandberg S, Wredmark T, Felländer-Tsai L, Henriksson M. Functional and muscle morphometric effects of ACL reconstruction. A prospective CT study with 1 year follow-up. Scand J Med Sci Sports. 2011; 23 (4): 431-442</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000103&pid=S1646-2122201300010000400013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">14. Wahl CJ, Westermann RW, Blaisdell GY, Cizik AM. An association of lateral knee sagittal anatomic factors with noncontact ACL injury: sex or geometry?. J Bone Joint Surg Am. 2012; 94 (3): 217-226</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000104&pid=S1646-2122201300010000400014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">15. Aglietti P, Giron F, Buzzi R, Biddau F, Sasso F. Anterior cruciate ligament reconstruction: bone-patellar tendon-bone compared with double semitendinous and gracilis tendon grafts. A prospective randomized clinical trial. J Bone Joint Surg Am. 2004; 86: 2143-2155</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000105&pid=S1646-2122201300010000400015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">16. Drogset JO, Grontvedt T. Anterior cruciate ligament reconstruction with and without a ligament augmentation device: results at 8-Year follow-up. Am J Sports Med. 2002; 30: 851-856</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000106&pid=S1646-2122201300010000400016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">17. Keays SL, Bullock-Saxton JE, Keays AC. A 6-year follow-up of the effect of graft site on strength, stability, range of motion, function, and joint degeneration after anterior cruciate ligament reconstruction: patellar tendon versus semitendinosus and gracilis tendon graft. Am J Sports Med. 2007; 35: 729-739</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000107&pid=S1646-2122201300010000400017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">18. Corry I, Webb J, Clingeleffer A, Pinczewski L. Arthroscopic reconstruction of the anterior cruciate ligament - a comparison of patellar tendon autograft and four strand hamstring tendon autograft. Am J Sports Med. 1999; 27 (3): 444-454</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000108&pid=S1646-2122201300010000400018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Conflito de interesse: </font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Nada a declarar.</p></font>    <p>&nbsp;</p><a name="c"></a>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b><font face="Verdana" size="2"><a href="#topc">Endereço para correspondência</a></font></b></p>    <p><font face="Verdana" size="2">Teresa Alves da Silva    <br>Hospital Ortopédico de Sant'iago do Outão    <br>Outão    <br>2900 Setúbal    <br>Portugal    <br><a href="mailto:alvesdasilva.t@gmail.com">alvesdasilva.t@gmail.com</a></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Submissão: </b> 2012-08-10</font></p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Revisão: </b> 2012-10-30</font></p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Aceitação: </b> 2012-01-21</font></p>     ]]></body><back>
<ref-list>
<ref id="B1">
<label>1</label><nlm-citation citation-type="journal">
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