<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>1646-2122</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Revista Portuguesa de Ortopedia e Traumatologia]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Rev. Port. Ortop. Traum.]]></abbrev-journal-title>
<issn>1646-2122</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Sociedade Portuguesa de Ortopedia e Traumatologia]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S1646-21222013000300004</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Escoliose degenerativa]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Aleixo]]></surname>
<given-names><![CDATA[Catarina]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Neves]]></surname>
<given-names><![CDATA[Nuno]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A02"/>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A01">
<institution><![CDATA[,Centro Hospitalar São João Serviço de Ortopedia Grupo da Coluna]]></institution>
<addr-line><![CDATA[Porto ]]></addr-line>
<country>Portugal</country>
</aff>
<aff id="A02">
<institution><![CDATA[,Universidade do Porto Faculdade de Medicina ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[Porto ]]></addr-line>
<country>Portugal</country>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>09</month>
<year>2013</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>09</month>
<year>2013</year>
</pub-date>
<volume>21</volume>
<numero>3</numero>
<fpage>271</fpage>
<lpage>284</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1646-21222013000300004&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S1646-21222013000300004&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S1646-21222013000300004&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[Objetivo: revisão da literatura atualizada sobre escoliose degenerativa, incluindo os mais recentes avanços no que diz respeito à epidemiologia, fisiopatologia, clínica e intervenção terapêutica. Fontes dos dados: pesquisa na base de dados Pubmed, usando como termos-chave “degenerative scoliosis” e “adult scoliosis”, limitada aos últimos 10 anos. Foram selecionados artigos originais e de revisão que se debruçassem sobre o estudo da escoliose degenerativa, de acordo com a relevância para o trabalho. Outros artigos foram pesquisados a partir de referências dos anteriores. Síntese dos dados: a escoliose degenerativa afeta até dois terços da população adulta, limitando de forma marcada a qualidade de vida dos pacientes atingidos. Face ao aumento da esperança de vida, é expectável um diagnóstico cada vez mais frequente. Nos últimos anos, verificaram-se avanços significativos na compreensão da patologia, com o aparecimento de novos dados clínicos e imagiológicos, que têm sido incorporados no seu estudo, com implicações ao nível da classificação e tratamento. Existe ainda muita controvérsia acerca das indicações e opções do tratamento cirúrgico, mas parece claro que as técnicas cirúrgicas e anestésicas atuais permitem melhoria sintomática e funcional significativa, com baixo índice de complicações, em pacientes apropriadamente selecionados, particularmente nos idosos. Conclusões: devido ao envelhecimento global da população está-se a verificar um aumento da prevalência da patologia. Um estudo exaustivo dos pacientes e uma seleção criteriosa permite uma otimização dos resultados do tratamento e uma diminuição acentuada das complicações.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Aim: review of updated literature on degenerative scoliosis, including the latest developments regarding epidemiology, pathophysiology, clinical and therapeutic interventions. Sources of data: search in the Pubmed database using keywords "degenerative scoliosis" and "adult scoliosis", limited to the past 10 years. Original papers and reviews focusing degenerative scoliosis were selected, according to the relevance to our work. Furthermore, other articles were added, obtained through references of previous selected articles. Summary of data: degenerative scoliosis develops in up to two thirds of the adult population, limiting markedly the quality of life of affected patients. Due to increasing life expectancy, an increasingly common diagnosis is expected. In recent years there have been significant advances in understanding the disease, with the emergence of new data, clinical and imaging, with implications in the classification and treatment. A profound debate still exists about the indications and surgical treatment options, but it seems clear that the current surgical and anesthetic techniques allow significant functional and symptomatic improvement, with low complication rates in appropriately selected patients, particularly the elderly. Conclusions: due to global aging of population an increasing prevalence of the degenerative scoliosis is ascertained. An exhaustive study and a careful selection of patients allow an optimization of treatment outcomes and a marked decrease in complications.]]></p></abstract>
<kwd-group>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Escoliose degenerativa]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[escoliose do adulto]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[escoliose "de novo"]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[deformidades espinhais do adulto]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[cirurgia da coluna]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[balanço sagital]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Degenerative scoliosis]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[adult scoliosis]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA["De novo" scoliosis]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[adult spinal deformities]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[spinal surgery]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[saggital balance]]></kwd>
</kwd-group>
</article-meta>
</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b><font face="Verdana" size="2">ARTIGO DE REVISÃO</font></b></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="4">Escoliose degenerativa</font></b></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana" size="2"><b>Catarina Aleixo<sup>I</sup></b>; <b>Nuno Neves<sup>II</sup></b></font></p>    <p><font face="Verdana" size="2">I. Grupo da Coluna. Serviço de Ortopedia. Centro Hospitalar São João. Porto. Portugal.<br />II. Faculdade de Medicina da Universidade do Porto. Porto. Portugal.<br /></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana" size="2"><a name="topc"></a><a href="#c">Endereço para correspondência</a></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">RESUMO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Objetivo: revis&atilde;o da literatura atualizada sobre escoliose degenerativa, incluindo os mais recentes avan&ccedil;os no que diz respeito &agrave; epidemiologia, fisiopatologia, cl&iacute;nica e interven&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica.<br />Fontes dos dados: pesquisa na base de dados Pubmed, usando como termos-chave &ldquo;degenerative scoliosis&rdquo; e &ldquo;adult scoliosis&rdquo;, limitada aos &uacute;ltimos 10 anos. Foram selecionados artigos originais e de revis&atilde;o que se debru&ccedil;assem sobre o estudo da escoliose degenerativa, de acordo com a relev&acirc;ncia para o trabalho. Outros artigos foram pesquisados a partir de refer&ecirc;ncias dos anteriores.<br />S&iacute;ntese dos dados: a escoliose degenerativa afeta at&eacute; dois ter&ccedil;os da popula&ccedil;&atilde;o adulta, limitando de forma marcada a qualidade de vida dos pacientes atingidos. Face ao aumento da esperan&ccedil;a de vida, &eacute; expect&aacute;vel um diagn&oacute;stico cada vez mais frequente.<br />Nos &uacute;ltimos anos, verificaram-se avan&ccedil;os significativos na compreens&atilde;o da patologia, com o aparecimento de novos dados cl&iacute;nicos e imagiol&oacute;gicos, que t&ecirc;m sido incorporados no seu estudo, com implica&ccedil;&otilde;es ao n&iacute;vel da classifica&ccedil;&atilde;o e tratamento.<br />Existe ainda muita controv&eacute;rsia acerca das indica&ccedil;&otilde;es e op&ccedil;&otilde;es do tratamento cir&uacute;rgico, mas parece claro que as t&eacute;cnicas cir&uacute;rgicas e anest&eacute;sicas atuais permitem melhoria sintom&aacute;tica e funcional significativa, com baixo &iacute;ndice de complica&ccedil;&otilde;es, em pacientes apropriadamente selecionados, particularmente nos idosos.<br />Conclus&otilde;es: devido ao envelhecimento global da popula&ccedil;&atilde;o est&aacute;-se a verificar um aumento da preval&ecirc;ncia da patologia. Um estudo exaustivo dos pacientes e uma sele&ccedil;&atilde;o criteriosa permite uma otimiza&ccedil;&atilde;o dos resultados do tratamento e uma diminui&ccedil;&atilde;o acentuada das complica&ccedil;&otilde;es.</p></font>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Palavras chave</b>: Escoliose degenerativa, escoliose do adulto, escoliose "de novo", deformidades espinhais do adulto, cirurgia da coluna, balanço sagital. </font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">ABSTRACT</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Aim: review of updated literature on degenerative scoliosis, including the latest developments regarding epidemiology, pathophysiology, clinical and therapeutic interventions.</p>     <p>Sources of data: search in the Pubmed database using keywords "degenerative scoliosis" and "adult scoliosis", limited to the past 10 years. Original papers and reviews focusing degenerative scoliosis were selected, according to the relevance to our work. Furthermore, other articles were added, obtained through references of previous selected articles.</p>     <p>Summary of data: degenerative scoliosis develops in up to two thirds of the adult population, limiting markedly the quality of life of affected patients. Due to increasing life expectancy, an increasingly common diagnosis is expected.</p>     <p>In recent years there have been significant advances in understanding the disease, with the emergence of new data, clinical and imaging, with implications in the classification and treatment.</p>     <p>A profound debate still exists about the indications and surgical treatment options, but it seems clear that the current surgical and anesthetic techniques allow significant functional and symptomatic improvement, with low complication rates in appropriately selected patients, particularly the elderly.</p>     <p>Conclusions: due to global aging of population an increasing prevalence of the degenerative scoliosis is ascertained. An exhaustive study and a careful selection of patients allow an optimization of treatment outcomes and a marked decrease in complications.</p></font>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="verdana" size="2"><b>Key words</b>: Degenerative scoliosis, adult scoliosis, "De novo" scoliosis, adult spinal deformities, spinal surgery, saggital balance. </font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">INTRODUÇÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>A escoliose &eacute; uma deformidade rotacional tridimensional complexa envolvendo a coluna nos planos coronal, sagital e axial.</p>
    <p>A escoliose degenerativa tem uma preval&ecirc;ncia estimada at&eacute; 64%, e &eacute; causa de dor, incapacidade, d&eacute;fices neurol&oacute;gicos e altera&ccedil;&otilde;es cosm&eacute;ticas significativas, particularmente na popula&ccedil;&atilde;o mais idosa[1-5].</p>
    <p>Recentemente, tem-se vindo a constatar um interesse crescente pela patologia, com o aparecimento de classifica&ccedil;&otilde;es alternativas, e incorpora&ccedil;&atilde;o de novos dados cl&iacute;nicos e imagiol&oacute;gicos na avalia&ccedil;&atilde;o inicial, com implica&ccedil;&otilde;es no diagn&oacute;stico, tratamento e seguimento destes pacientes. Paralelamente, o avan&ccedil;o das t&eacute;cnicas cir&uacute;rgicas e anest&eacute;sicas tem levado a um aumento nas indica&ccedil;&otilde;es e complexidade das cirurgias. Com o envelhecimento da popula&ccedil;&atilde;o, a aten&ccedil;&atilde;o &agrave; qualidade de vida e aos custos associados com os tratamentos, a escoliose degenerativa torna-se uma preocupa&ccedil;&atilde;o central de sa&uacute;de p&uacute;blica.</p>
    <p>O objetivo deste trabalho &eacute; apresentar uma revis&atilde;o da literatura atualizada sobre escoliose degenerativa, incluindo os mais recentes avan&ccedil;os no que diz respeito &agrave; epidemiologia, fisiopatologia, cl&iacute;nica e interven&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">FONTE DE DADOS</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Foi conduzida uma pesquisa na base de dados Pubmed, usando como termos-chave &ldquo;degenerative scoliosis&rdquo; e &ldquo;adult scoliosis&rdquo;, limitada aos &uacute;ltimos 10 anos. Foram selecionados artigos originais e de revis&atilde;o que se debru&ccedil;assem sobre o estudo da escoliose degenerativa, de acordo com a relev&acirc;ncia para o trabalho. Outros artigos foram pesquisados a partir de refer&ecirc;ncias dos anteriores.</p></font>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">DEFINIÇÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>A escoliose do adulto, seja a Escoliose Idiop&aacute;tica do Adulto (EIA) ou a Escoliose Degenerativa do Adulto (EDA), &eacute; uma deformidade que ocorre numa coluna vertebral ap&oacute;s total matura&ccedil;&atilde;o e que apresenta uma curvatura maior que 10&ordm; no plano coronal quando medida pelo m&eacute;todo de Cobb[6-8].</p>
    <p>A EIA surge como uma progress&atilde;o de uma escoliose com origem na inf&acirc;ncia ou adolesc&ecirc;ncia, enquanto a EDA surge na vida adulta devido &agrave; degenera&ccedil;&atilde;o de segmentos da coluna sendo por isso tamb&eacute;m designada por escoliose &ldquo;de novo&rdquo;[9]. A &uacute;nica prova de que uma escoliose acontece &ldquo;de novo&rdquo; &eacute; a exist&ecirc;ncia de exames radiol&oacute;gicos e relat&oacute;rios m&eacute;dicos durante a inf&acirc;ncia e adolesc&ecirc;ncia que mostrem curvaturas normais. Sendo assim, &eacute; f&aacute;cil compreender que a distin&ccedil;&atilde;o entre os dois tipos de escoliose do adulto se torna muitas vezes imposs&iacute;vel[10].</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">PREVALÊNCIA</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Apesar de ser dif&iacute;cil estimar a preval&ecirc;ncia da patologia, foram feitas estimativas de acordo com o grau da curvatura. A preval&ecirc;ncia da EDA varia inversamente com a gravidade da curvatura, pelo que para curvaturas de 10&ordm;, 10-20&ordm; e &gt;20&ordm; as preval&ecirc;ncias s&atilde;o de 64, 44 e 24% respetivamente. Acontece com a mesma frequ&ecirc;ncia em homens e mulheres (1:1) e o diagn&oacute;stico &eacute; geralmente feito ap&oacute;s os 40 anos, com a m&eacute;dia de idade a rondar os 70,5 anos. Devido aos cont&iacute;nuos progressos na medicina e melhoria da qualidade de vida das popula&ccedil;&otilde;es, tem-se verificado um aumento da esperan&ccedil;a m&eacute;dia de vida, com envelhecimento populacional e consequente aumento na preval&ecirc;ncia desta patologia[10, 11].</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">ETIOLOGIA</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>A escoliose degenerativa ocorre sobretudo a n&iacute;vel lombar. O &aacute;pice da curvatura lombar ocorre em L2/ L3 e a sua amplitude raramente excede os 60&ordm;. As altera&ccedil;&otilde;es degenerativas que ocorrem na EDA afetam as facetas articulares e discos intervertebrais lombares levando a uma perda ou atenua&ccedil;&atilde;o da lordose lombar associada muitas vezes a altera&ccedil;&otilde;es compensat&oacute;rias p&eacute;lvicas e ao n&iacute;vel da coluna tor&aacute;cica[10].</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Alguns fatores etiol&oacute;gicos foram identificados como estando envolvidos no desenvolvimento e progress&atilde;o da escoliose degenerativa, sendo os mais comuns a doen&ccedil;a degenerativa discal, a osteoporose, a osteoartrose, fraturas de compress&atilde;o, estenose do canal vertebral, anomalias endocondrais e tropismos nas facetas articulares[10].</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">CLASSIFICAÇÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>O objetivo de um sistema de classifica&ccedil;&atilde;o para a escoliose no adulto &eacute; o de permitir a categoriza&ccedil;&atilde;o sistem&aacute;tica da deformidade, oferecer um progn&oacute;stico sobre a hist&oacute;ria natural da deformidade, e fornecer um guia para o tratamento &oacute;timo e adequado da mesma[12].</p>
    <p>A maioria das classifica&ccedil;&otilde;es s&atilde;o para escoliose no adolescente e at&eacute; recentemente n&atilde;o existia nenhum sistema de classifica&ccedil;&atilde;o globalmente aceite para a EDA[13]. As classifica&ccedil;&otilde;es de King e Lenke s&atilde;o utilizadas para classifica&ccedil;&atilde;o da escoliose no adolescente. Contudo, estas n&atilde;o podem ser usadas no seguimento e tratamento dos pacientes com EDA dado que no adulto &eacute; necess&aacute;rio ter em conta outros padr&otilde;es da deformidade como o alinhamento global, a compensa&ccedil;&atilde;o p&eacute;lvica e problemas locais (estenoses, subluxa&ccedil;&otilde;es, degenera&ccedil;&atilde;o), que n&atilde;o s&atilde;o considerados no adolescente e portanto, falham neste sistema de classifica&ccedil;&atilde;o[1, 12, 14].</p>
    <p>A forma mais f&aacute;cil de classificar uma deformidade no adulto &eacute; atrav&eacute;s da sua localiza&ccedil;&atilde;o: cervicotor&aacute;cica, tor&aacute;cica, toracolombar, lombar, etc. Esta &eacute; contudo uma forma demasiado simplista, sendo bastante limitada na classifica&ccedil;&atilde;o da curvatura e na escolha da estrat&eacute;gia terap&ecirc;utica[12].</p>
    <p>Aebi et al., em 2005, classificaram a escoliose do adulto em tr&ecirc;s tipos principais[4]:</p>
    <p>Tipo I: Escoliose degenerativa prim&aacute;ria ou &ldquo;de novo&rdquo; &ndash; localizada sobretudo na regi&atilde;o toracolombar ou lombar. Esta desenvolve-se ap&oacute;s total matura&ccedil;&atilde;o do esqueleto, durante a vida adulta. Caracterizase por uma degenera&ccedil;&atilde;o assim&eacute;trica dos discos intervertebrais e facetas articulares. O aparecimento da escoliose &ldquo;de novo&rdquo; pode ser confirmado por observa&ccedil;&atilde;o de radiografias anteriores do doente. A estenose vertebral &eacute; observada mais frequentemente nesta do que na escoliose secund&aacute;ria. O &aacute;pice da curvatura encontra-se frequentemente entre L2/L3 ou L3/L4[4, 15].</p>
    <p>Tipo II: Escoliose idiop&aacute;tica progressiva. Ocorre sobretudo ao n&iacute;vel da coluna tor&aacute;cica, toracolombar e/ou lombar. Deformidade que se desenvolve antes da total matura&ccedil;&atilde;o do esqueleto mas s&oacute; se torna sintom&aacute;tica durante a vida adulta por raz&otilde;es mec&acirc;nicas, &oacute;sseas e/ou degenerativas[4, 15]</p>
    <p>Tipo III: Escoliose degenerativa secund&aacute;ria.</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>a) Escoliose que ocorre no contexto de uma obliquidade p&eacute;lvica devido a discrep&acirc;ncia no comprimento dos membros inferiores, patologia da anca ou uma anomalia na transi&ccedil;&atilde;o lombossagrada; localiza-se principalmente na coluna lombar, ou lombossagrada.</p>
    <p>b) Escoliose secund&aacute;ria a doen&ccedil;a metab&oacute;lica &oacute;ssea, sobretudo osteoporose, combinada com doen&ccedil;a artr&iacute;tica assim&eacute;trica e/ou fraturas vertebrais[4, 15].</p>
    <p>Mais recentemente foi desenvolvido o sistema de classifica&ccedil;&atilde;o da Scoliosis Research Society (SRS - Schwab) que fornece uma estrutura para a abordagem do paciente com deformidade degenerativa, baseada na evid&ecirc;ncia [16, 17]. O objetivo foi obter um sistema universalmente aceite, fi&aacute;vel e baseado em dados radiogr&aacute;ficos para as deformidades vertebrais no adulto, seja na EDA, na deformidade sagital isolada, ou em associa&ccedil;&atilde;o[12].</p>
    <p>Este sistema de classifica&ccedil;&atilde;o usa radiografias vertebrais totais no plano sagital e coronal de modo a aferir o equil&iacute;brio sagital e coronal, padr&atilde;o regional da deformidade e altera&ccedil;&otilde;es degenerativas focais da mesma. Neste sistema de classifica&ccedil;&atilde;o s&atilde;o identificados 6 tipos de curvaturas &ldquo;major&rdquo; no plano coronal: 1- tor&aacute;cica &uacute;nica; 2- tor&aacute;cica dupla; 3- dupla major; 4- tripla major; 5- toracolombar; 6- lombar (idiop&aacute;tica ou &ldquo;de novo&rdquo;). Os crit&eacute;rios para se considerar uma curvatura tor&aacute;cica prim&aacute;ria incluem magnitude maior ou igual a 40&ordm; e fio de prumo a partir de C7 que cai lateralmente ao corpo vertebral no &aacute;pice da curvatura. Os crit&eacute;rios para curvaturas toracolombares e lombares incluem magnitude da curva maior ou igual a 30&ordm; e linha vertical sagrada central que cai lateralmente ao corpo da v&eacute;rtebra apical da curvatura.</p>
    <p>Para al&eacute;m dos 6 padr&otilde;es principais de curvaturas coronais, este sistema de classifica&ccedil;&atilde;o inclui a deformidade simples no plano sagital sem deformidade tor&aacute;cica ou lombar no plano coronal associada. Os crit&eacute;rios para deformidade sagital &ldquo;major&rdquo; incluem cifose aumentada em uma ou mais das medi&ccedil;&otilde;es sagitais regionais, tais como: 1- cifose tor&aacute;cica proximal (T2-T5) = + 20&deg;, cifose tor&aacute;cica principal (T5-T12) = + 50&deg;, cifose toracolombar (T10-L2) = + 20&deg;, e lordose lombar (T12-S1) = - 40&deg;. Como a deformidade no adulto compreende tipicamente deformidades coronal e sagital conjugadas, as medi&ccedil;&otilde;es sagitais regionais podem ser usado como modificadores regionais sagitais para descrever uma deformidade coronal com mau alinhamento no plano sagital associado.</p>
    <p>Este sistema inclui tamb&eacute;m modificadores degenerativos lombares: 1- doen&ccedil;a degenerativa discal com diminui&ccedil;&atilde;o da altura do disco e artropatia das facetas identificados nas radiografias incluindo o n&iacute;vel mais baixo entre L1 e S1; 2- listese (rotacional, lateral, anterior ou posterior) = 3 mm incluindo o n&iacute;vel inferior L1 a L5; 3- curvatura juncional L5-S1 = 10&ordm;.</p>
    <p>Em caso de desequil&iacute;brio coronal ou sagital &eacute; inclu&iacute;do um outro modificador. A perda de equil&iacute;briosagital &eacute; considerada significativa se o fio de prumo da v&eacute;rtebra de C7 cai 5 cm ou mais anterior ou posteriormente ao promont&oacute;rio sagrado. A perda de equil&iacute;brio coronal &eacute; significativa, e inclu&iacute;da no sistema de classifica&ccedil;&atilde;o, quando o fio de prumo da v&eacute;rtebra de C7 cai 3 cm ou mais lateralmente &agrave; linha sagrada central vertical.</p>
    <p>A grande limita&ccedil;&atilde;o deste sistema de classifica&ccedil;&atilde;o deve-se ao facto de n&atilde;o levar em conta os fatores cl&iacute;nicos do doente, como a sua sintomatologia, idade e co morbilidades.</p>
    <p>Apesar disso, este sistema d&aacute;-nos uma classifica&ccedil;&atilde;o radiogr&aacute;fica que permite categorizar as diferentes deformidades e, eventualmente, oferecer um guia para o tratamento da mesma[9, 12, 16, 17].</p></font>    <p>&nbsp;</p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b><font face="Verdana" size="2">PATOFISIOLOGIA</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>A escoliose degenerativa, sobretudo a que acontece a n&iacute;vel lombar, tem uma patog&eacute;nese mais ou menos constante[4].</p>
    <p>Considera-se que seja sobretudo causada pela degenera&ccedil;&atilde;o assim&eacute;trica dos discos intervertebrais e facetas articulares, sendo esta caracter&iacute;stica que a distingue dos outros tipos de escoliose[4, 18, 19]. A degenera&ccedil;&atilde;o assim&eacute;trica que ocorre ao n&iacute;vel dos discos intervertebrais e/ou facetas articulares das v&eacute;rtebras leva a que nesse segmento passe a existir uma distribui&ccedil;&atilde;o assim&eacute;trica das cargas e consequentemente uma distribui&ccedil;&atilde;o assim&eacute;trica das for&ccedil;as por toda a coluna vertebral[12]. Esta distribui&ccedil;&atilde;o anormal vai levar ao desenvolvimento de uma deforma&ccedil;&atilde;o assim&eacute;trica na coluna, que, por sua vez, vai conduzir a um agravamento da degenera&ccedil;&atilde;o e distribui&ccedil;&atilde;o de cargas assim&eacute;tricas, criando-se assim o ciclo vicioso que leva &agrave; progress&atilde;o da curvatura vertebral.</p>
    <p>A degenera&ccedil;&atilde;o assim&eacute;trica dos discos intervertebrais, que &eacute; o principal mecanismo que leva &agrave; progress&atilde;o da curvatura, pode ser acelerada por outros fatores como a presen&ccedil;a de osteopenia, osteoporose, ou outros dist&uacute;rbios metab&oacute;licos &oacute;sseos, sobretudo em mulheres p&oacute;s-menopausa, pelas altera&ccedil;&otilde;es que ocorrem nesta altura na densidade &oacute;ssea com maior fragilidade que predisp&otilde;e ao colapso, degenera&ccedil;&atilde;o e progress&atilde;o da curvatura[1, 4, 12].</p>
    <p>A degenera&ccedil;&atilde;o e destrui&ccedil;&atilde;o dos elementos estruturais da coluna vertebral como os discos intervertebrais, facetas e c&aacute;psula articulares s&atilde;o respons&aacute;veis pelo agravamento da curvatura no plano coronal, e com isto, uma deformidade no plano sagital pode ocorrer em simult&acirc;neo[12]. Podem surgir espondilolistese, transla&ccedil;&atilde;o ou rota&ccedil;&atilde;o dos elementos vertebrais. Esta instabilidade tamb&eacute;m &eacute; respons&aacute;vel por uma rea&ccedil;&atilde;o biol&oacute;gica que leva nos segmentos inst&aacute;veis &agrave; forma&ccedil;&atilde;o de oste&oacute;fitos nas facetas articulares (espondilartrose) e nas plataformas vertebrais (espondilose). Estas altera&ccedil;&otilde;es em combina&ccedil;&atilde;o com hipertrofia e calcifica&ccedil;&atilde;o do ligamento amarelo e da c&aacute;psula articular contribuem para o desenvolvimento de estenose central, do recesso lateral e foraminal, respons&aacute;veis por alguns dos sintomas nestes pacientes[20].</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">AVALIAÇÃO CLÍNICA</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>A avalia&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica do paciente deve iniciar-se pela elabora&ccedil;&atilde;o de uma hist&oacute;ria cl&iacute;nica detalhada.</p>
    <p>Na avalia&ccedil;&atilde;o de uma escoliose, &eacute; importante em primeiro lugar procurar excluir a possibilidade de uma escoliose idiop&aacute;tica progressiva, ou seja, com origem antes do final da matura&ccedil;&atilde;o da coluna vertebral.</p>
    <p>O doente deve ser inquirido acerca de altera&ccedil;&otilde;es que tenha notado em si nos &uacute;ltimos tempos, como mudan&ccedil;a postural, na forma como assenta a roupa, na marcha, ou outras. &Eacute; importante ter especial aten&ccedil;&atilde;o &agrave;s curvaturas rapidamente progressivas pois podem ser devidas a problemas neurol&oacute;gicos de base.</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Deve ser identificada a principal queixa ou queixas do doente, sejam elas a dor, claudica&ccedil;&atilde;o, deformidade, d&eacute;fices neurol&oacute;gicos ou outras[10].</p>
    <p>O principal sintoma da escoliose degenerativa &eacute; a dor, estando esta presente no diagn&oacute;stico em 90% dos pacientes[15, 17, 18, 21]. Esta pode apresentar-se de diversas formas e ser acompanhada de outros sintomas. Todos os detalhes acerca da dor do paciente devem ser questionados: localiza&ccedil;&atilde;o, intensidade, irradia&ccedil;&atilde;o, fatores de al&iacute;vio e agravamento, dura&ccedil;&atilde;o e sintomas relacionados. Estudos revelaram que a intensidade da dor n&atilde;o se correlaciona com a magnitude da curvatura no plano coronal[3, 22].</p>
    <p>Deve questionar-se o doente para a exist&ecirc;ncia de dor noturna dado que esta pode ter uma fonte neurog&eacute;nica, como um tumor da medula espinhal. &Eacute; ainda importante avaliar se a dor que o doente apresenta &eacute; puramente axial ou radicular. A dor axial est&aacute; mais provavelmente associada com o grau de subluxa&ccedil;&atilde;o lateral radiogr&aacute;fico e desequil&iacute;brio sagital e, consequentemente, pode necessitar de tratamento cir&uacute;rgico, incluindo realinhamento sagital extenso. Tamb&eacute;m &eacute; importante descartar outras fontes de dor axial, como fraturas patol&oacute;gicas ou infe&ccedil;&atilde;o[9].</p>
    <p>Dor ao n&iacute;vel da convexidade &eacute; geralmente causada pela fadiga dos m&uacute;sculos paravertebrais ou provem das facetas articulares[15, 18, 23]. Dor ao n&iacute;vel da concavidade da curvatura pensa-se ser causada pela destrui&ccedil;&atilde;o das facetas articulares e altera&ccedil;&otilde;es degenerativas nos espa&ccedil;os discais[15, 23].</p>
    <p>Frequentemente esta dor &eacute; difusa e ocorre sobretudo ao n&iacute;vel da parte inferior da curvatura lombar. &Eacute; comum a exist&ecirc;ncia de pontos de dor acentuada (&ldquo;trigger points&rdquo;) nos locais de inser&ccedil;&atilde;o dos m&uacute;sculos ao n&iacute;vel da crista il&iacute;aca, sacro e c&oacute;ccix, e a dor piorar em posi&ccedil;&atilde;o sentada ou ortost&aacute;tica devido ao aumento da carga sobre a coluna, sendo portanto f&aacute;cil de compreender que os doentes refiram melhorias na posi&ccedil;&atilde;o deitada[4].</p>
    <p>A dor pode fazer acompanhar-se por dor radicular na perna e/ou claudica&ccedil;&atilde;o neurog&eacute;nica sendo este o segundo principal sintoma desta patologia e ocorre quando o doente se encontra em posi&ccedil;&atilde;o ortost&aacute;tica ou durante a marcha, podendo ser muito debilitante[4].</p>
    <p>O paciente pode ter uma verdadeira dor radicular devido a compress&atilde;o ou tra&ccedil;&atilde;o da raiz nervosa. Em geral, os sintomas radiculares s&atilde;o unilaterais e quando ocorrem na concavidade da deformidade geralmente devem-se ao estreitamento dos buracos intervertebrais, com compress&atilde;o nervosa mais severa ao n&iacute;vel do &aacute;pice da concavidade da curvatura, ou &agrave; rutura dos discos causando radiculopatia[10, 15, 18, 20, 23].</p>
    <p>O terceiro principal sintoma s&atilde;o os d&eacute;fices neurol&oacute;gicos que podem incluir ra&iacute;zes individuais, diversas ra&iacute;zes ou at&eacute; a totalidade da cauda equina ou do cord&atilde;o medular, resultando em dist&uacute;rbios dos esf&iacute;ncteres. Contudo, e felizmente, estes dist&uacute;rbios neurol&oacute;gicos s&atilde;o raros.</p>
    <p>A progress&atilde;o e agravamento da curvatura revelase o quarto sintoma de relev&acirc;ncia da doen&ccedil;a podendo ser um importante indicador para a necessidade de tratamento cir&uacute;rgico.</p>
    <p>A deformidade est&eacute;tica causada pela escoliose degenerativa &eacute; geralmente bem tolerada pelo idoso, embora possa fazer parte das suas queixas. Contudo, a apresenta&ccedil;&atilde;o est&eacute;tica da deformidade pode ter um papel significativo, em especial nos pacientes mais jovens, com menos de quarenta anos de idade[4].</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Nesta fase da avalia&ccedil;&atilde;o devem-se tamb&eacute;m determinar os fatores de risco, antecedentes pessoais e familiares do paciente, que nos podem ajudar a prever o risco cir&uacute;rgico e ajudar na decis&atilde;o terap&ecirc;utica. A hist&oacute;ria social, familiar e as co morbilidades s&atilde;o de grande relev&acirc;ncia dado que depress&atilde;o e uso de nicotina, bem como hist&oacute;ria de asma, doen&ccedil;a pulmonar obstrutiva cronica, doen&ccedil;a cerebrovascular, doen&ccedil;a card&iacute;aca, diabetes, mal nutri&ccedil;&atilde;o e stress est&atilde;o correlacionados com piores resultados[10, 18]. A escoliose no adulto pode limitar de forma significativa a sua qualidade de vida[24].</p>
    <p>Um estudo recente prop&ocirc;s a hip&oacute;tese da exist&ecirc;ncia de uma rela&ccedil;&atilde;o entre a diminui&ccedil;&atilde;o da dura&ccedil;&atilde;o do sono, que se observa cada vez mais nos nossos dias, e a diminui&ccedil;&atilde;o da densidade mineral &oacute;ssea e aumento da express&atilde;o das citoquinas inflamat&oacute;rias IL-1, sendo portanto um fator de risco para a progress&atilde;o da escoliose degenerativa[25].</p>
    <p>O exame f&iacute;sico de um paciente com escoliose pode ser praticamente normal. Os pacientes devem ser examinados em roupa interior. Devem ser avaliados em primeiro lugar de p&eacute; com os joelhos totalmente estendidos para avaliar o equil&iacute;brio global coronal e sagital. Qualquer assimetria nos ombros ou p&eacute;lvica deve ser registada. Manobras de flex&atilde;o anteriores e laterais ajudam a avaliar a rigidez da curvatura, o que pode ser importante para o progn&oacute;stico. O comprimento dos membros e as obliquidades p&eacute;lvicas devem ser avaliados. A discrep&acirc;ncia no comprimento dos membros &eacute; uma das poss&iacute;veis causas de deformidade que pode ser corrigida com sapatos ortop&eacute;dicos, caso a curvatura n&atilde;o seja muito r&iacute;gida[10].</p>
    <p>Um exame neurol&oacute;gico sum&aacute;rio deve ser realizado, incluindo avalia&ccedil;&atilde;o dos pares cranianos, avalia&ccedil;&atilde;o do t&oacute;nus muscular, reflexos e marcha. Um exame cardiovascular e pulmonar bem como avalia&ccedil;&atilde;o do estado geral do doente s&atilde;o necess&aacute;rios para determinar a possibilidade de tratamento cir&uacute;rgico[8].</p>
    <p>&Eacute; ainda preciso ter em aten&ccedil;&atilde;o que muitos pacientes com deformidades de longa dura&ccedil;&atilde;o desenvolveram contraturas p&eacute;lvicas em flex&atilde;o, e que, mesmo ap&oacute;s a corre&ccedil;&atilde;o do problema de base, essas contraturas manter-se-&atilde;o. Pode ser necess&aacute;rio proceder ao tratamento pr&eacute;vio destas antes de se optar pelo tratamento cir&uacute;rgico do problema da coluna[9].</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">ESTUDO IMAGIOLÓGICO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Radiografia, tomografia axial computorizada (TAC), mielografia, resson&acirc;ncia magn&eacute;tica nuclear (RMN) e determina&ccedil;&atilde;o da densidade mineral &oacute;ssea, s&atilde;o alguns dos exames que podem ser &uacute;teis no diagn&oacute;stico e avalia&ccedil;&atilde;o da escoliose degenerativa.</p>
    <p>As radiografias simples da coluna total, anteroposteriores e laterais, devem ser obtidas de forma estandardizada, com o paciente em p&eacute;, ancas e joelhos em extens&atilde;o, para avaliar o equil&iacute;brio global da coluna vertebral no plano coronal e sagital. Devem ser feitas periodicamente e comparadas com radiografias pr&eacute;vias do doente para avalia&ccedil;&atilde;o da progress&atilde;o da doen&ccedil;a[9, 10].</p>
    <p>A partir da radiografia A-P deve ser medido o &acirc;ngulo de Cobb tra&ccedil;ando duas linhas perpendiculares &agrave;s plataformas das v&eacute;rtebras superior e inferior da angula&ccedil;&atilde;o, e que nos d&aacute; o desvio no plano coronal. O alinhamento sagital avalia-se atrav&eacute;s da visualiza&ccedil;&atilde;o numa radiografia lateral da coloca&ccedil;&atilde;o de um fio de prumo atrav&eacute;s do centro do corpo vertebral de C7 que deve passar atrav&eacute;s do promont&oacute;rio sagrado, embora uma linha de at&eacute; 5 cent&iacute;metros anterior possa ser considerada normal[26]. Se a linha passar mais anteriormente considera-se que o paciente tem um balan&ccedil;o sagital positivo, e se pelo contr&aacute;rio passar posteriormente, o paciente tem um balan&ccedil;o sagital negativo.</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A avalia&ccedil;&atilde;o radiogr&aacute;fica da coluna deve-se estender at&eacute; &agrave; pelve. Quatro par&acirc;metros p&eacute;lvicos sagitais s&atilde;o reconhecidos: incid&ecirc;ncia p&eacute;lvica (PI), vers&atilde;o p&eacute;lvica (PT), declive sagrado (SS) e eixo sagital vertical (SVA). Os tr&ecirc;s primeiros par&acirc;metros relacionam-se pela equa&ccedil;&atilde;o matem&aacute;tica PI = PT + SS, onde a PI &eacute; um par&acirc;metro morfol&oacute;gico relativamente constante pr&oacute;prio de cada indiv&iacute;duo e o PT e SS variam de acordo com a posi&ccedil;&atilde;o p&eacute;lvica. As varia&ccedil;&otilde;es nestes dois &uacute;ltimos par&acirc;metros geralmente ocorrem por mecanismos compensat&oacute;rios do doente na tentativa de manter o alinhamento sagital. O SVA &eacute; a dist&acirc;ncia em cent&iacute;metros entre o fio de prumo de C7 ao &acirc;ngulo p&oacute;stero superior promont&oacute;rio sagrado. A escoliose degenerativa est&aacute; associada a uma progressiva perda da lordose lombar, que por si s&oacute; &eacute; respons&aacute;vel pela dor e disfun&ccedil;&atilde;o, mesmo nos casos em que os mecanismos compensat&oacute;rios mant&ecirc;m o alinhamento sagital global[23, 27]. A perda da lordose lombar inicia um desequil&iacute;brio sagital passando o fio de prumo de C7 a cair mais &agrave; frente. Por mecanismos compensat&oacute;rios, h&aacute; uma retrovers&atilde;o da pelve, com aumento do PT e diminui&ccedil;&atilde;o do SS, de modo a ser poss&iacute;vel manter o alinhamento sagital. Com a evolu&ccedil;&atilde;o da doen&ccedil;a, o doente tender&aacute; a come&ccedil;ar a fletir os joelhos, quando os mecanismos anteriores j&aacute; n&atilde;o se mostram suficientes[14, 28-31].</p>
    <p>Para pesquisa do equil&iacute;brio sagital &eacute; importante ent&atilde;o medir: a lordose lombar (LL), a vers&atilde;o p&eacute;lvica (PT) e o eixo sagital vertical (SVA) par&acirc;metros descritos por Schwab et al. como estando intimamente relacionados com a dor e disfun&ccedil;&atilde;o. Um balan&ccedil;o sagital ideal &eacute; definido quando o fio de prumo de C7 passa at&eacute; 5 cm anterior ao promont&oacute;rio sagrado e PT &lt; 25&ordm;. Estudos iniciais indicavam LL &lt; 40&ordm; e SVA &gt; 95 mm como fatores pejorativos[32, 33]. Uma an&aacute;lise de 492 doentes consecutivamente tratados por deformidade do adulto (cir&uacute;rgica ou conservadoramente) mostrou uma associa&ccedil;&atilde;o entre incapacidade severa (ODI &gt; 40) e PT &gt; 22&ordm;, SVA &gt; 47 mm ou PI &ndash; LL &gt; 11&ordm;[34].</p>
    <p>Caso a cirurgia esteja a ser considerada, devem realizar-se radiografias din&acirc;micas em flex&atilde;o/extens&atilde;o e flex&atilde;o lateral a fim de determinar a flexibilidade da curvatura bem como instabilidades e espondilolistese[1, 9].</p>
    <p>Mais informa&ccedil;&atilde;o acerca da anatomia &oacute;ssea, estenose central, do recesso ou foraminal, podem ser obtidas por TAC com ou sem mielografia. A RMN pode fornecer maior informa&ccedil;&atilde;o acerca dos elementos neurais, vasculares, partes moles e hidrata&ccedil;&atilde;o dos discos. &Eacute; muito &uacute;til na identifica&ccedil;&atilde;o e localiza&ccedil;&atilde;o da estenose vertebral[10, 15].</p>
    <p>As discografias podem ser necess&aacute;rias na identifica&ccedil;&atilde;o do segmento doloroso, como teste provocat&oacute;rio, particularmente quando este se encontra no segmento lombar (L1-S1) podendo ajudar na decis&atilde;o acerca de que n&iacute;veis incluir na fus&atilde;o aquando da cirurgia, embora sejam cada vez menos realizadas, e o seu uso muito controverso[2, 4].</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">HISTÓRIA NATURAL</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>A hist&oacute;ria natural da evolu&ccedil;&atilde;o da escoliose degenerativa &eacute; igual nos homens e nas mulheres [8]. Em cerca de dois ter&ccedil;os dos casos verifica-se um agravamento progressivo de aproximadamente 1 a 6&ordm; (em m&eacute;dia 3&ordm;) por ano, mais acentuado nas curvaturas lombares e menos nas curvaturas combinadas[8, 10]. Esta lenta progress&atilde;o implica uma vigil&acirc;ncia regular, aconselhada a cada 5 anos, que poder&aacute; ser ainda mais apertada a partir do aparecimento de sinais francos de agravamento. Alguns estudos revelaram que certas curvaturas, com determinadas caracter&iacute;sticas, tinham uma progress&atilde;o maior: &acirc;ngulo de Cobb superior a 30&ordm;, rota&ccedil;&atilde;o apical significativa, listese lateral maior que 6 mm, linha bi-il&iacute;aca ao n&iacute;vel do disco intervertebral L4-L5 ou abaixo deste n&iacute;vel[8, 10].</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">TRATAMENTO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A decis&atilde;o acerca do tratamento a ser realizado em cada doente, a favor ou contra a cirurgia e mais especificamente, qual o tipo de cirurgia a realizar &eacute; bastante complexa. O modo de apresenta&ccedil;&atilde;o da patologia, sintomas, e outros fatores como co morbilidades do paciente t&ecirc;m influ&ecirc;ncia no resultado do tratamento e s&atilde;o necess&aacute;rios ter em conta na altura da escolha do mesmo. Os fatores psicol&oacute;gicos e espectativas do doente devem ser igualmente considerados[1]. Ao contr&aacute;rio da escoliose do adolescente onde &eacute; a apresenta&ccedil;&atilde;o radiogr&aacute;fica que guia o tratamento, no caso do adulto a decis&atilde;o do tratamento deve basear-se nos achados cl&iacute;nicos em conjunto com os achados radiogr&aacute;ficos[35].</p>
    <p>Um estudo feito por Glassman et al [36] identificou alguns par&acirc;metros que influenciam a escolha do tratamento n&atilde;o cir&uacute;rgico versus cir&uacute;rgico por parte dos cirurgi&otilde;es e pacientes. O estudo revelou prefer&ecirc;ncia pelo tratamento conservador em doentes com muitos fatores de risco pr&eacute; operat&oacute;rios devido ao aumento das complica&ccedil;&otilde;es cir&uacute;rgicas. O tratamento cir&uacute;rgico foi preferido por pacientes com mais sintomas, dores mais intensas e incapacitantes, com dura&ccedil;&atilde;o superior a seis meses e dor irradiada. A magnitude da curvatura no plano coronal n&atilde;o se relaciona diretamente com a intensidade da dor, mas a exist&ecirc;ncia de deformidade no plano sagital &eacute; respons&aacute;vel por maior sintomatologia[22, 36]. A apar&ecirc;ncia est&eacute;tica e o modo como o paciente se sente em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; mesma &eacute; outro fator que influencia a escolha do tratamento.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">TRATAMENTO NÃO CIRÚRGICO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Por vezes, o diagn&oacute;stico de escoliose &eacute; feito acidentalmente atrav&eacute;s de exames imagiol&oacute;gicos pedidos por outro motivo. Nesses casos, e em pacientes assintom&aacute;ticos, o tratamento n&atilde;o est&aacute; indicado, recomendando-se apenas um seguimento do paciente e da evolu&ccedil;&atilde;o da curvatura[1].</p>
    <p>Apesar de geralmente ser escolhido empiricamente, a efic&aacute;cia do tratamento n&atilde;o cir&uacute;rgico a longo prazo n&atilde;o est&aacute; bem suportada na literatura[10, 15, 37]. No entanto este deve ser tentado inicialmente, podendo mesmo melhorar os resultados de uma cirurgia subsequente[20].</p>
    <p>As op&ccedil;&otilde;es n&atilde;o cir&uacute;rgicas para os pacientes sintom&aacute;ticos com escoliose degenerativa incluem o uso de agentes farmacol&oacute;gicos (como os anti-inflamat&oacute;rios n&atilde;o esteroides, analg&eacute;sicos, antidepressivos tric&iacute;clicos para a dor noturna, gabapentina ou pr&eacute;gabalina em casos de dor neurop&aacute;tica e relaxantes musculares), fisioterapia, hidroterapia e exerc&iacute;cios de fortalecimento muscular[10, 15].</p>
    <p>O uso de ort&oacute;teses pode aliviar temporariamente a dor mas o seu uso prolongado resulta em fraqueza dos m&uacute;sculos vertebrais e n&atilde;o impede a progress&atilde;o da curvatura[8, 15].</p>
    <p>A estimula&ccedil;&atilde;o el&eacute;trica nervosa transcut&acirc;nea foi prescrita para al&iacute;vio da dor cr&oacute;nica e radicular em pacientes sintom&aacute;ticos[1].</p>
    <p>Outros m&eacute;todos mais invasivos para controlo da dor e aux&iacute;lio no diagn&oacute;stico tais como infiltra&ccedil;&otilde;es esteroides epidurais, bloqueios radiculares, infiltra&ccedil;&otilde;es nas facetas articulares bem como nos pontos gatilho, podem ser usados com resultados vari&aacute;veis, mas muitas vezes satisfat&oacute;rios[4, 8, 15].</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O tratamento da osteoporose e a preven&ccedil;&atilde;o de perda de massa &oacute;ssea s&atilde;o encorajados em todos os doentes, especialmente em pacientes do sexo feminino[1, 10].</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">TRATAMENTO CIRÚRGICO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Estudos revelaram um impacto positivo da cirurgia na melhoria das dores nas costas e na perna em doentes seguidos por 2 anos quando comparados com doentes submetidos ao tratamento conservador[38, 39].</p>
    <p>Indiv&iacute;duos mais idosos geralmente apresentam mais co morbilidades e maior risco de complica&ccedil;&otilde;es cir&uacute;rgicas, mas, apesar do que se poderia pensar, t&ecirc;m um ganho desproporcionalmente superior com o tratamento cir&uacute;rgico, com diminui&ccedil;&atilde;o da sintomatologia mais marcada e melhoria na qualidade de vida quando comparados com os indiv&iacute;duos mais jovens[40].</p>
    <p>N&atilde;o existe um consenso global acerca das indica&ccedil;&otilde;es e plano cir&uacute;rgico. As indica&ccedil;&otilde;es comuns para cirurgia s&atilde;o dor intrat&aacute;vel apesar da terapia conservadora, que afeta severamente a vida do paciente, radiculopatia, d&eacute;fices neurol&oacute;gicos e raramente a apar&ecirc;ncia est&eacute;tica[1, 9, 10, 15]. Curvaturas lombares com mais de 30-40&ordm; no plano coronal e/ ou listese &agrave; apresenta&ccedil;&atilde;o de mais de 6 mm devem ser consideradas para cirurgia[8]. Outro fator a ter em conta &eacute; a progress&atilde;o da curvatura e dos d&eacute;fices neurol&oacute;gicos, principalmente em pacientes em que esta progress&atilde;o &eacute; maior que 10&ordm; e/ou h&aacute; um aumento da subluxa&ccedil;&atilde;o maior que 3 mm com agravamento da sintomatologia[9].</p>
    <p>As t&eacute;cnicas cir&uacute;rgicas poss&iacute;veis incluem abordagens posterior, anterior ou combinada. Nestas abordagens pode-se proceder a descompress&atilde;o, estabiliza&ccedil;&atilde;o ou ambas [4, 21]. Em alguns casos est&atilde;o indicados procedimentos adicionais de fus&atilde;o, incluindo instrumenta&ccedil;&atilde;o de segmentos ou osteotomias (<a name="topf1"></a><a href="#f1">Figuras 1</a> e <a href="#f2">2</a>), tendo estas particular interesse em deformidades sagital-coronais r&iacute;gidas [4, 11, 17].</p>    <p>&nbsp;</p><a name="f1"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v21n3/21n3a03f1.jpg" /></center></p>    
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p><a name="f2"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v21n3/21n3a03f2.jpg" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    <p>Os procedimentos de descompress&atilde;o isolada (laminectomia, laminotomia, e foraminotomia) est&atilde;o raramente indicados, embora possam ser uma op&ccedil;&atilde;o atrativa em pacientes idosos com outras co morbilidades, dado serem procedimentos com morbilidade mais reduzida e promoverem o al&iacute;vio sintom&aacute;tico a curto prazo. Estes est&atilde;o indicados em casos de claudica&ccedil;&atilde;o neurog&eacute;nica no contexto de estenose central e do recesso lateral sem dor axial ou instabilidade, dado n&atilde;o terem efeito sobre estas e sobre a progress&atilde;o da curvatura, podendo mesmo agrav&aacute;-las e levar o doente a necessitar de uma nova cirurgia[4, 15, 18].</p>
    <p>A hist&oacute;ria natural da escoliose degenerativa envolve a progress&atilde;o da curvatura, instabilidade e descompensa&ccedil;&atilde;o devido &agrave; degenera&ccedil;&atilde;o progressiva dos elementos estruturais da coluna vertebral. No sentido de tentar travar o avan&ccedil;o da doen&ccedil;a e diminuir as sequelas incapacitantes, a fus&atilde;o dos segmentos afetados da coluna vertebral &eacute; uma op&ccedil;&atilde;o cir&uacute;rgica, com ou sem descompress&atilde;o. Quando a dor axial, com ou sem dor irradiada, &eacute; o principal sintoma, a artrodese est&aacute; geralmente indicada. Na literatura mais recentemente publicada, a combina&ccedil;&atilde;o de descompress&atilde;o e fus&atilde;o usando dispositivos de fixa&ccedil;&atilde;o d&aacute; bons resultados em termos de al&iacute;vio da dor, capacidade de marcha, e satisfa&ccedil;&atilde;o do paciente[7, 15, 17, 18, 20, 41, 42].</p>
    <p>Em debate mantem-se quais os n&iacute;veis vertebrais a incluir na fus&atilde;o e instrumenta&ccedil;&atilde;o. Ao determinar a extens&atilde;o da fus&atilde;o a realizar, o alinhamento deve ser avaliado em ambos os planos coronal e sagital. Idealmente a fus&atilde;o deve incluir todos os segmentos da deformidade coronal, podendo terminar superiormente ao n&iacute;vel da v&eacute;rtebra horizontal. No plano sagital, a fus&atilde;o deve restaurar de modo &oacute;timo a lordose lombar e corrigir a cifose toracolombar. Apesar de ser um assunto pouco consensual, a maioria dos cirurgi&otilde;es considera que o n&iacute;vel superior da artrodese deve ser uma v&eacute;rtebra est&aacute;vel, ou seja, uma v&eacute;rtebra intersetada pela linha sagrada vertical central. Outra regra globalmente aceite &eacute; que a fus&atilde;o nunca deve terminar ao n&iacute;vel do &aacute;pice de uma cifose focal ou regional[14, 43-47].</p>
    <p>Mais controversa &eacute; a necessidade de incluir ou n&atilde;o a charneira lombossagrada na fus&atilde;o [48]. Parar a fus&atilde;o em L5 reduz a magnitude do procedimento e evita complica&ccedil;&otilde;es associadas. Em contrapartida este benef&iacute;cio pode perder-se no tempo, com descompensa&ccedil;&atilde;o do segmento inferior e eventual necessidade de cirurgia de revis&atilde;o, al&eacute;m de que a fus&atilde;o mais longa permite uma melhor corre&ccedil;&atilde;o no plano sagital. Numa coorte de pacientes submetidos a fus&atilde;o proximal a L5, Edwards et al. demostraram uma progress&atilde;o da degeneresc&ecirc;ncia L5S1 de 61% em 5,6 anos em m&eacute;dia, com 4 em 19 doentes a necessitarem de cirurgia de revis&atilde;o[49]. Contudo, numa compara&ccedil;&atilde;o posterior desta coorte com outra de pacientes submetidos a fus&atilde;o incluindo a charneira verificou-se n&atilde;o haver diferen&ccedil;as cl&iacute;nicas significativas entre os dois grupos, e uma mais alta taxa de complica&ccedil;&otilde;es e de cirurgia de revis&atilde;o no segundo grupo[50]. Indica&ccedil;&otilde;es mais consensuais para extens&atilde;o &agrave; charneira lombossagrada s&atilde;o degeneresc&ecirc;ncia significativa de L5-S1, obliquidade L5-S1 &gt; 15&ordm;, estenose descompress&atilde;o pr&eacute;via ou espondilolistese L5-S1[51].</p>
    <p>Schwab et al [52] mostraram que o alinhamento sagital &eacute; decisivo no resultado final e estabeleceram limiares para o alinhamento ideal p&oacute;s-operat&oacute;rio em que SVA &lt; 50 mm, PT &lt; 25&ordm; e LL proporcional ao PI: PI &ndash; LL = +/- 10&ordm;.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b><font face="Verdana" size="2">COMPLICAÇÕES</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Com o desenvolvimento dos sistemas de instrumenta&ccedil;&atilde;o, das t&eacute;cnicas cir&uacute;rgicas e anest&eacute;sicas, atualmente obt&ecirc;m-se melhores resultados. A incid&ecirc;ncia de complica&ccedil;&otilde;es no p&oacute;s-cir&uacute;rgico depende da abordagem, n&iacute;vel da deformidade, idade e co morbilidades do paciente bem como da experi&ecirc;ncia do cirurgi&atilde;o. Os resultados cl&iacute;nicos parecem superar os riscos em pacientes adequadamente selecionados[9, 18].</p>
    <p>Alguns fatores est&atilde;o indicados como sendo respons&aacute;veis por piores resultados e aumento das complica&ccedil;&otilde;es p&oacute;s-cir&uacute;rgicas: depress&atilde;o e ansiedade, h&aacute;bitos tab&aacute;gicos, uso de narc&oacute;ticos, &iacute;ndice de massa corporal elevado e elevada severidade da dor pr&eacute;operat&oacute;ria. Contudo, estes n&atilde;o devem ser vistos como contraindica&ccedil;&otilde;es ou impedimentos &agrave; cirurgia[53-57].</p>
    <p>As complica&ccedil;&otilde;es rondam os 20 a 40%[1]. As mais comuns s&atilde;o a infe&ccedil;&atilde;o, pseudartroses, f&iacute;stulas de l&iacute;quido cefalorraquidiano, fal&ecirc;ncia do material implantado, cifose juncional e les&atilde;o neurol&oacute;gica. As complica&ccedil;&otilde;es sist&eacute;micas incluem enfarte do mioc&aacute;rdio, pneumonia, &iacute;leo paral&iacute;tico, infe&ccedil;&atilde;o do trato urin&aacute;rio, trombose venosa profunda, s&iacute;ndrome da art&eacute;ria mesent&eacute;rica superior e cegueira[9, 11, 15, 58].</p>
    <p>O risco de pseudartroses aumenta se a fus&atilde;o for estendida ao sacro e pode necessitar de revis&atilde;o cir&uacute;rgica se sintom&aacute;tica[50, 59].</p>
    <p>As complica&ccedil;&otilde;es relacionadas com a instrumenta&ccedil;&atilde;o s&atilde;o um desafio dif&iacute;cil. Os dois mecanismos mais comuns de fracasso s&atilde;o fal&ecirc;ncia tardia do parafuso proximal ou cifose progressiva acima da fixa&ccedil;&atilde;o.</p>
    <p>Uma das mais temidas complica&ccedil;&otilde;es &eacute; a cifose juncional. Dependendo do timing e da causa, pode causar desde dores ligeiras a perda do equil&iacute;brio sagital, dor severa e sintomas neurol&oacute;gicos. Nestes casos inevitavelmente a fus&atilde;o deve ser alargada superiormente, e uma corre&ccedil;&atilde;o extensa do desequil&iacute;brio pode estar indicada[14, 60].</p>
    <p>Embora possam ocorrer complica&ccedil;&otilde;es importantes, felizmente, les&otilde;es neurol&oacute;gicas surgem em menos de 1 a 5% dos casos. Fatores de risco para grandes les&otilde;es neurol&oacute;gicas intraoperat&oacute;rias incluem hipercifose e cirurgia combinada. Foi descrita paraplegia v&aacute;rias horas ap&oacute;s a cirurgia. Entre as causas de isquemia da medula espinhal que levam &agrave; paraplegia p&oacute;soperat&oacute;ria est&atilde;o a hipovol&eacute;mia e tens&atilde;o mec&acirc;nica nos vasos espinhais ao longo da concavidade. &Eacute; por isso importante manter o volume adequado e press&atilde;o arterial nos pacientes durante o per&iacute;odo perioperat&oacute;rio[61].</p>
    <p>A cegueira no p&oacute;s-operat&oacute;rio &eacute; outra complica&ccedil;&atilde;o rara, mas devastadora, com um risco estimado de 0,05% e 1%[18, 61, 62]. Os fatores de risco implicados s&atilde;o hipotens&atilde;o, hemat&oacute;crito e doen&ccedil;as oculares ou da retina. Ao contr&aacute;rio de paraplegia p&oacute;s-operat&oacute;ria tardia, que pode ser resolvida com medidas de suporte de volume adequadas, as perdas visuais foram permanente na maioria dos pacientes.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b><font face="Verdana" size="2">CONCLUSÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Devido ao progressivo envelhecimento da popula&ccedil;&atilde;o, a escoliose degenerativa tem-se tornado cada vez mais frequente limitando de forma marcada a qualidade de vida dos pacientes atingidos.</p>
    <p>Nos &uacute;ltimos anos verificaram-se avan&ccedil;os significativos na compreens&atilde;o da patologia, com implica&ccedil;&otilde;es ao n&iacute;vel da sua classifica&ccedil;&atilde;o e tratamento.</p>
    <p>Muita controv&eacute;rsia existe ainda acerca das indica&ccedil;&otilde;es e op&ccedil;&otilde;es do tratamento cir&uacute;rgico.</p>
    <p>Diversas complica&ccedil;&otilde;es podem advir da cirurgia, mas em pacientes apropriadamente selecionados os benef&iacute;cios mostraram-se superiores aos riscos.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</font></b></p>    <p><font face="verdana" size="2">1. Kotwal S, Pumberger M, Hughes A, Girardi F. Degenerative scoliosis: a review. HSS J.. 2011 Oct; 7 (3): 257-264</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">2. Anasetti F, Galbusera F, Aziz HN, Bellini CM, Addis A, Villa T. Spine stability after implantation of an interspinous device: an in vitro and finite element biomechanical study. J Neurosurg Spine. 2010 Nov; 13 (5): 568-575</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">3. Schwab F, Farcy JP, Bridwell K, Berven S, Glassman S, Harrast J. A clinical impact classification of scoliosis in the adult. Spine (Phila Pa 1976). 2006 Aug 15; 31 (18): 2109-2114</font></p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="verdana" size="2">4. Aebi M. The adult scoliosis. Eur Spine J. 2005 Dec; 14 (10): 925-948</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">5. Daffner SD, Vaccaro AR. Adult degenerative lumbar scoliosis. Am J Orthop (Belle Mead NJ). 2003 Fev; 32 (2): 77-82</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">6. Anand N, Baron EM. Minimally Invasive Treatment of Adult Scoliosis. Seminars in Spine Surgery. 2011 Mar; 23 (1): 66-71</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">7. Schwab F, el-Fegoun AB, Gamez L, Goodman H, Farcy JP. A lumbar classification of scoliosis in the adult patient: preliminary approach. Spine (Phila Pa 1976). 2005 Jul 15; 30 (14): 1670-1673</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">8. Silva FE, Lenke LG. Adult degenerative scoliosis: evaluation and management. Neurosurg Focus. 2010 Mar; 28 (3)</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">9. Tambe AD, Michael ALR. (iii) Adult degenerative scoliosis. Orthopaedics and Trauma. 2011 Dec; 25 (6): 413-424</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">10. Kebaish KM. Degenerative (De Novo) Adult Scoliosis. Seminars in Spine Surgery. 2009 Mar; 21 (1): 7-15</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">11. Schwab F, Dubey A, Gamez L, el-Fegoun AB, Hwang K, Pagala M. Adult scoliosis: prevalence, SF-36, and nutritional parameters in an elderly volunteer population. Spine (Phila Pa 1976). 2005 May 1; 30 (9): 1082-1085</font></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">12. Jacob M. Buchowski. Adult Scoliosis: Etiology and Classification. Seminars in Spine Surgery. 2009; 21 (1): 2-6</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000161&pid=S1646-2122201300030000400012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font face="verdana" size="2">13. Smith JS, Shaffrey CI, Kuntz Ct, Mummaneni PV. Classification systems for adolescent and adult scoliosis. Neurosurgery. 2008 Sep; 63 (3 Suppl): 16-24</font></p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="verdana" size="2">14. Blondel B, Wickman AM, Apazidis A, Lafage VC, Schwab FJ, Bendo JA. Selection of fusion levels in adults with spinal deformity: an update. Spine J.. 2013 Apr; 13 (4): 464-474</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">15. Ploumis A, Transfledt EE, Denis F. Degenerative lumbar scoliosis associated with spinal stenosis. Spine J. 2007 Jul; 7 (4): 428-436</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">16. Lowe T, Berven SH, Schwab FJ, Bridwell KH. The SRS classification for adult spinal deformity: building on the King/ Moe and Lenke classification systems. Spine (Phila Pa 1976). 2006 Sep 1; 31 (19 Suppl): 119-125</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">17. Berven SH, Lowe T. The Scoliosis Research Society classification for adult spinal deformity. Neurosurg Clin N Am. 2007 Apr; 18 (2): 207-213</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">18. Birknes JK, White AP, Albert TJ, Shaffrey CI, Harrop JS. Adult degenerative scoliosis: a review. Neurosurgery. 2008 Sep; 63 (3 Suppl): 94-103</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">19. Benoist M. Natural history of the aging spine. Eur Spine J. 2003 Oct; 12 (Suppl 2): 86-89</font></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">20. Tribus CB. Degenerative lumbar scoliosis: evaluation and management. J Am Acad Orthop Surg. 2003; 11 (3): 174-183</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000169&pid=S1646-2122201300030000400020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font face="verdana" size="2">21. Shapiro GS, Taira G, Boachie-Adjei O. Results of surgical treatment of adult idiopathic scoliosis with low back pain and spinal stenosis: a study of long-term clinical radiographic outcomes. Spine (Phila Pa 1976). 2003 Fev 15; 28 (4): 358-363</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">22. Glassman SD, Berven S, Bridwell K, Horton W, Dimar JR. Correlation of radiographic parameters and clinical symptoms in adult scoliosis. Spine (Phila Pa 1976). 2005 Mar 15; 30 (6): 682-688</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">23. Ploumis A, Liu H, Mehbod AA, Transfeldt EE, Winter RB. A correlation of radiographic and functional measurements in adult degenerative scoliosis. Spine (Phila Pa 1976). 2009 Jul 1; 34 (15): 1581-1584</font></p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="verdana" size="2">24. Hosogane N, Watanabe K, Tsuji T, Miyamoto T, Ishii K, Niki Y. Serum cartilage metabolites as biomarkers of degenerative lumbar scoliosis. J Orthop Res. 2012 Aug; 30 (8): 1249-1253</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">25. Li H, Liang C, Shen C, Li Y, Chen Q. Decreased sleep duration: a risk of progression of degenerative lumbar scoliosis. Med Hypotheses. 2012 Fev; 78 (2): 244-246</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">26. Oskouian RJ Jr, Shaffrey CI. Degenerative lumbar scoliosis. Neurosurg Clin N Am. 2006 Jul; 17 (3): 299-315</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">27. Boissiere L, Bourghli A, Vital JM, Gille O, Obeid I. The lumbar lordosis index: a new ratio to detect spinal malalignment with a therapeutic impact for sagittal balance correction decisions in adult scoliosis surgery. Eur Spine J. 2013 Jun; 22 (6): 1339-1345</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">28. Berthonnaud E, Dimnet J, Roussouly P, Labelle H. Analysis of the sagittal balance of the spine and pelvis using shape and orientation parameters. J Spinal Disord Tech. 2005 Fev; 18 (1): 40-47</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">29. Labelle H, Roussouly P, Berthonnaud E, Dimnet J, O'Brien M. The importance of spino-pelvic balance in L5-s1 developmental spondylolisthesis: a review of pertinent radiologic measurements. Spine (Phila Pa 1976). 2005 Mar 15; 30 (6 Suppl): 27-34</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">30. Boulay C, Tardieu C, Hecquet J, Benaim C, Mouilleseaux B, Marty C. Sagittal alignment of spine and pelvis regulated by pelvic incidence: standard values and prediction of lordosis. Eur Spine J. 2006 Apr; 15 (4): 415-422</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">31. Schwab F, Lafage V, Boyce R, Skalli W, Farcy JP. Gravity line analysis in adult volunteers: age-related correlation with spinal parameters, pelvic parameters, and foot position. Spine (Phila Pa 1976). 2006 Dec 1; 31 (25): 959-967</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">32. Schwab F, Lafage V, Patel A, Farcy JP. Sagittal plane considerations and the pelvis in the adult patient. Spine (Phila Pa 1976). 2009 Aug 1; 34 (17): 1828-1833</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">33. Schwab F, Lafage V, Farcy JP, Bridwell K, Glassman S, Ondra S. Surgical rates and operative outcome analysis in thoracolumbar and lumbar major adult scoliosis: application of the new adult deformity classification. Spine (Phila Pa 1976). 2007 Nov 15; 32 (24): 2723-2730</font></p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="verdana" size="2">34. Schwab FJ, Blondel B, Bess S, Hostin R, Shaffrey CI. Radiographical spinopelvic parameters and disability in the setting of adult spinal deformity: a prospective multicenter analysis. Spine (Phila Pa 1976). 2013 Jun 1; 38 (13): 803-812</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">35. Bess S, Boachie-Adjei O, Burton D, Cunningham M, Shaffrey C, Shelokov A. Pain and disability determine treatment modality for older patients with adult scoliosis, while deformity guides treatment for younger patients. Spine (Phila Pa 1976). 2009 Sep 15; 34 (20): 2186-2190</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">36. Glassman SD, Schwab FJ, Bridwell KH, Ondra SL, Berven S, Lenke LG. The selection of operative versus nonoperative treatment in patients with adult scoliosis. Spine (Phila Pa 1976). 2007 Jan 1; 32 (1): 93-97</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">37. Everett CR, Patel RK. A systematic literature review of nonsurgical treatment in adult scoliosis. Spine (Phila Pa 1976). 2007 Sep 1; 32 (19 Suppl): 130-134</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">38. Smith JS, Shaffrey CI, Berven S, Glassman S, Hamill C. Improvement of back pain with operative and nonoperative treatment in adults with scoliosis. Neurosurgery. 2009 Jul; 65 (1): 86-93</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">39. Smith JS, Shaffrey CI, Berven S, Glassman S, Hamill C, Horton W. Operative versus nonoperative treatment of leg pain in adults with scoliosis: a retrospective review of a prospective multicenter database with two-year follow-up. Spine (Phila Pa 1976). 2009 Jul 15; 34 (16): 1693-1698</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">40. Smith JS, Shaffrey CI, Glassman SD, Berven SH, Schwab FJ, Hamill CL. Risk-benefit assessment of surgery for adult scoliosis: an analysis based on patient age. Spine (Phila Pa 1976). 2011 May 1; 36 (10): 817-824</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">41. Sharma AK, Kepler CK, Girardi FP, Cammisa FP, Huang RC, Sama AA. Lateral lumbar interbody fusion: clinical and radiographic outcomes at 1 year: a preliminary report. J Spinal Disord Tech. 2011 Jun; 24 (4): 242-250</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">42. Transfeldt EE, Topp R, Mehbod AA, Winter RB. Surgical outcomes of decompression, decompression with limited fusion, and decompression with full curve fusion for degenerative scoliosis with radiculopathy. Spine (Phila Pa 1976). 2010 Sep 15; 35 (20): 1872-1875</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">43. Kuklo TR. Principles for selecting fusion levels in adult spinal deformity with particular attention to lumbar curves and double major curves. Spine (Phila Pa 1976). 2006 Sep 1; 31 (19 Suppl): 132-138</font></p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="verdana" size="2">44. Bridwell KH. Selection of instrumentation and fusion levels for scoliosis: where to start and where to stop. Invited submission from the Joint Section Meeting on Disorders of the Spine and Peripheral Nerves, March 2004. J Neurosurg Spine. 2004 Jul; 1 (1): 1-8</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">45. Kim YJ, Bridwell KH, Lenke LG, Rhim S, Cheh G. Sagittal thoracic decompensation following long adult lumbar spinal instrumentation and fusion to L5 or S1: causes, prevalence, and risk fator analysis. Spine (Phila Pa 1976). 2006 Sep 15; 31 (20): 2359-2366</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">46. Kim YJ, Bridwell KH, Lenke LG, Rhim S, Kim YW. Is the T9, T11, or L1 the more reliable proximal level after adult lumbar or lumbosacral instrumented fusion to L5 or S1?. Spine (Phila Pa 1976). 2007 Nov 15; 32 (24): 2653-2661</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">47. Cho KJ, Suk SI, Park SR, Kim JH, Jung JH. Selection of proximal fusion level for adult degenerative lumbar scoliosis. Eur Spine J. 2013 Fev; 22 (2): 394-401</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">48. Swamy G, Berven SH, Bradford DS. The selection of L5 versus S1 in long fusions for adult idiopathic scoliosis. Neurosurg Clin N Am. 2007 Apr; 18 (2): 281-288</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">49. Edwards CC 2nd, Bridwell KH, Patel A, Rinella AS, Jung Kim Y, Berra AB. Thoracolumbar deformity arthrodesis to L5 in adults: the fate of the L5-S1 disc. Spine (Phila Pa 1976). 2003 Sep 15; 28 (18): 2122-2131</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">50. Edwards CC 2nd, Bridwell KH, Patel A, Rinella AS, Berra A, Lenke LG. Long adult deformity fusions to L5 and the sacrum. A matched cohort analysis. Spine (Phila Pa 1976). 2004 Sep 15; 29 (18): 1996-2005</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">51. Bridwell KH, Edwards CC 2nd, Lenke LG. The pros and cons to saving the L5-S1 motion segment in a long scoliosis fusion construct. Spine (Phila Pa 1976). 2003 Oct 15; 28 (20): 234-242</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">52. Schwab F, Patel A, Ungar B, Farcy JP, Lafage V. Adult spinal deformity-postoperative standing imbalance: how much can you tolerate? An overview of key parameters in assessing alignment and planning corrective surgery. Spine (Phila Pa 1976). 2010 Dec 1; 35 (25): 2224-2231</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">53. Smith JS, Shaffrey CI, Glassman SD, Carreon LY, Schwab FJ, Lafage V. Clinical and radiographic parameters that distinguish between the best and worst outcomes of scoliosis surgery for adults. Eur Spine J. 2013 Fev; 22 (2): 402-410</font></p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="verdana" size="2">54. Slover J, Abdu WA, Hanscom B, Weinstein JN. The impact of comorbidities on the change in short-form 36 and oswestry scores following lumbar spine surgery. Spine (Phila Pa 1976). 2006 Aug 1; 31 (17): 1974-1980</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">55. Trief PM, Ploutz-Snyder R, Fredrickson BE. Emotional health predicts pain and function after fusion: a prospective multicenter study. Spine (Phila Pa 1976). 2006 Apr 1; 31 (7): 823-830</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">56. Krebs EE, Lurie JD, Fanciullo G, Tosteson TD, Blood EA, Carey TS. Predictors of long-term opioid use among patients with painful lumbar spine conditions. J Pain. 2010 Jan; 11 (1): 44-52</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">57. Djurasovic M, Bratcher KR, Glassman SD, Dimar JR. The effect of obesity on clinical outcomes after lumbar fusion.. Spine (Phila Pa 1976). 2008 Jul 15; 33 (16): 1789-1792</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">58. Kobayashi T, Atsuta Y, Takemitsu M, Matsuno T, Takeda N. A prospective study of de novo scoliosis in a community based cohort. Spine (Phila Pa 1976). 2006 Jan 15; 31 (2): 178-182</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">59. Kim YJ, Bridwell KH, Lenke LG, Cho KJ, Edwards CC 2nd, Rinella AS. Pseudarthrosis in adult spinal deformity following multisegmental instrumentation and arthrodesis. J Bone Joint Surg Am. 2006 Apr; 88 (4): 721-728</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">60. Watanabe K, Lenke LG, Bridwell KH, Kim YJ, Koester L, Hensley M. Proximal junctional vertebral frature in adults after spinal deformity surgery using pedicle screw constructs: analysis of morphological features. Spine (Phila Pa 1976). 2010 Jan 15; 35 (2): 138-145</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">61. Cho SK, Bridwell KH, Lenke LG, Yi JS, Pahys JM, Zebala LP. Major complications in revision adult deformity surgery: risk factors and clinical outcomes with 2- to 7-year follow-up. Spine (Phila Pa 1976). 2012 Mar 15; 37 (6): 489-500</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">62. Sansur CA, Smith JS, Coe JD, Glassman SD, Berven SH, Polly DW Jr.. Scoliosis research society morbidity and mortality of adult scoliosis surgery. Spine (Phila Pa 1976). 2011 Apr 20; 36 (9): 593-597</font></p>    <p>&nbsp;</p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b><font face="Verdana" size="2">Conflito de interesse: </font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Nada a declarar.</p></font>    <p>&nbsp;</p><a name="c"></a>    <p><b><font face="Verdana" size="2"><a href="#topc">Endereço para correspondência</a></font></b></p>    <p><font face="Verdana" size="2">Catarina Aleixo    <br>Faculdade de Medicina da Universidade do Porto    <br>Departamento de Cirurgia - Ortopedia e Traumatologia    <br>Alameda Prof. Hernâni Monteiro    <br>4200-319 Porto    <br>Portugal    ]]></body>
<body><![CDATA[<br><a href="mailto:mimed07194@med.up.pt">mimed07194@med.up.pt</a></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Submissão: </b> 2013-03-20</font></p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Revisão: </b> 2013-08-19</font></p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Aceitação: </b> 2013-08-19</font></p>     ]]></body><back>
<ref-list>
<ref id="B1">
<label>1</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Kotwal]]></surname>
<given-names><![CDATA[S]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Pumberger]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Hughes]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Girardi]]></surname>
<given-names><![CDATA[F]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Degenerative scoliosis: a review]]></article-title>
<source><![CDATA[HSS J.]]></source>
<year>10/2</year>
<month>01</month>
<day>1</day>
<volume>7</volume>
<numero>3</numero>
<issue>3</issue>
<page-range>257-264</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B2">
<label>2</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Anasetti]]></surname>
<given-names><![CDATA[F]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Galbusera]]></surname>
<given-names><![CDATA[F]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Aziz]]></surname>
<given-names><![CDATA[HN]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Bellini]]></surname>
<given-names><![CDATA[CM]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Addis]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Villa]]></surname>
<given-names><![CDATA[T]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Spine stability after implantation of an interspinous device: an in vitro and finite element biomechanical study]]></article-title>
<source><![CDATA[J Neurosurg Spine]]></source>
<year>11/2</year>
<month>01</month>
<day>0</day>
<volume>13</volume>
<numero>5</numero>
<issue>5</issue>
<page-range>568-575</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B3">
<label>3</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Schwab]]></surname>
<given-names><![CDATA[F]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Farcy]]></surname>
<given-names><![CDATA[JP]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Bridwell]]></surname>
<given-names><![CDATA[K]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Berven]]></surname>
<given-names><![CDATA[S]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Glassman]]></surname>
<given-names><![CDATA[S]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Harrast]]></surname>
<given-names><![CDATA[J]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[A clinical impact classification of scoliosis in the adult]]></article-title>
<source><![CDATA[Spine (Phila Pa 1976)]]></source>
<year>15/0</year>
<month>8/</month>
<day>20</day>
<volume>31</volume>
<numero>18</numero>
<issue>18</issue>
<page-range>2109-2114</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B4">
<label>4</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Aebi]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The adult scoliosis]]></article-title>
<source><![CDATA[Eur Spine J]]></source>
<year>12/2</year>
<month>00</month>
<day>5</day>
<volume>14</volume>
<numero>10</numero>
<issue>10</issue>
<page-range>925-948</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B5">
<label>5</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Daffner]]></surname>
<given-names><![CDATA[SD]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Vaccaro]]></surname>
<given-names><![CDATA[AR]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Adult degenerative lumbar scoliosis]]></article-title>
<source><![CDATA[Am J Orthop (Belle Mead NJ)]]></source>
<year>02/2</year>
<month>00</month>
<day>3</day>
<volume>32</volume>
<numero>2</numero>
<issue>2</issue>
<page-range>77-82</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B6">
<label>6</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Anand]]></surname>
<given-names><![CDATA[N]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Baron]]></surname>
<given-names><![CDATA[EM]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Minimally Invasive Treatment of Adult Scoliosis]]></article-title>
<source><![CDATA[Seminars in Spine Surgery]]></source>
<year>03/2</year>
<month>01</month>
<day>1</day>
<volume>23</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>66-71</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B7">
<label>7</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Schwab]]></surname>
<given-names><![CDATA[F]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[el-Fegoun]]></surname>
<given-names><![CDATA[AB]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Gamez]]></surname>
<given-names><![CDATA[L]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Goodman]]></surname>
<given-names><![CDATA[H]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Farcy]]></surname>
<given-names><![CDATA[JP]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[A lumbar classification of scoliosis in the adult patient: preliminary approach]]></article-title>
<source><![CDATA[Spine (Phila Pa 1976)]]></source>
<year>15/0</year>
<month>7/</month>
<day>20</day>
<volume>30</volume>
<numero>14</numero>
<issue>14</issue>
<page-range>1670-1673</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B8">
<label>8</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Silva]]></surname>
<given-names><![CDATA[FE]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Lenke]]></surname>
<given-names><![CDATA[LG]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Adult degenerative scoliosis: evaluation and management]]></article-title>
<source><![CDATA[Neurosurg Focus]]></source>
<year>03/2</year>
<month>01</month>
<day>0</day>
<volume>28</volume>
<numero>3</numero>
<issue>3</issue>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B9">
<label>9</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Tambe]]></surname>
<given-names><![CDATA[AD]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Michael]]></surname>
<given-names><![CDATA[ALR]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[(iii) Adult degenerative scoliosis]]></article-title>
<source><![CDATA[Orthopaedics and Trauma]]></source>
<year>12/2</year>
<month>01</month>
<day>1</day>
<volume>25</volume>
<numero>6</numero>
<issue>6</issue>
<page-range>413-424</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B10">
<label>10</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Kebaish]]></surname>
<given-names><![CDATA[KM]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Degenerative (De Novo) Adult Scoliosis]]></article-title>
<source><![CDATA[Seminars in Spine Surgery]]></source>
<year>03/2</year>
<month>00</month>
<day>9</day>
<volume>21</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>7-15</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B11">
<label>11</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Schwab]]></surname>
<given-names><![CDATA[F]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Dubey]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Gamez]]></surname>
<given-names><![CDATA[L]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[el-Fegoun]]></surname>
<given-names><![CDATA[AB]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Hwang]]></surname>
<given-names><![CDATA[K]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Pagala]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Adult scoliosis: prevalence SF-36 and nutritional parameters in an elderly volunteer population]]></article-title>
<source><![CDATA[Spine (Phila Pa 1976)]]></source>
<year>01/0</year>
<month>5/</month>
<day>20</day>
<volume>30</volume>
<numero>9</numero>
<issue>9</issue>
<page-range>1082-1085</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B12">
<label>12</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Jacob]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. Buchowski]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Adult Scoliosis: Etiology and Classification]]></article-title>
<source><![CDATA[Seminars in Spine Surgery]]></source>
<year>2009</year>
<volume>21</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>2-6</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B13">
<label>13</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Smith]]></surname>
<given-names><![CDATA[JS]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Shaffrey]]></surname>
<given-names><![CDATA[CI]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Kuntz]]></surname>
<given-names><![CDATA[Ct]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Mummaneni]]></surname>
<given-names><![CDATA[PV]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Classification systems for adolescent and adult scoliosis]]></article-title>
<source><![CDATA[Neurosurgery]]></source>
<year>09/2</year>
<month>00</month>
<day>8</day>
<volume>63</volume>
<numero>3 Suppl</numero>
<issue>3 Suppl</issue>
<page-range>16-24</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B14">
<label>14</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Blondel]]></surname>
<given-names><![CDATA[B]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Wickman]]></surname>
<given-names><![CDATA[AM]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Apazidis]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Lafage]]></surname>
<given-names><![CDATA[VC]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Schwab]]></surname>
<given-names><![CDATA[FJ]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Bendo]]></surname>
<given-names><![CDATA[JA]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Selection of fusion levels in adults with spinal deformity: an update]]></article-title>
<source><![CDATA[Spine J.]]></source>
<year>04/2</year>
<month>01</month>
<day>3</day>
<volume>13</volume>
<numero>4</numero>
<issue>4</issue>
<page-range>464-474</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B15">
<label>15</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Ploumis]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Transfledt]]></surname>
<given-names><![CDATA[EE]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Denis]]></surname>
<given-names><![CDATA[F]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Degenerative lumbar scoliosis associated with spinal stenosis]]></article-title>
<source><![CDATA[Spine J]]></source>
<year>07/2</year>
<month>00</month>
<day>7</day>
<volume>7</volume>
<numero>4</numero>
<issue>4</issue>
<page-range>428-436</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B16">
<label>16</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Lowe]]></surname>
<given-names><![CDATA[T]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Berven]]></surname>
<given-names><![CDATA[SH]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Schwab]]></surname>
<given-names><![CDATA[FJ]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Bridwell]]></surname>
<given-names><![CDATA[KH]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The SRS classification for adult spinal deformity: building on the King Moe and Lenke classification systems]]></article-title>
<source><![CDATA[Spine (Phila Pa 1976)]]></source>
<year>01/0</year>
<month>9/</month>
<day>20</day>
<volume>31</volume>
<numero>19 Suppl</numero>
<issue>19 Suppl</issue>
<page-range>119-125</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B17">
<label>17</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Berven]]></surname>
<given-names><![CDATA[SH]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Lowe]]></surname>
<given-names><![CDATA[T]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The Scoliosis Research Society classification for adult spinal deformity]]></article-title>
<source><![CDATA[Neurosurg Clin N Am]]></source>
<year>04/2</year>
<month>00</month>
<day>7</day>
<volume>18</volume>
<numero>2</numero>
<issue>2</issue>
<page-range>207-213</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B18">
<label>18</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Birknes]]></surname>
<given-names><![CDATA[JK]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[White]]></surname>
<given-names><![CDATA[AP]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Albert]]></surname>
<given-names><![CDATA[TJ]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Shaffrey]]></surname>
<given-names><![CDATA[CI]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Harrop]]></surname>
<given-names><![CDATA[JS]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Adult degenerative scoliosis: a review]]></article-title>
<source><![CDATA[Neurosurgery]]></source>
<year>09/2</year>
<month>00</month>
<day>8</day>
<volume>63</volume>
<numero>3 Suppl</numero>
<issue>3 Suppl</issue>
<page-range>94-103</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B19">
<label>19</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Benoist]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Natural history of the aging spine]]></article-title>
<source><![CDATA[Eur Spine J]]></source>
<year>10/2</year>
<month>00</month>
<day>3</day>
<volume>12</volume>
<numero>Suppl 2</numero>
<issue>Suppl 2</issue>
<page-range>86-89</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B20">
<label>20</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Tribus]]></surname>
<given-names><![CDATA[CB]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Degenerative lumbar scoliosis: evaluation and management]]></article-title>
<source><![CDATA[J Am Acad Orthop Surg]]></source>
<year>2003</year>
<volume>11</volume>
<numero>3</numero>
<issue>3</issue>
<page-range>174-183</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B21">
<label>21</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Shapiro]]></surname>
<given-names><![CDATA[GS]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Taira]]></surname>
<given-names><![CDATA[G]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Boachie-Adjei]]></surname>
<given-names><![CDATA[O]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Results of surgical treatment of adult idiopathic scoliosis with low back pain and spinal stenosis: a study of long-term clinical radiographic outcomes]]></article-title>
<source><![CDATA[Spine (Phila Pa 1976)]]></source>
<year>15/0</year>
<month>2/</month>
<day>20</day>
<volume>28</volume>
<numero>4</numero>
<issue>4</issue>
<page-range>358-363</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B22">
<label>22</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Glassman]]></surname>
<given-names><![CDATA[SD]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Berven]]></surname>
<given-names><![CDATA[S]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Bridwell]]></surname>
<given-names><![CDATA[K]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Horton]]></surname>
<given-names><![CDATA[W]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Dimar]]></surname>
<given-names><![CDATA[JR]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Correlation of radiographic parameters and clinical symptoms in adult scoliosis]]></article-title>
<source><![CDATA[Spine (Phila Pa 1976)]]></source>
<year>15/0</year>
<month>3/</month>
<day>20</day>
<volume>30</volume>
<numero>6</numero>
<issue>6</issue>
<page-range>682-688</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B23">
<label>23</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Ploumis]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Liu]]></surname>
<given-names><![CDATA[H]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Mehbod]]></surname>
<given-names><![CDATA[AA]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Transfeldt]]></surname>
<given-names><![CDATA[EE]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Winter]]></surname>
<given-names><![CDATA[RB]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[A correlation of radiographic and functional measurements in adult degenerative scoliosis]]></article-title>
<source><![CDATA[Spine (Phila Pa 1976)]]></source>
<year>01/0</year>
<month>7/</month>
<day>20</day>
<volume>34</volume>
<numero>15</numero>
<issue>15</issue>
<page-range>1581-1584</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B24">
<label>24</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Hosogane]]></surname>
<given-names><![CDATA[N]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Watanabe]]></surname>
<given-names><![CDATA[K]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Tsuji]]></surname>
<given-names><![CDATA[T]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Miyamoto]]></surname>
<given-names><![CDATA[T]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Ishii]]></surname>
<given-names><![CDATA[K]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Niki]]></surname>
<given-names><![CDATA[Y]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Serum cartilage metabolites as biomarkers of degenerative lumbar scoliosis]]></article-title>
<source><![CDATA[J Orthop Res]]></source>
<year>08/2</year>
<month>01</month>
<day>2</day>
<volume>30</volume>
<numero>8</numero>
<issue>8</issue>
<page-range>1249-1253</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B25">
<label>25</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Li]]></surname>
<given-names><![CDATA[H]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Liang]]></surname>
<given-names><![CDATA[C]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Shen]]></surname>
<given-names><![CDATA[C]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Li]]></surname>
<given-names><![CDATA[Y]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Chen]]></surname>
<given-names><![CDATA[Q]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Decreased sleep duration: a risk of progression of degenerative lumbar scoliosis]]></article-title>
<source><![CDATA[Med Hypotheses]]></source>
<year>02/2</year>
<month>01</month>
<day>2</day>
<volume>78</volume>
<numero>2</numero>
<issue>2</issue>
<page-range>244-246</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B26">
<label>26</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Oskouian]]></surname>
<given-names><![CDATA[RJ Jr]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Shaffrey]]></surname>
<given-names><![CDATA[CI]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Degenerative lumbar scoliosis]]></article-title>
<source><![CDATA[Neurosurg Clin N Am]]></source>
<year>07/2</year>
<month>00</month>
<day>6</day>
<volume>17</volume>
<numero>3</numero>
<issue>3</issue>
<page-range>299-315</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B27">
<label>27</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Boissiere]]></surname>
<given-names><![CDATA[L]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Bourghli]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Vital]]></surname>
<given-names><![CDATA[JM]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Gille]]></surname>
<given-names><![CDATA[O]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Obeid]]></surname>
<given-names><![CDATA[I]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The lumbar lordosis index: a new ratio to detect spinal malalignment with a therapeutic impact for sagittal balance correction decisions in adult scoliosis surgery]]></article-title>
<source><![CDATA[Eur Spine J]]></source>
<year>06/2</year>
<month>01</month>
<day>3</day>
<volume>22</volume>
<numero>6</numero>
<issue>6</issue>
<page-range>1339-1345</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B28">
<label>28</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Berthonnaud]]></surname>
<given-names><![CDATA[E]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Dimnet]]></surname>
<given-names><![CDATA[J]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Roussouly]]></surname>
<given-names><![CDATA[P]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Labelle]]></surname>
<given-names><![CDATA[H]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Analysis of the sagittal balance of the spine and pelvis using shape and orientation parameters]]></article-title>
<source><![CDATA[J Spinal Disord Tech]]></source>
<year>02/2</year>
<month>00</month>
<day>5</day>
<volume>18</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>40-47</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B29">
<label>29</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Labelle]]></surname>
<given-names><![CDATA[H]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Roussouly]]></surname>
<given-names><![CDATA[P]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Berthonnaud]]></surname>
<given-names><![CDATA[E]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Dimnet]]></surname>
<given-names><![CDATA[J]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[O'Brien]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The importance of spino-pelvic balance in L5-s1 developmental spondylolisthesis: a review of pertinent radiologic measurements]]></article-title>
<source><![CDATA[Spine (Phila Pa 1976)]]></source>
<year>15/0</year>
<month>3/</month>
<day>20</day>
<volume>30</volume>
<numero>6 Suppl</numero>
<issue>6 Suppl</issue>
<page-range>27-34</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B30">
<label>30</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Boulay]]></surname>
<given-names><![CDATA[C]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Tardieu]]></surname>
<given-names><![CDATA[C]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Hecquet]]></surname>
<given-names><![CDATA[J]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Benaim]]></surname>
<given-names><![CDATA[C]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Mouilleseaux]]></surname>
<given-names><![CDATA[B]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Marty]]></surname>
<given-names><![CDATA[C]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Sagittal alignment of spine and pelvis regulated by pelvic incidence: standard values and prediction of lordosis]]></article-title>
<source><![CDATA[Eur Spine J]]></source>
<year>04/2</year>
<month>00</month>
<day>6</day>
<volume>15</volume>
<numero>4</numero>
<issue>4</issue>
<page-range>415-422</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B31">
<label>31</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Schwab]]></surname>
<given-names><![CDATA[F]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Lafage]]></surname>
<given-names><![CDATA[V]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Boyce]]></surname>
<given-names><![CDATA[R]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Skalli]]></surname>
<given-names><![CDATA[W]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Farcy]]></surname>
<given-names><![CDATA[JP]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Gravity line analysis in adult volunteers: age-related correlation with spinal parameters pelvic parameters and foot position]]></article-title>
<source><![CDATA[Spine (Phila Pa 1976)]]></source>
<year>01/1</year>
<month>2/</month>
<day>20</day>
<volume>31</volume>
<numero>25</numero>
<issue>25</issue>
<page-range>959-967</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B32">
<label>32</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Schwab]]></surname>
<given-names><![CDATA[F]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Lafage]]></surname>
<given-names><![CDATA[V]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Patel]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Farcy]]></surname>
<given-names><![CDATA[JP]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Sagittal plane considerations and the pelvis in the adult patient]]></article-title>
<source><![CDATA[Spine (Phila Pa 1976)]]></source>
<year>01/0</year>
<month>8/</month>
<day>20</day>
<volume>34</volume>
<numero>17</numero>
<issue>17</issue>
<page-range>1828-1833</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B33">
<label>33</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Schwab]]></surname>
<given-names><![CDATA[F]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Lafage]]></surname>
<given-names><![CDATA[V]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Farcy]]></surname>
<given-names><![CDATA[JP]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Bridwell]]></surname>
<given-names><![CDATA[K]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Glassman]]></surname>
<given-names><![CDATA[S]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Ondra]]></surname>
<given-names><![CDATA[S]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Surgical rates and operative outcome analysis in thoracolumbar and lumbar major adult scoliosis: application of the new adult deformity classification]]></article-title>
<source><![CDATA[Spine (Phila Pa 1976)]]></source>
<year>15/1</year>
<month>1/</month>
<day>20</day>
<volume>32</volume>
<numero>24</numero>
<issue>24</issue>
<page-range>2723-2730</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B34">
<label>34</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Schwab]]></surname>
<given-names><![CDATA[FJ]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Blondel]]></surname>
<given-names><![CDATA[B]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Bess]]></surname>
<given-names><![CDATA[S]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Hostin]]></surname>
<given-names><![CDATA[R]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Shaffrey]]></surname>
<given-names><![CDATA[CI]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Radiographical spinopelvic parameters and disability in the setting of adult spinal deformity: a prospective multicenter analysis]]></article-title>
<source><![CDATA[Spine (Phila Pa 1976)]]></source>
<year>01/0</year>
<month>6/</month>
<day>20</day>
<volume>38</volume>
<numero>13</numero>
<issue>13</issue>
<page-range>803-812</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B35">
<label>35</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Bess]]></surname>
<given-names><![CDATA[S]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Boachie-Adjei]]></surname>
<given-names><![CDATA[O]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Burton]]></surname>
<given-names><![CDATA[D]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Cunningham]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Shaffrey]]></surname>
<given-names><![CDATA[C]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Shelokov]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Pain and disability determine treatment modality for older patients with adult scoliosis, while deformity guides treatment for younger patients]]></article-title>
<source><![CDATA[Spine (Phila Pa 1976)]]></source>
<year>15/0</year>
<month>9/</month>
<day>20</day>
<volume>34</volume>
<numero>20</numero>
<issue>20</issue>
<page-range>2186-2190</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B36">
<label>36</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Glassman]]></surname>
<given-names><![CDATA[SD]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Schwab]]></surname>
<given-names><![CDATA[FJ]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Bridwell]]></surname>
<given-names><![CDATA[KH]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Ondra]]></surname>
<given-names><![CDATA[SL]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Berven]]></surname>
<given-names><![CDATA[S]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Lenke]]></surname>
<given-names><![CDATA[LG]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The selection of operative versus nonoperative treatment in patients with adult scoliosis]]></article-title>
<source><![CDATA[Spine (Phila Pa 1976)]]></source>
<year>01/0</year>
<month>1/</month>
<day>20</day>
<volume>32</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>93-97</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B37">
<label>37</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Everett]]></surname>
<given-names><![CDATA[CR]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Patel]]></surname>
<given-names><![CDATA[RK]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[A systematic literature review of nonsurgical treatment in adult scoliosis]]></article-title>
<source><![CDATA[Spine (Phila Pa 1976)]]></source>
<year>01/0</year>
<month>9/</month>
<day>20</day>
<volume>32</volume>
<numero>19 Suppl</numero>
<issue>19 Suppl</issue>
<page-range>130-134</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B38">
<label>38</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Smith]]></surname>
<given-names><![CDATA[JS]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Shaffrey]]></surname>
<given-names><![CDATA[CI]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Berven]]></surname>
<given-names><![CDATA[S]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Glassman]]></surname>
<given-names><![CDATA[S]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Hamill]]></surname>
<given-names><![CDATA[C]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Improvement of back pain with operative and nonoperative treatment in adults with scoliosis]]></article-title>
<source><![CDATA[Neurosurgery]]></source>
<year>07/2</year>
<month>00</month>
<day>9</day>
<volume>65</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>86-93</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B39">
<label>39</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Smith]]></surname>
<given-names><![CDATA[JS]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Shaffrey]]></surname>
<given-names><![CDATA[CI]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Berven]]></surname>
<given-names><![CDATA[S]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Glassman]]></surname>
<given-names><![CDATA[S]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Hamill]]></surname>
<given-names><![CDATA[C]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Horton]]></surname>
<given-names><![CDATA[W]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Operative versus nonoperative treatment of leg pain in adults with scoliosis: a retrospective review of a prospective multicenter database with two-year follow-up]]></article-title>
<source><![CDATA[Spine (Phila Pa 1976)]]></source>
<year>15/0</year>
<month>7/</month>
<day>20</day>
<volume>34</volume>
<numero>16</numero>
<issue>16</issue>
<page-range>1693-1698</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B40">
<label>40</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Smith]]></surname>
<given-names><![CDATA[JS]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Shaffrey]]></surname>
<given-names><![CDATA[CI]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Glassman]]></surname>
<given-names><![CDATA[SD]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Berven]]></surname>
<given-names><![CDATA[SH]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Schwab]]></surname>
<given-names><![CDATA[FJ]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Hamill]]></surname>
<given-names><![CDATA[CL]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Risk-benefit assessment of surgery for adult scoliosis: an analysis based on patient age]]></article-title>
<source><![CDATA[Spine (Phila Pa 1976)]]></source>
<year>01/0</year>
<month>5/</month>
<day>20</day>
<volume>36</volume>
<numero>10</numero>
<issue>10</issue>
<page-range>817-824</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B41">
<label>41</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Sharma]]></surname>
<given-names><![CDATA[AK]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Kepler]]></surname>
<given-names><![CDATA[CK]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Girardi]]></surname>
<given-names><![CDATA[FP]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Cammisa]]></surname>
<given-names><![CDATA[FP]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Huang]]></surname>
<given-names><![CDATA[RC]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Sama]]></surname>
<given-names><![CDATA[AA]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Lateral lumbar interbody fusion: clinical and radiographic outcomes at 1 year a preliminary report]]></article-title>
<source><![CDATA[J Spinal Disord Tech]]></source>
<year>06/2</year>
<month>01</month>
<day>1</day>
<volume>24</volume>
<numero>4</numero>
<issue>4</issue>
<page-range>242-250</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B42">
<label>42</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Transfeldt]]></surname>
<given-names><![CDATA[EE]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Topp]]></surname>
<given-names><![CDATA[R]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Mehbod]]></surname>
<given-names><![CDATA[AA]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Winter]]></surname>
<given-names><![CDATA[RB]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Surgical outcomes of decompression, decompression with limited fusion, and decompression with full curve fusion for degenerative scoliosis with radiculopathy]]></article-title>
<source><![CDATA[Spine (Phila Pa 1976)]]></source>
<year>15/0</year>
<month>9/</month>
<day>20</day>
<volume>35</volume>
<numero>20</numero>
<issue>20</issue>
<page-range>1872-1875</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B43">
<label>43</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Kuklo]]></surname>
<given-names><![CDATA[TR]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Principles for selecting fusion levels in adult spinal deformity with particular attention to lumbar curves and double major curves]]></article-title>
<source><![CDATA[Spine (Phila Pa 1976)]]></source>
<year>01/0</year>
<month>9/</month>
<day>20</day>
<volume>31</volume>
<numero>19 Suppl</numero>
<issue>19 Suppl</issue>
<page-range>132-138</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B44">
<label>44</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Bridwell]]></surname>
<given-names><![CDATA[KH]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Selection of instrumentation and fusion levels for scoliosis: where to start and where to stop Invited submission from the Joint Section Meeting on Disorders of the Spine and Peripheral Nerves March 2004]]></article-title>
<source><![CDATA[J Neurosurg Spine]]></source>
<year>07/2</year>
<month>00</month>
<day>4</day>
<volume>1</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>1-8</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B45">
<label>45</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Kim]]></surname>
<given-names><![CDATA[YJ]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Bridwell]]></surname>
<given-names><![CDATA[KH]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Lenke]]></surname>
<given-names><![CDATA[LG]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Rhim]]></surname>
<given-names><![CDATA[S]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Cheh]]></surname>
<given-names><![CDATA[G]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Sagittal thoracic decompensation following long adult lumbar spinal instrumentation and fusion to L5 or S1: causes prevalence and risk fator analysis]]></article-title>
<source><![CDATA[Spine (Phila Pa 1976)]]></source>
<year>15/0</year>
<month>9/</month>
<day>20</day>
<volume>31</volume>
<numero>20</numero>
<issue>20</issue>
<page-range>2359-2366</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B46">
<label>46</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Kim]]></surname>
<given-names><![CDATA[YJ]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Bridwell]]></surname>
<given-names><![CDATA[KH]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Lenke]]></surname>
<given-names><![CDATA[LG]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Rhim]]></surname>
<given-names><![CDATA[S]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Kim]]></surname>
<given-names><![CDATA[YW]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Is the T9, T11, or L1 the more reliable proximal level after adult lumbar or lumbosacral instrumented fusion to L5 or S1?]]></article-title>
<source><![CDATA[Spine (Phila Pa 1976)]]></source>
<year>15/1</year>
<month>1/</month>
<day>20</day>
<volume>32</volume>
<numero>24</numero>
<issue>24</issue>
<page-range>2653-2661</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B47">
<label>47</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Cho]]></surname>
<given-names><![CDATA[KJ]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Suk]]></surname>
<given-names><![CDATA[SI]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Park]]></surname>
<given-names><![CDATA[SR]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Kim]]></surname>
<given-names><![CDATA[JH]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Jung]]></surname>
<given-names><![CDATA[JH]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Selection of proximal fusion level for adult degenerative lumbar scoliosis]]></article-title>
<source><![CDATA[Eur Spine J]]></source>
<year>02/2</year>
<month>01</month>
<day>3</day>
<volume>22</volume>
<numero>2</numero>
<issue>2</issue>
<page-range>394-401</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B48">
<label>48</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Swamy]]></surname>
<given-names><![CDATA[G]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Berven]]></surname>
<given-names><![CDATA[SH]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Bradford]]></surname>
<given-names><![CDATA[DS]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The selection of L5 versus S1 in long fusions for adult idiopathic scoliosis]]></article-title>
<source><![CDATA[Neurosurg Clin N Am]]></source>
<year>04/2</year>
<month>00</month>
<day>7</day>
<volume>18</volume>
<numero>2</numero>
<issue>2</issue>
<page-range>281-288</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B49">
<label>49</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Edwards]]></surname>
<given-names><![CDATA[CC 2nd]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Bridwell]]></surname>
<given-names><![CDATA[KH]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Patel]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Rinella]]></surname>
<given-names><![CDATA[AS]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Jung]]></surname>
<given-names><![CDATA[Kim Y]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Berra]]></surname>
<given-names><![CDATA[AB]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Thoracolumbar deformity arthrodesis to L5 in adults: the fate of the L5-S1 disc]]></article-title>
<source><![CDATA[Spine (Phila Pa 1976)]]></source>
<year>15/0</year>
<month>9/</month>
<day>20</day>
<volume>28</volume>
<numero>18</numero>
<issue>18</issue>
<page-range>2122-2131</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B50">
<label>50</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Edwards]]></surname>
<given-names><![CDATA[CC 2nd]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Bridwell]]></surname>
<given-names><![CDATA[KH]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Patel]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Rinella]]></surname>
<given-names><![CDATA[AS]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Berra]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Lenke]]></surname>
<given-names><![CDATA[LG]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Long adult deformity fusions to L5 and the sacrum: A matched cohort analysis]]></article-title>
<source><![CDATA[Spine (Phila Pa 1976)]]></source>
<year>15/0</year>
<month>9/</month>
<day>20</day>
<volume>29</volume>
<numero>18</numero>
<issue>18</issue>
<page-range>1996-2005</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B51">
<label>51</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Bridwell]]></surname>
<given-names><![CDATA[KH]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Edwards]]></surname>
<given-names><![CDATA[CC 2nd]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Lenke]]></surname>
<given-names><![CDATA[LG]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The pros and cons to saving the L5-S1 motion segment in a long scoliosis fusion construct]]></article-title>
<source><![CDATA[Spine (Phila Pa 1976)]]></source>
<year>15/1</year>
<month>0/</month>
<day>20</day>
<volume>28</volume>
<numero>20</numero>
<issue>20</issue>
<page-range>234-242</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B52">
<label>52</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Schwab]]></surname>
<given-names><![CDATA[F]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Patel]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Ungar]]></surname>
<given-names><![CDATA[B]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Farcy]]></surname>
<given-names><![CDATA[JP]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Lafage]]></surname>
<given-names><![CDATA[V]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Adult spinal deformity-postoperative standing imbalance: how much can you tolerate An overview of key parameters in assessing alignment and planning corrective surgery]]></article-title>
<source><![CDATA[Spine (Phila Pa 1976)]]></source>
<year>01/1</year>
<month>2/</month>
<day>20</day>
<volume>35</volume>
<numero>25</numero>
<issue>25</issue>
<page-range>2224-2231</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B53">
<label>53</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Smith]]></surname>
<given-names><![CDATA[JS]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Shaffrey]]></surname>
<given-names><![CDATA[CI]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Glassman]]></surname>
<given-names><![CDATA[SD]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Carreon]]></surname>
<given-names><![CDATA[LY]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Schwab]]></surname>
<given-names><![CDATA[FJ]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Lafage]]></surname>
<given-names><![CDATA[V]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Clinical and radiographic parameters that distinguish between the best and worst outcomes of scoliosis surgery for adults]]></article-title>
<source><![CDATA[Eur Spine J]]></source>
<year>02/2</year>
<month>01</month>
<day>3</day>
<volume>22</volume>
<numero>2</numero>
<issue>2</issue>
<page-range>402-410</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B54">
<label>54</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Slover]]></surname>
<given-names><![CDATA[J]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Abdu]]></surname>
<given-names><![CDATA[WA]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Hanscom]]></surname>
<given-names><![CDATA[B]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Weinstein]]></surname>
<given-names><![CDATA[JN]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The impact of comorbidities on the change in short-form 36 and oswestry scores following lumbar spine surgery]]></article-title>
<source><![CDATA[Spine (Phila Pa 1976)]]></source>
<year>01/0</year>
<month>8/</month>
<day>20</day>
<volume>31</volume>
<numero>17</numero>
<issue>17</issue>
<page-range>1974-1980</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B55">
<label>55</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Trief]]></surname>
<given-names><![CDATA[PM]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Ploutz-Snyder]]></surname>
<given-names><![CDATA[R]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Fredrickson]]></surname>
<given-names><![CDATA[BE]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Emotional health predicts pain and function after fusion: a prospective multicenter study]]></article-title>
<source><![CDATA[Spine (Phila Pa 1976)]]></source>
<year>01/0</year>
<month>4/</month>
<day>20</day>
<volume>31</volume>
<numero>7</numero>
<issue>7</issue>
<page-range>823-830</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B56">
<label>56</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Krebs]]></surname>
<given-names><![CDATA[EE]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Lurie]]></surname>
<given-names><![CDATA[JD]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Fanciullo]]></surname>
<given-names><![CDATA[G]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Tosteson]]></surname>
<given-names><![CDATA[TD]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Blood]]></surname>
<given-names><![CDATA[EA]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Carey]]></surname>
<given-names><![CDATA[TS]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Predictors of long-term opioid use among patients with painful lumbar spine conditions]]></article-title>
<source><![CDATA[J Pain]]></source>
<year>01/2</year>
<month>01</month>
<day>0</day>
<volume>11</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>44-52</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B57">
<label>57</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Djurasovic]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Bratcher]]></surname>
<given-names><![CDATA[KR]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Glassman]]></surname>
<given-names><![CDATA[SD]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Dimar]]></surname>
<given-names><![CDATA[JR]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The effect of obesity on clinical outcomes after lumbar fusion.]]></article-title>
<source><![CDATA[Spine (Phila Pa 1976)]]></source>
<year>15/0</year>
<month>7/</month>
<day>20</day>
<volume>33</volume>
<numero>16</numero>
<issue>16</issue>
<page-range>1789-1792</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B58">
<label>58</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Kobayashi]]></surname>
<given-names><![CDATA[T]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Atsuta]]></surname>
<given-names><![CDATA[Y]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Takemitsu]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Matsuno]]></surname>
<given-names><![CDATA[T]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Takeda]]></surname>
<given-names><![CDATA[N]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[A prospective study of de novo scoliosis in a community based cohort]]></article-title>
<source><![CDATA[Spine (Phila Pa 1976)]]></source>
<year>15/0</year>
<month>1/</month>
<day>20</day>
<volume>31</volume>
<numero>2</numero>
<issue>2</issue>
<page-range>178-182</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B59">
<label>59</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Kim]]></surname>
<given-names><![CDATA[YJ]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Bridwell]]></surname>
<given-names><![CDATA[KH]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Lenke]]></surname>
<given-names><![CDATA[LG]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Cho]]></surname>
<given-names><![CDATA[KJ]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Edwards]]></surname>
<given-names><![CDATA[CC 2nd]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Rinella]]></surname>
<given-names><![CDATA[AS]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Pseudarthrosis in adult spinal deformity following multisegmental instrumentation and arthrodesis]]></article-title>
<source><![CDATA[J Bone Joint Surg Am]]></source>
<year>04/2</year>
<month>00</month>
<day>6</day>
<volume>88</volume>
<numero>4</numero>
<issue>4</issue>
<page-range>721-728</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B60">
<label>60</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Watanabe]]></surname>
<given-names><![CDATA[K]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Lenke]]></surname>
<given-names><![CDATA[LG]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Bridwell]]></surname>
<given-names><![CDATA[KH]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Kim]]></surname>
<given-names><![CDATA[YJ]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Koester]]></surname>
<given-names><![CDATA[L]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Hensley]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Proximal junctional vertebral frature in adults after spinal deformity surgery using pedicle screw constructs: analysis of morphological features]]></article-title>
<source><![CDATA[Spine (Phila Pa 1976)]]></source>
<year>15/0</year>
<month>1/</month>
<day>20</day>
<volume>35</volume>
<numero>2</numero>
<issue>2</issue>
<page-range>138-145</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B61">
<label>61</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Cho]]></surname>
<given-names><![CDATA[SK]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Bridwell]]></surname>
<given-names><![CDATA[KH]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Lenke]]></surname>
<given-names><![CDATA[LG]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Yi]]></surname>
<given-names><![CDATA[JS]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Pahys]]></surname>
<given-names><![CDATA[JM]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Zebala]]></surname>
<given-names><![CDATA[LP]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Major complications in revision adult deformity surgery: risk factors and clinical outcomes with 2 to 7-year follow-up]]></article-title>
<source><![CDATA[Spine (Phila Pa 1976)]]></source>
<year>15/0</year>
<month>3/</month>
<day>20</day>
<volume>37</volume>
<numero>6</numero>
<issue>6</issue>
<page-range>489-500</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B62">
<label>62</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Sansur]]></surname>
<given-names><![CDATA[CA]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Smith]]></surname>
<given-names><![CDATA[JS]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Coe]]></surname>
<given-names><![CDATA[JD]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Glassman]]></surname>
<given-names><![CDATA[SD]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Berven]]></surname>
<given-names><![CDATA[SH]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Polly]]></surname>
<given-names><![CDATA[DW Jr.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Scoliosis research society morbidity and mortality of adult scoliosis surgery]]></article-title>
<source><![CDATA[Spine (Phila Pa 1976)]]></source>
<year>20/0</year>
<month>4/</month>
<day>20</day>
<volume>36</volume>
<numero>9</numero>
<issue>9</issue>
<page-range>593-597</page-range></nlm-citation>
</ref>
</ref-list>
</back>
</article>
