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<journal-title><![CDATA[Revista Portuguesa de Ortopedia e Traumatologia]]></journal-title>
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<publisher-name><![CDATA[Sociedade Portuguesa de Ortopedia e Traumatologia]]></publisher-name>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Técnicas de cimentação femoral]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra Serviço de Ortopedia ]]></institution>
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<country>Portugal</country>
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<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1646-21222013000400003&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S1646-21222013000400003&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S1646-21222013000400003&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[A artroplastia da anca tornou-se na última metade do século 20 na intervenção com mais sucesso no alívio da dor e restauro da função articular para os doentes com artrose da anca. Os bons resultados são consequência da melhoria nas técnicas cirúrgicas e na qualidade dos implantes utilizados. O uso do componente femoral cimentado tem sido o padrão de ouro ao longo dos últimos cinquenta anos, havendo séries que reportam uma longevidade do implante de 96% aos 10 anos. O conhecimento das propriedades do cimento utilizado, a sua correcta forma de preparação e aplicação são determinantes para o bom desempenho da artroplastia. Este trabalho faz uma revisão sobre a evolução das técnicas de cimentação femoral, explica as diferentes fases pelas quais o cimento passa no seu processo de elaboração e descreve as principais etapas da técnica de cimentação de terceira geração.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[In the later half of the 20th century, hip replacement surgery became the most successful procedure to relieve pain and restore function for patients with hip osteoarthritis. These good results are a byproduct of improvements both in surgical technique and implant properties. Cemented femoral stems have been considered the gold standard for the last fifty years, with studies showing implant survival rates of up to 96% after 10 years. The success of an arthroplasty is dependent on the understanding of the properties, preparation and usage of cement. This article will review the evolution of femoral cementing techniques, the different stages of cement preparation and the main steps of third-generation cementing.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b><font face="Verdana" size="2">ARTIGO DE REVISÃO</font></b></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="4">Técnicas de cimentação femoral</font></b></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana" size="2"><b>Pedro Jordão<sup>I</sup></b>; <b>André Bahute<sup>I</sup></b>; <b>Ugo Fontoura<sup>I</sup></b>; <b>Pedro Marques<sup>I</sup></b></font></p>    <p><font face="Verdana" size="2">I. Serviço de Ortopedia. Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra. Portugal.<br /></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana" size="2"><a name="topc"></a><a href="#c">Endereço para correspondência</a></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">RESUMO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A artroplastia da anca tornou-se na &uacute;ltima metade do s&eacute;culo 20 na interven&ccedil;&atilde;o com mais sucesso no al&iacute;vio da dor e restauro da fun&ccedil;&atilde;o articular para os doentes com artrose da anca. Os bons resultados s&atilde;o consequ&ecirc;ncia da melhoria nas t&eacute;cnicas cir&uacute;rgicas e na qualidade dos implantes utilizados.<br />O uso do componente femoral cimentado tem sido o padr&atilde;o de ouro ao longo dos &uacute;ltimos cinquenta anos, havendo s&eacute;ries que reportam uma longevidade do implante de 96% aos 10 anos.</p>     <p>O conhecimento das propriedades do cimento utilizado, a sua correcta forma de prepara&ccedil;&atilde;o e aplica&ccedil;&atilde;o s&atilde;o determinantes para o bom desempenho da artroplastia.</p>     <p>Este trabalho faz uma revis&atilde;o sobre a evolu&ccedil;&atilde;o das t&eacute;cnicas de cimenta&ccedil;&atilde;o femoral, explica as diferentes fases pelas quais o cimento passa no seu processo de elabora&ccedil;&atilde;o e descreve as principais etapas da t&eacute;cnica de cimenta&ccedil;&atilde;o de terceira gera&ccedil;&atilde;o.</p></font>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Palavras chave</b>: Anca, artroplastia, cimentação, femoral. </font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">ABSTRACT</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>In the later half of the 20th century, hip replacement surgery became the most successful procedure to relieve pain and restore function for patients with hip osteoarthritis. These good results are a byproduct of improvements both in surgical technique and implant properties.</p>     <p>Cemented femoral stems have been considered the gold standard for the last fifty years, with studies showing implant survival rates of up to 96% after 10 years.</p>     <p>The success of an arthroplasty is dependent on the understanding of the properties, preparation and usage of cement.</p>     <p>This article will review the evolution of femoral cementing techniques, the different stages of cement preparation and the main steps of third-generation cementing.</p></font>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="verdana" size="2"><b>Key words</b>: Hip, arthroplasty, cementing, femoral. </font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">INTRODUÇÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>A artroplastia total da anca &eacute; uma das interven&ccedil;&otilde;es cir&uacute;rgicas com maior &ecirc;xito em Ortopedia. A elei&ccedil;&atilde;o do melhor m&eacute;todo de fixa&ccedil;&atilde;o dos componentes (implantes cimentados ou n&atilde;o cimentados) &eacute; uma das principais controv&eacute;rsias. Com a introdu&ccedil;&atilde;o do conceito de pr&oacute;tese de baixa fric&ccedil;&atilde;o por Charnley nos anos 60, a fixa&ccedil;&atilde;o com cimento passou a ser o padr&atilde;o de ouro. Tem hoje uma hist&oacute;ria de aplica&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica cont&iacute;nua com cerca de 50 anos. Ao longo do tempo as quest&otilde;es levantadas relativamente &agrave;s vantagens da cimenta&ccedil;&atilde;o centram-se fundamentalmente no componente acetabular, uma vez que as taxas de sucesso do componente femoral s&atilde;o alt&iacute;ssimas[1]. O registo sueco de artroplastias mostrou uma taxa de sobreviv&ecirc;ncia ao descolamento ass&eacute;ptico de 96% aos 9 anos, para 3380 pr&oacute;teses implantadas desde 1987 com t&eacute;cnicas de cimenta&ccedil;&atilde;o modernas[2]. O registo escandinavo de artroplastias demonstrou a efic&aacute;cia da cimenta&ccedil;&atilde;o em diferentes tipos de pr&oacute;teses[3].</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">O cimento</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>O cimento funciona como um preenchimento entre o implante e o osso trabecular de modo a que a carga se transmita uniformemente sobre toda a interface cimento-osso, n&atilde;o tendo propriedades adesivas[4]. Atualmente o cimento mais usado &eacute; o polimetilmetaclilato (PMMA), um pol&iacute;mero acr&iacute;lico, que polimeriza numa rea&ccedil;&atilde;o exot&eacute;rmica. &Eacute; composto por copol&iacute;meros de PMMA em forma de p&oacute; e um mon&oacute;mero l&iacute;quido, o metilmetacrilato (MMA), na propor&ccedil;&atilde;o de 2:1; nas solu&ccedil;&otilde;es comerciais &eacute; acrescentado um contraste de sulfato de b&aacute;rio (BaSO4) para tornar o cimento radiopaco.</p>     <p>O processo de elabora&ccedil;&atilde;o do cimento &ndash; polimeriza&ccedil;&atilde;o- pode ser dividido em quatro fases diferentes[5] (fase de mistura, fase de espera, fase de aplica&ccedil;&atilde;o, fase de estabiliza&ccedil;&atilde;o), demora cerca de 7 a 15 minutos, dependendo da temperatura inicial do cimento e da temperatura ambiente da sala de bloco operat&oacute;rio. Na fase de mistura os componentes devem ser misturados homogeneamente evitando a cria&ccedil;&atilde;o de poros. A mistura sob v&aacute;cuo diminui a porosidade do cimento tornando-o mais resistente &agrave; fal&ecirc;ncia; existe tamb&eacute;m, uma diminui&ccedil;&atilde;o da evapora&ccedil;&atilde;o do mon&oacute;mero l&iacute;quido contribuindo para um melhor ambiente na sala de bloco operat&oacute;rio e prevenindo alergias nos profissionais de sa&uacute;de. Na fase de espera aguarda-se que o cimento adquira uma viscosidade &oacute;tima para a aplica&ccedil;&atilde;o, esta deve ser resistente o suficiente para impedir a penetra&ccedil;&atilde;o de sangue na massa homog&eacute;nea de cimento mas ao mesmo tempo permitir a coloca&ccedil;&atilde;o suave do componente prot&eacute;sico. Segue-se a fase de aplica&ccedil;&atilde;o, em que o cimento e os componentes s&atilde;o aplicados no doente e, por fim, a fase de estabiliza&ccedil;&atilde;o, na qual o cimento se torna compacto e estabiliza totalmente.</p>     <p>A viscosidade do cimento &eacute; uma caracter&iacute;stica que influencia o tempo das diferentes fases da polimeriza&ccedil;&atilde;o. Cimentos de baixa viscosidade (p.ex: CMW3) permanecem com baixa viscosidade durante um per&iacute;odo de tempo consider&aacute;vel e t&ecirc;m um curto per&iacute;odo de aplica&ccedil;&atilde;o. Os cimentos de alta viscosidade (p.ex: Polacos) podem ser usados rapidamente, no entanto, devem ser refrigerados para manter uma baixa viscosiade quando a cimenta&ccedil;&atilde;o &eacute; feita com uso de pistola de aplica&ccedil;&atilde;o e instrumentos de pressuriza&ccedil;&atilde;o. Cimentos de viscosidade m&eacute;dia (p.ex: Simpex P) aumentam o tempo da fase de aplica&ccedil;&atilde;o, facilitando a pressuriza&ccedil;&atilde;o da interface cimento-osso e a aplica&ccedil;&atilde;o dos componentes de uma forma controlada[6].</p>     <p>Quanto &agrave; efic&aacute;cia na aplica&ccedil;&atilde;o, os cimentos de baixa densidade t&ecirc;m menor penetra&ccedil;&atilde;o no osso trabecular, por sua vez, os cimentos de alta viscosidade t&ecirc;m melhores taxas de interdigita&ccedil;&atilde;o no osso trabecular mas aumentam o risco de embolia gorda[7]. A corroborar esta caracter&iacute;stica est&atilde;o os dados do registo noruegu&ecirc;s de artroplastias que conclu&iacute; que os cimentos de alta viscosidade t&ecirc;m menores taxas de revis&atilde;o por descolamento ass&eacute;ptico em compara&ccedil;&atilde;o com cimentos de baixa viscosidade, n&atilde;o sendo estes &uacute;ltimos j&aacute; usados em artroplastias[8].</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A combina&ccedil;&atilde;o de cimento com antibi&oacute;tico, permite a liberta&ccedil;&atilde;o de altas concentra&ccedil;&otilde;es deste &uacute;ltimo nos tecidos periprot&eacute;sicos prevenindo a coloniza&ccedil;&atilde;o dos implantes pelas bact&eacute;rias. A infe&ccedil;&atilde;o &eacute; uma das complica&ccedil;&otilde;es mais temidas nas artroplastias e que leva quase sempre ao insucesso das mesmas. O antibi&oacute;tico deve ser misturado sob a forma de p&oacute; com o p&oacute; de polimetilmetacrilato, deve ser est&aacute;vel a altas temperaturas (uma vez que a polimeriza&ccedil;&atilde;o do cimento &eacute; uma rea&ccedil;&atilde;o exot&eacute;rmica) e, deve ser hidrossol&uacute;vel para ter uma boa penetra&ccedil;&atilde;o nos tecidos envolventes. O uso da combina&ccedil;&atilde;o entre gentamicina e clindamicina apresenta um espectro de cobertura bacteriana de cerca de 90% dos agentes implicados nas infe&ccedil;&otilde;es periprot&eacute;sicas[5].</p>     <p>Nos registos sueco e noruegu&ecirc;s de artroplastias verificou-se que a administra&ccedil;&atilde;o sist&eacute;mica de antibi&oacute;tico na altura da cirurgia juntamente com a aplica&ccedil;&atilde;o de cimento com antibi&oacute;tico, diminuiu a taxa de revis&atilde;o por causas s&eacute;pticas[2, 8].</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Técnicas de cimentação</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>As t&eacute;cnicas de aplica&ccedil;&atilde;o do cimento (T&eacute;cnicas de Cimenta&ccedil;&atilde;o) t&ecirc;m sido alvo de discuss&atilde;o e evolu&ccedil;&atilde;o desde a descri&ccedil;&atilde;o inicial do procedimento por John Charnley. Esta t&eacute;cnica original denominada de 1&ordf; gera&ccedil;&atilde;o, tinha como atos principais a extra&ccedil;&atilde;o do osso trabecular solto, a cria&ccedil;&atilde;o de um leito &oacute;sseo seco e a inser&ccedil;&atilde;o digital do cimento sob visualiza&ccedil;&atilde;o direta evitando a sua mistura com o sangue.</p>     <p>Com as t&eacute;cnicas de cimenta&ccedil;&atilde;o de 1&ordf; gera&ccedil;&atilde;o havia altas taxas de descolamento ass&eacute;ptico das pr&oacute;teses, sendo esta a complica&ccedil;&atilde;o mais frequente a longo prazo. Assim na d&eacute;cada de 80 houve uma preocupa&ccedil;&atilde;o dos cirurgi&otilde;es em conseguir uma melhor fixa&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria, pondo-se &ecirc;nfase numa melhor penetra&ccedil;&atilde;o do cimento no osso trabecular, melhorando o comportamento mec&acirc;nico do cimento aplicado. Evoluiu-se para as chamadas t&eacute;cnicas de 2&ordf; gera&ccedil;&atilde;o que se podem resumir em cinco atos principais: mistura lenta do cimento para evitar a sua porosidade, limpeza exaustiva da cavidade &oacute;ssea libertando o osso trabecular da gordura, introdu&ccedil;&atilde;o de um restrictor na cavidade medular, aplica&ccedil;&atilde;o do cimento com pistola de uma forma retr&oacute;grada, pressuriza&ccedil;&atilde;o do cimento antes da aplica&ccedil;&atilde;o da pr&oacute;tese permitindo uma melhor interdigita&ccedil;&atilde;o do cimento no osso e introdu&ccedil;&atilde;o do implante sob baixa viscosidade do cimento para evitar espa&ccedil;os vazios[1].</p>     <p>Na d&eacute;cada de 90 surgiram as t&eacute;cnicas chamadas de 3&ordf; gera&ccedil;&atilde;o, que incluem a lavagem puls&aacute;til do canal femoral, o uso de centralizador da haste femoral e a pressuriza&ccedil;&atilde;o do cimento com dispositivos pr&oacute;prios. A prepara&ccedil;&atilde;o do cimento pode ser realizada em sistema de v&aacute;cuo com o fim de diminuir a porosidade do cimento, traduzindo-se numa maior resist&ecirc;ncia mec&acirc;nica do preparado final. As t&eacute;cnicas de cimenta&ccedil;&atilde;o atuais melhoram a interface entre o cimento e o osso, promovendo uma maior longevidade da artroplastia[9].</p>     <p>As principais diferen&ccedil;as entre as t&eacute;cnicas de cimenta&ccedil;&atilde;o est&atilde;o resumidas na <a href="/img/revistas/rpot/v21n4/21n4a03q1.jpg">Quadro I</a>.</p>     
<p>A t&eacute;cnica de cimenta&ccedil;&atilde;o de 3&ordf; gera&ccedil;&atilde;o    compreende seis etapas principais que passaremos a descrever:</p>     <p>1) Prepara&ccedil;&atilde;o do leito &oacute;sseo (<a name="topf1"></a><a href="#f1">Figura    1</a>) com a rimagem do osso trabecular do canal femoral de forma a este ser    moldado para receber uma camada uniforme de cimento entre o implante e o osso.    A &ldquo;teoria cl&aacute;ssica&rdquo; advoga o uso de um implante com tamanho    inferior &agrave; cavidade medular de forma a manter uma interface cimento-osso    de cerca de 2mm, por sua vez, a &ldquo;teoria do paradoxo franc&ecirc;s&rdquo;    defende o uso de implantes que preencham o canal femoral com um manto de cimento    m&iacute;nimo. Atualmente as orienta&ccedil;&otilde;es europeias reconhecem    que n&atilde;o existe um consenso quanto &agrave; espessura &oacute;tima de    cimento a ser utilizado, dependendo esta da tipologia da haste a ser utilizada[10].</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <a name="f1"></a>      <p>        <center>     <img src="/img/revistas/rpot/v21n4/21n4a03f1.jpg" width="367" height="248" border="0" />    </center> </p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>2) Introdu&ccedil;&atilde;o de restrictor de cimento (<a name="topf2"></a><a href="#f2">Figura    2</a>) abaixo da extremidade distal do implante com vista ao tamponamento do    canal medular, permitindo um melhor preenchimento de cimento e acima de tudo    a pressuriza&ccedil;&atilde;o de uma cavidade fechada. A pressuriza&ccedil;&atilde;o    adequada s&oacute; &eacute; conseguida ap&oacute;s a aplica&ccedil;&atilde;o    do restrictor, este deve resistir a press&otilde;es na ordem dos 1000 Kpa quando    &eacute; inserida a haste femoral. O uso de restrictor diminui tamb&eacute;m    a taxa de embolia pulmonar e eventos cardiovasculares durante a artroplastia[11].</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f2"></a>      <p>        <center>     <img src="/img/revistas/rpot/v21n4/21n4a03f2.jpg" width="367" height="247" border="0" />    </center> </p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>3) Lavagem do canal femoral (<a name="topf3"></a><a href="#f3">Figura 3</a>)    antes da introdu&ccedil;&atilde;o do cimento, com cerca de 3L de solu&ccedil;&atilde;o    salina, com sistema puls&aacute;til para eliminar os res&iacute;duos do conte&uacute;do    medular (gordura e elementos da medula &oacute;ssea) e pode ser necess&aacute;ria    uma escovagem para melhor remo&ccedil;&atilde;o dos detritos[10]. Complementa-se    a lavagem com aplica&ccedil;&atilde;o de compressas embebidas num agente hemost&aacute;tico    (H2O2 ou adrenalina). O valor da lavagem na qualidade da interface osso-cimento    e na diminui&ccedil;&atilde;o de eventos emb&oacute;licos foi bem estabelecida    experimentalmente[12].</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <a name="f3"></a>      <p>        <center>     <img src="/img/revistas/rpot/v21n4/21n4a03f3.jpg" width="366" height="258" border="0" />    </center> </p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>4) Mistura do cimento &eacute; realizada na pr&oacute;pria seringa de aplica&ccedil;&atilde;o,    sob v&aacute;cuo num sistema fechado. O cimento sem poros apresenta uma maior    resist&ecirc;ncia ao stress, com menores taxas de fal&ecirc;ncia/fratura[10].    Sob v&aacute;cuo existe uma menor evapora&ccedil;&atilde;o do mon&oacute;mero    l&iacute;quido (MMA), contribuindo para um melhor ambiente da sala operat&oacute;ria    e menor taxa de alergias nos profissionais de sa&uacute;de[5].</p>     <p>5) Aplica&ccedil;&atilde;o do cimento (<a name="topf4"></a><a href="#f4">Figuras    4</a> e <a name="topf5"></a><a href="#f5">5</a>) deve ser feita de uma forma    retr&oacute;grada desde a zona do restrictor at&eacute; preenchimento total    da cavidade fechada, aplica-se um selante proximal e pressurizase o cimento.    Um sinal positivo de pressuriza&ccedil;&atilde;o &eacute; a extrus&atilde;o    de medula &oacute;ssea no grande trocanter (sinal de transpira&ccedil;&atilde;o    do trocanter)[10]. S&atilde;o recomendadas t&eacute;cnicas que usam press&otilde;es    de cimento mais altas de modo a haver uma melhor interdigita&ccedil;&atilde;o    entre o cimento e as trab&eacute;culas &oacute;sseas [13], no entanto, o f&eacute;mur    deve ser limpo da gordura intramedular para evitar a embolia gorda.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f4"></a>      <p>        <center>     <img src="/img/revistas/rpot/v21n4/21n4a03f4.jpg" width="365" height="266" border="0" />    </center> </p>     
<p>&nbsp;</p> <a name="f5"></a>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>        <center>     <img src="/img/revistas/rpot/v21n4/21n4a03f5.jpg" width="365" height="258" border="0" />    </center> </p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>6) Introdu&ccedil;&atilde;o da haste femoral (<a name="topf6"></a><a href="#f6">Figura    6</a>) com o centralizador para evitar o mau posicionamento da pr&oacute;tese    em todos os planos. Deve-se aguardar at&eacute; o cimento ter uma viscosidade    suficientemente alta para resistir &agrave; penetra&ccedil;&atilde;o sangu&iacute;nea    e suficientemente baixa para que a pr&oacute;tese entre sem esfor&ccedil;o e    n&atilde;o se criem sulcos provocados pelo orientador que podem promover a disrup&ccedil;&atilde;o    do cimento[10].</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f6"></a>      <p>        <center>     <img src="/img/revistas/rpot/v21n4/21n4a03f6.jpg" width="368" height="268" border="0" />    </center> </p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Em conclus&atilde;o, as t&eacute;cnicas de cimenta&ccedil;&atilde;o de 2&ordf;    e 3&ordf; gera&ccedil;&atilde;o mostram excelentes resultados na fixa&ccedil;&atilde;o    dos componentes femorais.</p> </font>      <p>&nbsp;</p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b><font face="Verdana" size="2">REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</font></b></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">1. Campillo M, Murcia M. Técnicas de Cementación en Artoplastía Total de Cadera. Servício de Cirurgía Ortopédica y Traumatología. Hospital de Cabueñes. Gijón</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000074&pid=S1646-2122201300040000300001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">2. Malchau H, Herberts P, Eisler T, Garellick G, Soderman P. The Swedish total hip replacement register. J Bone Joint Surg [Am]. 2002; 84 (2): 2-20</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000075&pid=S1646-2122201300040000300002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">3. Garellick G, Malchau H, Herberts P. Survival of hip replacements. A comparison of a randomized trial and registry. Clin Orthop. 2000; 375: 157-167</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000076&pid=S1646-2122201300040000300003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">4. Charnley J. Low friction arthroplasty of the hip in rheumatoid arthritis. SICOT Congress; Vienna; 1963. p. 168-170.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000077&pid=S1646-2122201300040000300004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <p><font face="verdana" size="2">5. [cited 2012 Aug 1]. Available from: <a href="http://www.bone-cementuniversity.com" target="_blank">www.bone-cementuniversity.com</a>.</font></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">6. Lee A. Properties of Acrylic Bone Cement. The Exeter Hip. Exeter Hip Publishing; 2010. p. 7-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000080&pid=S1646-2122201300040000300006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">7. Breusch S, Heisel C, Müller J, Borchers T, Mau H. Influence of cement viscosity on cement interdigitation and venous fat content under in vivo conditions. A bilateral study of 13 sheeps. Acta Orthop Scand. 2002; 73 (4): 409-415</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000082&pid=S1646-2122201300040000300007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">8. Furnes O, Lie SA, Espehaug B, Vollset SE, Engesaeter LB, Havelin LI. Hip disease and the prognosis of total hip replacements. A review of 53698 primary total hip replacements reported to the Norwegian arthroplasty register 1987?1999. J Bone Joint Surg [Br]. 2001; 83-B: 579-586</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000083&pid=S1646-2122201300040000300008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">9. Hirose S, Otsuka H, Morishima T, Sato K.. Outcomes of Charnley total hip arthroplasty using improved cementing with so-called second- and third-generation techniques. J Orthop Sci. 2012; 17: 118-123</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000084&pid=S1646-2122201300040000300009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">10. Garcia-Cimbrelo Eduardo. How to Do a Cemented Total Hip Arthroplasty. European Instructional Lectures. European Federation of National Associations of Orthopaedics and Traumatology; 2009.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000085&pid=S1646-2122201300040000300010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">11. Moran M, Heisel C, Rupp R, Simpson A. Hamish R. W., Breusch Steffen J.. Cement Restrictor Function Below the Femoral Isthmu. Clin Orthop Relat Res. 2007; 458: 111-116</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000087&pid=S1646-2122201300040000300011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">12. Sherman RM, Byrick RJ, Kay JC, Sullivan TR, Waddell JP. The role of lavage in preventing hemodynamic and blood-gas changes during cemented arthroplasty. 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Acta Orthop Scand. 2004; 75 (6): 70-712</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000089&pid=S1646-2122201300040000300013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Conflito de interesse: </font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Nada a declarar.</p></font>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p><a name="c"></a>    <p><b><font face="Verdana" size="2"><a href="#topc">Endereço para correspondência</a></font></b></p>    <p><font face="Verdana" size="2">Pedro Jordão    <br>Rua José Carlos Gomes Pita    <br>Lote 10 2º dto.    <br>3040-193 Coimbra    <br>Portugal    <br><a href="mailto:p.jordao.82@gmail.com">p.jordao.82@gmail.com</a></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Submissão: </b> 2013-08-04</font></p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Revisão: </b> 2013-11-26</font></p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Aceitação: </b> 2013-11-26</font></p>     ]]></body><back>
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