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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Fratura proximal do fémur bilateral: Incidência e fatores de risco de fratura contralateral]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[In patients with osteoporotic fractures of the proximal femur, little is known about the incidence and risk factors of contralateral fracture of the proximal femur. The aim of this study was, through a retrospective study, to determine the incidence and risk factors for non-contemporary bilateral fracture of the proximal femur. Clinical files were analyzed from 1911 patients with fracture of the proximal femur between 2003 and 2009. The data collected on the fractures, treatments and comorbidities were processed statistically. A total of 64 patients (3.24%) had bilateral fracture of the proximal femur, with an average age above 80 years. It was determined that there is a direct relationship between the type of the first and second fracture (intracapsular vs extracapsular), and that 70% of second fractures occur in the first three years after the first fracture. Of comorbid conditions it was found that Parkinson's disease, hypertension, heart disease, anemia and abnormal vision represent an increased risk for contralateral fractures of the proximal femur. We propose a more rigorous follow-up in the first three years after the first fracture and established best ways to prevent fractures and optimization of comorbidities in patients with risk factors.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Fratura contralateral da extremidade proximal do fémur]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b><font face="Verdana" size="2">ARTIGO ORIGINAL</font></b></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="4">Fratura proximal do fémur bilateral - Incidência e fatores de risco de fratura contralateral</font></b></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana" size="2"><b>Hugo Constantino<sup>I</sup></b>; <b>Pedro Ferrão Patrício<sup>II</sup></b>; <b>Carlos Pedrosa<sup>I</sup></b>; <b>Francisco Guerra Pinto<sup>I</sup></b>; <b>Ventura Pereira<sup>I</sup></b>; <b>Nuno Diogo<sup>I</sup></b></font></p>    <p><font face="Verdana" size="2">I. Serviço de Ortopedia e Traumatologia. Hospital de Curry Cabral. Lisboa. Portugal.<br />II. Faculdade de Ciências da UBI. Covilhã. Portugal.<br /></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana" size="2"><a name="topc"></a><a href="#c">Endereço para correspondência</a></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">RESUMO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Nos doentes com fratura osteopor&oacute;tica da extremidade proximal do f&eacute;mur, pouco &eacute; conhecido sobre a incid&ecirc;ncia e fatores de risco de fratura contralateral da extremidade proximal do f&eacute;mur. O objetivo deste trabalho foi, atrav&eacute;s de um estudo retrospetivo determinar a incid&ecirc;ncia e os fatores de risco para fratura bilateral da extremidade proximal do f&eacute;mur n&atilde;o contempor&acirc;nea. Foram analisados os processos de 1911 doentes com fratura da extremidade proximal do f&eacute;mur entre&nbsp;2003 e 2009. Os dados recolhidos sobre as fraturas, tratamentos e comorbilidades foram trabalhados estatisticamente. Um total de 64 doentes (3,24%) teve fratura bilateral da extremidade proximal do f&eacute;mur, com uma m&eacute;dia de idades acima dos 80 anos. Determinouse que existe uma rela&ccedil;&atilde;o direta entre o tipo da primeira e segunda fratura (intracapsular vs extraapsular), e que 70% das segundas fraturas ocorrem nos primeiros tr&ecirc;s anos ap&oacute;s fratura. Das comorbilidades verificou-se que a doen&ccedil;a de Parkinson, Hipertens&atilde;o Arterial, doen&ccedil;a Card&iacute;aca, Anemia e altera&ccedil;&otilde;es da Vis&atilde;o representam um risco acrescido para fratura contralateral da extremidade proximal do f&eacute;mur. Propomos um follow-up mais rigoroso nos primeiros tr&ecirc;s anos ap&oacute;s a primeira fratura e estabelecidas melhores formas de preven&ccedil;&atilde;o de fraturas e otimiza&ccedil;&atilde;o das comorbilidades nos doentes com fatores de risco.</p></font>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Palavras chave</b>: Fratura contralateral da extremidade proximal do fémur, osteoporose, comorbilidades, população. </font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">ABSTRACT</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>In patients with osteoporotic fractures of the proximal femur, little is known about the incidence and risk factors of contralateral fracture of the proximal femur. The aim of this study was, through a retrospective study, to determine the incidence and risk factors for non-contemporary bilateral fracture of the proximal femur. Clinical files were analyzed from 1911 patients with fracture of the proximal femur between 2003 and 2009. The data collected on the fractures, treatments and comorbidities were processed statistically. A total of 64 patients (3.24%) had bilateral fracture of the proximal femur, with an average age above 80 years. It was determined that there is a direct relationship between the type of the first and second fracture (intracapsular vs extracapsular), and that 70% of second fractures occur in the first three years after the first fracture. Of comorbid conditions it was found that Parkinson's disease, hypertension, heart disease, anemia and abnormal vision represent an increased risk for contralateral fractures of the proximal femur. We propose a more rigorous follow-up in the first three years after the first fracture and established best ways to prevent fractures and optimization of comorbidities in patients with risk factors.</p></font>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Key words</b>: Contralateral fracture of the proximal femur, osteoporosis, comorbidities, population. </font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">INTRODUÇÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>As fraturas da extremidade proximal do f&eacute;mur constituem um importante problema de sa&uacute;de p&uacute;blica[1]. O sucesso no tratamento cir&uacute;rgico destas fraturas permite que muitos destes voltem a uma vida ativa, durante muitos anos[2].</p>
    <p>O aumento da esperan&ccedil;a de vida, a osteoporose j&aacute; estabelecida, as altera&ccedil;&otilde;es neuro-cognitivas e as comorbilidades predisp&otilde;em os doentes a outras fraturas osteopor&oacute;ticas. Dentro das mais frequentes, a fratura proximal do f&eacute;mur &eacute; a que tem maior morbimortalidade[3].</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Cerca de 8% dos doentes que sofreu uma fratura proximal do f&eacute;mur sofrer&aacute; uma fratura semelhante contralateral[2]. Estes doentes t&ecirc;m um progn&oacute;stico de vida e fun&ccedil;&atilde;o francamente inferior ao observado nos doentes que sofreram apenas uma fratura, como ser&aacute; discutido adiante.</p>
    <p>Para melhor caracteriza&ccedil;&atilde;o da nossa popula&ccedil;&atilde;o, foi feito o levantamento de todos os doentes operados por fratura proximal do f&eacute;mur num intervalo de sete anos, no nosso Servi&ccedil;o.</p>
    <p>Foi feito o registo de todos os doentes com fratura contralateral. Foram analisadas as comorbilidades m&eacute;dicas. Apresentamos aqui os dados desta revis&atilde;o, com &ecirc;nfase nos dados estatisticamente relevantes que podem levar a uma melhoria no acompanhamento deste tipo de doentes.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">MATERIAL E MÉTODOS</font></b></p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">População</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Todos os doentes com fratura proximal do f&eacute;mur tratados no Servi&ccedil;o de Ortopedia e Traumatologia do Hospital de Curry Cabral entre janeiro de 2003 e dezembro de 2009. Foram exclu&iacute;dos os doentes com fraturas de alta energia (ou com hist&oacute;ria de queda superior &agrave; pr&oacute;pria altura), com fraturas patol&oacute;gicas por tumor prim&aacute;rio &oacute;sseo ou met&aacute;stases, ou com idade inferior a 50 anos.</p></font>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Métodos</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Em cada um dos itens analisados, foi feita a compara&ccedil;&atilde;o estat&iacute;stica entre o grupo em que apenas ocorrem uma fratura (Grupo Unilateral) e o grupo em que ocorreram duas fraturas n&atilde;o simult&acirc;neas (Grupo Bilateral).</p>
    <p>Foi realizado um estudo retrospetivo, com an&aacute;lise do processo de internamento informatizado, do Sistema de Apoio ao M&eacute;dico (SAM). Foram visualizadas as radiografias, para classifica&ccedil;&atilde;o e agrupamento dos doentes por tipo de fratura, e para determina&ccedil;&atilde;o do procedimento cir&uacute;rgico realizado. Os dados de follow-up, das comorbilidades e diagn&oacute;sticos secund&aacute;rios foram obtidos do processo informatizado (SAM) de cada doente.</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Na an&aacute;lise estat&iacute;stica foi utilizado o teste do Quiquadrado para estudo da independ&ecirc;ncia e o M&eacute;todo de Regress&atilde;o Log&iacute;stica para avalia&ccedil;&atilde;o da rela&ccedil;&atilde;o entre a primeira e a segunda fratura, com o aux&iacute;lio do programa inform&aacute;tico SPSS. Testaram-se ainda as diferen&ccedil;as entre as propor&ccedil;&otilde;es das comorbilidades nos dois grupos de doentes do estudo. As diferen&ccedil;as foram consideradas significativas se p&lt;0.05.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">RESULTADOS</font></b></p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Incidência</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Obtiveram-se 1911 doentes, e destes 3,24% (n=64) sofreram fratura bilateral da extremidade proximal do f&eacute;mur.</p></font>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Género</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>No Grupo Unilateral apur&aacute;mos 394 homens (26,7%) e 1460 mulheres. No Grupo Bilateral apur&aacute;mos 8 homens (14.3%) e 56 mulheres. No teste de compara&ccedil;&atilde;o de propor&ccedil;&otilde;es n&atilde;o h&aacute; diferen&ccedil;a estatisticamente significativa (p=0.09).</p></font>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Idade</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>A m&eacute;dia de idades no Grupo Unilateral foi de 81 anos. No Grupo Bilateral, a primeira fratura ocorreu, em m&eacute;dia, aos 80 anos, e a segunda fratura ocorreu aos 82 anos.</p></font>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Tipo de fratura</font></b></p><font face="verdana" size="2">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A propor&ccedil;&atilde;o entre fraturas intracapsulares e extracapsulares manteve-se sensivelmente constante ao longo do per&iacute;odo de 7 anos em que foi analisada a nossa popula&ccedil;&atilde;o (<a href="#f1">Figura 1</a>). Totalizamos 45,3% (n=895) fraturas intracapsulares e 54,7% (n=1080) de fraturas extracapsulares.</p>    <p>&nbsp;</p>    <p>    <center><a name="f1"></a><img src="/img/revistas/rpot/v21n3/21n3a14f1.jpg"></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    <p>No Grupo Unilateral (n=1854) houve 831 (44,8%) fraturas intracapsulares e 1023 fraturas extracapsulares. No Grupo Bilateral totalizamos 66 fraturas intracapsulares (51,5%) e 62 fraturas extracapsulares. A distribui&ccedil;&atilde;o das mesmas est&aacute; representada no <a href="#f2">Figura 2</a>.</p>    <p>&nbsp;</p>    <p>    <center><a name="f2"></a><img src="/img/revistas/rpot/v21n3/21n3a14f2.jpg"></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Foi feita a an&aacute;lise estat&iacute;stica da compara&ccedil;&atilde;o entre a primeira e a segunda fratura (<a name="topq1"></a><a href="#q1">Quadro I</a>), no Grupo Bilateral, pelo Teste de Qui-Quadrado e por Regress&atilde;o Log&iacute;stica.</p>    <p>&nbsp;</p><a name="q1"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v21n3/21n3a14q1.jpg" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    <p>Apurou-se que a localiza&ccedil;&atilde;o da 2&ordf; fratura &eacute; dependente da primeira. A localiza&ccedil;&atilde;o da 1&ordf; fratura &eacute; significativa/determinante para a localiza&ccedil;&atilde;o da 2&ordf;, com p=0,03 na equa&ccedil;&atilde;o do modelo associado &agrave; regress&atilde;o log&iacute;stica.</p>
    <p>N&atilde;o se apurou significado estat&iacute;stico na localiza&ccedil;&atilde;o da 2&ordf; fratura em fun&ccedil;&atilde;o do tempo. Apesar de tudo, 70% das segundas fraturas ocorreram nos 3 primeiros anos ap&oacute;s a primeira (<a href="#f3">Figura 3</a>).</p>    <p>&nbsp;</p>    <p>    <center><a name="f3"><a/><img src="/img/revistas/rpot/v21n3/21n3a14f3.jpg"></center></p>    
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p></font>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Tipo de tratamento cirúrgico</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Apesar de n&atilde;o ser este um dos objetivos do trabalho, regist&aacute;mos os tipos de osteoss&iacute;ntese para averiguar se haveria mudan&ccedil;a de atitude numa 2&ordf; fratura (eventual escolha por um m&eacute;todo artropl&aacute;stico, por exemplo). Como se constata na <a href="#f4">Figura 4</a>, a escolha do m&eacute;todo foi quase sobrepon&iacute;vel nos dois epis&oacute;dios de fratura. H&aacute;, inclusive, uma pequena preponder&acirc;ncia da osteoss&iacute;ntese sobre a hemiartroplastia no tratamento da segunda fratura, mas sem significado estat&iacute;stico.</p>    <p>&nbsp;</p>    <p>    <center><a name="f4"></a><img src="/img/revistas/rpot/v21n3/21n3a14f4.jpg"></center></p>    
<p>&nbsp;</p></font>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Comorbilidades médicas</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Foram registadas as principais comorbilidades desta faixa et&aacute;ria, e analisadas as suas propor&ccedil;&otilde;es dentro de cada um dos Grupos. Testaram-se as hip&oacute;teses de que n&atilde;o h&aacute; diferen&ccedil;as estatisticamente significativas entre essas propor&ccedil;&otilde;es.</p>
    <p>No <a href="#q2">quadro II</a> est&atilde;o agrupadas as comorbilidades dos doentes com fraturas da extremidade proximal do f&eacute;mur e verifica-se que com base nos valores das estat&iacute;sticas do teste obtidos que foram todos positivos, o que significa que no grupo das pessoas com fraturas bilaterais a propor&ccedil;&atilde;o de todas as doen&ccedil;as &eacute; maior do que no grupo das pessoas com fraturas unilaterais.</p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>    <p>    <center><a name="q2"><a/><img src="/img/revistas/rpot/v21n3/21n3a14q2.jpg"></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    <p>Da an&aacute;lise do risco relativo de sofrer uma fratura contralateral da extremidade proximal do f&eacute;mur, tendo por base as comorbilidades, verificou-se que nos doentes com doen&ccedil;a de Parkinson, Hipertens&atilde;o Arterial, doen&ccedil;a Card&iacute;aca, Anemia e altera&ccedil;&otilde;es da Vis&atilde;o, existe um aumento do risco de fratura, com significado estat&iacute;stico. De salientar ainda, que embora sem forte significado estat&iacute;stico (p=0,09), o risco relativo de sofrer uma segunda fratura da extremidade proximal do f&eacute;mur, est&aacute; tamb&eacute;m aumentado nos doentes com dem&ecirc;ncia[4;5].</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">DISCUSSÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Ao nosso estudo temos de apontar como limita&ccedil;&otilde;es:<br />- O facto de ser um estudo retrospetivo, com an&aacute;lise do processo de internamento hospitalar.<br />- O n&uacute;mero de doentes em que foi perdido a follow-up, constitui o verdadeiro vi&eacute;s deste estudo, pois n&atilde;o se conseguiu determinar a mortalidade ap&oacute;s o primeiro evento. E provavelmente pela falta de follow-up em muitos dos doentes n&atilde;o se conseguiu verificar a ocorr&ecirc;ncia da segunda fratura. Uma prov&aacute;vel raz&atilde;o de discrep&acirc;ncia entre este estudo, e outras s&eacute;ries internacionais[6,5] &eacute; a mortalidade que n&atilde;o foi poss&iacute;vel apurar ap&oacute;s a primeira fratura. Uma vez que se sabe que a mortalidade ap&oacute;s fratura da extremidade proximal do f&eacute;mur &eacute; muito elevada, ao n&atilde;o se conseguir apur&aacute;-la ap&oacute;s a primeira fratura, os doentes foram inclu&iacute;dos no grupo de controlo (fraturas unilaterais), Como vantagens, devemos assinalar que constitui um ponto de partida e um primeiro trabalho para uma reflex&atilde;o e avalia&ccedil;&atilde;o mais rigorosa, de prefer&ecirc;ncia multidisciplinar aos doentes com osteoporose que sofrem uma fratura da extremidade proximal do f&eacute;mur. Com a continua&ccedil;&atilde;o e novos estudos, permitir&aacute; a identifica&ccedil;&atilde;o de doentes em risco de fratura contralateral da extremidade proximal do f&eacute;mur e o estabelecimento de normas de vigil&acirc;ncia e medidas de preven&ccedil;&atilde;o de novas fraturas.</p></font>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Incidência</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>A literatura aponta para uma incid&ecirc;ncia significativa de uma fratura contralateral da extremidade proximal do f&eacute;mur em diversas popula&ccedil;&otilde;es.</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Nos EUA esta ocorre em 0,023 doentes / ano, o que corresponde a um risco 4 vezes superior ao constatado para a ocorr&ecirc;ncia de uma primeira fratura[7].</p>
    <p>Na popula&ccedil;&atilde;o oriental[5] este risco &eacute; de 0,043 doentes / ano.</p>
    <p>Uma an&aacute;lise realizada na Dinamarca envolvendo 169000 doentes, mostrou que 27800 (16,4%) sofreu uma fratura contralateral da extremidade proximal do f&eacute;mur[3].</p>
    <p>Na nossa amostra obtivemos uma incid&ecirc;ncia global de 64 doentes com fraturas bilaterais (3,24%), valores inferiores aos da literatura, que est&atilde;o relacionados com os vieses deste estudo.</p></font>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Idade</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>A idade m&eacute;dia de v&aacute;rios trabalhos aponta para os 83 anos, mas esta n&atilde;o parece constituir um fator de risco espec&iacute;fico para a fratura contralateral da extremidade proximal do f&eacute;mur[7], mas &eacute; prov&aacute;vel que a sua ocorr&ecirc;ncia seja estatisticamente inferior abaixo dos 71 anos.</p>
    <p>No Reino Unido esta ocorre, em m&eacute;dia, aos 79 anos quando a fratura contralateral da extremidade proximal do f&eacute;mur ocorre mais de dois anos ap&oacute;s a primeira; ocorre em m&eacute;dia aos 83 anos quando a fratura contralateral da extremidade proximal do f&eacute;mur ocorre menos de dois anos ap&oacute;s a primeira.</p>
    <p>Na nossa amostra, a idade m&eacute;dia do grupo das fraturas bilaterais aquando da primeira fratura, foi ligeiramente menor que a do grupo unilateral.</p></font>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Intervalo de tempo entre a primeira e a segunda fratura</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Numa amostra Brit&acirc;nica[9] cerca de 48% da fratura contralateral da extremidade proximal do f&eacute;mur ocorre nos primeiros dois anos. Estes dados s&atilde;o ligeiramente diferentes duma amostra japonesa, que regista que 41% da fratura contralateral da extremidade proximal do f&eacute;mur ocorre no primeiro ano, 67 % ocorrem nos primeiros dois anos e 86% ocorrem nos tr&ecirc;s primeiros anos ap&oacute;s a primeira fratura.</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Na nossa amostra apur&aacute;mos que a fratura contralateral da extremidade proximal do f&eacute;mur tende a ocorrer de forma precoce, verificando-se que 70% ocorreu nos primeiros 3 anos ap&oacute;s o primeiro evento.</p></font>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Tipo de fratura</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Em v&aacute;rios trabalhos[5,9,3] parece haver uma elevada concord&acirc;ncia entre o tipo de fratura (intra vs extracapsular) entre a primeira e a segunda fratura. Genericamente, em dois ter&ccedil;os dos doentes a fratura contralateral da extremidade proximal do f&eacute;mur &eacute; igual &agrave; primeira.</p>
    <p>Na nossa amostra, apur&aacute;mos uma rela&ccedil;&atilde;o com significado estat&iacute;stico entre a primeira e a segunda fratura, em que a fratura contralateral da extremidade proximal do f&eacute;mur tende a ser do mesmo tipo que a primeira. Contudo, esta rela&ccedil;&atilde;o tende a ser menos significativa quanto maior &eacute; o tempo de intervalo entre as duas fraturas.</p>
    <p>Como conclus&atilde;o pretendemos salientar que a ocorr&ecirc;ncia de uma segunda fratura osteopor&oacute;tica do f&eacute;mur &eacute; um dado para o qual a comunidade m&eacute;dica esta pouco sensibilizada.</p>
    <p>A sua etiologia, como todas as fraturas de fragilidade, &eacute; multifatorial, mas acreditamos que deve haver um papel importante do ortopedista na sua preven&ccedil;&atilde;o secund&aacute;ria.</p>
    <p>H&aacute; forte evid&ecirc;ncia que a medica&ccedil;&atilde;o anti osteopor&oacute;tica reduz[10] o risco de novas fraturas. Negligenciar esta medida &eacute;, portanto, ignorar o impacto desta doen&ccedil;a e um cuidado deficiente aos nossos doentes.</p>
    <p>&Eacute; necess&aacute;rio identificar nos doentes com fratura da extremidade proximal do f&eacute;mur, os que apresentam os fatores de risco (como a idade, doen&ccedil;a de Parkinson, Hipertens&atilde;o Arterial, doen&ccedil;a Card&iacute;aca, Anemia e altera&ccedil;&otilde;es da Vis&atilde;o) para fratura contralateral. Estes doentes, devem ter um follow-up mais rigoroso nos primeiros tr&ecirc;s anos ap&oacute;s a fratura e devem ser estabelecidas melhores formas de preven&ccedil;&atilde;o de fraturas e otimiza&ccedil;&atilde;o das comorbilidades, por forma a prevenir a fratura contralateral da extremidade proximal do f&eacute;mur.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</font></b></p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="verdana" size="2">1. Colón-Emeric C, Kuchibhatla M, Pieper C, Hawkes W, Fredman L, Magaziner J, et al. The contribution of hip fracture to risk of subsequent fractures: data from two longitudinal studies.. Osteoporos Int. 2003; 14: 879-83</font></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">2. Dretakis E, Kritsikis N, Economou K, Christodoulou N. Bilateral non-contemporary fractures of the proximal femur.. Acta Orthop Scand. 1981; 52: 227-229</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000104&pid=S1646-2122201300030001500002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">3. Ryg J, Rejnmark L, Overgaard S, Brixen K, Vestergaard P. Hip fracture patients at risk of second hip fracture: a nationwide population-based cohort study of 169,145 cases during 1977- 2001.. J Bone Miner Res. 2009; 24: 1299-1307</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000105&pid=S1646-2122201300030001500003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font face="verdana" size="2">4. Yamanashi A, Yamazaki K, Kanamori M, Mochizuki K, Okamoto S, Koide Y, et al. Assessment of risk factors for second hip fractures in Japanese elderly.. Osteoporos Int. 2005; 16: 1239-1246</font></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">5. Mitani S, Shimizu M, Abo M, Hagino H, Kurozawa Y. Risk factors for second hip fractures among elderly patients.. Orthop Sci. 2010; 15: 192-197</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000107&pid=S1646-2122201300030001500005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">6. Ojo F, Al Snih S, Ray LA, Raji MA, Markides KS. History of fractures as predictor of subsequent hip and nonhip fractures among older Mexican Americans.. J Natl Med Assoc. 2007; 99: 412-418</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000108&pid=S1646-2122201300030001500006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">7. Chapurlat RD, Bauer DC, Nevitt M, Stone K, Cummings SR. Incidence and risk factors for a second hip fracture in elderly women. The Study of Osteoporotic Fractures.. Osteoporos Int. 2003; 14: 130-136</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000109&pid=S1646-2122201300030001500007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font face="verdana" size="2">8. Cummings SR, Nevitt MC, Browner WS, Stone K, Fox KM, Ensrud KE, et al. Risk factors for hip fracture in white women. Study of Osteoporotic Fractures Research Group.. N Engl J Med. 1995; 332: 767-773</font></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">9. Pearse EO, Redfern DJ, Sinha M, Edge AJ. Outcome following a second hip fracture. Injury. 2003; 34: 518-521</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000111&pid=S1646-2122201300030001500009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">10. Dretakis KE, Dretakis EK, Papakitsou EF, Psarakis S. Possible predisposing factors for the second hip fracture.. Calcif Tissue Int. 1998; 62: 366-369</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000112&pid=S1646-2122201300030001500010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Conflito de interesse: </font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Nada a declarar</p></font>    <p>&nbsp;</p><a name="c"></a>    <p><b><font face="Verdana" size="2"><a href="#topc">Endereço para correspondência</a></font></b></p>    <p><font face="Verdana" size="2">Hugo Constantino    <br>Rua D. Lourenço de Almeida nº 3- 1º Esq.    <br>1400-124 Lisboa    <br>Portugal    <br><a href="mailto:hugoevora@gmail.com">hugoevora@gmail.com</a></font></p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Submissão: </b> 2013-05-10</font></p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Revisão: </b> 2013-09-15</font></p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Aceitação: </b> 2013-09-15</font></p>     ]]></body><back>
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