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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Objective: A hamate fracture is a rare injury corresponding to 2-4% of carpal fractures and has a large percentage of delayed diagnosis. It may reach the body or apophysis (this being the most common). The hamate promotes the stability of the 4 th and 5 th metacarpal and any change in its geometry can result in arthritis or functional impairment. Description: The authors describe a male patient with 3 weeks of development after fracture of the 4th metacarpal base with clinical pain in the ulnar wrist, decreased grip strength and compression of the ulnar nerve. It was found a coronal fracture of the hamate and the patient underwent osteosynthesis with the release of Guyon's canal. The patient was evaluated subjectively and objectively 2 and 4 months after surgery, using criteria such as patient satisfaction, the DASH questionnaire and imaging studies. The patient is satisfied with the result obtained without local pain, grip strength maintained with no clinical cubital compression, having resumed his occupation. Comments: The coronal bone fractures of the hamate are rare and usually occur with fractures of the base of the 4th metacarpal. Whenever there is a fracture of the 4th metacarpal base with shortening of the radius or if the clinic does not match the imaging, should further research be optimized. The fixation of coronal fractures of the hamate is important to obtain carpal stability.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b><font face="Verdana" size="2">CASO CLÍNICO</font></b></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="4">Fratura coronal do osso ganchoso</font></b></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana" size="2"><b>Rui Rocha<sup>I</sup></b>; <b>André Sarmento<sup>I</sup></b>; <b>André Costa<sup>I</sup></b>; <b>Andreia Ferreira<sup>I</sup></b>; <b>Pedro Canela<sup>I</sup></b>; <b>Rolando Freitas<sup>I</sup></b></font></p>    <p><font face="Verdana" size="2">I. Serviço de Ortopedia.Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/ Espinho. Vila Nova de Gaia. Portugal.<br /></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana" size="2"><a name="topc"></a><a href="#c">Endereço para correspondência</a></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">RESUMO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Objetivo: A fratura do osso ganchoso &eacute; uma les&atilde;o rara correspondendo a 2-4% das fraturas do carpo tendo uma grande percentagem de atraso no diagn&oacute;stico. Pode atingir o corpo ou a ap&oacute;fise (sendo esta a mais frequente). O ganchoso promove a estabilidade dos 4&ordm; e 5&ordm; metacarpianos e qualquer altera&ccedil;&atilde;o na sua geometria pode resultar em artrose ou impot&ecirc;ncia funcional.</p>     <p>Descri&ccedil;&atilde;o: Os autores apresentam um doente do sexo masculino com 3 semanas de evolu&ccedil;&atilde;o ap&oacute;s fratura da base do 4&ordm; metacarpiano, com cl&iacute;nica de dor na regi&atilde;o cubital do punho, diminui&ccedil;&atilde;o da for&ccedil;a de preens&atilde;o e compress&atilde;o do nervo cubital. Constatou-se fratura coronal do osso ganchoso e o doente foi submetido a osteoss&iacute;ntese do ganchoso com liberta&ccedil;&atilde;o do canal de Guyon. Avaliou-se o doente subjetiva e objetivamente 2 e 4 meses ap&oacute;s a cirurgia, utilizando como crit&eacute;rios a satisfa&ccedil;&atilde;o do doente, o question&aacute;rio DASH e estudos de imagem. Encontra-se satisfeito com o resultado obtido, sem dor local, com for&ccedil;a de preens&atilde;o mantida, sem cl&iacute;nica de compress&atilde;o cubital, tendo retomado a sua atividade profissional.</p>     <p>Coment&aacute;rios: As fraturas coronais do osso ganchoso s&atilde;o raras e geralmente cursam com fraturas da base do 4&ordm; metacarpiano. S&atilde;o de dif&iacute;cil avalia&ccedil;&atilde;o com reiterados atrasos de diagn&oacute;stico. Sempre que existir uma fratura da base do 4&ordm; metacarpo com encurtamento do raio ou se a cl&iacute;nica n&atilde;o coincidir com a imagiologia, deve-se aprofundar a investiga&ccedil;&atilde;o. A fixa&ccedil;&atilde;o das fraturas coronais do osso ganchoso &eacute; importante para a estabilidade c&aacute;rpica e tem bons resultados na literatura.</p></font>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Palavras chave</b>: Osso ganchoso, articulações carpometacárpicas, osteossíntese, fratura. </font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">ABSTRACT</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Objective: A hamate fracture is a rare injury corresponding to 2-4% of carpal fractures and has a large&nbsp;percentage of delayed diagnosis. It may reach the body or apophysis (this being the most common). The&nbsp;hamate promotes the stability of the 4 th and 5 th metacarpal and any change in its geometry can result in&nbsp;arthritis or functional impairment.</p>     <p>Description: The authors describe a male patient with 3 weeks of development after fracture of the 4th&nbsp;metacarpal base with clinical pain in the ulnar wrist, decreased grip strength and compression of the ulnar&nbsp;nerve. It was found a coronal fracture of the hamate and the patient underwent osteosynthesis with the release&nbsp;of Guyon's canal. The patient was evaluated subjectively and objectively 2 and 4 months after surgery, using&nbsp;criteria such as patient satisfaction, the DASH questionnaire and imaging studies. The patient is satisfied&nbsp;with the result obtained without local pain, grip strength maintained with no clinical cubital compression,&nbsp;having resumed his occupation.</p>     <p>Comments: The coronal bone fractures of the hamate are rare and usually occur with fractures of the base&nbsp;of the 4th metacarpal. Whenever there is a fracture of the 4th metacarpal base with shortening of the radius&nbsp;or if the clinic does not match the imaging, should further research be optimized. The fixation of coronal&nbsp;fractures of the hamate is important to obtain carpal stability.</p></font>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Key words</b>: Hamate bone, carpometacarpal joints, osteosynthesis, fracture. </font></p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">INTRODUÇÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>A fratura do osso ganchoso &eacute; uma les&atilde;o rara, correspondendo a 2-4% das fraturas do carpo, sendo uma patologia pouco descrita na literatura[1]. Pode atingir o corpo ou a ap&oacute;fise (sendo esta mais frequente). O ganchoso &eacute; um osso que ajuda a promover a estabilidade dos 4&ordm; e 5&ordm; metacarpianos e qualquer altera&ccedil;&atilde;o na sua geometria pode resultar em artrose c&aacute;rpica ou impot&ecirc;ncia funcional com perda de mobilidade e de for&ccedil;a de preens&atilde;o[2].</p>
    <p>A les&atilde;o coronal ocorre quando o 4&ordm; e 5&ordm; metacarpianos sofrem uma carga axial ou subluxam posteriormente[1]. A imagem da radiologia c&aacute;rpica convencional pode ser obscura e pouco esclarecedora pois o fragmento &oacute;sseo n&atilde;o &eacute; facilmente vis&iacute;vel. O diagn&oacute;stico diferencial deve sempre incluir as fraturas/luxa&ccedil;&otilde;es do piramidal ou de qualquer outro osso do carpo lim&iacute;trofe. Outros crit&eacute;rios para suspeitar desta les&atilde;o s&atilde;o a fratura da base do 4&ordm; metacarpiano com encurtamento concomitante desse mesmo raio e uma disparidade evidente entre a cl&iacute;nica e os exames de imagem obtidos. As les&otilde;es coronais normalmente apresentam instabilidade e necessitam consequentemente de fixa&ccedil;&atilde;o interna[3]. A radiografia do punho com 30&ordm; de prona&ccedil;&atilde;o &eacute; a melhor incid&ecirc;ncia para caracterizar a fratura, o seu desvio ou mesmo a luxa&ccedil;&atilde;o articular inerente[1, 4 - 6]. Em caso de d&uacute;vida ou para estudo e planeamento pr&eacute;-cir&uacute;rgico a tomografia axial computorizada deve ser realizada.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">CASO CLÍNICO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Doente do sexo masculino, 26 anos de idade, empregado da constru&ccedil;&atilde;o civil. Sem antecedentes m&eacute;dicos ou cir&uacute;rgicos e sem medica&ccedil;&atilde;o habitual antes do traumatismo. Deu entrada no Servi&ccedil;o de Urg&ecirc;ncia com hist&oacute;ria de traumatismo axial do punho com tr&ecirc;s semanas de evolu&ccedil;&atilde;o tendo, na altura, sido imobilizado no mesmo Servi&ccedil;o com tala de gesso antebraquipalmar com o punho em posi&ccedil;&atilde;o neutra e flex&atilde;o metacarpofal&acirc;ngica. Apresentava tr&ecirc;s semanas depois cl&iacute;nica de dor mantida na regi&atilde;o cubital do punho, diminui&ccedil;&atilde;o da for&ccedil;a de preens&atilde;o e compress&atilde;o do nervo cubital.</p>
    <p>Radiologia do punho (face e perfil): fratura da base do 4&ordm; metacarpiano (<a href="/img/revistas/rpot/v21n2/21n2a09f1.jpg">Figura 1</a>). Pela manuten&ccedil;&atilde;o das queixas foi requisitada uma Tomografia Axial Computorizada que descreveu uma fratura coronal do osso ganchoso e da base do 4&ordm; metacarpiano (<a href="/img/revistas/rpot/v21n2/21n2a09f2.jpg">Figura 2</a>).</p>    
<p>&nbsp;</p>    <p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<center><a href="/img/revistas/rpot/v21n2/21n2a09f1.jpg">Figura 1</a></center></p>    
<p>&nbsp;</p>    <p>    <center><a href="/img/revistas/rpot/v21n2/21n2a09f2.jpg">Figura 2</a></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    <p>O doente foi submetido a osteoss&iacute;ntese do ganchoso com dois parafusos e liberta&ccedil;&atilde;o do canal de Guyon.</p>
    <p>Na avalia&ccedil;&atilde;o aos 4 meses ap&oacute;s cirurgia o doente encontrava-se satisfeito com o resultado obtido, sem dor local, um score DASH de 78 pontos, com for&ccedil;a de preens&atilde;o mantida, sem cl&iacute;nica de compress&atilde;o cubital, tendo retomado a sua atividade profissional (<a href="/img/revistas/rpot/v21n2/21n2a09f3.jpg">Figura 3</a>).</p>    
<p>&nbsp;</p>    <p>    <center><a href="/img/revistas/rpot/v21n2/21n2a09f3.jpg">Figura 3</a></center></p>    
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">DISCUSSÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Este caso cl&iacute;nico est&aacute; de acordo com os descritos na literatura, at&eacute; no que diz respeito ao atraso no diagn&oacute;stico. Como s&atilde;o les&otilde;es raras ou raramente diagnosticadas, as refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas n&atilde;o s&atilde;o muitas. Mesmo assim encontra-se uma proposta de classifica&ccedil;&atilde;o por Cain et al[7]: tipo Ia &ndash; luxa&ccedil;&atilde;o ou subluxa&ccedil;&atilde;o carpometac&aacute;rpica sem fratura do ganchoso; tipo Ib &ndash; igual &agrave; primeira com fratura/avuls&atilde;o do osso ganchoso; tipo II &ndash; luxa&ccedil;&atilde;o com fratura cominutiva da vertente dorsal do ganchoso; tipo III &ndash; luxa&ccedil;&atilde;o com fratura coronal do ganchoso (equivalente ao caso descrito).</p>
    <p>Quanto ao tratamento proposto est&atilde;o descritas v&aacute;rias formas: conservador, redu&ccedil;&atilde;o e fixa&ccedil;&atilde;o com fios de Kirschner, redu&ccedil;&atilde;o e osteoss&iacute;ntese com parafusos. O tratamento conservador apresenta v&aacute;rias contraindica&ccedil;&otilde;es com exce&ccedil;&atilde;o do tipo Ia, como sendo a necessidade de imobiliza&ccedil;&atilde;o prolongada, a dificuldade evidente de reavalia&ccedil;&atilde;o com possibilidade de perda de redu&ccedil;&atilde;o e consequentemente maior risco de instabilidade, pseudartrose e desenvolvimento de artrose panc&aacute;rpica. As les&otilde;es tipo II e III devem ser tratadas cirurgicamente, dependendo o m&eacute;todo de tratamento do timing cir&uacute;rgico, sendo poss&iacute;vel a fixa&ccedil;&atilde;o, a osteoss&iacute;ntese ou mesmo a artrodese carpo-metac&aacute;rpica[8].</p>
    <p>As descri&ccedil;&otilde;es de atraso no diagn&oacute;stico v&atilde;o de dias a meses[9]. A suspeita diagn&oacute;stica deve sempre levar em conta o mecanismo lesional, a dor e deformidade na regi&atilde;o cubital do carpo, a instabilidade (dif&iacute;cil de avaliar), a fratura concomitante da base do 4&ordm; metacarpiano e a dissocia&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nico-imagiol&oacute;gica. Uma refer&ecirc;ncia ainda para as fraturas isoladas do ganchoso, t&atilde;o raras que se deve suspeitar da presen&ccedil;a de um osso ganchoso bipartido, sendo aconselh&aacute;vel obter imagens do punho contralateral.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</font></b></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">1. Thomas AP, Birch R.. An unusual hamate fracture. J Hand Surg [Br]. 1983; 15: 281-286</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000051&pid=S1646-2122201300020001000001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">2. Zoltie N.. Fractures of the body of the hamate. Injury. 1991; 22: 459-462</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000052&pid=S1646-2122201300020001000002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">3. Berquist TH. Imaging of orthopedic trauma and surgery. Philadelphia: Saunders; 1986.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000053&pid=S1646-2122201300020001000003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">4. Terrono A, Ferenz C.. Displaced intra-articular coronal fracture of the body of the hamate treated with a Herbert screw. J Hand Surg. 1988; 13-A: 619</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000055&pid=S1646-2122201300020001000004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">5. Ebraheim NA, Skie MC, Savolaine ER, Jackson WT. Coronal fracture of the body of the hamate. J Trauma. 1995; 38 (2): 169-174</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000056&pid=S1646-2122201300020001000005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">6. Bora W, Didizian N. The treatment of injuries to the carpometacarpal joint of the little finger. J Bone Joint Surg. 1974; 56-A: 1459</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000057&pid=S1646-2122201300020001000006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font face="verdana" size="2">7. Cain JE, TR Shepler, Wilson MR. Hamatometacarpal fracture-dislocation: classification and treatment. J Hand Surg [Am]. 1987; 12: 762-767</font></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">8. Garcia Elias, Abanco M, Salvador J, Sanches E. Crush injury of the carpus. J Bone Joint Surg [Br]. 1985; 67-B: 286-289</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000059&pid=S1646-2122201300020001000008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">9. Henderson J, Arafa M. Carpometacarpal dislocation: an easily missed diagnosis. J Bone Joint Surg [Br]. 1987; 69-B: 212-214</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000060&pid=S1646-2122201300020001000009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Conflito de interesse: </font></b></p><font face="verdana" size="2">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Nada a declarar</p></font>    <p>&nbsp;</p><a name="c"></a>    <p><b><font face="Verdana" size="2"><a href="#topc">Endereço para correspondência</a></font></b></p>    <p><font face="Verdana" size="2">Rui  Rocha    <br>Rua Particular das Regadas nº28 ap. 3.1    <br>4400 340 Vila Nova de Gaia    <br>Portugal    <br><a href="mailto:ruimiguelreisrocha@gmail.com">ruimiguelreisrocha@gmail.com</a></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Submissão: </b> 2012-12-12</font></p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Revisão: </b> 2013-03-11</font></p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Aceitação: </b> 2013-04-12</font></p>     ]]></body><back>
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