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Estudos com mediadores inflamatórios e moléculas de adesão acerca do seu papel na fisiopatologia do mecanismo SIRS-MODS e CARS, como resposta fisiológica do sistema imunológico a diversos tipos de noxas (infeção, queimadura, trauma e cirurgia) levaram ao aparecimento de conceitos como o de first e second hit. Esta teoria considera os procedimentos médico-cirúrgicos como uma segunda “agressão”, levando vários autores a adotar o conceito de Damage Control Orthopedics (DCO) no trauma grave. Segundo estes, os doentes instáveis com fraturas que beneficiam de tratamento cirúrgico beneficiarão de osteotaxia em primeiro tempo e Osteossíntese Definitiva (OSD) posteriormente, após otimização do estado geral. Contudo, a metodologia de alguns estudos não permite responder com clareza a algumas questões importantes: quais os doentes candidatos a DCO?; qual o timing ideal para conversão em OSD?; qual o papel das complicações precoces no prognóstico e decisão terapêutica nestes doentes?; qual a influência desta estratégia no prognóstico?; entre outras questões importantes. Desta forma, os autores propõem determinar e avaliar o impacto no outcome de diversas variáveis importantes num grupo de PTZ graves: 1) gravidade das lesões iniciais por cálculo do ISS, RTS, TRISS, traumatismo craniano e torácico graves; 2) complicações precoces relacionadas com perturbações hemodinâmicas e metabólicas importantes (hipotermia, acidose, coagulopatia, tríade maligna, SIRS grave e choque); 3) contribuição dos mediadores inflamatórios e moléculas de adesão (TNFa, IL-6, IL-10, ICAM-1 e HMGB-1) nas primeiras 72h na avaliação e capacidade discriminadora de complicações graves; 4) efeito do tratamento cirúrgico (duração da cirurgia e tipo de cirurgia - DCS vs tratamento cirúrgico definitivo); 5) papel do DCO no prognóstico destes doentes. Material e Métodos: Os autores implementaram um protocolo de estudo prospetivo de cohort, com inclusão de 99 doentes politraumatizados graves (ISS&gt;15), adultos (18-65 anos) que ingressaram consecutivamente na sala de trauma do nosso hospital. Registaram dados (para caracterização da amostra), identificação e caracterização na admissão (baseline) das variáveis independentes que permitiram a classificação das lesões pelos scores mais comuns (ISS, RTS e TRISS) e a identificação de alterações metabólicas e hemodinâmicas importantes (SIRS, SIRS grave, choque, coagulopatia, acidose, hipotermia e tríade maligna). Registaram também: TCE grave (ais&gt;3), traumatismo torácico grave (ais&gt;3) e fraturas graves (ais=3) da bacia, fémur e ossos da perna. Consideraram as seguintes variáveis dependentes: 1) tipo de cirurgia, considerando dois grupos: damage control surgery (DCS) vs tratamento cirúrgico definitivo; 2) tipo de cirurgia ortopédica major no grupo de doentes com fraturas graves (26), sendo randomizados dois grupos de 13 doentes cada: grupo DCO e grupo OSD; 3) duração da cirurgia (complexidade) com dois grupos: <240’ e &gt;240’. Efetuaram também o doseamento dos mediadores: TNFa, IL-6, IL-10, ICAM-1 e HMGB-1 na admissão (dia 0), 24 h (dia 1), 48 h (dia 2) e 72 h (dia 3). Consideraram como variáveis alvo (outcomes negativos): Internamento em UCI (UCI), ARDS, MODS e Morte. Estudaram a correlação entre variáveis independentes e dependentes com a ocorrência de outcomes negativos. Analisaram também o comportamento dos mediadores ao longo do estudo, na perspetiva de avaliação da gravidade e capacidade preditiva do prognóstico. Comparam ainda a eficácia da abordagem DCO na prevenção das complicações. A análise estatística foi efetuada utilizando o programa de análise estatística de dados SPSS® v.20.0 (Statistical Package for the Social Sciences). Em todos os testes de hipóteses foi considerado um nível de significância de p<0,05. Resultados : A idade mediana foi de 31 (18-60) anos e o ISS de 29 (17-52). 67% dos PTZ foram submetidos a cirurgia nas primeiras 24horas (sendo 42% operados por ortopedia). 31% dos doentes apresentava fraturas graves. Os outcomes foram: UCI-66%, ARDS-19%, MODS-34% e Morte-28%. As variáveis independentes associadas ao outcome foram: Hipotermia e Tríade Maligna, correlacionadas com MODS (p<0,008 e p<0,001, respetivamente) e Morte (p<0,008 e p<0,001, respetivamente). As variáveis dependentes não afetaram os outcomes estudados. Quanto à capacidade preditiva dos mediadores: IL-6 e IL-10 às 72 horas estão associadas a UCI (p<0,001), ARDS (p<0,039), MODS (p<0,003) e Morte (p<0,001); a IL-10 tem correlação com ARDS (p<0,001) em todos os doseamentos. Na comparação da eficácia do tratamento DCO vs OSD, não encontraram diferenças no prognóstico, apesar dos valores de IL-6 às 24 horas serem superiores no grupo OSD (p<0,001), assim como a duração da cirurgia (p<0,001). Discussão: No trauma grave, a avaliação de gravidade para melhorar a eficácia do tratamento, é determinante no prognóstico. O papel da IL-6 e IL-10, na monitorização do SIRS e na previsão do outcome, é reconhecido na literatura e confirma-se neste estudo. Neste trabalho os autores encontraram fatores relacionados com o estado do doente na admissão que são determinantes no prognóstico, particularmente a hipotermia e a presença de tríade maligna. Verificaram também um número significativo de fraturas graves com indicação para tratamento cirúrgico do qual depende a incapacidade futura, mas também a possível evolução para complicações sistémicas com implicação na mortalidade secundária, justificando o DCO segundo alguns estudos. Contudo, neste trabalho, na ausência de seleção de doentes (incluíram TCE e trauma torácico grave) e apesar de tempo de cirurgia prolongado no grupo OSD (mediana de 250’), não encontraram diferenças no outcome entre os grupos DCO e OSD, pelo que esta estratégia não evidenciou benefício no tratamento deste grupo de PTZ graves.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b><font face="Verdana" size="2">PRÉMIO CARLOS LIMA 2012</font></b></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="4">Citocinas e Moléculas de Adesão na Avaliação de Politraumatizados Graves - Efeito do Damage Control Orthopedics No Outcome</font></b></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana" size="2"><b>António Nogueira de Sousa<sup>I, II</sup></b>; <b>José Artur Paiva<sup>I, II</sup></b>; <b>Sara Fonseca<sup>I, II</sup></b>; <b>Frederico Raposo<sup>I, II</sup></b>; <b>Luís Valente<sup>I, II</sup></b>; <b>Filipe Duarte<sup>I, II</sup></b>; <b>António Moura Gonçalves<sup>I, II</sup></b>; <b>Rui Peixoto Pinto<sup>I, II</sup></b>; <b>Tiago Guimarães<sup>I, II</sup></b>; <b>Diana Tuna<sup>I, II</sup></b>; <b>Cláudia Dias<sup>I, II</sup></b></font></p>    <p><font face="Verdana" size="2">I. Centro Hospitalar S. João. Porto. Portugal.<br />II. Faculdade de Medicina da Universidade do Porto. Porto. Portugal.<br /></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana" size="2"><a name="topc"></a><a href="#c">Endereço para correspondência</a></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">RESUMO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Introdu&ccedil;&atilde;o: A organiza&ccedil;&atilde;o e desenvolvimento dos sistemas de Trauma na assist&ecirc;ncia pr&eacute;-hospitalar e p&oacute;s-admiss&atilde;o (VMER, ATLS e UCI) teve uma repercuss&atilde;o positiva nas taxas de mortalidade prim&aacute;ria (muito ligadas ao TCE grave e choque hemorr&aacute;gico) e aumentou a sobreviv&ecirc;ncia de doentes Politraumatizados (PTZ) em estado muito grave. Associado &agrave; gravidade das les&otilde;es iniciais, estes doentes desenvolvem precocemente complica&ccedil;&otilde;es hemodin&acirc;micas e metab&oacute;licas que podem condicionar o progn&oacute;stico. Estudos com mediadores inflamat&oacute;rios e mol&eacute;culas de ades&atilde;o acerca do seu papel na fisiopatologia do mecanismo SIRS-MODS e CARS, como resposta fisiol&oacute;gica do sistema imunol&oacute;gico a diversos tipos de noxas (infe&ccedil;&atilde;o, queimadura, trauma e cirurgia) levaram ao aparecimento de conceitos como o de first e second hit. Esta teoria considera os procedimentos m&eacute;dico-cir&uacute;rgicos como uma segunda &ldquo;agress&atilde;o&rdquo;, levando v&aacute;rios autores a adotar o conceito de Damage Control Orthopedics (DCO) no trauma grave. Segundo estes, os doentes inst&aacute;veis com fraturas que beneficiam de tratamento cir&uacute;rgico beneficiar&atilde;o de osteotaxia em primeiro tempo e Osteoss&iacute;ntese Definitiva (OSD) posteriormente, ap&oacute;s otimiza&ccedil;&atilde;o do estado geral. Contudo, a metodologia de alguns estudos n&atilde;o permite responder com clareza a algumas quest&otilde;es importantes: quais os doentes candidatos a DCO?; qual o timing ideal para convers&atilde;o em OSD?; qual o papel das complica&ccedil;&otilde;es precoces no progn&oacute;stico e decis&atilde;o terap&ecirc;utica nestes doentes?; qual a influ&ecirc;ncia desta estrat&eacute;gia no progn&oacute;stico?; entre outras quest&otilde;es importantes. Desta forma, os autores prop&otilde;em determinar e avaliar o impacto no outcome de diversas vari&aacute;veis importantes num grupo de PTZ graves: 1) gravidade das les&otilde;es iniciais por c&aacute;lculo do ISS, RTS, TRISS, traumatismo craniano e tor&aacute;cico graves; 2) complica&ccedil;&otilde;es precoces relacionadas com perturba&ccedil;&otilde;es hemodin&acirc;micas e metab&oacute;licas importantes (hipotermia, acidose, coagulopatia, tr&iacute;ade maligna, SIRS grave e choque); 3) contribui&ccedil;&atilde;o dos mediadores inflamat&oacute;rios e mol&eacute;culas de ades&atilde;o (TNFa, IL-6, IL-10, ICAM-1 e HMGB-1) nas primeiras 72h na avalia&ccedil;&atilde;o e capacidade discriminadora de complica&ccedil;&otilde;es graves; 4) efeito do tratamento cir&uacute;rgico (dura&ccedil;&atilde;o da cirurgia e tipo de cirurgia &ndash; DCS vs tratamento cir&uacute;rgico definitivo); 5) papel do DCO no progn&oacute;stico destes doentes.<br />Material e M&eacute;todos: Os autores implementaram um protocolo de estudo prospetivo de cohort, com inclus&atilde;o de 99 doentes politraumatizados graves (ISS&gt;15), adultos (18-65 anos) que ingressaram consecutivamente na sala de trauma do nosso hospital. Registaram dados (para caracteriza&ccedil;&atilde;o da amostra), identifica&ccedil;&atilde;o e caracteriza&ccedil;&atilde;o na admiss&atilde;o (baseline) das vari&aacute;veis independentes que permitiram a classifica&ccedil;&atilde;o das les&otilde;es pelos scores mais comuns (ISS, RTS e TRISS) e a identifica&ccedil;&atilde;o de altera&ccedil;&otilde;es metab&oacute;licas e hemodin&acirc;micas importantes (SIRS, SIRS grave, choque, coagulopatia, acidose, hipotermia e tr&iacute;ade maligna). Registaram tamb&eacute;m: TCE grave (ais&gt;3), traumatismo tor&aacute;cico grave (ais&gt;3) e fraturas graves (ais=3) da bacia, f&eacute;mur e ossos da perna. Consideraram as seguintes vari&aacute;veis dependentes: 1) tipo de cirurgia, considerando dois grupos: damage control surgery (DCS) vs tratamento cir&uacute;rgico definitivo; 2) tipo de cirurgia ortop&eacute;dica major no grupo de doentes com fraturas graves (26), sendo randomizados dois grupos de 13 doentes cada: grupo DCO e grupo OSD; 3) dura&ccedil;&atilde;o da cirurgia (complexidade) com dois grupos: &lt;240&rsquo; e&nbsp; &gt;240&rsquo;. Efetuaram tamb&eacute;m o doseamento dos mediadores: TNFa, IL-6, IL-10, ICAM-1 e HMGB-1 na admiss&atilde;o (dia 0), 24 h (dia 1), 48 h (dia 2) e 72 h (dia 3). Consideraram como vari&aacute;veis alvo (outcomes negativos): Internamento em UCI (UCI), ARDS, MODS e Morte. Estudaram a correla&ccedil;&atilde;o entre vari&aacute;veis independentes e dependentes com a ocorr&ecirc;ncia de outcomes negativos. Analisaram tamb&eacute;m o comportamento dos mediadores ao longo do estudo, na perspetiva de avalia&ccedil;&atilde;o da gravidade e capacidade preditiva do progn&oacute;stico. Comparam ainda a efic&aacute;cia da abordagem DCO na preven&ccedil;&atilde;o das complica&ccedil;&otilde;es. A an&aacute;lise estat&iacute;stica foi efetuada utilizando o programa de an&aacute;lise estat&iacute;stica de dados SPSS&reg; v.20.0 (Statistical Package for the Social Sciences). Em todos os testes de hip&oacute;teses foi considerado um n&iacute;vel de signific&acirc;ncia de p&lt;0,05. <br />Resultados : A idade mediana foi de 31 (18-60) anos e o ISS de 29 (17-52). 67% dos PTZ foram submetidos a cirurgia nas primeiras 24horas (sendo 42% operados por ortopedia). 31% dos doentes apresentava fraturas graves. Os outcomes foram: UCI-66%, ARDS-19%, MODS-34% e Morte-28%. As vari&aacute;veis independentes associadas ao outcome foram: Hipotermia e Tr&iacute;ade Maligna, correlacionadas com MODS (p&lt;0,008 e p&lt;0,001, respetivamente) e Morte (p&lt;0,008 e p&lt;0,001, respetivamente). As vari&aacute;veis dependentes n&atilde;o afetaram os outcomes estudados. Quanto &agrave; capacidade preditiva dos mediadores: IL-6 e IL-10 &agrave;s 72 horas est&atilde;o associadas a UCI (p&lt;0,001), ARDS (p&lt;0,039), MODS (p&lt;0,003) e Morte (p&lt;0,001); a IL-10 tem correla&ccedil;&atilde;o com ARDS (p&lt;0,001) em todos os doseamentos. 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Apesar da evolu&ccedil;&atilde;o favor&aacute;vel verificada nos &uacute;ltimos anos, a baixa sensibilidade para as campanhas de preven&ccedil;&atilde;o da sinistralidade rodovi&aacute;ria e laboral, faz de Portugal um dos pa&iacute;ses da Uni&atilde;o Europeia com piores &iacute;ndices de morbilidade e mortalidade neste setor da sa&uacute;de. A repercuss&atilde;o na economia, pelos custos no diagn&oacute;stico e tratamento mas tamb&eacute;m pelo absentismo laboral e incapacidade resultantes nos sobreviventes, &eacute; significativa[1].<br />O elevado n&uacute;mero de v&iacute;timas de acidentes de via&ccedil;&atilde;o e de trabalho observado nos nossos dias transformou os hospitais centrais em importantes centros de atendimento de Politraumatizados (PTZ). A reorganiza&ccedil;&atilde;o dos sistemas de Trauma na assist&ecirc;ncia pr&eacute;-hospitalar, com o incremento das VMER (Viatura M&eacute;dica de Emerg&ecirc;ncia e Reanima&ccedil;&atilde;o) e da utiliza&ccedil;&atilde;o dos princ&iacute;pios do ATLS&reg; (Advanced Trauma Life Suport), assim como do atendimento p&oacute;s-admiss&atilde;o com a subespecializa&ccedil;&atilde;o das equipas de trauma e das unidades de cuidados intensivos, teve uma enorme repercuss&atilde;o na diminui&ccedil;&atilde;o da mortalidade prim&aacute;ria associada ao TCE (traumatismo cr&acirc;neo-encef&aacute;lico) grave, ao choque hemorr&aacute;gico e a complica&ccedil;&otilde;es precoces como a hipotermia, a acidose e a coagulopatia (conhecidas por tr&iacute;ade maligna)[2,3].<br />O aumento da efic&aacute;cia das equipas de resgate permitiu aumentar a sobreviv&ecirc;ncia de um n&uacute;mero crescente de indiv&iacute;duos que s&atilde;o admitidos nos hospitais centrais, em estado muito grave, ap&oacute;s um primeiro acontecimento, o trauma grave (first hit) importante para o desenvolvimento de SIRS (Systemic Inflammatory Response Syndrome). Destes, um n&uacute;mero significativo apresenta les&otilde;es de &oacute;rg&atilde;os e sistemas, incluindo do aparelho m&uacute;sculo-esquel&eacute;tico, com necessidade de tratamento cir&uacute;rgico (com car&aacute;ter urgente e/ou emergente). Nas situa&ccedil;&otilde;es life-saving ap&oacute;s a estabiliza&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria do doente pelas equipas de emerg&ecirc;ncia m&eacute;dica, o ingresso no bloco operat&oacute;rio &eacute; inevit&aacute;vel. Num segundo grande grupo, que apresenta les&otilde;es que exigem tratamento cir&uacute;rgico com car&aacute;ter urgente, a estabilidade hemodin&acirc;mica aparentemente n&atilde;o ser&aacute; agravada pelo mesmo, pelo que s&atilde;o tratados de forma definitiva, sem risco acrescido de problemas relacionados com o aumento da resposta inflamat&oacute;ria. Contudo, num grupo substancial de doentes, designados por borderline, com les&otilde;es que beneficiam claramente de tratamento cir&uacute;rgico com car&aacute;ter urgente, um segundo acontecimento (second hit) pode ser determinante para o agravamento do SIRS e aparecimento de complica&ccedil;&otilde;es importantes como o ARDS (Acute Respiratory Distress Syndrome), MODS (Multiple Organ Dysfunction Syndrome) e ainda admiss&atilde;o e internamento prolongado em UCI (Unidade de Cuidados Intensivos), com aumento do risco de complica&ccedil;&otilde;es, nomeadamente s&eacute;pticas, e repercuss&atilde;o negativa na chamada mortalidade secund&aacute;ria[4]. Neste grupo de doentes incluem-se a maioria das les&otilde;es m&uacute;sculo-esquel&eacute;ticas que, com exce&ccedil;&atilde;o das fraturas graves do anel p&eacute;lvico e das les&otilde;es neurol&oacute;gicas com car&aacute;ter evolutivo, podem ser tratadas de forma definitiva em segundo tempo.<br />A obten&ccedil;&atilde;o de consenso quanto &agrave; nomenclatura e os estudos com mediadores inflamat&oacute;rios e mol&eacute;culas de ades&atilde;o para melhor compreens&atilde;o do seu papel na modula&ccedil;&atilde;o do SIRS e na sua evolu&ccedil;&atilde;o para MODS, assim como da respetiva resposta compensat&oacute;ria conhecida por CARS (Compensatory Anti-inflammatory Response Syndrome), como respostas fisiol&oacute;gicas a diversos tipos de noxas (infe&ccedil;&atilde;o, queimadura, trauma, cirurgia entre outras), permitiram uma melhor compreens&atilde;o do aparecimento das complica&ccedil;&otilde;es graves. Neste cap&iacute;tulo, o modelo proposto por Bone RC, com refer&ecirc;ncia a duas fases distintas (uma proinflamat&oacute;ria e outra anti-inflamat&oacute;ria) teve grande aceita&ccedil;&atilde;o[5]. Contudo, do ponto de vista fisiopatol&oacute;gico, quanto ao papel do sistema imunit&aacute;rio e dos diferentes mediadores, a exist&ecirc;ncia de v&aacute;rias teorias para a evolu&ccedil;&atilde;o SIRS-MODS (teoria macrof&aacute;gica ou da tempestade citocinica; teoria do microambiente ou da les&atilde;o tecidular mediada pelos neutr&oacute;filos; teoria do one hit and two hit process) &eacute; esclarecedora das d&uacute;vidas ainda existentes no que concerne aos elementos celulares e de media&ccedil;&atilde;o mais importantes para cada modelo de SIRS, particularmente no trauma[6].<br />O papel dos mediadores e mol&eacute;culas de ades&atilde;o &eacute; reconhecidamente determinante neste processo. No modelo de trauma, algumas destas prote&iacute;nas parecem ser mais importantes na avalia&ccedil;&atilde;o da gravidade e na capacidade de prever complica&ccedil;&otilde;es: IL-6 (Interleucina-6), IL-10 (Interleucina-10), TNFa (Tumor Necrosis Fator), ICAM-1 (Intercellular Adhesion Molecule) e HMGB-1 (High &ndash; Molecule Group Box)[7,8]. O conhecimento do perfil com que surgem em circula&ccedil;&atilde;o ap&oacute;s os v&aacute;rios acontecimentos poder&aacute; ser importante na avalia&ccedil;&atilde;o da evolu&ccedil;&atilde;o para outcomes negativos, mas tamb&eacute;m na determina&ccedil;&atilde;o do momento ideal para o tratamento definitivo dos doentes definidos como borderline. <br />Nesta expectativa, v&aacute;rios autores importaram e apresentaram resultados favor&aacute;veis &agrave; implementa&ccedil;&atilde;o de estrat&eacute;gias de Damage Control Surgery (DCS) no tratamento ortop&eacute;dico. Este conceito, j&aacute; seguido pela Cirurgia Geral h&aacute; v&aacute;rias d&eacute;cadas, implica o recurso a atitudes cir&uacute;rgicas pouco agressivas, com o objetivo principal de controlar a hemorragia ativa (respons&aacute;vel pelo choque hipovol&eacute;mico), deixando para segundo tempo o tratamento definitivo das les&otilde;es. Isto contribui para a estabiliza&ccedil;&atilde;o hemodin&acirc;mica, evitando a exacerba&ccedil;&atilde;o da resposta inflamat&oacute;ria, diminuindo assim o risco de inflama&ccedil;&atilde;o endotelial sist&eacute;mica (principal respons&aacute;vel pela les&atilde;o parenquimatosa, implicada no aparecimento de MODS). Segundo esses autores, determinado tipo de doe    ntes beneficia de uma estrat&eacute;gia de tratamento cir&uacute;rgico que passa por uma estabiliza&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria das fraturas com recurso &agrave; osteotaxia e posterior Osteoss&iacute;ntese Definitiva (OSD) em segundo tempo (ap&oacute;s otimiza&ccedil;&atilde;o do estado geral do doente), sendo designado por Damage Control Orthopedics (DCO)[9,10,11].<br />Apesar da generaliza&ccedil;&atilde;o deste conceito na maioria dos centros de trauma alguns autores come&ccedil;am a questionar o seu interesse. A exclus&atilde;o de doentes com traumatismo craniano e tor&aacute;cico graves e de algumas complica&ccedil;&otilde;es precoces j&aacute; referidas (particularmente a tr&iacute;ade maligna), na busca de crit&eacute;rios objetivos de indica&ccedil;&atilde;o para DCO, s&atilde;o observ&aacute;veis em v&aacute;rios trabalhos, o que pode retirar interesse pr&aacute;tico na viv&ecirc;ncia clinica di&aacute;ria, pela frequ&ecirc;ncia com que ocorrem estas altera&ccedil;&otilde;es metab&oacute;licas e hemodin&acirc;micas[12].<br />Desta forma, os autores prop&otilde;em-se a determinar e avaliar o impacto no outcome de diversas vari&aacute;veis importantes, num grupo de politraumatizados graves: 1) gravidade das les&otilde;es iniciais por c&aacute;lculo do ISS (Injury Severity Score), RTS (Revised Trauma Score), TRISS (Trauma Score-Injury Severity Score), e exist&ecirc;ncia de traumatismos craniano e tor&aacute;cico graves; 2) complica&ccedil;&otilde;es precoces relacionadas com perturba&ccedil;&otilde;es hemodin&acirc;micas e metab&oacute;licas importantes (hipotermia, acidose, coagulopatia, tr&iacute;ade maligna SIRS, SIRS grave e choque); 3) contribui&ccedil;&atilde;o dos mediadores inflamat&oacute;rios e mol&eacute;culas de ades&atilde;o (TNFa, IL-6, IL-10, ICAM-1 e HMGB-1) nas primeiras 72h, na avalia&ccedil;&atilde;o e capacidade discriminadora de complica&ccedil;&otilde;es graves; 4) efeito do tratamento cir&uacute;rgico (dura&ccedil;&atilde;o da cirurgia e tipo de cirurgia &ndash; DCS vs tratamento cir&uacute;rgico definitivo); 5) papel do damage control orthopedics no progn&oacute;stico destes doentes.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">MATERIAL E MÉTODOS</font></b></p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Desenho do estudo</font></b></p><font face="verdana" size="2">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Ap&oacute;s obten&ccedil;&atilde;o da aprova&ccedil;&atilde;o pela comiss&atilde;o de &eacute;tica do Centro Hospitalar S&atilde;o Jo&atilde;o, os autores implementaram um protocolo de estudo prospetivo de cohort durante 12 meses, com inclus&atilde;o de 99 doentes politraumatizados graves (ISS&gt;15), adultos (18-65 anos), que ingressaram na Sala de Trauma (ST) desse hospital. <br />Os crit&eacute;rios de exclus&atilde;o foram: morte na ST, per&iacute;odo entre o acidente e a admiss&atilde;o superior a 360&rsquo;, n&atilde;o cumprimento do protocolo de estudo e transfer&ecirc;ncia para outro estabelecimento hospitalar.</p></font>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Variáveis independentes na admissão Parâmetros clínicos e definições</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Foi realizado o registo de dados para caracteriza&ccedil;&atilde;o da amostra (idade, sexo, tipo de acidente), identifica&ccedil;&atilde;o e caracteriza&ccedil;&atilde;o na admiss&atilde;o (baseline) das vari&aacute;veis independentes que, atrav&eacute;s da colheita de par&acirc;metros cl&iacute;nicos, imagiol&oacute;gicos e anal&iacute;ticos, permitiram a classifica&ccedil;&atilde;o das les&otilde;es pelos scores mais comuns (utilizaram a Abbreviated Injury Scale para c&aacute;lculo do ISS e as f&oacute;rmulas do site Trauma.org para c&aacute;lculo do RTS e TRISS) e a identifica&ccedil;&atilde;o de altera&ccedil;&otilde;es metab&oacute;licas e hemodin&acirc;micas importantes para diagn&oacute;stico de: SIRS, SIRS grave (SIRS com aumento de lactato ou exist&ecirc;ncia de pelo menos uma disfun&ccedil;&atilde;o org&acirc;nica decorrente do trauma), choque (SIRS associado a hipotens&atilde;o refrat&aacute;ria a fluidos exigindo suporte de aminas), coagulopatia (aumento de 1,5 vezes o valor de APTT- Activated Partial Thromboplastin Time - ou de PT- Prothrombin Time -), acidose (lactato&gt;2 mmol/L) e hipotermia (temperatura corporal &lt; 35&deg;C). Neste &acirc;mbito, consideraram como vari&aacute;veis independentes a exist&ecirc;ncia de TCE grave (ais&gt;3) e traumatismo tor&aacute;cico grave (ais&gt;3). Tamb&eacute;m foi efetuado registo dos indiv&iacute;duos com fraturas graves (ais=3) da bacia, f&eacute;mur e ossos da perna.</p></font>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Variáveis dependentes</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Os autores procederam ao registo das seguintes vari&aacute;veis dependentes: 1) tipo de cirurgia, considerando dois grupos: damage control surgery (DCS) vs tratamento cir&uacute;rgico definitivo (Tr.Cir.Def); 2) tipo de cirurgia ortop&eacute;dica major no grupo de doentes com fraturas graves, sendo randomizados dois grupos de 13 doentes cada: grupo DCO e grupo OSD; 3) dura&ccedil;&atilde;o da cirurgia (complexidade) com dois grupos:&nbsp; &lt;240&rsquo;&nbsp; e&nbsp; &gt;240&rsquo;.</p></font>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Doseamento de citocinas</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Foram efetuadas colheitas de sangue, em tubos de bioqu&iacute;mica, na admiss&atilde;o (dia 0), 24 horas (dia 1), 48 horas (dia 2) e 72 horas (dia 3), para determina&ccedil;&atilde;o dos n&iacute;veis plasm&aacute;ticos de: TNFa, IL-6, IL-10, ICAM-1 e HMGB-1. No laborat&oacute;rio foi efetuada centrifuga&ccedil;&atilde;o e separa&ccedil;&atilde;o do soro para 2 tubos devidamente identificados, conservados a -70&deg;C. Os doseamentos foram efetuados pela t&eacute;cnica de Elisa, segundo as recomenda&ccedil;&otilde;es t&eacute;cnicas: da BIOSOURCE&reg; para o TNFa, a IL-6 e a IL-10; da RD SYSTEMS&reg; para o ICAM-1; e da SHINO-TEST CORPORATION&reg; para a HMGB-1.</p></font>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Variáveis alvo (outcomes)</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Consideraram como vari&aacute;veis alvo e, consequentemente marcadores de mau progn&oacute;stico, os seguintes outcomes negativos: Internamento em UCI, ARDS, MODS e Morte. De salientar que estes outcomes s&atilde;o os mais utilizados na metodologia da maioria dos trabalhos no &acirc;mbito do trauma.<br />Os crit&eacute;rios de SIRS, ARDS e MODS s&atilde;o os propostos pela confer&ecirc;ncia de consenso entre o American College of Chest Physicians e a Society of Critical Care Medicine em 1992 [13].</p></font>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Estudo estatístico</font></b></p><font face="verdana" size="2">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os autores estudaram a correla&ccedil;&atilde;o entre vari&aacute;veis independentes e dependentes, com a ocorr&ecirc;ncia de outcomes negativos. Analisaram tamb&eacute;m o comportamento dos valores de IL-6, IL-10, TNFa, ICAM-1 e HMGB-1 ao longo do estudo, na perspetiva de avalia&ccedil;&atilde;o da gravidade e capacidade preditiva do progn&oacute;stico. Comparam ainda a efic&aacute;cia da abordagem DCO na preven&ccedil;&atilde;o das complica&ccedil;&otilde;es.<br />A an&aacute;lise estat&iacute;stica foi efetuada utilizando o programa de an&aacute;lise estat&iacute;stica de dados SPSS&reg; v.20.0 (Statistical Package for the Social Sciences). As vari&aacute;veis categ&oacute;ricas s&atilde;o descritas atrav&eacute;s de frequ&ecirc;ncias absolutas e relativas, as vari&aacute;veis cont&iacute;nuas s&atilde;o descritas atrav&eacute;s da m&eacute;dia e do desvio padr&atilde;o, mediana e percentis, m&iacute;nimos e m&aacute;ximos. Para testar hip&oacute;teses sobre a independ&ecirc;ncia de vari&aacute;veis categ&oacute;ricas foram aplicados o teste de Qui-quadrado de independ&ecirc;ncia ou o teste exato de Fisher, conforme apropriado. Para testar hip&oacute;teses sobre vari&aacute;veis cont&iacute;nuas foi utilizado o teste de Mann Whitney devido &agrave; assimetria das vari&aacute;veis. Para avaliar a sensibilidade dos mediadores em rela&ccedil;&atilde;o aos outcomes procedeu-se &agrave; elabora&ccedil;&atilde;o de curvas &ldquo;ROC&rdquo;. Em todos os testes de hip&oacute;tese foi considerado um n&iacute;vel de signific&acirc;ncia de p&lt;0,05.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">RESULTADOS</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>A mediana da idade foi de 31 (18-60) anos, sendo 83% dos indiv&iacute;duos do sexo masculino. O mecanismo de les&atilde;o (tipo de acidente) foi: 81% via&ccedil;&atilde;o, 6% trabalho e 13% pessoal. O ISS mediano foi de 29 (17-52), 31% apresentavam fraturas graves, 67% foram submetidos a cirurgia nas primeiras 24 horas, sendo 40% interven&ccedil;&otilde;es por Ortopedia (isolada ou em associa&ccedil;&atilde;o com outras especialidades).<br />Nas <a href="#t1">Tabelas 1</a> e <a href="#t2">2</a> apresentam-se as vari&aacute;veis independentes verificadas na admiss&atilde;o e que permitiram caracterizar a amostra quanto &agrave; gravidade (ISS, RTS, TRISS, TCE.ais&gt;3 e Trauma.Torax.ais&gt;3) e quanto &agrave;s altera&ccedil;&otilde;es hemodin&acirc;micas e metab&oacute;licas na ST. Este grupo de doentes apresentou um ISS elevado. Tamb&eacute;m a incid&ecirc;ncia de TCE grave foi significativa (62%), assim como a&nbsp; de fraturas graves foram significativas (31%). Como esperado, a incid&ecirc;ncia de SIRS na admiss&atilde;o foi elevada (74%). Todas as outras vari&aacute;veis independentes na admiss&atilde;o e que est&atilde;o relacionadas com as altera&ccedil;&otilde;es metab&oacute;licas e hemodin&acirc;micas n&atilde;o foram desprez&iacute;veis, destacando-se pela gravidade: a hipotermia (13%), a coagulopatia (26%), o choque (17%) e a tr&iacute;ade maligna (7%).<br />    <p>&nbsp;</p><a name="t1"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v21n2/21n2a01t1.jpg"/></center></p>    
<p>&nbsp;</p><a name="t2"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v21n2/21n2a01t2.jpg"/></center></p>    
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>Quanto &agrave;s vari&aacute;veis dependentes, ou seja, as que se encontram relacionadas com o tipo e complexidade dos procedimentos cir&uacute;rgicos nas primeiras 24 horas, verificou-se que a estrat&eacute;gia de damage control tem uma implementa&ccedil;&atilde;o relativamente baixa (21% dos operados) e que um n&uacute;mero consider&aacute;vel de cirurgias teve uma dura&ccedil;&atilde;o superior a 240&rsquo; (24%) (<a href="#t3">Tabela 3</a>).<br />    <p>&nbsp;</p><a name="t3"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v21n2/21n2a01t3.jpg"/></center></p>    
<p>&nbsp;</p>De forma a ser poss&iacute;vel comparar objetivamente as diferen&ccedil;as entre os grupos OSD e DCO, foi efetuado registo e an&aacute;lise das caracter&iacute;sticas na baseline, quanto &agrave;s vari&aacute;veis independentes. Verificou-se que quanto a idade, ISS, TCE, traumatismo do t&oacute;rax e altera&ccedil;&otilde;es hemodin&acirc;micas e metab&oacute;licas s&atilde;o semelhantes nos dois grupos (<a href="#t4">Tabela 4</a>).<br />    <p>&nbsp;</p><a name="t4"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v21n2/21n2a01t4.jpg"/></center></p>    
<p>&nbsp;</p>Como vari&aacute;veis alvo, os autores consideraram os outcomes negativos que s&atilde;o estudados com maior frequ&ecirc;ncia na literatura, e que permitem aferir a incid&ecirc;ncia de complica&ccedil;&otilde;es graves e comparar a rela&ccedil;&atilde;o com as vari&aacute;veis consideradas na admiss&atilde;o, assim como com o valor preditivo dos mediadores inflamat&oacute;rios e mol&eacute;culas de ades&atilde;o. Foi obtida a seguinte distribui&ccedil;&atilde;o (<a href="#t5">Tabela 5</a>).<br />    <p>&nbsp;</p><a name="t5"></a>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v21n2/21n2a01t5.jpg"/></center></p>    
<p>&nbsp;</p>O doseamento dos mediadores inflamat&oacute;rios e mol&eacute;culas de ades&atilde;o considerados (pelo interesse demonstrado na literatura) para avalia&ccedil;&atilde;o da gravidade e capacidade preditiva de complica&ccedil;&otilde;es nos quatro momentos do estudo (admiss&atilde;o, 24, 48 e 72 horas), foi efetuado segundo o protocolo descrito. <br />Como se pode verificar na <a href="#t6">Tabela 6</a>, os valores da mediana de TNFa foram de 16,2 pg/ml na admiss&atilde;o, com uma tend&ecirc;ncia para a descida significativa &agrave;s 24 horas e nova eleva&ccedil;&atilde;o a partir das 48, que se mant&eacute;m at&eacute; &agrave;s 72 horas. Quanto &agrave; IL-6 verificou-se existir, na admiss&atilde;o, valores altos (459,5 pg/ml), com descida ligeira e progressiva at&eacute; &agrave;s 72 horas. Tamb&eacute;m a mediana da IL-10 apresentou o registo mais elevado na admiss&atilde;o (74,45 pg/ml), descendo abruptamente &agrave;s 24 horas. O ICAM-1 surgiu na admiss&atilde;o com uma mediana de 198 pg/ml e sofreu uma eleva&ccedil;&atilde;o progressiva e discreta at&eacute; aos 252 pg/ml &agrave;s 72 horas. A HMGB-1 surgiu com uma mediana de 10,3 pg/ml na admiss&atilde;o, descendo para cerca de 1/3 deste valor &agrave;s 24 horas, mantendo-se est&aacute;vel at&eacute; &agrave;s 72 horas.<br />    <p>&nbsp;</p><a name="t6"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v21n2/21n2a01t6.jpg"/></center></p>    
<p>&nbsp;</p>Para melhor compreens&atilde;o da evolu&ccedil;&atilde;o da mediana e medida de dispers&atilde;o dos referidos mediadores apresenta-se, sob a forma de box-plot, a evolu&ccedil;&atilde;o dos par&acirc;metros anal&iacute;ticos j&aacute; referidos ao longo do estudo, nas <a href="#f1">Figuras 1 a 5</a>.<br />Na <a name="topf1"></a><a href="#f1">Figura 1</a>&nbsp;apresenta-se a representa&ccedil;&atilde;o gr&aacute;fica da tend&ecirc;ncia central e dispers&atilde;o para o TNFa na admiss&atilde;o, 24, 48 e 72 horas.<br />    <p>&nbsp;</p><a name="f1"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v21n2/21n2a01f1.jpg" width="329" height="268" border="0" /></center></p>    
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>Na <a name="topf2"></a><a href="#f2">figura 2</a> apresenta-se a representa&ccedil;&atilde;o gr&aacute;fica da tend&ecirc;ncia central e dispers&atilde;o para o IL-6 na admiss&atilde;o, 24, 48 e 72 horas.<br />    <p>&nbsp;</p><a name="f2"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v21n2/21n2a01f2.jpg" width="329" height="268" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p>Na <a name="topf3"></a><a href="#f3">figura 3</a> apresenta-se a representa&ccedil;&atilde;o gr&aacute;fica da tend&ecirc;ncia central e dispers&atilde;o para o IL-10 na admiss&atilde;o, 24, 48 e 72 horas.<br />    <p>&nbsp;</p><a name="f3"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v21n2/21n2a01f3.jpg" width="329" height="268" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p>Na <a name="topf4"></a><a href="#f4">figura 4</a> apresenta-se a representa&ccedil;&atilde;o gr&aacute;fica da tend&ecirc;ncia central e dispers&atilde;o para o ICAM-1 na admiss&atilde;o, 24, 48 e 72 horas.<br />    <p>&nbsp;</p><a name="f4"></a>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v21n2/21n2a01f4.jpg" width="343" height="264" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p>Na <a name="topf5"></a><a href="#f5">figura 5</a> apresenta-se a representa&ccedil;&atilde;o gr&aacute;fica da tend&ecirc;ncia central e dispers&atilde;o para o HMGB-1 na admiss&atilde;o, 24, 48 e 72 horas.<br />    <p>&nbsp;</p><a name="f5"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v21n2/21n2a01f5.jpg" width="327" height="290" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p>A an&aacute;lise estat&iacute;stica para estudo do impacto das vari&aacute;veis independentes (idade, scores de gravidade, altera&ccedil;&otilde;es hemodin&acirc;micas e metab&oacute;licas) no progn&oacute;stico destes doentes revelou que a Idade est&aacute; correlacionada com UCI e ARDS e que todos os scores de avalia&ccedil;&atilde;o de gravidade (ISS, RTS e TRISS) est&atilde;o correlacionados com todos os outcomes (<a href="/img/revistas/rpot/v21n2/21n2a01t7.jpg">Tabela 7</a>).<br />    
<p>&nbsp;</p>    <p>    <center><a href="/img/revistas/rpot/v21n2/21n2a01t7.jpg"/>Tabela 7</a></center></p>    
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>Quanto ao estudo dai influ&ecirc;ncia da gravidade do TCE e do traumatismo tor&aacute;cico verificou-se que apenas o primeiro se correlaciona com os outcomes UCI, MODS e Morte (<a href="/img/revistas/rpot/v21n2/21n2a01t8.jpg">Tabela 8</a>).<br />    
<p>&nbsp;</p>    <p>    <center><a href="/img/revistas/rpot/v21n2/21n2a01t8.jpg"/>Tabela 8</a></center></p>    
<p>&nbsp;</p>A correla&ccedil;&atilde;o entre vari&aacute;veis independentes e outcomes permitiu observar que o ingresso em UCI surgiu associado ao SIRS grave, choque, hipotermia e acidose; o desenvolvimento de ARDS n&atilde;o dependeu de nenhuma das vari&aacute;veis consideradas; a evolu&ccedil;&atilde;o para MODS teve rela&ccedil;&atilde;o com hipotermia, coagulopatia e tr&iacute;ade maligna; a morte teve correla&ccedil;&atilde;o com SIRS grave, choque, hipotermia, acidose e tr&iacute;ade maligna (<a href="/img/revistas/rpot/v21n2/21n2a01t9.jpg">Tabela 9</a>).<br />    
<p>&nbsp;</p>    <p>    <center><a href="/img/revistas/rpot/v21n2/21n2a01t9.jpg"/>Tabela 9</a></center></p>    
<p>&nbsp;</p>Nos doentes que beneficiaram de tratamento cir&uacute;rgico, procedeu-se &agrave; compara&ccedil;&atilde;o da dura&ccedil;&atilde;o da cirurgia entre os doentes submetidos a tratamento cir&uacute;rgico definitivo (incluindo todas as especialidades) e os submetidos a DCS e verificou-se n&atilde;o existirem diferen&ccedil;as significativas. Contudo, quando se estudou o mesmo par&acirc;metro nos doentes com fraturas graves, verificou-se que a mediana de dura&ccedil;&atilde;o de cirurgia, quando incluiu uma estrat&eacute;gia de DCO por ortopedia, foi francamente inferior quando comparada com a do grupo de doentes que, por ortopedia, foram submetidos a OSD (<a href="/img/revistas/rpot/v21n2/21n2a01t10.jpg">Tabela 10</a>).<br />    
<p>&nbsp;</p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>    <center><a href="/img/revistas/rpot/v21n2/21n2a01t10.jpg"/>Tabela 10</a></center></p>    
<p>&nbsp;</p>No que diz respeito &agrave; an&aacute;lise do impacto das vari&aacute;veis dependentes no progn&oacute;stico, verificou-se que, no total dos doentes submetidos a qualquer interven&ccedil;&atilde;o cir&uacute;rgica, n&atilde;o existiu correla&ccedil;&atilde;o entre tipo de cirurgia (DCS ou tratamento cir&uacute;rgico definitivo) e a complexidade da mesma, definida pela dura&ccedil;&atilde;o (&lt;240&rsquo; ou &gt; 240&rsquo;) com os outcomes (<a href="/img/revistas/rpot/v21n2/21n2a01t11.jpg">Tabela 11</a> e <a href="/img/revistas/rpot/v21n2/21n2a01t12.jpg">12</a>).<br />    
<p>&nbsp;</p>    <p>    <center><a href="/img/revistas/rpot/v21n2/21n2a01t11.jpg"/>Tabela 11</a></center></p>    
<p>&nbsp;</p>    <p>    <center><a href="/img/revistas/rpot/v21n2/21n2a01t12.jpg"/>Tabela 12</a></center></p>    
<p>&nbsp;</p>Procurou-se a mesma correla&ccedil;&atilde;o nos doentes com cirurgia ortop&eacute;dica major para tratamento de fraturas graves e demonstrou-se que, quanto ao tipo de cirurgia (OSD vs DCO) e dura&ccedil;&atilde;o da mesma, tamb&eacute;m n&atilde;o existem diferen&ccedil;as quanto a outcomes (<a href="/img/revistas/rpot/v21n2/21n2a01t13.jpg">Tabelas 13</a> e <a href="/img/revistas/rpot/v21n2/21n2a01t14.jpg">14</a>).<br />    
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p></a>     <p>    <center><a href="/img/revistas/rpot/v21n2/21n2a01t13.jpg"/>Tabela 13</a></center></p>    
<p>&nbsp;</p></a>     <p>    <center><a href="/img/revistas/rpot/v21n2/21n2a01t14.jpg"/>Tabela 14</a></center></p>    
<p>&nbsp;</p>Outro aspeto importante deste trabalho foi a determina&ccedil;&atilde;o da correla&ccedil;&atilde;o entre os mediadores inflamat&oacute;rios e mol&eacute;culas de ades&atilde;o com os outomes, de forma a estudar a sua capacidade preditiva nos quatro momentos do estudo. Para melhor compreens&atilde;o da evolu&ccedil;&atilde;o dos diversos par&acirc;metros apresentam-se tamb&eacute;m os gr&aacute;ficos de evolu&ccedil;&atilde;o temporal em cada outcome, bem como o valor preditivo de cada par&acirc;metro com significado estat&iacute;stico calculado atrav&eacute;s da Area Under Receiver Operator Characteristic Curves (AuROC).<br />Verificou-se que a admiss&atilde;o em UCI est&aacute; correlacionada com a eleva&ccedil;&atilde;o da IL-6 &agrave;s 24, 48 e 72 horas e da IL-10 e ICAM-1 &agrave;s 72 horas (<a href="#t15">Tabelas 15</a>). <br />    <p>&nbsp;</p><a name="t15"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v21n2/21n2a01t15.jpg"/></center></p>    
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>O desenvolvimento de ARDS est&aacute; correlacionado com a eleva&ccedil;&atilde;o da IL-10 na admiss&atilde;o, 24, 48, 72 horas; ICAM-1 &aacute;s 48 horas ; e IL-6 &agrave;s 72 horas (<a href="#t16">Tabelas 16</a>). <br />    <p>&nbsp;</p><a name="t16"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v21n2/21n2a01t16.jpg"/></center></p>    
<p>&nbsp;</p>A evolu&ccedil;&atilde;o para MODS apareceu correlacionada com a eleva&ccedil;&atilde;o do ICAM-1 &agrave;s 24, 48 e 72 horas; da IL-10 &agrave;s 24 e 72 horas; da IL-6 &agrave;s 48 e 72 horas; e do TNFa &agrave;s 72 horas (<a href="#t17">Tabelas 17</a>). <br />    <p>&nbsp;</p><a name="t17"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v21n2/21n2a01t17.jpg"/></center></p>    
<p>&nbsp;</p>O outcome mais negativo dos considerados, a morte, relacionou-se com a elevação da IL-10 às 48 e 72 horas; e da IL-6 às 72 horas (<a href="#t18">Tabelas 18</a>).<br />    <p>&nbsp;</p><a name="t18"></a>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v21n2/21n2a01t18.jpg"/></center></p>    
<p>&nbsp;</p>No grupo de doentes submetidos a cirurgia ortop&eacute;dica major, as diferen&ccedil;as entre DCO e OSD, demonstraram que apenas a varia&ccedil;&atilde;o da IL-6 se encontra relacionada com o tipo de tratamento cir&uacute;rgico, com um pico &agrave;s 24 horas (per&iacute;odo p&oacute;s-operat&oacute;rio) no grupo OSD e p&lt;0,001 (<a name="topf6"></a><a href="#f6">Figura 6</a>).</p>    <p>&nbsp;</p><a name="f6"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v21n2/21n2a01f6.jpg" width="501" height="260" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">DISCUSSÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>O papel do SIRS nos diversos tipos de noxas, os aspetos fisiopatol&oacute;gicos relacionados com a evolu&ccedil;&atilde;o para MODS e a associa&ccedil;&atilde;o destes com a evolu&ccedil;&atilde;o para complica&ccedil;&otilde;es graves, tem sido objeto de in&uacute;meros estudos na literatura. Contudo, o modelo de trauma continua a ser o menos estudado. <br />Segundo os autores deste trabalho, este modelo apresenta algumas particularidades n&atilde;o desprez&iacute;veis, que justificam as dificuldades na sua abordagem: &eacute; frequente encontrar v&aacute;rias noxas envolvidas; grande parte dos PTZ graves apresenta les&atilde;o cerebral importante (relacionada com o TCE, mas tamb&eacute;m resultante dos per&iacute;odos de hip&oacute;xia cerebral secund&aacute;ria), que pode ser determinante no progn&oacute;stico[14]; na maioria das vezes, verifica-se a exist&ecirc;ncia de les&otilde;es tecidulares importantes (de &oacute;rg&atilde;os e sistemas, mas tamb&eacute;m m&uacute;sculo-esquel&eacute;ticas)[15]; nas primeiras 24-48 h, estes doentes beneficiam frequentemente de tratamentos cir&uacute;rgicos, por vezes agressivos e prolongados[16]; por diversos fatores, est&atilde;o muito expostos a complica&ccedil;&otilde;es s&eacute;pticas por aumento da permeabilidade intestinal, mas tamb&eacute;m por ferimentos perfurantes, conspurca&ccedil;&atilde;o de feridas e infe&ccedil;&otilde;es nosocomiais[17]. A intensidade da resposta tamb&eacute;m &eacute; muito vari&aacute;vel, estando relacionada com v&aacute;rios aspetos: o grau das les&otilde;es infringidas pelo trauma, a idade, o estado nutricional, as comorbilidades e fatores gen&eacute;ticos[18].<br />Neste estudo verificou-se uma predomin&acirc;ncia de indiv&iacute;duos do sexo masculino (83%), com uma mediana da idade de 31 (18-60) anos, o que confirma a incid&ecirc;ncia do trauma grave em indiv&iacute;duos relativamente jovens. A gravidade das les&otilde;es encontrada &eacute; elevada, verificando-se uma mediana de 29 (17-52) para o ISS, uma mediana de 6,817 (3,361-7,841) para o RTS e uma mediana de 90,8 (7,6-98,9) para o TRISS. Este facto levou a que, nas primeiras 24 horas, 2/3 dos doentes fossem submetidos a pelo menos uma interven&ccedil;&atilde;o cir&uacute;rgica pelas diversas especialidades. Nesta amostra, aproximadamente 1/3 dos PTZ apresentou-se na ST com fraturas graves. O total de doentes submetidos a cirurgia por Ortopedia foi muito significativo (42%). Estes dados, quer do ponto de vista da caracteriza&ccedil;&atilde;o da amostra, quer das les&otilde;es encontradas, v&atilde;o de encontro ao verificado na literatura[19], o que destaca claramente a import&acirc;ncia da participa&ccedil;&atilde;o do ortopedista na equipa de trauma, em termos de decis&atilde;o, quanto ao tipo e timing do tratamento cir&uacute;rgico. Ao contr&aacute;rio dos traumatismos tor&aacute;cicos graves, o TCE grave demonstrou uma correla&ccedil;&atilde;o clara com internamento em UCI (p&lt;0,001), MODS (p&lt;0,039) e Morte (p&lt;0,003), tornando-se por isso um importante fator de decis&atilde;o quanto &agrave; estrat&eacute;gia de tratamento cir&uacute;rgico, sugerida por outros autores[20].<br />Em qualquer setor da medicina, &eacute; vital avaliar a gravidade e determinar ou prevenir complica&ccedil;&otilde;es. Pela incid&ecirc;ncia, aspetos demogr&aacute;ficos, gravidade das les&otilde;es, multiplicidade de &oacute;rg&atilde;os e sistemas atingidos, instabilidade hemodin&acirc;mica e potenciais complica&ccedil;&otilde;es graves a que estes doentes est&atilde;o sujeitos, este aspeto adquire particular import&acirc;ncia neste grupo. Apesar do comprovado interesse de scores na avalia&ccedil;&atilde;o da gravidade, como o ISS entre outros, n&atilde;o podemos esquecer que, quanto &agrave; sua utilidade como avaliadores do progn&oacute;stico, o consenso &eacute; menor. Mesmo a introdu&ccedil;&atilde;o de vari&aacute;veis fisiol&oacute;gicas, como no RTS e TRISS, n&atilde;o solucionou o problema da falta de capacidade preditiva de complica&ccedil;&otilde;es graves, muito associadas ao mecanismo SIRS-MODS. Todos os scores t&ecirc;m como base as tabelas para c&aacute;lculo do AIS e posteriormente do ISS, onde se encontram quest&otilde;es importantes: na verdade s&atilde;o meros registos de les&otilde;es anat&oacute;micas, onde at&eacute; os dados obtidos ap&oacute;s aut&oacute;psia podem ser considerados; existem algumas limita&ccedil;&otilde;es na presen&ccedil;a de v&aacute;rias les&otilde;es importantes dentro do mesmo grupo anat&oacute;mico, pelo que o efeito cumulativo n&atilde;o &eacute; considerado, sendo um bom exemplo a presen&ccedil;a de fraturas bilaterais graves, que como se sabe podem condicionar fortemente o progn&oacute;stico (principalmente as do f&eacute;mur), e n&atilde;o est&atilde;o contempladas nestes sistemas de avalia&ccedil;&atilde;o[21]. Apesar destas considera&ccedil;&otilde;es e como j&aacute; foi descrito, os scores utilizados neste trabalho demonstram a gravidade das les&otilde;es do grupo estudado e apresentam correla&ccedil;&atilde;o com todos os outcomes considerados. &Eacute; ent&atilde;o poss&iacute;vel considerar a sua validade no c&aacute;lculo da gravidade, aspeto de extrema import&acirc;ncia na avalia&ccedil;&atilde;o do desempenho do nosso centro de trauma e na compara&ccedil;&atilde;o deste com as outras institui&ccedil;&otilde;es. Contudo t&ecirc;m pouca utilidade quanto &agrave; capacidade preditiva de complica&ccedil;&otilde;es[22]. Neste contexto este estudo confirmou que a ocorr&ecirc;ncia de complica&ccedil;&otilde;es graves &eacute; consider&aacute;vel (Internamento em UCI- 66%, ARDS-19%, MODS-34% e Morte-28%) e salientou a import&acirc;ncia, tamb&eacute;m descrita na literatura, da determina&ccedil;&atilde;o exata e precoce da gravidade, assim como do progn&oacute;stico, para implementa&ccedil;&atilde;o de estrat&eacute;gias de tratamento (particularmente cir&uacute;rgico) e profilaxia mais eficazes[2].<br />Outro aspeto importante resulta de a gravidade e o progn&oacute;stico destes doentes depender n&atilde;o s&oacute; das altera&ccedil;&otilde;es induzidas pelos diversos tipos de noxas no sistema imunol&oacute;gico, mas tamb&eacute;m de importantes altera&ccedil;&otilde;es hemodin&acirc;micas e metab&oacute;licas, quase sempre presentes de forma muito precoce, e que podem condicionar fortemente a evolu&ccedil;&atilde;o clinica[23]. A hipotermia, presente em 13% destes doentes, &eacute; um fator importante no progn&oacute;stico, e encontra-se relacionada na literatura com o internamento em UCI e com a mortalidade. Aitken LM e colaboradores demonstraram esta rela&ccedil;&atilde;o num estudo multic&ecirc;ntrico, que englobou importantes centros de trauma na Austr&aacute;lia, apesar da sua incid&ecirc;ncia ser significativamente menor na admiss&atilde;o (5,7%). Isto poder&aacute; estar relacionado com um aspeto citado pelos autores &ndash; as condi&ccedil;&otilde;es clim&aacute;ticas, claramen    ]]></body>
<body><![CDATA[te mais favor&aacute;veis num clima subtropical como o do continente australiano[24]. As perdas sangu&iacute;neas extremas, com instala&ccedil;&atilde;o de choque hipovol&eacute;mico, hipoperfus&atilde;o perif&eacute;rica, com deficiente oxigena&ccedil;&atilde;o, e coagulopatia, associadas a uma reposi&ccedil;&atilde;o intravenosa massiva de fluidos n&atilde;o aquecidos, podem tamb&eacute;m contribuir para a diminui&ccedil;&atilde;o da temperatura corporal e consequentemente para um mau progn&oacute;stico[25]. Na verdade, este estudo demonstrou tamb&eacute;m uma forte liga&ccedil;&atilde;o entre a hipotermia e o internamento em UCI (p&lt;0,004), a instala&ccedil;&atilde;o de MODS (p&lt;0,001) e a mortalidade (p&lt;0,008). A acidose l&aacute;ctica, com aumento de lactato em circula&ccedil;&atilde;o, aparece tamb&eacute;m intimamente ligada ao choque hipovol&eacute;mico, com consequente hip&oacute;xia tecidular e incremento da via anaer&oacute;bica. Segundo alguns autores, isolada n&atilde;o parece ser fator de mau progn&oacute;stico em trauma[26]; contudo, associada a outras altera&ccedil;&otilde;es metab&oacute;licas e hemodin&acirc;micas, &eacute; um fator importante na avalia&ccedil;&atilde;o da gravidade e progn&oacute;stico. No trauma, a coagulopatia pode surgir de forma aguda, associada ao choque hipovol&eacute;mico (por ativa&ccedil;&atilde;o da prote&iacute;na C), mas tamb&eacute;m por hemodilui&ccedil;&atilde;o, ap&oacute;s fluidoterapia de reposi&ccedil;&atilde;o agressiva, durante a fase de ressuscita&ccedil;&atilde;o, e apresenta uma associa&ccedil;&atilde;o forte com o progn&oacute;stico negativo[27]. Pode surgir associada a outras altera&ccedil;&otilde;es metab&oacute;licas importantes, como a acidose e a hipotermia, formando o que Rotondo[28] denominou de tr&iacute;ade da morte (ou tr&iacute;ade maligna). Segundo este autor, o desenvolvimento desta tr&iacute;ade em fase precoce, tem uma forte correla&ccedil;&atilde;o com a mortalidade nas v&iacute;timas de trauma grave. Neste trabalho verificou-se correla&ccedil;&atilde;o da acidose com a mortalidade (p&lt;0,002) e a coagulopatia com o desenvolvimento de MODS (p&lt;0,01), mas a tr&iacute;ade tem rela&ccedil;&atilde;o com MODS (p&lt;0,045) e com a mortalidade (p&lt;0.001), sendo por isso par&acirc;metros importantes na avalia&ccedil;&atilde;o da gravidade e progn&oacute;stico destes doentes. O estado de choque, definido como a presen&ccedil;a de SIRS associado a hipotens&atilde;o refrataria a fluidos exigindo suporte vasopressor, ocorreu em 17% dos doentes, sendo tamb&eacute;m um importante fator para o internamento em UCI (p&lt;0,001) e para a morte (p&lt;0,001), o que atesta a gravidade deste grupo na admiss&atilde;o.<br />Para al&eacute;m das altera&ccedil;&otilde;es hemodin&acirc;micas e metab&oacute;licas, existem rea&ccedil;&otilde;es do sistema inflamat&oacute;rio ao trauma, das quais tamb&eacute;m depende o progn&oacute;stico. Como j&aacute; foi referido, o SIRS deve ser encarado como uma resposta fisiol&oacute;gica a v&aacute;rios tipos de noxas, incluindo o trauma. A ativa&ccedil;&atilde;o do sistema imunol&oacute;gico desencadeia uma s&eacute;rie de processos, que podem evoluir de duas formas: para a resolu&ccedil;&atilde;o e manuten&ccedil;&atilde;o da homeostasia de &oacute;rg&atilde;os e sistemas; ou para a desregula&ccedil;&atilde;o, com evolu&ccedil;&atilde;o para MODS e desta para a morte. A fisiopatologia deste processo SIRS-MODS &eacute; extremamente complexa[29]. O papel dos mediadores inflamat&oacute;rios na fase proinflamat&oacute;ria e anti-inflamat&oacute;ria, assim como das mol&eacute;culas de ades&atilde;o, &eacute; determinante. Esta rea&ccedil;&atilde;o inflamat&oacute;ria ao n&iacute;vel endotelial, que surge de forma sist&eacute;mica, e a evolu&ccedil;&atilde;o para a fal&ecirc;ncia org&acirc;nica, dependem dum complexo sistema de estimula&ccedil;&atilde;o e frena&ccedil;&atilde;o de diversos moduladores, mas tamb&eacute;m da capacidade de ades&atilde;o dos leuc&oacute;citos (PMN). Este papel dos PMN facilita a transuda&ccedil;&atilde;o e desenvolvimento de edema, mas contribui para a diminui&ccedil;&atilde;o do aporte de oxig&eacute;nio &agrave;s c&eacute;lulas, com consequente aumento da morte celular, les&atilde;o parenquimatosa e diminui&ccedil;&atilde;o progressiva da fun&ccedil;&atilde;o org&acirc;nica (MODS), podendo culminar na morte[6]. Os resultados deste estudo confirmam este car&aacute;ter &ldquo;fisiol&oacute;gico&rdquo; do SIRS: foram encontrados crit&eacute;rios numa fase muito precoce (primeiras 6 horas) em 74% dos doentes, sem que esse facto esteja relacionado com os outcomes considerados. J&aacute; uma evolu&ccedil;&atilde;o deste, o SIRS grave, que implica a presen&ccedil;a de aumento de lactatos (sinal importante de hipoperfus&atilde;o e hip&oacute;xia celular), surge na admiss&atilde;o em 39% da amostra e est&aacute; relacionado com a necessidade de internamento em UCI (p&lt;0,006) e mortalidade (p&lt;0,002). Estes resultados v&atilde;o de encontro ao descrito na literatura[30].<br />No que concerne ao papel dos diversos elementos celulares, sistemas e prote&iacute;nas envolvidos no mecanismo SIRS-MODS, particularmente dos mediadores inflamat&oacute;rios e mol&eacute;culas de ades&atilde;o, encontram-se por vezes resultados contradit&oacute;rios na literatura. A capacidade destes, em termos de avalia&ccedil;&atilde;o de gravidade e capacidade preditiva de progn&oacute;stico, tamb&eacute;m n&atilde;o &eacute; consensual, apesar de v&aacute;rios autores salientarem o seu papel e import&acirc;ncia. A IL-6 &eacute; uma glicoprote&iacute;na produzida por uma variedade de c&eacute;lulas, que inclui os macr&oacute;fagos/mon&oacute;citos, c&eacute;lulas T e B e c&eacute;lulas endoteliais, com a&ccedil;&atilde;o proinflamat&oacute;ria e anti-inflamat&oacute;ria; tem ainda um papel importante na ades&atilde;o endotelial[29]. Surge precocemente em circula&ccedil;&atilde;o, ap&oacute;s o trauma, (1-4 horas) e mant&eacute;m-se por alguns dias[7]. Este car&aacute;ter de eleva&ccedil;&atilde;o precoce faz desta interleucina um excelente marcador de SIRS. Uma eleva&ccedil;&atilde;o precoce superior a 500 pg/ml est&aacute; relacionada com MODS e morte, sendo por este facto apontada como um excelente marcador de gravidade em trauma[4]. Neste estudo verificou-se que a eleva&ccedil;&atilde;o de IL-6 nas primeiras 24 horas, com mediana na ordem dos 569 pg/ml, est&aacute; relacionado com o internamento em UCI (confirmando a sua associa&ccedil;&atilde;o com o desenvolvimento do SIRS), diminuindo ligeiramente at&eacute; &agrave;s 72 horas e que, neste timing, est&aacute; relacionado com o desenvolvimento de MODS e a mortalidade, com valores pr&oacute;ximos dos 500 pg/ml (confirmando o seu papel de marcador de gravidade em trauma). O TNFa &eacute; um mediador proinflamat&oacute;rio, produzido pelos macr&oacute;fagos/mon&oacute;citos e c&eacute;lulas T. Tem uma a&ccedil;&atilde;o     proinflamat&oacute;ria, surge muito precocemente em circula&ccedil;&atilde;o (primeiras 1-2 horas), sendo fundamental na ativa&ccedil;&atilde;o do SIRS. Tem uma semivida de aproximadamente 20&rsquo;, e tamb&eacute;m desaparece da circula&ccedil;&atilde;o de uma forma relativamente precoce (6 horas). Sendo um excelente marcador da fase proinflamat&oacute;ria do SIRS, este seu car&aacute;ter de diminui&ccedil;&atilde;o precoce em circula&ccedil;&atilde;o poder&aacute; retirar-lhe interesse em termos de utilidade como marcador de diagn&oacute;stico e de gravidade. Os resultados encontrados na literatura s&atilde;o contradit&oacute;rios[7]. Neste estudo n&atilde;o foi encontrada qualquer correla&ccedil;&atilde;o entre os valores de TNFa e os outcomes considerados, com exce&ccedil;&atilde;o do desenvolvimento de MODS &agrave;s 72 horas. A IL-10 &eacute; uma prote&iacute;na sintetizada pelos macr&oacute;fagos/mon&oacute;citos e c&eacute;lulas T e B. Desempenha um papel importante na fase anti-inflamat&oacute;ria e &eacute; conhecida como um mediador tardio (associado ao CARS). Est&aacute; descrito na literatura o seu aumento, s&eacute;rico e no lavado alveolar, de doentes com ARDS[31]. Park e colaboradores descrevem a sua associa&ccedil;&atilde;o com a ocorr&ecirc;ncia de ARDS, no primeiro dia p&oacute;s trauma grave[32]. Na verdade os resultados deste trabalho confirmam esta liga&ccedil;&atilde;o entre a IL-10 e o ARDS, com valores m&aacute;ximos na admiss&atilde;o e diminui&ccedil;&atilde;o progressiva at&eacute; &agrave;s 72 horas. Desta forma pode-se considerar que a IL-10 tem um papel importante como discriminador de indiv&iacute;duos em risco de desenvolver ARDS. Outro papel atribu&iacute;do &agrave; IL-10 no trauma &eacute; o de se correlacionar com o politrauma e o p&oacute;s-operat&oacute;rio de cirurgia major[33]. Se a primeira hip&oacute;tese foi confirmada por este estudo, dado existir correla&ccedil;&atilde;o entre os valores de IL-10 &agrave;s 72 horas e todos os outcomes considerados, o mesmo n&atilde;o se verificou no grupo de doentes submetidos a cirurgia ortop&eacute;dica major. Os resultados confirmam o car&aacute;ter de marcador tardio deste mediador, mas tamb&eacute;m a sua import&acirc;ncia nesta fase (72 horas), como discriminador de progn&oacute;stico negativo. O ICAM-1 faz parte do grupo das mol&eacute;culas de ades&atilde;o que existem na superf&iacute;cie celular dos PMN e do endot&eacute;lio. Desempenha tamb&eacute;m um papel importante no trauma, dada a sua participa&ccedil;&atilde;o na promo&ccedil;&atilde;o da agrega&ccedil;&atilde;o plaquet&aacute;ria, importante fator negativo da perfus&atilde;o tecidular. Faz parte de v&aacute;rios modelos de SIRS, sendo fundamental na ades&atilde;o dos PMN ao endot&eacute;lio (conferindo liga&ccedil;&atilde;o prolongada) que, como j&aacute; foi referido, &eacute; um processo fundamental do mecanismo fisiopatol&oacute;gico da evolu&ccedil;&atilde;o SIRS-MODS[34]. A sua cin&eacute;tica est&aacute; descrita em v&aacute;rios estudos com PTZ, os seus valores aparecem &agrave;s 72 horas e est&atilde;o correlacionados com o grau de les&atilde;o ap&oacute;s trauma[35]. A sua eleva&ccedil;&atilde;o s&eacute;rica tamb&eacute;m surge associada &agrave; ocorr&ecirc;ncia de MODS[36]. Os resultados deste trabalho v&ecirc;m comprovar esta associa&ccedil;&atilde;o, tendo sido encontrados valores elevados &agrave;s 24 horas, que se mantiveram at&eacute; &agrave;s 72 horas nos indiv&iacute;duos que desenvolveram MODS. A HMGB-1 &eacute; uma prote&iacute;na nuclear estrutural ligada ao DNA, reguladora da transcri&ccedil;&atilde;o e estabilizadora dos nucleossomas. O aparecimento em circula&ccedil;&atilde;o ocorre de duas formas: forma passiva, a partir de c&eacute;lulas necrosadas, e forma ativa, a partir de c&eacute;lulas mononucleares[37]. No meio extracelular, atua como sinalizadora de necrose, promovendo o recrutamento de c&eacute;lulas mononucleares e dando in&iacute;cio ao processo de repara&ccedil;&atilde;o celular. Para al&eacute;m disso, apresenta importantes fun&ccedil;&otilde;es em v&aacute;rias situa&ccedil;&otilde;es de stress celular: funciona como citocina pr&oacute;-inflamat&oacute;ria nos processos de isquemia, queimadura, s&eacute;psis, trauma, doen&ccedil;as oncol&oacute;gicas e doen&ccedil;as inflamat&oacute;rias, atrav&eacute;s da estimula&ccedil;&atilde;o de v&aacute;rios elementos celulares do sistema imunol&oacute;gico na produ&ccedil;&atilde;o v&aacute;rias citocinas; promove o aumento da express&atilde;o do ICAM-1 e consequente participa&ccedil;&atilde;o na ades&atilde;o ao endot&eacute;lio dos PMN[38]. Ao contr&aacute;rio do estudo de Cohen JM e colaboradores[8], neste estudo a HMGB-1 n&atilde;o revelou qualquer liga&ccedil;&atilde;o com SIRS, SIRS grave, coagulopatia e acidose. Este mediador tamb&eacute;m n&atilde;o revelou qualquer capacidade preditiva do outcome neste grupo de doentes. <br />O tratamento das fraturas, principalmente dos ossos longos em politraumatizados, sofreu uma evolu&ccedil;&atilde;o importante na segunda metade do &uacute;ltimo s&eacute;culo. De uma estrat&eacute;gia inicial em que todos os doentes eram tratados com tra&ccedil;&otilde;es e imobiliza&ccedil;&otilde;es gessadas, porque quase todos tinham um estado geral considerado grave para a &eacute;poca (para al&eacute;m da simplicidade dos meios de diagn&oacute;stico, tamb&eacute;m as terap&ecirc;uticas de ressuscita&ccedil;&atilde;o e de cuidados intensivos eram muito primitivas), passou-se, nos anos 50, para uma estrat&eacute;gia diferente em que, os doentes considerados est&aacute;veis eram submetidos a osteoss&iacute;ntese definitiva de imediato e os inst&aacute;veis a imobiliza&ccedil;&otilde;es ou tra&ccedil;&otilde;es mais ou menos prolongadas (por vezes durante semanas) at&eacute; &agrave; estabiliza&ccedil;&atilde;o definitiva. Contudo, esta estrat&eacute;gia n&atilde;o resolvia todas as quest&otilde;es associadas ao desenvolvimento de complica&ccedil;&otilde;es graves nestes politraumatizados. Assim, nos anos 70 e durante os anos 80, uma profus&atilde;o de trabalhos demonstrou a vantagem da estabiliza&ccedil;&atilde;o precoce das fraturas (principalmente do f&eacute;mur) na redu&ccedil;&atilde;o das complica&ccedil;&otilde;es, particularmente respirat&oacute;rias[39]. Nesta &eacute;poca, a principal preocupa&ccedil;&atilde;o era combater a fal&ecirc;ncia do sistema respirat&oacute;rio associada ao tromboembolismo, resultante dos longos per&iacute;odos de imobiliza&ccedil;&atilde;o que o tratamento conservador implica. De qualquer forma, esta estrat&eacute;gia tamb&eacute;m revelou n&atilde;o ser a ideal para todos os doentes. Apesar da osteoss&iacute;ntese promovida de forma precoce, alguns doentes continuavam a desenvolver complica&ccedil;&otilde;es graves, com internamento em unidades de cuidados intensivos por per&iacute;odos prolongados, enorme &ldquo;consumo&rdquo; de suporte ventilat&oacute;rio e de vasopr    essores com aparecimento de complica&ccedil;&otilde;es s&eacute;pticas, MODS e Morte. No in&iacute;cio dos anos 90, a preocupa&ccedil;&atilde;o com estes dados era bem patente na literatura. Todas estas considera&ccedil;&otilde;es, associadas &agrave; evolu&ccedil;&atilde;o e compreens&atilde;o dos mecanismos imunol&oacute;gicos da resposta inflamat&oacute;ria induzida pelo trauma, levaram &agrave; introdu&ccedil;&atilde;o do conceito de DCO no tratamento das fraturas destes politraumatizados graves[9,10,40]. Tornou-se claro que, em alguns doentes, a estrat&eacute;gia de tratamento precoce e definitivo das fraturas n&atilde;o era um benef&iacute;cio, podendo mesmo tratar-se de um fator de agravamento do estado geral e de ocorr&ecirc;ncia de complica&ccedil;&otilde;es. Assistimos novamente a uma profus&atilde;o de publica&ccedil;&otilde;es, com s&eacute;ries mais ou menos curtas, desta vez sobre as vantagens da estrat&eacute;gia DCO e sobre os crit&eacute;rios para a sua implementa&ccedil;&atilde;o em v&aacute;rios tipos de fraturas (ossos longos, e bacia). O conceito de doente borderline proposto por Pape e colaboradores em 2001[4], &eacute; um bom exemplo desta preocupa&ccedil;&atilde;o, mas reflete a dificuldade que pode surgir na an&aacute;lise das vantagens do DCO, pela variabilidade de crit&eacute;rios de inclus&atilde;o dos doentes nos diversos trabalhos publicados.<br />&nbsp;Assim, e apesar da consist&ecirc;ncia destes conceitos, v&aacute;rios outros problemas surgiram: quais s&atilde;o os doentes que de uma forma objetiva beneficiam desta estrat&eacute;gia de tratamento? Por outro lado, qual o timing ideal para a convers&atilde;o da osteotaxia em osteoss&iacute;ntese definitiva? Como proceder na presen&ccedil;a de fraturas m&uacute;ltiplas, com associa&ccedil;&otilde;es por vezes terr&iacute;veis (f&eacute;mur bilateral e, por exemplo, envolvendo o anel p&eacute;lvico)? Fresar ou n&atilde;o fresar no encavilhamento dos ossos longos?[41] Na verdade, a osteotaxia, mais ou menos prolongada, aumenta o risco de complica&ccedil;&otilde;es s&eacute;pticas sist&eacute;micas, mas particularmente locais, que podem contribuir largamente para a obten&ccedil;&atilde;o de maus resultados com a osteoss&iacute;ntese definitiva: infe&ccedil;&atilde;o, pseudartrose e rigidez articular. N&atilde;o se devem menosprezar as dificuldades de agendamento desta segunda cirurgia (que surgem por vezes), que contribuem para um aumento do tempo em UCI e do risco de complica&ccedil;&otilde;es s&eacute;pticas. Esta segunda cirurgia, independentemente do timing da sua ocorr&ecirc;ncia, pode atuar como uma noxa adicional, que pode comprometer o progn&oacute;stico destes doentes. Por todas estas raz&otilde;es e baseado no facto de n&atilde;o existir, segundo Dieter Rixen e colaboradores[12], uma vantagem baseada na evid&ecirc;ncia da estrat&eacute;gia DCO sobre a OSD na literatura, &eacute; de vital import&acirc;ncia a realiza&ccedil;&atilde;o de estudos multic&ecirc;ntricos randomizados, com protocolos bem definidos (como o que prop&otilde;e). Este estudo comprovou as dificuldades apontadas: elevado n&iacute;vel de gravidade; enorme incid&ecirc;ncia de perturba&ccedil;&otilde;es hemodin&acirc;micas e metab&oacute;licas; consider&aacute;vel incid&ecirc;ncia e complexidade de fraturas graves, com necessidade de tratamento cir&uacute;rgico (com cirurgia ortop&eacute;dica major em 26%); complexidade dos procedimentos cir&uacute;rgicos (assente nos 24% de doentes com procedimentos de dura&ccedil;&atilde;o superior a 240&rsquo;); incid&ecirc;ncia dos outcomes negativos considerados. Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; an&aacute;lise referente &agrave; dura&ccedil;&atilde;o da cirurgia, n&atilde;o podemos esquecer que muitos destes doentes foram submetidos a mais do que uma interven&ccedil;&atilde;o, por vezes por v&aacute;rias especialidades. Apesar deste facto, a complexidade da cirurgia, definida pela dura&ccedil;&atilde;o da mesma, (&lt;240&rsquo; e &gt; 240&rsquo;), assim como a estrat&eacute;gia DCS vs tratamento cir&uacute;rgico definitivo n&atilde;o demonstrou qualquer rela&ccedil;&atilde;o com os outcomes. A dura&ccedil;&atilde;o da cirurgia nos doentes com fraturas major demonstrou ser claramente inferior no grupo submetido a DCO, com 110&rsquo; (44-294), quando comparada com o grupo OSD, com 250&rsquo; (140-680). Quanto &agrave; complexidade (&lt;240&rsquo; e &gt;240&rsquo;), verificou-se que n&atilde;o existem diferen&ccedil;as, quanto a outcomes, entre os dois grupos. Na compara&ccedil;&atilde;o da estrat&eacute;gia DCO com OSD, n&atilde;o foi encontrada qualquer diferen&ccedil;a com significado estat&iacute;stico, no que diz respeito aos outcomes, apesar de se encontrar uma diferen&ccedil;a significativa no aumento da IL-6 (marcador de SIRS) &agrave;s 24 horas e de, na baseline, se observarem caracter&iacute;sticas semelhantes entre os dois grupos, mesmo em termos de TCE e traumatismo tor&aacute;cico grave (<a href="#t4">Tabela 4</a>). Ou seja, apesar de menor dura&ccedil;&atilde;o de cirurgia e menor eleva&ccedil;&atilde;o de IL-6 no p&oacute;s-operat&oacute;rio, a implementa&ccedil;&atilde;o de uma estrat&eacute;gia de DCO n&atilde;o se revelou uma vantagem em termos dos outcomes habitualmente considerados, neste grupo de doentes. <br />Os autores est&atilde;o cientes das limita&ccedil;&otilde;es deste trabalho, que se prendem com a dificuldade de implementa&ccedil;&atilde;o deste tipo de protocolos de estudo, o pre&ccedil;o e dificuldade na utiliza&ccedil;&atilde;o dos doseamentos de mediadores e mol&eacute;culas de ades&atilde;o e a dimens&atilde;o da amostra no grupo que apresentou fraturas graves com indica&ccedil;&atilde;o cir&uacute;rgica. Apesar disto, estes dados sugerem o refor&ccedil;o das d&uacute;vidas relacionadas com o DCO, colocadas por alguns autores quanto &agrave; universalidade da sua implementa&ccedil;&atilde;o e ao tipo de crit&eacute;rios que se devem utilizar para discriminar os doentes que beneficiam claramente desta abordagem.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">CONCLUSÕES</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Para os autores, a abordagem destes doentes, em termos de estrat&eacute;gia cir&uacute;rgica, n&atilde;o se deve limitar &agrave; verifica&ccedil;&atilde;o deste ou daquele grupo de crit&eacute;rios. Deve ser efetuada uma abordagem individual de cada politraumatizado, numa perspetiva multidisciplinar, em que se considerem todos os crit&eacute;rios de avalia&ccedil;&atilde;o hemodin&acirc;mica, metab&oacute;lica, de gravidade e de meios, associados &agrave;s particularidades da institui&ccedil;&atilde;o no tratamento dos politraumatizados. A elevada incid&ecirc;ncia, multiplicidade (por vezes individual), gravidade das fraturas e a previs&iacute;vel complexidade de procedimentos cir&uacute;rgicos ortop&eacute;dicos (isolados ou complementares com outras especialidades) justifica, de forma muito clara, a necessidade de um ortopedista, inserido numa equipa de trauma, possuir um conhecimento b&aacute;sico dos conceitos abordados neste trabalho. Assente numa decis&atilde;o, que deve ser multidisciplinar e individualizada, pode melhor decidir sobre o tratamento ortop&eacute;dico dos politraumatizados, sem prejudicar o seu progn&oacute;stico e otimizando o resultado funcional, de uma popula&ccedil;&atilde;o t&atilde;o jovem, como a verificada neste estudo.<br />O estudo comprovou o elevado interesse das interleucinas e mol&eacute;culas de ades&atilde;o na avalia&ccedil;&atilde;o da gravidade e na capacidade preditiva no progn&oacute;stico, em politraumatizados graves.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</font></b></p>    <p><font face="verdana" size="2">1. Lecky F, Woodford M, Yates DW. Trends in trauma care in England and Wales 1989-97. The Lancet. 2000 May 20; 355 (9217): 1771-1775</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">2. Ursic C, Curtis K, Zou Y, Black D. Improved trauma patient outcomes after implementation of a dedicated trauma admitting service. 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<body><![CDATA[<p><b><font face="Verdana" size="2">Conflito de interesse: </font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Nada a declarar.</p></font>    <p>&nbsp;</p><a name="c"></a>    <p><b><font face="Verdana" size="2"><a href="#topc">Endereço para correspondência</a></font></b></p>    <p><font face="Verdana" size="2">António Nogueira Sousa    <br>Centro Hospitalar São João      <br>Faculdade de Medicina da Universidade do Porto     <br>Alameda Professor Hernâni Monteiro  4200 Porto - Portugal    <br><a href="mailto:antonionogueirasousa@gmail.com">antonionogueirasousa@gmail.com</a></font></p>    <p>&nbsp;</p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Submissão: </b> 2012-09-30</font></p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Revisão: </b> 2012-09-30</font></p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Aceitação: </b> 2013-06-28</font></p>     ]]></body><back>
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