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<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1646-21222013000300006&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S1646-21222013000300006&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S1646-21222013000300006&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[Objetivo: revisão da literatura sobre as opções de tratamento da rutura maciça da coifa dos rotadores Fontes de dados: A informação foi pesquisada recorrendo à base de dados Pubmed através das seguintes palavras-chave: “massive”, “rotator”, “cuff”, “tear”, “treatment”. A pesquisa foi restringida a artigos em inglês ou português, com menos de 5 anos. Após seleção, foram consultados 55 artigos. Síntese de dados: A Rutura Maciça da Coifa dos Rotadores é um desafio ortopédico complexo com uma reparação tecnicamente difícil e taxa de recorrência distintamente superior à das ruturas mais pequenas. O seu tratamento apresenta uma alta taxa de falência, sendo esta influenciada por fatores como: idade do doente, degeneração gorda ou retração muscular. A escolha do tratamento deve ser condicionada pela idade, exigências funcionais e sintomas do doente. Conclusões: São várias as opções existentes para o tratamento da rutura maciça da coifa. O tratamento conservador atingiu bons resultados em muitos pacientes, ficando muitos deles assintomáticos e com função satisfatória. O desbridamento artroscópico, descompressão subacromial e tenotomia do bicípite têm como grande objetivo o alívio sintomático e poderão estar indicados em pacientes idosos, com baixas exigências funcionais, cuja queixa principal é a dor. A reparação deve ser tentada principalmente em pacientes jovens, sintomáticos e com elevadas exigências funcionais. Tanto a hemiartroplastia como a artroplastia reversa poderão estar indicadas na rutura maciça e artropatia da coifa, sendo a artroplastia reversa o tratamento mais eficaz, apesar da não desprezível taxa de complicações a médio prazo.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Aim: review the current literature on options of treatment for massive rotator cuff tear. Sources of data: The information was researched on the Pubmed using the following keywords: “massive”, “rotator”, “cuff”, “tear”, “treatment”. The survey was restricted to articles in english or portuguese, with less than 5 years. After selection 55 articles were used. Summary of data: Massive Rotator Cuff Tear is an orthopaedic challenge with a technically hard repair and a recurrence rate distinctively higher than the smaller tears rate. Its treatment has a high failure rate, which is influenced by factors such as patient’s age, fatty degeneration and muscular retraction. The treatment choice should be based on patient’s age, functional demands and symptoms. Conclusions: There are several options for the treatment of rotator cuff tears. Conservative treatment achieved good results in many patients, leaving many of them assymptomatic and with satisfactory function. The arthroscopic débridement, subacromial decompression and bicips tenotomy have as main objective the symptomatic relief and may be indicated in elderly patients with low functional demands, whose major complaint is pain. Repair should be tried specially in young symptomatic high-demand patients. Both hemiarthroplasty as reverse arthroplasty may be indicated in massive rupture and cuff arthropathy, being reverse arthroplasty the most effective treatment, although the not negligible mid-term complication rate.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b><font face="Verdana" size="2">ARTIGO DE REVISÃO</font></b></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="4">Rutura maciça da coifa dos rotadores. Soluções?</font></b></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana" size="2"><b>Ana Panzina<sup>I</sup></b>; <b>Manuel Gutierres<sup>II</sup></b></font></p>    <p><font face="Verdana" size="2">I. Serviço de Ortopedia. Centro Hospitalar São João. Porto. Portugal.<br />II. Faculdade de Medicina da Universidade do Porto. Porto. Portugal.<br /></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana" size="2"><a name="topc"></a><a href="#c">Endereço para correspondência</a></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">RESUMO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Objetivo: revis&atilde;o da literatura sobre as op&ccedil;&otilde;es de tratamento da rutura maci&ccedil;a da coifa dos rotadores<br />Fontes de dados: A informa&ccedil;&atilde;o foi pesquisada recorrendo &agrave; base de dados Pubmed atrav&eacute;s das seguintes palavras-chave: &ldquo;massive&rdquo;, &ldquo;rotator&rdquo;, &ldquo;cuff&rdquo;, &ldquo;tear&rdquo;, &ldquo;treatment&rdquo;. A pesquisa foi restringida a artigos em ingl&ecirc;s ou portugu&ecirc;s, com menos de 5 anos. Ap&oacute;s sele&ccedil;&atilde;o, foram consultados 55 artigos.</p>     <p>S&iacute;ntese de dados: A Rutura Maci&ccedil;a da Coifa dos Rotadores &eacute; um desafio ortop&eacute;dico complexo com uma repara&ccedil;&atilde;o tecnicamente dif&iacute;cil e taxa de recorr&ecirc;ncia distintamente superior &agrave; das ruturas mais pequenas. O seu tratamento apresenta uma alta taxa de fal&ecirc;ncia, sendo esta influenciada por fatores como: idade do doente, degenera&ccedil;&atilde;o gorda ou retra&ccedil;&atilde;o muscular. A escolha do tratamento deve ser condicionada pela idade, exig&ecirc;ncias funcionais e sintomas do doente.</p>     <p>Conclus&otilde;es: S&atilde;o v&aacute;rias as op&ccedil;&otilde;es existentes para o tratamento da rutura maci&ccedil;a da coifa. O tratamento conservador atingiu bons resultados em muitos pacientes, ficando muitos deles assintom&aacute;ticos e com fun&ccedil;&atilde;o satisfat&oacute;ria. O desbridamento artrosc&oacute;pico, descompress&atilde;o subacromial e tenotomia do bic&iacute;pite t&ecirc;m como grande objetivo o al&iacute;vio sintom&aacute;tico e poder&atilde;o estar indicados em pacientes idosos, com baixas exig&ecirc;ncias funcionais, cuja queixa principal &eacute; a dor. A repara&ccedil;&atilde;o deve ser tentada principalmente em pacientes jovens, sintom&aacute;ticos e com elevadas exig&ecirc;ncias funcionais. Tanto a hemiartroplastia como a artroplastia reversa poder&atilde;o estar indicadas na rutura maci&ccedil;a e artropatia da coifa, sendo a artroplastia reversa o tratamento mais eficaz, apesar da n&atilde;o desprez&iacute;vel taxa de complica&ccedil;&otilde;es a m&eacute;dio prazo.</p></font>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Palavras chave</b>: Rutura, maciça, coifa, rotadores, tratamento. </font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">ABSTRACT</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Aim: review the current literature on options of treatment for massive rotator cuff tear.</p>     <p>Sources of data: The information was researched on the Pubmed using the following keywords: &ldquo;massive&rdquo;,&nbsp;&ldquo;rotator&rdquo;, &ldquo;cuff&rdquo;, &ldquo;tear&rdquo;, &ldquo;treatment&rdquo;. The survey was restricted to articles in english or portuguese, with less&nbsp;than 5 years. After selection 55 articles were used.</p>     <p>Summary of data: Massive Rotator Cuff Tear is an orthopaedic challenge with a technically hard repair and&nbsp;a recurrence rate distinctively higher than the smaller tears rate. Its treatment has a high failure rate, which is&nbsp;influenced by factors such as patient&rsquo;s age, fatty degeneration and muscular retraction. The treatment choice&nbsp;should be based on patient&rsquo;s age, functional demands and symptoms.</p>     <p>Conclusions: There are several options for the treatment of rotator cuff tears. Conservative treatment&nbsp;achieved good results in many patients, leaving many of them assymptomatic and with satisfactory function.&nbsp;The arthroscopic d&eacute;bridement, subacromial decompression and bicips tenotomy have as main objective&nbsp;the symptomatic relief and may be indicated in elderly patients with low functional demands, whose major&nbsp;complaint is pain. Repair should be tried specially in young symptomatic high-demand patients. Both&nbsp;hemiarthroplasty as reverse arthroplasty may be indicated in massive rupture and cuff arthropathy, being&nbsp;reverse arthroplasty the most effective treatment, although the not negligible mid-term complication rate.</p></font>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="verdana" size="2"><b>Key words</b>: tear, massive, cuff, rotator, treatment. </font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">INTRODUÇÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>A Rutura Maci&ccedil;a da Coifa dos Rotadores apresenta-se como um desafio ortop&eacute;dico complexo tanto no al&iacute;vio da dor como na restaura&ccedil;&atilde;o da fun&ccedil;&atilde;o do ombro[1]. A sua repara&ccedil;&atilde;o apresenta uma taxa de recorr&ecirc;ncia superior e resultados inferiores &agrave; das repara&ccedil;&otilde;es das ruturas menores[2, 3]. No entanto, serem maci&ccedil;as n&atilde;o &eacute; sin&oacute;nimo de serem irrepar&aacute;veis[2].<br />As ruturas da coifa s&atilde;o as ruturas musculotendinosas mais comuns [4], sendo que a preval&ecirc;ncia das ruturas maci&ccedil;as varia entre 10% a 40% e aumenta com a idade[2,5-7].<br />Os primeiros estudos a usarem o termo &ldquo;rutura maci&ccedil;a&rdquo; datam das d&eacute;cadas de 70, 80[1] Desde a&iacute;, foram v&aacute;rias as defini&ccedil;&otilde;es e classifica&ccedil;&otilde;es propostas, n&atilde;o havendo consenso quanto &agrave; correta. Cofield et al [2] definiram rutura maci&ccedil;a como sendo a rutura com pelo menos 5cm de di&acirc;metro. J&aacute; Zumstein et al [8] consideraram que &eacute; maci&ccedil;a quando ocorre destacamento de dois ou mais tend&otilde;es. Tauro et al [2] prop&otilde;em um &iacute;ndice calculado pela multiplica&ccedil;&atilde;o da dimens&atilde;o anteroposterior pela mediolateral da rutura.<br />As ruturas podem ainda ser classificadas como sendo agudas ou cr&oacute;nicas. Apenas excecionalmente ocorrem ruturas maci&ccedil;as agudas, isto &eacute;, exclusivamente traum&aacute;ticas e, por norma, acontecem em pacientes jovens [9] ou com fatores de risco como osteopenia severa iatrog&eacute;nica devido, por exemplo, &agrave; administra&ccedil;&atilde;o prolongada de esteroides[10]. J&aacute; as cr&oacute;nicas ocorrem quase exclusivamente em pacientes mais velhos[9] e, para serem consideradas como tal, temos de ter presente altera&ccedil;&otilde;es degenerativas cr&oacute;nicas musculotendinosas[10]. Estas podem ainda ser subclassificadas como cr&oacute;nicas agudizadas, quando um evento traum&aacute;tico aumenta uma rutura pr&eacute;-existente[10].<br />A classifica&ccedil;&atilde;o das ruturas pode ainda ser baseada na sua localiza&ccedil;&atilde;o: posterosuperiores (atingimento dos tend&otilde;es do supraespinhoso, do infraespinhoso e, por vezes, do tend&atilde;o do redondo menor) ou anterosuperiores (tend&otilde;es do supraespinhoso e do subescapular, associadas a instabilidade ou rutura do tend&atilde;o proximal do b&iacute;cipite)[9], sendo que as ruturas maci&ccedil;as anterosuperiores s&atilde;o menos frequentes (5 a 20%) que as posterosuperiores (28%)[2]. A maioria dos pacientes (77%) tem a rutura no lado dominante[11].<br />Por &uacute;ltimo, Loew e Raiss propuseram uma classifica&ccedil;&atilde;o baseada nos sintomas e achados radiol&oacute;gicos que divide os ombros com rutura maci&ccedil;a da coifa em 3 tipos distintos (<a href="/img/revistas/rpot/v21n3/21n3a05q1.jpg">Quadro I</a>) [12].</p>    
<p>&nbsp;</p>    <p>    <center><a href="/img/revistas/rpot/v21n3/21n3a05q1.jpg">Quadro I</a></center></p>    
<p>&nbsp;</p></font>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Fatores biomecânicos</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>A estabilidade din&acirc;mica da articula&ccedil;&atilde;o glenoumeral assenta na sinergia das for&ccedil;as do m&uacute;sculo deltoide e da coifa dos rotadores nos diferentes planos[2]. Quando ocorre uma rutura maci&ccedil;a estas for&ccedil;as acopladas s&atilde;o modificadas levando &agrave; instabilidade e perda de fun&ccedil;&otilde;es, sendo uma das altera&ccedil;&otilde;es mais importantes a migra&ccedil;&atilde;o superior da cabe&ccedil;a umeral[6, 9, 13]. Loehr afirmou que a les&atilde;o de apenas um tend&atilde;o n&atilde;o influencia o padr&atilde;o de movimento, enquanto que les&otilde;es de 2 ou mais causam de facto instabilidade articular[14].<br />Ainda num contexto introdut&oacute;rio, faz sentido perceber e definir as v&aacute;rias entidades que podem estar relacionadas e/ou serem consequ&ecirc;ncia da Rutura Maci&ccedil;a da Coifa dos Rotadores.</p></font>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b><font face="Verdana" size="2">Degeneração muscular e Infiltração gorda</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>A perda da inser&ccedil;&atilde;o tendinosa no osso altera a fisiologia, estrutura e fun&ccedil;&atilde;o muscular. Surge assim atrofia, e, consequentemente, retra&ccedil;&atilde;o muscular, fibrose progressiva e aumento do conte&uacute;do adiposo. V&aacute;rios estudos morfol&oacute;gicos referem acumula&ccedil;&atilde;o adiposa intrafascicular, extrafascicular e em locais intratendinosos, n&atilde;o estando a origem dos adip&oacute;citos bem definida. Revelam ainda que a infiltra&ccedil;&atilde;o adiposa pode surgir t&atilde;o cedo como 6 semanas ap&oacute;s a rutura[5] e que o grau de degenera&ccedil;&atilde;o muscular e de infiltra&ccedil;&atilde;o gorda aumenta com o tamanho da mesma[4].<br />O Estadiamento de Goutallier baseia-se nos resultados evidenciados pela TC e divide a infiltra&ccedil;&atilde;o gorda em 5 estadios (<a href="#q2">Quadro II</a>)[5].<br />    <p>&nbsp;</p>    <p>    <center><a name="q2"></a><img src="/img/revistas/rpot/v21n3/21n3a05q2.jpg"></center></p>    
<p>&nbsp;</p>A infiltra&ccedil;&atilde;o gorda ganha import&acirc;ncia quando estudos cl&iacute;nicos constatam que se associa a um pior progn&oacute;stico e a taxas de fal&ecirc;ncia p&oacute;s-cir&uacute;rgicas mais altas[5, 15]. O grau de infiltra&ccedil;&atilde;o gorda do supraespinhoso e infraespinhoso parece estar relacionado com pior progn&oacute;stico[4, 16, 17]. J&aacute; o grau de infiltra&ccedil;&atilde;o adiposa na RMN &eacute; um forte fator preditivo de recorr&ecirc;ncia de rutura p&oacute;s-operat&oacute;ria[9].</p></font>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Artropatia da coifa dos rotadores</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Este termo foi utilizado pela primeira vez por Neer em 1983[18]. Est&aacute; descrita como sendo a presen&ccedil;a de rutura maci&ccedil;a da coifa associada a migra&ccedil;&atilde;o superior da cabe&ccedil;a umeral, diminui&ccedil;&atilde;o da dist&acirc;ncia acromioumeral, eros&atilde;o das tuberosidades do &uacute;mero proximal (&ldquo;femoraliza&ccedil;&atilde;o&rdquo;) e ainda acetabuliza&ccedil;&atilde;o do acr&oacute;mio[2, 19].<br />O paciente t&iacute;pico &eacute; do sexo feminino com 70 ou mais anos, com hist&oacute;ria de dor progressiva e movimentos do ombro limitados pela rigidez. A dor noturna &eacute; comum e Neer et al referem uma m&eacute;dia de 9,8 anos de hist&oacute;ria de dor, tendo muitos dos pacientes j&aacute; recorrido a inje&ccedil;&otilde;es de corticoides para al&iacute;vio sintom&aacute;tico. Um aspeto importante &eacute; o de que, ao contr&aacute;rio da rutura da coifa isolada, os pacientes com artropatia da coifa ter&atilde;o perda de amplitude de movimento ativo e passivo[18, 20].</p></font>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Pseudoparalisia</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>A pseudoparalisia define-se como uma &ldquo;incapacidade de elevar ativamente o bra&ccedil;o na presen&ccedil;a de uma amplitude de movimento passiva livre e na aus&ecirc;ncia de les&atilde;o neurol&oacute;gica&rdquo; e &eacute; causada pela migra&ccedil;&atilde;o superior da cabe&ccedil;a umeral[18]. Pode afetar a eleva&ccedil;&atilde;o anterior ou a rota&ccedil;&atilde;o externa[10].</p></font>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b><font face="Verdana" size="2">Neuropatia do Nervo Supraescapular</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>A neuropatia do nervo supraescapular &eacute; considerada uma condi&ccedil;&atilde;o rara, mas &eacute; mais comum nos pacientes com rutura maci&ccedil;a[4]. &Eacute; caracterizada pela presen&ccedil;a de dor e fraqueza muscular[2]. Boykin et al relataram altera&ccedil;&otilde;es na EMG consistentes com esta entidade em 42% dos pacientes com rutura maci&ccedil;a[21]. Berhouet et al reafirmam a raridade deste achado[22].</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">DIAGNÓSTICO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>A apresenta&ccedil;&atilde;o da rutura maci&ccedil;a da coifa dos rotadores &eacute; inconsistente. A dor sentida tem graus vari&aacute;veis[9] e alguns pacientes n&atilde;o referem qualquer trauma enquanto outros relatam um evento traum&aacute;tico e uma perda de fun&ccedil;&atilde;o aguda com ou sem sintomas pr&eacute;vios. No entanto, podemos dizer que os pacientes t&iacute;picos s&atilde;o idosos com hist&oacute;ria de dor progressiva e limita&ccedil;&atilde;o dos movimentos do ombro associada a rigidez[18]. A perda de amplitude &eacute;, por norma, mais marcada no movimento de abdu&ccedil;&atilde;o[10].<br />Durante a inspe&ccedil;&atilde;o, h&aacute; certos sinais que podem ser visualizados como a atrofia peri-escapular na fossa supra e infraespinhosa, a atrofia do deltoide e a deformidade &ldquo;Popeye&rdquo; presente quando h&aacute; rutura do tend&atilde;o proximal do bic&iacute;pite[9].<br />O d&eacute;fice muscular presente &eacute; tamb&eacute;m vari&aacute;vel de acordo com o m&uacute;sculo envolvido na rutura. Quando ocorre rutura do supraespinhoso, d&aacute;-se fraqueza durante a abdu&ccedil;&atilde;o; a rutura do infraespinhoso provoca altera&ccedil;&otilde;es na &ccedil;&atilde;o externa e quando h&aacute; rutura do subescapular, ent&atilde;o a fraqueza surge durante a rota&ccedil;&atilde;o interna[20]. Assim, no exame f&iacute;sico das ruturas posterosuperiores podemos constatar redu&ccedil;&atilde;o na abdu&ccedil;&atilde;o, na flex&atilde;o anterior e na rota&ccedil;&atilde;o externa ativa, sendo esta &uacute;ltima provada por um sinal &ldquo;external rotation lag&rdquo; positivo. Podemos ainda encontrar um sinal &ldquo;hornblower&rdquo; tamb&eacute;m positivo[2]. J&aacute; quando examinamos uma rutura anterosuperior, h&aacute; certos sinais que s&atilde;o tipicamente positivos devido ao envolvimento do subscapular, como o teste de &ldquo;belly-press&rdquo;, teste de retirada ou teste de Gerber e o teste de &ldquo;bear hug&rdquo;.<br />Os estudos imagiol&oacute;gicos t&ecirc;m um papel fundamental tanto no diagn&oacute;stico como na sele&ccedil;&atilde;o do tratamento, sendo que os exames de imagem mais utilizados s&atilde;o a Ecografia e a Resson&acirc;ncia Magn&eacute;tica[2]. A Resson&acirc;ncia Magn&eacute;tica tem uma sensibilidade de cerca de 100% no diagn&oacute;stico de ruturas da coifa, permitindo uma estimativa precisa do tamanho e padr&otilde;es de ruturas complexas, da retra&ccedil;&atilde;o, da infiltra&ccedil;&atilde;o gorda e do envolvimento do tend&atilde;o bicipital (<a href="#f1">Figura 1</a>)[2]. A ecografia tem a grande vantagem de ser um exame din&acirc;mico que permite a avalia&ccedil;&atilde;o do ombro durante manobras provocativas. Acresce que &eacute; um exame com baixo custo e n&atilde;o invasivo[9]. Contudo, tem a desvantagem de ter uma sensibilidade e especificidade dependentes do operador e de n&atilde;o penetrar no osso, sendo um m&eacute;todo mau na avalia&ccedil;&atilde;o de ruturas grandes em que os tend&otilde;es est&atilde;o retra&iacute;dos medialmente ao bordo lateral do acr&oacute;mio[9]. A Tomografia Computorizada auxilia o planeamento cir&uacute;rgico quando h&aacute; anormalidades erosivas na glenoide, especialmente se procedimentos como osteotomia da glenoide est&atilde;o a ser considerados[20]. &Eacute; tamb&eacute;m uma mais valia na avalia&ccedil;&atilde;o da compet&ecirc;ncia do arco coracoacromial[2]. O uso da Radiografia Tor&aacute;cica permitiu a cria&ccedil;&atilde;o da Classifica&ccedil;&atilde;o Radiol&oacute;gica de Hamada, em 1990, composta por 5 estadios que refletem a evolu&ccedil;&atilde;o temporal da rutura e uma sucessiva progress&atilde;o da artropatia (<a href="#q3">Quadro III</a>) (<a href="#f1">Figura 1</a>)[16].</p>    <p>&nbsp;    <p>    <center><a name="f1"></a><img src="/img/revistas/rpot/v21n3/21n3a05f1.jpg"></center></p>    
<p>&nbsp;</p>    <p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<center><a name="q3"><img src="/img/revistas/rpot/v21n3/21n3a05q3.jpg"></center></p>    
<p>&nbsp;</p></font>    <p><b><font face="Verdana" size="2">TRATAMENTO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>As ruturas maci&ccedil;as da coifa dos rotadores t&ecirc;m um historial de tratamento desfavor&aacute;vel j&aacute; que a repara&ccedil;&atilde;o &eacute; tecnicamente dif&iacute;cil e a taxa de recorr&ecirc;ncia &eacute; distintamente maior que a da associada &agrave;s ruturas pequenas[2, 17]. A escolha do tratamento, por si s&oacute;, &eacute; muitas vezes mais complicada do que a sua execu&ccedil;&atilde;o. Agravando esta dificuldade, durante o curso do tratamento &eacute; poss&iacute;vel que o paciente mude de ideias, j&aacute; que os sintomas podem ficar insuport&aacute;veis e as exig&ecirc;ncias funcionais podem passar de baixas para elevadas (ou vice-versa). Al&eacute;m do mais, uma rutura eventualmente repar&aacute;vel pode, em pouco tempo, torna-se irrepar&aacute;vel[10].<br />A abordagem das ruturas maci&ccedil;as &eacute; bastante desafiante, com taxas de fal&ecirc;ncia de 20% a 90%-94% [5,23, 24], dependendo de diversos fatores como a idade do paciente, degenera&ccedil;&atilde;o gorda e atrofia e retra&ccedil;&atilde;o muscular. O &ldquo;outcome&rdquo; geral e a capacidade de cura correlacionam-se inversamente com o tamanho e a retra&ccedil;&atilde;o da rutura[9, 17,23]. Para al&eacute;m disso, o fator tempo &eacute; tamb&eacute;m preponderante[22]. Petersen et al [25] seguiram 42 pacientes com rutura maci&ccedil;a traum&aacute;tica dolorosa e constataram que os resultados da repara&ccedil;&atilde;o cir&uacute;rgica das ruturas da coifa traum&aacute;ticas associadas a fraqueza s&atilde;o melhores quando a repara&ccedil;&atilde;o ocorre no m&aacute;ximo 4 meses ap&oacute;s a les&atilde;o.<br />Outro ponto importante no que diz respeito ao tratamento &eacute; a consciencializa&ccedil;&atilde;o de que &ldquo;ruturas maci&ccedil;as&rdquo; n&atilde;o &eacute; sin&oacute;nimo de &ldquo;ruturas irrepar&aacute;veis&rdquo;! S&atilde;o v&aacute;rios os sinais que conferem a uma rutura o estatuto de irrepar&aacute;vel, como a migra&ccedil;&atilde;o superior est&aacute;tica da cabe&ccedil;a umeral, um intervalo acromioumeral reduzido ou inexistente e uma infiltra&ccedil;&atilde;o gorda de =50% da musculatura da coifa dos rotadores [2, 26]. H&aacute; outros achados indicativos de irreparabilidade como a pseudoparalisia da eleva&ccedil;&atilde;o anterior e o facto de uma rutura ser anterosuperior[10].<br />Quando as ruturas s&atilde;o de facto irrepar&aacute;veis h&aacute; duas op&ccedil;&otilde;es poss&iacute;veis: tratamentos paliativos como a tenodese ou desbridamento ou procedimentos de salvamento como transfer&ecirc;ncia de tend&otilde;es ou a artroplastia reversa (<a href="#f2">Figura 2</a>)[26, 27].</p>    <p>&nbsp;</p>    <p>    <center><a name="f2"></a><img src="/img/revistas/rpot/v21n3/21n3a05f2.jpg"></center></p>    
<p>&nbsp;</p></font>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Tratamento Conservador</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>O tratamento conservador deve incluir a modifica&ccedil;&atilde;o ativa, os analg&eacute;sicos orais, a fisioterapia e as inje&ccedil;&otilde;es intra-articulares[18].<br />Alguns autores defendem que ser&aacute; prefer&iacute;vel tratar as ruturas maci&ccedil;as de forma conservadora j&aacute; que a sua repara&ccedil;&atilde;o cir&uacute;rgica &eacute; seguida por uma alta taxa de recorr&ecirc;ncia[2]. No entanto, o grande obst&aacute;culo a esta abordagem &eacute; o facto de n&atilde;o haver provas de que o tratamento conservador altere o curso natural da hist&oacute;ria da doen&ccedil;a[10]. Assim, n&atilde;o deve ser usado em ruturas repar&aacute;veis de pacientes com exig&ecirc;ncias funcionais elevadas e deve ser reservado para pacientes sem dor significativa[9, 10]. O tratamento conservador tem mostrado resultados inconsistentes e dececionantes a longo prazo [27], tendo sido particularmente desapontantes em pacientes com sintomas h&aacute; mais de 6 meses, facto reconhecido por Bokor et al[2, 9]. J&aacute; o tratamento conservador da rigidez &eacute; quase sempre um sucesso, resultando muitas vezes em al&iacute;vio da dor e restaura&ccedil;&atilde;o da fun&ccedil;&atilde;o[10]. Zing et al estudaram os resultados a m&eacute;dio prazo do tratamento conservador de 19 pacientes com rutura maci&ccedil;a da coifa. Os pacientes mantiveram uma boa fun&ccedil;&atilde;o do ombro e preservaram a amplitude de movimento ativo. Contudo, a infiltra&ccedil;&atilde;o gorda e osteoartrose glenoumeral progrediram, levando inevitavelmente &agrave; degenera&ccedil;&atilde;o articular [10, 28]. Assim, o uso de tratamento conservador tem de ser ponderado com os pacientes devido ao risco de artropatia da coifa dos rotadores e de infiltra&ccedil;&atilde;o gorda irrevers&iacute;vel[2].</p></font>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b><font face="Verdana" size="2">Reeducação anterior do deltoide</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>A reeduca&ccedil;&atilde;o do deltoide como m&eacute;todo de reabilita&ccedil;&atilde;o est&aacute; validada por estudos biomec&acirc;nicos recentes que desafiaram a vis&atilde;o tradicional do deltoide como sendo elevador da cabe&ccedil;a umeral. Gagey et al conclu&iacute;ram que uma das fun&ccedil;&otilde;es do m&uacute;sculo &eacute; prevenir a migra&ccedil;&atilde;o superior da cabe&ccedil;a do &uacute;mero e a consequente compress&atilde;o contra a glenoide na presen&ccedil;a de uma rutura maci&ccedil;a. Este m&eacute;todo de reabilita&ccedil;&atilde;o &eacute; mais utilizado em idosos com m&uacute;ltiplas comorbilidades que contraindicam cirurgia. Levy et al estudaram 17 pacientes nos quais foi aplicado este m&eacute;todo associado a analgesia. Em 90% dos pacientes, o efeito estabilizador conseguido pelo recrutamento do deltoide (anterior] foi suficiente para melhorar as capacidades funcionais e diminuir a dor[29].</p></font>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Tratamento Cirúrgico</font></b></p>    <p><b><font face="Verdana" size="2"> Desbridamento e Descompressão subacromial</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>O objetivo principal do desbridamento &eacute; o de remover as fontes de dor, podendo ser realizado por via aberta ou artrosc&oacute;pica[9]. Em ambas as abordagens h&aacute; a preocupa&ccedil;&atilde;o de libertar o ligamento coracoacromial, j&aacute; que &eacute; um importante obst&aacute;culo ao deslizamento anterosuperior da cabe&ccedil;a umeral[10, 20]. O desbridamento est&aacute; indicado em pacientes idosos, com baixas exig&ecirc;ncias funcionais[9, 20], cuja queixa principal &eacute; a dor mas com boa preserva&ccedil;&atilde;o do movimento ativo e for&ccedil;as transversa e coronal da articula&ccedil;&atilde;o glenoumeral intactas[2]. Est&aacute; ainda indicado em pacientes incapazes de serem submetidos a uma recupera&ccedil;&atilde;o p&oacute;s-cir&uacute;rgica longa[30].<br />Os resultados quanto a este procedimento s&atilde;o d&iacute;spares e &eacute; ponto assente que o desbridamento subacromial tem piores resultados nas ruturas maci&ccedil;as do que nas ruturas mais pequenas[10]. Em compara&ccedil;&atilde;o com outras op&ccedil;&otilde;es cir&uacute;rgicas, os estudos mostram inferioridade do desbridamento. Num estudo randomizado de ruturas maci&ccedil;as mas repar&aacute;veis, o desbridamento teve menos sucesso cl&iacute;nico e mais degenera&ccedil;&atilde;o articular do que a repara&ccedil;&atilde;o tendinosa. Para al&eacute;m disso, n&atilde;o h&aacute; qualquer prova de que o desbridamento seja mais eficaz que a tenotomia bicipital isolada[10]. Os pacientes submetidos apenas a desbridamento artrosc&oacute;pico t&ecirc;m uma melhoria das capacidades funcionais menos acentuada que os submetidos a repara&ccedil;&atilde;o parcial artrosc&oacute;pica[30]. Rockwood et al reportaram 44 casos (88%) de entre 50 nos quais ocorreu diminui&ccedil;&atilde;o da dor e melhoria da fun&ccedil;&atilde;o e for&ccedil;a ap&oacute;s desbridamento e descompress&atilde;o. J&aacute; Gartsman et al registaram modestas melhorias na dor e fun&ccedil;&atilde;o ap&oacute;s desbridamento e descompress&atilde;o por via aberta, mas verificaram diminui&ccedil;&atilde;o da for&ccedil;a. Tamb&eacute;m Zjivac et al constataram deteriora&ccedil;&atilde;o da for&ccedil;a e fun&ccedil;&atilde;o com o passar do tempo ap&oacute;s desbridamento artrosc&oacute;pico [2]. Liem et al [31] estudaram retrospectivamente 31 pacientes, com m&eacute;dia de idade de 71 anos, submetidos a desbridamento, tenotomia bicipital e manuten&ccedil;&atilde;o do arco coracoacromial. Ap&oacute;s uma m&eacute;dia de 47 meses, o score ASES melhorou significativamente de 24.0 para 68.9 e os scores de dor diminu&iacute;ram de 7.8 para 2.0.<br />Apesar da exist&ecirc;ncia de alguns resultados desapontantes, h&aacute; certas vantagens ineg&aacute;veis do desbridamento e descompress&atilde;o subacromial artrosc&oacute;picos: o programa de reabilita&ccedil;&atilde;o &eacute; mais r&aacute;pido; as taxas de complica&ccedil;&otilde;es s&atilde;o baixas, pois &eacute; um procedimento pouco invasivo; e traz a possibilidade de a cirurgia ser feita em ambulat&oacute;rio[30].</p></font>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Tenotomia bicipital</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Sendo a tendinopatia da longa por&ccedil;&atilde;o do bic&iacute;pite uma causa comum de dor e desconforto nos pacientes com ruturas maci&ccedil;as da coifa, faz sentido que a tenodese ou tenotomia possa levar a al&iacute;vio sintom&aacute;tico. Contudo, como n&atilde;o previnem a degenera&ccedil;&atilde;o articular, n&atilde;o est&atilde;o indicadas para pacientes com ruturas repar&aacute;veis e exig&ecirc;ncias funcionais elevadas[2, 10]. Existe o receio de que este procedimento possa levar a migra&ccedil;&atilde;o superior da cabe&ccedil;a umeral e a pseudoparalisia. No entanto, estudos retrospetivos t&ecirc;m mostrado que n&atilde;o h&aacute; evid&ecirc;ncias desta migra&ccedil;&atilde;o superior e que &eacute; incontest&aacute;vel que a tenotomia bicipital n&atilde;o provoca pseudoparalisia, associando-se at&eacute; a melhoria da fun&ccedil;&atilde;o, muito provavelmente devido ao al&iacute;vio da dor[9, 10].<br />Os resultados t&ecirc;m sido promissores. Boileau et al reviram 68 pacientes submetidos a tenotomia bicipital ou tenodese e, passados 3 anos, 78% mostraram-se satisfeitos e todos recuperaram a eleva&ccedil;&atilde;o ativa [9]. Walch et al estudaram os resultados de 307 tenotomias bicipitais artrosc&oacute;picas realizadas a pacientes com ruturas maci&ccedil;as irrepar&aacute;veis ou que n&atilde;o estavam dispostos a colaborar na reabilita&ccedil;&atilde;o necess&aacute;ria ap&oacute;s cirurgia de repara&ccedil;&atilde;o da coifa. Ap&oacute;s 57 meses, a m&eacute;dia do score de Constante aumentou de 48 pontos para 68 e a taxa de satisfa&ccedil;&atilde;o atingiu os 87% [2, 10].</p></font>    <p><b><font face="Verdana" size="2">"Deltoid flap"</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>O &ldquo;deltoid flap&rdquo; foi descrito pela primeira vez em 1978 por Takaishi e revisto, em 1985, pelos cirurgi&otilde;es franceses Apoil e Augereau [32]. Tem como principal desvantagem o compromisso da integridade do m&uacute;sculo deltoide[33]. As conclus&otilde;es quanto &agrave; utilidade deste procedimento s&atilde;o bastante d&iacute;spares. Schneeberger concluiu que o &ldquo;deltoid flap&rdquo; modificado &eacute; uma alternativa vi&aacute;vel para o tratamento das ruturas da coifa irrepar&aacute;veis em pacientes jovens, j&aacute; que dos 57 pacientes 91% revelaram al&iacute;vio da dor[33]. J&aacute; Glanzmann n&atilde;o encontrou qualquer vantagem desta t&eacute;cnica invasiva face ao desbridamento artrosc&oacute;pico, o qual n&atilde;o altera a integridade do deltoide. Constatou, ap&oacute;s a reconstru&ccedil;&atilde;o de 31 ruturas maci&ccedil;as, que a taxa de sobreviv&ecirc;ncia do &ldquo;deltoid flap&rdquo; foi inferior a 20%. Tanto Glanzmann como Lu afirmam que este procedimento n&atilde;o previne a migra&ccedil;&atilde;o superior e as altera&ccedil;&otilde;es osteoartr&iacute;ticas[32, 34].</p></font>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Artrodese glenoumeral</font></b></p><font face="verdana" size="2">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A artrodese glenoumeral &eacute; um procedimento dif&iacute;cil e mal tolerado pelos pacientes. Neste momento h&aacute; poucas indica&ccedil;&otilde;es para artrodese de ruturas maci&ccedil;as da coifa, sendo reservada para al&iacute;vio da dor de pacientes submetidos a m&uacute;ltiplas cirurgias sem sucesso, com hist&oacute;ria de infe&ccedil;&atilde;o ou um deltoide ineficiente[2, 20].</p></font>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Reparação Completa</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Resultados bons a excelentes, melhoria significativa da qualidade de vida, taxas de satisfa&ccedil;&atilde;o de cerca de 94% e desacelera&ccedil;&atilde;o da degenera&ccedil;&atilde;o articular estabeleceram esta t&eacute;cnica como o gold standard do tratamento de ruturas maci&ccedil;as da coifa[35]. Mesmo assim, Bjurkenheim et al relataram que os resultados de repara&ccedil;&otilde;es de ruturas maci&ccedil;as eram marcadamente inferiores aos das repara&ccedil;&otilde;es de ruturas mais pequenas[2]. A possibilidade de cura com a repara&ccedil;&atilde;o completa est&aacute; relacionada com o tamanho da rutura, a dist&acirc;ncia acromio-umeral, o grau de atrofia muscular, a quantidade de infiltra&ccedil;&atilde;o adiposa e, ainda, com o tempo que passa entre a rutura e o procedimento, devendo por isso ser reparada o mais rapidamente poss&iacute;vel [10, 36].<br />Um dos pontos mais importantes na repara&ccedil;&atilde;o &eacute; a mobiliza&ccedil;&atilde;o do tend&atilde;o retra&iacute;do para o seu local de inser&ccedil;&atilde;o na grande tuberosidade. Assim sendo &eacute; essencial que as ader&ecirc;ncias subacromiais e subdeltoideias sejam removidas e que o tecido bursal seja excisado para melhor visualiza&ccedil;&atilde;o do padr&atilde;o de rutura. Lo e Burkhart referem que 90% de 94 ruturas maci&ccedil;as podiam ser reparadas primariamente ao osso ap&oacute;s uma lise adequada das ades&otilde;es usando a t&eacute;cnica de converg&ecirc;ncia das margens[2, 9].<br />As opini&otilde;es divergem quanto &agrave; t&eacute;cnica que deve ser usada na repara&ccedil;&atilde;o completa. A repara&ccedil;&atilde;o &ldquo;double row&rdquo; tem sido defendida por alguns autores, alegando possuir melhores caracter&iacute;sticas biomec&acirc;nicas, maior contacto osso-tend&atilde;o e menor taxa de recorr&ecirc;ncia comparativamente com a repara&ccedil;&atilde;o &ldquo;single row&rdquo;[2]. Park J. Y. et al mostraram que os scores ASES e de Constant ap&oacute;s repara&ccedil;&otilde;es &ldquo;double row&rdquo; eram significativamente melhores que ap&oacute;s repara&ccedil;&atilde;o &ldquo;single row&rdquo;[37]. Papadopoulos et al verificaram que as suturas em&rdquo; double-row&rdquo; t&ecirc;m taxas mais elevadas de cicatriza&ccedil;&atilde;o do tend&atilde;o[35]. Outros autores afirmam que o uso da &ldquo;double row&rdquo; pode resultar numa tens&atilde;o exagerada da coifa. Por esta mesma raz&atilde;o, Snyder et al defendem que se fa&ccedil;a uma repara&ccedil;&atilde;o &ldquo;medializada&rdquo; com uma &ldquo;single row&rdquo; de suturas na margem articular[2]. Quanto &agrave; compara&ccedil;&atilde;o das vias de abordagem (artrosc&oacute;pica vs aberta), n&atilde;o h&aacute; fortes evid&ecirc;ncias de que uma tenha melhores resultados do que a outra, apesar da via artrosc&oacute;pica se tornar cada vez mais popular[10, 38]. Beauchamp et al [39] estudaram as vantagens e desvantagens do uso de anestesia local com seda&ccedil;&atilde;o em vez de anestesia geral. O estudo demonstrou que a anestesia local com seda&ccedil;&atilde;o permite um suficiente controlo da dor, para al&eacute;m de possibilitar um teste in vivo da robustez da repara&ccedil;&atilde;o. D&aacute; ainda a oportunidade de serem operados pacientes que de outra forma n&atilde;o seriam: pacientes com um alto risco anest&eacute;sico ou com contraindica&ccedil;&otilde;es para anestesia locorregional.<br />Como referido anteriormente, quando poss&iacute;vel execut&aacute;-la, a repara&ccedil;&atilde;o completa permite resultados bastante favor&aacute;veis. Lam and Mok reviram 74 pacientes com 65 ou mais anos submetidos a repara&ccedil;&atilde;o de rutura maci&ccedil;a sintom&aacute;tica. Dois anos depois, 84% dos pacientes estavam satisfeitos e 93% atingiram al&iacute;vio da dor[2]. Zumstein et al [8] seguiram 27 pacientes submetidos a repara&ccedil;&atilde;o trans&oacute;ssea por via aberta. Ap&oacute;s 3,1 anos, todos os pacientes mostraram resultados bons a excelentes e 22 pacientes permaneceram satisfeitos com o resultado ap&oacute;s 9,9 anos. Contudo, houve uma taxa de recorr&ecirc;ncia de 57%.<br />Apesar dos excelentes resultados, a repara&ccedil;&atilde;o completa n&atilde;o est&aacute; isenta de complica&ccedil;&otilde;es. As complica&ccedil;&otilde;es mais comuns da repara&ccedil;&atilde;o por via aberta s&atilde;o o descolamento do deltoide, uma nova rutura e a infe&ccedil;&atilde;o[40]. O descolamento do deltoide normalmente ocorre 6 semanas ap&oacute;s a cirurgia, no per&iacute;odo de reabilita&ccedil;&atilde;o ativa do ombro. Causa diminui&ccedil;&atilde;o da for&ccedil;a e deformidade, mas tamb&eacute;m diminui&ccedil;&atilde;o da dor. Num estudo com 112 pacientes com rutura maci&ccedil;a da coifa tratados com repara&ccedil;&atilde;o por via aberta, foram registados 9 pacientes (8%) com descolamento do deltoide. Gumina et al recomendam para a sua preven&ccedil;&atilde;o o uso de suturas mais grossas e em U[40]. Quanto &agrave; exist&ecirc;ncia de uma nova rutura, foi constatado que a maioria ocorre precocemente no per&iacute;odo p&oacute;s-operat&oacute;rio e que o tamanho da rutura inicial e a idade do paciente influenciam a sua incid&ecirc;ncia[35, 41]. Jost et al verificaram ainda uma rela&ccedil;&atilde;o entre a extens&atilde;o da infiltra&ccedil;&atilde;o gorda dos m&uacute;sculos infra e supraespinhoso e a ocorr&ecirc;ncia de nova rutura[2]. Foram identificadas t&eacute;cnicas de refor&ccedil;o para diminuir a probabilidade de recorr&ecirc;ncia da rutura: suturas mais fortes; outras configura&ccedil;&otilde;es de suturas (ex: t&eacute;cnica de Mason-Allen); &acirc;ncoras das suturas mais largas e mais r&iacute;gidas[35].</p></font>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Reparação Parcial</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Quando n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel a repara&ccedil;&atilde;o completa, devido &agrave; extens&atilde;o da rutura, &agrave; retra&ccedil;&atilde;o ou fraca qualidade do tecido, a repara&ccedil;&atilde;o parcial pode levar tamb&eacute;m &agrave; melhoria da dor e das capacidades funcionais, tendo atingido altas taxas de satisfa&ccedil;&atilde;o[9, 15, 42]. Duralde and Bair estudaram 24 pacientes submetidos a repara&ccedil;&atilde;o parcial por via aberta, por n&atilde;o ser poss&iacute;vel a repara&ccedil;&atilde;o completa. 43 meses ap&oacute;s a cirurgia, 67% dos pacientes tiveram resultados excelentes e 92% estavam satisfeitos com o resultado. Burkhart et al obtiveram resultados semelhantes em 14 pacientes[2]. Berth et al conclu&iacute;ram ainda que os pacientes submetidos a repara&ccedil;&atilde;o parcial artrosc&oacute;pica t&ecirc;m uma melhoria mais acentuada das capacidades funcionais e uma recupera&ccedil;&atilde;o mais marcada nas atividades do dia a dia do que os pacientes submetidos apenas a desbridamento artrosc&oacute;pico[30].</p></font>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Enxertos de tecidos</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>S&atilde;o utilizados quando h&aacute; defici&ecirc;ncia de tecido para se poder atingir uma repara&ccedil;&atilde;o sem tens&atilde;o. D&atilde;o suporte mec&acirc;nico e t&ecirc;m propriedades biol&oacute;gicas que favorecem a prolifera&ccedil;&atilde;o e diferencia&ccedil;&atilde;o celular. Podem ser dividos em dois grandes grupos: sint&eacute;ticos e biol&oacute;gicos. Os biol&oacute;gicos podem ainda ser subdivididos em aut&oacute;logos (longa por&ccedil;&atilde;o do bic&iacute;pite) ou aloenxertos (derivados da derme ou submucosa do intestino delgado) [2, 43, 44]. Tem sido recomendada a descontinua&ccedil;&atilde;o ou a modera&ccedil;&atilde;o do uso de enxertos sint&eacute;ticos e de submucosa devido ao risco de resposta inflamat&oacute;ria e de rea&ccedil;&atilde;o de corpo estranho [2, 10, 44, 45].</p></font>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Enxerto de derme</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>A repara&ccedil;&atilde;o com uso de aloenxerto de derme humana &eacute; uma t&eacute;cnica que leva a melhoria significativa da dor, amplitude de movimento e for&ccedil;a. Gupta et al estudaram 24 pacientes com boa amplitude de movimento ativo, aus&ecirc;ncia de infiltra&ccedil;&atilde;o adiposa de alto grau ou artrose glenoumeral e verificaram uma taxa de satisfa&ccedil;&atilde;o de 100%. A ecografia p&oacute;s-operat&oacute;ria ap&oacute;s 3 anos demonstrou repara&ccedil;&otilde;es completamente intactas na maioria dos pacientes. N&atilde;o ocorreu infe&ccedil;&atilde;o nem rejei&ccedil;&atilde;o de tecido. O estudo sugere que este aloenxerto tem a capacidade de se comportar como um tend&atilde;o nativo tanto biomecanicamente como histologicamente[23]. Bond et al [46, 47] estudaram 16 pacientes submetidos a repara&ccedil;&atilde;o artrosc&oacute;pica com enxertos de derme e 15 desses pacientes ficaram satisfeitos com o resultado, tendo havido incorpora&ccedil;&atilde;o total do enxerto em 13 deles. J&aacute; Burkhead et al examinaram 17 pacientes e, 1,2 anos ap&oacute;s a cirurgia, 24% mostraram algum grau de recorr&ecirc;ncia[2].</p></font>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Enxerto de longa porção do bícipite</font></b></p><font face="verdana" size="2">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Sendo um autoenxerto, este m&eacute;todo tem menor risco de inflama&ccedil;&atilde;o e de rea&ccedil;&atilde;o de corpo estranho. Sano et al obtiveram uma taxa de sucesso de reconstru&ccedil;&atilde;o de 92.9%, considerando esta op&ccedil;&atilde;o como uma das melhores para as ruturas maci&ccedil;as irrepar&aacute;veis[43].</p></font>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Transferência de tendões</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>O tamanho da rutura e a degenera&ccedil;&atilde;o irrevers&iacute;vel e retra&ccedil;&atilde;o de unidades musculotendinosas causadas pela mesma, faz com que em 30% das ruturas a reinser&ccedil;&atilde;o do tend&atilde;o lesado n&atilde;o seja poss&iacute;vel[27, 48]. Assim, surgiu possibilidade de usar outro tend&atilde;o como substituto. A t&eacute;cnica tem como objetivo cobrir o defeito cranial, restabelecer a amplitude de movimento e criar um efeito depressor ativo[49]. O candidato ideal &eacute; um paciente jovem com rutura maci&ccedil;a irrepar&aacute;vel sem artrose glenoumeral, mas com fun&ccedil;&atilde;o alterada devido &agrave; perda de rota&ccedil;&atilde;o externa e &agrave; fraqueza, sendo essa a sua queixa principal [2, 9]</p></font>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Transferência do grande dorsal</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>A transfer&ecirc;ncia do grande dorsal para tratamento da rutura maci&ccedil;a da coifa foi inicialmente proposta por Gerber et al (<a href="#f3">Figura 3</a>) [2, 48, 50]. &Eacute; mais utilizada em ruturas posterosuperiores com consequente rota&ccedil;&atilde;o externa descompensada e fraqueza da abdu&ccedil;&atilde;o[11, 49]. Alguns autores defendem que &eacute; esta t&eacute;cnica &eacute; tamb&eacute;m uma op&ccedil;&atilde;o v&aacute;lida para pseudoparalisias da rota&ccedil;&atilde;o externa[10]. Para que a transfer&ecirc;ncia possa restabelecer o balan&ccedil;o das for&ccedil;as coronais e transversais, o tend&atilde;o subscapular e o m&uacute;sculo deltoide t&ecirc;m de estar intactos, sendo este achado um pr&eacute;- requisito para esta cirurgia[27, 49].<br />    <p>&nbsp;</p>    <p>    <center><a name="f3"></a><img src="/img/revistas/rpot/v21n3/21n3a05f3.jpg"></center></p>    
<p>&nbsp;</p>Weening et al [27] seguiram 16 pacientes submetidos a esta transfer&ecirc;ncia para tratamento de ruturas irrepar&aacute;veis associadas a dor cr&oacute;nica e preju&iacute;zos funcionais. Dos 16 pacientes, apenas 1 n&atilde;o mostrou melhoria da dor e das capacidades funcionais. Contudo, atividades como lavar a cabe&ccedil;a e pendurar roupas permaneceram dif&iacute;ceis. Esta dificuldade pode ser justificada pela incapacidade do grande dorsal em centrar a cabe&ccedil;a umeral na articula&ccedil;&atilde;o como &eacute; feito pelos m&uacute;sculos da coifa. No seu estudo, Zafra et al registaram uma melhoria da dor em 88% dos pacientes[48].<br />Miniaci and MacLeod relataram uma taxa de satisfa&ccedil;&atilde;o de 83%, Warner and Parsons de 73% e Iannotti et al de 64%[2]. Em m&eacute;dia a transfer&ecirc;ncia do grande dorsal causa um ganho de 35&ordm; na eleva&ccedil;&atilde;o anterior ativa, um ganho de 10&ordm; na rota&ccedil;&atilde;o externa ativa e um aumento de 70% na for&ccedil;a de abdu&ccedil;&atilde;o. No entanto, n&atilde;o deve ser esperado um retorno a uma amplitude e for&ccedil;a normais. Ainda n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel dizer se a transfer&ecirc;ncia concomitante do redondo maior influ&ecirc;ncia os resultados [11].<br />Este procedimento registou um baixo n&uacute;mero de complica&ccedil;&otilde;es, atingindo os 9,5% segundo Namdari et al [11, 27]. Contudo, foi detetado que em mais de 50% dos ombros submetidos &agrave; transfer&ecirc;ncia do grande dorsal houve um aumento da migra&ccedil;&atilde;o superior[11]. Gumina et al[40] descreveu o descolamento do deltoide como sendo uma das complica&ccedil;&otilde;es mais comuns (<a href="#f3">Figura 3</a>).</p></font>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Transferência do grande peitoral</font></b></p><font face="verdana" size="2">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A transfer&ecirc;ncia do grande peitoral &eacute; mais usada nas ruturas anterosuperiores, j&aacute; que est&aacute; indicada para ruturas irrepar&aacute;veis do subscapular[2, 9, 10]. Jost et al relataram resultados satisfat&oacute;rios em 24 de 30 pacientes, enquanto Wirth and Rockwood relataram o mesmo em 10 de 13. Resch et al obtiveram resultados bons a excelentes em 9 de 12 pacientes [2]</p></font>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Hemiartroplastia</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>A hemiartroplastia tornou-se o procedimento cir&uacute;rgico convencional para a artropatia da coifa, apesar dos resultados mistos. Est&aacute; indicada para o tratamento de ruturas maci&ccedil;as associadas a osteoartrose glenoumeral e/ou subacromial com m&uacute;sculo deltoide intacto [10, 20].<br />Os resultados s&atilde;o controversos. A maior s&eacute;rie de pacientes com artropatia da coifa submetidos a hemiartroplastia foi revista por Sanchez-Sotelo et al. Foram revistos 33 ombros de 30 pacientes, com um follow-up de 5 anos. Foram conseguidos bons resultados em 67% dos pacientes. O score m&eacute;dio de dor baixou de 4.2 para 2.2. No entanto, 9 pacientes mantiveram dor moderada, 8 ombros sofreram eros&atilde;o superior progressiva da glenoide, 14 eros&atilde;o do acr&oacute;mio e 2 pacientes sofreram uma fratura acromial[20]. Field et al reviram os resultados da hemiartroplastia de 16 pacientes com artropatia da coifa, dos quais 63% obtiveram resultados satisfat&oacute;rios. Williams and Rockwood relataram os resultados de 21 hemiartroplastias e, apesar de 86% terem resultados satisfat&oacute;rios, apenas 12 pacientes ficaram sem dor[2].<br />H&aacute; uma forte preocupa&ccedil;&atilde;o de que a hemiartroplastia levar&aacute; a perda progressiva de osso. Esta progressiva eros&atilde;o glenoidal e acromial tem sido proposta como explica&ccedil;&atilde;o para os maus resultados e a perman&ecirc;ncia da dor p&oacute;s- operat&oacute;ria. Procedimentos anteriores &agrave; hemiartroplastia t&ecirc;m sido tamb&eacute;m apontados como respons&aacute;veis pelo insucesso do procedimento [2, 20].</p></font>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Artroplastia total</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Apesar do sucesso cl&iacute;nico no tratamento da osteonecrose, os resultados no tratamento da artropatia da rutura da coifa n&atilde;o t&ecirc;m sido t&atilde;o bons [20].</p></font>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Artroplastia reversa</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>A artroplastia reversa restaura a superf&iacute;cie da articula&ccedil;&atilde;o glenoumeral, tratando a artrose [19]; bloqueia a migra&ccedil;&atilde;o superior da cabe&ccedil;a umeral e transforma o movimento do deltoide em movimento rotacional, mantendo a estabilidade articular[1]. A literatura aponta a rutura irrepar&aacute;vel da coifa como sendo a indica&ccedil;&atilde;o mais acertada para artroplastia reversa, assim como defende que a artroplastia reversa &eacute; o tratamento mais eficaz da rutura irrepar&aacute;vel com pseudoparalisia da eleva&ccedil;&atilde;o anterior[10]. Um n&uacute;mero crescente de publica&ccedil;&otilde;es suporta a efic&aacute;cia da artroplastia reversa no tratamento da artropatia da rutura da coifa[20], sendo esta a indica&ccedil;&atilde;o mais comum deste procedimento[19, 51]. &Eacute; ainda uma op&ccedil;&atilde;o vi&aacute;vel para os pacientes com dor e disfun&ccedil;&atilde;o que n&atilde;o s&atilde;o eficazmente tratados com a artroplastia convencional[51]. A artroplastia reversa &eacute; incapaz de corrigir a pseudoparalisia da rota&ccedil;&atilde;o externa. Assim, quando estamos perante uma pseudoparalisia combinada da eleva&ccedil;&atilde;o anterior e da rota&ccedil;&atilde;o externa, aconselha-se a combina&ccedil;&atilde;o da artroplastia reversa com a transfer&ecirc;ncia do grande dorsal[10].<br />Ao contr&aacute;rio de outros procedimentos, um ligamento coracoacromial intacto n&atilde;o &eacute; um pr&eacute;-requisito. A primeira grande contraindica&ccedil;&atilde;o desta t&eacute;cnica &eacute;, logicamente, a aus&ecirc;ncia de um deltoide funcional, j&aacute; que &eacute; necess&aacute;ria uma fun&ccedil;&atilde;o deltoideia normal para a recupera&ccedil;&atilde;o da eleva&ccedil;&atilde;o ativa ap&oacute;s artroplastia reversa[1, 19, 20]. S&atilde;o tamb&eacute;m consideradas contraindica&ccedil;&otilde;es a inexist&ecirc;ncia de stock de osso glenoideu adequado, infe&ccedil;&otilde;es pr&eacute;vias do ombro e comorbilidades m&eacute;dicas significativas[20].<br />Os resultados a curto prazo t&ecirc;m sido encorajadores, mas os a longo prazo s&atilde;o ainda alvo de estudo. A literatura dispon&iacute;vel apresenta uma taxa de sobreviv&ecirc;ncia prost&eacute;tica de 91% aos 120 meses [10, 52]. Feeley[20] conclui que, ap&oacute;s artroplastia reversa, a eleva&ccedil;&atilde;o ativa &eacute; melhorada de forma consider&aacute;vel, apesar das melhorias na rota&ccedil;&atilde;o externa serem vari&aacute;veis. Refere tamb&eacute;m que a dor &eacute; reduzida para o m&iacute;nimo ou at&eacute; aus&ecirc;ncia em 81% a 96% dos pacientes. Tamb&eacute;m Gerber[10] afirma que este procedimento &eacute; respons&aacute;vel pela melhoria dr&aacute;stica da dor em pacientes com ruturas maci&ccedil;as irrepar&aacute;veis. Acrescenta ainda que tem tido resultados bastante satisfat&oacute;rios no tratamento de pacientes anteriormente submetidos a repara&ccedil;&otilde;es falhadas. Mulieri et al[51] estudaram 72 ombros submetidos a artroplastia reversa para tratamento de rutura maci&ccedil;a da coifa dos rotadores sem artrose glenoumeral.<br />95% dos pacientes ficaram satisfeitos com o resultado, tendo mostrado melhoria nos scores ASES, SST e SF-36, assim como melhoria da amplitude de movimento. Boileau et al[53] estudaram os resultados da artroplastia reversa em 46 pacientes, 61% dos quais apresentavam artrose glenoumeral. Constatou que n&atilde;o havia diferen&ccedil;a na melhoria, nos scores de dor e na amplitude de movimento comparando os pacientes com artrose e sem artrose.<br />Apesar do sucesso cl&iacute;nico desta op&ccedil;&atilde;o cir&uacute;rgica, o seu uso est&aacute; limitado pela alta taxa de complica&ccedil;&otilde;es. Mulieri e Wall[51] registaram uma taxa de complica&ccedil;&otilde;es de 19-20%. Segundo uma revis&atilde;o de 186 pacientes, as complica&ccedil;&otilde;es mais comuns s&atilde;o a desloca&ccedil;&atilde;o (7,5%) e a infe&ccedil;&atilde;o (4%). Menos frequentemente, ocorrem fraturas da glenoide, fraturas umerais, paralisia do nervo radial e &ldquo;loosening&rdquo; da glenoesfera[2]. Werner et al estudaram 58 pacientes submetidos a artroplastia reversa e verificaram que a taxa global de complica&ccedil;&otilde;es foi de 50% e que 33% dos pacientes necessitaram de revis&atilde;o prost&eacute;tica[2, 20]. Real&ccedil;aram a import&acirc;ncia do risco de hematoma e infe&ccedil;&atilde;o p&oacute;s- operat&oacute;ria, devido ao espa&ccedil;o morto que rodeia a pr&oacute;tese[2]. Sirveaux et al reportaram uma taxa de complica&ccedil;&atilde;o de 15% e Frankle et al de 21.7%[20] O risco de complica&ccedil;&otilde;es &eacute; mais do dobro na cirurgia de revis&atilde;o do que na cirurgia prim&aacute;ria[2, 19] A cirurgia pr&eacute;via &eacute; um fator de risco para complica&ccedil;&otilde;es, necessidade de nova cirurgia e taxa de sobreviv&ecirc;ncia prost&eacute;tica reduzida. Tanto Werner como Cuff registaram melhores resultados quando a artroplastia reversa foi feita como primeira op&ccedil;&atilde;o comparativamente com quando foi usada ap&oacute;s repara&ccedil;&atilde;o ou artroplastia falhada[1, 54].</p></font>    <p><b><font face="Verdana" size="2"> Outros tratamentos</font></b></p>    <p><b><font face="Verdana" size="2"> Terapias biológicas celulares</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>A rutura da coifa dos rotadores cura com uma camada de tecido cicatricial que torna a repara&ccedil;&atilde;o mais prop&iacute;cia a falhar. As terapias biol&oacute;gicas celulares t&ecirc;m o potencial de melhorar este processo de cicatriza&ccedil;&atilde;o, estando a ser desenvolvidos estudos com citocinas e fatores de transcri&ccedil;&atilde;o, como o scleraxis, com o objetivo de se criar uma terapia que melhore a repara&ccedil;&atilde;o das ruturas e diminua a taxa de fal&ecirc;ncia anat&oacute;mica[7, 55].</p></font>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2"> CONCLUSÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>A Rutura Maci&ccedil;a da Coifa dos Rotadores apresenta-se como um desafio ortop&eacute;dico complexo e s&atilde;o v&aacute;rias as op&ccedil;&otilde;es terap&ecirc;uticas existentes. O tratamento conservador atingiu bons resultados em muitos pacientes, ficando muitos deles assintom&aacute;ticos e com fun&ccedil;&atilde;o satisfat&oacute;ria, atrav&eacute;s de mecanismos de compensa&ccedil;&atilde;o por potencia&ccedil;&atilde;o de grupos musculares acess&oacute;rios da coifa. O desbridamento artrosc&oacute;pico, descompress&atilde;o subacromial e a tenotomia do bicipite poder&atilde;o estar indicados em pacientes idosos, com baixas exig&ecirc;ncias funcionais e cuja queixa principal seja a dor. A repara&ccedil;&atilde;o completa deve ser tentada sempre que poss&iacute;vel, principalmente em pacientes jovens, sintom&aacute;ticos e com elevadas exig&ecirc;ncias funcionais. A t&eacute;cnica de &ldquo;double-row&rdquo; &eacute; biomecanicamente mais favor&aacute;vel e tem uma menor taxa de recorr&ecirc;ncia. A transfer&ecirc;ncia de tend&otilde;es como o do grande dorsal, poder&aacute; constituir uma op&ccedil;&atilde;o para pacientes mais jovens, nos quais a repara&ccedil;&atilde;o n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel. Quanto &agrave; substitui&ccedil;&atilde;o prost&eacute;tica, tanto a hemiartroplastia como a artroplastia reversa poder&atilde;o estar indicadas na rutura maci&ccedil;a e artropatia da coifa. A artroplastia reversa apresenta-se como o tratamento mais eficaz, em especial quando existe pseudoparalisia, mesmo apresentando uma n&atilde;o desprez&iacute;vel taxa de complica&ccedil;&otilde;es</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</font></b></p>    <p><font face="verdana" size="2">1. Harreld KL, Puskas  BL, Frankle M. Massive rotator cuff tears without arthropathy: when to consider reverse shoulder arthroplasty. The Journal of bone and joint surgery American volume. 2011 May 18; 93 (10): 973-984</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">2. Bedi A, Dines J, Warren RF, Dines DM. Massive tears of the rotator cuff. The Journal of bone and joint surgery American volume. 2010 Aug 4; 92 (9): 1894-1908</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">3. Rousseau T, Roussignol  X, Bertiaux S, Duparc F, Dujardin F, Courage O.  Arthroscopic repair of large and massive rotator cuff tears using the side-to-side suture technique. Mid-term clinical and anatomic evaluation. Orthopaedics & traumatology, surgery & research . 2012 Jun; 98 (4 Suppl): 1-8</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">4. Laron D, Samagh SP, Liu X, Kim  HT, Feeley BT. Muscle degeneration in rotator cuff tears. Journal of shoulder and elbow surgery / American Shoulder and Elbow Surgeons [et al]. 2012 Fev; 21 (2): 164-174</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">5. Kang JR, Gupta R. Mechanisms of fatty degeneration in massive rotator cuff tears. Journal of shoulder and elbow surgery / American Shoulder and Elbow Surgeons [et al]. 2012 Fev; 21 (2): 175-180</font></p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="verdana" size="2">6. Hawkes DH, Alizadehkhaiyat O, Kemp GJ, Fisher AC, Roebuck MM, Frostick SP. Shoulder muscle activation and coordination in patients with a massive rotator cuff tear: an electromyographic study. Journal of orthopaedic research : official publication of the Orthopaedic Research Society. 2012 Jul; 30 (7): 1140-1146</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">7. Bedi A, Maak T, Walsh C, Rodeo SA, Grande D, Dines DM. Cytokines in rotator cuff degeneration and repair. Journal of shoulder and elbow surgery / American Shoulder and Elbow Surgeons [et al]. 2012 Fev; 21 (2): 218-227</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">8. Zumstein MA, Jost B, Hempel J, Hodler J, Gerber C. The clinical and structural long-term results of open repair of massive tears of the rotator cuff. The Journal of bone and joint surgery American volume. 2008 Nov; 90 (11): 2423-2431</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">9. Neri BR, Chan KW, Kwon YW. Management of massive and irreparable rotator cuff tears. Journal of shoulder and elbow surgery / American Shoulder and Elbow Surgeons [et al]. 2009 Sep; 18 (5): 808-818</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">10. Gerber C, Wirth SH, Farshad M. Treatment options for massive rotator cuff tears. Journal of shoulder and elbow surgery / American Shoulder and Elbow Surgeons [et al]. 2011 Mar; 20 (2 Suppl): 20-29</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">11. Namdari S, Voleti P, Baldwin K, Glaser D, Huffman GR. Latissimus dorsi tendon transfer for irreparable rotator cuff tears: a systematic review. The Journal of bone and joint surgery American volume. 2012 May 16; 94 (10): 891-898</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">12. Loew M, Raiss P. A symptom-based classification for shoulders with massive rotator cuff defects. International orthopaedics. 2010 Fev; 34 (1): 63-69</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">13. Steenbrink F, de Groot JH, Veeger HE, van der Helm FC, Rozing PM. Glenohumeral stability in simulated rotator cuff tears. Journal of biomechanics. 2009 Aug 7; 42 (11): 1740-1745</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">14. Tetreault P, Levasseur A, Lin JC, de Guise J, Nuno N, Hagemeister N. Passive contribution of the rotator cuff to abduction and joint stability. Surgical and radiologic anatomy : SRA. 2011 Nov; 33 (9): 767-773</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">15. Favard L, Berhouet J, Colmar M, Boukobza E, Richou J, Sonnard A. Massive rotator cuff tears in patients younger than 65 years. What treatment options are available?. Orthopaedics & traumatology, surgery & research : OTSR. 2009 Jun; 95 (4 Suppl 1): 19-26</font></p>    ]]></body>
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<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Conflito de interesse: </font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Nada a declarar.</p></font>    <p>&nbsp;</p><a name="c"></a>    <p><b><font face="Verdana" size="2"><a href="#topc">Endereço para correspondência</a></font></b></p>    <p><font face="Verdana" size="2">Ana Panzina    <br>Rua Outeiro do Linho, nº 93    <br>4440-616 Valongo    <br>Portugal    <br><a href="mailto:ana.panzina@gmail.com">ana.panzina@gmail.com</a></font></p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Submissão: </b> 2013-04-17</font></p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Revisão: </b> 2013-09-15</font></p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Aceitação: </b> 2013-09-15</font></p>     ]]></body><back>
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