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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Artroplastia de interposição tendinosa no tratamento da rizartrose pela modificação da técnica Burton-Pellegrini]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Centro Hospitalar de Setúbal Hospital Ortopédico de Sant’iago do Outão Serviço de Ortopedia e Traumatologia]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Introduction: the rizartrose is a common clinical entity in women, there are several options described for the surgical treatment. Objectives: the authors have done this study in order to retrospectively assess the functional outcome of a series of patients undergoing surgical treatment of rizartrose by the technique of Burton modified by Fachada - resection of the trapezium associated with interposition an anchovy half of the flexor carpi radialis tendon to anchor the base of the first metacarpal. Methods: from January 2008 to March 2013 were submitted to surgical treatment of the Rizartrose by this technique modification 42 patients (39 women and 3 men), comprising a total of 47 thumbs. The average age of patients was 64.79 years, between 48 and 83 years. The study included patients with osteoarthritis of the trapezium-metacarpal joint in stages II, III and IV of Eaton-Littler, persistent pain refractory to conservative treatment. The mean follow up time is around 26.55 months (minimum of 4 months and maximum 62 months). For functional assessment was used visual analogue scale, QuickDASH questionnaire and score Buck-Gramcko. In patient global assessment were evaluated grip strength, pinch pulp pulp, lateral pinch, opponency and radial and palmar abduction. Evaluation of the migration rate of the first metacarpal. Results: applying the Buck-Gramcko score had verified that the ost of the patients in the sample (76,2%) considered the surgical results "Good" or "Excellent", with a mean score of 19.21 for Quick DASH (9.1 to 38.6). The results were considered good for pain relief (p < 0.0001). In all patients registered migration of the first metacarpal with the technique of interposition, but without functional consequences. As complications we recorded most relevant: one case of algoneurodystrophy, transient paresthesias in the territory of radial sensory nerve in 3 patients and 7 cases of residual pain at the level of the trapezoid. Conclusions: trapeziectomy associated with interposition of an “anchovy" of hemitendon of the flexor carpi radialis is a simple technique that consists in a simplification of classical technique described by Burton, with less surgical time and less bone and tendinous fragility. Was effective in pain relief and providing a functional improvement. Thus, there is another efficient method in the surgical treatment of rizharthrose.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Rizartrose]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b><font face="Verdana" size="2">ARTIGO ORIGINAL</font></b></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="4">Artroplastia de interposição tendinosa no tratamento da rizartrose pela modificação da técnica Burton-Pellegrini</font></b></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana" size="2"><b>João Neves<sup>I</sup></b>; <b>Miguel Carvalho<sup>I</sup></b>; <b>Amílcar Araújo<sup>I</sup></b>; <b>Mafalda Batista<sup>I</sup></b>; <b>Nuno Fachada<sup>I</sup></b></font></p>    <p><font face="Verdana" size="2">I. Serviço de Ortopedia e Traumatologia. Hospital Ortopédico de Sant'iago do Outão. Centro Hospitalar de Setúbal. Portugal.<br /></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana" size="2"><a name="topc"></a><a href="#c">Endereço para correspondência</a></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">RESUMO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Introdu&ccedil;&atilde;o: a artrose trap&eacute;zio-metacarpiana, mais conhecida por rizartrose &eacute; uma entidade cl&iacute;nica comum a partir da 5&ordf; d&eacute;cada de vida, em especial nas mulheres, havendo v&aacute;rias op&ccedil;&otilde;es terap&ecirc;uticas descritas para o seu tratamento cir&uacute;rgico.</p>     <p>Objetivos: os autores apresentam o presente estudo com o objetivo de avaliar retrospectivamente os resultados funcionais de uma s&eacute;rie de pacientes submetidos ao tratamento cir&uacute;rgico da rizartrose, pela modifica&ccedil;&atilde;o da t&eacute;cnica de Burton preconizada por Fachada, NF. A t&eacute;cnica consiste na ressec&ccedil;&atilde;o integral do trap&eacute;zio associada &agrave; interposi&ccedil;&atilde;o de uma &ldquo;anchova&rdquo; de metade do tend&atilde;o flexor carpi radialis com ancoragem &agrave; base do primeiro metacarpiano.</p>     <p>Material e m&eacute;todos: no per&iacute;odo de janeiro de 2008 a mar&ccedil;o de 2013 foram submetidos ao tratamento cir&uacute;rgico da rizartrose pela modifica&ccedil;&atilde;o da t&eacute;cnica de Burton 42 pacientes (39 mulheres e 3 homens), correspondendo a um total de 47 polegares intervencionados por esta t&eacute;cnica. A idade m&eacute;dia dos doentes foi de 64,79 anos, num intervalo de idades compreendido entre 48 e 83 anos. No estudo foram inclu&iacute;dos pacientes com osteoartrose da articula&ccedil;&atilde;o trap&eacute;ziometac&aacute;rpica nos est&aacute;gios II, III e IV da classifica&ccedil;&atilde;o de Eaton-Littler, com dor persistente refrat&aacute;ria ao tratamento conservador. O tempo m&eacute;dio de seguimento ronda os 26,55 meses (m&iacute;nimo de 4 meses e m&aacute;ximo de 62 meses). Para avalia&ccedil;&atilde;o funcional foi utilizada a escala visual anal&oacute;gica, o question&aacute;rio Quick DASH e a escala funcional de Buck-Gramcko. Na avalia&ccedil;&atilde;o global do paciente foram avaliadas as for&ccedil;as de preens&atilde;o palmar, pin&ccedil;a polpa a polpa, opon&ecirc;ncia e abdu&ccedil;&otilde;es radial e palmar. Avaliou-se radiologicamente o &iacute;ndice de migra&ccedil;&atilde;o do primeiro metacarpiano.</p>     <p>Resultados: Da aplica&ccedil;&atilde;o da escala de Buck-Gramcko inferimos que 76,2% da amostra apresenta resultados cir&uacute;rgicos &ldquo;Bons&rdquo; e/ou &ldquo;Excelentes&rdquo;, apresentando uma pontua&ccedil;&atilde;o m&eacute;dia de 19,21 para o QuickDASH (9,1 a 38,6). Os resultados foram considerados bons e significantes, no al&iacute;vio da dor (p &lt; 0,0001). Da aplica&ccedil;&atilde;o da escala de inferimos que 76,2% da amostra apresenta resultados bons e/ou excelentes. Regista-se uma melhoria global em termos de mobilidade, dor e fun&ccedil;&atilde;o. Na generalidade dos pacientes verifica-se migra&ccedil;&atilde;o do primeiro metacarpiano com a t&eacute;cnica de interposi&ccedil;&atilde;o, mas sem repercuss&atilde;o funcional. Como complica&ccedil;&otilde;es mais relevantes registamos: um caso de algoneurodistrofia, parestesias transit&oacute;rias no territ&oacute;rio do nervo sensitivo radial em 3 doentes e 7 casos de dor residual ao n&iacute;vel do trapezoide.</p>     <p>Conclus&otilde;es: A trapeziectomia associada &agrave; interposi&ccedil;&atilde;o de um novelo/ &ldquo;anchova&rdquo; de hemitend&atilde;o do flexor carpi radialis mostrou-se uma t&eacute;cnica de execu&ccedil;&atilde;o relativamente simples, sendo uma simplifica&ccedil;&atilde;o da t&eacute;cnica cl&aacute;ssica descrita por Burton, exige menor tempo cir&uacute;rgico e implica menor fragiliza&ccedil;&atilde;o osteotendinosa da base do polegar. Mostrou-se eficaz no al&iacute;vio da dor, contribuindo para uma melhoria funcional. Assim, surge mais um m&eacute;todo cir&uacute;rgico eficiente no tratamento da rizartrose.</p></font>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Palavras chave</b>: Rizartrose, polegar, articulação trapézio-metacarpiana, artroplastia de interposição. </font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">ABSTRACT</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Introduction: the rizartrose is a common clinical entity in women, there are several options described for the surgical treatment.</p>     <p>Objectives: the authors have done this study in order to retrospectively assess the functional outcome of a series of patients undergoing surgical treatment of rizartrose by the technique of Burton modified by Fachada - resection of the trapezium associated with interposition an anchovy half of the flexor carpi radialis tendon to anchor the base of the first metacarpal.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Methods: from January 2008 to March 2013 were submitted to surgical treatment of the Rizartrose by this technique modification 42 patients (39 women and 3 men), comprising a total of 47 thumbs. The average age of patients was 64.79 years, between 48 and 83 years. The study included patients with osteoarthritis of the trapezium-metacarpal joint in stages II, III and IV of Eaton-Littler, persistent pain refractory to conservative treatment. The mean follow up time is around 26.55 months (minimum of 4 months and maximum 62 months). For functional assessment was used visual analogue scale, QuickDASH questionnaire and score Buck-Gramcko. In patient global assessment were evaluated grip strength, pinch pulp pulp, lateral pinch, opponency and radial and palmar abduction. Evaluation of the migration rate of the first metacarpal.</p>     <p>Results: applying the Buck-Gramcko score had verified that the ost of the patients in the sample (76,2%) considered the surgical results "Good" or "Excellent", with a mean score of 19.21 for Quick DASH (9.1 to 38.6). The results were considered good for pain relief (p &lt; 0.0001). In all patients registered migration of the first metacarpal with the technique of interposition, but without functional consequences. As complications we recorded most relevant: one case of algoneurodystrophy, transient paresthesias in the territory of radial sensory nerve in 3 patients and 7 cases of residual pain at the level of the trapezoid.</p>     <p>Conclusions: trapeziectomy associated with interposition of an &ldquo;anchovy" of hemitendon of the flexor carpi radialis is a simple technique that consists in a simplification of classical technique described by Burton, with less surgical time and less bone and tendinous fragility. Was effective in pain relief and providing a functional improvement. Thus, there is another efficient method in the surgical treatment of rizharthrose.</p></font>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Key words</b>: Rhizhartrose, thumb, articulation TMC, interposition arthroplasty. </font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">INTRODUÇÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>A especializa&ccedil;&atilde;o da m&atilde;o, definida pela opon&ecirc;ncia do polegar, constitui uma das caracter&iacute;sticas mais diferenciadas do Homem. Sendo a artrose trap&eacute;ziometacarpiana (rizartrose) a causa mais frequente de incapacidade funcional, &eacute; f&aacute;cil de compreender o impacto que condiciona quer na execu&ccedil;&atilde;o das atividades de vida di&aacute;rias assim como nas tarefas laborais.</p>     <p>A osteoartrose da articula&ccedil;&atilde;o trap&eacute;zio-metacarpiana (rizartrose) &eacute; uma entidade frequente[1] e por vezes bilateral. Em 2002, Strauch e Rosenwasser verificaram-se que a sua preval&ecirc;ncia aumenta com a idade e a afeta predominantemente o sexo feminino (6:1). Ocorre principalmente em mulheres na p&oacute;smenopausa; no entanto, tamb&eacute;m &eacute; observada em homens com hist&oacute;ria de uso repetitivo da articula&ccedil;&atilde;o e em mulheres jovens com quadro de frouxid&atilde;o ligamentar [1,2].</p>     <p>Apesar da etiologia [2] n&atilde;o estar totalmente clarificada, s&atilde;o v&aacute;rios os fatores que parecem contribuir para o desenvolvimento da rizartrose: anat&oacute;micos (anatomia do trap&eacute;zio e superf&iacute;cies articulares), heredit&aacute;rios (displasia articular) e hormonais (laxidez ligamentar). Pode dever-se &agrave; sobrecarga na regi&atilde;o da faceta esferoidal, que apresenta reduzida &aacute;rea de contato nos movimentos de pin&ccedil;a lateral ou oposi&ccedil;&atilde;o. Este processo pode ser acelerado se houver associa&ccedil;&atilde;o de frouxid&atilde;o ligamentar prim&aacute;ria ou secund&aacute;ria a trauma ou altera&ccedil;&otilde;es hormonais[2,3].</p>     <p>O diagn&oacute;stico[23] baseia-se em achados cl&iacute;nicos como a dor, edema, instabilidade, limita&ccedil;&atilde;o da amplitude e deforma&ccedil;&atilde;o articular. O doente t&iacute;pico inclui a mulher em idade p&oacute;s-menopausa com dor incapacitante na base do polegar com irradia&ccedil;&atilde;o para regi&atilde;o tenar, o homem com hist&oacute;ria de trabalho repetitivo ou trauma e ainda a mulher jovem com hist&oacute;ria de hiperlaxidez articular generalizada. Ao exame f&iacute;sico, podemos observar uma proemin&ecirc;ncia na regi&atilde;o dorso-radial devido &agrave; subluxa&ccedil;&atilde;o e oste&oacute;fitos e uma metacarpo-fal&acirc;ngica compensat&oacute;ria[9]. &Agrave; palpa&ccedil;&atilde;o a articula&ccedil;&atilde;o TMC &eacute; geralmente dolorosa e articula&ccedil;&atilde;o escafotrapeziana (ST) e trapeziotrapezoidal (TT) deve ser sempre avaliada na identifica&ccedil;&atilde;o de artrose pantrapeziana.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A manifesta&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica inicial &eacute; a dor localizada na base do polegar, exacerbada por stress e por vezes acompanhada de derrame articular[5,23]. Os pacientes referem incapacidade para a execu&ccedil;&atilde;o das atividades de vida di&aacute;ria, como tarefas dom&eacute;sticas, desporto e atividades de lazer. S&atilde;o v&aacute;rios os testes provocativos de dor descritos incluindo o de compress&atilde;o axial em adu&ccedil;&atilde;o ou rota&ccedil;&atilde;o (grind test) e o de distra&ccedil;&atilde;o[3].</p>     <p>A rizartrose aparece muitas vezes associada a outras patologias que necessitam ser identificadas devido ao seu impacto no tratamento[23]. Melone et al (1987) identificaram os v&aacute;rios problemas coexistentes: artrose da escafo-trapeziana (ST), s&iacute;ndrome do t&uacute;nel c&aacute;rpico, dedos em mola e tenossinovite De Quervain.</p>     <p>Historicamente, foram v&aacute;rias as classifica&ccedil;&otilde;es para correlacionar a evid&ecirc;ncia radiogr&aacute;fica de rizartrose com os achados cl&iacute;nicos. Em 1987, Eaton e Glickel [4] apresentaram uma classifica&ccedil;&atilde;o radiol&oacute;gica (originalmente descrita em 1973 por Eaton e Littler) em quatro est&aacute;dios e que &eacute; amplamente utilizada para definir a gravidade da doen&ccedil;a (<a name="topq1"></a><a href="#q1">Quadro I</a>). O estadiamento baseado nos dados radiol&oacute;gicos &eacute; &uacute;til, permitindo orientar a conduta terap&ecirc;utica. O seu real valor n&atilde;o &eacute; a correla&ccedil;&atilde;o com a cl&iacute;nica ou propriamente o envolvimento anat&oacute;mico, mas sim o reconhecimento da presen&ccedil;a de laxidez articular ou envolvimento da articula&ccedil;&atilde;o escafo-trapeziana.</p>    <p>&nbsp;</p><a name="q1"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v21n4/21n4a05q1.jpg" width="361" height="294" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p>     <p>O tratamento inicial da rizartrose dever&aacute; ser sempre conservador e inclui repouso, uso de ort&oacute;tese imobilizadora do polegar, anti-inflamat&oacute;rios n&atilde;o esteroides, infiltra&ccedil;&atilde;o com corticoide ou &aacute;cido hialur&oacute;nico e fisioterapia[6]. A dor gerada pela articula&ccedil;&atilde;o trap&eacute;zio-metacarpiana degenerativa &eacute; um problema frequente e a cirurgia torna-se a op&ccedil;&atilde;o quando os sintomas s&atilde;o refrat&aacute;rios ao tratamento conservador tentado corretamente.</p>     <p>Existem v&aacute;rias modalidades de tratamento cir&uacute;rgico publicadas na literatura que apresentam bons resultados, sendo muitos sobrepon&iacute;veis[2,4-5,7-11,16-24]. As interven&ccedil;&otilde;es cir&uacute;rgicas variam desde a reconstru&ccedil;&atilde;o ligamentar &agrave; osteotomia para a laxidez dolorosa inicial, at&eacute; &agrave; trapezectomia, artrodese e artroplastias para a osteoartrose mais severa. Nos &uacute;ltimos anos, assistimos a uma mudan&ccedil;a significativa nas orienta&ccedil;&otilde;es terap&ecirc;uticas no tratamento da rizartrose. Seguindo o ideal reconstrutivo da Ortopedia Moderna, a artroplastia da TMC est&aacute; a conquistar cada vez mais espa&ccedil;o, numa tentativa de reproduzir a articula&ccedil;&atilde;o da forma mais fisiol&oacute;gica poss&iacute;vel. No entanto, a potencia&ccedil;&atilde;o da artrose escafotrapeziana por aumento da press&atilde;o articular, a fragilidade e instabilidade da montagem articular com grande curva de aprendizagem, bem como a durabilidade frequentemente reduzida, associada a um custo benef&iacute;cio duvidoso, prenunciam ainda uma necessidade de grande evolu&ccedil;&atilde;o na morfologia dos implantes para que possam ser colocados como a melhor op&ccedil;&atilde;o cir&uacute;rgica para o tratamento da rizartrose.</p>     <p>Em suma: um algoritmo de tratamento da rizartrose deve ter em conta n&atilde;o s&oacute; o est&aacute;dio da doen&ccedil;a mas tamb&eacute;m ter em considera&ccedil;&atilde;o as particularidades do doente (idade, sexo, grau de atividade) para ajustar a terap&ecirc;utica &agrave;s necessidades individuais.</p></font>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">MATERIAL E MÉTODOS</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>O objetivo do presente estudo centra-se na divulga&ccedil;&atilde;o de uma modifica&ccedil;&atilde;o de uma t&eacute;cnica cir&uacute;rgica e subsequente avalia&ccedil;&atilde;o dos resultados funcionais de uma s&eacute;rie retrospetiva de 42 pacientes operados no per&iacute;odo de 2008 a 2013 no nosso hospital (<a name="topq1"></a><a href="#q1">Quadro I</a>). Todos os doentes foram submetidos &agrave; mesma t&eacute;cnica cir&uacute;rgica que consiste sumariamente na ressec&ccedil;&atilde;o total do trap&eacute;zio associada &agrave; interposi&ccedil;&atilde;o de um novelo/ anchova de hemi-tend&atilde;o do flexor carpi radialis, sendo suspensa e ancorada &agrave; base do polegar. Esta modifica&ccedil;&atilde;o da t&eacute;cnica cl&aacute;ssica de Burton-Pellegrini foi desenvolvida pelo Dr. Nuno Fachada, coordenador da Unidade de Cirurgia da M&atilde;o do Hospital Ortop&eacute;dico Sant&rsquo;Iago do Out&atilde;o.</p>     <p>Neste estudo restrospectivo foram inclu&iacute;dos todos os pacientes com o diagn&oacute;stico de osteoartrose da articula&ccedil;&atilde;o trap&eacute;zio-metacarpiana associada a dor persistente, refrat&aacute;ria ao tratamento conservador tentado em m&eacute;dia por 6 meses. Com o objetivo de uma revis&atilde;o sistem&aacute;tica dos doentes foi criado um protocolo espec&iacute;fico para a consulta com os seguintes itens: g&eacute;nero, idade, profiss&atilde;o, etiologia, classifica&ccedil;&atilde;o de Eaton-Littler, for&ccedil;a de preens&atilde;o manual (lado operado/contralateral), for&ccedil;a de pin&ccedil;a polegar-indicador (lado operado/contralateral), medi&ccedil;&atilde;o de amplitudes articulares com goni&oacute;metro &ndash; abdu&ccedil;&atilde;o radial, abdu&ccedil;&atilde;o palmar, opon&ecirc;ncia - &iacute;ndice de Kapandji, avalia&ccedil;&atilde;o da dor no pr&eacute; e p&oacute;s-operat&oacute;rio pela escala visual analg&eacute;sica (EVA), pontua&ccedil;&atilde;o QuickDASH, escala de Buck-Gramcko, grau de satisfa&ccedil;&atilde;o (5(excelente) &ndash; 1(Mau)), avalia&ccedil;&atilde;o radiol&oacute;gica com enfoque na migra&ccedil;&atilde;o do 1&ordm; metacarpiano e, por &uacute;ltimo, p registo de complica&ccedil;&otilde;es ocorridas.</p>     <p>Para avalia&ccedil;&atilde;o da intensidade da dor, foi aplicada a escala visual anal&oacute;gica (EVA) no sentido de avaliar a efetiva redu&ccedil;&atilde;o deste indicador e subsequente melhoria cl&iacute;nica. Importa ressalvar que este instrumento foi aplicado previamente &agrave; cirurgia e nas consultas de follow-up.</p>     <p>Para a avalia&ccedil;&atilde;o dos resultados funcionais subjetivos foi aplicado o question&aacute;rio QuickDASH (Disabilities of the Arm, Shoulder and Hand)[12] validado para a popula&ccedil;&atilde;o portuguesa. Foi ainda aplicada a escala de Buck-Gramcko[14], que utiliza dados objetivos (for&ccedil;as de pin&ccedil;a polpa a polpa e abdu&ccedil;&otilde;es palmar e radial) e subjetivos (question&aacute;rio sobre dor, for&ccedil;a, atividades di&aacute;rias, destreza, apar&ecirc;ncia cosm&eacute;tica, satisfa&ccedil;&atilde;o com o procedimento e uma avalia&ccedil;&atilde;o geral), que s&atilde;o pontuados e somados, resultando na seguinte classifica&ccedil;&atilde;o: excelente; de 49 a 56 pontos; bom, de 40 a 48 pontos; satisfat&oacute;rio, de 28 a 39 pontos; e mau, menor que 28 pontos.</p>     <p>Foram realizadas radiografias no pr&eacute;-operat&oacute;rio para avalia&ccedil;&atilde;o da gravidade da osteoartrose e para futuro termo de compara&ccedil;&atilde;o ap&oacute;s a trapezectomia e interposi&ccedil;&atilde;o tendinosa, permitindo o c&aacute;lculo do &iacute;ndice do espa&ccedil;o trapezoidal no p&oacute;s-operat&oacute;rio. Na avalia&ccedil;&atilde;o final, calculou-se o &iacute;ndice de migra&ccedil;&atilde;o do primeiro metacarpiano em repouso, aplicando o m&eacute;todo de Yang e Weiland que consiste em dividir a dist&acirc;ncia entre o p&oacute;lo distal do escafoide e a base do primeiro metacarpiano pelo comprimento do primeiro metacarpiano[15].</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">TÉCNICA CIRÚRGICA - Descrição da Modificação da Técnica de Burton [Fachada]</font></b></p><font face="verdana" size="2">     <p>Todos os pacientes da presente amostra foram operados sob bloqueio do plexo    braquial, anestesia regional endovenosa ou anestesia geral, utilizando sempre    garrote pneum&aacute;tico. A abordagem inicia-se por uma incis&atilde;o volar    centrada sobre a articula&ccedil;&atilde;o TMC, do tipo Wagner modificada (<a href="/img/revistas/rpot/v21n4/21n4a05f1.jpg">Figura    1A</a>), sendo necess&aacute;rias mais tr&ecirc;s pequenas incis&otilde;es transversais    sobre o trajeto do tend&atilde;o dador - flexor carpi radialis (FCR) para a    sua colheita tunelizada.</p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>Subsequente &agrave; incis&atilde;o cut&acirc;nea, a c&aacute;psula da articula&ccedil;&atilde;o    trap&eacute;zio-metacarpiana &eacute; aberta longitudinalmente em dois retalhos,    que ser&atilde;o utilizados no ulterior encerramento. Ap&oacute;s adequada exposi&ccedil;&atilde;o,    procede-se &agrave; ressec&ccedil;&atilde;o do osso trap&eacute;zio na sua totalidade    (<a href="/img/revistas/rpot/v21n4/21n4a05f1.jpg">Figura 1B</a>), com recurso    a oste&oacute;tomo e goiva. De seguida, preconiza-se a colheita tunelizada da    metade cubital do tend&atilde;o FCR, necessitando de tr&ecirc;s pequenas incis&otilde;es    transversais (<a href="/img/revistas/rpot/v21n4/21n4a05f1.jpg">Figura 1C</a>).    Ap&oacute;s a colheita tunelizada de hemitend&atilde;o, realiza-se<br />   a sua transposi&ccedil;&atilde;o para o espa&ccedil;o anteriormente ocupado    pelo trap&eacute;zio (<a href="/img/revistas/rpot/v21n4/21n4a05f1.jpg">Figura    1D</a>). &Eacute; ent&atilde;o que se procede &agrave; tenodese do tend&atilde;o    dador sobre a base do residual, ancorando com um ou dois pontos de &aacute;cido    poligli&oacute;lico (Vycril(R)) 2/0 (<a href="/img/revistas/rpot/v21n4/21n4a05f1.jpg">Figura    1E</a>).</p>     
<p>De seguida, procede-se &agrave; escolha do ponto de ancoragem do arp&atilde;o    (vari&aacute;vel mas sempre na vertente externa e garantindo um bom posicionamento    funcional do polegar em abdu&ccedil;&atilde;o) na base do primeiro metacarpiano,    ap&oacute;s sua adequada limpeza (<a href="/img/revistas/rpot/v21n4/21n4a05f1.jpg">Figura    1F</a>). Sem d&uacute;vida, o ponto crucial da cirurgia, &eacute; a substitui&ccedil;&atilde;o    da foragem da base do metacarpiano, tal como descrito, na t&eacute;cnica cl&aacute;ssica    de Burton, pela ancoragem com um ou dois mini-arp&otilde;es. &Eacute; essencial    evitar hiperextens&atilde;o da metac&aacute;rpico-fal&acirc;ngica (MCP) e aductus    do polegar (<a href="/img/revistas/rpot/v21n4/21n4a05f1.jpg">Figura 1G</a>).    Ap&oacute;s introdu&ccedil;&atilde;o do mini-arp&atilde;o ou &acirc;ncora reabsorv&iacute;vel    no ponto de maior efic&aacute;cia, procede-se &agrave; sutura da tira de tend&atilde;o    colhida, tendo em aten&ccedil;&atilde;o sempre um bom posicionamento funcional    do polegar, devendo para tal interpor um<br />   rolo de compressas para garantir abertura do 1&ordm; espa&ccedil;o interdigital    (<a href="/img/revistas/rpot/v21n4/21n4a05f1.jpg">Figura 1H</a>).</p>     
<p>Com o remanescente do tend&atilde;o colhido confeciona-se uma esp&eacute;cie    de &ldquo;anchova&rdquo; ou &ldquo;novelo&rdquo;, interpondo-a no espa&ccedil;o    correspondente ao trap&eacute;zio ressecado (<a href="/img/revistas/rpot/v21n4/21n4a05f1.jpg">Figura    1I</a>). Por fim, realiza-se o encerramento da c&aacute;psula articular com    fio absorv&iacute;vel 3.0 e esvaziamento do garrote para uma eficaz hemostase.    Sutura-se a pele com fio n&atilde;o reabsorv&iacute;vel de nylon 4.0 (<a href="/img/revistas/rpot/v21n4/21n4a05f1.jpg">Figura    1J</a>) e imobiliza-se com ligaduras e algod&atilde;o e, posteriormente, com    imobiliza&ccedil;&atilde;o gessada tipo escafoide, num total de 4 a 6 semanas    (<a href="/img/revistas/rpot/v21n4/21n4a05f1.jpg">Figura 1K</a>).</p>     
<p>A exist&ecirc;ncia de sintomatologia de compress&atilde;o do territ&oacute;rio    mediano, foi suficiente para a descompress&atilde;o do t&uacute;nel c&aacute;rpico    no mesmo tempo cir&uacute;rgico, com o intuito de prevenir o seu agravamento    p&oacute;s-operat&oacute;rio e preven&ccedil;&atilde;o de processos de algoneurodistrofia.</p>     <p>Ap&oacute;s a remo&ccedil;&atilde;o da imobiliza&ccedil;&atilde;o o doente    &eacute; referenciado ao servi&ccedil;o de Medicina F&iacute;sica e Reabilita&ccedil;&atilde;o,    iniciado exerc&iacute;cios de fisiatria para ganho de amplitudes, redu&ccedil;&atilde;o    do edema e ganho de for&ccedil;a, no essencial reeduca&ccedil;&atilde;o funcional    da m&atilde;o.</p> </font>      <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">RESULTADOS</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>No per&iacute;odo de janeiro de 2008 a mar&ccedil;o de 2013 foram operados 42 pacientes com rizartrose sintom&aacute;tica pela t&eacute;cnica descrita, correspondendo a 47 polegares intervencionados, todos pela mesma t&eacute;cnica e, na sua maioria, em contexto de cirurgia de ambulat&oacute;rio. Os pacientes foram revistos em consulta (<a name="topq2"></a><a href="#q2">Quadros II</a> e <a href="/img/revistas/rpot/v21n4/21n4a05q3.jpg">III</a>), apresentando um seguimento m&eacute;dio de 26,55 meses (m&iacute;nimo de 4 meses e m&aacute;ximo de 62 meses). Da amostra estudada 39 eram mulheres e 3 eram homens, com idades compreendidas entre 48 e 83 anos, com uma idade m&eacute;dia de 64,79 anos. O lado mais atingido foi o esquerdo em 26 doentes (61,9%), sendo o lado dominante o direito em 34 doentes (80,9%). Registou-se bilateralidade do atingimento degenerativo da TMC em 16 casos, mas apenas se sinalizou a bilateralidade quando intervencionada, seja pela mesma t&eacute;cnica ou outra, o que se reporta a um total de 6 doentes, dos quais cinco doentes (paciente n&ordm; 7, 15, 25, 38 e 42) operados pela modifica&ccedil;&atilde;o da t&eacute;cnica descrita, em tempos operat&oacute;rios diferentes e um caso (n&ordm; 20) apresentando artroplastia ELEKTRA no membro contralateral. Nos pacientes n&ordm; 15 e 33 procedeu-se &agrave; remo&ccedil;&atilde;o do espa&ccedil;ador ARTELON(R), previamente colocado, por rigidez e persist&ecirc;ncia de dor no p&oacute;s-operat&oacute;rio, tendo procedido a convers&atilde;o em artroplastia de interposi&ccedil;&atilde;o pela t&eacute;cnica descrita. Regista-se ainda dois casos (n&ordm; 2 e 37) de fal&ecirc;ncia de artroplastia da TMC com pr&oacute;tese ELEKTRA(R) e sua convers&atilde;o em artroplastia de interposi&ccedil;&atilde;o tendinosa. Outro dado n&atilde;o menos importante, em cerca de metade dos doentes realizou-se no mesmo tempo operat&oacute;rio a descompress&atilde;o cir&uacute;rgico do nervo mediano, com sec&ccedil;&atilde;o do ligamento anular do carpo.</p>    
<p>&nbsp;</p><a name="q2"></a>     <p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<center><img src="/img/revistas/rpot/v21n4/21n4a05q2.jpg" width="365" height="179" border="0" /></center></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Relativamente &agrave; etiopatogenia (<a name="topg1"></a><a href="#g1">Gr&aacute;fico    I</a>), foi poss&iacute;vel identificar que na maioria dos casos da nossa amostra    (83%) se tratava de uma artrose prim&aacute;ria sem evento traum&aacute;tico    major antecedente, sendo apenas atribu&iacute;vel associa&ccedil;&atilde;o traumatol&oacute;gica    em 3 casos.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="g1"></a>      <p>       <center>     <img src="/img/revistas/rpot/v21n4/21n4a05g1.jpg" width="329" height="240" border="0" />   </center> </p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Aplicando a classifica&ccedil;&atilde;o de Eaton &amp; Littler (<a name="topq1"></a><a href="#q1">Quadro    I</a>), surgem 14 doentes no Grau II, 23 doentes no Grau III e 5 doentes no    grau IV (<a name="topg2"></a><a href="#g2">Gr&aacute;fico II</a>). Sendo institu&iacute;do,    tratamento conservador em todos os doentes, avan&ccedil;ado apenas para o tratamento    cir&uacute;rgico ou ap&oacute;s agravamento do quadro cl&iacute;nico ou quando    se verifica fal&ecirc;ncia das medidas conservadoras (analg&eacute;sicos, ort&oacute;teses    e viscosuplementa&ccedil;&atilde;o com &aacute;cido hialur&oacute;nico).</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="g2"></a>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>       <center>     <img src="/img/revistas/rpot/v21n4/21n4a05g2.jpg" width="318" height="255" border="0" />   </center> </p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>A pontua&ccedil;&atilde;o do QuickDASH obtida ap&oacute;s realiza&ccedil;&atilde;o    deste tipo de cirurgia revela bons resultados na generalidade dos pacientes,    sendo o seu valor m&eacute;dio de 19,21, a melhor pontua&ccedil;&atilde;o de    9,1 e a pior de 38,6 (<a href="/img/revistas/rpot/v21n4/21n4a05q4.jpg">Quadro    IV</a>). Ressalva-se a aplica&ccedil;&atilde;o apenas retrospetiva, n&atilde;o    sendo poss&iacute;vel assim apurar a efetiva melhoria no score, comparando os    scores no pr&eacute; e o p&oacute;s-operat&oacute;rio.</p>     
<p>Da aplica&ccedil;&atilde;o da Escala Visual Anal&oacute;gica de dor (<a href="/img/revistas/rpot/v21n4/21n4a05g3.jpg">Gr&aacute;fico    III</a>) resulta que os resultados obtidos, na an&aacute;lise estat&iacute;stica,    foram significantes comparandose o pr&eacute; e o p&oacute;s-operat&oacute;rio    (p &lt; 0,0001), regista-se uma melhoria substancial, sendo o valor m&eacute;dio    antes da cirurgia de 6,7, passando a 1,2 ap&oacute;s cirurgia e fisioterapia.</p>     
<p>Quanto aos dados objetivos, comparou-se os dados do lado operado com o lado    contralateral (<a href="/img/revistas/rpot/v21n4/21n4a05q4.jpg">Quadro    IV</a>). A for&ccedil;a de preens&atilde;o manual registada em m&eacute;dia    foi menor no lado operado, representando 70,8% da for&ccedil;a verificada no    lado contralateral, com signific&acirc;ncia estat&iacute;stica (p &lt; 0,0001    ), sendo o valor m&eacute;dio do lado operado de 11,1 Kgf contra 15,7 Kgf do    lado contralateral. O mesmo se verificou relativamente &agrave; for&ccedil;a    de pin&ccedil;a polegar-indicador, uma redu&ccedil;&atilde;o na for&ccedil;a    de cerca de 30,6 %, sendo o valor m&eacute;dio no lado operado de cerca de 3,0    kgf +/- 1,026 comparativamente ao lado contralateral que apresenta em m&eacute;dia    4,32 kgf +/- 1,093, apresentando signific&acirc;ncia estat&iacute;stica (p &lt;    0,0001).</p>     
<p>Da aplica&ccedil;&atilde;o da escala funcional de Buck-Gramcko &agrave; nossa    amostra obtivemos os seguintes resultados expressos na <a href="/img/revistas/rpot/v21n4/21n4a05q5.jpg">Quadro    V</a> e no <a name="topg4"></a><a href="#g4">Gr&aacute;fico IV</a>: obtivemos    13 doentes com resultados excelentes [49-56 pontos], o que representa 30,95%    da amostra; 19 com resultados Bons [40-48 pontos], equivalente a 45,24%; 8 doentes    com resultados satisfat&oacute;rios [28-39 pontos], correspondendo a 19,05%    e apenas dois com resultados fracos [&lt; 28 pontos], simbolizando um insucesso    de cerca de 4,76%. Assim, a soma de resultados excelentes e bons totaliza 76,19%    da amostra.</p>     
<p>&nbsp; </p>      <p>&nbsp;</p> <a name="g4"></a>      <p>        ]]></body>
<body><![CDATA[<center>     <img src="/img/revistas/rpot/v21n4/21n4a05g4.jpg" width="364" height="154" border="0" />    </center> </p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Regista-se migra&ccedil;&atilde;o proximal do primeiro metacarpiano em todos    os doentes (<a href="/img/revistas/rpot/v21n4/21n4a05g5.jpg">Gr&aacute;fico    V</a>) da amostra estudada, sem contudo que se verifique a anula&ccedil;&atilde;o    do espa&ccedil;o trapezoidal. Radiografias polegar padr&atilde;o foram utilizadas    para calcular a rela&ccedil;&atilde;o de espa&ccedil;o trapezoidal antes da    cirurgia e na consulta de revis&atilde;o p&oacute;s-operat&oacute;rio. A rela&ccedil;&atilde;o    de espa&ccedil;o trapezoidal diminuiu significativamente de uma m&eacute;dia    pr&eacute;-operat&oacute;ria de 0,27 (intervalo 0,18 a 0,35) para uma m&eacute;dia    de 0,14 (intervalo 0,11-0,24) ap&oacute;s trapeziectomia e interposi&ccedil;&atilde;o    tendinosa, registando-se, assim, em m&eacute;dia uma redu&ccedil;&atilde;o de    0,113 no &iacute;ndice de migra&ccedil;&atilde;o do primeiro metacarpiano (m&eacute;todo    de Yang&ndash;Weiland[15]), sendo a redu&ccedil;&atilde;o m&aacute;xima de 0,177    e m&iacute;nima de 0,0032. Em termos pr&aacute;ticos, n&atilde;o se registou    qualquer repercuss&atilde;o funcional relacion&aacute;vel com este facto. A    redu&ccedil;&atilde;o do espa&ccedil;o trapezoidal ap&oacute;s a sua resse&ccedil;&atilde;o    parece-nos estar na depend&ecirc;ncia entre outros fatores do volume vari&aacute;vel    de anchova produzido, este, por sua vez, dependente do comprimento/volume do    tend&atilde;o remanescente e consequente variabilidade no seu efeito de espa&ccedil;ador    substituto do osso trap&eacute;zio.</p>     
<p>As complica&ccedil;&otilde;es (<a name="topq6"></a><a href="#q6">Quadro VI</a>)    major registadas na s&eacute;rie apresentada foram: um caso de algoneurodistrofia,    resolvida ap&oacute;s 8 meses de fisioterapia intensiva, 3 casos de infe&ccedil;&atilde;o    superficial da incis&atilde;o sobre a TMC, 3 casos de parestesias transit&oacute;rias    do ramo sensitivo radial, 2 casos de recorr&ecirc;ncia/persist&ecirc;ncia de    s&iacute;ndrome do t&uacute;nel c&aacute;rpico e o mais significativo 7 doentes    com dor residual ao n&iacute;vel do trapezoide, traduzindo o prov&aacute;vel    envolvimento artr&oacute;sico deste osso.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="q6"></a>      <p>        <center>     <img src="/img/revistas/rpot/v21n4/21n4a05q6.jpg" width="363" height="167" border="0" />    </center> </p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Em suma e tendo em considera&ccedil;&atilde;o os dados publicados na <a name="topq7"></a><a href="#q7">Quadro    VII</a> podemos afirmar que a maioria dos doentes se mostra satisfeita com o    resultado da cirurgia, repetindo de novo o procedimento. A satisfa&ccedil;&atilde;o    &eacute; tradutora da melhoria funcional com retorno as atividades antes interditas    pela incapacidade e dor.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="q7"></a>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>        <center>     <img src="/img/revistas/rpot/v21n4/21n4a05q7.jpg" width="364" height="195" border="0" />    </center> </p>     
<p>&nbsp;</p> </font>      <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">DISCUSSÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>A in&uacute;mera variabilidade de t&eacute;cnicas cir&uacute;rgicas descritas na literatura para o tratamento cir&uacute;rgico da rizartrose apresenta resultados d&iacute;spares e controversos, embora em muitos casos sobrepon&iacute;veis[5-11, 16-23]. Foi em 1949 que Gervis[7] descreveu a excis&atilde;o do trap&eacute;zio para os pacientes em que tratamento cl&iacute;nico conservador n&atilde;o resultou e observou bons resultados no al&iacute;vio da dor. Todavia, subsequentes relatos da trapeziectomia simples realizados por Murley e Iyer, observaram fraqueza consider&aacute;vel, podendo, em sua opini&atilde;o, ser atribu&iacute;da &agrave; instabilidade da base do metacarpiano. Esta constata&ccedil;&atilde;o conduziu ao desenvolvimento do conceito de reconstru&ccedil;&atilde;o ligamentar para estabilizar a base do polegar, idealizada por Eaton e Littler em 1973[5]. Em 1986, Burton e Pellegrini[9] popularizaram o procedimento de acr&ocirc;nimo LRTI (reconstru&ccedil;&atilde;o ligamentar e interposi&ccedil;&atilde;o de tend&atilde;o), tendo relatado bons resultados com esta t&eacute;cnica. Na verdade, a LRTI inclui diferentes possibilidades para estabilizar a base do metacarpiano, sendo: 1) a reconstru&ccedil;&atilde;o ligamentar, utilizando uma tira do tend&atilde;o flexor radial do carpo; 2) interposi&ccedil;&atilde;o de tend&atilde;o no espa&ccedil;o da trapeziectomia; 3) fixa&ccedil;&atilde;o tempor&aacute;ria com fio de Kirschner e adicionada, imobiliza&ccedil;&atilde;o do polegar ap&oacute;s a cirurgia[9].</p>     <p>Com o passar dos anos, v&aacute;rios investigadores (Froimson, Muniz) colocaram de lado a no&ccedil;&atilde;o, amplamente divulgada, de que todas as formas de estabiliza&ccedil;&atilde;o deveriam ser usadas em conjunto, defendendo que a interposi&ccedil;&atilde;o de tend&atilde;o sem reconstru&ccedil;&atilde;o ligamentar ou sem fixa&ccedil;&atilde;o tempor&aacute;ria com fio de Kirschner seria suficiente. No mesmo sentido, Gerwin[18] demonstrou que os resultados da reconstru&ccedil;&atilde;o ligamentar n&atilde;o eram afetados pela interposi&ccedil;&atilde;o de tend&atilde;o. Mais recentemente, Kuhns[19], defendeu que a estabiliza&ccedil;&atilde;o da base do polegar com fio de Kirschner era suficiente, desde que por um per&iacute;odo de 3 a 4 semanas.</p>     <p>Em termos objetivos, podemos inferir que os pacientes da nossa amostra configuram a popula&ccedil;&atilde;o tipicamente afetada pela rizartrose, no que se refere &agrave; idade, sexo e profiss&atilde;o, em conformidade com os dados relatados na literatura mundial[1,2,8,9,10,12].</p>     <p>No que se refere ao al&iacute;vio da dor, assim como em outros trabalhos publicados[2, 7-10, 21-24], regista-se uma assinal&aacute;vel redu&ccedil;&atilde;o da intensidade da dor em rela&ccedil;&atilde;o ao n&iacute;vel pr&eacute;-operat&oacute;rio, como &eacute; reconhecida pelos pr&oacute;prios doentes, cuja esmagadora maioria repetiria o procedimento cir&uacute;rgico.</p>     <p>Na an&aacute;lise do impacto do tratamento cir&uacute;rgico na melhoria funcional, encontramos na literatura[16-17] diferentes trabalhos que utilizam dados subjetivos, que envolvem atividades de vida di&aacute;rias que provocam dor e causam limita&ccedil;&atilde;o funcional como: virar uma chave, contar dinheiro, escrever, uso de utens&iacute;lios como faca ou tesouras, abotoar roupa, escovar os dentes, pegar pequenos objetos, entre outros; no entanto, sem uma padroniza&ccedil;&atilde;o que facilite a compara&ccedil;&atilde;o dos resultados. Existem m&uacute;ltiplas escalas funcionais dispon&iacute;veis para avalia&ccedil;&atilde;o funcional, tendo sido aplicadas neste estudo: a escala funcional de Buck-Gramcko[14] e o question&aacute;rio QuickDASH[12], validada para a popula&ccedil;&atilde;o portuguesa.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Encontramos na literatura in&uacute;meros m&eacute;todos de avalia&ccedil;&atilde;o global do paciente[12, 13, 14, 15, 24], como por exemplo: medidas de for&ccedil;a (preens&atilde;o palmar, pin&ccedil;as polpa a polpa, pin&ccedil;a chave), goniometria (abdu&ccedil;&otilde;es palmar e radial) e opon&ecirc;ncia, que demonstram melhoria dos resultados quando comparados ao pr&eacute;operat&oacute;rio com seguimento m&iacute;nimo de dois anos. No nosso estudo, observou-se ligeira a moderada perda da for&ccedil;a de preens&atilde;o palmar e de for&ccedil;a pin&ccedil;a polpa a polpa, ficando em m&eacute;dia com 70% quando comparado com o lado contralateral. Observou-se, ainda, na nossa amostra que as amplitudes articulares obtidas - abdu&ccedil;&otilde;es palmar e radial e opon&ecirc;ncia, permitem a realiza&ccedil;&atilde;o das tarefas do quotidiano, dado condizente com a literatura.</p>     <p>Para obter um resultado funcional do procedimento utiliz&aacute;mos a escala funcional de Buck-Gramcko[14], procurando associar dados objetivos e subjetivos. Importa ressalvar que, na escala de Buck-Gramcko, os dados objetivos s&atilde;o respons&aacute;veis por um total m&aacute;ximo de 18 pontos (32%), enquanto os dados subjetivos totalizam no m&aacute;ximo 38 pontos (68%), do total de 56 pontos. Salienta-se ainda que nos dados objetivos a for&ccedil;a de pin&ccedil;a polpa a polpa foi comparada ao lado contralateral, n&atilde;o sendo consideradas a domin&acirc;ncia e a bilateralidade. O m&iacute;nimo necess&aacute;rio para a obten&ccedil;&atilde;o de um resultado excelente &eacute; de 49 pontos. No nosso estudo, da sua aplica&ccedil;&atilde;o resulta que um total de 32 doentes apresenta resultados bons e/ou excelentes, o que equivale a 76,19% da amostra.</p>     <p>No que concerne &agrave; interposi&ccedil;&atilde;o tendinosa, apesar de alguns trabalhos n&atilde;o mostrarem diferen&ccedil;a nos resultados cl&iacute;nicos[16-19, 22], &eacute; nossa convic&ccedil;&atilde;o que a utiliza&ccedil;&atilde;o de uma tira do flexor radial do carpo na suspens&atilde;o e interposi&ccedil;&atilde;o reduz as for&ccedil;as deformantes que atuam na base do primeiro metacarpiano, traduz um efeito biol&oacute;gico, induzindo a fibrose, produzindo, assim, efeito de espa&ccedil;ador entre as superf&iacute;cies incongruentes da base do metacarpiano e a distal do escafoide.</p>     <p>Preconizamos como imobiliza&ccedil;&atilde;o no p&oacute;soperat&oacute;rio uma conten&ccedil;&atilde;o espessa com ligaduras el&aacute;sticas e algod&atilde;o durante duas semanas, passando, ap&oacute;s remo&ccedil;&atilde;o de pontos a gesso ou delta-cast tipo escafoide mais 4 semanas, para permitir a cicatriza&ccedil;&atilde;o de partes moles para que se possa iniciar a reabilita&ccedil;&atilde;o j&aacute; com alguma estabilidade adquirida. Na literatura, o tempo de imobiliza&ccedil;&atilde;o no p&oacute;s-operat&oacute;rio varia de quatro a seis semanas[5,7,8,10,11,20,22-24]. Todos os trabalhos que demonstraram resultados t&atilde;o satisfat&oacute;rios quanto os descritos por Burton e Pellegrini[11], optaram por imobilizar, atrav&eacute;s de gesso ou em alguns casos ort&oacute;tese por tr&ecirc;s a quatro semanas ap&oacute;s a cirurgia. Existe um especial cuidado em n&atilde;o deixar a articula&ccedil;&atilde;o metacarpo-fal&acirc;ngica em extens&atilde;o, bem como manter a abertura do primeiro espa&ccedil;o, mediante press&atilde;o sobre a &aacute;rea dos sesamoides e discreta manobra tractiva do polegar.</p>     <p>Da an&aacute;lise radiol&oacute;gica dos pacientes registase uma moderada migra&ccedil;&atilde;o proximal do primeiro metacarpiano em praticamente todos os pacientes, embora sem tradu&ccedil;&atilde;o de repercuss&atilde;o funcional. Assim, a migra&ccedil;&atilde;o proximal do primeiro metacarpo e consequente perda do comprimento do polegar, n&atilde;o parece ter afetado o resultado funcional na nossa amostra, facto em conson&acirc;ncia com a literatura[8,17]. No que concerne aos valores obtidos para a abdu&ccedil;&atilde;o radial, tradutora indireta do &acirc;ngulo intermetac&aacute;rpico do 1&ordm; espa&ccedil;o verifica-se que para amplitudes menores de abdu&ccedil;&atilde;o radial, em que este fica diminu&iacute;do, em geral, observa-se um compromisso dos resultados de for&ccedil;a/destreza e da pr&oacute;pria opon&ecirc;ncia.</p>     <p>Podemos ainda observar que atendendo ao tempo de seguimento decorrido verificamos que os doentes cujo per&iacute;odo de seguimento &eacute; maior apresentam resultados mais consistentes, refletindo, em m&eacute;dia, melhores dados objetivos e subjetivos. Assim, se compreender&aacute; que os doentes com menor tempo de seguimento apresentam, em m&eacute;dia, piores scores na for&ccedil;a/destreza e amplitudes, alertando para a import&acirc;ncia da fisioterapia, obtendo em m&eacute;dia uma estabiliza&ccedil;&atilde;o funcional por volta dos 6 meses.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">CONCLUSÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>A escolha do tratamento para a rizartrose deve ter em conta n&atilde;o s&oacute; o est&aacute;dio da doen&ccedil;a mas tamb&eacute;m as especificidades do doente (idade, sexo, grau de atividade) para ajustar a terap&ecirc;utica &agrave;s reais necessidades individuais.</p>     <p>O tratamento conservador deve ser sempre a primeira escolha, ficando a cirurgia reservada aos casos refrat&aacute;rios ao tratamento conservador, em que j&aacute; se regista limita&ccedil;&atilde;o na realiza&ccedil;&atilde;o das atividades de vida di&aacute;rias. Apesar dos recentes avan&ccedil;os na artroscopia da articula&ccedil;&atilde;o TMC e do aparecimento de novos implantes com maior biocompatibilidade, resist&ecirc;ncia e forma mais ajustados, a trapeziectomia com ligamentoplastia e interposi&ccedil;&atilde;o continua a ser a t&eacute;cnica de elei&ccedil;&atilde;o nos est&aacute;dios III e IV, apresentando bons resultados a longo prazo. &Eacute; uma t&eacute;cnica barata e n&atilde;o tem complica&ccedil;&otilde;es relacionadas com o implante.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A trapeziectomia com interposi&ccedil;&atilde;o de uma tira do flexor carpi radialis mostrou-se uma t&eacute;cnica de execu&ccedil;&atilde;o relativamente simples, com menor tempo cir&uacute;rgico que a t&eacute;cnica cl&aacute;ssica de Burton. Na verdade, a ancoragem tendinosa &agrave; base do polegar mostrou-se um m&eacute;todo eficaz de suspens&atilde;o, sendo mais f&aacute;cil a sua execu&ccedil;&atilde;o e menor a fragilidade &oacute;ssea e tendinosa, quando comparada com a t&eacute;cnica cl&aacute;ssica.</p>     <p>Os resultados mostram que a t&eacute;cnica &eacute; igualmente eficaz no al&iacute;vio da dor e na melhora cl&iacute;nica e funcional na maioria dos pacientes, melhoria essa que estabiliza em termos objetivos ap&oacute;s 6 meses de p&oacute;s-operat&oacute;rio e conclu&iacute;dos um ou dois ciclos de fisioterapia. Esta t&eacute;cnica apresenta bons resultados a m&eacute;dio prazo com recupera&ccedil;&atilde;o funcional da m&atilde;o, sendo de f&aacute;cil realiza&ccedil;&atilde;o e baixo custo, sem complica&ccedil;&otilde;es relacionadas com o implante.</p>     <p>Consideramos, no entanto, necess&aacute;rios mais estudos para avalia&ccedil;&atilde;o dos resultados a longo prazo desta t&eacute;cnica, sobretudo randomizados e prospetivos, comparativos com outras t&eacute;cnicas.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</font></b></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">1. Armstrong AL, Hunter JB, Davis TR. The prevalence of degenerative arthritis of the base of the thumb in postmenopausal women. J Hand Surg Br. 1994; 19 (3): 340-341</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000118&pid=S1646-2122201300040000500001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">2. Martou G, Veltri K, Thoma A. Surgical treatment of osteoarthritis of the carpometacarpal joint of the thumb: a systematic review. Plast Reconstr Surg. 2004; 114 (2): 421-432</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000119&pid=S1646-2122201300040000500002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">3. Zancolli EA, Ziadenberg C, Zancolli E Jr. Biomechanics of the trapeziometacarpal joint. Clin Orthop Relat Res. 1987;  (220): 14-26</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000120&pid=S1646-2122201300040000500003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">4. Eaton RG, Littler JW. Ligament reconstruction for the painful thumb carpometacarpal joint. Bone Joint Surg Am. 1973; 55 (8): 1655-1666</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000121&pid=S1646-2122201300040000500004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">5. Eaton RG, Glickel SZ, Littler JW. Tendon interposition arthroplasty for degenerative arthritis of the trapeziometacarpal joint of the thumb. J Hand Surg Am. 1985; 10 (5): 645-654</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000122&pid=S1646-2122201300040000500005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">6. Swigart CR, Eaton RG, Glickel SZ, Johnson C. Splinting in the treatment of arthritis of the first carpometacarpal joint. J Hand Surg Am. 1999; 24 (1): 86-91</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000123&pid=S1646-2122201300040000500006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">7. Gervis WH. Excision of the trapezium for osteoarthritis of the trapezio-metacarpal joint. J Bone Joint Surg Br. 1949; 31 (4): 537-539</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000124&pid=S1646-2122201300040000500007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">8. Davis TR, Brady O, Dias JJ. Excision of the trapezium for osteoarthritis of the trapezio-metacarpal joint: a study of the benefit of ligament reconstruction or tendon interposition. J Hand Surg Am. 2004; 29 (6): 1069-1077</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000125&pid=S1646-2122201300040000500008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">9. Burton RI, Pellegrini VD Jr. Surgical management of basal joint arthritis of the thumb. Part II. Ligament reconstruction with tendon interposition arthroplasty. J Hand Surg Am. 1986; 11 (3): 324-332</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000126&pid=S1646-2122201300040000500009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">10. Wajon A, Ada L, Edmunds I. Surgery for thumb (trapeziometacarpal joint) osteoarthritis. Cochrane Database Syst Rev. 2005;  (4)</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000127&pid=S1646-2122201300040000500010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">11. Thomsen NO, Jensen CH, Nygaard H. Weilby-Burton arthroplasty of the trapeziometacarpal joint of the thumb. Scand J Plast Reconstr Surg Hand Surg. 2000; 34 (3): 253-256</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000128&pid=S1646-2122201300040000500011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">12. Orfale AG, Araújo PM, Ferraz MB, Natour J. Translation into Brazilian Portuguese, cultural adaptation and evaluation of the reliability of the Disabilities of the Arm, Shoulder and Hand Questionnaire. Braz J Med Biol Res. 2005; 38 (2): 293-302</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000129&pid=S1646-2122201300040000500012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">13. Kapandji A. [Clinical test of apposition and counterapposition of the thumb]. Ann Chir Main. 1986; 5 (1): 67-73</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000130&pid=S1646-2122201300040000500013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font face="verdana" size="2">14. Buck-Gramcko D. Daumensattelgelenksarthrose. In Buck-Gramcko d, Heilbig B, editors. Bewertung der Ergebnisse von Operationen wegen Daumensattelgelenksarthrose. Rundschreiben an die Teilnehmer der XII. Basler Handchirurgischen Arbeitstagung, Marz 1987. Stuttgart: Hippokrates; 1994. p. 43-44.</font></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">15. Yang SS, Weiland AJ. First metacarpal subsidence during pinch after ligament reconstruction and tendon interposition basal joint arthroplasty of the thumb. J Hand Surg Am. 1998; 23 (5): 879-883</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000132&pid=S1646-2122201300040000500015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">16. Tomaino MM, Pellegrini VD Jr, Burton RI. Arthroplasty of the basal joint of the thumb. Long-term follow-up after ligament reconstruction with tendon interposition. J Bone Joint Surg Am. 1995; 77 (3): 346-355</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000133&pid=S1646-2122201300040000500016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">17. Kriegs-Au G, Petje G, Fojtl E, Ganger R, Zachs I. Ligament reconstruction with or without tendon interposition to treat primary thumb carpometacarpal osteoarthritis. A prospective randomized study. J Bone Joint Surg Am. 2004; 86-A (2): 209-218</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000134&pid=S1646-2122201300040000500017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">18. Gerwin M, Griffith A, Weiland AJ, Hotchkiss RN, McCormack RR. Ligament reconstruction basal joint arthroplasty without tendon interposition. Clin Orthop Relat Res. 1997;  (342): 42-45</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000135&pid=S1646-2122201300040000500018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">19. Kuhns CA, Emerson ET, Meals RA. Hematoma and distraction arthroplasty for thumb basal joint osteoarthritis: a prospective, single surgeon study including outcomes measures. J Hand Surg Am. 2003; 28 (3): 381-389</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000136&pid=S1646-2122201300040000500019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">20. Manske PR. Commentary: Excision of the trapezium. J Hand Surg Am. 2004; 29 (6): 1078-1079</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000137&pid=S1646-2122201300040000500020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">21. Junior AG Pardini, Freitas AD, Chaves AB, Freitas MB. Estudo comparativo entre ressecção do trapézio e interposição tendinosa com e sem ligamentoplastia no tratamento da artrose carpometacarpiana do polegar. Rev Bras Ortop. 2008; 43 (3): 69-75</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000138&pid=S1646-2122201300040000500021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">22. Davis TR, Brady O, Dias JJ. Excision of the trapezium for osteoarthritis of the trapeziometacarpal joint: a study of the benefit of ligament reconstruction or tendo interposition. J Hand Surg Am. 2004; 29 A: 1069-1077</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000139&pid=S1646-2122201300040000500022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">23. Swigart CR. Arthritis of the base of the thumb. Curr Rev Musculoskelet Med. 2008; 1: 142-146</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000140&pid=S1646-2122201300040000500023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">24. Pinheiro WG, Chaim RM, Carvalho WB. Artroplastia de excisão do trapézio e interposição tendinosa na rizartrose: estudo prospectivo. Rev Bras Ortop. 2011;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000141&pid=S1646-2122201300040000500024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>    ]]></body>
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<body><![CDATA[<br><a href="mailto:jneves13956@hotmail.com">jneves13956@hotmail.com</a></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Submissão: </b> 2013-07-20</font></p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Revisão: </b> 2013-11-26</font></p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Aceitação: </b> 2013-11-26</font></p>     ]]></body><back>
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