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<journal-title><![CDATA[Revista Portuguesa de Ortopedia e Traumatologia]]></journal-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Purpose: This study aims at relating the clinical findings of the physical examination to the ultrasound results, using the Graf method to classify the dysplasia of the hip. Patients and methods: The clinical and ultrasound records from patients born between January 2010 and December 2012, who were sent to Paediatric Orthopaedics, were retrospectively analysed. The parameters of both the clinical examination and the ultrasound were registered and the results were then compared. Findings: 55 children were identified (46 female children), with a median age of 53 days. Thirty of those children presented at least one risk factor, being the breech presentation at birth the most prevalent one. Among the 110 hips, 80 showed ultrasound changes. Forty-eight hips revealed, at least, one change at the physical examination. The sensitivity and specificity of the ultrasound which has the clinical exam as gold standard was respectively 82,6% and 37,7%. The ultrasound is considered positive when it meets or exceeds Graf’s IIa class. Conclusions: The ultrasound may represent a good screening method; however, it does not confer a significant increase in the diagnostic accuracy of the clinical examination.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Displasia de desenvolvimento da anca]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[método de Graf]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[ecografia da anca]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b><font face="Verdana" size="2">ARTIGO ORIGINAL</font></b></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="4">Correlação clínica e ecográfica em displasia de desenvolvimento da anca</font></b></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana" size="2"><b>Luísa Vital<sup>I</sup></b>; <b>Nuno Alegrete<sup>II</sup></b>; <b>Raquel Lucas<sup>II</sup></b></font></p>    <p><font face="Verdana" size="2">I. Serviço de Ortopedia. Centro Hospitalar São João. Porto. Portugal.<br />II. Faculdade de Medicina da Universidade do Porto. Porto. Portugal.<br /></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana" size="2"><a name="topc"></a><a href="#c">Endereço para correspondência</a></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">RESUMO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Objetivo: O objetivo deste estudo foi relacionar os achados cl&iacute;nicos do exame f&iacute;sico com os resultados ecogr&aacute;ficos, utilizando o m&eacute;todo de Graf para classifica&ccedil;&atilde;o da displasia da anca.</p>     <p>Doentes e m&eacute;todos: Foram analisados retrospetivamente os registos cl&iacute;nicos e ecogr&aacute;ficos de doentes nascidos entre janeiro de 2010 e dezembro de 2012, orientados para consulta de Ortopedia Infantil. Foram registados par&acirc;metros do exame cl&iacute;nico e da ecografia e comparados os resultados.</p>     <p>Resultados: Foram identificadas 55 crian&ccedil;as (46 do sexo feminino), com uma mediana de idades de 53 dias. Trinta apresentavam pelo menos um crit&eacute;rio de risco, sendo a apresenta&ccedil;&atilde;o p&eacute;lvica o mais prevalente. Das 110 ancas, 80 apresentavam altera&ccedil;&otilde;es ecogr&aacute;ficas. Quarenta e oito ancas apresentavam, pelo menos, uma altera&ccedil;&atilde;o no exame f&iacute;sico. A sensibilidade e especificidade da ecografia tendo como <em>gold standard</em> o exame cl&iacute;nico foi de 82,6% e 37,7%, respetivamente, considerando uma ecografia positiva quando esta &eacute; igual ou superior a classe IIa de Graf.</p>     <p>Conclus&otilde;es: A ecografia pode representar um bom m&eacute;todo de rastreio, no entanto, n&atilde;o aumenta de forma significativa a acuidade diagn&oacute;stica do exame cl&iacute;nico.</p></font>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Palavras chave</b>: Displasia de desenvolvimento da anca, método de Graf, ecografia da anca. </font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">ABSTRACT</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Purpose: This study aims at relating the clinical findings of the physical examination to the ultrasound results, using the Graf method to classify the dysplasia of the hip.</p>     <p>Patients and methods: The clinical and ultrasound records from patients born between January 2010 and December 2012, who were sent to Paediatric Orthopaedics, were retrospectively analysed. The parameters of both the clinical examination and the ultrasound were registered and the results were then compared.</p>     <p>Findings: 55 children were identified (46 female children), with a median age of 53 days. Thirty of those children presented at least one risk factor, being the breech presentation at birth the most prevalent one. Among the 110 hips, 80 showed ultrasound changes. Forty-eight hips revealed, at least, one change at the physical examination. The sensitivity and specificity of the ultrasound which has the clinical exam as gold standard was respectively 82,6% and 37,7%. The ultrasound is considered positive when it meets or exceeds Graf&rsquo;s IIa class.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Conclusions: The ultrasound may represent a good screening method; however, it does not confer a significant increase in the diagnostic accuracy of the clinical examination.</p></font>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Key words</b>: Developmental dysplasia of the hip, Graf method, Hip ultrasound. </font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">INTRODUÇÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>A Displasia de Desenvolvimento da Anca (DDA) abrange um amplo espetro de anomalias anat&oacute;micas da articula&ccedil;&atilde;o coxofemoral, nas quais a cabe&ccedil;a do f&eacute;mur mant&eacute;m uma rela&ccedil;&atilde;o anormal com o acet&aacute;bulo[1, 2]. A DDA &eacute; um defeito frequentemente encontrado em rec&eacute;m- nascidos, sendo a sua incid&ecirc;ncia estimada, pois n&atilde;o existe um m&eacute;todo <em>gold-standard</em> para o diagn&oacute;stico, de 1,5 a 20 casos por 1000 habitantes nos pa&iacute;ses desenvolvidos[1].</p>
    <p>Esta patologia inclui v&aacute;rias condi&ccedil;&otilde;es como: anca subluxada, uma anca na qual a cabe&ccedil;a femoral se encontra mal posicionada em rela&ccedil;&atilde;o ao acet&aacute;bulo; anca lux&aacute;vel, onde apesar de a cabe&ccedil;a do f&eacute;mur se encontrar no local correto pode ser deslocada atrav&eacute;s das manobras provocativas; anca luxada, onde encontramos a cabe&ccedil;a do f&eacute;mur completamente fora do acet&aacute;bulo[1].</p>
    <p>V&aacute;rios crit&eacute;rios de risco s&atilde;o considerados importantes para o desenvolvimento desta patologia, no entanto, n&atilde;o existe uma rela&ccedil;&atilde;o bem estabelecida para todos eles. S&atilde;o fatores de risco indubit&aacute;veis: a hist&oacute;ria familiar de DDA (OR 4,8, 95% IC 2,8-8,2); a apresenta&ccedil;&atilde;o p&eacute;lvica ao nascimento (OR 5,7 95% IC 4,4-7,4); o sexo feminino (OR 3,8, 95% IC 3,0-4,6); e o &ldquo;estalido&rdquo; da articula&ccedil;&atilde;o coxofemoral no exame cl&iacute;nico (OR 8,6, 95% IC 4,5-16,6)[2]. A DDA est&aacute; muitas vezes presente em crian&ccedil;as com torcicolo cong&eacute;nito, no entanto, se se considerar somente os casos em que a DDA necessita de tratamento, estes representam apenas 1,7%, revelando assim uma fraca associa&ccedil;&atilde;o entre estas doen&ccedil;as[3]. A ordem dos nascimentos parece tamb&eacute;m ser relevante, pois cerca de 60% das crian&ccedil;as que apresentam DDA s&atilde;o primog&eacute;nitos[4].</p>
    <p>No entanto, a maioria dos casos de DDA n&atilde;o apresenta crit&eacute;rios de risco identific&aacute;veis[5].</p>
    <p>Um diagn&oacute;stico precoce desta patologia &eacute; essencial, sendo que a fase de desenvolvimento em que a crian&ccedil;a se encontra leva a diferentes manifesta&ccedil;&otilde;es cl&iacute;nicas e &eacute; determinante para o tratamento[1]. O diagn&oacute;stico &eacute; feito atrav&eacute;s do exame f&iacute;sico e de m&eacute;todos de imagem, cuja utiliza&ccedil;&atilde;o generalizada ou somente em casos selecionados, &eacute; controversa[6,9,19].</p>
    <p>O exame f&iacute;sico apresenta uma sensibilidade e especificidade dependente do examinador[7].</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>No rec&eacute;m-nascido a estabilidade da anca &eacute; testada atrav&eacute;s das manobras provocativas de Barlow e Ortolani, devendo ser realizadas por esta ordem. Na manobra de Barlow tenta-se luxar/subluxar uma anca inst&aacute;vel. Na posi&ccedil;&atilde;o supina, com a anca aduzida e fletida a 90&ordm;, o examinador segura os joelhos da crian&ccedil;a e empurra-os posteriormente. Numa anca inst&aacute;vel isto ir&aacute; produzir um &ldquo;ressalto&rdquo; ao deslocar a cabe&ccedil;a do f&eacute;mur do acet&aacute;bulo. A manobra de Ortolani &eacute; &uacute;til para reposicionar uma cabe&ccedil;a femoral luxada. Esta redu&ccedil;&atilde;o &eacute; conseguida atrav&eacute;s da abdu&ccedil;&atilde;o suave da anca com concomitante press&atilde;o anterior sobre o grande troc&acirc;nter. Num teste positivo, o examinador ir&aacute; sentir um &ldquo;estalido&rdquo; que traduz a recoloca&ccedil;&atilde;o da cabe&ccedil;a do f&eacute;mur no acet&aacute;bulo[10].</p>
    <p>Depois dos 3 meses a limita&ccedil;&atilde;o da abdu&ccedil;&atilde;o &eacute; o sinal mais sugestivo de DDA[1]. Outros achados sugestivos s&atilde;o o sinal de Galeazzi (que traduz o encurtamento do f&eacute;mur), a assimetria das pregas da coxa e um sinal de Klisic positivo, normalmente utilizado na investiga&ccedil;&atilde;o de DDA bilateral.</p>
    <p>Ap&oacute;s o in&iacute;cio da marcha, nas displasias unilaterais pode surgir a &ldquo;marcha de Trendelenburg&rdquo; no lado afetado, assim como diminui&ccedil;&atilde;o da abdu&ccedil;&atilde;o e do comprimento do membro, sendo que este &uacute;ltimo pode originar a &ldquo;marcha em dedos dos p&eacute;s&rdquo; no respetivo lado. Na DDA bilateral, devido &aacute; fraqueza dos abdutores, pode haver &ldquo;marcha bamboleante&rdquo;. Estas crian&ccedil;as podem apresentar tamb&eacute;m lordose lombar excessiva secund&aacute;ria a contraturas bilaterais dos flexores da anca[10].</p>
    <p>O m&eacute;todo de imagem escolhido depende da idade do paciente. No in&iacute;cio da vida, quando as articula&ccedil;&otilde;es coxofemorais s&atilde;o predominantemente cartilaginosas, a ecografia representa a melhor escolha porque permite avaliar a morfologia acetabular, a posi&ccedil;&atilde;o da cabe&ccedil;a femoral e a estabilidade da anca. A ecografia &eacute; utilizada normalmente at&eacute; aos 6 a 12 meses de vida, dependendo do m&eacute;todo ecogr&aacute;fico escolhido[6].</p>
    <p>O m&eacute;todo de Graf (<a name="topq1"></a><a href="#q1">Quadro I</a>), uma classifica&ccedil;&atilde;o que se foca na morfologia acetabular, &eacute; o mais utilizado, particularmente na Europa[6]. Neste m&eacute;todo, com a crian&ccedil;a em dec&uacute;bito lateral, s&atilde;o obtidas imagens coronais da articula&ccedil;&atilde;o coxofemoral que permitem o c&aacute;lculo dos &acirc;ngulos alfa e beta[8], que refletem a cobertura &oacute;ssea da cabe&ccedil;a do f&eacute;mur pelo acet&aacute;bulo e permitem a avalia&ccedil;&atilde;o da subluxa&ccedil;&atilde;o da anca, respetivamente[7].</p>    <p>&nbsp;</p><a name="q1"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v21n3/21n3a12q1.jpg" width="374" height="201" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    <p>Apesar da utilidade da ecografia no diagn&oacute;stico de DDA ser clara, o seu uso de acordo com os dados obtidos no exame f&iacute;sico ou independentemente deste, continuam a gerar controv&eacute;rsia.<br />O objetivo deste estudo &eacute; relacionar os achados cl&iacute;nicos do exame f&iacute;sico com os resultados ecogr&aacute;ficos, utilizando o m&eacute;todo de Graf para a classifica&ccedil;&atilde;o da instabilidade da anca.</p></font>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">MATERIAL E MÉTODOS</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>O estudo foi realizado no servi&ccedil;o de Ortopedia e Traumatologia do Hospital de S. Jo&atilde;o, no per&iacute;odo compreendido entre setembro de 2012 e janeiro de 2013, tendo obtido aprova&ccedil;&atilde;o pela Comiss&atilde;o de &Eacute;tica.</p>
    <p>Foram analisados retrospetivamente os registo cl&iacute;nicos e ecogr&aacute;ficos de crian&ccedil;as nascidas entre janeiro de 2010 e janeiro de 2013, orientadas para a consulta de Ortopedia Infantil com o objetivo de estudar a estabilidade da anca.</p>
    <p>Ap&oacute;s obten&ccedil;&atilde;o de consentimento informado, foi aplicado o &ldquo;Protocolo de Rastreio da DDA&rdquo; dispon&iacute;vel na p&aacute;gina da internet da Sociedade Portuguesa de Ortopedia e Traumatologia, a partir do qual foram obtidos e analisados os seguintes dados: g&eacute;nero; crit&eacute;rios de risco (apresenta&ccedil;&atilde;o p&eacute;lvica, hist&oacute;ria de oligo&acirc;mnios, hist&oacute;ria familiar de DDA, deformidades cong&eacute;nitas do p&eacute;, torcicolo cong&eacute;nito, s&iacute;ndrome polimalformativo); altera&ccedil;&otilde;es ao exame f&iacute;sico (manobras de Barlow e Ortolani, limita&ccedil;&atilde;o da abdu&ccedil;&atilde;o da anca e assimetria das pregas) e classe ecogr&aacute;fica segundo a classifica&ccedil;&atilde;o de Graf. As ecografias foram realizadas com o intervalo m&aacute;ximo de duas semanas em rela&ccedil;&atilde;o ao primeiro exame f&iacute;sico e foram analisadas por radiologistas especializados nesta patologia.</p>
    <p>Para comparar propor&ccedil;&otilde;es foram usados os testes Qui-quadrado ou de Fisher, conforme apropriado. A concord&acirc;ncia foi quantificada atrav&eacute;s da estat&iacute;stica <em>kappa</em> de Cohen. Para avaliar a acuidade diagn&oacute;stica/discriminativa do m&eacute;todo ecogr&aacute;fico para a classifica&ccedil;&atilde;o de Graf foram calculados a sensibilidade, a especificidade e o valor preditivo positivo. Toda a an&aacute;lise foi realizada com recurso ao software STATA (vers&atilde;o 11.1), e o n&iacute;vel de signific&acirc;ncia foi fixado a 0,05.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">RESULTADOS</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>A amostra inclu&iacute;da neste estudo constituiu um total de 55 crian&ccedil;as (46 do sexo feminino e 9 do sexo masculino), com uma mediana de idade de 53 dias (sendo o valor m&iacute;nimo de 1 dia e o m&aacute;ximo de 199). Sendo que 30 destas apresentavam pelo menos um dos crit&eacute;rios de risco considerados, surgindo como o mais prevalente a apresenta&ccedil;&atilde;o p&eacute;lvica (n=22).</p>
    <p>Das 110 ancas que foram submetidas a ecografia, 30 apresentavam classe de Graf I, 56 classe IIa, 21 classe IIb ou superior e os dados relativos a 3 ancas n&atilde;o estavam dispon&iacute;veis. Em rela&ccedil;&atilde;o ao primeiro exame f&iacute;sico, 48 ancas apresentavam pelo menos uma altera&ccedil;&atilde;o no exame f&iacute;sico (16 limita&ccedil;&atilde;o da abdu&ccedil;&atilde;o da anca; 8 Barlow positivo; 9 Ortolani positivo; 20 Assimetria de Pregas) e as restantes 62 revelaram um exame f&iacute;sico dentro dos par&acirc;metros normais.</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Conforme se referiu, 30 crian&ccedil;as que apresentavam pelo menos um crit&eacute;rio de risco, 16 tinham classe de Graf IIa e 9 tinham classe de Graf IIb ou superior. Quanto ao exame f&iacute;sico, 50%, 15 num total de 30, revelaram um exame anormal.</p>
    <p>Identificou-se 48 ancas com exame f&iacute;sico anormal, em que 22 apresentavam classe de Graf IIa e 16 apresentavam classe de Graf IIb ou superior. Das 76 ancas que apresentavam alguma altera&ccedil;&atilde;o na ecografia, 38 apresentavam-se normais ao exame f&iacute;sico.</p>
    <p>Definiu-se 28 ancas como patol&oacute;gicas, (Barlow positivo, Ortolani positivo e limita&ccedil;&atilde;o da abdu&ccedil;&atilde;o da anca) ao exame f&iacute;sico, 14 (50%) foram definidas tamb&eacute;m como patol&oacute;gicas&nbsp;(&ge; IIb) na ecografia. Das 20 ancas definidas como patol&oacute;gicas na ecografia, 6 n&atilde;o eram patol&oacute;gicas no exame cl&iacute;nico. No entanto, nas 56 ancas com classe de Graf IIa, 12 (21,4%) eram patol&oacute;gicas no exame cl&iacute;nico.</p>
    <p>Na an&aacute;lise efetuada, identificaram-se 16 ancas com LAA, em que 5 (35,7%) eram imaturas (IIa) e 7 (50%) eram patol&oacute;gicas quando analisadas na ecografia. No que se refere &agrave;s ancas com Barlow positivo, contabilizou-se 8, das quais 4 (50%) eram imaturas e 4 (50%) patol&oacute;gicas. Das 9 com Ortolani, 4 (44,4%) eram imaturas e 5 (55,6%) patol&oacute;gicas. Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; assimetria de pregas, 6 (30%) eram normais, 11 (55%) eram imaturas e 3 (15%) patol&oacute;gicas.</p>
    <p>A sensibilidade e especificidade da ecografia tendo como <em>gold standard</em> o exame cl&iacute;nico foi de 82,6% e 37,7%, respetivamente, considerando uma ecografia positiva quando esta &eacute; igual ou superior a classe IIa de Graf. Contudo, se se alterar o <em>cut off</em> do teste e se considerar como positivas as ecografias iguais ou superiores a classe IIb de Graf, os valores de sensibilidade e especificidade foram 34,8% e 93,4%, respetivamente. Em rela&ccedil;&atilde;o ao valor preditivo positivo, com a altera&ccedil;&atilde;o do <em>cut off</em>, este passou de 50% para 80%.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">DISCUSSÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>A pesquisa de sinais de instabilidade da anca &eacute; um procedimento que deve ser realizado desde os primeiros dias de vida da crian&ccedil;a at&eacute; &agrave; idade em que inicia a marcha. Neste estudo, o foco incide principalmente no primeiro exame cl&iacute;nico realizado por um especialista em ortopedia infantil.</p>
    <p>Uma das limita&ccedil;&otilde;es deste estudo prende-se com a impossibilidade de generalizar alguns dos resultados obtidos, pois a amostra utilizada, corresponde a crian&ccedil;as referenciadas ao ortopedista infantil, e desta forma, o seu risco, <em>a priori</em>, n&atilde;o &eacute; igual ao da popula&ccedil;&atilde;o geral.</p>
    <p>Na amostra analisada, 46 crian&ccedil;as (83,6%) eram do sexo feminino, o que pode traduzir a documentada tend&ecirc;ncia da doen&ccedil;a para se desenvolver em crian&ccedil;as deste sexo, com uma propor&ccedil;&atilde;o de 9:1, chegando mesmo a constituir um crit&eacute;rio de risco[2, 4].</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Neste estudo, a distribui&ccedil;&atilde;o das idades na qual foi realizado o primeiro exame cl&iacute;nico &eacute; muito assim&eacute;trica, com uma mediana de 53 dias, ou seja, 7-8 semanas. Este dado &eacute; relevante, pois o progn&oacute;stico da DDA depende de um precoce diagn&oacute;stico e tratamento[11]. Importante tamb&eacute;m &eacute; o facto de as manobras e o m&eacute;todo de imagem escolhido diferirem de acordo com a idade da crian&ccedil;a, sendo que apenas at&eacute; aos 3 meses as manobras provocativas de Barlow e Ortolani e a ecografia se revelam indiscutivelmente &uacute;teis[4].</p>
    <p>No que diz respeito aos crit&eacute;rios de risco, a sua rela&ccedil;&atilde;o com o exame cl&iacute;nico n&atilde;o se mostrou bem definida, dado que 50% das crian&ccedil;as com pelo menos um crit&eacute;rio de risco apresentavam um exame cl&iacute;nico normal e as restantes 50% anormal. Quando relacionado com a classifica&ccedil;&atilde;o de Graf, nenhuma associa&ccedil;&atilde;o n&iacute;tida foi identificada (<a href="#q2">Quadro II</a>). Dessi et al, num estudo realizado em crian&ccedil;as italianas relatou que na maioria dos casos a presen&ccedil;a de crit&eacute;rios de risco por si s&oacute; n&atilde;o &eacute; particularmente significante ou suficiente para um diagn&oacute;stico precoce de DDA[12], dados que parecem ir de encontro aos do presente estudo. No entanto, &eacute; interessante notar que, das crian&ccedil;as com pelo menos um crit&eacute;rio de risco, 70% foram classificadas com Graf classe I ou IIa, facto que pode traduzir a referencia&ccedil;&atilde;o baseada na presen&ccedil;a de crit&eacute;rios de risco, mas que na maioria dos casos se mostraram como ancas sem necessidade de tratamento. Esta ideia foi tamb&eacute;m demostrada por Sahin et al que relatou que apenas 10% das crian&ccedil;as com crit&eacute;rios de risco apresentavam DDA[13].</p>    <p>&nbsp;</p><a name="q2"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v21n3/21n3a12q2.jpg" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    <p>No entanto, &eacute; importante ressalvar a ideia de que os crit&eacute;rios de risco s&atilde;o fundamentais para orientar um poss&iacute;vel rastreio, dado que crian&ccedil;as com pelo menos um crit&eacute;rio de risco t&ecirc;m 3 vezes maior probabilidade de desenvolver DDA do que crian&ccedil;as sem crit&eacute;rios de risco[11].<br />O rastreio de DDA na popula&ccedil;&atilde;o geral &eacute; um tema muito discutido e que gera controv&eacute;rsia, uma vez que, apesar de a ecografia ser uma ferramenta indispens&aacute;vel ao diagn&oacute;stico e tratamento da doen&ccedil;a, a sua utiliza&ccedil;&atilde;o quer generalizada, quer seletiva, acarreta bastantes implica&ccedil;&otilde;es. V&aacute;rios estudos defendem um rastreio universal, alegando que correr o risco de n&atilde;o diagnosticar &eacute; pior do que o de sobretratar[8, 14]. No entanto, uma pol&iacute;tica de rastreio generalizado &eacute; bastante dispendiosa[15] e tendo em conta que existem outras formas de rastrear a doen&ccedil;a, nomeadamente os crit&eacute;rios de risco associados ao exame clinico, pode ser mesmo desnecess&aacute;ria[13].</p>
    <p>Torna-se ent&atilde;o importante relacionar a ecografia e os achados do exame f&iacute;sico. No presente estudo, foi estabelecida uma rela&ccedil;&atilde;o entre o exame cl&iacute;nico e o resultado ecogr&aacute;fico demonstrado na tabela 3. Das ancas que apresentavam altera&ccedil;&otilde;es no exame cl&iacute;nico, 83% tinham tamb&eacute;m uma ecografia com altera&ccedil;&otilde;es, diferen&ccedil;a estatisticamente significativa. Apesar disto, mais de metade (58%) dessas altera&ccedil;&otilde;es correspondiam a Graf IIa, o que traduz uma anca imatura. A hist&oacute;ria natural das ancas com esta classifica&ccedil;&atilde;o causa pol&eacute;mica relativamente ao seu tratamento, pois, na maioria dos casos, estes quadros resolvem-se espontaneamente, tal como descrito no estudo realizado por Adriaan et al que analisa a hist&oacute;ria natural de DDA, onde 84,4% dos casos com classe de Graf IIa se tornaram normais sem tratamento[16]. Este facto foi tamb&eacute;m relatado por Dessi et al, onde 94% dos casos de Graf IIa, avaliados um m&ecirc;s depois j&aacute; eram ecograficamente normais.</p>
    <p>Das altera&ccedil;&otilde;es ao exame clinico estudadas, a sua rela&ccedil;&atilde;o com a classe de Graf (<a href="#q3">Quadro III</a>) mostrou diferentes cen&aacute;rios.</p>    <p>&nbsp;</p><a name="q3"></a>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v21n3/21n3a12q3.jpg" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    <p>Quanto &agrave; limita&ccedil;&atilde;o da abdu&ccedil;&atilde;o da anca, o atual estudo revelou que esta &eacute; uma das altera&ccedil;&otilde;es mais comuns, por&eacute;m a sua presen&ccedil;a n&atilde;o se associa a nenhuma classe de Graf em particular. Omeroglu et al, no seu estudo prospetivo, mostrou que a limita&ccedil;&atilde;o da abdu&ccedil;&atilde;o da anca n&atilde;o &eacute; somente o achado cl&iacute;nico mais encontrado, como tamb&eacute;m a raz&atilde;o mais comum para a referencia&ccedil;&atilde;o a um ortopedista infantil, o que provavelmente acontece devido &agrave; ansiedade da crian&ccedil;a durante o exame f&iacute;sico, mesmo que realizado em condi&ccedil;&otilde;es &oacute;timas. Afirma ainda que a limita&ccedil;&atilde;o da abdu&ccedil;&atilde;o da anca &eacute; um achado importante no exame cl&iacute;nico, mas nem sempre associado a DDA[11].</p>
    <p>A presen&ccedil;a de Barlow ou Ortolani positivo, neste estudo, traduziu-se sempre por uma altera&ccedil;&atilde;o ecogr&aacute;fica. Estas manobras provocativas s&atilde;o consensualmente aceites como das mais relevantes para o diagn&oacute;stico de DDA nos primeiros meses de vida[17].</p>
    <p>A assimetria de pregas &eacute; um achado comum no exame cl&iacute;nico, que quando presente pode estar associado a um risco quatro vezes superior de desenvolver DDA[11], no entanto, neste estudo, essa associa&ccedil;&atilde;o n&atilde;o foi clara, pois das 10 crian&ccedil;as que apresentavam assimetria de pregas apenas 3 (30%) necessitavam de tratamento. Neste contexto, &eacute; fundamental referir que 25% das crian&ccedil;as sem patologia da anca t&ecirc;m assimetria de pregas e por isso, quando isolado, n&atilde;o &eacute; um achado cl&iacute;nico importante[4].</p>
    <p>Se se analisar a rela&ccedil;&atilde;o entre uma cl&iacute;nica positiva, excluindo a assimetria de pregas, e uma ecografia com altera&ccedil;&otilde;es (Graf &ge;IIa), 93% das ancas com cl&iacute;nica positiva apresentam-se com Graf superior ou igual a IIa, o que demonstra uma grande probabilidade de um exame positivo se traduzir por altera&ccedil;&otilde;es ecogr&aacute;ficas. No entanto, a concord&acirc;ncia entre estas duas vari&aacute;veis n&atilde;o foi muito elevada (k=0,1903), o que provavelmente &eacute; explicado pelo facto de muitas das ancas que se apresentam como alteradas na ecografia, serem normais ao exame f&iacute;sico.</p>
    <p>Quando analisada a concord&acirc;ncia entre uma cl&iacute;nica positiva e uma ecografia que determina a necessidade de tratamento, ou seja, igual ou superior a IIb de Graf, esta aumenta consideravelmente (k=0,4671). No entanto, ao contr&aacute;rio do encontrado por Doguel et al, estudo que refere que das ancas definidas como patol&oacute;gicas (&ge; Graf IIb) apenas 28,37% eram tamb&eacute;m patol&oacute;gicas no exame cl&iacute;nico[8], no presente estudo, essa propor&ccedil;&atilde;o representa 70% das ancas. Diferen&ccedil;a estatisticamente significativa.</p>
    <p>Roovers et al num estudo onde compara um grupo de doentes rastreados com ecografia em diferentes etapas do crescimento e outro pelo exame cl&iacute;nico, conclui que o rastreio com ecografia deteta mais crian&ccedil;as com DDA do que quando &eacute; aplicado apenas o exame cl&iacute;nico[18], o que corrobora os nossos resultados, onde encontramos mais crian&ccedil;as com DDA ecogr&aacute;fica do que no exame cl&iacute;nico.</p>
    <p>De facto, a capacidade de detetar altera&ccedil;&otilde;es pela ecografia &eacute; alta, com uma sensibilidade de 82,6%, o que a torna um bom m&eacute;todo de rastreio. Por&eacute;m, com a altera&ccedil;&atilde;o do <em>cut off</em>, a sua especificidade aumenta em detrimento da sensibilidade e a probabilidade de perante uma ecografia positiva existir realmente doen&ccedil;a tamb&eacute;m aumenta.</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Apesar de muitos artigos serem publicados sobre o rastreio desta patologia todos os anos, este assunto &eacute; alvo de cont&iacute;nuo debate e as estrat&eacute;gias adotadas diferem consoante o local. Nos pa&iacute;ses germ&acirc;nicos, optam sobretudo por um rastreio generalizado, enquanto na restante Europa, Austr&aacute;lia, Am&eacute;rica do norte e partes da &Aacute;sia, o rastreio &eacute; seletivo[19]. A American Academy of Pediatrics recomenda rastreio (ecografia e exame cl&iacute;nico) das ancas a todas as crian&ccedil;as do sexo feminino com apresenta&ccedil;&atilde;o p&eacute;lvica, e rastreio opcional para crian&ccedil;as do sexo masculino com apresenta&ccedil;&atilde;o p&eacute;lvica e do sexo feminino com hist&oacute;ria familiar de DDA[5].</p>
    <p>Em Portugal, a Sociedade Portuguesa de Ortopedia e Traumatologia, recomenda um rastreio de DDA que consiste na pesquisa de crit&eacute;rios de risco e no exame f&iacute;sico: se no exame cl&iacute;nico n&atilde;o se encontrar sinais de instabilidade da anca (Barlow positivo, Ortolani positivo ou limita&ccedil;&atilde;o da abdu&ccedil;&atilde;o da anca), n&atilde;o h&aacute; indica&ccedil;&atilde;o para realizar ecografia; se o exame cl&iacute;nico n&atilde;o apresentar sinais de instabilidade mas apresentar crit&eacute;rios de risco, realiza-se ecografia &agrave;s 6 semanas; se no exame cl&iacute;nico apresentar algum sinal de instabilidade realiza-se ecografia logo que poss&iacute;vel.<br />A concord&acirc;ncia entre exame cl&iacute;nico e ecografia, no presente estudo, n&atilde;o se mostrou elevada para o tamanho amostral, apesar do aumento que esta revelou quando alterado o <em>cut off</em> de IIa para IIb de Graf para uma ecografia positiva.</p>
    <p>A ecografia pode representar um bom m&eacute;todo de rastreio, dada a sua sensibilidade a detetar altera&ccedil;&otilde;es, no entanto, n&atilde;o aumenta de forma significativa a acuidade diagn&oacute;stica do exame cl&iacute;nico.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</font></b></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">1. Gelfer P, Kennedy KA. Developmental dysplasia of the hip. J Pediatr Health Care. 2008; 22 (5): 318-322</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000088&pid=S1646-2122201300030001300001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font face="verdana" size="2">2. de Hundt M, Vlemmix F, Bais JMJ, Hutton EK, de Groot CJ, Mol BWJ. Risk factors for developmental dysplasia of the hip: a meta-analysis. 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Clinical examination versus ultrasonography in detecting developmental dysplasia of the hip. Int Orthop. 2008; 32 (3): 415-419</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000095&pid=S1646-2122201300030001300008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">9. Rosendahl K, Toma P. Ultrasound in the diagnosis of developmental dysplasia of the hip in newborns. The European approach. A review of methods, accuracy and clinical validity. 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Roposch A, Liu LQ, Hefti F, Clarke NMP, Wedge JH. Standardized diagnostic criteria for developmental dysplasia of the hip in early infancy. Clin Orthop Relat Res. 2011; 469 (12): 3451-3461</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000104&pid=S1646-2122201300030001300017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">18. Roovers EA, Boere-Boonekamp MM, Castelein RM, Zielhuis GA, Kerkhoff THM. Effectiveness of ultrasound screening for developmental dysplasia of the hip. 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<body><![CDATA[<br>Faculdade de Medicina da Universidade do Porto    <br>Departamento de Cirurgia    <br>Ortopedia e Traumatologia    <br>Alameda Prof. Hernâni Monteiro    <br>4200-319 Porto    <br>Portugal    <br><a href="mailto:mimed07082@med.up.pt">mimed07082@med.up.pt</a></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Submissão: </b> 2013-05-13</font></p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Revisão: </b> 2013-09-15</font></p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Aceitação: </b> 2013-09-15</font></p>     ]]></body><back>
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