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<journal-title><![CDATA[Revista Portuguesa de Ortopedia e Traumatologia]]></journal-title>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Fraturas de côndilos occipitais]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Occipital condyle fractures are rare conditions usually associatedwith severe head injury. The diagnosis is difficult using only a plain radiograph and CT scan is necessary in most cases. We report four cases of high energy head trauma and occipital condyle fractures, discussing the diagnosis and treatment options.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Fractura de côndilos occipitais]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[traumatismo crânio-encefálico]]></kwd>
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<kwd lng="en"><![CDATA[Occipital condyle fracture]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b><font face="Verdana" size="2">CASO CLÍNICO</font></b></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="4">Fraturas de côndilos occipitais</font></b></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana" size="2"><b>Joaquim Brito<sup>I</sup></b>; <b>António Tirado<sup>I</sup></b>; <b>Pedro Fernandes<sup>I</sup></b></font></p>    <p><font face="Verdana" size="2">I. Unidade de Coluna. Serviço de Ortopedia do Hospital de Santa Maria. Centro Hospitalar Lisboa Norte, EPE. Lisboa. Portugal.<br /></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana" size="2"><a name="topc"></a><a href="#c">Endereço para correspondência</a></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">RESUMO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>As fraturas de c&ocirc;ndilos occipitais s&atilde;o les&otilde;es raras habitualmente associadas a traumatismos cr&acirc;nio-encef&aacute;licos de elevada energia. Estas fraturas caracterizam-se pela dificuldade do seu diagn&oacute;stico recorrendo apenas &agrave; radiologia convencional, requerendo tomografia computorizada na maioria dos casos.</p>     <p>Neste trabalho, relatamos quatro casos cl&iacute;nicos de doentes vitimas de acidentes de via&ccedil;&atilde;o com traumatismo cr&acirc;nio-encef&aacute;lico e fracturas associadas dos c&ocirc;ndilos occipitais, discutindo a sua marcha diagn&oacute;stica e op&ccedil;&otilde;es terap&ecirc;uticas adotadas.</p></font>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Palavras chave</b>: Fractura de côndilos occipitais, traumatismo crânio-encefálico, tratamento, diagnóstico. </font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">ABSTRACT</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Occipital condyle fractures are rare conditions usually associatedwith severe head injury. The diagnosis is difficult using only a plain radiograph and CT scan is necessary in most cases.</p>     <p>We report four cases of high energy head trauma and occipital condyle fractures, discussing the diagnosis and treatment options.</p></font>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Key words</b>: Occipital condyle fracture, head trauma, treatment, diagnosis. </font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">INTRODUÇÃO</font></b></p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
    <p>As fraturas de c&ocirc;ndilos occipitais s&atilde;o relativamente raras, ocorrendo habitualmente em contexto de trauma de elevada energia. Esta entidade cl&iacute;nica foi inicialmente descrita por Charles Bell em 1817 durante a aut&oacute;psia de uma v&iacute;tima de acidente de via&ccedil;&atilde;o com traumatismo cr&acirc;nio-encef&aacute;lico grave[<sup>1, 2, 3</sup>].</p>
    <p>O diagn&oacute;stico desta condi&ccedil;&atilde;o clinica &eacute; altamente dificultado pela deficiente aprecia&ccedil;&atilde;o dos c&ocirc;ndilos nas radiografias convencionais, obrigando habitualmente &agrave; realiza&ccedil;&atilde;o de tomografia computorizada (TC). Este exame dever&aacute; ser priorit&aacute;rio em presen&ccedil;a de traumatismo craniano grave, les&atilde;o de nervo craniano baixo (em particular do nervo grande hipoglosso - XII par craniano), dor cervical alta persistente ou torcicolo com limita&ccedil;&atilde;o marcada da mobilidade cervical[<sup>4, 5, 6</sup>].</p>
    <p>O tratamento &eacute; ainda controverso tendo em conta alguma falta de consist&ecirc;ncia nos resultados obtidos com o tratamento conservador tendo como base a classifica&ccedil;&atilde;o de Anderson e Montesano, em compara&ccedil;&atilde;o com o escasso n&uacute;mero de doentes tratados cirurgicamente[<sup>3</sup>].</p>
    <p>Neste trabalho, s&atilde;o apresentados quatro casos cl&iacute;nicos de doentes com fraturas de c&ocirc;ndilos occipitais, sendo discutidos os aspetos relevantes do diagn&oacute;stico assim como das op&ccedil;&otilde;es terap&ecirc;uticas.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2"> ANATOMIA[7, 8]</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>A cr&acirc;nio e a coluna vertebral encontram-se unidas por uma s&eacute;rie de articula&ccedil;&otilde;es envolvendo o occipital, o atlas e o &aacute;xis. Do ponto de vista anat&oacute;mico s&atilde;o consideradas as articula&ccedil;&otilde;es entre occipital e atlas (articula&ccedil;&atilde;o atlanto-occipital), occipital e axis (occipito-axoideia) e entre atlas e &aacute;xis (atlanto-axoideia).<br />A articula&ccedil;&atilde;o atlanto-occipital acontece entre os c&ocirc;ndilos occipitais e as cavidades glenoideias do atlas, situadas na face superior das massas laterais da primeira v&eacute;rtebra cervical. A este n&iacute;vel existem quatro ligamentos: ligamento atlanto-occipital anterior, posterior e ligamentos atlanto-occipitais laterais. <br />O occipital &eacute; mantido em contacto com o &aacute;xis por interm&eacute;dio de v&aacute;rios ligamentos &agrave; dist&acirc;ncia: os ligamentos occipito-axoideus propriamente ditos e os ligamentos occipito-odontoideus. Os ligamentos occipito-axoideus propriamente ditos, em n&uacute;mero de tr&ecirc;s, um mediano e dois laterais, constituem em conjunto a membrana tectoria. Os ligamentos occipito-odontoideus tamb&eacute;m em n&uacute;mero de tr&ecirc;s, sendo um mediano e dois laterais, s&atilde;o tamb&eacute;m conhecidos, respetivamente, por ligamento apical (medianamente) e ligamentos alares (lateralmente).<br />S&atilde;o ainda de referir as articula&ccedil;&otilde;es pr&oacute;prias ao atlas e &aacute;xis que se dividem numa articula&ccedil;&atilde;o atlanto-axoideia propriamente dita (lateralmente), entre as ap&oacute;fises articulares inferiores do atlas e superiores do &aacute;xis; e uma articula&ccedil;&atilde;o atlanto-odontoideia (ao n&iacute;vel do plano sagital mediano), entre a odont&oacute;ide do &aacute;xis e o anel atloideu constitu&iacute;do pelo arco anterior do atlas e o ligamento transverso, que se insere na face interna das massas laterais do atlas. S&atilde;o ainda importantes para a estabilidade desta &uacute;ltima articula&ccedil;&atilde;o os ligamentos transverso-axoideu e transverso occipital, que em conjunto com o ligamento transverso formam o ligamento cruciforme.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2"> CASO CLÍNICO 1</font></b></p><font face="verdana" size="2">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Doente do sexo masculino, 47 anos de idade, v&iacute;tima de acidente de via&ccedil;&atilde;o do qual resultou traumatismo craniano com perda de consci&ecirc;ncia. Ao exame objectivo no servi&ccedil;o de urg&ecirc;ncia o doente encontrava-se consciente, orientado e hemodinamicamente est&aacute;vel, referindo apenas dor cervical alta agravada pela mobiliza&ccedil;&atilde;o, em particular nos movimento de rota&ccedil;&atilde;o. O exame neurol&oacute;gico n&atilde;o revelava altera&ccedil;&otilde;es. <br />Dos exames realizados no servi&ccedil;o de urg&ecirc;ncia destacava-se radiografia em perfil da coluna cervical com perda da rela&ccedil;&atilde;o anat&oacute;mica C0-C1, sugerindo subluxa&ccedil;&atilde;o. A TC revelou presen&ccedil;a de fratura cominutiva do c&ocirc;ndilo occipital direito com subluxa&ccedil;&atilde;o C0-C1. O doente foi imobilizado com halovest que manteve durante tr&ecirc;s meses, tendo tido alta sem registo de outras complica&ccedil;&otilde;es. No seguimento do doente n&atilde;o se constatou qualquer complica&ccedil;&atilde;o do foro neurol&oacute;gico, encontrando-se bem do ponto de vista funcional.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2"> CASO CLÍNICO 2</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Doente do sexo feminino, 38 anos de idade, v&iacute;tima de acidente de via&ccedil;&atilde;o do qual resultou traumatismo craniano com perda de consci&ecirc;ncia. &Agrave; entrada no servi&ccedil;o de urg&ecirc;ncia a doente apresentava-se hemodinamicamente est&aacute;vel mas obnubilada e com d&eacute;fice da mobilidade do membro superior secund&aacute;rio a les&atilde;o neurol&oacute;gica. <br />Na avalia&ccedil;&atilde;o por radiologia convencional, a imagem de perfil da coluna cervical apresentava aumento da dist&acirc;ncia entre o arco anterior do atlas e a ap&oacute;fise odontoide (<a href="#f1">Figura 1 A</a>) com crit&eacute;rios de instabilidade antero-posterior C1-C2. A TC cervical confirmou exist&ecirc;ncia de uma fratura-arrancamento do ligamento transverso e fratura-arrancamento do c&ocirc;ndilo occipital direito. Por outro lado, a TC cr&acirc;nio-encef&aacute;lica revelou focos de contus&atilde;o fronto-parietais. Perante este diagn&oacute;stico a doente foi submetida a artrodese C0-C2 com instrumenta&ccedil;&atilde;o posterior e enxerto de osso esponjoso (<a href="#f1">Figura 1 D</a>).</p>    <p>&nbsp;</p>    <p>    <center><a name="f1"><img src="/img/revistas/rpot/v21n1/21n1a08f1.jpg"></center></p>    
<p>&nbsp;</p>    <p>&nbsp;</p></font>    <p>&nbsp;</p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b><font face="Verdana" size="2">CASO CLÍNICO 3</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Doente do sexo masculino, 32 nos de idade, v&iacute;tima de acidente de via&ccedil;&atilde;o do qual resultou traumatismo cr&acirc;nio-encef&aacute;lico com perda de consci&ecirc;ncia. &Agrave; chegada ao servi&ccedil;o de urg&ecirc;ncia o doente encontrava-se consciente, colaborante mas com respira&ccedil;&atilde;o ruidosa e dificuldade respirat&oacute;ria por obstru&ccedil;&atilde;o alta da via a&eacute;rea. Referia ainda dor na regi&atilde;o cervical alta. O doente apresentava paralisia bilateral do VI par craniano, par&eacute;sia do membro superior esquerdo e concomitantemente fratura da tac&iacute;cula radial direita e fratura da parede posterior do acet&aacute;bulo esquerdo. A observa&ccedil;&atilde;o otorrinolaringol&oacute;gica detectou hiper&eacute;mia da parede posterior da orofaringe e colapso parcial da glote na inspira&ccedil;&atilde;o simulando fratura cartilag&iacute;nea. A radiologia convencional nas incid&ecirc;ncias de perfil, antero-posterior, transbucal e obl&iacute;quas n&atilde;o demonstrou les&otilde;es osteo-articulares. A TC cr&acirc;nio-encef&aacute;lica n&atilde;o evidenciava les&otilde;es intracranianas mostrando nos corte mais inferiores um pequeno fragmento &oacute;sseo ocupado a &aacute;rea do buraco occipital.<br />Ao terceiro dia de internamento, o doente mantinha o quadro cl&iacute;nico anteriormente descrito pelo que se decidiu a reavalia&ccedil;&atilde;o dos exames complementares previamente realizados, da qual resultou valoriza&ccedil;&atilde;o do aumento do espa&ccedil;o prevertebral entre C0 e C6 (<a href="/img/revistas/rpot/v21n1/21n1a08f2.jpg">Figura 2 A</a>). Neste contexto, e para esclarecimento da situa&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica, foi requisitada TC cervical que revelou fratura bilateral do c&ocirc;ndilos occipitais (<a href="/img/revistas/rpot/v21n1/21n1a08f2.jpg">Figura 2 B</a>). O doente foi submetido a redu&ccedil;&atilde;o cruenta e fixa&ccedil;&atilde;o interna do acet&aacute;bulo; e artrodese C0-C2 (<a href="/img/revistas/rpot/v21n1/21n1a08f2.jpg">Figura 2 C</a>) com instrumenta&ccedil;&atilde;o posterior e coloca&ccedil;&atilde;o de enxerto. Aos seis meses de seguimento p&oacute;s-operat&oacute;rio o doente apresentava-se sem queixas e com recupera&ccedil;&atilde;o completa da les&atilde;o do VI par craniano assim como da par&eacute;sia do membro superior esquerdo. A radiografia de perfil demonstrava a consolida&ccedil;&atilde;o da artrodese C0-C2.</p>    
<p>&nbsp;</p>    <p>    <center><a href="/img/revistas/rpot/v21n1/21n1a08f2.jpg">Figura 2</a></center></p>    
<p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">CASO CLÍNICO 4</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Doente do sexo feminino, 46 anos de idade, caucasiana, v&iacute;tima de acidente de via&ccedil;&atilde;o do qual resultou traumatismo cr&acirc;nio-encef&aacute;lico e cervical com queixas de diplopia, cervico-braquialgia esquerda, parestesias do membro superior, altera&ccedil;&otilde;es do equil&iacute;brio e degluti&ccedil;&atilde;o. A primeira avalia&ccedil;&atilde;o realizada no servi&ccedil;o de urg&ecirc;ncia n&atilde;o revelou les&atilde;o aparente (inclusive ap&oacute;s realiza&ccedil;&atilde;o de tomografia cr&acirc;nio-encef&aacute;lica e cervical) pelo que a doente teve alta para domic&iacute;lio. <br />Foi por n&oacute;s reavaliada cinco semanas ap&oacute;s o acidente por queixas de diplopia, altera&ccedil;&atilde;o da marcha e equil&iacute;brio, dificuldade na degluti&ccedil;&atilde;o, cervicalgia e dificuldade na rota&ccedil;&atilde;o do pesco&ccedil;o. A reavalia&ccedil;&atilde;o da tomografia computorizada demonstrou presen&ccedil;a de subluxa&ccedil;&atilde;o C0-C1 com fratura do c&ocirc;ndilo occipital esquerdo (<a href="/img/revistas/rpot/v21n1/21n1a08f3.jpg">Figura 3</a>). Perante este diagn&oacute;stico foi colocada tra&ccedil;&atilde;o halo-craniana e posteriormente colocado halovest para estabiliza&ccedil;&atilde;o da les&atilde;o. <br />    
<p>&nbsp;</p>    <p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<center><a href="/img/revistas/rpot/v21n1/21n1a08f3.jpg">Figura 3</a></center></p>    
<p>&nbsp;</p>O halovest foi retirado tr&ecirc;s meses ap&oacute;s a sua coloca&ccedil;&atilde;o, verificando-se melhoria das queixas neurol&oacute;gicas. No entanto, persistiram as queixas de diplopia por les&atilde;o do IV par craniano com discretas altera&ccedil;&otilde;es da marcha e equil&iacute;brio em rela&ccedil;&atilde;o com a altera&ccedil;&atilde;o visual.<br />Aos 12 meses p&oacute;s-coloca&ccedil;&atilde;o de halovest persistiam as altera&ccedil;&otilde;es visuais, mantendo-se a doente em processo de reabilita&ccedil;&atilde;o. A avalia&ccedil;&atilde;o imagiol&oacute;gica por raio-x e tomografia computorizada demonstrava consolida&ccedil;&atilde;o da fratura do c&ocirc;ndilo.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">DISCUSSÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Os c&ocirc;ndilos occipitais encontram-se na base do cr&acirc;nio ao n&iacute;vel do buraco occipital (tamb&eacute;m denominado foramen magnum), articulando-se com as facetas articulares superiores do atlas. A estabilidade da charneira occipito-vertebral &eacute; assegurada, n&atilde;o s&oacute; pelas estruturas &oacute;sseas mas tamb&eacute;m pelas c&aacute;psulas articulares, em rela&ccedil;&atilde;o direta com as membranas atlanto-occipitais anterior e posterior.<br />Do ponto de vista biomec&acirc;nico esta articula&ccedil;&atilde;o deve ser integrada no complexo articular C0-C1-C2, segmento da coluna que possui maior amplitude de movimentos, nomeadamente a flex&atilde;o/extens&atilde;o (50 a 60% em C0-C1) e a rota&ccedil;&atilde;o axial (50 a 60% em C1-C2)9. A mobilidade desta charneira depende n&atilde;o s&oacute; da morfologia das superf&iacute;cies articulares como tamb&eacute;m de um importante complexo ligamentar C0-C2 (ligamento apical e alares) e ainda do ligamento transverso a estabilizar a articula&ccedil;&atilde;o sindesmo-odontoideia. A rota&ccedil;&atilde;o axial e a transla&ccedil;&atilde;o &acirc;ntero-posterior entre C0-C1 &eacute; controlada pelo ligamento apical e ligamentos alares enquanto o ligamento transverso limita a transla&ccedil;&atilde;o antero-posterior do complexo C0-C1 sobre C210. O elevado grau de mobilidade deste complexo articular, onde o compromisso com a estabilidade &eacute; sempre dif&iacute;cil, torna-o particularmente vulner&aacute;vel aos traumatismos de flex&atilde;o-extens&atilde;o, rota&ccedil;&atilde;o axial ou for&ccedil;as laterais diretas. <br />A proximidade dos c&ocirc;ndilos com os pontos de emerg&ecirc;ncia dos IX e XII pares cranianos &eacute; outra no&ccedil;&atilde;o anat&oacute;mica importante tendo em conta a associa&ccedil;&atilde;o da les&atilde;o destes nervos com a fratura dos c&ocirc;ndilos.<br />A maioria dos autores &eacute; un&acirc;nime em assegurar uma subavalia&ccedil;&atilde;o desta patologia tendo em conta a dificuldade do diagn&oacute;stico. Miltner et al apresentam a maior s&eacute;rie de casos fatais resultante de acidentes de via&ccedil;&atilde;o onde registaram um total de 25 fraturas dos c&ocirc;ndilos num total de 600 indiv&iacute;duos11. Estudos prospetivos com a realiza&ccedil;&atilde;o de TC em doentes com traumatismo craniano grave (GCS entre 3 e 6) demonstraram uma incid&ecirc;ncia de 3 a 4.2% nesta popula&ccedil;&atilde;o[5, 12]. <br />Anderson e Montesano em 198813, baseados em seis casos cl&iacute;nicos, elaboraram uma classifica&ccedil;&atilde;o pela qual t&ecirc;m sido descritas todas estas les&otilde;es, dividindo-as em tr&ecirc;s tipos: Tipo I &ndash; fratura cominutiva de um c&ocirc;ndilo resultante de uma for&ccedil;a axial n&atilde;o havendo deslocamento e estando a estabilidade da charneira assegurada pela integridade do ligamento alar contralateral e membrana tectoria; Tipo II &ndash; fratura da base do cr&acirc;nio interessando transversalmente o maior eixo do c&ocirc;ndilo e que resulta de um traumatismo lateral direto, estando neste caso, a estabilidade assegurada pela integridade dos ligamentos alares e membrana tectoria; tipo III &ndash; fratura-avuls&atilde;o do c&ocirc;ndilo na sequ&ecirc;ncia de uma for&ccedil;a combinada de rota&ccedil;&atilde;o axial e flex&atilde;o lateral, sendo considerada uma les&atilde;o inst&aacute;vel pela les&atilde;o do ligamento alar contralateral e da membrana tectoria. Segundo estes autores apenas as les&otilde;es tipo III justificam o tratamento cir&uacute;rgico. No entanto, mais recentemente, Tuli et al introduz o problema da estabilidade/instabilidade tendo em conta as les&otilde;es &oacute;sseas e ligamentares do complexo articular C0-C1-C23. De facto, socorrendo-se de crit&eacute;rios imagiol&oacute;gicos de instabilidade na radiologia convencional, TC e RMN (<a name="topt1"></a><a href="#q1">Quadro 1</a>), ele estabelece uma classifica&ccedil;&atilde;o mais objetiva em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; orienta&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica. Assim, este autor divide as fraturas em coaptadas (tipo I) e n&atilde;o coaptadas, sendo estas &uacute;ltimas diferenciadas em tipo IIA e IIB de acordo com a aus&ecirc;ncia ou presen&ccedil;a dos referidos crit&eacute;rios de instabilidade. Na presen&ccedil;a destes crit&eacute;rios de instabilidade existe indica&ccedil;&atilde;o para a estabiliza&ccedil;&atilde;o cir&uacute;rgica da charneira occipito-vertebral.<br />    <p>&nbsp;</p><a name="q1"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v21n1/21n1a08q1.jpg" width="466" height="197" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p>Em 2011 Mueller e colaboradores propuseram uma nova classifica&ccedil;&atilde;o para a fratura dos c&ocirc;ndilos occipitais baseada no estudo prospectivo com seguimento de 31 doentes por um per&iacute;odo de cinco anos. De acordo com estes &uacute;ltimos autores estas fraturas devem ser classificadas em: tipo I &ndash; fratura unilateral sem luxa&ccedil;&atilde;o atlanto-occipital; tipo II &ndash; fratura bilateral dos c&ocirc;ndilos sem luxa&ccedil;&atilde;o atlanto-occipital; tipo III &ndash; fratura unilateral ou bilateral dos c&ocirc;ndilos com luxa&ccedil;&atilde;o atlanto-occipital. Para estes autores somente o tipo III necessita tratamento cir&uacute;rgico, considerando a grande maioria destas fraturas inerentemente est&aacute;veis[14]. <br />A fratura de c&ocirc;ndilos occipitais &eacute; mais frequente em indiv&iacute;duos do sexo masculino, tendo sido descrita em idades que variam desde os 7 e 82 anos, no entanto, a grande maioria dos doentes situa-se entre os 20 e 40 anos de idade. O quadro cl&iacute;nico caracteriza-se habitualmente por dor cervical alta com limita&ccedil;&atilde;o persistente da mobilidade em contexto de traumatismo craniano. A presen&ccedil;a de les&atilde;o neurol&oacute;gica do IX e XII pares cranianos tamb&eacute;m poder&aacute; fazer parte dos achados cl&iacute;nicos. O exame objetivo cuidado permite formular a hip&oacute;tese diagn&oacute;stica desta les&atilde;o permitindo prevenir agravamento da les&atilde;o neurol&oacute;gica e hierarquiza&ccedil;&atilde;o dos exames complementares necess&aacute;rios[3, 6, 13, 15]. A les&atilde;o dos nervos cranianos ocorre em cerca de 31% dos casos, sendo prim&aacute;ria em 62% das ocasi&otilde;es3. Todas as formas secund&aacute;rias (38%) relatadas surgiram na sequ&ecirc;ncia de tratamentos conservadores em les&otilde;es consideradas est&aacute;veis segundo Anderson e Montesano. A explica&ccedil;&atilde;o para esta observa&ccedil;&atilde;o poder&aacute; residir no envolvimento dos nervos num processo cicatricial num contexto de instabilidade[16, 17], tornando discut&iacute;vel a orienta&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica segundo os crit&eacute;rios de Anderson e Montesano.<br />No terceiro caso cl&iacute;nico da nossa s&eacute;rie &eacute; descrito um doente com paralisia bilateral do VI par craniano, associa&ccedil;&atilde;o pouco frequente e descrita apenas num doente com dissocia&ccedil;&atilde;o atlanto-occipital[16]. Outro sintoma que nos parece importante e demonstrativo da gravidade deste tipo de les&atilde;o &eacute; a dispneia secund&aacute;ria ao hematoma prevertebral, hematoma da parede posterior da orofaringe e movimento an&oacute;malo da epiglote, que colapsa parcialmente na inspira&ccedil;&atilde;o. Esta situa&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica dever&aacute; ser valorizada perante este tipo de les&atilde;o.<br />A radiologia convencional &eacute; essencial ao diagn&oacute;stico. No entanto, a sua interpreta&ccedil;&atilde;o &eacute; dif&iacute;cil pela sobreposi&ccedil;&atilde;o da mast&oacute;ide na proje&ccedil;&atilde;o de perfil e do maxilar superior na incid&ecirc;ncia transbucal. Nestas circunst&acirc;ncias devemos valorizar sinais indiretos de les&atilde;o, nomeadamente avalia&ccedil;&atilde;o da odont&oacute;ide na incid&ecirc;ncia transbucal e aumento do espa&ccedil;o prevertebral retrofar&iacute;ngeo. Apesar de n&atilde;o constituir um sinal indireto, qualquer fratura da coluna cervical, especialmente atlas ou &aacute;xis, justifica o rastreio de fratura dos c&ocirc;ndilos, uma vez que a associa&ccedil;&atilde;o com outras fraturas ocorre em cerca de 20% dos casos[19]. A TC constitui o m&eacute;todo de elei&ccedil;&atilde;o para identificar estas les&otilde;es possibilitando uma correta caracteriza&ccedil;&atilde;o morfol&oacute;gica destas fraturas. A resson&acirc;ncia magn&eacute;tica tem a sua utilidade no estudo de les&otilde;es complexas associadas a hematomas de partes moles (encef&aacute;licas, medulares e cervicais) e no esclarecimento de quadros neurol&oacute;gicos associados[20]. Em algumas ocasi&otilde;es a TC cr&acirc;nio-encef&aacute;lica permite avaliar nos seus cortes mais inferiores a regi&atilde;o do buraco occipital, onde &eacute; poss&iacute;vel avaliar a presen&ccedil;a de fragmentos &oacute;sseos resultantes de fraturas dos c&ocirc;ndilos. Este achado n&atilde;o valorizado no terceiro caso clinico, encontra-se igualmente descrito na literatura[4, 20], levando alguns autores a preconizarem a realiza&ccedil;&atilde;o sistem&aacute;tica de cortes distais na TC cr&acirc;nio-encef&aacute;lica de forma a englobarem os c&ocirc;ndilos occipitais em doentes com escala de coma de Glasgow inferior a 6[19]. <br />No que respeita ao tratamento, a maioria dos casos publicados foram tratados conservadoramente. Segundo Tuli et al apenas tr&ecirc;s casos foram submetidos a terap&ecirc;utica cir&uacute;rgica, um dos quais com halovest e dois com fus&atilde;o posterior C0-C2. De facto, seguindo a classifica&ccedil;&atilde;o de Anderson e Montesano a maioria das fraturas s&atilde;o do tipo I e tipo II, sendo consideradas fraturas est&aacute;veis pass&iacute;veis de serem imobilizadas com ort&oacute;tese externa. Todavia, a an&aacute;lise dos resultados do tratamento conservador &agrave; luz desta classifica&ccedil;&atilde;o tem sido controversa. A morbilidade em termos de dor e aparecimento de compromisso neurol&oacute;gico tardio tem levado alguns autores a questionarem os crit&eacute;rios de estabilidade descritos na classifica&ccedil;&atilde;o de Anderson e Montesano, apontando a mesma como excessivamente morfol&oacute;gica, n&atilde;o traduzindo o real grau de instabilidade deste tipo de les&atilde;o. Esta discuss&atilde;o assume particular import&acirc;ncia tendo em conta que a solu&ccedil;&atilde;o cir&uacute;rgica preconizada (fus&atilde;o C0-C2) acarreta uma limita&ccedil;&atilde;o significativa da mobilidade da coluna cervical. Esta foi a t&eacute;cnica por n&oacute;s utilizada no tratamento do segundo e terceiro casos cl&iacute;nicos apresentados. Enquanto o primeiro caso operado reunia consenso quanto &agrave; presen&ccedil;a de instabilidade com necessidade de estabiliza&ccedil;&atilde;o cir&uacute;rgica (segundo Anderson-Montesano e Tuli), no segundo caso operado a bilateralidade da les&atilde;o e a presen&ccedil;a de les&atilde;o neurol&oacute;gica associada foram fatores determinantes na decis&atilde;o da terap&ecirc;utica cir&uacute;rgica. Em nossa opini&atilde;o, apesar de alguns autores considerarem o contr&aacute;rio[19], a les&atilde;o neurol&oacute;gica associada representa uma fal&ecirc;ncia mec&acirc;nica das estruturas de suporte e de prote&ccedil;&atilde;o, pelo que quando presente dever&aacute; constituir indica&ccedil;&atilde;o cir&uacute;rgica.<br />A problem&aacute;tica da op&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica ideal &eacute; uma quest&atilde;o ainda a ser esclarecida. O estudo recentemente publicado por Mueller e colaboradores pro    p&otilde;e uma nova classifica&ccedil;&atilde;o, mais simplificada, onde o tratamento cir&uacute;rgico apenas tem lugar no caso de fratura dos c&ocirc;ndilos associada a luxa&ccedil;&atilde;o atlanto-occipital. Este autor advoga tratamento conservador com colar cervical para a grande maioria deste tipo de les&otilde;es[14]. <br />A controv&eacute;rsia existente no tratamento destes doentes torna necess&aacute;rio mais estudos prospetivos onde os resultados da op&ccedil;&atilde;o cir&uacute;rgica possam ser comparados aos do tratamento conservador.</p></font>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">CONCLUSÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>A fratura dos c&ocirc;ndilos occipitais &eacute; uma les&atilde;o pouco frequente. Resulta na maioria dos casos de acidentes de via&ccedil;&atilde;o estando frequentemente associada a traumatismos cr&acirc;nio-encef&aacute;licos graves. A les&atilde;o neurol&oacute;gica caracter&iacute;stica consiste na les&atilde;o dos IX e XII pares cranianos. Deve, contudo, ser suspeitada perante doentes com dor cervical alta persistente e torcicolo mesmo na aus&ecirc;ncia de qualquer les&atilde;o neurol&oacute;gica. <br />A radiologia convencional poder&aacute; fornecer alguns sinais indiretos de fratura dos c&ocirc;ndilos occipitais, todavia, na maioria dos casos &eacute; inconclusiva. A tomografia computorizada &eacute; o m&eacute;todo de elei&ccedil;&atilde;o para caracterizar esta les&atilde;o.<br />Relativamente &agrave; classifica&ccedil;&atilde;o das fraturas pensamos que o m&eacute;rito da classifica&ccedil;&atilde;o de Tuli passa essencialmente pela valoriza&ccedil;&atilde;o de todo o complexo C0-C2 na determina&ccedil;&atilde;o da instabilidade, enquanto que a classifica&ccedil;&atilde;o recentemente proposta por Mueller tem a vantagem de ser mais simplificada e pr&aacute;tica de implementar.<br />O tratamento por n&oacute;s preconizado nas situa&ccedil;&otilde;es inst&aacute;veis passa pela fus&atilde;o C0-C2. Tamb&eacute;m em nosso parecer, em doentes com escala de coma de Glasgow alterada, a extens&atilde;o dos cortes distais da TC cr&acirc;nio-encef&aacute;lica de forma a alcan&ccedil;ar os c&ocirc;ndilos, aumentaria decisivamente a nossa efic&aacute;cia no diagn&oacute;stico destas les&otilde;es.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</font></b></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">1. Bell C. Surgical observations. Middlesex Hospital Journal. 1817; 4: 469-470</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000068&pid=S1646-2122201300010000900001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font face="verdana" size="2">2. Maserati MB, Stephens B, Zohny Z, Lee JY, Kanter AS, Spiro RM, et al. Occipital condyle fractures: clinical decision rule and surgical management. J. Neuro. Spine. 2009; 11: 388-395</font></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">3. Tuli S, Tator CH, Fehlings MG, Mackay M. Occipital condyle fractures. Neurosurgery. 1997; 41: 368-377</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000070&pid=S1646-2122201300010000900003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">4. Wassenberg J, Bartlett RJ. Occipital condyle fractures diagnosed by high-definition CT and coronal reconstructions. Neuroradiology. 1995; 37: 370-373</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000071&pid=S1646-2122201300010000900004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font face="verdana" size="2">5. Link TM, Schuierer G, Hufendiek A, Hirch E, Peters PE.  Substantial head trauma: value of routine CT examination of cervicocranium. Radiology. 1995 Sep; 196 (3): 741-745</font></p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">6. Bloom AI, Neeman Z, Slasky BS. Fracture of the occipital condyles and associated cranio-cervical ligament injury: incidence, CT imaging and implications. Clin. Radiol. 1997; 52: 198-202</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000073&pid=S1646-2122201300010000900006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">7. Anatomia Humana da Locomoção. 2ª. Lisboa: Lidel - edições técnicas; 1999.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000074&pid=S1646-2122201300010000900007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">8. Rouvière H, Delmas A. Anatomie Humaine - Descriptive, topographique et fonctionelle. 15ème. Paris: Masson; 2002.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000076&pid=S1646-2122201300010000900008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">9. O' Brien MF, Suherlin CE. Occipito-cervical biomechanics: clinical and biomechanical implications for posterior occipitocervical stabilization and fusion. Spine. 1996; 10: 281-313</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000078&pid=S1646-2122201300010000900009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">10. Goel VK, Clark CR, Galler KL. Moment rotation relationship of ligamentous occipito-atlanto-axial complex. J. Biomech. 1988; 21: 673-680</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000079&pid=S1646-2122201300010000900010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">11. Miltner E, Kalliens D, Schmidt G, Muller M. Injuries of the occipital condyles in fatal traffic accidents. J. Leg. Med. 1990; 103: 523-528</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000080&pid=S1646-2122201300010000900011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">12. Blackasin MF, Lee HJ. Frequency and significance of fractures of the upper cervical spine detected by CT in patients with severe neck trauma. 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Acta Neurochir.. 2004; 146: 779-784</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000095&pid=S1646-2122201300010000900026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">27. Kim SH, Kim SW. Sixth and Twelfth cranial nerve palsies following basal skull fracture involving clivus and occipital condyle. Journal of Korean Neurosurgery. 2012; 51 (5): 305-307</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000096&pid=S1646-2122201300010000900027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">28. Caroli E, Rocchi G, Orlando ER, Delfini R. Occipital condyle fractures: report of five cases and literature review. Euro Spine Journal. 2005; 14: 482-492</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000097&pid=S1646-2122201300010000900028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">29. Schnnake KJ, Pingek A, Scholz M, Kandziora F. Temporary occipito-cervical stabilization of a unilateral occipital condyle fracture. Euro Spine Journal. 2012; 21 (11): 2198-2202</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000098&pid=S1646-2122201300010000900029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">30. Schrodel MH, Kestlmeier R, Trappe AE. Bilateral Occipital condyle fracture: report of two cases. Skull Base. 2002; 12 (2): 93-96</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000099&pid=S1646-2122201300010000900030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Conflito de interesse: </font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Nada a declarar.</p></font>    ]]></body>
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