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<journal-title><![CDATA[Revista Portuguesa de Ortopedia e Traumatologia]]></journal-title>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Artroplastia total da anca com osteotomia de encurtamento subtrocantérica para a doença de desenvolvimento da anca Tipo IV de Crowe]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Hospital Universitário Santa Cristina  ]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Objective: describe a surgical technique and to evaluate the results of cementless arthroplasty with a simultaneous subtrochanteric shortening osteotomy in a patient with bilateral Crowe type - IV developmental dysplasia of the hip. Methods: a 62 year old woman with a known history of untreated bilateral Developmental Displacement of the Hip. Pain and dysfunction resistants’ to nonoperative measures. Conventional radiology confirmed bilateral dislocation of the hips more than 100%. History of joint replacement with transverse subtrochanteric osteotomy at left hip. Subsequently right hip arthroplasty with femoral shortening osteotomy by Mayo Clinic technique. Results: the follow up period was 25 months for transverse sub trochanteric osteotomy procedure and 17 months for the Mayo Clinic technique. Both surgical acts occurred with proper technical execution, and there were no complications. Were not observed during follow-up criteria of heterotopic ossification or components loosening. The Harris Hip Score initial stood in values of 40 having evolved after the two surgical procedures for values greater than 80. The initial pain described as severe and persistent improved to mild or occasional. Conclusions: joint replacement for high dislocations (Crowe type IV) implies with regularly a shortening femoral osteotomy to prevent neurological damage by stretching the sciatic nerve. The procedure of sub trochanteric osteotomy allows prevent nonunion after advancement osteotomy of the greater trochanter as well as the weakening of the abductor muscles. The technique of Mayo Clinic adds a superior contact bone - bone at the osteotomy site and setting intraoperative limb length.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Artroplastia total anca]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[osteotomia encurtamento subtrocantérica]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[doença desenvolvimento anca tipo IV Crowe]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b><font face="Verdana" size="2">CASO CLÍNICO</font></b></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="4">Artroplastia total da anca com osteotomia de encurtamento subtrocantérica para a doença de desenvolvimento da anca Tipo IV de Crowe</font></b></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana" size="2"><b>Diogo Ferraz<sup>I</sup></b>; <b>Rafael Llopis Miró<sup>I</sup></b>; <b>Maria Imaculada Neira<sup>I</sup></b></font></p>    <p><font face="Verdana" size="2">I. Hospital Universitário Santa Cristina. Madrid. Espanha.<br /></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana" size="2"><a name="topc"></a><a href="#c">Endereço para correspondência</a></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">RESUMO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Objetivos: descrever uma t&eacute;cnica de encurtamento femoral associada a artroplastia total da anca numa doente com doen&ccedil;a de desenvolvimento da anca bilateral tipo IV de Crowe.</p>     <p>M&eacute;todos: doente de 62 anos, sexo feminino, com hist&oacute;ria conhecida de doen&ccedil;a de desenvolvimento da anca bilateral n&atilde;o tratada. Cl&iacute;nica de coxalgia bilateral resistente ao tratamento conservador. Radiologia convencional confirmou sub luxa&ccedil;&atilde;o bilateral das ancas superior a 100%. Antecedentes de substitui&ccedil;&atilde;o articular com osteotomia subtrocant&eacute;rica transversa. Posteriormente ralizada a artroplastia contralateral com encurtamento femoral pela t&eacute;cnica da Cl&iacute;nica Mayo.</p>     <p>Resultados: o recuo conseguido de 25 meses para o procedimento de osteotomia sub trocant&eacute;rica transversa e de 17 meses para a t&eacute;cnica da Cl&iacute;nica Mayo. Em ambos os atos cir&uacute;rgicos verificou-se uma correta execu&ccedil;&atilde;o t&eacute;cnica e n&atilde;o foram registadas complica&ccedil;&otilde;es. N&atilde;o foram observ&aacute;veis no per&iacute;odo de seguimento cr&iacute;t&eacute;rios de ossifica&ccedil;&atilde;o heterot&oacute;pica ou descolamento ass&eacute;ptico. O Harris Hip Score inicial situava-se em valores de 40 tendo evolu&iacute;do ap&oacute;s os dois procedimentos cir&uacute;rgicos para valores superiores a 80. A dor inicial descrita como severa e persistente melhorou para ligeira a ocasional.</p>     <p>Conclus&otilde;es: a substitui&ccedil;&atilde;o articular para as luxa&ccedil;&otilde;es altas (tipo IV de Crowe) implica com regularidade um encurtamento femoral para evitar uma les&atilde;o neurol&oacute;gica por estiramento. O procedimento de encurtamento subtrocant&eacute;rico permite evitar a pseudartrose p&oacute;s osteotomia de avan&ccedil;o do grande trocanter bem como a fragiliza&ccedil;&atilde;o da musculatura abdutora. A t&eacute;cnica da Cl&iacute;nica Mayo acrescenta um superior contacto osso &ndash; osso no local da osteotomia e o ajuste intra operat&oacute;rio do comprimento do membro.</p></font>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Palavras chave</b>: Artroplastia total anca, osteotomia encurtamento subtrocantérica, doença desenvolvimento anca tipo IV Crowe. </font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">ABSTRACT</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Objective: describe a surgical technique and to evaluate the results of cementless arthroplasty with a simultaneous subtrochanteric shortening osteotomy in a patient with bilateral Crowe type &ndash; IV developmental dysplasia of the hip.</p>     <p>Methods: a 62 year old woman with a known history of untreated bilateral Developmental Displacement of the Hip. Pain and dysfunction resistants&rsquo; to nonoperative measures. Conventional radiology confirmed bilateral dislocation of the hips more than 100%. History of joint replacement with transverse subtrochanteric osteotomy at left hip. Subsequently right hip arthroplasty with femoral shortening osteotomy by Mayo Clinic technique.</p>     <p>Results: the follow up period was 25 months for transverse sub trochanteric osteotomy procedure and 17 months for the Mayo Clinic technique. Both surgical acts occurred with proper technical execution, and there were no complications. Were not observed during follow-up criteria of heterotopic ossification or components loosening. The Harris Hip Score initial stood in values of 40 having evolved after the two surgical procedures for values greater than 80. The initial pain described as severe and persistent improved to mild or occasional.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Conclusions: joint replacement for high dislocations (Crowe type IV) implies with regularly a shortening femoral osteotomy to prevent neurological damage by stretching the sciatic nerve. The procedure of sub trochanteric osteotomy allows prevent nonunion after advancement osteotomy of the greater trochanter as well as the weakening of the abductor muscles. The technique of Mayo Clinic adds a superior contact bone - bone at the osteotomy site and setting intraoperative limb length.</p></font>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Key words</b>: Total Hip Arthroplasty, shortening subtrochanteric osteotomy, Crowe type - IV developmental dysplasia. </font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">INTRODUÇÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>A doen&ccedil;a de desenvolvimento da anca &eacute; usualmente referida na literatura como doen&ccedil;a de displasia da anca. Descrita inicialmente, por Dupuytren em 1832, como luxa&ccedil;&atilde;o cong&eacute;nita da anca o seu conceito foi evoluindo. Com a constata&ccedil;&atilde;o de apresentar uma hist&oacute;ria natural vari&aacute;vel nem sempre atingindo a luxa&ccedil;&atilde;o e mesmo quando esta ocorre poder ser por um processo p&oacute;s natal n&atilde;o sendo portanto uma patologia verdadeiramente cong&eacute;nita[1].</p>     <p>Wynne &ndash; Davies em 1970 verificou diferen&ccedil;as entre crian&ccedil;as com luxa&ccedil;&otilde;es p&oacute;s natais precoces daquelas com luxa&ccedil;&otilde;es de aparecimento mais tardio. O primeiro grupo expressava hist&oacute;ria familiar de hiper &ndash; laxidez ligamentar; j&aacute; o segundo grupo com luxa&ccedil;&atilde;o de aprecimento posterior manisfestava incid&ecirc;ncia familiar de displasia acetabular.</p>     <p>Em 1984 Davies Stuart vem corroborar esta hip&oacute;tese de predisposi&ccedil;&atilde;o gen&eacute;tica[2] onde admite serem as luxa&ccedil;&otilde;es cong&eacute;nitas verdadeiras associadas a laxidez ligamentar estando as luxa&ccedil;&otilde;es posteriores ao per&iacute;odo neonatal relacionadas com displasia acetabular familiar.</p>     <p>Com o intuito de abranger esta no&ccedil;&atilde;o de uma patologia din&acirc;mica, com potencialidade de evolu&ccedil;&atilde;o favor&aacute;vel ou desfavor&aacute;vel, Klisic em 1989 recomendou o uso do termo Desloca&ccedil;&atilde;o ou Doen&ccedil;a de Desenvolvimento da Anca[1] englobando assim os conceitos de Displasia; Subluxa&ccedil;&atilde;o e Luxa&ccedil;&atilde;o da Anca indepentemente de ocorrerem na vida intra uterina ou no p&oacute;s natal no decurso do desenvolvimento filogen&eacute;tico da marcha b&iacute;pede.</p>     <p>Incid&ecirc;ncia<br />A incid&ecirc;ncia aceite para a desloca&ccedil;&atilde;o do desenvolvimento da anca no per&iacute;odo neonatal em popula&ccedil;&otilde;es n&atilde;o tratadas aproxima-se de um a dois por mil. J&aacute; a instabilidade da anca neonatal atinge valores de quinze a vinte por mil[3].</p>     <p>Com a progressiva utiliza&ccedil;&atilde;o da ultrasonografia consegiu-se um diagn&oacute;stico e tratamento mais precoce com consequente melhoria do progn&oacute;stico. A preval&ecirc;ncia da doen&ccedil;a na idade adulta &eacute; rara correspondendo &agrave; indica&ccedil;&atilde;o para substitui&ccedil;&atilde;o total da anca em institui&ccedil;&otilde;es de refer&ecirc;ncia na ordem dos 0,3%[4].</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Classifica&ccedil;&atilde;o<br />Em 1979, Crowe et al[5] classificou a desloca&ccedil;&atilde;o de desenvolvimento da anca na idade adulta segundo dois parametros. Primeiro considerando a migra&ccedil;&atilde;o proximal da cabe&ccedil;a do f&eacute;mur admitindo quatro n&iacute;veis: Tipo I (&lt; 50% subluxa&ccedil;&atilde;o ), Tipo II ( 50 a 75 % subluxa&ccedil;&atilde;o), Tipo III ( 75 a 100 % subluxa&ccedil;&atilde;o), Tipo IV (&gt; 100 % subluxa&ccedil;&atilde;o); segundo, dividindo a dist&acirc;ncia vertical que corresponde ao comprimento entre a linha horizontal inter&ndash;lacrimal e a linha horizontal ao n&iacute;vel da jun&ccedil;&atilde;o cabe&ccedil;a &ndash; colo femoral pelo comprimento definido entre a linha horizontal ao n&iacute;vel da tuberosidade isqui&aacute;tica e a linha horizontal tangente &agrave; crista il&iacute;aca: Tipo I (&lt; 0.10), Tipo II (0.10 a 0.15), Tipo III (0.16 a 0.20), Tipo IV (&gt; 0.20). Esta classifica&ccedil;&atilde;o &eacute; de car&aacute;ter quantitativo[3].</p></font>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Artroplastia</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>No caso cl&iacute;nico em estudo submeteu-se &agrave; aprecia&ccedil;&atilde;o os resultados funcionais e radiogr&aacute;ficos da artroplastia total da anca para uma doente com doen&ccedil;a desenvolvimento da anca bilateral tipo IV de Crowe recorrendo-se &agrave; t&eacute;cnica de osteotomia de encurtamento subtrocant&eacute;rica. Objetivamente procedeu-se ao subtipo de osteotomia transversa na anca esquerda e &agrave; t&eacute;cnica da Cl&iacute;nica Mayo na anca direita[6,7].</p>     <p>Em 1996 surgiu a clasifica&ccedil;&atilde;o anat&oacute;mica de Hartofilakidis[9]: Tipo I &ndash; anca displ&aacute;sica, n&atilde;o deslocada; Tipo II - desloca&ccedil;&atilde;o baixa; Tipo III &ndash; desloca&ccedil;&atilde;o alta. Apresentando-se assim como predom&iacute;nio qualitativo[3]. Neste artigo ser&aacute; utilizada o subtipo migra&ccedil;&atilde;o proximal da classifica&ccedil;&atilde;o de Crowe.</p></font>    <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">MATERIAL E MÉTODOS</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>O instrumental utilizado na artroplastia esquerda (osteotomia transversa) consistiu: haste n&atilde;o cimentada porosa de revestimento total 130 mm, componente acetabolar 40 mm, cabe&ccedil;a de cromo &ndash; cobalto 22 mm, polietileno altamente reticulado 22 mm, dois parafusos acetabolares 6,5 mm, tr&ecirc;s cabos de cerclage (Zimmer incorporated).</p>     <p>Na anca contra &ndash; lateral foi utilizada uma haste femoral modular AcuMatch s&eacute;rie M (<a name="topf1"></a><a href="#f1">Figura 1</a>) que permite ultrapassar as discrep&acirc;ncias de di&acirc;metro entre a diversas fra&ccedil;&otilde;es do canal medular. Constitu&iacute;da por tr&ecirc;s segmentos independentes respetivamente: colo, componente metafis&aacute;rio, haste distal propriamente dita, o que possibilita uma sele&ccedil;&atilde;o independente entre o offset e o comprimento da haste. Restantes implantes: componente acetabular 40 mm, cabe&ccedil;a de cromo &ndash; cobalto 22 mm, polietileno altamente reticulado 22 mm, tr&ecirc;s parafusos acetabulares 6,5 mm, quatro cabos de cerclage (Zimmer incorporated).</p>    <p>&nbsp;</p><a name="f1"></a>     <p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<center><img src="/img/revistas/rpot/v21n4/21n4a09f1.jpg" width="358" height="532" border="0" /></center></p>    
<p>&nbsp;</p></font>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Técnica cirúrgica - procedimento Clínica Mayo</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Planifica&ccedil;&atilde;o pr&eacute; &ndash; operat&oacute;ria: realiza-se um estudo imagiol&oacute;gico antero &ndash; posterior e lateral para determina&ccedil;&atilde;o inicial da dimens&atilde;o dos componentes, n&iacute;vel da osteotomia femoral e da osteotomia subtrocant&eacute;rica. O ensaio do componente acetabular projeta-se com a m&aacute;xima medializa&ccedil;&atilde;o poss&iacute;vel para obter o apoio sumo no teto acetabular e na l&aacute;grima[6]. A prova do componente femoral permite prever o n&iacute;vel da osteotomia subtrocant&eacute;rica usualmente um cent&iacute;metro distal ao pequeno trocanter[6]. O comprimento antecipado de osso a ser removido deve ser calculado com o objetivo de igualizar a dimens&atilde;o dos membros inferiores e n&atilde;o alongar o membro mais de quatro cent&iacute;metros[7].</p>     <p>Via de abordagem: via p&oacute;stero lateral de Moore (via posterior de Langenbeck &ndash; <a href="/img/revistas/rpot/v21n4/21n4a09f2.jpg">Figura 2A</a>) a qual permite uma excelente identifica&ccedil;&atilde;o do acet&aacute;bulo primitivo assim como realizar a osteotomia femoral[6]. Possibilita ainda uma boa mobiliza&ccedil;&atilde;o do f&eacute;mur ap&oacute;s a liberta&ccedil;&atilde;o da inser&ccedil;&atilde;o distal do m&uacute;sculo grande gl&uacute;teo o que diminui a tra&ccedil;&atilde;o sobre o nervo ci&aacute;tico[6] (<a href="/img/revistas/rpot/v21n4/21n4a09f2.jpg">Figura 2B</a>). Artrotomia e luxa&ccedil;&atilde;o da cabe&ccedil;a femoral. Colheita de enxerto de osso esponjoso mediante uma fresa de pequena dimens&atilde;o (<a href="/img/revistas/rpot/v21n4/21n4a09f2.jpg">Figura 2C</a>).</p>     
<p>Osteotomia do colo femoral: O corte pode ser medido distalmente desde a cabe&ccedil;a    do colo do f&eacute;mur ou proximalmente desde o pequeno trocanter. Procede-se    &agrave; prepara&ccedil;&atilde;o intra medular, a qual dever&aacute; ultrapassar    o n&iacute;vel da osteotomia de encurtamento, com o intuito de se conseguir    uma boa ancoragem da pr&oacute;tese ao fragmento distal permitindo obter uma    boa estabilidade rotacional[7].</p>     <p>Osteotomia subtrocant&eacute;rica ou osteotomia femoral proximal: geralmente    10 cm distal ao grande trocanter (<a href="/img/revistas/rpot/v21n4/21n4a09f2.jpg">Figura    2D</a>). O fragmento femoral &eacute; transladado anteriormente preservando    os tecidos moles envolventes dando acesso ao acet&aacute;bulo anat&oacute;mico.</p>     
<p>Tempo Acetabular: O acet&aacute;bulo primitivo por norma apresenta dimen&ccedil;&otilde;es    reduzidas o que indica o uso de fresas acetabulares de pequeno di&acirc;metro.    Na maioria dos casos consegue-se uma boa cobertura lateral com a medializa&ccedil;&atilde;o    da fresagem. Quando isso n&atilde;o se verifica utiliza-se enxerto &oacute;sseo    aut&oacute;logo para aumento da parede supero-lateral[7]. Neste processo deve-se    ter especial cuidado com a moldagem da parede anterior e medial[6]. J&aacute;    a coluna posterior &eacute; frequentemente espessa podendo ser utilizada para    otimizar o teto acetabular[7]. A &uacute;ltima fresa pode ser utilizada em modo    reverso com o intuito de expandir o acet&aacute;bulo e compactar o enxerto &oacute;sseo[6,7].    O componente acetabular &eacute; impactado na sua posi&ccedil;&atilde;o n&atilde;o    negligenciando a antevers&atilde;o e cobertura[6] e fixo com parafusos suplementares[7].</p>     <p>Tempo Femoral: Osteotomia femoral distal: Nesta fase coloca-se uma haste teste    e procede-se &agrave; redu&ccedil;&atilde;o da anca. Seguidamente tracciona-se    distalmente o membro com fim de igualizar o seu comprimento com o membro contra    lateral. Determina-se assim o n&iacute;vel da osteotomia femoral distal ficando    o f&eacute;mur encurtado. O segmento &oacute;sseo removido &eacute; aberto em    bivalve (<a href="/img/revistas/rpot/v21n4/21n4a09f2.jpg">Figura 2E</a>).</p>     
<p>Prepara&ccedil;&atilde;o femoral definitiva: Antes da prepara&ccedil;&atilde;o    definitiva da por&ccedil;&atilde;o distal do femur &eacute; aconselh&aacute;vel    a sua estabiliza&ccedil;&atilde;o atrav&eacute;s da coloca&ccedil;&atilde;o    de cabos de cerclage. &Eacute; aconselh&aacute;vel recorrer ao uso de hastes    femorais modulares e estriadas pois permitem maior estabilidade rotacional devido    &agrave; discrep&acirc;ncia de di&acirc;metro entre a met&aacute;fise e a di&aacute;fise[6].    Permitem igualmente a elei&ccedil;&atilde;o independente do offset, dimens&atilde;o    componente metafis&aacute;rio e comprimento da haste distal[6] (<a name="topf1"></a><a href="#f1">Figura    1</a>).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Implanta&ccedil;&atilde;o Haste Femoral: Antecipadamente &agrave; impacta&ccedil;&atilde;o    da haste definitiva &eacute; necess&aacute;rio o ajuste do alinhamento rotacional    de ambos fragmentos femorais de forma a permitir uma antevers&atilde;o aproximada    de 15&deg; componente metafis&aacute;rio[7] ou conseguir esse alinhamento atrav&eacute;s    da antevers&atilde;o independente das diversas fra&ccedil;&otilde;es da haste    femoral utilizada. O processo de implanta&ccedil;&atilde;o em si &eacute; realizado    de forma independente. Primeiro, a parcela metafis&aacute;ria sucedida pelo    fragmento mais distante. Se necess&aacute;rio poderse - &aacute; ajustar a osteotomia    para uma boa redu&ccedil;&atilde;o da anca ou em casos de estiramento excessivo    do nervo ci&aacute;tico[6,7]. A estabilidade rotacional e axial s&atilde;o conseguidas    pela boa ancoragem do implante quer a n&iacute;vel metafis&aacute;rio quer distalmente.    O segmento &oacute;sseo removido ap&oacute;s aberto em bivalve &eacute; colocado,    em associa&ccedil;&atilde;o opcional a exerto &oacute;sseo aut&oacute;logo,    ao n&iacute;vel da osteotomia e estabilizado por dois cabos de cerclage a fim    de potencializar a remodela&ccedil;&atilde;o &oacute;ssea (<a href="/img/revistas/rpot/v21n4/21n4a09f2.jpg">Figura    2F</a>).</p>     
<p>Encerramento: Realizam-se as provas usuais de estabilidade da anca. Encerramento    por planos com reinser&ccedil;&atilde;o mediante pontos trans&oacute;sseos do    tend&atilde;o distal m&uacute;sculo grande gl&uacute;teo, c&aacute;psula articular    e os m&uacute;sculos curtos rotadores externos da coxa[6]. Dreno aspirativo    24 horas.</p> </font>      <p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">CASO CLÍNICO</font></b></p><font face="verdana" size="2">     <p>Doente sexo feminino, 62 anos, altura 156 cm com hist&oacute;ria conhecida    de doen&ccedil;a de desenvolvimento da anca bilateral n&atilde;o tratada. Referenciada    &agrave; consulta por coxalgia bilateral de evolu&ccedil;&atilde;o arrastada    refract&aacute;ria ao tratamento conservador. A avalia&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica    inicial demonstrava sinal de Trendelemburg e hiperlordose lombar secund&aacute;ria    ao flexo bilateral da anca. Arco de movimento da anca diminu&iacute;do bilateralmente.    O estudo imagiol&oacute;gico confirmava o quadro de doen&ccedil;a de desenvolvimento    da anca do adulto com subluxa&ccedil;&atilde;o superior a 100% bilateralmente    (<a href="/img/revistas/rpot/v21n4/21n4a09f3.jpg">Figura 3 A e B</a>).    Primariamente procedeu-se &agrave; substitui&ccedil;&atilde;o articular esquerda    (<a href="/img/revistas/rpot/v21n4/21n4a09f3.jpg">Figura 3C</a>) e posteriormente    foi realizada artroplastia da anca direita (<a href="/img/revistas/rpot/v21n4/21n4a09f3.jpg">Figura    3 D</a>).</p> </font>      
<p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">RESULTADOS</font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Na avalia&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica foram registados os seguintes par&acirc;metros: altura, discrep&acirc;ncia do comprimentro entre os dois membros inferiores no pr&eacute; e p&oacute;soperat&oacute;rios e o Harris Hip Score. O Recuo conseguido foi de 25 meses anca esquerda e 17 meses anca direita. A avalia&ccedil;&atilde;o da consolida&ccedil;&atilde;o da osteotomia foi efetuada em radiogramas subsequentes. Os crit&eacute;rios de remodela&ccedil;&atilde;o &oacute;ssea considerados foram a presen&ccedil;a de calo &oacute;sseo no local de osteotomia e a continuidade entre as corticais das fra&ccedil;&otilde;es proximais e distais do f&eacute;mur[8]. Realizaram-se ainda o despiste da migra&ccedil;&atilde;o dos componentes, calcifica&ccedil;&atilde;o heterotr&oacute;pica, oste&oacute;lise e desgaste do polietileno acetabular. Em ambas as ancas o Harris Hip Score inicial situava-se em valores de 40 e atingiu n&iacute;veis superiores 80 ap&oacute;s os procedimentos cir&uacute;rgicos. Nesta escala o crit&eacute;rio dor, inicialmente descrita como severa condicionando limita&ccedil;&atilde;o marcada das atividades, progrediu para um quadro dor ligeira a ocasional. A discrep&acirc;ncia cl&iacute;nica entre o comprimento dos membros inferiores entre os dois gestos cir&uacute;rgicos aproximava-se dos 40 mm. Ap&oacute;s ambas as reconstru&ccedil;&otilde;es articulares essa disparidade verificou-se ser inferior a 10 mm (<a href="/img/revistas/rpot/v21n4/21n4a09f3.jpg">Figura 3 E</a>).</p></font>    
<p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">DISCUSSÃO</font></b></p><font face="verdana" size="2">    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A doen&ccedil;a de desenvolvimento da anca se n&atilde;o diagnosticada na inf&acirc;ncia pode evoluir para manifestarse na idade adulta como um quadro de sub-luxa&ccedil;&atilde;o ou luxa&ccedil;&atilde;o da anca. Nestes pacientes os m&uacute;sculos que se inserem no fem&uacute;r proximal encontram-se encurtados e apresentam uma disposi&ccedil;&atilde;o anat&oacute;mica mais horizontalizada[9]. Essa altera&ccedil;&atilde;o estrutural pode predispor a uma aus&ecirc;ncia de contacto entre a cabe&ccedil;a femoral e o osso il&iacute;aco. Desta forma n&atilde;o se ir&aacute; desenvolver patologia degenerativa nestas estruturas e os pacientes manter-se-&atilde;o indolores pelo que n&atilde;o se encontram indicados tratamentos invasivos. Nos casos onde esse contacto se verifica e por ser um contacto inst&aacute;vel, existe uma tend&ecirc;ncia para o aparecimento de desgaste local manifestado pelo desenvolvimento de um neo &ndash; acet&aacute;bulo e altera&ccedil;&otilde;es secund&aacute;rias da cabe&ccedil;a femoral. A presesn&ccedil;a deste falso acet&aacute;bulo bem definido &eacute; o fator de principal progn&oacute;stico de desenvolvimento de dor[9].</p>     <p>Nas sub luxa&ccedil;&otilde;es sintom&aacute;ticas menos severas com degenera&ccedil;&atilde;o articular m&iacute;nima poder-se-&aacute; optar por osteotomias peri acetabulares[3]. As evid&ecirc;ncias sugerem que esta t&eacute;cnica apresenta bons resultados para pacientes com menos de trinta anos e possuem uma boa /excelente congru&ecirc;ncia articular no momento do ato cir&uacute;rgico[3]. Este procedimento n&atilde;o impossibilita uma futura artroplastia da anca.</p>     <p>A susbtitui&ccedil;&atilde;o total da anca tem sido documentada para a maioria dos doentes com artropatia avan&ccedil;ada no contexto de doen&ccedil;a de desolvolvimento da anca tipo I, II, III com bons resultados funcionais e supress&atilde;o da dor[4]. Contudo a anatomopatologia caracter&iacute;stica das luxa&ccedil;&otilde;es altas (tipo IV de Crowe) coloca dificuldades t&eacute;cnicas para a reconstru&ccedil;&atilde;o articular.</p>     <p>Como primeiro objetivo encontra-se a coloca&ccedil;&atilde;o do componente acetabular ao n&iacute;vel do acet&aacute;bulo verdadeiro. A sua disposi&ccedil;&atilde;o a esse n&iacute;vel tem concedido os resultados mais dur&aacute;veis[4] potencializando a musculatura abdutora[10]. Na sua impossibilidade o seu posicionamento mais elevado mas n&atilde;o mais lateralizado poder&aacute; ser aceit&aacute;vel[3].</p>     <p>No que concerne &agrave; sua coloca&ccedil;&atilde;o aceita-se como que adequada uma cobertura de 75 a 80% desde que exista uma boa reserva &oacute;ssea na parede anterior e posterior[3]. Se estes valores n&atilde;o forem atingidos poder-se-&aacute; considerar o recurso a enxerto &oacute;sseo. Como crit&eacute;rios favor&aacute;veis ao desgaste do polietileno e como tal a evitar incluem-se: inclina&ccedil;&atilde;o acetabular superior a 45&deg; ou lateraliza&ccedil;&atilde;o relativamente &agrave; l&aacute;grima excedendo os 25 mm.</p>     <p>Por&eacute;m este posicionamento anat&oacute;mico do componente acetabular resulta numa anca de mais dif&iacute;cil redu&ccedil;&atilde;o, alongamento do membro e consequente possibilidade de les&atilde;o neurol&oacute;gica por estiramento.</p>     <p>Para solucionar este problema foram descritas v&aacute;rias t&eacute;cnicas de encurtamento femoral permitindo uma mais f&aacute;cil redu&ccedil;&atilde;o, equaliza&ccedil;&atilde;o do comprimento dos membros inferiores e a prote&ccedil;&atilde;o do nervo ci&aacute;tico.</p>     <p>A osteotomia de encurtamento femoral pode ser realizada a v&aacute;rios n&iacute;veis anat&oacute;micos. O m&eacute;todo tradicional tem consistido na osteotomia de avan&ccedil;o distal do grande trocanter associada a encurtamento femoral proximal. Implica o recurso a hastes retas e apresenta como poss&iacute;veis complica&ccedil;&otilde;es uma uni&atilde;o fibrosa do grande trocanter e o aparecimento de fraturas do segmento metafis&aacute;rio proximal[10].</p>     <p>Encontram-se igualmente descritas as t&eacute;cnicas de osteotomia segment&aacute;ria de encurtamento metafis&aacute;rio para pacientes com patologia unilateral e osteotomia de Schanz pr&eacute;via[10] e a osteotomia de encurtamento supra condiliana que permite manter inalterada a musculatura abdutora pela sua osteotomia distal[11].</p>     <p>Mais proximamente surgiu um novo conceito: osteotomia de encurtamento subtrocant&eacute;rica. Este procedimento divide-se em v&aacute;rios sub tipos: osteotomia transversa, osteotomia obl&iacute;qua, osteotomia em &ldquo;step &ndash; cut&rdquo; e a osteotomia pela t&eacute;cnica da Cl&iacute;nica Mayo[6,7]. A osteotomia obl&iacute;qua apresenta valores de pseudartrose de 10% aos 8 anos[6]. O procedimento em &ldquo; step &ndash; cut&rdquo; tem vantagens que favorecem a remodela&ccedil;&atilde;o &oacute;ssea tais como uma maior superf&iacute;cie de contacto entre os segmentos da osteotomia e uma maior resist&ecirc;ncia ao momento de tor&ccedil;&atilde;o[8].</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>No caso em estudo foi realizada uma osteotomia de encurtamento subtrocant&eacute;rica transversa na anca esquerda e pela t&eacute;cnica da Cl&iacute;nica Mayo anca direita. Ambas as situa&ccedil;&otilde;es permitem preservar a estrutura &oacute;ssea proximal e com isso garantir uma melhor estabilidade rotacional a esse n&iacute;vel bem como reduzir o risco de comprometimento da musculatura abdutora por pseudartrose p&oacute;s osteotomia de avan&ccedil;o trocant&eacute;rica[8].</p>     <p>A osteotomia de encurtamento subtrocant&eacute;rica requer uma fixa&ccedil;&atilde;o est&aacute;vel nos fragmentos metafis&aacute;rios e diafis&aacute;rios[4,7,8]. A estabilidade rotacional metafis&aacute;ria &eacute; melhor conseguida com a utiliza&ccedil;&atilde;o de hastes modulares. O recurso a hastes n&atilde;o modulares pode condicionar um insuficiente preenchimento e ancoragem ao canal medular o que pode ocasionar o descolamento ass&eacute;ptico, fraturas da haste femoral por estas apresentarem predominantemente fixa&ccedil;&atilde;o distal ou ainda pseudartrose da osteotomia por escassa estabilidade rotacional[8].</p>     <p>Neste &acirc;mbito Whiteside estudou o efeito da reten&ccedil;&atilde;o parcial do colo do f&eacute;mur com a utiliza&ccedil;&atilde;o de hastes modulares no que refere &agrave; estabilidade rotacional e concluiu ser este o fator mais importante[16]. J&aacute; a estabilidade a n&iacute;vel distal poder&aacute; ser comprometida em pacientes com densidade &oacute;ssea diminu&iacute;da. Na presen&ccedil;a destas duas vari&aacute;veis &eacute; leg&iacute;timo recorrer-se a uma haste cimentada[8]. O uso de hastes n&atilde;o cimentadas modulares cuja geometria se adapte a um canal medular estreito e reto de um f&eacute;mur com uma morfologia alterada ser&aacute; a melhor solu&ccedil;&atilde;o[8].</p>     <p>A osteotomia transversa realizada &agrave; esquerda apresentou evolu&ccedil;&atilde;o favor&aacute;vel com desenvolvimento de continuidade cortical evidente aos 16 meses de p&oacute;soperat&oacute;rio (<a href="/img/revistas/rpot/v21n4/21n4a09f3.jpg">Figura 3E</a>).</p>     
<p>N&atilde;o foram observ&aacute;veis crit&eacute;rios de ossifica&ccedil;&atilde;o heterotr&oacute;pica segundo o sistema de classifica&ccedil;&atilde;o Brooker ou de descolamento ass&eacute;ptico demonstrado pela migra&ccedil;&atilde;o distal do componente femoral relativamente &agrave; extremidade do grande trocanter ou pelo aparecimento de uma angula&ccedil;&atilde;o em varo da haste femoral nos radiogramas de controlo.</p>     <p>Na anca direita foi efetuado o encurtamento subtrocant&eacute;rico tela t&eacute;cnica da Cl&iacute;nica Mayo. Este procedimento representa um avan&ccedil;o t&eacute;cnico relativamente aos precedentes na medida em que permite um excelente contacto osso &ndash; osso ao n&iacute;vel da osteotomia conseguido pela aposi&ccedil;&atilde;o em bivalve do segmento &oacute;sseo removido a fim de favorecer a remodela&ccedil;&atilde;o &oacute;ssea. Possibilita ainda o ajuste intra operat&oacute;rio do comprimento do membro[7].</p>     <p>O recurso a uma haste modular possibilita a sele&ccedil;&atilde;o independente quer do componente metafis&aacute;rio permitindo um ajuste e uma fixa&ccedil;&atilde;o firme ao fragmento femoral proximal independentemente do n&iacute;vel de ressec&ccedil;&atilde;o do colo do f&eacute;mur[8] quer de uma haste cil&iacute;ndrica estriada distal com capacidade de pontencializar uma fixa&ccedil;&atilde;o est&aacute;vel ao fragmento distal bem como ao n&iacute;vel da osteotomia[4]. Esta garantia proximal e distal de estabilidade rotacional &eacute; indispens&aacute;vel para evitar a pseudartrose da osteotomia[4].</p>     <p>Deve-se ainda salientar que a antevers&atilde;o femoral proximal &eacute; corrigida pela rota&ccedil;&atilde;o dos fragmentos femorais conseguindo-se a lateraliza&ccedil;&atilde;o anat&oacute;mica normal do grande trocanter e dos abdutores restaurando-se assim a for&ccedil;a abdutora e minimizando a instabilidade e a claudica&ccedil;&atilde;o[4].</p>     <p>Este passo &eacute; essencial para obter uma estabilidade &oacute;tima da anca, um bom arco de movimento e minimizar o risco de luxa&ccedil;&atilde;o p&oacute;s-operat&oacute;ria[7].</p>     <p>Radiograficamente n&atilde;o foram observ&aacute;veis crit&eacute;rios de ossifica&ccedil;&atilde;o heterotr&oacute;pica ou de descolamento ass&eacute;ptico de ambos os compomentes evidenciados por migra&ccedil;&atilde;o ou variza&ccedil;&atilde;o da haste femoral ou por altera&ccedil;&atilde;o da dist&acirc;ncia entre o bordo infero &ndash; medial do componente acetabolar e a linha inter-lacrimal[8].</p></font>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</font></b></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">1. Klisic P. Congenital dislocation of the hip: a misleading tearm. J. Bone Joint Sur. Br. 1989; 71-B: 136</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000085&pid=S1646-2122201300040000900001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">2. Davies S, Walker G. Problems in the early recognition of the hip dysplasia. J. Bone Joint Sur. Br. 1984; 66-B: 479</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000086&pid=S1646-2122201300040000900002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">3. Rogers Benedict A., Garbedian Shawn, Kuchinad Raul A., Backstein David, Safir Oleg, Gross Allan E.. Total Hip Arthroplasty for Adult Hip Dysplasia - Current Concepts Review. Bone Joint Surg Am. 2012; 94: 1809-1821</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000087&pid=S1646-2122201300040000900003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">4. Krych Aaron J., Howard James L., Trousdale Robert T., Cabanela Miguel E., Berry Daniel J.. Total Hip Arthroplasty with Shortening Subtrochanteric Osteotomy in Crowe Type-IV Developmental Dysplasia. Bone Joint Surg Am. 2009; 91: 2213-2221</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000088&pid=S1646-2122201300040000900004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font face="verdana" size="2">5. Crowe John F., Man V. John, Ranawat Chitranjan S.. Total Hip Replacement in Congenital Dislocation and Dysplasia of the Hip. Bone Joint Surg Am. 1979 Jan; 61-A (1)</font></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">6. Miró R. Llopis. Artroplastia Total de Cadera en Displasias Altas. Abordaje Posterior y Técnica de Acortamiento del Fémur. Madrid: Cuadernos de Cirugía Articular; 2012.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000090&pid=S1646-2122201300040000900006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">7. Krych Aaron J., Howard James L., Trousdale Robert T., Cabanela Miguel E., Berry Daniel J.. Total Hip Arthroplasty with Shortening Subtrochanteric Osteotomy in Crowe Type-IV Developmental Dysplasia - Surgical Technique. Bone Joint Surg Am. 2010; 92 (1-2): 176-187</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000092&pid=S1646-2122201300040000900007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">8. Takao Masaki, Ohzono Kenji, Nishii Takashi, Miki Hidenobu, Nakamura Nobuo, Sugano Nobuhiko. Cementless Modular Total Hip Arthroplasty with Subtrochanteric Shortening Osteotomy for Hips with Developmental Dysplasia. J Bone Joint Surg Am. 2011; 93: 548-555</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000093&pid=S1646-2122201300040000900008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">9. Herring John Anthony. Developmental Dysplasia of the Hip. Tachdjien's Pediatric Orthopaedics. W.B. Saunders Company;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000094&pid=S1646-2122201300040000900009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">10. Paavilainen Timo, Hoikka Veijo, Paavolainen Pekka. Cementless Total Hip Arthroplasty for Congenitally Dislocated or Dysplastic Hips. Clinical Orthopaedics and Related Research number. 1993; 297: 71-81</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000096&pid=S1646-2122201300040000900010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font face="verdana" size="2">11. Restrepo N.G., Guzmán R.M.. Artroplastia Total de Cadera Asociada a Osteotomía Femoral Supracondilea en Luxaciones Altas. Técnica Quirúrgica y presentación de casos. Revista de Ortopedia y Traumatologia. 2004 Sep; 18 (3)</font></p>    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">12. Whiteside LA, Arima J, White SE, Branam L, McCarthy DS. Fixation of the modular total hip femoral component in cementless total hip arthroplasty. Clin Orthop Relat Res. 1994; 298: 184-190</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000098&pid=S1646-2122201300040000900012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>    <p><b><font face="Verdana" size="2">Conflito de interesse: </font></b></p><font face="verdana" size="2">    <p>Nada a declarar.</p></font>    <p>&nbsp;</p><a name="c"></a>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b><font face="Verdana" size="2"><a href="#topc">Endereço para correspondência</a></font></b></p>    <p><font face="Verdana" size="2">Diogo Ferraz    <br>Rua Sousa Aroso nº 31 Ed 3 - 2A    <br>4400 - 289 Matosinhos    <br>Portugal    <br><a href="mailto:diogo_fcml@hotmail.com">diogo_fcml@hotmail.com</a></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Submissão: </b> 2013-07-18</font></p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Revisão: </b> 2013-11-26</font></p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Data de Aceitação: </b> 2013-11-26</font></p>    ]]></body>
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