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<journal-title><![CDATA[Revista Portuguesa de Ortopedia e Traumatologia]]></journal-title>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Luxação simples do cotovelo associada a lesão ligamentar interna e externa]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Centro Hospitalar Lisboa Norte Hospital de Santa Maria Serviço de Ortopedia]]></institution>
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<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1646-21222013000100012&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S1646-21222013000100012&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S1646-21222013000100012&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[A luxação do cotovelo representa a segunda luxação mais frequente do membro superior. Classificada como luxação simples ou complexa de acordo com a ausência ou presença de fratura associada, respetivamente. Esta lesão é maioritariamente tratada com redução incruenta e mobilização precoce, com bons “outcomes”. Contudo, pode estar associada a algumas complicações, especialmente devido a períodos de imobilização prolongada, como uma limitação do arco de mobilidade, alterações degenerativas, calcificações heterotópicas ou mesmo défices neurológicos. Este caso clínico relata um caso de luxação simples do cotovelo, com necessidade de cirurgia dada a instabilidade persistente após redução. Foi efetuada a reparação do complexo ligamentar interno e externo, com um bom resultado funcional e radiológico no follow up final. Apesar da necessidade de intervenção cirúrgica no contexto de uma luxação simples do cotovelo ser rara, a presença de instabilidade persistente com necessidade de períodos de imobilização prolongada, é considerada uma indicação cirúrgica. A cirurgia permite assim, obter ótimos resultados clínicos evitando complicações de uma imobilização prolongada.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Dislocation of the elbow is the second most frequent dislocation of the upper limb. Classified as simple or complex dislocation according to the presence or absence of associated frature, respectively. This injury is most often treated with closed reduction and early mobilization with good "outcomes". However, it may be associated with complications, especially due to long immobilization periods, such as decreased range of motion, degenerative changes in the elbow joint, ectopic calcification or neurological deficits. This clinical case reports a case of simple dislocation of the elbow, requiring surgery due to persistent instability after reduction. It was made a repair of the internal and external ligamentous complex, with a favorable longterm functional outcomes. The need for surgical intervention in the context of a simple elbow dislocation is rare, although the presence of persistent instability requiring long periods of immobilization, is considered a surgical indication. The surgery can achieve excelent outcomes avoiding complications by a long period of immobilisation.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Luxação]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[cotovelo]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b><font face="Verdana" size="2">CASO CLÍNICO</font></b></p>    <p>&nbsp;</p>     <p><b><font face="Verdana" size="4">Luxação simples do cotovelo associada a lesão ligamentar interna e externa</font></b></p>     <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana" size="2"><b>Raquel Carvalho<sup>I</sup></b>; <b>Marco Sarmento<sup>I</sup></b>; <b>Samuel Martins<sup>I</sup></b>; <b>Jacinto Monteiro<sup>I</sup></b></font></p>    <p><font face="Verdana" size="2">I. Serviço de Ortopedia. Centro Hospitalar Lisboa Norte. Hospital de Santa Maria. Lisboa. Portugal.<br /></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana" size="2"><a name="topc"></a><a href="#c">Endereço para correspondência</a></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">RESUMO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A luxa&ccedil;&atilde;o do cotovelo representa a segunda luxa&ccedil;&atilde;o mais frequente do membro superior. Classificada como luxa&ccedil;&atilde;o simples ou complexa de acordo com a aus&ecirc;ncia ou presen&ccedil;a de fratura associada, respetivamente. Esta les&atilde;o &eacute; maioritariamente tratada com redu&ccedil;&atilde;o incruenta e mobiliza&ccedil;&atilde;o precoce, com bons &ldquo;outcomes&rdquo;. Contudo, pode estar associada a algumas complica&ccedil;&otilde;es, especialmente devido a per&iacute;odos de imobiliza&ccedil;&atilde;o prolongada, como uma limita&ccedil;&atilde;o do arco de mobilidade, altera&ccedil;&otilde;es degenerativas, calcifica&ccedil;&otilde;es heterot&oacute;picas ou mesmo d&eacute;fices neurol&oacute;gicos.</p>     <p>Este caso cl&iacute;nico relata um caso de luxa&ccedil;&atilde;o simples do cotovelo, com necessidade de cirurgia dada a instabilidade persistente ap&oacute;s redu&ccedil;&atilde;o. Foi efetuada a repara&ccedil;&atilde;o do complexo ligamentar interno e externo, com um bom resultado funcional e radiol&oacute;gico no follow up final.</p>     <p>Apesar da necessidade de interven&ccedil;&atilde;o cir&uacute;rgica no contexto de uma luxa&ccedil;&atilde;o simples do cotovelo ser rara, a presen&ccedil;a de instabilidade persistente com necessidade de per&iacute;odos de imobiliza&ccedil;&atilde;o prolongada, &eacute; considerada uma indica&ccedil;&atilde;o cir&uacute;rgica. A cirurgia permite assim, obter &oacute;timos resultados cl&iacute;nicos evitando complica&ccedil;&otilde;es de uma imobiliza&ccedil;&atilde;o prolongada.</p></font>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Palavras chave</b>: Luxação, cotovelo, tratamento, cirurgia. </font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">ABSTRACT</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Dislocation of the elbow is the second most frequent dislocation of the upper limb. Classified as simple or complex dislocation according to the presence or absence of associated frature, respectively. This injury is most often treated with closed reduction and early mobilization with good "outcomes". However, it may be associated with complications, especially due to long immobilization periods, such as decreased range of motion, degenerative changes in the elbow joint, ectopic calcification or neurological deficits. This clinical case reports a case of simple dislocation of the elbow, requiring surgery due to persistent instability after reduction. It was made a repair of the internal and external ligamentous complex, with a favorable longterm functional outcomes. The need for surgical intervention in the context of a simple elbow dislocation is rare, although the presence of persistent instability requiring long periods of immobilization, is considered a surgical indication. The surgery can achieve excelent outcomes avoiding complications by a long period of immobilisation.</p></font>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Key words</b>: Dislocation, elbow, treatment, surgery. </font></p>    <p>&nbsp;</p>     <p><b><font face="Verdana" size="2">INTRODUÇÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A luxa&ccedil;&atilde;o do cotovelo constitui a segunda luxa&ccedil;&atilde;o mais frequente do membro superior, logo ap&oacute;s a  luxa&ccedil;&atilde;o do ombro. Com pico de incid&ecirc;ncia entre os 5 e os 25 anos, e algumas s&eacute;ries a prolongarem este pico at&eacute; aos  30 anos[1, 10]. <br />O tratamento do cotovelo inst&aacute;vel tem evolu&iacute;do consideravelmente nos &uacute;ltimos anos, como o aumento do  conhecimento dos estabilizadores anat&oacute;micos do cotovelo e da fisiopatologia da instabilidade[10]. Os principais objetivos do tratamento de um  cotovelo inst&aacute;vel consistem em restaurar a estabilidade funcional e movimento, para isto, h&aacute; necessidade de uma  avalia&ccedil;&atilde;o da les&atilde;o de tecidos moles (luxa&ccedil;&otilde;es simples), ou a identifica&ccedil;&atilde;o dessas les&otilde;es em  conjunto com fratura associada (luxa&ccedil;&atilde;o complexa)[1, 5, 8, 10]. <br />As luxa&ccedil;&otilde;es simples representam cerca de 50 a 60% das luxa&ccedil;&otilde;es do cotovelo, a maioria delas est&aacute;veis ap&oacute;s manipula&ccedil;&atilde;o e redu&ccedil;&atilde;o. Contudo, a presen&ccedil;a de instabilidade articular ap&oacute;s manipula&ccedil;&atilde;o e redu&ccedil;&atilde;o parecem estar relacionadas com um elevado grau de avuls&atilde;o de partes moles do &uacute;mero distal, muitas das vezes com necessidade de corre&ccedil;&atilde;o cir&uacute;rgica[5, 8]. <br />A estabilidade do cotovelo &eacute; promovida por estabilizadores est&aacute;ticos e din&acirc;micos, na qual a articula&ccedil;&atilde;o cubito umeral, a banda anterior do MCL e o complexo ligamentar lateral constituem os tr&ecirc;s principais estabilizadores est&aacute;ticos, al&eacute;m dos estabilizadores est&aacute;ticos secund&aacute;rios - capsula articular e a tac&iacute;cula radial. Os grupos musculares peri-articulares contribuem como estabilizadores din&acirc;micos ao promover um aumento das for&ccedil;as compressivas ao n&iacute;vel da articula&ccedil;&atilde;o[7, 10].<br />A luxa&ccedil;&atilde;o simples est&aacute; frequentemente associada a uma diminui&ccedil;&atilde;o do arco de mobilidade, altera&ccedil;&otilde;es degenerativas, calcifica&ccedil;&otilde;es heterot&oacute;picas e d&eacute;fices neurol&oacute;gicos, sem correla&ccedil;&atilde;o entre a sintomatologia, o grau de les&atilde;o e extens&atilde;o da les&atilde;o ligamentar ou mesmo, o grau de instabilidade medial[4]. Maioritariamente, tratam-se de luxa&ccedil;&otilde;es posteriores ou postero-laterais, que resultam de uma combina&ccedil;&atilde;o de uma for&ccedil;a valgizante, compress&atilde;o axial e supina&ccedil;&atilde;o em rota&ccedil;&atilde;o externa nas luxa&ccedil;&otilde;es postero-laterais ou, de uma for&ccedil;a varizante com compress&atilde;o axial nas luxa&ccedil;&otilde;es posteriores[7, 10]. Estas les&otilde;es cursam inicialmente com les&atilde;o do complexo ligamentar lateral (LCL), com um espectro de les&otilde;es estruturais ligamentares e/ou &oacute;sseas distribu&iacute;das de uma forma circular de lateral para medial, por vezes, terminando com les&atilde;o do ligamento colateral medial (MCL), ligamento que confere estabilidade em valgo do cotovelo a par da tac&iacute;cula radial[1, 4, 10]. <br />A les&atilde;o do complexo ligamentar externo (LCL) &eacute; frequentemente a primeira les&atilde;o a ocorrer na presen&ccedil;a de uma luxa&ccedil;&atilde;o do cotovelo. O LCL constitui um importante estabilizador est&aacute;tico da articula&ccedil;&atilde;o do cotovelo contribuindo ainda para a estabilidade rotat&oacute;ria. Contudo, existem algumas controv&eacute;rsias relativamente ao envolvimento do MCL nas luxa&ccedil;&otilde;es do cotovelo, com alguns estudos a sugerirem a rotura da banda anterior do MCL na presen&ccedil;a de luxa&ccedil;&otilde;es posteriores, enquanto outros sugerem a possibilidade do ligamento permanecer intacto nessas circunst&acirc;ncias. Perante esta enorme variabilidade, &eacute; crucial um exame cuidado e o reconhecimento de potenciais fontes de instabilidade nas situa&ccedil;&otilde;es de luxa&ccedil;&atilde;o aguda[10].<br />O tratamento &eacute; maioritariamente conservador, com indica&ccedil;&atilde;o para imobiliza&ccedil;&atilde;o com aparelho gessado seguido de mobiliza&ccedil;&atilde;o ativa precoce, dado o elevado risco de rigidez e limita&ccedil;&atilde;o do arco de mobilidade. No caso de se tratar de uma luxa&ccedil;&atilde;o facilmente redut&iacute;vel e est&aacute;vel h&aacute; quem defenda a n&atilde;o necessidade de imobiliza&ccedil;&atilde;o. Contudo, a presen&ccedil;a de instabilidade &eacute; crit&eacute;rio para repara&ccedil;&atilde;o ou reconstru&ccedil;&atilde;o dos ligamentos lesados[6, 8, 10]. <br />Os autores pretendem demonstrar com este caso cl&iacute;nico o resultado funcional ap&oacute;s repara&ccedil;&atilde;o do complexo ligamentar interno e externo na sequ&ecirc;ncia de uma luxa&ccedil;&atilde;o simples do cotovelo com grande instabilidade.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">CASO CLÍNICO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Doente do g&eacute;nero masculino, 28 anos de idade, que sofreu queda acidental da qual resultou traumatismo do cotovelo direito com deformidade, edema e limita&ccedil;&atilde;o funcional. Os exames radiogr&aacute;ficos demonstravam uma luxa&ccedil;&atilde;o postero-lateral do cotovelo sem evid&ecirc;ncia de les&atilde;o fratur&aacute;ria associada (<a href="#f1">Figura 1</a>). A luxa&ccedil;&atilde;o do cotovelo foi reduzida de imediato e imobilizada com tala gessada. Perante uma instabilidade residual ao exame clinico foi efetuado TC que revelou fratura arrancamento &oacute;sseo a n&iacute;vel proximal do complexo ligamentar interno e externo (LCL e MCL) (<a href="#f2">Figura 2</a>). Em tempo eletivo, o doente foi intervencionado pelo autor s&eacute;nior (JM), tendo-se procedido &agrave; reinser&ccedil;&atilde;o umeral das estruturas ligamentares com suturas de ancoragem atrav&eacute;s de duas vias de abordagem, uma lateral e outra medial (<a href="#f3">Figura 3</a>).<br />    <p>&nbsp;</p>    <p>    <center><a name="f1"></a><img src="/img/revistas/rpot/v21n1/21n1a11f1.jpg"></center></p>    
<p>&nbsp;</p>    <p>    <center><a name="f2"></a><img src="/img/revistas/rpot/v21n1/21n1a11f2.jpg"></center></p>    
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>    <p>    <center><a name="f3"></a><img src="/img/revistas/rpot/v21n1/21n1a11f3.jpg"></center></p>    
<p>&nbsp;</p>O doente iniciou mobiliza&ccedil;&atilde;o ativa ap&oacute;s 4 semanas de imobiliza&ccedil;&atilde;o com tala gessada, com boa evolu&ccedil;&atilde;o clinica, funcional e radiogr&aacute;fica, com evid&ecirc;ncia de calcifica&ccedil;&otilde;es heterot&oacute;picas incipientes periarticulares aos 18 meses de p&oacute;s-operat&oacute;rio.<br />No follow-up final o DASH foi de 0,8 pontos, com um score de Oxford de 47/48 pontos. O score funcional m&eacute;dio em 4 pontos poss&iacute;veis, de acordo com o score Mayo, foi de 90/100. Sem queixas &aacute;lgicas segundo o VAS (0) (<a href="#f4">Figura 4</a>).</p>    <p>&nbsp;</p>    <p>    <center><a name="f4"></a><img src="/img/revistas/rpot/v21n1/21n1a11f4.jpg"></center></p></font>    
<p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">DISCUSSÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>O tratamento da luxa&ccedil;&atilde;o simples do cotovelo ap&oacute;s redu&ccedil;&atilde;o incruenta e imobiliza&ccedil;&atilde;o por um curto per&iacute;odo de tempo, consiste na mobiliza&ccedil;&atilde;o ativa precoce de forma a evitar contratura em flex&atilde;o, rigidez articular e limita&ccedil;&atilde;o funcional. O tratamento cir&uacute;rgico est&aacute; indicado nos casos de instabilidade remanescente, remo&ccedil;&atilde;o de les&otilde;es osteocondrais ou estruturas dos tecidos moles que estejam presentes intra-articularmente[10].<br />No caso apresentado, perante uma instabilidade residual mesmo ap&oacute;s a redu&ccedil;&atilde;o da luxa&ccedil;&atilde;o e imobiliza&ccedil;&atilde;o, houve necessidade de repara&ccedil;&atilde;o do complexo ligamentar interno e externo, conseguindo-se uma boa estabilidade do cotovelo permitindo assim, uma mobiliza&ccedil;&atilde;o ativa precoce[2, 8].<br />A import&acirc;ncia da mobiliza&ccedil;&atilde;o precoce no resultado final foi referida por Mehlhoff et al. em 1988 e permanece atual[2, 7, 8]. Segundo ele, a imobiliza&ccedil;&atilde;o por longos per&iacute;odos, ou seja, por mais de tr&ecirc;s semanas, est&aacute; associada a piores resultados. Contudo, um curto per&iacute;odo de imobiliza&ccedil;&atilde;o pode aumentar o risco de instabilidade subsequente. Anakwe et al, em 2011 sugerem que a instabilidade do cotovelo &eacute; rara no follow up a longo prazo, e que quaisquer sintomas que ocorram s&atilde;o frequentemente resultado de um pequeno desequil&iacute;brio funcional. Embora haja uma elevada taxa de dor residual (62%) e rigidez (56%), os pacientes t&ecirc;m, geralmente, um elevado n&iacute;vel de satisfa&ccedil;&atilde;o e excelentes pontua&ccedil;&otilde;es no resultado funcional ap&oacute;s tratamento conservador e a mobiliza&ccedil;&atilde;o precoce[2, 6].<br />Contudo, a luxa&ccedil;&atilde;o simples do cotovelo n&atilde;o &eacute; necessariamente uma les&atilde;o benigna, com um comportamento funcional satisfat&oacute;rio. Nos casos de luxa&ccedil;&otilde;es simples complicadas de les&atilde;o do complexo ligamentar, a presen&ccedil;a de instabilidade residual, apesar de menos prevalente (8%), pode ocorrer[2], da&iacute; que o seu diagn&oacute;stico precoce &eacute; fundamental, de forma a proceder ao tratamento cir&uacute;rgico e evitar complica&ccedil;&otilde;es a longo prazo, tais como instabilidade postero-lateral, ossifica&ccedil;&atilde;o heterot&oacute;pica ou rigidez p&oacute;s traum&aacute;tica[8]. Se &agrave; luxa&ccedil;&atilde;o se associa uma les&atilde;o osteoligamentar, al&eacute;m de ser mais rara, tem pior progn&oacute;stico[9].<br />A fixa&ccedil;&atilde;o com suturas de ancoragem ao n&iacute;vel do &uacute;mero tem sido utilizada como m&eacute;todo de repara&ccedil;&atilde;o ligamentar, pois simplifica a reconstru&ccedil;&atilde;o ligamentar e reduz a morbilidade associada aos t&uacute;neis trans&oacute;sseos. Hechtman et al. verificaram que as suturas de ancoragem no &uacute;mero t&ecirc;m uma for&ccedil;a de fixa&ccedil;&atilde;o similar aos tuneis trans&oacute;sseos, com muitos bons resultados no follow up final[3]. <br />Os resultados obtidos ap&oacute;s tratamento conservador em luxa&ccedil;&otilde;es simples do cotovelo s&atilde;o, na sua maioria favor&aacute;veis. Na presen&ccedil;a de les&atilde;o associada das estruturas ligamentares, esta n&atilde;o &eacute; inteiramente benigna apesar dos bons resultados obtidos[2, 5]. Apesar de n&atilde;o existirem provas suficientes de ensaios cl&iacute;nicos randomizados, para determinar qual o m&eacute;todo de tratamento mais adequado nas luxa&ccedil;&otilde;es simples do cotovelo, as evid&ecirc;ncias apesar de fracas e inconclusivas, da compara&ccedil;&atilde;o entre cirurgia e tratamento conservador, sugerem que a repara&ccedil;&atilde;o cir&uacute;rgica ligamentar nas luxa&ccedil;&otilde;es simples do cotovelo melhora a fun&ccedil;&atilde;o a longo prazo. Perante isto, pesquizas futuras devem-se focalizar nas quest&otilde;es relativas ao tratamento conservador, tais como a dura&ccedil;&atilde;o da imobiliza&ccedil;&atilde;o[11].</p></font>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">CONCLUSÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>A fratura arrancamento do complexo ligamentar externo e interno no contexto de uma luxa&ccedil;&atilde;o simples do cotovelo, &eacute; uma les&atilde;o muito rara. Dada a instabilidade articular existente h&aacute; geralmente necessidade de reinser&ccedil;&atilde;o e repara&ccedil;&atilde;o do LCL e MCL, para se obter uma boa estabilidade.<br />O tratamento cir&uacute;rgico permite-nos iniciar mobiliza&ccedil;&atilde;o ativa precoce com posterior melhoria dos resultados funcionais e menor risco de ossifica&ccedil;&atilde;o heterot&oacute;pica.<br />O balan&ccedil;o entre uma redu&ccedil;&atilde;o anat&oacute;mica, estabilidade e mobiliza&ccedil;&atilde;o precoce constitui a chave para um bom resultado funcional nestas situa&ccedil;&otilde;es.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</font></b></p>    <p><font face="verdana" size="2">1. Stoneback JW, Owens BD, Sykes J, Athwal GS, Pointer L, Wolf JM. Incidence of Elbow Dislocations in the United States Population. JBJS. 2012 Fev 1; 94: 240-245</font></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">2. Anakwe RE, Middleton SD, Jenkins PJ, McQueen MM, Court-Brown CM. Patient-reported Outcomes After Simple Dislocation of the Elbow. JBJS. 2011; 93: 1220-1226</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000049&pid=S1646-2122201300010001200002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">3. Jones KJ, Osbahr DC, Schrumpf MA, Dines JS, Altchek DW. Ulnar Collateral Ligament Reconstruction in Throwing Athletes: A Review of Current Concepts. JBJS. 2012; 94: 49</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000050&pid=S1646-2122201300010001200003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">4. Eygendaal D, Verdegaal SH, Obermann WR, van Vugt AB,  Pöll RG, Rozing PM. Posterolateral dislocation of the elbow joint. Relationship to medial instability. JBJS. 2000; 82 (4): 555-560</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000051&pid=S1646-2122201300010001200004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">5. de Haan J, Schep NW, Zengerink I, van Buijtenen J, Tuinebreijer WE, den Hartog D. Dislocation of the Elbow: A Retrospective Multicentre Study of 86 Patients. Open Orthopaedics Journal. 2010; 4: 76-79</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000052&pid=S1646-2122201300010001200005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font face="verdana" size="2">6. McCabe MP, Savoie FH 3rd, Magnunssen RA. Simple Elbow Dislocations: evaluation, management, and outcomes. Phys Sportsmed. 2012 Fev; 40 (1): 62-71</font></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">7. Alolabi B, Gray A, Ferreira LM, Johnson JA, Athwal GS, King GJ. Rehabilitation of the Medial- and Lateral Collateral Ligament-deficient Elbow: An In Vitro Biomechanical Study. J Hand Ther. 2012; 25 (4): 363-372</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000054&pid=S1646-2122201300010001200007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">8. Cohen MS, Hastings H 2nd. Acute Elbow Dislocations: evaluation and management. J Am Acad Orthop Surg. 1998; 6 (1): 15-23</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000055&pid=S1646-2122201300010001200008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">9. Mittlmeier T. Dislocation of the Adult Elbow Joint. Unfallchirurg. 2009; 109 (5): 487-505</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000056&pid=S1646-2122201300010001200009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">10. Orthopaedic Knowledge Update. 10th. Rosemont, Ilinois: American Academy of Orthopaedic Surgeons; 2011.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000057&pid=S1646-2122201300010001200010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>    <p><font face="verdana" size="2">11. Bucholz Robert W.. Rockwood and Green's Fractures in Adults. 7th. vol 1. Philadelphia: Lippincott Williams & Wilkins; 2010. </font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Conflito de interesse: </font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Nada a declarar.</p></font>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p><a name="c"></a>    <p><b><font face="Verdana" size="2"><a href="#topc">Endereço para correspondência</a></font></b></p>    <p><font face="Verdana" size="2">Raquel Coelho Carvalho    <br>Serviço de Ortopedia    <br>Hospital de Santa Maria    <br>Centro Hospitalar Lisboa Norte    <br>Av. Professor Egas Moniz    <br>1649-035 Lisboa    <br>Portugal    <br> <a href="mailto:raquel.c.carvalho.med@gmail.com">raquel.c.carvalho.med@gmail.com</a></font></p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Submissão: </b> 2013-01-02</font></p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Revisão: </b> 2013-01-21</font></p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Aceitação: </b> 2013-03-01</font></p>     ]]></body><back>
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