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<institution><![CDATA[,Pontifícia Universidade Católica do Paraná  ]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Objetive: Clinical and functional avaliation and mortality of elderly patients with unstable fratures of the medial femoral neck underwent hemiarthroplasty of the hip. Methods: We prospectively evaluated 93 patients followed at least four months between August 2006 and May 2009, submitted to partial cemented hemiarthroplasty of hip after unstable femoral neck frature. We analyzed ambulatory status, postoperative mortality, time between frature and surgery, cognitive function (Short Portable Mental Status Questionnaire-SPMSQ), beyond the level of independence in activities of daily living (Katz Method), level of pain and impact of physiotherapy on rehabilitation of these patients. Results: Of the 93 patients evaluated, 20 died and 19 patients were lost to follow-up, leaving 54 patients to be evaluated. There was a mean age of 82.5 years with a predominance of females (79.63%). The follow-up was 21 months (4-37). The patients were operated on average at day 4 after frature. Before surgery, over 81% of patients could ambulate without assistance at home or in the community. After surgery, this percentage dropped to approximately 57% of patients. The mortality in the postoperative period was 21.50%. The rate of dislocation was 4.65%. Severe dementia was found in 22.2% of patients. Physical therapy was not significant for patients to bring the same level ambulatories before the frature. Conclusion: Patients with frature of the femoral neck underwent partial hip prosthesis in our series show a loss of walking ability, a postoperative mortality around 20%, with a low rate of complications following short-term. We believe this to be a viable alternative treatment in elderly patients with poor walking ability and other uncontrolled medical comorbidity.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Fraturas do colo femoral]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b><font face="Verdana" size="2">ARTIGO ORIGINAL</font></b></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="4">Resultado funcional após hemiartroplastia de quadril para tratamento de fraturas do colo femoral</font></b></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana" size="2"><b>Ademir Schuroff<sup>I</sup></b>; <b>Mark Deeke<sup>I</sup></b>; <b>Marco Pedroni<sup>I</sup></b>; <b>Josieano Valério<sup>I</sup></b>; <b>Fernando Mielke<sup>I</sup></b>; <b>Renato Locks<sup>I</sup></b></font></p>    <p><font face="Verdana" size="2">I. Serviço de Ortopedia e Traumatologia. Grupo do Quadril. Hospital Universitário Cajuru da Pontifícia Universidade Católica do Paraná. Curitiba . Brasil.<br /></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana" size="2"><a name="topc"></a><a href="#c">Endereço para correspondência</a></font></p>    <p>&nbsp;</p>     <p><b><font face="Verdana" size="2">RESUMO</font></b></p><font face="verdana" size="2">     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Objetivo: Avalia&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nico-funcional e mortalidade de pacientes idosos com fraturas mediais inst&aacute;veis do colo  femoral submetidos &agrave; hemiartroplastia do quadril. M&eacute;todos: Foram avaliados prospectivamente 93 pacientes com seguimento m&iacute;nimo  de quatro meses, entre agosto de 2006 a maio de 2009, submetidos &agrave; artroplastia parcial de quadril cimentada ap&oacute;s fratura  inst&aacute;vel do colo femoral. Analisaram-se status deambulat&oacute;rio, mortalidade p&oacute;s-operat&oacute;ria, tempo decorrido entre a  fratura e o tratamento cir&uacute;rgico, fun&ccedil;&atilde;o cognitiva (Short Portable Mental Status Questionnaire-SPMSQ), al&eacute;m do  n&iacute;vel de independ&ecirc;ncia nas atividades da vida di&aacute;ria (m&eacute;todo de Katz), n&iacute;vel de dor e impacto da fisioterapia na  reabilita&ccedil;&atilde;o desses pacientes.<br />Resultados: Dos 93 pacientes avaliados, 20 foram a &oacute;bito e 19 pacientes tiveram perda de seguimento, restando 54 pacientes para serem avaliados. Verificou-se idade m&eacute;dia de 82,5 anos com predomin&acirc;ncia do sexo feminino (79,63%). O seguimento m&eacute;dio foi de 21 meses(4-37). Os pacientes foram operados em m&eacute;dia no 4&ordm; dia ap&oacute;s a fratura. No pr&eacute;-operat&oacute;rio, mais de 81% dos pacientes deambulavam sem aux&iacute;lio no domic&iacute;lio ou na comunidade. Ap&oacute;s a cirurgia, este percentual caiu para aproximadamente 57% dos pacientes. A mortalidade no per&iacute;odo p&oacute;s-operat&oacute;rio foi de 21,50%. A taxa de luxa&ccedil;&otilde;es foi de 4,65%. Dem&ecirc;ncia grave foi encontrada em 22,2% dos pacientes. A fisioterapia n&atilde;o se mostrou significativa para trazer pacientes nos mesmos n&iacute;veis deambulat&oacute;rios antes da fratura. Conclus&atilde;o: Pacientes com fratura do colo do f&ecirc;mur submetidos &agrave; pr&oacute;tese parcial de quadril apresentam em nossa s&eacute;rie uma perda de capacidade deambulat&oacute;ria, uma mortalidade p&oacute;s-operat&oacute;ria em torno de 20%, com baixo &iacute;ndice de complica&ccedil;&otilde;es em seguimento de curto prazo. Acreditamos esta ser uma alternativa vi&aacute;vel de tratamento em pacientes idosos, com pouca capacidade deambulat&oacute;ria e com outras comorbidades cl&iacute;nicas descompensadas.</p></font>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Palavras chave</b>: Fraturas do colo femoral, artroplastia de quadril, mortalidade, morbidade, marcha. </font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">ABSTRACT</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Objetive: Clinical and functional avaliation and mortality of elderly patients with unstable fratures of the medial femoral neck underwent hemiarthroplasty of the hip.<br />Methods: We prospectively evaluated 93 patients followed at least four months between August 2006 and May 2009, submitted to partial cemented hemiarthroplasty of hip after unstable femoral neck frature. We analyzed ambulatory status, postoperative mortality, time between frature and surgery, cognitive function (Short Portable Mental Status Questionnaire-SPMSQ), beyond the level of independence in activities of daily living (Katz Method), level of pain and impact of physiotherapy on rehabilitation of these patients.<br />Results: Of the 93 patients evaluated, 20 died and 19 patients were lost to follow-up, leaving 54 patients to be evaluated. There was a mean age of 82.5 years with a predominance of females (79.63%). The follow-up was 21 months (4-37). The patients were operated on average at day 4 after frature. Before surgery, over 81% of patients could ambulate without assistance at home or in the community. After surgery, this percentage dropped to approximately 57% of patients. The mortality in the postoperative period was 21.50%. The rate of dislocation was 4.65%. Severe dementia was found in 22.2% of patients. Physical therapy was not significant for patients to bring the same level ambulatories before the frature.<br />Conclusion: Patients with frature of the femoral neck underwent partial hip prosthesis in our series show a loss of walking ability, a postoperative mortality around 20%, with a low rate of complications following short-term. We believe this to be a viable alternative treatment in elderly patients with poor walking ability and other uncontrolled medical comorbidity.</p></font>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Key words</b>: Hip neck fratures, hemiarthroplasty, mortality, morbidity, gait. </font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">INTRODUÇÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>A mortalidade ap&oacute;s cirurgia por fratura do f&ecirc;mur proximal em idosos &eacute; em torno de 26%, variando de 14-36%. Essa taxa de mortalidade &eacute; observada nos primeiros seis meses ap&oacute;s o trauma, diminuindo progressivamente, at&eacute; igualar-se a expectativa de vida da popula&ccedil;&atilde;o da mesma faixa et&aacute;ria, somente depois de um ano[1].<br />Apesar do tratamento ideal para fraturas do colo do f&ecirc;mur em idosos permanecer controverso, o n&uacute;mero de casos vem crescendo, atualmente estimam-se 250 mil fraturas /ano nos EUA e h&aacute; previs&atilde;o de aumento de 100% at&eacute; 2040.[2].<br />&Eacute; consenso que pacientes idosos com fratura do colo femoral desviada, deambuladores domiciliares e com comorbidades que levem a uma pequena expectativa de vida s&atilde;o melhor tratados com hemiartroplastia, possibilitando deambula&ccedil;&atilde;o precoce e menor risco de nova interven&ccedil;&atilde;o cir&uacute;rgica[3] al&eacute;m do controle da dor[4].<br />Pacientes com dem&ecirc;ncia submetidos &agrave; artroplastia parcial do quadril ap&oacute;s fratura do colo do f&ecirc;mur apresentam uma taxa de mortalidade maior no primeiro ano[5] al&eacute;m de maior &iacute;ndice de perda da independ&ecirc;ncia para atividades da vida di&aacute;ria e marcha[2,5].<br />Os &iacute;ndices de mortalidade no primeiro ano ap&oacute;s hemiartroplastia variam na literatura de 17-28%[6]. Os principais preditores de mortalidade s&atilde;o sexo feminino, idade maior que 80 anos e d&eacute;ficit cognitivo[7].<br />Estudo pr&eacute;vio mostra que a recupera&ccedil;&atilde;o da fun&ccedil;&atilde;o deambulat&oacute;ria dos pacientes submetidos &agrave; hemiartroplastia do quadril ocorre apenas nos primeiros quatro meses p&oacute;s-operat&oacute;rios[8].<br />O objetivo deste trabalho &eacute; avaliar a fun&ccedil;&atilde;o deambulat&oacute;ria, o impacto da fisioterapia e a mortalidade dos pacientes com fratura do colo do f&ecirc;mur submetidos &agrave; hemiartroplastia (artroplastia parcial) do quadril.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b><font face="Verdana" size="2">MÉTODOS</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Foram avaliados prospectivamente atrav&eacute;s de protocolo espec&iacute;fico para o estudo, 93 pacientes que sofreram fraturas mediais inst&aacute;veis do colo femoral, submetidos &agrave; artroplastia parcial de quadril cimentada tratados pelo grupo do quadril do Hospital Universit&aacute;rio Cajuru, na cidade de Curitiba, entre agosto de 2006 e maio de 2009. Consideramos neste estudo as avalia&ccedil;&otilde;es feitas em 54 pacientes que cumpriram os crit&eacute;rios de inclus&atilde;o em nosso estudo. Houve a perda do seguimento ambulatorial presencial de dezenove pacientes, n&atilde;o encontrados mesmo ap&oacute;s contato telef&ocirc;nico. Vinte pacientes falecidos tamb&eacute;m foram exclu&iacute;dos, totalizando 39 pacientes n&atilde;o avaliados devido a &oacute;bito e perda de seguimento.<br />Foram inclu&iacute;dos na amostra pacientes com fratura desviada do colo femoral e que apresentavam-se com idade biol&oacute;gica avan&ccedil;ada, baixa expectativa de vida, deambuladores comunit&aacute;rios com comorbidades cl&iacute;nicas descompensadas, deambuladores restritos domiciliares e pacientes n&atilde;o deambuladores com acompanhamento m&iacute;nimo de seis meses. Foram exclu&iacute;dos pacientes submetidos &agrave; artroplastia parcial por seq&uuml;elas de fraturas j&aacute; operadas da extremidade proximal do f&ecirc;mur. Dividimos os pacientes de acordo com sua capacidade de deambula&ccedil;&atilde;o em 5 grupos: Deambuladores comunit&aacute;rios com ou sem aux&iacute;lio de muleta, bengala, andador; deambuladores domiciliares com ou sem aux&iacute;lio e n&atilde;o deambuladores<br />Todos os pacientes foram submetidos &agrave; artroplastia parcial do quadril tipo modular c&eacute;falo-femoral cimentada (<a name="topf1"></a><a href="#f1">Figura 1</a>), por via de acesso posterior sob anestesia raquidiana. Receberam analgesia, profilaxia p&oacute;s-operat&oacute;ria com antibi&oacute;tico por 48 horas (cefazolina) e anticoagulante por 14 dias (heparinas de baixo peso molecular). A descarga do peso corp&oacute;reo foi estimulada no 1&ordm; dia p&oacute;s-operat&oacute;rio atrav&eacute;s da equipe de fisioterapia com aux&iacute;lio de um andador, de acordo com demanda e condi&ccedil;&otilde;es cl&iacute;nicas dos pacientes. <br />    <p>&nbsp;</p><a name="f1"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v21n2/21n2a05f1.jpg"/></center></p>    
<p>&nbsp;</p>Foram avaliados no pr&eacute;-operat&oacute;rio: status deambulat&oacute;rio, grau de independ&ecirc;ncia para atividades da vida di&aacute;ria (m&eacute;todo de Katz)[9], n&uacute;mero de comorbidades, o tempo decorrido entre a fratura e o tratamento cir&uacute;rgico e a fun&ccedil;&atilde;o cognitiva (Short Portable Mental Status Questionnaire)[10]. Ap&oacute;s serem submetidos ao tratamento cir&uacute;rgico e receberem alta hospitalar, os pacientes passam a receber acompanhamento ambulatorial neste Servi&ccedil;o de Ortopedia - Ambulat&oacute;rio do Quadril. Na alta, todos eram encaminhados tamb&eacute;m para fisioterapia. Um protocolo era aplicado nas consultas com 3, 6, 12, 24 meses de seguimento p&oacute;s-operat&oacute;rio. Os pacientes eram questionados (entrevistados) nas consultas e faz&iacute;amos as seguintes perguntas: <br />1) Voc&ecirc; realizou fisioterapia ap&oacute;s a alta do hospital? <br />2) Voc&ecirc; voltou a ter o mesmo n&iacute;vel de deambula&ccedil;&atilde;o ap&oacute;s a cirurgia? <br />3) Qual o n&iacute;vel de dor atual que sente: leve, moderada, forte, sem dor?<br />Desta forma, atrav&eacute;s de dados avaliados antes e ap&oacute;s a cirurgia, procuramos avaliar o impacto da fisioterapia na reabilita&ccedil;&atilde;o, o n&iacute;vel de deambula&ccedil;&atilde;o seis meses ap&oacute;s o procedimento, a dor no seguimento curto das hemiartroplastias, a influ&ecirc;ncia da dem&ecirc;ncia no resultado funcional ap&oacute;s artroplastia, a influ&ecirc;ncia do tempo entre o momento da fratura e realiza&ccedil;&atilde;o da cirurgia, a mortalidade p&oacute;s-operat&oacute;ria. Avaliamos tamb&eacute;m a incid&ecirc;ncia de complica&ccedil;&otilde;es principalmente luxa&ccedil;&atilde;o e infe&ccedil;&atilde;o durante o acompanhamento ambulatorial.<br />O consentimento informado para tratamento e para utiliza&ccedil;&atilde;o dos dados nesta pesquisa foi obtido com os pacientes ou seus respons&aacute;veis. Este estudo foi conduzido de acordo com a Declara&ccedil;&atilde;o de Helsinque e foi previamente aprovado pela comiss&atilde;o de &eacute;tica de nossa institui&ccedil;&atilde;o. <br />Os dados coletados, referentes &agrave;s vari&aacute;veis cont&iacute;nuas, foram inicialmente sumarizados atrav&eacute;s do c&aacute;lculo de medidas estat&iacute;sticas descritivas: n&uacute;mero de observa&ccedil;&otilde;es, m&eacute;dia, desvio padr&atilde;o, m&iacute;nimo e m&aacute;ximo. As vari&aacute;veis categ&oacute;ricas foram sumarizadas atrav&eacute;s de tabelas de freq&uuml;&ecirc;ncia. Como a normalidade dos dados n&atilde;o foi comprovada (teste de Lilliefors), realizaram-se alguns testes n&atilde;o param&eacute;tricos: a) de Wilcoxon para compara&ccedil;&otilde;es pr&eacute; e p&oacute;s-operat&oacute;rio; b) coeficiente de Spearman, para avaliar a associa&ccedil;&atilde;o entre os &iacute;ndices; c) teste de Mann-Whitney, para comparar dois grupos de pacientes</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">RESULTADOS</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Foram avaliados 54 pacientes entre 64 e 101 anos (idade m&eacute;dia de 82,5 anos). O tempo m&eacute;dio entre a fratura e a cirurgia foi de 4,89(variando de 1 a 30) dias e o tempo de seguimento m&eacute;dio foi de 21,18 meses (variando de 6 a 37 meses). Pacientes do sexo feminino s&atilde;o mais freq&uuml;entes neste estudo (79,63%). O lado predominante da fratura &eacute; o esquerdo, com 59,26%. A classifica&ccedil;&atilde;o de Garden mais freq&uuml;ente &eacute; a do tipo IV (51,85%). De acordo com o escore de Katz de independ&ecirc;ncia das atividades de vida di&aacute;ria, 51,85% dos pacientes se apresentavam em condi&ccedil;&atilde;o independente e 12,86% eram considerados totalmente dependentes. Em rela&ccedil;&atilde;o ao Mini Mental, o escore mais freq&uuml;ente obtido no teste mini-mental pr&eacute;-operat&oacute;rio foi o 7, com 18,52% dos casos. O &iacute;ndice m&eacute;dio Mini-mental foi de 5,65 (variando de 0 a 10) enquanto que o &iacute;ndice Katz m&eacute;dio foi de 1,59 (variando de 0 a 6). <br />Ap&oacute;s o seguimento m&eacute;dio de 21 meses, 46 (86%) pacientes relataram n&atilde;o sentir dor. Dor leve foi relatada por 7 pacientes e um paciente relatou dor moderada.&nbsp;&nbsp; &nbsp;<br />Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; capacidade de deambula&ccedil;&atilde;o pr&eacute; e p&oacute;s-operat&oacute;ria, encontramos os seguintes resultados descritos na <a href="#t1">tabela 1</a>.<br />    <p>&nbsp;</p><a name="t1"></a>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v21n2/21n2a05t1.jpg"/></center></p>    
<p>&nbsp;</p>No pr&eacute;-operat&oacute;rio, mais de 81% dos pacientes deambulavam sem aux&iacute;lio no domic&iacute;lio ou na comunidade. Ap&oacute;s a cirurgia, este percentual caiu para aproximadamente 57% dos pacientes.<br />Sessenta e tr&ecirc;s (63%) por cento dos pacientes seguiram realizando fisioterapia ap&oacute;s alta hospitalar. Com o suporte da fisioterapia, setenta por cento (70%) dos pacientes caminhou j&aacute; no hospital durante interna&ccedil;&atilde;o.<br />Em rela&ccedil;&atilde;o ao impacto da fisioterapia, avaliamos se ela ajudou os pacientes a terem o mesmo n&iacute;vel de deambula&ccedil;&atilde;o pr&eacute;-operat&oacute;ria. O teste de Wilcoxon para avaliar a diferen&ccedil;a Pr&eacute; X P&oacute;s apresentou resultado significativo (p=0,001889), ou seja, os pacientes que fizeram fisioterapia apresentaram grau de deambula&ccedil;&atilde;o diferente no p&oacute;s-operat&oacute;rio. O grupo de pacientes apresenta um n&iacute;vel de deambula&ccedil;&atilde;o significativamente pior no p&oacute;s-operat&oacute;rio (<a href="#t2">Tabela 2</a>).<br />    <p>&nbsp;</p><a name="t2"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v21n2/21n2a05t2.jpg"/></center></p>    
<p>&nbsp;</p>Pode-se notar que 58,82% dos pacientes continuou no mesmo grau de deambula&ccedil;&atilde;o e apenas 1 paciente melhorou seu grau de deambula&ccedil;&atilde;o. 13 pacientes pioraram (38,24%). Comparando os pacientes que fizeram fisioterapia com aqueles que n&atilde;o fizeram, obteve-se um p-valor=0,89, ou seja, n&atilde;o existe efeito significativo da fisioterapia.<br />Em rela&ccedil;&atilde;o entre a deambula&ccedil;&atilde;o pr&eacute; e p&oacute;s-operat&oacute;ria, avaliamos se houve uma perda da capacidade de deambula&ccedil;&atilde;o ap&oacute;s a cirurgia. Realizando o teste de Wilcoxon para verificar a rela&ccedil;&atilde;o entre a deambula&ccedil;&atilde;o pr&eacute; e p&oacute;s-operat&oacute;ria, obteve-se p=0,000075. Ou seja, novamente existe diferen&ccedil;a significativa entre o pr&eacute; e o p&oacute;s-operat&oacute;rio com rela&ccedil;&atilde;o ao grau de deambula&ccedil;&atilde;o. Aparentemente, existe uma piora significativa no grau de deambula&ccedil;&atilde;o (<a href="#t3">Tabela 3</a>).<br />    <p>&nbsp;</p><a name="t3"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v21n2/21n2a05t3.jpg"/></center></p>    
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>Pode-se notar que 59,26% dos pacientes continuou no mesmo grau de deambula&ccedil;&atilde;o e apenas 1 pacientes melhorou enquanto que 21 pacientes pioraram (38,89%).<br />Avaliamos tamb&eacute;m se h&aacute; alguma rela&ccedil;&atilde;o entre dem&ecirc;ncia, avaliado atrav&eacute;s do Mini-Mental, e perda da capacidade de deambula&ccedil;&atilde;o ap&oacute;s a cirurgia.<br />Relacionando o &iacute;ndice mini-mental e a diferen&ccedil;a de deambula&ccedil;&atilde;o observa-se uma aus&ecirc;ncia de correla&ccedil;&atilde;o (<a name="topf2"></a><a href="#f2">Figura 2</a>). O coeficiente de correla&ccedil;&atilde;o de Pearson &eacute; igual a 0,04075 e o coeficiente de Spearman (mais adequado) &eacute; igual a 0,023 (p=0,9868), o que refor&ccedil;a a aus&ecirc;ncia de correla&ccedil;&atilde;o. N&atilde;o existe uma rela&ccedil;&atilde;o significativa entre dem&ecirc;ncia&nbsp; com a perda da capacidade de deambula&ccedil;&atilde;o. <br />    <p>&nbsp;</p><a name="f2"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v21n2/21n2a05f2.jpg" width="325" height="213" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p>Na rela&ccedil;&atilde;o entre o &iacute;ndice Katz e o n&iacute;vel deambulat&oacute;rio p&oacute;s-operat&oacute;rio, verificamos que aparentemente quanto maior o &iacute;ndice de Katz pior &eacute; o n&iacute;vel de deambula&ccedil;&atilde;o no per&iacute;odo p&oacute;s-operat&oacute;rio. Aplicando o coeficiente de Spearman, obteve-se r = 0,285 (p=0,037), ou seja, existe associa&ccedil;&atilde;o significativa entre o &iacute;ndice de Katz e o n&iacute;vel de deambula&ccedil;&atilde;o no p&oacute;s-operat&oacute;rio. Portanto, aqueles pacientes mais dependentes no per&iacute;odo pr&eacute;-operat&oacute;rio ter&atilde;o piores resultados de deambula&ccedil;&atilde;o ap&oacute;s a cirurgia.<br />Nesta casu&iacute;stica, avaliamos tamb&eacute;m se pacientes submetidos a artroplastia parcial com 1/2/3 dias ap&oacute;s queda tem melhor resultado que aqueles que demoraram mais tempo para serem operados.<br />Aplicando o teste de Mann-Whitney, obteve-se o resultado da <a href="#t4">tabela 4</a>.<br />    <p>&nbsp;</p><a name="t4"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v21n2/21n2a05t4.jpg"/></center></p>    
<p>&nbsp;</p>Existe diferen&ccedil;a significativa entre os dois grupos (p=0,016). Curiosamente, os pacientes que foram operados mais tarde (mais de 3 dias entre a fratura e a cirurgia) tiveram uma recupera&ccedil;&atilde;o significativamente melhor que os pacientes que foram operados mais cedo (1 a 3 dias) (<a name="topf3"></a><a href="#f3">Figura 3</a>).<br /><a name="f3"></a>     <p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<center><img src="/img/revistas/rpot/v21n2/21n2a05f3.jpg" width="324" height="213" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p>Em rela&ccedil;&atilde;o a mortalidade,houve 20 &oacute;bitos entre os 93 pacientes do estudo (21,5%). Desses pacientes, 14 pacientes (70%) vieram a &oacute;bito com 3 meses ou menos de p&oacute;s-operat&oacute;rio, 4 pacientes com 3 meses a 1 ano de p&oacute;s-operat&oacute;rio (20%) e 2 pacientes com mais de 1 anos de p&oacute;s-operat&oacute;rio (10%). Al&eacute;m disso, deve-se lembrar que outros 19 pacientes tiveram perda de seguimento (20,43%) e assim n&atilde;o se pode estimar corretamente a taxa de mortalidade. Mas se considerarmos apenas os pacientes que tiveram mais de 4 meses de seguimento, a taxa de mortalidade vai para 27,03%, sendo desses, 70% antes do 3&ordm; m&ecirc;s de p&oacute;s-operat&oacute;rio, ou seja, 18,91%.<br />Em nossa casu&iacute;stica, tivemos 6 complica&ccedil;&otilde;es relacionadas ao procedimento cir&uacute;rgico: 1 neuropraxia do nervo ci&aacute;tico que apresentou recupera&ccedil;&atilde;o motora completa 4 meses ap&oacute;s o procedimento e 5 luxa&ccedil;&otilde;es dentre os 93 pacientes operados (4,65%). Destas, 2 foram submetidas a redu&ccedil;&atilde;o incruenta e 1 necessitou de redu&ccedil;&atilde;o aberta. Um paciente n&atilde;o deambulador antes do procedimento apresentou-se com luxa&ccedil;&atilde;o indolor diagnosticada com 6 semanas p&oacute;s-operat&oacute;ria e optou-se pelo tratamento conservador devido ao alto risco cir&uacute;rgico pelas suas comorbidades. Outro paciente apresentou luxa&ccedil;&atilde;o do implante seguido de infe&ccedil;&atilde;o e evoluiu com &oacute;bito com 2 meses de p&oacute;s-operat&oacute;rio.&nbsp;</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">DISCUSSÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>A artroplastia parcial do quadril &eacute; um procedimento seguro, simples e r&aacute;pido que permite ao paciente mobiliza&ccedil;&atilde;o precoce[11], sendo o m&eacute;todo de escolha para tratamento de fraturas mediais inst&aacute;veis do colo femoral nos pacientes idosos com pobre estado de sa&uacute;de geral, baixa capacidade mental, pouca demanda funcional e baixa expectativa de vida[12]. <br />Dos 54 pacientes submetidos &agrave; artroplastia parcial do quadril encontramos uma idade m&eacute;dia de 82,5 anos e o sexo feminino foi predominante (79,63%). Norish et al acompanhando 500 pr&oacute;teses parciais com seguimento de 7 anos relatou idade m&eacute;dia de 82 anos e 85% eram mulheres[6].<br />A taxa de mortalidade geral do presente estudo foi de 21,5% em quatro meses de acompanhamento m&iacute;nimo, semelhante &agrave;s taxas de mortalidade encontradas na literatura: Sipila et al[13], 12% em quatro meses, Jalovaara[14] , 19% em um ano,e Norish et al, 23% em 1 ano de seguimento[6]. Shah[7] et al verificou que a mortalidade intra-hospitalar p&oacute;s-operat&oacute;ria ap&oacute;s hemiartroplastia era de 3.1% e os principais fatores associados eram idade maior que 85 anos, sexo feminino, 3 ou mais comorbidades e que a principal causa de &oacute;bito era pneumonia.<br />Alguns autores acreditam que a hemiartroplastia pode ser dolorosa devido &agrave; les&atilde;o na cartilagem acetabular provocada pela cabe&ccedil;a met&aacute;lica da pr&oacute;tese e isto pode evoluir para protus&atilde;o acetabular[8,15,16] . Em nossa casu&iacute;stica, 86% pacientes n&atilde;o relataram dor ap&oacute;s o seguimento m&eacute;dio de 21 meses.<br />Na avalia&ccedil;&atilde;o do estado mental dos pacientes no pr&eacute;-operat&oacute;rio atrav&eacute;s do Short Portable Mental Status Questionnaire encontramos 22,2% dos pacientes com d&eacute;ficit cognitivo importante(SPMSQ&lt;3). Soderqvist et al comprovou que pacientes com SPMSQ &lt; 3 (dem&ecirc;ncia) submetidos a pr&oacute;tese parcial de quadril possuem uma maior mortalidade no 1&deg; ano[5]. Nosso trabalho mostrou que a dem&ecirc;ncia n&atilde;o interfere na capacidade de deambula&ccedil;&atilde;o p&oacute;s-operat&oacute;ria. <br />Sipila et al indicou que a maior parcela de recupera&ccedil;&atilde;o funcional dos pacientes submetidos &agrave; cirurgia do quadril ocorre nos primeiros 4 meses[13]. Ceder et al demonstrou haver pouca ou nenhuma recupera&ccedil;&atilde;o adicional, no que se refere &agrave;s atividades da vida di&aacute;ria e grau de independ&ecirc;ncia, entre quatro meses e 1 ano ap&oacute;s a fratura[17]. Borgquist et al concluiu que a depend&ecirc;ncia para atividades de vida di&aacute;ria e a capacidade deambulat&oacute;ria permanecem constantes ap&oacute;s quatro meses da fratura, at&eacute; 10 anos de acompanhamento[18]. Por essa raz&atilde;o, inclu&iacute;mos somente pacientes com seguimento m&iacute;nimo de 4 meses. Nossa casu&iacute;stica mostrou que pacientes previamente dependentes pelo M&eacute;todo de Katz tiveram pior resultado funcional em rela&ccedil;&atilde;o a capacidade de deambula&ccedil;&atilde;o p&oacute;s-operat&oacute;ria.<br />O momento ideal para operar fraturas do quadril em pacientes idosos &eacute; crucial. V&aacute;rios trabalhos sugerem um melhor resultado cl&iacute;nico, menor tempo de interna&ccedil;&atilde;o, diminui&ccedil;&atilde;o de mortalidade e complica&ccedil;&otilde;es naqueles pacientes operados precocemente[1,19,20,21], especialmente num per&iacute;odo menor de 48 horas, segundo metan&aacute;lise envolvendo 16 estudos prospetivos e observacionais[21]. Isso pode ser dif&iacute;cil em pacientes idosos, com m&uacute;ltiplas comorbidades, especialmente as cardiovasculares. Em nosso trabalho, curiosamente, n&atilde;o encontramos esta rela&ccedil;&atilde;o.<br />Uma das principais preocupa&ccedil;&otilde;es com a artroplastia no paciente idoso &eacute; a estabilidade do implante. A luxa&ccedil;&atilde;o &eacute; complica&ccedil;&atilde;o freq&uuml;ente nestes pacientes que at&eacute; ent&atilde;o tinham mobilidade normal do quadril e apresentam maior insufici&euml;ncia de partes moles[22]. Sua incid&ecirc;ncia varia de 1-15%[23,24].&nbsp; Em nossa s&eacute;rie, tivemos um indice de luxa&ccedil;&atilde;o em torno de 4,65% no total de 93 submetidos a cirurgia. A&nbsp; luxa&ccedil;&atilde;o precoce pode aumentar a mortalidade em 65-75% nos primeiros seis meses p&oacute;s-operat&oacute;rios[22]. Fatores de risco para a luxa&ccedil;&atilde;o incluem ressec&ccedil;&atilde;o insuficiente do colo, insufici&ecirc;ncia de partes moles, impacto por restitui&ccedil;&atilde;o ineficaz de offset horizontal, dimensionamento inadequado da cabe&ccedil;a femoral prot&eacute;tica[<a href="#25">25</a>] Nihn et al conclu&iacute;ram que a presen&ccedil;a de um pequeno &acirc;ngulo centro-borda de Wiberg, semelhante as displasias acetabulares, &eacute; fator de risco para luxa&ccedil;&atilde;o em artroplastias parciais unipolares[26]. Doen&ccedil;as neurol&oacute;gicas progressivas como dem&ecirc;ncia e Mal de Parkinson tamb&eacute;m s&atilde;o consideradas em alguns estudos como fator de risco para instabilidade[27,28,29]. Em rela&ccedil;&atilde;o <br />&agrave; via de acesso, utilizamos como rotina em artroplastias parciais e totais o acesso posterior, mesmo ela sendo considerado uma via de acesso com maior incid&ecirc;ncia de luxa&ccedil;&atilde;o em alguns trabalhos[30,31,32] . Outros autores publicaram trabalhos mostrando n&atilde;o haver diferen&ccedil;a nos &iacute;ndices de luxa&ccedil;&atilde;o pela via de acesso utilizada[33,34]. Em nossa s&eacute;rie, em alguns casos, quando poss&iacute;vel, procuramos preservar piriforme, mas n&atilde;o temos id&eacute;ia de quanto a preserva&ccedil;&atilde;o deste tend&atilde;o pode influenciar na estabilidade do implante.<br />Nenhum paciente nesses tr&ecirc;s anos de seguimento precisou realizar convers&atilde;o para artroplastia total de quadril. A revis&atilde;o da artroplastia parcial e convers&atilde;o para artroplastia total foi avaliada e mostrou ser procedimento com bons resultados cl&iacute;nicos e funcionais e com &iacute;ndice de complica&ccedil;&otilde;es semelhante aos de uma cirurgia de revis&atilde;o(35,36). Segundo o Registro Noruegu&ecirc;s que avaliou 595 revis&otilde;es, o risco de falha na convers&atilde;o de artroplastia parcial para total aumenta quando se preserva a haste femoral(37) . Sah et al avaliou o risco de luxa&ccedil;&otilde;es ap&oacute;s convers&atilde;o de artroplastia parcial para total, comparando a um grupo de revis&otilde;es de pr&oacute;tese total. Encontraram o dobro de luxa&ccedil;&otilde;es de pr&oacute;tese e atribu&iacute;ram essa complica&ccedil;&atilde;o ao menor n&uacute;mero de cabe&ccedil;a femoral prot&eacute;tica e ao balan&ccedil;o inadequado de partes moles(38).<br />Em nosso Servi&ccedil;o utilizamos a hemiartroplastia parcial com pr&oacute;tese unipolar, com haste cimentada polida e cabe    &ccedil;a intercambi&aacute;vel. Consideramos esta op&ccedil;&atilde;o mais simples e de menor custo. Raia et al, em estudo prospetivo randomizado, comparou os dois grupos em pacientes acima de 65 anos e concluiu n&atilde;o haver diferen&ccedil;a no status deambulat&oacute;rio, mortalidade, &iacute;ndice de luxa&ccedil;&otilde;es, tempo de interna&ccedil;&atilde;o hospitalar, sangramento, complica&ccedil;&otilde;es p&oacute;s-operat&oacute;rias e qualidade de vida pelo question&aacute;rio SF-36 em seguimento m&iacute;nimo de 1 ano (37). Calder et al randomizou 141 pacientes com mais de 80 anos e constatou que a mortalidade, complica&ccedil;&otilde;es e Harris Hip escores foram id&ecirc;nticos nos dois grupos. Eros&atilde;o acetabular foi observada em 3 pacientes no grupo unipolar, mas n&atilde;o no grupo bipolar, n&atilde;o foram necess&aacute;rias revis&otilde;es e que a diferen&ccedil;a n&atilde;o foi estatisticamente significativa(40). Bhattacharyya em revis&atilde;o de literatura conclui que os custos iniciais mais elevados da hemiartroplastia bipolar n&atilde;o justificam seu uso(41). <br />Outra controv&eacute;rsia diz respeito &agrave; indica&ccedil;&atilde;o de artroplastia parcial ou total nos pacientes idosos com fratura de colo femoral. Alguns trabalhos consideram que a hemiartroplastia n&atilde;o &eacute; a melhor op&ccedil;&atilde;o de tratamento em fraturas do colo femoral em idosos[42,43,44,45]. Uma metan&aacute;lise publicada em 2009 incluiu 407 pacientes e 3 estudos cl&iacute;nicos relevantes randomizados controlados. No acompanhamento de longo prazo, verificou-se que na Artroplastia Total os pacientes foram capazes de deambular melhor, tinham melhores resultados em escores que avaliavam qualidade de vida e relataram menos dor em compara&ccedil;&atilde;o com os pacientes submetidos &agrave; hemiartroplastia, al&eacute;m de serem menos propensos a sofrer uma nova cirurgia do quadril. Considerando os resultados de longo prazo mais favor&aacute;veis em pacientes com pr&oacute;tese total de quadril, conclu&iacute;ram os autores que esta deve ser indicada em pacientes com boas condi&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de, sem doen&ccedil;as cardiovasculares descompensadas, com maior expectativa de vida e que v&atilde;o se beneficiar dos resultados mais duradouros da artroplastia total(47). Um estudo que avaliou a rela&ccedil;&atilde;o custo X efetividade das op&ccedil;&otilde;es de artroplastia em pacientes idosos saud&aacute;veis com fraturas desviadas de colo de f&ecirc;mur concluiu que a pr&oacute;tese total, apesar do custo inicial mais elevado, tem melhor aplica&ccedil;&atilde;o neste grupo de pacientes, em virtude dos resultados mais duradouros e melhor qualidade de vida(48). Alguns trabalhos mostram uma piora da qualidade de vida e do status deambulat&oacute;rio ap&oacute;s fratura da extremidade proximal do f&ecirc;mur tratada com osteoss&iacute;ntese ou artroplastia(49,50). Nesta s&eacute;rie, observamos uma perda da capacidade deambulat&oacute;ria em mais da metade dos pacientes, ou seja, muitos pacientes que antes deambulavam sem aux&iacute;lio passaram a necessitar de bengalas ou andador para sua locomo&ccedil;&atilde;o. A fisioterapia ajudou certamente na reabilita&ccedil;&atilde;o, mas n&atilde;o se mostrou capaz de trazer aos pacientes n&iacute;veis deambulat&oacute;rios semelhantes &agrave;queles antes da fratura. Obviamente outros fatores como idade avan&ccedil;ada e descompensa&ccedil;&atilde;o de comorbidades cl&iacute;nicas tamb&eacute;m podem influenciar nesses resultados.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">CONCLUSÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Pacientes com fratura do colo do f&ecirc;mur submetidos &agrave; pr&oacute;tese parcial de quadril apresentam em nossa s&eacute;rie uma perda de capacidade deambulat&oacute;ria, uma mortalidade p&oacute;s-operat&oacute;ria em torno de 20%, com baixo &iacute;ndice de complica&ccedil;&otilde;es em seguimento de curto prazo. Acreditamos esta ser uma alternativa vi&aacute;vel de tratamento em pacientes idosos, com pouca capacidade deambulat&oacute;ria e com outras comorbidades cl&iacute;nicas descompensadas.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b><font face="Verdana" size="2">REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</font></b></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">1. Casaletto JA, Gatt R. Post-operative mortality related to waiting time for hip surgery. Injury. 2004; 35: 114-120</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000064&pid=S1646-2122201300020000600001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">2. Robertson BD, Robertson TJ. Postoperative delirium after hip frature. J Bone Joint Surg Am. 2006; 88A (9): 2060-2068</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000065&pid=S1646-2122201300020000600002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">3. Bhandari M, Devereaux PM, Swiontkowski MF, Tornetta P, Obremski W, Kowal KJ. Internal fixation compared with arthroplasty for displaced fratures of the femoral neck. J Bone Joint Surg Am. 2003; 85A (9): 1674-1681</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000066&pid=S1646-2122201300020000600003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">4. Faraj S, French G, McAuslan A. Hemiarthroplasty for frature neck of femur, was it the right option?. J Bone Joint Surg Br. 2005; 87B (1): 30-31</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000067&pid=S1646-2122201300020000600004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">5. Soderqvist A, Miedel R, Ponzer S, Tidermark J. The influence of cognitive function after hip frature. J Bone Joint Surg Am. 2006; 88A (10): 2115-2123</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000068&pid=S1646-2122201300020000600005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">6. Norrish AR, Rao J, Parker MJ. Prosthesis survivorship and clinical outcome of the Austin Moore hemiarthroplasty: an 8-year mean follow-up of a consecutive series of 500 patients. Injury. 2006; 37: 734-739</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000069&pid=S1646-2122201300020000600006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">7. Shah Steven N, Wainess Reid M, Karunakar Madhav A. Hemiarthroplasty for Femoral Neck Frature in the Elderly Surgeon and Hospital Volume - Related Outcomes. 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Quality of life after primary hemiarthroplasty for femoral neck frature.6-year follow-up of 185 patients. Ata Orthop Scand. 1991 Jun; 62 (3): 208-217</font></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">15. Kim YH. The reaction of the acetabular articular cartilage to bipolar hemiarthroplasty. Yonsei Med. J.. 1986; 27: 234-238</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000078&pid=S1646-2122201300020000600015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">16. Kofoed H, Kofod J. Moore prosthesis in the treatment of fresh femoral neck fratures. A critical review with special attention to secondary acetabular degeneration. Injury. 1983; 14: 531-540</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000079&pid=S1646-2122201300020000600016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font face="verdana" size="2">17. Ceder L, Thorngren KG, Wallden B. Prognostic indicators and early home rehabilitation in elderly patients with hip fratures. Clin Orthop Relat Res. 1980 Oct; 152: 173-184</font></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">18. Bjorguist K, Reikeras O. Hemiarthroplasty in worst cases is better than internal fixation in best cases of displaced femoral neck fratures. 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<body><![CDATA[<p><font face="verdana" size="2">20. Moran CG, Wenn RT, Sikand M, Taylor AM. Early mortality after hip frature: is delay before surgery important?. J Bone Joint Surg Am. 2005 Mar; 87 (3): 483-489</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">21. Shiga T, Wajima Z, Ohe Y. Is operative delay associated with increased mortality of hip frature patients? Systematic review, meta-analysis, and meta-regression. Can J Anaesth. 2008 Mar; 55 (3): 146-154</font></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">22. Blewitt N, Mortimore S. Outcome of dislocation after hemiarthroplasty for fractured neck of the femur. 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J Bone Joint Surg Br. 1976; 58 (3): 279</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000087&pid=S1646-2122201300020000600024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">25. Pajarinen J, Savolainen V, Tulikoura I. Factors predisposing to dislocation of the Thompson hemiarthroplasty: dislocations in 338 patients. Ata Orthop Scand. 2003; 74: 45</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000088&pid=S1646-2122201300020000600025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">26. Ninh Christopher C, Sethi Anil, Hatahet Mohammed, Les Clifford, Morandi Massimo, Vaidya Rahul. Hip Dislocation After Modular Unipolar Hemiarthroplasty. The Journal of Arthroplasty. 2009; 24 (5): 768-774</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000089&pid=S1646-2122201300020000600026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">27. Lu-Yao GL, Keller RB, Littenberg B. Outcomes after displaced fratures of the femoral neck. A metaanalysis of one hundred and six published reports. J Bone Joint Surg Am. 1994; 76: 15</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000090&pid=S1646-2122201300020000600027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">28. Garcia Jr A, Neer II CS, Ambrose GB. Displaced intracapsular fratures of the neck of the femur. 1. Mortality and morbidity. J Trauma. 1961; 1: 128</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000091&pid=S1646-2122201300020000600028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">29. Rothermel JE, Garcia A. Treatment of hip fratures in patients with Parkinson's syndrome on levodopa therapy. J Bone Joint Surg Am. 1972; 54: 1251</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000092&pid=S1646-2122201300020000600029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">31. Keene GS, Parker MJ. Hemiarthroplasty of the hip - the anterior or posterior approach? A comparison of surgical approaches. Injury. 1993; 24: 611</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000093&pid=S1646-2122201300020000600030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">32. Unwin AJ, Thomas M. Dislocation after hemiarthroplasty of the hip: a comparison of the dislocation rate after posterior and lateral approaches to the hip. Ann R Coll Surg Engl. 1994; 76: 327</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000094&pid=S1646-2122201300020000600031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">33. Salvati EA, Wilson Jr PD. Long-term results of femoral-head replacement. J Bone Joint Surg Am. 1973; 55: 516</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000095&pid=S1646-2122201300020000600032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">34. Wood MR. Femoral head replacement following frature: an analysis of the surgical approach. Injury. 1980; 11: 317</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000096&pid=S1646-2122201300020000600033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font face="verdana" size="2">35. Pankaj A, Malhotra R, Bhan S. Conversion of failed hemiarthroplasty to total hip arthroplasty: A short to mid-term follow-up study. Indian J Orthop. 2008 Jul; 42 (3): 294-300</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">36. Diwanji SR, Kim SK, Seon JK, Park SJ, Yoon TR. Clinical results of conversion total hip arthroplasty after failed bipolar hemiarthroplasty. J Arthroplasty. 2008 Oct; 23 (7): 1009-1015</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">37. Figved W, Dybvik E, Frihagen F, Furnes O, Madsen JE, Havelin LI, et al. 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Clinical Orthopaedics and related Research. 2003; 414: 259-265</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000101&pid=S1646-2122201300020000600038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">40. Calder SJ, Anderson GH, Jagger C. Unipolar or bipolar prosthesis for displaced intracapsular hip frature in octogenarians: a randomized prospective study. J Bone Joint Surg Br. 1996; 78: 391-394</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000102&pid=S1646-2122201300020000600039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">41. Bhattacharyya T, Koval K. Unipolar Versus Bipolar Hemiarthroplasty for Femoral Neck Fratures: Is There a Difference?. J Orthop Trauma. 2009; 23: 426-427</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000103&pid=S1646-2122201300020000600040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">41. Keating J, Grant A, Masson M. Randomized comparison of reduction and fixation, bipolar hemiarthroplasty, and total hip arthroplasty. Treatment of displaced intracapsular hip fratures in healthy older patients. JBJS. 2006; 88A: 249</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000104&pid=S1646-2122201300020000600041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">43. Baker R, Squires B, Gargan MF. Total hip arthroplasty and hemiarthroplasty in mobile, independent patients with a displaced intracapsular frature of the femoral neck. JBJS. 2006; 88A: 2583</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000105&pid=S1646-2122201300020000600042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">44. Iorio R, Schwartz B, Macaulay W. Surgical treatment of displaced femoral neck fratures in the elderly: A survey of the American Association of Hip and Knee Surgeons. J Arthroplasty. 2006; 21: 1124</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000106&pid=S1646-2122201300020000600043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">45. Blomfeldt R, Tornkvist H, Eriksson K. A randomised controlled trial comparing bipolar hemiarthroplasty with total hip replacement for displaced intracapsular fratures of the femoral neck in elderly patients. JBJS. 2007; 89B: 160</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000107&pid=S1646-2122201300020000600044&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">46. Healy W, Iorio R. Total hip arthroplasty: optimal treatment for displaced femoral neck fratures in elderly patients. Clin Orthop. 2004; 429: 42</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000108&pid=S1646-2122201300020000600045&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">47. Seo-Kiat Goh, Miny Samuel, Su David Hsien Ching, Chan Edwin Shih-Yen, Yeo Seng-Jin. Meta-analysis Comparing Total Hip Arthroplasty With Hemiarthroplasty in the Treatment of Displaced Neck of Femur Frature. The Journal of Arthroplasty. 2009; 24 (3): 400-406</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000109&pid=S1646-2122201300020000600046&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">48. Lover J, Hoffman M, Malchau H, Tosteson A, Koval K. A Cost-effectiveness Analysis of the Arthroplasty Options for Displaced Femoral Neck Fractures in the Active, Healthy, Elderly Population. The Journal of Arthroplasty. 2009; 24 (6): 854-860</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000110&pid=S1646-2122201300020000600047&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font face="verdana" size="2">49. Boonen S, Autier P, Barette M, Vanderschueren D, Lips P, Haentjens P. Functional outcome and quality of life following hip frature in elderly women: a prospective controlled study. Osteoporos Int. 2004 Fev; 15 (2): 87-94</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">50. Randell AG, Nguyen TV, Bhajerao N, Silverman SL, Sambrook SL, Sambrook PN, et al. Deterioration in quality of life following hip frature: a prospective study. Osteoporos Int. 11 (5): 460-466</font></p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Conflito de interesse: </font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Nada a declara</p></font>    <p>&nbsp;</p><a name="c"></a>    <p><b><font face="Verdana" size="2"><a href="#topc">Endereço para correspondência</a></font></b></p>    <p><font face="Verdana" size="2">Fernando Rossi Mielke    <br>Rua Atanásio Belmonte 175, torre 07,    <br>apto 527    <br>Bairro Boa Vista    <br>Porto Alegre    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>Rio Grande do Sul    <br>Brasil    <br>CEP 90520550    <br><a href="mailto:frmielke@hotmail.com">frmielke@hotmail.com</a></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Submissão: </b> 2012-12-12</font></p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Revisão: </b> 2013-05-02</font></p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Aceitação: </b> 2013-06-03</font></p>     ]]></body><back>
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