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<journal-title><![CDATA[Revista Portuguesa de Ortopedia e Traumatologia]]></journal-title>
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<institution><![CDATA[,Universidade do Porto Faculdade de Medicina ]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Objective: To report the prevalence of scoliosis in a total population of children with Cerebral Palsy and analyze the relation between scoliosis, Cobb angle, motor function (GMFCS) and type of cerebral palsy. Material and Methods: A retrospective epidemiological study based on clinical and radiological records of a total population of children with Cerebral Palsy, between 6 and 12 years old, followed in the Association of Porto of Cerebral Palsy. Results: Of the 157 children with CP between 6 and 12 years old, 15% had scoliosis. There is a statistically significant relation between tetraplegia, the GMFCS level V and the presence of scoliosis. Conclusions: Children with GMFCS level V and tetraplegia have a higher probability to develop scoliosis. Due to the high prevalence of scoliosis in children with GMFCS V, this study shows the need for all to be screened at least after 6 years.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Paralisia Cerebral]]></kwd>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[prevalência]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b><font face="Verdana" size="2">ARTIGO ORIGINAL</font></b></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="4">Caracterização das alterações vertebrais em crianças com Paralisia Cerebral</font></b></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana" size="2"><b>Sandra Fontes<sup>I</sup></b>; <b>Nuno Alegrete<sup>I</sup></b>; <b>Isabel Vieira<sup>I</sup></b></font></p>    <p><font face="Verdana" size="2">I. Faculdade de Medicina da Universidade do Porto. Porto. Portugal.<br /></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana" size="2"><a name="topc"></a><a href="#c">Endereço para correspondência</a></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">RESUMO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Objetivos: Descrever a preval&ecirc;ncia de escoliose numa popula&ccedil;&atilde;o total de crian&ccedil;as com Paralisia Cerebral e analisar a rela&ccedil;&atilde;o entre escoliose, &acirc;ngulo de Cobb, fun&ccedil;&atilde;o motora (GMFCS) e tipo de Paralisia Cerebral.<br />Material e M&eacute;todos: Estudo epidemiol&oacute;gico retrospetivo, baseado nos registos cl&iacute;nicos e imagiol&oacute;gicos de uma popula&ccedil;&atilde;o total de crian&ccedil;as com Paralisia Cerebral, entre os 6 e 12 anos de idade, seguidos em consulta na Associa&ccedil;&atilde;o do Porto de Paralisia Cerebral.<br />Resultados: De uma popula&ccedil;&atilde;o total de 157 crian&ccedil;as com PC entre os 6 e 12 anos de idade, 15% apresentavam escoliose. H&aacute; uma rela&ccedil;&atilde;o estatisticamente significativa entre a tetraplegia, o GMFCS n&iacute;vel V e a presen&ccedil;a de escoliose.<br />Conclus&otilde;es: As crian&ccedil;as GMFCS n&iacute;vel V e tetraplegia t&ecirc;m maior probabilidade de desenvolver escoliose. Dada a elevada preval&ecirc;ncia de escoliose nas crian&ccedil;as com GMFCS V, este estudo mostra a necessidade de todas serem rastreadas, pelo menos, ap&oacute;s os 6 anos.</p></font>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Palavras chave</b>: Paralisia Cerebral, escoliose, prevalência, função motora. </font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">ABSTRACT</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Objective: To report the prevalence of scoliosis in a total population&nbsp;of children with Cerebral Palsy and analyze the relation between&nbsp;scoliosis, Cobb angle, motor function (GMFCS) and type of cerebral&nbsp;palsy.</p>     <p>Material and Methods: A retrospective epidemiological study based&nbsp;on clinical and radiological records of a total population of children&nbsp;with Cerebral Palsy, between 6 and 12 years old, followed in the&nbsp;Association of Porto of Cerebral Palsy.</p>     <p>Results: Of the 157 children with CP between 6 and 12 years old, 15% had scoliosis. There is a statistically&nbsp;significant relation between tetraplegia, the GMFCS level V and the presence of scoliosis.</p>     <p>Conclusions: Children with GMFCS level V and tetraplegia have a higher probability to develop scoliosis.&nbsp;Due to the high prevalence of scoliosis in children with GMFCS V, this study shows the need for all to be&nbsp;screened at least after 6 years.</p></font>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Key words</b>: Cerebral palsy, scoliosis, prevalence, motor function. </font></p>    <p>&nbsp;</p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b><font face="Verdana" size="2">INTRODUÇÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>A Paralisia Cerebral (PC) &eacute; uma encefalopatia que afeta o c&eacute;rebro imaturo, levando &agrave; disfun&ccedil;&atilde;o motora permanente [1,2].<br />A primeira defini&ccedil;&atilde;o de Paralisia Cerebral foi descrita por Bax em 1964 como &ldquo;um dist&uacute;rbio do movimento e da postura devido a um defeito ou les&atilde;o do c&eacute;rebro imaturo&rdquo;[3]. Atualmente define-se PC como &ldquo;um grupo de desordens permanentes do desenvolvimento do movimento e da postura, causando limita&ccedil;&otilde;es funcionais que s&atilde;o atribu&iacute;das a altera&ccedil;&otilde;es n&atilde;o progressivas que ocorreram no c&eacute;rebro imaturo. As altera&ccedil;&otilde;es motoras da Paralisia Cerebral s&atilde;o frequentemente acompanhados por altera&ccedil;&otilde;es da sensa&ccedil;&atilde;o, perce&ccedil;&atilde;o, cogni&ccedil;&atilde;o, comunica&ccedil;&atilde;o e comportamento, por epilepsia e por problemas m&uacute;sculo-esquel&eacute;ticos secund&aacute;rios&rdquo;[4].<br />A Paralisia Cerebral &eacute; classificada segundo considera&ccedil;&otilde;es anat&oacute;micas e motoras[3,5]. Anatomicamente &eacute; classificada como diplegia, hemiplegia e tetraplegia (mais frequentes) e monoplegia e triplegia (menos comuns). A n&iacute;vel motor pode-se classificar como espasticidade, discinesia (inclui hipotonia, movimentos atet&oacute;sicos, coreia), ataxia e misto[3,5,6].<br />As crian&ccedil;as com PC t&ecirc;m um risco aumentado de desenvolver escoliose, podendo agravar as altera&ccedil;&otilde;es na capacidade motora e funcional.<br />A escoliose &eacute; uma deformidade comum em crian&ccedil;as e adolescentes com Paralisia Cerebral. A escoliose consiste no deslocamento lateral da coluna vertebral e &eacute; quase sempre associada com a rota&ccedil;&atilde;o dos corpos vertebrais[7,8,9]. Dependendo da regi&atilde;o da coluna afetada pelo deslocamento das v&eacute;rtebras, a escoliose &eacute; classificada como tor&aacute;cica, lombar ou toracolombar[8].<br />Para avaliar a gravidade da escoliose &eacute; utilizado o m&eacute;todo de Cobb, que mede o &acirc;ngulo de curvatura da coluna vertebral. A escoliose &eacute; definida como &acirc;ngulo de Cobb &gt; 10&ordm;[7,8].<br />A escoliose pode ocorrer em qualquer idade, mas tende a tornar-se clinicamente evidente durante os per&iacute;odos de r&aacute;pido crescimento som&aacute;tico[8]. A sua preval&ecirc;ncia varia entre 15% e 80% dependendo das diferentes defini&ccedil;&otilde;es de escoliose utilizadas, assim como diferen&ccedil;as nos grupos et&aacute;rios, tipo e gravidade de PC[10].<br />As altera&ccedil;&otilde;es na coluna vertebral em crian&ccedil;as com PC aparecem em idades precoces, podendo as cintas medicinais diminuir a velocidade de progress&atilde;o da curvatura[10]. As curvaturas com &acirc;ngulo Cobb&gt; 40&ordm;, em crian&ccedil;as com menos de 15 anos de idade, est&atilde;o associadas a uma progress&atilde;o mais r&aacute;pida da escoliose, sendo importante, nestes casos o tratamento cir&uacute;rgico[7,11].<br />A escoliose em crian&ccedil;as com PC desenvolve-se devido &agrave; combina&ccedil;&atilde;o de fatores como espasticidade, fraqueza muscular e deficiente controlo muscular, que resultam em altera&ccedil;&otilde;es no equil&iacute;brio e nas suas capacidades motoras e funcionais[2].<br />Est&atilde;o associados problemas como dificuldades ao sentar, aparecimento de &uacute;lceras de press&atilde;o (devido a cargas assim&eacute;tricas causadas pela escoliose), disfun&ccedil;&atilde;o cardiopulmonar (resultado da deformidade da coluna vertebral seguida de distor&ccedil;&atilde;o do t&oacute;rax), disfun&ccedil;&atilde;o gastrointestinal (por exemplo refluxo gastrointestinal, problemas de degluti&ccedil;&atilde;o e aspira&ccedil;&atilde;o dos alimentos) e dor[1,2].<br />O Gross Motor Function Classification System (GMFCS) &eacute; um sistema de classifica&ccedil;&atilde;o da capacidade motora em crian&ccedil;as com Paralisia Cerebral. <br />O GMFCS &eacute; largamente usado pelos profissionais de sa&uacute;de para determinar decis&otilde;es cl&iacute;nicas de reabilita&ccedil;&atilde;o futura. &Eacute; uma classifica&ccedil;&atilde;o baseada nas limita&ccedil;&otilde;es funcionais, na necessidade de aparelhos auxiliares de locomo&ccedil;&atilde;o (canadianas, andarilho e cadeira de rodas) e na qualidade do movimento[12]. Varia entre n&iacute;vel I e n&iacute;vel V, em que as crian&ccedil;as classificadas como GMFCS n&iacute;vel I realizam as mesmas atividades que os seus pares, mas com alguma dificuldade na velocidade, equil&iacute;brio e coordena&ccedil;&atilde;o, enquanto as crian&ccedil;as GMFCS n&iacute;vel V t&ecirc;m dificuldades em manter posturas anti gravitacionais da cabe&ccedil;a e do tronco e no controlo volunt&aacute;rio do movimento, sendo dependentes para todas as atividades[13].<br />O tratamento da escoliose em crian&ccedil;as com PC tem como objetivo manter ou melhorar as capacidades funcionais, bem como a qualidade de vida. A tomada de decis&atilde;o relativamente ao tratamento deve ser adaptada a cada doente e deve ser baseada na rela&ccedil;&atilde;o risco-benef&iacute;cio, bem como nas comorbilidades existentes[2]. O tratamento conservador, como o uso de cintas medicinais e adaptadores para cadeira de rodas, s&atilde;o utilizados sobretudo como medida de suporte, mas n&atilde;o previnem eficazmente a progress&atilde;o das deformidades na coluna[2,11]. Est&aacute; bem documentado, que o tratamento cir&uacute;rgico tem um impacto positivo na qualidade de vida dos doentes com deformidades graves, levando a uma melhoria no equil&iacute;brio e nas capacidades funcionais[2]. As principais indica&ccedil;&otilde;es para o tratamento cir&uacute;rgico s&atilde;o a r&aacute;pida progress&atilde;o da escoliose e a perda significativa das capacidades motoras e funcionais[11].<br />O conhecimento da preval&ecirc;ncia e incid&ecirc;ncia da escoliose e das suas carater&iacute;sticas numa popula&ccedil;&atilde;o de crian&ccedil;as com Paralisia Cerebral, &eacute; importante para o planeamento da sa&uacute;de e an&aacute;lise do risco de uma crian&ccedil;a com PC, bem como para a cria&ccedil;&atilde;o de programas de dete&ccedil;&atilde;o precoce da escoliose[10].</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">MATERIAL E MÉTODOS</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Realizou-se um estudo epidemiol&oacute;gico retrospetivo, numa popula&ccedil;&atilde;o total de crian&ccedil;as com Paralisia Cerebral, entre os 6 e 12 anos de idade, completados at&eacute; 28 fevereiro de 2013, seguidas em consulta na Associa&ccedil;&atilde;o do Porto de Paralisia Cerebral (APPC). A an&aacute;lise dos registos cl&iacute;nicos e imagiol&oacute;gicos de todos os doentes foi previamente aprovada pela Comiss&atilde;o de &Eacute;tica para a Sa&uacute;de do Hospital de S&atilde;o Jo&atilde;o, mediante autoriza&ccedil;&atilde;o dos respetivos Diretores de Servi&ccedil;o e Conselho de Administra&ccedil;&atilde;o do Hospital.<br />Numa primeira fase, analisaram-se os registos cl&iacute;nicos e imagiol&oacute;gicos de todos os doentes seguidos em consulta na APPC. Analisaram-se tamb&eacute;m os registos cl&iacute;nicos e imagiol&oacute;gicos das crian&ccedil;as que foram orientadas para consulta de Ortopedia Infantil no Centro Hospitalar de S&atilde;o Jo&atilde;o (CHSJ), no Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia (CHVNG) e no Centro Hospitalar do Porto - Hospital de Santo Ant&oacute;nio (HSA).<br />Seguidamente registaram-se os seguintes dados: 1) dados individuais: sexo e idade; 2) Tipo de Paralisia Cerebral; 3) n&iacute;vel de GMFCS; 4) &acirc;ngulo de Cobb na &uacute;ltima avalia&ccedil;&atilde;o radiol&oacute;gica.<br />O tipo de Paralisia Cerebral foi classificado segundo uma tipologia anat&oacute;mica (diplegia, hemiplegia e tetraplegia) e motora (espasticidade, ataxia, discinesia e misto), tal como se apresentava descrito nos processos cl&iacute;nicos.<br />Para avaliar o n&iacute;vel de GMFCS recorreu-se aos registos cl&iacute;nicos, das consultas de Medicina F&iacute;sica e Reabilita&ccedil;&atilde;o e de Ortopedia Infantil, para avaliar a capacidade motora e funcional da popula&ccedil;&atilde;o em estudo. <br />Para avaliar o &acirc;ngulo de Cobb, recorreu-se aos registos imagiol&oacute;gicos das crian&ccedil;as seguidas em consulta de Ortopedia Infantil nos diferentes Hospitais.<br />Numa &uacute;ltima fase, os dados foram introduzidos numa base de dados e tratados, usando o programa inform&aacute;tico SPSS &reg; (vers&atilde;o 21.0). Recorreu-se &agrave; estat&iacute;stica descritiva, sob a forma de percentagens, para descrever os resultados obtidos. O n&iacute;vel de signific&acirc;ncia utilizado para os testes estat&iacute;sticos utilizados (teste de qui-quadrado) foi de 0,05.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">RESULTADOS</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Do processo de an&aacute;lise dos registos cl&iacute;nicos e imagiol&oacute;gicos de uma popula&ccedil;&atilde;o total de crian&ccedil;as com PC, entre os 6 e 12 anos, seguidas em consulta na APPC resultou uma amostra de 157 crian&ccedil;as. <br />As caracter&iacute;sticas da amostra estudada est&atilde;o sumariadas na <a href="#q1">Quadro I</a>. Esta amostra apresenta a seguinte distribui&ccedil;&atilde;o de sexos: 55% do sexo masculino e 45% do sexo feminino. A m&eacute;dia de idades &eacute; de 8 anos.<br />    <p>&nbsp;</p><a name="q1"></a>     <p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<center><img src="/img/revistas/rpot/v21n3/21n3a09q1.jpg" width="372" height="333" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p>Da amostra total 85% n&atilde;o apresentava escoliose, enquanto 15% apresentavam escoliose <a name="topq1"></a>(<a href="#q1">Quadro I</a>).<br />Fazendo a distribui&ccedil;&atilde;o do n&iacute;vel de GMFCS, a grande maioria dos doentes (41%) estavam no n&iacute;vel GMFCS I ou II; 10% estavam no n&iacute;vel GMFCS III; cerca de metade dos doentes (49%) apresentava um GMFCS n&iacute;vel IV ou V. Utilizando o Teste Exato de Fisher, distribuiu-se o n&iacute;vel de GMFCS em fun&ccedil;&atilde;o da presen&ccedil;a ou n&atilde;o de escoliose e verificou-se que, 80% das crian&ccedil;as com escoliose estavam no n&iacute;vel GMFCS V, sendo este um resultado estatisticamente significativo (p &lt;0.001). Para al&eacute;m disso, verificou-se que um ter&ccedil;o das crian&ccedil;as com n&iacute;vel GMFCS V tem escoliose <a name="topq2"></a>(<a href="/img/revistas/rpot/v21n3/21n3a09q2.jpg">Quadro II</a>).<br />    
<p>&nbsp;</p></a>     <p>    <center><a href="/img/revistas/rpot/v21n3/21n3a09q2.jpg">Quadro II</a></center></p>    
<p>&nbsp;</p>A distribui&ccedil;&atilde;o do tipo anat&oacute;mico de PC em fun&ccedil;&atilde;o da escoliose, sumariada na <a name="topq3"></a><a href="/img/revistas/rpot/v21n3/21n3a09q3.jpg">Quadro III</a>, apresenta um resultado estatisticamente significativo, verificando-se que 88% das crian&ccedil;as com escoliose apresentavam tetraplegia (p&lt;0.001).<br />    
<p>&nbsp;</p>    <p>    <center><a href="/img/revistas/rpot/v21n3/21n3a09q3.jpg">Quadro III</a></center></p>    
<p>&nbsp;</p>Realizou-se tamb&eacute;m a distribui&ccedil;&atilde;o entre o tipo motor de PC e a presen&ccedil;a ou n&atilde;o de escoliose, utilizando o Teste Exato de Fisher, n&atilde;o se verificando diferen&ccedil;as estatisticamente significativas (p= 0.112) <a name="topq4"></a>(<a href="/img/revistas/rpot/v21n3/21n3a09q4.jpg">Quadro IV</a>).<br />    
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>    <p>    <center><a href="/img/revistas/rpot/v21n3/21n3a09q4.jpg">Quadro IV</a></center></p>    
<p>&nbsp;</p>Sabe-se da literatura, que a escoliose aumenta com a idade. Foi analisado para este estudo, se haveria rela&ccedil;&atilde;o entre a idade e a escoliose. Fez-se a distribui&ccedil;&atilde;o das crian&ccedil;as em 2 grupos et&aacute;rios, dos 6 aos 8 anos e dos 9 aos 12 anos, n&atilde;o sendo encontradas diferen&ccedil;as estatisticamente significativas entre a idade e a presen&ccedil;a de escoliose (p= 0.394). Verificou-se no entanto, que o Valor Preditivo Positivo aumentou consideravelmente entre os diferentes grupos [VVP (6-8anos) = 28.6 e VPP (9-12 anos) = 42,3], sugerindo assim que possa haver uma tend&ecirc;ncia para que essa rela&ccedil;&atilde;o ocorra <a name="topq5"></a>(<a href="#q5">Quadro V</a>).</p>    <p>&nbsp;</p><a name="q5"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v21n3/21n3a09q5.jpg" width="529" height="270" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p></font>    <p><b><font face="Verdana" size="2">DISCUSSÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>O conhecimento da preval&ecirc;ncia e incid&ecirc;ncia de escoliose e das suas carater&iacute;sticas numa popula&ccedil;&atilde;o de crian&ccedil;as com Paralisia Cerebral &eacute; importante para o planeamento da sa&uacute;de e an&aacute;lise do risco individual, bem como para a cria&ccedil;&atilde;o de programas de dete&ccedil;&atilde;o precoce da escoliose.<br />Sabe-se, pela literatura, que a incid&ecirc;ncia de escoliose varia devido aos grupos de estudo, idade e tipo de Paralisia Cerebral, logo para comparar a incid&ecirc;ncia entre os diferentes estudos &eacute; necess&aacute;rio ter em conta estas caracter&iacute;sticas. Neste estudo foi avaliada a incid&ecirc;ncia de escoliose numa popula&ccedil;&atilde;o total, bem definida, de crian&ccedil;as com Paralisia Cerebral entre os 6 e 12 anos, constituindo uma for&ccedil;a para o estudo.<br />O tamanho da amostra (n=157) &eacute; em si uma limita&ccedil;&atilde;o deste estudo, pois, sabe-se pela literatura, que a preval&ecirc;ncia de escoliose em crian&ccedil;as com Paralisia Cerebral varia entre 15% e 80% dependendo das diferentes defini&ccedil;&otilde;es de escoliose utilizadas, assim como diferen&ccedil;as nos grupos et&aacute;rios, tipo e gravidade de Paralisia Cerebral. Neste estudo a preval&ecirc;ncia de escoliose &eacute; 15%, sendo que um aumento do tamanho da amostra seria uma mais-valia para os resultados.<br />No que diz respeito &agrave; an&aacute;lise dos dados cl&iacute;nicos, todas as crian&ccedil;as s&atilde;o seguidas em consulta na APPC, contudo nem todas cumpriam o seguimento de consultas regulares anuais, sendo esta uma limita&ccedil;&atilde;o, pois alguns dos dados registados podem n&atilde;o estar em conformidade com a atual situa&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica destas crian&ccedil;as. <br />Uma das limita&ccedil;&otilde;es deste estudo prende-se com o fato das crian&ccedil;as serem referenciadas para consulta de ortopedia e fazerem o exame radiogr&aacute;fico da coluna quando j&aacute; existe suspeita cl&iacute;nica. N&atilde;o &eacute; de excluir que algumas crian&ccedil;as possam ter j&aacute; escoliose, ainda sem tradu&ccedil;&atilde;o no exame f&iacute;sico, levando a que alguns elementos desta amostra possam ser falsos negativos.<br />Relativamente &agrave; classifica&ccedil;&atilde;o do tipo de Paralisia Cerebral, utilizou-se a nomenclatura que constava nos registos cl&iacute;nicos, classificando-se a forma motora como espasticidade, ataxia, discinesia e misto, e a forma anat&oacute;mica como diplegia, hemiplegia e tetraplegia. Alguns estudos apresentam algumas diferen&ccedil;as nesta classifica&ccedil;&atilde;o, como por exemplo classificando a espasticidade como unilateral ou bilateral[10]. <br />No que diz respeito ao grupo et&aacute;rio selecionado, sabe-se pela literatura, que a incid&ecirc;ncia de escoliose aumenta com a idade. Neste estudo, e estratificando o grupo et&aacute;rio, n&atilde;o se verificou essa rela&ccedil;&atilde;o, apesar de se verificar uma tend&ecirc;ncia. Isto deve-se ao facto, de a escoliose aparecer sobretudo em crian&ccedil;as com mais de 8 anos, quando entram numa fase de r&aacute;pido crescimento som&aacute;tico. Neste caso o grupo et&aacute;rio &eacute; baixo (6 a 12 anos), n&atilde;o se verificando por isso, uma incid&ecirc;ncia muito alta de escoliose. Torna-se assim importante acompanhar o crescimento destas crian&ccedil;as, para tentar detetar precocemente o aparecimento de escoliose e tomar medidas de suporte e tratamento logo que poss&iacute;vel. Este estudo levanta assim a quest&atilde;o se haver&aacute; um ponto de corte m&eacute;dio de idade e de n&iacute;vel de GMFCS, onde seja poss&iacute;vel verificar essa rela&ccedil;&atilde;o com a escoliose e adotar assim as medidas e tratamentos necess&aacute;rios.<br />A compara&ccedil;&atilde;o do n&iacute;vel de GMFCS com outros estudos n&atilde;o &eacute; f&aacute;cil, pois esta classifica&ccedil;&atilde;o varia com a idade. Sabe-se pela literatura, que as crian&ccedil;as GMFCS n&iacute;vel I-II n&atilde;o apresentam um risco superior de desenvolver escoliose comparando com as crian&ccedil;as sem PC. Sabe-se tamb&eacute;m, que o risco de escoliose &eacute; maior em crian&ccedil;as mais velhas e com GMFCS n&iacute;vel IV-V. Neste trabalho verificou-se que as crian&ccedil;as GMFCS n&iacute;vel V possuem maior probabilidade de desenvolver escoliose. <br />&Eacute; tamb&eacute;m importante trabalhar no sentido de uma maior coopera&ccedil;&atilde;o entre os Servi&ccedil;os de Medicina F&iacute;sica e Reabilita&ccedil;&atilde;o e Ortopedia Infantil. A exist&ecirc;ncia de consultas conjuntas poder&aacute; contribuir para um melhor acompanhamento e tratamento destas crian&ccedil;as.<br />Verificou-se que h&aacute; uma rela&ccedil;&atilde;o estatisticamente significativa entre a presen&ccedil;a de escoliose, o GMFCS n&iacute;vel V e a tetraplegia. N&atilde;o existe um resultado estatisticamente significativo entre o tipo motor de Paralisia Cerebral e a escoliose. N&atilde;o se obteve, para este estudo, um resultado estatisticamente significativo entre os grupos et&aacute;rios e a escoliose.<br />Assim, para analisar o risco de uma crian&ccedil;a desenvolver escoliose deve-se ter em aten&ccedil;&atilde;o o n&iacute;vel de GMFCS e o tipo anat&oacute;mico de Paralisia Cerebral.<br />Em fun&ccedil;&atilde;o dos resultados, se recomenda que todas as crian&ccedil;as GMFCS IV e V devam fazer um Raio-X anual para rastreio de escoliose, a partir dos 6 anos de idade, dada a elevada preval&ecirc;ncia nesta popula&ccedil;&atilde;o.<br />Conclui-se assim que as crian&ccedil;as GMFCS n&iacute;vel V e tetraplegia t&ecirc;m maior probabilidade de desenvolver escoliose. Dada a elevada preval&ecirc;ncia de escoliose nas crian&ccedil;as com GMFCS IV e V, este estudo mostra a necessidade de todas serem rastreadas, pelo menos, ap&oacute;s os 6 anos.</p></font>    ]]></body>
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Acta Orthopaedica et Traumatologica Turcica. 2009; 43 (2): 77-80</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000057&pid=S1646-2122201300030001000003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font face="verdana" size="2">4. Rosenbaum P, Paneth &, Leviton  A, Goldstein M, Box M, Reported A.  The Definition and Classification of Cerebral Palsy. Developmental Medicine na Child Neurology Journal Supplement. 2006 Apr; 49: 8-14</font></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">5. Pfeifer LI, Silva DB, Funayama CA, Santos  JL. Classification of cerebral palsy: association between gender, age, motor type, topography and Gross Motor Function. 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Scoliosis. 2006; 1: 2</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000063&pid=S1646-2122201300030001000009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font face="verdana" size="2">10. Persson-Bunke  M, Hägglund G, Lauge-Pedersen  H, Wagner P, Westbom L.  Scoliosis in a Total Population of Children with Cerebral Palsy. Spine. 2012 May; 37 (12): 708-713</font></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">11. Yazici M, Senaran H. Cerebral palsy and spinal deformities. 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<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Sandra Fontes    <br>Estrada Nacional 13, nº 74 Navais    <br>4495-204 Póvoa de Varzim    <br>Portugal    <br><a href="mailto:sandrafontes001@gmail.com">sandrafontes001@gmail.com</a>    <br></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Submissão: </b> 2013-04-09</font></p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Revisão: </b> 2013-09-15</font></p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Aceitação: </b> 2013-09-30</font></p>    ]]></body>
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