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<journal-title><![CDATA[Revista Portuguesa de Ortopedia e Traumatologia]]></journal-title>
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<publisher-name><![CDATA[Sociedade Portuguesa de Ortopedia e Traumatologia]]></publisher-name>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Osteomielite da tíbia com 30 anos de evolução Reflexões sobre opção terapêutica]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Centro Hospitalar Lisboa Norte Hospital de Santa Maria Serviço de Ortopedia]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Objective : Chronic osteomyelitis of the tibia is a difficult treatment entity. We present this case for the challenge it presented and the opportunity to reflect on the therapeutic options taken at various stages of treatment. Description A patient is presented who underwent Ilizarov trifocal bone transport following 10 cm excision of the tibial shaft for the treatment of a tíbia pathologic fracture in the context of chronic osteomyelitis. The docking site fractured and infected. A new Ilizarov aparatus was aplied with fibular osteotomy and correction of varus aligmnent, with sucessful result. Comentários: Under these circumstances infection caried a high risk of failure of this complex reconstruction. Fibular osteotomy played an importante role achieving sucess.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Osteomielite crónica]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b><font face="Verdana" size="2">CASO CLÍNICO</font></b></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="4">Osteomielite da tíbia com 30 anos de evolução Reflexões sobre opção terapêutica</font></b></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana" size="2"><b>André Spranger<sup>I</sup></b>; <b>Pedro Fernandes<sup>I</sup></b></font></p>    <p><font face="Verdana" size="2">I. Serviço de Ortopedia. Hospital de Santa Maria. Centro Hospitalar de Lisboa Norte. Lisboa. Portugal.<br /></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana" size="2"><a name="topc"></a><a href="#c">Endereço para correspondência</a></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">RESUMO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Objetivo: A osteomielite cr&ocirc;nica da t&iacute;bia &eacute; uma entidade de dif&iacute;cil tratamento. Apresentamos este caso pelo desafio que representou e a oportunidade de refletir sobre as op&ccedil;&otilde;es terap&ecirc;uticas tomadas nas diversas fases de tratamento.<br />Descri&ccedil;&atilde;o &Eacute; apresentado um paciente submetido a transporte &oacute;sseo trifocal com Ilizarov ap&oacute;s excis&atilde;o de 10 cm da t&iacute;bia para o tratamento de uma fractura patol&oacute;gica diafis&aacute;ria da t&iacute;bia no contexto de osteomielite cr&oacute;nica. Ap&oacute;s remo&ccedil;&atilde;o do dispositivo de osteotaxia, verificou-se infec&ccedil;&atilde;o e fractura do foco de atracagem. Foi aplicado novo Ilizarov, realizada osteotomia do per&oacute;nio e corre&ccedil;&atilde;o de alihamento em varo, com resultado favor&aacute;vel. <br />Coment&aacute;rios: A reconstru&ccedil;&atilde;o complexa efectuada nestas circunst&acirc;ncias favorece um alto risco de complica&ccedil;&otilde;es. A osteotomia do per&oacute;nio desempenhou um papel fundamental sucesso final do tratamento.</p></font>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Palavras chave</b>: Osteomielite crónica, transporte ósseo trifocal, fratura patológica, Ilizarov, tíbia. </font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">ABSTRACT</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Objective : Chronic osteomyelitis of the tibia is a difficult treatment entity. We present this case for the challenge it presented and the opportunity to reflect on the therapeutic options taken at various stages of<br />treatment.</p>     <p>Description A patient is presented who underwent Ilizarov trifocal bone transport following 10 cm excision of the tibial shaft for the treatment of a t&iacute;bia pathologic fracture in the context of chronic osteomyelitis. The docking site fractured and infected. A new Ilizarov aparatus was aplied with fibular osteotomy and correction of varus aligmnent, with sucessful result.</p>     <p>Coment&aacute;rios: Under these circumstances infection caried a high risk of failure of this complex reconstruction. Fibular osteotomy played an importante role achieving sucess.</p></font>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Key words</b>: Chronic osteomyelitis, trifocal bone transport, pathologic fracture, Ilizarov, tibia. </font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">INTRODUÇÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A osteomielite cr&oacute;nica &eacute; um dos maiores desafios na &aacute;rea da cirurgia ortop&eacute;dica. Pode ser caracterizada como uma infec&ccedil;&atilde;o grave e persistente do tecido &oacute;sseo[1], sendo muitas vezes uma condi&ccedil;&atilde;o recorrente e dif&iacute;cil o seu tratamento definitivo[2]. A infec&ccedil;&atilde;o pode encontrar-se localizada ou disseminada pelo periosteo, cort&eacute;x, medula ou osso esponjoso. O agente patog&eacute;nico varia de acordo com a idade, estado geral do doente e o mecanismo de infec&ccedil;&atilde;o, mas de uma forma geral o mais comum &eacute; o S. aureus[3].<br />Esta entidade cl&iacute;nica pode resultar do tratamento inadequado da osteomielite aguda, dissemina&ccedil;&atilde;o hematog&eacute;nea ou cont&iacute;gua dos tecidos moles, traumatismo ou iatrogenia (artroplastia)[4]. De entre os factores de risco mais relevantes destacam-se: traumatismo, presen&ccedil;a material de osteoss&iacute;ntese, diabetes, doen&ccedil;a vascular perif&eacute;rica, alcoolismo, tabagismo, uso cr&oacute;nico de ester&oacute;ides, imunossupress&atilde;o e anemia falciforme.<br />A infec&ccedil;&atilde;o cria um aumento na press&atilde;o intramedular, resultante do exsudado inflamat&oacute;rio, que por sua vez gera um descolamento periosteal; estes fen&oacute;menos conduzem a trombose vascular, necrose &oacute;ssea e forma&ccedil;&atilde;o de sequestros. Os canais haversianos encontram-se bloqueados com tecido fibroso e o tecido &oacute;sseo fica rodeado por periosteo espessado e m&uacute;sculo fibrosado, dificultando a penetra&ccedil;&atilde;o dos antibi&oacute;ticos nestas estruturas relativamente avasculares[5].<br />De acordo com Cierny e Mader a osteomielite cr&oacute;nica pode ser classificada de acordo com o est&aacute;dio anat&oacute;mico (tipo 1 &ndash; les&atilde;o endosteal ou medular; tipo 2 - osteomielite superficial; tipo 3 - localizada, com sequestros e forma&ccedil;&atilde;o de cavidade; tipo 4 &ndash; les&atilde;o difusa) e com a classe fisiol&oacute;gica do hospedeiro (A - saud&aacute;vel; B - compromisso sist&eacute;mico, compromisso local ou ambos; C - tratamento pior que a doen&ccedil;a) [6]. Estas classes anat&oacute;micas e fisiol&oacute;gicas combinam-se para originar 12 est&aacute;dios cl&iacute;nicos de osteomielite. Este sistema auxilia na determina&ccedil;&atilde;o e orienta&ccedil;&atilde;o do tratamento (simples/complexo, curativo/paliativo; conservador/amputa&ccedil;&atilde;o de membro) <br />Na abordagem desta entidade salientamos alguns aspectos relevantes como o tratamento da dor, desidrata&ccedil;&atilde;o e imobiliza&ccedil;&atilde;o (quando necess&aacute;rio), melhoria da classe fisiol&oacute;gica do hospedeiro, terap&ecirc;utica antibi&oacute;tica e cirurgia. A antibioterapia deve ser idealmente baseada no resultado de culturas e a sua dura&ccedil;&atilde;o m&iacute;nima habitualmente 4 a 6 semanas[7]. Salienta-se ainda que quando o tratamento cir&uacute;rgico da osteomielite n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel ou &eacute; ineficaz pode ser usada antibioterapia supressiva para controlar a doen&ccedil;a (per&iacute;odos de 6 meses ou superiores).<br />O tratamento cir&uacute;rgico assenta sobre tr&ecirc;s princ&iacute;pios gerais: remo&ccedil;&atilde;o do tecido &oacute;sseo desvitalizado e infectado, oblitera&ccedil;&atilde;o do espa&ccedil;o morto e cobertura com tecidos moles da zona de exposi&ccedil;&atilde;o &oacute;ssea[8].<br />&Eacute; tamb&eacute;m poss&iacute;vel o uso de terapia com oxig&eacute;nio hiperb&aacute;rico (n&atilde;o isoladamente mas em combina&ccedil;&atilde;o com os outros m&eacute;todos)[9] e o uso de cimento impregnado com antibi&oacute;tico colocado localmente bem como outros sistemas mais recentes biodegrad&aacute;veis que poupam um posterior tempo cir&uacute;rgico para remo&ccedil;&atilde;o dos implantes.<br />A amputa&ccedil;&atilde;o encontra-se reservada para os casos extremos e sem resposta ao tratamento, com complica&ccedil;&otilde;es vasculares, neurol&oacute;gicas e sist&eacute;micas, e nas situa&ccedil;&otilde;es em que h&aacute; desenvolvimento neopl&aacute;sico[10].</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">CASO CLÍNICO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Doente com hist&oacute;ria de tentativa de correc&ccedil;&atilde;o de t&iacute;bia vara &agrave; esquerda aos 16 anos, noutra institui&ccedil;&atilde;o, com osteotomia e osteoss&iacute;ntese r&iacute;gida complicada de s&iacute;ndrome compartimental e infec&ccedil;&atilde;o, seguida de pseudartrose do foco de osteotomia. Aos 19 anos foi efectuado encavilhamento endomedular e retalho rodado do g&eacute;meo interno com consolida&ccedil;&atilde;o da pseudartrose mas sem resolu&ccedil;&atilde;o da infec&ccedil;&atilde;o. Esta veio a justificar remo&ccedil;&atilde;o da cavilha 2 anos mais tarde, mantendo o doente desde ent&atilde;o supura&ccedil;&atilde;o activa por dois trajectos fistulosos a n&iacute;vel do ter&ccedil;o m&eacute;dio da perna. Iniciamos o tratamento do doente aos 40 anos de idade, altura em que apresentava <br />fractura patol&oacute;gica do ter&ccedil;o m&eacute;dio da t&iacute;bia esquerda com 3 meses de evolu&ccedil;&atilde;o, com orienta&ccedil;&atilde;o para tratamento em aparelho gessado sem evid&ecirc;ncia de evolu&ccedil;&atilde;o para consolida&ccedil;&atilde;o (<a href="/img/revistas/rpot/v21n1/21n1a07f1.jpg">Figura 1A</a>). Nos antecedentes pessoais a referir h&aacute;bitos tab&aacute;gicos marcados, desconhecendo-se outra patologia ou medica&ccedil;&atilde;o habitual.<br />    
<p>&nbsp;</p>    <p>    <center><a href="/img/revistas/rpot/v21n1/21n1a07f1.jpg">Figura 1</a></center></p>    
<p>&nbsp;</p>&Agrave; observa&ccedil;&atilde;o do membro afectado destacavam-se sinais inflamat&oacute;rios cr&oacute;nicos com atrofia cut&acirc;nea marcada e supura&ccedil;&atilde;o purulenta por dois orif&iacute;cios na regi&atilde;o antero-interno do ter&ccedil;o m&eacute;dio da perna (<a href="/img/revistas/rpot/v21n1/21n1a07f1.jpg">Figura 1B</a>). Apresentava um encurtamento de 2 cm e desvio em varo dessa perna. A tibiot&aacute;rsica apresentava rigidez importante com mobiliza&ccedil;&atilde;o entre 0&ordm; e 30&ordm; de flex&atilde;o plantar. Neurologicamente n&atilde;o apresentava contractilidade dos m&uacute;sculos da loca antero-externa, sugerindo les&atilde;o cr&oacute;nica do nervo ci&aacute;tico popliteu externo.<br />    
<p>&nbsp;</p>A TC e a RM da perna mostravam extenso foco de osteomielite abcedado, com sequestros &oacute;sseos e fractura patol&oacute;gica sem evid&ecirc;ncia de consolida&ccedil;&atilde;o (<a href="/img/revistas/rpot/v21n1/21n1a07f1.jpg">Figura 1C</a>). <br />    
<p>&nbsp;</p>Ap&oacute;s pondera&ccedil;&atilde;o das op&ccedil;&otilde;es terap&ecirc;uticas foi decidido avan&ccedil;ar com cirurgia reconstrutiva passando por ressec&ccedil;&atilde;o do foco de osteomielite e estabiliza&ccedil;&atilde;o com fixador circular preparado para transporte &oacute;sseo. <br />Na primeira cirurgia (<a href="/img/revistas/rpot/v21n1/21n1a07f2.jpg">Figura 2 A</a>) foi efectuada abordagem do foco de osteomielite e desbridamento cir&uacute;rgico com remo&ccedil;&atilde;o dos sequestros &oacute;sseos. Por n&atilde;o parecer haver tecido &oacute;sseo vascularizado numa &aacute;rea extensa foi suspensa a ressec&ccedil;&atilde;o &oacute;ssea e colocado o fixador externo em compress&atilde;o. <br />    
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>    <p>    <center><a href="/img/revistas/rpot/v21n1/21n1a07f2.jpg">Figura 2</a></center></p>    
<p>&nbsp;</p>Uma semana ap&oacute;s cirurgia a ferida operat&oacute;ria apresentou drenagem purulenta pelo que se optou por ressec&ccedil;&atilde;o parcial da t&iacute;bia, numa extens&atilde;o de 10 cm e realiza&ccedil;&atilde;o de osteotomia proximal e distal para transporte &oacute;sseo trifocal (<a href="/img/revistas/rpot/v21n1/21n1a07f2.jpg">Figura 2 B</a>). Foi ainda efectuada terap&ecirc;utica antibi&oacute;tica com vancomicina apesar de n&atilde;o ter sido isolado nenhum agente. A ferida operat&oacute;ria apresentou uma cicatriza&ccedil;&atilde;o favor&aacute;vel, exceptuando zona de deisc&ecirc;ncia na sua por&ccedil;&atilde;o m&eacute;dia, que acabou tamb&eacute;m por evoluir para o encerramento. O transporte foi realizado da forma habitual (1 mm/dia) em cada extremidade, constatando-se o aparecimento de um regenerado atr&oacute;fico no foco proximal enquanto que distalmente o regenerado n&atilde;o apresentou complica&ccedil;&otilde;es (<a href="/img/revistas/rpot/v21n1/21n1a07f2.jpg">Figura 2 C</a>).<br />    
<p>&nbsp;</p>No final do transporte abordou-se o foco de atracagem com o objectivo de desbridar e colocar enxerto colhido da crista il&iacute;aca. Aos 8 meses de fixador externo foi necess&aacute;rio desbridar o regenerado proximal onde se colocou novamente enxerto esponjoso e molas de charneira universais para tentativa de correc&ccedil;&atilde;o de desvio em varo. O fixador foi retirado ao fim de um total de 18 meses por intoler&acirc;ncia (e ap&oacute;s 4 semanas de dinamiza&ccedil;&atilde;o) havendo sinais de consolida&ccedil;&atilde;o a n&iacute;vel do foco de atracagem e em ambos os regenerados (embora pouco exuberantes). Foi imobilizado com aparelho gessado cruropod&aacute;lico que manteve 6 semanas, per&iacute;odo em que a carga foi estimulada. Seis semanas ap&oacute;s retirar fixador o doente &eacute; readmitido com fractura a n&iacute;vel do foco de atracagem com drenagem purulenta de onde isolou Pseudomonas. Foi ent&atilde;o efectuado desbridamento do foco de fractura, osteotomia do per&oacute;nio, utiliza&ccedil;&atilde;o de enxerto &oacute;sseo do per&oacute;nio no foco de fractura e nova osteotaxia com dispositivo Ilizarov. O doente permaneceu 6 semanas internado com o fim de completar terap&ecirc;utica antibi&oacute;tica dirigida. Aos seis meses de fixador dinamiz&aacute;mos o sistema, que foi retirado aos sete meses com consolida&ccedil;&atilde;o da fractura e corre&ccedil;&atilde;o do alinhamento (<a href="/img/revistas/rpot/v21n1/21n1a07f2.jpg">Figura 2 D</a>). Com 6 anos desde a &uacute;ltima cirurgia, o doente n&atilde;o voltou a ter manifesta&ccedil;&atilde;o de infec&ccedil;&atilde;o, deambula sem auxiliares de marcha, sem dor e com uma dismetria negativa de 5 mm no membro inferior esquerdo.</p>    
<p>&nbsp;</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">DISCUSSÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Apresentamos este caso n&atilde;o s&oacute; pelo desafio que representou mas sobretudo pela oportunidade de reflectir sobre as op&ccedil;&otilde;es terap&ecirc;uticas tomadas nas diversas fases do tratamento, bem como o seu timing. A osteomielite cr&oacute;nica da t&iacute;bia &eacute;, por si s&oacute;, uma situa&ccedil;&atilde;o de dif&iacute;cil tratamento. Sendo complicada por uma fractura que ocorre num local infectado e com necrose &oacute;ssea, onde o potencial de consolida&ccedil;&atilde;o &eacute; extremamente baixo dada a pobreza da biologia local, torna a estrat&eacute;gia cir&uacute;rgica um desafio ainda maior. Na avalia&ccedil;&atilde;o inicial do doente h&aacute; ainda a considerar a presen&ccedil;a de desvio em varo da t&iacute;bia e integridade do per&oacute;nio. Estes dois factores, em nosso entender, n&atilde;o mereceram a devida pondera&ccedil;&atilde;o dada a preocupa&ccedil;&atilde;o inicial em remover o osso necrosado e obter a maior estabilidade poss&iacute;vel durante o transporte. <br />A op&ccedil;&atilde;o do transporte parece-nos consensual embora bons resultados tenham sido obtidos por ressec&ccedil;&atilde;o &oacute;ssea e transporte lateral do per&oacute;nio em defeitos consider&aacute;veis da t&iacute;bia[11]. Talvez discut&iacute;vel tenha sido a op&ccedil;&atilde;o de fazer um transporte trifocal aumentando assim a taxa de poss&iacute;veis complica&ccedil;&otilde;es e n&atilde;o um transporte bifocal disto-proximal, tendo sido a extens&atilde;o do defeito &oacute;sseo (10 cm) o principal argumento a pesar nessa escolha[12]. No entanto, essa outra solu&ccedil;&atilde;o provavelmente teria evitado os problemas encontrados com o regenerado e o agravamento proximal do desvio em varo. <br />Explicamos a dificuldade encontrada na consolida&ccedil;&atilde;o do regenerado proximal com o ritmo relativamente acelerado do transporte numa regi&atilde;o deficit&aacute;ria em vasculariza&ccedil;&atilde;o e onde o papel do retalho muscular efectuado 30 anos antes n&atilde;o pode ser negligenci&aacute;vel.<br />Outro aspecto a discutir prende-se com o facto de termos utilizado uma constru&ccedil;&atilde;o muito pouco vers&aacute;til que veio a complicar a aplica&ccedil;&atilde;o de compress&atilde;o no foco de atracagem e ao mesmo tempo dificultar a corre&ccedil;&atilde;o de desvios de eixo. Ap&oacute;s retirarmos o fixador, a refractura ocorre precisamente pelo alinhamento residual em varo e integridade do per&oacute;nio, dois factores que sempre condicionaram a evolu&ccedil;&atilde;o desfavor&aacute;vel deste caso. S&oacute; quando estes foram eliminados se conseguiu alcan&ccedil;ar a consolida&ccedil;&atilde;o do foco de regenerado e de atracagem.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b><font face="Verdana" size="2">REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</font></b></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">1. Kumar V, Abbas K, Fausto N, Mitchell R. Robbins Basic Pathology. 8th. Philadelphia: Saunders Elsevier; 2007.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000044&pid=S1646-2122201300010000800001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">2. Walter G, Kemmerer M, Kappler C, Hoffmann R. Treatment Algorithms for Chronic Osteomyelitis. Dtsch Arztebl Int. 2012; 109 (14): 257-264</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000046&pid=S1646-2122201300010000800002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font face="verdana" size="2">3. O'May G, Brady R, Prabhakara R, Leid J, Calhoun J, Shirtliff M. Osteomyelitis. In Thomas Bjarnsholt, Peter Oestrup Jensen, Claus Moser, Niels Hoeby,, editors. Biofilm Infections. USA: Springer Science+Business Media; 2011. p. : 111-137.</font></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">4. Miller M, Thompson S, Hart J. Review of Orthopaedics. 6th. Philadelphia: Saunders;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000048&pid=S1646-2122201300010000800004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">5. Tsukayama D. Pathophysiology of posttraumatic osteomyelitis. Clin Orthop. 1999; 360: 22-9</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000050&pid=S1646-2122201300010000800005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">6. Cierny G, Mader J, Penninck J. The clinical staging of adult osteomyelitis. Scientific exhibit at the 51st Annual Meeting of the American Academy of Orthopaedic Surgeons; Atlanta, Georgia: 1984.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000051&pid=S1646-2122201300010000800006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">7. Lew P, Waldvogel A. Osteomyelitis. Lancet. 2004; 364: 369-379</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000053&pid=S1646-2122201300010000800007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">8. Lazzarini L, Mader J, Calhoun J. Osteomyelitis in long bones. J Bone Joint Surg Am. 2004; 86: 2305-2318</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000054&pid=S1646-2122201300010000800008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">9. Kindwall E. Uses of hyperbaric oxygen therapy in the 1990s. Cleve Clin J Med. 1992; 59 (5): 517-528</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000055&pid=S1646-2122201300010000800009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">10. Canale T, Beaty J. Campbell's Operative Orthopaedics. 11th. Philadelphia: Mosby; 2008.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000056&pid=S1646-2122201300010000800010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">11. Catagni M, Ottaviani G, Camagni M. Treatment of massive tibial bone loss due to chronic draining osteomyelitis: fibula transport using the Ilizarov frame. Orthopedics. 2007; 30: 608-611</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000058&pid=S1646-2122201300010000800011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">12. Rozbruch S, Weitzman A, Watson J, Freudigman P, Katz H, Ilizarov S. Simultaneous Treatment of Tibial Bone and Soft-tissue Defects with the Ilizarov Method. Journal of Orthopaedic Trauma. 2006; 20 (3): 197-205</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000059&pid=S1646-2122201300010000800012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Conflito de interesse: </font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Nada a declarar.</p></font>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p><a name="c"></a>    <p><b><font face="Verdana" size="2"><a href="#topc">Endereço para correspondência</a></font></b></p>    <p><font face="Verdana" size="2">André Spranger    <br>Serviço de Ortopedia do Hospital de Santa Maria    <br>Centro Hospitalar Lisboa Norte    <br>Av. Professor Egas Moniz    <br>1649-035 Lisboa    <br>Portugal    <br> <a href="mailto:andre_spranger@hotmail.com">andre_spranger@hotmail.com</a></font></p>    <p>&nbsp;</p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Submissão: </b> 2013-12-01</font></p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Revisão: </b> 2013-01-21</font></p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Aceitação: </b> 2013-03-01</font></p>     ]]></body><back>
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