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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A influência da osteoartrose e da artroplastia da anca sobre a atividade laboral em doentes em idade ativa]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The impact of hip osteoarthritis and total hip arthroplasty in the employability of young patients patient is a relatively unexplored subject in the literature. In order to assess the problem and recognize the clinical factors that influence the return to work in this population we reviewed 81 patients (98 operated hips) with a mean age of 47 years, submitted to hip arthroplasty between 2006 and 2010. The study revealed that 27 patients had already retired before surgery and 17 more retired after arthroplasty. Furthermore only 37 patients (45.6%) are still working after the intervention, and the return to work happens, on average, 6.7 months after surgery. Certain factors were found to be associated with a higher probability of returning to work: male gender, youth age, idiopathic coxarthrosis, readiness to perform the surgery, unilateral disease, metaphyseal support femoral stems, leadership positions and no physically engaging activities required for proper job fullfilment. Despite the high satisfaction in the mitigation of symptoms achieved with arthroplasty, there is a high rate of post-intervention retirement (54.4%). With the introduction of new materials, the improvements in surgical techniques and the actual social conditions we question if this is not the time to reformulate medically imposed activity restriction concepts for young patients subjected to arthroplasty.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b><font face="Verdana" size="2">ARTIGO ORIGINAL</font></b></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="4">A influência da osteoartrose e da artroplastia da anca sobre a atividade laboral em doentes em idade ativa</font></b></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana" size="2"><b>Ricardo Aido<sup>I</sup></b>; <b>Marco Sousa<sup>I</sup></b>; <b>Alexandre Pereira<sup>I</sup></b>; <b>Joaquim Ramos<sup>I</sup></b>; <b>Rafaela Coelho<sup>I</sup></b>; <b>Rui Lemos<sup>I</sup></b></font></p>    <p><font face="Verdana" size="2">I. Departamento de Ortopedia e Traumatologia. Centro Hospitalar do Porto. Hospital Santo António. Porto. Portugal.<br /></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana" size="2"><a name="topc"></a><a href="#c">Endereço para correspondência</a></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">RESUMO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O impacto da artroplastia total da anca sobre a atividade laboral em doentes jovens com coxartrose &eacute; um tema pouco explorado na literatura.</p>     <p>Com o objetivo de avaliar a dimens&atilde;o do problema e reconhecer os fatores cl&iacute;nicos que influenciam o retorno ao emprego nesta popula&ccedil;&atilde;o, revimos 81 doentes com uma m&eacute;dia et&aacute;ria de 47 anos, submetidos a artroplastia entre 2006 e 2010 (98 ancas).</p>     <p>&nbsp;O estudo revelou que antes do procedimento 27 doentes j&aacute; se encontravam aposentados e que mais 17 se reformaram depois da cirurgia. Os n&uacute;meros finais demonstram que apenas 37 dos 81 doentes operados (45,6%) se mant&ecirc;m a trabalhar depois da interven&ccedil;&atilde;o, sendo que o regresso ao trabalho acontece em m&eacute;dia 6,7 meses depois da cirurgia.</p>     <p>Existem fatores que favorecem positivamente o regresso ao trabalho: sexo masculino, juventude, coxartrose idiop&aacute;tica, prontid&atilde;o na realiza&ccedil;&atilde;o da cirurgia, unilateralidade, hastes metafis&aacute;rias, postos de chefia e trabalho fisicamente pouco exigente.</p>     <p>&nbsp;Apesar da elevada satisfa&ccedil;&atilde;o na resolu&ccedil;&atilde;o dos sintomas conseguido com a artroplastia, existe uma taxa de reforma em idade ativa de 54,4%.</p>     <p>Sendo o problema do emprego multifatorial, os m&eacute;dicos sempre tiveram uma palavra sobre o retorno ao trabalho, a qual ainda se encontra baseada na experi&ecirc;ncia artropl&aacute;stica do passado.</p>     <p>A imerg&ecirc;ncia de novos implantes dotados de maior resist&ecirc;ncia ao desgaste, aliada ao aprimoramento das t&eacute;cnicas cir&uacute;rgicas bem como as condi&ccedil;&otilde;es sociais que se atravessam, devem em nossa opini&atilde;o introduzir a quest&atilde;o se n&atilde;o ser&aacute; tempo de reformular as restri&ccedil;&otilde;es medicamente impostas aos pacientes jovens com artroplastia da anca.&nbsp;</p></font>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Palavras chave</b>: Anca, coxartrose, artoplastia, avaliação, cuidados de saúde, doentes jovens, estado laboral, emprego. </font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">ABSTRACT</font></b></p><font face="verdana" size="2">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>The impact of hip osteoarthritis and total hip arthroplasty in the employability of young patients patient is a relatively unexplored subject in the literature. In order to assess the problem and recognize the clinical factors that influence the return to work in this population we reviewed 81 patients (98 operated hips) with a mean age of 47 years, submitted to hip arthroplasty between 2006 and 2010.</p>     <p>The study revealed that 27 patients had already retired before surgery and 17 more retired after arthroplasty. Furthermore only 37 patients (45.6%) are still working after the intervention, and the return to work happens, on average, 6.7 months after surgery.</p>     <p>Certain factors were found to be associated with a higher probability of returning to work: male gender, youth age, idiopathic coxarthrosis, readiness to perform the surgery, unilateral disease, metaphyseal support femoral stems, leadership positions and no physically engaging activities required for proper job fullfilment.</p>     <p>Despite the high satisfaction in the mitigation of symptoms achieved with arthroplasty, there is a high rate of post-intervention retirement (54.4%). With the introduction of new materials, the improvements in surgical techniques and the actual social conditions we question if this is not the time to reformulate medically imposed activity restriction concepts for young patients subjected to arthroplasty.</p></font>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Key words</b>: Hip, osteoarthritis, arthroplasty, assessment, outcome health care, young patients, status, employment. </font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">INTRODUÇÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>A realiza&ccedil;&atilde;o de pr&oacute;tese total da anca (PTA) &eacute; um procedimento eletivo comum nos servi&ccedil;os de Ortopedia. Segundo o registo portugu&ecirc;s de artroplastias no ano de 2010 foram realizadas em Portugal mais de 6000 PTA (n&uacute;mero apenas suplantado pela pr&oacute;tese total do joelho)[1].</p>
    <p>Ao longo das &uacute;ltimas d&eacute;cadas a artroplastia total da anca tem demonstrado ser uma solu&ccedil;&atilde;o muito eficaz no controlo dos sintomas associados &agrave; osteoartrose da anca com um consequente aumento da qualidade de vida dos pacientes a qual se aproxima cada vez mais da normalidade[2,3,4,5].</p>
    <p>Nos &uacute;ltimos anos a evolu&ccedil;&atilde;o dos implantes e da t&eacute;cnica cir&uacute;rgica, promoveu a evolu&ccedil;&atilde;o positiva do resultado funcional da PTA tanto no que respeita a qualidade como &agrave; longevidade da solu&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica.</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Circunst&acirc;ncias impens&aacute;veis nas primeiras fase de evolu&ccedil;&atilde;o da PTA tais como a pr&aacute;tica desportiva ou de outras atividades f&iacute;sicas exigentes, passaram a ser registadas e exibidas com orgulho por cirurgi&otilde;es em todo o mundo.</p>
    <p>Por outro lado s&atilde;o cada vez mais os estudos que demonstram a grande longevidade da fixa&ccedil;&atilde;o biol&oacute;gica dos implantes, contrastando com a r&aacute;pida degrada&ccedil;&atilde;o observada nas primeiras s&eacute;ries de PTA que utilizavam a fixa&ccedil;&atilde;o cimentada[6,7,8,9].</p>
    <p>Na mesma linha a introdu&ccedil;&atilde;o nas superf&iacute;cies articulares de materiais dotados de baixo atrito e grande resist&ecirc;ncia ao desgaste, veio expandir a dura&ccedil;&atilde;o das pr&oacute;teses da anca, mesmo em pessoas com elevado n&iacute;vel de atividade [10].</p>
    <p>Apesar de ser uma cirurgia habitualmente realizada numa popula&ccedil;&atilde;o idosa[6,11] e j&aacute; aposentada, os avan&ccedil;os recentes nos materiais, desenho dos implantes e seguran&ccedil;a nos procedimentos de revis&atilde;o, t&ecirc;m ampliado as suas indica&ccedil;&otilde;es para incluir doentes cada vez mais jovens[12,13], os quais ainda se encontram numa fase profissional ativa.</p>
    <p>Os escassos estudos que se debru&ccedil;aram sobre o problema laboral em doentes submetidos a PTA, apontam taxas de retorno &agrave; atividade laboral muito d&iacute;spares, e que variam entre de 33% e 92%[9,10].</p>
    <p>Deste modo, o objetivo deste trabalho foi analisar, na nossa regi&atilde;o, o impacto da coxartrose e da sua resolu&ccedil;&atilde;o pela artroplastia total da anca na atividade produtiva e status laboral do doente em idade ativa.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">MATERIAL E MÉTODOS</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>No sistema de seguran&ccedil;a social Portugu&ecirc;s a idade de aposenta&ccedil;&atilde;o est&aacute; legalmente fixada nos 65 anos, contudo est&atilde;o previstas reformas antecipadas por motivos de doen&ccedil;a, para todos os cidad&atilde;os contribuintes que por motivos de sa&uacute;de estejam incapacitados para o seu trabalho habitual.</p>
    <p>&Eacute; nesta situa&ccedil;&atilde;o de reforma antecipada por incapacidade f&iacute;sica que se encontram muitos pacientes com condi&ccedil;&otilde;es patol&oacute;gicas das suas ancas, tanto antes como depois da sua resolu&ccedil;&atilde;o atrav&eacute;s da PTA.</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Para estudarmos a forma como a solu&ccedil;&atilde;o artroplastica influ&ecirc;ncia a rela&ccedil;&atilde;o com o mundo do trabalho, em pessoas com problema das ancas, selecionamos todos os 133 pacientes com idade atual &le; 60 anos que realizaram artroplastia total da anca, no CHP-HSA entre 01/01/2006 e 31/12/2010.</p>
    <p>&nbsp;Destes 133 doentes (correspondentes a 158 artroplastias) foram exclu&iacute;dos: 5 doentes com PTA realizada ap&oacute;s fratura do colo do f&eacute;mur, 6 doentes que ap&oacute;s a artroplastia inicial foram novamente intervencionados (2 por infe&ccedil;&atilde;o, 3 por descelagem ass&eacute;ptica do componente acetabular e um por fratura peri-prot&eacute;sica) e 3 doentes que faleceram.</p>
    <p>Foram enviados question&aacute;rios e revisto o processo cl&iacute;nico dos restantes 119 doentes (146 PTA). Foi inclu&iacute;da a an&aacute;lise de diversas vari&aacute;veis (sexo, idade, bilateralidade, tipo de artrose, tipo de pr&oacute;tese utilizada, tempo de paragem pr&eacute;vio &agrave; cirurgia e tipo de trabalho desempenhado) numa perspetiva de retoma ou manuten&ccedil;&atilde;o da atividade laboral bem como ainda o tempo necess&aacute;rio para tal. Paralelamente foram estudados os n&iacute;veis de satisfa&ccedil;&atilde;o destes doentes com a cirurgia realizada.</p>
    <p>Obtivemos respostas de 81 doentes (98 PTA), 52 do sexo masculino e 29 do sexo feminino, com idade m&eacute;dia na altura da cirurgia de 47,04 anos (m&aacute;ximo de 57 anos e m&iacute;nimo de 23 anos).</p>
    <p>O follow-up m&eacute;dio deste estudo foi de 38,89 meses (m&aacute;ximo de 72 meses e m&iacute;nimo de 13 meses).</p>
    <p>As causas para realiza&ccedil;&atilde;o da artroplastia foram: artrose idiop&aacute;tica em 38 doentes (44 ancas), artrose secund&aacute;ria a necrose avascular da cabe&ccedil;a do f&eacute;mur (NACF) em 26 doentes (32 ancas), artrose secund&aacute;ria a doen&ccedil;a reumatoide em 8 doentes (13 ancas), artrose secund&aacute;ria a doen&ccedil;a displ&aacute;sica da anca em 5 doentes (5 ancas), artrose secund&aacute;ria a doen&ccedil;a de Perthes em 3 doentes (3 ancas) e artrose secund&aacute;ria a artrite s&eacute;ptica em 1 doente (1 anca). <em></em></p>
    <p>Em 39 doentes (49 artroplastias) foi utilizado haste femoral n&atilde;o cimentada de fixa&ccedil;&atilde;o meta-diafis&aacute;rios (Corail&reg;, Cedior&reg;, Versis&reg;, Taperloc&reg;), em 38 doentes (45 artroplastias) haste femoral de apoio exclusivamente metafis&aacute;rio (Pr&oacute;xima&reg;), em 3 doentes (3 artroplastias) haste femoral n&atilde;o cimentada modular (S-Rom&reg;) e em um doente (1 artroplastia) haste femoral cimentada (Ultima&reg;).</p>
    <p>&nbsp;Num doente foi usado um implante acetabular cimentado, e nos restantes 80 doentes c&uacute;pulas hemisf&eacute;ricas n&atilde;o cimentadas. O par articular em 78 doentes foi constitu&iacute;do por polietileno altamente reticulado contra metal, e nos 19 restantes metal contra metal.</p>
    <p>Dividimos as profiss&otilde;es dos doentes em tr&ecirc;s grupos, de acordo com o seu grau de exig&ecirc;ncia f&iacute;sica (<a href="/img/revistas/rpot/v21n3/21n3a13q1.jpg">Quadro I</a>).</p>    
<p>&nbsp;</p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>    <center><a href="/img/revistas/rpot/v21n3/21n3a13q1.jpg">Quadro I</a></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    <p>Dos 81 doentes estudados, 64 foram intervencionados apenas a uma anca e os restantes 17 realizaram artroplastia bilateral. No caso de doentes com PTA bilateral considerou-se:</p>
    <p>- tempo de paragem pr&eacute;vio a cirurgia: os meses entre o inicio da paragem e a realiza&ccedil;&atilde;o da 1&ordf; artroplastia;</p>
    <p>-tempo para retoma de atividade laboral: os meses que mediaram a 2&ordf; cirurgia e a retoma da atividade laboral.&nbsp;</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">RESULTADOS</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Dos 81 doentes que responderam ao inqu&eacute;rito 27 (33, 33%) encontrava-se j&aacute; reformado antes da realiza&ccedil;&atilde;o da artroplastia.</p>
    <p>Dos 54 doentes (correspondendo a 63 PTA) que se encontravam empregados, 37 retomaram a atividade laboral ap&oacute;s a realiza&ccedil;&atilde;o da artroplastia.</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Assim dos 81 doentes que completaram o estudo 37 encontram-se atualmente a trabalhar (<a href="#f1">Figura 1</a>).</p>    <p>&nbsp;</p>    <p>    <center><a name="f1"></a><img src="/img/revistas/rpot/v21n3/21n3a13f1.jpg"></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    <p>A demora m&eacute;dia de retorno ao trabalho depois da cirurgia foi de 6,67 meses, variando entre um m&iacute;nimo de 1 m&ecirc;s e um valor m&aacute;ximo de 27 meses.</p>
    <p>A maioria dos doentes (32 dos 54 doentes) refere que este tempo de paragem foi recomendado pelo seu m&eacute;dico, e todos os reformados passaram por juntas m&eacute;dicas de qualifica&ccedil;&atilde;o de incapacidade (sendo que todos os doentes referem o seu problema da anca como um dos motivos da sua reforma).</p>
    <p>Apenas cinco dos 37 doentes (13,51%) que retomaram atividade laboral modificaram as caracter&iacute;sticas do trabalho em fun&ccedil;&atilde;o da cirurgia realizada.</p>
    <p>Verificou-se que nenhum dos doentes reformados antes da cirurgia. retomou a atividade laboral, e que no grupo de doentes aposentados apenas 10 (22,73%) aceitaria retomar o emprego na condi&ccedil;&atilde;o de este ser fisicamente menos exigente.</p>
    <p>Procuramos avaliar a forma como o sexo, a idade e a bilateralidade da doen&ccedil;a articular, influenciam a retoma profissional. Os dados dessa pesquisa est&atilde;o sumarizados na <a href="/img/revistas/rpot/v21n3/21n3a13q2.jpg">Quadro II</a>.</p>    
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>    <p>    <center><a href="/img/revistas/rpot/v21n3/21n3a13q2.jpg">Quadro II</a></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    <p>Foi tamb&eacute;m avaliada a rela&ccedil;&atilde;o entre a origem da osteoartrose e a atividade laboral assim como entre tipo de haste femoral utilizada e emprego (<a href="/img/revistas/rpot/v21n3/21n3a13q3.jpg">Quadro III</a>)</p>    
<p>&nbsp;</p>    <p>    <center><a href="/img/revistas/rpot/v21n3/21n3a13q3.jpg">Quadro III</a></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    <p>O <a href="/img/revistas/rpot/v21n3/21n3a13q4.jpg">Quadro IV</a> apresenta os resultados da influ&ecirc;ncia da paragem do trabalho, da posi&ccedil;&atilde;o de chefia no emprego e do n&iacute;vel de exig&ecirc;ncia f&iacute;sica do trabalho na atividade laboral dos 54 doentes n&atilde;o reformados antes da cirurgia.</p>    
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>    <p>    <center><a href="/img/revistas/rpot/v21n3/21n3a13q4.jpg">Quadro IV</a></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    <p>Quando questionados sobre o n&iacute;vel de satisfa&ccedil;&atilde;o com a solu&ccedil;&atilde;o cir&uacute;rgica do seu problema, 74 doentes (90,24%) respondeu estar satisfeito com a cirurgia prot&eacute;sica e 79 doentes (97,53%) responde que repetiria o mesmo procedimento cir&uacute;rgico para solucionar a patologia da sua anca.</p>
    <p>Se pergunta &eacute; se considera que a PTA realizada satisfaz ou poderia satisfazer para a atividade laboral que tem ou teve durante a sua vida apenas 37 doentes respondem afirmativamente (<a href="#f2">Figura 2</a>).</p>    <p>&nbsp;</p>    <p>    <center><a name="f2"></a><img src="/img/revistas/rpot/v21n3/21n3a13f2.jpg"></center></p>    
<p>&nbsp;</p></font>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b><font face="Verdana" size="2">DISCUSSÃO E CONCLUSÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Verificou-se neste estudo que existe uma taxa muito alta de associa&ccedil;&atilde;o entre osteoartrose da anca e reforma numa idade ativa, a qual n&atilde;o diminui e antes pelo contr&aacute;rio tende a aumentar depois da cirurgia. Em contraste verificamos um alto n&iacute;vel de satisfa&ccedil;&atilde;o com a cirurgia realizada.</p>
    <p>Estamos pois perante um problema cuja discuss&atilde;o nos parece ser pertinente no per&iacute;odo atual, devido aos graves problemas sociais causados pelo desemprego e empobrecimento nesta faixa et&aacute;ria.</p>
    <p>A presta&ccedil;&atilde;o profissional em condi&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de f&iacute;sica sub&oacute;timas depende de quest&otilde;es culturais, m&eacute;dicas, e da oferta de emprego que favore&ccedil;a a mobilidade laboral necess&aacute;ria para permitir o ajustamento do trabalho &agrave;s limita&ccedil;&otilde;es f&iacute;sicas, mas parece ser licito questionar se na atualidade se deve aceitar uma taxa t&atilde;o alta de abandono da atividade laboral em doentes com artrose da anca.</p>
    <p>Na atualidade esta reflex&atilde;o imp&otilde;e-se pelo aprimoramento das t&eacute;cnicas cir&uacute;rgicas, pela introdu&ccedil;&atilde;o de novos implantes muito mais resistentes ao desgaste e ao sucesso nas t&eacute;cnicas de revis&atilde;o[6,7,8,9,10], obrigando &agrave; necessidade de reformula&ccedil;&atilde;o dos conceitos sobre a restri&ccedil;&atilde;o &agrave; atividade medicamente impostos aos doentes ap&oacute;s PTA que contribui para um processo de aposenta&ccedil;&atilde;o sem retorno.</p>
    <p>Do mesmo modo que parece existir uma necessidade premente de modificar mentalidades e atitudes m&eacute;dicas, a mesma deve refletir-se nos doentes e entidades patronais de modo a modificaram a sua atividade produtiva ap&oacute;s a cirurgia prot&eacute;sica pois pouco mais de 10% dos doentes modificaram a sua atividade produtiva ap&oacute;s a cirurgia prot&eacute;sica e apenas cerca de 20% de todos os doentes reformados respondem que se sentiria capaz de retomar atividade laboral, mesmo que esta fosse fisicamente menos exigente.</p>
    <p>Comparando os resultados obtidos com outros estudos realizados sobretudo dos pa&iacute;ses escandinavos, do Reino Unido e do Canad&aacute; [15,16,17] verificamos que a artroplastia realizada apresenta taxas semelhantes quanto &agrave; capacidade em manter os doentes empregados.</p>
    <p>O presente trabalho demonstra igualmente que, a resolu&ccedil;&atilde;o da osteoartrose da anca atrav&eacute;s de PTA &eacute; compat&iacute;vel com empregos de baixa e moderada atividade f&iacute;sica, pelo que os respons&aacute;veis governamentais deveriam promover mais a requalifica&ccedil;&atilde;o laboral dos trabalhadores atrav&eacute;s de empregos fisicamente menos exigentes; evitando a reforma precoce onerosa para os fundos p&uacute;blicos e prejudicial para as fam&iacute;lias.</p>
    <p>Ao incidirmos a nossa an&aacute;lise sobre os 54 doentes empregados antes da realiza&ccedil;&atilde;o da artroplastia verificamos que o grupo de doentes que interrompe o trabalho mais de 6 meses antes da cirurgia tende a n&atilde;o regressar ao emprego (55,55% vs 19,44% no grupo de doentes que n&atilde;o pararam ou o fizeram por 5 ou menos meses antes da cirurgia) e que demoram, em m&eacute;dia, mais 10 meses a faz&ecirc;-lo quando comparados com o segundo grupo (14 vs 4,65 meses). Real&ccedil;amos ainda a exist&ecirc;ncia de um importante n&uacute;mero de doente[28] que pararam a sua atividade produtiva antes da cirurgia e, em m&eacute;dia, esta paragem prolongou-se por cerca de 11 meses. Tamb&eacute;m a prontid&atilde;o na resposta terap&ecirc;utica, evitando longos per&iacute;odos de absentismo laboral consumidos na espera pela cirurgia, parece ser influente na taxa de aposenta&ccedil;&atilde;o.</p>
    <p>&Agrave; semelhan&ccedil;a dos estudos anteriores[16,18,19] a evid&ecirc;ncia de que os doentes que est&atilde;o mais tempo sem trabalhar antes da realiza&ccedil;&atilde;o da cirurgia tendem a n&atilde;o retomar atividade laboral ou a necessitar de muito mais tempo para voltar a uma atividade produtiva, refor&ccedil;a a necessidade de realizar esta cirurgia antes que a patologia da anca force os doentes a parar, para que a artroplastia realizada seja uma importante arma terap&ecirc;utica com impacto econ&oacute;mico positivo na sociedade.</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O mesmo racioc&iacute;nio pode ser feito para os doente com coxartrose bilateral onde importa resolver com prontid&atilde;o o problema no seu todo, de modo a contrariar as altas taxas de doentes reformados antes e depois da artroplastia bem como a maior demora a retomar o emprego verificada neste grupo de doentes.</p>
    <p>&Agrave; luz dos resultados obtidos, a alta taxa de reformas por incapacidade f&iacute;sica antes da implementa&ccedil;&atilde;o da terap&ecirc;utica cir&uacute;rgica parece carecer de revis&atilde;o conceptual por parte das autoridades competentes.</p>
    <p>Outro resultado importante retirado deste estudo foi que homens e mulheres apresentam taxas de aposenta&ccedil;&atilde;o sobrepon&iacute;veis mas as mulheres demoram mais tempo a retomar o emprego.</p>
    <p>De igual modo observou-se que o grupo de doentes com menos de 40 anos quando comparado com os doentes com idade &ge;40 anos apresenta maiores valores percentuais na retoma do emprego (81,18% vs 65,12%) mas demoram mais tempo a voltar &agrave; atividade laboral (7,88 meses vs 6,29 meses) e que quando comparados os doentes com artrose de natureza idiop&aacute;tica vs doentes com artrose 2&ordf; a NACF verificamos que os primeiros t&ecirc;m menor n&uacute;mero de doentes reformados antes da cirurgia e que voltam em maior n&uacute;mero &agrave; atividade laboral ap&oacute;s a artroplastia.</p>
    <p>Verificou-se ainda que os doentes com PTA com componente femoral de apoio metafis&aacute;rio (Pr&oacute;xima&reg;) quando comparados com os doentes com PTA com haste femoral convencional n&atilde;o cimentada (Cedior&reg; + Corail&reg; + Versis &reg; + Taperloc&reg;) apresentam maior percentagem de doentes que retomam atividade laboral ap&oacute;s a artroplastia (75,86% vs 60,87%) e que o fazem em menor tempo (5,50 meses vs 8,71 meses). Estes n&uacute;meros parecem refletir melhores resultados com a uso de artroplastias com maior preserva&ccedil;&atilde;o do stock &oacute;sseo. Contudo podem apenas significar que os doentes selecionados para este tipo de implante apresentam maior n&iacute;vel de atividade pr&eacute;vio &agrave; cirurgia pelo que estudos posteriores utilizando grupos mais homog&eacute;neos de doentes s&atilde;o necess&aacute;rios para confirmar, ou n&atilde;o, estes resultados.</p>
    <p>J&aacute; descrita como a cirurgia do s&eacute;culo e com efeito positivo comprovado na qualidade de vida de doentes com artrose da anca diversos estudos reportarem o elevado n&iacute;vel de satisfa&ccedil;&atilde;o da PTA na popula&ccedil;&atilde;o estudada[12,21,22]. Tamb&eacute;m neste estudo verificam-se n&iacute;veis elevados de satisfa&ccedil;&atilde;o geral com a cirurgia prot&eacute;sica realizada, referindo a esmagadora maioria dos doentes que repetiria o mesmo procedimento cir&uacute;rgico para solucionar a patologia da sua anca. Em contraste com estes n&uacute;meros, menos de metade desta popula&ccedil;&atilde;o mostra-se satisfeita quando a pergunta &eacute; se considera que a PTA realizada satisfaz ou poderia satisfazer para a atividade laboral que tem ou teve durante a sua vida.</p>
    <p>O facto de ser uma amostra numericamente limitada, e de um n&uacute;mero importante de doentes selecionados n&atilde;o ter respondido ao question&aacute;rio, constituiem as principais limita&ccedil;&otilde;es deste trabalho.</p>
    <p>Estudos longitudinais de acompanhamento destes doentes a longo prazo, s&atilde;o necess&aacute;rios para determinar quanto tempo mais &eacute; que estes doentes trabalham com a PTA implantada, como forma de um mais completo reconhecimento do problema laboral neste tipo de patologia[23].</p>
    <p>Ainda assim este trabalho constitui um estudo importante incidindo sobre um tema poucas vezes relatado na literatura existente (e sem trabalhos descritos em Portugal) permitindo um melhor e maior conhecimento sobre o impacto da artroplastia da anca na atividade laboral desta popula&ccedil;&atilde;o especial constitu&iacute;da por doentes jovens com PTA, descrevendo a nossa realidade e desafiando outros autores a realizarem estudos semelhantes de forma a poder ajuizar a nossa realidade relativamente a padr&otilde;es internacionais.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b><font face="Verdana" size="2">REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</font></b></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">1. 2º Relatório anual 2010-2011, Registo Português de Artroplastias[homepage on the Internet]. Available from: <a href="http://www.rpa.spot.pt/getdoc/3644f495-464b-448b-bc70-fe4893759997/1489-Relatorio-RPA-Final.aspx" target="_blank">http://www.rpa.spot.pt/getdoc/3644f495-464b-448b-bc70-fe4893759997/1489-Relatorio-RPA-Final.aspx</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000114&pid=S1646-2122201300030001400001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">2. Wiklund I, Romanus B. A comparison of quality of life before and after arthroplasty in patients who had arthrosis of the hip joint. 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The effect of elective total hip replacement on health-related quality of life. J Bone Joint Surg Am. 1993; 75: 1619-1626</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000118&pid=S1646-2122201300030001400004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">5. Visuri T, Honkanen R. The influence of total hip replacement on selected activities of daily living and on the use of domestic aid. Scand J Rehabil Med. 1978; 10: 221</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000119&pid=S1646-2122201300030001400005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">6. Engh C, Bobyn J, Glassman A. Porous- coated hip replacement- The factores governing bone ingrowth, stress shielding and clinical results. JournalBone joint Sugery. 1987; 69-B: 45-55</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000120&pid=S1646-2122201300030001400006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">7. Corten K, Bourne R, Charron K, Keegan A, Rorabeck H. Comparison of total hip arthroplasty performed with and without cement: A randomized trial. A concise follow up, at twenty years of previous reports. 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Twenty- three-years outcome of the porus coated anatomic total hip replacement. J.of Joint Bone Surgery Am. 2012; 94: 151-155</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000123&pid=S1646-2122201300030001400009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font face="verdana" size="2">10. Thomas G, Simpson D, Mehmod S, Taylor A, Smith T, Gill H, et al. The seven-year wear of highly cross linked poliethylene in total hip artroplasty. Journal of Joint Bone surgery Am. 2011; 93: 716-722</font></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">11. Kathod M, Inacio M, Bini S, Paxton E. Prophylaxis against pulmonary embolism in patients undergoing total hip arthroplastiy. 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Acta Orthop Scand. 1986; 57: 197-200</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000130&pid=S1646-2122201300030001400016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">17. Mobasheri R, Gidwani S, Rosson JW. The effect of total hip replacement on the employment status of patients under the age of 60 years. Ann R Coll Surg Engl. 2006; 88: 131-133</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000131&pid=S1646-2122201300030001400017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">18. Bohm Eric R. The effect of total hip arthroplasty on employment. The Journal of arthroplasty. 2010; 59 (1): 15-18</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000132&pid=S1646-2122201300030001400018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">19. Hertzman P, Johnsson R, Lindgren D. Cost of sick leave for total hip replacement. Acta Orthop Scand. 1988; 59: 266-269</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000133&pid=S1646-2122201300030001400019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">20. Suarez J, Arguelles J, Costales M, Arechega C, Cabeza F, Vijande M. Factors influencing the return to work of patients after hip replacement and rehabilitation. Arch Phys Med Rehabil. 1996; 77: 269-272</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000134&pid=S1646-2122201300030001400020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">21. Mariconda Massimo, Olimpio Galasso, Costa Giovan Giuseppe, Recano Pasquale, Cerbasi Simone. Quality of Life and Functionality After Total Hip Arthroplasty. A Long-term Follow-up Study. 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<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Ricardo Aido    <br>Departamento de Ortopedia e    <br>Traumatologia    <br>Hospital de Santo António    <br>Largo Professor Abel Salazar    <br>4099-001 Porto    <br>Portugal    <br><a href="mailto:ricardofilipeaido@gmail.com">ricardofilipeaido@gmail.com</a></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Submissão: </b> 2013-04-01</font></p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Revisão: </b> 2013-09-15</font></p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Aceitação: </b> 2013-09-15</font></p>     ]]></body><back>
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