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<journal-title><![CDATA[Revista Portuguesa de Ortopedia e Traumatologia]]></journal-title>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Lesões no recinto escolar em adolescentes do norte de Portugal]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Introduction: The potential for injuries in organized sports like physical education classes (PEC) as well as school intervals is high. They are a large source of inflow to the orthopedic emergency department. Purpose: To characterize sports injuries in Portuguese students from the 7th till 12th grade in school (PEC and school recess) and compare them to other published studies. Materials and methods: A questionnaire was filled by 623 students from four schools of North of Portugal, inquiring about injuries in PEC and in intervals during one academic year (2010/2011). Results: The mean age was 15.1 years and 57.5% were female. There was a higher incidence of injuries in PEC (18.8%) compared to the intervals (7.7%), with statistical significance. Lower limbs were the most affected (ankle during PEC and knee in recess). The most prevalent types of injury during the classes were strains (46.6%), sprains (37.3%) and dislocations (9.3%) and in the intervals were strains (45.8%), sprains (27.0%) and lacerations (18.8%). Lesions occurred predominantly during gymnastics, football and basketball in PEC’s and in the intervals occurred with football practice and running. The students considered physical contact, conditions of playing surface and lack of skill for the sport as the main causes of injury. More than half required treatment, preferably in hospital, but only a small percentage missed school (21,4% in PEC’s and 28,9% in recess). Conclusions: In our study there was a higher incidence of injuries in physical education classes rather than recesses, most of them localized in lower limb, mainly strains and sprains, which is consistent with other series. The main reasons given for the injuries were physical contact, poor conditions of the playground and lack of ability for the sport, which are potentially preventable. Teaching basic rules of safety and security of injury, enhance supervision, maintain school playground in good condition, adapt sports equipments to this age and a correct evaluation of motor skills to sport practice are some of the prevention strategies applicable.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[lesões desportivas]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b><font face="Verdana" size="2">ARTIGO ORIGINAL</font></b></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="4">Lesões no recinto escolar em adolescentes do norte de Portugal</font></b></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana" size="2"><b>Carla Alves<sup>I</sup></b>; <b>Maria João Azevedo<sup>I</sup></b>; <b>Frederic Ramalho<sup>II</sup></b>; <b>Filipe Guimarães<sup>I</sup></b>; <b>Ana Castro<sup>II</sup></b></font></p>    <p><font face="Verdana" size="2">I. Serviço de Ortopedia. Centro Hospitalar do Alto Ave. Guimarães. Portugal.<br />II. Serviço de Medicina Física e de Reabilitação. Centro Hospitalar do Alto Ave. Guimarães. Portugal.<br /></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana" size="2"><a name="topc"></a><a href="#c">Endereço para correspondência</a></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">RESUMO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Introdu&ccedil;&atilde;o: O potencial de les&otilde;es em desportos organizados e nas aulas de educa&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica (EF) &eacute; elevado e constitui, a par com as les&otilde;es nos intervalos letivos, um dos principais motivos de aflu&ecirc;ncia &agrave; urg&ecirc;ncia de Ortopedia.</p>     <p>Objetivos: Caracterizar as les&otilde;es no recinto escolar comparando as aulas de EF e os intervalos letivos, em adolescentes de escolas portuguesas, entre o 7&ordm; e o 12&ordm; ano de escolaridade e comparar com outros estudos internacionais.</p>     <p>Material e m&eacute;todos: Foi desenhado e realizado um question&aacute;rio de resposta fechada a 623 alunos de quatro escolas do norte de Portugal, no ano letivo 2010/2011. Foram inquiridos relativamente aos 12 meses transatos aspetos demogr&aacute;ficos, identificadas e caracterizadas as les&otilde;es do aparelho locomotor, quer nas aulas de EF, quer nos per&iacute;odos de intervalo. A an&aacute;lise estat&iacute;stica foi efetuada no programa SPSS&reg; vers&atilde;o 17.0, utilizando como signific&acirc;ncia estat&iacute;stica p&lt;0,05.</p>     <p>Resultados: Dos 623 alunos inquiridos, 227 frequentavam o ensino b&aacute;sico e 396 o secund&aacute;rio. A m&eacute;dia de idade era 15,1 anos (desvio padr&atilde;o 1,838; m&iacute;nimo 11; m&aacute;ximo 19), correspondendo a 57,5%<br />raparigas. Verificou-se uma maior incid&ecirc;ncia de les&otilde;es nas aulas de EF (18,8%) comparativamente aos intervalos (7,7%), sendo a diferen&ccedil;a estatisticamente significativa. As raparigas foram mais afetadas nas aulas de EF, enquanto nos intervalos foram os rapazes, embora, sem signific&acirc;ncia estat&iacute;stica. Os membros inferiores constitu&iacute;ram a localiza&ccedil;&atilde;o mais frequente. O tornozelo foi a regi&atilde;o mais atingida durante as aulas de EF e o joelho nos intervalos. Os tipos de les&atilde;o mais prevalentes no decorrer das aulas foram: contus&atilde;o (46,6%), entorse (37,3%), luxa&ccedil;&atilde;o (9,3) e nos intervalos foram: contus&atilde;o (45,8%), entorse (27,0%), lacera&ccedil;&atilde;o (18,8).</p>     <p>Durante as aulas, as les&otilde;es ocorreram predominantemente a meio da aula e durante a pr&aacute;tica de gin&aacute;stica, futebol e basquetebol, enquanto nos intervalos ocorreram com a pr&aacute;tica de futebol e corrida. Os alunos consideraram como principais causas de les&atilde;o durante as aulas o contacto f&iacute;sico, as condi&ccedil;&otilde;es do espa&ccedil;o e a falta de habilidade para o desporto. Mais de 50% das les&otilde;es necessitaram de tratamento, sobretudo a n&iacute;vel hospitalar, mas com uma pequena percentagem de absentismo (21,4% das les&otilde;es nas aulas de EF e 28,9% nos intervalos das aulas).</p>     <p>Conclus&otilde;es: Neste estudo obteve-se uma maior incid&ecirc;ncia de les&otilde;es nas aulas de EF do que nos intervalos, com predom&iacute;nio das les&otilde;es nos membros inferiores e preval&ecirc;ncia de contus&otilde;es e entorses, o que se encontra em conson&acirc;ncia com outras s&eacute;ries publicadas. As principais causas apontadas durante as aulas foram o contacto f&iacute;sico, as m&aacute;s condi&ccedil;&otilde;es do espa&ccedil;o e a falta de habilidade para o desporto, o que pressup&otilde;e que muitas destas causas s&atilde;o potencialmente evit&aacute;veis, nomeadamente no que respeita ao ensino de regras b&aacute;sicas de seguran&ccedil;a, ao aumento da vigil&acirc;ncia, &agrave; melhoria das condi&ccedil;&otilde;es dos recintos desportivos escolares e &agrave; adapta&ccedil;&atilde;o dos exerc&iacute;cios &agrave;s caracter&iacute;sticas corporais e apet&ecirc;ncia desportiva de cada aluno.</p></font>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Palavras chave</b>: lesões desportivas, recinto escolar. </font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">ABSTRACT</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Introduction: The potential for injuries in organized sports like physical education classes (PEC) as well as school intervals is high. They are a large source of inflow to the orthopedic emergency department.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Purpose: To characterize sports injuries in Portuguese students from the 7th till 12th grade in school (PEC and school recess) and compare them to other published studies.</p>     <p>Materials and methods: A questionnaire was filled by 623 students from four schools of North of Portugal, inquiring about injuries in PEC and in intervals during one academic year (2010/2011).</p>     <p>Results: The mean age was 15.1 years and 57.5% were female. There was a higher incidence of injuries in PEC (18.8%) compared to the intervals (7.7%), with statistical significance. Lower limbs were the most affected (ankle during PEC and knee in recess). The most prevalent types of injury during the classes were strains (46.6%), sprains (37.3%) and dislocations (9.3%) and in the intervals were strains (45.8%), sprains (27.0%) and lacerations (18.8%). Lesions occurred predominantly during gymnastics, football and basketball in PEC&rsquo;s and in the intervals occurred with football practice and running. The students considered physical contact, conditions of playing surface and lack of skill for the sport as the main causes of injury.</p>     <p>More than half required treatment, preferably in hospital, but only a small percentage missed school (21,4% in PEC&rsquo;s and 28,9% in recess).</p>     <p>Conclusions: In our study there was a higher incidence of injuries in physical education classes rather than recesses, most of them localized in lower limb, mainly strains and sprains, which is consistent with other series.</p>     <p>The main reasons given for the injuries were physical contact, poor conditions of the playground and lack of ability for the sport, which are potentially preventable. Teaching basic rules of safety and security of injury, enhance supervision, maintain school playground in good condition, adapt sports equipments to this age and a correct evaluation of motor skills to sport practice are some of the prevention strategies applicable.</p></font>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Key words</b>: Sports injuries, school grounds. </font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">INTRODUÇÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Os adolescentes fazem parte do grupo et&aacute;rio mais suscet&iacute;vel de sofrer les&otilde;es, quer pela incompleta aquisi&ccedil;&atilde;o de capacidades e habilidades motoras (capacidades coordenativas, velocidade, for&ccedil;a, resist&ecirc;ncia, flexibilidade e proprioceptividade) quer pela pr&aacute;tica da modalidade desportiva com t&eacute;cnica inapropriada segundo as regras e equipamento para adultos, n&atilde;o adaptados &agrave; sua idade[1,2,3].</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O potencial de les&otilde;es em desportos organizados e nas aulas de educa&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica (EF) &eacute; elevado e constitui, a par com as les&otilde;es nos intervalos letivos, um dos principais motivos de aflu&ecirc;ncia &agrave; urg&ecirc;ncia de Ortopedia.</p>
    <p>A incid&ecirc;ncia e o tipo da les&atilde;o dependem da atividade desportiva, encontrando-se os desportos coletivos, nomeadamente os de contacto, associados &agrave; maior percentagem de les&otilde;es[4,5]. Nos estudos internacionais, a incid&ecirc;ncia anual &eacute; estimada entre 3 a 11%3 com um aumento consider&aacute;vel nos &uacute;ltimos 15 anos[6].</p>
    <p>Geralmente os rapazes, por apresentarem n&iacute;veis mais elevados de atividade f&iacute;sica e participarem em atividades f&iacute;sicas mais vigorosas, sofrem um maior n&uacute;mero de les&otilde;es e com maior severidade do que as raparigas[3,7,8,9]. A maior parte destas les&otilde;es t&ecirc;m pouca gravidade e n&atilde;o requer tratamento hospitalar, no entanto, algumas podem ser severas, por vezes com necessidade de internamento culminando em incapacidade permanente ou mesmo morte[1,10,11,12,13].</p>
    <p>Estima-se que um quarto de todas as les&otilde;es desportivas possam ser evitadas, sem limita&ccedil;&atilde;o da natureza da atividade desportiva ou limita&ccedil;&atilde;o na sua participa&ccedil;&atilde;o, mas incorporando medidas m&iacute;nimas de precau&ccedil;&atilde;o5, existindo assim uma oportunidade para redu&ccedil;&atilde;o das les&otilde;es no recinto escolar.</p>
    <p>Os objetivos deste estudo s&atilde;o identificar e caracterizar o tipo, a incid&ecirc;ncia e os fatores de risco associados &agrave;s les&otilde;es no recinto escolar, comparando as aulas de EF e os intervalos letivos, em adolescentes de escolas portuguesas, entre o 7&ordm; e o 12&ordm; ano de escolaridade. Pretende-se tamb&eacute;m comparar os nossos resultados com outros estudos internacionais, contribuindo dessa forma, para a institui&ccedil;&atilde;o de medidas que permitam prevenir estas les&otilde;es.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">MATERIAL E MÉTODOS</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Foi desenhado e aplicado um question&aacute;rio de resposta fechada a uma amostra aleat&oacute;ria de 623 alunos, de quatro escolas do norte de Portugal (conselhos Vila Nova de Famalic&atilde;o, Vizela, Porto e Guimar&atilde;es), no ano letivo 2010/2011. Foram inquiridos, relativamente aos 12 meses transatos, aspetos demogr&aacute;ficos (idade, g&eacute;nero), antropom&eacute;tricos (peso, altura, &iacute;ndice de massa corporal - IMC), de ocorr&ecirc;ncia (n&uacute;mero de les&otilde;es, tipo de atividade desportiva, necessidade e tipo de tratamento, n&uacute;mero dias de absentismo escolar, fatores precipitantes de les&atilde;o, apet&ecirc;ncia desportiva) e carater&iacute;sticas de les&otilde;es (tipo de les&atilde;o, localiza&ccedil;&atilde;o corporal), quer nas aulas de EF, quer nos per&iacute;odos de intervalo.</p>
    <p>A an&aacute;lise estat&iacute;stica foi efetuada utilizando como recurso o SPSS&reg; vers&atilde;o 17,0 (Statistical Package for Social Sciences). A rela&ccedil;&atilde;o estat&iacute;stica entre as vari&aacute;veis foi testada pelo coeficiente de conting&ecirc;ncia, usando como signific&acirc;ncia estat&iacute;stica o valor p&lt;0,05.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b><font face="Verdana" size="2">RESULTADOS</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Dos 623 alunos inquiridos, 227 frequentavam o ensino b&aacute;sico e 396 o ensino secund&aacute;rio. A m&eacute;dia de idade era 15,1 anos (desvio padr&atilde;o 1,838; m&iacute;nimo 11; m&aacute;ximo 19), sendo 57,5% do g&eacute;nero feminino e 42,5% masculino. A m&eacute;dia do IMC era 21,26 Kg/m2.</p>
    <p>Verificou-se uma maior incid&ecirc;ncia de les&otilde;es nas aulas de EF (117 casos - 18,8%) comparativamente aos intervalos (48 casos - 7,7%), sendo a diferen&ccedil;a estatisticamente significativa (p = 0,000) (<a name="topf1"></a><a href="#f1">Figura 1</a>).</p>    <p>&nbsp;</p><a name="f1"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v21n3/21n3a08f1.jpg" width="315" height="142" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    <p>Nas aulas de EF, as raparigas sofreram maior n&uacute;mero de les&otilde;es (50,4%) do que os rapazes (49,6%) enquanto nos intervalos, os rapazes sofreram maior n&uacute;mero de les&otilde;es (54,2%) comparativamente &agrave;s raparigas (45,8%), embora esta diferen&ccedil;a n&atilde;o seja estatisticamente significativa (p = 0,088 e p = 0,090, respetivamente).</p>
    <p>Durante as aulas de EF as les&otilde;es ocorreram predominantemente a meio da aula (76,0%) e durante a pr&aacute;tica de gin&aacute;stica (23,4%), futebol (21,3%) e basquetebol (16,4%), enquanto nos intervalos ocorreram com a pr&aacute;tica de futebol (39,6%) e corrida<br />(35,4%) (<a name="topf2"></a><a href="#f2">Figura 2</a>).</p>    <p>&nbsp;</p><a name="f2"></a>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v21n3/21n3a08f2.jpg" width="325" height="94" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    <p>Tamb&eacute;m n&atilde;o foi encontrada signific&acirc;ncia estat&iacute;stica entre o IMC e o n&uacute;mero ou tipo de les&atilde;o (p = 0,400 e p = 0,710, respetivamente).</p>
    <p>O n&uacute;mero de les&otilde;es por aluno, variou entre uma e cinco, sendo que 69,2% dos alunos lesionados nas aulas de EF e 75,0% dos alunos lesionados nos intervalo reportavam apenas uma &uacute;nica les&atilde;o.</p>
    <p>Os membros inferiores constitu&iacute;ram a localiza&ccedil;&atilde;o mais frequente de les&otilde;es, quer nas aulas de EF quer nos intervalos (64,1% e 66,6%, respetivamente), seguindo-se os membros superiores com 27,3% nas aulas de EF e 22,9% nos intervalos. O tornozelo e m&atilde;o foram as regi&otilde;es mais atingidas durante as aulas de EF (24,8% e 23,0%, respetivamente) e o joelho a regi&atilde;o mais atingida nos intervalos (20,8%) (<a name="topf3"></a><a href="#f3">Figura 3</a>).</p>    <p>&nbsp;</p><a name="f3"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v21n3/21n3a08f3.jpg" width="325" height="140" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os tipos de les&atilde;o no decorrer das aulas foram por ordem decrescente: contus&atilde;o (46,6%), entorse (37,3%), luxa&ccedil;&atilde;o (9,3%), fratura (3,5%) e lacera&ccedil;&atilde;o (3,4%) e nos intervalos: contus&atilde;o (45,8%), entorse (27,0%), lacera&ccedil;&atilde;o (18,8%), fratura (4,2%) e luxa&ccedil;&atilde;o (4,2%), (<a name="topf4"></a><a href="#f4">Figura 4</a>).</p>    <p>&nbsp;</p><a name="f4"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v21n3/21n3a08f4.jpg" width="325" height="141" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    <p>Os alunos consideraram como principais causas de les&atilde;o durante as aulas de EF o contacto f&iacute;sico (26,4%), as condi&ccedil;&otilde;es do espa&ccedil;o (11,1%) e a falta de habilidade para o desporto (9,4%).</p>
    <p>Dos lesionados nas aulas de EF e intervalos houve necessidade de tratamento em 63,3% e 57,5% dos casos, respetivamente. Estes adolescentes acorreram preferencialmente ao hospital independentemente do momento em que lesionaram. A maioria dos alunos n&atilde;o necessitou de faltar &agrave;s aulas, mas o absentismo foi percentualmente superior no caso das les&otilde;es nos intervalos (37,5% versus 21,3%).</p></font>    <p>&nbsp;</p>     <p><b><font face="Verdana" size="2">DISCUSSÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">     <p>O n&uacute;mero de estudos que existem sobre as les&otilde;es do sistema locomotor relacionadas com as atividades desportivas escolares em  crian&ccedil;as e adolescentes &eacute; escasso. Ainda assim, est&atilde;o descritos e organizados muitos dos fatores de risco a elas associados.  Estes dividem-se em intr&iacute;nsecas n&atilde;o modific&aacute;veis (idade, g&eacute;nero e les&otilde;es pr&eacute;vias); intr&iacute;nsecas  modific&aacute;veis (coordena&ccedil;&atilde;o performance, flexibilidade, proprioceptividade, condi&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica,  for&ccedil;a e resist&ecirc;ncia); extr&iacute;nsecas n&atilde;o modific&aacute;veis (tipo de desporto, gradua&ccedil;&atilde;o,  posi&ccedil;&atilde;o, altura da &eacute;poca desportiva, tempo) e extr&iacute;nsecas modific&aacute;veis (equipamento, superf&iacute;cie de treino,  tempo de jogo, regras e altura do dia)[3].</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Deste modo, este grupo et&aacute;rio &eacute; mais suscetivel de sofrer les&otilde;es, pela t&eacute;cnica inapropriada, fraqueza muscular,  pobre coordena&ccedil;&atilde;o e proprioce&ccedil;&atilde;o e tamb&eacute;m pela pr&aacute;tica da modalidade desportiva segundo as regras e  equipamento t&eacute;cnico para adultos, n&atilde;o adaptado para a sua idade[1,2,3].</p>
    <p>A real incid&ecirc;ncia e os fatores de risco associados &agrave;s les&otilde;es desportivas, e a sua compara&ccedil;&atilde;o entre  pa&iacute;ses, revela-se dif&iacute;cil pela grande diversidade de desportos organizados, de conte&uacute;dos program&aacute;ticos das aulas de educa&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica e fatores inerentes &agrave;s carater&iacute;sticas geogr&aacute;ficas, culturais e climat&eacute;ricas de cada regi&atilde;o[14].</p>
    <p>Com o presente estudo constatou-se existir uma maior incid&ecirc;ncia de les&otilde;es nas aulas de EF (18,8%) do que nos intervalos (7,7%), o que est&aacute; em conson&acirc;ncia com outras s&eacute;ries publicadas, nomeadamente um estudo realizado na Holanda4 que incluiu 7468 alunos, e no qual se verificou que 62,0% das les&otilde;es ocorreram em desportos organizados, 21,0% durante as aulas de EF e 17,0% no intervalo. Apenas um estudo realizado na Eslov&eacute;nia, onde participaram 2842 alunos do ensino b&aacute;sico e 1235 alunos do ensino secund&aacute;rio, constatou existir um maior n&uacute;mero de les&otilde;es durante o intervalo (33,0%), comparativamente &agrave;s aulas de EF (14,3%) em atividades desportivas individuais ou em grupo[15].</p>
    <p>Foi encontrada uma ligeira preval&ecirc;ncia de les&otilde;es nas raparigas durante as aulas de EF (50,4%), embora a diferen&ccedil;a n&atilde;o seja estatisticamente significativa. De facto, na literatura, s&atilde;o raros os estudos que encontram diferen&ccedil;as estatisticamente significativas entre os dois g&eacute;neros nestas aulas. No entanto, o fato de as raparigas apresentarem maior n&uacute;mero de les&otilde;es, poder&aacute; relacionar-se com a prefer&ecirc;ncia pela pr&aacute;tica de um desporto individual, nomeadamente a gin&aacute;stica, atividade que exige aptid&atilde;o e capacidade de execu&ccedil;&atilde;o e t&eacute;cnica adequada.</p>
    <p>J&aacute; no intervalo das aulas, o g&eacute;nero masculino &eacute; mais predisposto a les&otilde;es do aparelho locomotor. Esta diferen&ccedil;a encontrada tamb&eacute;m por Mateja et al[15] parece justificar-se pelo fato de se tratar de um g&eacute;nero mais agressivo, com maior massa corporal, que prefere modalidades desportivas de maior impacto e de contacto e que est&aacute; mais predisposto a correr riscos[3].</p>
    <p>De uma forma coerente, as les&otilde;es na aula de EF ocorrem sobretudo com atividades que exigem boa execu&ccedil;&atilde;o t&eacute;cnica, coordena&ccedil;&atilde;o e resist&ecirc;ncia como a gin&aacute;stica (23%), o futebol e o basquetebol e nos intervalos, em atividades maioritariamente praticadas por rapazes, como &eacute; o caso do futebol e a corrida. Em alguns estudos Europeus o futebol &eacute; o desporto respons&aacute;vel por cerca de 31,1% de todas as les&otilde;es[3,7,15].</p>
    <p>O IMC dos alunos estudados, n&atilde;o constituiu um fator preditivo de les&atilde;o, resultado espect&aacute;vel face aos estudos, que avaliaram a rela&ccedil;&atilde;o entre carater&iacute;sticas f&iacute;sicas dos estudantes e risco de les&atilde;o desportiva[5]. Isto leva os autores a acreditarem que os fatores intr&iacute;nsecos modific&aacute;veis possam ter uma import&acirc;ncia crescente na predisposi&ccedil;&atilde;o para les&otilde;es.</p>
    <p>Quer nas aulas de EF quer nos intervalos, verificouse uma predomin&acirc;ncia de les&otilde;es nos membros inferiores seguidas dos membros superiores, e os tipos mais prevalentes foram as contus&otilde;es e as entorses, o que &eacute; consensual com a maioria dos estudos[5,12,16].</p>
    <p>As principais causas apontadas pelos alunos para as les&otilde;es durante as aulas de EF, s&atilde;o fatores intr&iacute;nsecos e extr&iacute;nsecos modific&aacute;veis, o que pressup&otilde;e que muitas destas causas s&atilde;o potencialmente evit&aacute;veis nomeadamente no que respeita &agrave; melhoria das condi&ccedil;&otilde;es dos recintos desportivos escolares. Num estudo efetuado em Toronto, constatou-se que ap&oacute;s terem sido alterados os equipamentos dos recintos escolares de 136 escolas, por motivos de regulamenta&ccedil;&atilde;o e de seguran&ccedil;a, as taxas de les&atilde;o ca&iacute;ram para 50%[3].</p>
    <p>Uma vez que o exerc&iacute;cio f&iacute;sico propicia uma multiplicidade de benef&iacute;cios f&iacute;sicos, psicol&oacute;gicos e cognitivos[8,17,18] e sendo estas les&otilde;es potencialmente evit&aacute;veis, devem ser incorporadas medidas de precau&ccedil;&atilde;o e elaboradas campanhas de sensibiliza&ccedil;&atilde;o dos alunos, educadores e m&eacute;dicos neste sentido. Os recintos escolares devem ser adaptados e reunir as condi&ccedil;&otilde;es de seguran&ccedil;a necess&aacute;rias. Os professores devem ensinar regras b&aacute;sicas de prote&ccedil;&atilde;o de les&otilde;es quer durante as aulas de EF quer nos intervalos. Os m&eacute;dicos e treinadores dever&atilde;o avaliar corretamente as carater&iacute;sticas das crian&ccedil;as e adolescentes de modo a adaptar os exerc&iacute;cios &agrave;s carater&iacute;sticas corporais e apet&ecirc;ncia desportiva de cada aluno visando reduzir o n&uacute;mero de acidentes escolares.</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&Agrave; semelhan&ccedil;a de outras s&eacute;ries, os intervalos das aulas revelaram ser um per&iacute;odo propenso a les&otilde;es, que inclusivamente provocaram maior absentismo escolar do que os traumatismos ocorridos nas aulas.</p>
    <p>Ainda que a amostra possa n&atilde;o ser representativa da realidade em Portugal, &eacute; um estudo pioneiro a n&iacute;vel nacional e foi desenvolvido na tentativa de colmatar a&nbsp;escassez de estudos sobre les&otilde;es m&uacute;sculo-esquel&eacute;ticas relacionadas com as atividades desportivas em crian&ccedil;as e adolescentes. Os autores consideram-no o ponto de partida para o desenvolvimento de estudos de maior dimens&atilde;o, abrangendo todo o territ&oacute;rio nacional, de forma a poderem ser retiradas ila&ccedil;&otilde;es com maior poder estat&iacute;stico e conclus&otilde;es mais s&oacute;lidas.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">CONCLUSÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Nesta amostra populacional demonstrou-se uma incid&ecirc;ncia de les&otilde;es desportivas nas aulas de EF de 18,8%. Nelas as raparigas eram predominantemente afetadas (50,4%), o membro inferior mais acometido (64,1%) com contus&otilde;es (46,6%) e entorses (37,3%). Nos intervalos das aulas verificou-se 7,7% de les&otilde;es, sobretudo nos rapazes (54,2%). Os membros inferiores foram igualmente os mais envolvidos (66,1%) bem como o tipo de les&atilde;o (contus&otilde;es em 45,8% e entorses em (27, 0%). Estes dados corroboram os de outras series. Os fatores de risco apontados s&atilde;o potencialmente modific&aacute;veis atrav&eacute;s do ensino de regras b&aacute;sicas de seguran&ccedil;a, aumento de vigil&acirc;ncia, melhoria das condi&ccedil;&otilde;es dos recintos desportivos escolares e adapta&ccedil;&atilde;o dos exerc&iacute;cios &agrave;s carater&iacute;sticas corporais e apet&ecirc;ncia desportiva de cada aluno.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</font></b></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">1. Adirim TA, Cheng TL. Overview of injuries in the young athlete.. Sports Med. 2003; 33 (1): 75-81</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000090&pid=S1646-2122201300030000900001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">2. Franklin CC, Weiss JM. Stopping sports injuries in kids: an overview of the last year in publications.. Curr Opin Pediatr. 2012; 24 (1): 64-67</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000091&pid=S1646-2122201300030000900002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">3. Habelt S, Hasler C, Steinbruck K, Majewski M. 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Sports Injuries in Students aged 12-18 during Physical Education Classes in Israel.. Biology of Sport. 2003; 20: 271-280</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000094&pid=S1646-2122201300030000900005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">6. Jones SJ, Lyrons RA, Silbert J, Evans R, Palmer Sr. Changes in sports injuries to children betwen 1983 and 1998: comparasion of case series.. 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Anneliese S, Roderick M. Quantifying the risk of sports injury: a systematic review of activity-specific rates for children under 16 years of age.. Br J Sports Med. 2007; 41: 548-557</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000103&pid=S1646-2122201300030000900014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">15. Mateja V, Damir K, Suzana M, Maja M, Joze S. Injuries to Primary School Pupils and Secondary School Students during Physical Education Classes and in their Leisure Time.. Coll. 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J Phys Act Health. 2011; 8 (2): 149-151</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000106&pid=S1646-2122201300030000900017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">18. Landry BW, Driscoll SW. Physical activity in children and adolescents.. 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<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Carla Alves    <br>Rua dos Cutileiros    <br>Creixomil    <br>4835-044 Guimarães    <br>Portugal    <br><a href="mailto:dracarlaalves@hotmail.com">dracarlaalves@hotmail.com</a></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Submissão: </b> 2013-04-14</font></p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Revisão: </b> 2013-09-15</font></p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Aceitação: </b> 2013-09-15</font></p>    ]]></body>
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