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<journal-title><![CDATA[Revista Portuguesa de Ortopedia e Traumatologia]]></journal-title>
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<publisher-name><![CDATA[Sociedade Portuguesa de Ortopedia e Traumatologia]]></publisher-name>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Cirurgia de salvamento de membro no tratamento de sarcomas ósseos em idade pediátrica: Será uma alternativa segura e eficaz à amputação?]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Centro Hospitalar São João Serviço de Ortopedia ]]></institution>
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<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1646-21222013000100005&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S1646-21222013000100005&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S1646-21222013000100005&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[Nos últimos 30 anos tem-se assistido a uma melhoria na taxa de sobrevida e de salvamento dos membros dos doentes com sarcomas das extremidades e, hoje em dia, a cirurgia de salvamento de membro constitui uma opção válida na grande maioria destes doentes. Existem numerosas opções para a reconstrução esquelética após a resseção de tumores ósseos, nomeadamente o transporte ósseo com osteogénese em distração. Os autores descrevem dois casos de sarcomas ósseos em idade pediátrica, nos quais o controle local da doença foi obtido pela sua resseção alargada seguida de reconstrução do defeito por transporte ósseo usando um fixador externo monoplanar. A ocorrência de complicações teve um papel determinante na evolução pós-operatória, no entanto, o resultado final aos 6 anos é bastante satisfatório, com mobilidades completas dos membros afetados e retorno às atividades normais em ambos os casos. Atualmente, a cirurgia de salvamento de membro está indicada sempre que exista possibilidade de obter margens de resseção alargadas e sem comprometer a funcionalidade do membro. Estudos comparando a amputação com a resseção alargada do tumor têm obtido resultados sobreponíveis na sobrevida a longo prazo. A osteogénese em distração pode regenerar eficazmente o osso para a reconstrução de defeitos extensos após a excisão de sarcomas em crianças, sem afetar a sobrevida a longo prazo e a qualidade de vida. O ponto crítico é a duração do tratamento e todos os esforços devem ser feitos no sentido de encurtá-la para que este tipo de tratamento se torne mais atraente.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[In the last 30 years, there has been an improvement in the survival rate of patients with sarcomas and in the salvage of limbs, and today most patients are offered limb-salvage surgery. There are a number of options for skeletal reconstruction after bone tumor resection, such as bone transport with distraction osteogenesis. The authors describe two cases in which there was local control of the disease by extensive resection of tumors after a satisfactory response to neoadjuvant chemotherapy, and reconstruction of the defect by bone transport using a monolateral external fixator. The occurrence of complications compromised the evolution. However, the result after 6 years is very encouraging, with complete range of movement of the affected limbs and return to normal activities being achieved in both cases. Currently limb sparing surgery is indicated in cases where it is possible to have extended resection margins without compromising the functionality of the limb. Studies comparing amputation with wide resection of the tumor have obtained similar results concerning the long-term survival. Distraction osteogenesis can successfully regenerate bone for reconstruction of extensive defects after the excision of sarcomas in children, without affecting long-time survival and quality-of-life. The critical point is the duration of treatment and all efforts should be done to shorten it so that the treatment becomes more appealing.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Cirurgia de salvamento de membros]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b><font face="Verdana" size="2">CASO CLÍNICO</font></b></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="4">Cirurgia de salvamento de membro no tratamento de sarcomas ósseos em idade pediátrica. Será uma alternativa segura e eficaz à amputação?</font></b></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana" size="2"><b>Sara Lima<sup>I</sup></b>; <b>João Correia<sup>I</sup></b>; <b>Rui Ribeiro<sup>I</sup></b>; <b>Nuno Alegrete<sup>I</sup></b>; <b>Jorge Coutinho<sup>I</sup></b>; <b>Gilberto Costa<sup>I</sup></b></font></p>    <p><font face="Verdana" size="2">I. Serviço de Ortopedia. Centro Hospitalar São João. Porto. Portugal.<br /></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana" size="2"><a name="topc"></a><a href="#c">Endereço para correspondência</a></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">RESUMO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Nos &uacute;ltimos 30 anos tem-se assistido a uma melhoria na taxa de sobrevida e de salvamento dos membros dos doentes com sarcomas das extremidades e, hoje em dia, a cirurgia de salvamento de membro constitui uma op&ccedil;&atilde;o v&aacute;lida na grande maioria destes doentes. Existem numerosas op&ccedil;&otilde;es para a reconstru&ccedil;&atilde;o esquel&eacute;tica ap&oacute;s a resse&ccedil;&atilde;o de tumores &oacute;sseos, nomeadamente o transporte &oacute;sseo com osteog&eacute;nese em distra&ccedil;&atilde;o.<br />Os autores descrevem dois casos de sarcomas &oacute;sseos em idade pedi&aacute;trica, nos quais o controle local da doen&ccedil;a foi obtido pela sua resse&ccedil;&atilde;o alargada seguida de reconstru&ccedil;&atilde;o do defeito por transporte &oacute;sseo usando um fixador externo monoplanar. A ocorr&ecirc;ncia de complica&ccedil;&otilde;es teve um papel determinante na evolu&ccedil;&atilde;o p&oacute;s-operat&oacute;ria, no entanto, o resultado final aos 6 anos &eacute; bastante satisfat&oacute;rio, com mobilidades completas dos membros afetados e retorno &agrave;s atividades normais em ambos os casos.<br />Atualmente, a cirurgia de salvamento de membro est&aacute; indicada sempre que exista possibilidade de obter margens de resse&ccedil;&atilde;o alargadas e sem comprometer a funcionalidade do membro. Estudos comparando a amputa&ccedil;&atilde;o com a resse&ccedil;&atilde;o alargada do tumor t&ecirc;m obtido resultados sobrepon&iacute;veis na sobrevida a longo prazo. A osteog&eacute;nese em distra&ccedil;&atilde;o pode regenerar eficazmente o osso para a reconstru&ccedil;&atilde;o de defeitos extensos ap&oacute;s a excis&atilde;o de sarcomas em crian&ccedil;as, sem afetar a sobrevida a longo prazo e a qualidade de vida. O ponto cr&iacute;tico &eacute; a dura&ccedil;&atilde;o do tratamento e todos os esfor&ccedil;os devem ser feitos no sentido de encurt&aacute;-la para que este tipo de tratamento se torne mais atraente.</p></font>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Palavras chave</b>: Cirurgia de salvamento de membros, transporte ósseo, osteogénese em distração, sarcomas ósseos,  idade pediátrica. </font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">ABSTRACT</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>In the last 30 years, there has been an improvement in the survival rate of patients with sarcomas and in the salvage of limbs, and today most patients are offered limb-salvage surgery. There are a number of options for skeletal reconstruction after bone tumor resection, such as bone transport with distraction osteogenesis.</p>     <p>The authors describe two cases in which there was local control of the disease by extensive resection of tumors after a satisfactory response to neoadjuvant chemotherapy, and reconstruction of the defect by bone transport using a monolateral external fixator. The occurrence of complications compromised the evolution. However, the result after 6 years is very encouraging, with complete range of movement of the affected limbs and return to normal activities being achieved in both cases.</p>     <p>Currently limb sparing surgery is indicated in cases where it is possible to have extended resection margins without compromising the functionality of the limb. Studies comparing amputation with wide resection of the tumor have obtained similar results concerning the long-term survival. Distraction osteogenesis can successfully regenerate bone for reconstruction of extensive defects after the excision of sarcomas in children, without affecting long-time survival and quality-of-life. The critical point is the duration of treatment and all efforts should be done to shorten it so that the treatment becomes more appealing.</p></font>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Key words</b>: Limb-salvage procedures, bone transport, distraction osteogenesis, bone sarcomas, pediatric. </font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">INTRODUÇÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>At&eacute; h&aacute; poucas d&eacute;cadas, o tratamento cir&uacute;rgico dos sarcomas passava quase exclusivamente pela amputa&ccedil;&atilde;o do membro afectado. A partir dos anos 70-80, os avan&ccedil;os na quimioterapia, avalia&ccedil;&atilde;o radiol&oacute;gica, t&eacute;cnica cir&uacute;rgica e na tecnologia de materiais e implantes conduziram a uma melhoria dram&aacute;tica na taxa de sobrevida de doentes com sarcomas, modificando a estrat&eacute;gia cir&uacute;rgica no sentido do salvamento do membro[1, 2]. Atualmente, 80 a 85% dos doentes com tumores &oacute;sseos malignos prim&aacute;rios dos membros (ex: osteossarcoma, sarcoma de Ewing, e condrossarcoma) s&atilde;o tratados eficazmente com ressec&ccedil;&atilde;o alargada e preserva&ccedil;&atilde;o do membro afetado.<br />Quando a excis&atilde;o cir&uacute;rgica dos tumores &eacute; exequ&iacute;vel, a abordagem do defeito &oacute;sseo resultante &eacute; dif&iacute;cil. Muitos m&eacute;todos est&atilde;o descritos na literatura, nomeadamente, enxertos &oacute;sseos vascularizados e n&atilde;o-vascularizados, pr&oacute;teses adaptadas, aloenxertos intercalares e, mais recentemente, osteog&eacute;nese em distra&ccedil;&atilde;o[3-6]. As vantagens da osteog&eacute;nese em distra&ccedil;&atilde;o incluem a forma&ccedil;&atilde;o de osso com as mesmas propriedades biomec&acirc;nicas do osso preexistente e a possibilidade de encurtar o tempo de consolida&ccedil;&atilde;o, exceto se a consolida&ccedil;&atilde;o entre o osso novo e o osso adjacente n&atilde;o ocorrer. <br />Os autores apresentam dois casos de sarcomas &oacute;sseos em idade pedi&aacute;trica, submetidos resse&ccedil;&atilde;o alargada e reconstru&ccedil;&atilde;o do defeito atrav&eacute;s de transporte &oacute;sseo com osteog&eacute;nese em distra&ccedil;&atilde;o.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">CASOS CLÍNICOS</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Dois doentes do sexo masculino, de 6 e 12 anos, procuraram observa&ccedil;&atilde;o m&eacute;dica por dor e massa palp&aacute;vel na face anterior da por&ccedil;&atilde;o proximal da perna. Ap&oacute;s estudo imagiol&oacute;gico e histol&oacute;gico, foi feito o diagn&oacute;stico de Sarcoma de Ewing (caso 1 &ndash; <a href="/img/revistas/rpot/v21n1/21n1a04f1.jpg">Figura 1A</a>) e osteossarcoma (caso 2 &ndash; <a href="/img/revistas/rpot/v21n1/21n1a04f2.jpg">Figura 2A</a>) da t&iacute;bia proximal.<br />    
<p>&nbsp;</p>    <p>    <center><a href="/img/revistas/rpot/v21n1/21n1a04f1.jpg">Figura 1</a></center></p>    
<p>&nbsp;</p>    <p>    <center><a href="/img/revistas/rpot/v21n1/21n1a04f2.jpg">Figura 2</a></center></p>    
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>Os doentes foram, desde inicio, orientados e acompanhados por uma equipe multidisciplinar de Oncologia, Ortopedia Infantil e Medicina F&iacute;sica e de Reabilita&ccedil;&atilde;o. A presen&ccedil;a de doen&ccedil;a metast&aacute;tica foi exclu&iacute;da.<br />Em ambos os casos procedeu-se ao controlo local da doen&ccedil;a por resse&ccedil;&atilde;o alargada dos tumores ap&oacute;s resposta satisfat&oacute;ria &agrave; quimioterapia neoadjuvante, seguido de reconstru&ccedil;&atilde;o do defeito pela t&eacute;cnica do transporte &oacute;sseo (<a href="/img/revistas/rpot/v21n1/21n1a04f1.jpg">Figura 1B</a> e <a href="/img/revistas/rpot/v21n1/21n1a04f2.jpg">2B</a>). Foi realizada uma osteotomia monofocal para permitir o transporte de um segmento &oacute;sseo usando um fixador externo monoplanar. O transporte &oacute;sseo teve inicio aos 8 dias de p&oacute;s-operat&oacute;rio e o &iacute;ndice de consolida&ccedil;&atilde;o &oacute;ssea m&eacute;dio foi de 18,5 dias/cm (<a href="/img/revistas/rpot/v21n1/21n1a04f1.jpg">Figura 1C</a> e <a href="/img/revistas/rpot/v21n1/21n1a04f2.jpg">2C</a>). A avalia&ccedil;&atilde;o da pe&ccedil;a operat&oacute;ria revelou um tumor com margens livres amplas e 100% de quimionecrose. Nenhum dos doentes foi submetido a quimioterapia adjuvante.<br />    
<p>&nbsp;</p>Na fase final do transporte &oacute;sseo, houve a necessidade de coloca&ccedil;&atilde;o de enxerto corticoesponjoso aut&oacute;logo da crista il&iacute;aca de forma a completar o defeito &oacute;sseo na sua por&ccedil;&atilde;o mais proximal (<a href="/img/revistas/rpot/v21n1/21n1a04f1.jpg">Figura 1D</a>).<br />    
<p>&nbsp;</p>Diversas complica&ccedil;&otilde;es foram identificadas durante este processo, tais como a n&atilde;o-consolida&ccedil;&atilde;o do enxerto de il&iacute;aco com o segmento de transporte &oacute;sseo em ambos os casos, com necessidade de recorrer a enxerto de per&oacute;nio vascularizado (caso 1 &ndash; <a href="/img/revistas/rpot/v21n1/21n1a04f1.jpg">Figura 1E</a>) ou enxerto intertibioperoneal (caso 2 &ndash; <a href="/img/revistas/rpot/v21n1/21n1a04f2.jpg">Figura 2D</a>); pseudartrose no local de osteotomia (caso 2 &ndash; <a href="/img/revistas/rpot/v21n1/21n1a04f2.jpg">Figura 2E</a>) que motivou nova osteotaxia da t&iacute;bia com sistema h&iacute;brido com anel semi-circular metafis&aacute;rio proximal combinado com a coloca&ccedil;&atilde;o de enxerto intertibioperoneal aut&oacute;logo e de Bone Morphogenetic Protein-2. No caso 1 (<a href="/img/revistas/rpot/v21n1/21n1a04f1.jpg">Figura 1</a>), a ocorr&ecirc;ncia de uma queda motivou uma fractura do ter&ccedil;o m&eacute;dio da t&iacute;bia, que evoluiu para pseudartrose, com necessidade de osteoss&iacute;ntese com placa e parafusos (<a href="/img/revistas/rpot/v21n1/21n1a04f1.jpg">Figura 1F</a>). Salienta-se ainda o diagn&oacute;stico acidental de doen&ccedil;a de Perthes na anca contralateral no caso 1, sem que o doente tenha apresentado qualquer sintomatologia e cuja evolu&ccedil;&atilde;o radiogr&aacute;fica foi favor&aacute;vel. <br />    
<p>&nbsp;</p>Ao fim de 6 anos ap&oacute;s a cirurgia, os dois casos apresentam consolida&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica e imagiol&oacute;gica com mobilidades completas do joelho e tornozelo (<a href="/img/revistas/rpot/v21n1/21n1a04f1.jpg">Figuras 1G</a> e <a href="/img/revistas/rpot/v21n1/21n1a04f2.jpg">2F</a>). Em nenhum dos casos se verificou recidiva local do tumor ou metastiza&ccedil;&atilde;o. O caso 1, com 12 anos, foi submetido a epifisiodese do membro contralateral por dismetria de 10 cm que, em apenas dois meses, j&aacute; permitiu uma correc&ccedil;&atilde;o de 2 cm. Regressou &agrave;s actividades normais, embora com limita&ccedil;&otilde;es, maioritariamente devido ao receio do doente. No caso 2 (<a href="/img/revistas/rpot/v21n1/21n1a04f2.jpg">Figura 2</a>), conseguiu-se uma compensa&ccedil;&atilde;o total de uma dismetria de 5 cm com o uso de palmilha. De momento com 18 anos, o doente apresenta uma recupera&ccedil;&atilde;o funcional completa e retomou as atividades normais praticamente sem limita&ccedil;&otilde;es. Neste caso, a aplica&ccedil;&atilde;o do Musculoskeletal Tumor Society Rating System2 para avalia&ccedil;&atilde;o clinica da extremidade afetada, revelou uma capacidade funcional normal de 93%, comparada com 60% no caso 1.</p>    
<p>&nbsp;</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">DISCUSSÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Atualmente, a maioria dos doentes com tumores malignos das extremidades podem ser tratados com cirurgia de salvamento do membro.<br />Estudos comparando a amputa&ccedil;&atilde;o com procedimentos de salvamento de membro t&ecirc;m chegado a resultados sobrepon&iacute;veis na sobrevida a longo-prazo[7-10], desde que o tumor prim&aacute;rio possa ser completamente removido, ap&oacute;s resposta satisfat&oacute;ria &agrave; quimioterapia pr&eacute;-operat&oacute;ria para diminuir o risco recidiva local. N&atilde;o parece haver diferen&ccedil;as significativas nos outcomes de qualidade de vida entre os procedimentos de salvamento de membro e a amputa&ccedil;&atilde;o[10, 11]; no entanto, alguns estudos encontraram melhor outcome funcional nos doentes submetidos ao primeiro tratamento [7, 10, 13]. Antes de considerar um procedimento de salvamento, a doen&ccedil;a precisa de ser corretamente estadiada e o doente avaliado numa abordagem multidisciplinar, em centros com experi&ecirc;ncia no tratamento dos sarcomas. Assim sendo, atualmente, a cirurgia de salvamento de membro est&aacute; indicada em doentes com bom progn&oacute;stico a longo-prazo e em que seja poss&iacute;vel ter margens de resse&ccedil;&atilde;o alargadas sem comprometer a funcionalidade do membro. A reconstru&ccedil;&atilde;o final deve funcionar t&atilde;o bem ou melhor que uma pr&oacute;tese adaptada ap&oacute;s amputa&ccedil;&atilde;o. <br />Os defeitos &oacute;sseos criados pelos procedimentos de salvamento de membro podem ser reconstru&iacute;dos por diversos m&eacute;todos, mas a incid&ecirc;ncia de complica&ccedil;&otilde;es como fractura, atraso de consolida&ccedil;&atilde;o ou pseudartrose, deformidade e infec&ccedil;&atilde;o, s&atilde;o elevadas[3-6] e requerem uma reabilita&ccedil;&atilde;o exaustiva. <br />Nos casos apresentados, a ocorr&ecirc;ncia de complica&ccedil;&otilde;es teve um papel determinante no prolongamento do tratamento e no atraso da recupera&ccedil;&atilde;o. Em ambos os casos, a proximidade do tumor &agrave; fise proximal da t&iacute;bia motivou uma extens&atilde;o muito proximal da resse&ccedil;&atilde;o, impedindo assim o preenchimento completo do defeito &oacute;sseo pelo transporte &oacute;sseo. O enxerto de osso il&iacute;aco, usado para completar este defeito residual proximal, n&atilde;o consolidou com o segmento de transporte &oacute;sseo, o que motivou a realiza&ccedil;&atilde;o de enxerto de per&oacute;nio vascularizado e intertibioperonial, no caso 1 e 2, respetivamente. No entanto, apesar do tempo e recursos dispendidos no tratamento destas complica&ccedil;&otilde;es, todas elas foram tratadas com sucesso e o resultado aos 6 anos &eacute; bastante animador.<br />O osso regenerado por osteog&eacute;nese em distrac&ccedil;&atilde;o, nomeadamente pela t&eacute;cnica de transporte &oacute;sseo, tem condi&ccedil;&otilde;es para fornecer resist&ecirc;ncia biomec&acirc;nica, estabilidade e durabilidade. A reconstru&ccedil;&atilde;o por este m&eacute;todo resulta num membro est&aacute;vel, evitando as complica&ccedil;&otilde;es associadas com a substitui&ccedil;&atilde;o prot&eacute;sica ou a utiliza&ccedil;&atilde;o de aloenxerto, al&eacute;m de fornecer inser&ccedil;&atilde;o para ligamentos, tend&otilde;es e m&uacute;sculos, o que conduz a uma performance funcional aceit&aacute;vel na maioria dos casos[14, 15].<br />O transporte &oacute;sseo &eacute; um m&eacute;todo seguro e eficaz na correc&ccedil;&atilde;o de defeitos &oacute;sseos ap&oacute;s resse&ccedil;&atilde;o alargada de sarcomas em crian&ccedil;as, possibilitando a preserva&ccedil;&atilde;o do membro envolvido, sem prejudicar o risco de recorr&ecirc;ncia, a sobrevida a longo prazo e a qualidade de vida. No entanto, a taxa de complica&ccedil;&otilde;es deste m&eacute;todo n&atilde;o &eacute; desprez&iacute;vel, pelo que os pais devem ser alertados ab initio da morosidade e complica&ccedil;&otilde;es associadas a este tipo de procedimento.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</font></b></p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">1. Eilber FR, Eckardt J, Morton DL. Advances in the treatment of sarcomas of the extremity: Current status of limb salvage. Cancer. 1984; 54 (11): 2695-2701</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000043&pid=S1646-2122201300010000500001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">2. Enneking WF, Dunham W, Gebhardt MC. A system for the functional evaluation of reconstructive procedures after surgical treatment of tumours of the musculoskeletal system. Clin Orthop. 1993; 286: 241-246</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000044&pid=S1646-2122201300010000500002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">3. Hornicek FJ, Gebhardt MC, Sorger JI. Tumor reconstruction. Orthop Clin North Am. 1999; 30: 673-684</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000045&pid=S1646-2122201300010000500003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">4. Brien EW, Terek RM, Healey JH. Allograft reconstruction after proximal tibial resection for bone tumours: an analysis of function and outcome comparing allograft and prosthetic reconstructions. Clin Orthop. 1994; 303: 116-127</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000046&pid=S1646-2122201300010000500004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">5. Clohisy DR, Mankin HJ. Osteoarticular allografts for reconstruction after resection of a musculoskeletal tumor in the proximal end of the tibia. J Bone Joint Surg [Am]. 1994; 76-A: 549-554</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000047&pid=S1646-2122201300010000500005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">6. Tsuchiya H, Tomita K, Minematsu K. Limb-salvage using distraction osteogenesis. A Classification of the Technique. J Bone Joint Surg [Br]. 1997; 79-B: 403-411</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000048&pid=S1646-2122201300010000500006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">7. Rougraff BT, Simon MA, Kneisl JS. Limb salvage compared with amputation for osteosarcoma of the distal end of the femur. A long-term oncological, functional, and quality-of-life study. J Bone Joint Surg Am. 1994; 76: 649-656</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000049&pid=S1646-2122201300010000500007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">8. Tsuchiya H, Tomita K. Prognosis of osteosarcoma treated by limb salvage surgery: the ten-year intergroup study in Japan. 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Function and complications after ablative and limb-salvage therapy in lower extremity sarcoma of bone. J Surg Onco. 2000; 73: 198-205</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000052&pid=S1646-2122201300010000500010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">11. Zahlten-Hinguranage A, Bernd L, Sabo D. Amputation or limb salvage? Assessing quality of life after tumor operations of the lower extremity. 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Sarcoma. 1998; 2 (1): 19-23</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000055&pid=S1646-2122201300010000500013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">14. Sabharwal S, Green S, McCarthy J. What´s new in limb lengthening and deformity correction. J Bone Joint Surg Am. 2011; 93: 213-221</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000056&pid=S1646-2122201300010000500014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">15. Kitsoulis P, Mantellos G, Xenakis T.  Adamantinoma of the tíbia: local resection and distraction osteogenesis. Acta Chir Belg. 2009; 109: 126-129</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000057&pid=S1646-2122201300010000500015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Conflito de interesse: </font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Nada a declarar.</p></font>    <p>&nbsp;</p><a name="c"></a>    <p><b><font face="Verdana" size="2"><a href="#topc">Endereço para correspondência</a></font></b></p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Sara Lima    <br>Rua das Magnólias, 59    <br>4825 102 Santo Tirso    <br>Portugal    <br><a href="mailto:saralimaraujo@gmail.com"> saralimaraujo@gmail.com</a></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Submissão: </b> 2012-08-02</font></p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Revisão: </b> 2012-12-30</font></p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Aceitação: </b> 2012-01-21</font></p>     ]]></body><back>
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