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<journal-title><![CDATA[Revista Portuguesa de Ortopedia e Traumatologia]]></journal-title>
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<publisher-name><![CDATA[Sociedade Portuguesa de Ortopedia e Traumatologia]]></publisher-name>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Fratura supracondiliana do úmero complicada de lesão vascular]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Centro Hospitalar Lisboa Norte Hospital de Santa Maria Serviço de Ortopedia]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Supracondylar humerus fractures are a common pediatric injury, involving 16,6 - 17% of all fractures in this age group. In most cases are complicated fractures, often associated with neurovascular lesions. The authors present a case report of a supracondylar fracture Gartland type III complicated by a vascular lesion, confirmed by arteriography. Considering the good distal perfusion of the upper limb, an expectant attitude was taken which demonstrated a good evolution both clinically and radiographically, with pulse palpable at follow-up. This case alerts to the importance of adopting an expectant attitude after the reduction and manipulation the fracture, when presence of a good distal perfusion, even in the absence of radial pulse.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Fractura supracondiliana do úmero]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b><font face="Verdana" size="2">CASO CLÍNICO</font></b></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="4">Fratura supracondiliana do úmero complicada de lesão vascular</font></b></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana" size="2"><b>Raquel Carvalho<sup>I</sup></b>; <b>Hugo Fernandes<sup>I</sup></b>; <b>Joaquim Brito<sup>I</sup></b>; <b>Pedro Fernandes<sup>I</sup></b>; <b>Jacinto Monteiro<sup>I</sup></b></font></p>    <p><font face="Verdana" size="2">I. Serviço de Ortopedia. Centro Hospitalar Lisboa Norte. Hospital de Santa Maria. Lisboa. Portugal.<br /></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana" size="2"><a name="topc"></a><a href="#c">Endereço para correspondência</a></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">RESUMO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>As fraturas supracondilianas do &uacute;mero s&atilde;o uma patologia frequente na idade pedi&aacute;trica, constituindo 16.6 &ndash; 17,9% de todas as fraturas nesta faixa et&aacute;ria. Na maioria dos casos trata-se de fraturas complexas, por vezes complicadas de les&otilde;es neurovasculares. Os autores apresentam um caso cl&iacute;nico de uma fratura supracondiliana Gartland tipo III, complicada de les&atilde;o vascular confirmada por arteriografia. Dado apresentar uma m&atilde;o perfundida optou-se por uma atitude expectante, tendo-se constatado uma boa evolu&ccedil;&atilde;o tanto clinica como radiogr&aacute;fica, com pulso palp&aacute;vel no follow-up. Este caso &eacute; um exemplo da import&acirc;ncia em adotar uma atitude expectante ap&oacute;s a redu&ccedil;&atilde;o da fratura, quando na presen&ccedil;a de uma m&atilde;o rosada e quente mesmo na aus&ecirc;ncia de pulso radial.</p></font>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Palavras chave</b>: Fractura supracondiliana do úmero, criança, complicações neurovasculares, "pink pulseless hand". </font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">ABSTRACT</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Supracondylar humerus fractures are a common pediatric injury, involving 16,6 - 17% of all fractures in this age group. In most cases are complicated fractures, often associated with neurovascular lesions. The authors present a case report of a supracondylar fracture Gartland type III complicated by a vascular lesion, confirmed by arteriography. Considering the good distal perfusion of the upper limb, an expectant attitude was taken which demonstrated a good evolution both clinically and radiographically, with pulse palpable at follow-up. This case alerts to the importance of adopting an expectant attitude after the reduction and manipulation the fracture, when presence of a good distal perfusion, even in the absence of radial pulse.</p></font>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Key words</b>: Supracondylar fracture of the humerus, children, neurovascular complications, pink pulseless hand. </font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">INTRODUÇÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>A fratura supracondiliana do &uacute;mero &eacute; frequente na idade pedi&aacute;trica, constituindo cerca de 60-75% das fraturas do membro superior nesta faixa et&aacute;ria. O pico de incid&ecirc;ncia ocorre entre os cinco e os oito anos de idade, com predom&iacute;nio no g&eacute;nero masculino, com uma rela&ccedil;&atilde;o de tr&ecirc;s para dois [ 1-4, 10, 11].Dependente do mecanismo de les&atilde;o, as fraturas supracondilianas do &uacute;mero podem ser em extens&atilde;o, constituindo 97,5% dos casos, ou em flex&atilde;o representando apenas 2,5%. De acordo com os crit&eacute;rios de Gartland, estas fraturas s&atilde;o classificadas em tr&ecirc;s tipos de acordo com o grau de descoapta&ccedil;&atilde;o[6]. Wilkins recentemente prop&ocirc;s dois novos subtipos dentro do tipo II e III, respetivamente, de acordo com o grau de desvio rotacional[&nbsp;10]. <br />A les&atilde;o neurol&oacute;gica surge em 12 a 24% dos casos, dos quais 2 a 6% correspondem a les&atilde;o neurol&oacute;gica iatrog&eacute;nica. A les&atilde;o vascular, menos comum, pode estar presente em aproximadamente 10% destas fraturas, pelo que se torna imperativo a identifica&ccedil;&atilde;o precoce de sinais de compromisso vascular para um tratamento adequado a fim de prevenir futuras sequelas[1, 5, 11].<br />A abordagem desta complica&ccedil;&atilde;o &eacute; ainda controversa. As indica&ccedil;&otilde;es para explora&ccedil;&atilde;o cir&uacute;rgica em casos de aus&ecirc;ncia de pulso, com m&atilde;o fria e p&aacute;lida s&atilde;o claros. Todavia, o tratamento de doentes com aus&ecirc;ncia de pulso mas com perfus&atilde;o distal permanece controverso[&nbsp;2, 18].<br />Os autores relatam um caso de uma fratura supracondiliana numa crian&ccedil;a, apos traumatismo em extens&atilde;o complicada de les&atilde;o vascular. Este caso pretende demonstrar a excelente evolu&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica perante uma atitude inicialmente expectante sem complica&ccedil;&atilde;o vascular.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b><font face="Verdana" size="2">CASO CLÍNICO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Crian&ccedil;a de nove anos de idade, sexo feminino, que sofreu acidente escolar com queda, da qual resultou traumatismo do membro superior esquerdo, com deformidade marcada ao n&iacute;vel do cotovelo esquerdo, dor e limita&ccedil;&atilde;o funcional. &Agrave; entrada constatou-se aus&ecirc;ncia de pulso radial confirmado por eco doppler, contudo a m&atilde;o apresentava-se quente e rosada, com um atraso do preenchimento capilar e sem sinais de compromisso neurol&oacute;gico. Radiograficamente apresentava uma fratura supracondiliana tipo III de Gartland, descoaptada e com desvio postero-lateral do fragmento distal (<a href="/img/revistas/rpot/v21n1/21n1a10f1.jpg">Figura 1</a>).<br />    
<p>&nbsp;</p>    <p>    <center><a href="/img/revistas/rpot/v21n1/21n1a10f1.jpg">Figura 1</a></center></p>    
<p>&nbsp;</p>Tratando-se de uma fratura com indica&ccedil;&atilde;o cir&uacute;rgica, e dado o compromisso vascular, procedeu-se de imediato &agrave; realiza&ccedil;&atilde;o de interven&ccedil;&atilde;o cir&uacute;rgica, com redu&ccedil;&atilde;o incruenta e fixa&ccedil;&atilde;o percut&acirc;nea medial e lateral com fios de Kirschner. Por n&atilde;o se ter verificado o restabelecimento do fluxo arterial ap&oacute;s a redu&ccedil;&atilde;o da fratura foi efetuada arteriografia intra-operatoriamente, excluindo-se encarceramento da art&eacute;ria no foco de fratura, com evid&ecirc;ncia de&nbsp; interrup&ccedil;&atilde;o do fluxo arterial compat&iacute;vel com dissec&ccedil;&atilde;o traum&aacute;tica e trombose da art&eacute;ria umeral, com reabita&ccedil;&atilde;o nas art&eacute;rias do antebra&ccedil;o por circula&ccedil;&atilde;o colateral (<a href="#f2">Figura 2</a>).<br />    <p>&nbsp;</p>    <p>    <center><a name="f2"></a><img src="/img/revistas/rpot/v21n1/21n1a10f2.jpg"></center></p>    
<p>&nbsp;</p>Conciliando os achados cl&iacute;nicos de uma m&atilde;o corada e quente, com preenchimento capilar presente, e os achados da arteriografia, optou-se por uma atitude expectante, sem qualquer interven&ccedil;&atilde;o do ponto de vista vascular. O membro foi imobilizado com tala gessada posterior a 30&ordm; de flex&atilde;o e iniciou por indica&ccedil;&atilde;o da Cirurgia Vascular heparina de baixo peso molecular. Perante a boa perfus&atilde;o distal no per&iacute;odo de vigil&acirc;ncia refez-se a tala &agrave;s 72h com imobiliza&ccedil;&atilde;o do cotovelo a 70&ordm; de flex&atilde;o, removendo-se os fios de Kirschner &agrave;s  4 semanas (<a href="/img/revistas/rpot/v21n1/21n1a10f3.jpg">Figura 3</a>).<br />    
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>    <p>    <center><a href="/img/revistas/rpot/v21n1/21n1a10f3.jpg">Figura 3</a></center></p>    
<p>&nbsp;</p>Aos dois anos de follow-up, apresentava excelente mobilidade do membro superior, pulso radial palp&aacute;vel e fratura consolidada sem compromisso dos n&uacute;cleos epifis&aacute;rios, sem evid&ecirc;ncia de qualquer sinal cl&iacute;nico de insufici&ecirc;ncia vascular.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">DISCUSSÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>As fraturas supracondilianas s&atilde;o frequentes na idade pedi&aacute;trica, correspondendo a 17% das fraturas, com pico de incid&ecirc;ncia entre os 5 e os 8 anos [1-4, 10, 15]. A les&atilde;o vascular &eacute; uma das complica&ccedil;&otilde;es decorrentes deste tipo de traumatismo, correspondendo a 5 a 13,6% [1, 7, 8, 9, 12], frequentemente no contexto de fraturas tipo III de Gartland, particularmente fraturas com grande descoapta&ccedil;&atilde;o e desvio postero-lateral do fragmento distal, estimando-se uma incid&ecirc;ncia nestes casos de 10 a 20% &nbsp;[5, 23]. Estas situa&ccedil;&otilde;es s&atilde;o consideradas uma urg&ecirc;ncia ortop&eacute;dica, pelo que o seu diagn&oacute;stico &eacute; primordial, e o fator tempo crucial, estando definido como per&iacute;odo m&aacute;ximo as 12h no qual o doente com aparente les&atilde;o vascular deve ser intervencionado. Caso contr&aacute;rio, a les&atilde;o vascular e o edema concomitante condicionam um risco aumentado de s&iacute;ndrome compartimental, que pode evoluir para uma contratura isqu&eacute;mica de Volkmann [1, 7, 8, 9, 10, 12]. Esta situa&ccedil;&atilde;o est&aacute; descrita em cerca de 0.5% dos casos, sendo caracterizada por uma flex&atilde;o fixa da articula&ccedil;&atilde;o do cotovelo, prona&ccedil;&atilde;o do antebra&ccedil;o, flex&atilde;o da articula&ccedil;&atilde;o do punho e extens&atilde;o das articula&ccedil;&otilde;es metacarpo-fal&acirc;ngicas [10, 11, 14]. O tratamento &eacute; dif&iacute;cil, passando por liberta&ccedil;&atilde;o dos tecidos retra&iacute;dos, reinser&ccedil;&otilde;es tendinosas e fisioterapia prolongada. Assim, a melhor forma de o evitar passa pela preven&ccedil;&atilde;o ativa, procurando restabelecer o mais depressa poss&iacute;vel a circula&ccedil;&atilde;o, e, nos casos de s&iacute;ndrome compartimental, atuar atempadamente com a realiza&ccedil;&atilde;o de fasciotomias dos compartimentos envolvidos de forma a reduzir a press&atilde;o intracompartimental &nbsp;[19, 20, 21].<br />V&aacute;rias s&atilde;o as causas para o compromisso da vasculariza&ccedil;&atilde;o, desde o espasmo arterial at&eacute; &agrave; sua sec&ccedil;&atilde;o completa com posterior evolu&ccedil;&atilde;o para trombose, como ocorreu no caso descrito. Sendo que a maioria destas les&otilde;es vasculares ocorrem por compress&atilde;o extr&iacute;nseca da art&eacute;ria pelos fragmentos &oacute;sseos, que resolve espontaneamente ap&oacute;s a redu&ccedil;&atilde;o da fratura, da&iacute; a import&acirc;ncia em avaliar o estado de perfus&atilde;o do membro ap&oacute;s a redu&ccedil;&atilde;o e estabiliza&ccedil;&atilde;o da mesma.<br />A reperfus&atilde;o do membro ap&oacute;s a redu&ccedil;&atilde;o da fratura ocorre em cerca de 66.7% dos casos, sobretudo &agrave; custa do tronco arterial, ou atrav&eacute;s de uma rede de colaterais, proximais &agrave; les&atilde;o ou a jusante desta&nbsp;[12]. No entanto, deveremos adotar uma atitude vigilante, com uma reavalia&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica peri&oacute;dica, dando &ecirc;nfase ao aparecimento de dor intensa refrat&aacute;ria aos analg&eacute;sicos, ou sinais de palidez, cianose, parestesia ou paralisia[12, 18, 19, 22, 23].<br />Na aus&ecirc;ncia de revasculariza&ccedil;&atilde;o, e na perspetiva de se tratar de um espasmo da art&eacute;ria umeral, v&aacute;rios autores recomendam a realiza&ccedil;&atilde;o de um bloqueio ao n&iacute;vel do g&acirc;nglio estrelado de forma a reverter o espasmo[2, 17]. Nos casos em que a revasculariza&ccedil;&atilde;o n&atilde;o foi conseguida quer pela redu&ccedil;&atilde;o da fratura quer pelo bloqueio das vias simp&aacute;ticas dever&atilde;o ser considerados estudos complementares, tais como Ecografia com Doppler, Angio-TC, Angio-Resson&acirc;ncia, ou mesmo exames mais cl&aacute;ssicos como a arteriografia[5]. <br />O papel deste &uacute;ltimo exame &eacute; algo discut&iacute;vel, na medida em que s&oacute; nos vem confirmar o esperado perante a aus&ecirc;ncia de pulso ap&oacute;s redu&ccedil;&atilde;o da fratura, mesmo com o bloqueio simp&aacute;tico&nbsp;[17]. Na presen&ccedil;a de uma m&atilde;o rosada embora sem pulso, opta-se por uma atitude inicialmente expectante, pelo que o exame n&atilde;o altera, na maioria dos casos, a conduta terap&ecirc;utica [2, 9, 11, 18].<br />No caso relatado, verificou-se que ap&oacute;s a redu&ccedil;&atilde;o da fractura a m&atilde;o permaneceu rosada e quente, no entanto ainda sem pulso palp&aacute;vel. Dada a suspeita de les&atilde;o vascular foi efetuada uma abordagem interna do bra&ccedil;o, a fim de realizar arteriografia, que confirmou a les&atilde;o da art&eacute;ria umeral proximal ao foco de fratura. Este exame, no entanto, acabou por n&atilde;o alterar a conduta terap&ecirc;utica, pelo que concordamos que nestas situa&ccedil;&otilde;es seja discut&iacute;vel a realiza&ccedil;&atilde;o da arteriografia, como vem referido na literatura[2, 17]. Perante os achados de aus&ecirc;ncia de pulso e boa perfus&atilde;o distal (&ldquo;pink hand&rdquo;) as opini&otilde;es s&atilde;o d&iacute;spares no que diz respeito &agrave; melhor conduta terap&ecirc;utica. White et al&nbsp; [14] referem que a aus&ecirc;ncia de pulso &eacute; um indicador de les&atilde;o arterial, e mesmo na presen&ccedil;a de uma boa perfus&atilde;o distal, sugerem a necessidade de explora&ccedil;&atilde;o vascular, enquanto Ramesh et al[&nbsp;15] ao avaliar sete fraturas supracondilianas sem pulso e boa perfus&atilde;o distal, optou pelo tratamento conservador tendo verificado a exist&ecirc;ncia de pulso entre as tr&ecirc;s e seis semanas de follow up, concluindo que se deve ter uma atitude expectante, na presen&ccedil;a de uma boa perfus&atilde;o distal apesar da aus&ecirc;ncia de pulso, estando a explora&ccedil;&atilde;o cir&uacute;rgica indicada nos casos de dor intensa ou sinais de deterioriza&ccedil;&atilde;o neurol&oacute;gica e/ou insufici&ecirc;ncia vascular.<br />Numa avalia&ccedil;&atilde;o sistematizada, Flynn et al, estratificaram qual a melhor conduta terap&ecirc;utica a tomar nos casos de fraturas supracondilianas com les&atilde;o vascular onde podem constatar a recomenda&ccedil;&atilde;o para uma atitude expectante na presen&ccedil;a de uma m&atilde;o rosada e quente, com aus&ecirc;ncia de pulso radial sendo este caso um bom exemplo do bom resultado desta  conduta (<a href="/img/revistas/rpot/v21n1/21n1a10f4.jpg">Figura 4</a>) &nbsp;[23].</p></font>    
<p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">CONCLUSÕES</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>A les&atilde;o neurovascular no contexto de fratura supracondiliana do cotovelo da crian&ccedil;a representa um desafio importante para o ortopedista e cirurgi&atilde;o vascular. Perante a documenta&ccedil;&atilde;o de uma les&atilde;o de ordem vascular dois cen&aacute;rios poder&atilde;o ocorrer, merecendo da nossa parte uma conduta diferente. Na presen&ccedil;a de perfus&atilde;o distal em m&atilde;o rosada, o tratamento imediato da fratura seguida de uma atitude expectante em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; les&atilde;o vascular, com o cuidado de manter uma imobiliza&ccedil;&atilde;o inicial a 30&ordm;, constitui uma boa op&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica.</p></font>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</font></b></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">1. Brubacher JW, Dodds DS. Pediatric supracondylar fractures of the distal humerus. Curr Rev Musculoskelet Med. 2008; 1: 190-196</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000045&pid=S1646-2122201300010001100001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">2. Korompilias AV, Lykissas MG, Mitsionis GI, Kontogeorgakos VA, Manoudis G, Beris AE. Treatment of pink pulseless hand following supracondylar fractures of the humerus in children. International Orthopaedics (SICOT). 2009; 33: 237-241</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000046&pid=S1646-2122201300010001100002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">3. Hanlon CR, Estes WL. Fractures in children: a statistical analysis. J Bone Joint Surg Am. 1954; 87: 312</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000047&pid=S1646-2122201300010001100003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">4. Henrikson B. Supracondylar fracture of the humerus in children. A late review of end-results with special reference to the cause of deformity, disability and complications. Acta Chir Scand Suppl. 1966; 369: 1-72</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000048&pid=S1646-2122201300010001100004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">5. Skaggs D, Pershad J. Pediatric elbow trauma.  Pediatr EmergCare. 1997; 13 (6): 425-434</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000049&pid=S1646-2122201300010001100005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">6. Sadiq MZ, Syed T, Travlos J. Management of grade III supracondylar fracture of the humerus by straight-arm lateral traction. International Orthopaedics (SICOT). 2007; 31: 155-158</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000050&pid=S1646-2122201300010001100006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">7. Ramachandran M, Birch R, Eastwood DM. Clinical outcome of nerve injuries associated with supracondylar fractures of the humerus in children: the experience of a specialist referral centre. J Bone Joint Surg Br. 2006; 88 (1): 90-94</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000051&pid=S1646-2122201300010001100007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">8. Campbell CC, Waters PM, Emans JB, Kasser JR, Millis MB. Neurovascular injury and displacement in type III supracondylar humerus fractures. J Pediatr Orthop. 1995; 15: 47-52</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000052&pid=S1646-2122201300010001100008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">9. Kasser JR, Emans JB, Rand FF. Management of vascular injuries in displaced supracondylar humerus fractures without arteriography. J Orthop Trauma. 1990; 4 (1): 25-9</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000053&pid=S1646-2122201300010001100009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">10. Marquis CP, Cheung G, Dwyer JSM, Emery DF. Supracondylar fractures of the humerus. Current Orthopaedics. 2008; 22: 62-69</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000054&pid=S1646-2122201300010001100010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">11. Lipscomb PR, Burleson RJ. Vascular and neural complications in supracondylar fractures of the humerus in children. J Bone Joint Surg Am. 1955; 37: 487-492</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000055&pid=S1646-2122201300010001100011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font face="verdana" size="2">12. Mommsen P, Zeckey C, Hildebrand F, Frink M, Khaladj N, Lange N, et al. Traumatic extremity arterial injury in children: Epidemiology, diagnostics, treatment and prognostic value of Mangled Extremity Severity Score. Journal of Orthopaedic Surgery and Research. 2010; 5: 25</font></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">13. Katzias A, Belangero WD. Fratura Supracondiliana do Úmero na criança.  Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia, Projeto Diretrizes. 2007; 7 (25)</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000057&pid=S1646-2122201300010001100013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">14. Wu J, Perron AD, Miller MD, Powell SM, Brady WJ. Orthopedic Pitfalls in the ED: Pediatric Supracondylar Humerus Fractures.  Am J Emerg Med. 2002; 20: 544-550</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000058&pid=S1646-2122201300010001100014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">15. Pretell-Mazzini J, Rodriguez-Martin J, Andres-Esteban E. Does open reduction and pinning affect outcome in severely displaced supracondylar humeral fractures in children? A systematic review. Strat Traum Limb Recon. 2010; 5: 57-64</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000059&pid=S1646-2122201300010001100015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">16. Cekanauskas E, Degliute R, Kalesinskas RJ. Treatment of supracondylar humerus fractures in children, according to Gartland classification. MEDICINA. 2003; 39 (4): 379</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000060&pid=S1646-2122201300010001100016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">17. White L, Mehlman C, Crawford A. Perfused, Pulseless, and Puzzling: A Systematic Review of Vascular Injuries in Pediatric Supracondylar Humerus Fractures and Results of a POSNA Questionnaire. J. Pediatric Orthopaedics. 2010; 30: 328-335</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000061&pid=S1646-2122201300010001100017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">18. Vugt A, Severijnen R, Festen C. Neurovascular Complications in Supracondylar Humeral Fractures in Children. Archives os Orthopaedic and Traumatic Surgery. 1988; 107: 203-205</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000062&pid=S1646-2122201300010001100018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">19. Carson S, Woolridge DP, Colletti J, Kilgore K. Pediatric upper extremity injuries.  Pediatr Clin North Am. 2006; 53 (1): 41-67</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000063&pid=S1646-2122201300010001100019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font face="verdana" size="2">20. Blakemore LC, Cooperman DR, Thompson GH. Compartment syndrome in ipsilateral humerus and forearm fractures in children. Clin Orthop. 2000 Jul; 376: 32-38</font></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">21. Stevanovic M, Sharpe F. Management of established Volkmann's contracture of the forearm in children. Hand Clin. 0272006; 22 (12): 99-111</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000065&pid=S1646-2122201300010001100021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">22. Shrader MW. Pediatric supracondylar fractures and pediatric physeal elbow fractures. Orthop Clin North Am. 2008; 39: 163</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000066&pid=S1646-2122201300010001100022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">23. Flynn JM, Noonan KJ, Price CT, Waters PM. Complications in Orthopaedics Pediatric Upper Extrenity Fractures. 1st. Rosemont, Ilinois: American Academy of Orthopaedic Surgeons; 2004.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000067&pid=S1646-2122201300010001100023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Conflito de interesse: </font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Nada a declarar.</p></font>    <p>&nbsp;</p><a name="c"></a>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b><font face="Verdana" size="2"><a href="#topc">Endereço para correspondência</a></font></b></p>    <p><font face="Verdana" size="2">Raquel Carvalho     <br>Serviço de Ortopedia do Hospital de Santa Maria     <br>Centro Hospitalar Lisboa Norte     <br>Av. Professor Egas Moniz     <br>1649-035 Lisboa    <br>Portugal    <br> <a href="mailto:raquel.c.carvalho.med@gmail.com">raquel.c.carvalho.med@gmail.com</a></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Submissão: </b> 2012-11-01</font></p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Revisão: </b> 2012-12-30</font></p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Aceitação: </b> 2013-01-21</font></p>     ]]></body><back>
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