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<journal-title><![CDATA[Revista Portuguesa de Ortopedia e Traumatologia]]></journal-title>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Avaliação numérica e experimental da transferência de carga na articulação da anca com e sem prótese total]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Universidade de Aveiro Departamento de Engenharia Mecânica TEMA]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This study aims to evaluate the influence of the cartilage on the hip strain distribution. In order to compare the natural and implanted hip behavior, experimental and numerical models (based on synthetic bones) of the joint were developed. In this study models of the natural hip with and without cartilage were developed and an implanted hip model. The hip joint constituents were computationally developed through 3D scanning and subsequently generated a finite element tetrahedral mesh where constrains and boundary conditions were applied to approach the models to a real case. A 2300N load case was applied. The numerical and experimental validations were performed based on the principal strains. This procedure proved that the numerical models replicate the experimental ones with a difference of 7% and 9% for the natural and experimental models respectively. The numerical analysis of the natural hip joint, with and without cartilage, allowed assessing the major importance of the cartilage in the load transfer process. The presence of cartilage decreases the strains in the surface of the femur. Within the implanted model we registered the lowest strain values when assessing the strain distribution around the acetabular cavity. We also assessed based on the micromotion analysis between the interface bone-implant, that the superior region of the acetabular cavity is the region that plays the most influence concerning the implant stability and bone ingrowth mechanism.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Artroplastia total da anca]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b><font face="Verdana" size="2">INVESTIGAÇÃO</font></b></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="4">Avaliação numérica e experimental da transferência de carga na articulação da anca com e sem prótese total</font></b></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana" size="2"><b>Ricardo Duarte<sup>I</sup></b>; <b>António Ramos<sup>I</sup></b>; <b>Carlos Relvas<sup>I</sup></b>; <b>António Completo<sup>I</sup></b>; <b>José Simões<sup>I</sup></b></font></p>    <p><font face="Verdana" size="2">I. TEMA. Departamento de Engenharia Mecânica, Universidade de Aveiro. Aveiro. Portugal. <br /></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana" size="2"><a name="topc"></a><a href="#c">Endereço para correspondência</a></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">RESUMO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Este estudo tem como objetivo avaliar a influ&ecirc;ncia da cartilagem na distribui&ccedil;&atilde;o de deforma&ccedil;&otilde;es na articula&ccedil;&atilde;o da anca. Foram desenvolvidos modelos experimentais e num&eacute;ricos (com base em ossos sint&eacute;ticos) da articula&ccedil;&atilde;o natural e com artroplastia total press-fit. Foi ainda considerada a articula&ccedil;&atilde;o natural com e sem cartilagem.</p>     <p>Os constituintes da articula&ccedil;&atilde;o da anca foram gerados computacionalmente atrav&eacute;s de um processo de digitaliza&ccedil;&atilde;o 3D, e discretiza&ccedil;&atilde;o num&eacute;rica tetra&eacute;drica de elementos finitos, onde foram aplicados constrangimentos e condi&ccedil;&otilde;es fronteira com o intuito de aproximar os modelos ao caso real, aplicando uma for&ccedil;a de rea&ccedil;&atilde;o de 2300N em cada um dos modelos.</p>     <p>A valida&ccedil;&atilde;o com ensaios experimentais foi realizada atrav&eacute;s da medi&ccedil;&atilde;o das deforma&ccedil;&otilde;es principais, permitindo verificar que os modelos num&eacute;ricos replicam os modelos experimentais com uma diferen&ccedil;a de 7% e 9% nos modelos da articula&ccedil;&atilde;o natural e implantada, respetivamente.</p>     <p>A an&aacute;lise num&eacute;rica da articula&ccedil;&atilde;o natural, com e sem cartilagem, permitiu confirmar a import&acirc;ncia da cartilagem na transfer&ecirc;ncia de carga. A cartilagem diminui as deforma&ccedil;&otilde;es na superf&iacute;cie do f&eacute;mur e modifica as zonas cr&iacute;ticas na transfer&ecirc;ncia de carga.<br />Verificou-se, atrav&eacute;s da distribui&ccedil;&atilde;o das deforma&ccedil;&otilde;es em torno da cavidade acetabular, que estas apresentam valores inferiores no modelo implantado relativamente ao modelo natural.</p>     <p>Neste estudo verific&aacute;mos tamb&eacute;m, atrav&eacute;s da an&aacute;lise dos micromovimentos entre o implante e o osso, que a regi&atilde;o superior da cavidade acetabular &eacute; a que mais influencia a estabilidade do implante.</p></font>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Palavras chave</b>: Artroplastia total da anca, ensaios experimentais, estabilidade do implate, modelos de elementos finitos. </font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">ABSTRACT</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>This study aims to evaluate the influence of the cartilage on the hip strain distribution. In order to compare the natural and implanted hip behavior, experimental and numerical models (based on synthetic bones) of the joint were developed.</p>     <p>In this study models of the natural hip with and without cartilage were developed and an implanted hip model.<br />The hip joint constituents were computationally developed through 3D scanning and subsequently generated a finite element tetrahedral mesh where constrains and boundary conditions were applied to approach the models to a real case. A 2300N load case was applied.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>The numerical and experimental validations were performed based on the principal strains. This procedure proved that the numerical models replicate the experimental ones with a difference of 7% and 9% for the natural and experimental models respectively.</p>     <p>The numerical analysis of the natural hip joint, with and without cartilage, allowed assessing the major importance of the cartilage in the load transfer process. The presence of cartilage decreases the strains in the surface of the femur.</p>     <p>Within the implanted model we registered the lowest strain values when assessing the strain distribution around the acetabular cavity.</p>     <p>We also assessed based on the micromotion analysis between the interface bone-implant, that the superior region of the acetabular cavity is the region that plays the most influence concerning the implant stability and bone ingrowth mechanism.</p></font>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Key words</b>: total hip arthroplasty, Experimental tests, implant stability, finite element models. </font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">INTRODUÇÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Desde que Sir. John Charnley em 1958, baseandose em princ&iacute;pios biomec&acirc;nicos, abordou a tem&aacute;tica da articula&ccedil;&atilde;o artificial da anca, que o tema da artroplastia da anca veio a sofrer constantes altera&ccedil;&otilde;es e avan&ccedil;os, sendo nos dias de hoje uma das interven&ccedil;&otilde;es cir&uacute;rgicas mais realizadas e bem-sucedidas em todo o mundo [1].</p>
    <p>As for&ccedil;as que atuam na articula&ccedil;&atilde;o da anca tornam-na numa das articula&ccedil;&otilde;es mais solicitadas do corpo humano, sendo por isso natural que com o passar dos anos apresente alguns sintomas de desgaste na cartilagem, causando dor e desconforto, levando posteriormente a uma interven&ccedil;&atilde;o cir&uacute;rgica[2].</p>
    <p>Ap&oacute;s a realiza&ccedil;&atilde;o da artroplastia total da anca (ATA), o comportamento biomec&acirc;nico da articula&ccedil;&atilde;o sofre altera&ccedil;&otilde;es devido &agrave; substitui&ccedil;&atilde;o da articula&ccedil;&atilde;o natural por uma artificial, uma vez que, mecanicamente, a artificial apresentam caracter&iacute;sticas bastante diferentes do osso humano.</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>De forma a proporcionar um conhecimento biomec&acirc;nico mais efetivo relativamente a esta tem&aacute;tica, t&ecirc;m sido realizados estudos que combinam t&eacute;cnicas num&eacute;ricas com modelos experimentais, permitindo avaliar o comportamento ao n&iacute;vel das tens&otilde;es e deforma&ccedil;&otilde;es presentes nas estruturas &oacute;sseas[3-7]. O compromisso entre ambas as t&eacute;cnicas &eacute; de grande import&acirc;ncia, sendo bastante utilizadas em diversos estudos biomec&acirc;nicos uma vez que permitem a valida&ccedil;&atilde;o experimental dos modelos num&eacute;ricos, permitindo assim aferir a qualidade dos resultados num&eacute;ricos obtidos[4, 8].</p>
    <p>&Eacute; frequente em estudos biomec&acirc;nicos recorrerse &agrave; simplifica&ccedil;&atilde;o do objeto em estudo de forma a facilitar a computa&ccedil;&atilde;o. Imensos estudos utilizam uma simplifica&ccedil;&atilde;o da articula&ccedil;&atilde;o da anca, ou seja, apenas usam o il&iacute;aco ou o f&eacute;mur separadamente[6]. Phillips et al[9] por exemplo, embora inclua as a&ccedil;&otilde;es musculares presentes na articula&ccedil;&atilde;o da anca, apenas utiliza como objeto de estudo o il&iacute;aco. Em Sim&otilde;es et al[10], os autores apenas consideram uma rea&ccedil;&atilde;o na cabe&ccedil;a do f&eacute;mur. Este estudo foi realizado com o intuito de analisar a totalidade da articula&ccedil;&atilde;o (f&eacute;mur, il&iacute;aco e cartilagem) por forma a aferir como o mecanismo da distribui&ccedil;&atilde;o de carga na articula&ccedil;&atilde;o se processa quando o modelo inclui todas as estruturas anat&oacute;micas da articula&ccedil;&atilde;o.</p>
    <p>&Eacute; frequente considerar a cartilagem como sendo um s&oacute; componente. Embora esta simplifica&ccedil;&atilde;o possa causar algumas altera&ccedil;&otilde;es nos resultados obtidos, acreditamos que n&atilde;o sejam relevantes. Diversos estudos como este consideram a cartilagem como um &uacute;nico componente[11]. Contudo, existem outros que consideram a articula&ccedil;&atilde;o da anca sem cartilagem. Desta forma, foram comparados experimental e numericamente as deforma&ccedil;&otilde;es principais com dois modelos da articula&ccedil;&atilde;o da anca, sendo um natural e outro com implante. Foi tamb&eacute;m analisado numericamente a influ&ecirc;ncia que o componente acetabular pode provocar na distribui&ccedil;&atilde;o das deforma&ccedil;&otilde;es no osso envolvente.</p>
    <p>Desta forma, foram comparados experimental e numericamente as deforma&ccedil;&otilde;es principais com dois modelos da articula&ccedil;&atilde;o da anca, sendo um natural e outro com implante. Foi tamb&eacute;m analisado numericamente a influ&ecirc;ncia que o componente acetabular pode provocar na distribui&ccedil;&atilde;o das deforma&ccedil;&otilde;es no osso envolvente.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">MATERIAL E MÉTODOS</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Foram usados dois modelos da articula&ccedil;&atilde;o da anca,&nbsp;um no seu estado natural (intacto) e outro com um&nbsp;implante total da anca.</p></font>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Modelo Natural</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Na constru&ccedil;&atilde;o dos modelos experimentais foram&nbsp;usados ossos comp&oacute;sitos de um f&eacute;mur (ref. 3406) e de&nbsp;um il&iacute;aco (ref. 3405) esquerdos, comercializados pela&nbsp;empresa Sawbones Pacific Research Labs, Vashon Island, WA, U.S.A. Este tipo de material &eacute; bastante usado em ensaios experimentais, n&atilde;o s&oacute; por serem capazes de reproduzir o comportamento mec&acirc;nico do osso, mas tamb&eacute;m porque s&atilde;o invari&aacute;veis ao g&eacute;nero e n&atilde;o se degradam t&atilde;o facilmente como o osso real, garantindo tamb&eacute;m as respetivas semelhan&ccedil;as geom&eacute;tricas[12-14]. Estas estruturas &oacute;sseas foram escolhidas por permitirem a compara&ccedil;&atilde;o entre as duas situa&ccedil;&otilde;es (intacto e implantado).</p>
    <p>Para simular a cartilagem foi desenhado um componente em silicone (<a name="topf1"></a><a href="#f1">Figura 1</a>). Este foi desenvolvido com base na geometria da cabe&ccedil;a do f&eacute;mur e da cavidade acetabular. A espessura desta camada foi obtida atrav&eacute;s de um TAC, sendo posteriormente criado um molde em poliuretano e usada a t&eacute;cnica de RTV (Room Temperature Vacuum) para o vazamento do silicone e obten&ccedil;&atilde;o da cartilagem.<br />    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p><a name="f1"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v21n3/21n3a01f1.jpg" width="319" height="282" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p>Neste processo foi usado um silicone VT750 com o CAT 750 como catalisador misturados na propor&ccedil;&atilde;o de 10:1 usando MCP HEK Tooling GmbH[15-17].</p></font>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Modelo Implantado</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>No modelo com implante foi utilizado um conjunto press-fit Laffit&reg; com haste femoral de 174 mm de comprimento e cabe&ccedil;a de alumina de 28mm (<a name="topf2"></a><a href="#f2">Figura 2</a>). Este conjunto articula sobre um componente acetabular de polietileno de 60mm encaixado numa c&uacute;pula em tit&acirc;nio com fixa&ccedil;&atilde;o atrav&eacute;s de 3 parafusos. Estes modelos foram implantados experimentalmente por um cirurgi&atilde;o experimente em laborat&oacute;rio com instrumental adequado.</p>    <p>&nbsp;</p><a name="f2"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v21n3/21n3a01f2.jpg" width="326" height="201" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p></font>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b><font face="Verdana" size="2">Medições experimentais</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Em ambos os modelos utilizou-se como sistema de medi&ccedil;&atilde;o das deforma&ccedil;&otilde;es atrav&eacute;s de um conjunto de rosetas. Baseando-se na condutividade el&eacute;trica dos materiais, este sistema de medi&ccedil;&atilde;o &eacute; bastante utilizado em ensaios experimentais [4, 7, 18]. Assim sendo, foram utilizadas 6 rosetas, 4 com &Phi;3mm de refer&ecirc;ncia KFG-3-120-D17-11 L3M2S e 2 com &Phi;1mm com a refer&ecirc;ncia KFG-1-120-D17-11 L3M2S comercializadas pela Kywoa Electronic Instruments CoTM aplicadas em cada um dos modelos experimentais.</p>
    <p>Nos modelos usados, foram colocadas 4 rosetas em torno da cavidade acetabular, nos alinhamentos anterior - posterior e superior e duas delas no pesco&ccedil;o do f&eacute;mur. A <a name="topf3"></a><a href="#f3">figura 3</a> mostra a posi&ccedil;&atilde;o de cada sensor colocado no f&eacute;mur e no il&iacute;aco.</p>    <p>&nbsp;</p><a name="f3"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v21n3/21n3a01f3.jpg" width="326" height="292" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p></font>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Condições fronteira</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Os modelos experimentais foram colocados na sua posi&ccedil;&atilde;o natural, respeitando a inclina&ccedil;&atilde;o sagital e frontal do f&eacute;mur, 7&ordm; e 9&ordm; respetivamente. Foi desenvolvido um sistema de fixa&ccedil;&atilde;o aplicado em cada um dos modelos que restringia o conjunto na asa do il&iacute;aco (na superf&iacute;cie gl&uacute;tea) e no ramo do &iacute;squio.</p>
    <p>A fixa&ccedil;&atilde;o permitia a rota&ccedil;&atilde;o do f&eacute;mur na sua zona mais distal, garantindo um sistema equivalente de transfer&ecirc;ncia de carga (<a name="topf4"></a><a href="#f4">Figura 4</a>).</p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p><a name="f4"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v21n3/21n3a01f4.jpg" width="326" height="325" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    <p>Em ambos os modelos foram realizados 5 repeti&ccedil;&otilde;es de ensaios experimentais, tendo sido aplicada uma carga vertical no sentido descendente de 2300 N, que &eacute; uma carga aproximadamente equivalente ao momento de descida de escadas para um paciente com 70kg [19] e &eacute; uma das situa&ccedil;&otilde;es de carga mais cr&iacute;ticas.</p></font>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Modelo de elementos finitos</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>A modela&ccedil;&atilde;o dos componentes da articula&ccedil;&atilde;o da anca natural foi baseada nos modelos sint&eacute;ticos da Sawbones&reg; referidos anteriormente. Na articula&ccedil;&atilde;o com implante foram modelados todos os seus componentes, a haste femoral e o componente acetabular. Para tal, foi utilizado o conjunto da articula&ccedil;&atilde;o artificial da anca press-fit da Laffit&reg;.</p>
    <p>Utilizou-se o software de CAD Catia V5R19 Dassault Systems e ambos os modelos foram colocados nas suas posi&ccedil;&otilde;es naturais, tendo sido respeitado o posicionamento natural do implante como na cirurgia in vitro.</p>
    <p>Os materiais de cada componente da articula&ccedil;&atilde;o da anca foram considerados homog&eacute;neos, isotr&oacute;picos e com comportamento linear el&aacute;sticos, propriedades apresentadas no <a name="topq1"></a><a href="#q1">quadro I</a> e com um total de 345546 graus de liberdade em cada modelo.</p>    <p>&nbsp;</p><a name="q1"></a>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v21n3/21n3a01q1.jpg" width="366" height="183" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    <p>No modelo intacto foi considerada a interface colada entre o osso cortical e o osso esponjoso, nos componentes do il&iacute;aco e do f&eacute;mur. Na interface da cartilagem com cabe&ccedil;a do f&eacute;mur e cavidade do il&iacute;aco foi considerada uma condi&ccedil;&atilde;o de contacto com atrito com a cabe&ccedil;a do f&eacute;mur de 0,001[19].</p>
    <p>No modelo implantado com a pr&oacute;tese pressfit, os constituintes foram considerados colados, contudo, foi considerada uma condi&ccedil;&atilde;o de contacto entre o componente de polietileno e o met&aacute;lico do componente acetabular e entre a haste femoral e a esfera cer&acirc;mica. Foi considerado um coeficiente de atrito de 0,2 entre a esfera cer&acirc;mica e o polietileno [20]. Em ambos os modelos de elementos finitos foram aplicadas mesmas restri&ccedil;&otilde;es e casos de carga aplicados previamente nos modelos experimentais.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">RESULTADOS</font></b></p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Validação do modelo numérico</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Em ambos os modelos foram realizadas 5 repeti&ccedil;&otilde;es com o intuito de validar os modelos (natural e com implante). O <a href="/img/revistas/rpot/v21n3/21n3a01q2.jpg">quadro II</a> apresenta os resultados das deforma&ccedil;&otilde;es principais dos modelos experimentais obtidos atrav&eacute;s das leituras das rosetas de extens&oacute;metros.</p>    
<p>&nbsp;</p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>    <center><a href="/img/revistas/rpot/v21n3/21n3a01q2.jpg" width="487" height="300" border="0">Quadro II</a></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    <p>A regress&atilde;o linear permitiu avaliar a correla&ccedil;&atilde;o entre os resultados obtidos num&eacute;ricos e os experimentais. Em ambos os modelos observou-se um valor de R2 de 0,94 para o modelo natural e 0,93 para o modelo implantado. Verificou-se tamb&eacute;m os valores de 0,92 e 0,99 para os declives das retas de regress&atilde;o linear do modelo natural e implantado respetivamente.</p>
    <p>Estes resultados indicam uma boa correla&ccedil;&atilde;o entre os modelos num&eacute;ricos e experimentais, uma vez que os valores est&atilde;o pr&oacute;ximos de 1. Este facto permite<br />estudar o comportamento biomec&acirc;nico do conjunto de forma mais completa recorrendo ao modelo num&eacute;rico validado.</p>
    <p>No gr&aacute;fico da <a name="topf6"></a><a href="#f6">figura 6</a> verificamos que existem alguns pontos relativamente afastados da linha de regress&atilde;o linear. Esses pontos dizem respeito aos valores medidos na roseta 4 e podem resultar da geometria irregular da superf&iacute;cie onde a roseta foi colocada, provocando alguns desvios na leitura e consequente afastamento da linha de regress&atilde;o linear (<a name="topf7"></a><a href="#f7">Figura 7</a>).</p>    <p>&nbsp;</p><a name="f6"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v21n3/21n3a01f6.jpg" width="487" height="300" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p><a name="f7"></a>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v21n3/21n3a01f7.jpg" width="326" height="182" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p></font>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Modelo intacto</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>No modelo intacto foi analisada a influ&ecirc;ncia da cartilagem na distribui&ccedil;&atilde;o das deforma&ccedil;&otilde;es, quer no il&iacute;aco quer no f&eacute;mur segundo as dire&ccedil;&otilde;es anterior &ndash; posterior e medial &ndash; lateral. Na figura abaixo pode-se observar a diferen&ccedil;a entre as deforma&ccedil;&otilde;es principais m&iacute;nimas na cabe&ccedil;a do f&eacute;mur e na cavidade acetabular no seu alinhamento anterior &ndash; posterior. Como se pode ver, esta diferen&ccedil;a &eacute; mais acentuada no centro da articula&ccedil;&atilde;o, fruto do efeito de absor&ccedil;&atilde;o da carga por parte da cartilagem (<a name="topf8"></a><a href="#f8">Figura 8</a>).</p>    <p>&nbsp;</p><a name="f8"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v21n3/21n3a01f8.jpg" width="489" height="283" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    <p>No f&eacute;mur, verificou-se um aumento das deforma&ccedil;&otilde;es de cerca de 20% quando n&atilde;o consideramos a cartilagem. Este aumento das deforma&ccedil;&otilde;es pode em parte explicar a dor sentida nesta articula&ccedil;&atilde;o por parte dos pacientes quando ocorre contacto osso-osso (<a name="topf9"></a><a href="#f9">Figura 9</a>).</p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p><a name="f9"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v21n3/21n3a01f9.jpg" width="326" height="113" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    <p>Verificou-se, como esperado, um aumento das deforma&ccedil;&otilde;es no f&eacute;mur no modelo com cartilagem (<a name="topf10"></a><a href="#f10">Figura 10</a>). Este comportamento foi observado quer no aspeto medial quer no aspeto anterior. Tal pode resultar do facto de com cartilagem existir uma maior &aacute;rea para a transfer&ecirc;ncia de carga do il&iacute;aco para o f&eacute;mur e desta forma aumentar a solicita&ccedil;&atilde;o mec&acirc;nica deste[21].</p>    <p>&nbsp;</p><a name="f10"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v21n3/21n3a01f10.jpg" width="326" height="192" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p></font>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Intacto V.S. Implantado</font></b></p><font face="verdana" size="2">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A cavidade acetabular foi dividida em 4 sec&ccedil;&otilde;es, a inferior (I), posterior (P), superior (S) e anterior (A) tal como referido anteriormente.</p>
    <p>Comparando as deforma&ccedil;&otilde;es principais ao longo da cavidade acetabular dos dois modelos, verificamos que as deforma&ccedil;&otilde;es principais m&aacute;ximas diminuem cerca de 15% (<a name="topf11"></a><a href="#f11">Figura 11</a>).</p>    <p>&nbsp;</p><a name="f11"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v21n3/21n3a01f11.jpg" width="489" height="270" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    <p>Neste sentido, verificou-se que onde a diminui&ccedil;&atilde;o &eacute; mais acentuada &eacute; entre a posi&ccedil;&atilde;o P e S, registandose diminui&ccedil;&otilde;es na ordem dos 60%. Existe tamb&eacute;m um pico de diferen&ccedil;a perto da posi&ccedil;&atilde;o A, onde se registam diminui&ccedil;&otilde;es das deforma&ccedil;&otilde;es da ordem dos 80% (<a name="topf11"></a><a href="#f11">Figura 11</a>).</p>    <p>&nbsp;</p>
    <p>Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s deforma&ccedil;&otilde;es principais m&iacute;nimas observou-se que a principal diferen&ccedil;a ocorreu na zona anterior A, mas tamb&eacute;m entre a posi&ccedil;&atilde;o P e S.<br />Outra das formas de avaliar a estabilidade de um implante &eacute; atrav&eacute;s da an&aacute;lise dos micromovimentos entre o implante e o osso. Neste caso foi feita a avalia&ccedil;&atilde;o dos micromovimentos nos alinhamentos anterior &ndash; posterior e inferior &ndash; superior (<a name="topf12"></a><a href="#f12">Figuras 12</a> e <a href="#f13">13</a>).</p>    <p>&nbsp;</p><a name="f12"></a>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v21n3/21n3a01f12.jpg" width="490" height="296" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p><a name="f13"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v21n3/21n3a01f13.jpg" width="490" height="296" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    <p>Verificou-se que os micromovimentos no alinhamento inferior &ndash; superior apresentam valores mais elevados na regi&atilde;o inferior. Esta observa&ccedil;&atilde;o pode ser devido ao facto desta regi&atilde;o conter um menor suporte por parte do osso envolvente.</p>
    <p>No alinhamento anterior &ndash; posterior verificaram-se valores mais baixos no centro da cavidade acetabular. Neste caso, quer na regi&atilde;o anterior quer na regi&atilde;o posterior a amplitude de micromovimentos &eacute; bastante semelhante, registando-se assim uma discrep&acirc;ncia para os micromovimentos observados no centro da articula&ccedil;&atilde;o.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">DISCUSSÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Foi poss&iacute;vel verificar em ambos os modelos, intacto e modelo com implante, uma boa correla&ccedil;&atilde;o entre os modelos num&eacute;ricos e os modelos experimentais, sendo que em ambos os casos os valores de R2 e do declive da reta s&atilde;o pr&oacute;ximos de 1. Adicionalmente, e como forma de complementar estes indicadores, foi calculado o RMSE para ambos os modelos. Usando este indicador, expresso em percentagem, foi poss&iacute;vel observar uma correla&ccedil;&atilde;o entre modelos num&eacute;ricos e experimentais com uma diferen&ccedil;a de cerca de 5% para o modelo intacto e de 9% para o modelo com implante. Estes valores mais uma vez, corroboram o previamente afirmado, garantindo assim uma boa correla&ccedil;&atilde;o entre modelos num&eacute;ricos e modelos experimentais, permitindo validar os modelos num&eacute;ricos.</p>
    <p>Este resultado &eacute; bastante satisfat&oacute;rio, uma vez que Rajesh et al[22] tamb&eacute;m obteve uma correla&ccedil;&atilde;o entre modelos num&eacute;ricos e experimentais bastante semelhantes aos valores por n&oacute;s observados.</p>
    <p>A boa correla&ccedil;&atilde;o entre ambos os modelos &eacute; de grande import&acirc;ncia porque desta forma &eacute; poss&iacute;vel utilizar os modelos num&eacute;ricos para estudar o comportamento biomec&acirc;nico das estruturas envolvidas, o que em alguns casos seria imposs&iacute;vel de ser feito atrav&eacute;s de t&eacute;cnicas experimentais.</p>
    <p>Verificou-se neste estudo, tal como publicado por Dastra e Huiskes, que a as maiores deforma&ccedil;&otilde;es na articula&ccedil;&atilde;o natural da anca s&atilde;o na regi&atilde;o superior &ndash; anterior da cavidade acetabular[23]. Este resultado, dada a posi&ccedil;&atilde;o anat&oacute;mica da articula&ccedil;&atilde;o confirma o expect&aacute;vel.</p>
    <p>Deve ser referido o papel importante que a cartilagem desempenha na articula&ccedil;&atilde;o. Embora neste estudo n&atilde;o tenha sido muito aprofundado o comportamento mec&acirc;nico da cartilagem, foi poss&iacute;vel verificar a import&acirc;ncia da mesma na biomec&acirc;nica da articula&ccedil;&atilde;o e na sua contribui&ccedil;&atilde;o para a distribui&ccedil;&atilde;o das cargas. Neste estudo verificouse que uma articula&ccedil;&atilde;o sem cartilagem apresenta um comportamento mec&acirc;nico completamente diferente do obervado com a articula&ccedil;&atilde;o saud&aacute;vel, sendo que os n&iacute;veis de deforma&ccedil;&atilde;o presentes no osso s&atilde;o completamente alterados pela aus&ecirc;ncia desta, e que podem em parte justificar a dor sentida na articula&ccedil;&atilde;o por parte dos pacientes.</p>
    <p>Aquando da necessidade de coloca&ccedil;&atilde;o de implante na articula&ccedil;&atilde;o da anca &eacute; importante garantir que este seja colocado na posi&ccedil;&atilde;o correta para assegurar a sua estabilidade prim&aacute;ria. &Eacute; de f&aacute;cil compreens&atilde;o que uma articula&ccedil;&atilde;o natural (sem implante) n&atilde;o tem o mesmo comportamento mec&acirc;nico que uma articula&ccedil;&atilde;o com implante. Tal est&aacute; de acordo com alguns estudos realizados para avaliar as deforma&ccedil;&otilde;es que ocorrem em torno da cavidade acetabular/implante[24,25].</p>
    <p>Com este estudo foi poss&iacute;vel avaliar as diferen&ccedil;as ao n&iacute;vel as deforma&ccedil;&otilde;es principais entre um modelo natural e um modelo com implante.</p>
    <p>Verificou-se que a distribui&ccedil;&atilde;o das deforma&ccedil;&otilde;es principais apresenta valores mais baixos no modelo implantado do que no modelo natural. &Eacute; principalmente na regi&atilde;o posterior P e superior S que esta diminui&ccedil;&atilde;o &eacute; mais evidente. Isto significa que esta regi&atilde;o pode ser mais afetada com a coloca&ccedil;&atilde;o do implante, induzindo o efeito de stress-shielding devido &agrave; pouca solicita&ccedil;&atilde;o do tecido &oacute;sseo. Contudo, na restante superf&iacute;cie, embora se registem deforma&ccedil;&otilde;es inferiores &agrave;s do modelo intacto, as diferen&ccedil;as n&atilde;o s&atilde;o significativas[26, 27].</p>
    <p>Outro fator importante para garantir a estabilidade do implante &eacute; a amplitude dos micromovimentos presentes entre a superf&iacute;cie do implante e o osso. Os micromovimentos observados no nosso estudo centram-se abaixo dos 100 &mu;m o que segundo Pillar et al [28, 29] promove o crescimento &oacute;sseo e evita o deslocamento do implante, que &eacute; um dos problemas mais observados clinicamente na revis&atilde;o da artroplastia da anca.</p>
    <p>Os valores mais elevados de micromovimentos foram registados na regi&atilde;o anterior e superior. Comparando os resultados com outros estudos previamente realizados, quer por Spears et al [30] quer por Bergman et. al [3], verificamos que os resultados obtidos no nosso estudo s&atilde;o consistentes com os publicados.</p></font>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">CONCLUSÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Com base nos resultados obtidos neste estudo podemos concluir que os modelos num&eacute;ricos replicam os modelos experimentais com uma diferen&ccedil;a de 5% e 9% para o modelo natural e com implante respetivamente.Este resultado d&aacute;-nos confian&ccedil;a necess&aacute;ria para usar os modelos num&eacute;ricos na analise da problem&aacute;tica da artroplastia total da anca e consequentemente o comportamento mec&acirc;nico do osso.</p>
    <p>Atrav&eacute;s da an&aacute;lise deste estudo foi tamb&eacute;m poss&iacute;vel verificar a import&acirc;ncia da cartilagem na distribui&ccedil;&atilde;o das deforma&ccedil;&otilde;es e na absor&ccedil;&atilde;o do impacto das cargas que se exercem na articula&ccedil;&atilde;o da anca.</p>
    <p>Com base na distribui&ccedil;&atilde;o das deforma&ccedil;&otilde;es principais &eacute; poss&iacute;vel afirmar que o risco de remodela&ccedil;&atilde;o &oacute;ssea desfavor&aacute;vel &eacute; mais prov&aacute;vel de ocorrer na regi&atilde;o posterior &ndash; superior do acet&aacute;bulo devido ao efeito de strain-shielding.</p>
    <p>A regi&atilde;o posterior do acet&aacute;bulo &eacute; a mais suscet&iacute;vel de perda &oacute;ssea por ser menos solicitada. Por outro lado, neste estudo verificou-se que a regi&atilde;o onde existiam os valores mais elevados de micromovimentos &eacute; na regi&atilde;o anterior - superior, o que provoca uma maior instabilidade ou o risco de laxa&ccedil;&atilde;o do implante nessa regi&atilde;o.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</font></b></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">1. Etgen O., Richy F., Dardennes C., Reginster J.Y.. Health related quality of life in total hip and knee arthroplasty. A qualitative and systematic review of the literature. Journal of Bone Joint. 2004; 86-A (5): 963-974</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000151&pid=S1646-2122201300030000200001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">2. Gard P., I. F., Healy W. Hip replacement: Choosing an implant. Operative Techniques in Orthopaedics. 2000; 10 (2): 94-101</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000152&pid=S1646-2122201300030000200002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">3. Bergmann G, D. G., Heller M., Graichen F., Rohlmann A., Strauss J.. Hip contact forces and gait patterns from routine activities. Journal of Biomechanics. 2001; 34: 859-871</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000153&pid=S1646-2122201300030000200003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">4. Ramos A., B. A., Mesnard M., Talaia P., Simões J.A.. Numerical and experimental models of the mandible. Experimental Mechanics. 2011; 51: 1053-1059</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000154&pid=S1646-2122201300030000200004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">5. Majumder S., R. A., Pal S.. Variations of stress in pelvic bone during normal walking, considering all ative muscles. Trends Biomater. Artif. Organs.. 2004; 17 (2): 48-53</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000155&pid=S1646-2122201300030000200005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">6. Dastra M., H. R.. Load Transer Across the Pelvic Bone. Journal of Biomechanics. 1995; 28 (6): 715-724</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000156&pid=S1646-2122201300030000200006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font face="verdana" size="2">7. Little E.G., F. J.B.. Perspetives of strain measurement techniques. In K. E. T., A. W. M. A., editors. Strain measurement in Biomechanics. London: Chapman and Hall; 1992. </font></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">8. Completo A., D. R., Fonseca F., Simões J.A., Ramos A., Relvas C.. Biomechanical evaluation of different reconstructive techniques of proximal tibia in revision total knee arthroplasty: An in-vitro and finite element analysis. Clinical Biomechanics. 2013;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000158&pid=S1646-2122201300030000200008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">9. Phillips A. T. M., P. P., Howie C. R., Usmani A. S., Simpson A.H.R.W.. Finite element modelling of the pelvis: Inclusion of muscular and ligamentous boundary conditions. Medical Engineering & Physics. 2007; 29: 739-748</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000160&pid=S1646-2122201300030000200009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">10. Simões J.A., V. M. A., Blatcher S., Taylor M. Influence of head constraint and muscle forces on the strain distribution within the intact femur. Medical Engineering & Physics. 2000; 22: 453-459</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000161&pid=S1646-2122201300030000200010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">11. Anderson Andrew E., E. B. J., Maas Steve A., Weiss Jeffrey A.. Effects of idealized joint geometry on finite element predictions of cartilage contact stresses in the hip. Journal of Biomechanics. 2010; 43 (7): 1351-1357</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000162&pid=S1646-2122201300030000200011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">12. Goswami T.. Mechanical evaluation of fourth generation composite femur hybrid locking plate constructs. Journal of Materials Science - Materials in Medicine. 2011; 22 (9): 2139-2146</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000163&pid=S1646-2122201300030000200012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">13. Cristofolini L., V. M., Cappello A., Toni A.. Mechanical validation of whole bone composite femur models. 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Ramos A. M., A.S. J.. CAD-CAM-RTV - lost-wax casting technology for medical implants. Rapid Prototyping Journal. 2009; 15 (3): 211-215</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000167&pid=S1646-2122201300030000200016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font face="verdana" size="2">17. Zhou J. Z., X. L., Huang S., Zhu J. H., Xu Z. M., Huang J., et al. Rapid fabrication of micro-gear via vacuum casting technique of silicone rubber mould. Manufacturing Science and Engineering. 2010; 97 (101): 4016-4019</font></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">18. Cristofolini L., V. M.. Comparison of uniaxial and triaxial strain gauges for strain measurement in femur. Experimental Mechanics. 1997; 37: 350-354</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000169&pid=S1646-2122201300030000200018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">19. Unsworth A, D. D., Wright V.. The frictional behaviour of human synovial joints. Part I Natural Joints. Trans Asme. 1975; 97: 369-376</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000170&pid=S1646-2122201300030000200019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">20. Hall R. M., U. A.. Friction in hip prostheses. 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Experimental Validation of a Finite Element Model of the Composite Pelvis Using Digital Image Correlation. American Society of Biomechanics. 2011;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000173&pid=S1646-2122201300030000200022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">23. Dastra M., H. R., van Erning L.. Development an validation of a three-dimensional finite element model of the pelvic bone. 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Effect of cementless acetabular cups geometry on strain distribution and press-fit stability. Journal of Arthroplasty. 1997; 12: 207</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000177&pid=S1646-2122201300030000200025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">26. Small Scott R., B. M. E., Howard Leah A., Tunc Didem, Buckley Chistine A., Ritter Merrill A.. Acetabular cup stiffness and implant orientation change acetabular loading patterns. The Journal of Arthroplasty. 2012;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000178&pid=S1646-2122201300030000200026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>    <p><font face="verdana" size="2">27. Zhang Qing-Hang, W. J.-Y., Lupton Colin, Heaton- Adegbile Phillip, Guo Zi-Xue, Liu Qin, et al. A subject-specific pelvic bone model and its application to cemented acetabular replacements. Journal of Biomechanics. 2010; 43: 2722-2727</font></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">28. Pillar R. M., L. J. M., Maniatopoulos C.. Observations on the effects of movements on bone ingrowth into porous surface implants. Clin. 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Interfacial conditions between a press-fit acetabular cup and bone during daily activities: implications for achieving bon in-growth. Journal of Biomechanics. 2000; 33: 1471-1477</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000183&pid=S1646-2122201300030000200030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Conflito de interesse: </font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Nada a declarar.</p></font>    <p>&nbsp;</p><a name="c"></a>    <p><b><font face="Verdana" size="2"><a href="#topc">Endereço para correspondência</a></font></b></p>    <p><font face="Verdana" size="2">António Ramos    <br>Departamento de Engenharia Mecânica    <br>Universidade de Aveiro    <br>3810-193 Aveiro    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>Portugal    <br><a href="mailto:a.ramos@ua.pt">a.ramos@ua.pt</a></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Submissão: </b> 2013-02-21</font></p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Revisão: </b> 2013-08-19</font></p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Aceitação: </b> 2013-08-19</font></p>     ]]></body><back>
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