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<journal-title><![CDATA[Revista Portuguesa de Ortopedia e Traumatologia]]></journal-title>
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<publisher-name><![CDATA[Sociedade Portuguesa de Ortopedia e Traumatologia]]></publisher-name>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Lesões do ligamento cruzado posterior: Há lugar para o tratamento conservador?]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Clínica CEMTRO Serviço de Ortopedia ]]></institution>
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<institution><![CDATA[,Hospital Garcia da Horta Serviço de Ortopedia ]]></institution>
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<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1646-21222013000400006&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S1646-21222013000400006&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S1646-21222013000400006&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[Objectivo: reconhecer o processo de cicatrização espontânea de uma série de lesões do ligamento cruzado posterior (LCP) tratados conservadoramente e avaliar a funcionalidade resultante do tratamento. Material e métodos: uma amostragem consecutiva de catorze doentes, dez indivíduos do sexo masculino e quatro do sexo feminino, foram avaliados por lesões ocorridas entre o ano 2000 e 2010. A avaliação clínica foi efectuada utilizando os critérios de avaliação subjectiva do doente, sintomas, limitação da amplitude de movimento (flexão) e exploração ligamentar que constam no International Knee Documentation Committee (IKDC) Knee Ligament Standard Evaluation Form. Os critérios de Shelbourne foram utilizados para classificar as lesões do ponto de vista imagiológico. A evolução do neo-ligamento foi acompanhada através de RMN de repetição. Resultados: nove casos não demonstraram laxidão através do teste da gaveta posterior. Todos os casos atingiram o grau A nos itens de limitação da amplitude de movimento e sintomas do IKDC. A cicatrização completa do LCP foi confirmada por ressonância magnética com sequências ponderadas em T1 e T2 coronais e sagitais após sete meses pós-lesão na totalidade dos casos. Em dois dos cinco casos com lesões ligamentares múltiplas foi necessária cirurgia ao ligamento cruzado anterior. Conclusão: estes resultados sugerem que após a lesão aguda do LCP, há uma taxa elevada de formação de tecido tipo-LCP que preenche os locais de fixação originais e permite níveis de estabilidade e funcionalidade suficientes para evitar o tratamento cirúrgico.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Objectives: to recognize the spontaneous healing process of a series of conservatively treated posterior cruciate ligament (PCL) injuries and evaluate the functionality outcomes of the treatment. Methods: a consecutive sample of fourteen patients, ten males and four females, were evaluated due to injuries that occurred between 2000 and 2010.The clinical evaluation was based upon criteria found in the International Knee Documentation Committee (IKDC) Knee Ligament Standard Evaluation Form: patient subjective evaluation, symptoms, range of motion (flexion) and ligament examination. Shelbourne criteria was used to classify the original injury imagiologically. The evolution of the neo-ligament was studied with repeated MRI’s. Results: nine cases exhibited a firm endpoint with the posterior drawer test. All fourteen patients had a grade A in the range of motion and symptoms endpoints (IKDC). PCL healing was confirmed with sagittal and coronal T1 and T2 weighted MRIs after a mean time of seven months post injury in all fourteen cases. In two of the five cases with multiple ligament injury, additional anterior cruciate ligament surgery was necessary. Conclusion: these results suggest that after acute injury of the PCL, there is a high rate of PCL-like tissue formation which adopts the PCL’s original fixation points and permits sufficient stability and functionality to avoid surgical treatment.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[LCP]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[cicatrização]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[tratamento conservador]]></kwd>
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<kwd lng="en"><![CDATA[healing]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[conservative treatment]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b><font face="Verdana" size="2">ARTIGO ORIGINAL</font></b></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="4">Lesões do ligamento cruzado posterior. Há lugar para o tratamento conservador?</font></b></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana" size="2"><b>Gustavo Martins<sup>I</sup></b>; <b>João Esteves<sup>I</sup></b>; <b>Carlos Rodrigues<sup>I</sup></b>; <b>Vicente Lopez<sup>II</sup></b>; <b>Pedro Guillén<sup>II</sup></b></font></p>    <p><font face="Verdana" size="2">I. Serviço de Ortopedia. Clínica CEMTRO. Madrid. Espanha.<br />II. Serviço de Ortopedia. Hospital Garcia da Horta. Almada. Portugal.<br /></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana" size="2"><a name="topc"></a><a href="#c">Endereço para correspondência</a></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">RESUMO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Objectivo: reconhecer o processo de cicatriza&ccedil;&atilde;o espont&acirc;nea de uma s&eacute;rie de les&otilde;es do ligamento cruzado posterior (LCP) tratados conservadoramente e avaliar a funcionalidade resultante do tratamento.</p>     <p>Material e m&eacute;todos: uma amostragem consecutiva de catorze doentes, dez indiv&iacute;duos do sexo masculino e quatro do sexo feminino, foram avaliados por les&otilde;es ocorridas entre o ano 2000 e 2010. A avalia&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica foi efectuada utilizando os crit&eacute;rios de avalia&ccedil;&atilde;o subjectiva do doente, sintomas, limita&ccedil;&atilde;o da amplitude de movimento (flex&atilde;o) e explora&ccedil;&atilde;o ligamentar que constam no International Knee Documentation Committee (IKDC) Knee Ligament Standard Evaluation Form. Os crit&eacute;rios de Shelbourne foram utilizados para classificar as les&otilde;es do ponto de vista imagiol&oacute;gico. A evolu&ccedil;&atilde;o do neo-ligamento foi acompanhada atrav&eacute;s de RMN de repeti&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Resultados: nove casos n&atilde;o demonstraram laxid&atilde;o atrav&eacute;s do teste da gaveta posterior. Todos os casos atingiram o grau A nos itens de limita&ccedil;&atilde;o da amplitude de movimento e sintomas do IKDC. A cicatriza&ccedil;&atilde;o completa do LCP foi confirmada por resson&acirc;ncia magn&eacute;tica com sequ&ecirc;ncias ponderadas em T1 e T2 coronais e sagitais ap&oacute;s sete meses p&oacute;s-les&atilde;o na totalidade dos casos. Em dois dos cinco casos com les&otilde;es ligamentares m&uacute;ltiplas foi necess&aacute;ria cirurgia ao ligamento cruzado anterior.</p>     <p>Conclus&atilde;o: estes resultados sugerem que ap&oacute;s a les&atilde;o aguda do LCP, h&aacute; uma taxa elevada de forma&ccedil;&atilde;o de tecido tipo-LCP que preenche os locais de fixa&ccedil;&atilde;o originais e permite n&iacute;veis de estabilidade e funcionalidade suficientes para evitar o tratamento cir&uacute;rgico.</p></font>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Palavras chave</b>: LCP, cicatrização, tratamento conservador. </font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">ABSTRACT</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Objectives: to recognize the spontaneous healing process of a series of conservatively treated posterior cruciate ligament (PCL) injuries and evaluate the functionality outcomes of the treatment.</p>     <p>Methods: a consecutive sample of fourteen patients, ten males and four females, were evaluated due to injuries that occurred between 2000 and 2010.The clinical evaluation was based upon criteria found in the International Knee Documentation Committee (IKDC) Knee Ligament Standard Evaluation Form: patient subjective evaluation, symptoms, range of motion (flexion) and ligament examination. Shelbourne criteria was used to classify the original injury imagiologically. The evolution of the neo-ligament was studied with repeated MRI&rsquo;s.</p>     <p>Results: nine cases exhibited a firm endpoint with the posterior drawer test. All fourteen patients had a grade A in the range of motion and symptoms endpoints (IKDC). PCL healing was confirmed with sagittal and coronal T1 and T2 weighted MRIs after a mean time of seven months post injury in all fourteen cases. In two of the five cases with multiple ligament injury, additional anterior cruciate ligament surgery was necessary.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Conclusion: these results suggest that after acute injury of the PCL, there is a high rate of PCL-like tissue formation which adopts the PCL&rsquo;s original fixation points and permits sufficient stability and functionality to avoid surgical treatment.</p></font>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Key words</b>: PCL, healing, conservative treatment. </font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">INTRODUÇÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Este trabalho pretende avaliar a capacidade de cicatriza&ccedil;&atilde;o espont&acirc;nea do ligamento cruzado posterior. Admitia-se que o sistema central, formado pelos ligamentos cruzados, tinha um poder nulo de cicatriza&ccedil;&atilde;o. A sua rotura levava obrigatoriamente &agrave; substitui&ccedil;&atilde;o ou reconstru&ccedil;&atilde;o dos mesmos para obter uma boa fun&ccedil;&atilde;o articular. Se isto se aplica ao ligamento cruzado anterior (LCA), o mesmo n&atilde;o se poder&aacute; dizer do ligamento cruzado posterior (LCP), que tanto em les&otilde;es de baixa energia, les&otilde;es isoladas, como em les&otilde;es secund&aacute;rias a traumatismos de alta energia, que se acompanham em muitos casos de luxa&ccedil;&atilde;o do joelho, &eacute; capaz de cicatrizar espontaneamente.</p>
    <p>Este poder de cicatriza&ccedil;&atilde;o &eacute; um passo importante para o conhecimento deste ligamento[1-2].</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">MATERIAL E MÉTODOS</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Procedemos &agrave; avalia&ccedil;&atilde;o de um total de 14 doentes numa amostragem consecutiva entre 2000 e 2010, sendo dez do sexo masculino e quatro do sexo feminino, com idades compreendidas entre 14 e 42 anos, sem predom&iacute;nio de lateralidade. O seguimento foi em todos os casos superior a dois anos, com uma m&eacute;dia de 26,3 meses e o tratamento foi sempre conservador.</p>
    <p>Fez-se o seguimento de todos os doentes, mediante os crit&eacute;rios do IKDC e avalia&ccedil;&atilde;o sequencial com RMN.</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>As les&otilde;es classificaram-se do ponto de vista imagiol&oacute;gico (RMN) seguindo os crit&eacute;rios de -Shelbourne em 4 graus:<br />1) Baixo. Edema em T2. Sem disrup&ccedil;&atilde;o das fibras nem altera&ccedil;&atilde;o na forma do ligamento.<br />2) M&eacute;dio. Disrup&ccedil;&atilde;o parcial. Persistem algumas fibras &ldquo;em ponte&rdquo;<br />3) Alto. Disrup&ccedil;&atilde;o total sem fibras &ldquo;em ponte&rdquo;<br />4) Severo. Separa&ccedil;&atilde;o total, com l&iacute;quido ou gordura nos extremos ligamentares.</p>
    <p>As les&otilde;es 1 e 2 s&atilde;o consideradas parciais e as 3 e 4 totais (<a href="/img/revistas/rpot/v21n4/21n4a06f1.jpg">Figura 1</a>)</p>    
<p>&nbsp;</p>    <p>    <center><a href="/img/revistas/rpot/v21n4/21n4a06f1.jpg">Figura 1</a></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    <p>Nos casos de les&atilde;o isolada colocou-se um gesso fechado cruropod&aacute;lico ou uma ort&oacute;tese com o joelho em extens&atilde;o completa, permitindo-se deambula&ccedil;&atilde;o com carga parcial progressiva segundo toler&acirc;ncia com apoio de auxiliares de marcha. Esta imobiliza&ccedil;&atilde;o durou um m&ecirc;s ap&oacute;s o qual iniciaram tratamento reabilitador com ganho progressivo de mobilidade e posterior potencia&ccedil;&atilde;o e reentrada na sua atividade laboral ou desportiva.</p>
    <p>Na les&atilde;o combinada do pivot central e &acirc;ngulo p&oacute;stero externo, reparou-se cirurgicamente o &acirc;ngulo de forma precoce entre o 7&ordm; e 10&ordm; dia.</p>
    <p>Quando ao pivot central se associava a les&atilde;o do compartimento interno, o tratamento conservador consistiu na imobiliza&ccedil;&atilde;o com ort&oacute;tese com controlo de mobilidade bloqueada em extens&atilde;o e deixando livre a flex&atilde;o inicialmente at&eacute; aos 30&ordm; e depois aumentando progressivamente segundo a toler&acirc;ncia do doente.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b><font face="Verdana" size="2">RESULTADOS</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Os doentes eram provenientes do mundo laboral[5] e desportivo[8], quer profissional quer recreativo e um foi secund&aacute;rio a acidente de via&ccedil;&atilde;o.</p>
    <p>Em 9 casos tratava-se de les&atilde;o isolada do LCP e em 5 as les&otilde;es ligamentares eram m&uacute;ltiplas. Destes cinco casos, tr&ecirc;s apresentavam les&otilde;es de ambos os cruzados e do compartimento interno e dois, les&otilde;es de ambos os cruzados e &acirc;ngulo postero- externo.</p>
    <p>Em todos os doentes obteve-se a cura cl&iacute;nica e comprova&ccedil;&atilde;o radiol&oacute;gica, em m&eacute;dia aos 7 meses (desvio standard).</p>
    <p>A valoriza&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica da gaveta posterior revelou uma gaveta residual que nunca superou 1+, nos cinco casos em que as les&otilde;es ligamentares eram m&uacute;ltiplas e no resto uma resolu&ccedil;&atilde;o completa do mesmo.</p>
    <p>Na les&atilde;o combinada do pivot central e &acirc;ngulo p&oacute;stero externo, reparou-se cirurgicamente o &acirc;ngulo de forma precoce entre o 7&ordm; e 10&ordm; dia e s&oacute; em dois casos, com o LCP cicatrizado, foi necess&aacute;ria a reconstru&ccedil;&atilde;o diferida do LCA.</p>
    <p>Quando ao pivot central se associava a les&atilde;o do compartimento interno obteve-se a cicatriza&ccedil;&atilde;o do LCP e do sistema interno sem necessidade de reconstru&ccedil;&atilde;o posterior do LCA (<a href="/img/revistas/rpot/v21n4/21n4a06q1.jpg">Quadro I</a>).</p>    
<p>&nbsp;</p>    <p>    <center><a href="/img/revistas/rpot/v21n4/21n4a06q1.jpg">Quadro I</a></center></p>    
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
    <p>Fez-se a avalia&ccedil;&atilde;o funcional, no final do tratamento, por meio da IKDC (<a href="/img/revistas/rpot/v21n4/21n4a06q2.jpg">Quadro II</a>).</p>    
<p>&nbsp;</p>    <p>    <center><a href="/img/revistas/rpot/v21n4/21n4a06q2.jpg">Quadro II</a></center></p>    
<p>&nbsp;</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">DISCUSSÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Era comummente aceite que do ponto de vista funcional a diferen&ccedil;a entre entorse leve e grave do joelho seria dada pela les&atilde;o dos ligamentos cruzados, logo s&oacute; poder&iacute;amos conseguir um joelho normal ap&oacute;s reconstru&ccedil;&atilde;o ou substitui&ccedil;&atilde;o dos mesmos[2-6]</p>
    <p>Nas duas &uacute;ltimas d&eacute;cadas tem existido um grande incremento pelo interesse no estudo do LCP, sendo que com Hughston[7,8] chegou-se a considerar o elemento mais importante do joelho do ponto de vista ligamentar. Para este autor o dado mais fi&aacute;vel para o seu diagn&oacute;stico &eacute; a laxid&atilde;o em extens&atilde;o. Chega a consider&aacute;-lo o eixo aut&ecirc;ntico do joelho ao redor do qual se move tanto em flex&atilde;o como em extens&atilde;o e efetua a classifica&ccedil;&atilde;o das laxid&otilde;es em diretas e rotat&oacute;rias atendendo ou n&atilde;o &agrave; sua integridade.</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>No entanto ainda existem v&aacute;rias d&uacute;vidas em rela&ccedil;&atilde;o ao tratamento definitivo, tanto da les&atilde;o isolada como combinada, com claros elementos de controv&eacute;rsia que v&atilde;o desde a hist&oacute;ria natural, ao momento da cirurgia, tipo e fixa&ccedil;&atilde;o de enxerto, ligamentos a reparar, etc[3,9-15]. Se teoricamente &eacute; o ligamento mais importante do joelho, uma articula&ccedil;&atilde;o normal, leva obrigatoriamente &agrave; repara&ccedil;&atilde;o de todos e cada um dos ligamentos lesionados e &ldquo;sempre e em primeiro o posterior&rdquo; como se repete e ensina constantemente e se considera padr&atilde;o de ouro neste tipo de les&otilde;es. Esta forma de atuar come&ccedil;a a n&atilde;o ser un&acirc;nime[16-23]</p>
    <p>Shelbourne estudou a cura deste ligamento em 40 joelhos. Ocorreu cicatriza&ccedil;&atilde;o em todos os casos secund&aacute;rios a les&otilde;es de baixa energia (baixo grau e interm&eacute;dio) e em 19 dos 22 casos de alto grau. Por isso prop&otilde;em que estas les&otilde;es se tratem sem nenhuma cirurgia ou com reconstru&ccedil;&atilde;o diferida. Recomenda um per&iacute;odo inicial de imobiliza&ccedil;&atilde;o. V&aacute;rias semanas depois toma-se uma decis&atilde;o baseada no grau de laxid&atilde;o posterior. Reconstr&oacute;i-se o LCP nos joelhos que apresentam uma laxid&atilde;o residual de 2+. Quando a laxid&atilde;o &eacute; menor opta-se por um tratamento n&atilde;o cir&uacute;rgico e o LCA reconstr&oacute;i-se somente em casos selecionados que mostram uma clara instabilidade anterior[1, 13, 14, 24].</p>
    <p>A RMN &eacute; uma grande ajuda para confirmar a cicatriza&ccedil;&atilde;o do LCP. Um s&oacute; corte &eacute; capaz de mostrar todo o ligamento desde a sua origem femoral at&eacute; &aacute; inser&ccedil;&atilde;o tibial. A sua fiabilidade para detetar les&otilde;es do LCP cifra-se nos 95- 99% (<a href="/img/revistas/rpot/v21n4/21n4a06f2.jpg">Figura 2</a>).</p>    
<p>&nbsp;</p>    <p>    <center><a href="/img/revistas/rpot/v21n4/21n4a06f2.jpg">Figura 2</a></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    <p>Atualmente sabe-se que os autoenxertos, uni ou bifasciculares, corretamente colocados, conduzem a resultados finais t&atilde;o bons como os de cirurgia de reconstru&ccedil;&atilde;o do LCA[25, 28]. Mas se o LCP &eacute; capaz de &ldquo;autocurar-se&rdquo; com um tratamento conservador adequado, este pode ser id&oacute;neo, n&atilde;o s&oacute; nas les&otilde;es isoladas como tamb&eacute;m na maior parte das les&otilde;es ligamentares m&uacute;ltiplas.</p>
    <p>A nossa s&eacute;rie apresenta cinco casos de les&atilde;o ligamentar m&uacute;ltipla, tr&ecirc;s associadas a les&atilde;o do compartimento interno e dois a rotura completa do &acirc;ngulo p&oacute;stero externo. Somente em dois destes casos e j&aacute; com o LCP cicatrizado foi necess&aacute;ria a reconstru&ccedil;&atilde;o do LCA (<a href="/img/revistas/rpot/v21n4/21n4a06f3.jpg">Figura 3</a>). Em todos eles, o &uacute;ltimo controlo de RMN mostrou uma imagem perfeita do sistema central (<a name="topf4"></a><a href="#f4">Figura 4</a>). Deste modo, n&atilde;o &eacute; de todo exato o aforismo de &ldquo; sempre e primeiro operar o posterior&rdquo; dado que estamos como &eacute; evidente perante um ligamento com grande potencial de cicatriza&ccedil;&atilde;o com tratamento conservador adequado.</p>    
<p>&nbsp;</p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>    <center><a href="/img/revistas/rpot/v21n4/21n4a06f3.jpg">Figura 3</a></center></p>    
<p>&nbsp;</p><a name="f4"></a>     <p>    <center><img src="/img/revistas/rpot/v21n4/21n4a06f4.jpg" width="408" height="676" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p>
    <p>No entanto n&atilde;o temos uma explica&ccedil;&atilde;o convincente para uma evolu&ccedil;&atilde;o t&atilde;o distinta dos ligamentos cruzados ap&oacute;s a sua rotura. Tratam- se de ligamentos cordonais, caracterizados pela retra&ccedil;&atilde;o que sofrem os seus extremos quando se rompem. Dado que nenhuma imobiliza&ccedil;&atilde;o consegue afrontar as duas extremidades, sempre se pensou que o &uacute;nico tratamento capaz de restaurar a anatomia ligamentosa era o cir&uacute;rgico.</p>
    <p>Alem disso, sendo ambos ligamentos curtos, com pouca reserva de elasticidade, ao menor estiramento rompem se, n&atilde;o existindo portanto a &ldquo;entorse dos cruzados&rdquo;. A rotura ser&aacute; parcial ou total, mas estar&aacute; sempre presente, al&eacute;m disso tendo em conta o conceito de globalidade articular, &eacute; dif&iacute;cil aceitar um ligamento com uma parte rota e outra completamente ilesa[29].</p>
    <p>Por &uacute;ltimo, o l&iacute;quido sinovial impede que se forme o hematoma e o co&aacute;gulo de fibrina retardando os mecanismos de cicatriza&ccedil;&atilde;o. Esta situa&ccedil;&atilde;o somada &agrave; estrutura bifascicular do LCA tem sido apontada como causa do seu poder de cicatriza&ccedil;&atilde;o nulo. Ent&atilde;o somos obrigados a perguntar: Porque n&atilde;o ocorre com o LCP? Ou as roturas do LCP produzem menos hemartrose quando sempre se pensou que estavam mais vascularizados?[30]</p></font>    <p>&nbsp;</p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b><font face="Verdana" size="2">CONCLUSÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Por tudo isto, acreditamos que apesar de desconhecido, existe um mecanismo que leva &agrave; cicatriza&ccedil;&atilde;o completa do ligamento cruzado posterior. O que &eacute; evidente &eacute; que a sua cicatriza&ccedil;&atilde;o leva a evitarmos os inconvenientes do ato cir&uacute;rgico e a poss&iacute;vel rigidez articular sempre poss&iacute;vel em qualquer cirurgia m&uacute;ltipla dos ligamentos do joelho. O neoligamento adota a disposi&ccedil;&atilde;o anat&oacute;mica primitiva, recupera a sua fixa&ccedil;&atilde;o original e mesmo que &agrave;s vezes possa existir alguma laxid&atilde;o posterior residual de 1+, sabe-se que nenhuma t&eacute;cnica cir&uacute;rgica no momento atual produz uma negatividade completa da gaveta posterior.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</font></b></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">1. Shelbourne DK, Jennings RW, Vahey TN. Magnetic resonance imaging of posterior cruciata ligaments injuries. Am J Knee Surg. 1999; 12: 209-213</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000087&pid=S1646-2122201300040000600001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font face="verdana" size="2">2. Sekiya JK, Giffin JR, Harner Ch. Lesiones del ligamento cruzado posterior: aisladas y combinadas. In Robert C Schenck, editors. Lesiones múltiples de los ligamentos de la rodilla en el deportista. Ars Medica AAOS; 2003. p. 85-107.</font></p>    <p><font face="verdana" size="2">3. Trillat A. Chirurgie de genou. 3emes Journées Lyon; Villeurbanne: Simep; 1978. </font></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">4. García P Guillén, López V Concejero. Lesiones aisladas del ligamento cruzado posterior. Nuestra experiencia en 30 casos. Rev Ortop Traumatol. 1985; 29-IB: 363-375</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000090&pid=S1646-2122201300040000600004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">5. Maestro A, Echegoaga J, Murcia A. La lesión del ligamento cruzado posterior en el deportista. Archivos de Medicina del deporte. 1996; 13: 363-369</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000091&pid=S1646-2122201300040000600005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">6. Dejour H, Walch G, Pierrot J, Eberhard Ph. Histoire naturelle de la rupture du ligament croise posterieur. Rev Chir Orthop. 1988; 74: 35-43</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000092&pid=S1646-2122201300040000600006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">7. Hughston JC, Andrews JR, Cross MJ, Moschi A. Clasification of knee ligament instabilitys I The medial compartiment and cruciate ligaments. J Bone Joint Surg (Am). 1976; 58A: 159-173</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000093&pid=S1646-2122201300040000600007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">8. Hughston JC, Andrews JR, Cross MJ, Moschi A. Clasification of knee ligaments instabilitys II. The collateral compartiment. J Bone Joint Surg. (Am). 1976; 58-A: 173</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000094&pid=S1646-2122201300040000600008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">9. García P Guillén, López V Concejero. Historia natural de la rotura aislada del ligamento cruzado posterior de la rodilla. Análisis de 52 casos. Ed Mapfre Medicina. 1990; 2: 3-11</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000095&pid=S1646-2122201300040000600009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">10. Cross MJ, Fracs MB, Powel JF. Long-term followed of cruciate posterior ligament ruptures: a study of 116 cases. Am J Sports Med. 1984; 12: 292-296</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000096&pid=S1646-2122201300040000600010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">11. Dandy DJ, Pusey RJ. The long term results of unrepaired tears of the posterior cruciate ligament. J Bone Joint Surg. 1982; 64-B: 92-94</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000097&pid=S1646-2122201300040000600011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">12. Parolie J, Bergfeld JA. Long term results of non operative treatment of isolated cruciate posterior ligament in the athletes. Am J Sports Med. 1986; 14: 34-39</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000098&pid=S1646-2122201300040000600012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">13. Shelbourne DK, Davis TJ, Patel DV. The natural history of acute isolated nonoperatively treated posterior cruciated ligament injuries. Am J Sports Med. 1999; 27: 276-280</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000099&pid=S1646-2122201300040000600013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">14. Shelbourne DK, Gray T. Natural histoty of acute posterior cruciate ligament tears. Am J Knee Surg. 2002; 15: 103-107</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000100&pid=S1646-2122201300040000600014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">15. Cain TE, Schwab CH. Perfomance of an athlete with straight posterior knee instability. Am J Sports Med. 1981; 9: 203-208</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000101&pid=S1646-2122201300040000600015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">16. Clancy WG, Pandya RD. Posterior cruciate ligament reconstruction with patellar tendon autograft. Clin Sport Med. 1994; 13: 561-570</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000102&pid=S1646-2122201300040000600016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">17. Boynton MD, Tietjens BR. Long-term follw-up to the untreated posterior cruciate ligament-deficient knee. Am J Sports Med. 1996; 24: 292-297</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000103&pid=S1646-2122201300040000600017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">18. Logan M, Williams A, Lavelle J, Gedrove W, Freeman M. The effect of posterior cruciate ligament deficiency of knee kinematics. Am J Sports Med. 2004; 32 (8): 1915-1922</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000104&pid=S1646-2122201300040000600018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">19. Andrews JR, Edwars JC, Satterwhite YE. Lesiones aisladas del ligamento cruzado posterior. Clin Med Dep. Ligamento cruzado posterior. Interamericana-Mc Graw-Hill; 1994. p. 533-543.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000105&pid=S1646-2122201300040000600019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">20. Kaplan MJ, Clancy WG. La experiencia del Alabama sports medicine con las lesiones aisladas y combinadas del ligamento cruzado posterior. Clin Med Dep. Ligamento cruzado posterior. Interamericana Mc Graw-Hill; 1994. p. 559-566.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000107&pid=S1646-2122201300040000600020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">21. Margharetini F, Mariano P. Diagnostic evaluation of posterior cruciata ligament injuries. Knee Surg Sports Traumatol Arthrosc. 2003; 11: 282-288</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000109&pid=S1646-2122201300040000600021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">22. Grood JE, Hepfry JM, Lindelfield NT. Factor affecting the region of most isometric femoral attachments I. The posterior cruciate ligament. Am J Sports Med. 1987; 17: 197-207</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000110&pid=S1646-2122201300040000600022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">23. Peterson DC, Thaim LM, Fowler PJ. Posterior cruciate ligament imaging. Am J Knee Surg. 2002; 15: 121-127</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000111&pid=S1646-2122201300040000600023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">24. Jari S, Shelbourne DK. Non operative or delayed surgical treatment of combined cruciate ligaments and medial side knee injury. Sports Med Arthrosc Rev. 2001; 9: 185-192</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000112&pid=S1646-2122201300040000600024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font face="verdana" size="2">25. Shelton WR. Graft selection in posterior cruciate ligament surgery. In Fanelli GC, editors. Posterior cruciate ligament injuries. Spriger; 2001. p. 135-140.</font></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">26. Hoher J, Scheffter S, Weiler A. Graft choice and graft fixation in PCL reconstruction. Knee Surg Sports Traumatol. 2003; 11: 297-306</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000114&pid=S1646-2122201300040000600026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">27. Heinzelmann AD, Barrett GR. Posterior cruciate ligament reconstruction: Achilles tendon allograft, double bundle. Clin Sports Med. 2009; 28 (2): 245-257</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000115&pid=S1646-2122201300040000600027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">28. Wu CH, Chen AC, Yuan LJ, Chan ch. Arthroscopic reconstruction of the posterior cruciate ligament by using a quadriceps tendon autograft a minimum five follow-up. Arthroscopy. 2007; 23 (4): 420-427</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000116&pid=S1646-2122201300040000600028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">29. Muller W. The knee:form, function and ligament reconstruction. New York: Springer-Verlag; 1983.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000117&pid=S1646-2122201300040000600029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">30. Arnoczky SP, Rubin RM, Marshall JL. Microvasculature of the cruciate ligaments and is response to injury. J Bone Joint Surg A. 1979; 61: 1221-1229</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000119&pid=S1646-2122201300040000600030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Conflito de interesse: </font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Nada a declarar.</p></font>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p><a name="c"></a>    <p><b><font face="Verdana" size="2"><a href="#topc">Endereço para correspondência</a></font></b></p>    <p><font face="Verdana" size="2">Gustavo Garcia Martins    <br>Serviço de Ortopedia    <br>Hospital Garcia de Orta    <br>Pragal    <br>2800 Almada    <br>Portugal    <br><a href="mailto:garciamartins.gustavo@gmail.com">garciamartins.gustavo@gmail.com</a></font></p>    <p>&nbsp;</p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Submissão: </b> 2013-07-17</font></p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Revisão: </b> 2013-11-26</font></p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Aceitação: </b> 2013-11-26</font></p>     ]]></body><back>
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